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Martelotte não crê em mais saídas e diz: “Nunca trabalhei dentro de uma normalidade no Santa Cruz”

Técnico vai para sua quinta passagem pelo Tricolor e falou sobre tudo na apresentação ao clube, nesta quarta-feira: conversa com elenco, avaliação da Série D e muito mais

Por Camila Sousa — Recife

globo esporte

Marcelo Martelotte é apresentado no Santa Cruz e fala sobre situação do elenco e saídas

De volta para sua quinta passagem pelo Santa Cruz, Marcelo Martelotte foi apresentado oficialmente ao clube na manhã desta quarta-feira, no auditório do Arruda. E falou muito. Ao longo dos 25 minutos de entrevista com a imprensa, o novo comandante coral substituto de Leston Júnior, traçou comparativo da atual crise instalada no Tricolor com outros momentos difíceis vivenciados no clube, a negociação pelo seu retorno, o primeiro contato com o grupo, e muito mais.

Depois de uma série de reuniões internas na última terça-feira para acalmar os bastidores corais, motivo pelo qual não houve treino com o grupo, na tarde desta quarta-feira é que Martelotte vai comanda a primeira atividade com o elenco tricolor, também no Arruda. Pela manhã, o plantel apenas realizou trabalhos físicos na academia.

Veja a coletiva, na íntegra

2017/2021

– Não vejo nenhuma semelhança com nenhum outro momento que eu passei no Santa Cruz, principalmente pelo fato de assumir esse desafio na Série D. É uma situação nova pra mim, e eu não consigo ver essa relação porque 2017 foi um campeonato muito difícil. Assumi o time na zona de rebaixamento, com a dificuldade muito grande de mudar uma situação. Não vejo hoje o clube nessa situação, vejo até porque assumo após uma vitória. Em um momento apesar da turbulência extra-campo, o time conquistou uma vitória e até com essa vitória veio uma indicação de dias melhores e é nisso que a gente aposta.

Primeiro diálogo com o elenco

– Foi diálogo franco, eu colocando, pela primeira vez, chego num grupo que conheço poucos jogadores, no trabalho do Santa Cruz conheço alguns jogadores que trabalhei em outros lugares. Para mim é um grupo formado recentemente, me apresentei, contei um pouco do que já passei dentro desse clube e os jogadores colocaram a posição deles, o que eles esperam. Acho que essa sinceridade e a gente trabalhar com olho no olho, falando o que pensa, nesse primeiro momento é o mais importante. E nós vamos juntos brigar sempre para solucionar todas as questões.

Possíveis novas saídas

– Eu quero trabalhar com quem quer ficar no Santa Cruz. Eu respeito os jogadores que, por seus motivos, não querem ficar mais, mas a gente também tem essa opção para trabalhar o mais rápido possível para ter um grupo completo novamente. Gilberto é um jogador importante e tem sido muito discutido isso pela questão da liderança. Você precisa de jogadores assim dentro do grupo, conversei muito com ele. Não adianta pensar em um início de trabalho se não tiver solucionado essas questões. Eu penso que a gente não deva ter mais outras surpresas com saídas de jogadores.

Momento mais difícil no Santa Cruz?

– Eu nunca trabalhei dentro de uma normalidade no Santa Cruz, de chegar e estar tudo certo, de pensar só no futebol, só no time, a gente sempre teve que correr atrás de outras situações, mesmo nos times que foram vitoriosos. Não acho que seja o pior momento. O que mais incomoda é o time estar na Série D e vou trabalhar em cima dessa situação. Por esse aspecto, sim, porque nunca trabalhei com o time na Série D.

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Confiança do time

– Jogar bem e não ganhar pode minar a confiança dos jogadores, mas a reação do jogo de domingo mostra que é um time que tem um poder de reação. Temos tudo para gerar um clima positivo.

Negociação com o Santa Cruz

– Minha negociação não se deu com Leston Júnior ainda treinador. A diretoria entrou em contato comigo logo após a saída do Leston, até comentei que a divulgação foi rápida, mas não houve nenhuma negociação antes. Essa é minha ética. Normalmente eu não negocio muito rapidamente. Foi isso que aconteceu dessa vez.

Parceria com Zé Teodoro

– É importante que a gente precisa se unir com pessoas que conheçam o clube. Faço o apelo a pessoas assim para unificar o clube, é fácil criticar o clube, mais difícil é se propor a ajudar. Essa foi a proposta minha e do Zé para unir nossas experiências para ajudar o Santa Cruz. Nossa responsabilidade é duplicada.

Avaliação da Série D

– É nivelada, decidida em detalhes e não pelo poderio econômico. É uma competição muito específica, não é por questão financeira que vai resolver. Somos uma camisa muito pesada dentro da Série D. Já mostramos dentro do Pernambucano, enfrentando de igual para igual. Temos que buscar tirar o máximo desse grupo de jogadores e qualificar para fazer com que o peso da camisa se reflita dentro de campo.

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