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Manifestantes voltam às ruas da Polônia contra endurecimento de lei sobre o aborto

Alguns ativistas chegaram a invadir igrejas católicas no horário de missas. Decisão da Corte Constitucional impede, agora, aborto de fetos com problemas congênitos.

Por G1

Polônia registrou protestos neste domingo (25) contra uma decisão judicial que restringiu ainda mais o aborto no país. Houve confrontos entre manifestantes, policiais e ativistas antiaborto.

Por decisão da Corte Constitucional do país, mulheres com fetos que apresentem problemas congênitos não têm mais direito a abortar. A decisão revoltou grupos feministas que já consideravam as leis antiaborto da Polônia como uma das mais duras da Europa.

Em algumas cidades, os manifestantes invadiram igrejas católicas durante a celebração das missas. Na capital Varsóvia, um grupo de ativistas nacionalistas e conservadores formou um cordão nas escadas de acesso à Igreja da Santa Cruz para impedir a entrada dos ativistas.

Houve tensão também em Katowice, cidade do sul polonês onde a polícia precisou agir para evitar confrontos entre ativistas pró-aborto e manifestantes conservadores.

De acordo com a agência Associated Press, manifestantes chegaram a pichar nas paredes de igrejas números de telefone de fornecedores de pílulas abortivas no país.

A Polônia já vinha registrando protestos contra as medidas de restrição para conter o novo coronavírus — o país vive uma segunda onda pior do que a primeira tanto em casos quanto em mortes. O presidente Andrzej Duda anunciou no sábado que está com Covid-19.

Aborto na Polônia

A Polônia tem mais de 90% da população católica e é um dos países mais religiosos da Europa. O governo é comandado pelo PiS, partido nacionalista de viés conservador que recebe críticas de setores mais liberais da União Europeia.

Com a nova restrição, o aborto na Polônia só é permitido em casos de estupro, incesto e se a gravidez ameaça a vida ou a saúde da mãe. Em 2019, o país registrou 1.110 abortos dentro da lei, a maioria feita por causa de fetos com má formação — modalidade que fica excluída com a decisão desta semana.

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