Mais um robô explora reator 1 da usina nuclear de Fukushima

Imagem de vídeo feita pelo primeiro robô a explorar reator 1 da Central Atômica de Fukushima. (Foto: TEPCO / via Reuters)

Imagem de vídeo feita pelo primeiro robô a explorar reator 1 da Central Atômica de Fukushima. (Foto: TEPCO / via Reuters)

Um segundo robô operado por controle remoto foi enviado para explorar o interior do reator 1 da usina de Fukushima depois de o primeiro dispositivo similar usado pela Tokyo Eletric Power (Tepco) ter ficado preso no local.

O novo robô, também equipado com câmeras, um dosímetro e um termômetro, tentará percorrer parte da superfície do vaso de contenção do reator, obtendo dados sobre a temperatura e o nível de radiação do local, além de registrar imagens da estrutura, explicou a companhia responsável pela usina de Fukushima em comunicado.

Na última sexta-feira (10), a Tepco enviou um primeiro robô ao interior do reator, o que permitiu que os técnicos vissem a estrutura pela primeira vez desde que o terremoto e o tsunami de março de 2011 destruíram a usina.

Os altos níveis de radiação desde o acidente não permitem a entrada dos especialistas nas instalações.

Imagem de vídeo feita pelo primeiro robô a explorar reator 1 da Central Atômica de Fukushima. (Foto: TEPCO / via Reuters)
Imagem de vídeo feita pelo primeiro robô a explorar reator 1 da Central Atômica de Fukushima. (Foto: TEPCO / via Reuters)

A Tepco acredita que a perda de refrigeração provocada pelo terremoto e tsunami há quatro anos fez com que o combustível nuclear dos reatores 1, 2 e 3 se fundisse, perfurando os vasos de pressão. Posteriormente, eles teriam se acumulado no fundo dos vasos de contenção – que atua como uma espécie de couraça exterior.

A retirada do combustível nuclear é a operação mais complexa e delicada do longo processo para desmantelar a usina, um trabalho que pode durar até 40 anos.

O primeiro robô enviado pela Tepco deixou de estar operacional cinco horas após entrar no local, depois de completar apenas uma parte de sua missão.

Estava previsto que o robô articulado percorresse cerca de 20 metros na parte superior do compartimento de contenção, mas ficou preso em algum obstáculo após cobrir aproximadamente a metade do trajeto.

Apesar dos problemas, o primeiro robô detectou níveis de radiação de até 10 sieverts por hora, suficientes para provocar a morte de uma pessoa em menos de 60 minutos, mas abaixo do previsto pelos técnicos. Os dados revelaram também que o dispositivo pode funcionar dentro do reator por vários dias.

A Tepco planeja ter no ano que vem uma nova versão do robô, resistente à água e capaz de explorar a parte inferior do vaso de contenção, onde está acumulado o líquido dos sistemas de refrigeração e também o combustível fundido.

O robô, construído em forma tubular e articulado para contornar obstáculos, foi desenvolvido pela Hitachi General Eletric Nuclear Energy e o Centro Internacional de Desmantelamento Nuclear do Japão.

 

Da EFE

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