Magnata ecologista americano morre após acidente de caiaque no Chile

Foto de arquivo registrada em 2000 do bilionário Douglas Tompkins no Chile (Foto: Arquivo / Reuters)
Foto de arquivo registrada em 2000 do bilionário Douglas Tompkins no Chile (Foto: Arquivo / Reuters)

O milionário ecologista americano Douglas Tompkins morreu nesta terça-feira (8) no hospital de Coyhaique, na Patagônia chilena, por causa de uma severa hipotermia sofrida após cair do caiaque em que navegava pelo lago General Carrera.

Fontes do hospital de Ciyhaique, a cerca de 1.500 km de Santiago, disseram que Tompkins, de 72 anos, morreu à tarde, cinco horas depois de ser internado.

O acidente foi causado, segundo fontes da marinha chilena, por uma forte ventania que provocou ondas de três metros sobre o lago Carrera, cujas águas abrangem território do Chile e da Argentina, onde é chamado de lago Buenos Aires.

O empresário e outras cinco pessoas, das quais pelo menos três também seriam estrangeiras, sofreram o acidente quando realizavam uma travessia de 30 km entre as localidades de Puerto Sánchez e Puerto Ingeniero Ibáñez.

De acordo com a marinha, os navegantes se lançaram ao lago sem avisar à capitania dos portos, no momento em que as condições meteorológicas eram adversas para a navegação de embarcações pequenas.

Após o naufrágio, três deles conseguiram nadar até uma ilhota, mas Tompkins e os outros dois permaneceram durante vários minutos na água, até serem resgatados por um helicóptero.

Os acompanhantes do empresário americano se encontram em boas condições e segundo os médicos, a idade de Tompkins foi um fator determinante em sua morte.

Segundo o médico Carlos Salazar, chefe da Unidade de Urgências do Hospital Regional Coyhaique, Tompkins chegou em estado “extremamente grave”.

Em declarações a meios de comunicação locais, o médico disse que Tompkins chegou com 19 graus de temperatura corporal ao hospital e sustentou que os casos de sobrevivência “são esporádicos” quando ocorrem este tipo de hipotermias extremas.

O magnata, que fez fortuna com as empresas North Face, de equipamentos de camping e escalada, e Esprit, de roupas femininas, comprou há algumas décadas grandes extensões de terra na Patagônia da Argentina e do Chile para transformá-las em parques protegidos.

 

Da EFE

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