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Justiça Federal decreta prisão preventiva dos cinco presos em veleiro com 2,2 toneladas de cocaína

Audiência de custódia ocorreu na tarde desta quarta-feira (17), um dia após o barco interceptado pela Marinha a 270 quilômetros do Recife chegar à cidade.

Por G1 PE

Embarcação seguia para a Europa com 2,2 toneladas da droga.

As cinco pessoas presas pela Polícia Federal (PF) em um veleiro interceptado pela Marinha, com 2.216 toneladas de cocaína a 270 quilômetros do Recife, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal em Pernambuco (JFPE). A audiência de custódia foi realizada na tarde desta quarta-feira (17), um dia após o barco chegar à capital pernambucana.

Os cinco tripulantes – Joildes Soares Silva, Augusto Guerra Bandeira, Moises Melo Cordeiro, Evaldo Arnizau do Bonfim e Otávio Soares de Almeida – foram ouvidos pela juíza federal titular da 36ª Vara da JFPE, Carolina Malta.

A juíza deferiu requerimento do Ministério Público Federal, “pelos fundamentos de garantia da ordem pública, garantia de aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal”. A embarcação seguirá como bem apreendido e ficará à disposição da Justiça Federal.

Após a audiência de custódia, os cinco presos seguem para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

Após a embarcação atracar no Porto do Recife às 7h05 da terça-feira (16), os cinco brasileiros presos, assim como os 70 sacos contendo a droga, foram levados à Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco, localizada no Cais do Apolo, no Centro do Recife, na área central da cidade.

Embarcação foi interceptada na noite do domingo (14). Policiais federais participaram da operação após a Marinha interceptar a embarcação. Eles deram voz de prisão aos cinco tripulantes do veleiro, todos brasileiros.

No local, eles prestaram depoimento à delegada da Polícia Federal Adriana Vasconcelos, da Delegacia de Entorpecentes. A droga deve ser incinerada pela PF.

Procurado pelo G1, o advogado Rafael Alves do Nascimento, que defende os cinco presos no veleiro, disse que não daria entrevistas sobre o caso.

Apreensões em alto-mar

O veleiro foi interceptado na noite do domingo (14), em uma operação conjunta da PF e da Marinha do Brasil, com apoio de informações de agências de PortugalEstados Unidos e Reino Unido.

Na segunda-feira (15), a Marinha havia estimado que havia 1,5 tonelada de droga, mas a Polícia Federal concluiu a pesagem do material na terça-feira (16) e constatou que havia 2,216 toneladas no barco. Ainda de acordo com a Marinha, a embarcação teria como destino a Europa.

Polícia Federal apreendeu sacos com cocaína em veleiro e prendeu cinco pessoas — Foto: PF/Divulgação

Polícia Federal apreendeu sacos com cocaína em veleiro e prendeu cinco pessoas — Foto: PF/Divulgação

Volta ao mundo

Antes de ser vendido, o veleiro Guruçá Cat foi utilizado para dar uma volta ao mundo. O barco foi construído em 2010 por um casal de velejadores, que lamentou, na terça-feira (16), o uso da embarcação para tráfico internacional de drogas.

Durante quatro anos, entre 2012 e 2016, Guta Favarato e Fausto Pignaton navegaram ao redor do planeta e passaram por mais de 30 países. O Guruçá Cat foi vendido há quase um ano pelo casal, que comunicou a venda do veleiro nas redes sociais em março de 2020.

Guta Favarato e Fausto Pignaton, antigos donos do veleiro Guruçá Cat, postaram em março de 2020 nas redes sociais foto ao lado do barco para anunciar venda — Foto: Reprodução/Facebook

Guta Favarato e Fausto Pignaton, antigos donos do veleiro Guruçá Cat, postaram em março de 2020 nas redes sociais foto ao lado do barco para anunciar venda — Foto: Reprodução/Facebook

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