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Imagens do alívio: veja os momentos em que preso por engano no RJ reencontra familiares após deixar a prisão

Momentos do drama da família do motorista de aplicativos e montador de móveis Jeferson Pereira da Silva foram registrados em imagens.

Por G1 Rio

O drama de Jeferson Pereira da Silva, preso injustamente por seis dias no Rio de Janeiro por causa de uma foto 3×4 antiga, teve um alívio nesta segunda-feira (13) quando o motorista de aplicativo e montador de móveis foi solto da Central de Triagem em Benfica, na Zona Norte do Rio.

As dificuldades do rapaz – que faz questão de dizer que ainda vai precisar lutar para limpar seu nome – e de sua família ficaram registradas em algumas imagens marcantes.

O desespero de parentes

‘A gente devia ter direitos’, diz pai, à espera da libertação do filho preso por engano

Sexta-feira (10) – Parentes de Jeferson se desesperaram à espera da liberação em frente à prisão. “A gente devia ter direito. A gente já não tem grana, não tem boa casa, mora numa favela. Mas direito, acho que seria para todos”, disse o pai do motorista, Celso.

O alarme falso

Alarme falso: família de preso por engano se frusta após erro em alvará atrasar soltura

Domingo (12) – Advogados que representam Jeferson conseguiram um alvará de soltura no Plantão Judiciário em nome do rapaz. Ele recebeu o habeas corpus, mas um erro de digitação em um documento frustrou os parentes, que até já cantavam na expectativa pela libertação na porta do presídio.

A saída e o reencontro ao vivo com a irmã

Jefferson reencontra irmã após ser solto

Segunda-feira (13)– O Bom Dia Rio registrou ao vivo o abraço emocionado de Jeferson e sua irmã, a primeira a recebê-lo após a liberação.

O reencontro com o pai

‘Posso dizer que é o dia mais feliz da minha vida’, diz pai após a soltura de preso por engano no Rio

Outro momento de emoção foi o abraço no reencontro do pai. “Posso dizer que é o dia mais feliz da minha vida”, disse Celso.

Pendência na Justiça

Solto após prisão por engano, por foto 3×4, diz que ainda precisa ter inocência provada na Justiça

Ao sair, Jeferson ressaltou que sua luta, agora, é para limpar o nome. “Eu ainda não sou inocente. Todo mês eu vou ter de voltar aqui, nesse inferno”, pontuou.

Relembre o caso

‘Foram os piores dias da minha vida’, diz homem preso por reconhecimento fotográfico em foto 3×4 antiga

Jeferson foi reconhecido por uma foto 3×4 como autor de um roubo cometido no dia 4 de fevereiro de 2019. Na época ele tinha 27 anos e o retrato é de quando ele tinha 14 anos.

A vítima registrou a ocorrência 21 dias depois do crime, disse que teve uma arma apontada para si e que o celular, R$ 5 e a identidade foram levados.

Jeferson só soube que tinha o nome na polícia oito meses depois, durante uma abordagem de policiais militares do programa Méier Presente.

A prisão

O motorista foi preso na última quarta-feira e permaneceu encarcerado por 6 dias.

“Na quarta-feira (8), meu irmão foi chamado para receber um saldo do cálculo de uma rescisão de um contrato de trabalho que foi de 2015, e foi chamado para receber em um shopping em Del Castilho. Chegando lá não havia escritório da empresa. Tinha duas viaturas aguardando e deram voz de prisão”, diz Fernanda Pereira da Silva, irmã de Jeferson.

Ela conta ainda que foi ele foi orientado a ir até a delegacia onde o crime foi registrado. Jeferson foi até o lugar, sozinho, no próprio veículo e ligou para casa para contar o que estava acontecendo.

A informação consta no depoimento de Jeferson, que informa que ele compareceu espontaneamente, informou que vivia com os pais no bairro Engenho Novo, que era funcionário de uma empresa e que acreditava ter sido confundido pelo reconhecimento fotográfico, já que nunca praticou condutas ilícitas.

A irmã de Jeferson diz ainda que no dia do roubo, ele estava em casa com a família.

“Ele estava em casa. Era uma segunda-feira, estava comigo, a minha mãe e minhas duas filhas”, diz Fernanda.

“O que essa foto está fazendo lá? O Jeferson nunca teve passagem, nem quando era de menor. O que essa foto está fazendo lá? ”, questiona.

Na quinta-feira (9), Jeferson foi transferido da delegacia de Inhaúma, para a Central de Custódia, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

“Recentemente a 1ª turma do STF e a 6ª do STJ se alinharam no sentido que prisão preventiva e sentença condenatória não pode ser embasada unicamente em reconhecimento fotográfico em sede policial”, diz o advogado de Jeferson, Carlos André Dutra, que conta ainda com o apoio da Defensoria Pública para tentar reverter o caso.

O que diz a Polícia Civil

A Secretaria de Estado de Polícia Civil informou que a foto do Jeferson já foi retirada do álbum de suspeitos da delegacia. E que o inquérito foi relatado pelo delegado à época e o reconhecimento fotográfico pela vítima ocorreu na gestão passada.

Quanto ao reconhecimento por foto, a Polícia Civil reforçou que a atual gestão recomendou que os delegados não usem apenas o reconhecimento fotográfico como única prova em inquéritos policiais para pedir a prisão de suspeitos.

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