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Idoso sem doença cardíaca não deve tomar aspirina diária preventiva contra AVC ou infarto, sugere órgão dos EUA

Grupo de especialistas cita risco de hemorragia ao desaconselhar que pacientes acima dos 60 anos que nunca tenham sofrido um problema do coração tomem diariamente o medicamento. Para outras faixas etárias e grupos, a recomendação é outra; veja.

Por g1

Pessoas acima dos 60 anos sem doença do coração NÃO devem tomar doses diárias de aspirina como medida preventiva para um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral, aconselhou nesta terça-feira (12) a Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, na sigla em inglês), um órgão consultivo independente dos Estados Unidos (saiba mais sobre esse órgão no fim da reportagem).

O grupo de especialistas argumenta que o consumo de aspirina para prevenir infarto ou AVC nessa faixa etária acarreta em maior risco de hemorragia — risco para o qual não valeria a pena o hábito. A recomendação favorável ao uso da aspirina diariamente em pequenas doses NÃO MUDA para quem já teve um AVC ou um infarto, desde que em baixas doses.

Para pessoas na faixa entre 40 e 50 anos, o consumo de aspirina ainda pode ter um pequeno benefício contra infarto ou AVC — desde que o paciente não tenha histórico de hemorragias, dizem os especialistas. Para quem tem mais de 50 anos e menos de 60, o grupo médico americano adverte que há poucos dados claros sobre riscos e benefícios.

Essas recomendações pelo uso da aspirina valem para pessoas com pressão alta, colesterol alto, obesidade ou outras condições que aumentam a chance de um ataque cardíaco ou de um avc — e que, portanto, adotam estratégias médicas para diminuir riscos como esses.

Ainda assim, o médico John Wong, especialista do Tufts Medical Center, advertiu à agência de notícias Associated Press que as pessoas devem falar com seus médicos sobre iniciar ou parar um tratamento com aspirina — independentemente da idade.

A posição do grupo de especialistas reverte uma antiga recomendação: a de que o uso diário de aspirina valeria a pena para prevenir infarto ou AVC em maiores de 50 e 60 anos. O medicamento também era aconselhado para evitar câncer colo-retal — essa é mais uma recomendação que caiu de acordo com a recente atualização.

Por que a aspirina?

A aspirina, nome popular do ácido acetilsalicílico, é um medicamento usado principalmente para aliviar dores, mais comumente na cabeça. Porém, ao agir como um anticoagulante, reduz a chance de obstrução nos vasos sanguíneos — e, por isso, ajudaria no combate ao avc e ao infarto.

Porém, mesmo em pequenas doses, a aspirina contém riscos: principalmente de hemorragia ou úlceras no trato digestivo.

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Quem deu a recomendação?

A sugestão partiu da Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, na sigla em inglês). Trata-se de um órgão consultivo e independente — ou seja, não é diretamente vinculado às autoridades americanas.

Essa força tarefa, composta por um painel de especialistas, estabelece diretrizes e sugestões sobre práticas relacionadas à prevenção de doenças. Muitas vezes — caso da questão da aspirina diária em idosos — os casos ficam em consulta pública para que outras pessoas comentem e apresentem posicionamentos.

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