Governo vai tentar conquistar dissidentes do PSDB

Por G1 RS

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quinta-feira (14) que o governo vai buscar conquistar a parte do PSDB que não tem apoiado o governo Temer. Na quinta-feira (14) cinco dos sete parlamentares do partido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara votou a favor do relatório que defendia aval da Casa para a investigação do presidente por corrupção. O documento acabou derrotado, e uma versão recomendando a rejeição da denúncia foi aprovado.

“Queremos ver ainda se podemos conquistar a outra parte que não está apoiando o governo, no caso do PSDB, no caso do PSB, a mesma coisa, queremos ver se conseguimos conquistar a parte que ainda não está apoiando o governo”, disse Eliseu Padilha durante entrevista à rádio Gaúcha, na manhã desta sexta-feira (14), ao rejeitar especulações sobre uma reforma ministerial.

No caso do PSB, entre os quatro integrantes da legenda na CCJ, dois votaram contra e dois foram favoráveis ao parecer. Após a vitória na comissão, Padilha, afirmou que “agora, o problema está com a oposição”.

“O problema deixou de ser do governo, nosso problema era na Comissão de Constituição e Justiça, que era tirar um parecer que rejeitasse um pedido de recebimento da denúncia. Foi rejeitado. Agora, o problema é da oposição”, afirmou em entrevista à rádio Gaúcha, na manhã desta sexta-feira (14).

Agora, a votação deve acontecer no Plenário. Será aprovado se tiver o apoio de pelo menos dois terços do total de 513 deputados, ou seja, 342 votos. Se isso acontecer, será autorizada a instauração do processo no Poder Judiciário.

Padilha diz que o governo está tranquilo, e contabiliza 207 votos do PMDB, PP, PR, PRB e PSD, além de metade da bancada do PSDB, que possui 46 deputados, metade dos votos do PSB (composta por 37 parlamentares) e mais da metade dos votos do DEM, que conta com 29 integrantes, além de parte “expressiva” do Podemos, que atualmente conta com 15 membros.

A soma do ministro da Casa Civil contabiliza cerca de 270 votos – se contabilizada metade da bancada do Podemos –, o que indicaria que a oposição não tem os 342 votos necessários para derrubar o relatório que recomenda a rejeição da denúncia.

“Eu tenho um raciocínio simples. Esses partidos que fecharam questão, o PMDB, PP, PR, PRB, PSD, juntos tem 207 votos. Tivemos ontem menos, mas no plenário deve se ter metade da bancada do PSDB, metade da bancada do PSB, deve se ter mais da metade da bancada do DEM, deve ter o Podemos, parte expressiva da bancada. Isso tudo soma-se em cima dos 207 e tu vai entender porque é que a oposição não quer dar quórum, não quer fazer com que se tenha o número necessário para que se possa votar. A oposição é que tem interesse em fazer com que a decisão da CCJ seja revertida, e que seja acolhida a denúncia”, contabiliza Padilha.

Indagado sobre o movimento dentro do PSDB que pressiona pelo abandono do governo, Padilha diz que a maioria quer ficar e ao mesmo tempo diz que se trata de “um problema interno do PSDB, que a gente não pode interferir”. Ainda assim, diz que o partido vai ter que bater o martelo: “a maioria é que decide”.

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