Governo do Peru declara estado de emergência após protestos

Protesto contra projeto de mineração no dia 14 de maio em Arequipa, no Peru, teve confronto entre manifestantes e a polícia (Foto: AFP)
Protesto contra projeto de mineração no dia 14 de maio em Arequipa, no Peru, teve confronto entre manifestantes e a polícia (Foto: AFP)

O governo peruano afirmou neste sábado (23) que a declaração de estado de emergência na província de Islay, onde quatro pessoas morreram nos últimos dois meses em meio a confrontos entre manifestantes e forças de segurança, “é para garantir a paz.

“Temos feito todos os esforços para evitar essa declaração. Lamentavelmente, a violência e o uso, ao que parece, de cartuchos de dinamite, nos fizeram sentir a necessidade de proteger a população”, disse neste sábado à imprensa o presidente Ollanta Humala.

O regime de exceção, que ficará em vigor até 23 de julho, dá plenos poderes às forças armadas e policiais para deter qualquer pessoa suspeita por atos violentos nos protestos contra o projeto de mineração chamado Tía María, executado pela Southern Peru, filial da mexicana Southern Copper (Grupo México), na região de Arequipa.

“Não é simples. Este é um remédio amargo, mas que permitirá curar nossa democracia”, explicou à imprensa o ministro da Justiça, Gustavo Adrianzén.

A declaração de estado de exceção foi anunciada na sexta-feira (22), depois de violentos protestos em Cocachacra, local próximo ao projeto de mineração. Um pessoa morreu durante o enfrentamento entre a polícia e os manifestantes, que tentaram entrar na prefeitura de Cocachacra utilizando cartuchos de dinamite.

Sete pessoas foram feridas no protesto. A vítima fatal de sexta-feira é a quarta registrada desde o início das manifestações contra o projeto de mineração, em 23 de março.

Os manifestantes são contra projeto mineração, alegando que ele afetaria a agricultura e causaria danos ao meio ambiente em Islay.

 

Da France Presse

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