Filho de Trump e Wikileaks trocaram mensagens durante campanha presidencial nos EUA

Por G1

Donald Trump Jr., filho do presidente Donald Trump, discursa durante um evento na Universidade Faulkner, no Alabama (Foto: Brynn Anderson/AP)

Donald Trump Jr., filho do presidente Donald Trump, discursa durante um evento na Universidade Faulkner, no Alabama (Foto: Brynn Anderson/AP)

Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, trocou mensagens diretas com o portal WikiLeaks, via Twitter, durante a campanha presidencial. A defesa dele afirma que mensagens foram “inofensivas” e motivadas pela curiosidade em saber que o seria publicado pelo portal.

O site, que chegou a vazar documentos hackeados do Comitê Nacional Democrata durante a campanha, pediu para que o filho de Trump divulgasse seus conteúdos na sua rede, de acordo com informações divulgadas pelo jornal “The Atlantic” em primeira mão.

As comunicações, através de mensagens diretas no Twitter, teriam começado semanas antes das eleições, ao mesmo tempo em que o WikiLeaks vazava documentos do Partido Democrata, da sua principal adversária, Hillary Clinton.

Além de pedir que Trump Jr. Divulgue os documentos, o WikiLeaks propõe algumas ideias como não reconhecer os resultados dos pleitos no caso de vitória de Hillary, segundo a Efe.

A imprensa americana afirma que o filho de Trump teria compartilhado estas mensagens com os congressistas que averiguam a suposta ingerência russa na campanha.

O Trump Jr. divulgou os diálogos na segunda-feira (13) através do seu perfil do Twitter e acusou “um dos comitês” do Congresso de ter “vazado” estas comunicações para a imprensa.

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Em uma das mensagens, Trump Jr. se interessa por rumores de um novo vazamento do WikiLeaks de documentos relacionados com Hillary: “O que há por trás dos rumores sobre um vazamento nesta próxima quarta-feira? “.

A essa mensagem de 3 de outubro o WikiLeaks responde no dia 12: “Olá, Donald, que bom ver você e seu pai falando sobre nossas publicações”.

Nessa mesma mensagem, o Wikileaks “aconselhava” que Trump pai incluísse em seus tweets um link para os documentos vazados do chefe de campanha de Hillary, John Podesta.

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Logo depois que o filho recebesse esta mensagem, o então candidato Trump criticou a pouca repercussão em meios de comunicação americanos da “incrível informação proporcionada pelo WikiLeaks”.

Dois dias depois, Trump Jr. compartilhou com seus seguidores no Twitter o link que o WikiLeaks tinha lhe proporcionado.

Durante a campanha, a equipe de Trump, incluindo seu atual vice-presidente, Mike Pence, negou qualquer contato com o WikiLeaks.

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O advogado de Trump Jr., Alan Futerfas, disse ao jornal “The Washington Post” nesta segunda-feira que as mensagens do seu cliente foram “inofensivas” e motivadas pela curiosidade em saber que o seria publicado pelo WikiLeaks, segundo a Efe.

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse, por sua parte, “não poder confirmar” a autenticidade das mensagens já que sua organização “não guarda esses registros”, mas comentou que nas conversas divulgadas por Trump Jr. “falta contexto”.

Trump Jr. foi protagonista de outro escândalo maiúsculo que explodiu meses atrás, quando se soube que também durante a campanha tinha se reunido com uma advogada russa que supostamente tinha informação prejudicial contra Hillary Clinton.

Investigações

As revelações trazem elementos novos para a investigação no Congresso e no Departamento de Justiça sobre a suposta ingerência russa nas eleições presidenciais. Elas aumentam as chances de que Trump Jr. seja chamado para depor no Congresso, de acordo com a Associate Press. A especulação sobre a interferência russa permeou o primeiro ano de Trump na presidência norte-americana.

Uma avaliação dos serviço de inteligência americano, divulgada em janeiro, a CIA, o FBI e a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) concluíram que a Rússia forneceu informações sobre os democratas para o WikiLeaks. O portal negou que a Rússia fosse a fonte de e-mails lançados, incluindo aqueles de John Podesta.

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