Famílias que perderam barracos sonham com nova moradia

Moradores voltam ao local onde moravam e lamentam destruição de 150 barracos pelo fogo / Ricardo Labastier/JC Imagem

Moradores voltam ao local onde moravam e lamentam destruição de 150 barracos pelo fogo

Ricardo Labastier/JC Imagem

Cidades
Os móveis, roupas e documentos que viraram cinzas ficaram pra trás. Agora, as 150 famílias que perderam seus barracos no incêndio que atingiu a comunidade Vila da Família, em Peixinhos, Olinda, na terça-feira, buscam respostas sobre o futuro. Abrigadas no Centro da Juventude, próximo às antigas residências, elas recebem a assistência básica necessária – colchões, roupas, alimentação –, enquanto sonham com uma moradia digna e apelam por ajuda. Eles anunciaram protesto, em frente à Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), às 9h desta quinta, cobrando definições.

“Moro na vila há sete anos, tenho marido e dois filhos. São anos de muito sofrimento. Quando chove, a água bate no joelho, os meninos já pegaram várias bactérias. Mas não temos aonde ir. Em outro incêndio na comunidade, há dois anos, a prefeitura ficou de nos ajudar e não fez nada. Queremos respostas. Que façam alguma coisa por nós, nem que seja levantar nossa casa no mesmo lugar, ficamos sem nada, nem roupa deu pra salvar, ainda bem que nos doaram”, desabafa a dona de casa Natalie Nunes, 22 anos.

O incêndio aconteceu por volta das 4h, provavelmente provocado por um curto-circuito. Ele se espalhou rapidamente e muita gente não conseguiu salvar nada. Ninguém se feriu. “O secretário de habitação deveria estar aqui. Ele passeou pelas comunidades antes das eleições e prometeu nos ajudar, mas nunca voltou”, registra a dona de casa Lucilene da Silva, 50, que abriga a irmã e um sobrinho depois de eles perderem o barraco onde moravam.

“Minha mãe é da comunidade Palha do Arroz, aqui perto, e recebe R$ 200 de auxílio-moradia, não dá para alugar nada. Faz dez anos que prometem uma casa pra ela”, critica Raíza dos Santos, 21. “A gente não tá aqui porque quer, mas porque precisa”. Várias pessoas ouvidas no local disseram já ser cadastradas pelo município para receber moradia ou auxílio.

A secretária-executiva de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos de Olinda, Vera Lúcia, explica que, nesse primeiro momento, é preciso identificar as famílias, confirmar o cadastro, e ver se elas já estão incluídas em algum projeto social. “Nesta quarta identificamos 23 famílias com mais de 40 pessoas, sendo 13 crianças. Vamos continuar esse trabalho e nesta quinta temos uma reunião com a Defesa Civil e a Cehab para discutir a situação. O município precisa da parceria do Estado. Não podemos definir o que fazer do dia para a noite, mas todos estão recebendo a atenção básica”.

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