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Facebook atribui recente vazamento de dados de usuários a “scraping”

Por Rafael Rigues,Editado por André Lucena

Olhar Digital

O Facebook publicou em seu blog oficial um post com informações sobre o recente vazamento de dados de perfil de 533 milhões de usuários, incluindo 8 milhões de Brasileiros e até mesmo seu fundador, Mark Zuckerberg.

Segundo a empresa, os dados não são resultado de uma invasão de seus sistemas, mas sim do uso de uma técnica conhecida como “scraping” (raspagem ou coleta, em português), onde ferramentas automatizadas são usadas para coletar dados em páginas e perfis publicamente disponíveisPUBLICIDADE

Mais especificamente, segundo o Facebook, os dados teriam sido coletados antes de setembro de 2019, com malfeitores “abusando” de uma ferramenta de importação de contatos para obter uma quantidade limitada de dados sobre um perfil.

Robôs se passavam pelo app do Facebook e enviavam ao site uma grande quantidade de números de telefone, para verificar quais estavam associados a perfis. Segundo o site Bleeping Computer, que analisou uma amostra dos dados vazados, todos tinham um número de telefone celular, identificador único (Facebook ID), nome e gênero do usuário.

Já o Facebook afirma que os dados não incluem informações financeiras, de saúde ou senhas, e que assim que o “abuso” da ferramenta de importação de contatos foi detectado, a ferramenta foi modificada para impedir que ele continuasse a acontecer.

A empresa afirma estar trabalhando para tirar do ar os dados deste vazamento recente, e promete “continuar a perseguir agressivamente os malfeitores que fazem mau uso de nossas ferramentas sempre que possível”.

“Não podemos sempre impedir que conjuntos de dados como estes recirculem ou que novos apareçam, mas temos uma equipe dedicada a isto”, diz.

Vazamento sob investigação

Scraping ou não, o vazamento de dados de usuários do Facebook está sob investigação em vários países. Na Irlanda a Comissão de Proteção de Dados (DPC) emitiu um comunicado na última terça-feira (6) lembrando que dados de usuários do Facebook já haviam sido publicados na internet em 2018 e 2019.

Segundo o DPC, o Facebook decidiu não notificar o episódio ocorrido naquela época como violação de informações pessoais, uma vez que a coleta aconteceu antes da implantação do GDPR (Regulamento Geral sobre Proteção de Dados). “O conjunto de dados recém-publicado parece incluir o conjunto de dados original de 2018 e combinar com registros adicionais, que podem ser de um período posterior”, explica o órgão.

Na Rússia, o órgão responsável pelo controle, censura e supervisão de mídia é o Roskomnadzor, que também investiga o caso. Ele solicita informações mais completas sobre como o vazamento compromete os quase 10 milhões de usuários russos atingidos. De acordo com o órgão, o incidente expôs 76,3% da base da rede social no país.

Já no Brasil o caso está sendo acompanhado pelo Procon-SP. O órgão espera que o Facebook detalhe em quais bases legais o tratamento de dados pessoais dos brasileiros se sustenta. “No caso de necessidade de consentimento, que explique como esse foi obtido e informe sobre as medidas adotadas para o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados, sobre a política de descarte de dados e de tempo de armazenamento”, afirmou.

Fonte: Facebook

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