Ethiopian Airlines envia caixas-pretas de Boeing 737 MAX 8 a Paris

Por G1

A companhia Ethiopian Airlines enviou a Paris, para análises, as caixas-pretas do Boeing 737 MAX 8 que caiu no domingo (10) nas proximidades de Adis Abeba. Depois do acidente que deixou 157 mortos, companhias aéreas e autoridades de mais de 50 países adotaram, por precaução, restrições ao uso da aeronave.

“Uma delegação etíope dirigida pela Agência de Investigação de Acidentes (AIB) levou o Registro de Dados de Voo (Flight Data Recorder-FDR) e o Gravador de Vozes da Cabine (Cockpit Voice Recorder-CVR) a Paris para a investigação”, anunciou a empresa em um comunicado.

A Etiópia, que não tem um laboratório de análises, confiou o exame das caixas-pretas ao Escritório de Investigação e Análises para a Segurança da Aviação Civil da França (BEA, na sigla em francês).

O órgão público francês indicou que a divulgação de informações sobre a investigação ficará a cargo da Ethiopian Airlines, segundo a France Presse.

Anteriormente, a Alemanha tinha informado que não poderia analisar as caixas-pretas por não dispor dos meios técnicos necessários.

Restrições ao Boeing

Desde o acidente, companhias aéreas e autoridades de mais de 50 países adotaram, por precaução, restrições ao uso da aeronave. Na quarta-feira (13), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu o uso das aeronaves Boeing 737 MAX 8 no Brasil.

Autoridade Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) também suspendeu todos os voos com o Boeing 737 MAX nos Estados Unidos para o modelo 8 quanto para o 9 – ambos produzidos pela fabricante norte-americana.

A Boeing solicitou que a agência recomendasse ao mundo inteiro a interrupção dos voos com o 737 MAX – e não apenas aos EUA. A empresa escreveu que os modelos não devem voar enquanto durarem as investigações, medida que considera “zelo em excesso para assegurar a segurança da aeronave ao público”. “A Boeing continua a ter total confiança na segurança do 737 MAX”, diz o comunicado.

Nesta quinta, a Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil) anunciou que aeronaves B737 Max-8 e B737 Max-9 não poderiam operar em seu território.

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