Entrega e conversa com Milton Mendes: os motivos da volta de Augusto ao time do Santa Cruz

Por Daniel Gomes — Recife

Globo Esporte

Faz tempo que Augusto não sabe o que é ser titular no time do Santa Cruz. A última vez foi no dia 18 de maio, há mais de um mês, quando o Tricolor empatou em 3 a 3 contra o Sampaio Corrêa, pela Série C. De lá para cá, foram apenas três jogos disputados, todos saindo do banco de reservas. Essas três vezes já sob o comando de Milton Mendes. E isso ajuda a explicar o que cercou a volta do atacante ao time titular.

Augusto sempre viveu um caso de amor e ódio com a torcida do Santa Cruz. Do elenco atual, é o atleta que está há mais tempo no Arruda – chegou em 2017 e tem contrato até o final deste ano. Em números, o rendimento não é dos melhores. Só no seu último ano de Campinense, ele marcou 13 gols em 21 partidas. No Santa, desde 2017, foram 61 jogos. E sete gols feitos.

– Eu vinha trabalhando, vinha me empenhando e a oportunidade apareceu. Estou preparado e quero corresponder da melhor maneira possível com gols ou assistências. O mais importante, no entanto, é vencer. É o que a gente mais precisa. Eu acho que o Santa foi o clube que me acolheu e eu posso dar mais de mim. Posso balançar mais as redes, sei da minha qualidade e eu quero mudar isso já no domingo – disse Augusto.

As palavras de Augusto deixam claro que a preocupação dele é voltar a ser efetivo. Neste ano, foram dois gols e só uma assistência. Este foi o ponto alto de uma conversa que ele teve com o técnico Milton Mendes. O treinador cobrou isso de Augusto, que tem a missão de ser mais perigoso na partida contra o Botafogo-PB.

“Ele sempre procurou falar para eu prestar atenção no que ele queria. Ele me disse que ia dar a oportunidade e a hora chegou. Espero aproveitar da melhor maneira.”

Assim que chegou ao Santa Cruz, Milton Mendes não deu muitas chances a Augusto no time titular nem nos testes que fazia nos treinamentos. Mas pouco a pouco o jogador foi mostrando o seu valor, principalmente quando saía do banco para entrar nos jogos. Acabou convencendo o treinador e abrindo espaço.

– Eu costumo sempre falar que quem não está acostumado com pressão não pode jogar futebol. A pressão em time grande é maior, em time de massa nem se fala. A gente tem de ter tranquilidade para conseguir as vitórias.

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