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Entenda os riscos da rinomodelação, procedimento que causou necrose no nariz do cantor Naldo

Médicas explicam que os casos são raros e os profissionais precisam estar aptos para notar se logo após o procedimento já há sinais de que algo não vai bem.

Por Júlia Putini, g1

Naldo Benny sofre princípio de necrose após procedimento estético — Foto: Reprodução/Instagram/NaldoBenny

Naldo Benny sofre princípio de necrose após procedimento estético — Foto: Reprodução/Instagram/NaldoBenny

Entre os vários tipos de preenchimentos faciais está a rinomodelação, procedimento que aplica ácido hialurônico de alta densidade no nariz para redefinir o formato. Assim como ocorre em outras áreas do rosto, o resultado é apenas temporário, mas carrega riscos ainda maiores por ser realizado na cartilagem.

Esse tecido cartilaginoso, muito vascularizado, faz com que a cicatrização seja mais demorada e delicada. Nesta segunda-feira (28), o cantor Naldo Benny publicou um relato nas suas redes sociais revelando que a rinomodelação a qual ele se submeteu gerou uma necrose do nariz, ocasionando manchas roxas. Veja abaixo o caso explicado por uma cirurgiã e uma dermatologista.

Apesar de Naldo não ter comentado qual tipo de profissional que realizou a intervenção, desde 2016 é permitido pelo Conselho Federal de Odontologia que dentistas a apliquem botox e outros preenchimentos faciais em procedimentos estéticos. Ou seja, não é uma exclusividade de médicos cirurgiões e dermatologistas.

Em 2019, uma resolução do Conselho Federal de Odontologia reconheceu a harmonização orofacial (sorriso e face) como especialidade odontológica, requisitando a realização de um curso com carga horária de 500 horas. Na época, o Conselho Federal de Medicina (CFM) não concordou com a resolução e abriu um processo pedindo a suspensão dessa resolução, mas a liminar foi indeferida.

A cirurgiã plástica Tatiana Moura explica que a necrose é uma intercorrência rara, mas que pode acontecer com o uso dessas substâncias, diferentemente do que acontece com a toxina botulínica.

“Se há uma injeção intravascular do ‘preenchedor’ prejudica o aporte sanguíneo para a região daquele vaso, o que gera a necrose”, explica a cirurgiã do Hospital Albert Sabin de São Paulo.

De acordo com ela, a região do nariz e dos lábios são regiões com o maior índice de complicações, até por serem as regiões mais buscadas para procedimentos, mas esses casos são raros. Em geral, logo após a colocação da substância já dá para notar se há algo errado acontecendo e intervir para evitar incidentes.

Há vários protocolos para tratamento de casos como o de Naldo. A cirurgiã diz que um deles involve a injeção de uma enzima chamada de hialuronidase, que dissolve o preenchedor aplicado. Também podem ser prescritos remédios corticoides e vaso dilatadores, de uso tópico ou oral.

Em casos mais graves, é preciso fazer enxertos ou retalhos para reconstruir a região. “É importante fazer esse tipo de procedimento com profissionais que saibam tratar a intercorrência”, alerta Tatiana.

A dermatologista especializada em rejuvenescimento Carla Góes diz que é fundamental avaliar a aparência do local após a aplicação.

“A região tratada sempre precisa estar íntegra após, ou seja, com aspecto rosado sem excesso de edema (inchaço) e sem hipovascularização, que é quando a região fica esbranquiçada”, afirma.

Carla complementa dizendo que, no caso do nariz, existem manobras que podem ser realizadas após aplicação para ter a certeza de que nenhum vaso foi atingido.

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