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Em assembleia, professores de Pernambuco decidem manter greve

Sintepe alega que as negociações com o Governo do Estado foram todas "improdutivas" / Foto: Ricardo Labastier/JC ImagemSintepe alega que as negociações com o Governo do Estado foram todas “improdutivas”Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem

Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (27) os professores da rede estadual de ensino de Pernambuco decidiram pela permanência da greve da categoria, decretada no dia de 10 abril. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), o movimento grevista está mantido, pois todas as negociações feitas com o Governo do Estado foram “improdutivas”. A rede estadual conta com 650 mil alunos matriculados.

A assembleia aconteceu no Clube Português, no bairro das Graças, Zona Oeste do Recife. Cerca de duas mil pessoas lotaram o local durante os debates sobre os rumos da greve. As falas de professores, deputados estaduais, movimentos estudantis e demais sindicatos ligados ao setor de educação demonstravam total apoio pela manutenção da greve.

A principal reivindicação da categoria é o cumprimento da Lei do Piso, garantindo assim o reajuste de 13,01% dos salários de todos os professores da rede estadual, e não apenas para os profissionais de ensino médio.

O governo aprovou na Alepe reajuste apenas para os professores com nível médio, o antigo magistério, e 0,89% de aumento para os profissionais com licenciatura plena e 10 anos de serviço. Além disso, o governo argumenta ainda que cumpre a Lei do Piso para toda a categoria e, por tanto, não existe ilegalidade de sua parte.

MAIS PROTESTOS – Por meio de sua assessoria de comunicação, o Sintepe informou que estão marcados outros atos de protestos nos próximos dias.

Está marcada para esta terça-feira (28) uma manifestação em frente à Fábrica da Jeep, em Goiana, na Região Metropolitana do Recife (RMR) a partir das 10h. O governador Paulo Câmara (PSB) estará no evento de inauguração, que também contará com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT). Também na terça está marcada uma reunião da diretoria do Sintepe com representantes da Secretaria de Administração.

Para a quarta-feira (29), o Sintepe organiza um ato em frente ao Centro de Convenções, em Olinda, onde o governador participa de um seminário do programa “Todos por Pernambuco”. Já na quinta-feira (30), a categoria realiza uma nova assembleia da categoria em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), para voltar a discutir os rumos da greve.

No dia 1° de maio, o sindicato participa doa atos nacionais convocados por centrais sindicais, que marcam o dia do trabalho.

HISTÓRICO DO MOVIMENTO GREVISTA – A greve foi decretada na sexta-feira (10) depois de uma assembleia que foi realizada com a presença de mais de 1.500 pessoas.

De acordo com o último levantamento apresentado pela Secretaria de Educação do Estado nessa sexta-feira (24), cerca de 43% das escolas da rede pública de Pernambuco permaneciam com a adesão à greve. Esse número inclui as unidades de ensino em que os professores aderiram parcial e totalmente à paralisação que teve início no início do mês de abril.

REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA – Dentre as principais reivindicações dos professores estão o cumprimento da Lei do Piso Salarial (11.738/2008), que garante o reajuste de 13,01% a todos os professores da rede e não apenas aos profissionais com nível médio, como determina o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa (Alepe) no último dia 31 de março.

No projeto aprovado na Alepe, os parlamentares aceitaram que o reajuste de 13,01% no salário apenas para os profissionais com nível médio (antigo magistério). Já o profissional com licenciatura plena e dez anos de serviço na rede receberá 0,89% de aumento. De acordo com o Sintepe, a proposta deixa de fora o reajuste salarial para 45.750 professores.

Nos primeiros dias da paralisação, o governador Paulo Câmara determinou o corte do ponto dos profissionais que aderissem ao movimento grevista. Além disso, a portaria publicada sobre essa questão também previa a recisão de contratos temporários e a troca de postos de trabalho dos professores de escolas de referência que participem da greve.

A postura do governador gerou ainda mais protestos da categoria e de boa parte dos alunos, que passaram a acompanhar os atos do Sintepe, demonstrando apoio aos professores.

 

NE10

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