Dunga-Deschamps, duelo de ex-capitães no Stade de France

Da AFP

Dunga assumiu a seleção há sete meses, com uma missão complicada / Foto: AFPDunga assumiu a seleção há sete meses, com uma missão complicadaFoto: AFP

Capitães da França e do Brasil na final da Copa do Mundo de 1998, Dunga e Didier Deschamps voltam a se enfrentar nesta quinta-feira no Stade de France, 17 anos depois da vitória por 3 a 0 dos ‘Bleus’ sobre a canarinha, desta vez como técnicos das suas respectivas seleções.

“Não há nada mais bonito que levantar a taça. É uma apoteose. Levantar o troféu é o privilégio do capitão e fui o primeiro francês a fazer isso numa Copa do Mundo”, lembrou Deschamps numa entrevista há dois anos, quando acabava de assumir o comando da seleção francesa.

Deschamps manteve 13 atletas que disputaram o Mundial no Brasil

Deschamps manteve 13 atletas que disputaram o Mundial no BrasilFoto: AFP

“Depois da final, dormi com a taça. Ela ficou no meu quarto. Depois disso, passou para os outros, mas naquela noite, fui egoísta, quis guardá-la para mim”, admitiu.

Dunga amargou o vice-campeonato em 1998, mas também conheceu a sensação de levantar a taça quatro anos antes, nos Estados Unidos, quando conquistou o tetra ao derrotar a Itália nos pênaltis.

Como jogadores, o francês e o brasileiro tinha caraterísticas semelhantes. Não eram brilhantes tecnicamente, mas lideravam a equipe com muita garra dentro de campo.

Desafios diferentes

Como técnicos, Dunga e Deschamps também têm algumas semelhanças. Apoiam-se na vivência de atleta para impor um futebol pragmático, tentando tirar o melhor do grupo.

A diferença é que, ao contrário do capitão do tetra, o técnico dos ‘Bleus’ também conseguiu resultados expressivos no comando de clubes.

Levou o Monaco à final da Liga dos Campeões em 2004 (perdida por 3 a 0 para o Porto), colocou a Juventus de volta à Série A italiana em 2007 e se sagrou campeão francês em 2010 com o Olympique de Marselha, acabando com uma seca de 18 anos do clube mais popular do país.

Os dois técnicos têm desafios distintos pela frente. Consolidado no cargo pela boa campanha na Copa do Mundo no Brasil (chegou às quartas de final, perdendo por 1 a 0 para a Alemanha), Deschamps trabalha com um grupo que já vem montando há mais de dois anos, com a meta de conquistar a Eurocopa em casa, em 2016.

Já Dunga assumiu a seleção há sete meses, com uma missão complicada: resgatar o orgulho ferido pelo fracasso na última Copa, também disputada em casa, com boas campanhas na Copa América, em junho deste ano, e nas eliminatórias do próximo Mundial, principal objetivo.

“A Copa América será importante, é um torneio oficial. No entanto, o nosso foco está nas eliminatórias. O nível cresceu e é uma competição longa. Teremos um caminho árduo pela frente”, avisou o treinador em dezembro.

– Invictos desde a Copa -No seu processo de reconstrução, Dunga trocou quase dois terços da equipe. Dos 23 jogadores convocados para o duelo contra a França nesta quinta-feira, apenas oito são remanescentes da Copa.

Deschamps também precisou renovar seu grupo, mas manteve 13 atletas que disputaram o Mundial no Brasil. Na verdade, 16 foram convocados, mas o técnico perdeu de última hora Pogba, Cabaye e Lloris por lesão.

Mesmo tendo renovado seu contrato até 2018, o técnico da França prefere dar um passo de cada vez. “O objetivo mais importante é a Eurocopa, depois, veremos”, explicou.

Os dois técnicos estão invictos desde a Copa. O retrospecto de Dunga é melhor: 100% de aproveitamento, com seis vitórias em seis jogos, 14 gols marcados e apenas um sofrido.

No mesmo período, a França de Deschamps venceu quatro jogos e empatou dois, com triunfos expressivos sobre Espanha (1-0) e Portugal (2-1), nove gols marcados e três sofridos.

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