Deputados aprovam venda de bebidas nos Estádios pernambucanos, em segunda discussão

Sem alarde, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) acaba de aprovar, em segunda discussão, na manhã da quinta-feira (3), projeto de lei que autoriza a venda de bebida alcoólica nos estádios pernambucanos. Foram 21 votos a favor e apenas 5 contra.

 

O projeto de lei havia sido desarquivado pelo deputado tucano Antônio Moraes no último dia 17 e mobilizou a bancada de oito de deputados evangélicos contra a iniciativa. O tucano acabou retirando o projeto porque havia uma série de medidas do pacote fiscal de Paulo Câmara em discussão.

Nas argumentações, a defesa da necessidade de gerar receitas para os clubes, bem como garantir o patrocínio da Itaipava para a Arena Pernambuco. Sem o nome na porta, a cervejaria chegou a ameaçar romper o contrato com a arena, construída pela Norberto Odebrecht. São estimados cerca de R$ 10 milhões por ano.

 

Com problemas para manter o contrato com a Arena Pernambuco, o governo do Estado acabou não se metendo oficialmente na discussão. Por esta razão, não houve um encaminhamento da votação. Assim, não dá para dizer que houve uma derrota nem uma vitória palaciana. O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, votou contra a liberação, enquanto o vice-lider do governo Tony Gel votou a favor da aprovação.

Autor do projeto, o tucano Antônio Moraes (PSDB), deu entrada ao projeto de lei em 18 de novembro do ano passado, alegando que que ajudaria na viabilização econômica dos clubes. No dia 12 de maio deste ano, porém, surpreendeu a Casa ao anunciar a retirada da proposta da pauta Comissão de Constituição e Justiça (CCLJ) e o seu arquivamento.

 

A proibição de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do Estado ocorreu antes da Copa de 2014. A medida pretendia reduzir os crescentes conflitos entre torcidas organizadas.

O deputado estadual Cleiton Collins (PP), contrário ao projeto de lei, disse acreditar que a votação ainda pode ser revertida numa conversa com o governador Paulo Câmara. O parlamentar argumentou que Pernambuco precisa de políticas de prevenção e disse que não ia parar o debate. “O que aconteceu aqui foi um retrocesso”, afirmou.

 

Blog de Jamildo

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