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Como andamos em duas pernas? Cientistas respondem

Os pesquisadores se concentraram em mudanças evolutivas na cabeça femoral de vários dinossauros, répteis primitivos e aves

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Uma pesquisa feita pela Universidade de Yale tenta associar o desenvolvimento do fêmur dos dinossauros e pássaros que permitiu a esses animais serem bípedes. Os resultados encontrados resolvem uma questão de longa data sobre a evolução dos dinossauros, além de oferecer um excelente exemplo de como novas características físicas podem surgir.

Os pesquisadores se concentraram em mudanças evolutivas na cabeça femoral – local onde o fêmur superior se conecta ao osso do quadril – de vários dinossauros, répteis primitivos e aves. O professor da Universidade de Yale, Bhart-Anjan S. Bhullar, declarou que o fêmur é uma parte crítica da anatomia dos dinossauros. “As cabeças femorais voltadas para dentro são necessárias para uma locomoção bípede rápida e eficaz”, apontou Bhullar.

Segundo Bhullar, durante muitos anos houve duas teorias conflitantes sobre como as cabeças femorais dos dinossauros se desenvolveram. Enquanto uma teoria sustentava que a cabeça femoral tinha uma saliência, que reorientava as pernas; a outra apontava que era a cabeça femoral que se torcia para dentro ao longo do tempo.

Ambas as teorias sobre os ossos encontram respaldo em animais modernos. A teoria da torção pode ser verificada nos primeiros dinossauros e crocodilos modernos; já a teoria do crescimento foi vista em dinossauros e aves posteriores.

Inovação na análise dos ossos

Nesse novo estudo foram utilizadas imagens 3D para estudar o desenvolvimento da cabeça femoral de uma variedade de fósseis e embriões animais. O que eles descobriram foi surpreendente, pois as evidências mostram que ambas as teorias ocorrem juntas.

Bhullar apontou que “o desenvolvimento embrionário dessa característica óssea principal mudou completamente. Esse tipo de mudança oculta no desenvolvimento pode ser mais comum do que pensamos na evolução, e deve servir para alertar contra a ideia amplamente difundida de que as características que se desenvolvem de forma diferente devem ter evoluído separadamente.”

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