Com Ney Franco e Fabrício, bola parada do Sport melhora e vira arma da equipe

Logo que chegou ao Sport, Ney Franco identificou um problema: a falta de força da equipe nas bolas paradas. Mais importante do que isso, o técnico conseguiu dar o passo adiante de fazer o time evoluir nesse aspecto. Os números demonstram que, atualmente, o Leão é um time muito mais perigoso em lances do tipo do que era no começo da temporada.

Para verificar o crescimento, é preciso dividir a temporada do Sport em dois momentos. No primeiro, o time era comandado pelo técnico Daniel Paulista. Foram 18 partidas na temporada sob a direção do ex-treinador. O Leão marcou 32 gols.

Mas as bolas paradas respondem por um percentual baixo desse tipo de lance. Foram apenas cinco gols dos 32 (contra o Sampaio Corrêa, na estreia da temporada, contra o Sete de Dourados-MS, contra o River-PI, contra o Náutico, na primeira fase do Estadual, e na partida de volta contra o Sampaio Corrêa, pelo Nordestão).

A respeito de um deles ainda cabe ressalva: o gol de Rogério, contra o Sete de Dourados, pela Copa do Brasil, nasceu em uma falta cobrada por Diego Souza. Mas só entrou no gol depois de um bate-rebate que envolveu nove toques na bola (entre jogadores do Sport e do Sete).

Quando Ney assumiu, porém, a situação mudou. O técnico dirigiu a equipe em oito partidas (tiramos da conta o duelo do Sport contra o Salgueiro, pelo Pernambucano, em que o Leão jogou com o sub-20, inclusive com a comissão técnica da categoria). Naquela partida, o Sport até fez um gol desse tipo, mas não teve influência do novo treinador.

Mesmo excluindo esse gol, o Leão de Ney Franco já supera o de Daniel no quesito. Com um tento a mais: foram seis de bola parada (dois contra o Danubio-URU, um contra o Joinville, na Ilha do Retiro, dois contra o Náutico, em casa, e outro contra o Timbu, na Arena). Um deles merece uma observação.

Diante do Danubio, o primeiro gol da partida, marcado por Rithely, teve origem em um escanteio, cobrado por Everton Felipe. O meia Diego Souza recebeu o passe mais curto, dentro da área, mudou a jogada ensaiada, improvisou, levantou a bola e cruzou de bicicleta para o volante marcar pelo alto.

O mérito, porém, não é todo de Ney. O volante Fabrício (lançado, é verdade, pelo novo treinador) também tem papel importante nessa evolução. Quatro dos seis gols de bola parada do “novo Sport” nasceram dos seus pés. Um em batida direta (contra o Danubio-URU) e três em cruzamentos: um diante do Joinville e dois contra o Náutico (cada um em uma partida da semifinal do Pernambucano).

Os outros dois tiveram Everton Felipe como batedor (era o principal cobrador na era Daniel). Um contra o Náutico, na partida da Ilha, e o do Danubio-URU, em que Diego Souza cruzou de bicicleta.

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