Cientistas desenvolvem teste mais preciso para identificar vírus da zika

Do Jornal Nacional

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um teste muito mais preciso para identificar o vírus da zika no organismo humano.

O surto acabou no fim de 2017 e muita gente até se esqueceu da zika, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A doença provoca febre, dores nas articulações e manchas na pele. Mas os casos mais graves ocorrem nas grávidas.

A mãe pode transmitir o vírus e o bebê nascer com microcefalia, uma malformação do cérebro. Se, para muitos, a doença ficou em segundo plano, para a ciência, não. Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, em parceria com um laboratório privado, continuaram estudando e desenvolveram um novo método de diagnóstico.

Hoje já é possível se diagnosticar a doença zika mesmo anos depois que uma pessoa foi infectada. O problema é que os testes disponíveis não são tão precisos assim, porque eles levam em consideração toda a proteína do vírus da zika e esse vírus da zika é muito semelhante ao vírus da dengue. Aí, por vezes, esses testes que estão disponíveis hoje no mercado produzem o chamado “falso positivo”.

Na USP eles pesquisaram detalhadamente a proteína do vírus da zika e descobriram que uma parte dessa proteína tem características específicas do vírus da zika, que não se confundem com as características do vírus da dengue. Eles reproduziram isso em laboratório e criaram um método de diagnóstico da zika muito mais preciso.

Com o novo teste, vai ser possível saber quantas pessoas tiveram contato com o vírus. Mas o foco principal são as grávidas. O novo teste deverá estar disponível até o fim de 2018 e o objetivo dos pesquisadores é convencer o Ministério da Saúde a adotar o novo método no pré-natal do SUS.

“Uma mulher que pretende engravidar, como é feito hoje teste para a rubéola, ela também faz um teste para zika vírus. Então, se ela já tiver anticorpo para zika e já souber que esse anticorpo foi anterior à gravidez, então ela vai estar protegida e, consequentemente, ela vai proteger o bebê dela. Quando você tem um resultado que você ainda não foi infectada pelo vírus, você passa a ter mais cuidado, durante a gravidez”, explicou a pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Danielle Leal de Oliveira.

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