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Chuva não dá trégua e dificulta resgate na BR-376; estrada pode desabar, diz Defesa Civil

Corpo de Bombeiros diz que risco de novos desmoronamentos é alto. Rodovia está totalmente interditada deste a noite da última segunda-feira (28). Deslizamento matou pessoas e arrastou veículos.

Por g1 PR e RPC Curitiba

Corpo de Bombeiros confirma duas mortes em deslizamentos na BR-376, em Guaratuba

A Defesa Civil do Paraná afirmou nesta terça-feira (29) que a parte da pista da BR-376 atingida por deslizamento de terra pode desabar. O desmoronamento foi no km 669, em Guaratuba, no litoral do estado, na noite de segunda-feira (28).

Duas pessoas morreram e seis já foram resgatadas com vida. Ao menos 15 carros e seis caminhões foram carregados pela terra que deslizou sobre a rodovia.

O mau tempo dificulta as buscas, que tiveram que ser interrompidas no fim da tarde desta terça.

Imagem aérea do deslizamento na BR-376 — Foto: CBMSC/divulgação

Imagem aérea do deslizamento na BR-376 — Foto: CBMSC/divulgação

De acordo com o Coordenador da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Shunig, o trecho da rodovia está totalmente instável.

“Essa terra tem um peso muito grande sobre a pista, e uma pista que está sobre uma região suspensa, correndo o risco, inclusive, de desabar a pista. É um cenário muito complexo de ser trabalhado.”

O comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Manoel de Figueiredo Junior, complementou que o local tem alto risco de novos deslizamentos.

O geólogo Renato Lima, do Centro de Apoio Científico em Desastres da Universidade Federal do Paraná (Cenacid/UFPR), avalia que o trabalho de retirada da terra só deve engrenar quando parar de chover. Ele reitera que o monitoramento das encostas deve ser feito permanentemente.

Cronologia do deslizamento — Foto: Elcio Horiuchi/g1

Cronologia do deslizamento — Foto: Elcio Horiuchi/g1

Busca por desaparecidos

A estrada está interditada nos dois sentidos. O posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fica no km 662 da BR-376. Dali até o km 669, onde houve o deslizamento, somente pessoas e veículos que trabalham nas buscas estão autorizados a passar.

Principalmente porque, no trecho entre a unidade policial e o local da tragédia, há outros pontos com risco de deslizamento.

A Polícia Científica do Paraná (PCP) disponibilizou um telefone para atender familiares das vítimas do deslizamento. Parentes e conhecidos podem fornecer informações que possam ajudar na identificação.

O serviço funciona 24 horas pelo número: (41) 3361-7242. A orientação é que as pessoas evitem a BR-376 e busquem rotas alternativas.

O metalúrgico Thiago Iavorski afirmou à RPC que reconheceu o caminhão do cunhado nas imagens do deslizamento.

“A gente começou a receber informações pelas redes sociais, começamos a ver os vídeos, e aí, em um vídeo, a gente localizou o nosso caminhão lá embaixo. Entramos em contato com a empresa de rastreamento, e a empresa já detectou que era ele mesmo que estava lá. Só que assim… tentamos contato com hospitais, Defesa Civil, Polícia Científica, e ninguém tem posição nenhuma.”

Estado de emergência

Nesta terça, o Governo do Paraná criou um gabinete de crise para concentrar a tomada de decisões e realizar atendimento às vítimas dos deslizamentos de terra na BR-376 e nas demais rodovias do estado.

Também foi decretada situação de emergência na região Leste do Paraná, que compreende municípios da Região Metropolitana de Curitiba e do litoral. O decreto é em razão das chuvas que atingem a região desde 25 de novembro.

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