China detém 12 pessoas e indicia outras 11 pelas explosões de Tianjin

As autoridades chinesas aceleraram nesta quinta-feira (27) suas ações após as explosões do porto de Tianjin no último dia 12 ao anunciar a detenção de 12 pessoas e a apresentação de acusações contra outras 11.

Os indiciados são funcionários de diferentes departamentos administrativos, assim como executivos do porto de Tianjin, contra os quais foram apresentadas acusações como abandono do dever ou abuso de poder, segundo um comunicado da Procuradoria Popular Suprema citado pela agência oficial “Xinhua”.

Entre os funcionários acusados estão o responsável da comissão municipal de transporte de Tianjin, Wu Dai, e o presidente da autoridade do porto da cidade, Zheng Qingyue.

Por outra parte, a polícia anunciou a detenção de 12 suspeitos da empresa Tianjin International Ruihai Logistics, dona do terminal portuário onde estavam as substâncias químicas que supostamente causaram as explosões.

Homens trabalham em área queimada após explosão em Tianjin, na China (Foto: Chinatopix Via AP)
Homens trabalham em área queimada após explosão em Tianjin, na China (Foto: Chinatopix / via AP Photo)

Entre os suspeitos detidos estão vários responsáveis da empresa, entre eles o presidente, Yu Xuewei; o vice-presidente, Dong Shexuan, e três diretores gerais adjuntos.

Segundo a polícia, os detidos são considerados suspeitos de armazenar ilegalmente produtos químicos perigosos, violando várias normas de segurança.

Além disso, a investigação aponta que vários funcionários de categoria intermediária do distrito portuário de Tianjin poderiam ter recebido subornos desta e outras empresas para ignorar possíveis violações de segurança.

O último balanço oficial das explosões, divulgado na quarta (26), é de 139 mortos (84 bombeiros, oito policiais e 47 civis) e 34 desaparecidos.

Dos mais de 700 feridos no acidente, 527 continuam hospitalizados, 34 deles em estado grave, e 272 já receberam alta.

A tragédia ocorreu em um terminal de contêineres do porto no qual estavam armazenadas 3.000 toneladas de produtos perigosos, especialmente 700 toneladas de cianureto sódico altamente tóxico.

Da EFE

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