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Como startup da Embraer quer fazer futuras viagens de ‘carro voador’ serem mais baratas

Em entrevista ao g1, presidente-executivo da Eve adiantou que a empresa não vê os chamados eVTOLs como meios de transporte de luxo e que viagens com os veículos deverão custar pouco a mais que os táxis.

Por Victor Hugo Silva*, g1 — Lisboa

A Eve, empresa da Embraer que está desenvolvendo um “carro voador”, espera que as viagens com o veículo tenham preços mais parecidos com as de táxi.

Quem definirá valores serão operadores parceiros, mas a fabricante vê quatro fatores para acreditar que o serviço não será restrito a um público “VIP” como acontece hoje com helicópteros:

  • Energia elétrica dispensa o querosene de aviação e diminui custos – a expectativa é de que as baterias durem mais tempo no futuro, o que também reduziria custos de reposição;
  • Manutenção deverá ser mais barata, já que aeronave elétrica terá estrutura menos complexa do que a de helicópteros;
  • Capacidade aumentará para seis passageiros quando o veículo puder operar sem motorista, o que permitirá baixar preços das passagens;
  • Escala para suportar muitas viagens, o que ajudará a cobrir custos de infraestrutura do sistema de “carros voadores” e, consequentemente, deverá forçar os preços para baixo.

“A gente não tem buscado o serviço de luxo. Nosso foco é algo mais inclusivo”, disse o presidente-executivo da Eve, André Stein, em entrevista ao g1.

O executivo fez a declaração no Web Summit, feira de tecnologia e inovação realizada em novembro, em Lisboa. Segundo ele, os preços podem cair pela metade com melhorias na aeronave, chamada oficialmente de eVTOL (sigla em inglês para “veículo elétrico de pouso e decolagem vertical”).

Um dos principais desafios para os “carros voadores” é ampliar a infraestrutura, o que inclui ajustes no controle de tráfego aéreo, compra de carregadores para aeronaves e a criação de vertiportos, locais de pouso e decolagem menores do que helipontos e que darão mais opções de destinos para viagens.

“Isso demanda um volume [de passageiros] e o próprio volume ajuda a manter os custos mais próximos do que é um modal terrestre. É isso que a gente está buscando”, explicou Stein.

A ideia da Eve é criar uma aeronave que permita aos parceiros oferecerem viagens até 50% mais caras do que as de táxi. E, mesmo que o preço seja um pouco maior que isso, a empresa acredita que o voo com “carro voador” ainda será bem mais barato do que um com helicóptero.

A Eve não divulga preços estimados para as futuras viagens com sua aeronave. Em 2021, a empresa fez um teste de rota no Rio de Janeiro com bilhetes por R$ 99. O experimento usou helicópteros e serviu para entender como seria a operação com os “carros voadores”.

Outras empresas também têm anunciado que seus “carros voadores” terão preços acessíveis. A Joby Aviation, uma das mais conhecidas do mundo, disse em 2021 que as viagens em seu eVTOL custarão US$ 3 por milha (cerca de R$ 15 a cada 1,6 km), o que é comparável com serviços como Uber.

Segundo Stein, a aeronave da Eve terá autonomia para cobrir toda a região metropolitana de São Paulo e será uma alternativa para situações específicas.

“A gente não tem a pretensão de resolver o problema de trânsito na cidade. A ideia é justamente trazer mais uma opção para as pessoas, e não necessariamente algo para você usar todo dia para ir para o trabalho”, afirmou.

As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico — Foto: Daniel Ivanaskas/Arte g1

As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico — Foto: Daniel Ivanaskas/Arte g1

Preço não será definido pela Eve

Os valores serão definidos por empresas parceiras, como as que vão operar os veículos, administrar pontos de pouso e decolagem e vender o serviço em uma plataforma própria, como um aplicativo.

“O preço da passagem vai depender do operador e do mercado porque parte do preço não é só o custo de operação”, afirmou Stein. Isso porque mão de obra e infraestrutura, por exemplo, são despesas que podem variar de um local para o outro.

Conceito da área interna do eVTOL mostra cidade do Rio de Janeiro, mas primeiros testes na cidade usarão helicópteros — Foto: Divulgação/Embraer

Conceito da área interna do eVTOL mostra cidade do Rio de Janeiro, mas primeiros testes na cidade usarão helicópteros — Foto: Divulgação/Embraer

Veículo autônomo fica mais barato

A aeronave da Eve está sendo planejada para estar o mais preparada possível para direção autônoma quando estiver pronta, mas ela não será usada no início. A ideia é reunir dados sobre os voos e, então, trabalhar com órgãos regulatórios para aprovar um modelo sem piloto.

A tendência é que essa alteração também ajude a baratear passagens. “Esse mesmo veículo de quatro assentos mais o piloto poderia chegar a seis, porque você tira o piloto e o cockpit”, disse Stein. Mas o executivo adianta que a mudança não acontecerá de um dia para o outro.

“A expectativa é que as duas coisas [eVTOLs com e sem piloto] convivam por um bom tempo, não só em países diferentes como mesmo dependendo do operador [no mesmo país]. Um poderá preferir ter o piloto, outro já ir para o autônomo”.

Em que pé está?

No momento, a Eve já atua com órgãos regulatórios como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pensando na certificação da aeronave. E, segundo a empresa, o objetivo principal não é ser a primeira a colocar um “carro voador” em operação, e sim, entregar a melhor aeronave.

“Existem muitos desafios na parte de certificação”, disse Stein. “Baseado na nossa experiência, a gente foi um pouquinho mais assertivo. Essa é uma das razões que a gente está um pouquinho depois [do que outras empresas]”.

* O jornalista viajou a convite da Siemens.

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Assista à SpaceX lançar satélites para empresa de internet concorrente

Este é o segundo lançamento da SpaceX, em um intervalo de um mês, dedicado à principal concorrente da Starlink

Flavia Correia  

Olhar Digital

Na madrugada deste domingo (8) para segunda-feira (9), a SpaceX vai lançar à órbita uma série de equipamentos da companhia britânica OneWeb. Em um intervalo de exatamente um mês, este é o segundo lançamento dedicado à principal concorrente da Starlink, que pertence à empresa de Elon Musk, no ramo de internet banda larga via satélite.

Lançamento feito pela SpaceX para a rival OneWeb em 8 de dezembro de 2022. Imagem: SpaceX/YouTube

Um foguete Falcon 9 transportando 40 satélites OneWeb está programado para decolar da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida, à 1h55 da manhã (pelo horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal da SpaceX no YouTube começando 10 minutos antes.

Se tudo correr conforme o planejado, o primeiro estágio do foguete voltará para um pouso na Zona de Pouso 1 do Cabo Canaveral, pouco menos de oito minutos após a decolagem.

De acordo com um comunicado da SpaceX, este será o segundo lançamento deste propulsor em particular, que foi usado pela primeira vez em novembro passado, durante a missão robótica de carga SpaceX CRS-26 para a Estação Espacial Internacional sob contrato com a NASA.

Por sua vez, o estágio superior do Falcon 9 seguirá viagem por aproximadamente 37 minutos, até implantar os satélites OneWeb em órbita. 

Segundo o site Space.com, a OneWeb está construindo uma constelação de banda larga que contará com 648 satélites, o suficiente para ocupar o segundo lugar no ranking liderado pela Starlink – que já tem cerca de 3,3 mil  equipamentos em funcionamento. 

Até o momento, em torno de 460 espaçonaves OneWeb atingiram a órbita, a grande maioria delas no topo de foguetes russos Soyuz, operados pela empresa francesa Arianespace.

Esse contrato entre a Rússia e a França, no entanto, se desfez depois que o país governado por Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, em fevereiro, deixando uma lacuna de lançamento para a OneWeb. 

Assim, a empresa fechou acordos com a SpaceX e a New Space India Limited (NSIL). A companhia indiana realizou uma única missão dedicada aos satélites da OneWeb até agora, feita em outubro de 2022.

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Satélites captam imagens da maior nevasca que já atingiu a Europa

Continente vem sofrendo com fortes nevascas

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

Europa entrou em 2023 com o que os meteorologistas descreveram como a onda de calor de inverno mais intensa da história. Nada de lagos cobertos de gelo e as paisagens cobertas de neve. O dia de Ano Novo de 2023 em muitos países da Europa Central foi sobre recordes de temperatura caindo cada vez mais em todo o continente.

E enquanto muitos podem ter gostado da pausa repentina do frio congelante, os especialistas em mudança climática soaram o alarme. Em imagem tirada em 1º de janeiro, o satélite Sentinel-2 da Europa capturou a cidade de Altdorf, nos Alpes suíços, onde as temperaturas nesta parte do ano geralmente variam entre -2 °C e 4 °C.

O dia de ano novo de 2023, no entanto, viu as temperaturas diurnas subirem para 19,2 °C, mesmo com a noite permanecendo em amenos 16 °C. Extremos semelhantes foram registrados em muitos outros países da Europa Central e noroeste, incluindo Dinamarca, Holanda, Polônia e República Tcheca.

Cientistas do clima e meteorologistas de todo o mundo se reuniram no Twitter para expressar seu espanto com a onda de calor fora de época. “Nunca vi uma previsão como esta. Nunca”, twittou o cientista climático da NASA Ryan Stauffer com imagem de cor roxa visualizando a “anomalia de temperatura” em toda a Europa (veja abaixo). “As implicações climáticas são difíceis de ignorar”, acrescentou.

O físico Nahel Belgherze, que trabalha no centro de pesquisa europeu Synchrotron nos Alpes franceses, compartilhou animação mostrando mapa da Europa com dezenas de pontos coloridos surgindo por toda parte, representando recordes de temperatura quebrados em todo o continente entre 30 de dezembro e 1º de janeiro.

“Uma das ondas de calor de inverno mais severas da história moderna da Europa visualizada nos últimos dois dias”, disse Belgherze no tweet. “Centenas de recordes mensais de temperatura quente foram quebrados em todo o continente. Este é exatamente o tipo de evento muito anormal que está progressivamente reescrevendo a climatologia global.”

Para lugares como Altdorf, tais eventos têm um significado particular. A cidade, uma das muitas na Suíça, bem como em outros países que compartilham pedaços da maior cordilheira da Europa, está aninhada entre montanhas cobertas de neve com mais de 3 km.

A imagem do Sentinel-2 mostra paisagem predominantemente verde e coberta de grama com neve cobrindo apenas as áreas de maior altitude, visão perturbadora para os especialistas em clima que já haviam observado a perda recorde de geleiras causada pelo verão quente de 2022.

De acordo com o The Conversation, 6,2% da massa glacial da montanha nos Alpes suíços derreteu naquele verão. Agora, a temporada de inverno, que geralmente fornece a essas camadas de gelo um impulso e uma trégua anual, também está testemunhando sua destruição. Anteriormente, os cientistas considerariam perda anual de gelo de 2% como severa.

E, segundo a Reuters, os Alpes estão aquecendo 0,3 °C por década, o que é cerca de duas vezes mais rápido que a média global. Cenários baseados em projeções atuais de emissões de gases de efeito estufa preveem que até 80% das geleiras alpinas podem desaparecer até o final deste século.

Via Space

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Hackers roubam US$ 11 milhões de bancos

Grupo de hackers utilizou ajuda de outro grupo e de um driver do Windows

Por Fernanda Lopes Soldateli, editado por Adriano Camargo  

Olhar Digital

Um agente de ameaças roubou US$ 11 milhões de diversos bancos. Usando um driver do Windows assinado, ele fez ataques a diversos bancos de língua francesa. As atividades se encaixam no perfil do grupo de hackers OPERA1ER, aos quais foram atribuídos pelo menos 35 ataques bem-sucedidos entre 2018 e 2020.

Ao que tudo indica, a quadrilha tem membros que falam francês e estão localizados no continente africano. Além de visarem organizações da região, também atingiram empresas na Argentina, Paraguai e Bangladesh, segundo o Bleeping Computer.

Em um artigo divulgado ontem (05), pesquisadores da Symantec revelaram detalhes sobre a atividade de um grupo cibercriminoso que eles rastreiam como Bluebottle. Este grupo compartilha técnicas, táticas e procedimentos (TTPs) com os hackers OPERA1ER.

As operações dos agentes que roubaram os bancos foram relatadas pela empresa de segurança cibernética Group-IB em um longo relatório publicado no início de novembro de 2022. Os pesquisadores sentiram falta de um malware personalizado e o uso de ferramentas já disponíveis em seus ataques. 

Os pesquisadores dizem que o malware tinha dois componentes, “uma DLL de controle que lê uma lista de processos de um terceiro arquivo e um driver ‘auxiliar’ assinado controlado pelo primeiro driver é usado para encerrar os processos na lista”.

Driver POORTRY assinado pela Microsoft
Crédito: BleepingComputer

Ao que tudo indica, o driver malicioso foi usado por diversos grupos cibercriminosos para desabilitar a defesa. A Mandiant e a Sophos relataram em meados de dezembro uma lista de drivers kernel verificados com as assinaturas Authenticode do Windows Hardware Developer Program da Microsoft . 

Após rastreio e análises, os pesquisadores comprovaram que os hackers têm assinatura legítima de entidades confiáveis ​​para que suas ferramentas maliciosas possam passar por mecanismos de verificação e assim evitar a detecção. 

Segue uma lista de ferramentas e utilitários que podem conter uso duplo disponíveis no sistema: 

  • Quser para descoberta de usuários
  • Ping para verificar a conectividade com a Internet
  • Ngrok para tunelamento de rede
  • Net localgroup /add para adicionar usuários
  • Cliente Fortinet VPN – provavelmente para um canal de acesso secundário
  • Xcopy para copiar arquivos wrapper RDP
  • Netsh para abrir a porta 3389 no firewall
  • A ferramenta Autoupdatebat ‘Automatic RDP Wrapper installer and updater’ para habilitar várias sessões RDP simultâneas em um sistema
  • SC privs para modificar as permissões do agente SSH – isso pode ter sido adulteração para roubo de chave ou instalação de outro canal

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Loona é um pet robô autônomo com corpo e olhos tão emotivos quanto o gatinho do Shrek

O Loona é um pet robô que reconhece o rosto e a voz do dono, pode brincar por duas horas e tem olhos extremamente expressivos

André Fogaça

Olhar Digital

Uma startup levou um pequenino pet robô para a CES 2023, com o nome de Loona. O companheiro promete ser autônomo e reagir ao que as pessoas ao redor fazem, mais ou menos como um gatinho ou cachorro lidam com seus tutores. Além de seguir os passos das pessoas, ele pode até correr atrás de uma bolinha.

Se você acompanhou o mercado de tecnologia nos últimos anos, deve lembrar do Aibo. Ele é um pequeno robô em formato de cachorro lançado em 1998, com algum sucesso especialmente no público mais idoso. O Loona segue estes mesmos passos, mas com tecnologia mais recente e a proposta de atender os anseios de companhia dos mais pequenos.PUBLICIDADE

Loona é um pet robô autônomo (Imagem: divulgação/Jianbo)
Loona é um pet robô autônomo (Imagem: divulgação/Jianbo)

O robô não é exatamente uma novidade, pois está em financiamento coletivo no Indiegogo e lá bateu a meta, ultrapassando os R$ 17,9 milhões arrecadados e cerca de R$ 16 milhões no Kickstarter desde setembro do ano passado. O objetivo inicial foi alcançado em apenas cinco minutos de projeto no ar, o que fez a startup ir até a CES deste ano para exibir seu pequeno pet autônomo.PUBLICIDADE

Loona reconhece o rosto e a voz dos donos

Loona é equipado com uma câmera 3D na frente, tela para exibir emoções dos olhos e reações ao usuário, além de duas pequenas orelhas com luzes nas pontas para reforçar a parte emotiva, que já tem ajuda de um detalhe importante: não existem ângulos retos no robô, tudo é curvado para deixar a aparência ainda mais fofa.

Loona é um pet robô autônomo (Imagem: divulgação/Jianbo)
Loona é um pet robô autônomo (Imagem: divulgação/Jianbo)

Outra câmera é capaz de reconhecer rostos e reagir de acordo, como um cachorrinho correndo de felicidade quando o tutor chega em casa. Quatro microfones estão espalhados pelo corpo de Loona para que ele consiga saber de onde vem o som do dono chamando, seguindo a voz como um pet faria – gatos não, eles ignoram o tutor quase sempre.

Um alto-falante ajuda na reprodução de sons que me lembram muito os feitos por Wall-E em seu filme, enquanto a expressão dos olhos virtuais são muito parecidos com os de outro personagem do mesmo longa: Eva (sim, eu sei que o nome original é EVE) – até a cor branca do corpo, somente com curvas, é semelhante.

Loona é um pet robô autônomo (Imagem: divulgação/Jianbo)
Loona é um pet robô autônomo (Imagem: divulgação/Jianbo)

Pet robô corre e reage por duas horas seguidas

Comandos de voz podem ser executados, mas por enquanto eles funcionam apenas em inglês. Todo o conjunto é alimentado por bateria, prometendo até duas horas de atividade ininterrupta, ou então 72 horas em espera.

Depois do sucesso bastante generoso no financiamento coletivo pelo Kickstarter e o Indiegogo, a empresa começou a vender o Loona em seu próprio site e o custo é de US$ 449, ou cerca de R$ 2,4 mil.

Via: Engadget.

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O que a inteligência empresarial e o jogo Whac-a-mole têm em comum?

Jogo é bom exemplo do desafio que as equipes de marketing de instituições bancárias e de seguros enfrentam na construção de estratégias

Por Redação, editado por Adriano Camargo 

Olhar Digital

Talvez a geração mais nova não conheça ou não se lembre de um jogo chamado Whac-a-Mole, é um clássico criado há quase 50 anos que consiste em uma superfície com cinco furos onde “toupeiras” ficam escondidas e surgem de forma aleatória nesses buracos, mas rapidamente voltam a se esconder. O desafio do jogo é acertá-las com um martelo de espuma, quanto mais rápida for sua reação e melhor for sua pontaria, mais pontos se ganha. Mas whac-a-mole pode ser um jogo frustrante e cansativo, uma vez que não há indícios que te ajudam a saber onde, quando e por quanto tempo as toupeiras aparecerão. 

Trazendo para a vida real, o jogo é um bom exemplo do desafio que as equipes de marketing de instituições bancárias e de seguros enfrentam na construção de estratégias para atrair, reter e reduzir a perda de clientes já conquistados. Gerenciar e entender o ciclo de vida dos consumidores também pode ser frustrante e cansativo, mas a inteligência corporativa pode ajudar a eliminar erros recorrentes. 

A implantação da inteligência corporativa – dentro desse processo de transformação digital – deve ajudar as empresas na construção de soluções que coloquem o cliente no centro. Mas, como no Whac-a-Mole, a jornada pode não ser tão simples, já que quando um problema se resolve, outros podem surgir. Isso pode explicar o porquê 70% dos esforços de transformação digital não chegam aos resultados desejados. 

Clientes leais são, em grande parte, remanescentes do passado. Hoje, a taxa de retenção é um dos desafios impostos aos bancos, seguradoras e tantas outras atividades que tem o consumidor como “carro-chefe” do seu negócio. Alguns sinais de que há problemas para aquisição, gerenciamento e retenção de clientes estão interligados com questões de agilidade, praticidade e eficiência. Se clientes de longa data não estão mais procurando por seus serviços, é possível que eles não precisem mais de você, e não de seu produto/serviço.

Se antecipar é um caminho. 

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Imagine que você soubesse quando e onde as toupeiras do Whac-a-Mole apareceriam, certamente sua precisão em acertar os bichinhos e, consequentemente, as chances de pontuar mais no jogo, seriam muito maiores. Traga isso para o jogo corporativo. 

Se você pudesse abordar e atrair o seu cliente exatamente no momento ideal, seus resultados certamente seriam melhores. Gerir o cliente e colocá-lo verdadeiramente no centro das decisões é um dos benefícios que a inteligência corporativa possibilita.  

Chamada também de inteligência aplicada, a inteligência corporativa é o resultado de uma transformação digital bem-sucedida, em que dados são processados e analisados para tomada de decisão, o que contribui para a estratégia da empresa e alcance dos resultados. 

A inteligência corporativa garante decisões mais rápidas e lucrativas em cada ponto de contato do cliente, impulsionando dados verificados por meio de modelos, regras e analíticos, e enriquecidos por inteligência artificial e machine learning (IA/ML). À medida que o sistema recebe mais informações sobre abordagens, ações e resultados conquistados, mais inteligente ele fica e consegue ajudar as empresas a:

  1. Fazer uso consciente de mais tipos de dados e agregar conhecimento sobre o cliente para em seguida, entender a relevância da informação, aplicabilidade e potencial de vantagem competitiva;
  2. Obter insights valiosos para impulsionar soluções únicas aos clientes;
  3. Melhorar continuamente os resultados com foco na compreensão profunda e analítica das estratégias, de modo a quantificar a eficácia dos programas, simular novas e melhores alternativas e assimilar “lições aprendidas” para que o ROI melhore cada vez mais.

E como é possível construir Inteligência Empresarial?

Listo aqui os cinco passos para essa construção, que alcança melhores resultados quando conectada a uma plataforma de decisão digital embarcada com toda essa inteligência para decisões mais corretas e efetivas. 

  1. Unifique informações sobre a empresa

Ao otimizar informações sobre pessoas, dados eanálises é possível conectar pontos e preencher lacunas de forma a identificar novas oportunidades, garantir melhores decisões em cada ponto de ação com o cliente durante todo o ciclo de vida.

  1. Treine e capacite mais profissionais

Não dependa apenas da equipe de TI, forme tecnólogos de negócio. Treine e capacite profissionais de negócios para criar e gerenciar estratégias, regras e análises que impulsionam decisões e ações. Ao ter mais mão de obra capacitada para analisar – sob os diferentes pontos de vista – o cenário mais amplo e efetivo será a abordagem orientada às necessidades e à decisão digital. 

  1. Expor e alavancar os ativos de decisão

Com informações unificadas é possível trabalhar a mesma informação para diferentes finalidades, ou seja, o ecossistema permite que um mesmo dado seja usado e orientado para decisões diferentes, conectando as decisões tomadas por diferentes áreas corporativas. Essa versatilidade possibilita criar experiências personalizadas e direcionadas ao cliente.

  1. Simule e otimize antes de, de fato, colocar em prática

Ter estratégias e soluções promissoras é uma coisa; validá-las e ajustá-las antes de implantá-las é outra questão. A simulação e a otimização trabalham juntas para gerar previsões altamente precisas sobre as perspectivas de sucesso das soluções, com painéis exibindo resultados previstos e comparados. A inteligência empresarial ajuda as empresas a maximizar a taxa de sucesso e o ROI de suas decisões, simulando e aperfeiçoando-as de forma interativa antes do lançamento. Assim, as empresas atingem grau maior de certeza de que as soluções terão o desempenho desejado. 

  1. Automatize a entrega de experiências personalizadas do usuário

Com uma visão sistêmica sobre os clientes é possível oferecer experiências personalizadas em diferentes níveis e canais, fazendo com que as empresas consigam não só atender as necessidades imediatas de consumidores, mas também prevejam os anseios e demandas futuras. Uma combinação perfeita para ter uma jornada com o cliente bem-sucedida, elevando a satisfação, fidelidade e retenção deste usuário. 

Usar a tecnologia a favor da inteligência corporativa é também aumentar as chances de alcançar a transformação digital e colocar o cliente no centro das decisões. Uma plataforma decisional integra elementos e informações que contribuem para a construção de uma estratégia voltada a resultados efetivos com aumento de ganhos e redução de perdas, uma fórmula essencial para a sustentabilidade de qualquer negócio. 

Daniel Arraes é Diretor de Desenvolvimento de Negócios da FICO para América Latina

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Por que os gatos caem (quase) sempre em pé?

Bichanos possuem incrível agilidade, mas sua composição corporal e a física ajudam a explicar o feito

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

Desde que o ser humano caminha lado a lado com gatos, suas atitudes peculiares sempre foram questionadas. Mas a mais intrigante é, sem dúvida, a velha máxima de que eles sempre caem em pé.

Existem diversas implicações acerca desse fenômeno, inclusive físicas. Em 1894 o fisiologista francês Étienne-Jules Marey usou técnica fotográfica de modo a obter várias fotos de um gato caindo e se virando para cair em pé.

Reproduzida na revista Nature dois anos depois, as fotos em alta velocidade mostraram o gato solto, com as pernas apontando para o teto e pousando tranquilamente nas quatro patas.

Já a Universidade de Santa Clara, por meio de seus pesquisadores, dizem haver questões físicas e fisiológicas por trás dessa “magia” felina. Como o fato de que um objeto, quando em rotação, gira mais rápido quando mais de sua massa se aproxima do eixo cujo objeto está rodando.

Além disso, há a questão de que, para cada sistema rotativo, existe quantidade determinada de força física que sempre permanecerá a mesma caso não haver interferência de terceiros no movimento. Isso tudo significa que a posição na qual o gato cairá depende da taxa de rotação, quantidade de massa e o momento em que ela está no eixo de rotação.

Samuel Teófilo, médico-veterinário da Petz, disse no blog da empresa que o motivo da queda em pé do gato é a presença de espécie de “radar” em seu organismo. “A partir desse mecanismo, o pet consegue direcionar suas patas em direção ao solo e cair com suavidade”, pontuou.

Esse mecanismo se dá porque a transmissão de mensagens nervosas entre olhos, ouvidos, músculos e articulações dos bichanos é tão rápida que permite ao animal ter equilíbrio. Mas, claro, o gato precisa ter tempo suficiente para se equilibrar antes da queda.

Teófilo indicou que a coluna deles também tem papel crucial, pois “as vértebras são mais maleáveis, ajudando no impacto”.

E na prática?

Toda essa teoria foi testada pelo canal do YouTube Smarter Every Day por meio de vídeo em câmera lenta. Nele, vemos como os gatos utilizam as duas partes de seu corpo para rodarem rapidamente.

Não importa como o felino é solto, ele gira a cabeça e seu tronco rápido e sincronizado – quando com as patas dianteiras juntas. Com as traseiras estendidas, ele realiza rotação lenta, porém controlada, como que para dividir seu comprimento em dois para diminuir o impacto da queda e conseguir cair nas quatro patas.

Com informações de Byte

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Fusão de buracos negros pode acontecer em aglomerados estelares

Dois buracos negros próximos o suficiente para se juntarem é uma situação bem peculiar e difícil de acontecer

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Em uma nova pesquisa, os cientistas descobriram que algumas colisões de buracos negros podem acontecer em aglomerados estelares densamente preenchidos. Essa descoberta pode dar pistas sobre como eram os sistemas binários de buracos negros antes da fusão e quais são os fatores que podem desencadear tais eventos.

Nessa nova pesquisa, os cientistas investigaram as formas orbitais dos sistemas binários dos buracos negros antes que eles entrassem em espiral e se fundissem. A colaboração LIGO-Virgo-KAGRA – um grupo de interferômetros a laser localizados nos EUA, Itália e Japão, respectivamente – detectaram que os buracos negros tinham órbitas altamente achatadas ou elípticas.

Essas órbitas achatadas eram semelhantes às de cometas de longo período, como o cometa Halley. Isso indica que a fusão de buracos negros que liberou as ondas gravitacionais poderia ter ocorrido em aglomerados estelares densos. Além disso, a colaboração LIGO-Virgo-KAGRA observou que 35% das 85 fusões de buracos negros, detectadas desde 2015, aconteceram em aglomerados estelares.

Em um comunicado, o físico e líder do estudo, Isobel Romero-Shaw, disse que “quando um sistema binário evolui, eles são como um casal realizando uma valsa lenta sozinho no salão de baile”. Segundo o físico, o processo “é muito controlado e cuidadoso; lindo, mas nada inesperado”.

Entretanto, no caso daquelas estruturas em aglomerados densos, a história é diferente. “Você pode ter muitas danças diferentes acontecendo simultaneamente; grandes e pequenos grupos de dança, freestyle e muitas surpresas!”, disse Romero-Shaw.

Os buracos negros se formam quando estrelas massivas ficam sem combustível para alimentar a fusão nuclear. Essa situação gera um desequilíbrio e faz com que os núcleos das estrelas sofram um colapso gravitacional. Neste caso, o material externo é violentamente ejetado, o que desencadeia uma explosão de supernova, e libera energia suficiente para afastar qualquer material ao redor do buraco negro recém-formado.

Os tipos de fusão entre buracos negros

Dois buracos negros próximos o suficiente para se juntarem é uma situação bem peculiar e difícil de acontecer, principalmente em um Universo mais de 13 bilhões de anos. Uma maneira dessa situação ocorrer é caso eles se formem em áreas altamente povoadas do Espaço, como os corações de aglomerados estelares densos.

No cenário de “segregação de massa”, os objetos mais massivos em um aglomerado afundariam no coração de um aglomerado, o que faria os buracos negros de todas as áreas se movessem em direção ao seu meio; como os buracos negros não emitem luz, esses aglomerados têm núcleos invisíveis, densos e escuros.

Caso a fusão acontecesse por meio de “interações dinâmicas”, as duas estruturas precisariam orbitar próximas uma da outras, a uma grande distância em um aglomerado de estrelas. Com a influência de outros objetos no mesmo aglomerado, a energia orbital seria removida do sistema binário e faria com que as estruturas se aproximassem em espiral.

Os estudos conduzidos por Romero-Shaw e sua equipe podem ser capazes de distinguir entre esses mecanismos de fusão quando os detectores de ondas gravitacionais da colaboração LIGO-Virgo-KAGRA começarem sua terceira operação já em 2023.

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James Webb encontra galáxias antigas semelhantes à Via Láctea

Esta é a primeira vez que galáxias com barras estelares iguais às da Via Láctea são observadas

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Flavia Correia  

Olhar Digital

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) capturou, pela primeira vez, imagens de galáxias com barras estelares, iguais às da Via Láctea, que se estendem de seus núcleis para seus discos externos, de uma época em que o Universo tinha apenas 25% de sua idade atual. Para os astrofísicos, essa nova descoberta pode redefinir as teorias de evolução desses fenômenos.

Segundo o site Phys, o Telescópio Espacial Hubble nunca conseguiu captar esse tipo de característica em galáxias de épocas tão remotas. A galáxia EGS-23205, registrada pelo Hubble, é pouco mais do que uma mancha em forma de disco; já para James Webb, a imagem da mesma galáxia mostra um belo aglomerado de estrelas em espiral com uma barra estelar bem clara.

Montagem de imagens do telescópio James Webb mostrando seis exemplos de galáxias barradas, duas das quais representam os maiores tempos de retrospectiva quantitativamente identificados e caracterizados até o momento. Os rótulos no canto superior esquerdo de cada figura mostram o tempo de retrospectiva de cada galáxia, variando de 8,4 a 11 bilhões de anos atrás, quando o Universo tinha apenas de 40% a 20% de sua idade atual. Crédito: NASA/CEERS/Universidade do Texas em Austin

Webb conseguiu revelar essas estruturas em galáxias distantes melhor do que o Hubble por duas razões:

  • seu espelho maior lhe dá mais capacidade de coleta de luz, permitindo que ele veja mais longe e com maior resolução;
  • ele enxerga melhor através da poeira, pois capta comprimentos de onda infravermelhos mais longos do que o Hubble.

A professora de astronomia da Universidade do Texas, em Austin, Shardha Jogee, ficou impressionada com a capacidade que o JWST tem de registrar estruturas subjacentes nas galáxias. A equipe também identificou outra galáxia barrada, a EGS-24268, de aproximadamente 11 bilhões de anos atrás, o que torna as duas galáxias com barras as mais longínquas no tempo do que qualquer outra descoberta anteriormente.

De acordo com o estudante de pós-graduação que liderou o estudo, Yuchen “Kay” Guo, tudo é novidade. “É como entrar em uma floresta que ninguém nunca entrou.”

Segundo o autor da pesquisa, hospedada no servidor de pré-impressão arXiv e já aceita para publicação pelo Astrophysical Journal Letters, as barras desempenham um papel importante na evolução das galáxias, pois elas canalizam gás para as regiões centrais e aumentam a taxa de formação de estrelas.

As barras das galáxias funcionam como meio de transporte

Jogee explicou que as barras estelares atuam como um transportador, pois “levam o gás para a região central, onde é rapidamente convertido em novas estrelas a uma taxa tipicamente 10 a 100 vezes mais rápida do que no resto da galáxia”. Além disso, as barras também ajudam no cultivo de buracos negros supermassivos nos centros das galáxias.

“Esta descoberta de barras primitivas significa que os modelos de evolução de galáxias agora têm um novo caminho através de barras para acelerar a produção de novas estrelas em épocas iniciais”, disse Jogee. Agora, a equipe testará diferentes modelos em seus próximos estudos sobre evolução de galáxias e incluirá as barras estelares nesses testes.

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Meta começa 2023 com duas multas que somam R$ 2,1 bilhões

Valores resultam de reclamações a partir de 2018 que alegam má condução dos dados de usuários

Por William Schendes, editado por Adriano Camargo  

Olhar Digtal

Irlanda impôs duas multas a Meta nos valores de € 210 milhões e € 180 milhões por má condução no processamento de dados do Facebook e Instagram. Os valores somam cerca de R$ 2,1 bilhões na cotação atual.

De acordo com a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), a Meta violou as regras de privacidade da União Europeia por utilizar os dados de usuários para apresentar anúncios baseados em seus comportamentos.

O processo aberto realizado na Irlanda leva em consideração reclamações apresentadas a partir de maio de 2018, quando o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) passou a vigorar. De acordo com o comunicado do DPC, as reclamações alegavam que a Meta começou a exigir que os usuários aceitassem um novo contrato dos Termos de Serviço atualizados. Caso o usuário não aceitasse os novos termos ele não poderia acessar serviços do Facebook e Instagram.

Outra violação cometida pela empresa é sobre a transparência do processamento de dados. O DPC considera que a Meta não foi clara ao informar aos usuários sobre quais operações seriam realizadas com seus dados pessoais e qual a finalidade da coleta de dados.

A decisão do órgão orienta que a controladora do Facebook e Instagram adeque suas práticas de processamento de dados em um período de até três meses.

Em novembro de 2022 o DPC já havia condenado a Meta a pagar uma multa de € 265 milhões (cerca de US$ 275 milhões) pela má condução dos dados de mais de 530 milhões de usuários, que foram expostos na internet

De acordo com o comunicado do órgão irlandês, as investigações começaram em 14 de abril de 2021, após diversos relatos sobre violação de dados pessoais como endereços de e-mail e números de celular.

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