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Limpar a órbita da Terra usando imãs? Japoneses querem mostrar que isso é possível

André Lucena

Olhar Digital

Após não alcançar a órbita da Terra em um lançamento em 2017 de um micro satélite projetado para coletar destroços no espaço, a Astroscale, startup fundada em 2013, conseguiu enviar os satélites chamados “servidor” e “cliente” por meio de um foguete Soyuz, que decolou neste domingo (21) do Cazaquistão carregando 38 satélites comerciais de 18 países.

O objetivo da missão ELSA-d é limpar a órbita da Terra usando uma placa ferromagnética no satélite “servidor”, que vai se deslocar para os locais onde o “cliente” identificar rejeitos.

Vídeo explica projeto:

Como a estimativa é que o espaço tenha mais de 9 mil toneladas de lixo, de restos de satélite a parafusos, é impossível que a empreitada da Astroscale tenha 100% de êxito nos seis meses de operação. Depois disso, os equipamentos voltarão para a Terra e serão queimados com o lixo.

A missão será controlada pelo centro da Astroscale em Harwell, no Reino Unido. A startup também foi contratada como parceira da Jaxa na primeira missão de remoção de detritos orbitais da agência espacial japonesa, que pretende ser a primeira no mundo a remover uma grande quantidade de objetos da órbita terrestre.

Lixão na órbita da Terra

Com satélites sendo lançados na órbita da Terra desde 1957, é fácil imaginar o quanto de lixo nós temos voando pelo espaço ao redor do nosso planeta.

Estes detritos, principalmente pedaços de espaçonaves, partes de foguetes e satélites que não são mais utilizados, já são considerados um problema sério pelas agências espaciais, já que representam alto risco de colisão e podem atingir velocidades de até 29.000 km/h.

Porém, hoje já existem projetos que consistem em enviar missões ao espaço para recolher parte desses detritos, alguns materiais caros usados na construção de foguetes e satélites, para reutilizá-los aqui na Terra. 

Fonte: Techcrunch

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Marte está “vazando” e perdendo água para o espaço

Rafael Rigues

Olhar Digital

Dois novos estudos, liderados por Anna Fedorova, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Russa de Ciências e Jean-Yves Chaufray, cientista do Laboratoire Atmospheres Observations Spatiales na França, mostram que Marte está “vazando”. O planeta perde água para o espaço a uma taxa que varia de acordo com as estações do ano, sua distância em relação ao Sol e fenômenos atmosféricos locais, como tempestades de areia.

As equipes usaram em suas pesquisas dados do instrumento SPICAM, a bordo do satélite ExoMars, bem como do satélite Mars Express, ambos operados pela agência espacial europeia (ESA).

“Estudamos o vapor d’água na atmosfera desde o solo até 100 quilômetros de altitude, uma região que ainda não havia sido explorada, ao longo de oito anos marcianos”, disse Fedorova. Um ano em Marte equivale a aproximadamente dois anos terrestres.

Os pesquisadores descobriram que quando o planeta está mais distante do Sol, a cerca de 400 milhões de km, só há vapor d’água na atmosfera a menos de 60 km da superfície. No entanto, quando o planeta está mais próximo do Sol, a cerca de 333 milhões de quilômetros, o vapor d’água pode ser encontrado a até 90 km acima da superfície.

Quando Marte e o Sol estão mais distantes, o frio faz com que o vapor d’água em uma determinada altitude na atmosfera de Marte congele. O vapor pode viajar mais longe na atmosfera de Marte durante as estações mais quentes, que também são as ocasiões em que o planeta perde mais água.

“A alta atmosfera fica umedecida e saturada de água, explicando porque as taxas de escape aumentam durante esta temporada – a água é transportada para mais alto, ajudando sua fuga para o espaço”, acrescentou Fedorova.

Outro fator que auxilia na perda de água são as tempestades de areia, que em Marte podem assumir grandes proporções. Elas são conhecidas por aquecer e perturbar a atmosfera marciana, e em anos com tempestades globais os pesquisadores encontraram água a uma altitude de até 80 km acima de superfície.

Cientistas acreditam que a maior parte da água de Marte está presa nas calotas polares. Imagem: Nasa

“Graças ao monitoramento contínuo da Mars Express, fomos capazes de analisar as duas últimas tempestades de areia globais, em 2007 e 2018, e comparar o que descobrimos em anos sem tempestades para identificar como elas afetaram a perda de água de Marte”, disse Fedorova.

Os cientistas calculam que a cada bilhão de anos Marte perde água o bastante para cobrir a superfície do planeta com uma camada de 2 metros de profundidade. Ainda assim, esta fuga não explica a quantidade de água perdida nos últimos 4 bilhões de anos.

“Uma quantidade significativa deve ter existido no planeta para explicar as características da paisagem criadas pela água que vemos atualmente”, disse Chaufray. “Como nem tudo foi perdido para o espaço, nossos resultados sugerem que ou essa água se moveu para o subsolo ou que as taxas de perda de água eram muito mais altas no passado”.

Fonte: Space.com

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Microsoft negocia compra do Discord por mais de US$ 10 bilhões

Kaique Lima

Olhar Digital

A Microsoft negocia a compra do Discord, plataforma de bate-papo muito usada pela comunidade gamer, streamers e podcasters. Os valores das negociações assustam, girando em torno de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões). 

Representantes da plataforma vêm conversando há algum tempo com compradores em potencial. A Microsoft é quem está em estágio mais avançado de conversas, porém, até o presente momento, nenhum acordo é iminente. 

Sediado em San Francisco, o Discord é famoso por ser um serviço gratuito que permite aos seus usuários se comunicarem por texto, áudio e vídeo. Seu uso cresceu durante a pandemia, quando foi muito usado para reuniões entre amigos que não podiam se ver pessoalmente. 

Leia também: 

Atualmente, a plataforma conta com uma base instalada de nada menos que 100 milhões de usuários ativos por mês, a grande maioria ligada ao mundo dos games. Porém, a empresa trabalha ativamente para extrapolar seu público para muito além dos jogadores. 

Microsoft vai às compras

O Discord não é a primeira plataforma popular entre o público jovem que entra na mira da Microsoft. Em 2020, após a ameaça de banimento feita pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, a empresa negociou a compra das operações do TikTok em território americano. 

Também no ano passado, a Microsoft manteve negociações para tentar a compra do Pinterest e, atualmente, atua ativamente na compra de ativos que possam fornecer acesso a comunidades prósperas de usuários. 

A intenção da empresa, entre outras coisas, é oferecer um pacote de serviços atraente para os assinantes de seus serviços ligados ao Xbox, como o Game Pass. Especificamente falando do Discord, a oferta premium do serviço, o Nitro, poderia ser incorporada na assinatura, por exemplo. 

Recentemente, a Microsoft comprou a ZenMax Media, dona, entre outras empresas, da editora de games Bethesda, responsável por grandes clássicos dos games, como Doom e Fallout. O valor total da negociação foi US$ 7,5 bilhões, o que dá mais ou menos R$ 42 milhões. 

Com informações da Bloomberg

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Golpe no Telegram: versão para Windows pode esconder iscas para malware

Redação

Do Olhar Digital

Um pesquisador de segurança suíço alerta para um golpe que atinge quem busca uma versão do Telegram para desktop. Alguns links fingem direcionar o usuário para a página oficial do Telegram, mas podem ser a porta de entrada para malwares…

Os sites falsos são telegramdesktop “ponto com”, “ponto org” e “ponto net”. Os dois primeiros são sinalizados pelo Safe Browsing, sistema embutido no Google Chrome que alerta quando um site contém malware. O último ainda está lá ativo e passa despercebido pelo sistema de alerta.PUBLICIDADE

Fique atento: o site oficial para download do aplicativo de mensagens para Windows , mac OS e Linux é telegram.org. Quem usa o Windows 10 também pode baixar o app gratuitamente na Microsoft Store.

Todo cuidado é pouco, não é mesmo?

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Cientistas descobrem vórtice polar “monstruoso” na atmosfera de Júpiter

Rafael Rigues

Olhar Digital

Uma equipe internacional de cientistas planetários liderada por Thibault Cavalié, do Laboratoire d’Astrophysique de Bordeaux, na França, conseguiu medir a velocidade dos ventos abaixo da camada superior de nuvens na atmosfera de Júpiter. E os resultados contrariam o que se esperava.

Usando o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma), no Chile, Cavalié e sua equipe detectaram vórtices no polo sul do planeta, abaixo da aurora austral, se movendo a uma velocidade de 1.440 km/h, cinco vezes a velocidade dos mais poderosos furacões na Terra.

Estes ventos formam um “imenso anticiclone com três a quatro vezes o diâmetro da Terra e uma extensão vertical de 900 Km”, diz Cavalié. “Isto é único no sistema solar”, complementa, descrevendo o fenômeno como um “monstro meteorológico único”.

O vórtice polar é duas vezes mais rápido que os ventos no topo da camada de nuvens em Júpiter, contrariando a suposição anterior de que quanto mais “fundo” na atmosfera, mais lentos seriam os ventos.

A descoberta foi possível graças ao Alma e ao cometa Shoemaker-Levy 9, que colidiu com Júpiter em 1994. Esta colisão introduziu na atmosfera do planeta moléculas de um gás, o cianeto de hidrogênio, que podem ser detectadas ainda hoje. Isso permitiu que os pesquisadores olhassem através da camada de nuvens no topo de atmosfera, que é normalmente invisível aos nossos instrumentos.

Os cientistas mediram minúsculas variações na radiação emitida pelas moléculas enquanto são arrastadas pelos ventos. “Fomos capazes de deduzir a velocidade dos ventos da mesma forma que alguém é capaz de deduzir a velocidade de um trem pela mudança na frequência de seu apito”, disse Vincent Hue, cientista planetário do Southwest Research Institute em San Antonio, Texas.

Apesar de rápido, o vórtice polar em Júpiter não tem os ventos mais rápidos no planeta. Em uma camada ainda mais alta da atmosfera, chamada Ionosfera, há ventos com velocidade supersônica, de 1 ou 2 quilômetros por segundo, entre 3.600 a 7.200 km/h”, diz Cavalié.

Fonte: Gizmodo

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Drones vão “dar choque” em nuvens para fazer chover mais nos Emirados Árabes

Arthur Henrique

Olhar Digital

Cientistas dos Emirados Árabes Unidos e também da Universidade de Reading, na Inglaterra, trabalham em um projeto que pretende usar drones para tentar fazer com que chova mais no país desértico e conhecido por suas altas temperaturas. A ideia é utilizar os pequenos veículos voadores para “dar um choque” e alterar a carga elétrica das gotículas de chuva das nuvens.

“Equipados com uma carga útil de instrumentos de emissão de carga elétrica e sensores personalizados, esses drones voarão em baixas altitudes e fornecerão uma carga elétrica às moléculas de ar, o que deve estimular a precipitação”, afirma Alya Al-Mazroui, diretora do programa de pesquisa científica para intensificação da chuva nos Emirados ao Arab News.

Desde 2017, o governo dos Emirados Árabes já investiu mais de US$ 15 milhões em diferentes projetos – nove ao todo – voltados a iniciativas que expandam a média de 100 mm anuais de chuva por lá. Para efeito de comparação, a média de pluviosidade em São Paulo é de 1356 mm.

A ideia para fazer chover mais se junta a outro projeto tecnológico em andamento com o mesmo objetivo: a “semeadura de nuvem”. Para mudar o cenário considerado drástico de escassez de água no país, o governo local deposita grãos de sal nas nuvens para estimular a condensação e criação de nuvens.

Muitas nuvens, pouca chuva

Maarten Ambaum, um dos cientistas à frente da construção dos drones, explica que há nuvens de sobra nos Emirados Árabes, apesar da pouca expressividade (e cada vez menor) do lençol freático.

O professor explica que objetivo da ação é unir gotas a ponto de torná-las grandes o suficiente para que caiam, a exemplo do que a eletricidade estática faz com “cabelo seco e pente”.

Por ora, os pesquisadores aguardam a revisão do estudo científico em que detalham a tentativa de “dar choque” nas nuvens para estimular chuva. A expectativa é de que, quando isso acontecer, os cientistas recebam financiamento para utilizar uma aeronave maior para facilitar o trabalho.

Fonte: BBC

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Nasa descobre o tamanho do núcleo de Marte

Arthur Henrique

Olhar Digital

Depois da Terra, Marte é o segundo planeta a ter seu núcleo medido e estudado graças aos dados enviados pela sonda InSight da Nasa, que pousou no interior do astro em 2018. Com as informações obtidas da energia sísmica se movendo por ali, cientistas puderam descobrir algo interessante sobre o “planeta vermelho“: a camada mais profunda do nosso vizinho é maior e menos densa do que se pensava.

O estudo foi apresentado virtualmente na última quinta-feira (18), durante o evento Lunar and Planetary Science Conference. A sonda investigou as profundezas ao analisar as ondas sísmicas emitidas por Marte e, dessa forma, foi capaz de obter medições reais sobre o astro.

Nuvem em Marte
Nuvem em Marte. Imagem: Nasa

InSight mostrou que o raio do núcleo marciano é de 1.810 a 1.860 quilômetros – aproximadamente a metade do tamanho do núcleo da Terra. Em resumo, isso significa que ele é maior que o previsto, mas menos denso do que as estimativas.

Além do ferro e do enxofre que constituem grande parte da composição, a camada mais profunda do planeta deve conter elementos mais leves, como o oxigênio. Segundo a Nasa, essa última informação ainda será analisada pelos pesquisadores.

Planetas rochosos como a Terra e Marte têm suas estruturas divididas em três camadas fundamentais: núcleo, manto e crosta. Por isso, os cientistas precisam conhecer as dimensões de cada uma dessas camadas para entender como o astro se formou e evoluiu. O próximo passo da InSight será descobrir como a camada, densa e rica em metal, se separou do manto à medida que o planeta esfriou.

“Agora, começamos a definir uma estrutura profunda, que vai até o núcleo”, disse Philippe Lognonné, líder da equipe do sismômetro da sonda. Simon Stähler, cientista que apresentou o estudo durante o evento, explica que ainda não foi possível observar a camada mais profunda de Marte, mas que agora a Nasa sabe onde e o que observar com a InSight.

“Podemos procurar por sinais de um potencial, se importável, núcleo interno que seja sólido”, afirmou Stähler. Por outro lado, as medidas coletadas até agora correspondem a um núcleo derretido a cerca de 4,5 bilhões de anos.

Em solo marciano desde 2018, a InSight analisa as ondas sísmicas do planeta vermelho. Imagem: Nasa/Divulgação
Em solo marciano desde 2018, a InSight analisa as ondas sísmicas do planeta vermelho. Imagem: Nasa/Divulgação

InSight passa por dificuldades na missão

As recentes descobertas são um um grande passo e alívio para a Nasa, isso porque a sonda espacial de US$ 993 milhões está tendo dificuldades para atuar em Marte. Além do acúmulo de poeira nos painéis solares, o planeta está em um estágio da sua órbita em que fica mais distante do Sol.

FonteNature

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Nanossatélite produzido pela UFSM é lançado no Cazaquistão

Foguete russo levou até a órbita terrestre o equipamento que vai ajudar a mapear problemas em comunicações, redes de distribuição de energia, sinais de GPS, falhas de equipamentos eletrônicos e o funcionamento de outros satélites.

Por G1 RS

Nanossatélite produzido pela UFSM é lançado no Cazaquistão

O nanossatélite desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Região Central do Rio Grande do Sul, e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi lançado, na madrugada desta segunda-feira (22), no Cazaquistão. O equipamento foi levado até a órbita a bordo de um foguete russo. [Veja o vídeo acima].

Com sensores capazes de medir o campo magnético da terra, o nanossatélite tem uma caixa com menos de dois quilos e vai ficar na órbita a uma distância de cerca de 600 quilômetros da terra.

O equipamento vai ajudar a mapear problemas que podem afetar as comunicações, redes de distribuição de energia, sinais de GPS, falhas de equipamentos eletrônicos e o funcionamento de outros satélites. As informações serão enviadas diariamente para a base que fica na UFSM.

Nanossatélite brasileiro NanosatC-BR2 foi lançado nesta madrugada de segunda-feira (22), no Cazaquistão — Foto: Reprodução/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Nanossatélite brasileiro NanosatC-BR2 foi lançado nesta madrugada de segunda-feira (22), no Cazaquistão — Foto: Reprodução/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

O programa é responsável pelo lançamento, em 2014, do primeiro nanossatélite brasileiro, que ainda continua em órbita.

Inicialmente, o lançamento estava marcado para a madrugada de sábado (20), mas foi adiado por problemas de oscilação de energia. Em nota da Roscosmos, o comitê no Cosmódromo de Baikonur (Cazaquistão), informou que, após um teste, foi detectada uma avaria técnica.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações transmitiu, ao vivo, o lançamento do nanossatélite.

Equipe de montagem e integração do nanossatélite da universidade. — Foto: UFSM/Divulgação

Equipe de montagem e integração do nanossatélite da universidade. — Foto: UFSM/Divulgação

Foguete russo que levou nanossatélite até a órbita terrestre. — Foto: INPE/Divulgação

Foguete russo que levou nanossatélite até a órbita terrestre. — Foto: INPE/Divulgação

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Cientistas criam primeiro modelo de embriões humanos em laboratório

Kaique Lima

Olhar Digital

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da Austrália criaram os primeiros modelos de embriões humanos feitos em laboratório. Para chegar atingir seu objetivo, os pesquisadores usaram células-tronco embrionárias humanas e reprogramação celular de tecidos adultos.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Nature e demonstram como essas células podem ser induzidas a se organizar de forma autônoma em uma placa de Petri e formam estruturas que se assemelham aos estágios iniciais de um embrião humano.

No início de sua formação, os embriões criam uma estrutura chamada de blastocisto. O que os pesquisadores fizeram foi criar estes blastocistos humanos a partir de células cultivadas em laboratório.

Com isso, eles criaram o “blastóide”, primeiro modelo de embrião com células que interagem com todas as linhas celulares do feto e seus tecidos de suporte. Eles surgiram após 6 ou 8 dias de cultivo e tiveram taxa de eficiência de cerca de 20%.

Os blastóides podem ser uma alternativa mais acessível e facilmente escalável aos blastocistos e podem ajudar a desenvolver tecnologias ainda melhores de reprodução assistida e evoluir a percepção do desenvolvimento inicial dos fetos e prevenir perdas de gravidez e falhas congênitas.

Formação de um embrião

O blastocisto é uma estrutura formada poucos dias após a fecundação que possui uma camada externa denomina como trofoectoderma, que fica em volta da área que abriga a massa celular interna (ICM).

Em um certo estágio do desenvolvimento do blastocisto, ele se divide em dois diferentes grupos de células, os epiblastos e os hipoblastos. Neste momento, ele se implanta no tecido uterino e pode ocorrer a gastrulação, que é quando os epiblastos abrem caminho para o desenvolvimento do feto.

Enquanto isso, o trofoectoderma forma a maior parcela da placenta e o hipoblasto auxilia na criação do saco vitelino, que é responsável por armazenar o vitelo, primordial no fornecimento inicial de sangue para o feto.

Blastocistos x Blastóides

Após observarem o desenvolvimento dos blastóides, os pesquisadores implantaram os embriões em uma estrutura que imitava o útero humano em placas de Petri. Assim como os blastocistos naturais, eles cresceram por quatro ou cinco dias e aderiram à placa.

Alguns, inclusive, mostraram sinais que lembravam uma cavidade pró-amniótica, que é popularmente chamada de bolsa, e células de placenta.

Porém, é importante ressaltar que os blastocistos e os blastóides não são a mesma coisa e ainda possuem muitas diferenças. Uma delas é a ineficiência dos blastóides, dependendo de linhagens de células, produzidas de diferentes doadores.

Além disso, eles possuem populações de células não identificadas, algo que não acontece em blastocistos humanos naturais.

Com informações da Deutsche Welle

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Perseverance: saiba como foram os primeiros 30 dias do robô em Marte

Rafael Rigues

Olhar Digital

Nesta sexta-feira (19) o rover Perseverance completa 30 dias na superfície de Marte. Dedicado a testes, ainda assim o período foi importante: foi nele que os vários sistemas que compõem o robô foram checados e validados, abrindo as portas para a exploração do planeta ao longo dos próximos dois anos terrestres (um ano marciano), pelo menos.

O mês da Perseverance começou com um pouso perfeito dentro da cratera Jezero, local de um antigo lago e delta de um rio, em Marte, em 18 de fevereiro, após uma jornada de quase seis meses pelo espaço.

O local de pouso do rover em Marte foi batizado de “Octavia E. Butler Landing”, em homenagem à escritora de ficção científica falecida em 2006 que foi a primeira mulher afro-americana a conquistar o Hugo e o Nebula, prêmios máximos deste gênero literário.

Pela primeira vez um rover da Nasa registrou seu próprio pouso a cores, em alta definição e de vários ângulos. O vídeo em 4K mostra os últimos segundos antes do veículo tocar no solo, com direito a imagens do paraquedas usado para reduzir a velocidade na queda, que escondia um código secreto.

Logo após o pouso, o robô rapidamente começou a mandar imagens de seus arredores. Mas, seis dias após o pouso, em 24 de fevereiro, ele fez algo inédito: registrou pela primeira vez o som dos ventos na superfície de um outro planeta. O material foi incorporado a uma música, a primeira com material gravado em Marte.

O Perseverance só começou a se mover na primeira semana de março, 15 dias depois de seu pouso, quando esticou seu braço robótico. Um dia depois, em 5 de março, se deslocou pela primeira vez na superfície marciana, percorrendo uma distância de cerca de 6,5 metros. Além de testar as rodas e motores, a manobra serviu para que a equipe do rover pudesse fotografar o local do pouso e estudar o impacto dos retrofoguetes sobre o terreno.

Mas a missão científica, que tem como objetivo a busca por sinais de que Marte já abrigou vida, só começou quase um mês após o pouso. Foi só em 11 de março que o robô acionou pela primeira vez a SuperCam, uma câmera de alta resolução montada na ponta de seu braço robótico, que é usada para fotografar amostras de solo. 

No mesmo dia também foram feitos (e registrados) os primeiros disparos do laser que é parte de um instrumento chamado espectrômetro Raman. O laser é usado para vaporizar pequenos pedaços de rochas, e o espectrômetro analisa as ligações químicas para determinar quais elementos estão presentes.

Também houve momentos de pura sorte. Em 16 de março, o Perseverance registrou um redemoinho levantando nuvens de poeira, passando ao fundo em uma de suas fotos. Redemoinhos não são incomuns em Marte, mas é raro uma câmera estar no local exato e no momento certo para fazer o registro.

Os próximos passos do Perseverance

O próximo grande passo na missão do Perseverance são os testes de voo do helicóptero Ingenuity, que ainda não tem data marcada. A Nasa anunciou em 17 de março que já selecionou um local plano para a decolagem, e mais detalhes serão divulgados em uma entrevista coletiva em 23 de março.

O Perseverance irá até o local selecionado e descarregará o Ingenuity, que está armazenado em sua “barriga”. O helicóptero será cuidadosamente baixado ao solo e receberá uma última carga de energia antes de ser desconectado do rover.

A partir daí, a equipe responsável pelo Ingenuity terá 30 dias para realizar até cinco voos, cada um durando 90 segundos. Os primeiros serão curtos e em baixa altitude, mas ele gradualmente irá voar mais longe e mais alto.

Segundo Joshua Ravich, diretor de engenharia mecânica do drone no Laboratório de Propulsão a Jato (Jet Propulsion Laboratory, JPL), “o quinto voo pode ser algo tão complexo quanto decolar, voar uma certa distância, escolher de forma autônoma um local de pouso e pousar lá”.

Será possível realizar apenas um voo por dia, e o helicóptero usará painéis solares para recarregar suas baterias entre os voos. O Perseverance estará observando tudo, fazendo fotos e talvez vídeos de cada tentativa.

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