Google vai ligar Brasil e EUA com cabo submarino de 10 mil km até 2016

Cabo submarino que será instalado até o fim de 2016 por Google, Algar Telecom, Antel e Angola Cables terá 10,5 mil km. (Foto: Divulgação/Google)

Cabo submarino que será instalado até o fim de 2016 por Google, Algar Telecom, Antel e Angola Cables terá 10,5 mil km. (Foto: Divulgação/Google)

Ao lado de companhias de telecomunicações, o Google instalará um cabo submarino que ligará o Brasil aos Estados Unidos para turbinar a infraestrutura necessária para as conexões de internet na América Latina.

Os planos foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo grupo de empresas que conduzem o projeto. Além do Google, são elas: Algar Telecom, do Brasil, Angola Cables, de Angola, e a estatal Antel, do Uruguai.

O cabo ligará as cidades brasileiras de Santos (SP) e Fortaleza (CE) à de Boca Raton, na Flórida (EUA). Com seis pares de fibra, o cabo terá extensão de 10,5 mil km. A expectativa do grupo é que essa instalação amplie a largura de banda dos cabos submarinos já existentes em 64 Terabits por segundo (Tbps).Todas as companhias participarão da construção e financiamento do cabo. Segund

o o governo uruguaio, controlador da Antel, o projeto deverá receber o investimento de US$ 400 milhões. A previsão é que fique pronto no fim de 2016. “Este investimento faz parte de um esforço conjunto para construir a malha da Internet, preparando nosso país e a região para o aumento da demanda”, disse o governo uruguaio em comunicado.

A execução ficará a cargo da TE Connectivity SubCom, especializada em telecomunicações submarinas. Projetando e instalando cabos submarinos em todo mundo, a companhia já implantou 490 mil km de linhas, o suficiente para 12 voltas em torno da linha do Equador.

Segundo o Google, o intuito da ligação Brasil-EUA é ampliar a estrutura necessária à conexão entre os usuários latinos, quase 300 milhões, e a sede das maiores centrais de dados acessadas no mundo.

Além de a região apresentar rápido crescimento na penetração de internet, o aumento da implantação das redes LTE (tecnologia da internet de quarta geração, o 4G) e das redes de fibra ótica podem impulsionar o aumento da demanda. Contam também conteúdo de alta qualidade de imagem (HD, 4K) e serviços baseados na nuvem (não instalados no dispositivo dos usuários e acessados pela internet).

Também parte do grupo, a Angola Cables consegue com esse projeto definitivamente desembarcar no Brasil. A empresa colombiana possuía um projeto conjunto com a estatal brasileira Telebrás. Enquanto a angolana esperava que a parceria poderia render um cabo submarino entre Brasil e Angola, a brasileira informou que o entendimento entre as duas compreendia apenas a cessão de um ponto de ancoragem na costa do Brasil. Isso ocorreu porque a prioridade da Telebrás é construir um cabo Brasi-Europa.

 

Do G1 São Paulo

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Imagens vazadas do novo iPad mostram aparelho mais fino e leitor de digitais

Foto: Reprodução.

Novas supostas imagens do novo iPad aparecem online. Segundo o blog vietnamita Tinhte o novo modelo terá apenas 7 milímetros de espessura, quase tão fino quanto os novos modelos de iPhones, que ficam entre 6.9 e 7.1.

O blog diz que o modelo divulgado é um protótipo e não o modelo final que será montado na Ásia. As fotos indicam que o novo modelo do iPad será praticamente idêntico ao atual iPad Air, com a diferença de trazer botões de volume parecidos com os novos iPhones e o leitor de impressão digital.

A Bloomberg diz que o novo iPad terá uma tela antirreflexo, o que vai ajudar na leitura de livros e revistas. Ele também poderá vir com uma tela Safira de alta dureza.

 

 

do MundoBit

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Astronautas fazem caminhada de seis horas para fazer reparos na ISS

Foto: AFP.

O astronauta americano Reid Wiseman e o alemão Alexander Gerst realizaram nesta terça-feira uma caminhada orbital fora da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) para fazer reparos, anunciou a NASA.

Esta caminhada espacial, iniciada às 09h30 de Brasília, se prolongou por mais de seis horas. Uma segunda saída orbital para concluir estes trabalhos está prevista para 15 de outubro e será realizada por Wiseman e outro astronauta americano, Barry Wilmore.

Na terça-feira, os dois mecânicos espaciais deslocarão uma bomba defeituosa do sistema de refrigeração, substituída em dezembro passado, para armazená-la em uma plataforma externa, situada perto do módulo Quest. Alexander Gerst, da Agência Espacial Europeia (ESA), deve também substituir um foco de luz sobre uma câmera de TV (ETVCG), situada no módulo Destiny.

Depois, os dois astronautas instalarão um novo sistema elétrico no de transporte externo da estação (Mobile Servicing System ou MSS), que permite transportar equipamentos e peças de reposição entre os diferentes postos de trabalho da ISS. [Da AFP]

 

 

MundoBit

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Facebook irá lançar app que permite anonimato de usuários, diz jornal

Facebook permite em alguns países que usuários escolham entre 54 gêneros (Foto: BBC)

Facebook irá lançar aplicativo que permite anonimato de usuários, diz jornal (Foto: BBC)

O Facebook irá lançar um aplicativo para smartphones e tablets que permite que seus usuários interajam uns com os outros sem se identificar, segundo reportagem do jornal “The New York Times”, que conversou com duas pessoas familiarizadas com o assunto. O app deve chegar nas próximas semanas. Ainda não se sabe como ele irá funcionar e se ele irá usar de alguma forma a rede social da empresa.

O objetivo do aplicativo, de acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, é permitir que os usuários do Facebook se mantenham sob anonimato e “usem pseudônimos para discutir abertamente sobre tópicos que talvez eles não estejam confortáveis em conectar a seus nomes reais”.

Segundo o “NYT”, o novo aplicativo é uma prova de que a rede social, por mais que tenha se dedicado a servir como identidade digital e um mapa de conexões dos usuários, está disposta a explorar alternativas de comunicação.

A possibilidade de anonimato vem de encontro com duas polêmicas envolvendo o assunto na internet. Nas últimas semanas, o Facebook cancelou as contas de usuários que não usavam seu nome de batismo. A questão repercutiu fortemente entre a comunidade LGBT e até causou uma debandada de pessoas à rede social Ello.

No Brasil, o aplicativo Secret, que promove o compartilhamento de forma anônima de frases e imagens, bombou, causou polêmica e chegou a ser proibido. Posteriormente, a Justiça liberou o app a pedido do Google.

Procurado pelo jornal, o Facebook afirmou que não comenta rumores. Atualmente, a rede social de Mark Zuckerberg tem mais de 1 bilhão de usuários.

 

Do G1, em São Paulo

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Indiano de 16 anos cria aparelho que permite ‘falar’ pela respiração

Arsh Dilbagi criou dispositivo que permite que pacientes 'falem' pela respiração (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)

Arsh Dilbagi criou dispositivo que permite que pacientes ‘falem’ pela respiração (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)

Inspire e expire pelo nariz. Faça isso outra vez. Com apenas esses dois pulsos de ar voluntários e longos, a letra “M” acaba de ser expressa por meio de Código Morse. E é exatamente essa lógica que permitiu que o jovem indiano Arsh Shah Dilbagi, de 16 anos, desenvolvesse um premiado e barato mecanismo de comunicação que pode permitir que milhões de pessoas voltem a se comunicar, quando a fala, os braços e os pés deixam de ser opções para formar frases.

Entusiasta e estudioso de ciência da computação, Arsh, que ainda cursa o ensino médio na cidade de Panipat, próximo à capital Nova Deli, desenvolveu o “Talk”, que promete ser o dispositivo de CAA (Comunicação Aumentativa e Alternativa) mais barato e acessível do mundo, permitindo que pacientes com doenças degenerativas e outras desordens motoras voltem a “falar”, por menos de US$ 100 (cerca de R$ 240).

O jovem contou sobre o desenvolvimento do aparelho, vencedor de uma das categorias do concurso “Google Science Fair 2014”, as possibilidades de aplicação do dispositivo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus esforços para, em suas palavras, “mudar o mundo”.

‘Vi pacientes chorando’
Dilbagi, que também atende pelo apelido de “Robo”, contou que a inspiração para a realização do projeto veio da história de vida do físico inglês Stephen Hawking, especialmente por sua batalha com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). No entanto, uma ida ao hospital e a observação de pessoas que haviam sofrido derrames e tinham sequelas motoras fez com que a ideia começasse a ter forma.

“Vi pacientes chorando. Aquele dia me questionei: ‘por que não há uma solução no mundo que os ajude a se comunicar?'”, relatou o rapaz, lembrando a angústia de pessoas que não conseguiam mais se expressar por meio de palavras. “Há mais de 100 milhões de pessoas do mundo com esse tipo de deficiência, o que é maior do que toda a população da Alemanha”, comparou.

Após cerca de um ano de trabalho, incluindo três meses de pura pesquisa e mais de sete meses para finalmente construir um dispositivo, desenvolver o software em três linguagens de programação e testar diversos de protótipos, o rapaz conseguiu criar o “Talk”.

Ao dar pulsos curtos ou longos de ar ao expirar, aparelho interpreta sinais por meio do Código Morse  (Foto: Wikimedia Commons)

Com pulsos curtos ou longos de ar ao expirar, aparelho interpreta sinais por meio do Código Morse (Foto: Wikimedia Commons)

Utilizando pulsos de ar ao expirar, um sensor colocado embaixo do nariz ou da boca da pessoa interpreta esses “sopros” como Código Morse, que identifica letras e números ao combinar unidades curtas ou longos de ar. Esses sinais são enviados para um sintetizador, que reproduz o código em palavras, por meio de até nove vozes diferentes, com sotaques e vozes de faixas etárias distintas. Tudo que o paciente precisa, então, é memorizar o código, para que possa se comunicar cada vez mais rápido.

As “vozes”, segundo ele, foram obtidas em uma biblioteca Open Source de sons, que foram vocalizados e colocados no equipamento. “Foi muito desafiador aprender todas técnicas que culminaram no Talk – desenvolvi o software em três linguagens de programação diferentes. Foi uma das melhores experiências de aprendizado da minha vida”, exaltou.

Todo o processo de criação do aparelho, vencedor da categoria “escolha do público” do Google Science Fair –que agraciou Arsh com uma bolsa de estudos de US$ 10 mil–, ocorreu durante o ano letivo, o que exigiu muita disciplina para que o rapaz não escorregasse nos estudos, e obtivesse boas notas.

Ao prestar o CBSE, o exame nacional da Índia, o jovem ainda conseguiu nota máxima, obtendo 10/10 GCPA (Média Cumulativa de Pontuação, em tradução livre). “Você precisa ser muito disciplinado, seguir o esquema que você estabeleceu. Se pular alguma coisa, tudo cairá em cima de você”, frisou o estudante, que pretende em breve se inscrever para uma bolsa no curso de ciência da computação na Universidade Stanford, na Califórnia.

Simplicidade
Com o pedido de patente pendente para o Talk, Arsh Dilbagi espera firmar parcerias para tornar o aparelho um dispositivo global, e ajudar a superar as barreiras existentes atualmente em relação a dispositivos de CAA, principalmente envolvendo o acesso e ao preço desse tipo de equipamento.

“Máquinas como as utilizadas por Stephen Hawking são caras e complexas, e precisam de muitas baterias para funcionar. Você precisa de um computador, de uma tela, de um sistema complexo e, combinando tudo isso, baterias para suportar isso. E isso se reflete no custo. É preciso mudar a forma como a tecnologia é vista, de como as pessoas enxergam uma solução”, explicou, sublinhando que o Talk consegue funcionar por oito horas em uma única carga.

“Os dispositivos desse tipo hoje começam na faixa de US$ 4 mil (cerca de R$ 9,6 mil), e um aparelho que é fácil de usar sai por pelo menos US$ 7 mil (cerca de R$ 16,8 mil)”, continuou Arsh, completando que, mesmo com o aporte financeiro, às vezes não é possível adquirir facilmente itens como detectores de movimento dos olhos ou aparelhos de digitação adaptados. “Não é o caso de que, se você tem US$ 7 mil no bolso, você pode comprar um. Eles não estão disponíveis em sites como Amazon, e não dá para pedir online para que ele seja entregue em qualquer lugar do mundo. O equipamento está disponível em lugares muito específicos, e mantê-lo é muito mais difícil do que se pode imaginar”, apontou o indiano.

Apesar de ser considerado internacional, o Código Morse não pode ser utilizado com exatidão para que pacientes se expressem em todas as línguas, o que, de acordo com o Dilbagi, é uma das falhas do projeto, disponível apenas em inglês. No entanto, o objetivo principal é tornar o Talk universal, em 20 idiomas diferentes, conforme a previsão de seu criador.

'Talk' custa menos de US$ 100 e pode democratizar o acesso de pacientes a dispositivos de CAA (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)
‘Talk’ custa menos de US$ 100 e pode democratizar o acesso de pacientes a dispositivos de CAA (Foto: Divulgação/Arsh Dilbagi)

‘É possível mudar o mundo’
Citando novamente o exemplo do físico inglês, autor de diversos livros apesar de suas limitações físicas, Arsh explicou que já foi procurado por muitas pessoas que precisam de um aparelho similar, mas não têm as mesmas oportunidades que pacientes mais abastados.

“Stephen Hawking tem sido patrocinado para ter uma ferramenta para se comunicar, e veja como ele está mudando o mundo. E ele é só um entre milhões de pessoas que sofrem das mesmas desordens. Logo, acredito que Talk tem esse tipo de poder”, disse o rapaz, que ao apresentar seu projeto ao Google, colocou como desejo principal a vontade de mudar o mundo por meio da comunicação alternativa.

“É possível mudar o mundo. A maioria das pessoas procura por serviços comunitários, caridade. Se você quer ajudar a humanidade, você precisa ajudar a sociedade como um todo, auxiliando pessoas a se comunicarem, o que não tem sido feito até agora”, arrematou o jovem indiano, sem perder o fôlego.

 

Do G1, em São Paulo

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Primeiro bebê de proveta brasileiro completa 30 anos

Foto: BBC.

Era 7 de outubro de 1984 e o médico Milton Nakamura revelou que o primeiro “bebê de proveta da América Latina” havia nascido em São José dos Pinhais, cidade paranaense a 20 quilômetros de Curitiba. Anna Paula Caldeira era a sexta filha da técnica de raio X Ilza Caldeira. Uma infecção na gravidez anterior a impedia de ter filhos com o segundo marido, o urologista José Antonio Caldeira.

Os dois procuraram o especialista em São Paulo e foram o 23º casal em que Nakamura fez o procedimento. De todos, só Anna Paula nasceria – uma menina de 50 centímetros e 3,3 quilos. Isso 6 anos e 2 meses depois da notícia da primeira bebê de proveta do mundo: Louise Brown, em Oldham, Inglaterra, que nasceu com 2,6 quilos.

“Cresci sabendo que o dia em que nasci tinha sido uma data importante para a medicina. Meus pais sempre conversaram sobre isso comigo. Desde pequena tive o assédio da mídia e de outros curiosos para saber se meu desenvolvimento seria normal e se eu teria saúde. Uma sensação boa que tenho é saber que meus pais me queriam muito e fizeram um grande esforço para que isso acontecesse”, diz a nutricionista Anna Paula, prestes a completar 30 anos, ainda sem filhos.

Feito foi um marco para o Brasil. (Reprodução/Arquivo Estadão).

No nascimento de Anna Paula, Nakamura, morto em 1997, explicou em entrevistas que para passar pela técnica a mulher precisava “apenas de um ovário que funcionasse bem, um útero normal e um marido fértil”. A fertilização era eficaz para aquelas que tivessem problemas nas trompas. Trinta anos depois, a técnica evoluiu e beneficia muito mais pessoas – mulheres na menopausa, casais em que um dos parceiros tem HIV ou hepatite B ou C, homens com baixa contagem de espermatozoide, casais homossexuais e pessoas que passarão por radioterapia e quimioterapia.

“Tentamos muitas pacientes. Mas, pela inexperiência e pela dificuldade das técnicas, o resultado era muito ruim”, lembra o especialista em reprodução humana Isaac Yadid, diretor médico da Primordia Medicina Reprodutiva, integrante da equipe de Nakamura que continua em atividade.

Quando Ilza engravidou, os médicos coletavam um embrião por ciclo da mulher. E isso ocorria por laparoscopia, método cirúrgico minimamente invasivo. “Em alguns casos tínhamos de abrir o abdome para captar o óvulo, como em uma cesariana. Foi o que aconteceu com Ilza.”

Custo – O que ainda não mudou é o custo do tratamento, que continua alto – chega a US$ 9 mil, com as medicações. “Há poucos hospitais públicos e algumas clínicas que fazem atendimento de baixo custo, mas ainda assim é caro. O Rio de Janeiro não tem nenhum centro público que faça fertilização in vitro, por exemplo”, afirma o médico Paulo Gallo, chefe do setor de reprodução humana do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Ganhei todos os equipamentos para abrir um centro público na Uerj, mas faltou o investimento de R$ 1 milhão em infraestrutura. Está tudo se estragando.” [Do Estadão Conteúdo]

 

MundoBit

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Robô NAO auxilia no tratamento crianças brasileiras com autismo

Crianças brincam com a nova geração do robô NAO. (Foto: Divulgação/Gaia).

Pela primeira vez no Brasil, pessoas com autismo tiveram contato com um robô capaz de auxiliá-las no tratamento. A iniciativa contou com dois adultos e quatro crianças atendidos pela ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altura. É composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. É considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.

O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com autismo e, assim, dar mais qualidade de vida a elas. A equipe da ONG se emocionou com a experiência. Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento. “Isso é uma revolução”, diz a psicóloga Ana Maria de Andrade.

O NAO é um dos robôs mais avançados do mundo. (Foto: Divulgação).

Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Janei, uma das características do autismo é o isolamento social. “A interação entre os meninos é mínima, dado o grau de severidade. O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia.” O garoto, de 17 anos, tocava o robô para continuar a ouvir música.

Estudantes de robótica de um colégio de São José dos Campos que acompanharam a experiência já fazem planos para usar o robô no auxílio de pessoas com autismo. Eles devem iniciar, nos próximos dias, os trabalhos de programação específica para atender às necessidades dos pacientes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo. [Do Estadão Conteúdo]

 

 

MundoBit

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Brasil Game Show 2013 x 2014: veja o que mudou na feira deste ano

A edição 2014 da feira Brasil Game Show começa na quarta-feira (8) com um dia fechado para a imprensa e convidados. E quando ela for aberta ao público na quinta (9), os visitantes do Expo Center Norte, em São Paulo, verão que um dos principais eventos de games da América Latina está diferente em relação ao ano passado. Veja o que mudou da BGS de 2013 para a de 2014.

O que tem:

Cartela Dota 2 (Foto: Divulgação/Valve)

A BGS deste ano será palco da Brasil Game Cup, um campeonato do game on-line “Dota 2”, concorrente do bombado “League of Legends”. São cinco times brasileiros – THD, Keyd, CNB, Pain e Yakuz4 – e três sulamericanos – Isurus (Argentina), Union (Peru) e Not Today (Peru) – na disputa por R$ 60 mil em premiação.

A competição ocupa uma área de 7,5 mil m² e irá acontecer ao longo dos quatro dias da BGS.

Cartela BGS Capcom (Foto: Divulgação/Capcom)

Os games de luta sempre atraem fãs em eventos como a BGS, mas neste ano os jogadores de “Ultra Street Fighter IV” poderão participar de um torneio válido pela Capcom Pro Tour, a liga mundial oficial do jogo. Serão duas etapas classificatórias por dia, com a grande final acontecendo no domingo (12) com transmissão pela internet. As inscrições são gratuitas.

Cartela tamanho BGS (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Em sua sétima edição, a BGS cresce de tamanho e passa a ocupar os cinco pavilhões do Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista. A expansão, segundo a organização da feira, torna os corredores do evento mais amplos, o que ajuda na hora de chegar com calma até o estande que você quer visitar.

Cartella BGS ingressos (Foto: Gustavo Petró/G1)

Quem reclamou do preço da BGS 2013 tem um motivo para sorrir. Neste ano, os ingressos vieram mais baratos e podiam ser comprados por a partir de R$ 40 (meia-entrada). Nesta terça-feira (7), ainda havia entradas individuais para os dias 9 e 10 por R$ 70. Passaportes para todos os dias de feira eram vendidos por R$ 276, também na meia-entrada.

O que não tem:

Cartela League of Legends (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

O espaço dedicado ao game on-line “League of Legends”, uma das principais atrações da BGS 2013, não existe mais. No ano passado, o estande do jogo multiplayer mais popular do momento causou alvoroço na feira com competições ao vivo e a finalíssima entre CNB e Pain,que o G1 acompanhou. Em 2014, no entanto, a produtora Riot Games preferiu se dedicar a eventos próprios, como o Circuito Brasileiro de “League of Legends”, o CBLoL.

Cartela BGS Blizzard (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Outra ausência da BGS em 2014 é a produtora Blizzard, criadora de franquias de peso como “Diablo” e “Warcraft”. No ano passado, a empresa levou a recém-lançada versão de “Diablo III” para PlayStation 3 e Xbox 360 e o game de cartas “HearthStone: Heroes of Warcraft”, que só chegou em 2014.

Serviço
O que é: Brasil Game Show;
Quando: de 8 a 12 de outubro;
Onde: no Expo Center Norte, Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo;
Horários: 8 de outubro (imprensa e business, 13h às 21h); 9, 10, 11 e 12 de outubro (público geral, das 13h às 21h);
Quanto: ingressos custam entre R$ 40 (meia-entrada para um dia) e R$ 478 (passaporte para todos os dias);
Mais informações no site oficial (clique aqui para acessar)

 

Do G1, em São Paulo

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Apple deve apresentar novos iPads no dia 16 deste mês

Foto: AFP.

Nem bem lançou os novos iPhones 6, a Apple já prepara um novo evento para apresentar novos produtos. Um novo rumor divulgado pelo site Re/Code dá como certo o anúncio de novos iPads, iMac, além do próxima versão do sistema operacional OS X Yosemite no próximo dia 16 deste mês.

O evento será na própria sede da Apple, em Cupertino, na Califórnia. Há indícios que a apresentação será menos grandiosa. O site disse ainda que a empresa deverá apresentar uma atualização do iPod Touch, possivelmente com a introdução do leitor de digitais.

Entre os novos modelos de iMac, a novidade deverá ser a tela Retina, de alta resolução. A versão beta do OS Yosemite apresenta resoluções que chegam a 6.400 x 3.600 pixels, 11 vezes maior que uma tela Full HD.

A Apple deve apostar neste lançamento visando as compras de fim de ano, como fez em outros lançamentos de iPad. Ainda é pouco provável que a TV inteligente da empresa seja apresentada desta vez.

 

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Manta de LED ajuda no tratamento da obesidade

Foto: Divulgação.

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Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma manta coberta com lâmpadas de LED (diodos emissores de luz, em inglês) que demonstrou, em testes clínicos e pré-clínicos, capacidade de aumentar o ganho de força e de resistência muscular proporcionado pela atividade física, além de diminuir a inflamação e acelerar a regeneração do tecido após o treino.

O produto, desenvolvido em parceria com cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da Universidade de São Paulo (USP), foi patenteado e a expectativa é que chegue ao mercado ainda em 2014.

Parte da pesquisa foi realizada com apoio da FAPESP durante o doutorado de Cleber Ferraresi. O orientador do trabalho foi o professor Nivaldo Antonio Parizotto, do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS-UFSCar), que apresentou uma conferência sobre fototerapia durante a 29ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em agosto em Caxambu (MG).

“A fototerapia de baixa intensidade atua em conjunto com o exercício físico, fazendo com que o tecido muscular responda mais intensamente ao estímulo e produzindo um efeito de performance muito interessante. Pode ser útil tanto no esporte como na reabilitação e recuperação funcional de pacientes em várias circunstâncias”, disse Parizotto em entrevista à Agência FAPESP.

Segundo o pesquisador, a manta será feita de material plástico, terá entre 50 e 200 lâmpadas de LED de tamanhos variados, de acordo com a parte do corpo a ser tratada. Poderá ser usada luz em dois diferentes comprimentos de onda: vermelho (630 nanômetros) e infravermelho (850 nm).

“Temos feito diversos estudos para determinar qual é a dose necessária para se obter a melhor resposta do músculo e em que momento a fototerapia é mais eficaz. Nossos dados mostram que fazer a intervenção logo após a prática de atividade física é o ideal”, contou Parizotto.

A luz, explicou, auxilia na estimulação das chamadas células-satélites – um tipo de célula-tronco encontrado na periferia da fibra muscular. Essas células permanecem em estado quiescente (repouso) até serem ativadas pelo exercício físico. Elas então se proliferam, se diferenciam e ajudam a regenerar as fibras musculares lesionadas e a aumentar o tecido.

“Sabemos que a prática de atividade física estimula a liberação de radicais livres de oxigênio, causando o chamado estresse oxidativo. Nossos estudos indicam que o uso da manta após o treino favorece a entrada de determinadas enzimas nas células musculares que ajudam a neutralizar esses radicais livres, reduzindo a inflamação, a fadiga e acelerando a regeneração muscular”, disse Parizotto.

Mecanismos de ação

Diversos experimentos vêm sendo realizados pelo grupo de pesquisadores na tentativa de elucidar mais profundamente os mecanismos pelos quais a fototerapia beneficia o tecido muscular.

Durante o doutorado de Ferraresi, por exemplo, os experimentos envolveram voluntários submetidos a um treinamento de força nos quais foi feita a análise da expressão de 44 mil genes, por uma tecnologia conhecida como microarray.

“Para avaliar a mudança no padrão de expressão gênica, fizemos uma biópsia do músculo vasto lateral, localizado na coxa, antes e depois do período de treinamento. Fizemos também avaliação da força muscular por um método conhecido como dinamometria isocinética”, contou Parizotto.

Os voluntários foram divididos em dois grupos. Ambos foram submetidos a exercícios de musculação para o quadríceps durante 12 semanas. Após as sessões de treino, metade recebeu a fototerapia e, a outra metade, apenas uma manta que simulava o tratamento.

No grupo da fototerapia, a força medida no músculo-alvo aumentou cerca de 55%, contra apenas 27% no outro grupo. Os resultados foram divulgados na revista Lasers in Medical Science.

“A análise em microarray mostrou que a manta de LED aumentou a expressão de genes relacionados à hipertrofia muscular e reduziu a expressão de genes que inibem o ganho de massa. Ou seja, criou uma conjuntura molecular para fazer esse ganho ficar mais elevado”, disse o pesquisador.

Em outro estudo clínico feito durante o mestrado de Wouber Hérickson de Brito Vieira, também sob a orientação de Parizotto, 45 mulheres foram submetidas a um treino de resistência aeróbica em bicicleta ergométrica durante 12 semanas, e parte delas recebeu o tratamento com a fototerapia pós-treino no músculo quadríceps femoral.

As análises mostraram que a fototerapia reduziu a fadiga muscular e aumentou a tolerância ao esforço. Os resultados foram divulgados na revista Lasers in Medical Science.

Outro ensaio clínico foi realizado durante o mestrado de Thiago Maldonado, desta vez com 16 atletas profissionais pertencentes às categorias de base do clube Sociedade Esportiva Palmeiras. “Todos os voluntários treinaram conforme o procedimento de rotina do preparador físico durante cinco dias por semana, durante seis semanas, sendo que um grupo recebeu a manta de LED nos músculos da coxa após os treinos e, outro, o tratamento placebo”, contou Parizotto.

O grupo que recebeu a fototerapia, contou o pesquisador, apresentou no final do experimento performance física superior no salto vertical (9,4% com manta contra 3,6% simulado), salto horizontal (8,8% com manta contra 3,2% simulado), assim como reduziu o tempo na velocidade de corrida curta (-2,97% com manta contra -1,04% simulado). [Da Agência Fapesp]

 

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