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Aplicativo de webcam expõe milhares de informações de usuários online

Luiz Nogueira

Olhar Digital

Milhares de usuários do Adorcam, um aplicativo utilizado para controlar modelos de webcam, tiveram suas informações pessoais expostas após um vazamento do banco de dados Elasticsearch, que pertence à empresa.  

Quem descobriu a vulnerabilidade foi Justin Paine, pesquisador de segurança, que prontamente avisou a Adorcam sobre o problema. Para resolvê-lo, a empresa privou o banco de dados.

Mesmo assim, o especialista compartilhou que, enquanto estava vulnerável, cibercriminosos poderiam acessar cerca de 120 milhões de linhas de dados ligadas a milhares de usuários.  

Dentre as informações, estavam detalhes sobre a webcam, como localização, se o microfone estava ativo e o nome da rede Wi-Fi em que a câmera estava conectada – além disso, dados sobre o proprietário do equipamento, como endereço de e-mail, estavam disponíveis.  

Foram encontradas evidências indicando que a câmera também estava enviando fotos capturadas pela webcam para a nuvem do aplicativo. No entanto, Paine não conseguiu verificar essa descoberta, já que os links para os arquivos haviam expirado.  

Por fim, o especialista afirma que encontrou credenciais codificadas no banco de dados para o servidor MQTT do aplicativo, um protocolo de mensagens frequentemente usado em dispositivos conectados à internet

Apesar da descoberta, Paine não testou o funcionamento das credenciais. Isso porque, de acordo com a legislação dos Estados Unidos, essa prática seria ilegal. Mesmo assim, a empresa também foi informada sobre isso.  

O mais intrigante de tudo isso é que Paine verificou que o banco de dados estava sendo atualizado ao vivo. Para confirmar isso, ele criou uma conta nos serviços da empresa e pesquisou pelas informações. Encontrando-as em seguida.  

Embora a sensibilidade dos dados fosse limitada, Paine alerta que algum hacker poderia se aproveitar da falha para criar uma campanha de e-mails de phishing de forma convincente para conseguir informações pessoais. A empresa ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. 

Via: TechCrunch

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Tocilizumabe é eficaz na redução de mortes entre internados com Covid grave, aponta estudo de Oxford

Resultado faz parte dos ensaios ‘Recovery’, que envolvem milhares de pacientes no Reino Unido. Medicamento NÃO deve ser usado em casos leves da doença.

Por G1

O medicamento anti-inflamatório tocilizumabe, usado para tratar artrite reumatoide, foi eficaz em reduzir mortes entre pacientes internados com quadros graves de Covid-19, apontaram resultados preliminares divulgados nesta quinta-feira (11) pela Universidade de Oxford.

Os cientistas também descobriram que o medicamento conseguiu diminuir o tempo de internação dos pacientes e reduzir a necessidade de ventilação mecânica (intubação).

O estudo faz parte dos ensaios “Recovery”, que envolvem milhares de pacientes no Reino Unido e testam várias drogas que já existem para descobrir se têm eficácia contra a Covid. A pesquisa ainda está em fase de revisão por outros cientistas e não foi publicada em revista científica.

O médico Marcio Bittencourt, pesquisador do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), enfatiza que as conclusões do estudo se referem apenas a casos graves de Covid. “Só para caso grave. Indicação restrita”, afirma.

Veja os principais pontos da pesquisa:

  • Os cientistas compararam 4.116 pacientes no ensaio, que foram divididos em dois grupos de forma aleatória. O primeiro grupo, de 2.022 pessoas, recebeu o tocilizumabe por infusão intravenosa. Os outros 2.094 não receberam.
  • 82% dos pacientes estavam tomando um esteroide sistêmico, como a dexametasona. Até o momento da análise, estavam disponíveis os resultados de 92% dos pacientes envolvidos.
  • O tratamento com tocilizumabe reduziu significativamente as mortes: depois de 28 dias de estudo, 596 pacientes que estavam tomando o medicamento morreram, o equivalente a 29%. No grupo que não tomou, esse número foi de 694, o equivalente a 33%.
  • Isso significa que, para cada 25 pacientes tratados com tocilizumabe, uma vida a mais seria salva no grupo que recebeu o medicamento.
  • O medicamento também aumentou a probabilidade de alta dentro de 28 dias de 47% para 54% (a outra possibilidade considerada foi o paciente falecer).
  • Esses benefícios foram observados em todos os subgrupos de pacientes – desde os que receberam oxigênio por meio de uma máscara facial até os que foram intubados.
  • Entre os pacientes que não estavam intubados quando foram incluídos no estudo, o tocilizumabe reduziu a chance de morrer ou de precisar de intubação de 38% para 33%.
  • No entanto, não houve evidência de que, uma vez que o paciente já estivesse intubado, o medicamento ajudasse a parar a necessidade de ventilação mecânica.

No ano passado, o “Recovery” também constatou que a hidroxicloroquina não era eficaz contra a Covid e que podia agravar os casos da doença. O mesmo ensaio também viu benefícios no uso da dexametasona, um corticoide, em pacientes graves com o coronavírus.

Com os novos resultados, os pesquisadores concluíram que os benefícios do tocilizumabe se somam aos dos esteroides, como a dexametasona. Os dados, segundo eles, sugerem que em pacientes com Covid que precisam de suporte de oxigênio e têm inflamação significativa podem se beneficiar com a combinação dos dois medicamentos.

De acordo com os cientistas, pacientes que recebam ambos os tipos de remédio podem ter a mortalidade reduzida em um terço, se não precisarem de intubação, e em quase metade se estiverem intubados.

A organização também anunciou que vai interromper os testes com hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19.

Para Peter Horby, professor de Doenças Infecciosas Emergentes da Universidade de Oxford e investigador-chefe adjunto do “Recovery”, os resultados são positivos.

“Agora sabemos que os benefícios do tocilizumabe se estendem a todos os pacientes com Covid com baixos níveis de oxigênio e inflamação significativa. O duplo impacto da dexametasona mais tocilizumabe é impressionante e muito bem-vindo”, afirmou.

Martin Landray, professor de Medicina e Epidemiologia de Oxford e investigador-chefe adjunto, afirmou que os resultados “mostram claramente os benefícios” de ambos os medicamentos.

“Os resultados do ensaio ‘Recovery’ mostram claramente os benefícios do tocilizumabe e da dexametasona no combate às piores consequências da Covid-19 – melhorando a sobrevida, encurtando a internação hospitalar e reduzindo a necessidade de ventiladores mecânicos. Usados em combinação, o impacto é substancial”, avaliou.

“Esta é uma boa notícia para os pacientes e para os serviços de saúde que cuidam deles no Reino Unido e em todo o mundo”, afirmou Landray.

“Nós simplesmente não saberíamos disso se não fosse pelo incrível apoio dos pacientes e funcionários do NHS [serviço de saúde público britânico que inspirou o SUS] nas mais desafiadoras das circunstâncias”, concluiu o pesquisador.

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Pesquisadores brasileiros comprovam presença do coronavírus no ar

Estudo feito pelo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, sediado na UFMG, é um dos poucos no mundo que conseguiram apresentar essa evidência. Resultado reforça alerta para risco em locais mal ventilados ou com pouca circulação do ar e a importância do uso de máscaras, ainda mais que a limpeza de superfícies.

Por Raquel Freitas, G1 Minas — Belo Horizonte

Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CTDN), sediado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), comprovaram a presença do coronavírus em partículas do ar. A pesquisa, que está sendo desenvolvida desde o ano passado, é um dos poucos estudos no mundo que conseguiram apresentar essa evidência, validada por métodos científicos, e reforça o alerta para o risco existente em locais mal ventilados ou com pouca circulação do ar.

“Os principais resultados dessa etapa da pesquisa são importantes porque apresentam evidências, baseadas em métodos científicos, da presença de coronavírus em aerossóis. Mais uma comprovação científica de que o coronavírus pode estar no ar”, disse o pesquisador Ricardo Passos.

Um artigo com esses resultados, assinado por Passos, Marina Silveira e Jônatas Abrahão, foi publicado na última edição da revista “Environmental Research”.

Os aerossóis, foco dessa pesquisa, são partículas microscópicas e invisíveis, que, pelo baixo peso e massa, têm a tendência de ficar suspensos no ar. O estudo, feito em parceria com o Instituto de Ciência Biológicas da UFMG, analisou dois hospitais de Belo Horizonte, em dois momentos diferentes da pandemia, além de ambientes externos, como pontos de ônibus, estacionamentos e calçadas.

Segundo Passos, a intenção não era estudar a transmissão do vírus por gotículas de saliva, que podem chegar a 1 ou 2 metros, mas, sim, essas partículas invisíveis, que podem atingir distâncias maiores.

“Essa evidência vem se juntar a alguns outros relatos já publicados em outros países no intuito de se chamar a atenção para essa rota de transmissão aérea”, afirma.

Pesquisa comprova presença do coronavírus no ar — Foto: Ricardo Passos/UFMG

Pesquisa comprova presença do coronavírus no ar — Foto: Ricardo Passos/UFMG

A escolha da realização da pesquisa em hospitais não se deu ao acaso. “Para comprovar a presença desse vírus no ar, a gente usou ambientes hospitalares como modelo, como ambiente controlado, em que a gente saberia que havia a presença de pacientes contaminados, ou seja, uma fonte de aerossóis contaminados e também que haveria o controle rigoroso quanto ao uso de EPIs pela equipe do hospital”, explica o pesquisador.

Para chegar aos resultados e validar a hipótese inicial, os pesquisadores do CDTN usaram equipamentos capazes de sugar o ar e fazê-lo passar em membranas filtrantes. E, mesmo diante de todas as dificuldades em se fazer essa “captura”, o estudo conseguiu verificar a presença do vírus em cinco amostras, por meio da identificação do código genético do SARS-CoV-2.

As coletas foram feitas entre 25 de maio e 4 de junho em um hospital e entre 9 de junho e 17 de julho no outro. Os nomes das unidade de saúde não foram divulgados. Já os ambientes externos foram monitorados de 25 de maio a 6 de agosto.

Pesquisa monitorou dois hospitais em BH — Foto: Ricardo Passos/Arquivo Pessoal

Pesquisa monitorou dois hospitais em BH — Foto: Ricardo Passos/Arquivo Pessoal

As amostras com coronavírus foram encontradas no segundo hospital, em quatro ambientes, entre eles o CTI. Passos chama a atenção para dois fatores: o agravamento da pandemia no início do segundo semestre, aumentando a taxa de ocupação de leitos, e a presença de um sistema de circulação de ar menos eficiente.

O pesquisador destaca que em uma das salas onde o vírus foi encontrado havia inclusive ventilação natural, mas pouca circulação do ar. Nos ambientes externos, não houve amostras que contivessem o vírus.

Risco de ambientes mal ventilados

Diante das evidências científicas de que o coronavírus está no ar, o pesquisador acredita que deveriam ser pensadas estratégias mais efetivas para evitar a transmissão da Covid-19 pela rota aérea.

Para exemplificar a forma como o vírus se espalha, Passos recorre a uma cena simples do cotidiano: a de uma pessoa fumando.

“A fumaça de um cigarro, a gente vê sendo emitida por uma pessoa e, em pouco tempo, essa fumaça se espalha pelo ambiente e a gente consegue sentir o cheiro do cigarro, dessa fumaça, até em distâncias muito grandes”, afirma.

Da mesma forma, o coronavírus pode se espalhar pelo ar, quando uma pessoa está respirando, falando ou mesmo cantando.

“Esses aerossóis que são gerados podem se acumular nesses ambientes e vir a constituir uma fonte muito significativa de contaminação”, diz. Ele acrescenta que, nesse caso, o risco existe mesmo que as pessoas estejam distantes uma da outra ou até depois que a pessoa contaminada tenha deixado o ambiente. Por isso, o risco em locais sem uma ventilação eficiente, como casas de shows ou bares, é alto.

“Na vocalização, se a pessoa está falando, gritando ou cantando, isso está diretamente relacionado à quantidade de aerossóis emitidos. Imagine um ambiente fechado em que um cantor está contaminado e não sabe que está. Vai cantar sem a máscara e, quanto mais alto cantar, mais aerossóis emite e isso vai se acumulando nesse ambiente”, destaca.

Passos cita um artigo publicado pela revista “Nature”, no início deste mês, que afirma que o vírus é transmitido predominantemente pelo ar, tanto pelas gotículas quanto pelos aerossóis, e em menor grau pelo contato com superfícies. E, por isso, segundo o artigo, deveriam ser enfatizadas a importância do uso das máscaras, além da busca por medidas para melhorar a ventilação dos ambientes.

“Não é tarde para pensar em medidas mais efetivas. (…) Se tiver que concentrar investimento, pensar em situação de mais risco, teria que pensar em priorizar a circulação do ar”, diz.

Pesquisadores tentam traçar rota do contágio pelo ar de Belo Horizonte.

Próximos passos

Com a publicação dos resultados da fase inicial do estudo, os pesquisadores já focam nos próximos passos. Atualmente em parceria com o Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária (Desa) da UFMG, o CDTN pesquisa os aerossóis em estações de tratamento de esgoto.

Em outra frente, os pesquisadores iniciaram análises em casas de pessoas com Covid-19, para avaliar fatores como a distância percorrida pelo vírus e para quantificar os riscos. Eles ainda pretendem estudar, por meio de modelos matemáticos, as melhores estratégias de circulação do ar.

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Cientistas investigam a eficácia e os ajustes que podem ter que fazer em vacinas contra Covid

Especialistas defendem que, mesmo diante das novas variantes do coronavírus, as atuais vacinas continuam evitando casos graves da doença e internações.

Do Jornal Nacional

Mesmo sem ajustes, pesquisadores asseguram que as vacinas que temos hoje são essenciais para evitar casos graves da doença e internações.

Nessa pandemia, os cientistas têm que lidar com um desafio que eles temiam: as mutações do coronavírus, que obrigam a reavaliar a eficácia e até atualizar as vacinas. Mas os pesquisadores asseguram que, mesmo sem ajustes, as vacinas que nós temos hoje são essenciais para evitar casos graves da doença e internações.

Profissionais de saúde tratando os pacientes e aplicando vacinas. Essas são as principais frentes de batalha contra a pandemia. Mas, na retaguarda, há batalhões trabalhando nos laboratórios: cientistas analisando o inimigo e adaptando as armas para futuras batalhas.

Alguns deles estão no laboratório da plataforma Pasteur-USP. Lá, eles estão cultivando novas variantes do coronavírus, inclusive a brasileira, para estudar e entender melhor as mutações. Um dos objetivos dessa vigilância, que é mundial, é garantir a eficácia das vacinas e adaptar algumas delas, se for necessário.

Até agora, a maior quantidade de mutações foi observada nas espículas, as pontas da coroa do vírus que são a chave para que ele entre nas células e se multiplique. É também pela coroa do vírus que os anticorpos de quem já teve a doença ou já foi vacinado identificam o inimigo para contra-atacar.

“Algumas dessas mutações podem gerar algum tipo de vantagem para o vírus, seja facilitando a transmissão ou aumentando a capacidade dele interagir com a célula ou fazendo com que ele seja menos reconhecido por um anticorpo, por exemplo”, explica Luiz Gustavo Góes, pesquisador da Plataforma Pasteur-USP.

É a partir de exames dos pacientes que os cientistas identificam e catalogam as variantes. Depois usam sangue dos vacinados para testar as vacinas e criar adaptações para os imunizantes.

“O que a gente está dosando nessas pessoas que foram vacinadas é a presença de anticorpos neutralizantes, que seriam capazes de reduzir a infecção, mesmo nessas pessoas que foram infectadas com os variantes virais”, diz o virologista Renato Santana, do Instituto D’Or.

Estudando agora e já pensando no futuro. “Essas mutações, elas têm que ser incorporadas nas novas vacinas que são produzidas nos novos programas de vacinação. É como a vacina da gripe”, completa Renato.

A AstraZeneca informa que já começou a desenvolver a próxima geração de vacinas, incorporando as alterações genéticas necessárias.

Segundo o Instituto Butantan, a CoronaVac é produzida a partir do vírus inteiro inativado, o que induz resposta imune ampla contra a doença, e que realiza estudos em relação à variante identificada no Amazonas.

Em uma nota técnica, o Ministério da Saúde diz que, nesse momento, é imprescindível realizar mais pesquisas para entender o impacto dessa nova variante, e que está investindo para ampliar a capacidade de realização de sequenciamento genético no país.

Mas, mesmo ainda sem os ajustes, as vacinas que temos hoje são eficientes também para combater as variantes já conhecidas. “Elas diminuem a chance de hospitalização e casos mais severos, independentemente se são aqueles vírus mais antigos ou se são os novos variantes virais”, afirma o virologista Renato Santana.

A epidemiologista Denise Garret, vice-presidente do Instituo Sabin, explica que, quanto mais o vírus circula e se multiplica, mais chance ele tem de criar e de desenvolver novas linhagens: “Por isso que vacinar o mais rapidamente possível, uma vacinação ampla e rápida, é a melhor arma, nesse momento, para a gente estar lutando contra esse aparecimento de variantes.”

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Médicos descobrem droga com potencial quase milagroso que pode significar o fim da obesidade

Kaique Lima

Olhar Digital

Médicos e pesquisadores da Northwestern University, de Chicago, descobriram uma droga com potencial quase milagroso contra a obesidade. Em ensaios clínicos, pacientes que tomaram a Semaglutide perderam em média 15% da gordura corporal

A Semaglutide não é exatamente uma droga nova, já que ela é comercializada pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk como tratamento para pacientes com diabetes tipo 2. Porém, os resultados dos estudos, que foram publicados no New England Journal of Medicine, foram obtidos a partir de testes com doses mais altas do medicamento. 

O estudo foi realizado com cerca de 2000 pessoas em 129 centros espalhados por 16 países, onde os pacientes receberam injeções de Semaglutide ou de um placebo ao longo de 68 semanas. Os pacientes que receberam a droga perderam, em média, 15% do peso corporal, enquanto os que receberam o placebo tiveram uma diminuição média de 2,4% em sua massa corpórea. 

Estima-se ainda que cerca de 30% dos participantes que receberam a Semaglutide perderam em torno de 20% do peso, resultados muito superiores aos de testes realizados com testes de outras drogas candidatas ao tratamento da obesidade. 

Pacientes também tiveram menor incidência de diabetes

Além da diminuição da gordura corporal, os participantes que receberam a droga também apresentaram melhora significativa nos sintomas de pré-diabetes e de diabetes, resultado que surpreendeu até os pesquisadores, que passaram a tratar a droga como um caminho para o fim da obesidade. 

“Este é o início de uma nova era de tratamentos eficazes para a obesidade”, afirma Dr. Robert Kushner, pesquisador da obesidade que liderou o estudo. “É uma virada no jogo”, completa. 

O Dr. Clifford Rosen, do Maine Medical Center Research Institute, que foi um dos autores do editorial do New England Journal of Medicine que acompanhou o artigo, também se mostrou animado com os resultados da Smaglutide. “Acho que tem um enorme potencial para perda de peso”, afirma. 

O estudo com a Semaglutide confirma a teoria defendida por alguns cientistas, que afirmam que a perda de peso não é apenas uma questão de “fechar a boca” ou ter força de vontade, já que participantes que receberam a droga e que receberam o placebo, tiveram dietas e rotinas de exercícios físicos parecidas, mas não atingiram o mesmo resultado. 

Via: The Science Times 

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Laboratório israelense apresenta primeiro bife de lombo de carne cultivada impresso em 3D

Kaique Lima

Olhar Digital

laboratório israelense Aleph Farms apresentou o primeiro bife de lombo de carne cultivada impresso em 3D. O material usado foi uma cultura de tecido animal vivo, o que pode representar um salto à frente para o mercado de carne cultivada. Entretanto, ainda necessita de aprovação dos órgãos regulatórios para chegar ao mercado

A nova tecnologia de bioimpressão é realizada pela Aleph Farms, e tem como principal diferencial para seus concorrentes o fato de usar células de animais vivas, enquanto os demais produtos são à base de plantas, o que permite a impressão de cortes chamados premium de músculos inteiros, como o bife de lombo, ampliando o mercado das chamadas carnes alternativas. 

O processo de fabricação da carne cultivada em laboratório consiste em imprimir células vivas biópsias de punção de animais vivos ou abatidos, que são incubadas em uma matriz vegetal para crescer, se diferenciar e interagir para obter a textura e as qualidades de um bife real. 

Além da Aleph, A Future Meat Technologies, também sediada em Israel, e as holandesas Meatable e Mosa Meat também pretendem colocar carnes alternativas impressas no mercado. A BlueNalu de San Diego, trabalha em uma tecnologia para produzir frutos do mar baseados em células e pretende que seus produtos estejam nas prateleiras no segundo semestre de 2021. 

Falta de regulação pode atrapalhar chegada da carne cultivada ao mercado

Apesar dos avanços rápidos nas tecnologias de impressão de carne cultivada impressa em 3D, a falta de regulação governamental pode ser um sério empecilho para que estes produtos cheguem às prateleiras dos supermercados pelo mundo. Até o momento, apenas Cingapura concedeu aprovação regulatória para a venda de carnes cultivadas. 

Com algumas das principais empresas do segmento de carnes alternativas sediadas no país, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi o primeiro chefe de estado do mundo a comer carne cultivada, em novembro do ano passado. Porém, ainda não há uma previsão para que o produto seja regulamentado no país. 

Maior agência regulatória do mundo, a Food and Drug Administration (FDA), que é uma espécie de Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dos Estados Unidos, está analisando estudos de carnes cultivadas, entretanto, ainda não há uma data para divulgação de uma decisão sobre o assunto. 

Via: The Washington Post 

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Estudo indica que idosos e obesos podem transmitir a Covid-19 mais facilmente

Renato Santino

Olhar Digital

Desde o início da pandemia de Covid-19, se diz que cada contaminado com o coronavírus pode transmitir o vírus para 3 pessoas. No entanto, isso é uma média; vários não passarão a doença para ninguém ou para menos do que isso, enquanto outros, os “super espalhadores”, podem transmiti-la para dezenas de pessoas. Agora, um novo estudo demonstrou quem podem ser essas pessoas e quais são os fatores que facilitam esse evento de transmissão.

Em estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores utilizaram dados de dois estudos: um observacional, envolvendo 194 voluntários saudáveis e outro experimento com primatas contaminados com a Covid-19. A conclusão é de que diferenças físicas podem impactar a emissão de aerossóis gerados pela respiração, o que favorece a transmissibilidade da doença.

Entre os fatores observados estão obesidade e a idade. Os pesquisadores perceberam que indivíduos com alto índice de massa corpórea (IMC) e com idade mais avançada e com a infecção em uma fase ascendente tendem a produzir mais gotículas respiratórias do que os outros grupos observados, mais especificamente 3 vezes mais.

Os pesquisadores também perceberam, como informa o MedicalXpress, que 18% dos humanos voluntários foram responsáveis por 80% das partículas exaladas pelo grupo, o que corresponde à expectativa de que uma minoria seja responsável pela maior parte das transmissões.

O estudo observou que o perfil de transmissão mudou de acordo com a progressão da infecção. Nos primatas, a emissão de aerossóis aumentou conforme a Covid-19 avançou, atingindo o pico após uma semana. Curiosamente, com o tempo as gotículas emitidas ficaram menores, chegando ao tamanho de um micrômetro no pico da infecção, contribuindo para que essas partículas mais leves permaneçam “boiando” no ar por mais tempo do que as maiores, que são levados ao chão praticamente imediatamente. Não só isso: essas partículas também viajam mais longe e conseguem penetrar mais fundo nos pulmões.

Esse perfil de aumento de emissão conforme o momento da infecção também foi percebido entre os pacientes que não desenvolvem nenhum sintoma da doença.

A conclusão do estudo é de que jovens e saudáveis têm menos chances de causar um evento de super espalhamento, mas que eles também podem produzir mais aerossóis quando infectados, favorecendo a transmissão do vírus.

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Tratamento com anticorpos é aprovado para uso emergencial nos EUA

Roseli Andrion

Olhar Digital

Além de desenvolver vacinas, os cientistas têm buscado criar medicamentos para tratar a Covid-19. Uma dessas tentativas levou à elaboração de uma terapia que usa anticorpos monoclonais para evitar que pacientes leves ou moderados cheguem ao estado grave da doença. Na terça-feira (9), a agência reguladora de medicamentos americana, a FDA, autorizou o uso emergencial do tratamento.

Por enquanto, a terapia foi liberada para pacientes com mais de 12 anos e com peso acima de 40 Kg. Eles devem estar com Covid-19 e ter risco elevado de se tornar um caso grave da doença. O uso dos anticorpos não está autorizado para pacientes internados ou que usem oxigênio contra os sintomas da Covid-19.

O coquetel foi desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly e combina os anticorpos bamlanivimab e etesevimab. Um estudo recente com 1.035 pacientes mostra que o medicamento reduziu hospitalizações e mortes pela doença em 70% em pacientes de alto risco. A pesquisa ainda não foi revisada por outros cientistas. O laboratório diz que pretende fabricar até 1 milhão de doses do coquetel até o meio do ano.

Patrizia Cavazzoni, diretora em exercício do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA, diz que a autorização se baseia em novas evidências sobre o uso de anticorpos. “Os dados demonstram a utilidade clínica de anticorpos neutralizantes no tratamento de determinados pacientes com Covid-19.”

Anticorpos criados em laboratório

Os anticorpos monoclonais são criados em laboratório. Quando o paciente os recebe, seu organismo ganha a capacidade de se defender contra microrganismos. Para o novo coronavírus, a FDA autorizou moléculas que agem na proteína spike, que é a que permite que ele entre nas células humanas.

Daniel Skovronsky, diretor científico da Eli Lilly, diz que o tratamento com o medicamento reduz a carga viral dos pacientes e o tempo de recuperação da doença. “Bamlanivimab e etesevimab podem, juntos, reduzir significativamente as hospitalizações e as mortes em pacientes com Covid-19 de alto risco.

Um tratamento semelhante foi aprovado em caráter emergencial em novembro de 2020. A terapia havia sido aplicada no então presidente americano, Donald Trump, quando ele teve Covid-19.

Via: G1

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Empresa diz que mais de 100 milhões de brasileiros tiveram dados de celulares expostos

Segundo a PSafe, as primeiras suspeitas são de que as informações seriam de duas operadoras de telefonia, mas a companhia não conseguiu confirmar.

Por Jornal Nacional

Mais de cem milhões de brasileiros tiveram dados celulares vazados ilegamente

2 minMais de cem milhões de brasileiros tiveram dados celulares vazados ilegamente

Esse segundo acontece logo após vazamento de mais de 200 milhões de dados de cpfs.

A empresa de segurança cibernética Psafe disse nesta quarta-feira (10) que dados de mais de 100 milhões de celulares de brasileiros foram vazados.

As primeiras suspeitas são de que os dados seriam de duas operadoras de telefonia, mas a PSafe ainda não conseguiu confirmar. Ao todo, foram 102.828.814 números vazados, segundo a empresa.

Estão disponíveis informações como CPF, número de celular, tipo de conta telefônica, minutos gastos em ligação e outros dados pessoais. A informação foi divulgada nesta tarde pelo site NeoFeed.

A PSafe diz ainda que informações estão disponíveis para venda na camada da internet onde ocorrem crimes, por um pouco mais de R$ 12 mil. É um mercado clandestino onde os hackers cobram para fornecer esses dados que podem ser usados por outros criminosos em fraudes.

No mês passado, essa empresa identificou outros dois vazamentos. Um envolvendo 223 milhões de CPFs e um outro com informações mais detalhadas de 140 milhões de pessoas. Neste último, foram vazados dados como telefone, formação acadêmica, salário, endereços e até fotos.

O executivo da PSafe, Marco de Mello, diz que a frequência e o tamanho dos vazamentos recentes preocupam.

“A magnitude é muito grande, o que isso indica em termos da repetitividade com que estão acontecendo estes vazamentos na internet escura e venda desse tipo de dados de brasileiros é realmente um padrão alarmante”, diz Mello.

“E isso indica uma aceleração muito grande na sofisticação na organização desse mundo criminoso. Existe uma organização criminosa trabalhando na comercialização de dados roubados e dados obtidos ilicitamente”, acrescenta.

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Zoom lidera ataques de malwares no segundo semestre de 2020

Matheus Barros

Olhar Digital

O novo relatório da empresa de cibersegurança Kaspersky afirma que os ataques de malwares disfarçados de aplicativos de ensino cresceram 60% no segundo semestre de 2020. Segundo o documento, o Zoom foi o aplicativo mais usado como isca, seguido do Moodle e Google Meet.

O crescente número de ataques por meio desses aplicativos se deve, principalmente, pela nova maneira de se comunicar neste momento de pandemia. Com as aulas em modalidade online e empresas adquirindo o modelo de home office, as plataformas de reunião virtual cresceram exponencialmente e elas também são os principais alvos nos ataques de malwares.

O relatório da Kaspersky aponta que mais de 270 mil pessoas tiveram contatos com arquivos maliciosos ao tentar baixar algum programa de aula online em sites fraudulentos. Nos seis primeiros meses de 2020 foram constatadas pouco mais de 168 mil vítimas.

Apesar do grande número de ataques, a empresa de cibersegurança afirma que 98% das ameaças não se tratava de vírus e sim riskwares e adwares. O primeiro consiste na instalação de aplicativos legítimos que podem causar danos se forem explorados por usuários mal-intencionados. E os adwares são programas de computador que exibem grande quantidade de anúncios sem a autorização do usuário.

O especialista em segurança da Kaspersky, Anton Ivanov, afirma que normalmente os usuários encontram essas ameaças por meio de instaladores de aplicativos falsos, que podem ser encontrados em sites fraudulentos criados para se parecer com a plataforma original, ou em e-mails disfarçados com ofertas especiais.

“Infelizmente, até que todos os alunos estejam de volta à sala de aula em tempo integral, as instituições educacionais continuarão a ser alvos dos criminosos, especialmente porque, tradicionalmente, a cibersegurança não é prioridade nesse setor. No entanto, a pandemia deixou claro que isso precisa mudar, especialmente porque a tecnologia está sendo cada vez mais incorporada às salas de aula, sejam elas virtuais ou não”, declarou Ivanov.

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