Saiba os cuidados ao receber comida ou encomendas durante o surto

Luiz Nogueira 

Olhar Digital

Além de lavar a mão, pode-se higienizar as embalagens antes de abri-las; o celular também deve ser limpo regularmente

Com as pessoas seguindo recomendações para ficar em casa para se proteger do novo coronavírus, o aumento dos pedidos de comida e produtos pela internet era um movimento natural. No entanto, muitos ainda têm dúvidas sobre a transmissão do vírus nesses itens entregues em casa. Felizmente, ao que parece, não há muitos riscos – desde que as medidas corretas sejam tomadas.

No caso dos alimentos entregues, não há evidências de que o vírus possa ser transmitido através deles ou de suas embalagens – mesmo assim, a higienização do pacote recebido é recomendada. 

Essa preocupação é menor ainda se o alimento for cozido de alguma forma. Se o pedido é de algo frio, como uma salada, por exemplo, pode haver algum risco se a refeição tiver contato com alguém infectado. Mas, se os alimentos são manuseados adequadamente, e seguindo padrões de higiene impostos por órgãos reguladores, deve haver pouca chance de ocorrer algum problema.

A maior preocupação, no entanto, é a transmissão da doença do entregador para o cliente, ou vice-versa, por conta do contato direto realizado no momento da entrega. Para tentar minimizar esses problemas, apps como o iFood disponibilizaram uma opção de entrega “Sem contato”, o que, em teoria, diminui os riscos de infecção.

Outra opção que pode ser usada na entrega é combinar um local para o entregador deixar a comida. Isso é possível graças aos campos de “instrução de entrega”, normalmente disponibilizados por aplicativos desse tipo.

Entregas do correio

Estudos recentes apontam que é tecnicamente possível que um pacote entrega pelo correio chegue contaminado após passar por algum lugar com a presença do vírus. No entanto, dependendo do material, o tempo em que ele permanece vivo pode variar.

Um artigo, publicado pela revista New England Journal of Medicine, descobriu que o vírus pode sobreviver por até quatro horas em superfícies de cobre, e 24 horas em papelão. No caso de plástico e aço inoxidável, esse tempo é maior e pode ser de até 72 horas.

Por esse motivo, tanto em entregas de comida, quanto de itens pelo correio, autoridades de saúde do mundo todo recomendam que as pessoas lavem a mão após manusear os produtos. Além de, obviamente, evitar levar as mãos aos olhos, boca e nariz antes de lavá-las.

Uso do celular

Antes da epidemia, algumas pessoas eram relutantes em emprestar seus smartphones para outras por diversas razões. Agora, essa preocupação deve ser ainda maior. Isso porque falar ao telefone gera gotículas invisíveis de saliva no ar que, se vindas de uma pessoa infectada, pode não só contaminar o aparelho, mas também o ambiente. 

Uma pessoa infectada pode pulverizar no ar gotículas contaminadas enquanto faz uma ligação. Além disso, devido ao material de composição de alguns aparelhos atuais – o plástico – como vimos logo acima, o vírus pode sobreviver por até 72 horas.

Se uma pessoa infectada entrega o telefone para outra, a doença pode ser transferida para as pontas dos dedos do indivíduo que recebeu o aparelho. Se ele, em um momento de distração, tocar a boca, olhos ou nariz, pode contrair a doença.

Para saber como desinfectar corretamente seu telefone, o Olhar Digital publicou recentemente um tutorial sobre como fazer a higienização dos aparelhos de forma correta.

Fezes também transmitem

O fator de transmissão do novo coronavírus também pode ser realizado de maneira oral-fecal. Esse é um tipo de doença que pode ser detectada facilmente nas fezes, o que significa que esse pode se tornar mais um fator de contágio.

Isso significa que, por exemplo, pequenas partículas de fezes que ficam no ar após uma descarga podem se depositar em escovas de dente, celulares levados ao banheiro ou superfícies/ alimentos que estiverem em uma sala próxima. Por esse motivo, a lavagem de mãos é crucial para evitar o contágio, além de alguns pequenos cuidados com o uso de locais compartilhados, como banheiros.

Cuidados gerais

Como citado várias vezes, lavar as mãos com frequência e reduzir a distância de pessoas ao andar na rua estão entre as principais recomendações. Mas, além disso, vale destacar a ideia de manter seu celular apenas para você e limpá-los com frequência usando álcool 70% – obviamente ele deve estar desligado e fora da tomada.

Em entregas gerais, tente manter certa distância do entregador. Muitos deles já renunciaram do sistema de assinatura para confirmar a entrega, o que significa que não será necessário tocar em um dispositivo ou caneta que muitos outros já manipularam.

Por fim, pode-se limpar muito bem o pacote recebido antes de abri-lo e lavar as mãos de forma correta, respeitando a regra dos 20 segundos, depois de descartar a embalagem do produto.

Via: CnetScience Alert

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Caminhão da Tesla é flagrado após testes no Alasca

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Anunciado em 2017, o veículo era para ter sua produção iniciada em 2019, mas sofreu atrasos

Dois protótipos do caminhão da Tesla, o Tesla Semi, foram vistos sendo transportados nas estradas do estado do Oregon, nos Estados Unidos. Acredita-se que eles estavam retornando para a sede da empresa, na Califórnia, após testes no Alasca. Anunciado em 2017, o caminhão era pra ter sua produção iniciada em 2019, mas sofreu atrasos.

Na imagem, publicada em um grupo do Facebook, é possível ver o veículo sujo do que parece ser gelo ou neve. Em janeiro, a Tesla afirmou que iria testá-lo em condições de pouca tração e frio.

Se as especificações do anúncio original forem mantidas, o Tesla Semi deve ter autonomia de 804 quilômetros, com capacidade de carga de até 36.287 quilos. Apesar disso, Elon Musk, CEO da montadora, afirmou que o veículo vai ter capacidade de rodar até 965 quilômetros com uma única carga.

Via: Uol

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Equipamentos veterinários serão usados em humanos durante pandemia

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Autoridades de saúde esperam conseguir, com auxílio dos veterinários, evitar o colapso do sistema de saúde do país

Profissionais da veterinária agora poderão utilizar seus equipamentos para ajudar no combate ao novo coronavírus. O objetivo é aumentar a quantidade de médicos e aparelhos disponíveis para o monitoramento dos doentes. Alguns dos equipamentos veterinários como monitores cardíacos e de respiração, e respiradores mecânicos, poderão ser utilizados no tratamento de humanos, sem necessitar de grandes adaptações.

A ação é liderada pela Academia Brasileira de Medicina Veterinária Intensiva, que já recebeu cadastro de equipamentos de diversos veterinários. Um deles é Douglas Frigo, dono de uma clínica com centro cirúrgico para cães e gatos no bairro da Vila Prudente, em São Paulo.

“É uma situação extrema, para a qual a gente já está se preparando. Os equipamentos que são usados em pequenos animais são compatíveis com o uso humano”, afirmou Frigo. “Nós tivemos essa iniciativa de fazer um cadastro de clínicas e hospitais veterinários que poderiam disponibilizar esses equipamentos em casos de necessidade de uso em humanos, caso o sistema fique sobrecarregado e haja emergência de uma hora para outra”, explicou.

Todos os hospitais e clínicas veterinárias são obrigados a ter um monitor multiparamétrico (equipamento para verificar batimentos cardíacos, oxigenação do sangue e sistema respiratório). Um respirador mecânico também pode auxiliar na luta contra a Covid-19, porque desempenha o papel do pulmão humano. “Mesmo que a pessoa não tenha força para respirar, ele faz o papel de um pulmão, fazendo com que essa respiração ocorra”, diz Frigo.

“Precisamos de sua ajuda para oferecer em comodato os equipamentos necessários à terapia de suporte contra a Covid-19 para as pessoas”, afirmou, em comunicado aos profissionais, a Academia Brasileira de Medicina Veterinária. “Considerando que somos agentes de saúde, e perante o aumento de necessidades para o controle do surto de Covid-19, pedimos a ajuda de todos vocês”.

Cerca de 80 clínicas e hospitais já haviam feito seu cadastro até esta segunda-feira (23). Seus equipamentos serão cedidos por empréstimo em caso de necessidade. O Conselho Federal de Medicina Veterinária também iniciou o cadastramento de profissionais, que podem ser chamados para auxiliar no socorro às vítimas. 

Brasil tem cerca de 125 mil médicos veterinários registrados no Conselho Federal. A maior parte desses profissionais (33 mil) está concentrada em São Paulo. Há mais de 21 mil estabelecimentos veterinários em todo o país: cerca de 550 hospitais e 20 mil clínicas, além de laboratórios, ambulatórios e consultórios.

De acordo com Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, o Brasil passará a produzir 400 respiradores por semana. Somando rede pública e privada, o país conta com 55,1 mil leitos e 65.411 respiradores à disposição. Essa medida visa evitar uma curva de contágio fora do esperado para o país, o que levaria a um colapso do sistema de saúde, assim como aconteceu na Itália. O Ministério pretende ter 27,4 mil leitos de UTI no SUS. A taxa de ocupação atual é de 78%. A quantidade e o acesso aos leitos preocupam as autoridades no combate à pandemia.

Ajuda internacional

Ainda na segunda-feira (23), o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, publicou nas redes sociais fotos que mostravam uma carga de máscaras de proteção e ventiladores pulmonares recebida do Brasil.

“Essa é a carga com máscaras e ventiladores de pulmão que deixou hoje o Brasil, destinados principalmente a nossos hospitais e para aqueles que estão lutando na linha de frente contra o vírus, principalmente no norte e na Lombardia”, escreveu o chanceler. A Itália já chegou à marca de 50 mil infectados e 6 mil mortos causadas pelo novo coronavírus.

Via: O Estado de S. Paulo

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Recife vai monitorar celulares para apoiar ações de isolamento social

Victor Pinheiro, editado por Cesar Schaeffer 

Olhar Digital

Dados de geolocalização serão usados de forma coletiva, diz prefeito

O prefeito de Recife (PE), Geraldo Julio, anunciou nesta terça-feira (24) que o poder público vai monitorar a localização de celulares na cidade. O objetivo consiste em obter dados de deslocamento dos habitantes para coordenar medidas de apoio ao isolamento social em meio à pandemia do novo coronavírus. O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria com empresa de inteligência em localização In Loco.

De acordo com Geraldo Júlio, foi criado um índice de isolamento que determina uma estimativa de cidadãos reclusos em suas casas. Essa informação servirá como subsídio para a prefeitura determinar outras ações nos bairros.

“Com o Índice de Isolamento, vamos poder direcionar esses carros [de som] para os bairros que estão cumprindo menos as medidas. Também podemos enviar notificações, em algum aplicativo que o usuário tenha instalado no celular”, disse o prefeito, em coletiva de imprensa.

O líder do executivo municipal ressalta que os dados das pessoas estão seguros e que a medida se trata de uma “ação direcionada ao coletivo, nada individual”.

Respaldo

A iniciativa do governo recifense encontra respaldo em uma decisão recente da Prefeitura do Rio de Janeiro. Na segunda-feira (23), a administração carioca anunciou parceria com a operadora TIM para desenvolver mapas de calor a partir de dados de localização de celulares, a fim de identificar aglomerações e avaliar se os cidadãos estão adotando as medidas cautelares contra a epidemia.

No exterior, o Reino Unido já emprega a analise de dados de localização de smartphones para ver se as pessoas estão seguindo as diretrizes de distanciamento social. Em Israel, não só monitora os usuários como envia alertas personalizados com recomendação de isolamento.

Coronavírus

Segundo balanço divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 2.201 casos confirmados e 46 mortes provocadas pela Covid-19. Pernambuco apresenta 42 diagnósticos positivos e nenhum óbito.

Já São Paulo segue como o estado mais afetado pela epidemia, com 810 casos; seguido do Rio de Janeiro com 305.

Fonte: G1

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Astrônomos calculam quais são os limites da Via Láctea

Renato Mota 

Olhar Digital

O disco de estrelas e gases da nossa galáxia mede 120 mil anos-luz de diâmetro – mas além dele, existe um disco de matéria escura que pode ser até 15 vezes maior

Em 2018, a sonda Voyager foi o primeiro objeto fabricado por humanos a deixar o Sistema Solar, ou seja, viajou para além da área de influência do Sol, a Heliosfera, a quase 20 bilhões de quilômetros de distância. Da mesma forma que a “fronteira” do Sistema Solar vai muito além do Cinturão de Kuiper, o limite da Via Láctea também se expande para depois dos seus 120 mil anos-luz de diâmetro.

Pesquisadores da Universidade de Durham, na Inglaterra, conseguiram calcular essa distância, e ela é nada menos do que dois milhões de anos-luz, 15 vezes o tamanho do seu disco espiral. O número pode levar a uma melhor estimativa de quão grande é a galáxia e quantas outras galáxias a orbitam.

Para se ter uma noção, se construíssemos uma maquete e nela a distância entre a Terra e o Sol fosse de 2,5 cm, a borda da galáxia teria que estar em algum lugar quatro vezes mais distante do que a Lua.

Assim é a Via Láctea: no centro, Sagittarius A* – mais conhecido como Sgr A* – nosso querido buraco negro supermassivo. Girando em volta em velocidades impressionates, gases, estrelas e planetas (inclusive o nosso). Tudo isso mede 120 mil anos-luz. Além desse ponto, um disco de gás, e depois dele um halo de matéria escura que envolve esses dois discos e se expande para mais longe. Como está cheio de partículas invisíveis e não emite luz, não podemos medir seu diâmetro pelos métodos tradicionais.

Entra então o trabalho da astrofísica Alis Deason e sua equipe. Em um artigo publicado no arXiv.org eles explicam que para encontrar a boda da Via Láctea, fizeram simulações por computador de como galáxias gigantes como a Via Láctea se formam. Em particular, os cientistas procuraram casos em que duas galáxias gigantes surgiram lado a lado, como a Via Láctea e Andrômeda, nosso vizinho mais próximo.

As simulações mostraram que, para além do limite do halo de matéria escura, as velocidades de pequenas galáxias próximas caem acentuadamente. Usando dados de telescópios, os pesquisadores encontraram um padrão nessa redução de velocidade nas galáxias que orbitam a Via Láctea. Isso ocorreu a uma distância de raio de cerca de 950 mil anos-luz do centro da galáxia.

O estudo revelou ainda que é possível a existência de estrelas nessas distâncias distantes. No futuro, os astrônomos esperam definir mais precisamente a localização da borda da Via Láctea, descobrindo pequenas galáxias próximas – além de procurar por estrelas nesses limites.

Via: Science New/Science Alert

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Cientistas estudam transfusão de anticorpos para conter o coronavírus

Victor Pinheiro, editado por Cesar Schaeffer 

Olhar Digital

Ainda não existem evidências que confirmem a eficácia do tratamento

Cientistas norte-americanos estudam um novo tratamento para conter o novo coronavírus com base na transfusão de plasma entre pacientes já curados e pacientes ainda infectados com a doença. A iniciativa não tem qualquer relação com a notícia falsa que hemoterapia poderia prevenir a Covid-19.

Segundo reportagem da revista The Wired, o processo corresponde a uma espécie de soroterapia que introduz nos enfermos anticorpos bloqueadores das proteínas espinhosas utilizadas pelo vírus para infectar as células humanas.

A pesquisa, no entanto, está em estágio inicial e ainda não apresenta evidências sobre sua eficácia. Porém, na opinião de Florian Kramer, um virologista da Universidade de Mont Sinai à frente do projeto, o tratamento é promissor.

Ele diz que a técnica foi usada para tratar pacientes na China. Os dados dos pesquisadores chineses, contudo, nunca foram revelados. Kramer cita ainda um estudo publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases que aponta evidências do uso do plasma convalescente no tratamento de outros vírus, como SARS, MERS, H1N1 e Ebola.

Método

Para desenvolver a soroterapia contra a Covid-19, Kramer conduz experimentos com o material genético do novo coronavírus na tentativa de reproduzir a proteína espinhosa em laboratório. O pesquisador então pretende aplicar o material em uma amostra de sangue para observar como anticorpos reagiriam à proteína.

O objetivo é desenvolver um método para incentivar a produção de anticorpos, bem como medir o volume desses agentes no sangue do paciente já recuperado. Só assim seria possível identificar se um doador é adequado e qual o volume de plasma certo para ser administrado no paciente com o coronavírus ativo.

A iniciativa de Kramer já recebe o apoio de mais de 100 laboratórios espalhados pelos Estados Unidos. Por outro lado, não possui o suporte do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nem da Food and Drugs Administration (FDA) – uma espécie de Anvisa americana.

Desafio

De olho em acelerar a aprovação do tratamento, a ideia dos pesquisadores é conduzir os estudos ao mesmo tempo em que elaboram argumentos para o uso compassivo da soroterapia. Ou seja, o teste em pacientes com quadros muito graves da Covid-19, nos quais não há alternativas de tratamento e a família permite o uso de drogas experimentais.

Uma segunda possibilidade é aplicar o tratamento em profissionais de saúde que podem entrar em contato com o vírus, a fim de induzir a imunidade dessas pessoas. Vale lembrar novamente que não há evidências se o tratamento seria capaz de promover a imunidade prometida.

De acordo com a The Wired, no entanto, em coletiva de imprensa na segunda-feira, a coordenadora da força tarefa contra o Coronavírus dos Estados Unidos, Deborah Brix, afirmou que a FDA analisa a possibilidade de testar tratamentos de soroterapia assim que uma opção for desenvolvida no país.

Recentemente, a organização liberou experimentos com hidroxicloroquina, um antiviral que mostrou resultados positivos em alguns poucos estudos.

Contudo, mesmo se aprovado pelas autoridades de saúde, o tratamento ainda enfrentaria desafios estruturais. A reportagem aponta, por exemplo, que seria necessário mobilizar a atuação de bancos de sangue americanos em grande escala, em proporções nunca antes praticadas no país.
Além disso, seria preciso elaborar logística complexa para coletar o sangue dos pacientes já recuperados, testar se a amostra é apropriada, preparar o plasma e enfim distribuir nos postos de aplicação.

Fonte: The Wired

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Aneel suspende cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento

Medida vale por 90 dias e foi adotada em razão da crise na economia provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Por Laís Lis, G1 — Brasília

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira (24) suspender os cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento dos consumidores.

A medida vale por 90 dias, pode ser alterada e foi adotada em razão da crise na economia provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Pela decisão, a suspensão vale para todas as residências urbanas e rurais e para os serviços considerados essenciais, como hospitais.

A medida já vinha sendo defendida por entidades de proteção dos direitos dos consumidores como uma forma de ajudar as famílias.

O relator do processo, o diretor Sandoval Feitosa, destacou que a medida não isenta os consumidores do pagamento, mas serve para garantir a continuidade do fornecimento para quem não tiver condição manter as faturas em dia.

“Rogo a todos brasileiros que possam pagar no prazo a suas faturas que o façam. Isso permitirá que possamos abraçar as pessoas que não possam pagar as contas de energia”, afirmou.

No voto, Feitosa afirmou ainda que o fornecimento de energia elétrica é essencial para manter os brasileiros em suas casas. O processo foi votado em reunião extraordinária.

A resolução da Aneel também prevê outras medidas, entre as quais:

  • suspensão da entrega mensal da fatura impressa;
  • entrega pessoal de faturas;
  • suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social;
  • suspensão de atendimento presencial ao público;
  • entrega pessoal de faturas;
  • suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social;
  • elaboração de planos de contingência específicos para atender hospitais e locais usados para o tratamento da população.

Segundo a Aneel, os consumidores residenciais respondem por quase 47,5% do faturamento das distribuidoras de energia e hoje o nível de inadimplência é de 5%.

“Caso as medidas de vedação à suspensão do fornecimento resultem em aumento da inadimplência, o Órgão Regulador certamente terá que adotar medidas alternativas para garantia da sustentabilidade do setor elétrico”, informou a agência.

Sobre a suspensão do corte de inadimplência, Feitosa afirmou ainda que a decisão também dá uniformidade ao tratamento dado às distribuidoras já que alguns estados e municípios têm publicado decretos proibindo o corte no fornecimento.

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EUA aprovam novo teste que detecta o coronavírus em apenas 45 minutos

Luiz Nogueira, editado por Fabiana Rolfini

Olhar Digital

Diagnóstico é feito a partir de um sistema automatizado de identificação

No sábado (21), órgãos reguladores dos Estados Unidos aprovaram um teste rápido para detecção do novo coronavírus. A decisão foi tomada em um momento de luta do país para atender à demanda de exames enquanto a doença se espalha rapidamente.

Criado pela empresa de diagnóstico molecular Cepheid, localizada na Califórnia, o teste tem um tempo de detecção de até 45 minutos. A autorização para o uso do sistema foi concedida pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA em caráter emergencial. Em um primeiro momento, hospitais e pronto-socorros receberão todo o equipamento necessário para realizar o diagnóstico.

De acordo com Alex Azar, secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, os resultados seriam disponibilizados “dentro de horas, em vez de dias como acontece atualmente”. Isso porque as amostras são analisadas por um sistema automatizado que funciona em qualquer parte do mundo. A empresa ainda destaca que não é necessário qualquer treinamento especial para operar o software.

Capaz de funcionar 24 horas, o procedimento utiliza o método GeneXpert, que detecta a presença de material específico nas amostras coletadas, fazendo com que o diagnóstico seja mais rápido e ainda assim, preciso. 

Até o momento, os EUA registram mais de 19 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus, com mais de 270 mortes. Para tentar combater a disseminação da doença, o país adotou algumas medidas de isolamento de sua população. Mesmo assim, os testes se fazem necessários, principalmente para pessoas que se expõem ao risco de contaminação diariamente.

Via: DW

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Robôs que emitem luz UV serão usados na China para desinfetar hospitais

Roseli Andrion

Olhar Digital

Além do país asiático, já há outros interessados em comprar a solução

Agora que a China parece ter a infecção por coronavírus controlada em seu território, uma das maiores preocupações é a limpeza das mais diversas áreas. Uma das novidades recentes por lá é o uso de robôs para desinfetar alas hospitalares.

A primeira etapa da limpeza é feita por humanos. Depois, vem o robô. O equipamento emite luz UV concentrada que é capaz de matar bactérias, microrganismos e vírus. Na China, mais de 2 mil hospitais devem utilizar a tecnologia.

O robô não é novo: foi desenvolvido em 2014 pela dinamarquesa UVD Robots para atender hospitais locais que buscavam um modo mais eficaz de reduzir os índices de infecção hospitalar. Desde 2018, ele é vendido globalmente e já está disponível em 40 países.

Per Juul Nielsen, executivo-chefe da UVD Robots, diz que a demanda aumentou muito recentemente. “Muitas unidades foram enviadas para a China, especialmente para Wuhan.” Segundo ele, outros países da Ásia e da Europa também têm procurado a solução. Um dos mais atingidos atualmente, a Itália, lidera a lista.

Via: UOL

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Fapesp busca pesquisadores e startups com projetos de combate ao coronavírus

Roseli Andrion

Olhar Digital

Serão duas chamadas e a ideia veio de ações semelhantes em outras infecções

Startups e pesquisadores que tenham projetos de produtos ou serviços que possam ajudar no combate ao novo coronavírus podem receber incentivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O órgão vai destinar R$ 30 milhões a essas ações.

O edital foi publicado sexta-feira (20) no site da Fapesp. A expectativa é de que a comunidade científica e as empresas tecnológicas de São Paulo ofereçam soluções que contribuam para o combate à Covid-19. A ideia veio o enfrentamento ocorrido em outras infecções, como a dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

Serão duas chamadas. A primeira, de R$ 10 milhões, busca projetos de pesquisa já em andamento para a compreensão, redução de risco, gestão e prevenção da Covid-19 e do coronavírus. Os projetos devem ter duração de 24 meses e o valor máximo oferecido a cada proposta será R$ 200 mil. O prazo para submissão de projetos termina em 22 de junho de 2020.

Já a segunda chamada destina R$ 20 milhões a startups ou empresas de até 250 funcionários que consigam escalonar produtos de combate à Covid-19. Para isso, a Fapesp se associou à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Entram na lista, por exemplo, testes diagnósticos, ventiladores pulmonares portáteis e soluções digitais para controle da disseminação do vírus. Cada projeto aprovado terá R$ 1,5 milhão de apoio e, para participar, é preciso se inscrever até 6 de abril.Um exemplo do tipo de trabalho que pode ser desenvolvido é o das pesquisadoras que decodificaram o genoma do coronavírus no Brasil, que pediram recurso adicional para continuar o trabalho. Com o lançamento dos editais, a ideia é oferecer essa oportunidade a outros projetos do tipo.

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