Polícia francesa destrói vírus que infectou quase 1 milhão de computadores

Fabrício Filho, editado por Cesar Schaeffer

“Poder de fogo era suficiente para paralisar todos os sites do planeta”, disse o chefe da operação policial

A equipe policial francesa de combate ao cibercrime, C3N, localizou em Paris um servidor pirata que disseminada malware por diversas redes e o destruiu. Segundo a BBC, o servidor controlava uma rede de computadores infectados, levando os criminosos a faturarem supostos milhões de euros.

 “Conseguimos rastrear onde estava o servidor de comando, a torre de controle da rede de computadores infectados”, disse o chefe da C3N, Jean Dominique Nollet, à rádio France Inter. “As pessoas podem não perceber, mas 850 mil computadores infectados significam um grande poder de fogo, suficiente para derrubar todos os sites do planeta. Até mesmo instituições bem protegidas corriam o risco de ficar paralisadas”.

A polícia informou que o vírus foi enviado através de drives USB e e-mails que anunciavam formas de conseguir dinheiro rápido ou imagens com conteúdo erótico. Assim que ganhavam controle sobre os computadores, os hackers mineravam criptomoedas, roubavam dados de hospitais e usavam ransomware para ameaçar as pessoas em troca de dinheiro.

Autoridades disseram que a equipe responsável por parar os hackers tomou conhecimento do servidor privado na primavera, ao verificar que um vírus chamado Redatup foi enviado para centenas de milhares de computadores em 100 países, grande parte deles concentrada na América do Sul e na América Central.

Assim que localizado, a equipe fez um servidor de réplica, que tornou o vírus inativo nos computadores infectados. Os franceses ainda contaram com a ajuda do FBI para bloquear o tráfego e direcioná-lo para o servidor réplica. Geralmente, os vírus são redirecionados para áreas mortas da internet ao invés de serem desativados.  

Fonte: BBC 

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Chefe da Nasa declara Plutão como planeta novamente

Renato Santino

Olhar Digital

Jim Bridenstine, no entanto, não é autoridade científica no assunto

Há alguns anos, especificamente em 2006, escolas do mundo inteiro precisaram atualizar seus livros de ciência para se adaptar a um novo consenso no mundo da astronomia: Plutão, até então nono planeta do sistema solar, perdeu esse status e passou a ser considerado um planeta anão. O novo consenso científico, no entanto, não significa nada para Jim Bridenstine, diretor da Nasa, que afirma que Plutão é, sim, um planeta.

Em declaração feita a jornalistas durante um tour na Universidade do Colorado, Bridenstine deixou claro sua opinião sobre o assunto. “Apenas para vocês saberem, na minha visão Plutão é um planeta. Vocês podem escrever que o administrador da Nasa declarou que Plutão é um planeta novamente. Eu mantenho isso: é a forma como eu aprendi e eu estou comprometido com isso”, afirmou.

Cory Reppenhagen@CReppWx

My favorite soundbyte of the day that probably won’t make it to TV. It came from NASA Administrator Jim Bridenstine. As a Pluto Supporter, I really appreciated this. #9wx #PlutoLoversRejoice @JimBridenstine

Vídeo incorporado

70216:22 – 23 de ago de 2019Informações e privacidade no Twitter Ads344 pessoas estão falando sobre isso

 O problema dessa história é que Bridenstine não tem qualquer histórico na ciência. Tradicionalmente, chefes da Nasa são pessoas com carreira de excelência em engenharia ou no setor militar, mas Jim Bridenstine é um ex-congressista ex-piloto da Marinha e foi colocado no cargo por indicação de Donald Trump em 2017.

É ou não é planeta?

Em 2006, quando a União Astronômica Internacional redefiniu o conceito de “planeta”. O motivo para isso é porque até então, a classificação estava pouco clara e qualquer objeto poderia ser definido como tal. O resultado dessa definição foi que Plutão passou a ser um planeta anão. O motivo é porque ele não obedece as três regras necessárias para se enquadrar nessa categoria:

  1. O objeto precisa orbitar o Sol;
  2. Ele deve alcançar o equilíbrio hidrostático (ele precisa ser esférico pela sua própria gravidade)
  3. Precisa “limpar sua vizinhança” (ter gravidade forte o bastante para não compartilhar sua órbita com outros objetos, que seriam atraídos para si)

Essa última regra acabou eliminando Plutão da categoria de planeta pela definição de 2006, não sem causar polêmica dentro da comunidade científica. Plutão tem apenas 0,07 vezes a massa de todos os outros objetos na sua órbita, enquanto a Terra tem 1,7 milhão de vezes a massa dos objetos em órbita.

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Por que crânio descoberto na Etiópia pode mudar o que sabemos sobre evolução humana


Por BBC

Os Anamensis tinham uma caixa craniana pequena em comparação com o homem moderno — Foto: Divulgação/Museu de História Natural de Cleveland

Os Anamensis tinham uma caixa craniana pequena em comparação com o homem moderno — Foto: Divulgação/Museu de História Natural de Cleveland

Pesquisadores descobriram um crânio quase completo de um ancestral do homem que viveu há 3,8 milhões de anos na Etiópia.

A descoberta, publicada na revista científica Nature, desafia a ideia que temos sobre evolução humana.

E pode nos fazer repensar a tese de que os humanos vieram de uma espécie em particular de primata, a que pertence Lucy – cujos restos mortais foram encontrados em 1974.

O crânio foi encontrado pelo professor Yohannes Haile-Selassie em um local chamado Miro Dora, na região de Afar, na Etiópia.

O cientista, ligado ao Museu de História Natural de Cleveland em Ohio, nos EUA, afirmou que reconheceu imediatamente o significado do fóssil.

“Pensei comigo mesmo: ‘Meu Deus, estou vendo o que acho que estou vendo?’. E, de repente, estava pulando de um lado para o outro, foi quando percebi que era o que tinha sonhado”, contou à BBC News.

Segundo Haile-Selassie, trata-se do melhor exemplar encontrado até agora de um ancestral do homem, semelhante a um primata, chamado Australopithecus anamensis – o mais antigo data de 4,2 milhões de anos atrás.

‘Ícone da evolução’

Acreditava-se que o A. anamensis era o ancestral direto de uma espécie mais avançada, conhecida como Australopithecus afarensis, que por sua vez era considerada ancestral direta dos primeiros seres humanos do gênero Homo, que inclui todos os homens modernos.

A descoberta do primeiro esqueleto afarensis, em 1974, gerou comoção.

Os pesquisadores decidiram chamar o fóssil de Lucy, inspirados na música Lucy in the Sky With Diamonds, dos Beatles, que estava tocando no local da escavação.

Aclamada como “o primeiro primata capaz de andar em pé”, Lucy atraiu a atenção do público.

À revista Nature, o professor Fred Spoor, do Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, afirmou, no entanto, que o anamensis “parece prestes a se tornar outro ícone célebre da evolução humana”.

A razão da empolgação é que agora podemos dizer que as duas espécies – anamensis afarensis – existiram no mesmo período de tempo.

Ou seja, o primeiro não evoluiu diretamente para o segundo de maneira linear, como se supunha anteriormente.

Esta constatação foi feita a partir da reinterpretação que o novo fóssil oferece sobre um fragmento de crânio de 3,9 milhões de anos descoberto anteriormente.

O fragmento era atribuído a um anamensis, mas os cientistas perceberam agora que, na verdade, são os restos mortais de um afarensis, empurrando a origem dessa espécie mais para trás no tempo.

Aparentemente, as duas espécies coexistiram durante pelo menos 100 mil anos.

O que aconteceu provavelmente foi que um pequeno grupo de anamensis se isolou da população principal e, com o tempo, evoluiu para afarensis por causa do processo de adaptação às condições locais. As duas espécies conviveram bem por um tempo até os anamensis remanescentes morrerem.

A descoberta é importante por indicar que podem ter ocorrido outras sobreposições temporais entre espécies, aumentando o número de possíveis rotas evolutivas até os primeiros seres humanos.

Em resumo, embora essa descoberta não refute que a espécie de Lucy deu origem ao gênero Homo, faz repensar o papel de outras espécies recentemente designadas.

O crânio encontrado tem um maxilar proeminente e pequenos orifícios no lugar do ouvido — Foto: Divulgação/Museu de História Natural de Cleveland

O crânio encontrado tem um maxilar proeminente e pequenos orifícios no lugar do ouvido — Foto: Divulgação/Museu de História Natural de Cleveland

‘Protótipos’

O professor Haile-Selassie diz que “estão abertas as apostas” sobre qual espécie é o ancestral direto do homem.

“Durante muito tempo, o afarensis foi considerado o melhor candidato a ancestral da nossa espécie, mas não estamos mais nessa situação”, explicou.

“Agora, podemos olhar para todas as espécies que podem ter existido na época e analisar qual pode ter sido mais parecida com o primeiro humano.”

O termo “elo perdido” enlouquece os antropólogos quando ouvem alguém, especialmente jornalistas, usá-lo para descrever um fóssil que é meio primata, meio humano.

Há muitas razões para a irritação, mas a principal delas é o reconhecimento de que existem muitos elos na cadeia da evolução humana e a maioria, se não quase todos, ainda estão faltando.

anamensis é a mais nova de uma série de descobertas recentes mostrando que não há uma escalada linear de evolução até chegar ao homem moderno.

A verdade é muito mais complexa e interessante – diferentes “protótipos” de ancestrais humanos teriam sido “testados” em lugares distintos, até que alguns foram resistentes e inteligentes o suficiente para suportar as pressões provocadas pelas mudanças no clima e escassez de alimentos – evoluindo assim até chegar a nós.

Descoberto crânio de ancestral que viveu há quase quatro milhões de anosHora 100:00/00:48

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Projeto de elevador espacial promete interligar a Terra e a Lua

Luiza Tozzato, editado por Cesar Schaeffer

Olhar Digital

O objetivo da missão é reduzir drasticamente o custo das viagens espaciais

Pesquisadores da Columbia University e Cambridge University, publicaram um estudo no ArXiv sobre o Spaceline, um elevador espacial capaz de interligar a Terra e a Lua. Segundo o documento, o fato de o astronauta não precisar ser enviado diretamente para o satélite, reduz o custo e o desafio do lançamento.

De acordo com o portal Futurism, ao sair da Terra, a espaçonave deve alcançar o elevador e se acoplar em um transporte movido a energia solar para percorrer o comprimento do cabo. O elevador ficaria amarrado à superfície da Lua e pendurado em órbita geoestacionária ao redor da Terra.

O documento do protótipo indica que ele pode ser construído com materiais já existentes. Para os alunos de astronomia que participaram do projeto, Zephyr Penoyre e Emily Sandford, o melhor material para o elevador é nanotubos de carbono. No entanto, ele ainda não pode ser construído em larga escala.

Com base nos cálculos do artigo, vários outros materiais poderiam funcionar – a questão é encontrar um material resistente, capaz de sobreviver no espaço e que pode ser produzido em larga escala.

Os pesquisadores esperam que um dia a humanidade utilize a invenção como uma corrente para telescópios orbitais, centros de pesquisa, e outras instalações para o Ponto de Lagrange (altitude na qual a Lua e a Terra exercem força gravitacional igual, mas oposta).

“No começo, apenas três engenheiros podiam ficar nos primeiros campos-base da Antártida, mas ao contrário da órbita baixa da Terra, o ponto de Lagrange é o lugar perfeito para construir”, disse Penoyre. “Fiquei espantado ao descobrir que agora existem milhares de pessoas vivendo uma parte significativa do ano na Antártida – eventualmente, o mesmo poderia acontecer com Lagrange”.

Fonte: Futurism

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Cresce o índice de brasileiros conectados à internet

Fabrício Filho, editado por Valdir Ribeiro Jr.

Pesquisa mostra que 70% dos brasileiros estão conectados; smartphones são o principal meio de acesso à rede

Segundo a nova edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta quarta-feira (28), o número de brasileiros conectados à internet subiu de 67% para 70%. O aumento se deve ao fato de que agora metade da população rural e das classes D e E está conectada à internet.

Nas zonas urbanas, 74% dos brasileiros estão conectados, enquanto nas zonas rurais, pela primeira vez, os números chegaram a 48%. As classes D e E também foram acolhidas pelo crescimento, de 42% em 2017 para 48% no ano seguinte. Ou seja, 46,5 milhões de domicílios possuem conexão à rede, o que equivale a 67% do total.

Para acessar a internet, a pesquisa revelou que 97% dos brasileiros utilizam o smartphonePor cinco anos consecutivos, o telefone celular foi o meio preferencial dos internautas (o dado inclui pessoas que usaram celular e computador e apenas celular). Em 2014, o cenário era completamente diferente, 80% da população utilizava o computador para se conectar à rede. Quatro anos mais tarde, o uso da máquina para este fim sofreu declínio de 37%.

Em domicílios sem acesso à internet, por motivos de falta de conexão, 61% desses brasileiros afirmaram que o preço do serviço é um fator preponderante para a condição, 48% não se diz interessada, 46% argumentam não haver necessidade e 45% alegam não saber usar a internet. A preocupação com a segurança e privacidade (44%) e evitar conteúdo perigoso (41%) também entraram na lista de argumentos dos entrevistados. Apesar do dado positivo sobre aumento do índice, 27% ainda declararam a falta de disponibilidade de Internet na região do domicílio. 

A pesquisa é realizada anualmente pelo Centro Regional de Estudos Para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic). 

Fonte: Cetic/G1 

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Pagamento instantâneo será administrado e desenvolvido por Banco Central

Luiza Tozzato, editado por Liliane Nakagawa

Olhar Digital

Método visa facilitar o pagamento do comprador e aumentar o lucro do recebedor

Nesta quarta-feira (28), o Banco Central do Brasil anunciou que o sistema de pagamentos instantâneos terá a base de dados desenvolvida e administrada pelo próprio órgão. O tipo de pagamento se refere às transferências monetárias eletrônicas entre diferentes instituições disponíveis para os usuários finais 24 horas por dia, 7 dias por semana e todos os dias do ano.

“Para maximizar ganhos de escala e efeitos de rede típicos da indústria de pagamentos, e tendo em conta sua criticidade para o bom funcionamento do ecossistema de pagamentos, a base de dados de endereçamento centralizada será desenvolvida e gerida pelo BC”, diz trecho do comunicado.

Segundo o regulador bancário, a centralização da chamada base de dados de endereçamento permitirá realizar pagamentos de maneira intuitiva e simplificada, usando informações como número de telefone ou conta de e-mail, de forma segura.

No site oficial, a instituição explica que iniciar um pagamento instantâneo será simples e não necessitará de informações como número do banco, da agência ou da conta e CPF do recebedor. Para utilizar, o usuário deve possuir um smartphone, uma conta em um prestador de serviço de pagamento (PSP) e o aplicativo desse PSP.

Reprodução

Para a Reuters, a adoção dessa forma de pagamento deve afetar as receitas do setor de pagamentos eletrônicos. Ainda que, para eles, a principal função do pagamento instantâneo deverá ser a substituição das transações pagas por dinheiro em espécie ou boletos. Já as transações de valores maiores, ou em parcelas, tenderiam a seguir realizadas por canais tradicionais, como TED ou mesmo com cartões de crédito.

Bancos e fintechs vinham aguardando a definição pelo Banco Central do modelo a ser adotado para o funcionamento do pagamento instantâneo no país, o que deve ter grande influência sobre os modelos de negócios de várias instituições.

Fonte: Reuters/Banco Central do Brasil

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EUA nega entrada de viajantes com base em atividade nas redes sociais

Clara Guimarães, editado por Liliane Nakagawa

Olhar Digital

WhatsApp, Instagram e Facebook podem ser utilizados como justificativa para barrar entrada de estrangeiros nos Estados Unidos

A fronteira dos Estados Unidos é um espaço bizarro, onde a lei existe, em grande parte, para favorecer os oficiais da imigração, ao invés dos viajantes. Em casos mais recentes, as autoridades do local têm barrado imigrantes na fronteira por causa do conteúdo em seus telefones ou por causa de atividades em redes sociais, como InstagramFacebook eWhatsApp.

Ismail Ajjawi, de 17 anos, teve seu celular e computador revistados por oficiais no Aeroporto Internacional de Boston Logan. O jovem palestino estava chegando para o seu primeiro ano de estudos em Harvard, porém foi barrado e deportado. As autoridades presentes alegaram que não concordaram com as atividades dos amigos do estudante nas redes sociais.

“Esse não deve ser o preço de entrada para os EUA, muito menos que os amigos de uma pessoa tenham que se censurar também”, disse Summer Lopez, diretora sênior de programas de liberdade de expressão da PEN America, organização sem fins lucrativos de direitos humanos. Ela adiciona em um comunicado que a política de imigração nas mídias sociais “demonstra muito bem o dano que essas políticas mal concebidas podem causar”.

O caso de Ajjawi, no entanto, não é um caso isolado. Abed Ayoub, diretor jurídico e de políticas do Comitê Anti-Discriminatório Americano-Árabe, disse que as buscas em dispositivos e subsequentes recusas de entrada se tornaram normais no ano passado.

“Ouvimos sobre isso acontecendo a estudantes árabes e estudantes muçulmanos que chegam hoje aos EUA”, disse ele ao TechCrunch. Apesar de todos os viajantes estarem sujeitos a ter seus dispositivos revistados, Ayoub disse que o governo mantem a comunidade árabe e muçulmana em um nível diferente em relação às outras origens.

Em um tuíte, Ayoub postou uma foto de um formulário de remoção rápida de um de seus clientes – também um estudante com visto nos EUA – que teve entrada negada por causa de uma imagem recebida em um grupo do WhatsApp.

O aluno negou veementemente qualquer conexão pessoal com as imagens e argumentou que ela havia sido salva automaticamente em seu telefone – como o WhatsApp faz normalmente. Entretanto, o funcionário da fronteira escreveu que, como resultado da busca por dispositivo, o aluno era “inadmissível” para os EUA. O estudante estava apenas a dois semestres de se formar, mas uma rejeição significa que ele não pode mais voltar aos EUA.

No ano passado, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA pesquisou dados em 30 mil dispositivos de viajantes – quatro vezes mais desde 2015 – sem qualquer necessidade de suspeita razoável.

Para complicar as coisas, a administração Trumpem junho, começou a exigir que os estrangeiros que solicitam vistos para os EUA divulguem seus respectivos perfis de redes sociais. Espera-se que cerca de 15 milhões sejam excluídos sob a nova regra.

Ayoub acredita que quando se trata de árabes e mulçulmanos, a busca é ainda mais severa. “Não ouvimos falar de outros indivíduos sendo negados por causa do WhatsApp ou por causa do que está nas redes sociais”, disse ele. A nova política serviria como um meio de barrar imigrantes sem precisar fornecer muitas justificativas, quase como uma proibição mais discreta da entrada de mulçulmanos.

Via: TechCrunch

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Missão espacial russa com robô humanoide tem sucesso

Fedor- robô

Redação Olhar Digital

Após uma tentativa sem sucesso no último sábado, nave espacial russa acoplou com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS)

A saga de Fedor, robô humanoide da Rússia, finalmente alcançou um dos seus objetivos – atracar à Estação Espacial Internacional (ISS). A primeira tentativa foi no último sábado (24), porém a sonda Soyuz enfrentou problemas com o software e teve que se afastar.

No dia 25, três dos seis tripulantes da ISS carregaram em uma das duas naves espaciais da Soyuz, já ancoradas na estação espacial e a moveram para o porto de atracação. A tripulação se encaixou manualmente na porta muito bem, pois o componente com falha apenas impediu o encaixe automático. Isso liberou outra porta com um sistema de acoplamento automático totalmente funcional, permitindo que a Soyuz desaparafusada finalmente se reencontrasse com a estação espacial por conta própria. Agora, um total de três naves Soyuz estão ancoradas na ISS.

Um dos objetivos da Roscosmos, corporação de espaço estatal russa, era fazer a rara missão da Soyuz sem tripulação, pois a corporação está modificando o tipo de foguete que as futuras equipes montarão no espaço. Em breve, as equipes com destino à ISS montarão no novo foguete Soyuz-2.1a, não no foguete Soyuz-FG em que astronautas e cosmonautas estão montando desde 2002. 

Antes de qualquer pessoa voar no novo veículo, a Roscosmos decidiu enviar o foguete em um voo para testar algumas atualizações para a cápsula e ver se certos sistemas de software na espaçonave e no foguete interagiram bem.

Agora, chamado tecnicamente de Skybot F850, o humanoide será descarregado na estação espacial. Ele é hábil como um humano e é até capaz de executar tarefas complexas como dirigir carros e disparar armas. Ele, no entanto, não fará nada disso na ISS, felizmente. Os astronautas a bordo da ISS só passarão duas semanas com o bot, realizando testes e avaliando sua capacidade de realizar certas tarefas no espaço. Ele será então carregado de volta para a cápsula da Soyuz e retornará à Terra no início de setembro. 

Via: The Verge

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Cientista brasileira usa tecido de grafeno para espantar mosquitos

Renato Santino

Estudos mostram que os insetos mudaram seu comportamento em torno do material

O grafeno, material de infinitas utilidades, também é um poderoso repelente de mosquitos. Uma equipe de pesquisadores da Universidade Brown descobriu que roupas feitas com grafeno não são somente uma barreira física eficaz contra as picadas dos mosquitos, mas também mudam seu comportamento. O estudo publicado nesta semana revelou que o grafeno bloqueia os sinais químicos que atraem os mosquitos para outros seres vivos.

“Com o grafeno, os mosquitos nem pousavam na pele exposta – simplesmente pareciam não se importar”, disse Cíntia Castilho, brasileira estudante de doutorado que é a autora principal da pesquisa. “Tínhamos presumido que o grafeno seria uma barreira física à mordida pela resistência à perfuração, mas, quando vimos esses experimentos, começamos a pensar que poderia ser também uma barreira química que impedia os mosquitos de sentir que havia de fato alguém lá”. No estudo, os pesquisadores cobriram os braços de alguns participantes com filmes de óxidos de grafeno cobertos com gaze e de outros apenas com gaze. Aqueles cobertos com grafeno não receberam uma única mordida.

No entanto, o óxido quando molhado se torna muito menos eficaz – exatamente no ambiente preferido pelos mosquitos, que costumam prosperar com a umidade. Os cientistas descobriram que os mosquitos eram capazes de perfurar os filmes de óxido de grafeno ao toque da água. Ainda assim, uma descoberta mais animadora mostra que o grafeno com baixo teor de oxigênio (rGO) funciona como barreira às mordidas em condições secas e úmidas. A desvantagem do rGO é que ele não é respirável, portanto, é improvável que seja usado em roupas especiais.

Os cientistas ainda esperam encontrar uma maneira de estabilizar o grafeno para que ele permaneça forte quando molhado. “Este próximo passo nos daria todos os benefícios da respirabilidade e da proteção contra mordidas”, disse Robert Hurt, professor de Brown. Após os resultados positivos, fabricantes de equipamentos externos e eletrônicos já estão adicionando o grafeno a jaquetas, baterias, sapatos e muito mais.

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SpaceX lança seu protótipo Starhopper com sucesso

Redação Olhar Digital

Fato marca um novo passo em direção ao objetivo de levar o homem à Marte dentro de alguns anos

Na última terça-feira (27), após algumas falsas partidas, o protótipo do foguete que vai à Marte, de Elon Musk, fez um voo com sucesso. A versão monomotor do Starhopper, protótipo do Starship da SpaceX, o qual teve sua forma associada ao R2-D2 dos filmes “Star Wars”, atingiu quase o limite de 150 metros de altitude sobre a costa do Texas antes de voltar ao solo para um pouso suave.

“Parabéns equipe SpaceX!!”, Musk tuitou.

Congrats SpaceX team!! pic.twitter.com/duckYSK0D4— Elon Musk (@elonmusk) August 27, 2019

O Starhopper é o primeiro protótipo de teste para uma espaçonave de última geração que Musk planeja usar para enviar pessoas ao redor da Luae à Marte nos próximos anos. Após o voo, alguns observadores atentos no Twitter notaram que o veículo pareceu perder algumas partes durante a breve decolagem, mas nenhuma informação oficial foi divulgada.

A primeira tentativa de lançar o Starhopper foi abortada no último segundo, na segunda-feira (26). O teste já havia sido adiado desde o início de agosto, e Musk citou um problema de fiação ou conector com os ignitores como o motivo do atraso.

Antes das decolagens, os moradores próximos às instalações da empresa em Boca Chica, no Texas, foram avisados de que um possível mau funcionamento poderia desencadear fortes ondas de pressão, o suficiente para quebrar as janelas da área. Todos foram aconselhados a desocupar edifícios e levar consigo os animais de estimação durante o período de teste para evitar riscos de ferimentos.

Musk disse que este será o voo de teste final para este protótipo, e que ele será convertido em um suporte de teste para os motores Raptor da Starship. Ele ainda contou que seu próximo passo será realizar uma apresentação para atualizar ao mundo sobre o design do Starship e qualquer mudança em seus planos envolvendo a maior espaçonave da empresa.

Por fim, o CEO da SpaceX disse que o Starship final terá um total de seis ou sete motores e será emparelhado com um novo foguete Super Heavy, criando um sistema de lançamento melhor comparado ao utilizado no foguete Saturno V, que levou os astronautas da Nasa à lua.

Via: CNet

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