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Vacinação reversa pode ser a chave para o tratamento de doenças autoimunes

Por Matheus Barros, editado por Lyncon Pradella  

Olhar Digital

As doenças autoimunes se tratam de casos onde o próprio sistema imunológico se torna um dos principais obstáculos ao tratamento, este é o caso de muitos pacientes com hemofilia A e Pompe. No caso dessas doenças que inferem no recebimento de proteínas e enzimas essenciais, o organismo identifica o tratamento como uma possível ameaça.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, criaram um novo tratamento para estes pacientes. Denominado como vacinação reversa, o novo tratamento é capaz de pré-expor o corpo aos medicamentos, promovendo uma tolerância imunológica.

De acordo com o Medical Xpress, o processo combina proteínas e enzimas essenciais com a lisofosfatidilserina, um ácido graxo que ajuda o sistema imunológico a tolerar substâncias estranhas, amenizando as reações adversas do organismo.

Na vacinação reversa, o sistema imunológico é ensinado a ignorar as substâncias estranhas, um processo completamente contrário ao original, onde o organismo precisa aprender a atacar as potenciais ameaças.

A segurança e eficácia de vários medicamentos terapêuticos que salvam vidas são comprometidos por anticorpos anti-drogas. Uma vez que os anticorpos se desenvolvem, as opções clínicas disponíveis para os pacientes tornam-se caras e, em vários casos, ineficazes”, disse a principal autora do estudo, Sathy Balu-Iyer.

“Em vez de tentar reverter os anticorpos antidrogas, o que é altamente desafiador, os tratamentos clínicos que previnem o desenvolvimento de anticorpos podem ser uma estratégia mais eficaz”, relata outro pesquisador.

Durante o estudo, foram testadas abordagens com Lyso-OS e foi eficaz no caso da hemofilia A e Pompe, reduzindo significativamente os anticorpos criados para atacar os tratamentos das doenças.

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Cometa gigante em nossa direção é provavelmente o maior já visto

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

Dois astrônomos descobriram a existência de provavelmente o maior cometa já visto, em junho de 2021. O objeto chegou a ser discutido se realmente poderia ser um planeta anão e ainda em uma órbita parecida com a de um cometa.  Além disso, o “mega cometa” está em uma trajetória do Sistema Solar externo. 

O elemento se chama C/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) e faz parte dos 461 objetos que foram apontados como objetos desconhecidos. Com isso, um artigo aceito vinculado ao Astrophysical Journal Letters revelou várias curiosidades – até então desconhecidas – sobre o mundo.

Tanto que mesmo em sua abordagem mais próxima em 2031, o UN271 estará mais distante do que Saturno, cerca de 11 unidades astronômicas de distância ( ou seja, 1 UA que é igual a distância da Terra ao Sol). Isso impede que seja possível ter um olhar mais atento para algo tão

A órbita já foi traçada e a sua última aproximação com o Sol foi há aproximadamente 3,5 milhões de anos. Foi quando ele chegou a apenas 18 unidades astronômicas de distância, que é quase o dobro da distância que vai atingir desta vez, só que em torno da distância de Urano. Além disso, possui chances de ser o mais próximo do Sol que já esteve, sendo assim seria cometa mais primitivo que já visto.

Os pesquisadores estimaram um tamanho de 150 quilômetros (100 milhas) de diâmetro, dando um volume muito maior do que um cometa típico, além de que pelo menos é 10 vezes maior do que até mesmo um gigante como Hale-Bopp. 

Também havia esperanças de se ter mais clareza sobre o tamanho do UN 271  quando passou na frente de uma estrela vista do leste da Austrália, porém, uma nuvem cobriu toda a região e por maior que seja, o cometa não será visível a olho nu quando se aproximar.

Ademais, uma das primeiras perguntas que os astrônomos fizeram foi saber se o cometa já estava mostrando atividade cometária, ou seja, fazendo com que o material se transformasse em gás e formasse um coma. Isso porque o UN271 foi fotografado em 2018 e encontraram diferença nas medidas. .

Alguns astrônomos seguem ansiosos para enviar uma missão para o UN271 , com cálculos de que o melhor momento para um sobrevôo seria em 2033 e exigiria um lançamento até 2028.

Fonte: IFLScience

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Preparado para tudo: leilão online oferece “tanque de guerra” para uso urbano

Por Acsa Gomes, editado por Jeniffer Cardoso  

Olhar Digital

Já imaginou comprar um tanque de guerra? Graças a uma empresa norte americana, isso pode ser possível!

A Howe & Howe fabrica uma versão “civil” de veículos de guerra sobre esteiras, que podem ser tanques, tratores ou transportadores. A vedete é o Ripsaw, que foi produzido para combate em terrenos irregulares…

Sem armas, e com toques sofisticados de acabamento, ele pode acomodar até quatro pessoas. O modelo EV3-F4 possui um motor V8 de 800 cavalos, que pode levar esse “grandão” de 4 toneladas e meia a alcançar a velocidade máxima de 96 km/h. Segundo a empresa, é o veículo sobre lagartas mais rápido do mundo.

O consumo de combustível não foi informado, mas o tamanho do reservatório dá uma ideia da “sede” desse veículo. Nele cabem de uma só vez 242 litros de óleo diesel…

Por dentro, o EV3-F4 é bastante estável. A cabine de passageiros é “flutuante”, isolada por um sistema de suspensão pneumática. O conforto aumenta ainda mais com os assentos de couro aquecidos e um sistema de intercomunicação de aviação Bose compatível com rádio VHF e estéreo.

Todos os controles e câmeras são ligados a uma tela touchscreen de 12 polegadas, que possuem filtros compatíveis com óculos de visão noturna.

Até o para-brisa pode ser aquecido, e lâmpadas LED de alta intensidade cobrem o veículo por inteiro. Quem comprar o tanque de guerra “doméstico” ainda leva um painel com barra de luz infravermelha, um refletor e uma câmera termográfica.

Ele é focado para o uso recreativo fora da estrada, mas segundo quem o dirigiu, a sensação é como dirigir um SUV enorme, mas muito estável…

Ficou interessado? Então faça as contas: um desses brinquedos de gente grande está sendo oferecido em um leilão online, por no mínimo 425 mil dólares, ou cerca de 2 milhões e 300 mil reais. Isso sem contar as taxas do leiloeiro e de importação, claro.

Mas com certeza esse tanque garante muita diversão!

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Impressão 3D no espaço: como empresas usam a tecnologia na criação de motores para foguetes

Rafael Arbulu  

Olhar Digital

Buscando reduzir erros – de situações mínimas a incidentes catastróficos -, empresas privadas do setor aeroespacial estão pesquisando o uso da impressão 3D na construção de propulsores e motores de foguetes, com o benefício adicional de levantar, em dias, estruturas inteiras que poderiam levar semanas ou meses em procedimentos normais.

A ideia é economizar tempo e custos de produção, ao mesmo tempo em que amplia a integridade de toda a estrutura criada e, com sorte, garantir que o lançamento planejado ocorra da forma que deve. PUBLICIDADE

No desenvolvimento aeroespacial, existe um termo chamado “desmontagem rápida não agendada” – “RUD”, na sigla em inglês. Usado para designar eventos ocorridos de forma imprevista (quando um motor explode durante a ignição, por exemplo), essa sigla foi cunhada no começo da exploração espacial, quando protótipos de propulsores eram mais propensos à falha.

Isso porque, sempre que um episódio do tipo ocorre, é necessário identificar a falha e relatá-la às devidas autoridades: empresa privada nenhuma age sem o consentimento das agências espaciais, e órgãos federais tendem a querer saber o que aconteceu de errado quando as coisas não se desenvolvem como se espera.

Por isso, a impressão 3D vem tomando mais e mais espaço na construção de propulsores e motores de foguetes, bem como outras estruturas, como aletas de espaçonaves e bases de lançamento. Por meio de componentes de impressão que usam ligas metálicas resistentes a temperaturas extremas, com mais ou menos flexibilidade e/ou outras qualidades, a tecnologia consegue também construir em pouco tempo qualquer componente que falte ou que necessite ser substituído, alavancando a velocidade e a frequência de testes antes de qualquer ocasião oficial.

Empresas como a SpaceX, de Elon Musk; e Blue Origin, de Jeff Bezos, já apostam na impressão 3D para desenvolver propulsores e outros veículos de transporte espacial. A primeira, desde 2014, usa a tecnologia na cápsula Crew Dragon, enquanto a segunda já tem até projeto de construir um módulo de pouso lunar inteiramente impresso.

Mas há outras que vão além: a Rocket Lab está imprimindo os motores que levam o foguete Atea para o espaço, mas um destaque vale para a Relativity Space, que está usando a tecnologia para imprimir um foguete inteiro.

Considere que o foguete Saturn V, que levou Neil Armstrong à Lua em 1969, tinha motores de propulsão com 5,6 mil partes feitas sob medida. Cada um. Adicione a isso o combustível líquido e o fato de que uma ignição comum de foguete facilmente ultrapassa a temperatura de 3.000º C, gerando uma força comparável a você detonar uma tonelada de TNT por segundo, e você entende o porque de uma solução de maior custo-benefício se fazer necessária.

Especificamente, o processo de impressão 3D para motores em foguetes também segue um processo bem completo: por meio de uma técnica chamada “sinterização seletiva a laser”, as empresas primeiro posicionam uma camada de metal pulverizado, derretendo outros metais em cima dela. Essas ligas metálicas se conectam nos pontos em contato com o que está derretido, mas se mantém porosas onde não há derretimento. Quando as camadas esfriam, o processo se repete em cima do anterior.

Normalmente, uma liga chamada “inconel”, com base em cobre, é usada devido à sua alta capacidade de sustentar temperaturas extremas.

Por essa razão, é muito provável que tenhamos mais divulgações por parte dessas companhias no uso da impressão 3D em seus projetos. A tecnologia ainda tem muito a evoluir, mas o ritmo acelerado com que isso vem acontecendo estabelece um cenário interessante para o futuro dessa indústria.

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Novo malware rouba contas de plataformas de jogos, como Steam, Epic e Origin

Por Ronnie Mancuzo, editado por Fábio Marton  

Olhar Digital

Um novo malware está sendo vendido em fóruns da dark web para ser usado por cibercriminosos que queiram roubar contas de várias plataformas de jogos, incluindo Steam, Epic Games Store e EA Origin. O BloodyStealer (literalmente “Ladrão Sangrento”, mais adequadamente “Maldito Ladrão”) é um trojan descoberto em março pelos pesquisadores da Kaspersky, capaz de coletar e roubar uma ampla gama de informações confidenciais.

Esse trojan ladrão consegue acessar e extrair vários tipos de dados, incluindo cookies, senhas do navegador, formulários, cartões bancários, capturas de tela, memória de login e sessões de vários aplicativos. Além disso, o BloodyStealer possui recursos para evitar análise e detecção, sendo também protegido contra engenharia reversa, características que chamaram a atenção dos pesquisadores.

Na dark web (parte da internet que exige software especial para ser acessada, como o Tor), o malware é vendido a um baixo preço de assinatura. Por menos de US$ 10 (em nossa moeda, R$ 54 hoje), os cibercriminosos podem fazer uma assinatura de um mês, ou podem adquirir uma assinatura vitalícia por US$ 40 (R$ 217).

Os especialistas da Kaspersky detectaram ataques usando o BloodyStealer na Europa, América Latina e na região da Ásia-Pacífico. As informações roubadas podem ser vendidas em diferentes plataformas clandestinas ou canais do Telegram que se dedicam à venda de acesso a contas de jogos online.

Como o malware pode roubar seus jogos

As contas de jogos são um dos alvos preferidos dos cibercriminosos. Combinações de logins e senhas para plataformas populares como Steam, Origin, Ubisoft ou Epic Games podem ser vendidas por um preço tão baixo quanto US$ 14,20 (R$ 77, aproximadamente) por mil contas quando vendidas a granel.

Quando vendidas individualmente, os preços variam entre 1% a 30% do valor de uma conta. Essas contas roubadas não vêm de vazamentos acidentais de dados, mas são o resultado de campanhas cibercriminosas deliberadas que empregam malwares como o BloodyStealer.

Para você se manter seguro enquanto joga, os especialistas da Kaspersky recomendam algumas práticas, como proteger suas contas com autenticação em dois fatores sempre que possível. Além disso, é recomendado não clicar em nenhum link para sites externos do chat do jogo.

Outra dica é verificar cuidadosamente o endereço de qualquer recurso que solicite seu nome de usuário e senha, já que a página pode ser falsa. É importante também evitar downloads de produtos piratas e buscar usar softwares de segurança adicionais sempre que possível em todos os dispositivos.

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Jogo independente brasileiro concorre a dois prêmios na Tokyo Game Show

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

Na última quarta-feira (29), começou a Tokyo Game Show, que é a tradicional e famoso evento de lançamentos no mercado japonês. A ocasião contará com participação brasileira única, em que em meio a marcas como Konami, Ubisoft e Sega, estará presente o indie UniDuni, único game do Brasil selecionado para o festival.

O game faz parte da mostra Sense of Wonder Night (SOWN), que acontece na sexta (1) com o objetivo de destacar produções independentes e com ideias inovadoras. Além disso, pode ser premiado em duas categorias: melhor jogo por voto popular e melhor game design.

“UniDuni é um jogo que tem duas formas bem distintas de ser jogado: uma explora a coordenação e a outra a cooperação”, explicou Heitor Dias, co-fundador do Studio Clops. Segundo ele, “o desafio de jogar sozinho é controlar e sincronizar ambos os personagens para superar os obstáculos. E, com dois jogadores, cada decisão tem que ser combinada para que a execução seja acertada. O foco na comunicação e interação é muito maior.”

Além disso, no festival, o estúdio apresentará uma versão especial, com suporte em oito idiomas, incluindo português e japonês. Para quem quiser conhecer melhor, é só acessar a demo do game na plataforma Steam. Lembrando que a Tokyo Game Show 2021 vai até 3 de outubro.

Fonte: UOL

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Pandemia reduziu até 2 anos de vida e é a maior perda desde a 2ª Guerra Mundial

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

A situação causada pelo vírus da Covid-19 que ocasionou a pandemia reduziu a expectativa de vida das pessoas em 2020, em um nível que superou a quantidade de meses desde a Segunda Guerra Mundial. A informação é de acordo com um estudo da Universidade de Oxford, nos EUA.

Comparando com 2019, a expectativa de vida caiu mais de seis meses em 22 dos 29 países analisados no estudo, p qual engloba Europa, Estados Unidos e Chile. Ademais, houve também eduções na expectativa de vida em 27 dos 29 países em geral.

“O fato de nossos resultados destacarem um impacto tão grande que é diretamente atribuível à Covid-19 mostra o quão devastador foi um choque para muitos países”, contou Ridhi Kashyap, co-autora principal do artigo, publicado no International Journal of Epidemiology.

Sendo assim, a universidade esclareceu que a maioria das reduções na expectativa de vida pode estar ligada às mortes confirmadas causadas pela Covid-19. Isso porque houve quase 5 milhões de óbitos provocados pelo vírus até este momento, segundo a contagem da Reuters.

Inclusive, as quedas foram maiores na expectativa de vida dos homens do que das mulheres na maioria dos países, principalmente nos homens americanos, que viram a expectativa de vida cair 2,2 anos em relação a 2019.

Ao todo, os homens perderam mais de um ano em 15 países, comparando com as mulheres em 11 países. Ou seja, isso eliminou o progresso na mortalidade que havia sido feito nos 5/6 anos anteriores.

Já nos Estados Unidos, o aumento da mortalidade aconteceu entre pessoas em idade produtiva e menores de 60 anos, enquanto na Europa, as mortes foram entre pessoas com mais de 60 anos e contribuíram de um jeito mais significativa para o aumento da mortalidade.

Além disso, Kashyap também apelou a mais países, colocando regiões de baixa e média renda, com o objetivo de disponibilizar dados de mortalidade para outros estudos no futuro. “Pedimos urgentemente a publicação e disponibilidade de mais dados desagregados para melhor compreender os impactos da pandemia globalmente”, concluiu ela.

Fonte: O Globo

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Estudo aponta para a possibilidade (muito remota) de se viver para sempre; entenda

Rafael Arbulu  

Olhar Digital

Diz o ditado que a única certeza que podemos ter é a de que um dia, todos morreremos: a iminência do fim da vida é algo que intriga (e incomoda) muita gente, mas um estudo produzido pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, afirma não apenas que podemos viver bem mais do que a estimativa média de vida, como também é possível extrapolarmos isso e viver para algo bem maior. Quão maior? Que tal “para sempre”?

Antes de tudo, é importante ressaltar que o estudo traz uma fundamentação mais teórica, e logo de início, ele afirma que as chances de você passar de certas idades consideradas “máximas” pelo entendimento humano são muito, muito remotas. Entretanto, o material publicado e revisado pelos pares no jornal Royal Society Open Science analisou informações sobre os “supercentenários” – pessoas que passaram de um século de vida e ainda seguem (não tão) firmes, porém lúcidos e relativamente saudáveis. E as conclusões são no mínimo interessantes.

“Depois da idade de 110 anos, uma pessoa pode enxergar a probabilidade de viver mais um ano como as mesmas chances de tirar ‘cara ou coroa’ na moeda”, disse Anthony Davison, professor de estatística da EPFL e líder do paper. “Se sair ‘cara’, então você vai durar até o próximo aniversário. Se der ‘coroa’, então você morrerá em algum momento entre hoje e o próximo ano”.

A premissa é a de que, embora o risco de morte cresça exponencialmente conforme avançamos em idade, depois de um certo “pico”, ele se estabiliza em 50% para cada lado – viver ou morrer.

“Baseado nos dados disponíveis hoje”, disse Davidson à AFP, “é aceitável que humanos possam viver até pelo menos os 130 anos, mas ao extrapolarmos essas percepções, fica implícito que não há necessariamente um limite para a expectativa de vida humana. O nosso estudo reforça essas conclusões, tornando-as mais precisas já que, hoje, temos muito mais informação de prontidão”.

Para conduzir esse estudo, Davidson e equipe analisaram pesquisas antigas do assunto. A primeira foi uma base de dados recente, a “International Database on Longevity” (“Base de dados Internacional da Longevidade”, na tradução literal) – uma pesquisa que cobriu mais de 1100 supercentenários em 13 países. A segunda pesquisa foi um catálogo feito na Itália, marcando todas as pessoas do país que tenham atingido a idade de 105 anos entre janeiro de 2009 e dezembro de 2015.

Extrapolar esses dados combinados pode parecer estranho para quem não é familiarizado com o método científico, mas Davidson afirma que isso já é de se esperar em pesquisas do tipo: “qualquer estudo voltado à velhice extrema vai extrapolar os dados – seja ele estatístico ou biológico”, ele disse. “E nós conseguimos mostrar que, se houvesse um limite inferior a 130 anos, nós já o teríamos descoberto hoje, com base em todas as informações disponíveis.

Apesar do número exato do estudo, vale lembrar que nós ainda não o atingimos na realidade: segundo o livro de recordes mundiais Guinness, a pessoa mais velha oficialmente registrada – uma mulher chamada Jeanne Calment – morreu na França com 122 anos e 164 dias de vida. Atualmente, a pessoa mais velha do mundo, também segundo o Guinness, é a japonesa Kane Tanaka, com saudáveis 118 anos e 270 dias.

Essa discrepância também é explicada por Davidson: “é importante ressaltar que todos esses estudos – incluindo o nosso – começam com uma idade mínima em pessoas que já passaram dos 105 anos. Isso já é uma amostra bastante restritiva. E mesmo que você chegue aos 110 anos, suas chances de – nessa idade – sobreviver até os 130 é de uma em um milhão. Não é impossível, mas é bastante improvável”.

Contudo, Davidson reconhece que, com o passar dos anos, as pessoas vão se tornando mais e mais longevas, então ele estima que, ainda dentro do século XXI, há uma boa possibilidade de que esse “um” em meio a esse “um milhão” apareça. “Mas sem o avanço significativo dos campos sociais e médicos, idades tão avançadas ainda são bastante improváveis”, ele concluiu.

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Cientistas chineses criam modelo que reconhece emoções em pessoas surdas

Rafael Arbulu  

Olhar Digital

Um time de pesquisadores da Universidade Tianjin de Tecnologia, na China, criou um novo modelo de reconhecimento de emoções específico para pessoas surdas por meio da inteligência artificial (IA), preenchendo uma lacuna deixada por diversos outros estudos do tipo, mas que se concentram exclusivamente em pessoas sem impedimentos auditivos.

O novo modelo emprega diversas ferramentas de machine learning – um braço da (IA) – para criar uma base de dados que reconhece as diferentes reações do cérebro de pessoas surdas frente a estímulos em três pilares: positivo, neutro e negativo.

“Na comunicação diária com estudantes surdos, nós descobrimos que eles reconhecem as emoções de outras pessoas por meio de observação visual”, disse Yu Song, do time de cientistas envolvido no paper. “Comparados a pessoas sem dificuldades auditivas, também há diferenças na percepção de emoção pelos surdos, o que pode causar alguns problemas, como desvios psicológicos na rotina diária”.

Inicialmente, os pesquisadores analisaram expressões das emoções de 15 pessoas surdas, comparando o material à SEED, uma base de dados mundial de reconhecimento de emoções capturadas em eletrocardiograma (ECG), mas direcionada apenas a pessoas com audição normal.

“Normalmente, as funções do ECG são extraídas em domínios de tempo, frequência e misto para reconhecimento de emoções”, disse Song. “Isso porque a teoria da neurociência sugere que o processo cognitivo se reflete na propagação da informação do pelo cérebro e as diferentes interações em suas regiões. Então, decidimos desenvolver uma rede neural artificial nova para o reconhecimento emocional, que combinasse as informações coletadas por diferentes algoritmos”.

“Depois disso”, continuou Song, “nós extraímos as funções gerais e locais do cérebro e as aplicamos em nosso modelo, classificando o material coletado. Nossos resultados experimentais mostraram que o modelo proposto de machine learning pode ‘aprender’ tanto funções discriminadas como aquelas de domínio robusto, aprimorando a precisão do reconhecimento de emoções [em pessoas surdas]. Ao contrário de outros formatos de aprendizado aprofundados, o nosso modelo também pode ser aplicado em amostras pequenas de dados e com certeza reduz o risco de sobreposição de informações”.

Basicamente, o modelo de machine learning dos pesquisadores chineses teve maior exatidão no reconhecimento de emoções de pessoas surdas do que o de pessoas sem impedimentos auditivos. Uma possível razão para isso é o fato de que pessoas com esse tipo de deficiência não possuem um canal dedicado à “leitura” de emoções, então o entendimento delas para reações do tipo é mais simples.

Segundo Song, até mesmo fisicamente essas diferenças se manifestam: em estímulos emocionais tempestuosos (algo que cause imensa alegria, ou imensa tristeza / raiva, por exemplo), as pessoas com audição normal acionavam mais os lóbulos pré-frontal e temporal do cérebro. As pessoas surdas também usam esses dois (ainda que em menor intensidade e grau variável de ativação), mas adicionam o lóbulo occipital.

Esse tipo de estudo pode trazer diversas mudanças positivas. A primeira é o possível aprimoramento da compreensão de estados emocionais e como eles se manifestam nos cérebros de pessoas surdas – e como isso é diferente do processamento emocional de pessoas sem impedimentos auditivos.

Mais além, o novo modelo de reconhecimento emocional pode ser usado para identificar emoções em pessoas surdas tanto no ambiente de rotina como em panoramas clínicos. Desta forma, os pesquisadores podem se informar melhor no desenvolvimento de estratégias que reduzam a diferença de percepção emocional entre os dois públicos.

O paper foi publicado no jornal IEEE Sensors.

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YouTube proíbe todo conteúdo com informações falsas sobre vacinas

Por Lucas Soares, editado por André Lucena  

Olhar Digital

O YouTube está fechando o cerco contra a desinformação sobre a Covid-19 e agora está proibindo qualquer tipo de conteúdo com fake news sobre as vacinas que estão sendo usadas atualmente e foram aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A plataforma cita como exemplo vídeos falando que as vacinas causam efeitos colaterais além daqueles já reconhecidos pelas autoridades. Também é proibido falar que as vacinas não funcionam no combate contra a doença ou falar de ingredientes que não são usados na fabricação dos imunizantes.

YouTube contra a fake news de vacinas

O YouTube ainda cita nominalmente alguns exemplos de conteúdos proibidos, com algumas fake news tradicionalmente compartilhadas por grupos que são contra as vacinas. “Declarações de que as vacinas contêm substâncias que não estão na lista oficial de componentes, como material biológico retirado de fetos. Afirmações de que as vacinas contêm substâncias ou dispositivos para rastrear ou identificar as pessoas que as tomaram. Declarações de que as vacinas mudam a constituição genética da pessoa. Afirmações de que a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola causa autismo”, diz o texto.

Apesar disso, há exceções. O YouTube diz que vídeos com experiências pessoais dos criadores com as vacinas ou então contanto histórias dos imunizantes, incluindo seus fracassos, estão liberados. “Reconhecemos que há uma diferença entre compartilhar experiências pessoais e promover desinformação sobre as vacinas. Para resolver esse problema, ainda removeremos vídeos ou canais que incluírem outras violações da política ou que promovam continuamente desinformação sobre as vacinas”, explica.

Assim como outras redes sociais, o YouTube diz que desde o começo da pandemia está banindo vídeos com conteúdos antivacinas. Ao todo, mais de 130 mil vídeos que quebraram as regras sobre a Covid-19 foram apagados da plataforma.

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