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Próteses robóticas podem ser hipersensíveis com novos sensores de toque

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por André Lucena 

Olhar Dgital

Confeccionados a partir de espuma de grafeno 3D, os sensores planejados no projeto de pesquisa da Universidade do Oeste da Escócia (UWS) pretendem melhorar as habilidades motoras e a destreza das próteses robóticas.

O diretor do Institute of Thin Films da UWS e pesquisador principal do projeto, Des Gibson, conta que está animado com os avanços ocorridos na indústria robótica nos últimos anos, principalmente na área que investe nas capacidades sensoriais dos sistemas robóticos.

O pesquisador afirma que, “para que os robôs atinjam todo o seu potencial, sensores de pressão precisos, capazes de fornecer maior capacidade tátil, são necessários”.

Protéses robóticas

O material utilizado para a confecção desses sensores, o grafeno 3D, quando colocado sob pressão mecânica, muda dinamicamente sua resistência elétrica, detectando e adaptando-se facilmente à faixa de pressão necessária, do leve ao pesado, para realizar a atividade proposta.

O co-fundador e Diretor Científico da Integrated Graphene, Marco Caffio, que também faz parte do projeto, afirma que a “nova espuma de grafeno 3D, tem a capacidade de imitar a sensibilidade e o feedback do toque humano, o que poderia ter um impacto transformador na forma como a robótica pode ser usada para uma série de aplicações do mundo real, desde a cirurgia até a fabricação de precisão.”

Outros especialistas destacam a importância vital do uso de sensores de pressão dentro da robótica e da eletrônica vestível. O doutor Carlos Garcia Nunez, da Escola de Engenharia da Computação e Ciências Física da UWS os benefícios do uso da espuma de grafeno 3D, segundo ele trata-se de “um material avançado que oferece excelente potencial de uso em tais aplicações, devido às suas excelentes propriedades elétricas, mecânicas e químicas.”

O próximo passo da pesquisa buscará aumentar ainda mais a sensibilidade dos sensores, antes de desenvolver outras aplicações de uso em sistemas robóticos.

Via: SciTechDaily

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5G no Brasil: guia explica o que vai mudar com a nova tecnologia

Nova geração de internet oferece mais velocidade, mas vai demorar para chegar a todo o país. Tire dúvidas.

Por Alessandro Feitosa Jr e Victor Hugo Silva, g1

5G está ativado em algumas capitais do país e deve chegar nesta quinta-feira (4) a São Paulo. Nesses locais, é possível ter acesso à versão “pura” da tecnologia, que oferece mais velocidade. Até então, em larga escala, estava disponível apenas o chamado 5G DSS, versão mais limitada que é uma espécie de transição entre a quarta e a quinta geração da rede.

O prazo para todas as capitais receberem o 5G é 29 de setembro de 2022. Inicialmente, ele era até 31 de julho, mas dificuldades logísticas na importação de equipamentos fizeram a Anatel estender o prazo. A previsão é de o 5G chegará a todas as cidades no Brasil até dezembro de 2029.

A quinta geração de internet móvel promete uma revolução: conexão com velocidade ultrarrápida, avanços de tecnologias como carros que dirigem sozinhos e a possibilidade de ligar muitos objetos à internet ao mesmo tempo.

Veja perguntas respostas:

O que é o 5G?

É a nova geração de internet móvel, uma evolução da conexão 4G atual.

A promessa é que ela trará mais velocidade para baixar e enviar arquivos, reduzirá o tempo de resposta entre diferentes dispositivos e tornará as conexões mais estáveis.

5 mudanças do 5G na vida das pessoas

Essa evolução da rede vai permitir conectar muitos objetos à internet ao mesmo tempo: celular, carro, semáforo, relógio. Tudo isso já pode ser ligado ao 4G, mas é esperada uma melhoria na conexão.

O que significa Mbps, Gbps, MHz e GHz?

  • Hz: hertz, é a unidade de medida de frequência de ondas e equivale a um ciclo por segundo.
  • MHz: megahertz, representa 1 milhão de hertz (1 milhão de ciclos por segundo).
  • GHz: gigahertz, representa 1 bilhão de hertz (1 bilhão de ciclos por segundo).
  • Bps: bits por segundo, é a menor unidade medida de transmissão de dados por segundo.
  • Mbps: megabits por segundo, representa 1 milhão de bits por segundo.
  • Gbps: gigabits por segundo, representa 1 bilhão de bits por segundo.

O quanto ele é melhor que o 4G (na prática)?

A média da velocidade 4G no Brasil entre as quatro maiores operadoras é de 17,1 Mbps (megabits por segundo), de acordo com um relatório da consultoria OpenSignal de maio de 2021.

O valor pode variar de região para região, da operadora utilizada e até mesmo do horário em que uma pessoa acessa a rede.

Uma conexão 4G com excelente performance chega a próximo 100 Mbps, segundo Leonardo Capdeville, chefe de inovação tecnológica da TIM.

“Se fizermos uma analogia com o mundo real, 100 vezes mais rápido é a diferença de velocidade entre um ciclista de alta performance e um caça de guerra”, afirmou Capdeville.

Compare a velocidade de download nas redes 4G e 5G

O 5G, por sua vez, pode chegar à velocidade entre 1 e 10 Gbps – uma diferença de 100 vezes ou mais em relação ao 4G.

Nem sempre o 5G vai atingir as velocidades absolutas, mas a melhora pode ser significativa.

Infográfico mostra vantagens do 5G em relação ao 4G.  — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1

Infográfico mostra vantagens do 5G em relação ao 4G. — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1

Essa diferença diz respeito somente à velocidade. Mas o 5G também promete baixa latência, ou seja, um tempo mínimo de resposta entre um aparelho e os servidores de internet – aquele “delay” que acontece em ligações em vídeo, quando é preciso esperar uns segundos até que a pessoa do outro lado veja e ouça o que falamos.

“No 4G, quando é muito boa a latência, ela é de 50 a 70 milissegundos. No 5G, pode ficar de 1 a 5 milissegundos. Estamos falando em reduzir numa ordem de 10 vezes o tempo que uma informação leva para percorrer a rede”, disse Capdeville.

Outra característica do 5G que difere das gerações de rede anteriores é que ele poderá lidar com muito mais dispositivos ligados ao mesmo tempo. A conexão também será mais confiável, pois um aparelho vai poder se conectar com mais de uma antena ao mesmo tempo.

O que o 5G vai permitir?

Essas melhorias de velocidade, tempo de resposta e confiança na rede prometem abrir um leque de aplicações, segundo especialistas.

Tecnologias como os carros autônomos e a telemedicina devem avançar com o 5G, bem como a chamada “indústria 4.0” com toda a linha de produção automatizada. Cirurgias feitas remotamente, por exemplo, serão mais confiáveis quando a rede oferecer um tempo de resposta mínimo.

Wilson Cardoso, membro do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e diretor de soluções da Nokia na América Latina, lembra de usos da internet que passaram a ser possíveis com o 4G e faz um paralelo com a novidade.

“Não tínhamos Uber no 3G porque não as características que o Uber pede, de localização, de velocidade, não estavam disponíveis. Essas aplicações surgiram com as redes 4G espalhadas. Quando tivermos o 5G espalhadas, teremos sensores e novas aplicações”, afirmou.

É o caso dos carros autônomos. Eles já existem, mas o tempo de resposta do 4G ainda não é veloz o suficiente para evitar acidentes em situações extremas, além de não suportar tantos dispositivos conectados ao mesmo tempo.

O 5G também pode revolucionar o próprio smartphone, já que as altas velocidades permitiriam que muito do processamento de tarefas deixe de acontecer no chip do aparelho e passe a ser na nuvem, pegando emprestado a potência dos computadores. O mesmo pode acontecer com acessórios médicos, como pulseiras e relógios conectados.

Em termos práticos e do dia a dia, as videochamadas devem se tornar mais claras, a experiência de jogos on-line também deve ser aprimorada, as transmissões de vídeo ao vivo devem travar menos e perder sinal em meio a uma multidão não deve mais acontecer.

SAIBA MAIS: veja abaixo reportagem da GloboNews sobre o que muda

Tecnologia 5G deve trazer revolução na velocidade de comunicação ao Brasil

Quando ele chega à minha cidade?

A primeira capital a ter oferta em larga escala da quinta geração de internet móvel foi Brasília. O 5G “puro” também já foi habilitado em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre.

Algumas cidades chegaram a ter antes a ativação do sinal, em escala menor, como Franca (SP), Uberaba e Uberlândia, ambas em Minas Gerais, em uma faixa diferente da principal.

Mas para que todo o país tenha o 5G ainda vai levar um tempo. Primeiro porque não cobre toda a cidade de uma vez: em Brasília, a cobertura começou com 80% da área, por exemplo. E nem todos os assinantes têm acesso ao “5G puro”.

A expectativa de fontes ligadas ao setor ouvidas pelo g1 em 2021 era de que ainda levará de 2 a 4 anos, depois do leilão de frequências, que aconteceu em novembro daquele ano, para que o 5G esteja efetivamente disponível em diversos bairros das maiores cidades do país.

Como apontou o ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedra, em setembro último, o 5G vai exigir muito mais antenas do que o previsto no edital do leilão para entregar todo o seu potencial. Por isso, o serviço ficaria restrito a uma pequena área das capitais num primeiro momento.

No edital do leilão, estava previsto que o 5G deveria funcionar nas 26 capitais do Brasil, além do Distrito Federal, em julho de 2022.

“(…) a implantação do 5G em julho de 2022 seria apenas para inglês ver, sem efeitos práticos para quase a totalidade da nossa população”, disse Cedraz.

O cronograma oficial já teve que ser alterado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu estender esse prazo até 29 de setembro por questões técnicas.

As operadoras que venceram o leilão se comprometeram a investir em infraestrutura para oferecer a conexão, como instalação de fibras ópticas. Mas, segundo a agência, faltam equipamentos para elas fazerem a “limpeza da faixa” de 3,5GHz, que será usada pelo 5G, segundo a Anatel.

O procedimento é necessário porque essa faixa também é usada para transmissão do sinal da TV parabólica e o Ministério das Comunicações definiu que a implantação do 5G não prejudicaria as pessoas que assistem TV aberta e gratuita por meio dessa tecnologia de radiodifusão.

Quem usa esses equipamentos vai ter que trocar o aparelho por um digital, para não perder o sinal televisivo.

Para todas as cidades do Brasil com mais de 30 mil habitantes, o prazo de implantação ainda é julho de 2029. Veja o cronograma completo da Anatel:

  • 29 de setembro de 2022: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 100 mil habitantes
  • 31 de julho de 2023: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 50 mil habitantes
  • 31 de julho de 2024: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 30 mil habitantes
  • 31 de julho de 2025: capitais e Distrito Federal e cidades com mais de 500 mil habitantes tendo uma ERB a cada 10 mil habitantes
  • 31 de julho de 2026: cidades com mais de 200 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
  • 31 de julho de 2027: cidades com mais de 100 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
  • 31 de julho de 2028: pelo menos 50% das cidades com mais de 30 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
  • 31 de julho de 2029: todas as cidades com mais de 30 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes

Nos municípios com até 30 mil habitantes, a agência determina a instalação de até cinco estações rádio base, conforme o tamanho da população. Veja o cronograma para estas cidades:

  • 31 de dezembro de 2026: 30% dos municípios com até 30 mil habitantes
  • 31 de dezembro de 2027: 60% dos municípios com até 30 mil habitantes
  • 31 de dezembro de 2028: 90% dos municípios com até 30 mil habitantes
  • 31 de dezembro de 2029: 100% dos municípios com até 30 mil habitantes

Vai ser mais caro?

As operadoras geralmente não oferecem acesso exclusivo a um tipo de tecnologia de rede, mas cobram pela franquia de dados utilizada.

As empresas, porém, ainda não definiram se haverá reajustes nos preços de pacotes de dados. Essas definições deverão acontecer conforme a tecnologia chegue a uma cidade.

Em Brasília, algumas operadoras disseram que não cobrariam a mais. Outra prometeu serviço gratuito por 12 meses.

Vai funcionar no celular que eu já tenho ou vou ter que comprar um compatível? Precisa trocar o chip?

Será preciso ter um celular compatível com a tecnologia 5G. Em julho de 2022, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) listava cerca de 60 modelos homologados. Com o tempo, a tendência é que todos incorporem a compatibilidade, assim como aconteceu com o 4G.

Em alguns modelos também poderá ser necessária a troca do chip para uso do “5G puro”, o chamado “stand alone”, que é mais veloz.

O 4G vai acabar?

Não. Os celulares atuais continuarão funcionando nas redes 4G, 3G e 2G – essas conexões não deixarão de funcionar. Por isso, você não precisará de um aparelho compatível com o 5G para usar a internet.

Vai substituir a internet fixa?

Não. Embora o 5G seja muito potente e prometa velocidades maiores até do que as que temos em casa, a tendência é que a rede móvel sirva como um complemento.

Para conectar lâmpadas, aspiradores de pó, geladeiras, entre dezenas de outras coisas, o Wi-Fi ainda será a ponte para a internet.

“Para o 5G oferecer a velocidade, é preciso também chegar com a fibra óptica na antena”, explicou Eduardo Tude, presidente da Teleco, empresa de consultoria de telecomunicações.

Para o executivo, a internet fixa vai melhorar independente do 5G. A necessidade de se instalar mais cabos de fibra óptica nas cidades pode acelerar toda a infraestrutura.

O que é o 5G DSS, oferecido pelas operadoras desde 2020?

Desde 2020, algumas operadoras fazem propagandas sobre o 5G DSS, mas esse ainda não é o 5G “puro”. A sigla DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro, da sigla em inglês) é usada para uma tecnologia que funciona como transição entre a quarta e a quinta geração da rede.

Já o “5G puro” é chamado de SA ou “stand alone” (autossuficiente, na tradução para o português).

A tecnologia DSS usa as mesmas frequências do 4G e oferece uma velocidade maior, mas não chega a entregar o potencial máximo do 5G.

“Essa conexão vai ser importante no conceito futuro da rede 5G, quando a cobertura ainda for restrita. Às vezes você estará em uma região onde você não tem a cobertura total da quinta geração, mas você tem o 5G DSS que ajuda nessa continuidade de conexão”, afirmou Leonardo Capdeville, da TIM.

A promessa das operadoras que oferecem o 5G DSS no Brasil é de velocidades que chegam a 500 Mbps. No uso do dia a dia, os valores são menores, mas superam a média da velocidade do 4G (19,8 Mbps).

O que são as faixas do 5G?

As faixas do 5G são as frequências em que a rede opera. Uma analogia frequente para explicar as faixas são rodovias no ar por onde circulam os dados de internet.

É isso o que foi leiloado pelo governo brasileiro e permitirá que as operadoras passem a oferecer a conexão.

Ao comprar uma faixa, uma empresa pode fazer a exploração econômica (oferecendo conexão para as pessoas por exemplo), mas também precisa cumprir com obrigações previstas pela Anatel (veja mais abaixo quais são).

No Brasil, foram leiloadas faixas de frequência em quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz. As principais faixas para o 5G serão:

  • 3,5 GHz, que vão permitir conexões rápidas em longo alcance;
  • 26 GHz, chamada de faixa milimétrica e que vai permitir as aplicações com tempo mínimo de resposta, mas que exige a instalação de mais antenas por ter um alcance de sinal limitado.

A exigência de mais antenas na faixa de 26 GHz e as demandas de cobertura da Anatel são vistas como desafios pelo setor de telecomunicações, pois as regras para a instalação delas são definidas por cada município.

A Lei das Antenas, sancionada em 2015, foi criada para facilitar o processo de instalação de antenas de redes móveis.

Em 2020 um decreto presidencial regulamentou alguns aspectos, como o silêncio positivo, que permite a instalação dos equipamentos após 60 dias caso não haja manifestação por parte de órgãos ou entidades municipais – desde que o pedido siga em conformidade com a legislação.

O que as antenas parabólicas têm a ver com 5G?

O sinal de parabólicas hoje ocupa uma das faixas de frequência que serão do 5G. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu um prazo de 18 meses para que transmissão da TV aberta pare de funcionar nas parabólicas.

A agência determinou que esse sinal passe da banda C (faixa de 3,5 GHz), que será usada no 5G, para a banda Ku (outra faixa, que opera entre 10,7 GHz e 18 GHz).

A transferência inclui a distribuição e instalação de kits que permitam a recepção do sinal de TV aberta transmitido nessa banda Ku. Ou seja, a antena parabólica será substituída nas casas das pessoas por um outro equipamento que vai garantir o sinal de TV.

As operadoras de telecomunicações vão financiar a troca das velhas antenas por novas, menores, que operam em outra frequência, para beneficiários de programas de baixa renda que fazem parte do Cadastro Único do governo (CadÚnico).

O processo vai ser parecido com aquele que aconteceu quando houve a troca do sistema da TV analógica para a TV digital. A distribuição será de responsabilidade de uma entidade criada pelo governo federal.

Como vai funcionar a rede privada 5G do governo?

Uma portaria do Ministério das Comunicações com as diretrizes do leilão para o 5G, que basearam o edital, exigiu a criação de uma rede privada do governo. O objetivo é que ela funcione como um canal seguro para a comunicação estratégica das autoridades.

Os estudos preveem uma rede móvel de fibra óptica limitada ao Distrito Federal e uma rede fixa para atendimento dos órgãos públicos federais.

“Os conceitos de redes privativas nasceram antes do 5G, mas agora são muito mais aplicados. A gente vê vários países aplicando regulamentos de redes privativas para uso de segurança pública, como proposto na portaria da Ministério das Comunicações ou mesmo para usos industriais”, afirmou Wilson Cardoso, do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

“A rede privativa do governo faz sentido nesse ponto de vista, de criar uma rede apartada com características de segurança que a gente ainda não sabe, porque só define que existe essa rede e dedicada aos usos do governo federal. Não é nenhuma jabuticaba, é uma tendência global”, completou.

Essa rede privativa será criada por uma entidade administradora, que funciona como uma empresa. As empresas vencedoras do leilão precisarão fazer um aporte de R$ 1 bilhão para viabilizar a criação desta rede.

Essa companhia será formada por aqueles que vencerem os leilões e seu objetivo será executar as obrigações previstas no edital – os vencedores deverão depositar os valores previstos no documento.

O conselho dessa empresa terá representantes do Ministério da Comunicação, da Anatel e das vencedoras do leilão. Esses grupos discutirão detalhes técnicos, e a execução ficará por conta do corpo técnico da entidade administradora.

Ao final da construção da rede, ela será transferida para o governo.

Qual a arrecadação com o leilão do 5G?

Anatel informou que o leilão do 5G – a nova geração de internet móvel – movimentou R$ 46,79 bilhões. O valor ficou abaixo dos R$ 49,7 bilhões esperados inicialmente.

O que o governo exigiu como contrapartida no leilão?

Para permitir a instalação do 5G no Brasil, o governo federal determinou contrapartidas para cada passo dessa empreitada. Elas estão atreladas às faixas.

Cada uma das bandas (700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz) que serão leiloadas têm contrapartidas específicas:

700 MHz

  • Instalar antenas 4G ou superior nas cidades e trechos de estradas previstos em portaria do Ministério das Comunicações até 2025. As rodovias selecionadas para receber o sinal foram as consideradas estratégicas para o transporte de passageiros e para o escoamento da produção agropecuária, como a BR-163, BR-364, BR-242, BR-135, BR-101 e BR-116.

2,3 GHz

  • Cobrir com tecnologia 4G ou superior 95% da área urbana dos municípios com menos de 30 mil habitantes e que não possuem 4G.
  • Atender localidades previstas em edital com antenas 4G ou superior.

3,5 GHz

  • Construir backhaul (rede hierárquica de telecomunicações responsável por fazer a ligação entre o núcleo da rede e sub-redes periféricas) em uma lista de cidades até 2025. Essa demanda prevê levar fibra óptica a cidades atualmente sem esse tipo de infraestrutura.
  • Para os lotes nacionais, as empresas deverão instalar antenas 5G em cidades com 30 mil habitantes ou mais até o julho de 2029.
  • Para lotes regionais será obrigatório a instalação de antenas 5G nos municípios com menos de 30 mil habitantes até o final de 2029.
  • Pagar pela limpeza da faixa ocupada pelo sinal de parabólicas e transferência das operadoras de TV para a banda Ku.
  • Instalar rede de fibra óptica, via fluvial na região amazônica.
  • Construção de rede privada de comunicação para a administração pública federal.

26 GHz

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Nível de raios cósmicos vindo de fora do Sistema Solar é o mais baixo em seis anos

Flavia Correia  

Olhar Digital

Dados coletados por balões meteorológicos do Spaceweather.com e do Earth to Sky Calculus, que medem a força dos raios cósmicos na atmosfera superior, apontam que os níveis de radiação na camada acima do estado norte-americano da Califórnia caíram mais de 15% em relação a 2021. Isso representa o índice mais baixo dos últimos seis anos.

Segundo o levantamento, houve uma queda repentina nos níveis de raios cósmicos a partir de outubro do ano passado, sendo que em 23 de julho deste ano, o número atingiu sua taxa  mais baixa desde 2016.

Raios cósmicos são partículas de alta energia viajando quase à velocidade da luz, tendo sido ejetadas de galáxias distantes e supernovas de milhões de anos atrás. Os cientistas explicam que essa tendência de diminuição nos níveis de raios cósmicos é esperada, conforme o ciclo solar evolui em direção ao seu próximo pico (máximo solar).

A atividade solar segue ciclos de 11 anos, sobre os quais a frequência de tempestades solares e outras ejeções varia significativamente. Durante o máximo solar, há uma grande constância, caindo para menos de um por semana durante o mínimo solar. O mínimo solar mais recente foi em dezembro de 2019.

“Os raios cósmicos do espaço profundo são repelidos pela atividade solar; quando um sobe, o outro desce”, explica um comunicado do Earth to Sky Calculus, um grupo de entusiastas da ciência do ensino médio da Califórnia.

Mike Hapgood, chefe do Grupo de Meio Ambiente Espacial do RAL Space, no Reino Unido, explicou que isso tudo tem a ver com a incidência dos ventos solares. “O que faz com que os fluxos de raios cósmicos mudem é o nível de irregularidades no vento solar, especificamente as irregularidades nos campos magnéticos que o vento solar leva para longe do Sol”, disse ele em entrevista ao Newsweek. “Essas estruturas magnéticas dispersam raios cósmicos vindos do meio interestelar, e se a dispersão aumentar, ela desviará mais raios cósmicos do sistema solar interior, incluindo a Terra”.

À medida que os raios cósmicos entram na heliosfera — a parte do sistema solar que é dominada pelo campo magnético do Sol — eles são espalhados por irregularidades magnéticas no vento solar que flui para fora. Essencialmente, esse vento sopra os raios cósmicos, tornando mais difícil para eles alcançarem a Terra.

“As irregularidades são mais comuns no máximo solar porque [em primeiro lugar], os campos magnéticos no vento solar são mais fortes no máximo, e [em segundo lugar], são mais distorcidos pelas ejeções de massa coronal”, disse Hapgood.

Ejeções de massa coronal (CMEs) geralmente ocorrem nas áreas mais ativas da nossa estrela, quando linhas do campo magnético torcido no Sol subitamente se reconfiguram, fazendo com que sejam expelidas enormes plumas de plasma. 

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Cientistas descobrem relação entre autismo e microbiota do intestino

Layse Ventura  

Olhar Digital

Cientistas descobriram recentemente que a composição biológica do intestino pode contribuir para alguns dos sintomas mais característicos do transtorno do espectro do autismo (TEA).

O estudo, publicado na Neuroscience, foi realizado por pesquisadores da Universidade de Roma Tor Vergata e da Universidade da Calábria.

O que é o autismo?

O transtorno do espectro do autismo (TEA), popularmente conhecido apenas como autismo, é uma condição neurológica e de desenvolvimento que afeta a forma como os humanos se comunicam, aprendem coisas novas e se comportam.

Os sintomas do TEA podem incluir dificuldades em interagir com os outros e se adaptar a mudanças na rotina, comportamentos repetitivos, irritabilidade e interesses restritos ou fixados por coisas específicas.

Embora os sintomas do autismo possam surgir em qualquer idade, os primeiros sinais geralmente começam a aparecer nos primeiros dois anos de vida da criança.

Ainda que não se saiba as principais causas do autismo, descobertas anteriores sugerem que a doença pode ser causada pela interação de genes específicos com fatores ambientais.

Como foi feita a pesquisa?

No estudo, os pesquisadores examinaram dois grupos de camundongos. No grupo experimental, os animais receberam microbiota transplantada do intestino de crianças com TEA.

Enquanto isso, os camundongos do grupo controle foram expostos ao ácido valproico – um composto sintético com propriedades anticonvulsionantes – ainda no útero de suas mães.

O que eles observaram é que os camundongos que receberam o transplante de microbiota fecal apresentaram comportamentos autistas em comparação com os indivíduos do grupo controle.

Em termos da microbiota, eles perceberam o aumento de populações de Tenericutes e uma redução notável (p < 0,001) de Actinobacteria e Candidatus S. na região gastrointestinal dos camundongos que receberam o transplante.

Além disso, os pesquisadores também observaram no grupo experimental níveis elevados de fatores pró-inflamatórios tanto no cérebro quanto no intestino delgado.

Por fim,o autor Ennio Avolio e seus colegas verificaram que os camundongos que receberam o transplante de microbiota apresentaram comportamentos incomuns em testes de labirintos – o que pode estar ligado aos comportamentos observados em crianças e adultos com autismo.

A pesquisa avança, assim, no sentido de estabelecer se a microbiota intestinal pode de fato desempenhar um papel nos comportamentos sociais. Com isso, no futuro, os tratamentos de autismo poderão incluir dieta e saúde intestinal.

Via Medical Xpress

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Proteja seu perfil no LinkedIn com estas 4 dicas

Layse Ventura  

Olhar Digital

Quando pensamos em problemas de privacidade e rede social, certamente LinkedIn não é o primeiro nome que vem à mente. Porém, em tempos de golpes online cada vez mais sofisticados, você deve proteger suas informações pessoais, inclusive nesta rede social.

Para te ajudar com isso, veja a seguir quatro configurações que vão deixar seu perfil mais protegido.

1) Torne seu perfil anônimo

Toda vez que você vê um perfil no LinkedIn, o usuário é informado na ferramenta “Quem viu seu perfil”.

LinkedIn permite visualizar quem viu seu perfil
LinkedIn permite visualizar quem viu seu perfil. Imagem: LinkedIn / Reprodução

Essa é uma configuração padrão que pode ser desativada. No entanto, ao tornar seu perfil privado você também não saberá quem visualizou seu perfil sem que pague pela assinatura premium.

Para alterar a visibilidade, basta acessar este link no seu navegador e mudar para “Modo privado”. Já no aplicativo, você deve fazer o seguinte caminho: foto de perfil > Configurações > Visibilidade > Visualização de perfil > Modo privado.

2) Retire o lembrete de aniversário

Se você está preocupado que as pessoas saibam seu dia de aniversário, você pode retirar a informação da rede social. Afinal, para algumas pessoas pode ser assustador receber parabéns de antigos colegas.

No navegador, toque na sua foto e clique em “Ver perfil”. Na sequência, no primeiro bloco de informações, selecione o lápis e arraste a tela até encontrar “Editar informações de contato”. Na janela pop-up, remova o dia e o mês.

Como tirar aniversário do LinkedIn

3) Pare de sincronizar seus contatos

Outra dica para melhorar a privacidade de seu perfil no LinkedIn é desativar a sincronização de contatos. Em algum momento, você pode ter dado acesso a sua lista de telefones e e-mails e a rede social segue acessando esses dados para sugerir conexões e mostrar atualizações personalizadas.

Para desativar a sincronização, acesse este link no navegador e toque em “Remover tudo”.

Pelo aplicativo, o caminho é tocar a sua foto de perfil > Configurações > Preferências da conta > Opções de sincronização > Sincronizar contatos > Desmarcar a opção.

Pare de sincronizar os contatos do seu celular no LinkedIn

4) Bloqueie as atualizações do perfil

Cada vez que você edita seu perfil, você tem a opção de sinalizar a atualização às suas conexões no LinkedIn. Por um lado, isso é bom para sinalizar uma promoção. Porém, por outro lado, pode prejudicar sua relação no emprego atual se eles repararem que você está atualizando seu currículo online.

No navegador, acesse este link e deixe a opção desativada.

No aplicativo, acesse sua foto de perfil > Configurações > Visibilidade > Compartilhe atualizações do perfil com sua rede > Desative a opção.

Via Washington Post

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Hubble registra galáxias com formatos diversos surpreendentes

Layse Ventura  

Olhar Digital

O telescópio espacial Hubble registrou recentemente várias galáxias brilhantes contra o cenário escuro do espaço. Na imagem, é possível observar estruturas espirais e também irregulares na constelação de Hércules.

Galáxias registradas pelo Hubble em julho de 2022
Galáxias registradas pelo Hubble em 25 de julho de 2022. Imagem: ESA e W. Keel (Hubble & NASA) / Divulgação

A galáxia mais notável, chamada LEDA 58109 ou MCG+07-34-030, fica sozinha no canto superior direito da imagem. Ela tem um núcleo brilhante e exibe uma estrutura espiral, assim como a nossa própria Via Láctea.

Já no canto inferior esquerdo, você verá outros dois objetos que parecem se sobrepor: um núcleo galáctico ativo chamado SDSS J162558.14+435746.4 que obscurece parcialmente a galáxia SDSS J162557.25+435743.5. O aparente pico de luminosidade à direita por trás do núcleo galáctico ativo ocorre devido ao acréscimo de matéria por um buraco negro supermassivo no centro de sua galáxia hospedeira.

De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), esses últimos dois objetos estão mais distantes da Terra do que a galáxia LEDA 58109.

Normalmente, as galáxias são classificadas como espirais ou elípticas. No entanto, esta nova imagem do Hubble nos mostra que existem uma variedade de classificações possíveis, como galáxias que possuem um núcleo galáctico ativo luminoso e aquelas cujas formas desafiam a dicotomia espiral ou elíptica.

Outra contribuição dessa imagem é com relação a destacar a grande variedade de nomes possíveis para uma galáxia; algumas têm nomes curtos e outras muito longos.

“Isso se deve à variedade de sistemas de catalogação que mapeiam os objetos celestes no céu noturno. Nenhum catálogo é exaustivo e cobrem regiões sobrepostas do céu, de modo que muitas galáxias pertencem a vários catálogos diferentes”, explicou a ESA.

Via Space.com e ESA

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Trocar ou não, eis a questão: como identificar que seu celular chegou ao fim da vida útil

André Lucena  

Olhar Digital

Em um país onde há mais smartphones do que pessoas, é notório o quanto esses dispositivos se tornaram companheiros fiéis na rotina da maioria, ainda mais em tempos de aceleração e transformação digital. Afinal, são 242 milhões de celulares inteligentes em uso no Brasil, segundo o Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (FGVCia) da Fundação Getúlio Vargas. Ou seja, continuamos com mais de um smartphone por habitante em 2022.

No Brasil, inclusive, a cada TV vendida, vendem-se três celulares. Alguns fatores podem ser levados em consideração para esses números. A tecnologia muda tão rápido que um aparelho que era novo no ano passado pode ser considerado velho neste ano. Além disso, o lançamento recorrente de novos modelos leva a um número cada vez maior de celulares que vão caindo em desuso.

Atrelado a tudo isso, não podemos negar também quando nosso queridinho indispensável reivindica aposentadoria. O tempo chega para todos, não é mesmo? Problemas técnicos ou configurações defasadas dão o tom do momento. Quer ficar por dentro dos principais sinais de que a hora do seu celular chegou ou está se aproximando?

Bateria já não dura tanto

Chegar à metade do dia com o aparelho praticamente descarregado é uma frustração sem tamanho. Quanto mais antigo o smartphone for, menos a bateria durará. Caso suspeite de que ela está “viciada”, considere a troca do item. Se não, tal fato indica que o aparelho precisa ser substituído.

Lentidão e travamentos

Seja para abrir a câmera para fotografar aquele momento crucial ou algum arquivo importante, nada é mais desagradável do que a lentidão e os travamentos repentinos. Considere levá-lo a uma assistência técnica, e, por fim, analise a possibilidade de trocar o aparelho.

Superaquecimento

Outro sinal alarmante é o aumento da temperatura do celular. O problema é ainda maior quando isso acontece mesmo se o dispositivo estiver sendo pouco utilizado. Trata-se de um indício de que o aparelho já não consegue executar todas as tarefas como deveria.

Sistemas antigos

Aparelhos com sistemas operacionais desatualizados apresentam poucos recursos e funcionalidades. Isso sem contar o risco de segurança, porque não recebem mais correções.

Menos recursos

A cada novo lançamento, as fabricantes adicionam novos recursos aos aparelhos. Funcionalidades que ajudam na potência do dispositivo, como o carregamento mais rápido e a economia de energia, além de sensores que monitoram as atividades físicas sem a necessidade de uso de acessórios, também podem ser fatores levados em consideração para a troca.

Então, caso a vida útil do seu celular esteja chegando ao fim, por que não considerar a substituição por um aparelho recondicionado ou, ainda, uma assinatura Phone as a Service? Em vez de virar lixo eletrônico ou ocupar espaço no fundo da gaveta, muitos celulares podem esticar o fôlego e servir àqueles que buscam aparelhos de ponta a preços acessíveis.

Afinal, com a situação econômica atual e os novos comportamentos dos consumidores – que procuram por opções mais viáveis de experiência e não por posse de um serviço e/ou produto em si –, alternativas do tipo podem ser a saída perfeita.

*Felipe Moraes é Customer Experience da Leapfone, startup do segmento de Phone as a Service

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Confira as cinco maneiras mais prováveis para o Universo acabar (ou não)

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Tudo acaba um dia e, bem, isso deve incluir o Universo em que nós e tudo o que conhecemos vive. Felizmente não devemos presenciar esse fim que ainda deve demorar alguns muitos bilhões de anos (talvez mais) para acontecer. Mas, pensando no nosso conhecimento atual de astronomia e em tudo o que sabemos da origem do Universo, quais as formas mais prováveis dele… acabar? O site New Atlas fez um compilado com cinco hipóteses.

Como o universo pode acabar?

Não precisa nem dizer que há variações extremíssimas de temperatura envolvidas, explosões e a formação de buracos negros, né? Para dar início a essa empreitada, na tentativa de compreender o futuro do Universo, os físico começaram por observar eventos passados, como o início de tudo há 13,8 bilhões de anos: o Big Bang.

A teoria do Big Bang, que originou o espaço tal qual conhecemos, surgiu da hipótese de que toda matéria do universo estava concentrada em um único ponto do espaço e, por razões ainda desconhecidas, ela começou a se expandir com densidade e temperatura bem altas. Diante do desconhecimento de qual foi exatamente a causa da expansão do Universo, os físicos atribuem o feito à matéria escura.

Hipótese 1

Com isso em vista, a primeira hipótese levantada para o fim do Universo é de um processo que acontecerá em duas etapas, que provavelmente levará um ano googol (100 zeros) para acontecer.

Conhecido como “Grande Congelamento”, esse processo indica que a expansão do Universo provocará o desaparecimento das estrelas, pois elas teriam seus comprimentos de onda esticados até que a luz emitida por esses astros, dentro do espectro de cores visíveis, chegaria cada vez mais perto do vermelho até ultrapassá-lo. Assim, as estrelas -ou o que sobraria delas- ficaria totalmente invisível aos olhos humanos.

As estrelas seriam reduzidas à poeira e gás, até que não haja nenhum tipo de material suficientemente concentrado para gerar o nascimento de novas estrelas.

Na fase “degenerada”, apenas anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros existiriam. Entretanto, eles também estariam fadados ao desaparecimento. Enquanto umas estrelas de nêutrons esfriariam lentamente e se tornariam anãs negras invisíveis e inertes, outras entrariam em colapso e se transformariam em buracos negros.

No ano 10 tredecilhão de anos (43 zeros), não haverá nada além de buracos negros. E ainda assim, eles não seriam eternos, pois, de acordo com Stephen Hawking, esses fenômenos evaporam lentamente após emitir toda radiação contida neles.

Na fase final, ou fase das trevas, quase em 1 ano googol, luz e matéria seriam conceitos distantes. Neste momento, partículas soltas que vagariam sozinhas, a anos-luz de distância uma das outras, sem qualquer interação, por toda eternidade.

Hipótese 2

A segunda hipótese é conhecida por Big Rip, que significa “grande rasgo”. Nessa situação, a matéria escura acelera a sua expansão de forma a “rasgar” a realidade. Se ela expande, o universo observável diminui, e isso resulta em uma dissolução das forças fundamentais que mantém os sistemas, como o nosso Sistema Solar, as galáxias, estrelas e outros astros, coesos.

Logo, essa redução resultaria em uma divisão de todo tipo de matéria em átomos e átomos em partículas ainda menores. A última vítima de toda essa divisão seria o tecido do espaço-tempo.

Os cientistas que defendem essa hipótese, acreditam que, se isso ocorrer, o universo ainda tem 22 bilhões de anos de vida. Aqueles que são contrários a ela afirmam que esse cenário é pouco provável, pois envolve parâmetros que não são realistas.

Hipótese 3

Aqui, ao contrário da hipótese anterior, na qual a matéria escura expandia, a tendência é contrair. Uma possível contração do Universo, resultado de um cabo de guerra entre a gravidade e a matéria escura, que poderia levá-lo a um colapso em si mesmo.

Nesse caso, o universo atingiria a sua expansão máxima e voltaria a se contrair, como se fosse um elástico. Para isso a gravidade precisaria superar a expansão e desencadear a fase de contração.

Tudo começaria a se mover para o centro à medida que o universo encolhesse. Assim como nossa fase de expansão atual, nenhum ser vivo seria diretamente afetado, caso isso acontecesse – não até perto do fim do processo de contração.

Se essa hipótese fosse concretizada, as galáxias começariam a se fundir e as estrelas passariam a colidir. O maior problema nesse caso está na radiação emitida pelo fundo do Universo, de resíduos do Big Bang, porque à medida que os fótons ficam mais próximos do espectro azul, as estrelas passariam a não conseguir irradiar calor para fora de seus corpos e essa situação faria com que elas evaporassem.

Eventualmente, todo o conteúdo do universo seria esmagado, em um espaço muito pequeno, como um “Big Bang invertido”. Os diferentes cientistas que acreditam nessa hipótese dão diferentes estimativas de quando essa fase de contração pode começar.

Há quem acredite que será daqui um bilhão de anos, mas um estudo recente indicou que o início pode estar mais perto: em 100 milhões de anos.

É estimado que a fase de contração dure um bilhão de anos até chegar à unidade do “Big Bang invertido”.

Hipótese 4

Essa teoria surge como uma ramificação da anterior. Em vez de a concentração chegar ao ponto de fundir o Universo, ele, em determinado momento, voltaria a se expandir, graças a processos quânticos que levariam a uma inversão da rota. Essa inversão originaria um novo Big Bang e, consequentemente, um novo universo.

Nesse cenário ocorreria uma cadeia interminável de universos sendo criados e destruídos.

Hipótese 5

Como o melhor – nesse caso, a hipótese mais perturbadora – fica para o final, a decadência do espaço-tempo, também conhecida como “bolha de nada”, é apontada como uma das causas do fim do Universo.

De acordo com o físico teórico Edward Witten, que propôs a teoria em 1982, a decadência do espaço-tempo é “um buraco formado espontaneamente no espaço e se expandindo rapidamente para o infinito, empurrado para o infinito qualquer coisa que encontrar”.

Ele parte do princípio de que o universo busca por estabilidade e a teoria quântica de campos indica que o vácuo, largamente presente no Universo, é um sistema de baixíssima energia, que passou de um estado com alta energia, para um estado com menor energia até se estabilizar nesse estado de energia baixíssima energia.

Os físicos acreditam que todos os campos quânticos conhecidos já atingiram o seu estado de equilíbrio, exceto um: o campo de Higgs. Ele parece estar estável, mas a previsão é de que o estado atual não seja o seu estado de energia mais baixa.

O mais assustador é que ele pode ser alterado sem aviso prévio. Inclusive, a mudança de estado pode acontecer neste momento. Se ele fosse alterado, ninguém saberia ainda quais seriam as consequências. Uma coisa é certa, provavelmente as leis da natureza tal qual conhecemos seriam reescritas. Na pior das hipóteses toda a matéria seria destruída.

Entretanto, a boa notícia é que há muita incerteza a respeito dessa ideia. O campo de Higgs também pode ser mais estável do que se suspeita. Afinal, a descoberta do bóson de Higgs foi feita recentemente, então, ainda é preciso de mais estudos sobre o tema.

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Rússia diz para NASA que deve ficar na ISS até 2028

Lucas Soares 

Olhar Digital

Após anunciar que deixaria a Estação Espacial Internacional (ISS) após 2024, a Rússia parece ter explicado melhor sua ideia. Pelo menos é o que a agência espacial do país, Roscosmos, informou para a NASA. As duas praticamente dividem a operação da ISS (apesar de outras agências, como a europeia, também atuarem por lá) e o trabalho em conjunto é fundamental para a manutenção das operações.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a chefe de operações da NASA, Kathy Lueders, foi informada pelos russos que o país gostaria de manter astronautas na ISS até que sua própria estação esteja pronta. Como noticiado pelo Olhar Digital, a expectativa é que as operações da unidade inteiramente russa no espaço comecem em 2028.

Além disso, Lueders explicou que até o momento não há nenhum sinal de que o trabalho conjunto das duas agências na ISS será interrompido. “Não temos nenhum indício, em nenhum nível de trabalho, de qualquer mudança”,explicou para a agência.

É bem verdade que 2028 é praticamente o ano limite para a ISS. Segundo a própria NASA, o tempo de uso da estação é até 2030 e após isso ela deve ser aposentada por completo. O acordo atual entre as duas agências é válido até 2024, com os americanos querendo estender até justamente 2030 e, aparentemente, os russos apenas até 2028.

Yuri Borisov, o novo chefe da Roscosmos, a agência espacial da Rússia, revelou na terça-feira (26) que o país realmente decidiu deixar a ISS, mas apesar da dura declaração e da validade atual do acordo, ele não garantiu uma data para a saída. “A decisão de deixar a estação após 2024 foi tomada”, declarou. Ou seja, a nova informação não necessariamente desmente Borisov, apesar de colocar uma pulga atrás da orelha nos prazos russos.

Divisão entre Rússia e EUA na ISS

É comum dizer que a ISS tem um “lado russo” e um “lado americano” (embora a realidade seja um pouco mais complexa), e astronautas dos dois países são presença constante nas tripulações que se revezam em órbita a cada seis meses.

Além disso, a própria estrutura da ISS garante a cooperação entre seus membros. O “lado russo” depende de painéis solares no “lado americano” para obter energia elétrica, e estes dependem dos russos para, basicamente, manter a estação “no lugar”.

Isso porque, mesmo a mais de 400 km da superfície, ainda há atrito entre a estação e a atmosfera da Terra, o que faz com que a velocidade e a altitude do laboratório orbital sejam constantemente reduzidas. Por isso, são necessárias manobras periódicas para compensar essa “queda”, feitas usando os propulsores das espaçonaves russas que regularmente visitam a estação.

Mesmo acreditando que a Rússia não deixaria o programa, algumas alternativas vêm sendo testadas. Em junho, uma nave Cygnus da norte-americana Northrop Grumman que estava conectada à estação depois de deixar uma carga útil para a tripulação, realizou uma manobra de impulso operacional pela primeira vez, com o intuito de testar essa capacidade funcional até então executada apenas pelas cápsulas Progress, da Rússia.

Além disso, embora os veículos Dragon da SpaceX não tenham propulsores orientados para executar tal manobra, Lueders disse que a empresa está estudando incluir essa “capacidade adicional” em suas cápsulas de carga. 

Segundo Lueders, a NASA estaria olhando para essas capacidades apenas como “flexibilidades operacionais”. No entanto, se a agência tivesse um meio independente de impulsionar a estação e realizar manobras de evasão de detritos, os EUA provavelmente conseguiriam dirigir a estação sem a parceria russa.

Ocorre que, conforme destaca o site Ars Technica, ninguém na NASA realmente gostaria que isso acontecesse. E um dos pontos principais para essa resistência, segundo Lueders, é que a relação colaborativa entre os países membros da ISS representa um símbolo importante para a cooperação humana em um mundo repleto de conflitos.

“A ISS é uma parceria internacional que foi criada com dependências conjuntas, o que a torna um programa incrível. É um lugar onde vivemos e operamos no espaço, de forma pacífica”, disse ela. “E eu realmente sinto que esta é uma boa mensagem para nós, que estamos operando pacificamente e seguros agora e seguindo em frente. Se a parceria se rompesse [devido às tensões geopolíticas], seria muito triste”.

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LibreOffice resolve três falhas de segurança

Karol Albuquerque  

Olhar Digital

Três falhas de segurança do pacote de produtividade LibreOffice foram resolvidas. Os mantenedores do pacote de softwares de escritório de código aberto anunciaram a correção, que incluía um problema de execução de código arbitrário, rastreado como CVE-2022-26305.

Essa falha foi classificada como execução de macros não confiáveis. Isso por causa da validação inadequada do certificado. O problema podia levar à execução de macros maliciosas. Normalmente, o pacote executa macros apenas se estiverem armazenados em local de arquivo confiável.

“Existe uma vulnerabilidade de validação de certificado imprópria no LibreOffice onde determinar se uma macro foi assinada por um autor confiável era feita apenas combinando o número de série e a string do emissor do certificado usado com o de um certificado confiável. Isso não é suficiente para verificar se a macro foi realmente assinada com o certificado”, diz o comunicado dos mantenedores.

Ainda segundo a equipe, um hacker poderia criar um “certificado arbitrário com um número de série e uma string de emissor idêntica a um certificado confiável que o LibreOffice apresentaria como pertencente ao autor confiável, potencialmente levando o usuário a executar código arbitrário contido em macros indevidamente confiáveis”.

Se o nível de segurança macro estiver definido como muito alto ou se o usuário não tiver certificados confiáveis, a falha não pode ser explorada. Além dela, o outro problema corrigido no software de escritório foi um vetor de inicialização estático. Ele permitia recuperar senhas para conexões da Web sem a senha mestra.

“O LibreOffice suporta o armazenamento de senhas para conexões web no banco de dados de configuração do usuário. As senhas armazenadas são criptografadas com uma única chave mestra fornecida pelo usuário. Existe uma falha no LibreOffice onde o vetor de inicialização necessário para criptografia era sempre o mesmo, o que enfraquece a segurança da criptografia tornando-os vulneráveis ​​se um invasor tiver acesso aos dados de configuração do usuário”, segue a nota.

Por fim, o problema relacionado ao uso de chaves mestras fracas, rastreado como CVE-2022-26307. Mal codificada, ela resultou no enfraquecimento da entropia de 128 para 43 bits. Assim, as senhas armazenadas ficavam vulneráveis ​​a um ataque de força bruta se um invasor tivesse acesso à configuração armazenada dos usuários.

Via: Security Affairs

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