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NUVEM DE TAGS

Técnicas inéditas são usadas para encontrar novas espécies de micróbios

Pesquisadores encontraram 12.556 novas espécies sem ter que cultivá-las em laboratório; metagenômica foi uma das técnicas utilizadas

Leticia Riente, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Uma equipe internacional de cientistas descobriu 12.556 novas espécies de micróbios. Apesar de não ser a primeira vez que pesquisadores fazem uma descoberta desta natureza, o novo estudo torna-se inovador considerando que as espécies não foram encontradas por meio do cultivo em laboratório, mas sim por meio de outras técnicas de sequenciamento. O resultado das análises foi publicado na Nature Biotechnology na segunda-feira (9).

Cabe destacar que o objetivo do trabalho foi analisar amostras de uma grande variedade de áreas para preencher alguns espaços existentes no conhecimento humano sobre micróbios.

Metagenômica

Uma das técnicas utilizadas pelos cientistas para a descoberta dos micróbios foi a chamada metagenômica. De acordo com o geneticista e primeiro autor do estudo, Stephen Nayfach, a equipe foi capaz, por meio desta estratégia, de reconstruir milhares de genomas montados em metagenoma (MAGs, na sigla em inglês) diretamente a partir de amostras ambientais sequenciadas, sem a necessidade de cultivar os micróbios em laboratório. “O que torna este estudo realmente diferente dos esforços anteriores é a notável diversidade ambiental das amostras que analisamos”, acrescenta o pesquisador.

Para que o estudo fosse possível, os pesquisadores tiveram acesso a um enorme banco de dados com mais de 10 mil metagenomas. Isso quer dizer que nos arquivos, a equipe pôde encontrar material genético de uma amostra ambiental. A partir das informações coletadas, os cientistas puderam extrair e clonar qualquer DNA e, então, sequenciar este material utilizando fitas de genoma, mesmo antes de tentarem encaixar esses pequenos pedaços de DNA novamente todos juntos.

Binning

Para unir novamente as amostras, outra técnica inovadora foi utilizada pelos cientistas. Por meio da denominada binning, a equipe foi capaz de juntar 52.515 MAGs.

“Realizamos montagem metagenômica e binning em 10.450 metagenomas globalmente distribuídos de diversos habitats, incluindo oceano e outros ambientes aquáticos, humanos e ambientes associados a hospedeiros animais, bem como solos e outros ambientes terrestres, para recuperar 52.515 MAGs” destacou a equipe.

Mas a real descoberta ocorreu neste ponto da pesquisa, quando os estudiosos observaram que 12.556 das mais de 50 mil MAGs nunca haviam sido sequenciadas antes. Sobre a importância da descoberta, os cientistas afirmam que “o catálogo expande a diversidade filogenética conhecida de bactérias e arqueas em 44%”.

“Olhando pela árvore da vida, é impressionante quantas linhagens não cultivadas são representadas apenas por MAGs”, falou Nayfach. “Embora esses genomas sejam imperfeitos, eles ainda podem revelar muito sobre a biologia e a diversidade de micróbios não cultivados”, revelou o cientista, explicando ainda que muitas vezes faltarão partes do genoma se as análises forem feitas por meio de binning.

Fonte: Science Alert

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Duas chuvas de meteoros vão iluminar o céu nesta semana; entenda

Leonídeos e Taurídeos podem trazer de três a dez meteoros por hora. Confira as dicas e horários para observar

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Se você está procurando um “estrela cadente” para realizar um pedido, fique atento: nesta semana você terá duas boas oportunidades, graças às chuvas de meteoros taurídeos e leonídeos. Uma delas tem seu pico nesta semana, enquanto outra já está visível e chega ao ápice na próxima terça-feira (17).

Os Taurídeos

O primeiro “pico” é o dos meteoros Taurídeos, que tem esse nome pois parecem emanar da constelação de Touro. Ele acontecerá na madrugada de 12 de novembro, às 2h (horário de Brasília). Mas se você estiver em um local com céu limpo, pouca poluição luminosa e um pouco de sorte, poderá ver alguns meteoros antes mesmo desta data.

Considerando um observador em Brasília, a constelação de Touro aparecerá no horizonte a partir das 19h, entre o oeste e o noroeste. Sua melhor chance de observar algo é por volta da 01h00, quando ela estará no ponto mais alto do céu.

Entretanto, esteja ciente de que os Taurídeos são uma chuva de meteoros de baixa intensidade. Segundo o site In the Sky, um observador em um local com céu limpo e escuro (sem poluiçao luminosa e durante a Lua Nova, por exemplo) pode esperar ver de três a cinco meteoros por hora.

Os Leonídeos

Já o pico da chuva dos Leonídeos será às 09h (horário de Brasília) do dia 17 de novembro, e devido ao horário não será visivel nos céus do Brasil. Mas assim como os Taurídeos, você poderá ver meteoros antes mesmo desta data, e até o dia 30 de novembro, embora em menor intensidade.

Os meteoros tem esse nome pois parecem emanar da constelação de Leo (o Leão), que começa a surgir no horizonte, ao leste, a partir da 01h (horário de Brasília) e estará completamente visível no céu a partir das 03h.

Os Leonídeos são restos do cometa 55P/Tempel-Tuttle. Segundo cálculos do site In the Sky, em condições ideais será possível ver até 10 meteoros por hora.

Como se orientar

Para facilitar a orientação e saber em que direção olhar, é importante identificar os principais pontos cardeais. Para isso, você pode usar um velho truque por meio de uma bússola ou app de astronomia em seu celular.

O velho truque é baseado numa frase que você deve ter aprendido na escola: “o sol nasce a leste e se põe a oeste”. Fique em pé e estique os braços, com o direito apontando para o nascente, e o esquerdo para o poente. Então você terá o leste à direita, o norte à frente, o oeste à esquerda e sul atrás de você.

Quanto às bússolas, quem usa um iPhone não precisa de um app extra: basta usar o “Bússola”, que é parte do iOS. Para Android minha recomendação é o “Apenas uma bússola”, da PixelProse SARL, que é bonito, simples, gratuito e, mais importante, sem anúncios.

Outra opção é usar um app de astronomia, que usa a bússola do celular junto com sua localização obtida via GPS identificar o que você está apontando ou indicar para onde olhar. Uma boa opção é o Sky Safari, da Simulation Curriculum Corp, que está disponível em versões para Android e iOS e pode ser usado gratuitamente. 

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Pesquisa revela molécula gravitacional que coexiste em dois buracos negros

Feito é o mesmo que ocorre com elétrons e hidrogênio; descoberta pode nos ajudar a entender a matéria escura

Rafael Arbulu, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Um time de pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, publicou um estudo que teoriza a existência de uma “molécula gravitacional” que coexiste na órbita de dois buracos negros, de forma similar ao que se vê com elétrons ao redor do hidrogênio. Segundo os especialistas, o comportamento desta estranha partícula pode nos levar a melhores compreensões sobre a identidade da chamada matéria escura e a natureza do espaço-tempo.

Matéria escura é o nome atribuído por astrônomos a um tipo de matéria responsável por cerca de 27% da densidade de energia de todo o universo, que não interage sob nenhuma forma com outras matérias, exceto pelo campo gravitacional. Desta forma, ela não pode ser propriamente “vista” e sua identificação se dá pela influência que ela exerce em outros objetos em seu campo gravitacional.

Dentro do jargão astronômico, nós podemos descrever uma partícula elementar – como um elétron – por três variáveis: massa, rotação e carga elétrica. Estes mesmos três pilares também servem para descrever buracos negros no espaço. Um átomo, por exemplo, pode ser escrito como um pequeno núcleo envolvido por um campo de elétrons. O campo, por sua vez, responde o núcleo, permitindo que elétrons apareçam em situações e áreas específicas.

De forma similar, você pode descrever um buraco negro da mesma forma: esse fenômeno é geralmente atrelado à palavra “singularidade”, que cientistas afirmam ser o ponto onde a massa e o campo gravitacional de um objeto no espaço torna-se infinito. Agora, imagine essa singularidade como um núcleo envolvido por um campo escalar (uma ferramenta matemática que nos permite saber o que esperar conforme viajamos de um ponto a outro no universo), tal qual vimos com o exemplo do átomo e seu campo de elétrons.

Neste cenário, os cientistas argumentam que o campo escalar responde à presença do buraco negro, permitindo que partículas correspondentes apareçam em certas regiões tal qual um elétron. Mais além, assim como moléculas diatômicas (dois elétrons na mesma molécula), os campos escalares também podem ser observados ao redor de dois buracos negros.

Basicamente, os especialistas descobriram que os campos escalares “imitam” o comportamento visto no exemplo do átomo, conferindo à partícula descoberta o apelido de “molécula gravitacional”.

Reprodução

Imagem conceitual de um buraco negro. Fonte: Reprodução / Nasa

Natureza da matéria escura

O estudo completo, publicado no Arxiv, tem muito mais detalhes para os entusiastas das pesquisas do espaço, mas o argumento prático desta descoberta é o de que, hoje, nós não temos a menor compreensão da natureza da matéria escura e da energia gerada por ela, mas há quem argumente que ambas sejam feitas em um ou mais campos escalares.

Se este for mesmo o caso, então isso significaria que a matéria escura viria a existir ao redor de um sistema binário de buracos negros. Entretanto, estes corpos não são infinitos: eventualmente, dois buracos negros se colidirão e passarão por uma fusão, formando um único buraco negro. Os campos escalares que supostamente formam a matéria escura afetariam as ondas gravitacionais formadas por tais colisões, o que significa que nós poderíamos, em tese, detectar energia e matéria escuras com maior sensibilidade e precisão.

Finalmente, se a existência das moléculas gravitacionais acabar sendo comprovada, futuramente nós podemos adquirir a capacidade de entender melhor os campos mais escondidos do universo.

Fonte: Arxiv

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Pesquisadores britânicos testam aspirina no tratamento da Covid-19

Estudo envolve 2 mil voluntários no Reino Unido e quer descobrir se o medicamento amplamente distribuído pode reduzir efeitos da doença

Rafael Arbulu, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Um novo estudo vem sendo conduzido por cientistas na Inglaterra e pode trazer benefícios ao mesmo tempo baratos e bem fáceis de adquirir para pacientes já infectados pela Covid-19. De acordo com informações do New York Times, pesquisadores que integram o time da Avaliação Aleatória de Terapia e Recuperação da Covid-19 (do inglês: “Randomized Evaluation of Covid-19 Therapy or Recovery trial”) estão avaliando os possíveis efeitos positivos da “aspirina” em pacientes hospitalizados pelo novo coronavírus.

Os testes não têm um prazo específico de duração, mas envolvem cerca de 2 mil voluntários em 176 hospitais espalhados pela Grã-Bretanha, e é o maior estudo voltado a tratamentos clínicos do mundo para a doença que já chegou a 50 milhões de infecções no planeta.

Pelo que informaram os cientistas, pacientes da COVID-19 são propensos a desenvolver coágulos sanguíneos durante o percurso da infecção, bloqueando o fluxo do sangue para os órgãos essenciais e causando problemas como infartos, derrames e outras complicações. Entretanto, o uso da aspirina (ou “ácido acetilsalicílico”) foi observado em recente pesquisa como um possível redutor do índice de coágulos, efetivamente eliminando a necessidade de internação em unidades de terapia intensiva.

Para o novo teste, os cientistas vão administrar uma dose diária de 150 miligramas (mg) de aspirina nos pacientes, observando os resultados ao longo de uma internação de 28 dias, além de avaliar a necessidade de ventilação mecânica ou, em casos mais extremos, óbitos.

“Nós não recomendamos às pessoas que tentem isso em casa”, disso o doutor Martin Landray, um dos líderes da Avaliação Aleatória, ressaltando que o efeito anticoagulante da aspirina pode causar sangramentos em excesso e até mesmo complicar hemorragias. “Estamos dizendo que há boas razões científicas de que os coágulos sejam um problema junto da COVID-19, e há boas razões para acreditar que os efeitos da aspirina nas plaquetas – as partes mais ‘pegajosas’ do sangue – pode melhorar isso”.

Os resultados preliminares deste teste devem ser divulgados até o final de janeiro de 2021.

Fonte: The New York Times

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Virgin Galactic deve realizar voo suborbital nas próximas semanas

Primeiro teste a partir da base da empresa no deserto de Mojave, nos EUA, deve ocorrer entre os dias 19 e 23 de novembro

Rafael Rigues 

Olhar Digital

A Virgin Galactic pretende realizar o primeiro voo suborbital a partir do Spaceport America, sua base no deserto de Mojave, nos EUA, entre os dias 19 e 23 de novembro. A informação consta em um relatório para investidores divulgado pela empresa na última quinta-feira (5).

Segundo a empresa este voo terá apenas um piloto e co-piloto a bordo, mas incluirá “cargas que gerarão renda”, como parte do programa de oportunidades de voo da Nasa. O principal objetivo da Virgin Galactic são os voos turisticos suborbitais, que devem começar em 2021 após um voo inaugural com seu fundador, Sir Richard Branson, a bordo.

Esta não será a primeira vez que a espaçonave, chamada VSS Unity, decola. Ela já passou por dois testes anteriores. Em um deles, em 2019, Beth Moses, instrutora chefe de astronautas da empresa, acompanhou dois pilotos em um voo suborbital.

Uma missão da VSS Unity não é como o lançamento de um foguete da SpaceX. A espaçonave decola presa a uma “nave mãe” chamada VMS Eve, que a leva a uma altitude de 50 mil pés (cerca de 15 km) antes de soltá-la.

Reprodução

Interior da cabine da VSS Unity. Imagem: Virgin Galactic

Segundos após ser libertada, a VSS Unity aciona seus foguetes e sobe a uma altitude de mais de 80 km antes de retornar à Terra e pousar como um avião convencional. No ápice da trajetória, os passageiros irão experimentar momentos de gravidade zero.

De acordo com a Federação Aeronáutica Internacional (FAI) o espaço começa a 100 km de altitude, limite conhecido como a Linha Kármán. Porém, nos EUA, qualquer pessoa que ultrapasse uma altitude de 80 km é considerada um astronauta.

600 “futuros astronautas” já reservaram assentos em voos futuros, e cada um deve custar ao menos US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão em conversão direta) por cliente. No ano passado a empresa divulgou os trajes que serão usados por turistas, e recentemente apresentou o design da cabine de passageiros.

Fonte: Virgin Galactic 

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Cientistas regeneram células do nervo óptico de camundongo

Recuperação foi possível com proteína conhecida como protrudina, que estimulou a cura de lesões nas retinas da cobaia

Thais Reis, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Os cientistas da Universidade de Melbourne, na Austrália, descobriram uma nova maneira de regenerar células do nervo óptico danificadas retiradas de camundongos e cultivadas em uma placa de Petri. A pesquisa, publicada na Scientific Reports, mostra que este desenvolvimento pode levar a potenciais tratamentos para doenças oculares no futuro.

Danos às células nervosas crescidas causam consequências irreversíveis e que alteram a vida, porque uma vez que as fibras nervosas amadurecem, elas perdem sua capacidade de regenerar após lesão ou doença.

Os novos experimentos mostram como a ativação de parte do mecanismo regenerativo de uma célula nervosa, uma proteína conhecida como protrudina, pode estimular os nervos do olho a crescerem novamente após a lesão.

Com mais pesquisas, a conquista é um passo em direção a futuros tratamentos para glaucoma, um grupo de doenças oculares que causam perda de visão ao danificar o nervo óptico (que liga o olho ao cérebro).

“O que vimos é a regeneração mais forte de qualquer técnica que usamos antes. No passado, parecia impossível sermos capazes de regenerar o nervo óptico, mas esta pesquisa mostra o potencial da terapia genética para fazer isso”, disse o oftalmologista Keith Martin, da Universidade de Melbourne.

Pesquisa está nos estágios iniciais

Tentativas semelhantes de restaurar a visão em camundongos e alguns resultados promissores já foram vistos antes. Em 2016, os cientistas conseguiram regenerar uma pequena fração das células ganglionares da retina em camundongos adultos ativando um botão de crescimento dormente. Além disso, mostraram essas novas células nervosas na parte de trás do olho reconectadas à parte direita do cérebro.

Em 2012, outro estudo restaurou parcialmente a visão simples de ratos adultos após regenerar os nervos ao longo de todo o comprimento da via óptica.

A pesquisa atual ainda está em seus estágios iniciais e se concentrou em compreender precisamente como a protrudina, uma molécula de estrutura presente nos neurônios em formação, funciona para apoiar o crescimento celular.

É sempre bom ter algumas opções, porque não há garantia de que resultados promissores em estudos com ratos se traduzam em tratamentos seguros e eficazes para as pessoas.

Nesse estudo, os cientistas estimularam as células nervosas do olho a produzirem mais protrudina, para ver se isso ajudaria a proteger as células de danos e até mesmo a reparar após lesões.

Primeiro, em células nervosas ópticas cultivadas em um prato, os pesquisadores mostraram que o aumento da produção de protrudina estimulou a regeneração de células nervosas que haviam sido cortadas por um laser. Seus axônios delgados se regeneraram em distâncias mais longas e em menos tempo do que as células não tratadas.

Petrova et al/Reprodução

Setas vermelhas em 0 h após a lesão mostram o ponto da lesão; setas brancas traçam o caminho de um axônio em regeneração. Imagem: Petrova et al/Reprodução

Em seguida, camundongos adultos receberam terapia genética – uma injeção direta no olho – contendo instruções para que as células nervosas aumentassem a produção de protrudina. Por mais doloroso que pareça, esse procedimento pode realmente ser feito com segurança em pessoas (a injeção, isto é, ainda não a terapia genética).

Algumas semanas e uma lesão no nervo óptico depois, esses ratos tinham mais células nervosas sobreviventes em suas retinas do que o grupo de controle.

Próximos passos

Em um experimento final, os cientistas usaram retinas inteiras de camundongos removidos duas semanas depois de dar a eles um reforço de protrudina, para ver se esse tratamento poderia prevenir a morte de células nervosas.

Os pesquisadores descobriram, três dias depois, que estimular a produção de protrudina foi quase totalmente neuroprotetor, com essas retinas não exibindo nenhuma perda de neurônios [retinais]. Normalmente, cerca de metade dos neurônios da retina removidos dessa forma morrem em alguns dias.

Pikrepo/Reprodução

Pesquisa também pode encontrar forma de regenerar espinhal dorsal. Imagem: Pikrepo/Reprodução

“Nossa estratégia se baseia no uso de terapia gênica – uma abordagem já em uso clínico – para entregar protrudina no olho. É possível que nosso tratamento possa ser desenvolvido como uma forma de proteger os neurônios da retina da morte, bem como estimular o crescimento de seus axônios”, disse Veselina Petrova, estudante de neurociência da Universidade de Cambridge.

No entanto, é importante notar que estamos muito longe de restaurar a visão em uma pessoa. Assim, uma das próximas etapas será verificar se a protrudina tem o mesmo efeito protetor em células retinais humanas em cultura.

Os cientistas que publicam este trabalho também planejam estudar se a mesma técnica poderia ser usada para reparar neurônios danificados após lesão da medula espinhal.

“Os tratamentos identificados dessa forma costumam ser promissores na medula espinhal lesada. É possível que a protrudina aumentada ou ativada possa ser usada para impulsionar a regeneração da medula espinhal lesada”, comentou Petrova.

Fonte: Science Alert

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Astronautas da segunda missão tripulada da SpaceX chegam ao local de lançamento

Missão será composta por quatro tripulantes e tem como destino a Estação Espacial Internacional

Luiz Nogueira 

Olhar Digital

No último domingo (8), quatro astronautas que participarão do segundo lançamento tripulado da SpaceX chegaram ao Kennedy Space Center, na Flórida, local de onde o foguete deve ser enviado ao espaço no próximo fim de semana.

Para a Nasa, essa iniciativa marca o início das viagens regulares à Estação Espacial Internacional a partir de empresas privadas. O primeiro voo do tipo promovido pela SpaceX, que ocorreu no começo deste ano, teve metade dos astronautas do atual.

Ao dar as boas-vindas aos tripulantes da missão, Jim Bridenstine, administrador da Nasa, falou sobre os riscos da iniciativa. “Não se engane: todo voo é um voo de testes quando se trata de viagem espacial. Mas também é verdade que precisamos ser capazes de ir rotineiramente à Estação Espacial Internacional”, comenta.

A tripulação, composta por três americanos e um japonês, será enviado ao espaço em um foguete com lançamento programado para o próximo sábado (14). Estima-se que essa seja uma viagem rápida, que durará menos de nove horas.

Por conta dos problemas enfrentados pelo mundo em 2020, os astronautas nomearam a cápsula de Resilience. Para garantir que não sofram com uma possível infecção do novo coronavírus no espaço, todos eles ficaram confinados por cerca de duas semanas e tomaram diversas precauções de segurança – como distanciamento social e o uso de máscaras.

“Tem sido um ano difícil para todos por diversos motivos. Sentimos que se o nome do nosso veículo pudesse dar um pouco de esperança, um pouco de motivação, e colocar um sorriso no rosto das pessoas, então isso é definitivamente o que deveríamos fazer”, disse Mike Hopkinks, comandante da tripulação.

De acordo com Benji Reed, da SpaceX, a ideia da empresa é enviar sete missões ao espaço nos próximos 14 meses. Três delas serão tripuladas e quatro servirão para realizar entregas para a Estação Espacial Internacional.

Tripulantes

Como dito, a equipe é composta por quatro pessoas. Mike Hopkins, o comandante, é um coronel da Força Aérea que cresceu em uma fazenda de porcos e gado no Missouri. O segundo americano, Victor Glover, piloto da missão, será o primeiro astronauta afro-americano em anos a se mudar para a estação espacial.

Shannon Walker é uma física que já esteve envolvida indiretamente com o espaço, já que foi casada com o astronauta Andrew Thomas, veterano de quatro missões espaciais. Por fim, Soichi Noguchi, que já foi morador da estação espacial, será a primeira pessoa em décadas a ir para o espaço em três foguetes diferentes – ele já voou em um ônibus espacial dos EUA e na nave Soyuz, da Rússia.

Eles se juntarão a dois russos e um americano que chegaram à estação no mês passado partindo do Cazaquistão.

Ao comentar o lançamento, Walker afirma que a cápsula que os levará ao espaço é “muito elegante. Mas tem a vantagem de apresentar grandes avanços tecnológicos desde a última vez que construímos uma espaçonave neste país”.

Noguchi parece particularmente animado com o lançamento. Segundo ele, isso se deve ao fato de que a cápsula, que tem o nome de Crew Dragon, remete aos dragões, criaturas míticas bastante estimadas no Japão. “Quase um passeio para o céu”, afirma.

Via: PBS

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Cientistas desvendam mistério sobre origem de rajada de ondas de rádio na Via Láctea

Pela primeira vez, astrônomos foram capazes de rastrear rápida rajada de ondas de rádio em nossa galáxia até uma fonte específica: um estranho tipo de estrelas chamadas magnetares.

Por Jonathan Amos, BBC

Cientistas deram um novo passo rumo a decifrar um dos sinais mais enigmáticos do Universo.

Eles conseguiram rastrear uma rajada curta e brilhante de ondas de rádio até um tipo de estrela morta altamente magnetizada, conhecida como magnetar (ou magnetoestrela).

É a primeira vez que uma rajada rápida de rádio — ou FRB , por sua sigla em inglês — foi localizada em uma fonte específica.

Esses tipos de fenômenos astrofísicos foram detectados pela primeira vez em 2007. Desde então, eles têm sido um dos assuntos mais comentados por astrônomos.

A nova descoberta, mencionada em três estudos publicados quinta-feira na revista científica Nature, foi feita por dois conjuntos de radiotelescópios independentes na América do Norte.

Observatório

As observações, coincidindo com as de outras estruturas astronômicas no espaço e em solo, ajudaram a descrever o evento e fortalecer sua interpretação.

A fonte do magnetar é designada por cientistas pela complexa fórmula SGR 1935 + 2154.

Fica a cerca de 30 mil anos-luz de distância, o que é interessante porque até agora todas as detecções anteriores desses tipos de rajadas vieram de fora da nossa galáxia, a Via Láctea.

As propriedades das recém-detectadas em nossa galáxia, no entanto, são muito semelhantes às de outras rajadas do tipo que ocorrem além da Via Láctea.

Evento luminoso

O evento ocorreu no dia 28 de abril deste ano. Durou cerca de um milissegundo, mas era extremamente brilhante.

“Fomos capazes de determinar que a energia espalhada é comparável às energias de rajadas de rádio extragalácticas rápidas. Em apenas um milissegundo, este magnetar emitiu tanta energia em ondas de rádio quanto (nosso) Sol em 30 segundos”, explicou Christopher Bochenek, que liderou o projeto e construção da rede de receptor de rádio Stare2, que se estende pelos Estados americanos da Califórnia e do Utah (EUA).

Já em 2007, os magnetares eram os principais suspeitos da origem dos FRBs.

Magnetares são um tipo de estrela de nêutron: objetos estranhos e compactos em que a matéria foi comprimida em um volume muito pequeno. É um estado a que algumas estrelas normais podem se reduzir quando ficam sem combustível e colapsam sobre si mesmas.

Os magnetares, como o nome sugere, têm fortes campos magnéticos, bilhões de vezes mais intensos que o campo magnético da Terra, por exemplo.

A teoria sugere que esses objetos podem disparar enormes quantidades de energia que, então, colidem com seus arredores, o que, por sua vez, gera grandes emissões de ondas de rádio e outros comprimentos de onda.

Essa é uma ideia, mas muitos outros modelos foram propostos.

Outras fontes

“Dada a distância da fonte, esta é a explosão de rádio mais brilhante já detectada em nossa própria galáxia”, disse Daniele Michilli da equipe que opera o telescópio Chime na província canadense de Colúmbia Britânica.

“A luminosidade ainda é menor do que a de rajadas de rádio rápidas (vindas de fora de nossa Via Láctea), mas mostra que magnetares podem liberar uma grande quantidade de energia de rádio com propriedades como FRBs, o que implica que pelo menos (alguns) FRBs provavelmente vêm de magnetares.”

Bing Zhang, que trabalha no novo radiotelescópio gigante da China — o observatório FAST (telescópio esférico de abertura de 500 metros), também chamado de Tianyan — disse que outras possíveis fontes de FRB estão sendo investigadas.

Por exemplo, elas podem estar colidindo com estrelas gigantes e estrelas de nêutrons que experimentam um colapso adicional para se tornar um buraco negro, um evento chamado de blitzar.

Esses fenômenos poderiam explicar a classe de explosões que parecem ser eventos únicos.

“Mas até agora, ainda não temos nada para apoiar esses cenários”, disse ele a repórteres. “Se eles existem, devem ser muito, muito raros. Apenas uma pequena fração de rajadas rápidas de rádio pode ser catastrófica.”

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WhatsApp lança mensagens temporárias que desaparecem após sete dias

Novo recurso poderá ser habilitado em cada chat separadamente. Nas conversas individuais, os dois participantes podem ativar ou desativar os envios. Já nos grupos, somente os administradores têm esse controle.

Por G1

WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (5) uma nova função de mensagens temporárias que desaparecem depois de sete dias após o envio.

O usuário vai precisar habilitar a opção em cada chat separadamente, já que o recurso não entra de forma automática em todas as conversas.

Nos chats individuais, os dois participantes podem ativar ou desativar as mensagens temporárias. Já nos grupos, somente os administradores têm esse controle.

WhatsApp lança mensagens temporárias que desaparecem após sete dias — Foto: Divulgação Whatsapp

WhatsApp lança mensagens temporárias que desaparecem após sete dias — Foto: Divulgação Whatsapp

A função está disponível para Android e iPhone e vai facilitar a liberação de memória dos celulares.

“Nosso objetivo é fazer com que as conversas no WhatsApp pareçam tão semelhantes quanto possível às conversas pessoais, o que significa que não deveriam ficar para sempre. É por isso que estamos animados em apresentar a opção de usar mensagens que desaparecem no WhatsApp”, diz a empresa, em nota.

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Twitter remove vídeo falso sobre queima de cédulas compartilhado pelo filho de Trump

Eric Trump compartilhou publicação com imagens de uma pessoa colocando fogo em papéis que seriam para as eleições. Autoridades locais disseram que se tratavam somente de amostras.

Por G1

Twitter removeu nesta quarta-feira (4) uma conta que publicou um vídeo considerado falso pelas autoridades de Virgínia.

O material mostrava um homem colocando fogo em um saco plástico cheio de papéis que seriam supostas cédulas eleitorais, “todas para o Trump”.

O tuíte foi compartilhado por Eric Trump, um dos filhos do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, que tenta a reeleição. Em sua publicação, ele escreveu: “80 cédulas para Trump queimando”.

As autoridades locais disseram que os papéis eram amostras de cédulas, pois não possuem o código de barras que identifica as cédulas oficiais, e que uma investigação foi aberta.

A publicação de Eric Trump continua no ar, mas as imagens não podem ser vistas porque a rede social suspendeu a conta que publicou o vídeo.

A administração da cidade de Virgínia Beach, onde o incidente teria acontecido, respondeu ao tuíte do filho do presidente dos EUA afirmando que “eram amostras de cédulas”, com um link para um comunicado.

Interação entre a cidade de Virgínia Beach e Eric Trump. — Foto: Reprodução

Interação entre a cidade de Virgínia Beach e Eric Trump. — Foto: Reprodução

O mesmo vídeo também foi compartilhado por páginas no Facebook, e receberam um selo de “conteúdo falso” checado por veículos independentes, mas não foi removido.

Selos nas redes sociais

Desde a madrugada de quarta-feira, Twitter e Facebook têm incluído selos em publicações sobre as eleições americanas, indicando que os votos ainda estão sendo contados e as autoridades não declararam um vencedor.

Donald Trump teve um alerta adicionado a uma série de posts no Twitter, indicando que “alguns ou todos os conteúdos compartilhados neste tuíte são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico.”

No Facebook, um selo com o aviso de que os votos ainda estão sendo apurados aparece em todas as publicações de Trump e de seu opositor, o democrata Joe Biden. “Os votos estão sendo apurados. A projeção do vencedor da eleição presidencial dos EUA de 2020 ainda não foi feita”, diz o texto, que leva para uma página de central de informações sobre o pleito.

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