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“Um dos maiores mistérios da física”: O teste mais preciso do eletromagnetismo até agora

Lei do eletromagnetismo está sendo constantemente posta à prova

Rodrigo Mozelli 

Olhar Digital

Há um problema estranho e cansativo com nossa compreensão das leis da natureza que os físicos vêm tentando explicar há décadas. Trata-se do eletromagnetismo, a lei de como os átomos e a luz interagem, o que explica tudo, desde porque não caímos no chão até porque o céu é azul.

A atual teoria do eletromagnetismo é considerada a melhor teoria física que os humanos já fizeram – mas não se tem resposta para o porquê de o eletromagnetismo ser tão forte.

Somente experimentos podem dizer a força do eletromagnetismo, que é medida por número chamado α (também conhecido como alfa, ou a constante de estrutura fina).

O físico americano Richard Feynman, que ajudou a criar a teoria, chamou isso de “um dos maiores mistérios da física” e pediu aos físicos que “colocassem esse número na parede e se preocupassem com isso”.

Em pesquisa publicada recentemente na revista Science, os físicos decidiram testar se α é o mesmo em diferentes lugares de nossa galáxia, estudando estrelas que são quase gêmeas idênticas do nosso Sol.

Se α é diferente em lugares diferentes, isso pode nos ajudar a encontrar a teoria definitiva, não apenas do eletromagnetismo, mas de todas as leis da natureza juntas – a “teoria de tudo”.

Os físicos realmente querem uma coisa: uma situação em que nossa compreensão atual da física se desfaça. Nova física. Um sinal que não pode ser explicado pelas teorias atuais. Um poste de sinalização para a teoria de tudo.

Para encontrá-lo, eles podem esperar nas profundezas de uma mina de ouro que partículas de matéria escura colidam com cristal especial. Ou podem cuidar dos melhores relógios atômicos do mundo durante anos para ver se eles mostram um tempo ligeiramente diferente. Ou esmagar prótons juntos (quase) à velocidade da luz no anel de 27 km do Grande Colisor de Hádrons.

O problema é que é difícil saber onde procurar. As teorias atuais não podem guiar os pesquisadores. Decidiu-se olhar além da Terra, além de nosso Sistema Solar, para ver se as estrelas que são quase gêmeas idênticas do nosso Sol produzem o mesmo arco-íris de cores. Os átomos nas atmosferas das estrelas absorvem parte da luz que sai das fornalhas nucleares em seus núcleos.

Apenas certas cores são absorvidas, deixando linhas escuras no arco-íris. Essas cores absorvidas são determinadas por α – portanto, medir as linhas escuras com muito cuidado também nos permite medir α.

O problema é que as atmosferas das estrelas estão se movendo – fervendo, girando, dando voltas – e isso muda as linhas. As mudanças estragam qualquer comparação com as mesmas linhas em laboratórios na Terra e, portanto, qualquer chance de medir α. As estrelas, ao que parece, são lugares terríveis para testar o eletromagnetismo.

Mas nos perguntamos: se você encontrar estrelas muito semelhantes – gêmeas uma da outra – talvez suas cores escuras e absorvidas também sejam semelhantes. Então, em vez de comparar estrelas a laboratórios na Terra, comparamos gêmeos do nosso Sol entre si.

Novo teste com gêmeos solares

Uma equipe de estudantes, pesquisadores de pós-doutorado e sênior, na Swinburne University of Technology e na University of New South Wales, mediu o espaçamento entre pares de linhas de absorção em nosso Sol e 16 “gêmeas solares” – estrelas quase indistinguíveis de nosso Sol.

Os arco-íris dessas estrelas foram observados no telescópio de 3,6 metros do European Southern Observatory (ESO) no Chile. Embora não seja o maior telescópio do mundo, a luz que ele coleta é alimentada provavelmente pelo espectrógrafo mais bem controlado e mais bem compreendido: o HARPS. Isso separa a luz em suas cores, revelando o padrão detalhado de linhas escuras.

O HARPS passa muito do seu tempo observando estrelas parecidas com o Sol em busca de planetas. Com facilidade, isso forneceu exatamente os dados necessários.

A partir desses espectros requintados, mostrou-se que α era o mesmo nos 17 gêmeos solares com precisão surpreendente: apenas 50 partes por bilhão. É como comparar sua altura com a circunferência da Terra. É o teste astronômico mais preciso de α já realizado.

Infelizmente, as novas medições não quebraram a teoria favorita. Mas as estrelas estudadas estão todas relativamente próximas, a apenas 160 anos-luz de distância.

O que vem a seguir?

Recentemente, identificamos novos gêmeos solares muito mais distantes, a cerca de meio caminho do centro de nossa galáxia.

Nesta região, deve haver concentração muito maior de matéria escura – uma substância indescritível que os astrônomos acreditam estar à espreita por toda a galáxia e além.

Como α, sabe-se muito pouco sobre a matéria escura e alguns físicos teóricos sugerem que as partes internas de nossa galáxia podem ser apenas o canto escuro que devemos procurar por conexões entre esses dois mistérios da física.

Com informações de Phys.org

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China instalou 4,7 milhões de postes de carregamento de EVs em outubro

Mercado de veículos elétricos vem crescendo no país asiático

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

A China é o maior mercado automotivo do mundo, com vendas de mais de 25 milhões de veículos de passageiros em 2021. Mas, à medida que o país faz a transição para veículos elétricos, há demanda crescente por infraestrutura de carregamento de veículos elétricos para suportar milhões de motoristas de veículos elétricos.

Para se preparar para este futuro, as empresas na China estão instalando dezenas de milhares de novos carregadores de veículos elétricos para que os motoristas tenham locais convenientes para carregar.PUBLICIDADE

Dados da China Passenger Car Association (CPCA) mostram que as vendas de EVs na China aumentaram 169% em 2021 para quase três milhões de unidades. Como resultado, o número de carregadores de EVs na China cresceu significativamente.

Até o final de outubro, havia 4,7 milhões de pilhas de carregamento implantadas em toda a China, de acordo com a China Electric Vehicle Charging Infrastructure Promotion Alliance (EVCIPA) e dados analisados ​​pela agência de notícias Gasgoo.

Isso representa salto de 109% em relação ao volume acumulado em relação ao mesmo período do ano passado. A construção de novos carregadores continuou em ritmo acelerado nos primeiros dez meses de 2022.

Cerca de dois milhões de pilhas de carregamento foram construídas na China desde o início do ano, representando aumento anual de 265,5%. O total inclui mix de 533 mil estacas públicas e 1,5 milhão de estacas privadas.

Somente no mês passado, cerca de 44 mil pilhas de carregamento público foram implantadas na China. Em média, cerca de 50 mil novos carregadores de EVs estão sendo instalados a cada mês na China.

As três principais operadoras de carregamento de EVs na China são TELD New Energy, State Grid e Star Charge. A TELD é a única operadora a possuir mais de 20 mil estações de recarga espalhadas por 350 grandes cidades da China.

A implantação de novos carregadores varia de acordo com a região da China. O maior número de carregadores de EVs (18.698) foi instalado em Guangdong, segundo dados da EVCIPA. O tamanho da rede de carregamento EV de Guangdong dobrou desde 2021.

A província agora tem mais carregadores de EVs do que todos os EUA. Em 30 de setembro de 2022, 345.126 carregadores públicos e 19.116 estações de carregamento foram instalados.

Este número é de cerca de três vezes maior do que os EUA, que têm cerca de 140 mil carregadores espalhados por 53 mil estações de carregamento de EVs. Cerca de um terço de todos os carregadores de EVs dos EUA estão localizados na Califórnia.

Um estudo de 2021 da Comissão de Energia da Califórnia (CEC) mostra que o estado precisará de quase 1,2 milhão de carregadores públicos e compartilhados até 2030 para atender às demandas de abastecimento dos 7,5 milhões de veículos elétricos plug-in (EVs) de passageiros que devem estar nas estradas da Califórnia até então.

A meta da China é que 40% dos veículos de passageiros vendidos a cada ano sejam totalmente elétricos.

Até 2025, o governo chinês planeja ter infraestrutura de carregamento para atender a mais de 20 milhões de motoristas de veículos elétricos, de modo que o ritmo acelerado de instalação de carregadores públicos e privados continuará. A China agora responde por mais da metade de todas as vendas globais de EVs.

Via FutureCar

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Íons se comportam de forma estranha em reações de fusão nuclear

Estudo mostrou que o aquecimento libera energias mais altas do que o esperado

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

Em recente estudo, descobriu-se que átomos carregados, também conhecidos como íons, se comportam de maneira estranha durante as reações de fusão nuclear, de maneiras que os cientistas não esperavam.

De acordo com artigo publicado na revista Nature Physics, pesquisadores do National Ignition Facility (NIF) do Lawrence Livermore National Laboratory descobriram que, quando os íons deutério e trítio, que são isótopos de hidrogênio com um e dois nêutrons, respectivamente, são aquecidos usando lasers durante experimentos de fusão a laser, há mais íons com energias mais altas do que o esperado quando uma queima termonuclear começa.

“O processo de fusão por confinamento inercial (ICF) comprime pequena cápsula (raio de 1 mm) preenchida com camada de deutério e trítio congelados (isótopos de hidrogênio) envolvendo volume de gás deutério e trítio até um raio de cerca de 30 micrômetros. No processo, esses isótopos de hidrogênio ionizam e um plasma de elétrons, núcleos de deutério e trítio [é o resultado]”, disse Edward Hartouni, físico do NIF e coautor do artigo, à Newsweek.

“Este plasma é tão denso que as colisões dessas partículas carregadas (elétrons e íons) acontecem com muita frequência”, disse Hartouni. “Em baixas temperaturas, os íons geralmente se espalham elasticamente, como se fossem bolas de bilhar. Mas, conforme a temperatura do plasma aumenta, o que ocorre quando ele é comprimido, algumas dessas colisões resultam na fusão dos íons. A fusão libera energia tremenda.”

“Dos três tipos de fusão que podem ocorrer, a fusão dos íons deutério e trítio ocorre com mais frequência e libera a maior quantidade de energia”, continuou ele. “Essa energia está na forma de energia cinética que a fusão [produz], que para a fusão do deutério e do trítio é uma partícula alfa (o íon hélio) e um nêutron”, disse Hartouni.

Em essência, os lasers aquecem o combustível de hidrogênio a níveis enormes de energia, levando-os a colidir e se fundir para formar átomos de hélio – essa é a reação que alimenta o Sol. Essa reação também libera grandes quantidades de energia, que aquece ainda mais o combustível de hidrogênio.

Essa energia extra pode eventualmente alimentar a reação sem a necessidade dos lasers, tornando-se o que é conhecido como “plasma em chamas”. Este “acendimento” só foi conseguido pela primeira vez em 2021, também pelo NIF, em conquista marcante para o ramo.

“Se as condições forem adequadas, esse processo ‘desaparece’ e temos a queima termonuclear”, disse Hartouni. “O objetivo da pesquisa é estudar as condições que levam à queima termonuclear controlada, que pode ser tecnologia de produção de energia.”

“O objetivo da National Ignition Facility é estudar esse processo e aprender como criar essas condições. A NIF é a primeira instalação a atingir rotineiramente as condições de queima de plasma e permitir que os experimentos comparem com nossas expectativas teóricas. Esperamos ser surpreendidos em relação aos que não foram capazes de estudar plasmas em chamas experimentalmente”, disse Hartouni.

Os pesquisadores mediram a temperatura dos íons de combustível de deutério e trítio analisando a distribuição dos nêutrons que são lançados durante essas reações de fusão e descobriram que há mais íons com maior energia em reações onde um plasma ardente é alcançado em comparação com experimentos anteriores com não-queima de plasmas. Isso sugere, dizem os autores, que os íons se comportam de maneira diferente em plasma em chamas.

“Não sabemos a razão para isso no momento. Analisamos as fotos anteriores e vimos que nossas fotos mais ‘bem-sucedidas’ têm afastamento maior de nossa expectativa do que as fotos ‘malsucedidas’. A medida do sucesso é como grande o rendimento do disparo (medido no número de nêutrons produzidos) em comparação com o rendimento calculado. Desde o ponto de dados mais recente no artigo, disparos subsequentes com rendimentos mais altos e, portanto, queima termonuclear mais robusta, revelam que esse desvio do comportamento maxwelliano está ficando maior”, disse Hartouni.

Esses resultados são surpreendentes e mostram a importância do financiamento para pesquisas em um campo tão crescente, disse Stefano Atzeni, físico da Università di Roma “La Sapienza”, na Itália e autor de artigo publicado na Nature Physics News and Views.

“Esse resultado só foi possível graças a instrumentação extremamente sofisticada (e grande e cara). A principal lição aprendida com essas medições é que, quando novo ‘regime’ é inserido, é necessária pesquisa fundamental. As expectativas teóricas ajudam, mas devem ser confirmadas”, disse à Newsweek.

“Esses resultados deixam claro que não podemos tomar como garantidos nossos modelos, desenvolvidos para plasmas em diferentes condições. De modo mais geral, a lição é que não podemos confiar em grandes extrapolações de resultados anteriores.”

Os resultados também ajudarão a tornar os experimentos futuros de fusão mais precisos.

Via Newsweek

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Astronautas chineses entram em nave de carga recém-chegada à estação Tiangong

Flavia Correia  

Olhar Digital

No último domingo (13), os astronautas chineses da missão Shenzhou 14 abriram a espaçonave de carga Tianzhou 5 após sua acoplagem na recém-concluída estação espacial do país. Os também chamados taikonautas, então, adentraram a cápsula.

Lançada no sábado (12) no topo de um foguete Long March 7, a nave Tianzhou 5 chegou à estação espacial Tiangong pouco mais de duas horas depois, estabelecendo um novo recorde de menor tempo de encontro e atracação. Os cargueiros Tianzhou anteriores levaram cerca de 6,5 horas desde o lançamento até a atracação.

Segundo o canal chinês CCTV+, o astronauta Chen Dong, comandante da tripulação Shenzhou 14, e os companheiros de missão Liu Yang e Cai Xuzhe, abriram a porta da escotilha da cápsula às 3h18 da manhã (pelo horário de Brasília).

A nave de carga transportou cerca de cinco toneladas de suprimentos e materiais para os três tripulantes, além de 1,4 mil kg de propelente para ajudar a estação espacial a manter sua órbita.

“Tianzhou 5 está equipada com oito tanques de armazenamento, enquanto a Tianzhou 3 e a 4 têm apenas quatro cada. Desta vez, ela carrega cinco conjuntos de equipamentos de carga útil para três experimentos espaciais. Duas unidades experimentais celulares são novas”, disse Zhang Zhenhua, vice-projetista-chefe do sistema de naves espaciais de carga da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial. O cargueiro de 10,6 metros também transportava cinco CubeSats.

Em forma de T, a estação Tiangong consiste no módulo central Tianhe e nos módulos de pesquisa Wentian e Mengtian. Atualmente, também estão ancoradas no laboratório orbital o cargueiro Tianzhou 5 e a cápsula que levou a tripulação Shenzhou 14.

Ainda este mês, espera-se que os astronautas da missão Shenzhou 15 sejam lançados para uma estadia de cerca de seis meses na estação. Por um breve período, ambas as tripulações vão conviver a bordo, sendo a primeira vez que a estação Tiangong tem lotação máxima completa.

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Vacina chikungunya: estudo busca voluntários para testes; veja como se inscrever

Em SP, Instituto Emílio Ribas precisa de participantes com idade entre 12 e 17 anos; público adulto já foi avaliado Tamires Ferreira  15/11/2022 16h30

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, está recrutando voluntários adolescentes, de 12 a 17 anos, para participar dos testes da fase 3 da primeira vacina contra a chikungunya, infecção viral transmitida por mosquitos, como Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue

Segundo informações da Agência Brasil, o imunizante já se provou seguro e eficiente em pesquisa realizada nos Estados Unidos com 4.115 adultos, e agora está em fase final de aprovação no órgão regulador norte-americano. 

Vacina contra chikungunya no Brasil 

No Brasil, o estudo, encabeçado pelo Instituto Butantan, está recrutando 750 adolescentes em dez centros de pesquisa. No estado de São Paulo, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é o responsável pelos testes, que já começaram a ser feitos em uma parcela dos adolescentes participantes, no início do ano. 

“A vacina é segura, e é uma dose única. Ela é muito importante porque ela combate uma doença que pode ter manifestações sistêmicas, como febre, muita dor no corpo, dor nas juntas, e casos mais graves, no caso de encefalite e até óbito. A vacina se mostrou segura nos adultos e, até o momento, nos adolescentes vacinados no Brasil, tem se mostrado segura”, disse a infectologista e pesquisadora do Emílio Ribas, Ana Paula Veiga, coordenadora principal dos testes em São Paulo. 

“Nós temos bastante experiência, fizemos parte do estudo da vacina CoronaVac, junto ao Butantan, tivemos vários voluntários, então é uma equipe bastante experiente em relação à pesquisa clínica, que vai dar suporte para o voluntário e para sua família”, completou. 

Além de São Paulo capital, regiões consideradas endêmicas, como Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Recife (PE), Laranjeiras (SE) e São José do Rio Preto (SP), também estão recrutando. Atualmente, não há vacinas disponíveis contra a chikungunya.  

Como participar dos testes da vacina? 

Para fazer parte da pesquisa, o interessado deverá fazer o cadastro no formulário do instituto ou entrar em contato com o Centro de Pesquisa pelo número 11 9 1026 6996 (Whatsapp) ou 11 3896 1302 (telefone). Outras informações sobre a vacina estão disponíveis no site do estudo do Butatnan

Para participar dos testes é obrigatória a autorização dos pais ou responsáveis. Na primeira visita presencial, tanto o adolescente quanto os acompanhantes adultos terão que assinar um termo de consentimento. O documento traz todas as regras do estudo. Nesta primeira etapa, também são feitas consultas médicas e exames laboratoriais para se constatar que o voluntário está apto a participar.

Nas etapas seguintes, o voluntário receberá a dose da vacina, que pode ser de imunizante ou de placebo. O jovem, então, será monitorado pela equipe multidisciplinar da Unidade de Pesquisa, especialmente por meio de visitas presenciais à unidade e por conversas pelo WhatsApp. Um médico do estudo estará disponível 24 horas, por telefone, para tirar dúvidas ou apoiar com atendimentos de qualquer eventual emergência. Caso o participante apresente algum evento adverso, ele poderá receber atendimento no Emílio Ribas. 

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Um único app é responsável por metade dos malwares no macOS

Pesquisadores de segurança afirmam que quase 50% das ameaças encontradas no macOS se aproveitam de um único software: o MacKeeper

Daniel Junqueira  

Olhar Digital

Um único aplicativo é responsável por mais da metade dos malwares encontrados no macOS. É o que indica um relatório produzido pela empresa de segurança Elastic Security Labs sobre ameaças virtuais nos principais sistemas operacionais do planeta.

O estudo, que conta com 40 páginas, mostrou como Windows e Linux são os principais alvos de hackers na hora de produzir malwares: 54,4% dos encontrados afetavam o sistema da Microsoft, enquanto 39,4% estava no Linux. O curioso é que dos 6,2% de malwares detectados no macOS, a maior parte veio de um único lugar: o MacKeeper.

MacKeeper é um software polêmico dentro do sistema da Apple. Desenvolvido originalmente pela ZeoBIT e atualmente sob comando da Clario Tech, ele já foi acusado em 2015 de vazar dados de 13 milhões de usuários na web. E, pelo que indica o estudo da Elastic, ele continua sendo alvo da criação de softwares maliciosos por parte de hackers.

“O MacKeeper concentrou cerca de 48% de todas as detecções, com o segundo colocado não chegando a 17%. O MacKeeper é um software utilitário para o macOS projetado para ajudar a otimizar e monitorar recursos internos. Apesar do seu objetivo inicial ser de auxiliar usuários do macOS, ele frequentemente é abusado por adversários, já que conta com permissões extensivas e acesso a processos e arquivos”, explica a empresa.

O estudo também detalhou quais são as principais ameaças em todos os sistemas operacionais: trojans representam 80,5% dos malwares, seguidos por criptomineradores, que totalizam 11,3% dos softwares maliciosos. O estudo completo da Elastic Security Labs pode ser encontrado aqui.

Via 9to5Mac

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Artemis I: depois de vários atrasos, Nasa volta à Lua com seu ‘mais poderoso foguete’

O voo de teste é sem tripulação, mas representa a primeira fase do histórico programa de retorno ao nosso satélite natural. Em meados de 2025, agência planeja pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra na Lua.

Por Roberto Peixoto, g1

Lançamento da missão Artemis — Foto: Nasa

Lançamento da missão Artemis — Foto: Nasa

Depois de vários atrasos não planejados nos últimos meses, a Nasa deu início na madrugada desta quarta (16) ao primeiro passo do programa que promete retornar humanos à Lua.

O lançamento foi adiado novamente depois que técnicos da Nasa encontraram vazamentos de hidrogênio. A contagem regressiva ficou suspensa até que os ajustes fossem feitos.

Por enquanto, a Artemis I é uma missão não tripulada: nenhum ser-humano está a bordo do “mais poderoso foguete” construído pela agência espacial, o Space Launch System – SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial).

Mas se tudo ocorrer como planejado desta vez, a expectativa é que em 2025, esse mesmo megafoguete leve astronautas de volta ao solo lunar, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra.

Abaixo, você vai ver em detalhes como será esta primeira missão da Nasa e quais são os próximos passos da agência espacial. Antes, veja um resumo desta reportagem em 6 tópicos:

  • Embora a missão não tenha tripulação, o SLS é o primeiro foguete da agência, preparado para tripulantes, lançado à Lua em quase 50 anos;
  • A Artemis I deve durar cerca de um mês e está levando três manequins dentro de uma cápsula tripulável com mais de 1.000 sensores chamada Orion;
  • Um dos principais objetivos da Nasa durante essa viagem é medir fatores como a vibração dentro dessa cápsula, a aceleração e a radiação;
  • Fora isso, os cientistas também querem saber se a cápsula sobreviverá as altíssimas temperaturas de reentrada na Terra;
  • Se tudo der certo, a agência planeja uma viagem tripulada com a Artemis 2 ao redor da Lua em 2024 e, finalmente, uma missão de pouso com a Artemis 3 em meados de 2025 ou 2026;
  • A longo prazo, com o sucesso dessas missões, a Nasa planeja “estabelecer a presença humana na Lua” para facilitar viagens espaciais a destinos mais distantes da Terra, incluindo Marte.

O que é o programa Artemis?

É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960.

O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua”em meados desta década. Antes disso, a Nasa planeja duas missões de ensaio ao redor da Lua.

A primeira acontece agora e não é tripulada. A segunda deve acontecer em 2024 e aí sim será tripulada, embora não pousará no satélite natural.

No futuro mais distante, a Nasa planeja ainda não apenas explorar a superfície da Lua, mas também estabelecer a presença humana em sono lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway.

O que são o foguete SLS e a cápsula Orion?

O SLS é um megafoguete que enviará ao espaço a cápsula Orion, veículo que servirá de transporte para a nossa próxima geração de astronautas.

Com 98 metros, o SLS é mais alto que a Estátua da Liberdade e classificado pela Nasa como seu “mais poderoso foguete”. Embora um pouco menor que o Saturno V, que enviou os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong à Lua em 1969, o novo foguete produz 4 milhões de kg de empuxo, o equivalente a 14 aviões Boeing 747.

Ilustração artística mostra a cápsula Orion orbitando a Lua — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO

Ilustração artística mostra a cápsula Orion orbitando a Lua — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO

Já a cápsula Orion, acoplada no topo do SLS, tem cerca de 20 metros e foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço. Seu componente principal, o ambiente pressurizado onde os astronautas viajarão em futuras missões, tem apenas 7 metros de altura.

“Com seu poder e capacidades sem precedentes, o SLS é o único foguete que pode enviar a Orion, astronautas e cargas de transporte diretamente para a Lua em uma única missão”, afirma a Nasa.

A Artemis I vai pousar na lua? Como vai ser essa missão?

Não veremos um pouso lunar desta vez.

Se tudo ocorrer como planejado, essa viagem ao redor da Lua levará cerca de 25 dias.

Primeiro, a cápsula viajará os 384.000 km que separam a Terra da Lua durante vários dias. Assim que entrar na órbita da Lua, a cápsula permanecerá lá por aproximadamente seis dias enquanto coleta diversos tipos de dados (veja infográfico abaixo).

Como será a trajetória da missão — Foto: Arte/g1

Como será a trajetória da missão — Foto: Arte/g1

Depois de deixar a órbita, a Orion viajará por milhares de quilômetros além do lado oculto da Lua (o lado que não conseguimos avistar aqui da Terra) antes de dar a meia volta para retornar ao nosso planeta.

No total, a Orion viajará mais de 3 milhões de quilômetros durante sua missão e entrará na atmosfera da Terra a cerca de 40.000 km/h.

“O ponto-chave da missão não acontece até os seus últimos minutos, quando voltamos a mergulhar na atmosfera da Terra depois de retornar da Lua a algo como 39 mil km/h, com um escudo de calor a 2.750ºC”, disse à agência Reuters o cientista planetário e astronauta da NASA Stanley Love.

Por que a Nasa ainda não tinha lançado o foguete?

Em outubro, a agência espacial americana informou que teve que adiar a primeira tentativa de lançamento devido a um problema de esfriamento de um dos motores do seu megafoguete SLS.

Contudo, em uma entrevista coletiva no mesmo mês, a Nasa informou que tudo estava okay com o motor 3, e que uma análise dos seus engenheiros verificou que, na verdade, era o sensor de temperatura do equipamento que estava indicando um dado errado.

Depois desse problema, a missão não tripulada Artemis 1 foi adiada pelo furacão Ian, que castigou a Flórida, local de decolagem do foguete.

A agência remarcou então tinha remarcado um lançamento para 14 de novembro, mas agora por causa da tempestade tropical Nicole essa data também foi descartada e os técnicos da Nasa decidiram segurar mais um pouco.

O que a Artemis está levando nessa primeira missão?

10 pequenos satélites experimentais de baixo custo chamados de CubeSats estão sendo lançados nessa primeira etapa da Artemis. Esses satélites, que não são muito maiores que uma caixa de sapatos, pesam cerca de 11 quilos cada e serão lançados ao espaço assim que Orion se separar do estágio superior do SLS.

Alguns desses satélites irão focar em projetos diversos, mas a maioria deles fornecerão à NASA e a empresas privadas dados que podem eventualmente ser usados para o auxílio de futuras missões à Lua.

Como é a estrutura do SLS — Foto: Arte/g1

Como é a estrutura do SLS — Foto: Arte/g1

Dentro da cabine da Orion há ainda quatro assentos ajustáveis, mas desta vez eles não estão sendo ocupados por seres-humanos nem outros animais.

Esta primeira missão da Artemis está levando na verdade três manequins, chamados de HelgaZohar Comandante Moonikin Campos, que serão usados pela agência americana para coletar dados cruciais da missão. São esses dados que ajudarão a Nasa entender o que os futuros astronautas de carne e osso experimentarão durante uma possível missão tripulável.

Os manequins gêmeos Helga e Zohar, por exemplo, estão dentro da Orion para detectar, entre outras coisas, os níveis de radiação, vibração e aceleração durante a Artemis I.

Além disso, a Nasa está enviando ao espaço uma série de itens. O ‘kit de voo oficial’ inclui bandeiras de países, microchips com nomes dos funcionários que trabalharam na Artemis I, pen-drives, insígnias de escoteiros, mascotes como o Snoopy (famoso personagem do cartunista Charles Schulz) e até uma réplica impressa em 3D da deusa Artemis.

Manequim da Nasa que está a bordo da missão da agência à Lua, a Artemis I. — Foto: Reprodução/Nasa

Manequim da Nasa que está a bordo da missão da agência à Lua, a Artemis I. — Foto: Reprodução/Nasa

E os outros lançamentos?

Por ora, haverá pelo menos mais duas missões do programa: a Artemis II e III; ambas enviarão astronautas de volta à Lua.

A Artemis II será bem semelhante à Artemis I, mas com a diferença que levará uma tripulação humana, que ainda não foi escolhida.

Já a Artemis III será a primeira missão tripulada da agência espacial americana que pousará na Lua desde 1972. A agência pretende fazer história com o programa e pousar a primeira mulher e a primeira pessoa não-branca na superfície lunar em meados de 2025.

lustração da Nasa mostra possível base para exploração de Marte. — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO

lustração da Nasa mostra possível base para exploração de Marte. — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO

Enquanto as missões Artemis visam principalmente explorar o nosso satélite natural, os objetivos de longo prazo da Nasa são ainda mais ambiciosos. No futuro, a agência espera que o programa ajude no desenvolvimento da ciência astronômica que permitirá a exploração humana de Marte.

A agência explica que as missões lunares oferecem uma oportunidade perfeita para a testagem de ferramentas, equipamentos e tecnologias que podem ser úteis numa viagem tripulada ao planeta vermelho.

Mas isso é algo que deve ocorrer somente no final da próxima década, na melhor das expectativas.

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Demissões no Twitter: Como dispensas em massa vão impactar a desinformação global

Após Elon Musk comprar a companhia, foram cortadas equipes que monitoram conteúdo em diversos idiomas, como inglês, japonês, árabe e português.

Por Juliana Gragnani World Service Disinformation Team, BBC

Uma equipe de papel-chave no Twitter, responsável pelo combate à desinformação na plataforma, foi dissolvida pelo novo proprietário da empresa, Elon Musk.

Esse grupo monitorava o conteúdo da rede social, contextualizando posts enganosos ou incorretos; destacava fontes de notícias com checagem; e criava sequências de postagens confiáveis sobre assuntos de destaque em boa parte dos idiomas mais falados do mundo.

Diferentes unidades acompanhavam publicações em inglês, espanhol, árabe, hindi, português e japonês. As equipes trabalhavam em Sydney, Singapura, Londres, Accra (Gana), Tóquio, Cidade do México e São Paulo, assim como nos Estados Unidos.

Todas as equipes foram cortadas.

A BBC conversou com cinco ex-integrantes de unidades de monitoramento ao redor do mundo. Eles solicitaram anonimato por temer que falar abertamente poderia impactar pacotes de indenização.

Twitter não respondeu a um pedido de comentário feito pela BBC.

‘Olhos e ouvidos’

“Nós tínhamos grande alcance global. Os únicos com olhos e ouvidos em campo em diferentes países”, diz um integrante sênior de uma dessas equipes.

Segundo essa pessoa, as equipes locais tinham capacidade de detectar as nuances culturais em cada país.

“Havia muita pesquisa e preparação antes de eleições em cada lugar, por exemplo. As equipes conseguiam entender melhor a atmosfera local e até mesmo antecipar que casos de desinformação poderiam ocorrer.”

Outro responsável pelo trabalho de monitoramento — que ficou sabendo de sua demissão quando perdeu o acesso ao e-mail — diz estar bastante preocupado. “A experiência de todo mundo vai piorar por falta de direção”, afirma. “Meu medo é que se torne uma plataforma de extrema-direita.”

Promoção de conteúdo confiável

Twitter é uma plataforma diferente para cada usuário de acordo com quais contas segue e seus interesses, e também de acordo com sua localização.

As equipes de monitoramento adicionavam tuítes verificados de fontes confiáveis em discussões de temas que estavam viralizando e continham desinformação. Também usavam a ferramenta Moments — uma compilação de postagens verificadas e confiáveis a respeito de um tema ou notícia.

Isso não está acontecendo mais.

“Nós não moderávamos ou censurávamos. Nunca removemos um conteúdo, mas promovíamos conteúdos [com contextualização]. Se era notado o aumento de algum tipo de desinformação, nós éramos avisados e trabalhávamos com parceiros”, diz um integrante de uma equipe de monitoramento.

Depois, informações checadas e contextualizadas eram destacadas no site.

‘Fantasmas’

Integrantes de equipes de monitoramento dizem que ainda há “fantasmas” do trabalho que realizavam: conteúdo programado que continua a ser gerado, como páginas ao vivo cobrindo eleições ou sobre a guerra na Ucrânia.

Mas há um prazo para esse conteúdo terminar de ser publicado e logo os usuários do Twitter vão ficar sem curadoria na plataforma.

Em alguns países isso já está acontecendo.

Na semana passada, “Ministério da Defesa” estava entre os trending topics no Brasil. Ao clicar no tópico, era possível notar postagens afirmando falsamente que o governo havia encontrado evidências de fraude no sistema eleitoral brasileiro.

Sem o trabalho das equipes de monitoramento, não há contextualização e checagem para desmascarar a desinformação, que se espalha sem controle.

No início de dezembro, os indianos que vivem no Gujarat, Estado onde nasceu o primeiro-ministro, Narendra Modi, vão às urnas. A disputa será um termômetro das chances do partido governista BJP nas eleições gerais de 2024.

Votações anteriores na Índia foram repletas de desinformação. Agora, as eleições acontecerão sem curadoria do Twitter em inglês ou hindi — nunca houve monitoramento na língua gujarati.

No México e em outros países de língua espanhola, as demissões terão um “tremendo impacto”, diz o especialista em mídia social Luis Ángel Hurtado Razo, professor da Universidade Nacional Autônoma do México.

“O Twitter não é a rede mais usada nesses países. Mas, por ser rápido e fácil de compartilhar informações, tornou-se a mais influente na esfera pública. A desinformação se espalha do Twitter para outras plataformas”, diz Hurtado Razo.

Ele diz que no México, por exemplo, não há agências de verificação de fatos suficientes e, sem o trabalho da própria rede, notícias falsas podem ter grande alcance na plataforma.

‘Só o mínimo’

Diferentes locais e idiomas têm problemas distintos. Em árabe, os trending topics são afetados por uma enorme quantidade de spam. As equipes de monitoramento trabalhavam em um projeto para encontrar soluções para o problema. Não se sabe se o projeto vai continuar.

O único escritório do Twitter na África estava em Gana. Inaugurado só no ano passado, a empresa dizia que tinha o objetivo de estar mais presentes nas conversas do continente. Agora, quase todos os funcionários foram demitidos.

“O Twitter fez o mínimo necessário quando se trata da África Subsaariana”, diz Rosemary Ajayi, fundadora do Digital Africa Research Lab. “O foco está no hemisfério norte. Há atores manipulando a plataforma [na África] há vários anos, muita violência e muita desinformação.”

Twitter sob Musk? Nós estamos acostumados ao caos”, diz ela. Mas com o corte do monitoramento de conteúdo, “as coisas estão prestes a ficar realmente feias”.

Com reportagem de Mariam Issimdar

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63641708

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Planeta semelhante à Terra foi consumido por estrelas há bilhões de anos

Observar essa estrela é como olhar para um registro fóssil da galáxia que pode nos dizer como eram os sistemas planetários na Via Láctea.

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Cientistas encontraram elementos na atmosfera da estrela azul, conhecida como WD J1922+ 0233, localizada a cerca de 90 anos-luz da Terra, que os levaram a crer que ela consumiu um planeta muito semelhante ao que vivemos. A estimativa é de que a anã branca, que é incrivelmente pequena e fraca, tenha se formado há aproximadamente 10,2 bilhões de anos.

Segundo o astrofísico Abbigail Elms, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, os cientistas estão encontrando remanescentes estelares mais antigos da Via Láctea que são poluídos por planetas parecidos com a Terra.”É incrível pensar que isso aconteceu na escala de 10 bilhões de anos e que esses planetas morreram muito antes mesmo da Terra ser formada”, acrescentou Elms.

No estudo, os astrônomos apontaram que ainda não sabem quais elementos estão em jogo nesses casos, mas eles estão cada vez mais hábeis em identificar quais características de absorção e emissão em um espectro estão associadas a quais elementos, o que representa um grande avanço nesse campo.

Estrela consumiu planeta semelhante à Terra

Estrelas anãs brancas, por já terem consumido todo o combustível do seu núcleo, diminuem lentamente as suas temperaturas a uma taxa conhecida. Com essa informação, os pesquisadores foram capazes de avaliar quanto tempo desde que elas se formaram a partir da morte de uma estrela parecida com o Sol.

A luz emitida por uma estrela diz muito a respeito da composição química de sua atmosfera, pois nem todos os comprimentos de onda são emitidos igualmente: alguns são mais fortes, alguns são mais fracos, já que os elementos podem absorver e reemitir luz.

Os detritos que poluem o WD J1922 + 0233 têm uma composição semelhante à crosta continental da Terra, o que sugere que um planeta viveu e morreu há bilhões de anos antes da formação do Sistema Solar e seus resíduos ficaram orbitando uma estrela anã, que antes de passar pelo fim de sua vida estelar, parecia-se com o Sol. Observar essa estrela é como olhar para um registro fóssil da galáxia que pode nos dizer como eram os sistemas planetários na Via Láctea, antes da formação do Sistema Solar, e talvez dar pistas de como pode ser o futuro.

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Supernova é vista explodindo em três momentos diferentes; confira

Imagens do telescópio Hubble mostram uma supernova em momentos diferentes do seu estágio inicial graças à aglomerado de galáxias supermassivo.

Por Mateus Dias, editado por André Lucena 

Olhar Digital

As imagens capturadas pelo telescópio Hubble mostram uma estrela explodindo em três momentos diferentes. A informação foi publicada no Hubblesite e retrata uma supernova que data de cerca de 11 bilhões de anos atrás. A foto retrata o momento desde quando ele começa até quando ele desaparece, isso graças a uma lente gravitacional presente no caminho da luz entre o telescópio e a explosão.

A ideia de lente gravitacional foi prevista pela primeira vez com a teoria da relatividade geral de Albert Einstein. De forma resumida, ela descreve que massa pode curvar o espaço-tempo e que a luz acompanha essa curvatura. O que o Hubble capturou foi uma supernova muito distante de nós, que teve sua luz dobrada e amplificada por um massivo conglomerado de galáxias na sua frente.

A deformação causada pela supernova também contribui para que várias imagens da explosão chegassem em momentos diferentes aqui na Terra. Isso aconteceu, porque as imagens ampliadas pegaram caminhos diferentes e também devido a atuação da gravidade na desaceleração do tempo. 

O evento capturado não durou mais que uma semana, e as imagens mostram até mesmo a ligeira mudança de cores da explosão. A primeira fase era mais azulada e foi ficando mais vermelha até acabar. A descoberta pode ajudar a descobrir como se deu a formação das estrelas e galáxias no início do universo, além disso elas são impressionantes por mostrar uma supernova bem no começo, que geralmente acontece bem rápido.

 “É muito raro que uma supernova possa ser detectada em um estágio muito inicial, porque esse estágio é muito curto. Ele dura apenas algumas horas a alguns dias e pode ser facilmente perdido, mesmo para uma detecção próxima. Na mesma exposição, podemos ver uma sequência de imagens, como as múltiplas faces de uma supernova” comenta Wenlei Chen , da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Minnesota e principal autor do estudo, sobre a revelação

A descoberta da supernova

A descoberta dessa supernova se deu graças a um grupo de pesquisadores que estavam vasculhando os arquivos do Hubble em busca de eventos transitórios. Foram escritos algoritmos para achar outros eventos parecidos com esse, mas só essa supernova foi detectada em diferentes estágios. O objetivo do grupo é continuar procurando supernovas muito mais distantes que essa.Agora eles vão contar com ajuda do telescópio James Webb para descobrir se existe diferença entre as estrelas de hoje são diferentes das que existiram a bilhões de anos.Popular Na Comunidade

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