Cientistas criam “fita adesiva” para substituir a sutura em cirurgias

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Adesivo funciona em questão de segundos, e pode ser removido sem esforço com a aplicação de uma solução solvente segura e de ação rápida

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA (MIT) desenvolveram uma nova forma de fechar cortes que pode eliminar as suturas (popularmente conhecidas como “pontos”) em procedimentos cirúrgicos, mesmo os internos: fita adesiva. Mas calma, não se trata de qualquer uma.

É fato que fitas adesivas não aderem bem a superfícies úmidas. Para resolver este problema, a equipe criou no ano passado uma fita dupla-face cujo adesivo é baseado em uma substância chamada ácido poliacrílico, à qual foi adicionado outro conjunto de substâncias chamadas ésteres NHS.

O adesivo absorve a umidade excessiva no local e forma ligações fortes com as proteínas na superfície do tecido ao qual foi aplicado, como o tecido conjuntivo que reveste os órgãos. Infelizmente, a abordagem funcionou bem demais: o adesivo age em segundos e, depois que a fita era aplicada, era realmente difícil removê-la, o que poderia levar a mais danos ao local.

A equipe tentou então desenvolver uma substância capaz de enfraquecer o adesivo e facilitar sua remoção. Para isso usou a glutationa, que é naturalmente sintetizada por algumas células de nosso organismo, e portanto segura. Ela foi misturada a bicarbonato de sódio em uma solução salina, formando um solvente de ação rápida.

Em experimentos com órgãos suínos, como corações, pulmões e intestinos, os resultados foram excelentes. Não importa há quanto tempo o adesivo tenha sido aplicado, basta aplicar o solvente e aguardar cerca de cinco minutos para removê-lo com facilidade.

“É o tempo necessário para a solução se difundir através da fita e chegar à superfície, onde a fita se encontra com o tecido”, disse Xiaoyu Chen, primeiro autor do estudo. “A solução converte este adesivo extremamente forte em uma camada de gel escorregadio, que pode ser facilmente removido”.

“Esperamos que, um dia, centros cirúrgicos tenham rolos deste adesivo, além de frascos com a solução solvente”, disse Hyunwoo Yuk, outro dos autores estudo. “Cirurgiões poderão usá-la como uma fita adesiva comum, aplicando, removendo e reaplicando sob demanda”.

“Nosso objetivo é usar tecnologias bioadesivas para substituir as suturas, que são uma técnica para fechamento de ferimentos com milhares de anos e na qual não há muita inovação”, disse Xuanhe Zhao, professor de engenharia mecânica e de engenharia civil e ambiental no MIT.

Fonte: MIT News

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Planetóides com oceanos de lava podem ser a origem de meteoritos

Rafael Rigues

Olhar Digital

Nova teoria tenta explicar a formação dos condritos, o tipo de meteorito mais comum encontrado em nosso planeta. Missões que estão buscando amostras de asteroides podem trazer uma resposta

De todos os meteoritos que chegam à superfície terrestre, 86% são classificados como condritos. Eles levam esse devido às milhares de minúsculas esferas ou grãos minerais, os côndrulos, em seu interior, que os cientistas acreditam ser resíduos primordiais da formação do sistema solar.

Embora os condritos sejam abundantes, o processo que levou à formação dos côndrulos ainda é um mistério para os cientistas. O consenso é que para eles surjam os meteoritos têm que ser aquecidos até seu ponto de fusão, e então resfriados rapidamente. Até o momento não havia nada que pudesse explicar esse mecanismo, mas um novo estudo realizado por William Herbst e James Greenwood da Universidade Wesleyan em Connecticut, nos EUA, propõe um cenário.

Há 4,6 bilhões de anos o sistema solar era composto por centenas de planetesimais, corpos celestes com dezenas de quilômetros de diâmetro que mais tarde deram origem aos planetas. Alguns destes planetesimais eram cobertos por oceanos de lava, com temperaturas de mais de 1.600 ºC.

Ao sobrevoar estes jovens mundos asteroides seriam aquecidos pela lava, e a alta temperatura rapidamente liquefazia partes de sua superfície. Ao se afastarem, ela se resfriava rapidamente, dando origem aos côndrulos.

O problema com essa teoria é tudo indica que a passagem de asteroides por mundos cobertos de lava não deveria ser um evento muito comum. E alguns condritos trazem evidências de que passaram por esse processo de aquecimento e resfriamento rápido múltiplas vezes. Ou seja, eles deveriam ser raros.

Então o que explicaria sua abundância na Terra? A Física: eles seriam comuns simplesmente porque o material tem resistência suficiente para sobreviver à jornada até a superfície de nosso planeta. Meteoritos compostos por materiais mais fracos simplesmente se desintegram na reentrada.

Uma solução para esse dilema podem ser missões como a Hayabusa 2, da Agência Espacial Japonesa (Jaxa), que coletou amostras do asteroide Ryugu e está retornando à Terra. Outra é a Osiris-Rex, da Nasa, que irá coletar amostras do asteroide Bennu e retornar ao nosso planeta em 2023.

Segundo Rhian Jones, especialista em condritos da Universidade de Manchester, na Inglaterra, “a maioria das pessoas ficará absolutamente chocada se não houver côndrulos nestas amostras”, diz. Mas se eles não estiverem presentes, isso dá peso à teoria dos doutores Herbst e Greenwood, além de uma nova e fascinante perspectiva sobre as condições iniciais do sistema solar.

Fonte: The New York Times

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Saiba como Plutão tem oceano líquido mesmo tão longe do Sol

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Um novo cenário para a formação do planeta anão pode ser a explicação para esse mistério

Somente após o sobrevoo da sonda New Horizons em 2015 é que pudemos entender Plutão com mais detalhes e profundidade. Aprendemos muito sobre os limites de nosso Sistema Solar, mas uma das maiores surpresas foi a descoberta de que oceanos líquidos correm por baixo da superfície gelada de Plutão.

A aproximadamente 5,9 bilhões de quilômetros do Sol, nas geladas regiões do Cinturão de Kuiper, imaginava-se que o planeta anão estivesse completamente congelado – e exatamente como a água líquida pode existir em um local tão frio era um mistério.

Agora, em um novo artigo publicado na Nature Geoscience, os astrônomos criaram e detalharam um novo cenário no qual a formação de Plutão ocorreu rapidamente. O calor gerado por esse processo teria sido o suficiente para manter em estado líquido os oceanos subterrâneos do planeta por bilhões de anos.

“Há muito tempo as pessoas pensam sobre a evolução térmica de Plutão e a capacidade do oceano de sobreviver até os dias atuais”, disse Francis Nimmo, cientista planetário da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. “Agora que temos imagens da superfície de Plutão da missão New Horizons da Nasa, podemos comparar o que vemos com as previsões de diferentes modelos de evolução térmica”.

Formado cerca de 4,5 bilhões de anos atrás com o restante do Sistema Solar, Plutão pode ter se acumulado mais lentamente, a partir de material frio. Nesse modelo, diferentes mecanismos poderiam explicar a água líquida sob a superfície, como a deterioração dos elementos radioativos no núcleo do planeta anão.

No entanto, embora esse modelo seja uma resposta plausível para a água líquida persistir em um objeto no Cinturão de Kuiper, ele é inconsistente com algumas descobertas da New Horizons. “Se começasse frio e o gelo derretesse internamente, Plutão teria contraído e deveríamos ver características de compressão em sua superfície, enquanto que se esquentasse, deveria ter se expandido à medida que o oceano congelava e deveríamos ver extensões em superfície”, disse o cientista planetário Carver Bierson, da UC San Diego, principal autor do artigo.

“Nós vemos muitas evidências de expansão, mas não vemos nenhuma evidência de compressão, então as observações são mais consistentes com Plutão começando com um oceano líquido”, explicou Bierson.

A presença de linhas de extensão por si só não é uma confirmação de um início quente. Se Plutão começasse quente, o planeta passaria por uma fase de extensão rápida e precoce por cerca de um bilhão de anos, seguida de outra mais lenta e longa, de aproximadamente 3,5 bilhões de anos.

Mas em um cenário de partida frio, a segunda fase também seria de expansão; a diferença é que a fase anterior seria de compressão. Portanto, para descobrir qual modelo se encaixa, é importante descobrir os recursos da fase inicial – e foi o que a equipe fez. Identificando um sistema de vales e sulcos, os cientistas acreditam que a primeira fase foi extensional.

O próximo passo foi modelar como Plutão poderia ter sido quente desde o início. Uma fonte dessa energia térmica seria o processo de acréscimo (o material chovendo no planeta aumentaria seu volume). À medida que esse material se acumula, ele fornece energia gravitacional, que então é liberada como calor.

Mas os prazos em que isso ocorre fazem uma grande diferença. “Como Plutão foi montado, em primeiro lugar, importa muito para sua evolução térmica”, explicou Nimmo. “Se acumular muito lentamente, o material quente na superfície irradia energia para o espaço, mas se acumular rápido o suficiente, o calor fica preso no interior”.

Os modelos tradicionais de objetos do Cinturão de Kuiper levariam centenas de milhões de anos para produzir algo do tamanho de Plutão, com 2.376 quilômetros de diâmetro. Nesse ritmo, o planeta esfriaria antes mesmo de começar a esquentar.

Pesquisas recentes sugeriram um novo modelo de formação: um processo de vários estágios no qual um planetesimal cresce de forma relativamente lenta para cerca de 300 quilômetros de diâmetro, e o estágio final de acréscimo acontece rapidamente. Ainda é hipotético, mas alguns recursos podem confirmar as ideias da equipe.

“Uma distinção importante entre os modelos de partida a frio e de partida a quente é que o primeiro, mas não o segundo, provavelmente reterá uma carapaça indiferenciada e rica em rochas na superfície”, escreveram os pesquisadores em seu artigo. Segundo eles, uma “evidência clara de uma carapaça rica em rochas, como o que foi inferido em Ceres, excluiria Plutão de um começo quente”.

Via: Science Alert

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Japão supera os EUA com supercomputador mais rápido do mundo

Vinicius Szafran, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

‘Fugaku’ é quase três vezes mais veloz que o norte-americano ‘Summit’

O supercomputador japonês “Fugaku”, desenvolvido pelo instituto público de pesquisas Riken em associação com o grupo de informática Fujitsu, foi considerado o mais rápido do mundo, segundo ranking divulgado pelo Top500.

Com isso, o “Fugaku” ultrapassou o até então líder “Summit“, supercomputador projetado nos Estados Unidos pela IBM e instalado no Laboratório Nacional de Física Nuclear, em Oak Ridge, no Tennessee. O Summit ocupou a primeira posição nas últimas quatro edições do Top500 – os rankings são divulgados duas vezes por ano.

Sobre o “Fugaku”

O supercomputador foi batizado em homenagem ao monte Fuji, também chamado de Fugaku, em japonês. Sua velocidade é aproximadamente 2,8 vezes maior do que a do norte-americano “Summit”. Em comparação, são 415,53 petaflops do “Fugaku” contra 148,6 petaflops do “Summit”. Lembrando que um pentaflop corresponde a um trilhão de operações por segundo.

Por enquanto, o supercomputador japonês ainda não atingiu toda sua capacidade. Espera-se que, até 2021, “Fugaku” atinja 100% de rendimento. Apesar disso, a máquina já está em uso no país, auxiliando em pesquisas sobre o novo coronavírus.

Via: UOL

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Nova substância pode frear o vírus causador da Covid-19

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Descoberta de cientistas australianos é baseada em uma substância que “bloqueia” uma proteína necessária para a reprodução do vírus

Pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, descobriram uma substância que pode impedir o avanço do vírus causador da Covid-19 no organismo humano.

A descoberta é baseada na análise do comportamento de uma molécula chamada α-ketoamida, que bloqueia uma das proteínas necessárias para a replicação do Sars-Cov-2. No mês passado, uma equipe alemã publicou dados sobre uma versão aprimorada da molécula, que funciona de forma mais eficaz em humanos.

Ao usar um supercomputador para modelar o comportamento da molécula, o Dr. Tom Karagiannis, da Universidade Monash, e sua equipe confirmaram que “esta molécula impede o vírus de se replicar, o que pode impedir a liberação de novas partículas virais e a infecção de outras células no corpo”, diz o cientista.

Os cientistas esperam que a substância, que pode ser administrada com o uso de um inalador, esteja disponível no mercado já no fim deste ano.

Fonte: 9News

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Pesquisa brasileira busca tecido mais resistente contra o coronavírus

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Projeto financiado pelo Senai pretende encontrar material antiviral para fabricação de máscaras e outros equipamentos de proteção individual

Um novo projeto de pesquisa brasileiro, financiado pelo Edital de Inovação para a Indústria do Senai, pretende desenvolver um novo tecido antiviral para melhorar a proteção das máscaras e demais equipamentos de proteção individual. Esses tecidos são fabricados com produtos químicos e outros materiais que fornecem proteção contra raios ultravioletas e possuem ação antimicrobiana.

Porém, além da proteção contra o novo coronavírus, é preciso que o material tenha resistência à lavagem e não seja tóxico à pele. “Não adianta matar o vírus e fazer mal ao ser humano. Então, estamos tendo todo esse cuidado”, afirmou Adriano Passos, coordenador da plataforma de Fibras do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras.

Uma nova rodada de testes se iniciou em laboratórios com a segurança exigida para pesquisas com o Sars-Cov-2 na última semana. Apesar de ser especialmente útil para os profissionais da linha de frente contra a pandemia, Passos possui planos maiores para o material em desenvolvimento. “Nossa ideia é que isso seja uma solução para profissionais de saúde, mas que pode ser desenvolvida para o público geral”, destacou.

A pesquisa é uma parceria entre o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Sanai/Cetigt), a empresa Diklatex e os laboratórios da Bio-Manguinhos, onde os testes são realizados. Os resultados desta fase devem ser divulgados até o fim de junho.

Via: Agência Brasil

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Anel de fogo no céu impressiona espectadores na África e Ásia; reveja

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Fenômeno não pôde ser visto a olho nu no Brasil, mas foi transmitido ao vivo para o mundo todo pela internet

Um eclipse solar encantou milhares de espectadores na África e na Ásia neste domingo. O fenômeno pôde ser visto a olho nu em países como a República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Sudão do Sul, Sudão, Etiópia, Yemen, Arábia Saudita, Oman, Paquistão, Índia, China, Taiwan e norte da Austrália.

Foi um eclipse anular, um tipo de eclipse parcial que ocorre quando a Lua está distante demais de nós para cobrir todo o Sol. Em Uttrakhand, no Norte da Índia, a Lua cobriu 99,94% do disco solar. Entretanto o momento exato da totalidade foi breve, apenas 38 segundos.

“Ring of fire” another view on solar eclipse. #SolarEclipse2020 #solareclipse pic.twitter.com/fSVzjhWk6g— Shen Shiwei沈诗伟 (@shen_shiwei) June 21, 2020

O fenômeno não foi visível no Brasil, já que teve seu ápice às 03:42 (horário de Brasília). Entretanto, pôde ser observado pelos brasileiros graças a transmissões ao vivo feitas por projetos como o Virtual Telescope. A transmissão completa, com comentário e cerca de 2 horas de duração, pode ser revista abaixo. O momento exato do “anel de fogo” ocorre à 01h00 no vídeo:

Nossa próxima chance de ver um eclipse a olho nu (com a devida proteção, claro) será em 14 de dezembro, quando ocorrerá um eclipse total do sol que será visível em partes da Argentina e do Chile. Infelizmente, no Brasil, ele será visto apenas parcialmente.

Fonte: Space.com

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Pesquisadores descobriram a origem de uma ilusão de ótica

Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Estudo do MIT finalmente descobriu quem é o culpado pelo ‘erro’: nossos olhos ou nosso cérebro?

É uma conhecida ilusão de ótica: quando olhamos para duas figuras com cores idênticas sob fundos em contraste, percebemos uma delas como de cores diferentes (como na imagem acima).

Cientistas já entendem isso há bastante tempo: é um efeito chamado contraste simultâneo que há séculos vem sendo explorado por artistas e estudado por pesquisadores. Mas, até agora, ninguém sabia quem exatamente era o culpado pela percepção falha: nossos olhos ou nosso cérebro?

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) finalmente encontrou uma resposta para esse efeito. Ao realizar uma série de experimentos com diferentes tipos de voluntários, eles conseguiram finalmente entender que nascemos com essa “falha” na visão, e isso acontece antes das informações dos olhos chegarem ao cérebro.

Olhos nos enganam

Os cientistas inicialmente apresentaram uma série de testes visuais a 27 voluntários. Algumas vezes, eram exibidas imagens sutilmente diferentes para cada um dos olhos, e imagens com sombras e efeitos diferentes de iluminação também foram mostradas.

A conclusão dos pesquisadores do MIT foi de que a luminância – a medida de densidade da intensidade de luz – interfere na percepção das cores em contraste simultâneo.

As nossas estimativas de brilho ocorrem bem no começo do processamento da imagem, antes das informações dos nossos olhos chegarem ao cérebro.

De nascença

Outra dúvida a ser solucionada pelos pesquisadores era se o nascíamos com nosso sistema visual preparado para fazer estimativa de brilho ou se é algo que aprendemos com o tempo ou influenciados por outras experiências.

Para isso, eles apresentaram imagens com a mesma ilusão para nove crianças entre 8 e 17 anos que eram capazes de enxergar pela primeira vez após uma cirurgia de catarata.

O efeito foi percebido pelas crianças da mesma maneira como os voluntários do estudo anterior, indicando que a estimativa de brilho é um mecanismo da visão que já nascemos com.

Apesar das possíveis respostas para a questão, e do estudo estar de acordo com outros recentes da área, nem todas as dúvidas sobre como processamos e entendemos ilusões foram solucionadas. O artigo científico foi publicado no Vision Research.

Via: Science Alert

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Microsoft vai retomar atualizações opcionais do Windows em julho

Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Empresa paralisou liberação de pacotes que não sejam de segurança por causa da pandemia do coronavírus

A Microsoft vai retomar a liberação de atualizações que não sejam de segurança para o Windows, que estão paralisadas desde março, quando a pandemia do coronavírus fez com que a empresa focasse em garantir um sistema operacional estável e seguro em vez de incluir novos recursos.

Assim, a partir de julho de 2020 o Windows 10 vai voltar a ganhar novidades. Essas atualizações serão opcionais, com novos pacotes sendo liberados nas terceiras semanas do mês.

Como atualizações opcionais, elas aparecerão em uma área especial e terão “Preview” na descrição, como mostra a imagem abaixo:

Além das atualizações opcionais nas terceiras semanas do mês, a Microsoft vai manter o calendário de updates do Windows com os pacotes de segurança sendo lançados na segunda semana do mês.

Via: Microsoft

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Chrome tem um plano para finalmente começar a usar menos memória RAM

Renato Santino 

Olhar Digital

Navegador do Google começará a usar ferramenta do Windows 10 que pode reduzir em cerca de 27% o uso de recursos do computador

Há anos o Chrome tem uma fama péssima: a de engolir memória RAM excessiva, causando lentidão no computador. No entanto, o navegador deve começar a fazer uso de um novo recurso do Windows 10 para tentar resolver essa questão.

A função, chamada de SegmentHeap, visa derrubar o uso de memória por aplicativos Win32 de todos os tipos, e isso afeta também os navegadores. Para que isso se aplique, desenvolvedores de software precisam ativá-la em seus produtos.

A Microsoft já tinha avisado que aplicaria o SegmentHeap em seu navegador, o Edge, que ganhou versão baseada no Chromium, com previsão de reduzir o consumo de memória em 27%. O Google gostou da ideia e deverá fazer o mesmo com o Chrome.

Como percebeu o site Windows Latest, Em um commit na plataforma de desenvolvimento do Chromium, um engenheiro do Google aponta que usar o SegmentHeap pode poupar centenas de megabytes de memória RAM em processos do navegador em alguns computadores. Ele também faz a ressalva de que os ganhos podem variar dependendo do dispositivo.

As duas empresas apontaram a mesma coisa: os ganhos de desempenho dependem do computador em que o navegador está rodando, podendo ser maior ou menor que os 27%. No entanto, todos os aparelhos terão algum nível de ganho como a tecnologia. Computadores com processadores de múltiplos núcleos tendem a se beneficiar mais.

Não se sabe quando o SegmentHeap será ativado no Chrome, no entanto. O engenheiro nota que há um entrave no processo; o Google precisa usar o kit de desenvolvimento mais recente do Windows 10, mas ele está temporariamente bloqueado por razões que não estão claras.

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