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Ataques virtuais contra sistemas Linux aumentaram 35% em 2021

Gabriela Bulhões 

Olhar Digital

Em 2021, os ataques virtuais começaram a tentar atingir mais dispositivos IoT que operam com o sistema Linux. Depois de entrarem, eles os utilizam principalmente em ataques DDoS, conseguindo derrubar até infraestruturas digitais tidas mais seguras e resistentes. As informações são segundo um relatório da firma de segurança Crowdstrike.

No total, ocorreu um crescimento de 35% nas ameaças virtuais contra sistemas Linux, isso ao comparar 2021 com 2020. Os ataques mais predominantes foram o XorDDoS, Mirai, e Mozi, que são utilizados para colocar dispositivos em botnets, totalizando 22% dos agentes maliciosos que conseguiram infectar o sistema.

Os tipos de dispositivos Linux que mais estão sendo alvo de criminosos são os relacionados com Internet das Coisas (IoT), vistos por agentes como um dos principais propagadores de ataques de negação de serviço (DDoS).

Além disso, esses dispositivos são invadidos para serem utilizados na mineração de criptomoedas, facilitando o envio de e-mails spam, funcionando como servidores de comando e também como controle de ameaças.

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Ucrânia acusa oficialmente a Rússia por ataque cibernético

Ronnie Mancuzo  

Olhar Digital

No último domingo (16/01), o governo da Ucrânia acusou oficialmente a Rússia de planejar o ataque cibernético que atingiu sites de instituições públicas e agências governamentais na semana passada. “Todas as evidências apontam para o fato de que a Rússia está por trás do ataque cibernético”, disse o Ministério da Transformação Digital ucraniano em seu comunicado.

Para Kiev, Moscou continua a travar uma guerra híbrida e está ativamente construindo forças na informação e no ciberespaço. O governo ucraniano afirma que o objetivo do ataque não é apenas o de intimidar a sociedade, mas também “desestabilizar a situação na Ucrânia, interrompendo o trabalho do setor público e minando a confiança no governo por parte dos ucranianos”.

Dmitry Peskov, secretário de imprensa do presidente Vladimir Putin, disse que o governo russo não tem nada a ver com o ataque. “Estamos quase acostumados ao fato de que os ucranianos estão culpando a Rússia por tudo, até mesmo pelo mau tempo”.

Grupo bielorruso teria realizado a desfiguração dos sites

De acordo com o Serviço de Segurança da Ucrânia (SSU), acredita-se que o ataque tenha sido realizado depois que os agentes maliciosos obtiveram acesso à infraestrutura de uma empresa privada responsável por gerenciar alguns dos sites afetados.

O governo da Ucrânia atribui a desfiguração de dezenas de sites institucionais ao grupo bielorruso de Ameaça Persistente Avançada (APT) UNC1151 [a sigla UNC remete a grupos “não categorizados”]. No ataque ocorrido na semana passada, os sites desfigurados exibiram mensagens ameaçadoras nos idiomas russo, ucraniano e polonês.

Em novembro de 2021, pesquisadores da Mandiant Threat Intelligence vincularam a campanha de desinformação chamada de Ghostwriter (também conhecida como UNC1151) ao governo da Bielorrússia (considerada uma aliada próxima da Rússia). Segundo a empresa de segurança cibernética, o grupo tem como alvo uma ampla variedade de entidades governamentais e do setor privado, com foco na Ucrânia, Lituânia, Letônia, Polônia e Alemanha.

Serhiy Demedyuk, vice-secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano, afirma que os ataques foram realizados para cobrir ações mais destrutivas nos bastidores. “A desfiguração dos sites foi apenas uma cobertura para ações mais destrutivas que estavam ocorrendo nos bastidores e cujas consequências sentiremos em um futuro próximo”.

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Som da explosão do vulcão de Tonga dá volta ao mundo e chega ao Brasil

Flavia Correia  

Olhar Digital

erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai, na nação polinésia de Tonga, que aconteceu no sábado (15), foi um evento de escala global. Conforme destaca o MetSul, a violenta explosão gerou uma nuvem de cinzas que chegou a 30 km de altura, alcançando a estratosfera do planeta – segunda camada da atmosfera, depois da troposfera.

De tão violento que foi o estouro provocado pela erupção, ele gerou uma enorme onda de choque visível nas imagens de satélites meteorológicos que estão entre as mais impressionantes desde que a ciência passou a observar o planeta a partir do espaço. 

De acordo com o diretor técnico do Serviço Brasileiro de Observação de Meteoros (Bramon, na sigla em inglês) e colaborador do Olhar DigitalMarcelo Zurita, a onda de choque, basicamente, é o som da explosão do vulcão. “Provavelmente, em uma frequência inaudível para a gente, mas é a propagação dessa explosão pela atmosfera”.

Imagens de satélite mostram onda de choque se espalhando

É possível ver a enorme coluna de cinzas eclodindo no meio do Pacífico e se expandindo ao alcançar altitudes mais elevadas enquanto uma onda de choque se espalha radialmente a partir do centro da erupção.

Segundo o MetSul, o evento foi tão significativo que o som da explosão do vulcão em Tonga acabou sendo ouvido a centenas de quilômetros de distância. Moradores de Fiji, a 800 km do vulcão, gravaram vídeos dos ruídos gerados pelo processo eruptivo.

Meteorologistas em vários lugares do mundo observaram em estações de monitoramento meteorológico uma súbita mudança de pressão atmosférica com a chegada da onda e publicaram os dados em redes sociais. O mesmo padrão foi observado na Nova Zelândia, Japão, Alasca, Nova York, Porto Rico, Los Angeles, Oklahoma, Miami, Zurique e até na Finlândia, país do norte europeu que fica a 15 mil km de distância do vulcão.

Para calcular a onda de choque com anomalia de pressão atmosférica, os cientistas usaram como dados: o horário de sua chegada, a distância para a erupção e o horário do evento eruptivo em cerca de 1.300 km/h no Hemisfério Norte.

Como a erupção foi pouco depois da 1h deste sábado, pelo horário de Brasília, e a velocidade estimada de propagação na maioria dos locais foi de 1.000 km/h, a onda de choque provavelmente alcançaria o Brasil cerca de 12 a 13 horas depois. 

E foi exatamente o que ocorreu. Repetindo o padrão observado em estações meteorológicas de diferentes países e continentes, o levantamento da MetSul Meteorologia indicou um pico de pressão atmosférica do Sul ao Norte do Brasil nos dados das estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Explosão do vulcão de Tonga altera pressão atmosférica

Um pico de pressão atmosférica de ~1,0 a ~1,5 hPa foi registrado em estações do Inmet entre 14UTC e 16UTC (11h a 13h pelo fuso de Brasília) em estações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Mato Grosso e outros estados, a maioria na faixa das 15UTC a 16UTC, logo em torno do meio-dia.

Segundo a meteorologista Estael Sias, sócia-diretora da MetSul Meteorologia, pancadas de chuva e temporais, comuns nesta época do ano, geram correntes descendentes e com resfriamento da atmosfera que eleva a pressão. “Isso poderia explicar a subida da pressão atmosférica em uma estação ou outra com chuva na localidade ou nas proximidades, contudo jamais no mesmo horário, em uma centena de estações, em tantos estados e distantes, do Sul ao Norte do Brasil”. 

Para ela, o que produziu o padrão de incremento súbito da pressão ao redor das 12h deste sábado foi a chegada da onda expansiva que se propagou pelo planeta a partir da explosão do vulcão no Pacífico Sul.

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RJ vai fabricar esponjas de grafeno capazes de limpar Baía de Guanabara

Flavia Correia 

Olhar Digital

Na última sexta-feira (14), durante o Rio Innovation Week, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Sérgio Luiz Costa Azevedo Filho, conhecido como Dr. Serginho, anunciou que o estado contará com um Centro Tecnológico para produção de esponjas de grafeno em escala industrial. 

Demonstração das esponjas hidrofóbicas de grafeno que serão produzidas no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação/Secti

Chamadas de esponjas hidrofóbicas (capazes de repelir a água), elas são reutilizáveis e retiram materiais oleosos de superfícies aquáticas como rios, lagoas e até porções oceânicas como a Baía de Guanabara com maior rapidez que as tecnologias atuais. 

Segundo divulgado pela secretaria, o grafeno é a forma do carbono que apresenta propriedades como resistência mecânica e, ao mesmo tempo, leveza, e é muito abundante no Brasil.

Conforme publicação do Diário do Rio, a cerimônia de apresentação da fábrica, além de Dr. Serginho, contou com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, e representantes da Universidade de Caxias do Sul e da empresa Zextec, participantes do projeto.

“A espuma de grafeno pode se tornar nossa grande aliada na despoluição da Baía de Guanabara. É uma solução sustentável e com custo muito menor do que as tecnologias utilizadas até então com esse objetivo” afirmou Dr. Serginho. “O lançamento desse produto é a prova de como investir em pesquisa de qualidade traz resultados imensuráveis para a sociedade”.

Uma balsa elétrica equipada com a espuma demonstrou a capacidade do produto de retirar óleos e outras substâncias orgânicas da água, podendo ser usada para limpeza de locais com derramamento permanente desses produtos, como portos, pontos de extração de petróleo e refinarias. 

Brasil é referência em grafeno

Durante dois anos, os responsáveis se dedicaram ao desenvolvimento da tecnologia no Programa de Pós-Graduação em Engenharias de Processos e Tecnologias da Universidade de Caxias do Sul (UCS), a partir de um projeto de pesquisa sobre espumas hidrofóbicas.

Segundo os cientistas, o material tem inúmeras aplicações além da limpeza de superfícies aquáticas, podendo ser usado tanto em novos modelos de comunicações ópticas, quanto em adesivos rastreadores de saúde, por exemplo. 

O novo Centro Tecnológico, que será instalado na cidade de Niterói, vai se chamar Centro Tecnológico Enéas Carneiro, em homenagem ao professor Enéas Carneiro, candidato do antigo Prona à presidência da República nos anos de 1980 e 1990 e famoso pelo bordão “Meu Nome é Enéas”.

“Graças ao esforço conjunto de pesquisadores brasileiros, autoridades e empresas, hoje, o Brasil já produz diversos produtos a partir do grafeno, transformando conhecimento e tecnologia em emprego e renda para o país”, destacou o ministro Marcos Pontes.

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Gangue é presa na Ucrânia por ataques de ransomware a empresas estrangeiras

Flavia Correia  

Olhar Digital

Autoridades policiais ucranianas prenderam nesta sexta-feira (14) cinco membros de uma gangue que se acredita ter organizado ataques contra mais de 50 empresas na Europa e nos EUA, causando perdas no valor de mais de US$1 milhão (cerca de R$5,53 milhões).

De acordo com o site The Hacker News, a operação especial, que foi feita em parceria com autoridades policiais do Reino Unido e dos EUA, levou à prisão de um indivíduo de 36 anos da capital, Kyiv, juntamente com sua esposa e outros três cúmplices.

Ainda segundo a publicação, foram realizadas nove buscas nas casas dos suspeitos, resultando na apreensão de equipamentos de informática, celulares, cartões bancários, pen drives, três carros e outros itens com indícios de atividade ilegal.

A Divisão Cibernética da Polícia Nacional da Ucrânia disse que o grupo ofereceu um “serviço hacker” que permitiu que sindicatos do crime motivados financeiramente enviassem e-mails de phishing contendo malware criptografado por arquivos para bloquear dados confidenciais relativos às suas vítimas, exigindo que os alvos pagassem resgates de criptomoedas em troca de restaurar o acesso aos arquivos.

Hackers da Ucrânia ofereceram serviços de falsificação de IP

Além dos ataques de ransomware a empresas estrangeiras, o cartel de hackers também forneceu serviços de falsificação de endereço IP para atores transnacionais de crimes cibernéticos, que usaram ilegalmente a plataforma para invadir sistemas pertencentes a entidades governamentais e comerciais para coletar informações confidenciais e realizar ataques DDoS para paralisar as redes.

“Para lavar os produtos criminais, os infratores fizeram transações financeiras complexas usando uma série de serviços online, incluindo alguns proibidos na Ucrânia”, disse o Serviço de Segurança da Ucrânia (SSU). “Na última etapa da conversão de ativos em dinheiro, eles transferiram fundos para cartões de pagamento de uma extensa rede de pessoas fictícias.”

No mês passado, as autoridades ucranianas prenderam 51 pessoas ligadas à posse ilegal de cerca de 100 bancos de dados contendo informações pessoais de mais de 300 milhões de cidadãos da Ucrânia, Europa e EUA.

Antes disso, também houve a prisão de afiliados de ransomware associados aos grupos Egregor, Cl0p, LockerGoga, MegaCortex e Dharma, bem como indivíduos que foram encontrados operando uma botnet DDoS e um serviço de phishing chamado U-Admin.

Em outubro de 2021, o SSU fez uma parceria com as agências de inteligência dos EUA para deter vários membros de uma operação de lavagem de dinheiro que se envolveu com vários grupos de hackers que realizavam atividades de roubo cibernético e queriam converter os fundos virtuais roubados em dinheiro.

Um mês depois, o departamento cibernético também desmantelou um grupo de cinco membros apelidado de Phoenix que se especializou em invasão remota de dispositivos móveis por mais de dois anos com o objetivo de roubar dados pessoais, que foi então vendido a terceiros por um custo médio de US$200 (R$1.106) por conta.

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Escassez de peças para PS5 fará PlayStation 4 continuar a ser fabricado

Ana Luiza Figueiredo 

Olhar Digital

Boas notícias para quem busca alternativas de consoles mais baratos. De acordo com o site notícias Bloomberg, a Sony decidiu adiar os planos de descontinuar o PlayStation 4, devido ao grande problema envolvendo escassez de peças para o PlayStation 5.

O plano inicial da Sony era parar de produzir o console da geração anterior ao final de 2021, mas agora, os planos mudaram e a indicação é que cerca de 1 milhão a mais de consoles PS4 sejam fabricados.

Com essa decisão, as esperanças da Sony são que a pressão no estoque do PlayStation 5 sejam aliviadas, com o consumidor tendo uma opção mais barata à disposição. Isso deve favorecer o consumidor casual, que não se importa tanto com a geração do console.

Além disso, a Sony espera ganhar terreno nas negociações com fabricantes dos componentes do console da última geração. Com menos pressão no estoque, a empresa visa melhores preços dos componentes. A Sony inclusive reduziu a expectativa de vendas do PS5 para esse ano, culpando os impactos da Covid-19 e a dificuldade em conseguir componentes.

Agora, a informação de que o PlayStation 4 continuará a ser fabricado foi confirmada pela Sony, mas a companhia não confirmou se o console de fato deixaria de ser fabricado já no começo de 2022.

Assim o PlayStation 4, um dos consoles de maior sucesso da história que já teve mais de 116 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, deve ganhar uma sobrevida.

A notícia também deve ter consequências entre os consumidores que já possuem um PlayStation 4 e talvez consigam segurar as pontas por mais tempo, sem correr para a transitar para a nova geração.

Isso porque a sobrevida também parece valer para os jogos disponibilizados, com grandes lançamentos da Sony como “Horizon Forbidden West” e “God of War: Ragnarok” sendo lançados tanto para o console da nova geração quanto no bom e velho PlayStation 4.

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Temperaturas dos oceanos bateram novo recorde pelo 6º ano consecutivo

Flavia Correia  

Olhar Digital

Por mais que uma corrente negacionista não consiga ou não queira enxergar, o fato é que os humanos continuam a alterar a atmosfera ao seu redor, provocando mudanças climáticas que desencadeiam, entre outros eventos, o aumento cada vez maior e mais rápido das temperaturas dos oceanos em todo o mundo.

Em 2021, de acordo com um novo relatório de dois conjuntos de dados internacionais, a onda de calor em nossos oceanos atingiu um novo pico, eclipsando a influência de episódios regionais mais frios.

Embora o aquecimento oceânico do ano passado seja sem precedentes, não foi exceção. Já é o sexto ano consecutivo que as temperaturas dos oceanos do mundo excedem qualquer limite antes alcançado.

Desde o final da década de 1950, quando começaram as informações confiáveis sobre as mudanças climáticas, cada década tem hospedado oceanos mais quentes do que a anterior. Segundo os autores do novo estudo, publicado na revista Advances in Atmospheric Sciencesdesde os anos 1980 houve um aumento “inequívoco” nas temperaturas marinhas.

Aquecimento oceânico em 2021 equivale a mais de sete bombas de Hiroshima

No ano passado, o Oceano Pacífico Norte, o Oceano Atlântico Norte e o Mar Mediterrâneo experimentaram as temperaturas marinhas mais quentes já registradas. Ao todo, os 2 mil metros superiores em nossos oceanos absorveram mais 14 Zettajoules (ZJ) em 2021 do que em 2020.  Isso é o equivalente a mais de 7 quintilhões de graus Celsius.

A diferença se equipara a lançar mais de sete bombas de Hiroshima no oceano por segundo. Em 2019, cientistas calcularam que o aquecimento humano do oceano equivalia a lançar o correspondente a cinco bombas de Hiroshima no oceano por segundo.

“Os oceanos estão absorvendo a maior parte do aquecimento das emissões humanas de carbono”, diz o cientista climático Michael Mann, da Universidade Estadual da Pensilvânia. “Até atingirmos as emissões líquidas zero, esse aquecimento continuará, e continuaremos a quebrar recordes de teor de calor no oceano, como fizemos este ano. Uma melhor conscientização e compreensão dos oceanos são uma base para as ações de combate às mudanças climáticas”.

Sem cortar nossas emissões, nem mesmo a curto prazo, flutuações regionais de temperatura e circulação podem mudar nossa trajetória atual. Durante um episódio de La Niña, por exemplo, quando os ventos e as correntes oceânicas mudam, as partes norte do Oceano Pacífico tendem a ficar mais frias, enquanto as águas do sul acima da Austrália ficam ligeiramente mais quentes.

Apesar desse pequeno efeito de resfriamento que entrou em ação no final de 2021, o aquecimento no oceano Pacífico Norte permaneceu amplo e profundo. No ano passado, anomalias de aquecimento no meio do Pacífico Norte foram medidas a 2°C perto da superfície e 1°C a 300 metros de profundidade.

“Os aumentos implacáveis [no teor de calor dos oceanos] têm implicações diretas para a frequência, intensidade e extensão das ondas de calor marinhas e outros ‘pontos quentes’ dentro do oceano”, declaram os autores.

Tome-se, por exemplo, uma onda maciça de calor denominada “Blob”, que continua aparecendo ao largo da costa do noroeste do Pacífico nos EUA e sudoeste do Canadá. Em 2014, essa onda de calor, possivelmente a maior já registrada, cresceu e se espalhou por anos, devastando as teias alimentares ao longo do caminho.

Em 2019, Blob voltou, e em 2021 o redemoinho de oceano quente persistiu sob uma “cúpula de calor de alta pressão” que às vezes excedia 40°C. O período frio de La Niña não foi suficiente para pará-lo, embora tenha reduzido um pouco o impacto.

Oceanos mais quentes levam a furacões mais poderosos

Tendências oceânicas de longo prazo sugerem que os oceanos Atlântico e Ártico estão absorvendo a maior quantidade de calor de nossas emissões de gases de efeito estufa. Quando um oceano absorve calor, a água se expande, levando ao aumento do nível do mar. 

Se o calor em nossos oceanos do sul se dissipar o suficiente do manto de gelo antártico, poderia desestabilizar a estrutura, adicionando mais água ao oceano e afundando ainda mais as nossas costas.

“Oceanos mais quentes também sobrecarregam os sistemas climáticos, criando tempestades e furacões mais poderosos, além de aumentar o risco de precipitação e inundações”, diz o cientista atmosférico Lijing Cheng, da Academia Chinesa de Ciências (CAS).

“Precisamos nos preparar para esses desastres, e a melhor maneira de fazer isso é incorporar a temperatura dos oceanos em nossos modelos climáticos”, informam os pesquisadores. “Infelizmente, no entanto, ainda há grandes incertezas e lacunas de conhecimento no monitoramento do aquecimento dos oceanos”.

Assim, se não melhorarmos a conscientização e a compreensão dessas dinâmicas, estaremos perdendo uma batalha crucial para as mudanças climáticas. “O aquecimento do oceano reduz a eficiência da absorção oceânica de carbono e deixa mais dióxido de carbono no ar”, diz Cheng. “Monitorar e entender o acoplamento de calor e carbono no futuro são importantes para acompanhar as metas de mitigação das mudanças climáticas”.

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Asteroide passa perto da Terra poucas horas depois de ser descoberto

Por Marcelo Zurita, editado por Rafael Rigues  

Olhar Digital

Um asteroide do tamanho de uma van passou próximo da Terra na madrugada desta terça-feira (11), menos de dois dias após ser descoberto. Chamado de 2022 AC4, o asteroide foi descoberto pelo Mount Lemmon Survey no dia 9 de janeiro, e oficializado pelo Minor Planet Center através da Circular MPEC 2022-A129 no dia 10, pouco antes de se aproximar a cerca de 92 mil km do nosso planeta, às 02:19 (horário de Brasília) desta terça.

Essa distância é considerada próxima, corresponde a menos de ¼ da distância até a Lua, mas é uma distância segura, tanto para a Terra quanto para os nossos satélites geoestacionários, que estão a cerca de 32 mil km de distância. 

Além disso, o asteroide é relativamente pequeno. Pelas estimativas iniciais, teria entre 4,3 e 9,5 metros. Quando objetos deste tamanho atingem a Terra, nossa atmosfera se encarrega de vaporizar grande parte da sua massa e reduzir sua velocidade ao ponto de não representar grandes riscos para a população em solo. 

Descobertas como essa mostram como é complicado mapear os pequenos asteroides do Sistema Solar. Apenas quando passam próximos à Terra é que podem ser enxergados pelos nossos sistemas de busca, mas muitas vezes passam despercebidos. Algumas vezes, asteroides até maiores do que esse nos surpreendem atingindo nosso planeta antes mesmo de serem detectados, como ocorreu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Por isso, a necessidade de investir cada vez mais nos programas de busca de asteroides próximos à Terra, para impedir que um dia, que tenhamos uma surpresa desagradável vinda do espaço.

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Astrônomos flagram mais brilhante explosão de supernova vista em raios-X até hoje

Flavia Correia  

Olhar Digital

Mais um membro da nova classe de explosões de supernovas conhecida como “vaca” foi descoberto – o mais brilhante visto em raios-X até hoje. O novo evento, denominado AT2020mrf, é apenas o quinto encontrado até agora pertencente a esse grupo, que recebeu esse nome após a primeira supernova encontrada nessa classe, AT2018cow, cujas três letras finais formam a palavra vaca em inglês.

Pesquisadores investigam o que pode estar por trás dessas explosões estelares incomuns. Novas evidências apontam para buracos negros ativos ou estrelas de nêutrons.

Quando uma estrela maciça explode, ela deixa para trás um buraco negro ou um remanescente estelar morto chamado estrela de nêutrons. Normalmente, esses remanescentes estelares são relativamente inativos e envoltos por material ejetado na explosão. 

No entanto, de acordo com Yuhan Yao, estudante de pós-graduação no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), eventos do grupo das “vacas” têm em seus núcleos objetos muito ativos e, principalmente, expostos, compactos que emitem raios-X de alta energia. Yao apresentou as novas descobertas virtualmente na 239ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, e o estudo foi submetido à aceitação do Astrophysical Journal.

“Podemos ver no coração dessas explosões para testemunhar diretamente o nascimento de buracos negros e estrelas de nêutrons”, diz ela, observando que as supernovas não são camufladas pelo material.

Supernova recém-descoberta brilha 20 vezes mais do que a originária do grupo das vacas

O primeiro evento vaca, AT2018cow, chocou os astrônomos quando foi descoberto em 2018: a explosão estelar foi 10 vezes mais brilhante em luz visível do que supernovas típicas e desapareceu mais rapidamente. 

Também forneceu uma grande quantidade de raios-X altamente variáveis, levando os astrônomos a acreditar que eles estavam testemunhando diretamente o nascimento de um buraco negro ou estrela de nêutrons pela primeira vez.

Outro fator peculiar das vacas é que elas jogam fora montes de massa antes de explodir, e essa massa fica iluminada mais tarde, após a explosão. Quando as estrelas explodem, elas geram ondas de choque que atravessam o material pré-existente, fazendo com que elas brilhem em rádio e luz de comprimento de onda milimétrica.

AT2020mrf é o primeiro a ser encontrado inicialmente em raios-X em vez de luz óptica. Yao e seus colegas detectaram o evento em julho de 2020, usando dados de raio-X do telescópio russo-alemão Spektrum-Roentgen-Gamma (SRG). 

Eles verificaram observações feitas em luz óptica pela Zwicky Transient Facility (ZTF), que opera a partir do Observatório Palomar da Caltech, e descobriram que a ZTF também havia detectado o evento.

Segundo revelaram os dados do SRG, a explosão inicialmente brilhou com 20 vezes mais luz de raio-X do que o evento original das vacas. Dados capturados um ano depois pelo Observatório de Raios-X Chandra da Nasa mostraram que a explosão não só ainda estava brilhando, como fazia isso com 200 vezes mais luz de raios-X do que a detectada do evento originário do grupo durante um período semelhante.

“Quando vi os dados de Chandra, não acreditei na análise no início”, diz Yao. “Eu refiz a análise várias vezes. Esta é a supernova vaca mais brilhante vista até hoje em raios-X”.

De acordo com os astrônomos, um “motor central” dentro dos detritos da supernova deve estar alimentando a intensa e contínua radiação de raios-X. “A grande quantidade de liberação de energia e a rápida variabilidade de raios-X vistas em AT2020mrf fornecem fortes evidências de que a natureza do motor central é um buraco negro muito ativo ou uma estrela de nêutrons girando rapidamente chamada magnetar”, diz Yao. “Em eventos parecidos com vacas, ainda não sabemos por que o motor central é tão ativo, mas provavelmente tem algo a ver com o tipo de estrela progenitora ser diferente das explosões normais”.

Como este evento não se parecia exatamente com os outros quatro eventos da classe das vacas, Yao diz que essa nova categoria de supernovas é mais diversificada do que se pensava originalmente. “Encontrar mais membros desta classe nos ajudará a determinar a fonte de seu poder”, diz ela.

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Nasa completa comissionamento do telescópio espacial IXPE

Rafael Rigues  

Olhar Digital

agência espacial norte-americana anunciou nesta semana que terminou a fase de comissionamento do IXPE (Imaging X-ray Polarimeter Explorer), um telescópio espacial projetado para analisar os objetos mais energéticos do universo, como supernovas, buracos negros e muito mais.

Lançado em 9 de dezembro de 2021 a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, o IXPE funciona analisando mudanças na polarização da luz de raios-X, que contém pistas sobre como são esses objetos e ajuda os cientistas a entender melhor esses fenômenos misteriosos.

Esta é a primeira missão da NASA dedicada a medir a polarização de raios-X, e foi selecionada para o programa “Small Explorer” (Explorador de Pequeno Porte) da agência em 2007. Ela é uma colaboração entre a NASA e a Agência Espacial Italiana (ASI).

O processo de comissionamento, quando o equipamento é “desempacotado” no espaço e preparado para operação, ocorreu sem maiores problemas. Mas isso não quer dizer que não houve momentos de tensão: assim como no telescópio espacial James Webb (JWST), a equipe do IXPE se preocupou com um aspecto mecânico: a extensão do mastro que abriga os três telescópios de raios-x da espaçonave.

Eles têm que ser colocados distantes do corpo da espaçonave para poderem focar seus alvos corretamente. Assim como no caso do escudo solar ou espelhos do JWST, uma falha mecânica na montagem condenaria o telescópio antes mesmo da missão começar.  “Para nós no ‘jogo’ espacial, partes móveis são sempre assustadoras”, disse o Dr. Martin Weisskopf, da Nasa, investigador principal da missão, ao site NASASpaceflight.

Com o fim do comissionamento, o IXPE está sendo apontado para seu primeiro alvo, Cassiopeia A, resquício da explosão de uma supernova. Outros alvos incluem magnetaresburacos negros, núcleos galácticos, quasares, pulsares, blazares e outros alvos de oportunidade durante sua missão, com duração prevista para dois anos.

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