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Mutação europeia do coronavírus facilitou propagação no início da pandemia

Estudo concluiu que mutação detectada em fevereiro na Europa se propaga pelo ar com muito mais fácil do que a variante original da China

Renato Santino 

Olhar Digital

Desde o início da pandemia, se pergunta o que uma mutação do coronavírus poderia causar. Agora, um estudo publicado na revista Science traz mais informações sobre essa questão. Uma mutação originada na Europa no início do ano que se tornou a variação dominante do vírus no continente, nos Estados Unidos e no Brasil, se mostrou mais apta a infectar humanos, e por isso ganhou dominância em comparação com outras formas.

A pesquisa mostra que a variante, com a mutação D614G, se tornou prevalente porque mostrou mais capacidade de replicação nas vias nasais humanas, o que é uma vantagem em comparação com as demais, já que facilita a transmissão de pessoa para pessoa, como explica Ralph Baric, pesquisador da Escola Gilligans de Saúde Pública Global, ligada à Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e um dos coautores do estudo.

A variação D614G não só se mostrou capaz de se replicar mais facilmente, como também se mostrou mais eficaz na transmissão aérea, aquela em que o vírus permanece no ar por um período prolongado em pequenos aerossóis, em vez de se concentrar apenas nas gotículas maiores, que rapidamente caem no chão ou em alguma superfície.

Em experimento realizado por hamsters, os pesquisadores infectaram animais com a D614G ou com a cepa original, que começou a circular na China no fim de 2019. No dia seguinte, foram colocados 8 hamsters ao redor, em gaiolas próximas, sem contato direto, mas com o ar circulando livremente entre elas. Nos animais infectados com a mutação europeia, a transmissão aconteceu muito mais rapidamente.

Com o vírus mutante, após o segundo dia, o vírus se transmitiu para seis dos oito hamsters que estavam nas gaiolas ao redor do transmissor. Após o quarto dia, todos estavam contaminados.  Já com a cepa original de Wuhan, não houve transmissão no dia 2, mas ao fim do dia 4 todos estavam infectados.

Os pesquisadores explicam essa diferença nos resultados pela maior facilidade de transmissão aérea da nova variante em comparação com a antiga. Apesar disso, no entanto, não houve alteração no desfecho da doença. Os hamsters apresentaram os mesmos sintomas e a mesma carga viral, mas o uso dos animais pode não ser perfeito para oferecer essa conclusão, já que hamsters não morrem de Covid-19.

Mas afeta a imunidade?

Quando se fala em mutação, a primeira pergunta é se a nova variação pode escapar da imunidade produzida contra a variação original. É importante deixar claro que a D614G é dominante em boa parte do mundo, então foi essa cepa que produziu a resposta imunológica em um número enorme de infectados.

O estudo, no entanto, conclui que a mutação D614G é, na verdade uma boa notícia para imunidade e vacinas. Segundo a pesquisa, a proteína S, que forma os espinhos do vírus, que é usada para invadir as células e é o alvo dos anticorpos e das vacinas, é alterada, mas de uma forma que ela é mais suscetível à resposta imunológica, e não o contrário, facilitando sua neutralização. Neste caso, a mutação pode ser uma boa notícia.

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STJ se restabelece após ransomware; PF investiga cópia de dados

Provável malware utilizado no ataque é conhecido por copiar arquivos sigilosos antes de se manifestar

Renato Santino 

Olhar Digital

Os estragos causados pelo ataque com ransomware ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda não são totalmente conhecidos. A Polícia Federal assumiu a investigação do caso, não só para compreender a extensão dos danos, como para averiguar o acesso aos arquivos, que pode incluir até mesmo uma cópia indevida dos dados.

Segundo comunicado do STJ, aos poucos os sistemas começam a ser retomados após o ataque. A retomada começou na terça-feira (10), com a retomada de algumas das funcionalidades mais acessadas do portal. As centrais telefônicas voltaram a operar parcialmente na quarta-feira (11) e em sua totalidade na quinta (12). Agora, o Tribunal também informa que a restauração dos sistemas de informática já está praticamente finalizada.

O STJ diz que há ainda dois pontos a serem resolvidos. Um deles é o Sistema Integração, que deve ser restabelecido durante o fim de semana. Além disso, até segunda-feira (16), a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação deve finalizar a disponibilização dos drivers.

Para evitar novos ataques, o tribunal também impôs novas medidas de segurança. Como informa o site Convergência Digital, uma das mais importantes é impedir que os funcionários conectem equipamentos pessoais, com menção direta a notebooks, à rede do STJ, para garantir que novas ameaças trazidas de fora não afetem os sistemas internos.

Copiar dados é o modus operandi do malware

Apesar de a investigação do ataque correr em sigilo, algumas coisas são conhecidas. O site Bleeping Computer percebeu que o bilhete de resgate encontrado em inglês pelos técnicos nos computadores do STJ é compatível com o RansomExx, um ransomware que viabiliza esse tipo de ataque.

No caso do ataque ao STJ, os arquivos foram cifrados com a extensão “.stj888”, o que parece ser um padrão de ataque. O site aponta que o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) também foi afetado pela ameaça no fim de outubro, e os dados foram criptografados com a extensão “.tjpe911”. É uma marca da ameaça o uso de bilhetes de resgate direcionados, utilizando o nome da organização atingida.

O malware já atingiu múltiplos alvos fora do Brasil, como ressalta a publicação. Um dos ataques notáveis atingiu o Departamento de Transportes do Texas (TxDOT), nos Estados Unidos. Na ocasião, os arquivos foram cifrados com a extensão “.txd0t”. O ransomware não mira apenas órgãos governamentais, afetando também várias empresas, como Konica Minolta, IPG Photonics, and Tyler Technologies.

O RansomExx é uma nova versão de um ransomware conhecido como Defray777. A nova variação começou a circular mais ativamente desde junho. Durante esse período, ele já mostrou um modo de atuação claro: a ameaça se instala na rede da vítima e começa a roubar documentos sensíveis enquanto se espalha pelas máquinas. Em posse dos arquivos relevantes, o malware se manifesta e começa a cifrar os dados nos computadores afetados.

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Foguete da SpaceX decola com quatro astronautas rumo à Estação Espacial Internacional

Três americanos e um japonês devem chegar nesta terça à ISS a bordo do novo sistema de transporte que substituiu os foguetes russos Soyuz no programa espacial americano.

Por France Presse

Três astronautas americanos e um japonês decolaram neste domingo (16) dos Estados Unidos rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) a bordo de um foguete da empresa SpaceX, novo sistema de transporte espacial da agência espacial americana (Nasa), após nove anos de dependência dos foguetes Soyuz, da Rússia.

O foguete Falcon 9 decolou sem falhas do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, iluminando a paisagem noturna. A bordo da cápsula acoplada com a parte superior viajam os astronautas americanos Michael Michael Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker, e o japonês Soichi Noguchi.

Foguete partiu da Flórida na noite deste domingo e deve chegar à ISS na terça-feira — Foto: Reuters/Joe Skipper

Foguete partiu da Flórida na noite deste domingo e deve chegar à ISS na terça-feira — Foto: Reuters/Joe Skipper

Menos de três minutos após a decolagem, a uma altitude de 90 quilômetros, e enquanto o foguete voava a 7000 km/h, o primeiro nível da nave se desprendeu para voltar à Terra, uma vez que será usado em uma missão prevista para 2021, que levará quatro astronautas à ISS. O segundo nível seguiu seu curso, segundo a empresa.

A viagem levará 27 horas e meia e a cápsula Dragon deverá acoplar com a ISS por volta da 1h (de Brasília) de terça-feira (17). Dois russos e um americano estão na estação, onde os tripulantes permanecerão por seis meses.

Este voo “operacional” dá continuidade à bem-sucedida missão de demonstração realizada de maio a agosto, na qual dois astronautas americanos foram levados para a ISS e, depois, trazidos com segurança para a Terra pela SpaceX.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, presenciou do centro espacial o lançamento. “Bem-vindos à continuação de uma nova era de exploração espacial tripulada nos Estados Unidos”, declarou mais cedo.

A cápsula Dragon da SpaceX é, hoje, o segundo dispositivo capaz de chegar à ISS, ao lado do russo Soyuz. Esta última leva todos os visitantes à estação desde 2011, depois que os Estados Unidos interromperam seus voos com ônibus espaciais há nove anos.

A Nasa espera, no entanto, continuar cooperando com a Rússia. Para isso, a agência americana propôs facilitar lugares para seus cosmonautas em missões futuras e pretende que os americanos continuem a usar a Soyouz regularmente. As negociações se arrastam, porém.

“Queremos uma troca de lugares”, disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, em entrevista coletiva na sexta-feira.

Tripulação enviada à ISS é formada por três americanos e um japonês — Foto: Reuters/Joe Skipper

Tripulação enviada à ISS é formada por três americanos e um japonês — Foto: Reuters/Joe Skipper

“As conversas estão em andamento”, limitou-se a dizer, como vem fazendo há meses.

A realidade é que os laços entre Washington e Moscou no âmbito espacial — um dos raros setores onde continuavam sendo bons — estão se enfraquecendo.

Rompendo com mais de 20 anos de cooperação na ISS, a Rússia não participará da próxima miniestação idealizada pela Nasa em torno da Lua, a Gateway.

O diretor da agência espacial russa (Roskosmos), Dmitri Rogozine, ironizou em 2014 a necessidade de os Estados Unidos usarem um “trampolim” para chegar à ISS.

Elon Musk, o polêmico presidente da SpaceX, não esqueceu a provocação e respondeu em maio: “O trampolim funciona”.

Além de se tornar a transportadora preferida da Nasa, a empresa de Musk também é líder no mercado de lançamentos de satélites privados, obrigando a Rússia a rever seu agora ultrapassado programa espacial.

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Twitter diz ter marcado 300 mil mensagens ‘enganosas’ sobre eleições nos EUA

Empresa afirma que 74% das pessoas só viram os tuítes problemáticos depois que eles já estavam marcados com mensagens de alerta.

Por France Presse

Twitter marcou 300 mil mensagens relacionadas com as eleições presidenciais dos Estados Unidos como “potencialmente enganosas” nas duas semanas que abrangeram a votação, o correspondente a 0,2% das postagens relacionadas com o pleito, informou a rede social na noite desta quinta-feira (12).

empresa anunciou que as etiquetas foram emitidas entre 27 de outubro e 11 de novembro, uma semana antes e uma semana depois das eleições eleitorais de 3 de novembro, nas quais o democrata Joe Biden venceu o presidente republicano Donald Trump, segundo projeção da mídia americana.

Dos 300 mil tuítes marcados, 456 foram cobertos com uma mensagem de alerta e tiveram suas ferramentas de engajamento limitadas – os usuários não puderam curtir, retuitar ou replicar as postagens, explicou Vijaya Gadde, diretora de questões jurídicas, de segurança, confiança e normas do Twitter, em uma postagem em um blog.

A empresa estima que 74% das pessoas só viram as mensagens problemáticas depois que elas estavam marcadas com o alerta, e o compartilhamento das postagens, consequentemente, caiu cerca de 29%.

Durante o período eleitoral, o Twitter postou mensagens nas páginas dos usuários americanos que foram vistas 389 milhões de vezes que “lembravam às pessoas que os resultados das eleições provavelmente atrasariam e que a votação pelo correio era segura e legítima”, acrescentou Gadde.

Quase metade das mensagens de Trump foi marcada pela plataforma nos dias que se seguiram às eleições, enquanto o presidente alegava, sem evidências, que havia vencido o pleito e que o processo tinha sido corrompido por uma fraude maciça.

Publicação de Trump na tarde desta quarta-feira (4) diz que 'cédulas surpresa' foram contadas. — Foto: Reprodução

Publicação de Trump na tarde desta quarta-feira (4) diz que ‘cédulas surpresa’ foram contadas. — Foto: Reprodução

Tanto o Facebook quanto o Twitter anunciaram que tomariam medidas para conter a desinformação sobre o resultado das eleições nos Estados Unidos.

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Vacina contra câncer é eficaz em 100% dos testes, diz pesquisa

Tratamento desenvolvido em Harvard é voltado para tumores de difícil recuperação

Renato Mota 

Olhar Digital

Tratamentos para o câncer são complexos. A quimioterapia mata as células cancerosas, mas também danifica as células saudáveis do corpo – e em alguns casos não previne a metástase do tumor. Imunoterapias contorna esse problema agindo no sistema imunológico do paciente para gerar uma resposta anticâncer sustentada, mas frequentemente têm problemas para superar o ambiente imunossupressor criado pela doença.

Pesquisadores do Harvard’s Wyss Institute juntaram “o melhor dos dois mundos” para propor um novo tratamento que une a efetividade da quimioterapia e a eficácia de longo prazo da imunoterapia. A vacina contra o câncer baseada em biomaterial desenvolvida pelos cientistas foi apresentada em um estudo publicado na Nature Communications.

Em laboratório, 100% das cobaias com câncer de mama triplo-negativo que receberam a vacina sobreviveram. “Esse tipo de câncer não estimula respostas fortes do sistema imunológico, e as imunoterapias existentes não conseguiram tratá-lo”, explica o coautor do artigo, Hua Wang.

Com o novo tratamento, a quimioterapia produz um grande número de fragmentos de células cancerosas mortas que o sistema imunológico pode usar para gerar uma resposta específica para aquele caso. Os pesquisadores ainda adicionaram à vacina fitas de DNA sintético que melhoram ainda mais a resposta imunológica e impedem que células cancerosas de se escondam do tratamento.

“Um dos fatores limitantes críticos no desenvolvimento de vacinas contra o câncer é a seleção de antígenos associados ao tumor, porque atualmente temos apenas uma biblioteca muito pequena de antígenos conhecidos para algumas linhas de células tumorais específicas”, afirma outro pesquisador envolvido no estudo, Alex Najibi.

A equipe continua a explorar a combinação de quimioterapia com vacinas contra o câncer e espera melhorar sua eficácia antitumoral para outros tumores de difícil tratamento. Os pesquisadores esperam que mais estudos permitam compreender e otimizar o sistema, de maneira que possa ser testado em pacientes humanos.

Via: Engadget

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Contas brasileiras espalham notícias falsas sobre eleição dos EUA

Ferramenta Bot Sentinel detectou mais de 1000 contas brasileiras espalhando desinformação sobre eleições americanas no Twitter

Da Redação, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

O criador da ferramenta Bot Sentinel, Christopher Bouzy, afirmou na última terça-feira (10) que foram detectadas milhares de contas brasileiras no Twitter espalhando notícias falsas sobre a eleição presidencial americana. A Bot Sentinel é uma plataforma que monitora atividades de robôs no Twitter e tem o objetivo de rastrear contas automatizadas que são usadas para realizar publicações em massa na rede social.

“Contas estrangeiras no Twitter que disseminam desinformação sobre as eleições nos EUA não são raras, mas é incomum que haja um número significativo de contas brasileiras no Twitter que tentam semear a discórdia em uma eleição presidencial dos EUA”, afirmou Bouzy em seu perfil oficial.

O criador da ferramenta mostrou contas que estão publicando repetidamente a hashtag #BidenWasNotElected (“Biden não foi eleito”), com muitas delas repetindo as mesmas mensagens de desinformação. O objetivo da hashtag era alcançar o primeiro lugar no trending topics do Twitter.

We identified hundreds of Brazilian Twitter accounts attempting to delegitimize the election results. pic.twitter.com/42fpfSF4eP

Em entrevista para a GloboNews, Bouzy informou que desde o começo das eleições, eles perceberam que contas brasileiras estavam espalhando desinformação. Porém, enquanto na semana passada o número girava em torno de 400 contas, agora está se aproximando de 2 mil.

“O curioso e bizarro é que não estão tentando esconder seu país de origem. A maioria dos atores estrangeiros que estão disseminando desinformação tenta se disfarçar como alguém dos Estados Unidos. Mas esses estão fazendo isso à vista de todos”, comentou Bouzy.

Trump alega fraude nas eleições

Antes mesmo do início da contagem dos votos, Donald Trump já fazia alegações sobre fraudes nas eleições presidenciais, mesmo sem provas. O presidente citava os votos antecipados pelos correios como possível brecha para fraudes, e chegou a afirmar que entraria com um processo para parar as contagens de votos recebidos pelo serviço postal após o dia 3 de novembro, quando ocorreu a eleição.

Depois de a derrota ter sido decretada, um movimento se iniciou nas redes sociais quando Trump  afirmou que milhares de votos haviam sido recebidos “ilegalmente” na Pensilvânia e em outros estados-chave das eleições.

Até o momento, nenhuma prova concreta foi levantada pelo atual presidente americano. Mesmo assim, Trump iniciou uma ofensiva judicial contra o resultado das eleições em estados-chaves, porém, várias das ações já foram rejeitadas por tribunais estaduais. As ações dos republicanos visam principalmente os votos enviados pelo correio.

Fonte: G1

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‘Gene dentro de outro gene’ é identificado no Sars-Cov-2

Característica não é rara em vírus deste tipo, mas pode representar ponto cego em pesquisas sobre o causador da Covid-19; outros estudos são necessários para avaliar impacto

Leticia Riente, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Um grupo internacional de pesquisadores descobriu que o Sars-Cov-2, vírus responsável por causar a Covid-19, possui um “gene dentro de outro gene”. O organismo recém-identificado foi chamado de ORF3d e pode causar sérios problemas considerando que ele oferece um ponto cego nos estudos do novo coronavírus. A conclusão das análises foi publicada na eLife.

Inicialmente, é preciso entender o que é um gene de sobreposição. Trata-se de um tipo de gene que está efetivamente oculto dentro de outro gene em uma sequência de nucleotídeos. Nestes casos, os organismos ficam escondidos por conta da maneira como se sobrepõem às sequências codificadas de outros genes.

Organismos desta natureza são difíceis de detectar em uma sequência genética. Sistemas de varredura de código genético, normalmente, são programados apenas para identificar genes individuais. Esta caraterística faz com que, muitas vezes, os rastreamentos percam genes de sobreposição.

Mas na verdade, vírus como o causador da Covid estão propensos a hospedar genes desta natureza, então a descoberta não é exatamente inovadora. O ponto é que não se sabe realmente que truque genômico o ORF3d pode fazer, e é isto que preocupa os pesquisadores.

“Em termos de tamanho do genoma, o Sars-Cov-2 e seus parentes estão entre os vírus de RNA mais longos que existem”, afirmou o bioinformático Chase Nelson, do Museu Americano de História Natural. “Eles são, portanto, talvez mais propensos a ‘truques genômicos’ do que outros vírus de RNA”, explicou Nelson.

Vale lembrar que o ORF3d já havia sido identificado antes por meio de uma varredura em bancos de dados genômicos. Os pesquisadores afirmam que o organismo foi identificado anteriormente em uma variante do coronavírus que afeta os pangolins, encontrados em Guangxi, na China.

Antes, ele também foi classificado de forma errada como um gene não relacionado, o ORF3b, que está presente em outros coronavírus, incluindo Sars-Cov, mas eles não são realmente a mesma coisa. “Os dois genes não estão relacionados e codificam proteínas totalmente diferentes. Isso significa que o conhecimento sobre o Sars-Cov ORF3b não deve ser aplicado ao Sars-Cov-2 ORF3d”, destaca Nelson.

Impactos da descoberta

Descobrir que o Sars-Cov-2 hospeda um “gene dentro de outro gene” pode ser extremamente prejudicial no contexto da pandemia, isto porque o aspecto faz com que alguns pontos do vírus fiquem cegos aos pesquisadores. “A falta de genes sobrepostos nos coloca em risco de ignorar aspectos importantes da biologia viral”, disse o bioinformático. “A sobreposição de genes pode ser uma das maneiras pelas quais os coronavírus evoluíram para se replicar com eficiência, impedir a imunidade do hospedeiro ou serem transmitidos”, salientou.

Ainda é preciso aprofundas os estudos sobre o ORF3d, mas uma coisa já é certa: com base em exames de sangue anteriores com pacientes humanos positivados para Covid-19, o organismo é uma forte resposta de anticorpos.

De qualquer forma, respostas sobre como células T poderiam ser ativadas neste caso ainda não apareceram. “Ainda não sabemos sua função ou se há significado clínico. Mas prevemos que é relativamente improvável que esse gene seja detectado por uma resposta de células T, em contraste com a resposta de anticorpos. E talvez isso tenha algo a ver com como o gene foi capaz de surgir”, falou Nelson.

Acima de tudo, a descoberta é válida considerando que o vírus possui apenas 15 genes conhecidos, por isso, a descoberta de outro, ainda mais sendo ele um gene sobreposto, representa um desenvolvimento significativo.

Via: Science Alert

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SpaceX conquista certificação da Nasa para voos tripulados

É a primeira vez que uma nave espacial é aprovada no Plano de Certificação de Classificação Humana da agência desde a aposentadoria dos ônibus espaciais

Renato Mota 

Olhar Digital

Aprovados com louvor. A Nasa certificou o sistema de transporte de tripulação da SpaceX após uma revisão completa da missão Crew-1, que levará quatro astronautas para a Estação Espacial Internacional. O projeto foi aprovado no Plano de Certificação de Classificação Humana, parte do Programa de Tripulação Comercial da agência.

“Estou extremamente orgulhoso de dizer que estamos devolvendo os lançamentos regulares de voos espaciais humanos ao solo norte-americano, em um foguete e nave espacial norte-americanas”, afirmou o administrador da Nasa, Jim Bridenstine. “Este marco de certificação é uma conquista incrível da Nasa e da SpaceX, que destaca o progresso que podemos fazer trabalhando em conjunto com a indústria comercial”.

A cápsula Crew Dragon é a primeira nova nave espacial tripulada a ser certificada pela Nasa para voos regulares com astronautas desde a criação dos ônibus espaciais, há quase 40 anos. O sucesso da missão Demo-2, que levou os astronautas Robert Behnken e Douglas Hurley para a ISS em maio deste ano foi crítico para essa certificação.

“Obrigado à Nasa por seu apoio contínuo e pela parceria para atingir esse objetivo”, disse o CEO e engenheiro-chefe da SpaceX, Elon Musk. “Eu não poderia estar mais orgulhoso de todos na SpaceX e de todos os nossos fornecedores, que trabalharam arduamente para desenvolver o primeiro sistema de voo espacial humano comercial da história a ser certificado pela Nasa. Esta é uma grande honra que inspira confiança em nosso esforço para retornar à Lua, viajar para Marte e, por fim, ajudar a humanidade a se tornar multiplanetária”, completa o executivo.

A missão SpaceX Crew-1 levará os astronautas norte-americanos Michael Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker, e o japonês Soichi Noguchi, da Jaxa, em um voo de seis meses para a estação espacial. O lançamento está programado para as 21h49 (horário de Brasília) do dia 14 de novembro, com o foguete Falcon 9 decolando do histórico complexo de lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A cápsula Crew Dragon deve se acoplar à Estação Espacial às 06h20 (horário de Brasília) do domingo, 15 de novembro.

A transmissão ao vivo será feita no canal da Nasa no YouTube, Nasa TV, a partir das 17h30 (horário de Brasília) no dia 14. Além disso, a agência está organizando um evento no Facebook. A SpaceX também deve transmitir o lançamento em seu site e canal do YouTube, como de costume.

Via: Nasa

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Plataforma detecta centenas de contas brasileiras no Twitter disseminando desinformação sobre a eleição americana

Criador de sistema que monitora robôs considera ‘bizarro’ que as contas não tentem disfarçar sua origem, deixando claro que são brasileiras.

Por Carolina Oddone, GloboNews

Contas brasileiras espalham desinformação sobre eleição americana — Foto: Reprodução/Twitter/Christopher Bouzy

Contas brasileiras espalham desinformação sobre eleição americana — Foto: Reprodução/Twitter/Christopher Bouzy

Christopher Bouzy, fundador da plataforma Bot Sentinel, que monitora atividade de robôs no Twitter, alertou nesta terça-feira (10) que há mais de mil contas brasileiras tentando espalhar desinformação sobre a eleição americana na rede social.

Entre os exemplos que apresentou estão contas que repetidamente publicam a hashtag #BidenWasNotElected (“Biden não foi eleito”), mensagem que tenta corroborar as alegações sem provas de Donald Trump sobre um suposto “roubo” na disputa presidencial para beneficiar o democrata Joe Biden.

“Desde a semana passada, acompanhamos as atividades das eleições e, desde o primeiro dia, percebemos que contas brasileiras estavam espalhando desinformação. Mas na semana passada eram aproximadamente 370-400 contas brasileiras no Twitter. Agora são bem mais de 1000 se aproximando de 2000”, informou Bouzy à reportagem da GloboNews.

O americano nota que muitas das contas ficam repetindo as mesmas mensagens de desinformação. “O curioso e bizarro é que não estão tentando esconder seu país de origem. A maioria dos atores estrangeiros que estão disseminando desinformação tenta se disfarçar como alguém dos Estados Unidos. Mas esses [brasileiros] estão fazendo isso à vista de todos”, comentou.

“Contas estrangeiras no Twitter que disseminam desinformação sobre as eleições nos EUA não são raras, mas é incomum que haja um número significativo de contas brasileiras no Twitter que tentam semear a discórdia em uma eleição presidencial dos EUA”, disse o criador do Bot Sentinel.

Tuítes de Donald Trump são novamente banidos pelo Twitter

Tuítes de Donald Trump são novamente banidos pelo Twitter

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Após ataque hacker, Judiciário anuncia comitê de segurança digital

Ministro Luiz Fux, presidente do STF, reforçou a importância de investir em segurança digital nos sistemas eletrônicos da Justiça; 12 mil processos deixaram de ser julgados devido à invasão ao STJ

Davi Medeiros, editado por Wellington Arruda 

Olhar Digital

Em resposta ao ataque hacker sofrido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na última terça-feira (3), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estuda a implementação de um comitê cibernético para monitorar a segurança dos sistemas eletrônicos dos tribunais.

O anúncio foi feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, nesta segunda-feira (9). O ministro afirmou que ainda discute o modelo do comitê com assessores, e que a iniciativa será formalizada em reunião do CNJ nesta terça-feira (10).

Fux reverberou a opinião de especialistas ao indicar que o evento da última semana mostrou a urgência de uma preocupação maior, por parte do governo, com a segurança digital. Ele disse ter ajuda do ministro Humberto Martins, presidente do STJ, para se debruçar sobre o caso e pensar em futuras medidas de proteção.

“Nós vamos criar um Comitê Cibernético de Proteção à Justiça Digital do Poder Judiciário, com parceria de todas as entidades que têm expertise sobre esse tema”, afirmou. “Então, todas as entidades que fizeram parceria com o ministro Humberto Martins farão com o CNJ”.

Julgamentos por videoconferência

A fala de Fux ocorreu durante sessão online que discutia o projeto “Juízo 100% Digital”, que prevê a realização de todos os atos processuais por meio eletrônico e de forma remota. Isso inclui a possibilidade (facultativa) de julgamentos e audiências feitos por videoconferência, ficando a cargo de cada tribunal decidir se adota o sistema.

Naturalmente, este é mais um motivo para o investimento em segurança digital. Estima-se que a interdição do STJ por conta do ataque tenha impossibilitado o julgamento de 12 mil processos.

Na última quinta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou no Twitter que a Polícia Federal já identificou o hacker responsável pela invasão. “Já descobriram quem é o ‘hackeador’ (sic). Já descobriram? Pô, o cara hackeou e não conseguiu ficar aí duas horas escondido”, disse.

A informação foi confirmada no dia seguinte à TV Globo pelo delegado Rolando Alexandre de Souza, diretor-geral da Polícia Federal. Segundo Bolsonaro, Rolando foi elogiado por Humberto Martins por seu desempenho à frente do caso.

Em nota emitida na última semana, a Polícia Federal diz avaliar a extensão do ocorrido, além de buscar restabelecer a rede por meio de diligências adotadas com a participação de peritos do STJ.

Fonte: Globo

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