Hacker diz ter roubado código-fonte relacionado à GPU do Xbox Series X

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Código seria associado às GPUs Navi10 (já no mercado), Navi21 (ainda não lançada) e Arden (do Xbox One X). ‘Se não encontrar um comprador, simplesmente vou liberar tudo’, diz a hacker

Uma hacker alega ter conseguido código-fonte da AMD associado às GPUs Navi10 (usada na Radeon RX 5700), Navi21 (ainda não lançada) e Arden (usada no Xbox Series X), e ameaça lançar todo o conteúdo online caso não receba um pagamento em troca.

Em declaração ao site TorrentFreak, a hacker informa que encontrou o código-fonte acidentalmente, completamente desprotegido em um computador/servidor que invadiu, e que só percebeu do que se tratava após analisar os arquivos.

Não está claro se o código-fonte é relacionado ao firmware das GPUs, aos drivers ou a alguma outra característica dos projetos. Parte do material foi postado no Github, popular plataforma usada por desenvolvedores para compartilhamento de código, mas foi rapidamente retirado do ar após a AMD contatar os responsáveis pelo serviço.

A hacker afirma que o código-fonte roubado vale US$ 100 milhões, mas não informa como chegou a este valor. “Se não encontrar um comprador, vou simplesmente liberar tudo”, disse ela, afirmando que os arquivos seriam protegidos com senhas conhecidas apenas por pessoas selecionadas.

A AMD reconhece a intrusão: “em dezembro de 2019, fomos contatados por alguém que alegou ter arquivos de teste relacionados a um subconjunto de nossos produtos gráficos atuais e futuros, alguns dos quais foram publicados recentemente on-line, mas que foram retirados desde então”, disse a empresa em um comunicado.

“Embora estejamos cientes que o autor possui arquivos adicionais que não foram tornados públicos, acreditamos que propriedade intelectual roubada não é essencial para a competitividade ou segurança de nossos produtos gráficos. Não temos conhecimento de que o autor possua qualquer outra propriedade intelectual da AMD”.

“Estamos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades policiais e outros especialistas como parte de uma investigação criminal em andamento”, afirma a empresa.

Fonte: Torrent Freak

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Nova ‘minilua’ não orbita mais nosso planeta

Rafael Rigues, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Após três anos ao redor da Terra, asteroide 2020 CD3 conseguiu energia suficiente para escapar de nossa órbita e agora orbita ao redor do Sol

Em 15 de fevereiro, astrônomos do programa de monitoramento Catalina Sky Survey (CSS), ligado à Nasa e sediado na Universidade do Arizona, na cidade de Tucson, descobriram um asteroide que ficou preso à órbita terrestre nos últimos três anos. Na prática, isso o transformou em uma minilua.

Conhecido como 2020 CD3 e com o tamanho estimado entre o de uma geladeira e um carro compacto, o asteroide foi fotografado pelo telescópio Gemini North em 28 de fevereiro. Segundo os astrônomos responsáveis, foi uma “corrida contra o tempo”, já que o asteroide deveria ser “ejetado” de nossa órbita em abril.

Órbita própria

Mas parece que 2020 CD3 estava com pressa. Segundo Bill Gray, autor de um software usado por astrônomos para rastrear asteroides e cometas, é praticamente certo que nossa minilua conseguiu escapar de nossa órbita e “ficou para trás”. Agora, ela assume uma órbita própria ao redor do sol, mais lenta do que a da Terra, até que nosso planeta a alcance novamente por volta de março de 2044.

“É difícil prever além desse ponto, mas provavelmente haverá abordagens mais próximas a cada 25 anos, mais ou menos”, disse Gray. “Eventualmente, uma dessas abordagens será próxima o suficiente e na direção certa para que o asteroide seja capturado novamente. E então, depois de um tempo, provavelmente liberado novamente”, disse Gray.

Há o risco de que, em uma destas abordagens, o asteroide colida com a Lua ou mesmo com a Terra. Mas caso isso aconteça, não precisamos nos preocupar: no máximo, veremos algumas bolas de fogo brilhantes no céu, que se desintegrarão antes de causar maiores danos.

Fonte: Forbes

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Aparelho promete fazer testes de coronavírus em 30 minutos

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Método utillizado dispensaria o envio das amostras a um laboratório

Cientistas ingleses anunciaram hoje (26) a criação de um aparelho para fazer testes de coronavírus em apenas meia hora. Para chegar ao diagnóstico, o aparelho usa inteligência artificial, processamento de imagens, virologia molecular, e funciona via aplicativo em um smartphone.

O aparelho foi originalmente criado para testar infecções em galinhas nas Filipinas, mas foi adaptado para detectar a presença do Covid-19 em humanos. A equipe de pesquisadores agora busca financiamento para conseguir fabricar o aparelho em grande escala e no menor tempo possível.

Os diagnósticos podem ser feitos por pessoas em qualquer lugar, mesmo com pouco treinamento. Além disso, o aparelho funciona com bateria e é leve o bastante para ser levado na mão.

A ideia é que ele seja oferecido a profissionais de saúde em ambulatórios, enfermeiras e cientistas biomédicos. Como não existe a necessidade de enviar as amostras para um laboratório, o processo fica muito mais ágil. Ele também poderia ser usado para que os casos suspeitos, já em isolamento, testassem em si mesmos. A pesquisa foi feita por cientistas e pesquisadores da Universidade Brunel de Londres, da Universidade Lancaster e da Universidade de Surrey.

Custo acessível

O aparelho tem um custo de cerca de 100 libras esterlinas (R$ 609 em conversão direta). Um aparelho pode fazer até seis testes de forma simultânea, e cada teste custaria cerca de 4 libras esterlinas (R$ 24 em conversão direta).

Próximas etapas

Agora, a equipe está desenvolvendo uma funcionalidade remota para o app, que deve rastrear o movimento dos usuários (com a permissão do governo) e depois entrar em contato com aqueles que tenham tido interação com alguma pessoa diagnosticada nos últimos 14 dias.

Ao entrar em contato com essas pessoas, o sistema as aconselharia como evitar a proliferação e também a ameaça do coronavírus. Para saber mais sobre o aparelho que realiza testes de coronavírus, basta acessar ao site da Universidade Lancaster.

Via: Slash Gear

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Mutações do novo coronavírus podem ajudar a rastrear sua propagação

Luiz Nogueira, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Análise mostra que o vírus está sofrendo modificações a cada 15 dias, em média

Ao analisar quase 1.500 genomas do novo coronavírus, os dados obtidos pelo site Nextstrain.org mostram, até o momento, como a doença está sofrendo mutações – a cada 15 dias, em média, enquanto a pandemia da Covid-19 ocorre em todo o mundo.

Porém, por mais ameaçadora que a palavra mutação pareça, não quer dizer que o vírus se tornou mais prejudicial. Em vez disso, as mudanças sutis no código genético da doença estão ajudando os pesquisadores a descobrir por onde ela passou, além de derrubar mitos sobre suas origens.

“Essas mutações são completamente benignas e úteis, como uma peça do quebra-cabeça para descobrir como o vírus está se espalhando”, diz Trevor Bedford, cofundador da Nextstrain e biólogo computacional do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle.

A página foi criada com o objetivo de reunir dados coletados ao redor do mundo sobre vírus e, a partir deles, descrever a evolução das epidemias por meio de mapas globais e gráficos filogenéticos – conhecidas como árvores genealógicas de doenças. A ideia é saber exatamente a origem de uma enfermidade.

Abordagem genética

A análise das semelhanças e diferenças de amostras do vírus colhidas em diferentes partes do mundo faz com que os cientistas consigam visualizar como a doença se espalha ao longo do tempo. A árvore genética gerada faz com que seja possível visualizar como as transmissões ocorreram.

Essa abordagem genética para rastrear o novo coronavírus surgiu como uma esperança em meios às manchetes sobre a situação mundial da doença. No passado, um sistema semelhante foi fundamental para entender pandemias como a do Zika e Ebola.

Com a velocidade e eficiência das tecnologias voltadas para o sequenciamento genético, é possível que o tempo para documentar o caminho destrutivo de um vírus seja ainda menor do que há cinco anos, por exemplo.

“Se voltarmos ao vírus Ebola há cinco anos, o processo desde a coleta de amostras até os genomas sendo sequenciados e compartilhados publicamente levou um ano”, diz Bedford. “Agora, o processo é muitos mais rápido – de dois dias a uma semana”, completa.

Mapa a partir de mutações

O laboratório de Bedford usa a genética para rastrear o novo coronavírus desde que os primeiros casos nos EUA começaram a se multiplicar em Washington – fenômeno que ocorreu entre fevereiro e março.
Naquele momento, autoridades de saúde concentravam esforços em rastrear históricos de viagens dos infectados para entender de onde o vírus poderia ter vindo e quando o contágio ocorreu.

Enquanto isso, Bedford e sua equipe tentavam entender o código genético do vírus analisando amostras nasais coletadas de duas dúzias de pacientes. Sua pesquisa descobriu que a doença estava incubada na comunidade há semanas, mais precisamente, desde que o primeiro caso foi documentado em Seattle, em 21 de janeiro.

Em outras palavras, os cientistas descobriram que as pessoas poderiam, sem saber, espalhar o novo coronavírus mesmo que estivessem com sintomas leves e não procurassem atendimento. Essa revelação ajudou governos a tomar decisões sobre os bloqueios e situações de isolamento social em todo o mundo, na tentativa de parar a disseminação.

Teorias da conspiração

Além disso, esse trabalho genético foi importante, pois ajudou pesquisadores a derrubar teorias da conspiração, como a que atribuía o novo coronavírus a uma arma biológica secretamente fabricada para ser usada contra a população.

Ao estudar as características genômicas do vírus com todos os parentes próximos, incluindo Sars, Mers e cepas isoladas de animais como morcegos e pangolins, foi possível definir que a estrutura do novo coronavírus é diferente de todos os já estudados até então.

Além disso, ele contém características que sugerem o encontro entre a doença e um sistema imunológico vivo em vez de ser cultivado em uma placa de Petri.

Mesmo com a eficácia desse processo, para que seja adotado no resto do mundo, ainda há muito o que ser feito. No entanto, é bem interessante saber que há pessoas engajadas em criar um mapa dos locais onde o vírus passou com base em suas mutações. Com esses dados, pode fazer com que não só a origem seja determinada, mas uma cura também seja possível.

Via: National Geographic

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Em desafio do Tik Tok, usuário pega coronavírus após lamber privada

Luiz Nogueira, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Larz anunciou o teste positivo no Twitter; Ava Louise, outra usuária que fez o desafio, sofreu diversas críticas de seus seguidores

Com novas redes sociais surgindo, é comum que os usuários criem desafios que viralizam, e são imitados por milhares de outros, ao se utilizarem dos diversos recursos que as plataformas oferecem. No entanto, alguns são perigosos, e podem causar problemas.

Um bom exemplo disso é o que aconteceu com Larz, um influenciador digital. Em sua conta da rede social TikTok, o usuário causou polêmica após lamber um vaso sanitário no que ele chamou de “Desafio do Coronavírus”.

A atitude, além de ser anti-higiênica e contrariar todas as recomendações de saúde, foi bastante debatida por seus seguidores. Como se pode imaginar, essa infeliz ação teve uma consequência. Larz anunciou em sua conta do Twitter que o “teste para o coronavírus deu positivo”. Em seguida, sua conta foi suspensa.

Há algumas semanas, outra usuária do TikTok gerou revolta na internet quando postou um GIF em que estava lambendo o assento de um vaso sanitário de um avião. Ava Louise, de 22 anos, assim como Larz, associou o feito com o “Desafio do Coronavírus”.

Ava Louise (ig @avalouiise)@realavalouiise

🥰
😅

Please RT this so people can know how to properly be sanitary on the airplane 1.33816:50 – 14 de mar de 2020 · Miami Beach, FLInformações e privacidade no Twitter Ads2.300 pessoas estão falando sobre isso

A usuária ainda pediu para que seus seguidores compartilhassem o feito, sob a justificativa de fazer com que “as pessoas saibam como higienizar corretamente um avião”. Mesmo assim, ela foi alvo de diversas críticas em relação ao comportamento.

Alguns internautas apontaram que a influenciadora contraiu “hepatites A, B e C fazendo isso”. Uma seguidora comentou: “Seleção natural, faça seu trabalho”.

Esses são claros exemplos de como as redes sociais podem ser usadas também para prestar desserviços à sociedade. Em tempos de quarentena, então, o perigo é ainda maior. 

Via: Quem 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

SpaceX está produzindo álcool gel e máscaras para combate à Covid-19

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Empresa doará produção para hospitais e entidades na Califórnia engajados no combate à doença

De acordo com um memorando interno obtido pela CNBC, a SpaceX está produzindo álcool gel e máscaras para combate à Covid-19. Os produtos estão sendo doados a hospitais e entidades na Califórnia engajados no combate à doença.

O álcool gel, segundo o documento, “atende às recomendações do CDC e é eficaz no combate ao vírus causador da Covid-19”. O CDC (Centers for Disease Control) é o órgão federal do governo dos EUA encarregado da prevenção e combate a epidemias e outras ameaças à saúde pública.

As máscaras, que cobrem todo o rosto, estão sendo feitas pela mesma equipe que produz trajes espaciais. 75 unidades foram produzidas no último fim de semana e doadas ao Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, junto com 100 trajes protetores feitos de Tyvek, um material resistente que é leve e não rasga.

As atitudes da Space X vão contra a opinião inicial de seu fundador, Elon Musk, que no início de março disse em sua conta no Twitter que o “pânico com o coronavírus é estúpido”.

Outra empresa de Musk que está participando do combate à doença é a Tesla. Nesta terça-feira (24) o executivo anunciou que até este fim de semana a empresa terá 1.200 ventiladores mecânicos prontos para serem distribuídos aos hospitais. Outras montadoras, como a Ford, também estão colocando fábricas e engenheiros para trabalhar na produção de equipamento para combate e tratamento da Covid-19.

Fonte: CNBC

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Espalhar a Covid-19 nos EUA pode ser considerado terrorismo

Rafael Rigues 26/03/2020 10h51Compartilhe com seus seguidoresAAA

Declaração foi feita pelo Procurador-Geral Adjunto Jeffrey Rosen, ‘nº 2’ na hierarquia do Departamento de Justiça dos EUA

Na opinião de um alto oficial do Departamento de Justiça dos EUA, pessoas que espalham propositalmente o coronavírus causador da Covid-19 poderiam ser enquadradas nas leis norte-americanas antiterrorismo.

Segundo o Procurador-Geral Adjunto Jeffrey Rosen, “nº 2” na hierarquia do departamento, “Como o coronavírus parece atender à definição estatutária de ‘agente biológico‘ … esses atos podem implicar os estatutos da nação relacionados ao terrorismo”, escreveu. “Ameaças ou tentativas de usar o Covid-19 como uma arma contra os cidadãos americanos não serão toleradas.”

O procurador-geral Bill Barr disse durante uma reunião na Casa Branca na segunda-feira (23) que o departamento pode processar quem estocar suprimentos essenciais, como máscaras, bem como praticar o aumento abusivo nos preços de itens necessários à sobrevivência da população ou combate à doença. Entretanto, a organização ainda não elaborou uma lista ou diretriz indicando quais suprimentos são considerados essenciais.

Fonte: Politico 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Primeiro estudo com hidroxicloroquina no país terá resultado em dois meses

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Diital

Einstein, Sírio e HCor vão coordenar pesquisa que vai envolver mais de 1.000 pacientes em 70 hospitais no país

Brasil se prepara para realizar o primeiro estudo com hidroxicloroquina como medicamento para tratar a Covid-19. Os resultados, no entanto, vão demorar entre dois e três meses para serem divulgados. Serão 1,3 mil pacientes testados em 70 hospitais.

A Coalizão Covid Brasil vai ser coordenada pelos Hospitais do Coração (HCor), Albert Einstein e Sírio-Libanês em parceria com o Ministério da Saúde e a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). O laboratório SEM também participará com a doação dos medicamentos.

O projeto foi divido em três partes. Nas duas primeiras, o medicamento vai ser testado sozinho e em conjunto com um antibiótico. Na terceira, será usado o anti-inflamatório corticoide. Os três estudos vão ser feitos simultaneamente e mostrarão os resultados em pacientes com diferentes níveis de infecção.

Como vai funcionar?

O primeiro projeto vai acontecer com pacientes internados, mas que não precisam de altas doses de oxigênio, nem de ventilação mecânica. Serão 630 participantes, divididos nos três grupos de medicamentos. “Nesse caso, vamos avaliar se a medicação acelera a melhora e previne complicações no caso de uma infecção”, explicou o superintendente de pesquisa do HCor, Alexandre Biasi Cavalcanti.

O segundo será feito com 440 pacientes em situações mais graves, que precisam de ajuda respiratória. Desta vez eles serão divididos apenas em dois grupos, um que vai ser tratado apenas com a hidroxicloroquina e outro que vai receber a mesma combinação de medicamentos que o primeiro grupo. Já os últimos 284 pacientes, em estado crítico e que precisam de intubação, também serão divididos em dois grupos. O primeiro vai receber a medicação e o segundo será submetido apenas às medidas padrões de suporte respiratório.

“As duas primeiras já receberam o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa em tempo recorde. Os protocolos ficaram prontos no fim da semana passada e foram aprovados em poucos dias”, afirmou Otávio Berwanger, diretor de pesquisas do Einstein. Com 35 hospitais já habilitados para participar do estudo, os pesquisadores esperam chegar a 70.

Os remédios a base de cloroquina possuem registro no Brasil para o tratamento de doenças como artrite, lúpus e malária. Nos últimos dias, a medicação ganhou destaque com testes mostrando a efetividade no tratamento do novo coronavírus. Com a falta de remédios, os hospitais brasileiros já estão oferecendo o tratamento com o medicamento a pacientes em estado crítico.

Via: O Estado de S.Paulo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Enfermeiro virtual faz análises médicas gratuitas sobre o coronavírus

Victor Pinheiro, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Perguntas são baseadas em questionamentos feitos por médicos em consultas reais

Nesta quinta-feira (19), duas empresas privadas lançaram uma nova plataforma digital para ajudar usuários a entenderem se podem, ou não, estarem infectados pelo novo coronavírus.

Desenvolvida pela startup de medicina Axonn Health Tech junto a agência Pixit, o CoronaBR apresenta tópicos para esclarecer simples dúvidas, como as formas que o coronavírus é transmitido, até orientações para denunciar uma notícia falsa.

O destaque, no entanto, é o serviço de um enfermeiro virtual chamado Pedro. Com perguntas simples, o bot solicita informações básicas ao usuário sobre quais os sintomas apresentados, se consome medicamentos e corresponde a um grupo de risco. As perguntas são baseadas em questionamentos feitos por médicos em consultas reais.

A partir das respostas, o enfermeiro aponta se o caso é suspeito ou não e orienta se o participante deve procurar ajuda médica. Ao final do teste, a plataforma ainda apresenta uma relação de tópicos divididos em “orientações”, “dicas” e “encontrar uma unidade de saúde”.

Na primeira seção, há recomendações detalhadas. Para casos com “baixa probabilidade” de infecção, por exemplo, é indicado a lavagem constante das mãos, não compartilhar copos e recipientes, entre outras orientações básicas.

Na segunda, a plataforma fornece dicas para atenuar possíveis sintomas da doença, isso quando o usuário ainda é orientado a se tratar em casa – neste caso os exemplos variam de descanso à alimentação equilibrada. Já o último tópico identifica uma Unidade Básica de Saúde mais próxima por meio do Google Maps.

Vale frisar que os testes do enfermeiro virtual não são diagnósticos para a doença. Portanto, não se deve utilizar medicamentos sem orientação médica.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Como funciona a matemática do ‘achatamento da curva’ do coronavírus

Renato Santino 

Olhar Digital

Entenda um pouco mais sobre os números e funções por trás desse processo perseguido pelas autoridades de saúde no planeta

Nas últimas semanas, uma expressão ganhou muita força entre os preocupados com a contenção do coronavírus: “achatar a curva“. O termo tem a ver com reduzir ao máximo o ritmo de transmissão do vírus, fazendo com que o número de casos ativos que necessitem de hospitalizações não supere o número de leitos hospitalares disponíveis, garantindo que todos que precisem tenham o atendimento adequado, minimizando o número de mortes.

Mas como funciona exatamente esse achatamento de curva? Existe, sim, uma matemática que mostra como o gráfico de contágio funciona nessa situação e que explica a o comportamento da doença no mundo, como analisou a revista Wired.

Primeiro, é importante entender o que é uma função exponencial. Muitos dos gráficos que vemos mostram a doença acelerando o ritmo de contágio rapidamente, chegando ao ponto de se transformar praticamente em uma linha reta, perpendicular ao eixo horizontal em pouco tempo. Com o coronavírus, estima-se que cada pessoa transmita para duas ou três pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Supondo que o primeiro infectado transmita o vírus para duas pessoas após três dias, serão três casos; essas duas novas pessoas passarão para outras quatro, totalizando sete. As quatro novas infectarão oito pessoas, e já somam 15. As oito novas contaminarão 16, e assim por diante. A curva começa a acelerar, até chegar o momento em que 4.096 pessoas contaminarão 8.192, com um total de 16 mil casos confirmados em um período de apenas 40 dias, e os números só seguem crescendo cada vez mais rápido.

Você já deve imaginar esse gráfico, porque ele está em todos os noticiários, refletindo inclusive o momento da curva de contágio que vemos atualmente no Brasil.

A fórmula a seguir tenta retratar essa situação incluindo um multiplicador de taxa de infecção. No caso, a fórmula mostra a variação no número total de casos (ΔN) pelo tempo (Δt) é proporcional ao número total de casos (N) multiplicado por um fator de proporcionalidade (a), que é a taxa de infecção diária.

Reprodução

Com um percentual de novas infecções diárias de 20%, uma cidadezinha totalmente isolada de 10 mil habitantes que tenham registrado 1 caso no dia zero teria contaminado praticamente a cidade inteira, passando dos 7 mil casos em questão de 45 dias, como mostra o gráfico abaixo.

Reprodução

O gráfico assusta, claro. É um ritmo que faria com que 100% das pessoas fossem infectadas em questão de 50 dias. No entanto, por razões óbvias, não é possível que esse ritmo se mantenha para sempre: para que a curva siga sua trajetória infinitamente, seria necessária que a população fosse infinita.

Felizmente, em algum momento, o ritmo de contágio diminui, até porque governos começam a agir, as pessoas começam a se isolar e a transmissão diminui. Foi o que se viu na China; em vez de o número de contaminados subir até atingir mais de 1 bilhão de habitantes, ele se manteve parado entre os 80 mil e 90 mil. Invariavelmente, outros países alcançarão esse platô no gráfico, sem crescimento no número de infectados, seja por sucesso nas medidas de contenção, seja pelo fato de que não há mais ninguém saudável para infectar. No gráfico, isso toma a forma de um “S”.

E esse efeito também pode ser representado por uma fórmula, utilizando uma função logística, como estimou a Wired.

Reprodução

Neste caso, Nmax seria o número máximo de pessoas em uma população que podem ser infectados, então ao utilizar uma fórmula com essa estrutura, o fator “a”, que representa a taxa de infecção diária, se reduz a cada dia, conforme o número de infectados aproxima do máximo, até chegar o momento em que, multiplicado por 0, ele é anulado, e não há mais contágio.

O resultado é o gráfico abaixo, muito próximo do que é visto na China. Para esse cálculo, foi utilizado uma taxa de infecção de 39,4% com uma população total de 80 mil pessoas.

Reprodução

E aí que entra o tal do achatamento da curva. Quando você ajusta o valor de “a” para baixo, efetivamente reduzindo o quão contagiosa é a doença (como resultado das medidas de contenção), é possível ver que demora mais tempo para que o vírus atinja o máximo. Isso significa que menos pessoas estão simultaneamente doentes, evitando a sobrecarga dos sistemas de saúde.

Quando se refaz o cálculo do gráfico anterior reduzindo a taxa de contágio de 39,4% para 30%, você vê o resultado abaixo. O número de pessoas afetadas ainda é o mesmo, mas é necessário mais tempo para chegar lá. Se você conseguir reduzir para 25%, a contaminação total da população, que levaria 40 dias, agora leva 80.

Reprodução

O gráfico acima representa o total de infectados na história da doença. Ele não leva em consideração o número de curados ou mortes, o que significa que ele nunca vai diminuir. No entanto, quando se coloca no gráfico o ritmo de novas infecções com o tempo, é possível ver o que acontece.

Reprodução

Mantendo os parâmetros anteriores, com taxas de infecções de 39,4% e 25%, você pode perceber que, no seu auge, a curva azul infectou muito mais pessoas do que a linha laranja, mesmo que o número total de infectados tenha sido exatamente igual após um tempo. É exatamente isso que os especialistas querem dizer quando mencionam “achatamento de curva”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.