Drone tubarão é o novo coletor de lixo da Marina de Dubai

Redação Olhar Digital

Os WasteSharks já estão operando na África do Sul e Holanda e custam US $ 17.000 para o modelo de controle remoto e pouco menos de US $ 23.000 para o modelo autônomo

WasteShark é o novo robô da empresa holandesa RanMarine que recebe esse nome por causa de sua boca parecida com a de um tubarão. Contudo, as presas desse robô não são animais, mas sim resíduos na água. O autônomo pode ser controlado remotamente e começará a operar na Marina de Dubai no mês de novembro, após um ano de testes com o parceiro local Ecocoast.

Segunda a empresa, o WasteShark consegue carregar até 159.6 kg de lixo e sua bateria dura um total de 16 horas em operação. O mais surpreendente é que ele não filtra apenas resíduos visíveis. Oliver Cunningham, co-fundador da RanMarine, conta que o robô também tem a capacidade de coletar dados sobre a qualidade do ar e da água, filtrar produtos químicos da água, como óleo, arsênico e metais pesados, e examinar o fundo do mar para ler sua profundidade e contornos.

O drone consegue movimentar-se pela água e evitar colisões, usando a tecnologia de deteccção de imagens a laser para identificar possíveis objetos em seu caminho. Os WasteSharks já estão operando na África do Sul e Holanda e custam US $ 17.000 para o modelo de controle remoto e pouco menos de US $ 23.000 para o modelo autônomo, segundo Cunningham.

A Ecocoast, operadora de Dubai, possui dois dispositivos do tipo em testes e pretende utiliza-los para limpar as margens de seus clientes, que são hotéis e cidades, entre outros. Dana Liparts, co-fundadora da Ecocoast, informou que a intenção é reciclar todo lixo coletado.

Mas nem todos estão convencidos pelo WasteShark ainda. John Burt, professor associado de biologia da NYU Abu Dhabi, disse que o tamanho pode ser um problema. “Em termos das unidades que estão sendo implantadas atualmente, eu acho que elas são relativamente pequenas (em metros: 1.5 x 1.5 x 1.1) e vão ter um impacto menor”.

O WasteShark foi concebido em 2016, quando pesquisas do Fórum Econômico Mundial mostravam que havia aproximadamente 150 milhões de toneladas métricas de plástico nos oceanos do mundo. De acordo com Cunningham, a RanMarine também já está trabalhando em um modelo maior para o mar aberto.

Mas o WasteShark não é o único “peixe” na água. A empresa Fenbits, de Sharjah, desenvolveu um aquadrone para coleta de lixo chamado BluePhin. O BluePhin utiliza a tecnologia AI e pode coletar cerca de 350 kg de lixo em duas horas, de acordo com seu site.

Via: CNN

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Nasa afirma que asteroide destrutivo pode atingir a Terra em outubro

Redação Olhar Digital

O FT3 possuí tem um poder equivalente a 2.700.000.000 de toneladas de TNT e pode acabar com a vida humana

Um asteroide com o poder destrutivo de 2.700 megatons de explosivos TNT tem o potencial de atingir a Terra no final deste ano. Os rastreadores da NASA revelaram que o asteróide identificado como “FT3” se aproximará de nosso planeta em 3 de outubro. A agência espera que o sobrevôo seja apenas a primeira de 165 aproximações entre 2019 e 2116.

Apesar do risco de cataclismo, ou seja, transformação em grandes proporções da crosta terrestre, ser baixo, os cientistas alertam que devemos ficar espertos. O FT3 é um objeto rochoso monstruoso que mede 340 metros de diâmetro e chega a pesar 55.000.000.000 kg. Se ele se chocasse contra nosso planeta, atingiria a superfície a uma velocidade de 20,37 km por segundo, o equivalente à mais de 45.500 km/h.

A força do impacto seria igual a 2.700 megatons de TNT ou 2.700.000.000 de toneladas de TNT. Em comparação, a bomba nuclear lançada contra Hiroshima, no Japão, em 1945 estava na faixa de 13 a 18 quilotons – 13.000 a 18.000 toneladas de TNT.

O asteroide FT3 é uma rocha espacial do tipo Apollo, o que significa que segue uma órbita semelhante ao asteróide 1862 Apollo, e circula o Sol dentro dos limites do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA avistou a rocha pela primeira vez em 20 de março de 2007 e desde então confirmou a órbita dele com base em um total de 14 observações.

A agência espacial afirmou que “no caso improvável de que um evento de impacto em potencial persista até que a órbita esteja relativamente bem definida, a probabilidade de impacto e o risco associado tende a aumentar à medida que as observações são adicionadas”.

Felizmente, até o momento a probabilidade de impacto, apesar de existente, é baixa: para a aproximação de 3 de Outubro deste ano ela é de uma em 11 milhões, ou seja, há 99.9999908% de chance dele errar o alvo, para nossa sorte. Depois disso, a NASA estima outras possibilidades de impacto em 2 de Outubro de 2024 e 3 de Outubro de 2025. 

A agência publicou em seu site que “um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”. Por isso, é importante o monitoramento contínuo do espaço, em busca de ameaças em potencial. 

Via: Express

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Britânico arrecada US$ 4,6 mi para app de ‘advogado robô’

Redação Olhar Digital

Empresas americanas que participam do investimento também investem no Facebook e no Airbnb

Um empresário britânico de 22 anos, especialista em tecnologia jurídica, obteve um incentivo milionário de investidores de alto perfil do Facebook para seu aplicativo de “advogado robô”. Joshua Browder criou o DoNotPay, um programa de inteligência artificial que lida com processos de direito, como multas de estacionamento, taxas bancárias, atrasos de voos e cobranças injustas.

Depois de acumular US$ 1,1 milhão em 2017, Browder agora recebeu um investimento de US$ 4,6 milhões de uma série de investidores do Vale do Silício. Isso inclui a Andreessen Horowitz e o Founders Fund (empresas americanas de capital de risco), que também investem no Facebook e no Airbnb. Marc Andreessen and Peter Thiel, sócios dos fundos, fazem parte do conselho administrativo da rede social.

Browder já declarou à imprensa internacional sua intenção de “derrubar” o modelo de trabalho de advogados tradicionais com o uso de inteligência artificial (IA). Segundo ele, “advogados em todo o mundo deveriam ter muito medo dessa tecnologia”.

Ex-estudante de ciência da computação na Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), Browder lançou o DoNotPay no Reino Unido depois de criar um software que, de forma automática, conseguiu apelar judicialmente de 30 multas de estacionamento que ele acumulou enquanto estudava em Londres.

Quando percebeu que o aplicativo tinha grande potencial, ele levou a empresa para São Francisco para se concentrar no mercado americano. Lá, conforme a plataforma atraía mais usuários, Browder expandia a funcionalidade do app para enfrentar outros problemas do consumidor, como contestar tarifas ocultas de bancos e pedir restituições de compra online quando um pedido chega atrasado.

Recentemente, ele adicionou ao aplicativo um recurso que alerta os usuários se eles forem voar em um Boeing 737 Max 8 e os auxilia a trocar de voo, caso queiram. Viagens com a aeronave se tornaram uma preocupação depois de dois acidentes com a máquina: um na Ethiopian Airlines, em 11 de março, e o anterior, na Lion Air na Indonésia, em outubro de 2018.

Por enquanto, o aplicativo está disponível apenas nos EUA. Browder já declarou, porém, que tem intenção de expandir o trabalho para o Reino Unido ainda este ano.

Fonte: The Telegraph Via: Legal Cheek

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Instabilidade no Facebook mostra como a rede social lê suas imagens

Redação Olhar Digital

Quer ver como a inteligência artificial do Facebook identifica e julga suas fotos publicadas? É um pouco assustador…

O mau funcionamento do Facebook durante esta quarta-feira (03/07) permitiu que alguns usuários conseguissem acessar, por assim dizer, “a Matrix da rede social” – uma pequena parte dela, na verdade. Isso porque os erros no carregamento de imagens acabaram deixando em evidência as etiquetas (tags) que os sistemas da companhia usam para marcar as fotos. Alguns membros compartilharam essa visão “privilegiada” da realidade com o resto da comunidade no Twitter.

Ao procurar por suas fotos carregadas no Facebook, é bem possível que você veja um texto com os seguintes dizeres: “imagem pode conter: pessoas sorrindo, pessoas dançando, casamento” ou apenas “imagem pode conter: gato e cachorro”. Em resumo, é assim que a sua vida e as suas capturas são lidas por um computador. Este é o jeito que a inteligência artificial do Facebook julga seu perfil.

Oh yeah! I forgot Facebook uses machine learning to tag our photos with what it sees in the picture. 

To be fair, “one person, beard” is pretty much a spot-on description of me. pic.twitter.com/fCpydUxtpz— Zack Whittaker (@zackwhittaker) July 3, 2019

As mesmas tags também estão aparecendo no Instagram. Além de detalharem o cenário e descrições de objetos presentes nas imagens, elas também indicam quem está na foto com base no reconhecimento facial do Facebook. A rede social usa machine learning para ler fotos desta forma desde, pelo menos, abril de 2016, como parte de seus esforços em favor da acessibilidade. Essas etiquetas são usadas para descrever fotos e vídeos para usuários com deficiências visuais. O que ainda não está claro é se a empresa usa essa informação para direcionar anúncios – ainda que seja muito provável.

Em 2017, um programador decidiu criar uma extensão do Chrome que mostrasse essas tags. Ele escreveu à época: “Eu acho que muitos internautas não percebem a quantidade de informação que é rotineiramente extraída das fotografias.” A julgar pelas reações no Twitter, esta é certamente uma novidade para muitas pessoas. O The Verge entrou em contato com o Facebook para confirmar se esses dados são usados para segmentar anúncios e está no aguardo de uma resposta.

One nice thing about Facebook being utterly borked right now is it gives you a chance to see what its (very nice!) accessibility feature auto-alting images does.https://t.co/a3w9PcOosR pic.twitter.com/dnTXOih8Hp— Dieter Bohn (@backlon) July 3, 2019

Independentemente de como essa informação está sendo usada, ao menos a instabilidade no Facebook revelou uma parte dos bastidores da rede social e de sua larga operação de coleta de dados. Também mostra até que ponto o mundo visual se tornou legível por máquinas. Melhorias no deep learning nos últimos anos realmente revolucionaram o mundo da visão mecânica, tornando mais fácil o armazenamento e a extração de informações cruciais. Ainda bem que temos as brechas para romper o universo oculto dessas grandes corporações, de vez em quando.

Fonte: The Verge

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WhatsApp, Instagram e Facebook voltam a operar normalmente

Redação Olhar Digital

Serviços estão funcionando sem problemas, mas causa da falha ainda é um mistério.

Após cerca de 10 horas de instabilidade que afetou usuários de todo o mundo, os serviços do Facebook (Facebook, Messenger, WhatsApp, Instagram) estão de volta ao normal. Entretanto, ainda não há uma clara visão do que causou o problema.

Em um Tweet publicado em sua conta oficial, ontem à noite, o Facebook se limitou a dizer que “mais cedo, algumas pessoas e empresas tiveram problemas ao enviar e receber imagens, vídeos e outros arquivos em nossos apps e plataformas. O problema foi resolvido, e tudo deve estar 100% de volta ao normal para todos. Pedimos desculpas por qualquer inconveniência“.

Earlier today, some people and businesses experienced trouble uploading or sending images, videos and other files on our apps and platforms. The issue has since been resolved and we should be back at 100% for everyone. We’re sorry for any inconvenience.— Facebook (@facebook) 4 de julho de 2019

Na conta oficial do Instagram no Twitter, a mensagem foi: “Estamos de volta! O problema foi resolvido, e devemos estar 100% de volta pra todos. Pedimos desculpas por qualquer inconveniência“, seguida por um GIF mostrando fogos de artifício.

We’re back! The issue has been resolved and we should be back at 100% for everyone. We’re sorry for any inconvenience. pic.twitter.com/yKKtHfCYMA— Instagram (@instagram) 3 de julho de 2019

Em declaração ao site The Verge, a empresa alegou apenas que a falha foi causa por um “erro que aconteceu durante uma operação de manutenção de rotina”, sem maiores detalhes.

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Esquenta a briga pelo mercado 5G na Grã-Bretanha

Redação Olhar Digital

Vodafone é a segunda operadora a oferecer o serviço na ilha, e tenta se destacar da concorrência com planos de dados ilimitados, separados pela velocidade de acesso.

Os britânicos agora tem mais opções no acesso à internet através de redes 5G. Ontem (03/07) a Vodafone ativou sua rede 5G em 6 cidades, pouco mais de um mês após a concorrente EE (subsidiária da British Telecom) se tornar a primeria operadora com uma rede 5G do país, em 30 de Maio.

As cidades são Cardiff, Londres, Manchester, Bristol e Liverpool (na Inglaterra) e Glasgow (na Escócia). Assim como a EE, a Vodafone baseia sua rede 5G em equipamentos produzidos pela chinesa Huawei, apesar das fortes sanções que a empresa vem sofrendo por pressão do governo dos EUA.

A operadora quer se diferenciar da concorrência oferecendo planos com dados ilimitados, mas separados pela largura de banda, algo que é “inédito no Reino Unido”, segundo Nick Jeffery, Executivo-Chefe da Vodafone UK.

Um plano com dados ilimitados a 2 Megabits por segundo sai por 23 Libras mensais (cerca de R$ 93). Um plano de 10 Megabits por segundo sai por 26 Libras mensais (cerca de R$ 105) e um plano com velocidade e dados ilimitados custa 30 libras mensais (cerca de R$ 122).

Vale mencionar que os planos de 2 e 10 Mbps, embora funcionem sobre uma rede 5G, tem largura de banda muito menor que mesmo uma conexão 4G convencional.

Duas outras operadoras no Reino Unido também definiram datas para o início de operação de suas redes 5G. A Three quer oferecer a tecnologia aos seus consumidores em Agosto, enquanto a O2 espera tê-la disponível no último trimestre deste ano.

Fontes: Euronews e BBC

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Qual o risco de estar com o e-mail exposto na ‘dark web’?

BLOG DO ALTIERES ROHR

Por Altieres Rohr, G1

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para [email protected] A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

E-mail na ‘dark web’

Já tive e-mail e outras informações hackeados. Recentemente, o Serasa informou no monitoramento da “dark web” que meu e-mail encontra-se em redes criminosas. Eu ando direito na internet, não faço bobagens. Também já adotei há algum tempo as recomendações de segurança no meu e-mail e redes sociais. Meu novo antivírus também informa que fui hackeado e diz aonde está a informação. Preciso fazer alguma coisa? Ir na polícia? Mudar o endereço de e-mail ajuda? — Carlos Antonio de Souza Climaco Junior

Carlos, alguns serviços e softwares de segurança emitem alertas e avisos sem explicar bem o que está acontecendo e o risco prático que você corre. Isso é uma estratégia das empresas para vender mais produtos: afinal, um risco maior “justifica” investimentos e gastos. Se explicarem exatamente o risco e o que o produto pode ou não fazer, talvez você decida não comprar.

Você deu dois exemplos. Vamos primeiro ao alerta do Serasa sobre ter o e-mail na “dark web”: ele não tem significado nenhum. O principal motivo é que a natureza dos dados na “dark web” é problemática. Esses fóruns no submundo da rede incluem dados corrompidos, falsos e pouco confiáveis. Não é possível saber o risco que isso representa para você, na prática, em meio a montanha de dados que circula por lá. Por que você seria vítima e não outra pessoa?

Existem serviços grátis que dão alguma noção de vazamentos. É o caso do Have I Been Pwned?, do Identity Leak Checker e do Minha Senha. Todos podem te dar alguma ideia de como os seus dados foram vazados ou qual dado foi vazado. É muito mais útil do que um alerta genérico de que seus dados estão na dark web.

Relatório do Identity Check Leaker especifica origem em potencial das informações vazadas e o tipo de informação que pode ter sido exposta. — Foto: Reprodução

Relatório do Identity Check Leaker especifica origem em potencial das informações vazadas e o tipo de informação que pode ter sido exposta. — Foto: Reprodução

O fato é que quase todo mundo está com o e-mail na dark web. Com vazamentos em serviços como LinkedIn, Yahoo, MySpace e tantos outros sites, a maioria das pessoas vai ter essa informação exposta.

O que não significa que existe qualquer risco adicional. É só um endereço de e-mail e, talvez, uma senha. Basta trocar a senha.

O caso do antivírus, também citado, é semelhante. Alguns programas fazem questão de gerar grandes alertas por riscos pequenos — afinal, se você esquecer que o antivírus existe, você provavelmente não vai renová-lo. Assim como os dados na dark web, é normal ter arquivos maliciosos inativos no computador, pois eles podem ser baixados automaticamente durante a navegação — o desafio não é baixar o arquivo malicioso, é fazer o computador executá-lo. Mas nenhum produto do mercado diferencia vírus ativos de inativos. Portanto, é necessário interpretar com muito cuidado esses alertas. Pode ser algo muito relevante, mas pode não ser nada.

De modo geral, serviços de “monitoramento de identidade” têm eficácia incerta. Em 2010, o jornal “Phoenix New Times” publicou uma reportagem revelando que Todd Davis, à época CEO da LifeLock, uma empresa de proteção de identidade, já tinha sido vítima de fraude de roubo de identidade em 13 ocasiões. Em 2015, a empresa foi multada por uma agência reguladora dos Estados Unidos em US$ 100 milhões por não proteger seus clientes. A LifeLock é hoje parte da Symantec, fabricante do antivírus Norton.

Embora não seja justo avaliar os demais serviços com base no histórico do LifeLock, também não existem testes ou dados confiáveis sobre esses serviços, diferente do que existe com programas antivírus, os quais são testados por regularmente por laboratórios independentes.

Vale saber: Quem foi de fato vítima de roubo de dados pode preencher o Alerta Permanente da Serasa que coloca um aviso no CPF. Uma vez incluído nesse cadastro, pode ser difícil adquirir produtos financeiros ou realizar outras atividades, pois consultas ao CPF vão incluir o alerta sobre a possibilidade de fraude. O Alerta Provisório funciona da mesma forma, mas tem prazo menor.

Vírus ‘pré-instalado’ no Android

Eu achei super interessante a informação divulgada sobre osaplicativos nocivos instalados de fábrica nos celulares com Android. Entretanto, ela também causa um certo pânico porque não aponta nenhuma solução pra quem já possui um celular e não sabe, por exemplo, se tem algo desse tipo instalado roubando dados ou abrindo portas. Vocês poderiam apontar atitudes práticas para quem já possui um celular desses? Porque a única solução apontada foi comprar um celular novo e acredito que isso não é uma coisa viável para a grande maioria das pessoas. Pensando que é um assunto importante e de interesse público, talvez seja bom indicar ações práticas além de trocar o aparelho (se é que é possível fazer algo, ou estamos reféns?).

Que pena que o Google não divulgou os fabricantes que estão praticando esse tipo de coisa. — Príscila Galvão

Infelizmente, essa situação é mesmo delicada. O consumidor não tem como detectar se algum vírus foi instalado de fábrica e qualquer aplicativo nocivo não poderá ser removido por meios normais (porque os arquivos do sistema não ficam disponíveis para serem alterados). Na prática, seria preciso fazer um reparo no sistema do celular, o que é uma responsabilidade do fabricante.

Mas há uma boa notícia. No caso de aparelhos certificados, o Google deu a entender que trabalha em parceria com os fabricantes para garantir a remoção do software indesejado por meio de atualizações. Ou seja, manter o celular atualizado deve remover esse tipo de software, se ele estiver presente.

Para aparelhos não certificados pelo Google, o suporte do Google é reduzido e não há cooperação com os fabricantes.

Mensagem no aplicativo da Play Store informa se o aparelho celular é certificado pelo Google. — Foto: Reprodução

Mensagem no aplicativo da Play Store informa se o aparelho celular é certificado pelo Google. — Foto: Reprodução

Para saber se o seu aparelho é certificado:

  • Abra o aplicativo da Play Store
  • Clique no menu de três barras
  • Clique em Configurações
  • Role até o final da tela. Você verá a mensagem “O dispositivo é certificado”

Se não houver essa mensagem ou o aplicativo da Play Store não estiver instalado, o celular não é um aparelho certificado do Google e não conta com as proteções e garantias oferecidas pela empresa. Nesse caso, a questão é o quanto você confia na fabricante do seu celular: se o aparelho não é certificado, a segurança do aparelho depende exclusivamente da fabricante e não do Google.

O Google oferece também uma lista completa (são mais de 700 páginas) contendo todos os aparelhos certificados. A lista pode ser baixada aqui.

O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para [email protected] Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

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Cientistas combinam editor de gene CRISPR e medicamento para curar HIV

Redação Olhar Digital

Um novo tipo de terapia anti-retroviral (ART) chamada LASER ART mantem a replicação do vírus baixa por tempo suficiente para o CRISPR-Cas9 modificar sequências de DNA dentro de células infectadas

Embora o tratamento de HIV tenha melhorado muito a vida dos pacientes e tornado o vírus mais administrável, uma cura permanente ainda é indefinida. Porém, os cientistas fizeram um avanço significativo nesta área usando a ferramenta de edição de gene CRISPR- Cas9 para remover completamente o vírus do genoma de animais vivos.

O avanço provém da combinação de CRISPR-Cas9 com um novo tipo de terapia anti-retroviral (ART) chamada LASER ART, que permite que os medicamentos sejam liberados lentamente durante semanas, mantendo a replicação do HIV baixa por períodos mais longos. Os pesquisadores queriam descobrir se isso poderia amortecer a replicação do vírus por tempo suficiente para que o CRISPR-Cas9 se livrasse totalmente dele

CRISPR-Cas9 é o nome dado para uma técnica de edição genética utilizada para modificar sequências de DNA precisamente. A prática tem trazido muitas esperanças na cura de doenças como o câncer e, agora, o HIV.

Os cientistas fizeram o teste em ratos infectados com HIV. Eles então medicaram os camundongos com LASER ART e usaram o CRISPR-Cas9 para cortar sequências de DNA relevantes dentro de células infectadas. A análise de acompanhamento revelou que o HIV foi completamente eliminado em cerca de um terço dos ratos.

O resultado foi fruto de uma colaboração entre pesquisadores da Faculdade de Medicina da Temple University, que em 2014 decidiram usar a edição genética para eliminar permanentemente o vírus HIV das células humanas, com cientistas do Centro Médico da Universidade de Nebraska.

“A grande mensagem deste trabalho é que é preciso tanto o CRISPR-Cas9 quanto a supressão de vírus por meio de um método como o LASER ART, administrados em conjunto, para produzir uma cura para a infecção pelo HIV”, disse o médico Kamel Khalili. “Agora temos um caminho claro para avançar para testes em primatas não humanos e possivelmente ensaios clínicos em pacientes humanos durante o ano”.

Fonte: Nature Communications

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Chineses instalam app secreto para espionar telefones de turistas

Redação Olhar Digital

Spyware pode recolher informações de contatos do smartphone, mensagens de texto, histórico de chamadas e muito mais

Agentes de fronteira chineses estão instalando spywares nos smartphones de turistas que entram no país na região de Xinjiang. De acordo com o The Guardian e o New York Times, os visitantes são orientados a entregar seus aparelhos e revelar suas senhas antes de ultrapassar a divisa. Dessa forma, os oficiais podem espionar mensagens, redes sociais e contatos dos viajantes à vontade.

O spyware foi reportado por diversas publicações nesta terça-feira (2). Segundo relatos, para os iPhones, os agentes se limitam a conectar o aparelho a uma máquina que escaneia o conteúdo armazenado. No caso dos Androids, porém, a espionagem vai muito além: os oficiais instalam um aplicativo de spyware que, além de ler os arquivos, coleta vários dados do dispositivo.

A aplicação se chama BXAQ e é capaz de recolher informações de contatos do telefone, mensagens de texto, histórico de chamadas, marcações no calendário e quais aplicativos estão instalados no sistema, além de identificar o nome utilizado pelo usuário nesses apps. Ele ainda procura por mais de 73 mil arquivos no telefone, incluindo conteúdo extremista, como publicações do Estado Islâmico. Finalizada a inspeção, o programa sobe todos os dados coletados para um servidor.

Ops… esqueci de apagar!

Ao que tudo indica, o aplicativo deve ser apagado logo após a conclusão da espionagem. No entanto, alguns agentes de fronteira esquecem de cumprir a tarefa em algumas ocasiões, o que leva à descoberta do app. A prática foi notada recentemente e apontada inicialmente por turistas que cruzaram a China a partir do Quirguistão. Portais de notícias procuraram especialistas para examinar o potencial de funções do spyware.

A China conduz, há um bom tempo, uma postura de vigilância intensiva em Xinjiang, onde há grupos étnicos minoritários, de maioria islâmica. O país teme perder o controle sobre a região, que é muito rica em recursos. Isso leva ao uso de sistemas de reconhecimento facial, aplicativos que facilitam a vigilância e campos de concentração violentos. As autoridades chinesas não responderam a pedidos de comentário sobre a situação.

Fonte: The GuardianNew York Times

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Spams produzidos pela IA podem obstruir resultados do Google

Redação Olhar Digital

Um ‘tsunami’ de conteúdo barato desenvolvido pela tecnologia pode causar problemas para os mecanismos de busca

No ano passado, os sistemas de inteligência artificial (IA) deram grandes passos em sua capacidade de produzir textos convincentes, de letras de música a contos. Especialistas alertam que essas ferramentas podem ser usadas para disseminar desinformação política, mas há outra meta potencialmente mais lucrativa: obstruir resultados de buscas do Google.

Agora, além de criar notícias falsas, a IA pode compor infinitos posts de blog, sites e spams de marketing. O conteúdo é barato para ser desenvolvido e recheado de palavras-chave relevantes, mas, como a maioria dos textos obtidos a partir dessa tecnologia, teria apenas significado superficial e com pouca fidelidade ao mundo real.

Um exemplo é esta postagem de um blog: “Quais filtros de fotos são melhores para o marketing do Instagram?”. À primeira vista, parece legítimo, já que tem uma introdução seguida por citações de vários tipos de marketing. Ao ler com um pouco mais de atenção, entretanto, é possível perceber que ele faz referência a revistas, pessoas e filtros do Instagram que não existem.

A história do SEO suporta a ideia de programar a IA para a produção de posts. Sempre foi um jogo de gato e rato, em que todos tentam os métodos mais variados possíveis para atrair o máximo de visualizações que conseguirem, enquanto portais como o Google separam o que é relevante ou não.

Os spinners de artigos — ferramentas automatizadas que reescrevem o conteúdo existente — também começam a surgir mais e substituem palavras para impulsionar o conteúdo. O Google e outros mecanismos de busca respondem com novos filtros e métricas para eliminar esse material, mas a solução não é simples.

Mike Blumenthal, consultor e especialista em SEO, diz que essas ferramentas certamente atrairão spammers, especialmente por sua capacidade de produzir texto em grande escala. “O problema que o conteúdo escrito por IA apresenta, pelo menos para a pesquisa na web, é que esse é um jeito barato de produzi-lo”, afirma.

Outro ponto são as pesquisas na web: elas são feitas cada vez mais por meio de proxies como Siri e Alexa. Isso quer dizer que os moderadores de conteúdo, como o Google, só precisam compor “uma ou duas grandes respostas” em vez de dezenas de links relevantes.

Ainda é possível reconhecer e detectar o que é produzido pela IA, graças aos erros linguísticos e gramaticais. Contudo, a criação de texto artificial tem avançado em qualidade com extrema rapidez, e especialistas na área acham que isso pode levar a resultados incríveis.

Via: The Verge

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