Missão israelense fracassa com queda da nave Beresheet na Lua

Por G1

A selfie da nave Beresheet foi tirada a cerca de 21 quilômetros da superfície da Lua. Na bandeira israelense os dizeres 'País pequeno, sonhos grandes'. — Foto: Divulgação/SpaceIL e Israel Aerospace Industries

A selfie da nave Beresheet foi tirada a cerca de 21 quilômetros da superfície da Lua. Na bandeira israelense os dizeres ‘País pequeno, sonhos grandes’. — Foto: Divulgação/SpaceIL e Israel Aerospace Industries

A nave israelense Beresheet não conseguiu pousar na Lua nesta quinta-feira (11), após uma série de falhas em um de seus motores. Ela chegou à superfície lunar, mas não realizou um “pouso suave”, e terminou se chocando contra o astro. A missão custou cerca de US$ 100 milhões (R$ 380 milhões), o que é considerado pouco para esse tipo de projeto.

Essa foi a primeira missão espacial privada com esse objetivo, organizada com supervisão da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). A nave tinha o tamanho aproximado de uma máquina de lavar louças.

Os primeiros relatos indicam que o motor principal da Beresheet falhou e, quando foi reiniciado, a nave já estava muito perto do solo lunar. Foi impossível fazer um pouso suave, como era previsto.

A princípio restavam dúvidas se a nave havia apenas perdido comunicação com a Terra ou se havia, de fato, caído. Mais tarde, a SpaceIL, organização sem fins lucrativos que coordena a operação junto com a Israel Aerospace Industries, confirmou no Twitter que o time israelense “chegou perto, mas não teve sucesso com o processo de pouso” na Lua.View image on Twitter

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Israel To The Moon@TeamSpaceIL

Don’t stop believing! We came close but unfortunately didn’t succeed with the landing process. More updates to follow.#SpaceIL #Beresheet8,4094:59 PM – Apr 11, 20192,627 people are talking about thisTwitter Ads info and privacy

A organização também divulgou um selfie da Beresheet antes da queda. A foto foi tirada a cerca de 21 quilômetros da Lua.

“Não conseguimos, mas certamente tentamos”, disse o empresário Morris Kahn, um dos fundadores da SpaceIL, criada em 2011. Antes do início da missão, Kahn já havia dito que estava um pouco ansioso com o pouso, um dos momentos mais desafiadores da missão.

O gerente geral da operação, Opher Doron, da Israel Aerospace Industries, afirmou que chegar à Lua “já foi uma conquista enorme”. Embora demonstrasse frustração, o time disse ter sido um sucesso ser o sétimo país a orbitar a Lua e o quarto a chegar à sua superfície.

Antes deles, apenas missões de agências espaciais dos governos da antiga União Soviética, dos Estados Unidos e da China chegaram lá.

Quando a falha na aeronave foi confirmada, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou: “Se você não tem sucesso na primeira vez, você tenta novamente.”

Um grande evento foi montado para que autoridades e financiadores da SpaceIL assistissem ao pouso. A missão também vinha sendo transmitida pela internet.

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O que é um buraco negro, e por que há luz na primeira foto de um deles?

Por Filipe Domingues, G1

Simulação de como funciona um buraco negro visto a distância no espaço.  — Foto: Divulgação/Alma Observatory

Simulação de como funciona um buraco negro visto a distância no espaço. — Foto: Divulgação/Alma Observatory

Um grupo de mais de 200 cientistas membros do projeto Event Horizon Telescope (EHT) divulgou na quarta-feira (10) a primeira imagem já registrada de um buraco negro. A descoberta, considerada sem precedentes, foi comentada por todo o mundo e muita gente se surpreendeu com o fato de que, na imagem, o buraco negro está rodeado de luz.

Para entender o fenômeno, o G1 ouviu um dos astrônomos envolvidos no projeto. O português Hugo Messias, que trabalha no Observatório Alma, no deserto do Atacama, no Chile, explicou que, na verdade, o buraco é de fato negro, e a luz que aparece na imagem vem de materiais que orbitam ao seu redor.

Mas, se não fosse por isso, a imagem que rodou o mundo nesta quarta sequer teria sido possível de obter.

Entenda, a seguir, o que são os buracos negros e tira suas dúvidas sobre eles.

Foto original do buraco negro divulgada na quarta-feira por cientistas do projeto Event Horizon Telescope. — Foto: Reprodução

Foto original do buraco negro divulgada na quarta-feira por cientistas do projeto Event Horizon Telescope. — Foto: Reprodução

O que é um buraco negro?

Os buracos negros são uma enorme quantidade de massa concentrada em um espaço muito reduzido. Seu campo gravitacional é tão forte que ele atrai para si tudo o que se aproxima dele, inclusive a luz.

Segundo Messias, se jogarmos uma bola de tênis para cima com uma enorme velocidade, ela sai da órbita da Terra. Essa é a chamada “velocidade de escape”.

O que é velocidade de escape?

É uma velocidade tão alta que supera a força da gravidade.

No caso dos buracos negros, a velocidade de escape é igual ou maior que a velocidade da luz. Portanto, tudo o que chega perto dele não consegue permanecer fora, pois é atraído pela sua força gravitacional.

“O buraco negro é um corpo muito massivo. A matéria que se aproxima dele entra direto ou circula à sua volta”, diz o astrônomo Hugo Messias. A luz que está na sua órbita também entra e não sai mais, por isso o seu centro é escuro – e daí vem o nome “buraco negro”.

O que é o ponto de não retorno?

É o ponto limite de onde já não sai mais nada do buraco negro. “Lá dentro deve ter matéria ou, pelo menos, radiação, plasma. Mas não sabemos como é o interior de um buraco negro”, afirma o pesquisador.

O nome técnico desse ponto de não retorno é “horizonte de eventos”.

A partir dali subentende-se que as leis da física, ao menos como as conhecemos, não se aplicam mais.

Por que vemos luz na foto do buraco negro?

O que se vê na imagem é, na verdade, a luz emitida por materiais que circulam ao redor do buraco negro. Essa é a luz captada por telescópios em diferentes partes do mundo. Na prática, seria como usar um enorme telescópio do tamanho da Terra para ver o buraco negro.

Mesmo sem ver o buraco negro, cientistas sabem que ele existe por meio dos efeitos ao seu redor.

“Se esfregarmos as mãos, elas vão aquecer. Da mesma forma, as partículas em fricção ao redor do buraco negro vão criar energia”, conta o astrônomo. “Ela vai atingir temperaturas muito altas e emitir luz.”

No caso do buraco negro da galáxia M87, que está a uma distância de mais de 50 milhões de anos-luz da Terra, a luz que observamos agora foi emitida milhões de anos atrás. “Quando a luz saiu de lá ainda não havia homo sapiens na Terra”, nota Messias.

Na foto divulgada pelo projeto EHT, estamos vendo o buraco negro “de cima”, por isso parece que o buraco negro tem o formato de um anel.

Como surgem os buracos negros?

Segundo o astrônomo, há duas possibilidades. Uma delas é quando uma estrela muito massiva deixa de emitir luz no final da sua vida. O centro dessa estrela entra em colapso e ocorre a chamada explosão supernova. Isso pode produzir um buraco negro “estelar”.

De acordo com a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), a maioria dos buracos negros é desse tipo, ou seja, uma espécie de “objeto em colapso congelado”. Os detalhes de por que isso acontece ainda são um mistério para os cientistas.

Outros buracos negros muito maiores são os supermassivos – que podem ser de 10 a 24 vezes maiores do que o nosso Sol.

“A formação desses é mais complicada, ninguém conhece direito. Há muitas teorias, como a colisão de vários buracos negros estelares no início do universo, ou colapsos de gás. Teoricamente é possível, mas é difícil saber exatamente”, completa Messias.

Qual é o tamanho de um buraco negro?

Ainda há muito o que se descobrir sobre os buracos negros, mas sabemos que eles podem ter tamanhos diversos. Os buracos negros estelares, que podem ter tamanho de 10 a 100 vezes maiores do que o nosso Sol, costumam ser menores que os supermassivos.

Um buraco negro supermassivo, por exemplo, pode ser milhões de vezes maior que o Sol. Ao mesmo tempo, essa massa gigantesca é muito compacta, e pode ocupar, por exemplo, um espaço consideravelmente menor do que o de um planeta pequeno do Sistema Solar.

Acredita-se que todas as galáxias tenham um buraco negro no seu centro.

Por que demorou para conseguirem fotografar o buraco negro?

O estudo exige o uso de telescópios de alta tecnologia e que possam produzir imagens de altíssima resolução. Foram produzidos 5 petabytes em imagens (1 petabyte = 1 milhão de gigabytes).

Discos rígidos precisaram ser fisicamente transportados de um laboratório a outro. “É o equivalente a 5 mil anos de arquivos mp3 ou a coleção inteira de selfies de 40 mil pessoas durante toda a vida”, comparou o diretor do projeto, Sheperd Doeler.

Oito radiotelescópios espalhados pelo planeta participaram da captura das frequências de rádio que geraram a primeira imagem de um buraco negro já registrada — Foto: Divulgação/Alma Observatory

Oito radiotelescópios espalhados pelo planeta participaram da captura das frequências de rádio que geraram a primeira imagem de um buraco negro já registrada — Foto: Divulgação/Alma Observatory

Para que serve a foto do buraco negro?

Além de ser a realização de anos de pesquisa em astronomia e de um projeto global que envolveu equipes em diversos países, a visualização do buraco negro é mais uma evidência concreta da Teoria da Relatividade desenvolvida por Albert Einstein em 1905, que explica a lei da gravidade e sua relação com outras forças da natureza.

De acordo com o cientista Dimitrios Psaltis, professor de astronomia na Universidade do Arizona, e outro pesquisador no projeto, esta foi a primeira vez que se testaram as previsões da teoria de Einstein com buracos negros supermassivos no centro de uma galáxia.

“O tamanho e a forma da sombra [do buraco negro] previstos na teoria batem com nossas observações de forma impressionante. Isso aumenta nossa confiança nessa teoria que já tem mais de um século”, afirmou Psaltis na divulgação das fotos.

Por que não vemos um buraco negro que está mais perto?

Segundo Hugo Messias, o buraco negro que está na nossa galáxia, o Sagitário A, é supermassivo e muito menor do que o observado na galáxia M87. Por isso, o material que orbita nele faz a volta completa ao seu redor muito mais rapidamente. Isso dificulta a observação.

“Enquanto o material da M87 demora dias para fazer a volta no buraco negro, o nosso demora de 8 a 30 minutos”, explica. Por isso, não é possível usar a mesma técnica. Mas os cientistas estão tentando adaptar o estudo ao comportamento do Sagitário A.

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‘Parece que Einstein acertou mais uma vez’: análise de imagem inédita de buraco negro levou 2 anos

Por BBC

Buraco negro — Foto: Reprodução

Buraco negro — Foto: Reprodução

“É extraordinário que a imagem que observamos seja tão semelhante àquela que obtemos de nossos cálculos teóricos. Até agora, parece que Einstein acertou de novo”, afirma Ziri Younsi, da University College London, que integrou o experimento que resultou no registro de uma imagem inédita de um buraco negro.

Localizado em uma galáxia distante da Terra, o buraco negro tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro – cerca de 3 milhões de vezes o tamanho de nosso planeta – e é descrito pelos cientistas como um “monstro”.

A imagem registrada coincide com o que os físicos e diretores de Hollywood imaginaram que os buracos negros parecessem. Simulações baseadas nas equações de Einstein previam um anel brilhante no entorno de uma forma escura.

A luz seria produzida por partículas de gás e poeira aceleradas em alta velocidade e destruídas pouco antes de desaparecer no buraco. Já a área escura seria a sombra que o buraco lança nesse turbilhão.

“Embora sejam objetos relativamente simples, os buracos negros levantam algumas das questões mais complexas sobre a natureza do espaço e do tempo e, finalmente, sobre nossa existência.”

Ter a primeira imagem real permitirá aprender mais sobre esses objetos misteriosos, especialmente onde ela difere do que se esperava. Ninguém sabe exatamente como o anel luminoso é criado. Ainda mais intrigante é a questão do que acontece quando um objeto entra no buraco negro.

Se existem falhas a serem encontradas nas ideias de Einstein – e os cientistas suspeitam que existam explicações mais complexas para a gravidade ainda não descobertas -, é no buraco negro que provavelmente as limitações devem ser expostas.

Maior que o Sistema Solar

O professor Heino Falcke, da Universidade Radboud, na Holanda, que propôs o experimento, disse à BBC News que o buraco negro foi achado na galáxia batizada de M87. “O que nós vemos é maior que o tamanho de nosso Sistema Solar inteiro.”

Essa região está 500 quinquilhões de quilômetros de distância da Terra e foi registrada por uma rede de oito telescópios ao redor do mundo, batizada de Event Horizon Telescope (Telescópio de Horizonte de Eventos ou EHT).

A imagem mostra um “anel de fogo” intensamente brilhante, segundo descrição de Falcke, que cerca um buraco escuro perfeitamente circular. O brilho é causado pelo gás superaquecido atraído pelo buraco. A luz é mais brilhante do que todas as bilhões de outras estrelas da galáxia combinadas – e é por isso que ela pode ser vista da Terra.

O círculo é o ponto no qual ele entra no buraco negro, que é um objeto que tem uma grande atração gravitacional e do qual nem mesmo a luz pode escapar. É o ponto em que todas as leis da física são quebradas.

“Ele tem uma massa 6,5 bilhões de vezes maior que a do Sol. E estimamos que seja um dos maiores que já tenham existido. É absolutamente monstruoso, um campeão peso-pesado dos buracos negros do Universo.”

Segundo os astrônomos, os buracos negros são fenômenos cósmicos que se originam quando uma estrela entra em colapso. O restante de sua matéria fica limitado a uma pequena região, que logo dá lugar a um imenso campo gravitacional.

Informações mais detalhadas seriam divulgadas ainda nesta quarta-feira (10) na publicação científica “Astrophysical Journal Letters”.

Ideia do experimento

Falcke, da Universidade Radboud, teve a ideia para o projeto quando foi aluno de PhD em 1993. Na época, ninguém achou que fosse possível. Mas ele foi o primeiro a perceber que uma certa emissão de rádio seria gerada perto e em torno do buraco negro, algo que seria poderoso o suficiente para ser detectado por telescópios na Terra.

Ele também lembrou de ter lido um artigo científico de 1973 que sugeria que, devido à sua enorme gravidade, os buracos negros parecem 2,5 vezes maiores do que realmente são.

Esses dois fatores, anteriormente desconhecidos, tornavam de repente possível o aparentemente impossível. Depois de defender sua ideia por 20 anos, Falcke convenceu o Conselho Europeu de Pesquisa a financiar o projeto.

A National Science Foundation e agências do leste da Ásia juntaram-se para financiar o experimento estimado em mais de 40 milhões de libras (R$ 200 milhões).

“Missão cumprida”, afirmou Falcke. “Foi uma longa jornada, mas é isso que eu queria ver com meus próprios olhos.”

Nenhum telescópio sozinho é poderoso o suficiente para visualizar o buraco negro. Assim, no maior experimento desse tipo, o professor Sheperd Doeleman, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, dirigiu o projeto de oito telescópios interligados.

Cada um dos telescópios está localizado em um região exótica, incluindo vulcões no Havaí e no México, montanhas no Arizona e na Sierra Nevada espanhola, no deserto do Atacama chileno e na Antártida.

Uma equipe de 200 cientistas apontou os telescópios da rede para o M87 e examinou seu coração durante um período de dez dias, em abril de 2017.

A informação que eles coletaram era grande demais para ser transmitida pela internet. Assim, os dados foram armazenados em centenas de discos rígidos que foram transportados para os centros de processamento central em Boston e Bonn para reunir as informações.

Doleman, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, descreveu a conquista como “um extraordinário feito científico”.

“Conseguimos algo que se presumia impossível apenas uma geração atrás”, disse ele.

“Avanços na tecnologia, conexões entre os melhores observatórios de rádio do mundo e algoritmos inovadores se uniram para abrir uma janela totalmente nova sobre os buracos negros”.

A equipe mira também o buraco negro que fica no centro de nossa galáxia, a Via Láctea. Pode parecer estranho, mas isso seria mais difícil de registrar do que a imagem divulgada hoje sobre uma galáxia distante. Isso se dá porque, por razões desconhecidas, o “anel de fogo” em torno do buraco negro no coração da Via Láctea é menor e tem menos brilho.

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Algoritmos que montaram 1ª imagem de um buraco negro foram criados com ajuda de pesquisadora de 29 anos

Por G1

A primeira imagem já feita de um buraco negro na história da humanidade foi divulgada mundialmente na manhã desta quarta-feira (10). Enquanto isso, Katherine Louise Bouman atualizava sua foto de perfil em uma rede social para uma imagem dela em frente a um computador na qual um programa processava a imagem histórica.

“Observando sem acreditar enquanto a primeira imagem que já fiz de um buraco negro estava no processo de reconstrução”, escreveu ela na legenda da foto.

Nesta quarta-feira (10), Katherine Bouman mudou sua foto de perfil em uma rede social para mostrar seu computador no processo de montar a imagem do buraco negro — Foto: Reprodução/Facebook

Nesta quarta-feira (10), Katherine Bouman mudou sua foto de perfil em uma rede social para mostrar seu computador no processo de montar a imagem do buraco negro — Foto: Reprodução/Facebook

Formada em engenharia elétrica e ciência da computação pelo Massachussets Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, Bouman tem 29 anos, segundo o jornal “The Washington Post”, que a entrevistou na tarde desta quarta após sua foto de perfil viralizar na internet.

Os buracos negros são aglomerados com uma enorme massa de matéria concentrada em um volume reduzido, o que leva à distorção do espaço-tempo. A teoria geral da relatividade de Albert Einstein previa que qualquer estrela ou fóton que passasse perto do buraco negro seria capturado pela gravidade. Daí veio o nome: um local no espaço que ‘engole’ tudo que passa, até a luz.

Apesar de não ser formada em astronomia, Bouman atualmente faz sua pesquisa de pós-doutorado no Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. Neste ano, ela começou a dar aulas no Departamento de Ciências da Computação e Matemática da Caltech, o Instituto de Tecnologia da Califórnia.

A pesquisa dela com a aprendizagem de máquinas e os algoritmos providenciou aos astrônomos do projeto as informações que os radiotelescópios não eram capazes de captar no espaço.

“Temos uma informação parcial. É quase como ver um pixel de uma imagem (mas é em outro tipo de domínio). Tivemos que criar métodos para usar essa informação muito esparsa e cheia de ruídos e tentar achar a imagem que pode ter provocado essas medidas”, explicou Bouman em entrevista ao jornal ‘The Washington Post’.

Katie Bouman é professora assistente do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e participou da montagem da primeira imagem já registrada de um buraco negro — Foto: Divulgação

Katie Bouman é professora assistente do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e participou da montagem da primeira imagem já registrada de um buraco negro — Foto: Divulgação

Por que radiotelescópios?

Em uma entrevista publicada em 2016 no site do MIT, Bouman explicou o projeto no qual estava envolvida – naquela época, ainda não havia nenhuma certeza de quando eles conseguiriam de fato produzir a imagem.

Ela disse que as ondas de rádio têm mais vantagens porque, “assim como as frequências de rádio atravessam paredes, elas também passam pela poeira galática. Nós nunca conseguiriam ver o centro da nossa galáxia em ondas visíveis, porque tem muita coisa no caminho”.

Como os buracos negros estão muito longe da Terra, não é possível simplesmente tirar uma foto deles com uma lente poderosa.

“Um buraco negro está muito, muito longe, e é muito compacto”, explicou a cientista Katherine Bouman, ao site do MIT. “[Tirar uma foto do buraco negro no centro da Via Láctea é] o equivalente a fazer uma imagem de uma toranja [uma fruta típica do clima norte-americano] na Lua, mas com um radiotelescópio. Transformar algo tão pequeno assim em uma imagem significa que necessitaríamos de um telescópio com 10 mil quilômetros de diâmetro, o que não é prático, porque o diâmetro da Terra tem menos de 13 mil quilômetros.”

Superar essa dificuldade exigiria montar a imagem usando várias partes, obtidas pelos radiotelescópios disponíveis. Assim, o time juntou oito radiotelescópios ao redor do planeta e aplicou uma técnica chamada interferometria, que combina os sinais captados pelos telescópios.

Esses sinais interferem uns com os outros, mas eles deixam espaços vazios nos dados, já que suas antenas têm alcance limitado. Como mesmo um número muito maior de radiotelescópios não seria suficiente para capturar a superfície inteira do buraco negro, os algoritmos, então, foram os responsáveis por preenchem esses espaços.

Os algoritmos

Segundo o site do MIT, Katherine Bouman foi a pesquisadora responsável pelo desenvolvimento de um dos vários algoritmos usados no projeto.

Um dos problemas para montar as imagens é a diferença do momento de chegada de um mesmo sinal astronômico a dois telescópios diferentes, já que o caminho feito por ele passa pelo que os astronomistas chamam de “ruído” tanto da atmosfera da Terra quanto do resto da galáxia. Os pesquisadores precisam considerar esse atraso de tempo para poder extrair a informação visual contida no sinal de rádio.

A solução encontrada pela pesquisadora americana considera que, se as medidas de três telescópios forem multiplicadas, os atrasos nos sinais deles podem ser cancelados uns dos outros. Para fazer esse cálculo, ela precisa dos dados de três telescópios, e não só dois. Isso acarreta uma perda de informação que, por outro lado, leva a uma precisão maior.

Buraco negro — Foto: Reprodução

Buraco negro — Foto: Reprodução

Montando a imagem

Depois de obtidos os sinais, a montagem da imagem leva em conta outras variáveis. Isso porque os pesquisadores fizeram uma suposição de como seriam as imagens dos espaços vazios que não foram captados pelos radiotelescópios.

Para contornar mais esse obstáculo, Bouman aplicou a aprendizagem de máquinas para identificar padrões visuais que tendem a ocorrer nas imagens reais e, depois, refinar o algoritmo para reconstruir imagens.

Ela então preparou uma grande base de dados de imagens astronômicas sintéticas e as medidas que elas teriam em diferentes telescópios, considerando o ruído atmosférico, o ruído termal dos próprios telescópios e outros tipos de ruído.

Trabalho em equipe

Além da equipe do Harvard-Smithsonian, onde Bouman liderou o desenvolvimento do algoritmo, outros cientistas também estavam aplicando algoritmos dentro do projeto. O “Washington Post” afirmou que quatro grupos trabalharam com algoritmos diferentes e em ambientes diferentes, proibidos de se comunicarem.

Ao jornal, ela explicou que, depois de reconstruídas as imagens, os grupos se encontraram para mostrarem os resultados de cada um. “Quando vi que todos tínhamos reconstruído esse anel, eu sabia que ele era uma característica incrivelmente robusta.”

O último passo antes de chegarem à imagem final foi a tentativa dos grupos de descontruírem as imagens. Para isso, eles precisaram programar novamente os computadores para que eles fossem treinados a reconhecerem discos, que são diferentes de aneis e não têm buracos. Mas, quando os cientistas inseriram os dados reais do telescópio no programa, os computadores reconstruíram novamente o anel. “Não recebemos um disco, ainda recebemos aquele buraco”, explicou ela ao jornal.

“Gastamos uma quantidade enorme de tempo garantindo que o que estávamos vendo era de fato real, e não só algo que, mesmo inconscientemente, a gente pode ter imposto aos dados.”

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Brasileiros descobrem evidências de exoplaneta 13 vezes maior que Júpiter

Por Vitor Muniz*, G1

Pesquisadores brasileiros identificaram sinais robustos da existência de um objeto gigante na constelação de Cygnus orbitando um sistema binário de uma estrela viva e uma anã branca. — Foto: (Leandro Almeida/Divulgação)

Pesquisadores brasileiros identificaram sinais robustos da existência de um objeto gigante na constelação de Cygnus orbitando um sistema binário de uma estrela viva e uma anã branca. — Foto: (Leandro Almeida/Divulgação)

Os astrônomos brasileiros Leonardo Andrade de Almeida e Augusto Damineli Neto descobriram sinais da existência de um exoplaneta com massa 13 vezes maior que a de Júpiter. A descoberta ocorreu durante o trabalho de pós-doutorado realizado por Leonardo Almeida no exterior, em um estudo orientado por Augusto Neto. O resultado da pesquisa foi publicado pelo The Astromical Journal, da Sociedade Americana de Astronomia.

Os exoplanetas são planetas que orbitam uma estrela que não seja o Sol. No caso, a descoberta foi visualizada em um sistema binário nomeado KIC10544976. Em entrevista à Agência Fapesp, o pós-doutorando pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Leonardo Andrade de Almeida, disse que é a primeira confirmação de um exoplaneta em um sistema desse tipo.

“Conseguimos obter evidências bastante sólidas sobre a existência de um exoplaneta gigante com uma massa quase 13 vezes maior que a de Júpiter [o maior planeta do Sistema Solar] em um sistema binário evoluído.”

Uma das técnicas utilizadas para a descoberta foi a observação do efeito da variação de luz no momento de um eclipse. Para o estudo, os cientistas observaram a precisão do tempo em que uma estrela passa em frente à outra e formam o eclipse, caso haja uma variação no período orbital, é uma pista da existência de um planeta em torno das estrelas.

Porém, a observação do período orbital não é o suficiente para a concretização da descoberta, pois, como o Sol, as estrelas também passam por uma variação em seu ciclo de atividade magnética a cada 11 anos, marcada por um pico e um posterior declínio das manchas solares, outras estrelas também passam por esse mesmo processo.

“A variação da atividade magnética do Sol e de outras estrelas isoladas causa uma alteração em seus campos magnéticos. Já em estrelas que compõem um sistema binário isso provoca uma mudança no período orbital, que chamamos de mecanismo Applegate”, afirmou Almeida.

A fim de concretizar a descoberta e colher mais provas sobre a existência do possível exoplaneta, a equipe monitorou com telescópios terrestres entre 2005 e 2017 e pelo satélite Kepler entre 2009 e 2013, as duas estrelas do sistema binário, uma anã branca (estrela morta, menor, com brilho alto e com alta emissão de energia por unidade de tempo) e uma estrela anã vermelha (estrela viva, com massa pequena em comparação à do Sol, baixa luminosidade e baixa emissão de energia por unidade de tempo), gerando dados minuto a minuto.

Com os dados colhidos pelo satélite Kepler, foi possível estimar o ciclo magnético da estrela viva, a anã vermelha e confirmar que o fenômeno não foi causado por atividade magnética. Segundo dados levantados pelo satélite, a atividade magnética da anã vermelha é de 600 dias, igualmente aos ciclos magnéticos medidos para estrelas isoladas de massa baixa. Já o período orbital do sistema binário KIC10544976 é de 17 anos.

A origem do planeta que é quase 13 vezes maior que Júpiter, ainda é incerta e, só será confirmada, quando a nova geração de telescópios gigantes com espelhos primários maiores do que 20 metros entrarem em operação.

Sob supervisão de Ardilhes Moreira*

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Anatel apresenta modelo de licitação do 5G no Brasil

5G

Redação Olhar Digital

Faixa de frequência acima de 6 Ghz entrou nas concessões, mas preços ainda não foram definidos

Conectar e integrar aparelhos de todo o tipo em altas velocidades e baixíssimo tempo de espera, denominado latência. Essa é a promessa do 5G. No entanto, isso só será possível se as faixas que transmitirão a conexão ultrarrápida forem viabilizadas. E na última quinta-feira (04), os técnicos da Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) concluíram o modelo de como será a licitação do 5G no Brasil. O processo que deve ocorrer em março de 2020.

O impasse para a transmissão de dados está nas faixas de frequência. Por “transportarem” quantidade significativa de informações, algumas dessas delas ficam congestionadas — seja por outras tecnologias ou interferências. Levando esse fenômeno em consideração, é razoável escolher uma determinada faixa ao invés de outra, para que serviços sejam melhor oferecidos ao consumidor. É o que acontecerá com o 5g.

De acordo com Abraão Balbino da Silva, superintendente da Anatel, as faixas de frequência que vão a leilão para a quinta geração de banda larga móvel são as de 700 Mhz, 2.3 Ghz, 3.5 Ghz, e 26 Ghz.

A inclusão da faixa de 26 Ghz é a grande novidade — e uma prova para tirar as promessas acerca do 5G do papel. Leonardo Euler, presidente da agência, já havia divulgado que as outras três entrariam no leilão para torná-lo mais atrativo.

O modelo de concessão ainda deve ser submetido à consulta pública e, para vigorar, terá que ser aprovado pelo conselho da Anatel. Só aí os preços a serem cobrados serão estabelecidos. Eles dependerão dos modelos de negócio que o 5G possibilitará. Diferente do 3G e 4G, que são ofertados apenas por operadoras, a inovação poderá ser ofertada tanto por elas, quanto por outros agentes. 

Possibilidades

Abraão citou três exemplos de serviços, atualmente inviáveis, que só poderão deslanchar com o 5G: videogame sem console, carros que dirigem sozinhos e cirurgias à distância.

A nova rede permitirá que consoles de videogames não sejam mais necessários. Você precisa apenas do controle. Todo o resto estará na internet e em tráfego instantâneo. Essa realidade é tão inevitável que o Google já apresentou o Stadia, uma plataforma que permite executar os jogos via streaming. E com um poder de processamento maior do que os já tradicionais consoles Xbox One e Playstation 4.

O controle dos dispositivos da sua casa também estará unificado e na palma da mão, inclusive os carros autônomos. Eles conversarão entre si para controlar o tráfego sem intervenções humanas, pelo menos as diretas. Outra revolução se dará na saúde. A telemedicina permitirá que um médico, em outro continente, realize uma cirurgia em um paciente no Brasil sem que a sensibilidade do complexo procedimento seja afetada.

Esse tipo de tecnologia exigirá uma altíssima capacidade de transferência de dados, então a indústria busca faixas de frequência que efetivamente deem conta do recado. Recorreram àquelas acima de 6 Ghz (ondas ou bandas milimétricas). “As bandas milimétricas são as que habilitam toda essa loucura tecnológica mais visionária que eu falei”, completou o superintendente.

Porém, ainda sejam vantajosas, essas altas frequências desafiam as operadoras. O raciocínio é simples: quanto maior a faixa, mais antenas de transmissão são necessárias. Se tratando de ondas milimétricas, não estamos falando de torres gigantes separadas por quilômetros, mas sim em distâncias curtas, de metros. Ou seja, as empresas vencedoras do leilão terão que instalar mais antenas, posicionadas tanto em espaços públicos quanto internos.

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Facebook está perdendo usuários, segundo pesquisa do Datafolha

Redação Olhar Digital

A pesquisa apontou uma queda de cinco pontos percentuais no número de usuários ativos em relação à pesquisa realizada em 2017

Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, os brasileiros estão utilizando menos o Facebook em comparação com uma outra pesquisa do mesmo segmento, realizada em 2017. O levantamento aponta que no início deste mês, 56% das pessoas entrevistadas disseram possuir conta no Facebook, esse número representa uma queda de cinco pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, que registrou 61%.

Entre outros dados levantados pelo instituto, está a constatação de que as redes sociais estão cada vez mais presentes na vida das pessoas. Foi apurado que 71% dos brasileiros possuem ao menos uma rede social.

O Datafolha criou um ranking que mostra as redes sociais mais populares. O WhatsApp mantém a liderança, estando presente em 69% dos aparelhos dos entrevistados. Em segundo, temos o Facebook, seguido do Instagram, com 35% e o Twitter, em último, com 14%.

Alexandre Janoni, líder de pesquisas do Datafolha, informou que a pesquisa foi feita entre os dias 2 e 3 de abril, e ouviu 2.038 pessoas de 130 municípios. Ele atribui a queda de usuários da rede social com os escândalos de privacidade em que a rede de Mark Zuckerberg esteve envolvida.

A pesquisa ainda apurou o nível de confiança que os usuários tem em relação as notícias compartilhadas. Dentre os ouvidos, 63% afirmam acreditar em algumas das notícias recebidas pela rede social. Outros 5% disseram que acreditam na maioria, 2% acreditam em tudo, por fim, 21% não acreditam em nada.

A desconfiança dos usuários não se restringe apenas as redes sociais. A imprensa profissional também está sendo afetada pela desconfiança. Quem acredita em tudo o que é noticiado pela imprensa soma 5%; 17% acreditam na maioria; 61% só acreditam em algumas, e 14% não acreditam em nenhuma.

Segundo Janoni, a desconfiança com as notícias está mais presente entre os mais escolarizados e com maior renda familiar. Em uma média geral, prevalece a baixa confiança no que é compartilhado na rede social e pela imprensa em geral.

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Cuidado: Golpe no Whatsapp promete um ano de Spotify Premium gratuito

Redação Olhar Digital

Atacantes exigem o compartilhamento de um link para que o usuário ganhe o prêmio. Enquanto isso, nadam em dinheiro com as propagandas

Uma nova ameaça que invade o WhatsApp está se aproveitando da imensa popularidade do Spotify para praticar golpes contra usuários. De acordo com a empresa de segurança Eset, uma campanha de phishing oferece um ano grátis de assinatura Premium do serviço de streaming de música mais usado no mundo. E para se espalhar, ela usa uma tática muito comum: para ganhar o “prêmio”, é necessário compartilhar um site com seus amigos.

O golpe se inicia ao clicar em um link. As vítimas são levadas a uma página com instruções para ativar o suposto bônus, sendo induzidas a responder a uma pesquisa. Independente da resposta dada, uma tela falsa de carregamento é exibida, e uma mensagem de “Parabéns!” informa que o usuário já ganhou a conta do Spotify.

Reprodução

O próximo passo é ativar essa assinatura – e para isso, você precisa propagar a campanha maliciosa para seus contatos no WhatsApp. Só então é possível pressionar o botão “Ativar conta” e receber a falsa recompensa. No entanto, é interessante notar que o site não faz qualquer validação do compartilhamento do link com os 30 telefones exigidos.

E o dinheiro, de onde vem?

Cada acesso à página maliciosa credita certo valor na conta dos criminosos. Isso porque existem propagandas vinculadas ao site, e elas são exclusivamente, de fato, a única fonte de monetização. Ou seja, não há qualquer arquivo malicioso ou uma segunda ameaça neste golpe. Mas pense: se cada vítima compartilhar com as 30 pessoas exigidas, em pouco tempo a campanha terá arrecadado uma quantia considerável aos atacantes, e quase sem esforço algum.

A Eset também descobriu que esse modelo de ataque é exclusivo para smartphones. Caso a vítima acesse através do computador, ela será direcionada a outra campanha que promete trocar a cor do WhatsApp. Ao selecionar o botão “Continuar”, a vítima é levada à página de download de extensões do Chrome para que baixe o aplicativo malicioso.

Reprodução

É interessante notar que, para trazer maior credibilidade à farsa, a página contém uma série de depoimentos falsos de pessoas que conseguiram a conta Premium, incentivando as vítimas a seguirem os mesmos passos. Todos os depoimentos estão inseridos no código fonte da própria página e são configurados para se parecerem com depoimentos do Facebook, segundo a Eset.

E como se proteger?

A popularidade dos aplicativos de troca de mensagens torna recorrente a tentativa de burlar suas regras e boas práticas. Por isso, é cada vez mais essencial existir uma cultura de segurança da informação, preocupando-se educar as pessoas para o uso seguro e responsável da internet. Assim, independente do tipo de ameaça, todos estarão minimamente preparados para não cair nos golpes dos criminosos.

A Eset também separou algumas dicas de segurança que podem auxiliar na prevenção deste tipo de ameaça. Veja:

  • Desconfie de promoções que não sejam veiculadas pelos meios oficiais da empresa as quais elas se referem, empresas normalmente divulgam ofertas em seus sites oficiais ou por e-mail, sempre usando um e-mail da própria empresa para este fim.
  • Evite clicar em links suspeitos, mesmo que venham de alguém que você conheça. Como vimos no exemplo deste artigo, a propagação da campanha é feita entre os contatos das próprias vítimas.
  • Sempre utilize softwares de proteção em todos os dispositivos conectados à internet, sejam eles smartphones, tablets ou notebooks.
  • Mantenha os softwares de segurança sempre ativos e atualizados, com as últimas atualizações de segurança instaladas.
  • Não propague informações, links ou arquivos sem ter certeza de sua procedência e integridade.

Fonte: We Live Security

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Uruguai ganha a primeira rede 5G comercial na América Latina

Redação Olhar Digital

O teste com a rede foi realizado em um aplicativo esportivo de realidade virtual chamado Penalty Kick.

A Nokia, em parceria com a operadora de telefonia estatal Uruguaia ANTEL, instalou a primeira rede comercial 5G da América Latina. O processo começou pela Barra de Manantiales, no Departamento de Maldonado, onde as primeiras estações-base já estão instaladas e prontas para fornecer os serviços da quinta geração de redes móveis para uso comercial. O teste foi realizado em um aplicativo esportivo de realidade virtual chamado Penalty Kick.

O presidente da operadora ANTEL, Andrés Tolosa, se mostrou bastante otimista e afirma ser a primeira operadora da América Latina a ativar uma rede comercial 5G. “Esse marco está em linha com nosso forte compromisso pelo desenvolvimento dos setores industrial e de entretenimento, bem como pelo grande impulso para o desenvolvimento de aplicativos”, afirmou. “Somos referência mundial em redes FTTH (sistema de fibra ótica) e pioneiros em fornecer reder móveis de última geração aos nossos assinantes.”

A tecnologia 5G torna possível uma alta capacidade de conectividade, além de oferecer velocidades superiores as tecnologias já encontradas atualmente. A conexão ainda possui uma latência ultrabaixa, que foi apresentada para as autoridades locais e imprensa durante um evento de lançamento, utilizando uma conexão de 28 GHz. 

Para a chegada da tecnologia ao Brasil, a ANATEL já concluiu o modelo de licitação do 5G no país. O leilão do espectro 5G deve ocorrer por aqui somente em março de 2020. Em países como Coreia do Sul, China e Estados Unidos, o 5G também já começa a entrar em funcionamento de forma comercial, com serviços já sendo oferecidos a assinantes, o que inclui também a venda de smartphones compatíveis, como o Galaxy S10, da Samsung. 

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Yahoo! faz acordo de US$117,5 milhões em processo de violação de dados

Por Reuters

O Yahoo chegou a um acordo para pagar US$ 117,5 milhões a pessoas que tiveram seus endereços de e-mail e outras informações pessoais roubados na maior violação de dados da história. Estima-se que cerca de 3 bilhão de contas de usuários tiveram informações comprometidas.

O acordo foi divulgado na terça-feira (9) requer a aprovação da juíza distrital norte-americana Lucy Koh em San Jose, Califórnia. Os beneficiados pelo acordo são cerca de 194 milhões de pessoas nos Estados Unidos e em Israel.

Koh rejeitou, em janeiro, uma versão anterior do acordo por “não ser fundamentalmente injusto, adequado ou razoável”, por não apresentar valores financeiros ou o quanto as vítimas poderiam esperar recuperar. Ela também afirmou que as taxas legais aparentavam ser altas demais.

O Yahoo, agora parte da operadora de telefonia Verizon, é acusado de atrasar a divulgação de três violações de dados que afetaram cerca de 3 bilhões de contas entre 2013 e 2016.

O novo acordo inclui pelo menos US$ 55 milhões para despesas e outros custos das vítimas, US$ 24 milhões para dois anos de monitoramento de crédito, até US$ 30 milhões para honorários legais e até US$ 8,5 milhões de dólares para outras despesas.

Separadamente, a Verizon concordou em gastar US$ 306 milhões entre 2019 e 2022 em segurança da informação, cinco vezes o que o Yahoo gastou de 2013 a 2016. A empresa também prometeu quadruplicar o pessoal do Yahoo nessa área. “O acordo demonstra nosso forte compromisso com a segurança”, disse a Verizon em comunicado.

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