Muito tempo à frente de telas pode afetar sono e capacidade motora de crianças

Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

É o que mostra estudo feito pela EPM/Unifesp com 900 crianças em idade pré-escolar

Em época de quarentena, que exige isolamento social, o uso de equipamento eletrônicos pelas crianças aumentou consideravelmente, seja para estudar ou se divertir. No entanto, uma pesquisa realizada pelo Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) alerta sobre a exposição excessiva às telas de computador, televisão, celular, tablet ou videogame.

O estudo, que abrangeu 900 crianças em idade pré-escolar, de 4 a 6 anos, mostrou que o uso excessivo de mídia de tela aumentou o risco de as crianças apresentarem habilidades motoras pobres, acentuou a inatividade física e diminuiu as horas de sono. Mais de 55% dos pequenos avaliados faziam as refeições assistindo televisão, e 28% passavam longos períodos utilizando mídias de tela. 

Segundo o levantamento, crianças de todas as idades passavam, em média, cerca de três horas de seus dias nas telas antes desta crise, período que passou para seis horas, número que pode ser até maior, de acordo com Erika Felix, fisioterapeuta e doutoranda do Departamento de Psiquiatria da EPM/Unifesp, que conduziu a pesquisa.

“Assim, recomenda-se que crianças de até 11 anos realizem pelo menos 60 minutos de atividade física por dia, tenham duas horas ou menos de uso de mídia de tela de lazer por dia e durmam de nove a 11 horas por noite”, destacou a pesquisadora.

Método de avaliação

Para a pesquisa foram entrevistados pais ou responsáveis que responderam a um questionário para determinar o perfil de atividade física e duração de sono da criança. As perguntas englobaram informações sobre os níveis de atividade física das crianças, número de horas de sono durante a noite e o dia, uso da mídia de tela e hábitos de uso. 

Para o tempo de uso das mídias de tela havia quatro opções de resposta: menos de 1h por dia; mais de 1h por dia até menos de 2h por dia; 2h por dia; ou mais de 2h por dia.

As crianças realizaram uma avaliação motora completa, com testes como manuseio de objetos, andar em linha reta, pular, ficar na ponta dos pés, imitação de gestos, noções de direita e esquerda, repetir frases e reprodução de estímulos visuais e auditivos.

Via: Agência Brasil

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Receita Federal apreende R$ 8 milhões em celulares contrabandeados

Renato Mota 

Olhar Digital

Ação aconteceu em um shopping popular de São Paulo

Como parte da operação “De onde fala”, a Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho (Direp) da Receita Federal em São Paulo, com apoio da prefeitura, apreendeu mais de 4 mil smartphones em shopping popular na capital paulista.

A ação aconteceu na última quinta-feira (25), e estimativas preliminares avaliam a carga apreendida em R$ 8 milhões. Além da perda das mercadorias apreendidas, os responsáveis devem ser representados pelo crime de descaminho.

No mesmo dia, Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 1,1 mil celulares contrabandeados, escondidos em uma carga de roupas na rodovia Régis Bittencourt, em Registro (SP). A carga, avaliada posteriormente em R$ 1,54 milhão, tinha como destino a mesma região de comércio popular da rua 25 de março, em São Paulo.

De acordo com a Receita Federal, ação de quinta teve foco em telefones celulares novos sem origem lícita. A prática, de acordo com as autoridades, lesa importadores que atuam legalmente e subtrai os empregos legítimos gerados pela atividade legal, além de desviar recursos que seriam recolhidos aos cofres públicos.

Receita Federal/Divulgação

Aparelhos apreendidos na operação “De onde fala”. Imagem: Receita Federal/Divulgação

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Virgin Galactic realiza novo voo teste da espaçonave VSS Unity

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Espaçonave será usada para levar turistas em voos suborbitais a 100 km de altitude, região considerada a fronteira do espaço. Cada assento custará US$ 250 mil

Virgin Galactic realizou nesta semana um teste de voo com sua espaçonave VSS Unity, que pretende usar para levar turistas em viagens suborbitais. Foi o segundo voo de testes a partir do “Espaçoporto America“, base de operações da empresa no Novo México, EUA.

O voo foi feito sem propulsão, ou seja, a espaçonave foi levada a uma altitude de 15 km pela nave-mãe VMS Eve, de onde foi solta, e retornou planando ao espaçoporto. Nos voos comerciais ela contará com a ajuda de foguetes para chegar a uma altitude de 100 km, considerada a “fronteira do espaço”.

Segundo a empresa, um voo planador permite que alguns sistemas da aeronave operem em um ambiente similar ao encontrado durante as fases de voo sob propulsão de foguete. Durante o trajeto, a Unity chegou a uma velocidade de Mach 0.85, ou 85% da velocidade do som.

Os pilotos Mark ‘Forger’ Stucky e Michael ‘Sooch’ Masucci, ambos astronautas comerciais que já levaram a Unity ao espaço em ocasiões anteriores, realizaram uma série de manobras para coletar dados sobre o desempenho e controle da aeronave durante um voo em alta velocidade. Estes dados serão comparados com manobras similares realizadas em um teste anterior para realizar melhorias na modelagem aerodinâmica da nave.

Antes de realizar testes sob propulsão, a equipe da Virgin Galactic deve analisar os dados dos dois voos já feitos, fazer modificações na cabine dos passageiros e submeter o veículo e seus sistemas a uma inspeção detalhada.

A Virgin Galactic irá oferecer viagens suborbitais na VSS Unity ao custo de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) por pessoa. Segundo a empresa, 600 passageiros já reservaram assentos, e mais de 8 mil pessoas demonstraram interesse. Entretanto, ainda não há uma data prevista para o início das operações comerciais.

Fonte: Virgin Galactic

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Novo vídeo mostra 10 anos de atividade do Sol em 6 minutos; assista

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Equipe do Solar Dynamics Observatory compilou mais de 425 milhões de imagens de nossa estrela. Resultado mostra claramente as mudanças periódicas na atividade solar

A equipe do Solar Dynamics Observatory (SDO), satélite da Nasa que há 10 anos observa o Sol, compilou milhões de imagens em um vídeo que mostra uma década na vida de nossa estrela em pouco mais de uma hora.

Ao todo foram usadas 425 milhões de imagens em alta-definição do Sol, capturadas uma a cada 0,75 segundos entre 2 de junho de 2010 e 1º de junho de 2020. Elas registram luz ultravioleta, em um comprimento de onda de 17,1 nanômetros. Cada segundo do vídeo representa um dia na vida da estrela.

Uma versão condensada, com 6 minutos de duração, pode ser vista abaixo:

Durante o vídeo é possivel perceber claramente uma mudança na atividade solar, com períodos de menor atividade onde a superfície parece “calma” (chamados de “mínimo solar”), seguida de períodos muito mais turbulentos (o “máximo solar”). Eles correspondem a um ciclo que dura cerca de 11 anos, e culmina com a inversão dos polos magnéticos do Sol. Atualmente estamos em um mínimo solar, mas há indícios de que a estrela está despertando.

O estudo do Sol pelo SDO é importante por vários fatores. Além de entender o funcionamento do astro que torna possível a vida na Terra, também nos ajuda a compreender as tempestades solares, que sob condições específicas podem ser uma ameaça para toda nossa infraestrutura de telecomunicações.

Fonte: Live Science

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Foto de tanques da Starship mostra como a nave será gigantesca; veja

Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Imagem foi compartilhada por Elon Musk em seu Twitter; SpaceX prevê que a versão final da nave tenha 48 metros de altura – sem o impulsionador – e nove metros de diâmetro

O CEO da SpaceX, Elon Musk, compartilhou em seu Twitter na quinta-feira (25), uma imagem do protótipo de dois tanques da Starship sendo montados. A foto impressiona por nos dar uma ideia do quão gigante será a espaçonave pronta.

À primeira vista, os tanques parecem comuns, mas se você ampliar a imagem, poderá ver engenheiros trabalhando nas soldas em cima das duas monstruosidades. “Essas coisas são como arranha-céus no espaço”, comentou o seguidor Matthew Wilkes.

SpaceX prevê que a versão final da Starship tenha 48 metros de altura – sem o impulsionador – e nove metros de diâmetro. Com o booster Super Heavy, o foguete se elevará a pouco mais de 121 metros, quase 30 metros mais alto que a Estátua da Liberdade, incluindo sua base.

Há uma boa razão para essa monstruosidade toda. A SpaceX quer acomodar até 100 passageiros, ou 100 toneladas de carga, na espaçonave para realizar viagens à Lua e, talvez, até Marte.

Via: Futurism

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Astrônomos dizem ter detectado luz em colisão de buracos negros

Victor Pinheiro 

Olhar Digital

Cientistas afirmam que fenômeno pode ser resultado de aquecimento de materiais presentes em disco de poeira; ainda são necessários mais estudos para confirmar a hipótese

Buracos negros são corpos tão massivos que nem mesmo a luz consegue escapar da força gravitacional imposta por eles. Quando dois buracos negros colidem, o resultado esperado é um evento sombrio, com total ausência de luz. Astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), no entanto, podem ter identificado, pela primeira vez, a emissão de raios de luz durante um choque entre dois desses objetos supermassivos.

Em artigo publicado na revista Physical Review Letters, os pesquisadores apontam que o impacto luminoso foi detectado em meio a um enorme disco de gás e poeira, em uma galáxia a 7,5 bilhões de anos-luz da Terra. Eles defendem que a energia promovida pela rotação dos buracos negros e colisão entre eles aqueceu materiais contidos no interior do disco de poeira, fazendo com que objetos espacial brilhassem mais que o normal.

“Se houver dois buracos negros se fundindo, você não espera ver nada. Mas como os buracos negros estão cercados por esse material, por esse disco de acreção, isso é diferente”. disse Matt Graham, professor de astronomia da Caltech e principal autor do estudo, em entrevista ao site The Verge.

A pesquisa

De acordo com o The Verge, a pesquisa de Graham e seus colegas foi iniciada enquanto o grupo investigavam buracos negros supermassivos, conhecidos como quasares. Durante observações, eles identificaram que alguns desses objetos apresentavam brilhos incomuns e logo propuseram que os fenômenos podiam ser causados por atividades de outros buracos negros em discos de poeira, que orbitam os quasares.

Para tentar esclarecer o mistérios, o grupo recorreu à colaboração científica LIGO-Virgo, um programa internacional dedicado ao estudo de ondas gravitacionais. Esses fenômenos correspondem a ondulações na curvatura do espaço-tempo e são provocados pelo impacto entre objetos espaciais supermassivos, como os próprios buracos negros e estrelas de nêutrons.

Em 2019, a LIGO iniciou um mapeamento de colisões de objetos espaciais. Simultaneamente, os astrônomos do Caltech trabalharam em um sistema chamado Zwicky Transient Facility (ZTF), que detecta eventos astronômicos não convencionais, como explosões de galáxias distantes.

Após a conclusão do mapeamento da LIGO, os cientistas cruzaram os registros de impactos computados pela instituição de colaboração científica, com as ocorrência de explosões luminosas detectadas pelo ZTF. Eles avaliaram se a posição e a distância dos astros em relação à Terra eram as mesmas e também estabeleceram um limite entre 60 a 100 dias para uma eventual colisão apresentar características de brilho, uma vez que pode levar algum tempo para os materiais dos discos esquentarem.

Graham e seus colegas então detectaram que as explosões luminosas correspondiam ao perfil dos impactos entre buracos negros identificados pela LIGO. Assim, as hipóteses de explosões de galáxias ou estrelas foram descartadas pelos cientistas.

Expectativas

Apesar disso, as evidências ainda são insuficientes para confirmar qualquer descoberta. Como lembra o The Verge, a própria LIGO não chegou a indicar que o evento entre os dois buracos negros apreciado pela Caltech foi de fato uma colisão.

Ainda assim, os astrônomos argumentam que se houve o impacto, o choque deve ter resultado em outro buraco negro que pode ter sido alçado para fora do disco de poeira. O objeto espacial ainda estaria orbitando o buraco negro supermassivo no centro da galáxia que envolve o disco de poeira, e deve cruzar o disco daqui um ou dois anos.

Os pesquisadores acreditam que se outro brilho for detectado, o episódio vai corroborar com as teorias já apresentadas. Além disso, eles indicam que o estudo deve ajudar a ciência a entender melhor as propriedades e o processo de formação de galáxias distantes.

Fonte: The Verge

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Cientistas testam capacidade de água com sal reduzir sintomas da Covid-19

Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Nova pesquisa na Escócia se baseia em um estudo de 2019, que descobriu que os participantes que gargarejaram e limparam o nariz com água salgada tiveram menos tosse e congestão nasal

Aquela solução simples de água com sal que tomamos quando estamos com a pressão baixa pode também ajudar a reduzir os primeiros sintomas e a progressão da Covid-19. É o que sugere uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Cientistas envolvidos no estudo acreditam que o sal marinho é capaz de aumentar a defesa antiviral das células que entram em ação quando se pega um resfriado.

A nova pesquisa se baseia em um estudo publicado em 2019, que descobriu que os participantes que gargarejaram e limparam o nariz com água salgada tiveram menos tosse e congestão nasal.

Novos testes

Os pesquisadores agora investigam se a mesma solução pode beneficiar aqueles com sintomas de Covid-19 para reduzir o impacto e a disseminação da infecção. Para tal, estão recrutando adultos na Escócia para participar de testes nos mesmos moldes que os realizados no ano passado.

“Isso requer apenas sal, água e alguma compreensão do procedimento, por isso, se for eficaz, deve ser fácil e barato de implementar amplamente”, ressaltou o professor Aziz Sheikh, diretor do Instituto Usher da universidade.

Via: Science Focus

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Cientistas criam tecido que pode ‘eletrificar’ vírus para inativá-lo

Luiz Nogueira 

Olhar Digital

No entanto, invenção ainda não foi testada especificamente em amostras do novo coronavírus; criação promove uma reação eletroquímica que conseguem desativar o potencial de infecção em alguns casos

Para ajudar a evitar a disseminação do novo coronavírus, o uso de máscaras de proteção se tornou algo indispensável. No entanto, mesmo cobrindo a boca e o nariz, as pessoas correm o risco de se infectarem ao tocarem acidentalmente em áreas do tecido que estão contaminadas com partículas virais e levar a mão ao olho, por exemplo.

Como uma possível solução para a questão, pesquisadores do Centro de Medicina Regenerativa e Engenharia da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, trabalham em um tecido capaz de inativar ou repelir a ação de patógenos. 

De acordo com Chandan Sen, um dos principais nomes por trás da pesquisa, o objetivo é o de desenvolver uma maneira de tornar essas partículas inofensivas. Para isso, a equipe pesquisa materiais “eletro-náuticos” que “sem fio” conseguem gerar campos elétricos na superfície do tecido. Esses campos podem atrapalhar o comportamento de bactérias ou vírus no tecido.

“A beleza dessa tecnologia é o design inerentemente simples”, diz Sen. O material de poliéster é criado com pontos alternados de prata e zinco que lembram bolinhas em sua superfície. Eles têm de um a dois centímetros de largura e se espaçam um milímetro entre eles. Quando o material está seco, ele funciona como um tecido comum.

Mas se for umedecido – com saliva, vapor de uma gota tossida ou outros fluidos corporais – os íons do líquido desencadeiam uma reação eletroquímica. A prata e o zinco, em seguida, geram uma espécie de campo elétrico na superfície.

Ao contrário do que se pensa, a equipe não desenvolveu a tecnologia exclusivamente para o novo coronavírus. O trabalho acontece desde 2012. Na época, o material era testado em outros patógenos. Em resposta à pandemia da Covid-19, a criação foi testada em uma cepa de coronavírus um pouco diferente da atual. “Queríamos saber até que ponto esse princípio poderia ser aplicável”, declaram Sen.

O resultado do experimento foi publicado em maio no ChemRxiv. No documento, a equipe relata que o tecido consegui desestabilizar o vírus, deixando-o incapaz de infectar as células. Agora, o próximo passo é realizar a revisão por pares para garantir que os resultados são legítimos.

Realização do estudo

Para entender a ação do tecido, os profissionais molharam o material criado e outra amostra de poliéster sem os pontos de metal. A solução usada continha partículas virais e potencialmente perigosas.

Em seguida, os tecidos descansaram por cerca de cinco minutos para que absorvessem o líquido. A partir da recuperação das partículas virais de ambos, foi possível definir se elas ainda poderiam infectar células da mesma maneira que antes.

“Os dados coletados mostram que, do total de vírus recuperado, uma porcentagem significativa foi inativada”, diz Jeff Karp, professor de medicina do Brigham and Women’s Hospital, de Boston, que não participou do estudo.

Apesar da eficácia, as habilidades de combate a vírus do material não foram testadas especificamente no Sars-Cov-2, que causa a Covid-19. As descobertas dos pesquisadores com os testes realizados até o momento, no entanto, deram a eles “esperança de que isso se aplicasse mais amplamente”, diz Sen. 

Ele acrescenta que, ao desenvolver materiais que matam ou repelem vírus, espera-se que as máscaras e outros equipamentos de proteção individual (EPI) se tornem mais seguros. “Se uma pessoa comum tiver um EPI que não espalhe uma infecção, acho que é um grande passo”, acrescenta.

Por fim, o cientista informa que a fabricação em larga escala do tecido já é possível e que os custos de produção são relativamente baixos. Os pontos de metal podem ser impressos diretamente nas superfícies frontais das máscaras. Outra possibilidade é inserir uma camada do tecido entre a frente da proteção e o rosto dos usuários.

Via: Scientific American

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Pele artificial cura ferimentos e pode fazer robôs suarem

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Mecanismo é acionado com ondas de rádio e pode extrair e liberar líquidos em segundos

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Eindhoven estão desenvolvendo um revestimento inteligente que libera e absorve vários fluidos ativamente, acionado por um sinal de rádio. Essa pele artificial é como um curativo que libera antibióticos sob demanda e absorve o excesso de fluidos das feridas, por exemplo. Esse material seria útil não apenas para o setor de saúde, como também para o campo da robótica e da realidade virtual.

A pesquisadora Danqing Liu, principal autora do artigo, e seu aluno de doutorado Yuanyuan Zhan, inspiraram-se na pele de seres vivos. A pele humana secreta óleo para se proteger de bactérias e suor para regular a temperatura corporal. Peixes secretam muco na pele para reduzir o atrito com a água e assim nadar mais rápido. Liu agora apresenta uma pele artificial: uma superfície inteligente que libera e absorve repetidamente substâncias sob estímulo ambiental (nesse caso, ondas de rádio). O ponto forte desse sistema é que, no âmbito de materiais inteligentes, a maioria limita-se à liberação passiva.

Existem inúmeras possíveis aplicações para isso. Curativos com esse material podem regular a administração de um medicamento e depois “recarregar” com uma medicação diferente. Robôs poderiam usar essa pele para “suar” e se resfriar, reduzindo a necessidade de ventiladores pesados em seus corpos. Máquinas poderiam liberar lubrificantes para peças mecânicas quando necessário, entre outras coisas.

Reprodução

O gerador (dir.) emite sinais de rádio e os direciona para o revestimento (esq.). As moléculas de cristal líquido giram para se orientar com a direção de viagem das ondas, extraindo o líquido dos poros (como visto no canto superior esquerdo). Imagem: Universidade de Tecnologia de Eindhoven

Parece uma esponja

O material é revestido com moléculas de cristal líquido, como as usadas em telas LCD. Essas moléculas têm propriedades responsivas. “Você pode imaginar isso como um material de comunicação”, explicou Liu. Ele se comunica com o ambiente e reage a estímulos”. Liu e sua equipe descobriram que as moléculas reagem a ondas de rádio: quando ativadas, elas se torcem para manter a orientação da viagem das ondas.

Sabendo disso, os pesquisadores inseriram numerosos poros do tamanho de micrômetros no revestimento. Uma vez preenchido com o líquido desejado, o sistema age como uma esponja. “Quando as ondas de rádio são ativadas, as moléculas de cristal líquido se movem na direção e, portanto, arrancam o líquido dos poros”, diz Liu. “O revestimento transpira mais à medida que o sinal de rádio se torna mais forte”.

As propriedades de reabsorção tornam o material ainda mais especial. Ele é capaz de reabsorver gotículas na superfície em apenas alguns segundos.

Seguro para tocar

Liu testou calor, eletricidade e luz para tentar ligar o dispositivo, mas os sinais de rádio foram os primeiros a funcionar. Para torná-lo seguro para manusear, Liu trabalha com ondas de baixa energia e radiação não ionizante, semelhantes a um sinal de Wi-Fi.

No entanto, segurança não é a única vantagem de usar sinais de rádio. Esse tipo de gatilho para o material também pode ser integrado diretamente em dispositivos robóticos, visto que eles já são alimentados por eletricidade de alta frequência.

Combinando ondas de rádio com luz

O próximo passo para os cientistas será carregar os poros com líquidos como antibióticos, álcool ou lubrificantes. Quando isso for feito, a fase seguinte será o recarregamento – que deve levar três anos para ser concluída. Liu estima que terá um primeiro modelo de curativo até 2025. “O desenvolvimento de um robô com pele artificial provavelmente levará muito mais tempo. Isso ocorre porque, próximo ao nosso próprio campo da ciência dos materiais, também precisamos de engenheiros para nos ajudar a construir o robô”, explicou a pesquisadora.

Com um projeto paralelo, Liu tenta combinar diferentes gatilhos. “Se conseguirmos combinar luz UV e ondas de rádio, seria possível escolher o estimulante mais adequado em cada momento. Por exemplo, quando exposto à luz solar ocorre a secreção, mas quando a luz solar não está acessível, mudamos para ondas de rádio”, concluiu.

Via: Tech Xplore

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Golpe oferece ‘Almanaque da Turma da Mônica’ para enganar usuários

Renato Mota 

Olhar Digital

Mais de 91 mil pessoas já acessaram o link enganoso que oferece um suposto ‘Super Almanaque da Turma da Mônica – Edição Estude em Casa’

Um golpe que vem se disseminando no WhatsApp usa uma das marcas mais amadas do Brasil para enganar usuários. O alerta veio do dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, que detectou a falsa oferta de um suposto almanaque da Turma da Mônica que na verdade esconde uma tentativa de roubo de dados dos usuários.

De acordo com o dfndr lab, a página maliciosa teve mais de 91 mil acessos em menos de 24 horas. “Os golpistas se aproveitam do momento de quarentena para atrair vítimas com mais este golpe. Eles sabem que os pais e as crianças estão em casa e criam uma mecânica fácil para conseguir mais dados pessoais no golpe”, explica Emilio Simoni, diretor da empresa de segurança.

O modelo não é nada novo: utilizando da premissa do “cadastre e ganhe”, visto em outros golpes recentes (como um que prometia perfumes como brindes pelo Dia dos Namorados) pede que o usuário acesse o link comprometido para receber um “Super Almanaque da Turma da Mônica – Edição Estude em Casa”, uma promoção que não existe.

A própria Turma da Mônica é reincidente em ser vítima desse tipo de ação. No ano passado, a marca foi usada em uma fraude envolvendo uma falsa promoção do Dia das Crianças. A mensagem espalhada dizia: “Olha que legal… Para comemorar o Dia das Crianças e incentivar a leitura, a Turma da Mônica está presenteando crianças de todo o Brasil com Historinhas e Atividades! Não tem sorteio. Cadastrou, ganhou!”. 

“O cibercriminoso geralmente desenvolve supostas promoções com métodos de participação simples, justamente para atrair mais vítimas. Desta forma, ele aproveita da boa-fé das pessoas para torná-la um vetor de disseminação do golpe e ganhar proporção”, afirma Simoni.

 Os dados pessoais fornecidos na página falsa podem ser vendidos ou até usados em cadastros com potencial prejuízo financeiro à vítima. “Fora isso, caso a pessoa dê permissão à falsa página para o recebimento de notificações, o cibercriminoso conseguiria ainda enviar outras promoções falsas como essa diretamente a ela”, completa o executivo.

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