Jogo raro de Atari 2600 vai à leilão por US$ 90 mil dólares

Redação Olhar Digital

Pouco mais de 100 unidades do jogo foram produzidas, em 1984. Atualmente, apenas cinco cópias são conhecidas, três em um museu e uma quarta com o programador original.

River Raid, Enduro, Seaquest, Frosbite, Hero, Keystone Kapers, Yar’s Revenge… quem viveu a época de ouro do Atari 2600 certamente tem boas lembranças destes, e de muitos outros, jogos. Mas nem mesmo o gamer mais dedicado irá se lembrar de outro jogo para o console: “Extra Terrestrials”, da Skill Screen Games.

O jogo foi lançado em 1984, no “finzinho” da vida do console na América do Norte (logo após o grande “crash” do mercado de videogames), e tão poucas cópias foram produzidas que nem mesmo a dedicada comunidade de colecionadores de games para o console sabia de sua existência até 2011, quando uma única cópia foi doada ao Personal Computer Museumem Brantford, Ontario, no Canadá.

Graças a um trabalho de detetive, os curadores conseguiram levantar um pouco da história da Skill Screen Games, de sua equipe e do desenvolvimento do jogo, do qual apenas algumas centenas de cópias foram produzidas. Atualmente, o museu tem três cópias do jogo, com uma quarta cópia nas mãos de seu programador. Mas é a primeira vez que uma cópia, a quinta de que se tem notícia, aparece à venda.

O jogo está listado no eBay pela “bagatela” de US$ 90 mil (cerca de R$ 337 mil), por um vendedor chamado “Gamewizard69” com 100% de fedback positivo. É uma cópia “solta”, apenas o cartucho sem caixa ou manual, mas considerando a raridade não dá pra exigir algo “selado e nunca usado”.

O vendedor lista a condição como “aceitável”, e informa que a etiqueta foi removida e reaplicada profissionalmente para que a placa de circuitos do jogo pudesse ser autenticada. E como “brinde” o comprador leva uma caixa em acrílico feita sob medida, para armazenar sua raridade.

Preços altíssimos por jogos raros não são novidade: uma cópia selada de um dos primeiros lotes de “Super Mario Bros.”, do Nintendinho, foi vendida recentemente por nada menos que US$ 100.000,00. O cartucho foi produzido como parte de um “teste de mercado” no final de 1985, antes do lançamento do console nos EUA.

Fonte: Ars Technica

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Missão espacial da Índia para a Lua é adiada a uma hora do lançamento

Por G1

Índia postergou, minutos antes do lançamento, uma missão espacial com destino à Lua. Houve um empecilho técnico de última hora, de acordo com autoridades do país.

A nave Chandrayaan-2 deveria ter decolado às 2h51 na Índia (19h21 de Brasília), mas a contagem foi interrompida 56 minutos antes desse horário.

A entidade espacial indiana (ISRO, na sigla em inglês) afirmou em uma rede social que um problema havia sido identificado no foguete que dispararia a aeronave, e que o lançamento do Chandrayaan-2 estava suspenso. Uma nova data ainda será definida.

Índia tenta entrar em um grupo restrito

Três países já conseguiram fazer uma nave pousar na lua: EUA, Rússia e China.

A Índia chegou perto: em 2008, a Chandrayaan-1 orbitou a lua e ajudou a confirmar a existência de uma bacia que contém gelo formado por água.

Essa nova nave terá um novo satélite que vai orbitar a lua por cerca de um ano e um veículo de exploração que tem como propósito alunar (pousar na superfície) perto do polo sul e buscar água.

A missão custa US$ 140 milhões (R$ 544,6 milhões) e já foi marcada por atrasos. Por causa disso, a China conseguiu colocar um veículo de exploração no satélite em janeiro, antes da Índia.

Israel tentou, mas uma nave do país bateu na lua em abril.

Desde que foi iniciado em 1962, o programa espacial indiano é criticado como um gasto desnecessário para um país em desenvolvimento com uma parte grande da população em pobreza, de acordo com o jornal inglês “The Independent”.

No entanto, décadas de pesquisa permitiram que o governo desenvolvesse comunicações por satélite e tecnologias que ajudam a resolver problemas cotidianos, desde prever a migração de peixes até quando uma tempestade vai acontecer.

A lua voltou ao radar das agências espaciais recentemente. Os EUA devem enviar uma tripulação para lá em 2024.

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O que são cabos submarinos? Veja aqui

Roseli Andrion

Olhar Digital

São eles que garantem a transmissão de dados entre diferentes continentes. Conheça-os melhor a seguir

É bastante provável que você já tenha ouvido falar de cabos submarinos. Eles são usados em trechos de mar para ligar estações terrestres e, assim, transmitir sinais de telecomunicações por longas distâncias. Para isso, são instalados no assoalho oceânico.

Esses cabos recebem proteção mecânica adicional para que sejam instalados sob a água: normalmente, têm interior de aço e isolamento especial. Eles podem ser metálicos, coaxiais ou ópticos — os mais utilizados atualmente.

É comum que os cabos submarinos sejam utilizados em redes internacionais de telecomunicações para interligar países e continentes. No Brasil, o sistema é utilizado para interconectar toda a costa nacional.

Os primeiros cabos submarinos foram instalados há mais de 160 anos: foi na década de 1850, logo após a invenção da telegrafia sem fios (criada por Samuel Morse, em 1843). Inicialmente, então, essa rede foi usada para telefonia e, depois, para transmissão de dados.

Primeiras instalações

A primeira linha telegráfica foi estabelecida em 1844 entre Baltimore e Washington, DC, nos EUA. O financiamento veio do congresso americano e a primeira transmissão oficial foi: “What hath God wrought!” (Que obra fez Deus!).

Existem divergências quanto às datas, mas o primeiro cabo telegráfico submarino documentado foi lançado em 1851 no canal de Dover. Logo em seguida, surgiu a ideia de criar uma rede que atravessasse o Atlântico e permitisse que a tecnologia fosse usada para interligar diferentes continentes.

O primeiro sistema transnacional veio pelas mãos da Atlantic Telegraph Company, em 1857, para ligar a América do Norte e a Europa. Para isso, dois navios, um britânico e um americano, transportaram 2.500 milhas náuticas (4.630Km) de cabo, a partir da Irlanda. Infelizmente, entretanto, quando já haviam sido percorridos cerca de 750Km, o cabo se rompeu.

No ano seguinte, 1858, foi feita uma nova tentativa, mas depois do lançamento de 250Km de cabo, houve um novo rompimento. Ainda em 1858, outro teste foi feito: dessa vez, dois navios partiram do meio do Atlântico em direção a portos em lados opostos. O processo foi bem-sucedido e a mensagem “Glory to God in the highest, and on Earth, peace, good will to men” foi enviada.

Como a atividade ainda estava no início, o sistema era bastante lento e sua largura de banda permitia transportar apenas duas palavras por minuto. Além disso, poucas semanas depois, o cabo apresentou falhas em razão das voltagens utilizadas.

Passaram-se mais oito anos até que, finalmente, foram estabelecidas operações confiáveis entre a Europa e a América do Norte — o que ocorreu em 1866. Depois disso, muitos outros cabos submarinos metálicos foram instalados, mas ainda eram usados apenas para a transmissão de mensagens telegráficas.

Foram necessários mais 90 anos até a invenção do cabo submarino coaxial, em 1956. Com ele, tornou-se possível a comunicação entre vários indivíduos simultaneamente. Pouco mais de uma década depois, nos anos 1970, foram criados os cabos ópticos — eles se tornaram a melhor opção para a comunicação submarina e estão em uso atualmente.

Estrutura no Brasil

No Brasil, o primeiro cabo submarino foi inaugurado em 1857. Ele fez parte da primeira linha telegráfica brasileira e interligava a Praia da Saúde, no Rio de Janeiro, e a cidade de Petrópolis. Eram 15Km de cabo submarino em uma linha cuja extensão total era de 50Km.

Em 1874, veio o primeiro cabo totalmente submarino do país: inaugurado por D. Pedro II, ele conectava Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém. No ano seguinte, foi criada a linha para ligar Recife, João Pessoa e Natal. Ainda em 1875, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, participou da organização e do financiamento da instalação do primeiro cabo submarino internacional no país: instalado pela British Eastern Telegraph Company, ele conectou o Brasil a Portugal.

Reprodução

Em anos recentes, outros cabos submarinos foram lançados para interligar o Brasil a várias partes do mundo. Os apresentados na figura acima são os principais deles.

A era do cabo óptico

Os cabos submarinos atuais são de fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital — ou seja, telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69mm de diâmetro e pesam cerca de 10Kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. Todos os continentes, exceto a Antártida, são ligados por eles.

O primeiro sistema desse tipo foi implantado em 1982 nas Ilhas Canárias. Foi só em 1988, porém, que a era do cabo óptico submarino de longa distância teve início: uma rede com capacidade de transmissão em massa foi instalada entre os oceanos Pacífico e Atlântico para interligar EUA, França e Inglaterra.

Ainda em 1988, veio o primeiro sistema projetado para usar a técnica de multiplexação densa por divisão de comprimento de onda (Dense Wavelength Division Multiplexer – DWDM). Com isso, interligou-se EUA, Grã-Bretanha, Alemanha e Holanda e elevou-se a capacidade de tráfego entre a América do Norte e a Europa para 20 mil circuitos de voz.

Com essa e outras técnicas, foi possível ampliar as bandas e reduzir os custos de equipamentos, cabos e os serviços de instalação. Dessa forma, os preços de contratação caíram. Além disso, foram criados mecanismos de proteção tanto para os cabos submarinos quanto para os sistemas ópticos — o que trouxe novos paradigmas de confiabilidade e disponibilidade: a capacidade já atinge os terabits e o comprimento de onda chega a 60-90 lambdas.

No fim do século XX e início do século XXI, houve um aumento efetivo de oferta de banda graças aos novos sistemas de cabos submarinos lançados nos oceanos Pacífico, Atlântico, no sudeste da Ásia e na América do Sul. No continente americano, há três redes ópticas submarinas de grande capacidade: a SAM1, a South American Crossing e o 360 Network.

A evolução fez o tempo de transmissão dos sinais, que antes era medido em minutos, cair para milissegundos com o uso da fibra óptica. O maior cabo óptico submarino do mundo é o SEA-ME-WE 3: ele tem 38 mil Km e interliga 32 países do Sudeste Asiático, do Oriente Médio e da Europa.

Como o cabo submarino funciona

Além da alta capacidade de transmissão dos cabos submarinos, eles atingem grandes distâncias: podem chegar a 9 mil Km sem que haja necessidade de regeneração de sinal. Em sistemas com fibra óptica de terceira geração (de 1300nm) os espaçamentos entre os repetidores podem ser de até 60Km enquanto nas de quarta geração (1550nm), eles podem atingir até 100Km.

Os dispositivos utilizados em sistemas submarinos são projetados para resistir a pressão d’água de até 8 mil m de profundidade (ou seja, 800 atmosferas). São estruturas de alta confiabilidade, cuja vida útil normalmente atinge 25 anos.

É comum que as redes de cabos submarinos sejam construídas em anel. Assim, podem circundar continentes, países ou ilhas de forma a oferecer conectividade em toda a extensão da localidade e garantir redundância para proteção e autorrestauração do tráfego da rede em caso de falha.

Como o anel é bidirecional, os dados trafegam em qualquer direção e podem partir ou chegar a qualquer ponto. Quando uma falha é detectada, o sistema redireciona o tráfego automaticamente — ou seja, a reparação é instantânea.

Reprodução

Estação terrena

É na Estação Terrena que ficam os equipamentos que fazem a regeneração do sinal óptico e a demultiplexação dos sinais (que os separa em canais e posteriormente os distribui aos usuários finais). No continente, o cabo submarino chega e sai de estações terrenas.

Em geral, essas estações ficam em pontos distantes dos centros consumidores de serviços. Então, para permitir uma distribuição eficiente, instalam-se pontos de presença (POPs). Tanto a estação terrena como os POPs usam sistemas de energia e segurança com redundância de 100%.

Para fazer o controle de tráfego, a vigilância dos sinais, a identificação de problemas e a manutenção do sistema (24 horas por dia, 7 dias por semana) existem os centros de gerência do sistema (Network Operation Centers – NOC). Geralmente, eles são construídos em uma estação terrena ou em um POP.

Multiplexação densa por divisão de comprimento de onda

Os sistemas submarinos atuais podem transmitir vários sinais ópticos independentes, cada um com seu próprio comprimento de onda. Para que eles sejam combinados em uma única fibra usa-se a multiplexação densa por divisão de comprimento de onda. Os comprimentos de onda usados atualmente nos cabos submarinos têm velocidades de transmissão de 2,5Gbps e 10Gbps.

Os equipamentos que fazem esse processo ficam nas estações terrenas. Normalmente, eles têm a capacidade de permitir um aumento gradual (de um a vários comprimentos de onda) para quando houver necessidade de aumento da capacidade.

Hierarquia síncrona digital (Synchronous Digital Hierarchy – SDH)

O SDH é o equipamento que faz a multiplexação e protege as redes ópticas. Como os sistemas são padronizados segundo normas internacionais, podem ser facilmente interligados com outras redes submarinas, terrestres e de satélite.

Amplificadores ópticos

É natural que o sinal nos cabos submarinos sofra perdas: ele é atenuado em razão da distância percorrida. Para amenizar essa ocorrência, são usados amplificadores ópticos. Esses dispositivos são conectados ao cabo a intervalos predefinidos e fazem os pulsos óticos voltarem a sua amplitude original — não se trata de regeneração de sinal, que é feita na estação terrena.

Esses equipamentos são projetados para transportar a capacidade da fibra por milhares de quilômetros entre as estações terrenas. Para que funcionem, os amplificadores precisam de 4 mil V de energia, que é fornecida remotamente pelas estações terrenas.

Projeto do sistema de cabo submarino

A implantação de um cabo submarino é um projeto complexo. Três aspectos são fundamentais nesse processo:

  • o fornecedor do cabo óptico submarino e dos demais equipamentos;
  • a companhia especializada no lançamento do cabo no oceano;
  • a operadora de telecomunicações.

O fornecedor do cabo é responsável por fabricar os cabos ópticos e os equipamentos de transmissão. A operadora de telecomunicações, por sua vez, é quem encomenda o sistema de rede óptica submarina.

Já a empresa que lança o cabo faz um estudo minucioso das características do leito oceânico (zonas de profundidade, perfil topográfico e geológico, e características físicas e químicas). Com essas informações, traça a rota mais segura para o sistema. Depois, ela pode ser a responsável pela manutenção da rede.

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Quais cuidados são necessários para usar aplicativos bancários no celular?

Por Altieres Rohr

BLOG DO ALTIERES ROHR G1

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para [email protected] A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

Uso de aplicativo bancário

Busco orientações quanto a meios de segurança para usar app de bancos. Sempre usei o app via celular e atualmente acusa erro de senha… Estranhei, pois a senha está correta. Enfim, gostaria, se possível, receber orientações sobre quais medidas de segurança devo tomar. Qual antivírus usar? – Evelyn

De maneira geral, Evelyn, os celulares são muito mais seguros que computadores tradicionais. Os celulares isolam certos dados do aplicativo em um armazenamento compartimentalizado. O acesso às informações de digitação também é restrito, então não é fácil para um aplicativo capturar uma senha digitada em outro, por exemplo.

Na prática, isso significa que você deve ter três grandes preocupações:

  1. Manter o sistema do celular atualizado. Infelizmente, no Android, isso depende da marca e do modelo comprado. Celulares da linha “Android One” são os que recebem atualizações mais rápidas, porque usam Android “puro”, diretamente do Google. Se você prioriza segurança acima de personalizações dos fabricantes, procure modelos “Android One”. Independentemente do modelo comprado, sempre instale as atualizações ofertadas. No iPhone, as atualizações sempre vêm diretamente da Apple: desde que seu iPhone não tenha saído de linha, as atualizações continuarão chegando.
  2. Não instalar aplicativos suspeitos. Esse também é um problema maior no Android, já que inclusive a loja oficial Google Play às vezes tem problemas com programas nocivos. Porém, mesmo que você instale um desses programas, você deve receber um alerta informando que o aplicativo pediu permissões administrativas, de sobreposição de janela ou para utilizar recursos de acessibilidade. Essas permissões devem ser sempre negadas, a não ser que você confie muito no aplicativo.
    Também tenha cuidado ao instalar o aplicativo do seu banco. Certifique-se de que você está baixando o app correto — conferir o número de downloads e o nome do desenvolvedor pode ajudar.
  3. Configurar um bloqueio no seu telefone. A maneira mais fácil de burlar a segurança de qualquer celular é com acesso físico a ele. Se alguém tiver acesso físico ao seu celular e ele não estiver bloqueado, é possível instalar um programa espião.

Além de seguir essas orientações para proteger o seu telefone, fique atenta ao ler e-mails. Muitos golpes são realizados por e-mail na forma de atualizações cadastrais fajutas, ameaças de bloqueio de conta e por aí vai.

O objetivo é sempre convencer você a clicar em um link para resolver o suposto “problema” ou até solicitar suas informações pessoais e bancárias. Não caia nessa. Na dúvida, fale diretamente com sua agência ou no SAC do seu banco.

Sobre o problema que você está tendo com a sua senha, ela pode ter sido bloqueada por algum acesso suspeito. Procure sua agência para regularizar a situação.

Chip roubado dá acesso aos contatos?

Meu chip foi roubado, liguei para a operadora e eles fizeram o bloqueio ou cancelaram… Quem está com chip tem acesso aos contatos? – Tamara Lima

Tamara, não sei se entendi bem o que aconteceu. Se eles roubaram sua linha (o chamado golpe de “troca de chip”), o criminoso nunca teve acesso ao seu chip em si. Esse golpe envolve apenas a ativação da linha na operadora. Se eles roubaram o chip (o cartãozinho físico que fica dentro do seu celular mesmo), aí a história é um pouco diferente.

Dependendo do seu celular, pode ser que contatos estejam armazenados no chip. Mas isso, hoje é raríssimo.

O armazenamento de contatos no chip era realizado na época em que celulares tinham pouca memória interna e entendia-se que a pessoa poderia manter o chip mesmo trocando de celular para manter os contatos salvos. Com os dados armazenados on-line (“na nuvem”), isso não faz mais sentido.

Se você tem um celular recente com Android ou um iPhone, os contatos só são copiados para o chip se você exportá-los pelo aplicativos de contatos no celular.

Opção de Exportar para SIM copia os contatos armazenados no celular para o chip. — Foto: Reprodução

Opção de Exportar para SIM copia os contatos armazenados no celular para o chip. — Foto: Reprodução

O mais comum é que seus dados de contatos estejam armazenados em sua conta Google ou Apple. Portanto, você precisa ficar de olho se essa conta foi acessada. Em geral, tendo seu chip em mãos, um invasor só poderá ter acesso à sua conta redefinindo a senha por SMS. Em outras palavras, se a sua senha não foi redefinida (e você ainda consegue acessar sua conta com a mesma senha), não houve acesso indevido.

Por outro lado, se você cair em algum golpe de phishing (página clonada) na web, o invasor poderá ter acesso aos seus contatos, e-mail e muito mais. Por isso, ative a verificação em duas etapas no serviço. Veja aqui como fazer.

O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para [email protected] Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

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Fracassa lançamento de foguete Vega que levaria satélite dos Emirados Árabes ao espaço


Por France Presse

Foto de arquivo de lançamento de um foguete Veja na Guiana Francesa — Foto: Handout / CNES / AFP Photo

O lançamento a partir da Guiana Francesa de um foguete Vega, que deveria colocar em órbita um satélite para os Emirados Árabes Unidos, fracassou na madrugada desta quinta-feira (11), anunciou a Arianespace.

“Minutos após o lançamento […] ocorreu uma anomalia importante, que levou à perda da missão. Em nome da Arianespace, desejo apresentar nossas mais profundas desculpas a nossos clientes pela perda de seu carregamento”, declarou em Kuru a diretora de operações, Luce Fabreguettes.

Este foi o primeiro fracasso após 14 lançamentos bem sucedidos do Vega, um foguete leve da Arianespace, que passou a ser usado no centro espacial de Kuru em 2012.

O vídeo do lançamento mostra como após dois minutos a trajetória começa a se alterar e acaba se “degradando”, destaca a Arianespace, que não informa as causas do problema.

Vega deveria colocar em órbita o satélite FalconEye1 de observação da Terra, cuja missão era “responder às necessidades das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos e proporcionar imagens para o mercado comercial”, segundo Arianespace.

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Sonda espacial japonesa recolhe amostras subterrâneas de asteroide


Por Agência EFE

Imagem de computador da sonda Hayabusa2 — Foto: ISAS / JAXA / via AP Photo

Imagem de computador da sonda Hayabusa2 — Foto: ISAS / JAXA / via AP Photo

A sonda espacial japonesa Hayabusa2 fez nesta quinta-feira (11) seu segundo pouso em um asteroide localizado a 244 milhões de quilômetros da Terra para coletar amostras subterrâneas que fornecem informações sobre a origem do sistema solar. O material deve ajudar a entender melhor a formação do Sistema Solar.

Esta foi uma das missões mais importantes do veículo espacial, que está programado para retornar à Terra no próximo ano com as amostras coletadas no asteroide Ryugu.

A Hayabusa2 percorreu até hoje cerca de 4 bilhões de km de distância em uma trajetória elíptica desde que foi lançada em dezembro de 2014. O primeiro pouso, para colher amostras da superfície de Ryugu, foi feito no mês de fevereiro.

Segundo a Agência Japonesa de Exploração Aerospacial (Jaxa, sigla em inglês), de acordo com as informações recebidas na estação de rastreamento Hayabusa2, a breve aterrissagem da sonda aconteceu por volta das 10h20 (horário de Tóquio).

Esta manobra tinha como objetivo recuperar amostras subterrâneas de uma cratera aberta no mês de abril na superfície do asteroide após ser atingida por um projétil de metal lançado da Hayabusa2.

De acordo com a Jaxa, os restos subterrâneos não foram afetados pela radiação e outros fatores, que podem fornecer informações adicionais às amostras de superfície previamente coletadas.

A manobra foi especialmente complicada, pois a sonda espacial tinha que se concentrar na cratera aberta com 7 metros de diâmetro.

Uma vez que as amostras foram sugadas, durante o breve pouso em Ryugu, a sonda espacial decolou novamente.

A sonda foi lançada em dezembro de 2014 e, para alcançar o asteroide, percorreu um caminho orbital em torno do Sol de cerca de 3,2 bilhões de quilômetros. A missão deve ser concluída em 2020, com o retorno da espaçonave.

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EUA dizem que darão licenças de vendas para Huawei se segurança nacional for protegida


Por Reuters

O Departamento de Comércio dos EUA emitirá licenças para empresas norte-americanas que desejam vender para a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei, quando não houver ameaça à segurança nacional, disse o secretário Wilbur Ross nesta terça-feira (9).

Buscando reativar as negociações comerciais com a China, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no mês passado que as empresas americanas teriam permissão para vender para a Huawei numa lista em meio a temores de segurança nacional.

As empresas dos EUA geralmente não podem vender mercadorias àquelas na lista sem licenças especiais.

Enquanto fabricantes de chips americanos apoiaram o anúncio de Trump, muitos funcionários da indústria e do governo estavam confusos sobre o que a nova política será.

Falando em uma conferência anual do departamento em Washington, Ross afirmou que a empresa seguiria na lista, significando que as licenças provavelmente seriam negadas, mas também oferecida uma abertura para algumas serem aprovadas.

“Para implementar a diretriz da cúpula do G20 do presidente há duas semanas, o Commerce emitirá licenças onde não há ameaça à segurança nacional dos EUA”, disse Ross.

Após a Huawei ser adicionada à lista, a indústria de semicondutores fez lobby no governo dos para vender itens não sensíveis que a Huawei poderia facilmente comprar no exterior, argumentando que uma proibição geral prejudicará as empresas americanas.

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Sonda japonesa Hayabusa2 inicia segunda descida a asteroide para colher amostras


Por Agência EFE

Imagem de fevereiro de 2019 feita a 30 metros de distância do asteroide Ryugu mostra a sonda Hayabusa2 se aproximando do corpo celeste. — Foto: Nagooya University / Jaxa / Tokyo University / Kochi University / Rikkyo University / Chiba Institute of Technology / Meiji University / Aizu University / National Institue of Advanced Science and Technology / AFP

Imagem de fevereiro de 2019 feita a 30 metros de distância do asteroide Ryugu mostra a sonda Hayabusa2 se aproximando do corpo celeste. — Foto: Nagooya University / Jaxa / Tokyo University / Kochi University / Rikkyo University / Chiba Institute of Technology / Meiji University / Aizu University / National Institue of Advanced Science and Technology / AFP

A sonda japonesa Hayabusa2 iniciou nesta quarta-feira (10) a segunda descida para um remoto asteroide com o objetivo de coletar amostras subterrâneas que podem fornecer informações sobre a origem do sistema solar, disse a agência responsável.

Hayabusa2 está tentando voltar à superfície do asteroide Ryugu, que está a cerca de 245 milhões de quilômetros da Terra.

A sonda já tomou uma série de amostras da superfície do asteroide, mas esta é a primeira vez que tentará coletar detritos subterrâneos, não afetados pela radiação e outros fatores.

A Agência Japonesa de Exploração Aerospacial (JAXA, sigla em inglês) indicou que o descida começou às 10h46 (hora local), a uma velocidade inicial de 40 centímetros por segundo.

Se a descida for bem sucedida, a aterrissagem será completada cerca de 24 horas após seu início.

Em fevereiro passado, a sonda desceu pela primeira vez à superfície do asteroide para coletar as primeiras amostras.

A sonda disparou um projétil metálico no asteroide para criar uma cratera, em abril passado.

A sonda foi lançada em dezembro de 2014 e, para alcançar o asteroide, percorreu um caminho orbital em torno do Sol de cerca de 3,2 bilhões de quilômetros.

Esta segunda aterrissagem é a última operação da Hayabusa2 antes que retornar à Terra, no final do próximo ano.

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Justiça do Piauí autoriza envio de intimação via WhatsApp para agilizar processos

Por G1 PI

O Tribunal de Justiça do Piauí, a partir de agora, pode enviar intimação via WhatsApp para facilitar as atividades dos oficiais de justiça e servidores das secretarias. A medida foi regulamentada nesta segunda-feira (8) pela Corregedoria Geral da Justiça (CGJ).

Para o Corregedor Geral da Justiça, desembargador Hilo de Almeida Sousa, a nova medida reflete um novo momento do Poder Judiciário. Ele lembrou que o procedimento já é validado pelo Conselho Nacional de Justiça e que vai tornar mais eficiente a prestação jurisdicional, otimizando os recursos do Judiciário.

O vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Haroldo Rehem, destacou que a população é quem realmente será beneficiada com a ação, estimando que a produtividade do Judiciário melhore significativamente, facilitando e agilizando o acesso e o trâmite dos processos.

Nova modalidade das centrais

Na oportunidade, a CGJ também deu início à nova modalidade de centrais de mandado no interior, que agora passam a ser classificadas como Regionais, Interativas e Unificadas, atuando de forma descentralizada e priorizando a cooperação e a colaboração entre as regiões.

De acordo com o corregedor, as novas centrais visam ajudar a resolver essa questão, diminuindo inclusive custos para o Poder Judiciário, que vai poder contar com centrais de mandado mais inteligentes e regionalizadas.

O vice-presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça, Stanley Brandão, ressaltou que as novas centrais são importantes para uma distribuição de mandados mais justa.

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Instagram anuncia novos recursos para combater o bullying

Por G1

Novo recurso dará um alerta a usuário que fizer comentários ofensivos nas publicações de outra pessoa — Foto: Reprodução/Instagram

Novo recurso dará um alerta a usuário que fizer comentários ofensivos nas publicações de outra pessoa — Foto: Reprodução/Instagram

Instagram anunciou nesta segunda-feira (8) dois novos recursos para evitar o bullying dentro da rede social. A empresa disse que as mudanças na plataforma estão em curso e devem chegar a todos os usuários nas próximas semanas.

Segundo o Instagram, “as ferramentas fazem parte dos esforços para dar às pessoas que são alvo de bullying a possibilidade de se defender”. Os novos recursos são:

  • Alerta de comentário: a ferramenta vai utilizar inteligência artificial para notificar pessoas quando o comentário delas pode ser considerado ofensivo, mesmo antes que ele seja publicado. A rede social afirmou que “essa intervenção dá às pessoas a chance de refletir e desfazer seus comentários”.
  • Restringir: o recurso vai permitir que os comentários da pessoa que está praticando bullying fiquem visíveis somente para ela mesma. As pessoas restritas não podem ver quando o usuário está ativo no Instagram ou quando leu as mensagens diretas delas.
Ferramenta vai permitir que usuários do Instagram possam restringir comentários maldosos — Foto: Reprodução/Instagram

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