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Além da Lua: nave Orion está em testes finais para viagem inédita na história da Nasa

Por Acsa Gomes, editado por Jeniffer Cardoso  

Olhar Digital

espaçonave Orion, parte principal da missão Artemis I, está passando pelos testes finais de integridade e performance no Centro de Voo Espacial Kennedy, operado pela Nasa.

Todo o sistema da cápsula, desde os mecanismos de propulsão até os aferimentos de resistência à viagem estão sendo duramente testados.

Só depois disso que ela vai ser integrada a todo o complexo sistema de navegação que envolve a nave, o controle de Terra da Nasa e o foguete SLS.

A missão da Orion vai abrir o Projeto Artemis, que promete, entre outras coisas, levar o homem de volta à Lua. A missão Artemis I, vai levar a nave sem tripulação a uma distância de 451.000 km da Terra, por um período de três semanas. Ela vai mais longe e vai permanecer no espaço por mais tempo que qualquer nave para astronautas tenha passado sem se acoplar a uma estação espacial. E a volta também vai ser a mais rápida…

A data de lançamento oficial está prevista para janeiro de 2022.

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Google e YouTube vetam monetização para quem negar mudanças climáticas

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

O Google não permitirá mais que anunciantes, editores e até influenciadores do YouTube monetizem vídeos e conteúdos que neguem a existência de mudanças climáticas. A plataforma de busca detalhou as mudanças em um documento, nesta última quinta-feira (7).

“Hoje, estamos anunciando uma nova política de monetização para anunciantes, editores e criadores do YouTube do Google que proibirá anúncios e monetização de conteúdo que contradiga o consenso científico bem estabelecido sobre a existência e as causas das mudanças climáticas”, disse a equipe do Google.

Segundo a empresa, “isso inclui conteúdo que se refere às mudanças climáticas como uma farsa ou fraude, alegações que negam que as tendências de longo prazo mostram que o clima global está esquentando e alegações que negam que as emissões de gases de efeito estufa ou a atividade humana contribuem para a mudança climática.”

O Google afirmou também que usará uma série de ferramentas automatizadas e análises humanas para validar a política: “Ao avaliar o conteúdo em relação a esta nova política, examinaremos cuidadosamente o contexto em que as reivindicações são feitas, diferenciando entre o conteúdo que afirma uma afirmação falsa como fato e o conteúdo que relata ou discute essa afirmação”. 

Os anúncios ainda serão permitidos sobre tópicos climáticos, debates públicos sobre políticas climática e pesquisas, por exemplo, de acordo com o Google.

Desta forma, o aumento da ação contra os negadores da existência de mudanças climáticas demonstra a segunda grande mudança na política de desinformação do Google. A decisão chega uma semana depois que o YouTube proibiu as fake news sobre vacinas e assim, segue os novos recursos com o objetivo de ajudar as pessoas.

Fonte: The Verge

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Cheio de habilidades: robô Leonardo pode voar, andar de skate e cumprir missões em outros planetas

Por Acsa Gomes, editado por Jeniffer Cardoso  

Olhar Digital

Este é o Leonardo. Ele pode andar de skate, ou até caminhar por uma “slackline”, coisa nem todos humanos conseguem…

Mas esse robô não é um brinquedo. Desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, ele foi construído para testar novas formas de locomoção para robôs destinados a completar tarefas perigosas e explorar lugares difíceis de alcançar.

O Leo, como é chamado pelos cientistas que o criaram, tem mesmo uma aparência estranha, que alguns julgam até como assustadora. Ele é, basicamente, a metade inferior de um robô humanoide com um drone na parte superior.

Essa construção permite que ele mantenha o equilíbrio em superfícies escorregadias, e enfrente locais com ventos fortes. E ainda com base nos tipos de obstáculos à frente, pode optar por andar ou voar, ou combinar os dois. Os técnicos disseram que se inspiraram no movimento dos pássaros, que também se movimentam desse modo antes de saírem voando…

A equipe afirma que Leo poderia transportar equipamentos na superfície de outros mundos, incluindo Marte ou a lua de Saturno, Titã.

Mesmo já mostrando essa versatilidade, essa não é a versão final. Segundo a equipe, eles ainda pretendem diminuir o peso do robô e aumentar o impulso das hélices para permitir que ele cubra áreas ainda maiores…

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Twitter quer alertar os usuários caso a conversa esteja perto de se tornar briga

Por Gabriela Bulhões, editado por Lyncon Pradella 

Olhar Digital

Você já perdeu o controle de alguma conversa no Twitter e percebeu que a troca de mensagens estava ficando mais acalorada? A empresa informou que está testando um novo recurso chamado “Heads Up” no iOS e Android que servirá como uma espécie de antídoto para desinformação e brigas.

Além do aviso de intensidade, há também uma tela que irá destacar algumas regras principais para desenvolver uma conversa saudável na plataforma, como se lembrar de que há uma pessoa do outro lado, focar em fatos e considerar o valor de opiniões diferentes, fazendo com que a visão do outro possa ajudar a fortalecer sua perspectiva.

Aviso de alerta do Twitter
Twitter testa avisos para quando as conversas fugirem do controle – Imagem: Twitter

Muito parecido ao Birdwatch, que é o esforço da comunidade do Twitter para combater a desinformação com notícias e contexto informado, o recurso é um incentivo para capacitar os usuários da empresa. 

Isso porque é difícil evitar 100% as conversas tóxicas e esta é uma forma de escolher por uma discussão mais sábia. Por outro lado, a novidade não é um substituto para ferramentas que podem realmente ajudar as pessoas a evitar o assédio ou problemas mais graves.

Fonte: Engadget

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Geleiras de 700 anos revelam impacto humano inesperado na atmosfera da Terra

Por Gabriela Bulhões, editado por Rafael Rigues  

Olhar Digital

Estima-se que os humanos começaram a ter um impacto significativo no meio ambiente com o início da industrialização no século 18. Porém, novas pesquisas com geleiras mostram que antes mesmo disso, o mundo já não estava tão conservado quanto pensávamos.

Cientistas analisaram núcleos de gelo extraídos na Antártica e descobriram um aumento inesperado no carbono negro de fuligem, que começa a partir dos anos 1200 e pode ser rastreado até a Nova Zelândia, onde o povo Maori usava as queimadas como prática de limpeza de terras. 

Por exemplo, em comparação com os incêndios naturais em lugares como a Amazônia, não era esperado que as queimadas na Nova Zelândia tivesse um grande impacto. Mas acabaram tendo, tanto sobre o Oceano Antártico quanto sobre a Península Antártica, segundo Nathan Chellman , do Desert Research Institute, através de um comunicado. 

“Ser capaz de usar registros de núcleos de gelo para mostrar os impactos na química atmosférica que alcançaram todo o Oceano Antártico e ser capaz de atribuir isso à chegada e colonização Māori da Nova Zelândia 700 anos atrás foi realmente incrível”, pontuou ele.

Isso porque o carbono negro é produzido pela queima de biomassa, em que absorve luz e pode contribuir para o aquecimento global e derretimento das geleiras, facilitando a elevação do nível do mar. 

Joe McConnell também participou do estudo e ficou surpreso com o fato de os humanos afetarem – de maneira grandiosa – a atmosfera bem antes da era moderna: “Está claro a partir deste estudo que os humanos têm impactado o meio ambiente no Oceano Antártico e na Península Antártica pelo menos nos últimos 700 anos.”

Além disso, essas descobertas podem auxiliar a forma como a humanidade entende a atmosfera e o clima, pois os modelos climáticos atuais usam informações do passado para prever seu futuro. O estudo mostra que as queimadas causadas pelo homem podem ter um impacto mais significativo na atmosfera e, com isso, afetar o clima em escalas muito maiores do que o esperado. 

“A partir deste estudo e de outros trabalhos anteriores que nossa equipe fez, como a  poluição por chumbo da Roma antiga de 2.000 anos no Ártico , está claro que os registros das geleiras são muito valiosos para aprender sobre os impactos humanos anteriores sobre o meio ambiente”, concluiu McConnell.

Fonte: Cnet

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Twitch explica vazamento massivo de dados: “configuração do servidor”

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

A Twitch lançou uma atualização que parece que contribuiu para que o código-fonte fosse exposto, com números de pagamento e outras informações. O site esclareceu que os dados foram expostos à internet “devido a um erro em uma alteração na configuração do servidor Twitch que foi posteriormente acessada por um terceiro malicioso”. Neste momento, as equipes estão trabalhando com “urgência” para investigar o ataque. 

O site de streaming é de propriedade da Amazon e acrescentou que “não há indicação” de que quaisquer credenciais de login, incluindo senhas, tenham sido expostas. Segundo a empresa, “os números completos dos cartões de crédito não são armazenados pelo Twitch, então os números completos dos cartões de crédito não foram expostos.”

A Twitch também disse que “por muita cautela” foi redefinido todas as chaves de stream e fornecido um link para obter uma nova. Só que dependendo do software de transmissão utilizado, pode ser necessário atualizar manualmente para iniciar uma nova transmissão. 

“Os usuários da Twitch Studio, Streamlabs, Xbox, PlayStation e Twitch Mobile App não devem precisar realizar nenhuma ação para que sua nova chave funcione. Os usuários de OBS que conectaram sua conta na Twitch também não devem precisar realizar nenhuma ação”, esclareceu o site.

Porém, caso a pessoa não tenha conectado a sua conta , precisará copiar manualmente seu stream do Painel da Twitch e colá-lo no OBS: “Para todos os outros, consulte as instruções de configuração específicas para o software de sua escolha.”

Os invasores comunicaram que roubaram “toda a Twitch.tv”, incluindo os clientes da plataforma nos dispositivos móveis, desktop e console. Sendo assim, todas essas informações podem tornar a Twitch vulnerável para a ataques futuros, permitindo que os hackers em potencial investiguem ainda mais as fraquezas. 

O vazamento também mostra pagamentos no valor de milhões aos criadores na casa dos milhões e vários chegaram confirmaram que os números são reais.

A Twitch disse que a investigação está em andamento. “Ainda estamos no processo de entender o impacto em detalhes”, escreveu a empresa. Ademais, redefiniram todas as chaves e aconselharam os usuários sobre como atualizar seu software. 

Fonte: Engadget

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Pesquisadores descobrem possíveis causa e cura da calvície

Kaique Lima  

Olhar Digital

Uma equipe de pesquisadores fez uma nova descoberta genética que tem o potencial de explicar a causa e ajudar a prevenir a calvície em humanos. As pesquisas foram conduzidas por cientistas da Universidade do Noroeste, na cidade de Evanston, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.

Para realizar a descoberta, a equipe de pesquisa examinou dois genes específicos responsáveis pelo envelhecimento dos cabelos de animais. Ao identificar esses genes, foi possível estabelecer o que pode se tornar a base para futuros tratamentos contra a calvície em pacientes humanos.

Nasce, embranquece e morre

Até hoje, pensava-se que um processo chamado de exaustão das células-tronco era o responsável pela queda de cabelo. O entendimento era de que as células-tronco nas protuberâncias dos folículos capilares morriam com o tempo.

Esse processo seria responsável por dois estágios do envelhecimento do cabelo humano, sendo o primeiro deles o clareamento, seria causado pela morte de uma quantidade de células. Já o segundo, seria causado pela morte das células restantes, o que provocaria a queda capilar de fato.

Porém, ao observar o ciclo de vida individual de alguns fios da pelagem de camundongos, o time do professor de patologia da Universidade do Noroeste, Rui Yi, notou que a teoria mais aceita poderia estar errada e que, no fim das contas, a morte das células-tronco poderia não ser a causa da calvície.

Células ‘fugitivas’

Segundo a equipe, ao invés de morrer, as células “se deformam” para o lado de fora de minúsculos orifícios nos folículos capilares. “As células-tronco desistiram e fugiram”, disse o professor. “Se eu não tivesse visto por mim mesmo, não teria acreditado”, completou o pesquisador.

De acordo com Yi, as atividades identificadas nesses processos são determinadas por dois genes: FOXC1 e NFATC1. Ambos são responsáveis por aprisionar células-tronco no bojo do folículo capilar e se mostravam menos ativos em folículos mais antigos.

Camundongos Grisalhos

Para conseguir provar a teoria, a equipe criou ratos sem nenhum desses genes. Isso fez com que os ratos apresentassem algo que podemos chamar de calvície após quatro ou cinco meses. Em 16 meses, a maior parte deles estava sem a maior parte dos pêlos, exceto por alguns “grisalhos”.

A próxima etapa da pesquisa envolve testar se é possível salvar as células-tronco que escapam dos folículos envelhecidos nos modelos animais. Caso isso seja possível, pode se tornar uma opção viável para que humanos possam prevenir ou reverter a queda de cabelo.

Via: Futurism

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TSE derruba decisão que tornou Crivella inelegível, e ex-prefeito do Rio recupera direitos políticos

Em 2020, o TRE-RJ decidiu que o ex-prefeito do Rio de Janeiro ficaria inelegível por 6 anos, por abuso de poder político e conduta vedada a agente público. A decisão desta terça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reverteu a ação, mas manteve a condenação ao pagamento de multa.

Por Fernanda Vivas, TV Globo, Brasília

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram, nesta terça-feira (5), derrubar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que tornou inelegível o ex-prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella.

Em 2020, o TRE-RJ determinou que o ex-prefeito ficasse inelegível por 6 anos, por abuso de poder político e conduta vedada a agente público. Com a decisão do TSE, Crivella recupera seus direitos políticos.

No entanto, por decisão da maioria, o Tribunal manteve a condenação ao pagamento de multa pela conduta vedada aos agentes públicos em período eleitoral – o valor foi fixado em R$ 15 mil.

Julgamento

O TSE retomou, nesta terça, o julgamento do caso, que tinha começado em agosto com o voto do relator do processo, ministro Mauro Campbell Marques. Na ocasião, o ministro votou para afastar a sanção de inelegibilidade por abuso de poder político e manter a condenação ao pagamento de multa – mas reduziu a punição em dinheiro de R$ 106 mil para R$ 15 mil.

O julgamento foi reiniciado com o voto do ministro Sérgio Banhos, que concordou com o relator em relação à condenação por abuso de poder político, mas entendeu que a multa por conduta vedada deveria ser maior – R$ 30 mil.

Os ministros Carlos Horbach e Edson Fachin acompanharam a proposta de valor apresentada por Banhos. Já os ministros Alexandre de Moraes, Luís Felipe Salomão e o presidente Luís Roberto Barroso seguiram a proposta do relator de multa em valor menor.

Caso da Comlurb

Crivella e o filho, Marcelo Hodge Crivella, tinham sido acusados pelo PSOL de irregularidades por conta de um evento da Comlurb na escola de samba Estácio de Sá, em setembro de 2018. Na ocasião, Crivella era prefeito e concorria à reeleição – que acabou perdendo. Já Hodge Crivella era pré-candidato a deputado.

Eles teriam participado de um evento com os funcionários da companhia de limpeza municipal em que, entre outras irregularidades, teriam sido usados motoristas da frota municipal para o transporte dos trabalhadores. Além disso, o evento tinha sido divulgado como uma reunião para tratar de assuntos trabalhistas e acabou por se tornar uma ação em que foram pedidos votos aos candidatos.

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Quem é Frances Haugen, a engenheira que quer ‘salvar’ o Facebook

Ex-gerente de produtos na rede social vazou documentos que foram base para reportagens do ‘Wall Street Journal’. Nesta terça (5), ela prestou depoimento ao Congresso dos EUA.

Por France Presse

Ex-funcionária do Facebook acusa a rede social de prejudicar crianças e enfraquecer a democracia

Frances Haugen, a ex-funcionária do Facebook que deu um depoimento explosivo contra a empresa no Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (5), está convencida de sua nova missão: fazer as pessoas entenderem que a rede social pode ser tão perigosa quanto útil e que, portanto, deve ser controlada.

A mulher de 37 anos, que trabalhou na equipe de integridade cívica do grupo de Mark Zuckerberg, recolheu milhares de documentos internos antes de deixar a empresa em maio.

Ex-gerente diz no Senado americano que Facebook enfraquece a democracia e é uma ameaça às crianças

Vazadas ao jornal “Wall Street Journal”, as informações alarmaram muitos congressistas, que rapidamente organizaram uma audiência sobre a proteção de menores de idade na internet.

Haugen saiu do anonimato no último domingo (3), ao aparecer no programa de televisão americano “60 minutos”, da emissora CBS. Nesta terça, prestou um depoimento incisivo perante os parlamentares.

Ela contou que viu um amigo próximo se perder em meio a teorias da conspiração. “Uma coisa é estudar a desinformação, outra é perder alguém para ela”, disse em entrevista ao “Wall Street Journal”.

Contratada pelo Facebook em 2019 na esperança de ajudar a empresa a corrigir alguns problemas, ela afirma ter ficado cada vez mais preocupada com as decisões que a empresa tem tomado.

Quem é Frances Haugen

Haugen, uma engenheira da informação que se define como especialista em algoritmos, trabalhou em diversos gigantes da tecnologia antes de chegar ao Facebook: o Google, o aplicativo de relacionamentos Hinge, a página de recomendação de comércios Yelp e a rede Pinterest.

Em sua conta no Twitter, que acaba de criar, Haugen se define como uma “ativista da vigilância pública das redes sociais”. Suas primeiras palavras na plataforma: “Juntos podemos criar redes sociais que tragam à tona o que há de melhor em nós mesmos.”

Nascida em Iowa, Haugen conta em seu blog que durante sua infância participou, junto com seus pais e professores, das primárias da eleição presidencial, o que “criou um forte sentimento de orgulho pela democracia e a importância da participação cívica”.

Participou várias vezes como voluntária do festival Burning Man – um encontro de sete dias onde as pessoas compartilham, doam ou trocam, promovem a “desmercantilização” e cuidam do meio ambiente, seguindo o espírito dos hippies e a contracultura dos anos 1960, que antes da pandemia acontecia todo ano no deserto de Nevada – para explicar as regras do evento aos participantes e ajudá-los a resolver conflitos.

Em 17 de maio, pouco antes das 19h, ela se desconectou pela última vez da rede interna do Facebook, relatou ao “Wall Street Journal”.

Como que para se justificar, deixou um último vestígio: “Não odeio o Facebook”, escreveu. “Amo o Facebook. Quero salvá-lo.”

Ela coletou documentos no Facebook até o último minuto antes de sair, com medo de ser pega em flagrante, e ao mesmo tempo entrou em contato com uma ONG especializada em ajudar quem decide vazar informações.

O que acontece lá dentro

Durante a entrevista à emissora de TV “CBS News”, Haugen acusou o Facebook de “colocar os lucros acima da segurança” e afirmou que “agiu para ajudar a incentivar mudanças na gigante das mídias sociais, não para despertar raiva”.

Para ganhar dinheiro com publicidade, explica ela, a rede social precisa garantir que seus membros permaneçam na plataforma o máximo de tempo possível. E, para isso, conteúdos de ódio e fontes discrepantes costumam atrair mais atenção.

O Facebook criou equipes para limitar a desinformação antes das últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos e modificou seus algoritmos para reduzir a disseminação de informações falsas.

Mas sua equipe, que trabalhava para conter os riscos que poderiam ser gerados por alguns usuários ou conteúdos por ocasião das eleições, foi desmantelada logo após as eleições americanas em novembro de 2020.

Menos de dois meses depois, em 6 de janeiro, o Congresso foi invadido por uma multidão de apoiadores de Donald Trump, que não reconheceu a vitória de seu sucessor Joe Biden nas urnas.

Foi nesse ponto em que Frances Haugen começou a questionar a disposição do grupo de dedicar meios suficientes para proteger seus membros. Porque o Facebook, garantiu ela, privilegia seus benefícios.

Em março, se mudou para Porto Rico na esperança de continuar trabalhando de forma remota, mas a equipe de recursos humanos lhe disse que não era possível. Então ela decidiu pedir demissão, explicou ao “Wall Street Journal”, e então vazou documentos que coletou.

O Facebook se opôs à indignação em relação às suas práticas e seu impacto, mas esta é apenas a mais recente de uma série de crises que atingem uma das maiores empresas do Vale do Silício.

“Sugerir que encorajamos conteúdo nocivo e não fazemos nada a respeito simplesmente não é verdade”, disse o Facebook ao g1na última segunda-feira (4).

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Mark Zuckerberg se defende de acusações um dia após pane no Facebook, no WhatsApp e no Instagram: ‘Não é verdade que priorizamos o lucro’

Fundador da rede social também comentou sobre a falha que deixou os serviços da empresa fora do ar nesta segunda-feira (4).

Por g1

Um dia após o apagão que afetou bilhões de usuários em todo o planetaMark Zuckerberg, fundador do Facebook, usou a rede social nesta terça-feira (5) para se defender das acusações de que o site prioriza lucro em cima de informações e conteúdos sensíveis de seus usuários, de que prejudica crianças e de que enfraquece a democracia. Ele também minimizou a falha que deixou o serviço fora do ar por horas, prejudicando pequenos negócios

A empresa de Mark Zuckerberg perdeu US$ 6 bilhões no dia da pane, e o executivo deixou o posto de 4º mais rico do mundo. O “blecaute” prejudicou trabalhadores e estudantes.

“Gostaria de compartilhar uma mensagem que escrevi para nossa empresa”, começa o longo texto publicado pelo dono do Facebook em seu perfil na rede social. Segundo ele, a mensagem foi enviada para os funcionários da companhia.

Ele se referiu à pane global desta segunda-feira (4) como “a pior queda que tivemos em anos”. Na sequência, o executivo tenta se defender das acusações de que a companhia coloca o lucro à frente da segurança e mesmo do bem-estar dos usuários. “A preocupação mais profunda com uma interrupção [dos serviços] como esta não é quantas pessoas migram para serviços da concorrência ou quanto dinheiro perdemos, mas o que isso significa para as pessoas que dependem de nossos serviços para se comunicarem com seus entes queridos, administrar seus negócios ou apoiar suas comunidades”.

Em outro trecho, logo após afirmar que “nos preocupamos profundamente com questões como segurança, bem-estar e saúde mental”, ele reclama da suposta “falsa imagem que está sendo pintada da empresa”.

“No centro dessas acusações [e que está a ideia de que priorizamos o lucro em vez da segurança e do bem-estar. Isso simplesmente não é verdade.”

Neste domingo (3), em entrevista ao programa “60 Minutes”, da emissora americana CBS News, a ex-gerente de produtos do Facebook Frances Haugen afirmou que a empresa coloca “lucros acima da segurança”.

Nesta terça, ela prestou depoimento ao Senado dos Estados Unidos para pedir regulamentação da empresa. Haugen testemunhou depois de ter vazado para autoridades e para o “Wall Street Journal” documentos internos da companhia que detalham que o Facebook sabia que seus sites eram potencialmente prejudicais para a saúde mental de jovens.

Ex-funcionária do Facebook acusa a rede social de prejudicar crianças e enfraquecer a democracia

Ainda na mensagem, Zuckerberg cita algumas políticas e ações que, segundo ele, foram tomadas para combater “conteúdo prejudicial” no Facebook, ampliar a transparência e assegurar o “bem-estar” dos usuários. Também negou que a rede social contribua para “o aumento da polarização”.

O fundador da rede social comentou também sobre a preocupação do Facebook com crianças e adolescentes acessando aos conteúdos publicados nos serviços da empresa, como no Instagram.

“Estamos empenhados em fazer o melhor trabalho possível, mas de certo modo, o órgão certo para avaliar as compensações entre as equidades sociais é nosso Congresso eleito democraticamente. Por exemplo, qual é a idade certa para os adolescentes poderem usar os serviços da Internet? Como os serviços de Internet devem verificar a idade das pessoas? E como as empresas devem equilibrar a privacidade dos adolescentes e, ao mesmo tempo, dar aos pais visibilidade de suas atividades?”.

“Em vez de ignorar isso, as empresas de tecnologia precisam criar experiências que atendam às necessidades [das crianças] enquanto mantém elas seguras”.

O executivo se comprometeu a fazer mais pesquisas sobre o assunto e compartilhá-las com o público quando estiverem concluídas.

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