Repelente ultrassônico pode fazer mosquitos picarem mais

Luiz Nogueira, editado por Liliane Nakagawa

Ao serem vendidos como se a sua eficácia fosse cientificamente comprovada, na verdade, aparelhos não apresentam proteção prometida

Os repelentes ultrassônicos podem representar uma solução eficaz para um problema recorrente. O produto, que emite uma onda sonora acima de 20 kHz, promete ser uma técnica eficiente contra mosquitos que, ao captarem o som, naturalmente se afastam. Entretanto, cientistas alertam que o uso desse dispositivo pode trazer efeitos contrários aos pretendidos.

Esses aparelhos são vendidos como se sua eficácia fosse cientificamente comprovada. Entretanto, é a própria ciência que refuta sua atuação. “Já tive acesso a estudos sobre o efeito desses repelentes em mosquitos, formigas e baratas, com o teste de aparelhos de diversas marcas comercializadas. A conclusão, de maneira geral, é que esses repelentes não funcionam nesses insetos”, explica Natasha Mezzacappo, física biomolecular, em entrevista ao Uol.

Natasha ainda aponta que insetos conseguem detectar algumas ondas sonoras em determinadas frequências, mas que não são usadas por aparelhos desse tipo. Para ela, a natureza generalista desses dispositivos faz com que eles sejam inúteis para a grande diversidade de insetos existentes.

Isaías Cabrini, pesquisador do Instituto de Biologia da Unicamp, diz que, no caso dos mosquitos, a situação pode ser ainda pior: “Há pesquisas com mais de um século que mostram que, quando falamos de mosquitos, o único som percebido é o bater das asas da fêmea. E isso, na verdade, é um chamado de acasalamento”.

Em 2005, Cabrini apresentou uma tese de mestrado que estudou a eficácia dos pequenos aparelhos na tarefa de afastar mosquitos. As conclusões são preocupantes, e apontam para um aumento das tentativas de picadas enquanto o dispositivo permanecia ligado. Em outras palavras, algumas vezes, o efeito contrário pode ocorrer.

O Inmetro, que certifica produtos para venda no Brasil, possui apenas um desses aparelhos constando como aprovado em seu sistema. A assessoria da entidade afirmou ao Uol que o certificado encontrado aponta apenas que o repelente atende aos requisitos mínimos de segurança elétrica, mas que sua eficiência não foi avaliada.

Os repelentes ultrassônicos podem ser eficazes, mas contra outro animal. De acordo com Flávio Virgínio, doutorado em ciência, os repelentes “emitem um som acima de 20 kHz, acima do limite audível para pessoas. Não é o que ocorre, por exemplo, com animais de estimação, como cães e gatos, que são sensíveis a um espectro sonoro mais amplo do que os humanos. Esses aparelhos, portanto, podem incomodá-los e estressá-los”.

Mesmo sendo muito utilizado, o repelente elétrico pode atuar apenas como um atordoador de mosquitos. Após ser desligado, os insetos podem voltar à ativa no ambiente. Especialistas são unânimes em apontar os meios tradicionais como os mais eficazes no combate a mosquitos. Para eles, os repelentes tópicos ainda são os mais indicados, desde que possuam Dietiltoluamida e Icaridina em sua composição.

Via: UOL

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Toshiba cria algoritmo que é mais rápido num PC que em supercomputador

Rafael Rigues

Olhar Digital

Novo algoritmo resolve problemas de análise combinatória até 10 vezes mais rápido que um computador quântico baseado em lasers

Toshiba anunciou o desenvolvimento de um novo algoritmo de computação que, segundo a empresa, pode rodar em um PC desktop com desempenho superior ao de algoritmos similares rodando em supercomputadores, ou até mesmo em um computador quântico baseado em lasers.

O “Algoritmo de Bifurcação Simulada” foi criado por Hayato Goto, pesquisador sênior da Toshiba, depois de perceber como as qualidades de certos sistemas complexos podem mudar repentinamente após a adição de novas entradas, criando um fenômeno chamado bifurcação. Um algoritmo de otimização combinatória tenta extrair uma solução aproximada de um alto número de combinações possíveis.

Goto teve a ideia em 2015, e levou dois anos para implementar o algoritmo de uma maneira que pudesse filtrar com eficiência um grande número de possibilidades, como um computador quântico. A diferença é que ele roda em um computador desktop com componentes comuns.

Exemplos de problemas de otimização combinatória são o “problema do caixeiro viajante” (dado um número de cidades, encontrar a menor rota entre elas, obedecendo a algumas restrições), cálculo de rotas no trânsito, análise molecular de medicamentos e análise de portfolios financeiros em busca de investimentos com o maior retorno e menor risco, entre muitos outros.

Kosuke Tatsumura, outro pesquisador sênior da Toshiba, otimizou o algoritmo para que possa rodar em clusters de processadores em um datacenter ou mesmo em FPGAs, chips “reconfiguráveis” que podem ser otimizados para tarefas específicas.

Usando um cluster de FPGAs, o algoritmo da Toshiba se mostrou 10 vezes mais rápido que um computador quântico baseado em lasers, que atualmente é o método mais rápido para resolver um problema similar.

A Toshiba desenvolveu uma máquina especializada para rodar seu algoritmo, a “Máquina de Bifurcação Simulada”, e irá oferecer acesso a ela como um serviço, para várias áreas da indústria de tecnologia.

Fonte: Tom’s hardware

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Furto de carro por hackers vira ‘moda’ em Londres e pode chegar ao Brasil

Guilherme Preta, editado por Matheus Luque

Olhar Digital

Técnica rouba o sinal da chave utilizando equipamentos simples comprados na internet

Os carros estão se tornando equipamentos cada vez mais tecnológicos. Se por um lado isso é bom, por outro, abre novas possibilidades para hackers criminosos. Uma onda de furtos de carros com a tecnologia de chave presencial, aquelas que permitem abrir e ligar o carro sem tirá-las do bolso, atingiu Londres. Os hackers utilizam equipamentos simples e baratos, que podem ser comprados por R$ 160 em sites como Amazon e Alibaba.

Rafael Narezzi, brasileiro que mora na cidade há 16 anos e especialista em segurança digital, foi vítima da técnica e explicou em entrevista ao UOL como o golpe funciona. Segundo o especialista, os criminosos utilizam uma antena para captar o sinal de rádio emitido pela chave, mesmo ela estando dentro de casa. Depois disso, repassam este sinal para outro aparelho, que imita a frequência da chave, destravando a porta e ligando o motor.

Já com o veículo, os criminosos usam outro equipamento, o “jammer”, para embaralhar o sinal de rastreio do GPS, impedindo que o carro seja rastreado. “Isso é feito por um período, não dura muito tempo. Em seguida, abandonam em um local público, mas sem movimento. Caso ninguém consiga localizá-lo, removem o equipamento de rastreio e providenciam toda a logística para que o automóvel seja levado para venda”, acrescentou.

Porém, Narezzi afirma que há uma forma simples de evitar o golpe com uma solução simples e barata. “É possível comprar na internet uma espécie de estojo no qual coloca a chave dentro. Esse estojo bloqueia o sinal de rádio emitido pela chave, impedindo que roubem o sinal”, disse. Além disso, acrescenta que o equipamento também custa em torno de R$ 160.

O brasileiro conseguiu recuperar seu Land Rover Discovery, mas nem todos tem a mesma sorte. A polícia de Londres afirma que um automóvel é furtado a cada seis minutos utilizando a técnica. “Existem relatos de carros furtados na capital britânica e depois localizados na África”, concluiu Nerazzi.

Via: UOL

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Hacker vaza senhas de 500 mil roteadores, servidores e aparelhos IoT

Rafael Rigues

Olhar Digital

Dados foram obtidos vasculhando máquinas ligadas à internet em busca de servidores Telnet usando senhas padrão ou fáceis de adivinhar

Um hacker divulgou recentemente uma lista com 500 mil endereços IP, nomes de usuário e senhas de acesso de roteadores, servidores e aparelhos conectados à “Internet das Coisas” (IoT).

Os aparelhos têm um servidor Telnet (protocolo para acesso remoto a dispositivos) habilitado e usam nomes de usuário e senhas padrão (como admin:admin) ou combinações fáceis de adivinhar. Segundo o site ZDNet, este é o maior vazamento de credenciais de Telnet até o momento.

De acordo com o hacker, a lista foi compilada automaticamente, vasculhando os endereços IP de computadores conectados à Internet e testando para ver se tinham um servidor Telnet ativo. O autor opera um serviço de DDoS (Negação de Serviço Distribuída, um tipo de ataque comum na internet, usado para tirar servidores do ar) e alega que está “atualizando” seu modelo de negócio e deixando de usar botnets construídas com dispositivos de IoT (como os da lista), em favor de servidores de alta capacidade “na nuvem”.

As listas são datadas de outubro e novembro de 2019, então alguns endereços IP podem não ser mais válidos, ou as credenciais podem ter sido modificadas. Ainda assim, representam perigo em potencial. Um único servidor com uma senha fraca pode servir de porta de entrada para criminosos, que a partir dali podem conseguir acesso a todos os outros computadores conectados à mesma rede.

Fonte: ZDNet

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Loja não oficial da Xiaomi confirma fim da operação após consumidores ficarem sem produtos

Por Thiago Lavado, G1

Uma loja on-line de venda de celulares chamada MiStore Brasil — que apesar de ter o nome das lojas da Xiaomi, não tem vínculo oficial com a gigante chinesa— confirmou o fim das operações nesta quinta-feira (16), em nota oficial.

Diversos consumidores, que adquiriram produtos pelo site desde a Black Friday, ainda estão sem receber os smartphones e encontram dificuldades para conseguir reaver o dinheiro gasto na loja.

A MiStore Brasil está com mais de 150 reclamações no site Reclame Aqui e um grupo no Telegram, criado no dia 9 para reunir pessoas que não receberam os produtos, já tem quase 200 membros.

De acordo com Ricardo Castro, dono do grupo, o atraso na entrega dos produtos começou ainda em dezembro, após a Black Friday. No último dia 5 de janeiro, as redes sociais da loja foram apagadas e o site está fora do ar desde o dia 7.

Na nota desta quinta, em sua primeira manifestação desde então, a MiStore Brasil pediu “desculpas” e deixou um passo a passo de como pedir reembolso em serviços que fazem intermédio de pagamentos on-line, como PayPal, PagSeguro e Mercado Pago. A loja não deixa claro se irá atuar para ressarcir o dinheiro dos consumidores.

Procurado pelo G1, o Procon-SP disse que já enviou o caso para a diretoria da entidade. “Caso não obtenha resposta da empresa, o consumidor deve procurar o meio de pagamento utilizado e solicitar a devolução dos valores pagos. Caso não consiga reaver o dinheiro, deve abrir reclamação no Procon-SP contra as duas empresas”, afirmou em nota.

A Xiaomi estava sem representante oficial no país até fevereiro do ano passado, quando a DL Eletrônicos retomou as atividades da gigante chinesa em 2019 no Brasil. O endereço oficial para comprar produtos Xiaomi no varejo digital é mi.com/br.

Antes de a DL Eletrônicos assumir as operações, muitos consumidores optavam por sites não oficiais para comprar celulares da marca.

Cuidados nas compras on-line

Especialistas reiteram que são necessários cuidados com compras on-line em qualquer site. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon-SP dão as seguintes dicas:

  • Verificar se o CNPJ da empresa está ativo por meio do site da Receita Federal
  • Checar se existem reclamações sobre a empresa no Procon ou no “Reclame Aqui”
  • Consultar a lista de ‘evite esses sites’ do Procon
  • Confirmar se a plataforma de venda é brasileira, porque o código do consumidor não vale para sites e empresas estrangeiras
  • Registrar todo o processo de compra com prints da tela
  • Não agir por impulso
  • Verificar a origem da empresa e se ela tem canais de atendimento ao consumidor
  • Contatar a empresa antes de concluir a compra
  • Garantir que a compra está sendo feita em uma rede segura, evitando usar computadores de outras pessoas ou redes compartilhadas
  • Não usar número de seguidores como indicador de confiabilidade
  • Evitar boletos e transferências bancárias

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Físicos descobrem relação entre elétrons e estados quânticos

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi

Olhar Digital

Cientistas mapearam elétrons em cada região de um estado quântico específico, algo sem precedentes até então

Uma equipe de físicos da Universidade de Nova York mapeou como as energias dos elétrons variam de região para região, em um estado quântico específico, com uma clareza sem precedentes. Essa descoberta revela um mecanismo subjacente pelo qual os elétrons influenciam uns aos outros, denominado “hibridização” quântica, que era invisível em experimentos anteriores.

As descobertas, fruto do trabalho de cientistas da Universidade de Nova York, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, da Universidade Rutgers e do MIT, todos nos Estados Unidos, foram publicados na revista Nature Physics.

Os cientistas concentraram seus trabalhos no seleneto de bismuto (Bi2Se3), um material que vem sendo investigado na última década como base de informações avançadas e tecnologias de computação quântica. Pesquisas de 2008 e 2009 identificaram o material para hospedar um raro estado quântico de “isolador topológico” que altera a maneira como os elétrons, em sua superfície, interagem e armazenam informações.

Desde então, estudos confirmaram várias ideias inspiradas em elétrons de superfície isoladores topológicos. No entanto, por estarem na superfície de um material, as partículas são expostas a fatores ambientais não presentes em boa parte do material, fazendo com que se manifestem e se movam de maneiras diferentes de região para região.

Reprodução

A lacuna de conhecimento resultante, juntamente com desafios semelhantes para outras classes de materiais, motivou os cientistas a desenvolverem técnicas para medir elétrons com resolução espacial, em escala de mícron ou nanômetro, permitindo aos pesquisadores a examinação de interação dos elétrons sem interferência externa.

A pesquisa da NYU é uma das primeiras a usar essa nova geração de ferramentas experimentais, denominada “espectromicroscopia” – e a primeira investigação espectromicroscópica do Bi2Se3. Esse procedimento pode rastrear a diferença de movimento dos elétrons em cada região de um material. Em vez de focar na atividade média de elétrons, em uma única região grande, na superfície de uma amostra, os cientistas coletaram dados de quase mil regiões menores.

Ao ampliar o terreno com essa abordagem, eles puderam observar assinaturas de hibridação quântica nas relações entre elétrons em movimento, como uma repulsão entre estados eletrônicos que se aproximam uns dos outros em energia. As medidas desse método iluminaram a variação de quase-partículas eletrônicas na superfície do material.

Segundo Erica Kotta, principal autora do estudo, os resultados “fornecem uma nova visão sobre a física dos isoladores topológicos, fornecendo a primeira medição direta da hibridação quântica entre elétrons perto da superfície”.

Via: ScienceDaily

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Site para restituição do DPVAT apresenta lentidão no primeiro dia

Renato Mota

Olhar Digital

Com mais de 1,9 milhão de veículos aptos a solicitar o reembolso do seguro, a página criada para receber os pedidos sofreu com momentos de instabilidade

página criada para receber os pedidos de restituição do seguro DPVAT apresentou instabilidade e lentidão no seu primeiro dia de funcionamento. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o site da Seguradora Líder, responsável pelo processo, chegou a sair do ar.

Mais de 1,9 milhão de veículos estão aptos a pedir a restituição. A maioria dos veículos se concentra no estado de São Paulo, onde mais de 900 mil devem receber de volta o que foi pago a mais.

O encaminhamento deve ser feito online, preenchendo uma ficha com dados do proprietário do carro, como CPF ou CNPJ, telefone e e-mail. Também é necessário informar o Renavam do veículo e o estado de registro.

O cadastro online exige ainda dados de pagamentos, como data e valor, e da conta do proprietário; banco, agência e tipo de conta. A página vai receber somente os pedidos de restituição da diferença de valores pagos referente ao Seguro DPVAT 2020.

Para os proprietários de frotas de veículos, é necessário mandar um e-mail para [email protected] A restituição será paga diretamente na conta do proprietário.

Via Folha de S. Paulo/Agência Brasil

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Alterações no relógio biológico podem ajudar a combater infecções

Renato Mota

Olhar Digital

Células do sistema imunológico que tiveram seus relógios ‘desligados’ se mostraram mais eficazes no combate às bactérias, aumentando a imunidade nos corpos pesquisados

Um estudo conduzido em ratos – mas que é de maior interesse para os humanos – indicou o relógio biológico pode influenciar na gravidade de uma doença. A pesquisa aponta que as células do sistema imunológico atuam de formas diferentes a depender do momento do dia, em resposta à infecção bacteriana.

A pesquisa, publicada na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), ainda descobriu que o relógio biológico afeta, em particular, células especializadas chamadas macrófagos – grandes células que engolem e matam bactérias. “Desabilitar o relógio biológico nessas células resultou em super macrófagos, que se moviam mais rápido e comiam mais bactérias do que os macrófagos normais”, afirma o estudo.

“Descobrimos que os macrófagos ‘sem relógio’ protegiam os ratos da infecção bacteriana com muitos tipos de bactérias”, escreveram os professores David Ray, da Universidade de Oxford, e Gareth Kitchen, da Universidade de Manchester, em um artigo publicado no site The Conversation.

Os pesquisadores observaram que as células apresentavam uma mudança na arquitetura interna da célula, ou citoesqueleto, formado por proteínas estruturais necessárias para o movimento celular e para o consumo de bactérias. Os cientistas agora querem saber se forçar o relógio biológico de pacientes de alto risco – controlando a iluminação e refeições – pode aumentar a imunidade e prevenir infecções adquiridas no hospital.

“Uma das principais questões que o mundo moderno enfrenta é a crescente resistência das bactérias aos antibióticos. Não há novas classes de antibióticos há 30 anos. A resistência bacteriana aos antibióticos significa que temos infecções intratáveis ​​e enfrentamos um futuro em que a cirurgia se tornará mais arriscada”, afirmam Ray e Kitchen.

A descoberta de um circuito que liga o relógio biológico à defesa bacteriana abre uma nova rota para reduzir a dependência de antibióticos. “O funcionamento do relógio circadiano pode ser alterado pela exposição à luz, pela alteração do horário das refeições, pela variabilidade genética nas populações humanas e por novos fármacos capazes de regular esse sistema. A intervenção de curto prazo para aumentar a imunidade à infecção pode oferecer benefícios, a baixo custo”, completam os cientistas.

Via The Conversation

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Elétrons e quarks podem ter consciência, diz professor

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi

Olhar Digital

Para ele, a consciência é a capacidade de experimentar o mundo de alguma forma, e até mesmo as mais simples formas de matéria podem ‘sentir’

A única razão aparente pela qual os seres humanos sabem sobre a existência da consciência (o fenômeno de ter sentimentos e experiências subjetivas) é porque, de fato, temos experiências e sentimentos. Mas, apesar de séculos de estudo, os cientistas ainda não fizeram avanços no entendimento desse fenômeno.

No entanto, um livro, publicado recentemente pelo filósofo Philip Goff, professor da Universidade Durham, na Inglaterra, apresenta profundamente uma teoria milenar que poderia ajudar a explicar a consciência – atribuindo-a a todas as formas da matéria, incluindo elétrons e quarks.

A teoria é chamada panpsiquismo, e a Scientific American publicou, nesta terça-feira (14), uma entrevista provocativa com Goff, para explorar as principais reivindicações de seu livro. “O compromisso básico é que os constituintes fundamentais da realidade – talvez elétrons e quarks – tenham formas incrivelmente simples de experiência”, afirmou Goff à revista.

Segundo o professor, o panpsiquismo define consciência não como uma capacidade de refletir sobre a própria existência, mas como a capacidade de experimentar o mundo de alguma maneira – sentir dor ou prazer, ouvir sons e ver paisagens.

Embora seja claro que pelo menos alguns animais são conscientes nessa definição – sabemos que cães podem ver e que gatos têm prazer em derrubar nossas coisas, por exemplo -, o consenso parece ser que, à medida que as formas de vida se tornam cada vez mais simples, elas se tornam menos conscientes até que, em algum momento, elas simplesmente não sejam mais.

“Mas é pelo menos coerente supor que esse continuum de consciência desaparecendo, sem nunca se desligar completamente, se transforme em matéria inorgânica, com partículas fundamentais tendo formas de experiência quase inimaginavelmente simples para refletir sua natureza incrivelmente simples”, disse Goff. É nisso que os panpsicistas acreditam.

A crença de que a consciência é, de alguma forma, algo que nosso cérebro faz, significa que também é algo que os neurocientistas devem ser capazes de descobrir – mas isso ainda está longe de ser realidade.

Se definirmos a consciência como uma qualidade não observável possuída por todas as formas de matéria, contudo, como sugere o panpsiquismo, poderíamos emergir com uma teoria unificada da consciência construída, não apenas na ciência, mas em uma combinação de ciência e filosofia.

Via: Futurism

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Colisão entre estrelas de nêutrons é detectada por cientistas

Luiz Nogueira, editado por Matheus Luque

Olhar Digital

As estrelas de nêutrons são as menores e mais densas estrelas que se tem conhecimento

Astrônomos do observatório LIGO detectaram, pela segunda vez na história, as ondulações cósmicas emitidas por uma colisão brutal entre duas estrelas de nêutrons. A captura das ondas gravitacionais emitidas pela fusão ocorreu em abril do ano passado, mas os cientistas não foram capazes de confirmar sua fonte até recentemente.

A fusão é incomum, pois a massa das duas estrelas envolvidas no fenômeno é muito maior do que o esperado – potencialmente dando aos astrônomos novas pistas sobre o mistério de como essas estrelas se formam e mudam ao longo do tempo.

A primeira observação desse tipo, realizada em agosto de 2017, fez história por representar a primeira vez que ondas e luz gravitacionais foram detectadas a partir do mesmo evento cósmico. A fusão presenciada em abril, por outro lado, não resultou na detecção de luz.

No entanto, analisando apenas os dados das ondas gravitacionais, os pesquisadores descobriram que a colisão produzia um objeto com massa extraordinariamente alta. No vídeo abaixo, é possível ver uma simulação de como o processo ocorre.

Estrelas de nêutrons são os remanescentes de estrelas moribundas que sofrem explosões catastróficas à medida que entram em colapso no fim de suas vidas. Quando duas estrelas entram nesse processo juntas, elas passam por uma fusão violenta que envia ondas gravitacionais através do tecido do espaço e do tempo.

Com base nos dados do LIGO, que foram submetidos ao The Astrophysical Journal, o sistema estelar de nêutrons binários distantes possui uma massa significativamente maior do que qualquer par encontrado em nossa galáxia.

Para entender isso, os pesquisadores provavelmente precisarão aprender novos modelos que expliquem o emparelhamento extraordinariamente pesado. “A partir de observações convencionais com luz, já conhecíamos 17 sistemas binários de estrelas de nêutrons em nossa própria galáxia, e estimamos a massa de cada uma delas”, afirmou Ben Farr, membro da equipe do LIGO da Universidade de Oregon.

“O que é surpreendente é que a massa combinada desse binário é muito maior do que o esperado”, completa.

Via: FuturismSciTechDaily

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