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Bioterroristas podem causar a próxima pandemia, afirma especialista

Pesquisador de Harvard alerta para o perigo do amplo acesso a ferramentas de modificação genética e diz que pandemia de Covid-19 deve ser tomada como um ‘ensaio’

Renato Mota 

Olhar Digital

Nas primeiras semanas da pandemia da Covid-19, teóricos da conspiração se apressaram em dizer que o vírus Sars-Cov-2 teria sido projetado intencionalmente (ou resultou de um acidente) nos laboratórios no Instituto de Virologia de Wuhan, na China. Pesquisas genéticas internacionais garantiram que não, o coronavírus realmente veio da natureza.

Mas em um artigo para a Foreign Policy, o membro da Escola de direito de Harvard, Vivek Wadhwa, alerta que “se a engenharia genética não esteve por trás dessa pandemia, ela pode muito bem desencadear a próxima”. O pesquisador acredita que devemos tratar a pandemia de coronavírus “como um ensaio geral do que está por vir – infelizmente, isso inclui não apenas os vírus que surgem da natureza, mas também aqueles que serão deliberadamente desenvolvidos por humanos”.

A principal preocupação de Wadhwa diz respeito à CRISPR, uma técnica de biologia molecular que permite alteração genética. “Todos os ditadores do mundo agora sabem que os patógenos podem ser tão destrutivos quanto mísseis nucleares. Graças a uma revolução tecnológica na engenharia genética, todas as ferramentas necessárias para criar um vírus se tornaram tão baratas, simples e prontamente disponíveis que qualquer cientista desonesto ou biohacker pode usá-las”, avalia o pesquisador.

Pesquisadores chineses já usaram a técnica para tentar editar o genoma de embriões humanos, em alguns casos para torná-los resistentes à infecção pelo HIV. Apesar da reação internacional, o pesquisador chinês He Jiankui iniciou experimentos envolvendo “bebês CRISPR“, cujos genomas foram editados antes do nascimento. Wadhwa lembra ainda que  pesquisas de DNA permitiram que cientistas revivessem um parente extinto do vírus da varíola.

“A tecnologia de edição de genes tornou-se tão acessível que poderíamos ver adolescentes fazendo experiências com vírus. Nos Estados Unidos, qualquer pessoa que queira começar a modificar um genoma em sua garagem pode pedir um kit CRISPR online por US$ 169”, afirma o pesquisador de Harvard.

Em maio de 2018, o Centro Johns Hopkins para Segurança Sanitária (CHS) testou um cenário fictício em que políticos dos Estados Unidos foram solicitados a responder o que fariam no caso de uma pandemia planejada por terroristas. Os cientistas usaram essas ações para criar um modelo que previu 150 milhões de mortos em um ano, com o índice Dow Jones da Bolsa de Valores caindo 90%.

“Se você está deliberadamente tentando criar um patógeno mortal, que se espalha facilmente e que não temos medidas de saúde pública adequadas para mitigar, então essa coisa que você cria está entre as coisas mais perigosas do planeta”, avalia Piers Millett , um especialista em política científica e segurança internacional em entrevista ao Instituto Future of Life.

Via: Futurism/Foreign Policy

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IBM pressiona EUA a controlar sistemas de reconhecimento facial

Alegando questões éticas, a companhia interrompeu a oferta da sua tecnologia de identificação facial, relacionandoo seu uso com discriminação racial e violação de direitos humanos

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Na última sexta-feira (11), o CEO da IBM, Arvind Krishna, defendeu que o Departamento de Comércio dos EUA adotasse controle de exportação para limitar o acesso dos regimes repressivos aos sistemas de reconhecimento facial em massa. Na visão do executivo, a ferramenta pode ser usada para discriminação racial e violações de direitos humanos.

Esta tem sido uma das bandeiras da gigante global, que, em junho último, parou de oferecer seu próprio sistema de reconhecimento facial e enviou uma carta ao Congresso norte-americano criticando o uso da tecnologia, relacionando-o à questão da injustiça racial. E para quem pensa que esta é uma preocupação recente da IBM, Christopher Padilla, vice-presidente de Assuntos Governamentais e Regulatórios da companhia faz a devida correção.

“Não foi como se as nuvens se abrissem e repentinamente decidimos não mais fazer reconhecimento facial. A IBM tem pensado nisso desde 2014, quando questões em torno do tema ética em inteligência artificial e governo surgiram, a partir das revelações de Edward Snowden”, disse em entrevista à revista Forbes.

Vigilância em massa

A questão dos sistemas de vigilância em massa também tem sido uma pauta quente dentro do próprio Departamento de Comércio norte-americano. Em julho, o órgão buscou opiniões sobre a adoção de novos pedidos de licença de exportação para os softwares de reconhecimento facial e outras tecnologias de biometria utilizadas em monitoramento.

Para Padilla, o foco do governo dos EUA não deve ser os sistemas de “identificação facial” utilizados,  para desbloquear um celular ou no embarque de um avião, por exemplo. E sim naqueles voltados para vigilância em massa, incluindo dissidentes políticos. Neste sentido, o país deveria impor controle à exportação de câmeras de alta resolução usadas para coletar dados e os algoritmos de software empregados na análise e comparação de tais informações com um banco de dados de imagens.

Indo mais além, o vice-presidente argumenta que Washington deveria “limitar a capacidade de certos governos estrangeiros” de obterem os componentes de computação em larga escala necessários para implementar um sistema integrado de reconhecimento facial. E, por “certos governos”, leia-se nas entrelinhas, a China.

O próprio Departamento do Comércio já tinha informado, em julho, que o país asiático “implantou tecnologia de reconhecimento facial na região de Xinjiang, vasto território autônomo no noroeste chinês. Citou ainda que o país promove “repressão, detenção arbitrária em massa e vigilância de alta tecnologia contra uigures, cazaques e outros membros de grupos minoritários muçulmanos”.

Assim, sob o pretexto de violação de direitos humanos e preocupação do tratamento que a China dá aos uigures, povo de origem turcomena que se encontra principalmente em Xinjiang, o governo norte-americano tem incluído dezenas de companhias e entidades chinesas numa lista negra. Nela já se encontram a Hikvision (que produz câmeras de vigilância), o Sense Time Group e a Megvii Technology, ambos líderes globais em tecnologia de reconhecimento.

Fonte: RT

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Mistério sobre tempestade geométrica em Júpiter pode ter sido resolvido

Tempestades nos polos do planeta variam entre 4 mil e 7 mil quilômetros de largura; estabilidade dos ciclones está ligada a anéis anticiclônicos ao redor deles

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Quando a sonda Juno entrou na órbita de Júpiter, em 2016, gigantes ciclones em padrões geométricos se formaram ao redor dos polos do planeta, o que intrigou os cientistas. Agora, novas descobertas sobre o evento foram divulgadas na revista Proceedingd of the National Academy of Sciences.

Cada ciclone possui entre 4 mil e 7 mil quilômetros de largura, cada uma cerca de 8,7 mil quilômetros do respectivo polo. Além disso, são oito vórtices na região norte e outros seis no sul. Desde que a sonda chegou ao planeta, há quatro anos, os ciclones se mantém estáveis.

“Todas as teorias anteriores previam que as regiões polares de planetas gigantes deveriam ser dominadas por grandes ciclones sobre seus polos, como o que está sendo observado em Saturno, ou permaneceriam caóticas”, afirmou Cheng Li, cientista planetário da Universidade da Califórnia. “O que vemos em Júpiter indica que as teorias anteriores estão erradas e precisamos de algo novo”, acrescentou.

Modelos de computador

Para esclarecer o mistério, Li e sua equipe desenvolveram modelos de computador baseados no que Juno revelou. Além de revelar o tamanho e a velocidade dos vórtices, foi descoberto que a estabilidade dos ciclones depende, em parte, de sua profundidade na atmosfera de Júpiter, principalmente nos anéis anticiclônicos.

Apesar disso, ainda há muito a se descobrir sobre o fenômeno. Ainda não se sabe, por exemplo, o porquê dos ciclones ocuparem um meio-termo entre muita e pouca proteção contra os anéis. “No momento, não temos ideia do que os faz estar neste ponto ideal”, explicou Li. O próximo passo é investigar como os vórtices podem ter se formado. “O que acreditamos ser provável, é que eles se formaram em outro lugar e então migraram para os polos”, disse a cientista.

Os modelos de computador dão um novo caminho para entender sobre os ciclones e seus padrões estáveis. Ainda existem muitos parâmetros desconhecidos, como sua estrutura vertical. “Mas podemos tentar diferentes cenários para ver quais estruturas verticais podem gerar os perfis de velocidade do vento que observamos com esses ciclones e avançar a partir daí”, finalizou.

Via: Space

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Cérebro de astronautas são ‘reorganizados’ no espaço, aponta estudo

Microgravidade pode provocar deslocamento do órgão e induzir aumento de líquido cerebral. A maior parte dos efeitos, no entanto, são dissipados após sete meses do retorno à Terra

Victor Pinheiro 

Olhar Digital

Um estudo de neurocientistas de universidades europeias sugere que a estadia na Estação Internacional Espacial (ISS) pode provocar alterações reversíveis no sistema nervoso central de astronautas. A pesquisa indicou que a microgravidade no laboratório orbital afeta a distribuição de líquidos no encéfalo e provoca um deslocamento do cérebro para cima

Os autores analisaram centenas de imagens de tomografia do cérebro de 11 astronautas homens da agência espacial russa Roscosmos. Eles compararam registros de datas anteriores à viagem ao espaço com chapas coletadas nove dias depois dos astronautas retornarem à Terra. Oito participantes ainda passaram por mais uma bateria de exames após 239 dias do desfecho da missão. O tempo médio de permanência dos astronautas na ISS foi de 171 dias, pouco menos de seis meses.

Entre as descobertas está um aumento no tecido de massa branca na região do cerebelo. A substância consiste em um conjunto de células que oferecem suporte nutritivo aos neurônios, enquanto o cerebelo corresponde a um órgão do sistema nervoso central responsável por garantir o equilíbrio e o aprendizado motor do nosso corpo.

Além disso, foi identificado uma redistribuição do fluido cerebrospinal (LCR), que exerce a função de proteger os órgãos do sistema nervoso central contra impactos mecânicos externos. Segundo os pesquisadores, o volume do líquido aumentou na parte inferior do cérebro e diminui ao longo da convexidade cerebral superior.

“Esses resultados apontam para um deslocamento cerebral para cima, induzido pela microgravidade dentro do crânio”, diz o artigo publicado na Science Advances. As descobertas também sugerem o mesmo tipo de deslocamento para o cerebelo.

Os autores observaram ainda um aumento significativo de tecidos de massa cinzenta – que abriga os neurônios – nas áreas frontais superiores do cérebro. Por outro lado, eles encontraram uma correlação inversa entre a presença da substância e o fluido cerebrospinal. De acordo com os pesquisadores, as mudanças na substância cinzenta são resultados de alterações estruturais do sistema nervoso e não de perdas de tecidos.

“As mudanças que observamos no tecido GM [massa cinzenta] e WM [massa branca] parecem resultar de efeitos morfológicos, que provavelmente não afetarão a função cerebral na área cerebral correspondente”, diz o estudo.

Ainda assim, o volume do fluido cerebrospinal pode provocar uma expansão dos ventrículos cerebrais e levar a quadros de SANS. Comum em astronautas que retornam à Terra após muito tempo no espaço, a síndrome afeta a visão de curta distância. A pesquisa, entretanto, aponta que a maior parte das alterações observadas foram revertidas após sete meses do retorno dos astronautas.

Para os cientistas, o trabalho pode contribuir com evidências para agências espaciais adaptarem ‘estratégias motoras’ em missões espciais.

Via: Science Advances

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Busca em 10 milhões de estrelas não encontra sinais alienígenas

Liderada por astrônomos australianos, a pesquisa procurou por sinais de rádio de origem extraterrestre

Da Redação, editado por Daniel Junqueira

Olhar Digital

O radiotelescópio Murchison Widefiel Array (MWA), instalado em um deserto no noroeste da Austrália, realizou nesta semana a maior busca por tecnologia alienígena da história da astronomia, analisando possíveis sinais de rádio de origem extraterrestre em 10 milhões de estrelas. Infelizmente para aqueles que querem acreditar, os resultados da pesquisa foram desanimadores: nenhuma atividade foi encontrada.

O aparelho analisou os arredores da constelação Vela, em uma busca 100 vezes maior do que qualquer outra já feita.

O estudo foi conduzido pelos astrônomos Chenoa Tremblay e Steven Tingay, professores da Universidade Curtin e membros do Centro Internacional de Pesquisa de Radioastronomia (ICRAR, na sigla em inglês).

Apesar de negativos, os resultados não são surpreendentes e não servem para descartar totalmente a hipótese de vida inteligente fora da Terra.

Isso porque existem cerca de 400 bilhões de estrelas só na nossa galáxia, portanto a porcentagem do universo coberta pela busca foi minúscula.

“Como Douglas Adams notou no ‘Guia do Mochileiro das Galáxias’, o universo é muito, muito grande”, disse Tingay.

“E por mais que o estudo tenha sido grande, ainda foi algo equivalente a tentar encontrar algo no oceano e procurar em um volume de água equivalente ao de uma piscina de quintal”, completou o professor.

O que é radioastronomia?

A Radioastronomia estuda corpos celestes através de sinais de rádio, utilizando grandes antenas como radiotelescópios. A primeira detecção de ondas sonoras astronômicas foi feita por Karl Jansky, em 1932, e desde então a atividade se tornou crucial nos estudos do espaço, encontrando objetos indetectáveis para a astronomia ótica.

Corpos espaciais como o Pulsar e o Quasar só foram encontrados graças aos estudos realizados pela radioastronomia.

“Como só podemos assumir qual espécie de tecnologia é utilizada por alienígenas, precisamos procurar de diversas maneiras. Usando radiotelescópios, podemos fazer uma procura em 8 dimensões”, revelou o professor Tingay.

Portanto, o MWA continuará investigando o espaço e, quem sabe, um dia poderá responder se estamos mesmo sozinhos no universo.

Fonte: Phys.org

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Ataques com malwares disfarçados de apps educacionais disparam 20.000%

Brasil é o 5º país mais afetado por esse tipo de ataque; pandemia agravou a situação

Vinicius Szafran, editado por Wharrysson Lacerda 

Olhar Digital

Aproveitando o momento de pandemia, cibercriminosos começaram a explorar plataformas de educação online, e grande parte das vítimas está no Brasil. Um levantamento feito pela empresa de cibersegurança Kaspersky mostrou que, no primeiro semestre deste ano, o Brasil foi o quinto país com mais ataques com malwares disfarçados de apps de ensino ou videoconferência. Segundo o relatório, o número de usuários que encontrou esse tipo de ameaça cresceu 20.000% em todo o mundo em relação ao mesmo período de 2019.

A Kaspersky atribui essa situação ao aumento da popularidade do Zoom. O aplicativo de conferências é amplamente usado para ministrar aulas durante a pandemia de Covid-19, e foi usado como isca em mais de 99% das ameaças detectadas. Para efeito de comparação, em 2019 esse número foi de 14%.

Em segundo lugar aparece o Moodle, que representou apenas 0,4% das ameaças em apps de ensino. No primeiro semestre de 2019, as ameaças enviadas pelo Moodle eram 60% do total. Mesmo assim, o número atual é maior que o do ano passado (672 em 2020 contra 497 em 2019).

De todos os malwares detectados, 90% eram riskware (arquivos que permitem aos cibercriminosos executar ações sem consentimento do usuário depois que são instalados), segundo a Kaspersky. Os adwares representaram 7%, enquanto 1% dos malwares foram trojans.

Para os analistas da empresa, os números reforçam a necessidade de instituições de ensino orientarem professores e alunos quanto aos riscos e cuidados básicos de cibersegurança. Para evitar ataques como os identificados no relatório “Educação Digital: os ciber-riscos das salas de aula online”, a Kaspersky recomenda baixar os apps apenas em lojas virtuais e sites oficiais, além de sempre ter uma solução de segurança instalada em seu dispositivo.

“Os cibercriminosos estão sempre de olho em temas populares para adaptar seus ataques, e a pandemia foi uma fonte inesgotável de iscas. E a explosiva popularidade do Zoom com os educadores levou o app para o topo da lista de temas de ataques de malware”, explica Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky. “Considerando que muitas escolas e universidades planejam continuar ministrando aulas online, é fundamental que elas tomem medidas para proteger seus ambientes de aprendizagem digital e seus alunos”.

Segundo Rebouças, o contexto atual é ideal para introduzir orientações básicas de segurança cibernética, como “a necessidade de proteção nos dispositivos móveis e a configuração correta das funções de segurança e privacidade sempre que baixamos uma nova aplicação”.

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Nasa quer comprar poeira e rochas lunares

A agência espacial norte-americana abriu uma oferta às empresas interessadas na exploração espacial: US$ 50 mil por cada amostra que puder ser comprovada

Renato Mota 

Olhar Digital

Nasa lançou uma oferta às empresas dispostas a investir na exploração espacial. A agência norte-americana quer comprar rochas extraídas da Lua por até US$ 50 mil cada amostra. A “encomenda” tem que chegar até 2024, que é quando os astronautas voltarão ao satélite natural.

O valor pode não parecer tão alto (especialmente levando em consideração que uma viagem até a Lua custa milhões de dólares), mas a ideia da agência é normalizar o conceito de compra de materiais extraídos da Lua, de asteroides ou outros corpos do Sistema Solar. A oferta ainda estabelece as bases para as primeiras transações de recursos espaciais a ocorrer fora do planeta.

Para completar o negócio, as empresas terão que provar que coletaram amostras lunares enviando fotos e dados para a Nasa. Parte do pagamento será feita ao assinar o contrato e depois do lançamento. O restante dos fundos será recebido quando a amostra for empacotada.

“Durante a próxima década, o programa Artemis estabelecerá as bases para uma presença sustentada de longo prazo na superfície lunar e usará a Lua para validar sistemas e operações espaciais profundas antes de embarcar em uma viagem muito mais distante para Marte. A capacidade de conduzir a utilização de recursos no local será extremamente importante em Marte, por isso devemos prosseguir com entusiasmo para desenvolver técnicas e ganhar experiência na superfície da Lua”, afirma o administrador da Nasa, Jim Bridenstine.

Nasa/Divulgação

Ilustração dos astronautas da missão Artemis na Lua. Imagem: Nasa/Divulgação

Uma lei norte-americana permite que empresas tomem posse dos materiais que recuperaram do espaço, mas há debate internacional sobre direitos de propriedade no espaço. O Tratado do Espaço Sideral, de 1967, determina por exemplo que os países não podem reivindicar a soberania sobre um corpo celeste. Mas de olho na mineração de recursos espaciais, os EUA defendem há algum tempo que se você pode extrair algo do espaço, é seu.

Mas isso não é um consenso. China e Rússia, duas superpotências espaciais, não apoiam essa ideia. Quando a Nasa anunciou seus acordos, o diretor do programa espacial russo, Dmitry Rogozin, comparou a política à invasão do Iraque pelos EUA.

Via: The Verge

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Nova falha no Bluetooth permite enfraquecimento da criptografia

Falha afeta dispositivos que suportam tanto o protocolo Bluetooth clássico quanto o Bluetooth Low Energy (LE)

Rafael Rigues

Olhar Digital

Uma falha nas versões 4.0 e 5.0 do Bluetooth permite que um agressor reduza a força da chave de criptografia usada para parear dois aparelhos, permitindo o acesso indevido a serviços autenticados ou um ataque do tipo “man in the middle”, onde a comunicação entre dois aparelhos pode ser interceptada e manipulada.

Batizada de BLURTooth, a falha foi descoberta independentemente por duas equipes de pesquisadores, na École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), na Suíça e da Purdue University, nos EUA. Os ataques que usam a falha são chamados de “ataques BLUR”.

A vulnerabilidade afeta aparelhos que suportam tanto o protocolo Bluetooth clássico quanto o Bluetooth Low Energy (LE), e usam o método Cross-Transport Key Derivation (CTKD) para pareamento entre si.

Segundo um alerta de segurança no Carnegie Mellon CERT Coordination Center, quando o CTKD é usado para parear dispositivos Bluetooth dual-mode, ou seja, que suportam ambos os protocolos, o procedimento é feito apenas uma vez para os dois métodos de transferência de dados.

No processo, chaves chamadas de Long Term Keys / Link Keys (LTK/LK) são geradas e podem ser sobrescritas. Um “ataque BLUR” tira vantagem disso, substituindo a chave original por uma menos segura ou não autenticada.

“Quando isso resulta na redução da força da chave criptográfica ou na substituição de uma chave autenticada por uma não autenticada, um agressor pode conseguir acesso adicional a protocolos e serviços que de outra forma não são restritos”, diz o CERT.

O Bluetooth Special Interest Group (Bluetooth SIG) também publicou um alerta sobre a falha, e informa sobre uma outra possibilidade: um ataque “man-in-the-middle”, onde um malfeitor fica entre dois aparelhos vulneráveis que foram conectados usando pareamento autenticado.

A solução, para os fabricantes de dispositivos afetados, é introduzir as restrições ao Cross-Transport Key Drivation que são exigidas pela especificação Bluetooth 5.1 ou posterior.

Atualmente, das 116 implementações Bluetooth listadas no alerta do CERT, apenas a implementação de referência do Bluetooth SIG é listada como afetada pela falha. Outras 9, incluindo produtos da Intel, Juniper Networks e Microchip Technology, não são afetadas. As restantes são listadas como “não testadas”.

Fonte: Bleeping Computer

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Nova técnica de recuperação de DNA permite novo olhar sobre o passado

Pesquisadores da Universidade McMaster desenvolveram forma de tirar DNA antigo do solo; amostras coletadas revelaram que alguns animais viveram mais tempo do que o imaginado anteriormente

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Pesquisadores da Universidade McMaster desenvolveram uma nova técnica para tirar o DNA antigo de animais ou plantas do solo. São extraídos genomas de menos de uma grama de sedimento, ainda que os mesmos foram extintos há muito tempo. O método foi descrito na Quarternary Research, e permite que cientistas reconstruam a imagem mais avançada de ambientes de milhares de anos.

Usando a metodologia, os pesquisadores analisaram amostras de pergelissolo, solo encontrado na região ártica, de Yukon, no Canadá. Foram quatro pontos escolhidos na transição Pleistoceno-Haloceno, que ocorreu há cerca de 11 mil anos. Esse momento caracterizou a extinção de um grande número de animais, como mamute e mastodontes. Além disso, rendeu novas informações surpreendentes sobre a maneira como os eventos se desenrolaram, segundo os pesquisadores.

Nas amostras coletadas, os cientistas encontraram restos genéticos de muitos animais, como mamutes, cavalos, bisões, renas e milhares de plantas, tudo em apenas 0,2 gramas de sedimento. Com a metodologia, eles determinaram que mamutes peludos estavam vivos na região até 9.700 anos atrás, milhares de anos depois do que acreditavam.

Nova metodologia

“O fato de alguns gramas de solo conterem o DNA de animais e plantas gigantes extintos de outra época permite que um novo tipo de trabalho de detetive descubra nosso passado congelado”, destacou o geneticista evolucionista Hendrick Poinar, principal autor do artigo. “Essa pesquisa nos permite maximizar a retenção de DNA e ajustar nossa compreensão das mudanças ao longo do tempo, o que inclui eventos climáticos e padrões de migração humana, sem restos preservados”, acrescentou.

A nova técnica resolve o antigo problema de separar o DNA de outras substâncias misturadas com sedimentos. O processo normalmente exigia tratamentos que destruíam grande parte do DNA utilizável. Assim, os pesquisadores demonstraram que é possível preservar muito mais DNA do que nunca. Isso é possível com a combinação de estratégias de extração.

“Os organismos estão constantemente eliminando células ao longo de suas vidas. Muito desse material genético é degradado rapidamente, mas uma pequena fração é protegida por milênios por meio da ligação de minerais sedimentares e desaparece lá esperando o que recuperemos e estudemos”, finalizou Tyler Murchie, outro autor do estudo.

Via: Phys

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Personalização de temas do Windows pode ser usada para roubo de dados

Arquivos e pacotes criados por criminosos podem permitir o acesso remoto do sistema e transmitir a senha de acesso da máquina a outro usuário

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

O pesquisador de segurança Jimmy Bayne descobriu recentemente falhas que permitem ataques por meio de arquivos e pacotes .theme no Windows 10. Os criminosos criam os temas inserindo ferramentas para roubar dados e credenciais das contas dos usuários. 

Segundo Bayne, os invasores desenvolveram um arquivo simulando um tema que pode alterar o papel de parede da área de trabalho. Ao ser ativado, o arquivo inicia um prompt que executa o recurso solicitado via autenticação remota, enviando o hash NTLM e o nome de login para a conta conectada.

Dessa forma, os invasores poderão acessar as credenciais e remover a senha usando scripts especiais em arquivos de texto não criptografados. A prática é conhecida como Pass-the-Hash, quando ocorre o roubo de identidade de uma máquina, sendo posteriormente acessada em outra máquina.

Para oferecer um sistema operacional com acesso rápido às informações do usuário, a Microsoft permite realizar o login no Windows 10 com uma conta da empresa, em vez de uma conta local no sistema. Ao mesmo tempo que simplifica o acesso do usuário às informações, o método facilita o acesso de invasores aos dados sensíveis dos usuários conectados aos serviços remotos oferecidos pela Microsoft.

Como se proteger

Jimmy Bayne aponta que, para se proteger, é recomendado bloquear ou reassociar as extensões .theme, .themepack e .desktopthemepackfile a um programa diferente. Dessa forma haverá a interrupção do recurso Temas do Windows 10. É aconselhável fazer a alteração quando somente não precisar mudar o tema.

Adicionalmente, Bayne aconselha implementar o uso de autenticação multi-fator conhecida como verificação em duas etapas, para evitar o acesso remoto por invasores.

Fonte: Bleeping Computer

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