Radioatividade pode tornar planetas congelados habitáveis

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Calor do fenômeno poderia aquecer os planetas o suficiente para permitir a existência de água líquida em suas superfícies

O homem ainda sabe pouco em relação ao espaço e à vida, mas uma certeza é a necessidade de água líquida na superfície de um mundo para que seja habitável. Normalmente, para que isso aconteça, um planeta é aquecido por uma estrela. No entanto, um novo estudo sugere que esse aquecimento pode acontecer através da radioatividade, eliminando a necessidade de estar perto de uma estrela para hospedar vida.

A Terra possui isótopos radioativos como urânio-238, tório-232 e potássio-40 emitindo uma pequena quantidade de energia. Pesquisadores acreditam que alguns planetas, particularmente os mais próximos do centro da Via Láctea, podem ter isótopos radioativos suficientes para gerar o calor necessário para impedir que sua superfície seja totalmente congelada.

“Isso lhe dá a liberdade de estar em qualquer lugar. Você não precisa estar perto de uma estrela”, declarou Avi Loeb, astrofísico da Universidade de Harvard e co-autor do estudo. Junto com Manasvi Lingam, astrobiólogo do Instituto de Tecnologia da Flórida, Loeb analisou três fontes de calor para um planeta sem um sol: sobra de calor da sua formação, decaimento radioativo de isótopos de vida longa e o decaimento radioativo de isótopos de curta duração.

Aquecimento radioativo

Para aquecer um planeta o suficiente para liquefazer a água, é necessário aproximadamente mil vezes a abundância dos dois tipos de isótopos radioativos na Terra. Lingam e Loeb descobriram que um planeta com a mesma massa da Terra, mas com cerca de 100 vezes mais radionuclídeos, teria calor suficiente para manter o etanol líquido por centenas de milhões de anos.

É improvável que a vida multicelular sobreviva sobre a irradiação nesses planetas, que chega a ser centenas de vezes maior do que as médias de Chernobyl após o acidente nuclear de 1986. Porém, alguns microrganismos, como o Deinococcus radiodurans, poderiam sobreviver, segundo Lingam.

De acordo com Loeb, um planeta com tão quantidade de radionuclídeos só poderia existir perto do centro da Via Láctea. Porém, por ser muito diferente do restante dos mundos conhecidos, seria uma enorme surpresa encontrar um planeta deste tipo, afirmou o cientista planetário da Universidade de Oxford, Tim Lichtenberg.

Apesar disso, se existir, é possível que o Telescópio Espacial James Webb, com lançamento em 2021, deve poder identificá-lo. Seriam necessários aproximadamente 10 dias para que o sinal seja detectado, calcularam os pesquisadores. “Existem tantas incógnitas. Nós não demos a última palavra ainda”, finalizou Lingam.

Via: Science Magazine

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Astronautas podem usar urina para construir bases lunares

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Ureia ajudaria a deixar o concreto mais moldável e resistente

As agências espaciais possuem muitos planos para levar o homem de volta à Lua e, quem sabe, permanecer por lá. Algo que pode dificultar este plano, porém, é a construção das bases nas quais os astronautas ficariam estabelecidos. Isso porque o astro possui superfície mais dura, além de condições naturais mais extremas, e os métodos usados na Terra podem não ser eficazes. Agora, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), a urina dos astronautas pode ser a solução.

A agência, em parceria com pesquisadores da Noruega, Espanha, Holanda e Itália, conduziu estudos com diversas substâncias como plastificante, uma forma para deixar o concreto mais flexível antes de endurecer. Dentre esses materiais, o mais promissor foi a ureia, principal componente da urina. A equipe realizou diversos testes, como quanto peso a estrutura suporta e outras provas para simular os ciclos extremos de temperatura da superfície lunar.

“Ainda não investigamos como a ureia seria extraída da urina, pois estamos avaliando se isso seria realmente necessário, porque talvez seus outros componentes também possam ser usados para formar o concreto geopolimérico”, destacou Anna-Lena Kjoniksen, uma das pesquisadoras. “A água na urina pode ser usada para a mistura, junto com a que for obtida na Lua, ou uma combinação de ambas”, acrescentou.

Reprodução

A equipe ainda vai realizar diversos testes, mesmo porque ainda vai demorar para que as pessoas voltem à Lua. No entanto, o concreto que utilizou a ureia como plastificante se mostrou muito promissor, já que foi capaz de suportar mais peso, permaneceu estável e manteve sua forma.

Via: Space

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Homem fotografa Estação Espacial Internacional de seu quintal

Vinicius Szafran, editado por Fabiana Rolfini

Olhar Digital

Imagem da ISS foi capturada por um telescópio e postada nas redes sociais

Um usuário do Reddit postou uma fotografia incrível neste fim de semana: a Estação Espacial Internacional (ISS), diretamente de seu quintal, como pôde ser vista na noite do último sábado (28). 

Denominado 120decibel, o usuário explicou na postagem que conseguiu capturar a imagem da ISS usando um equipamento telescópico relativamente caro – avaliado em mais de US$ 7 mil, de acordo com outro membro. Devido à alta velocidade de movimento da Estação Espacial Internacional (pouco menos de 28 mil km/h), 120decibel explicou que teve de acompanhar manualmente seu movimento no céu noturno usando um visor e uma câmera com alta taxa de quadros por segundo.

Reprodução

Como observar a olho nu

Caso você não tenha US$ 7 mil disponíveis para comprar um equipamento desse tipo ou a experiência para localizar e acompanhar a ISS pelo visor, não fique triste. Segundo outro usuário do Reddit na mesma postagem, não é impossível vê-la a olho nu, basta saber onde olhar. “Parece uma estrela brilhante cerca de 30 graus acima do horizonte, que atravessa cerca de um quarto do céu”, explicou ele, acrescentando ainda que a passagem da ISS dura dois minutos.

Outros amantes de astronomia se juntaram às explicações: “Pode ser facilmente perdida ou confundida com um avião. Boas passagens podem ser mais brilhantes do que qualquer outro planeta ou estrela no céu noturno e apenas ligeiramente abaixo para ser vista durante o dia”, informou um deles.

Ficou curioso para tentar? O mesmo usuário que deu as informações acima também indicou o site Heavens Above, onde é possível encontrar uma lista das próximas passagens visíveis da Estação Espacial Internacional. As previsões indicam os locais nos quais a ISS aparecerá nos próximos dez dias. No entanto, isso não garante que você conseguirá vê-la, visto que as condições climáticas também devem ser levadas em consideração.

Via: Futurism

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Nos EUA, brasileiro lidera estudo de tratamento contra o Coronavírus

Victor Pinheiro, editado por Liliane Nakagawa

Olhar Digital

Iniciativa propõe reprodução de anticorpos em laboratório a partir do material genético de pacientes recuperados

Nascido no Brasil, o imunologista Michel Nussenzweig se mudou para os Estados Unidos no começo da adolescência. Hoje, médico da Universidade Rockefeller, ele lidera um grupo de pesquisadores que estuda a produção artificial de anticorpos como meio para tratar pacientes infectados com o novo coronavírus

Segundo informações da Folha de São Paulo, Nussenzweig e seus colegas esperam coletar amostras do sangue de pelo menos 100 pacientes curados da Covid-19. O objetivo é analisar o material para identificar as células produtoras dos anticorpos que reagiram ao vírus.

Essas moléculas são proteínas adaptadas para neutralizar a ação de organismos invasores no corpo humano. O novo coronavírus, por exemplo, infecta a célula por meio de espículas espalhadas em volta de sua membrana. Um anticorpo, portanto, poderia ter a função de se encaixar a estas estruturas de forma que anule a capacidade do vírus de usá-las para introduzir seu material genético na célula.

Os cientistas pretendem extrair o gene das amostras dos voluntários, que contém as instruções para produzir os mecanismos de defesa e, na sequência, introduzir o fragmento genético em células cultivadas em laboratório, a fim de obter a fabricação de anticorpos em larga escala.

“É praticamente certo que o nosso alvo serão os anticorpos que neutralizam a proteína da espícula do vírus. Como esse é o caminho que ele usa para invadir as células, é a abordagem que faz mais sentido”, diz Nussenzweig.

As soluções de anticorpos produzidas em laboratório seriam então introduzidas em pacientes recém-infectados pela Covid-19, com o intuito de proteger seus organismos já na fase inicial da doença, ou seja, não seria preciso a reação do corpo.

Em partes, o tratamento se assemelha muito à transfusão de plasma, que está em fase de testes em pacientes com quadros graves de coronavírus nos Estados Unidos.

No entanto, o maior problema da terapia com plasma sanguíneo são as limitações do procedimento em larga e escala. Segundo o médico brasileiro, um doador poderia fornecer material suficiente apenas para o tratamento de três ou quatro pacientes infectados.

Os pesquisadores da Universidade de Rockefeller pesquisam a produção de anticorpos em laboratório há décadas, entretanto, a maioria dos experimentos são voltados ao HIV, vírus causador da Aids. O mesmo método já é usado, inclusive, para desenvolver remédios para câncer. Mesmo assim, ainda vão alguns meses meses para o estudo liderado pelo médico brasileiro render resultados confiáveis no tratamento da Covid-19.

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Hospital utilizará rodos com luz ultravioleta para descontaminação

Renato Mota 

Olhar Digital

Os equipamentos foram cedidos à Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SP) pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da USP, para combate ao novo coronavírus

Dependendo da superfície, o vírus SARS-CoV-2, responsável pela pandemia da Covid-19, pode ficar ativo por um período entre 24 horas e três dias. Por isso, há uma preocupação com a desinfecção de locais como maçanetas, corrimãos e outros lugares que as pessoas normalmente colocam as mãos. Mas uma superfície pode ser vetor para contaminação e é frequentemente esquecida: o chão.

Para contribuir com a descontaminação da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SP), o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP cedeu dois Rodos UV-C desenvolvidos na própria instituição. Com pouco esforço, os aparelhos conseguem descontaminar grandes superfícies, evitando a propagação do vírus através dos sapatos.

O uso da radiação ultravioleta para esterilizar ambientes tem sido um dos recursos tecnológicos utilizados mundo afora no combate ao novo coronavírus. Para tal, é necessário que o comprimento de onda da luz varie entre 200 a 280 nm – a chamada radiação UV-C, faixa mais deletéria entre as classificações do espectro eletromagnético.

Cada tipo de radiação UV é responsável por causar algum dano biológico. A radiação UV-A (320 a 400 nm) provoca alterações na pele, especialmente envelhecimento, enquanto a radiação UV-B (280 a 320 nm), além de atuar no envelhecimento da pele, é a principal responsável por causar mutações genéticas que levam ao desenvolvimento de câncer.

Os responsáveis pela descontaminação do hospital devem aplicar a radiação dos rodos durante um minuto em cada metro quadrado da superfície a ser esterelizada. A radiação UV-C destrói a capa proteica e o material genético de qualquer vírus.

Via: Jornal da USP

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Respirador projetado pela Mercedes é aprovado para uso no Reino Unido

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Equipe responsável pelo projeto dos motores usados nos carros de Fórmula 1 da empresa se uniu ao University College London para desenvolver um dispositivo CPAP em menos de 100 horas

Um respirador desenvolvido em parceria com a equipe de Fórmula 1 da Mercedes-Benz foi aprovado para uso em pacientes com Covid-19 no Reino Unido. O projeto foi conduzido pelo University College London (UCL), junto com a Mercedes-AMG High Performance Powertrain (Mercedes HPP), responsável pelo desenvolvimento dos motores usados nos carros da equipe.

Conhecido como CPAP (Continuous Positive Airway Pressure, Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), este tipo de aparelho tem sido usado extensivamente na Itália e na China. Segundo o UCL, 50% dos pacientes com Covid-19 que foram tratados com o equipamento não tiveram necessidade de ventilação mecânica, um processo muito mais invasivo.

A Mercedes-Benz está participando do ‘Project Pitlane’, um chamado do governo do Reino Unido para que as equipes de Fórmula 1 sediadas no país (Red Bull, Racing Point, Haas, McLaren, Mercedes, Renault and Williams) auxiliem no desenvolvimento de equipamento médico necessário no combate à doença.

Em menos de 100 horas após a primeira reunião, em 18 de março, as equipes da Mercedes-Benz e do UCL fizeram engenharia reversa em um dispositivo CPAP cuja patente expirou. Usando simulações em computador eles refinaram o projeto, introduzindo mudanças para melhorar seu desempenho e facilitar a produção em massa.

Os 100 primeiros aparelhos serão usados em testes clínicos no hospital do UCL, antes de serem distribuídos a hospitais em todo o Reino Unido. O governo britânico encomendou 10.000 ventiladores a um consórcio formado pelas equipes do Project Pitlane e pelas gigantes BAE Systems, Airbus (ambas no setor de engenharia aeroespacial) e Ford (engenharia automotiva).

“A comunidade da Fórmula 1 mostrou uma resposta impressionante ao pedido de ajuda, reunindo-se no coletivo ‘Project Pitlane’ para apoiar a necessidade nacional neste momento difícil em vários projetos diferentes”, disse Andy Cowell, chefe Mercedes HPP.

“Temos orgulho de colocar nossos recursos a serviço da UCL para entregar o projeto CPAP com os mais altos padrões e no prazo mais rápido possível.”

Fonte: Motorsport.com

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Pesquisadores estão treinando cães para farejar o cheiro da Covid-19

Rafael Rigues, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Animais já são capazes de identificar com precisão doenças como a malária, acima dos padrões da Organização Mundial de Saúde

Além de drogas e explosivos, há tempos se sabe que cães farejadores são capazes de detectar, por meio do olfato, doenças como câncer, diabetes ou malária. E uma equipe de pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine e da ONG Medical Detection Dogs está tentando ensinar a eles um novo truque: farejar a Covid-19.

A pesquisa é baseada no fato de que certas doenças alteram o odor de nosso corpo, mudança que pode ser identificada pelos sensíveis focinhos de cães farejadores. “Nosso trabalho anterior demonstrou que os cães podem detectar odores de humanos infectados com a malária com precisão extremamente alta – acima dos padrões de diagnóstico da Organização Mundial de Saúde”, diz o professor James Logan, chefe do Departamento de Controle de Doenças da LSHTM.

“Sabemos que outras doenças respiratórias, como o COVID-19, alteram o odor do corpo, por isso há uma chance muito alta de que os cães possam detectá-las. Essa nova ferramenta de diagnóstico pode revolucionar nossa resposta ao COVID-19 no curto prazo, particularmente nos próximos meses, e ser profundamente impactante”.

De acordo com os pesquisadores, os cães da raça Springer Spaniel seriam capazes de analisar 250 pessoas por hora. O treinamento é feito da mesma forma que para a detecção de outras doenças: apresentando aos cães amostras e ensinado-os a identificar quais estão infectadas.

Segundo a Dra. Claire Guest, CEO e co-fundadora da Medical Detection Dogs, “O objetivo é que os cães possam analisar qualquer pessoa, incluindo aquelas que são assintomáticas, e nos informar se precisam ser testadas. Isso seria rápido, eficaz e não invasivo e garantirá que os limitados recursos de teste de nosso sistema de saúde sejam usados apenas onde forem realmente necessários”.

Fonte: New Atlas

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Novo material criado no Japão promete baterias mais potentes

Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer 

Olhar Digital

Eletrólito desenvolvido na Universidade de Tóquio é capaz de tolerar tensões mais altas com mais segurança

Cientistas da Universidade de Tóquio, no Japão, desenvolveram uma nova química para as baterias de lítio-íon que promete torná-las mais seguras e capazes de suportar tensões mais altas. Na prática, isso pode significar maior autonomia para uma imensa gama de dispositivos, de smartphones a carros elétricos.

Os pesquisadores focaram no eletrólito, substância responsável por permitir o fluxo de elétrons entre o ânodo (polo negativo) e cátodo (polo positivo) da bateria. O eletrólito atual, carbonato de etileno (EC) se torna instável e inflamável em tensões superiores a 4,3 volts. Para substituí-lo, os pesquisadores desenvolveram um material chamado solvente de fosfato cíclico fluorinado (TFEP), que pode suportar tensões de até 4,9 volts.

A diferença pode parecer pequena, mas representa um aumento na capacidade de armazenamento de cada célula sem aumentar o peso das baterias ou aparelhos que as utilizam, algo que é o “santo graal” na pesquisa por novas tecnologias de armazenamento de energia.

“A maioria das pesquisas sobre eletrólitos é um pouco de tentativa e erro, com pequenas alterações na química básica que raramente oferecem vantagens”, disse o Professor Atsuo Yamada, responsável pela pesquisa.

Segundo ele, a abordagem veio de uma compreensão teórica das estruturas moleculares subjacentes. “Previmos propriedades como a segurança e tolerância a alta tensão antes de verificá-las experimentalmente. Sua confirmação foi uma surpresa muito agradável mesmo”, afirmou.

Fonte: New Atlas

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Dispositivo que analisa sons de tosse pode ajudar na prevenção de pandemias

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

O FluSense é composto apenas por microfones de baixo custo, uma câmera térmica e um Raspberry Pi

Pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst, nos Estados Unidos, desenvolveram um aparelho portátil capaz de transformar os sons de tosse em dados de saúde usando inteligência artificial. Esse dispositivo pode ajudar a entender como funcionam as contaminações por gripe e outras doenças respiratórias virais, como a Covid-19 e Sars, assim como prever e conter pandemias.

A plataforma, chamada FluSense, foi pensada para salas de espera de serviços de saúde, hospitais e grandes espaços públicos, de acordo com os pesquisadores. O FluSense capta os sons de tosses e espirros e mede o tamanho das multidões, fazendo cálculos e analisando os dados em tempo real.

As informações adquiridas pelo aparelho podem ajudar a determinar o melhor momento para campanhas de vacinação, indicar restrições de viagens e direcionar de forma inteligência o fornecimento de suprimentos médicos, por exemplo, além de outras medidas que podem ajudar a salvar muitas vidas.

O dispositivo é composto de uma câmera térmica e diversos microfones de baixo custo, acoplados a um mini computador Raspberry Pi. Dessa forma, o FluSense consegue detectar os sintomas iniciais de doenças respiratórias.

Como foi feito?

Em laboratório, os pesquisadores desenvolveram um “modelo de tosse”. Em seguida, treinaram o sistema para contar o número de pessoas presentes nas imagens térmicas. Informações sensíveis, como imagens identificáveis e falas, não são armazenadas pelo FluSense. “Nosso objetivo é construir modelos de previsões a nível populacional, não individual”, explica Tauhidur Rahman, professor assistente de ciências da informação e computação e coautor do projeto.

O aparelho foi testado no mundo real entre dezembro de 2018 e julho de 2019. Para isso, ele foi colocado dentro de uma caixa retangular do tamanho de um livro e levado a quatro salas de espera na clínica da universidade. A plataforma coletou e analisou 21 milhões de áudios e 350 mil imagens térmicas nesse período.

Os testes mostraram que o FluSense conseguiu prever com precisão as taxas diárias de diagnósticos de doenças respiratórias na clínica.

Qual é a importância?

“Eu me interesso por sons não-verbais do nosso organismo há muito tempo. Pensei que se pudéssemos capturar barulhos de tosse ou espirros em espaços públicos, onde muita gente naturalmente interage, poderíamos usar essa informação como uma nova fonte de dados para prever tendências epidemiológicas”, afirmou Rahman.

“Estamos tentando levar o aprendizado de máquina ao extremo. Todo o processamento acontece aqui. Esses sistemas estão se tornando mais baratos, poderosos e portáteis”, contou Forsad Al Hossain, aluno de Ph.D e autor do estudo. 

O próximo passo para os cientistas é validar a eficácia do aparelho em outros ambientes além do universitário. Os resultados da pesquisa foram publicados pela Association for Computing Machinery (ACM).

Via: UOL

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Twitter apaga publicações de Jair Bolsonaro por violarem regras da rede

Twitter diz que ‘expandiu regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir Covid-19’.

Por G1

Rede social apaga posts de Bolsonaro por violarem regras

Rede social apaga posts de Bolsonaro por violarem regras

O Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite deste domingo (29). No lugar das publicações, feitas na tarde de domingo, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

G1 entrou em contato com o Twitter e com a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto para comentar o assunto. O Planalto diz que não vai comentar. O Twitter respondeu o seguinte:

“O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19. O detalhamento da ampliação da nossa abordagem está disponível neste post em nosso blog.

No post citado pela empresa, são listados todos os tipos de mensagens que podem colocar em risco a saúde pública em relação ao coronavírus. Veja o texto mais abaixo.

Mais cedo neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro provocou aglomerações durante um passeio em Brasília e voltou a se posicionar contra o isolamento social, defendido por autoridades de saúde do mundo inteiro. O passeio e o posicionamento foram registrados em posts no Twitter.

Conteúdos contrariam autoridades de saúde do mundo

O Twitter não informou quais pontos específicos das imagens ou das declarações dos dois posts levaram à exclusão. Além dos dois apagados, há outros posts do passeio dele em Brasília e de declarações deste domingo sobre o coronavírus que continuam no ar.

Em um dos vídeos apagados, Bolsonaro conversa com um ambulante, defende que as pessoas continuem trabalhando, e diz para “quem tem mais de 65 ficar em casa”. Ele acena positivamente quando uma das pessoas na aglomeração diz que “tem que abrir os comércios e trabalhar normalmente”.

Imagem de vídeo de Bolsonaro que foi excluído do Twitter — Foto: Reprodução

Imagem de vídeo de Bolsonaro que foi excluído do Twitter — Foto: Reprodução

No segundo vídeo, ele entra em um supermercado, volta a provocar aglomerações, critica as medidas de isolamento e diz para jornalistas que “o país fica imune quando 60, 70% foram infectados” e que um remédio contra o coronavírus “já é uma realidade”, sem apresentar comprovação.

Apesar de haver pesquisas iniciais, não há remédio com atuação comprovada contra o coronavírus e ninguém sabe quando teremos.

Imagem de vídeo de Bolsonaro que foi excluído do Twitter — Foto: Reprodução

Imagem de vídeo de Bolsonaro que foi excluído do Twitter — Foto: Reprodução

As autoridades sanitárias do mundo inteiro defendem que todos os que puderem fiquem em casa para diminuir os riscos de quem tem de trabalhar, como aqueles de setores essenciais, como saúde, transportes e fábricas, entre outros. Bolsonaro, porém, insiste num isolamento mais restrito, apenas de idosos e doentes crônicos.

Os dois vídeos de Bolsonaro continuam no ar nas páginas oficias de Bolsonaro no YouTube e no Facebook. O G1 perguntou ao Google, dono do YouTube, e ao Facebook sobre o posicionamento das empresas em relação a estes conteúdos, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.

Posts apagados de Ricardo Salles e Flávio Bolsonaro

No dia 23 de março, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, teve um post apagado por colocar a população em risco de contaminação com a doença. O post tinha um vídeo antigo sobre a doença apresentado como se fosse novo, confundindo a população.

Flávio Bolsonaro, que tinha compartilhado o vídeo, também teve seu post apagado.

Twitter apaga duas publicações de Jair Bolsonaro por violar regras da rede social — Foto: Reprodução/Twitter/jairbolsonaro
Twitter apaga duas publicações de Jair Bolsonaro por violar regras da rede social — Foto: Reprodução/Twitter/jairbolsonaro

Twitter apaga duas publicações de Jair Bolsonaro por violar regras da rede social — Foto: Reprodução/Twitter/jairbolsonaro

IMAGEM DOS POSTS ANTES DE SEREM APAGADOS - Twitter apaga tuítes de Bolsonaro com vídeos em Sobradinho e em Taguatinga por violarem regras da rede social — Foto: Reprodução/Cache do Google

IMAGEM DOS POSTS ANTES DE SEREM APAGADOS – Twitter apaga tuítes de Bolsonaro com vídeos em Sobradinho e em Taguatinga por violarem regras da rede social — Foto: Reprodução/Cache do Google

Veja o trecho do blog do Twitter que cita os tipos de conteúdos que passam a ser contra as regras da rede:

“[Medidas que estamos tomando:] Abranger nossa definição de danos para atuar em conteúdos que vão diretamente contra as informações globais e locais de saúde pública orientadas por fontes oficiais. Em vez de depender de denúncias, atuaremos próximos a parceiros confiáveis, incluindo autoridades de saúde pública e governos, e continuaremos usando e consultando informações dessas fontes ao revisar os conteúdos. Sob essa nova orientação, solicitaremos que as pessoas removam Tweets que incluam:

  • Negação das recomendações de autoridades de saúde locais ou globais para diminuir a possível exposição ao COVID-19 com a intenção de influenciar as pessoas a agir contra as orientações recomendadas, como: “o distanciamento social não é eficaz” ou incentivar ativamente as pessoas a não se distanciar socialmente em áreas impactadas pelo COVID-19.
  • Descrição de tratamentos ou medidas de proteção que não sejam diretamente prejudiciais, mas ineficazes; que não se aplicam ao contexto do COVID-19; ou que estão sendo compartilhadas com a intenção de enganar outras pessoas, mesmo que sejam em tom de humor, como “o coronavírus não é resistente ao calor – caminhar ao ar livre é suficiente para se proteger” ou “use aromaterapia e óleos essenciais para prevenir o COVID-19”.
  • Descrição de tratamentos prejudiciais ou medidas de proteção ineficazes; que não se aplicam ao COVID-19; ou estão sendo compartilhadas fora de contexto para enganar pessoas, mesmo que sejam feitas em tom de brincadeira, como “beber água sanitária e ingerir prata coloidal curará o COVID-19”.
  • Negação de fatos científicos estabelecidos em relação a transmissão durante o período de incubação ou orientação das autoridades de saúde locais e globais, como “COVID-19 não infecta crianças porque não vimos nenhum caso de crianças doentes”.
  • Afirmações específicas em torno das informações do COVID-19 que têm como objetivo manipular as pessoas para um determinado comportamento, para ganho de terceiros com um pedido de alguma ação, como “o coronavírus é uma fraude e não é real – saia e curta seu bar local!!” ou “as notícias sobre lavar as mãos são propaganda para as empresas de sabão, parem de lavar as mãos” ou “ignorem as notícias sobre o COVID-19, elas são apenas uma tentativa de destruir o capitalismo, quebrando o mercado de ações”.
  • Afirmações específicas e não verificadas que incitam as pessoas a agir e causam pânico generalizado, agitação social ou desordem em larga escala, como “a Guarda Nacional acaba de anunciar que não haverá mais reposição de alimentos por 2 meses – vá até o supermercado o mais rápido possível e compre tudo o que puder!”
  • Afirmações específicas e não verificadas feitas por pessoas que se passam por um funcionário, organização ou governo de saúde, como uma conta de paródia de um oficial de saúde italiano afirmando que a quarentena do país acabou.
  • Propagação de informações falsas ou enganosas sobre os critérios ou procedimentos de diagnóstico do COVID-19, como “se você puder prender a respiração por 10 segundos, não terá coronavírus”.
  • Declarações falsas ou enganosas sobre como diferenciar COVID-19 de outra doença e informações que tenham o objetivo de diagnosticar alguma pessoa, como “se você tem tosse úmida, não é coronavírus – mas tosse seca é” ou “você vai sentir como se estivesse se afogando em catarro se tiver coronavírus – não é uma secreção nasal normal”.
  • Informações de que grupos específicos ou nacionalidades nunca são suscetíveis ao COVID-19, como “pessoas com pele escura são imunes ao COVID-19 devido à produção de melanina” ou “a leitura do Alcorão tornará um indivíduo imune ao COVID-19”.
  • Afirmações de que grupos específicos ou nacionalidades são mais suscetíveis ao COVID-19, como “evite empresas pertencentes ao povo chinês, pois é mais provável que tenham o COVID-19”.

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