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China lança dois satélites e chega a 400 voos com foguete Long March

Rafael Arbulu  

Olhar Digital

Um novo grupo dos elusivos satélites Shijian-06 foram lançados pela China em seu primeiro lançamento de 2022 – uma ocasião que comemora também a marca de 400 voos do foguete Long March.

Os satélites em questão só são elusivos, contudo, no que tange à sua aparência: o governo chinês nunca liberou nenhuma imagem dos artefatos, mas suas funções de exploração espacial e testes de verificação tecnológica já são conhecidos pelo mundo todo.

O grupo em questão também recai sobre essas categorias, embora analistas do Ocidente indiquem que sua órbita – aproximadamente 585 quilômetros (km) da superfície da Terra e sincronizada com o Sol – sirva a propósitos como inteligência de sinais e eletrônicos.

O foguete a executar o lançamento foi um Long March 4B, desenvolvido e fornecido pela Academia de Xangai de Tecnologia de Voo Espacial (SAST). O lançamento usou um propelente hipergólico (em resumo: dois compostos químicos que entram em ignição espontaneamente e sem a presença de oxigênio) – a carga tinha capacidade de levantar 2,8 toneladas de peso.

Segundo a mídia estatal chinesa, o Long March usado na ocasião recebeu a sigla “YYDS” (em inglês, “GOAT”, ou “o maior de todos os tempos”, na tradução para o nosso português). Vale lembrar que o 300º voo foi conduzido em março de 2019, há três anos e meio. De lá para cá, o programa espacial chinês evoluiu em enormes saltos – em 2021, o país chegou a 56 lançamentos, com 53 sucessos e apenas três falhas.

A tecnologia espacial chinesa vem ganhando robustez desde 2014, quando o país inaugurou a base de lançamento costeira em Wenchang, dedicada a foguetes de grande porte. Além disso, a nação asiática vem desenvolvendo uma rede de sensores remotos via satélite e de comunicação no espaço – isso, fora a sua própria estação espacial.

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Tecnologias antigas: como funcionava a internet discada?

Gabriel Sérvio  

Olhar Digital

Quem começou a acessar a web antes dos anos 2000 provavelmente já usou ou pelo menos ouviu falar da internet discada, conhecida pelo seu fatídico som emitido ao se conectar à rede mundial de computadores.

O serviço também é lembrado pela baixíssima velocidade de conexão se comparada aos padrões atuais. Eram apenas 56,6 kbps, o que tornava a tarefa de baixar arquivos algo árduo e demorado. 

Assistir a um filme ou série via streaming, era algo impensável na época. Ainda assim, por mais que tenha caído em desuso com o passar dos anos, a conexão discada (também conhecida pelo termo em inglês “dial-up”) ainda é uma solução em regiões muito isoladas que ainda não possuem acesso à banda larga móvel e fixa.

Caso tenha chegado aqui por curiosidade ou nostalgia, saiba mais sobre essa conexão que marcou toda uma geração em mais um especial sobre tecnologias antigas do Olhar Digital.

Como funcionava a internet discada?

Em meados da década de 1990, a internet discada surgiu como uma opção para que mais pessoas começassem a acessar a internet, já que bastava ter uma linha telefônica em casa para se conectar.

Basicamente, funcionava assim: o cabo da linha telefônica era ligado no computador por meio de um modem. Também era preciso contratar um provedor gratuito ou pago para tudo funcionar.

Cumprindo esses requisitos, o usuário cadastrava um endereço de e-mail e senha e utilizava um programa do seu provedor ou o próprio discador do Windows para “discar” e se conectar. Daí vinha o barulho tão característico, que nem sempre significava que a conexão seria completada com sucesso na primeira tentativa.

Além de ocupar a linha telefônica, a velocidade e a instabilidade eram pontos negativos da conexão discada, ainda mais se comparada a banda larga, que começou a ganhar força anos depois.

Por conta disso, demoravam horas para baixar um álbum. No entanto, como outras tecnologias ainda não estavam disponíveis naquele momento, o mundo era adaptado a uma realidade completamente diferente da que vivemos hoje.

Tenha em mente que nessa época, outros dispositivos como os celulares, por exemplo, ainda estavam começando a surgir no mercado, ainda muito longe da capacidade de processamento que os aparelhos têm hoje.

Por que era mais barato de usar nos fins de semana?

Na época, as operadoras de telefonia ofereciam horários especiais em que era cobrado apenas o pulso único, independentemente de quanto o internauta utilizava a sua linha para acessar a internet. 

De meia-noite até as 6:00, o usuário podia conectar seu computador à internet e a cobrança seria de apenas um pulso. Nos dias de semana, a cada 3 minutos, o valor pago era o mesmo de uma chamada telefônica. 

O mesmo também valia para os finais de semana, a partir das 14h do sábado e durante todo o domingo, a cobrança feita nas linhas telefônicas era de apenas um pulso.

Com o passar dos anos, com a adoção da banda larga, as empresas passaram a oferecer planos em que o cliente não paga pelo tempo que fica conectado e sim pela velocidade (no caso dos celulares, também pela franquia de dados).

Por que fazia aquele som para conectar?

O tradicional som robótico representa justamente os dados trafegando através da linha telefônica. Sem entrar em termos técnicos, os primeiros barulhos simulam uma chamada telefônica do seu modem para se conectar à rede. 

Depois da discagem, outros ruídos definem qual será a velocidade em que o modem vai se comunicar e outros parâmetros da conexão.

Por fim, o último chiado se refere a negociação da taxa de velocidade. Confira abaixo um exemplo de como o processo funcionava na prática.

Ainda existe?

Mesmo depois de muitos anos, a resposta é sim. A internet discada ainda funciona em áreas rurais mais isoladas, por exemplo. No entanto, o serviço está cada vez mais escasso. No Brasil, dentre as empresas mais conhecidas, apenas a Vivo disponibilizava o serviço. Entretanto, a empresa também desistiu de ofertar a internet discada em favor dos seus planos de rede móvel 3G/4G.

Para ter uma ideia, os resultados de 2018 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua feita pelo IBGE, revela que apenas 0,2% das residências brasileiras ainda estão conectadas pela internet discada.

Atualmente, caso esteja procurando opções para acessar a internet, é uma boa ideia pesquisar na sua região sobre outras modalidades, como a própria banda larga fixa via fibra ótica ou a transmissão de sinal sem fio via rádio/satélite.

Qual a diferença entre a internet discada e a banda larga?

A discada, como dito antes, precisa obrigatoriamente de uma linha telefônica para transmitir dados, enquanto a banda larga pode usar outros sistemas muito mais velozes. 

Na conexão discada, os dados são transmitidos da mesma forma que a voz em uma chamada telefônica, o que gera alguns problemas, o telefone fica ocupado durante a conexão e a mesma “estrada”, suficiente para conversas, acaba deixando a desejar quando usada para o tráfego de dados da internet. 

A conexão de banda larga, por sua vez, tem muito mais espaço para transmitir dados, seja por meio de ondas de rádio, satélite ou cabo. Mesmo o padrão ADSL (“Asymmetric Digital Subscriber Line“, ou linha de assinante digital assimétrica), que também utiliza a linha telefônica, possui muito mais vias para os dados trafegarem na rede, são 250. Além de mais rápida, também não ocupa o telefone.

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Primeiro sistema de navegação totalmente autônomo do mundo em balsa de 222 metros completa primeira viagem

Ronnie Mancuzo  

Olhar Digital

A Mitsubishi Shipbuilding anunciou o sucesso daquela que considera a primeira viagem de uma balsa de 222 metros dotada de um sistema de navegação totalmente autônomo. Em um projeto em conjunto com a empresa de transporte marítimo Shin Nihonkai Ferry, o navio completou uma jornada de 240 km, navegando de forma autônoma no Mar de Iyonada, no Japão.

A recente demonstração fez parte do Meguri 2040, um projeto lançado em fevereiro de 2020 para acelerar o desenvolvimento de embarcações totalmente autônomas. A grande balsa, chamada Soleil, foi equipada com o sistema autônomo de navegação Super Bridge-X, desenvolvido pela Mitsubishi Shipbuilding, uma parte da Mitsubishi Heavy Industries Group.

Monitoramento de motor e segurança cibernética

O sistema possui uma função de desvio que ajuda o navio a contornar quaisquer obstáculos em seu caminho e atracação e desatracação automáticas (que a Soleil usava para virar e reverter). A embarcação também incluía câmeras infravermelhas que permitiam detectar outros navios, mesmo em baixa visibilidade.

Além disso, um sistema de monitoramento remoto era usado pela equipe para ficar de olho no motor, havendo um complexo sistema de segurança cibernética. A Shin Nihonkai Ferry também foi responsável por definir os requisitos do sistema da balsa, que alcançou uma velocidade máxima de 26 nós (48 km/h) em sua viagem.

Esta recente demonstração é considerada um passo significativo em direção à navegação costeira mais segura. Naoki Ueda, vice-presidente executivo da Mitsubishi Shipbuilding, disse que a empresa “continuará a desenvolver tecnologias usando o valioso conhecimento adquirido para alcançar segurança e serviço de alta qualidade para balsas de passageiros”.

Espera-se que outras empresas também mostrem seus sistemas autônomos como parte do Meguri 2040. O projeto contará com sistemas de navegação autônomos e incluirá plataformas projetadas para proteger os dados de navegação utilizados para monitoramento em terra.

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Maioria dos brasileiros vê vantagem no uso de inteligência artificial

Karol Albuquerque  

Olhar Digital

Quase seis em cada dez brasileiros acreditam que serviços e produtos que usam inteligência artificial trazem mais vantagens do que desvantagens. Uma pesquisa da Ipsos, feita para o Fórum Econômico Mundial, mostrou que 57% dos brasileiros acreditam que os recursos proporcionados por esta tecnologia são benéficos.

O índice entre os brasileiros é maior do que a média dos 28 países pesquisados, que ficou em 52%. Bem acima estão os entrevistados chineses. Na China, 78% das pessoas veem mais vantagens do que desvantagens no uso de inteligência artificial.

Arábia Saudita e Índia completaram o pódio entre os mais confiantes nos benefícios do uso de IA em produtos e serviços, com 76% e 71%, respectivamente. Na outra ponta, estão os franceses. Lá, apenas 31% da população vê vantagem nos serviços com inteligência artificial. Canadá e Holanda completam essa parte do pódio, com 32% e 33%, respectivamente.

Ao analisar os últimos cinco anos, mais da metade, 51%, dos entrevistados brasileiros viram mudanças significativas na vida após a utilização de IA em serviços e produtos. Há ainda quem veja mais alterações nos próximos cinco anos, totalizando 61%. Um outro percentual apontado pela pesquisa da Ipsos mostra que 65% dos brasileiros acha que o uso cotidiano de inteligência artificial facilita a vida.

Os brasileiros enxergam as áreas de educação, segurança e trabalho como as mais impactadas pela tecnologia. As mesmas foram mencionadas pela média dos 28 países pesquisados. Só China e Estados Unidos citaram transportes e entretenimento como as mais afetadas.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 de novembro e 3 de dezembro do ano passado, com quase 20 mil pessoas de idades entre 16 e 74 anos. Cerca de mil desses entrevistados eram brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 3,5%.

Além dos países já citados os outros integrantes da pesquisa foram Austrália, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Espanha, Argentina, Bélgica, Chile, Colômbia, Hungria, Malásia, México, Peru, Polônia, Rússia, África do Sul, Coreia do Sul, Suécia e Turquia.

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Vida em Marte: orgânicos encontrados pelo rover Curiosity podem ser um sinal

Flavia Correia  

Olhar Digital

Compostos orgânicos encontrados em Marte pelo rover Curiosity, da Nasa, poderiam ser sinais da vida antiga do planeta, segundo cientistas da agência espacial norte-americana.

De acordo com os pesquisadores, algumas das amostras de rocha em pó coletadas ao longo dos anos contêm orgânicos ricos em um tipo de carbono que aqui na Terra está associado à vida.

No entanto, eles ressaltam que é muito cedo para saber o que gerou os produtos químicos intrigantes. “Estamos encontrando coisas em Marte que são tentadoramente interessantes, mas realmente precisaríamos de mais evidências para dizer que identificamos a vida”, disse Paul Mahaffy, que serviu como principal investigador do laboratório de Análise de Amostras em Marte (SAM) do Curiosity, até se aposentar do Goddard Space Flight Center, da Nasa, em dezembro do ano passado. “Então, estamos olhando para o que mais poderia ter causado a assinatura de carbono que estamos vendo, se não a vida”.

Rover Curiosity procura sinais de vida em Marte há 10 anos

Em agosto de 2012, o Curiosity pousou no interior da Cratera Gale, de 154 quilômetros de largura, em Marte — em uma missão para determinar se a área poderia já ter suportado vida microbiana. 

A equipe de rover logo determinou que o chão de Gale era um ambiente potencialmente habitável bilhões de anos atrás, abrigando um sistema de lago e córrego que provavelmente persistiu por milhões de anos.

No novo estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, a equipe de pesquisa analisou 24 amostras de rocha em pó que o rover coletou com sua broca percussiva de uma variedade de locais, entre agosto de 2012 e julho de 2021. Os materiais foram analisados pelo SAM, que pode identificar e caracterizar orgânicos — moléculas contendo carbono que são os blocos de construção da vida na Terra.

De acordo com o site Space.com, os cientistas descobriram que quase metade dessas amostras foram enriquecidas em carbono-12, o isótopos de carbono estável, em comparação com medições anteriores de meteoritos de Marte e da atmosfera marciana. Isótopos são versões de um elemento que contém diferentes números de nêutrons em seus núcleos atômicos. O carbono-12 tem seis nêutrons, e o carbono-13 tem sete.

Essas amostras de alto carbono-12 vieram de cinco locais diferentes dentro da Cratera Gale, todas elas apresentavam superfícies antigas que haviam sido bem preservadas.

Na Terra, os organismos usam preferencialmente carbono-12 para seus processos metabólicos, então o enriquecimento de amostras de rochas antigas com esse isótopo é geralmente interpretado como um sinal de química biótica. “No entanto, os ciclos de carbono em Marte não são suficientemente entendidos para fazer suposições semelhantes para os achados do Planeta Vermelho”, disseram os membros da equipe de estudo.

Existem três explicações possíveis 

Os pesquisadores apresentaram três explicações possíveis para o intrigante sinal de carbono. O primeiro envolve micróbios de Marte que produzem metano, que foi então convertido em moléculas orgânicas mais complexas depois de interagir com a luz ultravioleta (UV) no ar do Planeta Vermelho. Esses orgânicos maiores, então, caíram de volta ao chão e foram incorporados nas rochas que o Curiosity coletou.

“Mas reações semelhantes envolvendo luz UV e dióxido de carbono não biológico, de longe o gás mais abundante na atmosfera de Marte, poderiam ter gerado o resultado também. Também é possível que o sistema solar tenha atravessado uma nuvem molecular gigante rica em carbono-12 há muito tempo”, disseram os pesquisadores.

“Todas as três explicações se encaixam nos dados”, declarou o líder do estudo, Christopher House, cientista da equipe Curiosity com sede na Universidade Estadual da Pensilvânia, no mesmo comunicado. “Nós simplesmente precisamos de mais dados para compromá-las ou descartá-las”.

O novo achado é especialmente intrigante por causa do enriquecimento de carbono-12, mas o Curiosity já havia detectado compostos orgânicos em Marte antes. Por exemplo, a equipe da missão relatou anteriormente a detecção de orgânicos em amostras de rocha em pó. O robô de seis rodas também passou por plumas de metano, a molécula orgânica mais simples, em várias ocasiões.

Não está claro o que está produzindo o metano gasoso de Marte, nem desde quando. Esse composto poderia ser gerado por micróbios que se metabolizam sob a superfície marciana frígida hoje. Poderia, também, ser produzido por interações subterrâneas de rocha e água quente, sem vida envolvida. Por fim, também poderia ser material antigo, produzido por organismos ou abioticamente, que estava preso no subsolo há muito tempo e foi “arrotado” para a superfície.

Outros dados úteis também podem vir de outro rover de Marte — Perseverance, um robô da Nasa que pousou dentro de uma cratera diferente do planeta, em fevereiro de 2021. Ele está caçando sinais da vida antiga e coletando dezenas de amostras que serão devolvidas à Terra para análise, possivelmente em 2031.

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Em 10º voo, Falcon 9 lança 49 satélites para a constelação Starlink

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Um foguete Falcon 9 da SpaceX completou na noite desta terça-feira sua décima missão ao espaço, lançando 49 satélites para a constelação Starlink a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

A decolagem do B1060 (número de série do foguete) ocorreu às 23h02 (horário de Brasília). Cerca de 9 minutos depois ele retornou à Terra, pousando na balsa autônoma “A Shortfall of Gravitas” no Oceano Atlântico.PUBLICIDADE

Este foi o 36º lançamento de satélites para a constelação Starlink. A SpaceX já colocou em órbita 2.042 satélites, dos quais, segundo Elon Musk, 1.469 estão ativos e 272 estão se movendo para órbitas operacionais.

Segundo Musk, as conexões a Laser (Laser Links) entre os satélites estarão ativas em breve. Com esta tecnologia a transferência de dados entre satélites será agilizada, pois eles poderão se comunicar diretamente entre si, sem ter de recorrer a estações em Terra como intermediárias. O benefício para os consumidores será uma menor latência na conexão, o que irá beneficiar usos como videochamadas ou jogos online.

Os foguetes Falcon 9 são parcialmente reutilizáveis: o primeiro estágio, responsável pela maior parte do impulso na jornada ao espaço, retorna à Terra e pode ser reabastecido e usado em missões futuras. Já o segundo estágio, que dá o “empurrão final” para colocar a carga em órbita, é descartado.

A SpaceX projetou os foguetes para uma vida útil de 10 missões, e o B1060 foi o quarto veículo da empresa a atingir esta marca. Ainda não está claro se a SpaceX pretende mesmo aposentar os “veteranos”, ou se eles ainda poderão ser reformados e reutilizados, excedendo a vida útil estimada no projeto.

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Método inovador usa resíduos para remover arsênico de lago contaminado por mina de ouro

Por Flavia Correia, editado por Rafael Rigues  1

Olhar Digital

Uma técnica inovadora está sendo usada na limpeza de um lago chamado Long Lake, localizado na cidade de Ontário, no Canadá, que está há anos contaminado por arsênico proveniente de rejeitos de uma mina de ouro abandonada existente nas proximidades.

Segundo o site Phys, a mina Long Lake Gold operou intermitentemente até 1937 e produziu aproximadamente 200 mil toneladas métricas de rejeitos, descarregados diretamente no meio-ambiente, sem contenção ou tratamento.

Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Waterloo mostrou que uma forma passiva de remediação que usa materiais de resíduos comuns pode remover praticamente todo o arsênico de amostras da água do lago. Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Hazardous Materials.

Tratamento passivo é abordagem econômica para remoção de arsênico das águas

Os cientistas descobriram que a mistura de lascas de madeira, folhas secas e limalha de ferro (sobra da fabricação de motores de carros) com calcário cria condições que incentivam o crescimento de bactérias, que, por sua vez, puxam o arsênico da água convertendo-o em uma forma sólida que fica essencialmente presa dentro de um filtro de resíduos.

Joanne Angai, principal autora do estudo, conduziu a pesquisa como parte de seu mestrado em Ciências da Terra na Universidade de Waterloo. Segundo ela, o tratamento passivo é uma abordagem econômica para a remediação. “O tratamento ativo envolve bombear água para fora do solo, tratá-la e, em seguida, colocá-la de volta, enquanto com métodos passivos você está tratando a água onde ela está”, afirmou. Há também menos requisitos operacionais contínuos e menores custos associados ao monitoramento do processo.

“O tratamento passivo também é mais verde”, afirmou Carol Ptacek, professora do Departamento de Ciências da Terra e Meio Ambiente da Universidade de Waterloo, supervisora da tese de Angai e membro da equipe de pesquisa. “Usa menos energia, por isso ajuda a mitigar ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa, muitas vezes associadas a sistemas de tratamento ativos”.

Usando uma variedade de técnicas diferentes — incluindo química da água, sequenciamento genômico de última geração e estudos síncrotrons — os pesquisadores puderam determinar quais reações ocorreram quando bombearam água contaminada do lago através de colunas acrílicas embaladas com o material reativo. 

Quando testaram amostras de água que passaram pela mistura, descobriram que a concentração de arsênico havia diminuído significativamente.

Ao utilizar a linha de luz SXRMB na Fonte de Luz Canadense da Universidade de Saskatchewan, a equipe examinou amostras dos resíduos e confirmou que havia retido praticamente todo o arsênico. “O síncrotron proporcionou uma caracterização definitiva da composição e estrutura do produto de reação de forma altamente eficiente e eficaz”, diz Ptacek.

Embora essa abordagem para capturar contaminantes a partir de águas subterrâneas antes de atingir a água superficial tenha sido aplicada em outros projetos de limpeza, este é o primeiro estudo a mostrar que o método é eficaz quando usado com pH baixo e mistura arsênico-água pesada. 

Método foi patenteado há mais de 30 anos

Ptacek e outro membro da equipe de pesquisa, David Blowes, desenvolveram e patentearam o uso de carbono orgânico e ferro valente zero para remediação, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, enquanto eram estudantes de pós-graduação na Universidade de Waterloo. Embora inicialmente utilizassem os dois tipos de materiais residuais separadamente, mais tarde descobriram as vantagens de combinar os dois.

“O trabalho de Joanne demonstra que é possível tratar a água em condições desafiadoras”, disse Blowes. “Acho que vamos evoluir esses tipos de sistemas ainda mais, para condições mais extremas do que no passado. Isso realmente abre a porta para tratar água com concentrações de contaminantes mais altas do que consideramos anteriormente”.

Um plano de remediação para o local está em desenvolvimento, e Blowes, também professor do Departamento de Ciências da Terra e do Meio Ambiente e também supervisor de Angai, disse que a nova abordagem poderia ser aplicada aos esforços em andamento.

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Companhias aéreas dos EUA pedem intervenção urgente no 5G para evitar catástrofe

Ronnie Mancuzo  

Olhar Digital

Os CEOs das principais companhias aéreas dos EUA voltaram a se mostrar preocupados com a implantação do 5G pela AT&T e Verizon. Executivos-chefes de empresas como American Airlines, Delta Air Lines, United Airlines, Southwest Airlines alertaram nesta segunda-feira (17/01) que a banda C 5G poderá causar uma iminente crise “catastrófica” na aviação assim que for implantada na quarta-feira (19/01).

O aviso, que também foi assinado por companhias de entregas de mercadorias, incluindo UPS Airlines e FedEx Express, foi emitido em uma carta vista pela Reuters, que dizia que voos comerciais e de carga podem ser afetados. O documento foi enviado ao secretário de Transportes dos EUA, à presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), ao administrador da Administração Federal de Aviação (FAA), e ao diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.

A FAA alertou que possíveis interferências podem afetar instrumentos sensíveis do avião – como altímetros – e impactar em operações de baixa visibilidade. Os altímetros são críticos para pousos, especialmente quando a visibilidade é limitada.

Segundo a carta emitida pelas companhias aéreas, é necessária “uma intervenção imediata para evitar interrupções operacionais significativas para passageiros aéreos, transportadores, cadeia de suprimentos e entrega de suprimentos médicos necessários”. Do contrário, pode haver “caos”, inclusive prendendo “dezenas de milhares de americanos no exterior”.

Muito em jogo

A AT&T e a Verizon, por sua vez, ganharam quase todo o espectro da banda C em um leilão no ano passado. As empresas concordaram no início de janeiro em construir zonas de amortecimento em torno de 50 aeroportos para reduzir os riscos de interferência, além de tomar outras medidas nesse sentido.

Na época, AT&T e Verizon também concordaram em adiar a implantação por duas semanas (com o prazo se encerrando agora, na quarta-feira), evitando temporariamente um impasse de segurança da aviação. A implantação da banda C já sofreu vários atrasos anteriores.

As companhias aéreas pedem “que o 5G seja implementado em todo o país, exceto dentro dos aproximadamente 3,2 km das pistas” em alguns aeroportos importantes. Embora haja tecnicamente 220 MHz de folga entre o espectro usado pelos equipamentos do avião e o novo espectro 5G, as companhias aéreas dos EUA estão preocupadas que os equipamentos mais antigos – ainda encontrados em alguns aviões – possam ser afetados.

Já AT&T e Verizon têm muito em jogo nesse novo espectro, pelo qual pagaram US$ 65 bilhões (cerca de R$ 360 bilhões) no leilão. As empresas precisam de espectro extra para lidar com as demandas de tráfego do 5G, especialmente devido aos planos da AT&T de encerrar sua rede 3G no próximo mês.

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Soluções de proteção evitaram mais de R$ 50 bilhões em fraudes em 2021

Gabriela Bulhões 

Olhar Digital

As fraudes de identidade no Brasil foram praticamente uma tendência no ano passado. Graças a soluções inteligentes de proteção, foram evitadas mais de 1,5 milhão de fraudes somente em 2021, representando uma economia de aproximadamente R$ 50 bilhões. Os segmentos que mais registraram esse tipo de risco foram as Fintechs e as Financeiras, que possuem – na maioria – processos de liberação de crédito feitos remotamente por aplicativos.

Isso se deve pelo crescimento de serviços digitais que se acentuou durante a pandemia da Covid-19, principalmente no segmento financeiro. Segundo a pesquisa da Febraban, 2021 em relação a 2019 houve um aumento de 90% no número de contas digitais abertas e que os canais digitais concentram 9 em cada 10 contratações de créditos.

Então, enquanto os brasileiros estão ainda se familiarizando com o gerenciamento de aplicativos, as empresas precisam estar atentas aos movimentos de fraudadores. Um exemplo é a unico, IDTech brasileira de soluções de proteção de identidade digital, que lançou no mercado o SmartLive, uma plataforma que comprova se a pessoa está ao vivo na hora de realizar a autenticação biométrica.

O objetivo da solução é aumentar as camadas de segurança contra as fraudes de identidade diante do crescimento das transações digitais no país, as quais exigem relações mais seguras entre o consumidor e as empresas, por meio de tecnologias sem fricção e com interfaces amigáveis.

“Os criminosos estão sempre em busca de vulnerabilidades e novas formas de aperfeiçoar os golpes de identidade. Investimos fortemente em tecnologia e inovação para criar o SmartLive como uma evolução da autenticação facial para que ele seja a melhor barreira na proteção da identidade das pessoas. A identificação digital deve evoluir a cada minuto e o nosso objetivo é fazer com que os brasileiros tenham confiabilidade em tecnologias que proporcionem uma vida mais simples e segura”, explicou Marcelo Quintella, VP de Produtos da unico.

O lançamento da nova tecnologia é um exemplo de como se assegurar, além de ser o primeiro após a série de aportes que fez da unico um dos unicórnios de 2021. De um jeito seguro e intuitivo, a novidade funciona da seguinte forma:

  • Com o Liveness Passivo, que com apenas uma foto (selfie) identifica se a pessoa que está capturando a biometria está ao vivo no momento e não usando uma foto de terceiros;
  • Com a tecnologia Liveness 3D da FaceTec, que verifica se uma pessoa não autorizada está usando um vídeo ou mesmo um artefato tridimensional para tentar acessar a conta, confirmando que ela está realmente viva e presente no momento da solicitação de acesso.

Fonte: Assessoria

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Nosso cérebro presta atenção em vozes desconhecidas durante o sono

Gabriela Bulhões 

Olhar Digital

Pode até parecer simples, mas uma boa noite de sono exige alguns requisitos. Durante o sono, nosso cérebro continua a monitorar o ambiente, equilibrando assim, a necessidade de proteger a qualidade do sono com a necessidade de acordar. 

De acordo com uma nova pesquisa publicada no JNeurosci, um exemplo de como o cérebro consegue isso é respondendo seletivamente a vozes desconhecidas em vez de vozes familiaresPUBLICIDADE

Os pesquisadores da Universidade de Salzburg mediram a atividade cerebral de adultos em resposta a vozes familiares e desconhecidas enquanto dormiam. As vozes desconhecidas provocaram mais complexos K, que é um tipo de onda no cérebro ligada a perturbações sensoriais durante o sono, em comparação com vozes familiares.

Por mais que as vozes familiares também possam desencadear complexos K, somente aquelas desencadeadas por vozes desconhecidas são acompanhadas por mudanças em grande escala na atividade cerebral ligadas ao processamento sensorial.

As respostas cerebrais à voz desconhecida aconteceram em menor frequência à medida que a noite avançava e a voz se tornava mais familiar, passando a mensagem para o cérebro que ainda pode aprender durante o sono. Esses resultados sugerem que os complexos K permitem que o cérebro entre em um “modo de processamento sentinela”, ou seja, onde permanecemos adormecidos e com a capacidade de responder a estímulos relevantes.

Fonte: Medical Express

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