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BeReal: conheça a rede social que promove a vida como ela é

André Lucena  

Olhar Digital

Quem nunca encontrou ‘postagens artificiais’ no InstagramTikTok e Facebook? Seja com uma pessoa usando filtros ou até mesmo editando fotos para tirar algumas imperfeições da sua fisionomia ou do local onde fez o clique. Para combater estas coisas e promover a vida como ela é, Alexis Barreyat e Kévin Perreau criaram a BeReal (Seja Real, na tradução para português) em 2020, na França.

Dois anos depois, a rede social começa a cair nas graças dos usuários e, após figurar entre os aplicativos mais baixados da App Store e da Google Play Store, está bombando nos Estados Unidos.

Mas como funciona a BeReal?

A plataforma permite uma única postagem diária, mas nada de vídeo, edição ou filtros. Como a intenção é evitar a artificialidade, os usuários têm até dois minutos para registrar o que querem mostrar com duas fotos. A primeira com a câmera traseira e uma outra menor com a câmera frontal.

A pessoa até pode tirar outra foto caso não tenha gostado do resultado, mas tudo precisa ser feito antes do término dos dois minutos.

“Todos os dias, em horários variados, os usuários do BeReal recebem uma notificação em seus smartphones para tirar uma foto e compartilhar exatamente o que estão fazendo naquele momento”, explica a página da BeReal na Google Play Store.

Nada de emojis!

Outra coisa bacana é que as reações são feitas com o que a plataforma chama de “RealMojis”. Ou seja, nada de emojis. Selfies dos usuários são publicadas para mostrar o que acharam do conteúdo.

“BeReal é a primeira plataforma espontânea e imprevisível onde você pode compartilhar, uma vez por dia, seus momentos mais autênticos com seus amigos através de fotos”, acrescenta a rede social.

Quer stalkear? Então mostre uma foto

Outra peculiaridade é para os famosos stalkers (pessoas que ficam olhando as postagens dos outros). Na BeReal, para espiar o que os outros usuários estão fazendo é obrigatório mostrar uma foto sua.

As postagens antigas também são removidas sempre que uma nova notificação para publicar é enviada.

Números da BeReal

No total, já são quase 3 milhões de usuários em todo o mundo com o app da rede social, sendo que o crescimento de pessoas somente em 2022 já representa 400%.

O Google Trends mostra que a procura por “BeReal” nos últimos 12 meses aumentou consideravelmente desde abril deste ano.

Por outro lado, vale lembrar que aplicativos como Snapchat e Clubhouse tiveram sucesso em determinado período, mas depois perderam força.

Resta saber o que acontecerá com a BeReal neste mundo cada vez menos autêntico das redes sociais.

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Se a Terra parar de girar, a vida no planeta estará em apuros?

Por Marcelo Zurita, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Quando a gente vê a abundância e a diversidade de seres vivos na Terra, fica difícil imaginar a fragilidade deste ecossistema que tornou possível o surgimento e a evolução da vida em nosso planeta. Se estamos vivos hoje, foi graças a uma incrível e improvável coincidência de fatores naturais. Uma prova disso é que até hoje, não encontramos nenhuma evidência, por menor que fosse, de outras formas de vida fora da Terra.

Pode não parecer, mas um dos mais importantes desses fatores é a rotação da Terra. E se fosse possível um dia, a Terra parar de girar, além de alguns efeitos interessantes, certamente as coisas ficariam muito complicadas para tudo que fosse vivo por aqui. Então, vamos imaginar que, por algum motivo, a Terra parasse de girar, não de uma forma abrupta, mas lenta e gradualmente. Até que um dia, acordaríamos com nosso planeta parado no espaço, apenas seguindo seu trajeto natural em torno do Sol. O que mudaria para nós?

Para começar de forma bem suave, sabe aquele turbilhão que a água faz quando escorre pelo ralo da pia? Ele deixaria de ocorrer. Isso porque esse turbilhão só se forma devido ao efeito da chamada “força de Coriolis”, nesse caso, gerada pela rotação da Terra. Essa mesma força de Coriolis é responsável pelos redemoinhos dos furacões e tornados, que também deixariam de existir. Mas os efeitos agradáveis da parada da rotação da Terra terminam aqui.

Sem o movimento de rotação, nosso céu noturno seria praticamente imutável. Somente a Lua e os planetas mudariam sua posição ao longo do ano. E como a Terra ainda giraria em torno do Sol, seguiríamos tendo dias e noites, mas bem mais longos. Cada dia durando 6 meses, seguido de uma longa noite de mais 6 meses. Tirando o fato de que o Sol passaria nascer no oeste e se pôr no leste, seria mais ou menos como já acontece atualmente nas regiões polares, mas com efeitos muito mais devastadores.

Com metade do planeta exposto ao Sol por 6 longos meses, a temperatura na superfície subiria para níveis infernais. Haveria muita evaporação, muitas nuvens e pouca chuva nesses 6 meses de insolação. Mas quando chegasse a noite, as massas de ar frio provocariam enormes tempestades, primeiro de água, depois granizo e por fim, neve. A noite nesta Terra estática, seria longa e congelante.

As correntes de vento seriam completamente alteradas sem a rotação da Terra, mas talvez, próximo aos pólos, elas ajudassem a manter as temperaturas menos extremas. Só que migrar para os pólos não seria uma opção, uma vez que eles estariam cobertos de água.

Graças à rotação da Terra, nosso planeta é levemente achatado nos pólos. Isso porque a gravidade é parcialmente anulada pela força centrífuga nas regiões próximas ao equador, fazendo com que a crosta e os oceanos fiquem mais altos em relação ao centro da Terra. Sem a força centrífuga, as regiões polares se tornariam uma grande depressão, as águas escorreriam para lá, formando dois grandes oceanos com mais de 20 km de profundidade e entre eles, um único supercontinente contornando o equador da Terra. Seria uma grande mudança, mas não seria para sempre.

Isso porque a crosta do nosso planeta é como uma casca dura boiando sobre um mar de magma. Aí, sem a força centrífuga, o próprio peso da crosta faria as áreas continentais próximas ao equador afundar no magma, aumentando a pressão no manto, e forçando a elevação da crosta nas regiões polares. Tudo isso, é claro, geraria enormes terremotos, abriria uma série de fissuras na crosta e criaria uma nova e longa era de intenso vulcanismo na Terra.

Viver nesse mundo caótico não seria nada simples. Mas talvez alguns seres abissais consigam sobreviver por um bom tempo ainda. Ao menos antes dos oceanos evaporarem.

Ocorre que a rotação da Terra é essencial para manter funcionando o nosso geodínamo, que gera o campo magnético do nosso planeta. Sem a rotação, perderíamos nossa proteção espacial contra os ventos solares e os raios cósmicos.

O primeiro efeito disso seria até interessante: as auroras polares seriam visíveis de todo o planeta. Só que em pouco tempo, essa interação dos ventos solares, arrancariam nossa camada de ozônio, nos deixando expostos à radiação ultravioleta. Aos poucos, os ventos solares também levariam nossa atmosfera, o que faria com que as águas do oceano evaporassem e fossem levadas também.

Em alguns milhões de anos, não haveria mais água líquida na superfície. A Terra se tornaria apenas um torrão árido e vazio. Nada que se pareça com este belo, colorido e maravilhoso mundo, impregnado pela vida.

Por mais maluca que seja essa hipótese, falar sobre os efeitos da perda da rotação da Terra é um excelente exercício para aprendermos um pouco sobre a física que rege o nosso planeta e que torna a vida possível, mas não é algo que mereça nem um miligrama da nossa preocupação.

Até é verdade que as forças de maré da Lua estão freando a rotação da Terra, só que isso não faria nosso planeta parar. No máximo, sincronizaria os movimentos da Terra e da Lua, o que faria com que os dias por aqui durassem mais de um mês. Mas isso não vai ocorrer antes que o Sol se torne uma gigante vermelha e engula a Terra inteira e a Lua também. Então, não vamos nos preocupar com isso.

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Inteligência artificial: TCU quer usar tecnologia contra desvio de dinheiro público

André Lucena  

Olhar Digital

Tribunal de Contas da União usará a inteligência artificial para combater o desvio de dinheiro público. Para se ter uma ideia, o TCU recebe cerca de 2 mil denúncias por ano.

“Análises semânticas de textos com base em algoritmos inteligentes e modernos poderiam alavancar avanços na área processual. Além disso, muitas decisões são repetitivas. São dezenas, centenas e até milhares de vezes que decidimos questões repetidas usando a boa, demorada e cara inteligência natural”, comentou o ministro Aroldo Cedraz em junho deste ano, quando a Corte realizou, sob a relatoria de Cedraz, levantamento com o objetivo de avaliar o estágio atual e perspectivas de utilização da IA na administração pública federal (APF).

Na época, o Tribunal de Contas afirmou que “mais de um terço (38%) das organizações federais estão no nível zero de maturidade em IA, ou seja, não utilizam e sequer planejam utilizar essa tecnologia exponencial. Um outro terço da APF (33,5%) se encontra no nível 1. Isso significa que já estão tendo conversas internas sobre a inteligência artificial, mas de modo ainda especulativo. Cerca de três em cada dez instituições da APF (28,5%) se localizam nos níveis 2, 3 ou 4 de maturidade em IA. Sendo a maior parte delas (17,1% do total), na fase de experimentação, com provas de conceito elaboradas ou já em fase piloto. Em torno de 8% das organizações federais estão na fase de estabilização, com os primeiros projetos de IA em produção. Apenas 3,4% do total já está no nível 4, expandindo para novos projetos de IA”.

De acordo com o TCU, o custo será de R$ 6,2 milhões e o projeto que usará técnicas de “tuning” será realizado pelo consórcio formado pela Neuralmind e Terranova Consultoria. Ambas estão instaladas no Parque Científico e Tecnológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Outros 17 projetos participaram da concorrência pública.

“Apesar de o projeto carregar grau de incerteza maior, em função do estágio ainda incipiente da rota tecnológica proposta, a ideia que baseará a IA será vantajosa em caso de sucesso, pois é a aposta de grandes players do mercado, como Nvidia, Google, Microsoft e OpenAI”, explicou a Corte.

“O TCU é destaque em inteligência artificial na Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai). Já temos alguns sistemas de robôs que foram desenvolvidos pelo próprio Tribunal. Para tanto, nossos parâmetros foram a ausência de preconceitos nos algoritmos, bem como a transparência em seu processamento”, completou Cedraz.

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Foguete indiano decola pela 1ª vez, mas falha ao colocar satélites em órbita

Por Jeniffer Cardoso, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Um novo foguete indiano fez seu voo de estreia na madrugada deste domingo (7), à 0h48 (pelo horário de Brasília), do Centro Espacial Satish Dhawan, na costa sudeste da Índia.

Nesta primeira missão de teste, o Veículo Lançador de Satélites Pequenos (SSLV) levou a bordo o satélite de observação terrestre EOS-02, de 135 kg, e um CubeSat chamado AzaadiSAT, de 8 kg. O lançamento foi transmitido ao vivo no canal oficial da Organização de Pesquisa Espacial da Índia (ISRO) no YouTube:

Inicialmente, tudo parecia ter dado certo. Porém, nem tudo saiu como planejado. Os três estágios de combustível sólido do foguete tiveram um bom desempenho, mas o quarto e último estágio, um “módulo de ajuste de velocidade” (VTM) de combustível líquido, aparentemente teve um problema.

“O voo inaugural do SSLV está concluído. Todas as etapas executadas conforme o esperado. A perda de dados é observada durante o estágio terminal. Está sendo analisado. Será atualizado em breve”, informou a Organização de Pesquisa Espacial da Índia (ISRO), no Twitter.

Horas depois, a ISRO anunciou que os satélites não poderiam mais ser utilizados. “O SSLV-D1 colocou os satélites em uma órbita elíptica de 356 km x 76 km em vez de uma órbita circular de 356 km. Os satélites não são mais utilizáveis”, diz o post na rede social.

No site da organização, a última atualização diz: “Todas as etapas foram executadas normalmente. Ambos os satélites foram injetados. Porém, a órbita alcançada foi menor do que a esperada, o que a torna instável”. Uma órbita instável significa que o desempenho do satélite será afetado e há chances dele colidir com outros ou, na pior das hipóteses, cair de volta na Terra.

Em vídeo, o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial, Sreedhara Somanath, mostrou-se bastante animado com o sucesso alcançado nas três primeiras etapas da missão e declarou que a falha na última fase será investigada para que o problema seja corrigido em futuros lançamentos.

O Veículo Lançador de Satélites Pequenos (SSLV) tem quatro estágios, que somam 34 metros de altura, com capacidade de até 500 kg de carga.

Um dos satélites levados a bordo, o EOS-02 foi lançado para fornecer imagens infravermelhas de alta resolução do nosso planeta. Já o AzaadiSAT é um CubeSat desenvolvido por estudantes do sexo feminino de escolas públicas indianas, por meio organização chamada Space Kidz India.

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Falha do Zimbra é explorada em ataques de roubo de credenciais

Por Gabrielly Bento, editado por Karoline Albuquerque 

Olhar Digital

De acordo com a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA), uma instabilidade que foi recentemente corrigida e que prejudica o e-mail empresarial Zimbra foi vasculhada em ataques.

A falha de segurança, nomeada de CVE-2022-27924 e descrita como uma dificuldade de injeção de Memcache, permite que um hacker roube credenciais de texto simples de uma instância de destino do Zimbra sem qualquer interação do usuário.

O hacker pode utilizar essas credenciais roubadas para entrar em e-mails de vítimas, onde eles conseguem aumentar seu acesso dentro da instituição e conseguir informações confidenciais. Ao conseguir logar no e-mail, as mensagens também podem que o invasor se passe por usuários e espie as vítimas. 

A Zimbra afirmou que seus aparelhos são usados ​​por mais de 200 mil organizações em todo o mundo. É importante mencionar que, essa falha foi totalmente corrigida em maio de 2022, com o lançamento das versões 8.8.15 com nível de patch 31.1 e 9.0.0 com nível de patch 24.1.

Os pesquisadores da empresa Sonar, que descobriu essa instabilidade, informaram publicamente os detalhes e também publicaram um vídeo mostrando o exploit em ação.

Uma outra organização de segurança cibernética, a Rapid7, relatou uma análise adicional e disse que recebeu relatórios privados confiáveis ​​de exploração por agentes avançados de ameaças.

A CISA adicionou o CVE-2022-27924 ao seu Catálogo de Vulnerabilidades Exploradas Conhecidas e instruiu as agências governamentais a instalar os patches disponíveis até 25 de agosto de 2022.

As equipes de segurança cibernética não estão chocadas que essa vulnerabilidade esteja sendo ameaçada e explorada para ataques. A Shadowserver Foundation já havia avisado, quando relatou ter visto cerca de 30 mil instâncias do Zimbra que podem ter sido vulneráveis ​​a ataques, incluindo milhares nos Estados Unidos.

Não é de agora que as falhas do Zimbra são exploradas na natureza. O catálogo da CISA contém quatro falhas do Zimbra, incluindo uma que foi explorada desde pelo menos dezembro de 2021, meses antes de ser corrigida.

Via: Security Week

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Anatel reforça medidas contra telemarketing abusivo

Por William Schendes, editado por Karoline Albuquerque  

Olhar Digital

Na última quinta-feira (4), a Anatel decidiu aprimorar a medida cautelar que limita a prática de “robocall” em ligações de telemarketing abusivo e bloqueio de números não atribuídos pela agência. A decisão aconteceu durante julgamento de prestadoras que pediram revisão das regras da medida cautelar. 

As sugestões reforçam o Despacho Decisório nº 160/2022/COGE/SCO, publicado no dia 6 de junho, que considera indevido o uso de recursos de disparo massivo de chamadas em uma quantidade maior do que uma pessoa poderia realizar. Com isso, as operadoras de telemarketing deverão identificar os usuários que gerarem ao menos cem mil chamadas em um dia com duração entre zero e 3 segundos e, com isso bloquear a origem das chamadas dentro de um prazo de 15 dias. 

As sugestões de melhoria tomadas pelo Conselho Diretor da Anatel foram:

  • Estender a obrigação de bloqueio previsto no art. 1º da cautelar para todas as prestadoras de serviços de telecomunicações;
  • Ampliar a verificação de números atribuídos para números designados especificamente àquele usuário, tornando ainda mais difícil o escape da cautelar;
  • Estabelecer sistemática de envio de relatório de identificação das prestadoras que estão encaminhando números não atribuídos para as suas redes, viabilizando informação para que a Anatel apure o descumprimento da obrigação fixada.

Outras medidas contra telemarketing abusivo

Além da medida cautelar, a decisão reforça outras medidas da Anatel como o ”Não me perturbe”criação do prefixo 0303 para ligações de telemarketing e o bloqueio de “robocalls” – responsáveis por fazer ligações e desligar em seguida.

Em julho, foi anunciado um novo canal para denunciar telefonemas de empresas de telemarketing que permanecem ligando para usuários de forma abusiva. Esse setor foi criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para acabar com o problema e será um canal direto para uso dos brasileiros, onde ele poderá realizar a denúncia.

As reclamações serão averiguadas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e enviadas aos Procons (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de todo o Brasil para serem investigadas e caso necessite, abrir um processo administrativo pelo descumprimento da medida.

Mais de 180 empresas brasileiras tiveram suas atividades de telemarketing interrompidas por decisão da Senacon e dos Procons. “A medida tem o objetivo de pôr fim às ligações que oferecem produtos ou serviços sem autorização dos consumidores”, disse o ministério. 

Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

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Curiosity completa 10 anos: veja as principais descobertas do rover em Marte

Flavia Correia  

Olhar Digital

Dia de festa para a NASA! Há exatos 10 anos, às 2h33 (pelo horário de Brasília) do dia 5 de agosto de 2012, a agência pousava em Marte a missão Mars Science Laboratory (MSL), uma sonda espacial que levava em seu interior o rover Curiosity, um jipe robô projetado para explorar o Planeta Vermelho.

Rover Curiosity
Há 10 anos, o rover Curiosity pousava em Marte, dando início a uma incrível jornada de descobertas. Imagem: NASA/Divulgação

Sua missão foi originalmente programada para durar um ano marciano, o equivalente a pouco menos de dois anos terrestres, mas sua longevidade superou (e muito) as expectativas. Ele já percorreu mais de 28 km, captou mais de 494 mil imagens, perfurou 35 rochas e coletou seis amostras de solo que nos deram informações valiosas sobre a geologia e a história de Marte, além de ter servido como base de dados para cerca de 880 artigos científicos.

Com 2,2 m de altura, 2,7m de largura, 3 m de comprimento e pesando em torno de 900 kg, o rover Curiosity tem uma vida útil limitada apenas pela durabilidade de seus componentes mecânicos, que estão em bom estado, e sua fonte de energia, um Gerador Termelétrico Radioisótopo (RTG), que funciona à base de plutônio. Não havendo uma falha mecânica mais grave, o veículo deve continuar explorando Marte por pelo menos mais quatro anos, segundo o blog oficial da missão, no site da NASA, que anunciou 2026 como o ano final da missão.

Até lá, ele ainda promete muita ciência e – para fazer jus ao nome – trazer muitas “curiosidades” sobre o nosso cobiçado vizinho, utilizando seus 11 instrumentos cinetíficos. Como essas que o Olhar Digital reuniu para comemorar os 10 anos de estudos do rover em solo marciano. Confira abaixo.

Confira 10 curiosidades sobre Marte reveladas pelo rover Curiosity

1- Água na Cratera Gale

Um dos principais legados que o Curiosity vai deixar para a posteridade é a descoberta de que a Cratera Gale, seu local de pouso de 154 km de largura, já abrigou um sistema de lagos e riachos num passado muito distante.

Cratera Gale em Marte
Imagem da Cratera Gale, em Marte, onde o Curiosity pousou em 2012. Imagem: Divulgação/NASA/JPL

Em dados coletados pelo rover, pesquisadores descobriram o boro, um elemento químico que pode estabilizar os açúcares usados para produzir RNA. Curiosity também coletou amostras ricas em carbono-12. Na Terra, os organismos usam preferencialmente carbono-12 para seus processos metabólicos, então o enriquecimento de amostras de rochas antigas com esse isótopo é geralmente interpretado como um sinal de química biótica.

Em resumo: com base nos dados do Curiosity, cientistas da NASA propuseram que essa parte de Marte pode ter sido habitada entre 5 milhões e 10 milhões de anos terrestres atrás.

2- Detecção de metano

Partículas de metano apareceram pelo menos seis vezes nos sistemas de detecção do rover desde que ele pousou em Marte. Os cientistas se mostraram bastante animados com a descoberta, já que quase todo o metano presente na atmosfera da Terra tem origens biológicas. Segundo os pesquisadores, essa assinatura de metano pode ser uma chave para o encontro de sinais de vida em Marte.

No entanto, é possível que o metano marciano seja produzido por processos não biológicos, mas mesmo esse cenário é animador, já que pode apontar para uma atividade geológica intimamente ligada à presença de água em estado líquido, que é um ingrediente essencial para a vida prosperar – seja ela fóssil ou atual.

3- Maior foto panorâmica do Planeta Vermelho

Exímio fotógrafo, o rover Curiosity fez a maior foto panorâmica da paisagem marciana até hoje. A composição de mais de mil imagens tiradas em novembro de 2019 tem 1,8 bilhão de pixels e 2,43 GB de tamanho, que mostra “Glen Torridon”, uma região ao lado do Monte Sharp. 

Segundo a NASA, foram necessárias mais de 6,5 horas diárias, ao longo dos quatro dias, para que o veículo capturasse as fotos individuais que compuseram a imagem.

4- Escalada mais íngreme de sua trajetória 

Em março de 2020, o rover Curiosity fez a escalada mais íngreme de sua trajetória em Marte, subindo o Greenheugh Pediment, uma encosta com ângulo de 31 graus. Como foi projetado para enfrentar até 45 graus de inclinação, ele não corria o risco de cair durante o percurso.

E o que você faria se estivesse no lugar do explorador? Em plena era das redes sociais, aposto que sua resposta é: uma selfie! E foi exatamente isso que ele fez, registrando o momento que entrou para não só para sua história como para os anais de toda a exploração marciana.

5- Transição climática

Em algum momento de sua história, Marte deixou de ser um ambiente úmido e propenso à vida, passando a se tornar um lugar seco e hostil. 

E o rover Curiosity pode ter encontrado indícios do que pode ter motivado essa transição climática. “Nós dedicamos os últimos anos à investigação de rochas ricas em argila que se formaram em lagos e lagoas”, disse a cientista adjunta do Curiosity, Abigail Fraeman, em um vídeo publicado pela NASA no ano passado. “Só que agora estamos entrando em uma região onde as rochas são cheias de minerais salgados chamados ‘sulfatos’. Esses minerais se formam em condições mais secas, então achamos que essa área pode nos mostrar como o clima de Marte começou a mudar”, explicou a pesquisadora, referindo-se ao Monte Sharp.

6- Nuvens em movimento e a geração de energia eólica

No fim do ano passado, o rover Curiosity capturou lindas imagens da atmosfera marciana: nuvens à deriva que passavam sobre seu local de exploração no Monte Sharp (Aeolis Mons). O registro tem como objetivo medir a velocidade dessas nuvens.

De acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, isso não foi nada fácil, já que as câmeras do veículo não foram projetadas para olhar para o céu, e sim para fazer imagens de rochas no solo de Marte e características da paisagem em sua jornada para buscar antigos sinais de habitabilidade.

O rover Curiosity da NASA capturou essas imagens de nuvens no céu de Marte, em 12 de dezembro de 2021.
O rover Curiosity, da Nasa, captou essas imagens de nuvens no céu de Marte em 12 de dezembro de 2021. Imagem: NASA/JPL-Caltech

“Essas nuvens são muito altas, quase 80 km acima da superfície. É extremamente frio nessa altura, o que sugere que essas nuvens são compostas de gelo de dióxido de carbono em oposição às nuvens de gelo de água, que normalmente são encontradas em altitudes mais baixas”, afirmou um comunicado emitido pelo JPL.

A velocidade com que as nuvens estavam se movendo não foi revelada, mas as velocidades típicas do vento perto da superfície de Marte variam entre 7 km/h e 35 km/h, o que pode ser rápido o suficiente para fornecer energia eólica no nosso vizinho.

7- Uma porta para o passado

Entre as quase 500 mil imagens registradas até agora pelo Curiosity durante sua missão em Marte, chamam muita atenção aquelas que mostram as formações rochosas mais bizarras do planeta.

Uma delas, deu o que falar nas redes sociais há pouco mais de dois meses: a foto do que parecia ser uma porta no meio da paisagem marciana. Enquanto muitos especularam que poderia ser um portal alienígena ou o acesso a um túnel que levaria ao centro do planeta, a verdade é que é tudo uma questão de perspectiva.

“Claro, pode parecer uma pequena porta, mas, na verdade, é uma característica geológica natural! Pode apenas parecer uma porta porque sua mente está tentando dar sentido ao desconhecido. (Isso é chamado de ‘pareidolia’)”, explicou a conta oficial do Curiosity no Twitter.

O perfil aproveitou para fazer um trocadilho sobre o estudo da história do planeta. “Em um sentido menos literal, minha equipe científica está interessada nessas rochas como uma ‘porta para o passado antigo’. Enquanto subo esta montanha [o Monte Sharp], vejo níveis mais altos de argila dando lugar a minerais salgados chamados sulfatos – pistas de como a água secou em Marte há bilhões de anos”.

8- Mineral raro indica atividade vulcânica mais recente do que se pensava

Em julho de 2015, o rover Curiosity encontrou um quartzo mineral raro na região da Cratera Gale. Recentemente, a descoberta foi finalmente explicada pela NASA, após uma intensa investigação. Cientistas acreditam que o pedaço concentrado de tridímita foi expelido por um vulcão e caiu na cratera há cerca de 1 bilhão de anos, quando ela ainda estava cheia de água.

Extremamente raro na Terra, a tridímita é um tipo de quartzo – uma forma de sílica – gerado sob temperaturas extremas e baixas pressões, e como ele teria chegado no leito do antigo lago é algo que tem incomodado pesquisadores ao longo dos últimos sete anos.

“A descoberta de tridímita em uma rocha de lama na Cratera Gale é uma das observações mais surpreendentes que o rover Curiosity fez em 10 anos explorando Marte”, disse Kirsten Siebach, professora da Universidade Rice e uma das responsáveis pelas análises, em um comunicado. “Esse mineral é geralmente associado com sistemas vulcânicos formados por quartzo, explosivos e evoluídos na Terra, mas o encontramos no fundo de um antigo lago em Marte, onde a maioria dos vulcões são muito primitivos”.

Segundo a agência, a descoberta sugere que o magma marciano permaneceu por mais tempo do que o normal em uma câmara abaixo de um vulcão, permitindo uma cristalização fracionada e proporcionando a concentração de silício da lava.

9- Escudo natural contra radiação

Durante uma década de exploração, o Curiosity descobriu muito mais do que se buscava. “Um dos tipos de ciência que não é muito mencionada, mas é realmente importante e muito interessante, é a ciência ambiental que temos feito”, disse Fraeman.

Segundo o site Space.com, o rover tem detectores de radiação e sensores ambientais e atmosféricos que têm sido bem utilizados em Marte. Por exemplo, ao longo de suas andanças, conforme ele se aproximava de formações geológicas como falésias e colinas, seus instrumentos detectaram que as rochas impediam a radiação de alcançá-lo. “Agora podemos usar isso como modelo para futuros astronautas, que talvez possam usar o terreno natural como escudo”.

10- Companheiros de aventura

Esta última curiosidade não é sobre nenhuma descoberta do Curiosity em Marte, mas sim sobre o próprio rover: ele sempre contou com companheiros de aventura.

Durante sete anos, teve a companhia do Opportunity, um rover da NASA que pousou em Marte em 2004 e ficou ativo até meados de 2018. Depois de um curto período de “solidão”, o aniversariante do dia ganhou a companhia do lander InSight, que pousou na Elysium Planitia em novembro de 2018 com a missão de estudar o interior do planeta.

Em fevereiro de 2021, chegaram o rover Perseverance e o helicóptero Ingenuity, e, em maio, o rover chinês Zhurong. Em breve, ele poderá ter também a companhia do rover europeu Rosalind Franklin (também conhecido como ExoMars), que deveria ter decolado este ano em um foguete russo. Os planos precisaram ser abortados depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, e ainda não se sabe quando (nem como) ele será lançado.

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Crescem ataques de malware que se aproveitam do Dark Utilities

Karoline Albuquerque  

Olhar Digital

O Dark Utilities é um serviço recente, lançado no começo deste ano, que vem atraindo usuários, já com cerca de 3 mil. Ele permite o comando e controle (C2), foi anunciado como um “C2-as-a-Service” ou C2aaS e está sendo usado com o objetivo de comandar sistemas comprometidos. Hackers se aproveitam para aumentar os ataques de malware.

“Ele é comercializado como um meio de permitir acesso remoto, execução de comandos, ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) e operações de mineração de criptomoedas em sistemas infectados”, disse Cisco Talos, em relatório compartilhado com o site The Hacker News.

O Dark Utilities oferece acesso à infraestrutura hospedada na clearnet, à rede TOR e cargas úteis associadas com suporte para Windows e Linux, além de implementações baseadas em Python. O serviço é vendido por 9,99 euros, ou cerca de R$ 53, na cotação desta sexta-feira (5).

Na plataforma, usuários autenticados têm um painel que possibilita a geração de novas cargas úteis adaptadas a um sistema operacional específico. Ele pode ser implantado e executado nos hosts das vítimas. Outro painel permite a execução de comandos nas máquinas sob o controle do usuário, estabelecendo um canal C2 sativo e concedendo acesso total ao invasor.

Com o Dark Utilities, os hackers podem atingir arquiteturas sem esforços significativos de desenvolvimento. Há ainda suporte técnico aos usuários, por Discord e Telegram. Pelo custo baixo e funcionalidades, o produto se tornou atraente para os atacantes. Outro detalhe destacado pelos pesquisadores que avaliaram o serviço foi a hospedagem dos artefatos de malware na solução descentralizada InterPlanetary File System (IPFS).

“O IPFS está sendo abusado atualmente por uma variedade de agentes de ameaças que o estão usando para hospedar conteúdo malicioso como parte de campanhas de phishing e distribuição de malware”, disse Edmund Brumaghin, pesquisador da Talos, ao The Hacker News.

Agora, os analistas acreditam que o Dark Utilities é obra do hacker apelidado de Inplex-sys, com uma relação colaborativa com operadores de um serviço de botnet.

“Plataformas como o Dark Utilities reduzem a barreira de entrada para os cibercriminosos que entram no cenário de ameaças, permitindo que eles lancem rapidamente ataques direcionados a uma variedade de sistemas operacionais”, completaram os pesquisadores.

Via: The Hacker News

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Primeiro radiotelescópio brasileiro ficará pronto em 2023, afirmam cientistas

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares 

Olhar Digital

Os pesquisadores envolvidos no projeto de construção do primeiro radiotelescópio do Brasil, no sertão da Paraíba, lançaram os sete primeiros artigos fundamentais que determinam todas as questões científicas envolvidas na confecção do Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations (BINGO, em uma simpática sigla).

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (3), um dos principais autores do projeto, o doutor em Física e professor do Instituto de Física da USP, Élcio Abdalla, destacou que um dos objetivos do BINGO será observar “partes do Universo que nós não vemos”.

De acordo com o comunicado publicado na Astronomy & Astrophysics, o telescópio, resultado de uma colaboração entre cientistas da Universidade de São Paulo (USP), instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Europa, China e da Universidade Federal Campina Grande (UFCG), será o primeiro a captar as oscilações acústicas bariônicas e as rajadas rápidas de rádio (FRB).

Os artigos publicados representam uma parte robusta e importante do projeto, são neles que estão descritos os métodos, a tecnologia empregada, como serão feitas as análises e todas as questões científicas envolvidas em uma empreitada dessa magnitude.

Dessa forma, será possível estudar e testar o modelo ΛCDM (Lambda CDM), que está relacionado com a matéria escura fria e tem a teoria do Big Bang como pano de fundo. De acordo com o professor Abdalla há dois tipos de objetos escuros conhecidos no Universo: matéria escura e energia escura.

Enquanto o conceito de matéria escura foi definido, pelo próprio pesquisador, como um “líquido” que une tudo aquilo que está no cosmos; a energia escura é um conceito ainda abstrato, sobre o qual não se tem muito conhecimento. Essa é a parte cosmológica na qual o radiotelescópio brasileiro irá atuar.

Mais de uma função para o BINGO

Dada a versatilidade do BINGO, um objetivo secundário é a astrofísica, onde ele poderá ajudar nas observações das rajadas rápidas de rádio (FRB) e outros fenômenos transitórios, bem como estudar ciência galáctica e extragaláctica.

As obras ainda estão no início, mas a expectativa é de que todo o aparato esteja pronto até o fim do primeiro semestre de 2023. Apesar de todo o projeto ter sido desenhado no Brasil, ele recebeu investimento de diversos países, principalmente da China, e alcançou um valor de aproximadamente 30 milhões de reais, até agora.

“A ciência nos dá respostas. Às vezes hoje, às vezes em dias, às vezes em anos, mas sempre nos dá resposta e ela muda a sociedade”, enfatizou o doutor em física.

Desenvolvimento regional e tecnológico

A cidade de Aguiar, na Paraíba, foi escolhida para abrigar o radiotelescópio, pois está em uma localização favorável para a observação do céu, além de ser um ponto estratégico, ao considerar questões que envolvem interferências eletromagnéticas da Terra.

Durante a coletiva, o professor Abdalla destacou que o projeto promoverá desenvolvimento regional através da construção de estradas e geração de emprego, e contribuirá com o turismo na cidade.

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Antivírus – No jogo de gato e rato, como fazer o gato chegar primeiro?

Por Otto Pohlmann, editado por Karoline Albuquerque  

Olhar Digital

O primeiro vírus de computador é tão velho quanto a microinformática. Chamado de Elk Cloner, nasceu em 1982 e seu objetivo era fazer uma brincadeira com os usuários do Apple II, muito comum naquela época.

O primeiro antivírus foi criado por Fred Cohen e tinha o objetivo de remover a praga automaticamente, trabalho que antes tomava horas e precisava ser feito por um time do departamento de TI.

Com o tempo, as ameaças virtuais, também chamadas de malwares, foram evoluindo e se tornando mais dissimuladas, e isso deu início a uma corrida de gato e rato entre os produtores de malwares e os “limpadores” deles.

Foi aí começou a indústria milionária dos antivírus e foi aí que nasceram os antivírus de primeira geração, como Norton, McAffee, Symantec, Kaspersky, ESET, Bit Defender, etc. Hoje, esses programas são parte essencial das estratégias de segurança incorporadas não só em computadores usados para fins pessoais, como também em todas as máquinas usadas em ambientes corporativos.

O antivírus é um recurso capaz de checar todos os arquivos de uma máquina, não apenas identificando quando algum deles está contaminado com vírus, mas também bloqueando a entrada de malwares – inclusive os que vêm por meio de sites, e-mails ou outras plataformas online.

Se o antivírus analisar algum arquivo e notar que alguma de suas partes conta com um trecho de qualquer malware, o programa para de executá-lo e o coloca em “quarentena”. Esse termo se refere à ação do antivírus que deixa o arquivo em um tipo de “prisão”.

Além disso, tais programas também contam com o recurso de escaneamento, que consiste em uma varredura feita periodicamente para analisar todos os dados, já que é necessário identificar se não houve nenhuma alteração nos arquivos já instalados.

Nessa corrida de gato e rato, infelizmente o rato, ou o malware, sempre está na frente do gato, ou o antivírus, porque, para se criar uma defesa, é preciso primeiro detectar e identificar a ameaça. Isso significa que o malware sempre chega antes, e o tempo necessário para detectar um novo malware e elaborar e distribuir a sua correção é de vários dias, em média. Nesse período, todos os computadores do mundo continuam vulneráveis.

Infelizmente todos os usuários, mesmo que usem os melhores antivírus e sigam todas as boas práticas, continuam sujeitos às vulnerabilidades, e é por isso que, pelos métodos tradicionais dos antivírus, as invasões e os ataques dos malwares continuam acontecendo.

Costumamos chamar de DIA ZERO o dia em que determinado malware é detectado. Passam-se alguns dias até que suas características sejam identificadas e se inicie a criação de uma vacina, também chamada de assinatura. Existe até uma colaboração entre os diferentes criadores de antivírus para divulgarem entre si as vulnerabilidades detectadas, permitindo, assim, que as vacinas/assinaturas sejam criadas com mais velocidade. Porém, entre o DIA ZERO e o dia da efetiva correção, podem decorrer dias, e nesses períodos os malwares se propagam e causam a maior parte dos danos e invasões. Esse prazo se estende ainda mais pelo fato de levar algum tempo até que a correção do problema chegue ao endpoint do usuário.

Uma boa prática seria que, antes de iniciarem o trabalho, todos baixassem, diariamente, as últimas atualizações do antivírus e efetuassem um escaneamento para assegurar que não existe nenhuma vulnerabilidade presente nos seus arquivos. Entretanto, apesar de ser uma boa prática ela é seguida dentro das organizações? Baixar as atualizações e realizar o escaneamento são operações demoradas e poucos adotam essa sistemática, o que aumenta ainda mais a janela de vulnerabilidade.

Isso quer dizer, então, que os antivírus não funcionam? Não. Eles funcionam parcialmente; funcionam com essa janela de vulnerabilidade à qual todos já se acostumaram e os hackers exploram.

E estamos condenados a viver para sempre com essa ameaça? Sim e não. Se continuarmos a utilizar os métodos usuais de vacinas/assinaturas dos antivírus atuais, sim, mas, como eu disse, o rato sempre chega antes do gato e o nosso desafio é inverter essa lógica. Se a alterarmos, se fizermos o gato chegar antes, o rato não tem chance.

E como fazemos isso? Utilizando a Inteligência Artificial. Quando ensinamos o gato a observar e aprender o modus operandi do rato, o felino chega antes. Mas como isso se aplica aos antivírus?

Bem, já em 2012, um grupo de engenheiros da famosa McAffee apresentou um projeto para aplicar Inteligência Artificial na detecção de malwares. Obviamente, esse projeto foi rejeitado com uma série de argumentações e não foi para frente na corporação.

Esse grupo de engenheiros criou, porém, uma startup e resolveu aplicar seus próprios conceitos na nova empresa. Tendo como base a coleção de todos os milhões de malwares e vacinas já produzidas, aplicou um extenso Machine Learning sobre essa base de informações, e a partir disso desenvolveu as regras e os algoritmos de uma inteligência artificial própria, voltada para a identificação prévia de qualquer malware que se assemelhasse minimamente a qualquer um dos produzidos antes.

Em 2015, com a IA pronta e funcionando, esses engenheiros lançaram o primeiro produto de antivírus preditivo, capaz de identificar qualquer malware novo no seu DIA ZERO, ou, muito melhor, capaz de identificar os malwares antes de eles terem sido desenvolvidos. Isso quer dizer que o objetivo de detecção passou do DIA ZERO ao DIA NEGATIVO.

Análises históricas a respeito dos mais famosos malwares, dos que causaram os maiores danos, comprovaram que a nova tecnologia de IA é capaz de identificá-los e neutralizá-los com uma média de 2 anos de antecedência.

A Inteligência Artificial inverteu, portanto, a lógica vigente em relação aos malwares, e hoje o gato pega o rato antes mesmo de o roedor nascer.

*Otto Pohlmann é CEO da Centric Solution, empresa de tecnologia que fornece soluções completas para atender aos requisitos de segurança e da LGPD, com foco em implementação, treinamento e suporte, a fim de ajudar a sustentar o desenvolvimento de negócios de todos os portes e setores

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