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Cápsula lançada pelo foguete Artemis I conclui com sucesso volta ao redor da Lua

Espaçonave tem capacidade para transportar tripulantes, mas a missão atual conta apenas com manequins usados para teste de vibração, de radiação e de resistência da estrutura a altíssimas temperaturas.

Por Júlia Putini, g1

Câmera na ponta de uma das asas do painel solar da cápsula Orion mostra a espaçonave e Lua no mesmo enquadramento.. — Foto: Nasa

Câmera na ponta de uma das asas do painel solar da cápsula Orion mostra a espaçonave e Lua no mesmo enquadramento.. — Foto: Nasa

A missão Artemis I concluiu uma nova etapa crucial em sua programação, nesta segunda-feira (21), quando a cápsula enviada ao espaço pela Nasa, a agência espacial americana, conseguiu completar com sucesso uma volta ao redor da Lua.

O feito foi realizado pela cápsula Orion, que é uma espaçonave tripulável, mas que atualmente transporta apenas três manequins no voo teste.

Tecnicamente, a Nasa considera o sobrevoo – realizado a uma altura de 130 quilômetros da superfície – como seu primeiro retorno à órbita lunar desde o programa Apollo, há 50 anos.

“Esse é um dos dias sobre os quais estávamos pensando e falando durante muito, muito tempo”, disse o diretor de voo Zeb Scoville.

Ao concluir o primeiro sobrevoo, a espaçonave mostrou que foi capaz de passar por uma zona sem comunicação direta com os engenheiros da agência espacial e reestabelecer posteriormente o contato com rede de conexão na Terra, a Deep Space Network (DSN), depois de ter viajado pelo “lado oculto” da Lua.

Câmera mostra visão da Órion, da Terra e da Lua durante sobrevoo ao satélite natural de nosso planeta. — Foto: Nasa

Câmera mostra visão da Órion, da Terra e da Lua durante sobrevoo ao satélite natural de nosso planeta. — Foto: Nasa

Objetivos da missão Artemis I

A missão Artemis I é considerada essencial para entender o que os futuros astronautas experimentarão durante uma futura missão tripulada. Foram medidos fatores como a vibração dentro dessa cápsula, a aceleração e a radiação.

Em outra fase dos testes, um aspecto fundamental na missão será avaliar a resistência da cápsula a altíssimas temperaturas de reentrada na Terra.

Ao mergulhar na atmosfera terrestre, o calor experimentado será de 2.750°C, aproximadamente metade da temperatura da superfície do Sol, que é de 5.504°C.

Perda de contato prevista

O contato com a nave foi perdido enquanto ela transitava pelo chamado “lado oculto da Lua”, algo esperado, e que ocorreu por volta das 9h30 (de Brasília). Catorze minutos depois, às 9h44, o propulsor acelerou a espaçonave para que ela pudesse se conectar novamente ao sistema DSN.

Além de apoiar missões de espaçonaves interplanetárias, o DSN também fornece observações de radar e radioastronomia para melhorar a compreensão do sistema solar e do universo.

Essa foi a primeira de duas grandes manobras a serem realizadas pela Orion para entrar na Distante Órbita Retrógrada (DRO) ao redor da Lua.

A DRO se trata de uma órbita altamente estável, onde pouco combustível é necessário para uma longa viagem no espaço, possibilitando testar os sistemas da Orion em um local há muitos quilômetros da Terra.

Ela é chamada de retrógrada porque Orion vai viajar ao redor da Lua na direção oposta à que a Lua viaja ao redor de nosso planeta.

Como será a trajetória da missão — Foto: Arte/g1

Como será a trajetória da missão — Foto: Arte/g1

Na sexta-feira (25) está prevista a realização de outra manobra, na qual a Orion irá para uma órbita retrógrada distante, transitando no sentido horário, a uma altitude de cerca de 57.250 milhas. O plano é deixá-la na órbita por cerca de uma semana.

“Sem tripulação a bordo da primeira missão, o DRO permite que a Orion passe mais tempo no espaço profundo para uma missão rigorosa para garantir que os sistemas da espaçonave, como orientação, navegação, comunicação, energia, controle térmico e outros, estejam prontos para manter os astronautas seguros em futuras missões tripuladas”, explica Mike Sarafim, gerente da missão da Artemis.

De acordo com Nujoud Merancy, chefe do Escritório de Planejamento de Missões de Exploração, a Orion passará cerca de 6 a 19 dias em DRO para coletar dados e permitir que os controladores da missão avaliem o desempenho da espaçonave.

A missão deve se encerrar com uma amerissagem no Oceano Pacífico em dezembro.

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eVTOL: táxi aéreo da Volocopter faz primeiro voo e deve operar até 2024

Volocopter realiza voo teste em Paris integrado ao tráfego aéreo da região; empresa quer colocar seu táxi aérero eVTOL em operação até 2024.

Bruno Ignacio de Lima  

Olhar Digital

A fabricante alemã de aeronaves Volocopter realizou uma apresentação prática, pela primeira vez, de seu helicóptero elétrico em Paris em 10 de novembro. Estamos falando do modelo táxi-drone Volocopter 2X, que realizou um voo integrado no tráfego aéreo convencional na ocasião. Assim, a empresa demonstrou que está quase pronta para o mercado, ainda em construção, de eVOTLs, destinado ao transporte civil como táxi aéreo.

A aeronave, também conhecida como VoloCity, se assemelha a um grande drone com oito rotores e comporta até duas pessoas. O helicóptero deve ser utilizado para o transporte de pessoas em áreas urbanas. O CEO da Volocopter, Dirk Hoke, disse em um comunicado à imprensa que a empresa deseja fornecer “uma opção adicional de transporte livre de emissões para o público”.

Volocopter prepara seu eVOTL para operar até 2024

A Volocopter está preparando a aeronave para certificação e espera lançar voos comerciais curtos até 2024. A empresa também garantiu US$ 182 milhões em financiamento no início de novembro, de acordo com informações obtidas pelo TechCrunch.

De acordo com a companhia, os fundos irão para o programa de testes da empresa, já que a Volocopter procura certificar sua aeronave no segundo semestre de 2023. O dinheiro será somado aos mais U$ 170 milhões que a Volocopter levantou em março.

Christian Bauer, diretor comercial da Volocopter, disse à Bloomberg que a empresa queria que os eVOTLs fossem tão revolucionários quanto os carros da Tesla, à medida que o modelo for se popularizando.

“A Tesla começou com um carro de dois lugares porque a tecnologia da bateria não existia e agora eles são a marca de carros mais valiosa do mundo… É onde queremos ir.”

Christian Bauer, diretor comercial da Volocopter

O voo teste teve como objetivo demonstrar todo o trajeto que os passageiros fariam, desde a chegada ao terminal até o embarque na aeronave. A aeronave decolou com piloto e passageiro, mas a Volocopter diz que a aeronave não precisará de piloto a bordo para voar.

Táxi aéreo VoloCity da Volocpter em voo em Paris (Imagem: Divulgação / Volocopter)
Táxi aéreo VoloCity da Volocpter em voo em Paris (Imagem: Divulgação / Volocopter)

O modelo táxi-drone Volocopter 2X, ou VoloCity decolou do aeródromo Pontoise-Cormeilles, nos arredores de Paris, e circulou ao redor do aeródromo entre outras aeronaves antes de pousar. “Cada teste está um passo mais perto da comercialização em tempo para 2024”, disse Hoke.

A empresa quer que seus táxis aéreos possam voar totalmente automatizados, apenas com os passageiros a bordo. A Volocopter disse que ainda está trabalhando em parte de sua infraestrutura e integração do espaço aéreo urbano enquanto tenta melhorar a aceitação do modelo de serviço a curto prazo.

Imagem: Divulgação / Volocopter

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Carne criada em laboratório é segura para comer, afirma FDA

Acsa Gomes

Olhar Digital

A carne cultivada em laboratório já é uma realidade. A Food and Drug Administration (FDA) acaba de oferecer seu aval de segurança para a Upside Foods. A agência reguladora dos EUA examinou o produto de frango feito pela startup que produz carne cultivada a partir de células.

“A FDA está comprometida em apoiar a inovação no fornecimento de alimentos“, aponta o comunicado do órgão norte-americano. Com o sinal verde da agência, espera-se que a indústria de carne cultivada seja impulsionada. 

Antes que você fique animado, a FDA reforça que a consulta pré-comercialização “não é um processo de aprovação”. Ainda assim, é um marco histórico para a empresa. “A carne cultivada nunca esteve tão perto do mercado dos EUA como hoje”, disse Uma Valeti, fundadora e CEO da Upside.

Ainda é difícil estimar quando a carne feita a partir de multiplicação celular estará disponível para compra. Ainda há muitos obstáculos a superar, mas a Upside garante que trabalhará para garantir as aprovações restantes para que seu frango cultivado possa ser vendido aos consumidores.

CEO de empresa de comida vegana diz que ninguém vai comer carne em 2035

O CEO da Impossible Foods, uma das maiores empresas de comida vegana do mundo, declarou que até 2035, é possível que ninguém mais esteja consumindo carne de animais abatidos. De acordo com o executivo, isso acontecerá porque a comida vegana será saborosa, nutritiva e acessível.

“Nossa missão é substituir completamente o uso de animais como tecnologia alimentar até 2035”, declarou Patrick Brown, CEO da Impossible Foods. De acordo com ele, isso é totalmente factível e não só a sua empresa, como empresas concorrentes no mercado de comida vegana, estão trabalhando para isso.

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Robôs no escritório: empresa coreana aposta em futuro com “funcionários” máquinas

Robôs da Naver realizam tarefas simples, como trazer café, refeições e encomendas aos funcionários do escritório da empresa.

Bruno Ignacio de Lima 

Olhar Digital

A Naver, um conglomerado do setor de internet da Coréia do Sul, vem experimentando a integração de robôs no cotidiano de seu escritório há vários meses. Dentro de um arranha-céu futurístico de 36 andares nos arredores de Seul, cerca de 100 robôs agem por conta própria, indo de andar a andar em elevadores exclusivos para robôs e, às vezes, ao lado de humanos. Esses curiosos “funcionários” automatizados circulam pelo escritório realizando tarefas simples, como buscar café, distribuir refeições e entregar encomendas.

A rede de serviços web da Naver, incluindo um mecanismo de busca, mapas, e-mail e agregação de notícias, é dominante na Coreia do Sul, mas seu alcance no exterior é limitado, sem reconhecimento global de uma empresa como o Google. Agora, a empresa está em busca de novos caminhos para o crescimento, como um software para robôs em escritórios corporativos.

A Naver fez uma extensa pesquisa para garantir que seus robôs, que se assemelham a uma lata de lixo com rodas, tenham aparência, movimento e comportamento que deixem os funcionários confortáveis. Além disso, há uma série de regras de privacidade para impedir que essas máquinas cheias de câmeras e sensores não violem leis ou intimidem as pessoas.

Naver planeja “escritório do futuro” cheio de robôs

Conforme apurado pelo The New York Times, a Naver quer se posicionar como a principal empresa na criação de um futuro repleto de robôs nos escritórios corporativos. “Nosso esforço agora é minimizar o desconforto que eles causam aos humanos”, disse Kang Sang-chul, executivo da Naver Labs, em entrevista ao veículo americano.

Os robôs nem sempre são perfeitos, às vezes se movendo mais devagar do que o esperado ou parando muito longe de seu destino. Uma funcionária da Naver, Yeo Jiwon, compartilhou sua experiência com os colegas de trabalho robôs: “Às vezes, eles parecem um lançamento beta”, disse ela. Mesmo assim, Yeo reconhece que as entregas realizadas economizam seu tempo e a ajuda a se concentrar no trabalho.

No momento, a Naver transformou todo o seu prédio em um grande laboratório de pesquisa e desenvolvimento de software e robôs, colocando seus funcionários como cobaias para futuras tecnologias que podem chegar ao local de trabalho. Será que seu cotidiano também será assim em alguns anos?

Imagem: Divulgação / Naver Labs

Via: The New York Times

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Acompanhe a chegada da missão Artemis 1 à Lua ao vivo

Acsa Gomes

Olhar Digital

Lançada no topo do megafoguete Space Launch System (SLS) na última quarta-feira (16), a cápsula Orion fará seu sobrevoo mais próximo da Lua nesta segunda-feira (21). Esse momento histórico da missão Artemis 1 será transmitido ao vivo pela NASA TV, a partir das 9h15 (pelo horário de Brasília). 

Segundo os planos da agência, a espaçonave vai chegar até 100 km de distância do astro no momento de maior aproximação, aguardado para as 9h57.

Ao chegar à Lua, o Módulo de Serviço Europeu, projetado e implantado na Orion pela Agência Espacial Europeia (ESA), será usado para realizar uma manobra que utilizará a gravidade lunar para permitir que a espaçonave entre na chamada “órbita retrógrada distante” na Lua. 

“Retrógrada” se refere ao fato de que a cápsula vai girar em torno da Lua no sentido oposto ao que o astro orbita a Terra. E “distante” significa, na prática, que Orion alcançará 64 mil km além do nosso satélite natural, o que representa o ponto mais longe no espaço profundo que uma espaçonave de tripulação já esteve até hoje.

Depois de cerca de cinco dias nessa órbita, a cápsula retornará para o ponto mais próximo da Lua, a 100 km de altitude, de onde é possível observar as características distintas da superfície lunar, incluindo suas crateras de impacto. Então, ela usará esse sobrevoo próximo para usar a força gravitacional da Lua para acelerar de volta à Terra

No caminho, ela vai descartar o módulo de serviço, para reentrar na atmosfera a 40.200 km/h. Nesse momento, a cápsula vai experimentar temperaturas de quase 2.800 graus Celsius, estando protegida pelo maior escudo térmico do mundo (com cinco metros de diâmetro).

Após a reentrada segura, serão acionados os paraquedas, para garantir um mergulho preciso no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, representando o teste final da espaçonave.

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O que esperar dos data centers do futuro

Por Redação, editado por Ana Luiza Figueiredo  

Olhar Digital

Com a transformação digital que ocorreu nos últimos anos, principalmente causada pela pandemia do Covid-19, os recursos oferecidos pelos data centers se tornaram indispensáveis para as empresas e para a sociedade em geral, por armazenar aplicativos, serviços e dados essenciais para a vida moderna.

Para comportar essa alta demanda, no entanto, o mercado precisa enfrentar alguns desafios, como a urgência em construir centros de dados mais sustentáveis.

O uso de data centers é responsável por um percentual relevante no consumo de energia em todo o mundo, por emitir uma grande quantidade de dióxido de carbono (CO2), que é um dos principais gases do efeito estufa, ou seja, um dos maiores contribuidores das mudanças climáticas.

Uma pesquisa da Schneider Electric, líder em transformação digital de gerenciamento e automação de energia, e da consultoria de pesquisa de mercado Canalys, mostram que os parceiros de canal de TI estão investindo em estratégias de sustentabilidade, mas lutam para traduzir o investimento em ação e, por isso, não possuem uma resposta clara sobre como atingir tal objetivo. Os resultados da pesquisa mostraram que 61% das empresas são dedicadas à sustentabilidade, mas apenas um terço estabeleceu metas ESG.

Esse estudo revela que em todo o setor de TI há uma lacuna de ações de sustentabilidade. Apesar de os profissionais do segmento já entenderem a importância de criar planos e metas mensuráveis para viabilizar a mudança necessária para um futuro mais sustentável, faltam ações concretas.

Uma forma de começar a agir, é optando por materiais que emitam menos gases poluentes, que sejam mais respeitosos com o meio ambiente. O hexafluoreto de enxofre de gás (SF6), por exemplo, é um dos mais nocivos para o efeito estufa, mas era muito utilizado no passado por ter um bom desempenho no isolamento de dispositivos como os painéis ou a aparelhagem elétrica. Hoje, seu uso é praticamente inexistente, pois já está comprovado que seus pontos positivos operacionais não superam seus malefícios ao meio ambiente.

Outro ponto importante para sair do conceitual e partir para a ação no quesito ´tornar os data centers mais sustentáveis´ é a quantidade de água exorbitante que o ar-condicionado que resfria os servidores utiliza. É preciso procurar e optar por sistemas de refrigeração que não a usem ou que necessitem de menos quantidade deste recurso.

Ponto de atenção adicional é que a construção e o funcionamento dos centros de dados geram resíduos bastante significativos para o meio ambiente. Diminuir isso na cadeia de abastecimento e evitar a produção de resíduos por meio da reutilização e reciclagem é uma alternativa para ter ações mais sustentáveis.

Para resolver tais problemas, o que muitas empresas já estão projetando são os data centers verdes, construídos para ter maior eficiência energética com redução do consumo de energia e menor geração de impactos ao meio ambiente. Eles entregam os mesmos serviços e capacidades de um data center típico, mas utilizam menos energia e espaço.

O que podemos esperar dos centros de dados do futuro é que utilizem tecnologias mais sustentáveis, com métodos menos invasivos e prejudiciais ao meio ambiente. Para isso, as operadoras de energia devem considerar novas soluções para reduzir as emissões de carbono e energia desde a concepção e construção até a operação do projeto.

Estamos na torcida – e trabalhando muito – por este futuro mais sustentável!

Por Kenia Paim, diretora de Vendas Secure Power na Schneider Electric

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A tecnologia vai salvar o Planeta?

Tecnologia e dados sobre ecologia podem ser a chave para disseminar conhecimento e propor novos comportamentos e tomadas de decisão.

Por Redação, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Certamente não. Problemas complexos nunca, nunca mesmo, terão respostas simplistas e únicas. Na mesma medida que dificilmente terão uma causa singular. O desafio da crise climática e ambiental, por exemplo, é multidimensional, fruto de ações sucedidas historicamente e precisa de ampla participação para que consigamos sair dessa. Ao mesmo tempo que não podemos encarar o problema como irreversível e abrir mão da luta para modificar o quadro estabelecido. É preciso combinar realidade e sonho. Lucidez e esperança.

A tecnologia tem se mostrado como uma ferramenta polissêmica quando falamos sobre sua relação com a manutenção do planeta e das espécies que por aqui vivem – incluindo nós, humanos. O principal elemento é que com os avanços científicos o tempo tem se transformado. Tudo é rápido, as novidades são constantes.

O futuro já começou – e os humanos estão em countdown


Em uma das obras mais emblemáticas do século XXI, Sapiens: Uma breve história da humanidade, Yuval Harari traz um trecho certeiro sobre a crise do nosso tempo:

“Muitos chamam esse processo de ‘destruição de natureza’. Mas, na verdade, não é destruição, é transformação. A natureza não pode ser destruída. Há 65 milhões de anos, um asteroide exterminou os dinossauros, mas ao fazer isso abriu caminho para os mamíferos. Hoje a humanidade está levando muitas espécies à destruição e pode inclusive aniquilar a si mesma. Mas outros organismos estão se saindo bem”.

O processo de transição climática, ocasionada por nós e que estamos vivendo afetam mais a permanência de nossa espécie e pares do que provavelmente vai causar a destruição da Terra. A resiliência é intrínseca à natureza.

A tecnologia humanoide precisa trazer a mesma rapidez que tem aplicado para as telecomunicações para proporcionar a nossa sobrevivência. A contagem regressiva já começou e alguns estudos demonstram que o desaparecimento da espécie humana será inevitável.

Apesar das previsões pessimistas, vale a pena o esforço para aumentar o nosso tempo e qualidade de vida.

Desafios e soluções tecnológicas
Existem três grandes desafios globais que a tecnologia deve apoiar na superação:

  1. Emissões de Gases de efeito estufa
    O CO2 hoje é o principal responsável pelo aumento da temperatura da Terra e a maior parte dele é emitido pelas atividades industriais humanas. Como solução está na substituição por novas fontes de energia, já que os combustíveis fósseis, como a gasolina e o carvão, são altamente emissores; por isso o investimento em tecnologias renováveis, como solar, elétrica e eólica são importantes. Não apenas para bens de consumo como carros ou para uso doméstico (energia de nossas casas), mas sobretudo para alimentar a indústria. O Brasil é uma referência sobre a matriz energética com suas quatro principais fontes sendo hidráulica (66%), gás natural (8,6%) biomassa (8,5%) e eólica (7,6%) .
  2. Lixo
    Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o lixo no mundo deve crescer de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas até o ano de 2025. A tecnologia neste caso deve ser aplicada para diminuir e mudar o uso de matérias-primas para confecção de embalagens e também com o desenvolvimento de sistemas que facilitem a coleta e a reciclagem dos materiais. Neste caminho, startups de impacto como a SOLOS, que sou co-fundadora, tem criado formatos de coleta de baixo carbono, com o uso de veículos elétricos e inteligentes, que, com geolocalização, fazem rotas mais eficientes e econômicas. O assunto ainda é novidade no Brasil, temos um ecossistema restrito de soluções e uma oportunidade gigantesca de empresas que precisam ter cadeias de produção mais limpas.
  3. Desmatamento e empobrecimento do solos
    A NASA divulgou em 2019, um relatório em que foi percebido um aumento de 5% da cobertura verde do mundo, em que China e Índia foram as nações que mais contribuíram para isso. Contraditoriamente essas são também as com maior população do mundo. Ainda assim, o reflorestamento precisa ser ampliado para apoiar na compensação dos gases, já que as árvores capturam CO2, impedindo-os de chegar à atmosfera. Ainda no que tange desmatamento e empobrecimento dos solos, a tecnologia pode diminuir a necessidade de expansão de uso de terras é fundamental; hoje as AgTechs têm sido destaque na criação de softwares que otimizam o uso de recursos para as atividades da agropecuária. Com maior cobertura verde de florestas, as árvores conseguem captar o CO2, neutralizando sua emissão. Por isso, a preservação de florestas tropicais e equatoriais como a Amazônia e a Mata Atlântica têm importância global. Além disso, a agricultura sintrópica e a agroecologia trazem fundamentos para a combinação da convivência de espécies de plantas que promovem um equilíbrio do ecossistema, afastando pragas e aumentando produtividade. Marcas como Natura, já usam de plantio sintrópicos para matérias-primas de parte de seus produtos.

O que os olhos vêem, o coração sente


Tecnologia e dados sobre ecologia podem ser a chave para disseminar conhecimento e propor novos comportamentos e tomadas de decisão. Neste sentido, de fato a tecnologia tem colaborado, pois com os dados é possível evidenciar os problemas e priorizar as soluções. É inegável que também foi o crescimento da ciência que tem permitido chegarmos ao conhecimento e que em encontros como a COP 27, de 2022, possam ser tomadas decisões mais assertivas.

Ainda sim, a tecnologia sozinha não dará conta. É preciso combiná-la com políticas públicas e novas relações, que permitam diminuição do consumo e aumento do tempo útil das coisas – de maneira física e cultural.

E você? Como tem usado a tecnologia para nos salvar do fim de nosso mundo?

*Saville Alves, sócia cofundadora da SOLOS

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Metade das extensões do Chrome coletam dados pessoais

Estudo indica que informações supostamente desnecessárias são baixadas.

Rodrigo Mozelli 

Olhar Digital

A empresa de gerenciamento de risco de dados Incogni descobriu que metade de cada extensão instalada do Google Chrome tem risco alto a muito alto de coletar dados pessoais, mostrando forte correlação com o número de permissões concedidas.

Depois de analisar 1.237 extensões do Chrome encontradas na Chrome Web Store, o estudo revelou algumas descobertas preocupantes. Descobriu-se que quase metade (48,7%) das extensões potencialmente expõe informações de identificação pessoal dos usuários, distribui malware e adware e registra senhas e informações financeiras.

Quando a Incogni analisou as descobertas para determinar o impacto do risco da permissão dada às extensões durante a instalação, descobriu que uma em cada quatro (27%) delas coleta dados.

Uma coisa interessante é escrever extensões, incluindo Grammarly e Compose AI, tendem a ser os mais famintos por dados, com quase 80% deles capturando pelo menos um ponto de dados por vez.

As extensões de escrita também pedem mais permissões, obtendo as pontuações de risco mais altas de 3,7 em 5,0; portanto, se você as tiver instaladas, certifique-se de tomar as medidas necessárias para aprimorar seus navegadores e tenha cuidado antes de instalar novos.

Tabela mostra o risco de baixar e dar permissões a certas extensões (Imagem: digitaltrends)

Como a maioria dos usuários não sabe quais riscos cada permissão dada acarreta ou o fato de que as extensões não podem funcionar sem certas permissões, é aconselhável instalar extensões apenas de desenvolvedores confiáveis.

Ainda assim, mesmo desenvolvedores com altas avaliações de usuários ou desenvolvimento de software confiável não garantem proteção completa. O objetivo é estar atento e praticar o bom senso quando se trata de conceder e revisar permissões.

Como diz Aleksandras Valentij, oficial de segurança da informação da Surfshark, “por que um bloqueador de anúncios precisaria de acesso à captura de áudio ou acesso ao seu sistema de arquivos? Se você tiver dúvidas, simplesmente não use esse complemento específico. Existem muitas alternativas para cada complemento por aí”.

Com informações de digitaltrends

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A misteriosa cidade Maia em forma de crocodilo

O local foi um dos assentamentos maia mais importantes da região. Mas é por causa de sua aparência que surge o mistério.

Por Mateus Dias, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

A civilização maia começou a se desenvolver por volta de 1800 a.C. e teve seu auge entre 250 d.C a 900 d.C. Estavam localizados na América Central em regiões que hoje pertencem ao México, Guatemala, El Salvador, Belize e Honduras. Eram uma sociedade muito desenvolvida no campo das arte, matemática, astronomia e arquitetura. Uma de suas cidades é Nixtun-Ch’ich’ e encontra-se na atual Guatemala. 

O local foi um dos assentamentos maia mais importantes da região. Mas é por causa de sua aparência que surge o mistério. A cidade possui o formato muito parecido com o de um crocodilo, mas não se sabe se essa peculiaridade é ou não intencional. Os pesquisadores acreditam se tratar de uma cidade planejada para favorecer a interação social e se compara a cidades modernas. Entretanto seu design ainda é uma dúvida.

Mapa de cidade maia que se parece com crocodilo [Imagem: Reprodução Timothy Pugh]

O crocodilo na cultura maia

Na cultura maia o crocodilo possui diversos significados. Eles acreditavam que Itzam Cab Ain, um crocodilo que encontrava-se flutuando no mar primordial, foi decapitado pelos deuses para dar origem à superfície do mundo. Os répteis também eram associados à renovação dos ciclos sazonais, à fertilidade e ao renascimento. Além disso, sua duologia de estar presente na terra e na água pode simbolizar sua conexão com o submundo e o terreno, o que pode explicar os muitos restos ósseos em situação de rituais em comunidades maias. Representações desses animais também podem ser observadas em monumentos e na arte maia. 

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Veja a estação espacial voando na altura de um avião

No mundo real, ao contrário de um avião, a ISS simplesmente cairia do céu e sucumbiria à gravidade já que não foi projetada para ficar na Terra.

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Você já parou para imaginar como seria caso a Estação Espacial Internacional (ISS), localizada na órbita baixa da Terra, estivesse um pouco mais próxima da superfície terrestre? Na altitude de um avião comercial? Pois é, um entusiasta de aviões não só pensou como criou um vídeo que demonstra a situação.

Benjamin Granville é o responsável pelo vídeo. Para realizar as imagens e fazer a montagem, ele utilizou o popular jogo Microsoft Flight Simulator. Nele, Graville pode projetar como seria olhar a Estação Espacial Internacional a apenas 10.000 pés de altitude. O resultado ficou incrível e aterrorizante.

No vídeo a velocidade em que a ISS percorre os céus é de 27.600 km/h, algo realmente muito rápido e impressionante. Se alguém estivesse pé e tentando fotografar a passagem do objeto no céu, seria preciso estar com a câmera apontada para cima, a fim de fazer o clique rapidamente, em quase uma fração de segundo.PUBLICIDADE

Em uma altitude tão baixa, a Estação Espacial Internacional encontraria certos obstáculos, como a resistência do ar que precisaria ser superada para que ela pudesse manter uma velocidade tão alta e constante. Por isso, vários equipamentos precisariam ser readequados, bem como os seus materiais de construção.

ISS não sobreviveria fora da órbita baixa da Terra

Ao considerar o mundo real, ao contrário de um avião, a ISS simplesmente cairia do céu e sucumbiria à gravidade, já que não foi projetada para deslizar pelo ar, o que poderia ser terrível, dependendo do local onde ela caísse.

Porém, o vídeo serviu mais como uma demonstração divertida e extraordinária do que seria ver um objeto tão grande, tão poderoso e tão conhecido pelos amantes da astronomia correndo tão rápido e tão perto pelos céus. Cabe destacar que em breve, a Estação Espacial Internacional será aposentada.

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