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NUVEM DE TAGS

‘Hacker sincero’ volta a atacar e ridicularizar DataSUS

Redação

Olhar Digital

E um hacker, conhecido como “hacker sincero”, que invadiu uma plataforma do DataSUS no fim de janeiro, parece estar de volta. E parece que não está nem um pouco feliz com a falta de ação da equipe de TI do órgão para proteger seus sistemas após o ataque inicial.


O hacker deixou, novamente, uma mensagem pedindo que o site seja mais cuidadoso com os dados pessoais dos cidadãos, caso contrário, ele divulgará os dados confidenciais.


O puxão de orelha sobrou até para Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD. O hacker deixou uma mensagem bem irônica colocando em xeque a eficiência do órgão.

Assim como no ataque anterior, o que ocorreu foi um “defacement”, quando um invasor consegue acessar o servidor web responsável por um site e modifica ou substitui o conteúdo de uma página.

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EUA acusam três hackers norte-coreanos de roubos cibernéticos bilionários

Leticia Riente

Olhar Digital

Os Estados Unidos divulgaram nesta quarta-feira (17) que formalizaram acusação contra três programadores norte-coreanos considerados hackers. Os homens são indicados como os executores de ataques cibernéticos que ocorreram durante vários anos e que, inclusive, causaram grandes prejuízos em bitcoins. Ambos os acusados possuem ligação com uma agência de inteligência militar da Coreia do Norte.

O documento revela que os su criaram estratégias e softwares para roubar US$ 1,3 bilhão em moedas criptográficas e dinheiro de caixas eletrônicos de bancos e outras instituições. Em algumas dessas situações, os possíveis responsáveis pelos crimes criaram programas falsos ou maliciosos para transações de criptomoedas. Eles também planejavam lançar sua própria moeda virtual, a Marine Chain, revelaram as acusações.

“Os operativos da Coreia do Norte, usando teclados em vez de armas, roubando carteiras digitais de criptomoedas em vez de sacos de dinheiro, são os principais ladrões de banco do mundo”, afirmou o procurador-geral assistente, John Demers, em um comunicado.

Além disso, os três homens também podem ser os responsáveis por ataques e roubos famosos que ocorreram pelo mundo, como a implantação do ransomware WannaCry, que causou pelo menos US$ 4 bilhões em danos globais, ou os ataques ocorridos contra a Sony Pictures.

As intervenções criminosas na produtora de TV do Reino Unido Mammoth Pictures e nos cinemas AMC também podem ter vindo do grupo. Nesses casos, o objetivo teria sido impedir que o governo do presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, tivesse sua imagem manchada.

Outras acusações contra os hackers norte-coreanos

Os documentos divulgados pelos EUA mostram ainda que os acusados são Jon Chang, 31, Kim Il, 27, e Park Jin Hyo, de 36 anos. As acusações também revelam que os norte-coreanos podem ser os autores de roubos de mais de US$ 1,2 bilhão de bancos no Vietnã, Bangladesh, Taiwan, México, Malta e África.

A estratégia utilizada nessas oportunidades envolveram a invasão das redes de computadores dos locais, e o envio de mensagens fraudulentas pelo sistema de mensagens bancárias Swift. Os criminosos também podem ter atuado contra empresas da Indonésia, Nova York, Eslovênia, entre outras.

“A conduta detalhada na acusação são os atos de um Estado-nação criminoso que não parou por nada para obter vingança e obter dinheiro para sustentar seu regime”, destacou Tracy Wilkinson, procuradora dos Estados Unidos em exercício para o Distrito Central da Califórnia.

Em conclusão, o que vale destacar é que as autoridades americanas também lembraram que os três hackers devem estar na Coreia do Norte, o que torna quase impossível uma prisão. No entanto, disseram que a ação é necessária para mostrar a seriedade do problema, principalmente frente a um país com um regime ditatorial como a Coreia do Norte.

“Se a escolha aqui for entre permanecer em silêncio enquanto nós, do departamento, observamos as nações se engajarem em ciberatividade maliciosa e violadora de normas, ou acusar esses casos, a escolha é óbvia”, afirmou o procurador-geral assistente. “Nós iremos cobrar deles”, acrescentou Demers.

Via: CNBCThe New York Times

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DNA mais antigo do mundo revela nova espécie de mamute

Bruno Felix

Olhar Digital

Uma equipe de 22 cientistas fez história ao estudar a origem do mamute-lanoso, primo extinto do elefante. Em um artigo publicado na revista científica Nature, os pesquisadores anunciaram a recuperação e o sequenciamento do DNA antigo de espécimes que existiram há mais de um milhão de anos, estabelecendo um novo recorde e descobrindo uma nova linhagem do animal no processo.

Apesar da degradação decorrente do tempo, foi possível extrair fragmentos do DNA de amostras de dentes do mamute-lanoso. O código genético também só pôde ser obtido graças a recentes avanços em técnicas de sequenciamento e análise de dados.

Raizes de molares de três mamutes, recuperados na Sibéria em permafrost (ou pergelissolo, um tipo de solo que permanece congelado nas regiões polares), foram examinados. Os exemplares foram cedidos por colaboradores russos, de acordo com Love Dalén, do Centro de Paleogenética da Universidade de Estocolmo.

O cientista explicou que a pesquisa corria o risco de não ser realizada, já que quanto mais antigo o DNA, mais degradado ele fica. “Começa a ficar difícil de ver a diferença entre o DNA do mamute, de bactérias, de humanos e de plantas”, relata Dalén.

Após 1,5 milhões de anos, fica praticamente impossível conseguir remontar os dados genéticos. A amostra mais antiga obtida pelos pesquisadores, batizada de Krestovka, tem 1,65 milhão de anos. As outras duas, Adycha e Chukochya, são mais novas, com 1,34 milhão de anos e 870 mil anos, respectivamente.

Descoberta dupla

Genomas de elefantes dos dias de hoje foram usados para ajudar a montar o “quebra-cabeças” com peças dos três espécimes de mamutes-lanosos. Isso, porém, mostrou que Krestovka, a amostra mais antiga, pertencia a uma nova linhagem de mamute.

“Pensávamos que há um milhão de anos só existissem ancestrais do mamute-lanoso. Na verdade, existiam dois tipos de mamutes”, relata Dalén. Apesar de não ter sido possível obter dados suficientes para retratar a aparência do novo animal, os pesquisadores conseguiram confirmar que o espécime de Krestkova teve uma origem diferente.

Essa nova linhagem separou-se do antecessor do mamute-lanoso há dois milhões de anos. Com o passar dos anos, as duas linhagens podem ter se cruzado, dando origem ao mamute-colombiano, uma espécie que existiu na América do Norte.

DNA: avanços na paleogenética

Além das descobertas feitas pela equipe de Love Dalén, a pesquisa também vai contribuir para o avanço da Paleogenética, o estudo do DNA de espécies extintas. Ao menos é o que acredita Sally Wassef, pesquisadora de DNA Antigo (aDNA) na Universidade Griffith, na Austrália.

Apesar de atuar em uma região cujo clima não contribui para a preservação de material genético, ela afirma que as técnicas usadas para isolar e sequenciar o DNA dos mamutes podem ser usadas em seu trabalho.

Fonte: NatureCNET

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Tianwen-1: sonda chinesa ajusta sua órbita ao redor de Marte

Rafael Rigues

Olhar Digital

A sonda chinesa Tianwen-1 acionou seus propulsores nesta segunda-feira (15) em uma manobra para se colocar em uma órbita polar ao redor de Marte. Agora a equipe responsável pela missão se dedicará a uma checagem sistemática de todos os equipamentos a bordo, parte dos preparativos de uma tentativa de pousar um robô explorador (rover) no planeta programada para maio deste ano.

“O principal objetivo da missão é buscar e mapear a distribuição de água congelada na superfície e subsolo” de Marte, disse Long Xiao, cientista planetário na Universidade Chinesa de Geociência, em declaração ao site Space News. Também serão conduzidos estudos da ionosfera e magnetosfera do planeta.

Os dois possíveis locais de pouso do rover são uma região conhecida como Chryse Planitia, ao norte do Equador de Marte e a leste da região de Tharsis, e a Utopia Planitia, local de pouso da missão norte-americana Viking 2 em 1976. As coordenadas exatas são mantidas em segredo.

Tianwen-1: sequência de pouso

“Quando o módulo de pouso (lander) entrar na atmosfera marciana, ele enfrentará altas temperaturas e sua trajetória será desviada devido a efeitos aerodinâmicos, o que terá um impacto negativo na desaceleração”, diz Tan Zhiyun, vice-projetista chefe da espaçonave na China Aerospace Science and Technology Corporation, em declaração ao canal estatal de TV China Central Television (CCTV). “Considerando a imprevisibilidade da atmosfera marciana, haverá muita incerteza e riscos”, afirmou.

A seguir o lander acionará seu paraquedas, reduzindo sua velocidade para menos de 100 metros por segundo (cerca de 360 km/h). “O processo vai levar entre 80 e 100 segundos. Quando chegar a 100 metros sobre a superfície de Marte, ele irá pairar”, disse Tan.

Neste momento, um sensor de micro-ondas capaz de medir distância e velocidade irá mapear a superfície, e uma câmera laser tridimensional irá fotografar o local de pouso. Se necessário o lander poderá fazer manobras de translação (movimentos laterais) para se assegurar de que pousará em um local seguro.

Todo o processo, do início da descida até o lander tocar o solo, levará cerca de nove minutos, durante os quais ele irá desacelerar de 17.600 km/h para zero. Miao Yuaming, vice-projetista chefe de sondas marcianas na China Aerospace Science and Technology Corporation, lembrou aos repórteres da CCTV que das 44 missões lançadas rumo a Marte desde 1960, 25 resultaram em fracassos.

Entretanto, ele também lembrou que das dez missões mais recentes lançadas desde 2006 apenas uma fracassou, o que mostra o progresso que fizemos em anos recentes.

Fonte: Space.com

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Austrália chama de ‘autoritário’ bloqueio do Facebook para compartilhamento de notícias

Projeto de lei no país visa que as grandes plataformas remunerem a mídia pelo uso de seus conteúdos. Facebook cortou acesso a notícias como resposta ao projeto, que será debatido no Senado.

Por France Presse

Empresa não concorda com nova lei, que obriga plataformas digitais a remunerar produtores de notícias. Governo australiano diz que atitude do Facebook é arrogante.

O governo da Austrália classificou nesta quinta-feira (18) o bloqueio do Facebook para compartilhar notícias de “autoritário”. A medida foi uma retaliação do gigante norte-americano ao projeto de lei que visa que as grandes plataformas remunerem a mídia pelo uso de seus conteúdos no país.

O ministro das Finanças australiano, Josh Frydenberg, garantiu que o Facebook não avisou as autoridades do país sobre sua decisão de impedir que usuários da rede social postem links para artigos ou consultem contas de agências de notícias internacionais no Facebook.

Segundo o ministro, essas medidas são “inúteis, autoritárias e vão manchar a reputação do Facebook aqui na Austrália”.

Frydenberg declarou que o governo está “totalmente determinado” a implementar seu projeto de lei que visa obrigar as plataformas digitais a remunerar a mídia pelo uso de seu conteúdo.

O projeto foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados e agora está sendo debatido no Senado.

“O que os eventos de hoje confirmam para todos os australianos é o domínio desses gigantes em nossa economia e no cenário digital”, acrescentou.

Contas oficiais afetadas

Nesta quinta-feira, ambas as contas das redes sociais dos serviços de bombeiros, saúde e meteorologia de todo o país foram afetadas por tais restrições, num momento em que várias regiões enfrentam situações de emergência.

Segundo este “código de conduta vinculativo” proposto pela projeto de lei, as ferramentas de pesquisa terão de pagar à imprensa com base no tráfego gerado pelas manchetes. Esta será a primeira tentativa feita.

Google e Facebook se opuseram e ameaçaram suspender seus serviços se o projeto australiano fosse adiante. O Google, no entanto, começou a fechar contratos com empresas de mídia para pagar pelo conteúdo.

O Facebook tem entre 16 e 18 milhões de usuários diários neste país de 25 milhões de habitantes, segundo a imprensa local.

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Operadoras dizem que não detectaram vazamentos de dados de clientes

Oi, TIM, Vivo e Claro foram notificadas pelo Procon de São Paulo, junto com a empresa de segurança PSafe que diz ter detectado a venda ilegal de informações.

Por Valor Online

As operadoras Oi e TIM informaram na última quarta-feira (17) que não identificaram indícios de vazamentos de dados de seus clientes. Claro e Vivo informaram, na última semana, que não identificaram incidentes em suas bases de dados

As quatro empresas foram notificadas pelo Procon de São Paulo também nesta quarta (17), junto com a empresa de segurança PSafe, com um prazo de 72 horas para respostas.

PSafe diz ter detectado a venda ilegal de bases de mais de 102 milhões de dados de celulares, na semana passada incluindo número do celular, nome completo, CPF e tempo das chamadas.

Na terça (16), o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro operadoras dando 15 dias para que as empresas expliquem os vazamentos de dados.

“A Oi entende que não é objeto de questionamentos no episódio, já que não se verifica nenhum indício de vazamento de dados de seus clientes”, disse a operadora, em comunicado.

A empresa informou que não recebeu a notificação do Procon-SP e que “mantém em sua operação compromisso com os mais elevados padrões de segurança da informação e privacidade de dados, monitorando constantemente seus sistemas e requisitos técnicos, operacionais, legais e regulatórios associados à gestão de dados.”

Quando à notificação do Ministério da Justiça, a Oi disse que “vai colaborar com qualquer processo de esclarecimento conduzido pelo Ministério da Justiça.”

A TIM informou que “não identificou a ocorrência de ataque ou vazamento que colocasse em vulnerabilidade dados de seus clientes ou dados próprios” e que, até o momento, não recebeu notificações do Procon-SP ou do Ministério da Justiça “solicitando informações, providências e mitigação de eventuais riscos relacionados”.

A operadora reiterou “que preza pela segurança de dados, atuando com as melhores práticas de cibersegurança”.

Ao informar sobre o vazamento, na semana passada, a empresa de segurança PSafe disse que o criminoso estava comercializando bases de dados das operadoras Claro e Vivo.

A Claro informou na quarta (17) que segue investigando o caso, como prática de governança, e que está colaborando com as autoridades.

A empresa reforçou que “investe fortemente em políticas e procedimentos de segurança e mantém monitoramento constante, adotando medidas, de acordo com melhores práticas, para identificar fraudes e proteger seus clientes.”

A Vivo afirmou que “possui os mais rígidos controles nos acessos aos dados dos seus consumidores e no combate à práticas que possam ameaçar a sua privacidade.”

A PSafe também identificou, em janeiro, um megazamento de dados de mais de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas falecidas, e de 40 milhões de CNPJs.

Número é maior do que a população do país, estimada em 212 milhões, porque inclui dados de falecidos. Informações expostas incluem CPF, nome, sexo e data de nascimento, além de uma tabela com dados de veículos e uma lista com CNPJs.

Ambos os vazamentos são investigados pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), criada no fim de setembro para regulamentar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

No fim de janeiro, a autoridade oficiou a Polícia Federal, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Comitê Gestor da Internet no Brasil e a própria PSafe para colaboração com as investigações dos vazamentos.

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Facebook anuncia bloqueio para visualização e compartilhamento de notícias na Austrália

Medida é uma resposta a criação de uma lei no país que obriga os gigantes da tecnologia a pagarem aos meios de comunicação pelo uso de notícias.

Por G1

Facebook anunciou nesta quarta-feira (17) restrições para o compartilhamento e visualização de notícias na plataforma na Austrália.

A medida é uma resposta a criação de uma lei no país que obriga os gigantes da tecnologia a pagarem aos meios de comunicação pelo uso de notícias.

“Isso significa que as pessoas e organizações de notícias na Austrália agora estão proibidas de postar links de notícias e compartilhar ou visualizar conteúdo de notícias australiano e internacional no Facebook”, disse a empresa, em comunicado.

Usuários de outros países também ficam impossibilitados de ter acesso ao conteúdo da mídia da Austrália na plataforma.

Nesta semana, o Google anunciou acordos com a mídia australiana para ter acesso às notícias. Em um dos contratos, a empresa gastará US$ 30 bilhões para ter acesso ao conteúdo. Antes, o buscador havia ameaçado bloquear o buscador no país.

Rede continua ativa na Austrália

Apesar das restrições sobre as notícias, o Facebook comunicou que a rede social continua ativa no país. Os usuários comuns podem continuar utilizando a plataforma com suas outras funções.

No caso de editores, a proibição não deixa eles publicarem qualquer tipo de conteúdo em suas páginas. Foi mantido o acesso a outros serviços, incluindo ferramenta de dados e CrowdTangle.

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Robô da Nasa chega a Marte nesta quinta-feira (18); saiba tudo sobre a missão

Rafael Rigues

Olhar Digital

Depois de uma jornada de mais de seis meses e 200 milhões de km, a missão Mars 2020 da Nasa, carregando o robô explorador (rover) Perseverance, finalmente está chegando a Marte.

O pouso está programado para as 17h55 (horário de Brasília) desta quinta-feira (18) em um local conhecido como cratera Jezero. O evento será transmitido ao vivo no canal da Nasa no YouTube, NasaTV, a partir das 16h15.

O Perseverance é mais um em uma longa linhagem de robôs exploradores do planeta vermelho desenvolvidos pela Nasa, que começou com o Sojourner (1997) e inclui os “gêmeos” Spirit e Opportunity (2004) e o Curiosity (2012), único que ainda está em operação.

Sua missão é encontrar indícios de que Marte já teve as condições necessárias para sustentar vida no passado. Seu local de pouso é o delta de um antigo rio, e ele carrega a bordo instrumentos capazes de analisar os minerais no solo e detectar compostos orgânicos. Além disso, também testará algumas tecnologias inovadoras que poderão ser essenciais em futuras missões tripuladas ao planeta.

Como vai ser o pouso do Perseverance

Lançar ao espaço um rover pesando uma tonelada é a parte fácil de uma missão a Marte. O verdadeiro desafio será pousar o Perseverance no planeta, algo tão complexo que até hoje só metade das missões que tentaram essa manobra tiveram sucesso.

O trajeto da órbita marciana ao solo leva sete minutos, e deve ser feito de forma completamente automatizada, sem comunicação nenhuma com a Terra. Isso porque atualmente um sinal de rádio leva 14 minutos para ir de nosso planeta a Marte.

Ou seja, quando recebermos a informação de que o rover iniciou a descida, ele já estará na superfície do planeta. Por isso os cientistas chamam esse período de “7 minutos de terror“, porque até receberem a confirmação do pouso não há o que fazer além de torcer pelo melhor.

Diagrama da sequência de pouso (EDL, Entry, Descent and Landing) da Perseverance em Marte. Imagem: Nasa/JPL

A principal dificuldade no pouso é que a atmosfera de Marte é muito mais fina que a da Terra. Com isso ela não oferece resistência ao rover, que cai em alta velocidade. Para desacelerar o veículo e impedir que ele vire uma panqueca no solo marciano é necessário combinar várias técnicas, executadas com precisão absoluta.

No início da entrada na atmosfera marciana o rover é protegido por um escudo térmico com 4,5 metros de diâmetro, que terá de suportar temperaturas de mais de 1.000 °C. Quatro minutos após o início da manobra, a uma altitude de 11 km, um paraquedas supersônico com 21 metros de diâmetro se abre para reduzir ainda mais a velocidade.

20 segundos depois, o escudo térmico é ejetado para que câmeras e radares na parte de baixo do rover possam ter uma boa visão do solo. O paraquedas continua aberto até uma altura de cerca de 2 km, quando se separa.

Imagem mostra o rover Perseverance recebendo o escudo térmico que irá protegê-lo durante o pouso em Marte
Perseverance recebendo o escudo térmico (a peça cônica com cor de areia na parte de baixo da imagem) que irá protegê-la do calor durante a entrada na atmosfera marciana. Foto: Nasa/JPL

Ainda assim o rover, que está preso a uma plataforma, está viajando rápido demais. A penúltima etapa consiste no uso de retrofoguetes montados na plataforma para desacelerar ainda mais o veículo. A técnica é similar à usada pela SpaceX, que aciona os motores de seu foguete Falcon 9 para reduzir a velocidade antes do pouso.

Quando a plataforma chega a uma altitude de 20 metros em relação ao solo, ocorre a última etapa: ela paira no ar, e usa cabos para descer o rover suavemente até o solo. Assim que ele pousa os cabos são cortados e a plataforma voa para longe. Toda a sequência é mostrada no vídeo abaixo:

Por mais complexo que pareça, esse método já foi usado com sucesso no pouso do rover Curiosity, oito anos atrás.

Acertando o alvo

Mesmo com toda a tecnologia que temos, ainda não conseguimos “acertar na mosca” ao pousar em outro planeta: a área de pouso da Perseverance é um círculo com cerca de 10 km de diâmetro. Se quisermos enviar missões tripuladas ao planeta, teremos de melhorar esta precisão.

Dois instrumentos serão testados para que futuras missões possam ter pousos mais precisos: um deles é o Medlei-2, um conjunto de sensores embutido no escudo térmico da espaçonave que vai coletar dados durante a descida.

O outro é chamado de Terrain Relative Navigation: a espaçonave vai tirar fotos durante a descida e compará-las com um mapa obtido em órbita. Se houver diferenças, ou obstáculos imprevistos, ela será capaz de tomar ação para corrigir o curso e pousar em segurança.

Instrumentos a bordo

O rover, em si, é a grande estrela da missão. Ele é baseado no projeto do Curiosity, que já explora o planeta vermelho há oito anos. Uma das principais novidades são as câmeras: o Curiosity tem 17 câmeras, sendo que 4 delas são capazes de imagens a cores. Já o Perseverance tem 23 câmeras, a maioria delas a cores.

Além disso, a Mastcam-Z, câmera montada na ponta de um braço robótico, agora pode dar zoom e fazer fotos e panoramas em HD, o que promete imagens ainda mais impressionantes de nosso planeta vizinho. E pela primeira vez um rover tem “orelhas”: dois microfones capazes de captar os sons da atmosfera marciana e das ferramentas em operação.

As ferramentas na ponta do braço robótico também sofreram um upgrade, incluindo uma broca maior para obtenção de amostras de rochas. As rodas foram reforçadas, para suportar melhor as rochas pontiagudas no solo marciano, e o peso total do rover também aumentou: são 1.025 kg, 126 kg a mais do que no Curiosity.

Imagem mostra o rover Perseverance sendo preparado por técnicos em um laboratório da Nasa
Rover Perseverance sendo preparado por técnicos da Nasa. Foto: Nasa

Conhecendo os arredores

Outros dois instrumentos são relacionados à coleta de dados. O MEDA (Mars Enviromental Dynamics Analyser, Analisador da Dinâmica Ambiental de Marte) irá medir a quantidade e tamanho das partículas de poeira na atmosfera, além da temperatura, umidade, pressão e radiação solar na atmosfera. Estes dados serão correlacionados aos parâmetros de operação da Perseverance, para correlacionar como o clima marciano influencia sua operação.

Amostras de tecidos e materiais que serão usados em trajes espaciais para futuras missões tripuladas serão colocadas no exterior da Perseverance, nos “alvos” usados para calibração de um instrumento chamado Sherloc. O objetivo é analisar seu comportamento quando expostos à atmosfera marciana.

Perseverance ajudará primeiro vôo em outro planeta

O helicóptero Ingenuity é outro “experimento” que será levado a bordo da Perseverance. A pequena aeronave tem duas hélices de 1,2 metro de diâmetro, que vão girar a 2.400 RPM, e pesa apenas 1,8 kg.

Ilustração do helicóptero Ingenuity sobrevoando a paisagem marciana
O helicóptero Ingenuity será a primeira aeronave a rotor a voar em outro planeta. Foto: Nasa

Ele será operado remotamente e de forma semi-autônoma: os cientistas enviarão comandos para a aeronave, que irá executá-los no momento programado.

O Ingenuity tem câmeras a bordo, mas não veremos uma “live” do primeiro voo em outro planeta: os primeiros dados, de telemetria, chegarão algumas horas após o voo, com as informações mais pesadas chegando ao longo de um ou dois dias seguintes. As câmeras da Perseverance também serão usadas para documentar o momento.

Produzindo oxigênio

Talvez o experimento mais importante para futuras missões é o Moxie, que irá produzir oxigênio a partir do dióxido de carbono na atmosfera marciana. Com isso os astronautas que irão explorar o planeta vermelho não precisarão levar pesados tanques de oxigênio líquido, o que tornaria uma missão muito mais cara e complexa.

Nesta versão o Moxie irá produzir oxigênio em escala experimental, de 6 a 10 gramas por hora. Cientistas já estão trabalhando em uma versão em “escala real”, que ocupará um espaço de um metro cúbico, pesará cerca de uma tonelada (mesmo peso do Perseverance) e produzirá de 2 a 3 kg de oxigênio por hora.

Marte será um planeta habitado por robôs

O Perseverance e o Curiosity não serão os únicos robôs explorando a superfície marciana. Em maio deste ano os chineses esperam pousar um rover ainda sem nome que é parte da Tianwen-1, sua primeira missão ao planeta.

A espaçonave já está em uma órbita elíptica de 400 km x 180.000 km, com inclinação de 10 graus, ao redor de Marte. Gradualmente, ela irá reduzir sua altitude, chegando a 265 km no ponto mais baixo. Para comparação, isso é pouco mais da metade da distância entre nosso planeta e a Estação Espacial Internacional.

Esta manobra irá permitir que a Tianwen-1 fotografe a região de Utopia Planitia, onde o rover irá pousar, com resolução de apenas 50 cm por pixel.

O local exato do pouso é segredo, mas as coordenadas 110.318 graus de longitude leste e 24.748 graus de latitude norte já foram encontradas, e depois removidas, em uma publicação chinesa.

Parte da região de Utopia Planitia, onde a Tianwen-1 tentará pousar seu rover. Imagem: NASA/JPL/University of Arizona

“O principal objetivo da missão é buscar e mapear a distribuição de água congelada na superfície e subsolo” de Marte, disse Long Xiao, cientista planetário na Universidade Chinesa de Geociência, em declaração ao site Space News.

Se os chineses tiverem sucesso no pouso, teremos na superfície marciana três rovers e uma sonda (InSight, que pousou em 2018). Na prática, pela primeira vez em nossa história, manteremos contato com um planeta “habitado”, ainda que totalmente por robôs construídos para satisfazer a insaciável curiosidade humana.

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Beber demais pode diminuir eficácia de vacinas contra Covid-19, aponta pesquisa

Kaique Lima

Olhar Digital

Uma pesquisa divulgada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Conselho Filipino para Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde nesta terça-feira (16) aponta que beber demais pode afetar a resposta do corpo e diminuir a eficácia das vacinas contra a covid-19 no indivíduo.

Segundo o Dr. Jaime Montoya, diretor executivo do departamento, este efeito pode ser observado até mesmo se a pessoa está há algum tempo sem beber em um período próximo ao que vai receber o imunizante, mas que tem o hábito de consumir bebidas alcoólicas com frequência e em grandes quantidades.

“Se você é um bebedor crônico ou um alcoólatra, já tem algum efeito no seu sistema imunológico”, afirmou o pesquisador. “Você está imunologicamente comprometido, por isso, seu corpo pode não responder 100% às vacinas, então temos que monitorá-lo de perto”, completou.

Além da diminuição do grau de eficácia, o consumo de álcool também pode tornar a duração da imunidade menor, o que pode fazer com que sejam necessárias doses de reforço após as duas primeiras.

E quando pode beber?

Como a pandemia foi um momento muito duro da história da humanidade e o isolamento social mexeu com a cabeça das pessoas, é normal querer extravasar depois de ser imunizado contra o Sars-Cov-2, porém, deve-se pensar bem antes de fazer isso. 

Ainda não existem estudos conclusivos sobre por quanto tempo é necessário ficar sem beber após tomar a vacina ou se existe a necessidade de não consumir álcool entre a primeira e a segunda dose do imunizante, não existindo nenhuma contraindicação. 

Porém, estudos conduzidos pela Universidade da Califórnia apontam que o consumo crônico de álcool reduz o número de células T pelo sistema imunológico. Essas células são fundamentais para a proteção contra infecções virais, porém, os testes foram conduzidos com pessoas consideradas alcoólatras, mas um novo estudo está sendo realizado com consumidores moderados. 

Fonte: CNN e Campo Grande News 

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Pesquisadores encontram criaturas estranhas abaixo de mais de 800 metros de gelo

Kaique Lima

Olhar Digital

Uma equipe de exploradores da Pesquisa Britânica na Antártica, comandada pelo geólogo James Smith, encontrou acidentalmente algumas criaturas estranhas em uma rocha localizada abaixo de uma plataforma flutuante com mais de 800 metros de gelo.

A descoberta foi feita por acaso, já que a equipe estava buscando sedimentos do fundo do mar para conseguir estudar a história daquela plataforma. Para chegar até a rocha, foram usadas 20 toneladas de neve derretida, que criaram 20.000 litros de água quente, em um processo que levou 20 horas, já que o gelo foi derretido centímetro a centímetro. 

As criaturas presentes na rocha são relativamente simples, mas é surpreendente que elas estejam ali, já que a pedra fica a mais de 257 km do local com luz solar mais próximo, que é a borda da plataforma, onde termina o gelo e começa o oceano aberto. Além de ser um local em que as fontes de alimentos não chegam com facilidade.

Imagens das criaturas capturadas com uma câmera GoPro
Imagens das criaturas capturadas com uma câmera GoPro. Imagem: Reprodução/Pesquisa Britânica na Antártica

Que criaturas são essas e o que comem?

Por estarem em um local muito profundo e de difícil acesso, os pesquisadores ainda não conseguiram coletar espécimes destas criaturas. Por conta disso, eles ainda não podem dizer com certeza o que elas são ou do que elas se alimentam. Apenas que elas estão presas à rocha e não são criaturas móveis.

O biólogo Huw Griffiths, que também faz parte da Pesquisa Britânica na Antártica, especula que sejam esponjas que se alimentam de “neve marinha“, que são partículas residuais de cadáveres de animais que descem até grandes profundidades. 

“Eles estão todos comendo a mesma fonte de alimento? Ou alguns deles estão obtendo nutrientes uns dos outros? Ou há mais animais móveis por aí fornecendo comida para esta comunidade?”, questiona Griffiths. Porém, essas e outras perguntas só poderão ser respondidas caso uma nova expedição seja feita até o local.

Porém, podemos estar ficando sem tempo para isso, já que plataformas de gelo como a que fica por cima da rocha estão ficando raras por conta das mudanças climáticas. “Há um potencial de que algumas dessas grandes plataformas de gelo no futuro possam entrar em colapso e podemos perder um ecossistema único”, lamenta Griffiths. 

Fonte: Wired 

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