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Estudo mostra que cérebro fica alerta para perigos mesmo durante o sono

Matheus Barros 

Olhar Digital

Não é nenhuma novidade que o cérebro humano permanece ativo enquanto dormimos. Porém, um estudo realizado pela Universidade de Salzburg, na Áustria, mostrou que além de estar ativo, o cérebro continua em alerta para possíveis perigos que estejam a nossa volta.  

A pesquisa acompanhou o sono de 17 voluntários e alguns deles ouviram um áudio de uma voz conhecida falando seus nomes, enquanto outros escutaram o áudio vindo de uma voz desconhecida. Foi possível concluir que o grupo que ouviu os desconhecidos tiveram mais respostas que os demais.  

Os voluntários expostos ao desconhecido tiveram mais mudanças na atividade cerebral enquanto escutavam o áudio do que os demais. O padrão de ondas cerebrais apresentado por estas pessoas funciona como “um mecanismo bastante inteligente que permite filtrar o que é relevante ou não e, quando for relevante, aciona uma cadeia de processos facilitando o processamento dessa informação sem precisar que você acorde e interrompa o sono”. 

Os pesquisadores explicaram que o estudo mostra que “o cérebro adormecido extrai informações sensoriais relevantes para processamento posterior”. “Nossos resultados colocam vozes desconhecidas como mais relevantes – ou em termos evolucionários potencialmente mais ameaçadoras – e, consequentemente, mais excitantes para quem dorme do que vozes familiares”, acrescentou.  

De acordo com o estudo, após repetir as vozes desconhecidas algumas vezes, o cérebro voltou a sua resposta comum. O que significa que ele reconheceu a voz e entendeu que ela não era uma ameaça após ser repetida, que mostra que o cérebro humano precisa de um tempo para se acostumar com um novo som, mesmo durante o sono. 

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Brasileira detecta 25 asteroides, um deles é raro e pode estar em direção a Terra

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

A estudante de medicina, Verena Paccola Menezes, de 22 anos, gosta de passar o seu tempo entre microscópios e telescópios. Enquanto o primeiro, a ajuda a se tornar uma neurocirurgiã, o telescópio mostrou a medicina espacial. Foi então que ela detectou 25 asteroides e um deles é classificado raro pela órbita diferenciada que pode estar na direção da Terra.

Ao longo de sua vida, o curso técnico de enfermagem foi feito no ensino médio, na Unicamp entre os anos de 2015 e 2017. Neste momento, teve contato com o ambiente hospitalar e depois, já formada, começou a fazer pesquisas na área de neurociência computacional para crianças do espectro autista no Hospital Albert Einstein (SP).

“A ciência sempre esteve presente na minha vida. Nem lembro quando comecei a me interessar. Brinco que já nasci cientista porque, para mim, fazer ciência e ser cientista é fazer perguntas, questionar o mundo e ir atrás das respostas por conta própria, sem se contentar com o superficial. Sempre vivi dessa forma. Sempre fui uma criança muito curiosa para descobrir o mundo”, contou a estudante de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

No ano de 2019, ela representou o Brasil na Assembleia da Juventude nas Nações Unidas (ONU) e também se mudou para o Canadá, onde iniciou graduação em neurociência. Além disso, Verena se encontrou em um novo hobby: astronomia.

“Gostei muito disso. Depois de capacitada, comecei a usar o software que eles usam para caçar asteroides. Eu recebia imagens tiradas por um telescópio do Havaí. Cada pacote de imagens feitas pelo telescópio era composto de quatro imagens tiradas com diferença de segundos. Eu pegava esse pacote de imagens e o jogava no software que as piscava seguidamente, em ordem. Como elas tinham diferença de tempo, dava para perceber se alguma coisa se movia no espaço”, descreveu.

Assim que Verena encontrava algo se movimentando, fazia a análise numérica do objeto para ver se ele se encaixava nos padrões de um asteroide. Se o resultado fosse positivo, ela gerava um relatório e encaminhava para o centro internacional que estuda isso em Harvard (EUA) e nesse processo, detectou 25 novos asteroides.

Na maioria das vezes, os asteroides do Sistema Solar estão localizados entre Marte e Júpiter, local chamado de Cinturão Principal. Um dos asteroides detectados por Verena seguia uma órbita diferente, o que aumenta as possibilidades de sua rota coincidir com a do planeta Terra.

“Agora a gente tem de ver para onde ele está indo, de forma a prever possíveis impactos com a Terra. Não sei se isso vai acontecer. A possibilidade existe, mas se a gente olhar para as dimensões do Universo, vemos que a probabilidade é muito pequena”, comentou. Inclusive, situação parecida a contada no filme ‘Não Olhe para o Cima’, na qual uma pesquisadora descobre um cometa com a rota em direção a Terra.

Fonte: Agência Brasil

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Foguete Falcon 9 da SpaceX vai atingir a Lua em março

Por Marcelo Zurita, editado por Rafael Rigues  

Olhar Digital

Às vezes, enquanto vasculham o céu procurando por cometas e asteroides, os astrônomos se deparam com objetos artificiais no espaço. E não estamos falando de naves alienígenas, e sim de artefatos produzidos pelo homem, como satélites, foguetes e outros objetos utilizados em nossas missões espaciais.

Alguns deles estão “perdidos” há muitos anos, como é o caso de um foguete Falcon 9 da SpaceX encontrado esta semana. Seria um procedimento bem corriqueiro: compilar as observações, identificar o objeto, sua órbita e compartilhar os dados com os demais observatórios. Só que, segundo os cálculos feitos pelos astrônomos, este foguete tem um destino diferente: ele vai atingir a Lua.

O foguete em questão é o segundo estágio do Falcon 9 lançado em 11 de fevereiro de 2015 pela SpaceX a partir do Centro Espacial John Kennedy, em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Ele levou o satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory) até o Ponto de Lagrange L1, que fica a 1,5 milhões de quilômetros de distância, na direção do Sol. O DSCOVR é um satélite do governo norte-americano para observação da Terra e do “clima” espacial.

Após cumprir sua missão, o foguete da SpaceX, com 14 metros e cerca de 4 toneladas, foi abandonado no espaço e permaneceu em órbita do Sol sem poder ser observado. Até que no início de 2022 ele foi encontrado pelas câmeras de um observatório, momentos antes de uma aproximação com a Lua em 5 de janeiro. De início, imaginou-se que se tratava de um asteroide, mas com novas observações realizadas nas noites seguintes, concluiu-se que era o segundo estágio do Falcon 9, identificado como NORAD 40391. 

Sempre que um objeto artificial é identificado durante as buscas por asteroides próximos à Terra, os dados dessas observações são enviados para o Projeto Pluto, que mantém e compartilha esses dados com outros observatórios para evitar que eles possam ser confundidos com asteroides novamente no futuro.

Nesta terça, 21 de janeiro, uma circular publicada pelo Projeto Pluto comunicou que no próximo dia 4 de março esse foguete deverá atingir a Lua. O impacto está previsto para ocorrer às 12:25:39 no Horário Universal (09:25:39 no Horário de Brasília). Segundo o Projeto o Pluto, que também publicou as coordenadas lunares onde o foguete deve ser “sepultado”, o impacto é certo, e a margem de erro desses cálculos é de apenas alguns segundos e alguns quilômetros.

Impacto inédito na história não será visível da Terra

Será a primeira vez que um pedaço de lixo espacial atinge acidentalmente nosso satélite natural. A Lua já havia sido atingida por um foguete antes: foi em 2009, durante a Missão LCROSS da NASA, que atirou um foguete e uma sonda espacial contra sua superfície para tentar comprovar a existência de água por lá.

Mas naquela ocasião, o impacto foi premeditado e monitorado pela sonda LRO em órbita da Lua. Agora, este impacto será completamente acidental, e ainda não se sabe se será possível monitorá-lo de alguma forma. 

Isso porque ele deve ocorrer no lado oculto da Lua, então, só não poderá ser observado aqui da Terra. Apenas as sondas orbitais LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), da NASA, e a Chandrayaan-2, da Índia, poderão registrar os efeitos desse impacto, mas só se estiverem sobrevoando o local no momento em que o foguete da SpaceX atingir a Lua.

O que podemos aprender com esse impacto?

De fato, podemos fazer algumas reflexões filosóficas sobre o quanto estamos poluindo nossa vizinhança cósmica e sobre a importância de desenvolvermos um descarte mais digno e seguro para nossos artefatos espaciais. Imagine se, ao invés de atingir a Lua, esse foguete atingisse um asteroide, desviando sua órbita perigosamente em direção à Terra.

Entretanto, sabendo que não existe risco algum nesse caso específico, podemos aproveitar esse impacto para estudar um pouco mais sobre nosso satélite natural. Certamente, se ele ocorresse no lado visível da Lua, ele poderia ser observado e estudado por centenas de telescópios aqui da Terra, inclusive por astrônomos amadores. 

Como não existe atmosfera na Lua (na verdade existe, mas ela é muito rarefeita), o foguete vai atingir diretamente sua superfície numa velocidade superior a 9 mil km/h, escavando e vaporizando instantaneamente alguns metros do solo lunar. Com os instrumentos certos, é possível estudar a composição química da superfície e subsuperfície da Lua. Mas para fazermos isso, seria necessário utilizar instrumentos espaciais que tenham visão para aquela área no lado oculto da Lua onde deve ocorrer o impacto.

Não existem muitas sondas capazes de fazer isso. Já citamos anteriormente a LRO e a Chandrayaan-2, mas como elas estão em órbitas lunares muito baixas, dependem de estarem passando sobre o local no momento do impacto, ou de algum ajuste em sua órbita, o que exige um gasto adicional de combustível que não sabemos se as agências americana e indiana estão dispostas a ter. 

Curiosamente, o próprio satélite DSCOVR, lançado pelo foguete que agora irá atingir a Lua, é outro que tem a possibilidade de registrar o impacto com seus instrumentos de precisão. No momento previsto para o impacto, a Lua estará próxima de sua fase Nova, o que significa que seu lado oculto estará voltado para o Sol e, consequentemente, para o DSCOVR. Mas, novamente, isso dependerá de uma manobra para mudar a orientação do satélite. O custo em combustível nesse caso não seria significativo, mas a manobra desviaria o DSCOVR de sua função primordial que é a de observar a Terra. 

Os astrônomos estão torcendo para podermos registrar este impacto de alguma forma, e assim, aprendermos um pouco mais sobre nosso satélite natural. Mas todas essas limitações diminuem muito as possibilidades. Dessa forma, provavelmente os únicos dados que teremos desse impacto serão os cálculos do Projeto Pluto e as fotos da cratera, tiradas pelas sondas em órbita da Lua, quando passarem pelo local onde o foguete Falcon 9 da SpaceX atingiu a superfície.

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Por que a Nasa está explorando as profundezas dos oceanos

Compreender o mundo submarino poderá ajudar a desvendar os mistérios do espaço sideral? Uma missão espacial da Nasa está nos levando às profundezas inexploradas do nosso próprio planeta.

Por BBC

Nossos oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra, e mais de 80% deles permanecem inexplorados. Costuma-se afirmar que sabemos mais sobre a superfície de Marte e da Lua que sobre o leito oceânico do nosso próprio planeta.

Nasa está em uma missão para mudar isso. A agência espacial norte-americana está explorando as profundezas oceânicas em busca de indicações de qual poderá ser a aparência dos oceanos em outros planetas, a fim de expandir os limites da ciência e da tecnologia em um dos ambientes mais extremos da Terra. É uma missão cheia de maravilhas, perigos e um risco de implosão que não pode ser menosprezado.

A esperança é que as descobertas subaquáticas da missão ajudem a desvendar alguns dos mistérios do espaço sideral, além de testar parte do equipamento e os experimentos necessários para missões em outros pontos do Sistema Solar.

As profundezas dos oceanos da Terra são surpreendentemente similares a algumas das condições que a Nasa espera encontrar em outros mundos do nosso Sistema Solar. Elas poderão até fornecer indicações sobre os lugares onde os cientistas deverão procurar vida alienígena.

As partes mais profundas dos oceanos da Terra são conhecidas como a zona hadal. Seu nome vem de Hades, o deus grego do submundo, e é um lugar hostil que faz jus à denominação. Ela consiste de fossas e canais profundos e se estende até 11 km abaixo da superfície dos oceanos do planeta. Ao todo, ela representa uma área de leito marítimo equivalente ao tamanho da Austrália — e poucos veículos conseguem sobreviver a um mergulho nesse abismo escuro.

É na zona hadal que os cientistas da Nasa, em parceria com o Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês) de Massachusetts, nos Estados Unidos, estão tentando explorar e sondar os limites da vida na Terra.

Até a linguagem empregada pelos cientistas para suas missões naquela região utiliza termos adotados pela exploração espacial. Nos últimos anos, biólogos marinhos enviaram diversos “módulos de aterrissagem” equipados com sensores e câmeras para “aterrissagens acidentadas” sobre o leito da zona hadal, onde eles fazem medições.

Mas os engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, estão construindo um novo veículo subaquático autônomo chamado Orpheus — o nome em inglês do herói da Grécia antiga que viajou para o submundo e voltou — para mapear as profundezas mais inacessíveis.

Utilizando tecnologia de navegação visual similar à da sonda Perseverance da Nasa em Marte, Orpheus possui câmeras altamente sensíveis para identificar formações rochosas, conchas e outras características do leito oceânico e elaborar mapas tridimensionais pontilhados com marcas do terreno — ou melhor, marcas do leito oceânico. Isso permite que o robô encontre seu caminho e reconheça lugares onde já esteve, mas deverá também ajudar a lançar novas luzes sobre a biodiversidade daquele ambiente hostil.

“Orpheus é um veículo que serve de portal”, afirma Tim Shank, biólogo das profundezas marinhas que está liderando o programa de exploração hadal do WHOI. “Se ele funcionar, não haverá lugar no oceano aonde não possamos ir.”

Não é a primeira vez que Shank tenta atingir as profundezas escuras da zona hadal. Em 2014, o veículo predecessor de Orpheus — Nereus — foi enviado para a Fossa de Kermadec, a nordeste da Nova Zelândia. Mas o veículo subaquático implodiu a cerca de 10 mil metros de profundidade, muito provavelmente devido à imensa pressão.

“Depois de 12 horas, nós o vimos emergir em pequenos pedaços”, relembra Shank, acrescentando que a perda de Nereus fez com que eles repensassem a forma de explorar as profundezas dos mares. Com o tamanho aproximado de um quadriciclo e pesando cerca de 250 kg, Orpheus foi projetado para ser muito mais leve, menor e mais barato que os veículos subaquáticos anteriores. E ele também deve ser mais ágil e capaz de entrar em fossas e respiradouros no leito oceânico que nunca haviam sido explorados antes.

Europa na Terra

Por muito tempo, os biólogos marinhos acreditaram que a vida na zona hadal era impossível — até que, quando os veículos submergíveis começaram a aventurar-se na região, na primeira metade do século 20, ficou evidente que a vida poderia suportar aquelas condições.

Mas ainda se acreditava na época que todos os organismos vivos fossem sustentados por uma cadeia alimentar abastecida, em última análise, pela fotossíntese. Plantas, algas e algumas bactérias marinhas nas águas da superfície convertem a energia do Sol em açúcares que são armazenados na sua matéria orgânica. Essa matéria é comida pelos herbívoros que, por sua vez, são comidos por animais carnívoros.

Os cientistas estavam convencidos de que os organismos do leito oceânico sobreviviam com matéria orgânica morta — carcaças de animais, fezes e a queda constante de outros detritos orgânicos, ou “neve marinha”, flutuando de cima para baixo. Mas se acreditava que não haveria alimento suficiente para sustentar muitas criaturas marinhas e que as áreas mais profundas fossem ainda escuras e frias demais para a vida.

Essa percepção das profundezas oceânicas se alteraria em 1977, quando uma equipe de pesquisa norte-americana lançou um veículo de operação remota a 2.440 metros de profundidade no Oceano Pacífico. O veículo foi enviado para fotografar os respiradouros hidrotérmicos, onde o calor da atividade vulcânica emerge do leito oceânico.

Para sua surpresa, os cientistas descobriram ecossistemas vibrantes em volta dos respiradouros, repletos de organismos marinhos, como o peixe-caracol transparente e anfípodes — crustáceos que se parecem com pulgas — que nunca haviam sido vistos antes.

“Com essa descoberta, nós [encontramos] uma forma inteiramente nova de vida na Terra”, afirma Shank. “Esses animais não precisam da luz solar direta… eles vivem das substâncias que saem do leito oceânico.”

Os cientistas estavam perplexos: como essas espécies conseguem sobreviver à pressão esmagadora da zona hadal? “A pressão [ali] é de cerca de 1 mil atmosferas”, explica Shank. “Ela é tão forte que as células individuais de um animal seriam arrancadas.”

Desde aquela primeira observação em 1977, os cientistas descobriram que os organismos que vivem nas profundezas adaptaram-se em nível celular para sobreviver naquela região, segundo Shank. As criaturas da zona hadal, como os crustáceos anfípodes e o peixe-caracol, possuem enzimas chamadas piezólitos (palavra derivada de “piezin”, ou pressão em grego), que impedem suas proteínas e membranas celulares de serem esmagadas sob pressão extremamente alta.

Os piezólitos combatem a pressão aumentando o espaço ocupado pelas proteínas no interior das células do organismo para compensar o peso da água à sua volta. “É como colocar estacas em uma tenda”, compara Shank.

Descobrir organismos que podem não apenas sobreviver, mas proliferar-se nesse ambiente repressivo levanta questões importantes para os biólogos que examinam além dos domínios do nosso planeta – como se eles poderão também ser encontrados nos oceanos de outros mundos.

Abaixo da superfície de gelo de uma das maiores luas de Júpiter — Europa — encontra-se um oceano de água salgada. Acredita-se que ele tenha 60 a 150 mil metros de profundidade e contenha duas vezes mais água que todos os oceanos da Terra juntos. A luz do Sol não penetra na espessa camada de gelo de Europa, repleta de fraturas e rachaduras. Abaixo da crosta de gelo, a pressão é comparável à da zona hadal da Terra.

“Aqui temos Europa na Terra”, afirma Shank. “Não vejo como podemos explorar Europa sem antes fazer o mesmo na Terra.”

Um robô capaz de explorar a zona hadal da Terra poderá fazer o mesmo em uma lua congelada a 628 milhões de quilômetros de distância.

“O leito oceânico é uma grande plataforma de teste para podermos desenvolver a tecnologia necessária para uma missão bem sucedida até o oceano desses mundos”, afirma Russell Smith, engenheiro do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa, que é parte da equipe responsável pela construção de Orpheus.

Mas um robô em operação no espaço sideral ou nas profundezas do oceano precisa ser totalmente autônomo. “O robô precisa ser capaz de tomar decisões”, afirma Smith, acrescentando que o objetivo é que Orpheus possa detectar e classificar DNA ambiental e substâncias da água, além de trazer amostras do leito oceânico.

Construir um robô para a zona hadal é um desafio incrível, segundo ele. Orpheus precisa suportar pressões intensas e temperaturas extremas. A água na zona hadal está pouco acima do ponto de congelamento, mas, nos respiradouros hidrotérmicos, as temperaturas podem atingir 370°C.

“Desenvolver um veículo que possa sobreviver é muito difícil”, afirma Smith. “Você precisa de paredes muito espessas para evitar que o circuito eletrônico seja molhado ou esmagado.”

Orpheus é parcialmente construído com espuma sintática, um material flutuante composto de esferas de vidro microscópicas embutidas em resina epóxi. A espuma usada em Orpheus vem de resíduos do material produzido para o veículo subaquático Deepsea Challenger, do diretor cinematográfico James Cameron, que desceu até o fundo da Fossa das Marianas, no oeste do Oceano Pacífico, em 2012.

Como é totalmente escuro nas profundezas do oceano, Orpheus é equipado com uma enorme lanterna. Se a luz ficar ligada todo o tempo, ela esgotará rapidamente a bateria do robô, que ficaria encalhado nas esmagadoras profundezas. Para economizar energia, Orpheus entrará em modo de baixo consumo quando não estiver recolhendo amostras ou imagens, segundo explica Smith.

Missão para a Lua

Em 2017, a Nasa lançou o projeto chamado Exploração Analógica Subaquática Sistemática de Ciências Biogeoquímicas (Subsea, na sigla em inglês), para reunir os campos da exploração espacial e oceânica. Até o momento, foram conduzidas duas missões com veículos operados com controle remoto para respiradouros hidrotérmicos no Oceano Pacífico.

Acredita-se que a atividade vulcânica em volta do monte submarino Lō’ihi, a cerca de 30 km do litoral do Havaí, e do Dorsal de Gorda, a 120 km da divisa entre os Estados da Califórnia e de Oregon no litoral norte-americano, seja similar à encontrada nos mundos oceânicos de Europa e da lua de Saturno Encélado.

“Todo o projeto foi baseado em descobrir áreas nas profundezas dos nossos oceanos que realmente tivessem natureza análoga ao que prevemos encontrar em lugares como Encélado”, afirma Darlene Lim, geobióloga da Nasa que lidera o programa Subsea e prepara os astronautas para a exploração da Lua e do espaço sideral.

Os cientistas usaram as missões Subsea para conseguir compreender melhor a química e a geologia desses respiradouros, bem como a vida em torno deles.

“Esses respiradouros são muito inócuos”, afirma Lim. “Você precisa examinar com muita atenção para perceber alterações da temperatura da água que sai da terra e interage com a água do mar, muito fria. Até mesmo essa ação isolada é muito importante para podermos prever como explorar alguns desses mundos oceânicos do nosso sistema solar.”

Poderão ainda passar décadas até podermos enviar robôs para Europa e Encélado, mas os cientistas da Nasa já estão aplicando nas missões espaciais o que aprenderam com a exploração das profundezas do oceano.

Em 2023, a Nasa enviará uma sonda robótica para procurar água congelada no polo sul da nossa Lua. Conhecida como Sonda de Exploração Polar para Investigar Substâncias Voláteis (Viper, na sigla em inglês), a missão estudará o gelo perto da cratera lunar Nobile, na esperança de que ele possa ser minerado para uso como combustível para foguetes ou água potável. Embora não opere embaixo d’água, uma sonda caminhando na Lua enfrentará muitos desafios técnicos idênticos.

“Estamos reunindo todo o aprendizado do Subsea e aplicando no Viper”, afirma Lim, que também é a cientista vice-líder do projeto Viper.

O objetivo do programa Subsea foi garantir que os cientistas atinjam seus objetivos de pesquisa em condições extremamente desafiadoras, do ponto de vista da tecnologia e de comunicações.

Do ponto de vista operacional, a exploração oceânica e a espacial também têm muitos pontos em comum. Nesses dois campos, robôs são enviados para explorar ambientes traiçoeiros que os seres humanos não conseguem alcançar, apoiados por equipes remotas de cientistas. Mas poderá também ser conveniente preparar astronautas para controlar equipamento robótico de uma base lunar no futuro.

Menos de 10 cientistas foram para o mar com a missão Subsea. Eles trabalharam com um grupo maior de colegas em terra. Para a missão Viper, uma equipe irá operar a sonda na Terra quase em tempo real e precisará analisar dados e tomar decisões com muita rapidez.

A comunicação eficiente é fundamental durante essas missões, afirma Zara Mirmalek, cientista social da Nasa que ajuda os cientistas a se prepararem para exploração em ambientes extremos. Ela trabalhou nos programas Subsea e Viper.

Para explorar as profundezas oceânicas, os cientistas precisam tomar decisões todo o tempo, dependendo das condições marítimas, do tempo e da salinidade. “Você sabe que terá menos tempo que o planejado”, explica Mirmalek. “É muito mais difícil trabalhar nas profundezas oceânicas porque as condições são um grande desafio para a tecnologia.”

Ela ressalta que, nas missões espaciais, as comunicações são extremamente limitadas. Como preparação para as condições do espaço sideral, Mirmalek restringiu os cientistas da missão Subsea para que se comunicassem entre si apenas uma vez por dia. “Não houve falhas — eles atingiram todos os seus objetivos de pesquisa”, segundo ela.

Já Darlene Lim afirma que “tudo aquilo que aprendemos trabalhando em conjunto com a comunidade oceanográfica foi muito valioso, realmente inestimável, para ajudar-nos a confiar nos processos que estamos adotando para projetar nossas operações científicas para o Viper”.

Mas, da mesma forma que nas missões para fora do planeta, a exploração do fundo dos oceanos também está permitindo à humanidade olhar para a Terra de outra maneira.

Nasa afirma que suas explorações oceanográficas geraram “milhares” de descobertas científicas, mas elas também estão fornecendo outras informações que poderão ser vitais se quisermos continuar vivendo em um mundo com oceanos saudáveis. Precisamos compreender nossos ambientes oceânicos se quisermos salvá-los, segundo Laura Lorenzoni, cientista do programa de biogeoquímica e biologia dos oceanos da direção de missões científicas da Nasa.

“Isso é fundamental para a vida na Terra e as medições constantes que a Nasa realizou — e continua a realizar — são fundamentais para garantir o uso sustentável dos nossos recursos oceânicos”, afirma ela.

Ou seja, a cada passo que damos rumo à exploração de outros mundos, aprendemos também um pouco mais sobre algumas das partes mais inexploradas do nosso próprio planeta azul.

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Golpe da compra confirmada: vendas pela internet são alvo de fraude de criminosos

Golpistas mandam e-mail falso para comprovar venda em site e usam serviços de entregas por aplicativo para buscar os produtos. Em novo episódio do quadro ‘É Golpe?’, saiba como se proteger.

Por Fantástico

Golpe da compra confirmada: vendas pela internet são alvo de fraude de criminosos

Você já ouviu falar do golpe do falso comprador? No novo episódio da série “É Golpe?”, o Fantástico faz um alerta contra mais esta armadilha perigosa para quem quer vender produtos pela internet.

O negócio começa em um site conhecido, mas os criminosos mandam um email falso para dizer que a compra foi feita e o pagamento efetuado. É mentira.

“Os fraudadores usam a mesma fonte, as mesmas cores, o logo da empresa, e geralmente o endereço também. O domínio é similar ao que seria utilizado. E isso acaba enganado a vítima”, destaca o delegado Alexandre Protopsaltis.

Para receber o produto, a estratégia dos criminosos é usar o serviço de entregas de aplicativos. O delegado explica que eles usam um perfil falso para fazer a solicitação, o que dificulta para que eles sejam rastreados.

O Fantástico conversou com representantes de sites de vendas e especialistas para entender como se proteger desse tipo de golpe. Veja as dicas:

  • Olhar se o dinheiro realmente caiu na sua conta e só aí você libera.
  • Não faça negociações por email.
  • Agir sempre dentro da plataforma. Os bandidos fazem questão de só conversar fora da plataforma de compra e venda por uma razão muito simples: o fraudador quer usar um aplicativo de mensagem onde ele não seja rastreado.
  • Nunca dê seus dados pessoais. Eles não são solicitados para fazer nenhuma transação.
  • Não existem parcerias com aplicativos de entrega via motoristas. Desconfie.

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Quanto de vitamina D tem no seu corpo? Brasileiro cria medidor que funciona com aplicativo

Gabriela Bulhões 

Olhar Digital

Com a pandemia da Covid-19, a maioria das pessoas precisou ficar em casa e garantir a sua segurança em relação ao vírus. O fato trouxe à tona uma discussão antiga sobre a importância da vitamina D no nosso organismo, já que a humanidade passou a ficar menos exposto ao raios solares. A falta de Sol afeta o funcionamento do sistema imunológico e também o humor.

Agora, uma tecnologia patenteada por um pesquisador brasileiro proporciona chances de reduzir a necessidade de tomar remédio para nivelar a vitamina D no corpo. O professor Petrus Santa Cruz, doutor do departamento de química fundamental da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), criou um dispositivo capaz de medir o nível da vitamina no corpo a partir da coleta de dados de exposição ao Sol da pessoa em um aplicativo para celular.

Essa ideia surgiu há 20 anos, quando Petrus desenvolveu em laboratório um nanodosímetro molecular, que é um dosímetro usado para medir a exposição de um indivíduo à radiação. A novidade é que ele aperfeiçoou a sua criação que conta com uma impressora tipo “jato de tinta” que consegue produzir uma molécula em formato de fita que guarda na memória o quanto de radiação ultravioleta solar a pessoa recebeu.

Depois de anos em análise pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual), o órgão patenteou o equipamento chamado: “Dosímetro Imprimível para Radiação Ultravioleta”. Com isso, o pesquisador acredita que, no futuro pós-pandemia, isso também deve ajudar as pessoas a controlar sua produção cutânea de vitamina D: “A pandemia da covid-19 nos obrigou ao confinamento, o que reduziu nossa exposição ao Sol. Depois, vamos precisar corrigir essa deficiência de vitamina D.”

Ele explicou que a fita com a parte ativa do nanodosímetro pode ser usada na camiseta e a partir daí, começa a coletar dados de exposição à radiação ultravioleta solar. Através de um aplicativo no celular é possível converter essa dose na quantidade acumulada de vitamina D produzida em um determinado período.

“Nesta etapa estamos trabalhando com mais de um tipo de opção de uso. A princípio as fitas podem ser fixadas na roupa e o tempo de saturação dependerá da dose recebida no período, tipicamente uma ou duas semanas, mas esses detalhes ainda podem mudar”, esclareceu Santa Cruz.

Já para fazer o cálculo, o software considera os dados registrados anteriormente como: o tipo de pele da pessoa, idade, sexo e o tipo de roupa que está usando: “O indivíduo pode então comparar a dose de vitamina D produzida pela sua exposição ao Sol no período e comparar com a dose prescrita pelo médico”. Além disso, essa tecnologia também serve para evitar exposições excessivas ao Sol, auxiliando a evitar o risco de câncer de pele.

Fonte: UOL

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Telescópio espacial de caça a raios gama da Nasa entra em modo de segurança

Flavia Correia  

Olhar Digital

Na terça-feira (18), o Observatório Neil Gehrels Swift, da Nasa, um telescópio espacial de caça a raios gama, interrompeu temporariamente suas observações científicas, entrando em modo de segurança. De acordo com a agência, a manobra foi necessária em resposta a uma falha na roda de reação, que a equipe da missão continua a investigar.

Uma representação artística da nave espacial Swift com uma explosão de raios gama ao fundo. Imagem: Spectrum Astro – NASA

Originalmente chamado de Swift Gamma-Ray Burst Explorer (tendo sido renomeado para homenagear seu principal investigador, o cientista Neil Gehrels, que morreu em 2003), o observatório usa um total de seis rodas de reação para se dirigir de forma autônoma na direção de possíveis rajadas de raios gama (GRBs). 

Nasa diz que esta é a primeira falha do observatório em 17 anos

Quando o telescópio detectou o problema, desligou de forma autônoma a roda problemática. Segundo a Nasa, esta é a primeira falha de roda de reação nos 17 anos de operação do equipamento no espaço.

Enquanto os membros da equipe continuam trabalhando na tentativa de identificar o que pode ter causado a falha, eles divulgaram que esperam que os instrumentos científicos voltem a operar com apenas cinco rodas.

Swift foi lançado ao espaço em 2004, decolando em uma missão para estudar os raios gama, explosões incrivelmente energéticas em galáxias distantes. De acordo com a agência espacial norte-americana, as rajadas de curta duração são a forma mais energética de luz e podem durar de meros milissegundos a horas, em qualquer lugar.

Para os astrônomos, os raios gama podem se originar de explosões de supernovas ou de colisões entre estrelas de nêutrons, os densos remanescentes de supernovas. Swift foi enviado para observar e estudar esses fenômenos brilhantes, que os cientistas continuam trabalhando para entender.

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Tempestade força NASA a adiar voo do Ingenuity em Marte

Rafael Arbulu 

Olhar Digital

O mini helicóptero Ingenuity deve voar novamente apenas no próximo domingo (23), depois de um adiamento de 18 dias do plano original graças a uma tempestade que levantou muitas partículas na atmosfera de Marte, segundo comunicado da NASA.

De acordo com a agência espacial americana, o veículo voador de pequeno porte deveria ter alçado novo voo em 5/1, mas algumas horas após a virada do ano, a tempestade mencionada levou partículas demais à atmosfera, efetivamente bloqueando a luz do Sol de chegar com intensidade à superfície do planeta vermelho.

Em leitura feita por instrumentos de análise de sonda na atmosfera, NASA viu que a posição do Ingenuity (círculo branco) estava ofuscada por partículas de tempestade ocorrida em Marte (Imagem: NASA/Divulgação)
Em leitura feita por instrumentos de análise de sonda na atmosfera, NASA viu que a posição do Ingenuity (círculo branco) estava ofuscada por partículas de tempestade ocorrida em Marte (Imagem: NASA/Divulgação)

O problema é que tanto o Ingenuity como o rover Perseverance, a quem ele acompanha, são carregados por painéis solares que os mantêm funcionando ao armazenar energia vinda da nossa estrela. Sem ela, ou mesmo “menos” dela, os veículos deixariam de trabalhar.

E esse não é o único percalço: “a poeira atmosférica é aquecida pela luz do Sol e esquenta a atmosfera, resultando em uma redução na densidade do ar já pouco denso pelo qual o Ingenuity deve voar”, disseram Jonathan Bapst e Michael Mischna, da equipe meteorológica da NASA para a exploração de Marte.

O efeito de densidade reduzida, contudo, permaneceu mesmo após o “grosso” da tempestade ter passado. Bapst e Mischna dizem que instrumentos de análise indicaram uma redução de 7% em relação aos níveis que antecederam o fenômeno meteorológico. “Essa redução colocou a densidade média abaixo do limite mínimo de voo seguro, e traria riscos desnecessários ao veículo”.

Agora que os efeitos já voltaram ao normal, a NASA marcou o próximo domingo para conduzir o voo, que deve ter duração de 100 segundos e vai tirar o Ingenuity da região montanhosa conhecida como “Bacia Séítah Sul”.

Contudo, é bem provável que a situação venha a se repetir no futuro próximo: segundo a NASA, o outono marciano está chegando, e isso marca o início do que a agência chama de “temporada de poeira”, perdurando por todo o período até o inverno. Foi nessa época, por exemplo, que o clima de Marte efetivamente “matou” o rover Opportunity, em 2018 – uma tempestade de proporções planetárias forçou o veículo a entrar em modo de hibernação. Após a passagem, a NASA tentou reativá-lo, mas uma provável falha catastrófica do sistema fez com que ele não respondesse a um ano de tentativas de sinalização da agência.

“Futuros eventos dentro da temporada de poeira são esperados [pela equipe] e têm potencial para se tornarem tempestades de escala global, tais quais as observadas em 2018, 2007 e 2001”, diz trecho do comunicado. “Nós continuaremos diligentes em nossos esforços para, de forma segura, continuarmos a voar com o Ingenuity no futuro próximo”.

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Brasileiros testam espécie de bafômetro capaz de detectar casos de câncer

Pesquisadores vão acompanhar por seis meses 300 pacientes sem câncer e com câncer de estômago. O equipamento foi desenvolvido pelo instituto de tecnologia de Israel.

Por Jornal Nacional

Médicos de São Paulo estão testando um equipamento capaz de identificar um dos tipos mais frequentes de câncer.

O aparelho utilizado para o diagnóstico parece com um bafômetro. O paciente enche o pulmão e dá um sopro. Pela respiração, o aparelho detecta tumores malignos no estômago, até mesmo as lesões iniciais.

“Ele já ficou verde, quer dizer que está tudo bem, que a coleta foi concluída, está bom?”, diz uma enfermeira a um paciente mostrando o monitor do aparelho durante um exame.

Depois de fazer uma endoscopia, o advogado Egberto Hernandes Blanco descobriu um câncer no estômago ainda em estágio inicial. Agora é um dos voluntários.

“Na hora que me perguntaram, eu concordei. Eu acho que é extremamente importante”, conta Egberto.

O equipamento foi desenvolvido pelo instituto de tecnologia de Israel. No Brasil quem participa da pesquisa é o Hospital AC Camargo, em São Paulo, uma das referências no tratamento de câncer no país.

O aparelho analisa uma espécie de rastro químico deixado pelas nossas células no estômago. Elas liberam moléculas que soltam líquidos e gases, chamados de compostos orgânicos voláteis. Comparadas com as células saudáveis, as cancerosas liberam compostos diferentes que são identificados pelo aparelho.

Os pesquisadores vão acompanhar por seis meses pacientes sem câncer e com câncer de estômago, num total de 300.

“O objetivo é trazer a tecnologia mais perto da população oncológica, hoje, a população que tem câncer, e que precisa de um diagnóstico rápido, preciso e de baixo custo”, afirma Emmanuel Dias Neto, coordenador da pesquisa do Hospital AC Camargo.

Segundo os cientistas, o aparelho tem precisão de cerca de 90% na detecção de tumores de câncer de estômago. E essa descoberta quando feita precocemente faz toda a diferença no tratamento e nas chances de sobrevida do paciente.

Atualmente, no Brasil, o câncer de estômago é o terceiro tipo mais frequente em homens e o quinto entre mulheres. A cada ano cerca de 625 mil casos da doença são descobertos no país.

“A maioria desses tumores são detectados numa forma mais avançada já. Cerca de 80% dos casos acontecem em tumores mais avançados. Tudo o que puder trazer o diagnóstico para uma forma menos avançada do tumor, como por exemplo nessa pesquisa, deve ser investigado e deve ser levado à frente”, relata Felipe Coimbra, cirurgião oncológico.

A próxima etapa do estudo é ainda mais animadora.

“A gente espera expandir para outros tipos de tumores, e com isso definitivamente mudar a história dessa doença que é tão difícil”, acrescenta Emmanuel Dias Neto.

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‘Relógio do apocalipse’ permanece a 100 segundos da meia-noite

Também chamado de “relógio do fim do mundo”, ele simboliza a iminência de um cataclismo planetário e foi criado em 1947. Prazo atual iguala recorde batido em 2020.

Por g1

Os ponteiros do chamado “relógio do apocalipse”, que simboliza a iminência de um cataclismo planetário, foram mantidos nesta quinta-feira (20) a 100 segundos da badalada final, sem observar qualquer melhora desde o recorde estabelecido em 2020, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Também chamado de relógio do fim do mundo, o indicador metafórico foi criado em 1947 devido ao crescente perigo nuclear e ao aumento das tensões entre Estados Unidos e União Soviética. O relógio é uma iniciativa do Boletim dos Cientistas Atômicos (BPA, na sigla em inglês).

Não se trata de um objeto em si, mas de uma ilustração simbólica. Os ponteiros do relógio não se movem por meio de uma medida científica, mas de acordo com o parecer dos integrantes do conselho de ciência e segurança do BPA, que se reúne duas vezes por ano para determinar o quanto falta para meia-noite.

Nesta recente atualização dos ponteiros, sem mudança em relação ao recorde de 2020, foram considerados os riscos representados pela proliferação nuclear, pela mudança climática e pela pandemia.

De acordo com a France Presse, o BPA apontou que os riscos foram exacerbados neste ano por “um ecossistema de informação disfuncional que prejudica a tomada de decisões racional”.

“Estamos presos em um momento perigoso, que não traz nem estabilidade nem segurança”, disse a acadêmica Sharon Squassoni, uma das editoras do Boletim de Cientistas Atômicos.

Covid entre itens considerados

Desde então, os membros dessa organização com sede em Chicago ampliaram os critérios para incluir, este ano, “a Covid-19, a proliferação nuclear, a crise climática, as campanhas estatais de desinformação e as tecnologias disruptivas”.

“O relógio do fim do mundo continua flutuando sobre nossas cabeças, nos lembrando do trabalho necessário para garantir um planeta mais seguro e saudável”, disse a presidente da organização, Rachel Bronson.

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