Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Brasil caminha para o tecno-autoritarismo, alerta MIT

Decreto do governo autorizaria a coleta quase sem limites dos dados biométricos dos cidadãos; pandemia de Covid-19 estaria acelerando o processo de vigilância

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Brasil está caminhando para o tecno-autoritarismo, segundo reportagem da revista de tecnologia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), Technology Review. Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, em outubro de 2019, obriga os órgãos federais a compartilhar os dados de registros de cidadãos brasileiros em uma única base de dados, o Cadastro Base do Cidadão.V

O país, que sempre vinha adotando medidas democráticas, no que diz respeito a governança na internet, como a criação do Comitê Gestor da Internet, em 1995, que definia os princípios básicos da governança na rede, e o Marco Civil da Internet – lei que visa estabelecer princípios, garantias, direitos e deveres para o usuário da internet -, em 2014, começou a adotar um caminho considerado cada vez mais autoritário.

Segundo o governo, ao criar o Cadastro, as barreiras para a troca de informações são reduzidas, o que aumentaria a qualidade e a consistência dos dados obtidos. Isso poderia melhorar os serviços públicos e diminuir a possibilidade de fraude eleitoral, afirma o governo. Em um país de dimensões continentais, esse sistema poderia acelerar a entrega dos benefícios à população e tornar as políticas públicas mais eficientes.

Entretanto, os críticos do presidente alertam para o risco dessa concentração de dados diante da possibilidade de perda da liberdade individual. Além disso, a pandemia de Covid-19 estaria acelerando esse processo de vigilância, utilizando a crise como justificativa para capturar os dados das pessoas.

O Cadastro pode ter nascido com boas intenções, afirma Ronaldo Lemos, advogado do ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade). Segundo ele, de fato a pandemia revelou a necessidade de se criar algum tipo de sistema de identidade digital nacional. Porém, ele alerta que essa centralização é preocupante. Há algum tempo, ele defende um modelo onde não haja nenhuma agência governamental com todos os dados concentrados em um único local.

O modelo proposto é utilizado pelo governo da Estônia. Lá, os estonianos precisam dar permissão para que uma agência acesse os dados que outra agência mantém, podendo, assim, rastrear quem está olhando os seus dados.

Risco à segurança

Com o decreto, qualquer órgão federal poderia começar a coletar os dados de terceiros. De acordo com o The Intercept, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) solicitou ao SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados) o registro de 76 milhões de brasileiros.

A quantidade de informações que o decreto autoriza é bastante ampla. Além de nome, estado civil e emprego, o Cadastro poderá incluir todo tipo de dados biométricos, tais como rosto, voz, íris, escaneamento de retina e digitais. Também não há limites sobre como esses dados poderão ser compartilhados e a lista ainda inclui sequenciamento genético. Para Ronaldo Lemos, a ideia é identificar as pessoas facilmente, sem que elas saibam como.

Além de todo o risco à liberdade civil e particular das pessoas, centralizar todos esses dados é um enorme risco à segurança. Um vazamento poderia expor os cidadãos a toda sorte de roubo de identidades, fraudes ou coisa ainda pior.

O Cadastro, vale lembrar, será regulado pelo Comitê Central de Governança de Dados. O órgão decidirá que dados poderão ou não ser adquiridos e se pronunciará sobre quaisquer controvérsias existentes. Entretanto, isso vai ao encontro do que diz o Comitê Diretor da Internet criado em 1995, pois não há no Comitê cidadãos, nem comunidade técnica ou qualquer pessoa da sociedade civil participando.

Ainda não está claro, também, como esse banco de dados será compatível com a nova lei de proteção de dados. Há contradições entre a lei e o decreto. Os dados biométricos, por exemplo, são considerados confidenciais de acordo com a lei, mas o decreto afirma que eles se enquadram em uma categoria de menor proteção.

A própria Lei de Proteção de Dados ainda é uma incógnita. Ela, que deveria entrar em vigor em agosto, já teve suas proteções atenuadas tanto por Bolsonaro, quanto por Michel Temer. Em abril desse ano, o governo tentou atrasar a implementação da lei para 2021.

Medo justificado

Em função da pandemia, o Governador de São Paulo, João Dória, lançou um projeto em abril utilizando dados de telefones para rastrear as pessoas que não estivessem respeitando as medidas de isolamento. Apesar do presidente ter agido contra essa medida, apenas uma semana depois determinou que as operadoras de telefonia entregassem os dados de 226 milhões de pessoas ao IBGE. A medida foi considerada inconstitucional e acabou derrubada pelo STF.

As deficiências tecnológicas, principalmente as de reconhecimento facial, são amplamente conhecidas. A maior parte dos programas foram desenvolvidos em países, cuja maioria das pessoas é branca, fato que causa deficiência e apresenta erros de identificação em outras pessoas, o que representa um problema potencialmente grande para o Brasil, que possui mais da metade da população negra ou parda.

A América Latina é uma região que, infelizmente, sempre flertou com governos autoritários e ditatoriais, e a lembrança dessas políticas são, ainda, muito recentes. Apenas a ideia de que seus dados podem ser controlados pelos governos é suficiente para deixar qualquer cidadão bastante preocupado.

Fonte: MIT Technology Review

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Como um clique errado expôs dados de 18 mil pacientes de Covid-19

Falha no Reino Unido permitiu que informações de todas as pessoas diagnosticadas com o coronavírus entre fevereiro e agosto se tornassem públicas

Renato Santino 

Olhar Digital

Um dos tipos de dados que mais precisa ser protegido são as informações médicas. No entanto, o Reino Unido viu um exemplo do que não se fazer com registros de saúde de pacientes de Covid-19. Graças ao que foi descrito como um erro humano, informações de 18 mil pessoas vazaram e ficaram publicamente acessíveis por cerca de 20 horas.

O problema aconteceu no dia 30 de agosto graças a uma falha da Public Health Wales, agência de saúde do País de Gales, permitindo que as informações fossem visualizadas 56 vezes antes de os dados serem tornados privados novamente, como informa a BBC.

A agência confirmou a falha nesta semana, informando que o banco de dados incluía informações de todos os diagnosticados com Covid-19 durante o período de 27 de fevereiro a 30 de agosto. Felizmente, no entanto, os dados não permitiam a identificação completa dos indivíduos, incluindo apenas data de nascimento, região de residência e iniciais do nome. Para um grupo de 1.928 pessoas, que vivem em asilos e casas de repouso, havia o nome específico dessas instituições.

As informações não deveriam ser publicamente acessíveis. A agência explicou que os dados deveriam ser publicados apenas internamente, no painel da plataforma Tableau utilizada pela organização. No entanto, um funcionário clicou no lugar errado, e fez com que os dados se tornassem públicos. Desde então, os painéis público e privado foram separados para garantir que isso não se repita.

“Levamos nossas obrigações em proteger os dados das pessoas extremamente a sério e eu lamento termos falhado nesta ocasião. Gostaria de reassegurar ao público que temos políticas e processos muito claros sobre proteção de dados”, afirmou Tracey Cooper, diretor executivo da Public Health Wales.

A agência ainda informou que está analisando os motivos de os dados não estarem totalmente anonimizado, mas diante do baixo risco do vazamento e pelo pouco tempo de exposição, os afetados não serão diretamente contatados para alertar sobre a brecha.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Por que a Microsoft deixou 855 computadores no fundo do oceano por dois anos

Empresa quis testar viabilidade de cilindro à prova d’água com 855 servidores alimentado apenas por energia eólica e solar.

Por BBC

Experimento pouco comum da Microsoft chegou ao fim agora — Foto: Divulgação/Microsoft

Experimento pouco comum da Microsoft chegou ao fim agora — Foto: Divulgação/Microsoft

Dois anos atrás, a Microsoft colocou um centro de dados no fundo do mar na costa de Orkney, um arquipélago no norte da Escócia, em um experimento radical.

Esse centro de dados agora foi recuperado do fundo do oceano, e os pesquisadores da Microsoft estão avaliando agora como tem sido seu desempenho durante esse tempo e o que podem aprender com ele sobre eficiência energética.

A primeira conclusão deles é que o cilindro forrado de servidores teve uma taxa de falha menor do que um centro de dados convencional.

Quando o contêiner foi retirado do fundo do mar, a cerca de 800 metros da costa, após ser colocado lá em maio de 2018, apenas oito dos 855 servidores a bordo falharam.

Isso é um bom índice quando comparado com um centro de dados convencional.

“Nossa taxa de falhas dentro da água foi um oitavo do que temos em terra”, disse Ben Cutler, que liderou o que a Microsoft chama de Projeto Natick.

A equipe levantou a hipótese de que o desempenho melhor pode estar ligada ao fato de que não havia humanos a bordo e que nitrogênio, em vez de oxigênio, foi bombeado para a cápsula.

O tubo selado do centro de dados é retirado da água em Orkney — Foto: Divulgação/Microsoft

O tubo selado do centro de dados é retirado da água em Orkney — Foto: Divulgação/Microsoft

“Achamos que tem a ver com essa atmosfera de nitrogênio que reduz a corrosão e é fria, e sem as pessoas mexendo em tudo”, diz Cutler.

Orkney foi escolhida para o teste pela Microsoft em parte porque era um centro de pesquisa de energia renovável em um lugar de clima temperado — um pouco frio até. A hipótese central é de que o custo do resfriamento dos computadores é menor quando estão debaixo d’água.

O cilindro branco emergiu das águas frias com uma camada de algas, cracas e anêmonas após um dia de operação de retirada.

Porém, por dentro, o centro de dados estava funcionando bem — e agora está sendo examinado de perto pelos pesquisadores.

Na medida em que mais e mais dados nossos são armazenados em “nuvem” hoje em dia, existe uma preocupação crescente com o vasto consumo de energia por centros de dados.

Mais ecológico

O Projeto Natick tratava em parte de descobrir se os clusters de pequenos centros de dados subaquáticos para uso de curto prazo poderiam ser uma proposta comercial, mas também uma tentativa de aprender lições mais amplas sobre eficiência energética na computação em nuvem.

Toda a eletricidade de Orkney vem de energia eólica e solar, mas não houve problemas em manter o centro de dados subaquático alimentado com energia.

“Conseguimos funcionar muito bem em uma rede que a maioria dos centros de dados baseados em terra considera não confiável”, disse Spencer Fowers, um dos membros da equipe técnica do Projeto Natick.

“Estamos com esperança de poder olhar para nossas descobertas e dizermos que talvez não precisemos ter tanta infraestrutura focada em energia e confiabilidade.”

Os centros de dados subaquáticos podem parecer uma ideia estranha. Mas David Ross, que é consultor do setor há muitos anos, diz que o projeto tem um grande potencial.

Ele acredita que eles podem ser uma opção atraente para organizações que enfrentarem um desastre natural ou um ataque terrorista: “Você poderia efetivamente mover algo para um local mais seguro sem ter todos os enormes custos de infraestrutura de construir um edifício. É flexível e econômico.”

A Microsoft é cautelosa ao dizer quando um centro de dados subaquático poderá ser um produto comercial, mas está confiante que a ideia tem valor.

“Achamos que já passamos do ponto de experimento científico”, diz Ben Cutler. “Agora é simplesmente uma questão de o que queremos projetar — seria algo pequeno ou grande?”

O experimento em Orkney terminou. Mas a esperança é que ele ajude a encontrar uma forma mais ecológica de armazenamento de dados tanto em terra quanto debaixo d’água.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Espermatozoide mais antigo é revelado por paleontólogos: ‘gigante’ e com 100 milhões de anos

Célula reprodutiva foi encontrada em crustáceo no atual território de Mianmar, segundo publicação no periódico Proceedings of the Royal Society B.

Por BBC

Ilustração da reprodução dos ostracodes; após acasalamento, fêmea ficou presa em gota de âmbar, guardando o espermatozoide que foi revelado cerca de 100 milhões de anos depois — Foto: Divulgação/Dinghua Yang

Ilustração da reprodução dos ostracodes; após acasalamento, fêmea ficou presa em gota de âmbar, guardando o espermatozoide que foi revelado cerca de 100 milhões de anos depois — Foto: Divulgação/Dinghua Yang

Dentro da conchinha de um crustáceo cujo fóssil ficou escondido por 100 milhões de anos em um âmbar no território de Mianmar, paleontólogos encontraram o que, segundo eles, seriam os espermatozoides animais mais antigos de que se tem notícia.

Além de serem do período Cretáceo, as células reprodutivas masculinas encontradas se destacam por seu tamanho “gigante” em comparação com as de outras espécies — como os próprios seres humanos —, trazendo novas informações sobre diferentes estratégias de reprodução animal.

Os espermatozoides foram encontrados dentro do fóssil de um ostracode (classe de crustáceos) fêmea, que possivelmente acasalou antes de ser capturada pela resina de uma árvore (que forma o âmbar). O fóssil estava muito bem preservado, então foi possível, com a ajuda de raio-X 3D, reconstruir a anatomia do seu sistema reprodutivo. Os espermatozoides estavam armazenados em receptáculos, prontos para serem liberados quando os óvulos da fêmea amadurecessem.

A partir deste ostracode, a equipe internacional revelou também uma nova espécie, denominada Myanmarcypris hui.

As descobertas foram publicadas nesta quarta-feira (16/9) em artigo no periódico Proceedings of the Royal Society B.

Os ostracodes existem há pelo menos 500 milhões de anos, e milhares de espécies vivas hoje já foram descritas. Eles costumam ser encontrados nos oceanos, em lagos e rios.

Durante o Cretáceo e no território do que é hoje Mianmar, os ostracodes provavelmente viviam na costa e também na água doce, rodeados por florestas cujas árvores produziam grandes quantidades de resina. A nova espécie descrita foi um dos muitos organismos envoltos — e preservados — por gotas desta substância pegajosa.

Tanto que a província de Kachin tem revelado um impressionante conjunto de fósseis, incluindo sapos, cobras e um ser que cientistas ainda estão tentando concluir se era um dinossauro ou um lagarto. Nos últimos cinco anos, diversas novas espécies foram reveladas a partir de achados feitos ali.

A província de Kachin, no norte de Mianmar, tem sido o local de descoberta de várias espécies nos últimos cinco anos — Foto: G1

A província de Kachin, no norte de Mianmar, tem sido o local de descoberta de várias espécies nos últimos cinco anos — Foto: G1

Aposta em espermatozoides gigantes

Segundo os paleontólogos, a descoberta sobre a intimidade da fêmea de Myanmarcypris hui contribui para o entendimento da evolução de espécies ao longo de centenas de milhões de anos, e também para o conhecimento de diferentes “apostas” reprodutivas.

Os machos da maioria das espécies animais, incluindo a humana, produzem um grande número de espermatozoides muito pequenos. Alguns pouco animais, como as moscas de frutas e, claro, os ostracodes, evoluíram com uma estratégia diferente: produzem um número relativamente pequeno de espermatozoides “gigantes”, cujas caudas móveis podem ser mais longas que o próprio animal.

Os espermatozoides encontrados em Mianmar mediam até 4,6 vezes o corpo do macho.

“Seria o equivalente a cerca de 7,3 metros em um corpo humano de 1,7 m, isso requer muita energia para sua produção”, disse a geobióloga Renate Matzke-Karasz, da Universidade de Munique Ludwig-Maximilians, na Alemanha, à agência AFP.

“A complexidade do sistema reprodutivo encontrada nessas amostras levanta a pergunta se o investimento em espermatozoides gigantes é uma estratégia evolutiva consistente”, explicou ela.

“Para provar que espermatozoides gigantes não são um capricho extravagante da evolução, mas sim uma estratégia viável que pode conferir uma vantagem (evolutiva) duradoura, fazendo com que espécies sobrevivam por um longo tempo, devemos definir quando esse modo de reprodução apareceu pela primeira vez.”

Exemplares de espermatozoides fossilizados são extremamente raros — até então, o mais antigo era de uma espécie de verme de 50 milhões de anos. Para os ostracodes, o espermatozoide mais antigo tinha 17 milhões de anos.

A nova descoberta em Mianmar multiplica por ao menos duas vezes essa linha do tempo, o que indica que a estratégia reprodutiva pode ter sido realmente bem sucedida por milhões de anos.

“Esse é um registro bastante impressionante para uma característica que requer um investimento considerável de machos e fêmeas da espécie. Do ponto de vista evolutivo, a reprodução sexuada com espermatozoides gigantes deve, portanto, ser uma estratégia totalmente vantajosa”, afirma Matzke-Karasz.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Estudo brasileiro aponta que coronavírus é capaz de invadir o cérebro

Infecção causada pela doença pode ser potencialmente fatal

Luiz Nogueira 

Olhar Digital

Um novo estudo brasileiro publicado em servidores de pré-impressão na segunda-feira (14) – e assinado por pesquisadores da UFRJ, Fiocruz e Instituto D’or – indica que o novo coronavírus pode, além de invadir os pulmões, chegar ao cérebro e causar uma infecção potencialmente letal.

Na semana passada, uma pesquisa semelhante foi publicada por cientistas da Universidade de Yale e conta com conclusões parecidas às apresentadas pelo trabalho brasileiro. Os estudos concordam que o principal alvo da doença é, obviamente, os pulmões. No entanto, há indícios de que metade dos pacientes apresentam algum tipo de sintoma neurológico. Registros indicam confusão mental, delírio, maior risco de AVC e anosmia – a conhecida ausência de olfato.

De acordo com Stevens Rehen, neurocientista da UFRJ e do Instituto D’or – e principal autor do estudo do Brasil -, a conclusão foi obtida a partir do laudo da necropsia de uma criança com pouco mais de um ano que morreu de Covid-19. “Essa é a primeira evidência que temos da presença do vírus dentro do cérebro. Os estragos são óbvios, há uma clara destruição dos tecidos”, disse o especialista.

Com base em observações in vitro, uma segunda etapa do estudo não conseguiu identificar a replicação do vírus diretamente no cérebro. No entanto, os pesquisadores descobriram uma clara ligação do Sars-Cov-2 com a barreira hematoencefálica, que normalmente protege o cérebro contra agentes infecciosos.

Estudo de Yale

Apesar de ainda não contar com revisão por pares, a pesquisa publicada pela Universidade de Yale possui algumas observações diferentes em alguns pontos. De acordo com os especialistas, ao contrário do que foi descrito no estudo brasileiro, há a replicação do vírus diretamente nas células cerebrais.

Para chegar a essa conclusão, a equipe, liderada pela imunologista Akiko Iwasaki, estudou partes do tecido cerebral de um adulto vítima da Covid-19, um camundongo com a doença e alguns organoides (células do cérebro cultivadas em ambiente laboratorial).

As descobertas do grupo corroboram o que foi apontado pelo brasileiro Alysson Muotri, neurocientista da Universidade da Califórnia. Em uma declaração recente, o médico, que também trabalha com criações in vitro, afirma que, poucos dias depois da infecção, “constatamos uma redução drástica no número de sinapses”. Ainda segundo ele, “não sabemos se isso é reversível ou não”.

Via: Estadão

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Máscara que inibe 99% do coronavírus tem eficácia comprovada pela USP

Testes realizados no laboratório da Instituto de Ciências Biológicas comprovaram que a Oto Mask, da Elka, inibe, em até dois minutos, mais de 99% do Sars-Cov-2

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Logo que a pandemia ganhou corpo, a Elka, uma das principais indústrias nacionais, apresentou o seu modelo de máscara facial batizado de Oto Mask. A promessa era de que o produto feito a partir de elastômero termoplástico com aplicação do antimicrobiano NanoxClean era eficiente na proteção contra a Covid-19, inibindo mais de 99% do Sars-Cov-2, vírus que causa a doença, com um tempo de exposição mínimo de dois minutos.

No fim de agosto, graças a testes realizados no laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) veio a confirmação: o produto realmente cumpre o que promete. “Em 40 dias estávamos com o protótipo pronto e em menos de quatro meses recebemos esta grande notícia”, diz, sem esconder a empolgação, o empresário Eduardo Kapaz Júnior, diretor Comercial e de Marketing da Elka.

Reprodução

Máscaras podem ser equipadas com dois tipos de filtros (SMS e PFF2). Crédito: Elka/Divulgação

Nas laterais da máscara encontram-se dois filtros da Fitesa, com capacidade para reter poeira, aerossóis e agentes biológicos. Os filtros SMS são recomendados para uso em idas a supermercados, farmácias e para trabalhadores do comércio e escritórios. Já os PFF2 (ou N95) se destinam a profissionais da saúde ou àqueles que  exercem atividades industriais que exijam proteção máxima.

Parcerias de fabricação

No desenvolvimento da Oto Mask, a Elka contou com a parceria da Nanox, empresa derivada do laboratório de inovação e pesquisa em materiais da Universidade de São Carlos (UFSCar). Outra importante colaboração veio do IEC Partners, que nasceu em 2011, em Boston, como International Entrepreneurship Centre.

“O antimicrobiano à base de prata NanoxClean, que faz parte da composição da Oto Mask, atua desativando a estrutura e o metabolismo da membrana lipoproteica do agente viral e impede sua replicação e ação no nosso organismo”, explica Daniel Minozzi, diretor de Operações da Nanox.

Além das micropartículas de prata, há também o reforço de sílica, reconhecida também por sua ação antimicrobiana. Outra vantagem é que a máscara pode ser esterilizada e reutilizada. Graças ao seu caráter impermeável, basta uma lavagem simples, com água e sabão.

O produto já se encontra disponível para venda em drogarias e outros estabelecimentos. No site da Elka, o preço da máscara é de R$ 39,99; e o custo do pacote com 20 refis varia de R$ 14,99 (SMS) a R$ 19,99 (PFF2).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Cientistas criam canhão de elétrons usando laser e fibra óptica

Descoberta vai facilitar o estudo de superfícies em escala nanométrica

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Cientistas da Universidade do Nebraska e do Laboratório Nacional Oak Ridge (ORNL), do Departamento de Energia dos EUA, desenvolveram uma maneira mais fácil de gerar elétrons para imagens e sensores em nanoescala, criando uma nova ferramenta útil para a pesquisa quântica fundamental, bioimagem e ciência de materiais.

Em seu estudo publicado no New Journal of Physics, os pesquisadores relataram que disparar intensos pulsos de laser através de uma nanoponta de fibra óptica fazia com que essa ponta emitisse elétrons, criando um “canhão de elétrons” que pode ser usado para sondar materiais. Com isso, os cientistas podem examinar superfícies rapidamente e por qualquer ângulo, oferecendo grande vantagem em relação às técnicas menos móveis.

Desde meados da década de 2000, pesquisadores têm usado nanopontas afiadas para emitir elétrons em feixes fortemente focados. Elas fornecem resolução espacial e temporal melhorada em comparação com outras técnicas de microscopia eletrônica de varredura, ajudando a rastrear melhor as interações em andamento em nanoescala. Nessa técnica, os elétrons são emitidos quando os fótons excitam as pontas.

Porém, antes deste estudo, os métodos de emissão de nanopontas dependiam de luz externa. Para gerar elétrons, os cientistas tiveram que alinhar cuidadosamente os feixes de laser no ápice da nanoponta. “Anteriormente, os lasers tinham que rastrear as pontas, o que é tecnologicamente uma coisa muito mais difícil de se fazer”, explicou Herman Batelaan, coautor do estudo e líder da pesquisa de controle de elétrons na Universidade do Nebraska. A tarefa era tão difícil que limitava a rapidez e as posições das imagens.

Mas nesse caso a abordagem foi diferente. Ali Passian, do grupo Quantum Information Science do ORNL, previu que, ao disparar o laser através de uma fibra óptica flexível para iluminar sua nanoponta cônica revestida de metal, poderia criar uma ferramenta mais fácil de usar.

Para testar sua ideia, ele se uniu a Batelaan e o então estudante de graduação Sam Keramati na Universidade do Nebraska. A equipe usou um laser de femtossegundo para disparar pulsos ultracurtos e intensos pela fibra óptica e em uma câmara de vácuo, onde a luz se movia através de uma nanoponta de fibra revestida de ouro.

Analisando os dados, a equipe propôs que o mecanismo não é simples e depende de uma união de fatores, mas funciona. Um desses fatores é a forma da nanoponta e seu revestimento metálico, que geram um campo elétrico que ajuda a empurrar os elétrons. Outro fator é que esse campo elétrico pode ser aumentado por comprimentos de onda específicos da luz laser.

As pontas não sofreram nenhum dano durante o experimento, sugerindo que a emissão aconteceu por causa da luz, e não devido ao calor gerado no processo.

Uma vantagem dessa técnica é a possibilidade de controlar a emissão de elétrons em velocidades maiores que um nanossegundo. Isso permite capturar imagens mais rapidamente. Essas imagens podem então ser montadas como um filme, para rastrear interações complexas em nanoescala.

Menos energia

Satisfeita com os resultados, a equipe decidiu testar se um laser menos potente teria o mesmo efeito. Para compensar essa falta de potência, eles aumentaram a voltagem na nanoponta, criando uma diferença de potencial de energia que acreditavam ajudar a expelir os elétrons. E funcionou.

“Agora, em vez de ter um laser poderoso e extremamente caro, você pode escolher um laser de diodo de US$ 10”, observou Batelaan.

Embora lasers de onda contínua não tenham os recursos de comutação rápida dos lasers de femtossegundos mais poderosos, a comutação lenta tem suas vantagens, principalmente a possibilidade de controlar melhor sua duração e o número de elétrons emitidos.

Com isso, a equipe demonstrou que esse controle extra permitia a liberação de elétrons dentro dos limites necessários para criar as chamadas imagens fantasma. A imagem fantasma de luz demonstrada recentemente aproveita as propriedades quânticas da luz para amostras sensíveis à imagem, como células biológicas vivas, em exposição muito baixa. Ao agrupar várias nanopontas de fibra, a equipe espera obter imagens fantasmas de elétrons em nanoescala.

Via: Phys.org

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Estudo observa brasileiros por 22 anos e cria sistema para prever transtorno bipolar

Equipe de cientistas do Brasil, Canadá e Estados Unidos acompanharam 3.810 pessoas que nasceram em 1993 na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, com entrevistas e recolhimento de avaliações aos 11, 15, 18 e 22 anos.

Por G1

Um time internacional de pesquisadores conseguiu criar um sistema para prever se, aos 18 anos, um paciente é pré-disposto a desenvolver o transtorno bipolar 4 anos depois, aos 22 anos. O estudo começou em 1993, quando 3.810 brasileiros nasceram em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Eles permaneceram monitorados por mais de duas décadas e são base para o estudo divulgado nesta segunda-feira (14).

Os cientistas apresentaram os resultados no Congresso do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ECNP). O artigo foi aprovado por uma revista científica, de acordo com o líder da pesquisa, Francisco Diego Rabelo-da-Ponte. O trabalho foi financiado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), uma parceria entre a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) com as universidades de Hamilton, no Canadá, e do Texas, nos Estados Unidos.

“Esta pode ser uma nova ferramenta para o diagnóstico do transtorno bipolar. Isso não vai substituir o diagnóstico médico, mas pode permitir que sejam usadas medidas preventivas para retardar ou evitar o início da doença”, disse Rabelo-da-Ponte.

Jovens que apresentam tendência suicida, ansiedade generalizada, evidências de abuso físico pelos pais, problemas financeiros, entre outros, são alguns dos sinais relacionados à bipolaridade. Há, ainda, a condição genética. Os pesquisadores criaram um modelo capaz de relacionar os fatores e prever as chances da doença.

“Descobrimos que podemos identificar quem irá desenvolver o transtorno bipolar cerca de 4 anos antes do início da doença, observando os indivíduos do nascimento até a idade adulta” – Francisco Rabelo-da-Ponte.

Os pesquisadores usaram técnicas de machine learning (aprendizagem de máquina, em português), área que estuda e reconhece padrões, inteligência artificial e criação de algoritmos.

Análise do estudo

Sem participar do estudo, mas com a proposta de contribuir para a análise, o professor de psiquiatria da Universidade de Barcelona Eduard Vieta apresentou críticas à pesquisa e disse que outras iniciativas semelhantes já foram criadas com a mesma perspectiva.

“Estudos de coorte (metodologia que considera uma população pré-definida) são extremamente importantes para desenvolver modelos preditivos que podem ajudar na prevenção de doenças graves, como o transtorno bipolar”, disse o especialista catalão.

“No entanto, o presente estudo tem os seus méritos, mas é relativamente pequeno e precisa da replicação em uma coorte separada e independente”.

Dois tipos do transtorno

A Associação Americana de Psiquiatria define o transtorno bipolar como uma doença que causa “alterações no humor, na energia e na capacidade de funcionamento de uma pessoa”. Existem dois tipos diferentes da condição: transtorno bipolar I e transtorno bipolar II.

Os danos são sentidos em todo o corpo e quem tem a doença sofre com inflamações até no organismo. “Pessoas com transtorno bipolar tem mais obesidade, mais infarto do miocárdio, mais alterações de pressão arterial”, explica o psiquiatra Rodrigo Bressan, ao Bem Estar. Estima-se que 10 milhões de pessoas tenham a doença no Brasil.

  • Tipo 1: é o transtorno de humor mais raro, se inicia mais precocemente, antes dos 20 anos. Pode ter poucos episódios de depressão, mas tem episódios de mania bem evidentes, que podem precisar de internação. Os episódios de mania podem ser psicóticos. É mais fácil de ser diagnosticado porque a fase maníaca é muito marcante. É uma doença crônica que apresenta episódios de depressão ao longo da vida, mas a pessoa fica intervalos longos de tempo sem doença.
  • Tipo 2: é o segundo transtorno de humor mais comum, só perde para a depressão clássica e se inicia numa faixa etária intermediária, entre os 20 e os 30 anos. O diagnóstico pode demorar 15 anos. Os episódios de ativação são leves (chamados de hipomania) e costumam ser tão sutis que se acredita que ela está acelerada porque houve uma melhora da depressão. Tem episódios recorrentes de depressão (mais de cinco episódios no ano).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Primeira missão da Astra falha e foguete provoca explosão; assista

Companhia não esperava atingir a órbita, ainda assim operação foi encerrada prematuramente devido a problema do sistema de orientação do Rocket 3.1; Elon Musk prestou apoio à startup

Victor Pinheiro

Olhar Digital

A startup aeroespacial Astra falhou em seu primeiro teste de voo orbital, neste sábado (12). O foguete Rocket 3.1 decolou com sucesso do Complexo Espacial do Pacífico na ilha Kodiak, no Alasca (EUA). Um problema no sistema de orientação, no entanto, desviou o veículo da trajetória planejada e ferramentas de segurança induziram o desligamento dos motores durante o primeiro estágio de combustão, informou a companhia em comunicado.

O maquinário da espaçonave caiu em um local próximo à estação de decolagem e provocou uma explosão. Uma espectadora compartilhou imagens do episódio no Twitter:

A Astra já havia afirmado que não esperava atingir a órbita neste primeiro lançamento. Entretanto, a operação teve um fim prematuro. O objetivo era completar a combustão do primeiro estágio do foguete. A startup espera conduzir mais dois voos preliminares antes de alcançar o espaço.

Segundo a companhia, os resultados do lançamento foram positivos. “Dados preliminares indicam que o foguete funcionou muito bem. Não atingimos todos os nossos objetivos, mas adquirimos experiência valiosa, além de dados de voo ainda mais valiosos.”, diz a organização.

Nas próximas semanas, a startup pretende aprofundar os estudos sobre os dados de voo da missão. O Rocket 3.2, o foguete que será utilizado no teste seguinte, já está concluído. A companhia ressalta ainda que o primeiro voo foi organizado por uma equipe de apenas seis pessoas, em menos de uma semana.

A proposta da Astra é desenvolver um serviço de baixo custo de transporte de cargas espaciais. Isso não impediu possíveis concorrentes de mostrarem apoio ao projeto da startup. Pelo Twitter, o presidente e fundador da SpaceXElon Musk, enviou uma mensagem de suporte à companhia.

“Tenho certeza de que vocês conseguirão. [A SpaceX] levou quatro lançamentos para chegar à órbita. Os foguetes são difíceis.”, afirmou Musk.

O CEO da Rocket Lab, Peter Beck, por sua vez, ressaltou que é muito difícil coletar dados de voos reais e parabenizou a Astra por ter registrado essas informações durante a missão.

A Astra recebe apoio financeiro da Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa dos Estados Unidos (Darpa), que realizou uma competição para incentivar o desenvolvimento em curto prazo de foguetes particulares capazes de lançar cargas ao espaço de forma eficiente.

Via: Astra/TechCrunch

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Cientistas encontram possível sinal de vida na atmosfera de Vênus

Na Terra, Fosfina só é produzida pela atividade de bactérias anaeróbicas; substância já vinha sendo considerada uma possível assinatura de atividade biológica em outros planetas

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Cientistas da Sociedade Astronômica Real no Reino Unido detectaram, de forma “inequívoca”, a presença de moléculas de Fosfina (PH3) na atmosfera de Vênus. A descoberta é significativa, afinal, na Terra, a substância só é produzida pela atividade de bactérias anaeróbicas, e ela já vinha sendo considerada como uma possível “assinatura” de atividade biológica.

A superfície de Vênus é inóspita à vida como conhecemos, com temperaturas que podem chegar aos 464 ºC e pressão atmosférica equivalente a 92 vezes a encontrada na Terra ao nível do mar. Entretanto, no topo da troposfera do planeta, a 65 km de altitude, a temperatura e pressão não são muito diferentes do encontrado em nosso planeta. Foi nesta região que a Fosfina foi encontrada, em concentração de 20 partes por bilhão.

Segundo os pesquisadores, há apenas duas possibilidades para explicar a quantidade de fosfina encontrada: um processo químico completamente desconhecido pela ciência atual, ou a presença de organismos vivos.

Em dezembro passado um artigo na publicado na revista Astrobiology postulou que se a fosfina fosse produzida em quantidades semelhantes ao metano na Terra, o gás geraria um padrão de luz característico na atmosfera de um planeta. Foi exatamente este o método usado para detecção da substância, com dados capturados por telescópios de grande porte como o James Clerk Maxwell Telescope, no Havaí, e o ALMA (Atacama Large Millimiter Array), no Chile.

Segundo um artigo publicado na revista Nature, “a presença de PH3 é inexplicada após um estudo exaustivo de caminhos químicos e fotoquímicos, com nenhuma forma atualmente conhecida de produção abiótica na atmosfera, nuvens, superfície e subsolo de Vênus, ou como resultado de raios, atividade vulcânica ou transporte por meteoros”.

Os cientistas são cautelosos e não afirmam que descobriram vida, mas sim um possível indicador dela. Dados mais concretos poderão ser obtidos com futuras missões a Vênus, possivelmente incluindo balões capazes de mergulhar na atmosfera do planeta, coletar amostras e realizar análises a longo prazo.

Uma visita em 2023?

Recentemente o CEO e fundador da Rocket Lab, Peter Beck, afirmou em uma sessão de perguntas e respostas transmitida pelo YouTube que está “loucamente apaixonado por Venus” e que está “trabalhando muito para montar uma missão privada para ir a Vênus em 2023”.

A Rocket Lab, sediada na Califórnia, projeta e fabrica foguetes e satélites, e quer dar seu salto para a exploração espacial com uma missão de astrobiologia para Vênus. Beck descreveu o planeta como “a Terra após um desastre climático”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

contato@encartenoticias.com
jencartnoticias@gmail.com