Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Torcido em ‘ângulo mágico’, grafeno pode ajudar computação quântica

Material pode mudar suas propriedades, de supercondutor a isolante, apenas com a mudança na inclinação de uma folha com uma molécula de espessura

Renato Mota 

Olhar Digital

Um dos materiais mais promissores da indústria tecnológica, o grafeno vem sendo cada vez mais estudado graças a uma combinação de características que incluem a leveza, flexibilidade e resistência. Outra propriedade desse composto pode ajudar a impulsionar a computação quântica: sua supercondutividade quando torcido a um em um ângulo “mágico”.

Em 2018, um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) empilhou duas folhas de carbono com um átomo de espessura, e as torceu levemente. A aplicação de um campo elétrico transformou estrutura de condutor em isolante – bloqueando totalmente a eletricidade – e, de repente, em supercondutor: um material que conduz eletricidade sem atrito.

A equipe, liderada por Pablo Jarillo-Herrero e Yuan Cao, ajudou a lançar um novo campo de estudo, conhecido como “twistronics”, o estudo do comportamento eletrônico em grafeno retorcido e outros materiais. Agora, dois grupos – incluindo os pioneiros do MIT – relataram seus últimos avanços na área, em dois artigos publicados na revista Nature. As pesquisas prometem transformar o grafeno retorcido em dispositivos funcionais, incluindo interruptores supercondutores como os usados em computadores quânticos.

“A ideia de que essa plataforma pode ser usada como um material universal não é fantasia”, afirma Cory Dean, um físico da matéria condensada da Universidade de Columbia, cujo laboratório foi um dos primeiros a confirmar as propriedades supercondutoras do material após o anúncio de 2018. “Está se tornando um fato”, completa.

MIT/Divulgação

Quando giradas em um “ângulo mágico”, as folhas de grafeno podem formar um isolante ou um supercondutor. Imagem: MIT/Divulgação

No primeiro estudo, os pesquisadores mapearam uma estrutura inteira de grafeno torcido pela primeira vez, com uma resolução fina o suficiente para que eles sejam capazes de ver variações muito pequenas no ângulo de torção local em toda a estrutura. Os resultados revelaram regiões dentro da estrutura onde o ângulo entre as camadas de grafeno desviou ligeiramente do deslocamento médio de 1,1 graus.

“Esta é a primeira vez que um dispositivo inteiro foi mapeado para ver qual é o ângulo de torção em uma determinada região do dispositivo”, afirma Jarillo-Herrero, que hoje é professor de Física do MIT. “Mesmo com um pouco de variação o material ainda mostra supercondutividade e outras físicas exóticas, mas esse ângulo não pode mudar muito. Caracterizamos quanta variação de torção você pode ter e qual é o efeito de degradação resultante”, explica o físico.

No segundo estudo, a equipe relatou a criação de uma nova estrutura de grafeno torcida com não duas, mas quatro camadas de grafeno. Eles observaram que a nova estrutura de ângulo “mágico” de quatro camadas é mais sensível a certos campos elétricos e magnéticos em comparação com seu predecessor. Isso sugere que os pesquisadores podem estudar de maneira mais fácil e controla as propriedades exóticas do grafeno torcido.

Os dois estudos têm como objetivo compreender melhor comportamento dos dispositivos “twistrônicos”, e assim ajudar a projetar uma nova geração de supercondutores de alta temperatura para o processamento de informações quânticas e tecnologias de baixa energia. A revolução, porém, não deve acontecer tão cedo, já que os dispositivos devem ser resfriados quase até o zero absoluto (-273,15 ºC) antes que possam superconduzir.

MIT/Divulgação

Uma interpretação em larga escala dos padrões formados quando uma rede de grafeno é ligeiramente girada em um “ângulo mágico”, em relação a uma segunda rede de grafeno. Imagem: MIT/Divulgação

Além disso, manter a torção precisa é um desafio, uma vez que as folhas de grafeno tendem a enrugar, interrompendo o ângulo mágico. A criação confiável de folhas suavemente torcidas, mesmo com apenas 1 mícron ou dois de diâmetro, ainda é um gargalo, e os pesquisadores não veem um caminho claro para a produção em massa. “Se você quisesse fazer um dispositivo realmente complexo”, avalia Jarillo-Herrero, “seria necessário criar centenas de milhares de [substratos de grafeno] e essa tecnologia não existe”.

A promessa de dispositivos eletrônicos livres de restrições ainda assim empolga muitos pesquisadores. Tradicionalmente, cientistas de materiais precisam encontrar substâncias com as propriedades atômicas e químicas corretas e fundi-las – e nem sempre isso dá certo. No grafeno torcido, porém, todos os átomos são carbono.

Com essa homogeneidade, cientistas podem mudar o comportamento eletrônico de qualquer componente com muito mais facilidade. Computadores quânticos, como os que estão sendo desenvolvidos pelo Google e pela IBM, precisam de junções meticulosamente manipuladas para processar os qubits. A ideia é que com o grafeno torcido, os qubits possam percorrer junções simples que são menores e mais fáceis de controlar.

“Ainda é muito cedo”, diz Jarillo-Herrero. “Por enquanto, a comunidade física ainda está fascinada apenas por seus fenômenos. As pessoas fantasiam sobre os tipos de dispositivos que poderíamos fazer, mas percebem que ainda é muito cedo e ainda temos muito a aprender sobre esses sistemas”, conclui o físico.

Via: Science Magazine/MIT News

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Cientistas querem ‘diminuir o brilho’ do Sol na África do Sul

Medida drástica foi sugerida para combater a seca em várias regiões do país, a fim de evitar que, até o fim do século XXI, ele chegue ao ponto onde não haverá água para todos

Rafael Arbulu, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

A seca em diversas regiões da África do Sul está se tornando cada vez mais severa, ao ponto de cientistas do país sugerirem uma medida drástica: o lançamento de partículas reflexivas na atmosfera para reduzir o impacto da luz solar no solo e evitar que o problema se torne tão grande a ponto de a água se tornar insuficiente.

Segundo o jornal sul-africano Mail & Guardian, a ideia pode trazer consequências graves – tanto no aspecto ecológico como no geopolítico. Entretanto, dada a gravidade da situação, os especialistas já estão deixando a opção engatilhada para o caso de outras possibilidades falharem.

A África do Sul teme o que se tornou conhecido como “Dia Zero”, um evento climático onde algum recurso natural e abundante para nós hoje, tornar-se-á tão raro no futuro que sua falta pode trazer implicações catastróficas à humanidade. No presente caso, a nação sul-africana crê que, se nada for feito, um “Dia Zero” deve tornar a disponibilidade de água tão escassa no país que, ao fim do século XXI, ela se tornará algo raro, inacessível para toda a população.

Aerossóis reflexivos na atmosfera

Para isso, um time de pesquisadores da Universidade da Cidade do Cabo publicou um estudo onde argumenta que a liberação de partículas de dióxido de enxofre em aerossol na atmosfera pode reduzir esse cenário ao longo dos anos. Eles ressaltam, porém, que a medida serviria mais para manter as coisas como estão agora, do que efetivamente “consertar” o problema.

“Nossas descobertas sugerem que manter a temperatura média global nos níveis de 2020 (…) poderia mitigar o risco de um ‘Dia Zero’ ao fim do século em até 90%, mantendo as secas nos níveis que conhecemos hoje”, afirmam os cientistas em seu estudo.

Mais além, o estudo relata que a liberação de aerossóis reflexivos na atmosfera não faria nada para combater o aquecimento global, mas meramente serviria de máscara para um de seus efeitos. Mais além, uma ação tão drástica poderia gerar conflitos políticos globalizados.

“O gerenciamento de radiação solar afetaria fortemente o clima, produzindo ‘vencedores’ e ‘perdedores’ em diferentes regiões, com diferentes níveis de entrega”, argumentou a ONG Climate Analytics em um estudo de dezembro de 2018. “Assim sendo, isso provavelmente se tornaria uma fonte de massivos conflitos entre nações. Se isso não for completamente banido, essa ação colocaria o poder de desencadear um choque climático nas mãos de indivíduos específicos”.

Os cientistas concordam com essa percepção, até um certo grau: “Uma mudança de localidade, modelo ou entrega desse gerenciamento da radiação solar pode trazer resultados bem diferentes”.

Por ora, a ideia está no campo da teoria, e executá-la deve exigir uma participação bem mais aprofundada da comunidade global.

Fonte: Mail and Guardian

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Amazon registra patente para identificar fontes de streaming pirata

Nova tecnologia promete adicionar informações de identificação pessoal a streaming de conteúdos pagos, marcando partes do conteúdo para que provedores encontrem gravações e vazamentos

Rafael Arbulu, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Com o crescimento do Prime Video e produções como ‘The Boys’, ‘American Gods’ e, mais recentemente, ‘Gangs of London’ tomando as manchetes, a Amazon está armando todas as frentes para encarar a pirataria de seus serviços.

Uma nova patente registrada pela empresa pode virar a batalha a seu favor, ao permitir que informações identificáveis sejam encodadas em gravações e streamings ilegais de seus produtos e, consequentemente, levando a empresa à fonte da transmissão irregular.

A documentação enuncia a tecnologia como “Encodando Identificadores em Dados Manifestos Customizáveis”. O texto é extremamente técnico, já que tal tecnologia pode ser usada para uma série de finalidades, mas é na proteção ao conteúdo privado que a coisa se torna mais interessante, conforme o gráfico abaixo:

Reprodução

Gráfico mostra funcionamento prático de nova patente antipirataria da Amazon. Imagem: Amazon/Divulgação

Em miúdos: um assinante do Amazon Prime Video faz uma gravação ilegal da série ‘The Tick’. Esse assinante tem uma identificação exclusiva (ID:1011) que, quando começa a reproduzir legalmente, a série tem atribuída a esta ação um “dado manifesto customizado” (126). Essas informações são lidas por um Amazon FireTV (124), que faz a requisição dos dados de vídeo e decodifica fragmentos dele diretamente do servidor (122). Até aqui, tudo normal.

Quando o assinante faz uma gravação, digamos, com uma câmera apontada para a TV, isso inclui um código ou marca que faz o apontamento para o dado manifesto no parágrafo acima. “Sem que ‘102’ perceba, porém, um padrão da informação 110 é encodado em pelo menos algumas partes dos fragmentos de conteúdo (ex.: 112-118), identificado pelo dado manifesto 126 e recuperável como uma versão (132) que pode identificar o usuário102 como a fonte do episódio gravado”, diz a Amazon.

De forma mais simples, a empresa está criando uma espécie de “marca d’água”, que é, ao mesmo tempo, visível (para ela) e invisível (para o “pirateiro”). Essa identificação se sobrepõe mesmo em gravações caseiras, permitindo que a Amazon não impeça o streaming pirata, mas encontre a sua fonte e, a partir disso, tome as medidas cabíveis.

“É preferível que, em algumas implementações, essa sobreposição representativa da informação de versão [dos dados] seja imperceptível ao olho humano”, explica a Amazon. “Não somente isso dificulta para que pirateiros de conteúdo a detectem, alterem, removam ou a derrotem de qualquer forma, ela também assegura a qualidade do conteúdo de vídeo sendo marcada com um identificador de versão que não esteja significativamente degradado”.

A marca d’água que mencionamos não ficaria na tela, ou no arquivo de vídeo, necessariamente, mas sim na coleção de dados dele dentro do servidor da Amazon. Desta forma, a sua aplicabilidade torna-se mais individualizada. Segundo a Amazon, isso deve proteger seus conteúdos próprios, mas também pode ser licenciado ou oferecido a outras empresas do setor, como Netflix, Disney+ e similares.

Apresentações ao vivo

Mais além, a medida também vale para apresentações ao vivo: a NFL, liga de futebol americano mundialmente famosa pelo Superbowl, é uma das maiores lutadores da pirataria de seus eventos. Pela legislação de alguns estados dos EUA, nem mesmo bares esportivos podem exibir seus jogos normalmente, sendo obrigados a adquirirem pacotes pay per view específicos. No Brasil, o Premiere (futebol) e as lutas de MMA (Canal Combate, da Globosat) também sofrem com isso.

Neste caso, além dos identificadores mencionados acima, as exibições piratas podem também acabar marcando outros detalhes, como a localização do usuário irregular: “É importante ressaltar que o termo ‘dado manifesto customizado’ não é limitado ao nível de especificidade correspondente aos indivíduos descritos no contexto antipirataria. Por exemplo, em um cenário de transmissão [de um jogo] da NFL, o dado manifesto customizável pode ser implementado dentro de uma geografia específica”, diz trecho da patente.

Por ora, essa patente não é muito mais do que isso: uma patente. Normalmente, registros do tipo levam anos até se tornarem produtos específicos – e, em alguns casos, nunca se tornam. Entretanto, com a pandemia nos forçando a ficar cada vez mais em casa e o público mais dependente do streaming e eventos em pay-per-view, não seria surpresa nenhuma se a Amazon tornasse a veiculação dessa tecnologia uma prioridade.

Fonte: TorrentFreak

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Mutação em gene pode explicar como ocorre o crescimento do cérebro

Resultados de pesquisa internacional podem abrir novos caminhos para estudos sobre o desenvolvimento de tecidos e órgãos e ajudar a entender melhor a microcefalia

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Sob a liderança de dois professores da Universidade de Copenhague (UCPH), uma nova pesquisa descobriu uma mutação em um gene que pode explicar como ocorre o complexo desenvolvimento do córtex cerebral. Chamado de RRP7A, o gene pode ajudar a entendermos melhor como ocorre a formação de tecidos e órgãos e como eles podem ser afetados com certas mutações.

A pesquisa foi realizada por meio da colaboração de 23 cientistas da Dinamarca, Alemanha e Paquistão. Os cientistas analisaram dados genéticos de uma grande família na qual crianças nasceram com microcefalia, doença caracterizada por uma redução no tamanho do córtex cerebral e diferentes graus de disfunção cognitiva.

O córtex cerebral controla funções como atenção, percepção, consciência, pensamento, memória, linguagem e consciência. Estudos anteriores mostraram que a evolução do cérebro em mamíferos tem sido acompanhada por um aumento progressivo dessa parte do cérebro.

Microcefalia e gene RRP7A

Liderados pelos professores da UCPH, Lars Allan Larsen, do Departamento de Medicina Celular e Molecular, e Søren Tvorup Christensen, do Departamento de Biologia, os cientistas iniciaram a análise genética na família e descobriram que as crianças com microcefalia carregavam uma mutação nas duas cópias do gene RRP7A. Usando culturas de células-tronco e peixes-zebra como organismo modelo, o RRP7A demonstrou ter um papel crítico para células-tronco cerebrais se proliferarem e formarem novos neurônios.

“Nossa descoberta é surpreendente porque ela revela mecanismos até agora desconhecidos envolvendo o desenvolvimento do cérebro. Adicionalmente, destaca o valor da pesquisa em distúrbios raros, que são importantes tanto para parentes e familiares afetados pela doença, mas também pelo benefício à sociedade na forma de conhecimento sobre a biologia humana,” afirma Lars.

Universidade de Copenhague/Reprodução

Cérebro de uma larva normal de peixe-zebra (esquerda) e uma larva com microcefalia (direita).Créditos: Universidade de Copenhague/Reprodução

Os pesquisadores descobriram ainda que a mutação no RRP7A afeta a função dos chamados cílios primários, que se projetam em uma única cópia como estruturas semelhantes a antenas na superfície das células para registrar o que está acontecendo no ambiente e controlar a formação de novos neurônios no cérebro em desenvolvimento.

“Nossos resultados abrem uma nova via para compreender como os cílios primários controlam o processo de desenvolvimento, e como certas mutações nessas “antenas” comprometem a formação de tecidos e órgãos durante seu desenvolvimento. Para esse fim, nós já iniciamos uma série de investigações para entender os mecanismos pelos quais o RRP7A regula a sinalização ciliar para controlar a formação e organização de neurônios no cérebro, e como defeitos nessa sinalização podem levar a malformações do cérebro e desordens cognitivas,” afirmou Søren.

Fonte: PHYS

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Justiça do DF suspende venda de dados pessoais pela Serasa Experian

De acordo com o Ministério Público, a empresa vendeu informações de mais de 150 milhões de pessoas em desacordo com a LGPD; Serasa afirma que atua em conformidade com a legislação

Renato Mota

Olhar Digital

Uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios levantou que a Serasa Experian comercializou informações como nome, CPF e número de telefone, entre outros dados privados, de 150 milhões de pessoas. Com essas informações, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios deu ao MPDFT uma antecipação de tutela para suspender venda de dados pessoais de consumidores.

A decisão foi expedida na sexta-feira (20), e deriva de ação civil pública ajuizada pela Unidade Especial de Proteção de Dados e Inteligência Artificial (Espec). De acordo com o órgão, a empresa vende os dados dos consumidores pelo preço de R$ 0,98, por pessoa cadastrada, para fins de publicidade e companhias interessadas na captação de novos clientes.

Por e-mail, a Serasa afirmou que “atua em estrita conformidade com a legislação vigente e se manifestará oportunamente nos autos do processo”. Com a decisão proferida pelo desembargador César Loyola, a Serasa Experian deve suspender imediatamente a venda dos dados cadastrais dos titulares, sob pena de multa diária.

Segundo a investigação, a comercialização ocorre por meio dos serviços “Lista Online” e “Prospecção de Clientes”, oferecidos pela Serasa Experian. “A atividade fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que garante ao titular dos dados o poder sobre trânsito e uso das informações pessoais”, afirma o MPDFT, em nota.

Um agravante para a situação seria o fato de a Serasa Experian ter respaldo legal para o tratamento de dados dos consumidores para fins de proteção do crédito – mas não para os fins encontrados pela investigação do Ministério Público. “A conduta da empresa fere o direito à privacidade, à intimidade e à imagem e, por isso, também está em desacordo com o previsto no Código Civil, no Código de Defesa do Consumidor e no Marco Civil da Internet“, completa a nota do MPDFT. 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Hackers invadem e roubam Tesla em menos de dois minutos; veja o vídeo

Ação foi realizada por pesquisadores de segurança de uma universidade da Bélgica; a Tesla foi informada e disse que já corrigiu a vulnerabilidade

Renato Mota

Olhar Digital

Uma equipe de pesquisadores do grupo de Segurança de computador e criptografia industrial (Cosic), da Universidade KU Leuven, na Bélgica, conseguiu hackear e roubar um Tesla Model X em dois minutos. Um vídeo grafado mostra a ação.

No ataque, os pesquisadores exploram uma vulnerabilidade na comunicação Bluetooth entre o veículo e sua chave eletrônica. O equipamento necessário para realizar a invasão, um Raspberry Pi, uma unidade de controle do motor substituta (que pode ser comprada usada) e uma nova chave, custaram cerca de US$ 200.

Agentes mal intencionados podem modificar a unidade de controle antiga para enganar a chave eletrônica da vítima, fazendo-a acreditar que ela pertencia ao seu veículo. Depois é só emparelhar a unidade e enviar uma atualização de firmware malicioso para a chave através do protocolo BLE (Bluetooth Low Energy).

“Como esse mecanismo de atualização não estava devidamente protegido, fomos capazes de comprometer uma chave sem fio e assumir o controle total sobre ela”, explica Lennert Wouters, um estudante de doutorado no Cosic. O código criado pela equipe rouba os dados da chave digital do dono do veículo em segundos, permitindo que os hackers destravem, liguem e dirijam o carro.

Os pesquisadores repassaram suas descobertas para Tesla antes de divulgá-las. Segundo a empresa de Elon Musk, uma correção foi feita em meados de agosto, por meio de uma atualização de software “over-the-air” para todos os seus carros Model X.

Os carros da montadora são alvos frequentes de hackers – que investem principalmente nas chaves eletrônicas, que parecem ser um ponto particularmente frágil na segurança do veículo. Os próprios pesquisadores da KU Leuven fizeram isso em duas outras ocasiões. O CEO da Tesla, Elon Musk, já se comprometeu a tornar a Teslas mais resistente à invasão, e admitiu que a empresa estava atrasada na adoção da autenticação de dois fatores.

Via: ZDNet

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Novo método permite retorno de ataques de envenenamento de cache DNS

Exploração de canal lateral possibilita que invasores alterem IPs de domínios e enganem usuários

Da Redação, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Uma vulnerabilidade ligada à navegação na rede, aparentemente solucionada no passado, parece retornar com força total. Recentemente, pesquisadores da Universidade Tsinghua e da Universidade da Califórnia identificaram uma nova técnica para potencializar o envenenamento de cache DNS, permitindo roubos de dados das vítimas e exposição dos computadores infectados a cavalos de Troia, vírus e outras ameaças.

Antes de mais nada, é necessário entender o que é o DNS e como ele funciona. Os sistemas de nomes de domínio (ou DNS, sua sigla em inglês) são responsáveis pela tradução dos nomes de domínios utilizados na barra de endereço dos navegadores (URLs) para os endereços IPs correspondentes. Seria muito mais difícil memorizar e digitar “216.58.210.163” ao invés de “www.google.com”, por exemplo.

Ao navegar por um site, o endereço IP do domínio é armazenado em cache no seu dispositivo. Ou seja, se você já acessou o site do Olhar Digital, em sua próxima visita, não será necessária outra pesquisa DNS — tendo em vista que o computador ou navegador de web já saberá o endereço correto.

Mas, e se o cache DNS retornasse um endereço de IP falso, cujo domínio não fosse correspondente ao site original? É isso que o envenenamento de cache DNS faz.

Retorno do “SAD DNS”

Em 2008, o pesquisador Dan Kaminsky já havia reconhecido a possibilidade de alguém se passar por um servidor autoritativo e usar o DNS para retornar resultados maliciosos aos resolvedores — configurando ataques que ficaram conhecidos como “SAD DNS” (abreviação de side channel attacked DNS, em inglês).

Como existem “apenas” 65.536 IDs de transações possíveis, um invasor poderia explorar a limitação com pequenas alterações (como 1.google.com, 2.google.com) e incluir um ID de transação diferente para cada resposta. Eventualmente, o criminoso conseguiria reproduzir o número correto e o domínio malicioso seria transmitido para os usuários que dependiam do resolvedor, mas a randomização das portas utilizadas para as pesquisas foram adotadas pelos provedores de DNS, dificultando a vida para os invasores.

No entanto, o novo método que viabiliza o envenenamento de cache DNS explora justamente um canal lateral capaz de identificar o número da porta usada em uma solicitação de pesquisa, permitindo que a técnica descoberta por Kaminsky seja novamente utilizada.

Como funciona a nova técnica

Utilizando o limite de taxa para ICMP (Internet Control Message Protocol), a nova técnica de spoofing inunda um resolvedor de DNS com um grande número de respostas, que são falsificadas para darem a impressão de serem originadas do servidor de domínio que desejam personificar.

Com isso, caso o invasor investigar 1.000 portas e uma delas estiver aberta, o limite será drenado para 999, dando a certeza de que uma dessas portas sondadas será a “correta”. E uma vez identificado o número da porta, as chances de adivinhar o ID de transação aumenta consideravelmente.

“Este é um dos ataques de envenenamento de cache DNS mais eficazes que vimos desde o ataque de Kaminsky. É algo que, se você executar um resolvedor DNS, deverá levar a sério”, afirma Nick Sullivan, chefe de pesquisa da Cloudflare.

Os riscos são praticamente os mesmos dos métodos de phishing. Ao navegar em um domínio malicioso acreditando que o site seja o original, os usuários podem ter senhas e contas expostas, bem como deixar seus dispositivos vulneráveis a vírus e outras infecções.

Correções

Após a descoberta, os pesquisadores forneceram privadamente suas informações para provedores de DNS e desenvolvedores de software.

Em resposta, os desenvolvedores do kernel Linux alteraram aleatoriamente o limite da taxa para 500 e 2.000 por segundo, enquanto a Cloudfare optou por introduzir uma correção própria.

Como em certos casos o serviço DNS do usuário voltará ao TCP, garantidor da transmissão de dados na íntegra, a nova técnica dificilmente funcionará — já que o Protocolo de Controle de Transmissão é muito mais difícil de ser falsificado.

Via: ARS Technica

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Tratamento de edição genética pode ajudar em câncer metastático

Cientistas descobriram eficácia em dois cânceres mortais durante testes; se aplicado em larga escala, a técnica CRISPR também poderá auxiliar no tratamento de outras doenças

Leticia Riente, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriram que o método CRISPR/Cas9, conhecido por permitir o corte em parte de um DNA, também pode ser utilizado no combate de cânceres metastáticos. O sistema baseado em Nanopartículas Lipídicas (LNP, na sigla em inglês) promete ser mais um passo importante em direção à cura desta agressiva doença, segundo os pesquisadores. O estudo foi publicado na quarta-feira (18) na revista científica Science Advances.

A técnica funciona da seguinte forma: LNPs visam especificamente as células cancerosas e as destrói por meio da manipulação genética. O sistema CRISPR-LNPs carrega um RNA mensageiro que codifica para a enzima CRISPR-Cas9 que atua como uma tesoura molecular que corta o DNA das células.

Testes

Para provar a teoria, Dan Peer, chefe do Laboratório de Nanomedicina de Precisão da Escola Shmunis de Biomedicina e Pesquisa do Câncer da Universidade de Tel Aviv, e sua equipe selecionaram dois cânceres considerados mortais para os testes: o glioblastoma e câncer de ovário metastático.

Neste ponto, cabe lembrar que o glioblastoma é o tipo mais agressivo de câncer cerebral, apresenta uma expectativa de vida de 15 meses após o diagnóstico e uma taxa de sobrevida em cinco anos de apenas 3%. Considerando estes aspectos, os pesquisadores conseguiram demonstrar que apenas um tratamento utilizando o método CRISPR-LNPs dobrou as expectativas de vida média em camundongos com tumores desta natureza. O tratamento também melhorou a taxa de sobrevida geral em aproximadamente 30%.

Já sobre o câncer de ovário, vale destacar que ele é a principal causa de morte entre mulheres, considerando que apenas um terço das pacientes diagnosticadas sobrevivem a ele. Trata-se do câncer mais letal do sistema reprodutor feminino. Quando a doença é diagnosticada em um estágio já avançado, é comum que a metástase já tenha se espalhado por todo o corpo. Mas com o CRISPR-LNPs aplicado em camundongos com a doença, a taxa de sobrevivência geral aumentou em 80%.

Além disso, os cientistas destacam que ao ser possível demonstrar a eficácia do tratamento em tipos de cânceres mais agressivos, a intenção é que ele também possa ser aplicado em outros tipos da doença e em até outras enfermidades genéticas raras e doenças virais crônicas, como a Aids, por exemplo.

“Agora pretendemos fazer experimentos com cânceres de sangue que são geneticamente muito interessantes, além de doenças genéticas como a distrofia muscular de Duchenne”, adiantou Peer.

Sobre o significado da descoberta, os cientistas destacam que “a capacidade de interromper a expressão gênica in vivo em tumores abre novos caminhos para o tratamento do câncer, pesquisa e aplicações potenciais para edição de genes direcionados de tecidos não cancerosos”.

Método no futuro

Embora a descoberta seja extremamente importante para a comunidade científica, ainda há muito caminho a ser percorrido para que ele seja aplicado em larga escala. “Apesar de seu amplo uso em pesquisa, a implementação clínica ainda está em sua infância porque um sistema de entrega eficaz é necessário para entregar com segurança e precisão o CRISPR às células-alvo. O sistema de entrega que desenvolvemos tem como alvo o DNA responsável pela sobrevivência das células cancerosas. Este é um tratamento inovador para cânceres agressivos que não têm tratamentos eficazes hoje”, destacou Peer.

“Provavelmente levará algum tempo até que o novo tratamento possa ser usado em humanos, mas estamos otimistas. Todo o cenário de drogas moleculares que utilizam RNA mensageiro está prosperando … na verdade, a maioria das vacinas Covid-19 atualmente em desenvolvimento são baseadas neste princípio”, disse Peer. “Acredito que, em um futuro próximo, veremos muitos tratamentos personalizados baseados em mensageiros genéticos – tanto para câncer quanto para doenças genéticas”, finalizou o cientista.

Via: Genengnews

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

SpaceX: satélite da Nasa e da ESA vai à órbita para observar mudanças climáticas

Satélite conta com pouco mais de 5 metros de comprimento e foi enviado para acompanhar as consequências das alterações do planeta

Luiz Nogueira

Olhar Digital

Neste sábado (21), a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) mandaram para o espaço o Sentinel-6 Michael Freilich, considerado o maior satélite observador já lançado pela Terra. O equipamento ficará em órbita para poder acompanhar as consequências das mudanças climáticas do planeta, como o aumento do nível dos mares.

O satélite, que tem pouco mais de 5 metros de comprimento – e que lembra bastante uma casa –, foi enviado ao espaço a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX – empresa que também fez uma incursão recente à Estação Espacial Internacional com a missão Crew-1.

O Sentinel-6 mapeará 95% do oceano sem gelo da Terra a cada 10 dias e fornecerá informações cruciais para a oceanografia operacional e estudos climáticos. Boa parte do trajeto do satélite é dentro da área de intensa radiação conhecida como Anomalia do Atlântico Sul. Por isso, engenheiros e pesquisadores submeteram o Sentinel-6 Michael Freilich a uma bateria de testes para garantir que a espaçonave sobrevivesse ao lançamento e ao ambiente hostil do espaço.

De acordo com a ESA, o nível do mar está em constante mudança. Segundo medições feitas pela agência, os oceanos têm aumentado, em média, 3,2 milímetros por ano. Por isso, segundo a Nasa, observar essas constantes alterações é importante para criar planos de segurança e garantir que pessoas que vivem próximas ao nível do mar estejam seguras. 

“Compreender e quantificar o que está acontecendo com o oceano é difícil de fazer, ele está mudando lentamente, mas está mudando. Entender a rapidez com que isso está acontecendo requer uma medição muito precisa e contínua”, declarou Parag Vaze, gerente de projeto da missão Sentinel-6.

Precisão de acompanhamento

O satélite enviado neste sábado não é o único com esse objetivo. Nos últimos 30 anos, uma série de outros equipamentos analisa o aumento do nível do mar. No entanto, isso não era feito com tanta precisão – pelo menos não com a mesma que o Sentinel-6 promete.

Quando chegar ao local que deve ficar, cerca de 1,3 mil quilômetros de altura, o satélite começará a medir, com base na distância entre seu corpo e a Terra, o tempo que um pulso de seu radar leva para refletir a superfície do nosso planeta. Com essa informação, será possível calcular o quão alta a superfície marítima se encontra, bem como qual sua rugosidade e até a velocidade do vento naquela região.

Incursão futura

Uma segunda espaçonave idêntica à Sentinel-6 Michael Freilich, a Sentinel-6B, será lançada em 2025 para continuar o trabalho após o término da missão principal de cinco anos e meio da unidade enviada atualmente. A missão adicionará uma década dos dados de satélite mais precisos já feitos sobre a altura do oceano. Ainda serão coletados dados sobre temperatura e umidade atmosféricas que ajudarão a melhorar as previsões do tempo, bem como os modelos atmosféricos e climáticos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Acidente com veículo da Tesla causa pequeno incêndio no Oregon

Motorista que conduzia o veículo a mais de 160 km/h perdeu o controle e bateu, fazendo com que a bateria se partisse e várias células flamejantes atingissem uma casa nas imediações

Rafael Arbulu, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Um acidente automobilístico grave aconteceu no estado norte-americano do Oregon, na noite do último dia 17. As informações foram compartilhadas no Facebook pelo departamento de polícia local. Segundo as autoridades, a batida foi tão forte que o conjunto da bateria do veículo – um Model 3 da Tesla – se partiu por completo, jogando várias células flamejantes ao ar e atingindo uma casa nas imediações.

Segundo as informações divulgadas, as baterias aterrissaram sobre uma cama e no colo de uma pessoa dentro da casa, causando um pequeno incêndio. O carro, como você já deve ter adivinhado, teve perda total. Já uma roda do veículo foi ejetada com tanta força que atingiu um complexo de apartamentos vizinho, com força suficiente para estourar uma série de canos d’água, inundando os andares inferiores.

O motorista escapou do acidente com alguns arranhões e hematomas, e tentou fugir da cena. Capturado pela polícia, foi divulgada a informação de que ele testou positivo para o consumo de maconha, e foi indiciado por estar dirigindo sob a influência de entorpecentes.

A bateria dos automóveis da Tesla Motors são compostas de várias pequenas células, ajustadas em proximidade e afixadas com uma substância adesiva chamada “epóxi”. De acordo com diversos especialistas automobilísticos, o conjunto é extremamente difícil de ser danificado – menos ainda destruído -, o que atesta para a força do impacto do acidente.

Segundo a polícia do condado de Corvallis, em Oregon, o motorista, cujo nome não foi divulgado, dirigia a mais de 165 km/h, e perdeu o controle do automóvel após esbarrar em um poste de luz. Com o descontrole, ele acabou derrubando duas árvores e uma caixa de fusíveis para um telefone público nas proximidades.

Agora, as autoridades pedem que os moradores da região fiquem atentos pois eles podem não ter recolhido todas as células da bateria partida. Eles alertam que esses componentes podem manter-se bem quentes por até 24h, além de dispensar gases tóxicos à inalação humana.

Liderada pelo bilionário Elon Musk, Tesla foi procurada pela imprensa local, mas não teceu comentários.

Fonte: Departamento de Polícia de Corvallis, via Facebook

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

contato@encartenoticias.com
jencartnoticias@gmail.com