Edição genética que promete cura do câncer já está em testes nos EUA

DNA

Redação Olhar Digital 1

A técnica com CRISPR permite cortar pedaços do DNA para suprimir a atividade de um gene que esteja prevenindo o corpo de um paciente de lutar efetivamente contra a doença

Os primeiros testes em humanos nos EUA para uma técnica de edição de genes chamada CRISPR estão oficialmente em andamento. Um porta-voz da Universidade da Filadélfia informou que dois pacientes, um com mieloma e outro com sarcoma, receberam o tratamento com CRISPR depois que os procedimentos tradicionais foram concluídos sem sucesso.

O CRISPR funciona como um editor do DNA e a esperança é que ele consiga remover pedaços do gene e inserir células imunes que destruam as partes cancerígenas presentes, suprimindo atividades que estejam impedindo o corpo do paciente de lutar contra a doença. 

A eficácia do tratamento ainda não é certa e os resultados demorarão a sair, já que o processo será feito com 18 pacientes. A Universidade disse que notícias sobre o status dos testes surgirão novamente  depois de análises e estudos completamente apurados e revisados. E, mesmo que a experiência seja um sucesso, o uso prático pode demorar ainda mais para começar a acontecer.

A edição de genes com CRISPR já gerou muitas discussões com questões éticas e sua capacidade máxima ainda nem foi completamente explorada. Se os médicos e cientistas aprenderem a controlar melhor a técnica, mais casos como o de mudança de DNA para adaptar a aparência de um bebê ao gosto dos pais podem surgir, o que levanta temas como eugenia, por exemplo. 

Ainda assim, o CRISPR pode ser a solução perfeita para a cura de diversos tipos de câncer de uma forma mais rápida e indolor. Outros estudos com a técnica acontecerão em instituições de saúde na região de Boston e envolverão doenças do sangue. No entanto, ainda não há uma data para a realização dos mesmos. 

Via: Engadget

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Primeira molécula do Universo é detectada no espaço

Por France Presse

 Ilustração da nebulosa planetária NGC 7027 e moléculas do íon hidro-hélio  — Foto: NASA/SOFIA/L. Proudfit/D.Rutter

Ilustração da nebulosa planetária NGC 7027 e moléculas do íon hidro-hélio — Foto: NASA/SOFIA/L. Proudfit/D.Rutter

O primeiro tipo de molécula que se formou no universo foi detectado no espaço pela primeira vez, após décadas de busca, informou a Nasa na quarta-feira (17).

A molécula é um casamento improvável de hélio e hidrogênio, conhecido como íon hidro-hélio, ou HeH+. Os cientistas fizeram a descoberta em nossa própria galáxia usando o maior observatório aerotransportado do mundo, o Observatório Estratosférico da NASA para a Astronomia Infravermelha, ou SOFIA.

Mais de 13 bilhões de anos atrás, o Universo era uma sopa indiferenciada de três elementos simples, de átomo único. As estrelas só se formariam 100 milhões de anos depois.

Apenas 100.000 anos após o Big Bang, surgiu a primeira molécula.

“Foi o começo da química”, disse David Neufeld, professor da Universidade John Hopkins e coautor do estudo, que detalha como – depois de uma busca de décadas – os cientistas finalmente detectaram essa molécula no espaço.

“A formação de HeH+ foi o primeiro passo em um caminho de complexidade crescente no Universo. Uma mudança tão importante como a da vida de célula única para a vida multicelular na Terra”, disse à AFP.

Modelos teóricos há muito tempo convenceram os astrofísicos de que o HeH+ veio primeiro, seguido – em uma ordem precisa – por um desfile de outras moléculas cada vez mais complexas e pesadas.

O HeH+ também foi estudado em laboratório em 1925, mas o HeH+ em seu habitat natural permanecia além do alcance dos cientistas.

“A falta de provas definitivas de sua própria existência no espaço interestelar tem sido um dilema para a astronomia por um longo tempo”, disse o autor principal, Rolf Gusten, cientista do Instituto Max Planck de Radioastronomia, em Bonn.

Na década de 1970, os modelos sugeriam que o HeH+ deveria existir em quantidades significativas nos gases brilhantes ejetados pela morte de estrelas semelhantes ao Sol, que criavam condições semelhantes às encontradas no Universo primordial.

Uma molécula frágil

O problema era que as ondas eletromagnéticas emitidas pela molécula estavam em um alcance anulado pela atmosfera da Terra e, portanto, indetectável do solo.

Assim, a Nasa e o Centro Aeroespacial Alemão uniram forças para criar um observatório aéreo com três componentes principais: um enorme telescópio de 2,7 metros, um espectrômetro de infravermelho e um Boeing 747 grande o suficiente para carregá-los.

De uma altitude de cruzeiro de quase 14.000 metros, o observatório Estratosférico de Astronomia de Infravermelho, ou SOFIA, evitou 85% do “ruído” atmosférico de telescópios terrestres.

Os dados de uma série de três voos em maio de 2016 continham a evidência molecular que os cientistas há muito procuravam, entrelaçada na nebulosa planetária NGC 7027, a cerca de 3.000 anos-luz.

“A descoberta de HeH+ é uma demonstração dramática e bela da tendência da natureza a formar moléculas”, disse Neufeld.

Neste caso, o fez apesar de circunstâncias pouco propícias.

Embora as temperaturas no jovem universo tenham caído rapidamente após o Big Bang, elas ainda estavam perto de 4.000 graus Celsius, um ambiente hostil para a ligação molecular.

Além disso, o hélio – um gás “nobre” – “tem uma propensão muito baixa para formar moléculas”, explicou Neufeld.

Sua união com o hidrogênio ionizado era frágil, e não persistiu por muito tempo, tendo sido substituída por ligações moleculares progressivamente mais robustas e complexas.

Elementos mais pesados como carbono, oxigênio e nitrogênio – e as muitas moléculas que eles originaram – foram formados mais tarde ainda, pelas reações nucleares que ocorrem nas estrelas.

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O reconhecimento facial nos EUA cobrirá 97% dos passageiros nos aeroportos

Redação Olhar Digital

Esse sistema está sendo usado no país como uma ferramenta de controle para barrar vistos e passaportes vencidos nesses locais

O sistema de reconhecimento facial já é uma realidade em muitos lugares e, com sua popularização, acabou se tornando polêmico. E o Departamento de Segurança Interna dos EUA espera usar essa tecnologia em 97% dos passageiros em aeroportos nos próximos quatro anos. O processo, que envolve fotografá-los antes do embarque, começou a ser usado em 2017 e já estava funcionando em 15 aeroportos dos EUA no final de 2018.

Ao fotografar as pessoas no portão de embarque, o sistema cruza esse material com uma biblioteca cheia de imagens de rostos de pessoas que entraram com pedidos de visto e passaporte, bem como os que foram recolhidos por agentes de fronteira quando estrangeiros entram no país. O objetivo da plataforma é oferecer a “Saída Biométrica”, que dá às autoridades uma boa ideia tanto de quem está deixando o país, como quem está entrando, e permite que eles identifiquem pessoas que tenham seus vistos expirados.

Desde a introdução do sistema atual, o reconhecimento facial identificou 7.000 passageiros que tinham seus vistos vencidos nos 15.000 voos rastreados. O departamento de Clientes e Proteção de Fronteiras (CBP) do país estima que mais de 600.000 visitantes ultrapassem o limite dos seus vistos todos os anos, uma infração cuja penalidade proíbe a pessoa de entrar nos EUA por 10 anos.

Entretanto, por ser um sistema polêmico, algumas críticas acabaram surgindo. Umas das alegações é que essa seria uma ferramenta que ameaça à liberdade de civis. Uma vez que o banco de dados existe, seria fácil compartilhá-lo com outros órgãos do governo para transformá-lo em um recurso de auxílio à lei. Por outro lado, todos estariam sujeitos a monitoramento de tudo que fazem.

Esse é um sistema ainda estava em fase de desenvolvimento no início de 2017, mas sua implementação foi acelerada pela administração Trump e foi expandida para mais aeroportos em meados de 2018. Atualmente, tecnologias semelhantes estão sendo testadas em países como Japão e China e também têm provocado questionamentos.

Via: The Verge

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Carregamento sem fio tem dado passos cada vez mais largos

Roseli Andrion

Do Olhar Digital

O sistema que usa indução eletromagnética ainda é predominante entre os celulares, mas já há opções que fazem o processo a distância por ondas de rádio. Resta saber quando ele vai se tornar padrão

Quem nunca se perdeu no mar de fios que conectam os dispositivos à energia elétrica que atire a primeira pedra. Cada vez mais, a comunicação sem fio é uma realidade. Outro sistema que tem ganhado espaço é o carregamento sem fio — e que, no futuro, tem grandes chances de se tornar padrão.

O processo ocorre por indução eletromagnética e, por enquanto, são poucos os modelos que o oferecem. Esse método usa a corrente elétrica para produzir um campo magnético e, assim, criar a voltagem necessária para carregar o aparelho sem que seja necessário conectá-lo diretamente à rede de energia elétrica.

Muitos estão empolgados com a ideia de eliminar os fios em mais essa capacidade. A começar pelos fabricantes: um levantamento da empresa de pesquisa IHS Markit informa que mais de meio bilhão de dispositivos (smartphones, pequenos wearables, itens para casa e outros) com carregamento sem fio chegaram ao mercado em 2017.

Você já deve ter reparado que os celulares com estrutura de vidro têm se multiplicado. E isso é um sinal inequívoco de que muitos desenvolvedores já pensam em um mundo em que só haja espaço para os carregadores sem fio: o vidro é um dos materiais que permite que a energia seja transmitida ao smartphone para que ele seja carregado.

A grande vantagem dos carregadores sem fio — que, é preciso dizer, por enquanto ainda precisam ser conectados à tomada ou a um conjunto de baterias — é que eles podem ser deixados em lugares em que se passa bastante tempo, como o quarto ou o escritório, para serem usados mais facilmente.

Apesar de toda a praticidade que pode ser trazida pela tecnologia, ainda há arestas a aparar. Que o diga a Apple: a marca parecia pronta para lançar seu revolucionário AirPower (que carregaria três dispositivos ao mesmo tempo) e abandonou tudo. Aparentemente, a tecnologia ainda não está suficientemente madura para o que a dona do iPhone pretendia fazer — há relatos de que o AirPower apresentava superaquecimento e interferências.

O futuro é sem fio?

Isso não quer dizer, entretanto, que a tecnologia não tenha futuro. Basta lembrar que o hoje extremamente popular Wi-Fi foi inventado em 1997, apresentado comercialmente em 1999 e só ganhou dispositivos compatíveis em 2004. Ao Brasil, então, só chegou em 2008. Ou seja, sempre existe um tempo de maturação. E, às vezes, quem tenta fazer os primeiros aparelhos acaba por desistir pelos mais diversos motivos: falta de profissionais habilitados, dificuldade para driblar os desafios e assim por diante.

Já há, entretanto, empresas cuidando do desenvolvimento do carregamento sem fio a distância. Seria algo como o modem Wi-Fi que, hoje, faz a internet chegar a todos os pontos de uma casa (às vezes com o auxílio de um repetidor de sinal, é verdade). E o melhor: a ideia é que ele seja capaz de detectar os aparelhos que precisam de carga e passe a recarregá-los automaticamente.

Uma das empresas que mais aposta no conceito é a Energous. Ela criou o WattUp — que foi o primeiro conceito a receber aprovação da Comissão Federal de Comunicações (Federal Communications Commission – FCC) dos EUA — e recentemente fez uma parceria com a fabricante chinesa de smartphones Vivo.

O grande diferencial da proposta da Energous é justamente o alcance. O que se tem atualmente é o sistema Qi, que é usado na maioria dos celulares e, por usar indução, carrega os dispositivos apenas a pouco alcance. O WattUp, por usa vez, usa radiofrequência (na faixa entre 5,7 e 5,8GHz) — que sai de um aparelho semelhante a um roteador — e tem ângulo de funcionamento de cerca de 120°.

Com ele, é possível carregar até quatro itens simultaneamente em um raio de aproximadamente 5m. O equipamento fica em stand-by e só entra em ação se encontrar dispositivos que necessitem de recarga — e a energia enviada é dirigida especificamente ao aparelho que vai recebê-la.

É importante ter em mente que o desenvolvimento dessas possibilidades ainda está tomando rumo. Houve muitas tentativas em diferentes direções e a verdade é que ainda se busca a mais eficiente delas. Mesmo assim, já dá para sonhar com um futuro livre de fios emaranhados embaixo ou atrás dos equipamentos.

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A lei de direitos autorais da Europa não vai acabar com a internet. Mas pode nos educar digitalmente

Artigo 13 Artigo 11 Copyright Directive Lei de Direitos Autorais Europa

Camila Rinaldi

Do Olhar Digital

Aprovadas as reformas, os países que fazem parte da EU têm 24 meses para aplicar a diretiva às legislações nacionais. E agora?

Em 2019, a Web fez 30 anos e, desde então, o mercado de mídia e conteúdo mudou drasticamente. Isso é extremamente chocante se imaginarmos que da invenção da imprensa até a chegada da rádio e da televisão foram necessários praticamente cinco séculos. Ou seja, a transição do negócio de mídia tradicional para digital se deu de forma muito acelerada com a criação da World Wide Web e possibilitou que empresas como o Google e o Facebook fizessem ruir impérios midiáticos. Como consequência disso, quase que sem entender o que está acontecendo, estamos buscando “zipar” cinco séculos em 30 anos e acabamos esbarrando com os Artigos 15 e 17 da Diretiva de Direitos Autorais da União Europeia (EU).

Nesta semana, um total de 19 membros do Conselho Europeu, incluindo França e Alemanha, votaram a favor das mudanças feitas na proposta de reforma da lei de direitos autorais da Europa, que está em discussão desde 2016. Agora, os países que fazem parte da EU têm 24 meses para aplicar a diretiva às legislações nacionais.

Porém, antes de chegar até aqui, tivemos algumas polêmicas. Isso porque segundo os defensores dessa diretiva, a reforma deve adequar os direitos autorais à Internet. Contudo, do outro lado, os opositores se mobilizam contra dois artigos específicos do projeto de lei.

Um deles é o antigo Artigo 13, que na versão atual responde por Artigo 17, e se refere a plataformas como o Youtube que, assim que a lei passar a valer, terá que obter a permissão dos proprietários dos direitos autorais para, por exemplo, vídeos de música hospedados pelos usuários da plataforma, caso estes utilizarem algum material sem autorização prévia. Isso torna o Google responsável, logo, a gigante das buscas teria que pagar pela licença de uso do conteúdo.

O Artigo 17 está sendo chamado de “filtros de upload” pelos críticos, que acreditam que este tipo de controle levará à censura da rede. Além disso, outra queixa é a de que seria impossível, especialmente para plataformas menores, obter todas as licenças. Em relação a última crítica, no entanto, a redação final do Artigo 17 indica que empresas pequenas têm obrigações mais brandas do que gigantes como o YouTube.

O segundo tópico da Diretiva, publicado primeiramente como Artigo 11, e tornado agora Artigo 15, também conhecido como a lei do “imposto de link”, trata especificamente da distribuição de conteúdo jornalístico, produzido por sites de notícias, jornais e emissoras de TV, através da Internet. Ou seja, a plataforma que reproduzir reportagens ou notícias pode ser obrigada a pagar uma taxa para o veículo que publicou o conteúdo originalmente. Isso obrigará empresas como o Google e o Facebook a pagar por cada link de um site de notícias que aparecer em suas plataformas.

Como muito bem explicado pelo meu colega Lucas Carvalho, neste guia sobre a Diretiva de Direitos Autorais da EU, se você compartilhar o link desta matéria que está lendo agora no Facebook, a rede social deveria pagar ao Olhar Digital pelo compartilhamento. Se você encontrar esta matéria numa busca do Google, a gigante das buscas também teria que pagar ao site por isso.

Entre os críticos deste Projeto estão especialistas em mídia e Internet, ativistas e nomes realmente importantes da indústria, como Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, Tim Berners-Lee, considerado o “pai da Internet”, e Mitchell Baker, presidente da Mozilla.

A questão é que, após a criação do buscador do Google, a rede mundial de computadores deixou de ser um local mais democrático. Se pensarmos que o Google é hoje o maior motor de buscas da Internet e que controla a indexação de conteúdo na Surface Web, não podemos realmente fechar os olhos para o monopólio cada vez maior da chamada “gigante da tecnologia”. Bem como para as suas concorrentes, como Facebook, que domina a área de redes sociais e também foi bastante citada durante todo o processo de análise da Lei de Direitos Autorais.

O problema é que os parlamentares da União Europeia, no afã de cortar as arestas destas empresas que vivem da exploração dos dados dos usuários, acabam negligenciando o futuro de pequenas e médias empresas. Sinceramente, não se trata apenas de terminar com os Memes da Internet, que aliás, irão continuar sendo criados e amparados enquanto paródia. Não sejamos hipócritas, a questão aqui é punir e controlar Google e Facebook, que destronaram os grandes conglomerados de mídia e distribuidoras de música e filme. Além disso, no meio do caminho, serviram de apoio para que empresas disruptivas pudessem se consolidar, tais como Netflix, Spotify, Uber, AirBnB e tantas outras.

Não vou entrar no mérito sobre a necessidade ou não de controle destas companhias, porém, quando parlamentares europeus agem desta forma, acabam afetando ainda mais o mercado do que beneficiando. E isso é uma característica dos governos do velho mundo, que aprendi em nove anos morando na Alemanha: punir para controlar.

Para se ter uma ideia, várias são as formas de controle sobre direitos autorais na Alemanha, mas a mais marcante é a atuação da GEMA (Gesellschaft für Musikalische Aufführungs- und Mechanische Vervielfältigungsrechte). Na melhor das traduções, essa seria a Sociedade de Performance Musical e Direitos de Reprodução Mecânica que controla e bloqueia o conteúdo da reprodução de vídeos no país. Em outras palavras, se um vídeo infringe os direitos autorais de artistas protegidos pela GEMA, por exemplo, este será bloqueado e toda a vez que as pessoas quiserem assisti-lo aparecerá uma imagem dizendo que o vídeo está em desacordo com os termos de uso da GEMA. Mais do que isso, caso você faça o download de uma música protegida, terá que pagar uma multa de mil euros ou mais à GEMA.

Mas o pior de tudo é que, como o serviço é baseado em geolocalização, com o auxílio de uma VPN, é possível burlar este sistema. Contudo, devo admitir que, na maioria dos casos, acabou por diminuir a pirataria no país, afinal de contas, ter que pagar cerca de 4.410 reais por download ilegal é um bom incentivo, correto?

Agindo desta forma, a GEMA chegou a bloquear algo em torno de 61,5% dos 1.000 videoclipes mais exibidos do YouTube na Alemanha. E é claro que o Google teve que intervir para que o serviço não fosse descontinuado no país. Assim, em outubro de 2016, as duas empresas entraram em um acordo em relação aos termos de uso dos vídeos protegidos pela GEMA, o preço deste acordo nunca foi divulgado. Contudo, outras plataformas – menores em sua maioria – possivelmente ainda sofrem com este tipo de bloqueio.

Pegando o exemplo da Alemanha, percebemos que tudo é uma questão de “acordos”. É claro que a União Europeia quer que Google e Facebook passem a ter mais responsabilidades sobre as suas plataformas e, quem sabe, realizar acordos comerciais com empresas que hoje se veem afetadas e negligenciadas pelo conteúdo que vagueia nestes dois grandes canais. A questão é o que acontecerá com as pequenas e médias companhias? De acordo com o texto dos Artigos 15 e 17, as regras serão mais brandas, contudo, não estabelece claramente quão brandas serão.

Por fim, um movimento positivo que vem sendo analisado por alguns ativistas alemães em relação à aprovação da Diretiva de Direitos Autorais da EU é que, apesar da forma como foi criada, estamos estabelecendo um diálogo e uma discussão maior sobre a atuação das grandes empresas de tecnologia no continente europeu (e no mundo), bem como promovendo a alfabetização midiática. Em entrevista ao canal ZDF, o sociólogo Volker Grassmuck falou um pouco sobre a importância dos criadores de conteúdo estarem comprometidos com seus interesses econômicos para além do lobby do Google: “os usuários do YouTube ainda não têm um sindicato, apenas alguns votos individuais em seus canais. Eles agora estão descobrindo a rua para expressar suas opiniões.”

Com a aprovação do projeto, precisamos parar de pontuar que a lei de direitos autorais vai acabar com a Internet, pois é importante que comecemos a encontrar soluções para que isso não aconteça e encarar que essa será nossa realidade daqui para frente. Assim como aconteceu com o caso da GEMA, na Alemanha, o Google sabe como superar desafios através de acordos, mas e nós?

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Intel anunciou que não produzirá mais seu modem móvel 5G

Redação Olhar Digital

A Intel fez o anúncio apenas duas horas depois do acordo feito entre Qualcomm e a Apple. Empresa alega não ver “um caminho claro para a lucratividade e retornos positivos para o setor de modems”

A Intel anunciou nesta semana que decidiu deixar o mercado de modems móveis 5G para se concentrar na produção de modems para PCs e dispositivos domésticos inteligentes. O anúncio aconteceu apenas horas depois de Qualcomm e Apple terem fechado um acordo de resolução dos problemas com violações de patente que vinham enfrentando. V

É muito provável que a decisão da Intel tenha influenciado a Apple a resolver as divergências com a Qualcomm. Contudo, não se sabe exatamente quando a fabricante de chips para PCs avisou as empresas sobre sua desistência na produção deste componente e ela não quis comentar sobre o assunto. De qualquer modo, a “Maçã” precisará de outra fornecedora de modems 5G, o que significa que a Intel praticamente cedeu seus negócios à Qualcomm. 

O CEO da Intel, Bob Swan, disse em um comunicado que não vê lucratividade e retornos positivos para sua empresa na produção deste tipo de modem movél, mas que não deixará o projeto totalmente de lado. “O 5G continua a ser uma prioridade estratégica em toda a Intel, e nossa equipe desenvolveu um valioso portfólio de produtos sem fio e propriedade intelectual. Estamos avaliando nossas opções para perceber o valor que criamos, incluindo as oportunidades em uma ampla variedade de plataformas e dispositivos centrados em dados em um mundo de 5G”. 

Nem a Apple nem a Qualcomm comentaram do porquê do acordo ter sido feito de forma tão abrupta e inesperada. Porém, já havíamos publicado no Olhar Digital sobre a desconfiança da empresa liderada por Tim Cook na capacidade da Intel de produzir chips 5G e da necessidade da Apple de ter um iPhone 5G em mãos em 2020. Portanto, talvez, a necessidade tenha falou mais alto que orgulho e dinheiro. 

briga entre Apple e Qualcomm começou em 2017 com esta última acusando a Maçã de violação de patentes e o embate seguia até terça-feira (16/4), quando as companhias alnunciaram o acordo. Como parte dele, a Apple pagará à Qualcomm uma quantia não revelada relacionada a royalties e as duas empresas firmaram um novo contrato global de licenciamento de patentes de seis anos que pode ser estendido no futuro por mais dois anos.

É quase certo que a Apple irá retomar o uso exclusivo dos modems da Qualcomm no iPhone, incluindo os componentes 5G da marca, que provavelmente chegarão aos smartphones da Apple no ano que vem. 

Via: The Verge

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Projeto de Lei Anticrime: falta clareza no artigo que pode afetar o WhatsApp

Roseli Andrion 16/04/2019 21h30Compartilhe com seus seguidoresAAA

Do Olhar Digital

Como a comunicação na plataforma é criptografada, sua interceptação não é simples de se fazer. Isso pode violar a privacidade de forma bastante agressiva

O WhatsApp é, hoje, uma das ferramentas mais usadas para comunicação rápida. Diariamente, são trocadas ali as mais diversas impressões sobre o mundo — o que pode incluir de pequenos segredos entre amigos a provas importantes em processos judiciais, passando por exames médicos confidenciais e até listas de contatos privadas.

Hoje, quando se envia uma mensagem pelo WhatsApp, o sistema informa que a conversa é protegida por criptografia de ponta-a-ponta. Isso quer dizer que, basicamente, cria-se um túnel para que a troca de mensagens ocorra de forma completamente segura e não seja capturada por terceiros.

É como se elas estivessem trancadas e somente o remetente e o destinatário tivessem as chaves para abri-las. Esse é um dos aspectos que o Projeto de Lei Anticrime quer disciplinar. A alteração proposta para a Lei de Interceptação Telefônica é a inclusão de um artigo, o 9º-A. Veja:

“Art. 9º-A. A interceptação de comunicações em sistemas de informática e telemática poderá ocorrer por qualquer meio tecnológico disponível desde que assegurada a integridade da diligência e poderá incluir a apreensão do conteúdo de mensagens e arquivos eletrônicos já armazenado em caixas postais eletrônicas.”

Segundo Carlos Portugal Gouvêa, advogado especializado em compliance e governança corporativa, que é fundador do escritório PGLaw, no caso do WhatsApp pode-se interpretar que as caixas postais eletrônicas poderiam ser as contas que os usuários têm na plataforma. “E aí entra a discussão sobre a forma como a tecnologia do WhatsApp está estruturada — e que é algo sigiloso”, diz.

Gouvêa explica que, hoje, não se tem certeza se a ferramenta guarda as conversas que já passaram pelo sistema. Se esse backup não existir, essa alteração na lei é inútil para ocorrências passadas. Já para situações futuras, a Justiça pode pedir acesso a esse arquivo se houver indícios que justifiquem essa necessidade.

Criptografia pode ser uma barreira para o projeto

O problema maior, entretanto, é a falta de clareza do artigo proposto. Eduardo Fucci, advogado especialista em direito digital e tecnologia, explica que diferentemente do que ocorre com as empresas de telecomunicações, com as quais o poder público pode se comunicar diretamente, independentemente do conhecimento ou da permissão do cliente, no WhatsApp, isso não é possível graças à criptografia.

Isso porque essa técnica requer o uso de chaves específicas, que estão em poder apenas de quem está participando da conversa. “Esses códigos estão nos dispositivos do remetente e do destinatário. Então, não é possível o WhatsApp intermediar uma interceptação, por exemplo. Para ter acesso à troca de mensagens, seria necessário ter acesso aos próprios aparelhos.”

A plataforma, por sua vez, parece estar do lado do cliente. No Reino Unido, por exemplo, a Justiça pediu que o WhatsApp criasse uma forma de facilitar o acesso a esses dados — que seria usada em casos que envolvam terrorismo. A plataforma se negou a fazê-lo. “Essa violação controlada da privacidade, se for efetivada pela empresa, cria um precedente. Aí, o WhatsApp teria de fazer o mesmo em outros países”, diz Fucci.

Como o WhatsApp é uma plataforma relativamente nova, a forma como se olha para os dados ali contidos ainda deve ser estabelecida. Só assim é possível garantir que as violações sejam efetivamente controladas. “O dispositivo proposto não responde a todas as dúvidas, já que, em tese, não é possível interceptar comunicações criptografadas.”

Vale lembrar que muitos clientes expõem toda a sua privacidade no WhatsApp. Nesse caso, se o poder público tiver acesso a esses dados, pode acabar de posse de informações que nada têm a ver com um eventual processo. “Assim, as potenciais violações ao direito à privacidade são muito maiores do que o que ocorre hoje nas ligações telefônicas”, reforça Fucci.

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Zuckerberg teria usado dados do Facebook como “moeda de barganha” para controlar mercado de aplicativos

Redação Olhar Digital

Segundo reportagem, a empresa teria dado tratamento preferencial para desenvolvedores ou parceiros por causa de seus gastos com anúncios na plataforma ou relacionamento com executivos.

Constantemente alvo de acusações de vazamentos e uso indevido das informações dos usuários da plataforma, o Facebook volta a enfrentar  acusações sobre o tema. Segundo investigação do site NBC News, publicada em uma reportagem nesta terça-feira (16), o modus operandi da rede social era conceder acesso aos dados para alguns parceiros e os negá-los aos rivais dos mesmos, enquanto, publicamente, garantia proteção das informações.

De acordo com a reportagem, o fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, era o responsável pela coordenação das estratégias da empresa, que usava os dados dos usuários como uma “moeda de barganha” para controlar os concorrentes e se alavancar no mercado.

A NBC obteve cerca de 4 mil documentos vazados do Facebook, a maior parte deles entre 2011 a 2015. Os documentos, supostamente, resultam de um processo judicial entre a rede social e o desenvolvedor de aplicativos Six4Three, startup do Reino Unido que processou a empresa depois que ela bloqueou o acesso à sua plataforma de APIs. Entre as informações coletadas estão e-mails, registros de bate-papo, apresentações, planilhas e resumos de reuniões.

Entre as apresentações, havia várias propostas de estratégias de cobrança de desenvolvedores pelo acesso à plataforma e aos dados do Facebook, de acordo com e-mails e relatórios do final de agosto de 2012. 

Alguns dos documentos haviam sido divulgados anteriormente pelo Parlamento do Reino Unido como parte de sua investigação sobre o escândalo de violação de privacidade da Cambridge Analytica. O caso ganhou repercussão mundial devido ao acesso indevido a dados de 87 milhões de usuários do mundo todo pela empresa de marketing.

No mesmo dia em que a NBC divulgou a reportagem, a empresa reiterou em um comunicado que não vende dados das pessoas que usam a rede social. “Como já dissemos muitas vezes, o Six4Three [que criou o app Pikinis] escolheu [vazar] esses documentos de anos atrás como parte de um processo para forçar o Facebook a compartilhar informações sobre amigos dos usuários do seu aplicativo. O conjunto dos documentos conta apenas um lado da história e omite um contexto importante. Mas os fatos são claros: nunca vendemos dados de pessoas”, disse o vice-presidente do Facebook Paul Grewal.

Porém, a declaração se contradiz com o modus operandi da empresa mostrado pelos documentos obtidos pela NBC. Segundo a reportagem, as informações revelam que o Facebook considerava várias formas de compensação para que os aplicativos de terceiros tivessem acesso a dados de usuários da plataforma, como gastos com publicidade e troca de informações entre as companhias envolvidas.

No final, o Facebook decidiu não vender os dados diretamente, mas sim distribui-los aos desenvolvedores de aplicativos que eram considerados amigos próximos de Zuckerberg, geravam receita para a companhia ou compartilhavam seus próprios dados valiosos. Segundo os documentos, a Amazon foi umas empresas beneficiada pela estratégia da rede social.

Por outro lado, o aplicativo MessageMe teve acesso negado. Isso porque a ferramenta estava ganhando popularidade e poderia representar uma ameaça ao Facebook Messenger.

A empresa de Zuckerberg negou que deu tratamento preferencial para desenvolvedores ou parceiros por causa de seus gastos com anúncios na plataforma ou relacionamento com executivos. Até o momento, o Facebook não foi acusado judicialmente por alguma violação de leis.

O Facebook é a rede social mais acessada do mundo e controla informações sobre mais de 2 bilhões de pessoas que a acessam. Desde o escândalo do vazamento da Cambridge Analytica, Zuckerberg vem garantindo que a empresa estava investindo na segurança dos dados dos usuários, como a limitação do acesso aos mesmos por desenvolvedores, afirmando que esse seria o futuro da rede social. 

Apesar das declarações e mudanças, o Facebook ainda compartilha muitos dados com empresas como Netflix, Amazon e Spotify.

Via: Cnet  Fonte: NBC News

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Este “novo” meteorito reacendeu o debate sobre vida primitiva em Marte. Entenda

Meteorito ALH-77005

Redação Olhar Digital

A rocha ALH-77005 teria estruturas que indicam que bactérias marcianas viveram nela há bastante tempo

Um estudo publicado por pesquisadores da Hungria afirma ter identificado um meteorito marciano com possíveis evidências de vida bacteriana primitiva. O material foi encontrado no fim da década de 1970 na região da Antártida, e pode dar início a um longo e amplo debate quanto à existência de organismos vivos em outras planetas. E não é a primeira vez que essa discussão vem à tona.

Há mais de 20 anos, o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, sugeriu que a NASA teria encontrado um meteorito que poderia conter fósseis orgânicos. Naquele discurso, Clinton acendeu uma grande polêmica no universo científico: e hoje, o ALH-77005 chega para assumir o protagonismo neste debate.

Em comparação com o seu antecessor, o novo meteorito apresenta características que curiosamente lembram as bactérias oxidantes do ferro, um indício de assinatura de micróbios mineralizados e das alterações que eles promoveram na rocha. Os autores do estudo explicam que “as características da rocha se encaixam bem em cinco níveis hierárquicos (isótopo, elemento, molécula, mineral e textura) com características complexas de biogenicidade terrestre, e também com resultados vistos em outros meteoritos”.

A equipe teve auxílio da microscopia óptica e da datação de isótopos de carbono para chegar a uma conclusão extraordinária: bactérias marcianas podem ter vivido neste meteorito – um sinal de que a vida, mesmo em sua forma mais microscópica, pode ter sido uma realidade no planeta vermelho. Dessa forma, voltamos a um debate no qual nem a própria NASA se atreveu a entrar com mais profundidade.

De fato, a agência norte-americana continua estudando se o planeta vizinho teria capacidade de comportar vida microbiana há muito, muito tempo. O problema é que, por mais que estes resíduos na rocha possam parecer bactérias, é igualmente possível que eles não tenham se originado na vida – e prová-lo é extremamente difícil, se não impossível (ao menos atualmente). Essa é a razão pela qual a comunidade científica se dividiu neste tema, sendo muitos os que alertam que a mera presença de estruturas com formato de bactérias não é suficiente para comprovar nada.

Fonte: Gizmodo

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Cientistas imprimem o primeiro coração em 3D usando células do próprio paciente

Redação Olhar Digital

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv revelou ter criado um coração feito com tecido do próprio humano que precisa receber o transplante

Na segunda-feira, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv revelou um coração feito das células e do material biológico do próprio paciente, que foi construído a partir de uma impressora 3D. O avanço foi publicado na revista Advanced Science, e conseguiu produzir um coração inteiro, com células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras – uma melhoria significativa em relação às tentativas anteriores que apenas imprimiam tecidos simples sem vasos.

“Esta é a primeira vez que alguém em qualquer lugar conseguiu projetar e imprimir um coração inteiro repleto de células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras”, disse o professor Tal Dvir, que comandou a equipe. “As pessoas conseguiram imprimir em 3D a estrutura de um coração no passado, mas não com células ou vasos sanguíneos”.

O processo de criação do coração começou com uma biópsia e retirada de tecido adiposo do paciente. O material celular dos tecidos foi usado como “tinta” para o trabalho de impressão e isso permitiu aos pesquisadores criar modelos complexos de tecidos, incluindo adesivos cardíacos e o coração inteiro. Deve-se notar que o coração não é muito grande – é apenas do tamanho do coração de um coelho. Entretanto, a tecnologia que o tornou possível poderia eventualmente levar à produção de um órgão de tamanho humano.

O próximo passo, segundo a equipe, é ensinar os corações a operar em humanos, mas primeiro, eles irão transplantá-los em animais e posteriormente em pessoas. A esperança é que dentro de “10 anos, haverá impressores de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos serão conduzidos rotineiramente”, disse Dvir. Essa seria uma boa solução para diminuir as filas por transplantes, que hoje podem demorar anos de espera.

Via: Engadget

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