FBI expande capacidade de coletar dados de localização

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Melhora vale para celulares e monitoramento de mídias sociais

FBI está cada vez mais ligado no que acontece pelas redes sociais e internet no geral. Os registros da agência americana mostram um foco crescente no uso das mais recentes ferramentas do setor privado para vigilância em massa, como contratos com empresas que monitoram postagens nas redes e coletam dados de localização de smartphones.

Logo após o início das manifestações por conta do assassinato de George Floyd, em 26 de maio, o FBI assinou um acordo para estender seu relacionamento com a Dataminr, empresa que monitora as redes sociais. Além disso, modificou um contrato com a Venntel, empresa que mapeia e vende a movimentação de milhões de americanos.

Há muito tempo a agência federal busca as ferramentas tecnológicas mais avançadas com a finalidade de prever rapidamente crimes e localizar suspeitos em potencial, o que levantou preocupação de que possa atingir protestos legais e minar a liberdade de expressão.

O diretor do FBI, Christopher Wray, alertou que “o terrorismo hoje se move na velocidade das mídias sociais”. Além disso, afirmou que ameaças de “tudo, desde grupos anarquistas a grupos extremistas violentos motivados pela raça” tendem a “começar principalmente online“.

Apesar disso, os críticos temem que, com o novo alcance, a agência possa infringir a Primeira Emenda, que impede o congresso de infringir seis direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, limitar o direito de livre associação pacífica e proibir o livre exercício da religião.

Via: The Intercept

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Nasa adia lançamento de missão a Marte até pelo menos 30 de julho

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Anomalia relatada por um sensor em uma linha de oxigênio líquido deve ser investigada. Janela de lançamento da missão vai até 15 de agosto

Nasa anunciou nesta terça-feira (30) que o lançamento da missão Nasa 2020, que levará o rover Perseverance a Marte, foi adiado em oito dias ou mais, de 22 de julho para “pelo menos” 30 de julho. O motivo foi um sensor em uma linha de oxigênio líquido do foguete Atlas V, que registrou valores “fora do nominal” durante um teste, o que exige uma investigação.

Não é o primeiro adiamento da missão. O lançamento estava originalmente programado para 17 de julho, mas foi adiado para o dia 22 devido a problemas ao encapsular a nave na carenagem que irá protegê-la na jornada até o espaço.

Devido ao alinhamento entre a Terra e Marte, há uma janela de tempo para o lançamento. Originalmente ela se estendia até o dia 5 de agosto, mas ajustes e novos cálculos possibilitaram esticar o prazo até 15 de agosto. Por precaução, a Nasa está estudando se uma nossa extensão é possível.

Em desenvolvimento há quase 8 anos, a Mars 2020 tem como objetivo buscar por “assinaturas” biológicas deixadas por vida passada no solo do planeta, bem como preparar amostras do solo marciano para retorno à Terra em missões futuras.

Fonte: Engadget

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Boicote de anunciantes coloca Facebook em risco e finalmente pressiona Zuckerberg

Renato Santino, editado por Cesar Schaeffer

Olhar Digital

Empresas de porte gigante lideram movimento para combater discurso de ódio na plataforma após companhia se mostrar incapaz de agir incisivamente por anos

Desde 2016, o mundo está de olho em como o Facebook lida com temas políticos delicados. Foi quando ficou evidente que a rede social se tornou um canal preferencial para propagação de discursos de ódio, incitação à violência e divulgação de informações falsas que ajudaram a criar um cenário mundial caótico.

A empresa tomou algumas medidas para tentar abafar esse tipo de uso da rede social, mas aparentemente não foi o suficiente. Não à toa, durante o mês de junho o Facebook tem sofrido um dos maiores boicotes de sua história, mirando atingir exatamente a parte mais sensível da companhia: seus cofres. Não são os usuários que estão deixando a plataforma; são os anunciantes.

Chamada de “Stop Hate for Profit” (“Chega de ódio pelo lucro”), a campanha nasceu nos Estados Unidos com algumas das maiores marcas do planeta forçando a companhia a adotar políticas mais rígidas de controle de discursos de ódio. Entre as companhias que já confirmaram participação na suspensão de publicidade na rede social estão Adidas, Coca-Cola, Ford, Honda, Levi’s, Microsoft, Mozilla, Pepsi, Puma, Reebok, Starbucks, Unilever e Vans, para mencionar apenas as empresas que são mais conhecidas no Brasil.

A campanha nasceu na esteira das manifestações por justiça racial nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd em uma abordagem policial por um oficial branco. Segundo os organizadores, o Facebook “permitiu a incitação de violência contra manifestantes” e deu status de respeitável a sites de notícias de qualidade duvidosa com envolvimento com supremacistas brancos. A rede social também já tinha sido amplamente criticada por não agir contra um post de Donald Trump falando sobre violência contra manifestantes.

Na visão dos organizadores, que incluem organizações como Anti-Defamation League, Color of Change, Common Sense Media, Free Press, National Association for the Advancement of Colored People, Sleeping Giants, League of United Latin American Citizens, Mozilla Foundation e National Hispanic Media Coalition, enquanto não há mais vigilância sobre esse tipo de comportamento, que costuma gerar muito engajamento, o Facebook está essencialmente lucrando com ações de ódio de seus usuários, e marcas podem não ficar satisfeitas em ter seus nomes associados a esse tipo de discurso.

São 10 ações recomendadas pelos organizadores para melhorar a forma como a empresa lida com esse tipo de material:

  1. Estabelecer uma infraestrutura de direitos civis, incluindo executivos de alto escalão capazes de avaliar produtos e políticas para discriminação, vieses e ódio;
  2. Submissão a auditorias externas regulares sobre discursos de ódio e desinformação, com resultados publicamente acessíveis;
  3. Oferecer auditoria e reembolso a anunciantes cujas marcas foram expostas ao lado de conteúdo que foi excluído por violar termos de serviço;
  4. Encontrar e remover grupos públicos e privados que se baseiem em temas como supremacia branca, milícias, antissemitismo, conspirações violentas, negação do Holocausto, desinformação sobre vacinas e negação das mudanças climáticas;
  5. Implementação de termos de serviço que ajudem a limitar e eliminar discursos radicais da rede social;
  6. Não recomendar ou amplificar discursos ou conteúdos associados ao ódio, desinformação ou conspiração;
  7. Criar mecanismos que marquem automaticamente conteúdo de ódio em grupos privados para avaliação humana;
  8. Garantir a precisão de informações políticas eliminando a exceção para políticos, proibir desinformação sobre eleições e chamados de violência por políticos em qualquer formato;
  9. Criar times de especialistas para analisar ódio baseado em identidade e assédio;
  10. Possibilitar que indivíduos enfrentando ódio e assédio severos possam se conectar com um funcionário do Facebook.

A publicidade é responsável por nada menos do que 99% de todo o faturamento do Facebook, na casa de US$ 70 bilhões. Se existe alguém com poder de fazer com que a empresa mude sua atuação em questões-chave, são os anunciantes.

Dói no bolso

Como explica ao Olhar Digital Arthur Igreja, especialista em inovação digital, o Facebook já vem pressionado há anos, mas suas respostas aos questionamentos da sociedade sempre foram evasivas.

Mesmo com uma série de boicotes apoiados por pessoas bastante conhecidas, como o fundador do WhatsApp, Brian Acton, o problema persistiu por anos. O fato é que, para o Facebook, a perda de alguns usuários não resulta em danos financeiros à empresa.

Afinal de contas, como explica Igreja, o usuário pode até deixar de usar o Facebook, mas dificilmente realizará um boicote completo aos aplicativos da companhia. E dentro desse cenário se incluem o Instagram, que também tem mais de 1 bilhão de usuários, e o WhatsApp, com mais de 2 bilhões. Ou seja: a maioria dos usuários de internet está na mão do Facebook, mesmo sem usar a rede social de mesmo nome.

Por este motivo, a única forma de forçar uma mudança concreta parte das empresas que realmente financiam a operação do Facebook. Faz sentido para elas, afinal de contas. Quem quer ter sua marca indiretamente patrocinando discursos supremacistas e homofóbicos?

Arthur Igreja conta que, para o publicitário, essa associação é péssima. “Seria o equivalente no mundo real à polícia encontrar um cativeiro e descobrir um banner da sua empresa, ou descobrirem uma fazenda que se aproveita de trabalho escravo e encontrarem um outdoor com a sua marca”, ele diz.

E o Facebook, mesmo que acidentalmente, acaba proporcionando esse tipo de associação quando não modera seu conteúdo de forma adequada. Quando o algoritmo valoriza conteúdo que rende muitas visualizações e muito engajamento, a tendência é que o material sensacionalista, que gere mais choque, acabe recebendo mais destaque. Consequentemente, também é o conteúdo que mais gera visualização de anúncios.

O resultado do movimento já foi sentido diretamente entre os acionistas. O boicote das empresas ao Facebook causou uma perda de US$ 75 bilhões na capitalização de mercado da companhia como resultado da desvalorização das ações, o que não afeta diretamente o faturamento da empresa, mas pode forçar com que investidores pressionem ainda mais Zuckerberg e sua equipe por mudanças.

Na visão de Igreja, o movimento é tão impactante e a situação do Facebook é tão delicada, que isso poderia representar o fim da empresa como a conhecemos atualmente, forçando mudanças drásticas na forma como a rede social opera.

Internacionalização

O movimento nasceu nos Estados Unidos, mas o fato é que ele está vagarosamente se espalhando. Jim Steyer, chefe da Common Sense Media, uma das organizações por trás do Stop Hate for Profit, o objetivo é expandir o boicote para marcas europeias também.

O Brasil  e chegando também ao Brasil. Perfis como o Sleeping Giants Brasil, que tem pressionado companhias para que suspendam publicidade em páginas que propagam desinformação, já iniciaram campanhas para que as empresas que aderiram ao movimento nos Estados Unidos também repitam a ação no Brasil.

Quando questionada sobre o assunto, por exemplo, a Coca-Cola, uma das marcas mais fortes a aderir ao boicote, se manifestou também no Brasil, afirmando que a interrupção dos anúncios aconteceria de forma global, e não apenas nos Estados Unidos, por 30 dias em todas as redes sociais para rever suas políticas de marketing.

A tendência neste momento é a internacionalização. Marcas globais enfrentam o mesmo problema no Facebook no mundo inteiro, e não é qualquer surpresa que a mesma política aplicada nos Estados Unidos seja padrão para outras filiais ao redor do planeta.

Os resultados da campanha

Desde o início da campanha, iniciada na metade do mês de junho, os organizadores conseguiram a adesão de empresas do mais alto patamar, o que fez com que o Facebook percebesse o tamanho do problema e anunciasse algumas medidas.

Mark Zuckerberg realizou uma apresentação na sexta-feira (27) para anunciar que a empresa…

  1. passará a aplicar sua política de restrição de discursos de ódio para os anúncios na rede social
  2. restringirá desinformação sobre as eleições nos dias anteriores à votação;
  3. incluir alertas em conteúdo “noticioso” que incite violência e venha de figuras públicas, como políticos de alto escalão, mas sem sua exclusão;
  4. permitirá auditoria externa dos padrões da comunidade;
  5. trabalhará com a Aliança Global para Mídia Responsável (GARM) para apurar os requisitos para segurança de marcas.

O Stop Hate for Profit, no entanto, enxergou ações insuficientes nessas medidas do Facebook. O grupo cita que a empresa não deu detalhes e um plano de ação claro sobre as mudanças que colocará em prática para impedir discursos de ódio. Cada um dos pontos acima tem uma queixa:

  1. O Facebook não se comprometeu a tomar ações mais amplas em grupos ou posts, onde o problema é mais significante;
  2. A desinformação sobre eleições poderá continuar circulando durante todo o ano, com exceção dos dias que antecedem a votação;
  3. Os posts “noticiosos” de figuras públicas que promovam violência podem ser etiquetados, mas não são deletados, mesmo com o Facebook consciente do risco que eles representam;
  4. Faltam mais detalhes sobre como será a auditoria externa, sobre como será a independência dos auditores e se os resultados serão públicos, e quando eles serão publicados
  5. A empresa também não deu detalhes sobre o trabalho que será desenvolvido com a GARM e o que isso realmente significa

O que diz o Facebook

Quando questionado pelo Olhar Digital sobre o tema, o Facebook se defende, afirmando que tem políticas para restringir discursos de ódio e que tem agido de forma mais firme que concorrentes como o Twitter e o YouTube. A empresa menciona um relatório publicado pela União Europeia, que diz que a rede social analisa proporcionalmente mais denúncias do tipo do que seus concorrentes em um período de 24 horas.

De acordo com a pesquisa, o Facebook conseguiu revisar 95,7% das denúncias, enquanto o Instagram conseguiu acompanhar 91,8% dos casos. Já os concorrentes YouTube e Twitter se limitaram a analisar 81,5% e 76,6% das denúncias respectivamente.

“Investimos bilhões de dólares todos os anos para manter nossa comunidade segura e trabalhamos continuamente com especialistas da sociedade civil para revisar e atualizar nossas políticas. Nos abrimos para uma auditoria de direitos civis e banimos 250 organizações supremacistas brancas do Facebook e Instagram. Os investimentos que fizemos em Inteligência Artificial nos possibilitam encontrar quase 90% do discurso de ódio proativamente, agindo sobre eles antes que um usuário nos denuncie, e um relatório recente da União Europeia apontou que o Facebook analisou mais denúncias de discurso de ódio em 24 horas do que o Twitter e o YouTube. Temos mais trabalho para fazer e continuaremos trabalhando com grupos de direitos civis, GARM (Global Alliance for Responsible Media) e outros especialistas para desenvolver ainda mais ferramentas, tecnologias e políticas para continuar essa luta”, diz ao Olhar Digital um representante da companhia.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pesquisas desenvolvem tecidos que inativam vírus da Covid-19; entenda a eficácia e aplicação da tecnologia

Veja como testes foram realizados, custo do produto e qual a aplicação para o dia a dia.

Por Eduardo Rodrigues, G1

Tecidos são capazaes de inativar a SARS-Cov-2 — Foto: Divulgação/Nanox

Tecidos são capazaes de inativar a SARS-Cov-2 — Foto: Divulgação/Nanox

Nos últimos meses, diversos pesquisadores vêm desenvolvendo tecidos capazes de inativar a quantidade de Sars-Cov-2, vírus responsável por causar a Covid-19, em suas superfícies. No início de junho, uma pesquisa brasileira ganhou destaque pela eficácia.

A Nanox, uma Startup que já produzia tecidos que evitam a proliferação de fungos e bactérias, desenvolveu um tecido composto por poliéster, algodão e duas micropartículas de prata em busca de combater o vírus. De acordo com Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da empresa, as micropartículas conseguem oxigenar e destruir o vírus.

“O tecido tem esse ativo de prata e o vírus Sars CoV-2 tem uma camada lipídica, uma camada de gordura, e a prata oxida ela e quebra a barreira de proteção do vírus. Então, ele destrói o RNA e inativa o vírus”, explicou.

O produto foi mandado para testes ao Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e, em parceria com a Universitat Jaume I, da Espanha, e com o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi comprovado que a composição do tecido inativa até 99,9% de SARS-CoV-2 em dois minutos de contato.

Na Suíça, um estudo semelhante ao realizado em São Paulo comprovou a mesma eficácia no início de junho em testes com máscaras faciais.

Mas afinal, os tecidos são eficazes no combate ao coronavírus? Qual a sua aplicação? E o custo desses tecidos, é muito mais alto? O G1 ouviu os pesquisadores do projeto brasileiro e um infectologista para responder a estas questões.

Como foi comprovada a eficácia do tecido?

Para testar a eficácia do tecido, os pesquisadores utilizaram uma grande quantidade do vírus em laboratório e isolaram essa amostra. Dentro de um frasco, o tecido foi encharcado com uma enorme carga viral e foi observado se haveria a inatividade da Sars-Cov-2 (veja na imagem abaixo).

Segundo Luiz Gustavo Pagotto Simões, em dois minutos de contato do tecido de poliéster, algodão e duas micropartículas de prata com o vírus, 99,9% da Sars-Cov-2 foi inativado.

“Ali (na amostra) você vai ter mil unidades de vírus. Eliminando 99,9% você abaixa para cinco unidades de vírus. Então você tem uma redução drástica no vírus. O produto também é um anti fungo, anti-odor e elimina a bactéria”, afirmou o diretor em entrevista ao G1.

O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), responsável por isolar o SARS-Cov-2 no Brasil, realizou os testes dos tecidos, liderado pelo professor Lúcio Freitas Junior, pesquisador ICB-USP, que explica como o procedimento foi realizado:

“Infectamos um tecido sem modificação, outro com as duas modificações e um com o vírus que ficou dentro de um tubinho, sem nada, durante todo esse tempo. A gente teve que assumir o caos e testar todas as possibilidades possíveis, e deu um resultado interessante. O tecido normal (sem modificação) já elimina 20% do vírus. No pano com a modificação, elimina 99,9% do vírus. Simplesmente isso”, afirmou o professor.

Testes de SARS-Cov-2 é realizado em tecidos — Foto: Divulgação Nanox

Testes de SARS-Cov-2 é realizado em tecidos — Foto: Divulgação Nanox

Qual a aplicação no dia a dia?

Ao ir a um supermercado ou em algum comércio, por exemplo, a pessoa está constantemente em contato com vírus e bactérias. Em uma suposição em que essa pessoa encosta em um objeto contaminado com o coronavírus e logo em seguida passa a mão na camisa, o tecido com a tecnologia desenvolvida consegue desativar 99,9% do vírus em dois minutos.

Com isso, o contágio através do contato pode sofrer uma redução em determinadas situações. O infectologista Alexandre Barbosa, da Sociedade de Infectologia de São Paulo, no entanto, alerta que o contato NÃO é o maior causador da transmissão do vírus da Covid-19.

“Ainda que os estudos mostrem que esses tecidos realmente possam ser protetores no sentido de inativar a Covid, outros vírus, bactérias e fungos, isso tem uma aplicabilidade, uma importância menor, secundária em relação à Covid, visto que a transmissão por contato ela não é tão importante. O que eu quero dizer: não é a mais importante. Cerca de 70%, 80% das pessoas se contaminam por gotículas, forma respiratória”, comenta Barbosa.

Nas máscaras faciais, porém, o infectologista acredita que há uma importância maior e o tipo de tecido pode ser um aliado no combate à propagação do vírus.

Tecidos com partículas de prata inativam a Covid-19 — Foto: Divulgação Nanox

Tecidos com partículas de prata inativam a Covid-19 — Foto: Divulgação Nanox

Quais produtos podem ser confeccionados?

Os tecidos podem ser utilizados na confecção de diversas roupas: jeans para a produção de calças e jaquetas, camisas sociais, uniformes de empresas, roupas de academia, jaleco médico e aparatos médicos em geral.

De acordo com o professor Lúcio Freitas Junior, empresas que trabalham na confecção de madeira e plástico já o procuraram para fazer testes nesses materiais. Não há, porém, uma sinalização de que esses testes serão realizados neste momento.

Qual a durabilidade do tecido?

Os testes realizados mostraram que o tecido pode ser lavado até 30 vezes até que o efeito contra o vírus comece a ser prejudicado. Os pesquisadores querem aumentar essa durabilidade nas próximas confecções.

SARS-Cov-2 foi inativado em contato com tecidos tecnológicos — Foto: Divulgação Nanox

SARS-Cov-2 foi inativado em contato com tecidos tecnológicos — Foto: Divulgação Nanox

Qual o custo do produto?

Luiz Gustavo Pagotto Simões estima que os produtos feitos com o tecido de poliéster, algodão e duas micropartículas de prata sejam de 3% a 5% mais caros dos que os comuns vendidos nos comércios.

Segundo Simões os tecidos tecnológicos já estão à venda na grande São Paulo e no interior do Estado.

Outros testes pelo mundo

Em outros países, tecnologias em tecidos para o combate ao coronavírus também estão sendo desenvolvidas.

Em Indiana, nos Estados Unidos, cientistas desenvolveram um tecido capaz de inativar o coronavírus usando um campo elétrico fraco com baterias de microcéluas. O estudo mostra que a taxa de eletricidade não é prejudicial à saúde humana.

Já em Israel, uma empresa desenvolveu um tecido com revestimento de nanopartículas de óxido de zinco, que também destrói bactérias, fungos e vírus. De acordo com a agência Reuters, um teste piloto com os tecidos está sendo realizado na Itália em veículos e no transporte público.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Boeing testa com sucesso os paraquedas da cápsula Starliner

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Empresa queria se certificar de que os paraquedas seriam abertos corretamente e capazes de pousar a cápsula em segurança, mesmo sob condições adversas ou em caso de falha parcial do sistema

Boeing teve sucesso em um teste dos paraquedas de sua cápsula Starliner, que será usada para levar astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS). O teste foi realizado em 21 de junho, com a cápsula sendo levada por um balão até a altura necessária.

Segundo a empresa, o objetivo foi se certificar de que os paraquedas funcionariam corretamente mesmo sob condições adversas, entre elas caso a missão precise ser abortada nos estágios iniciais do lançamento. O condutor de voo da Boeing, Jim Harder, explicou:

“Paraquedas gostam de um fluxo de ar limpo. Eles inflam previsivelmente sob uma ampla gama de condições, mas em certos casos, quando a missão é abortada durante a subida, você está acionando esses paraquedas em um ar mais instável, onde a inflação adequada se torna menos previsível. Queríamos testar suas características sob baixa pressão dinâmica, para termos confiança total no sistema que desenvolvemos.”

A equipe também simulou uma falha no sistema, impedindo que um dos três paraquedas da cápsula fosse aberto como programado. Ainda assim, os dois restantes foram suficientes para levá-la até o solo em segurança.

A Boeing é uma das duas empresas que tem contrato com a Nasa para levar astronautas à ISS. O primeiro teste de sua cápsula no espaço não deu certo: ela não conseguiu chegar à estação, e uma análise posterior determinou que a falha poderia ter sido detectada e evitada se a Boeing tivesse adotado procedimentos de inspeção mais rígidos antes do lançamento.

Sua concorrente, a SpaceX, atracou a cápsula Endeavour, com os astronautas Bob Behnken e Doug Hurley à bordo, na ISS em 31 de maio deste ano, se tornando a primeira empresa comercial a conseguir este feito.

Fonte: Boeing

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Polo Sul está se aquecendo três vezes mais rápido que o resto do mundo

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Cientistas analisaram dados colhidos por estações meteorológicas nos últimos 60 anos. Temperatura está subindo 0,6 ºC por década, três vezes a média global

Uma equipe de cientistas da Nova Zelândia, Grã-Bretanha e Reino Unido descobriu que o Polo Sul está se aquecendo em uma velocidade três vezes maior do que o restante do planeta nas últimas três décadas. A descoberta foi feita analisando dados climáticos da região, coletados ao longo dos últimos 60 anos. Técnicas de modelagem climática foram então usadas para descobrir a causa do fenômeno.V

Segundo os pesquisadores, temperaturas acima da média no oeste do Oceano Pacífico causaram uma redução na pressão atmosférica sobre o mar de Weddell, no Atlântico Sul. Isso levou a um aumento no fluxo de ar mais quente diretamente sobre o Polo Sul, fazendo com que sua temperatura suba mais de 1,83 ºC desde 1989.

Os autores da pesquisa dizem que é provável que a tendência de aquecimento tenha sido potencializada pelas emissões de gases causadores do efeito estufa. “Embora as temperaturas estivessem subindo no Oeste da Antártica e Península Antártica ao longo do século 20, o Polo Sul estava esfriando”, diz Kyle Clem, pesquisador da Univerisidade de Victoria em Wellington, na Nova Zelândia, e principal autor do estudo.

Os dados mostram que o Polo Sul, o ponto mais remoto na Terra, está se aquecendo a uma taxa de 0,6 ºC por década, comparado a 0,2 ºC no restante do planeta.

“Suspeitávamos que essa parte da Antártica poderia ser imune ao aquecimento. Mas este não é mais o caso”, disse.

Fonte: Science Alert

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Novo vídeo mostra maior raio do mundo que começou em Santa Catarina

Fabiana Rolfini, editado por Cesar Schaeffer 

Olhar Digital

Imagens de satélite revelam que a descarga elétrica que ocorreu em 2018 surgiu inicialmente na cidade de Campos Novos e se ramificou para dois lados distintos, alcançando 709km de extensão

O maior raio em distância horizontal do mundo, que ocorreu em 31 de outubro de 2018, teve seu início registrado em Santa Catarina. A revelação foi feita pela pesquisadora e meteorologista da USP, Rachel Albrecht, com base em imagens de satélite divulgadas na segunda-feira (29). 

O vídeo mostra que a descarga elétrica de 709 quilômetros de extensão e 11.360 segundos de duração surgiu inicialmente na cidade de Campos Novos e se ramificou para dois lados distintos. Tanto a extensão quanto a duração do raio puderam ser medidas com a utilização de um sensor que detecta fontes de descargas elétricas a cada dois milissegundos.

Imagem de satélite mostra início da ramificação do raio. Vídeo: Reprodução YouTube/G1

“Uma ramificação seguiu para a cidade vizinha de Zortéa e então para o Oeste e Noroeste ao longo das cidades da fronteira do Rio Grande do Sul, até atingir a Argentina. Ao mesmo tempo, outra ramificação seguiu para a cidade de Campos Novos e então para o Sul, passando pelo Rio Grande do Sul até chegar no oceano, onde retornou para a Litoral Sul de Santa Catarina, terminando nos arredores de Armazém e Braço do Norte”, explicou Rachel. 

Segundo a pesquisadora, o fato de essas regiões serem propensas à formação de tempestades severas com enorme extensão horizontal contribuiu para que esse recorde de distância fosse registrado.

O material foi elaborado pelo pesquisador Michael Peterson, do Los Alamos National Laboratory, EUA, que submeteu o caso para a avaliação do OMM. O recorde oficial foi anunciado na última sexta-feira (26) pelo comitê da Organização Meteorológica Mundial (OMM). 

Via: G1

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

MIT cria robô capaz de esterilizar ambientes autonomamente com raios UV

Renato Santino 

Olhar Digital

Sistema será usado em galpão de organização sem fins lucrativos que distribui alimentos aos mais pobres

Pesquisadores e empresas da robótica batem na tecla de que o uso ideal dos robôs é eliminar o trabalho humano em situações de risco, e isso se aplica muito bem neste momento de crise do coronavírus. Um sinal disso é um novo robô do MIT, que será usado para desinfectar as instalações do Greater Boston Food Bank (GBFB), uma organização sem fins lucrativos que trabalha para alimentar pessoas pobres na região do Boston, nos Estados Unidos.

O projeto nasceu de uma parceria do Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação (CSAIL) do MIT com a Ava Robotics, uma empresa que se originou a partir de uma divisão da iRobot, conhecida pelos robôs-aspiradores Roomba e outras máquinas dedicadas à limpeza doméstica.

Para fazer a esterilização dos ambientes, o robô utiliza uma técnica já bastante conhecida: raios ultravioletas. A máquina é capaz de se locomover de forma autônoma por um ambiente, como fazem os robôs Roomba, sem qualquer acompanhamento humano. Essa parte é importante, porque a exposição direta aos raios UV pode causar danos sérios ao corpo, trazendo risco até mesmo de câncer, então enquanto o robô está ativo, ninguém pode estar por perto sem proteção adequada.

O robô foi adaptado de outros projetos da Ava, que desenvolve tecnologia de telepresença, normalmente exibindo o rosto de um operador remoto. Bastou para a empresa remover essa parte e equipá-lo com as luzes UV. O resto já estava pronto, com o reconhecimento do ambiente com câmeras e sensores que permitem a navegação independente já totalmente funcional.

O CSAIL também afirma que os raios disparados pelo robô vão além de esterilizar superfícies. De acordo com os pesquisadores, a máquina também é eficaz para limpar o ar do recinto, exterminando os vírus que estejam no ar em forma de aerossóis.

Por enquanto, o projeto foi desenvolvido exclusivamente com o GBFB em mente, diante da crise da Covid-19, mas o CSAIL imagina sua aplicação em múltiplos locais que precisem de esterilização constante, incluindo escolas, hospitais, lojas, aviões e mais.

O projeto do CSAIL também não é necessariamente novo. O Olhar Digital já mencionou projetos no Brasil e na Irlanda que combinam ultravioleta e robótica para esterilização autônoma de ambientes. Você pode conferir mais detalhes neste link.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Hackers criam golpe que lembra um ‘chupa-cabra’ virtual

Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Pesquisadores encontraram códigos maliciosos que são capazes de roubar dados de cartão de crédito ao serem inseridos em sites

Hackers desenvolveram um novo método para roubar dados de cartões de crédito mesmo em compras virtuais, em um golpe chamado de “chupa-cabra virtual” por pesquisadores de segurança do Malwarebytes.

Chupa-cabra de cartão, como são popularmente conhecidos os “skimmers” no Brasil, são pequenos dispositivos instalados por criminosos em caixas eletrônicos ou maquininhas de pagamento e que são capazes de roubar os dados do cartão que é inserido.

O golpe é conhecido e bastante aplicado, mas só funciona em compras físicas. Agora, um novo esquema detectado pelos pesquisadores da Malwarebytes lembra bastante o chupa-cabra, mas atua em transações online.

Os hackers estariam inserindo códigos maliciosos aos metadados EXIF de arquivos de imagens, que depois seriam executados em lojas virtuais comprometidas.

Para chegar a lojas sem que seus responsáveis participem do golpe, os hackers escondiam esses códigos maliciosos em arquivos enviados pelo plugin WooCommerce, do WordPress, que é bastante usado pelo mundo e, portanto, um grande alvo de hackers. Com isso, eles conseguiam coletar dados como nome do consumidor, endereço e dados de cartão de crédito.

A ideia de esconder código malicioso em arquivos de imagem não é novo, mas os pesquisadores dizem que é a primeira vez que o esquema é usado para simular o ataque do chupa-cabra de cartão.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Nova arma pode eletrocutar alvos até 30 metros de distância

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Specter tem alcance maior que o Taser, e pode ser disparado a partir de qualquer escopeta calibre 12

O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA está testando um novo tipo de arma não-letal chamado Specter (Small arms Pulsed Electronic Tetanization at Extended Range, algo como “pequena arma para tetanização por pulso eletrônico à distância ampliada”), capaz de eletrocutar um alvo a até 30 metros de distância, um alcance três vezes maior que o de similares como o Taser.

O Specter é um projétil que pode ser disparado a partir de qualquer escopeta calibre 12. A cerca de um metro do alvo ele se separa em três eletrodos, com pontas afiadas o suficiente para penetrar roupas e capaz de continuar administrando choques se detectar que o alvo ainda se move.

Segundo a Harkind Dynamics, fabricante da arma, para evitar possíveis ferimentos devido ao impacto de um projétil em alta velocidade o Specter tem um pequeno paraquedas que se abre pouco antes do impacto, reduzindo sua velocidade pela metade.

Mesmo sendo não letal, a arma tem seus críticos. “Se o paraquedas não abrir, há o risco de trauma causado pelo impacto direto”, disse à revista New Scientist um porta-voz da Omega Research Foundation, uma empresa inglesa que monitora tecnologias de segurança,

“Se ele atingir a cabeça há um risco de ferimentos sérios, ou mesmo morte”, disse.

Fonte: Futurism 

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.