O que é necessário para desligar um país inteiro da internet mundial?

Do Olhar Digital

Nesta semana, o mundo foi pego de surpresa com a expectativa de que a Rússia pode realizar um experimento peculiar: desligar o país completamente da internet global, como um teste para proteção contra ciberataques em caso de uma ciberguerra. A questão que paira no ar, no entanto: qual é a viabilidade de excluir totalmente um país da internet e como isso pode ser feito?

A ideia da Rússia é se proteger contra um ataque externo em caso de ciberguerra, o que parece cada vez menos improvável. Por este motivo, o país pretende realizar esse teste no qual a internet é efetivamente bloqueada do restante do planeta, garantindo prontidão em caso de uma emergência real. Neste momento, entrará em ação a RuNet, como é chamada essa rede interna na Rússia, que não permitirá acesso a serviços e sites hospedados fora do país, mas continuará dando acesso normal a páginas russas.

Não é uma tarefa simples excluir um país inteiro da internet por meio de um ataque externo. Não seria difícil para um ataque desconectar completamente um país pequeno e pouco conectado da internet. Olhando o mapa de cabos submarinos que formam a rede, é possível notar que alguns países possuem apenas um cabo de comunicação com a internet mundial. Bastaria, neste caso, romper o cabo para eliminar a conectividade de um país inteiro.

A Rússia, no entanto, não é um país pequeno e certamente não há apenas um cabo ligando o território russo ao resto da rede global, então o mais provável que pode vir a acontecer é o próprio governo russo desligar o acesso externo como medida de proteção contra um ciberataque.

Quando falamos em um evento em que o próprio governo desliga o acesso externo, a questão mais complexa para se avaliar é a questão da capilaridade da infraestrutura oferecida pelos prestadores de serviços de internet. Um país com muitas empresas operando neste setor deve ter mais dificuldades em implementar um bloqueio do tráfego externo do que outro com poucas alternativas, especialmente em situações em que uma estatal tem um controle muito forte sobre o setor. Neste caso, o próprio governo só precisa girar a chave para que o bloqueio externo seja ativado; em mercados com mais empresas, a situação tende a ficar mais complicada.

Existem casos de países que tiveram a internet completamente cortada como forma de censura a movimentos de protesto. Isso foi recorrente durante o período que ficou conhecido como “Primavera Árabe”, quando países como Síria e Egito viram grandes manifestações políticas, e governantes chegaram a desativar a internet para tentar desmobilizar a população. No entanto, ambos os países possuem infraestrutura precária e controlada de internet, o que simplifica o desligamento do resto do globo. O Brasil chegou a discutir o isolamento da internet global em 2013, durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff, na época do escândalo de espionagem revelado por Edward Snowden, mas a ideia não foi para frente.

A China é talvez o maior exemplo de internet controlada pelo governo, mas nem ela foi tão longe quanto a proposta russa de se isolar completamente da rede global. A vantagem da China sobre a Rússia neste caso é que o controle governamental chinês foi implementado desde o princípio da internet no país, o que permitiu criar mecanismos de restrição mais eficientes. A tarefa da Rússia tende a ser mais cara e trabalhosa.

A Rússia não dá muitos detalhes sobre como será realizado este bloqueio, e, ao que tudo indica, boa parte do plano ainda está indefinido, o que explica a necessidade da realização de experimentos para definir o que é necessário para colocar a ideia em atividade quando for “para valer”. Sabe-se que as ordens são direcionadas às operadoras, que devem passar a bloquear IPs externos, efetivamente impedindo a conclusão de qualquer requisição. Na prática, um cidadão russo não poderia acessar o Facebook, por exemplo, hospedado fora do país, da mesma forma que alguém fora do país seria incapaz de acessar os serviços hospedados na Rússia.

O trabalho das operadoras russas deve ser grande para que essa ideia saia do papel. Uma parte do projeto do governo da Rússia é que todo o tráfego de internet entrando ou saindo do país seja direcionado para gateways (portões) controlados pelo próprio governo, o que aumentaria a centralização da internet e facilitaria uma ação de desligamento em caso de ataque. Não à toa, as operadoras russas esperam ser ressarcidas pelo Estado para implementação dessa infraestrutura.

Também se sabe que a Rússia estabeleceu seu próprio servidor de DNS, para não depender de organizações externas. Para quem não sabe, o servidor de DNS tem uma tarefa primordial no funcionamento da internet: a tarefa dele é traduzir o endereço digitado na barra de endereços do navegador (por exemplo: www.olhardigital.com.br) e transformá-lo em um número de IP que permita a comunicação entre o computador e o servidor. Se a Rússia se desligasse da internet mundial sem o seu próprio servidor de DNS de backup, os cidadãos russos precisariam digitar endereços de IP na barra de endereços.

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Humano vence Inteligência Artificial da IBM em debate na Think Conference

O debatedor Harish Natarajan triunfou sobre o robô em desafio

O mundo assiste a um desenvolvimento cada vez maior da Inteligência Artificial (IA), o que inclui ser derrotado por ela em diversos desafios. Mas, em um dos últimos duelos “homem x máquina” foi a vez dos humanos triunfarem. Odebatedor Harish Natarajan venceu a Miss Debater, máquina dotada de IA da IBM, durante a Think Conference, em São Francisco.

Vencedor do Debate Europeu de 2012, Natarajan, trocou respostas com a máquina da IBM para uma audiência de 700 pessoas, que era composta pelos principais debatedores das escolas da Bay Area (que compreende as cidades de São Francisco e Oakland) e por uma centena de jornalistas.

Cada lado teve 15 minutos para se preparar para o confronto. Logo depois, eles apresentaram um comunicado de abertura de quatro minutos, uma refutação de argumentos também de quatro minutos e um resumo de mais 120 segundos. Miss Debater (anteriormente conhecida como Project Debater) retirou argumentos de seu banco de dados, que contém 10 bilhões de sentenças provenientes de jornais e revistas acadêmicas e, enquanto a caixa preta do tamanho de um humano falava, três bolas azuis flutuavam em sua tela.

O confronto foi mais recente evento do “grande desafio” da IBM, que coloca pessoas contra máquinas. O histórico de vitórias dos sistemas da empresa é extenso e vem desde 1996 com a derrota do russo Garry Kasparov, lenda do xadrez, em uma partida contra a máquina Deep Blue . Mais tarde, em 2011, a tecnologia triunfou com o supercomputador Watson no jogo de respostas Jeopardy (muito popular na TV americana).

Natarajan escreveu um post em seu LinkendIn, explicando que o debate é mais complicado para a máquina, pelo fato de exigir um cuidado das emoções, do uso da linguagem, da retórica e de exemplos. Porém ele ainda admitiu que “chegará um momento em que a IA será melhor que os humanos”.

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WhatsApp agora permite que o usuário rejeite convites para grupos

A atualização do app ganha uma função na qual é possível selecionar quem pode ou não te adicionar a um novo grupo

O WhatsApp está prestes a ganhar uma função que vai deixar muitas pessoas felizes. Agora, você não é mais obrigado a fazer parte daquele grupo que acha chato, mas não tem coragem de sair. Essa limitação era motivo de algumas queixas e a empresa está desenvolvendo novos recursos que permitem bloquear quem pode ou não te adicionar na conversa.

Agora se torna uma opção fazer parte daqueles grupos que ninguém fala nada ou nos quais você não conhece ninguém que faz parte e te adicionaram por engano. Segundo o site WABetaInfo, o aplicativo desenvolveu um sistema de convites que dará ao usuário a opção de aceitar ou não entrar em uma conversa com várias pessoas. O recurso está já disponível na versão iOS do app e deve chegar logo ao Android.

A nova ferramenta está disponível em “Conigurações -> Conta -> Privacidade -> Grupos” e nela a especificação de permitir quem pode te adicionar funciona entre “Todos”, “Meus contatos” ou “Nenhum”. No caso da opção “Nenhum” ser selecionada, os administradores dos grupos entrarão em contato, solicitando que você aceite ou não, e dando o prazo de 72h para a decisão. Se a segunda opção for escolhida, se alguém de fora queira te chamar, uma notificação também será enviada.

Acredita-se ainda que um novo mecanismo de fazer parte dos grupos por meio de um link também está por vir. Alguns outros ajustes dentro da plataforma de mensagens estão sendo testados e a autenticação de impressões digitais ao entrar no app também é esperada para breve.

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Em breve, o CPF poderá funcionar como documento único no país

O governo federal finaliza um decreto que abre espaço para uma mudança nacional. Em breve, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) passará a permitir que os cidadões acessem serviços públicos sem a necessidade de outros documentos. A proposta passa por ajustes e deve ser assinada pelo presidente nos póximos dias.

A iniciativa partiu do Ministério da Economia e da Controladoria-Geral da União, com o intuito de unificar o atendimento nas bases de dados federais. A proposta prevê que o número do CPF possa ser usado em substituição aos números da carteira de trabalho, da carteira de habilitação, do cadastro em programas sociais e do certificado de serviço militar.

A previsão é de que isso seja colocado em prática já nessa semana, e estima-se que em um ano, todas as bases de dados sejam atualizadas e adaptadas.

Casos de exceção

Esse decreto, no entanto, não exclui os documentos existentes hoje, e em determinadas situações previstas pela lei, o uso do CPF não irá dispensar outros documentos. Um exemplo disso é no caso da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) que deve estar sempre com o condutor, como previsto no Código de Trânsito.

Em entrevista à Folha de SP, o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Salin Monteiro, disse que essa será uma medida que irá facilitar a vida do cidadão, que vai precisar guardar apenas um só número para a vida inteira.

A unificação das bases de dados a partir do CPF é diferente da unificação de documentos, a chamada Identificação Civil Nacional (ICN), que reúne RG, CPF, título de eleitor, foto e dados biométricos do cidadão. A base de dados serviu para a criação, em 2017, do Documento Nacional de Identidade (DNI), um aplicativo que substitui documentos impressos.

Fonte: Folha de São Paulo

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Falha no WordPress pode fazer com que sites sejam tomados por hackers

Donos de sites hospedados no WordPress e que usam o Simple Social Buttons (plugin que permite compartilhamento simplificado para as redes sociais), devem atualizar este recurso o quanto antes. Uma falha de segurança permite que usuários comuns tomem para si sites inteiros.

Luka Šikić, um pesquisador e desenvolvedor da empresa WebARX, descobriu a falha de segurança na última semana e a reportou ao autor do plugin. Segundo ele, um hacker que registrar nova conta no site pode se aproveitar da falha e realizar diversas mudanças nas principais configurações de qualquer página. Essas modificações podem ir desde instalar atalhos para invasão do site ou até mesmo sequestrar os sites.

Šikić postou um vídeo em seu canal do Youtube que mostra o quão perigoso pode ser essa vulnerabilidade de sistema. Veja:

Lembrando que essa não é a primeira vez falha de segurança presente no WordPress, como pode ser visto nesse artigo publicado pelo Olhar Digital no ano passado.

De acordo a dados divulgados pelo WordPress, o plugin já foi instalado em mais de 40 mil websites, fazendo dele um atrativo para quem quer realizar qualquer tipo de atividade de roubo de informações. A empresa responsável pelo plugin já lançou uma atualização que corrige o problema, por esse motivo, a orientação é a de que ele seja atualizado o quanto antes para evitar qualquer tipo de problema para os donos dos sites.

Via: ZDnet

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Prepare as economias: Elon Musk estipula preço para futura viagem à Marte

Em seu Twitter, empresário estipula o preço de US$ 500 mil para trocar de planeta. E o melhor de tudo: a passagem de volta é de graça!

A Starship, nave interplanetária da SpaceX, nem saiu da Terra ainda. Mesmo assim, Elon Musk já especula o preço de uma futura passagem para Marte – não se assuste. Fundador e CEO da empresa, Musk escreveu em um tuíte, ontem, conforme reportado pela Cnet, que confia que uma viagem para o planeta vermelho custe, um dia, menos que US$ 500 mil.

Musk afirma que esse preço está “muito dependente do volume”, mas pensa que o valor pode eventualmente despencar a uma quantia inferior a US$ 100 mil. Segundo ele, seria barato o suficiente para que “a maioria das pessoas com economias avançadas pudesse vender suas casas na Terra e se mudar para Marte, se quiserem.”

Quando se escuta “metade de um milhão de dólares”, certamente isso soa como uma bala no ouvido. No entanto, comparativamente, o valor é bem razoável. Por exemplo, hoje são gastos US$ 200 mil para degustar um voo da Virgin Galactic com gravidade zero, e até mesmo US$ 9,5 milhões para tirar umas férias de luxo em uma estação espacial.

Um dos principais aperitivos do tuíte de Musk é que o bilhete de volta será gratuito. Sim, se você se mudar para Marte e não se acostumar com o clima ou a gastronomia do local, não terá dificuldades em arranjar sua viagem de volta ao planeta natal.

Mas em que pé anda a Starship?

A espaçonave de aço inoxidável da SpaceX está em fase de desenvolvimento. A empresa anunciou, no mês passado, um protótipo designado para testes curtos de decolagem e pouso. Além disso, o motor Raptor, que vai alimentar o foguete até o planeta vizinho, já passa por avaliações.

Antes de decolar rumo a Marte, a SpaceX planeja enviar o Starship ao redor da lua em 2023 – com turistas a bordo.

O próprio Musk calcula que tem 70% de chance de fazer as suas malas para Marte. Ele, aliás, flerta há um bom tempo com uma conta do planeta no Twitter. Não será surpresa, portanto, se ele decidir levar sua paixão cósmica (e platônica) para o próximo nível

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Direitos autorais do Youtube viram ferramenta de extorsão dentro da plataforma

Golpistas ameaçam desativar canais a menos que sejam pagos

Um chantagista anônimo pegou, pelo menos, dois criadores do YouTube em um esquema envolvendo exigência de dinheiro e leis sobre direitos autorais que apresentam diversas falhas.

Na semana passada, ambos os criadores compartilharam histórias de como seus canais estavam sendo ameaçados com um terceiro ataque envolvendo direitos autorais – e o possível encerramento de seus canais – de um estelionatário anônimo. O golpista cobrou um pagamento, que deveria ser feito em uma carteira de bitcoins (que, até o momento dessa matéria, estava vazia) ou em uma conta conjunta no Paypal (que foi deletada).

“Uma vez que recebermos nossos pagamentos, cancelamos os strikes (penalidades) no seu canal,” escreveu o golpista em uma mensagem via Telegram para uma das vítimas — ObbyRaidz — que comanda um pequeno canal dedicado ao Minecraft. “Você está livre para cobrar, caso não o façamos, mas te garanto que faremos. Nós te daremos pouco tempo para tomar sua decisão”, acrescentaram.

Strikes de copyright servem a um propósito importante para o YouTube, uma vez que eles previnem material protegido — de músicas pop até trailers de filmes — de serem usados sem autorização. Os YouTubers que recebem um ou dois strikes precisam excluir os vídeos inadequados ou ofensivos. Recursos como gerar receita podem ser restritos a longo prazo. E conseguir esses privilégios de volta pode levar meses de trabalho, especialmente para canais menores, que são frequentemente negligenciados em favor daqueles maiores ou mais populares.

Três strikes de direitos autorais em um período de três meses pode derrubar um canal permanentemente. Em um vídeo curto postado em seu canal no dia 29 de janeiro, ObbyRaidz descreveu isso como “basicamente extorsão”. “Se nós não tivéssemos pagado esse cara, ele adicionaria o terceiro strike nos meus vídeos.”

Essa não é a primeira vez que o não tão perfeito sistema de direitos autorais do YouTube apunhalou os criadores de conteúdo pelas costas. A abordagem sem moderação da plataforma permitiu que os trolls dos direitos autorais prosperassem por anos – não apenas em extorsão, mas em calúnias, por exemplo. Eles também podem ser usados para suprimir notícias negativas. Algumas empresas têm atuado contra comediantes, utilizando as regras de copyright em uma tentativa de sufocar quaisquer vídeos que zombam de sua marca.

Os estelionatários também usaram o sistema de direitos autorais do YouTube para prejudicar canais menores (atitudes chamadas “phish” e “doxx”). Para enviar uma solicitação de redefinição de conta, as políticas do YouTube determinam que o criador forneça suas informações pessoais, o que pode abrir as portas para o assédio na vida real. Esta não é a primeira vez que golpistas se aproveitam da plataforma. Casos semelhantes de canais menores sendo desconectados usando esse tipo de golpe apareceram muitas vezes nos fóruns de ajuda do site — que são uma das únicas pontes de contato com o YouTube.

Atendimento omisso do YouTube

Em seu vídeo, ObbyRaidz conta que suas tentativas de contatar o pessoal do YouTube ou quaisquer tentativas de revogar os ataques foram negadas ou não respondidas.

Aqueles que são capazes de recorrer dos strikes também percorrem um caminho difícil. O processo, quando bem-sucedido, pode levar pelo menos um mês – durante esse período, “você não pode fazer upload de vídeos”, segundo Pierce Riola, um dublador cujo canal do YouTube foi já atingido por golpes semelhantes.

Alguns criadores — incluindo Pierce — reportaram que o algoritmo do YouTube pode “punir” os canais que interrompem o upload por um período prolongado. Eles ficam relegados às últimas partes do feed — onde seu conteúdo tem menor probabilidade ser visto. Um canal menor que luta contra as regras de direitos autorais pode sofrer quase tanto dano quanto se fosse excluído.

O que quer que os golpistas tenham feito com os canais de ObbyRaidz e KenzoOG foi revertido. “Ambos os strikes foram retirados e os vídeos, repostados”, disse o YouTube pelo Twitter, em resposta a ObbyRaidz. Procurada pelo The Verge, a companhia confirmou o ocorrido.

Perguntado sobre suas políticas a respeito dos abusos envolvendo as diretrizes de direitos autorais, o portavoz do YouTube, apontou para uma declaração anterior. “Após revisão, esses avisos de remoção (de vídeos) foram abusivos”, disse. “Nós temos tolerância zero com solicitações judiciais fraudulentas, por isso encerramos os canais responsáveis por elas”.

O incidente traz preocupações reais no que diz respeito à habilidade do YouTube de responder às tentativas de chantagem embasadas em direitos autorais. ObbyRaidz não foi ouvido pelo YouTube antes do apoio dos milhares de retweets e centenas de comentários. Até mesmo canais grandes só conseguiram chamar a atenção da plataforma depois de tweets que viralizaram.

O maior problema é a estrutura dos direitos autorais da rede social. Ela joga toda a investigação no acusado, sem questionar o acusador. Como um usuário do Reddit pontuou, o estelionatário foi capaz de conduzir todo o processo a partir de um canal recém criado, sem vídeos, usando apenas um e-mail descartável — fácil de criar e fácil de ser considerado suspeito.

A plataforma trabalha (ingenuamente) assumindo que apenas os usuários que realmente tiveram seu conteúdo roubado fazem as denúncias. A página de instruções para aqueles que usam o YouTube os adverte para que não usem o processo incorretamente. “Mas esse não é o mundo em que vivemos em 2019”, diz Annemarie Bridy, professora de direito da Universidade de Idaho, especializada em direitos autorais. “É um estatuto (criado) em uma era mais inocente e otimista na história da Internet”.

Como Bridy colocou, o problema é incentivo: o YouTube tem muito mais a perder com detentores de direitos autorais furiosos do que com um ou outro usuário irritado. Críticos de filmes na plataforma, que tiveram seus canais bombardeados de strikes da Universal Pictures depois de incluir trechos dos filmes em seus reviews, por exemplo. Mesmo depois de afirmar que eles eram protegidos com uso justo do conteúdo, alguns descobriram que o YouTube ficou do lado do estúdio e não dos criadores de conteúdo, por exemplo.

“São os pequenos que se perdem na confusão”, diz Bridy. “É uma pena, porque na verdade são eles que fazem o YouTube valer a pena.”

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Brasil perde 7,2 milhões de linhas móveis em 2018

Entre grandes empresas, a Telefônica (Vivo) foi a operadora com maior quantidade de clientes, com 73.160.110 linhas (31,91% do mercado) em dezembro de 2018.

O Brasil registrou 229.210.890 linhas móveis no mês de dezembro de 2018, segundo levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em comparação com dezembro de 2017 houve uma redução de 7.277.658 linhas, o que corresponde a uma queda de 3,08%. Em relação ao mês anterior (novembro de 2018), o serviço de telefonia móvel perdeu 2.617.069 linhas, o que equivale a menos 1,13%.

Entre grandes  empresas, a Telefônica (Vivo) foi a operadora com maior quantidade de clientes, com 73.160.110 linhas (31,91% do mercado) em dezembro de 2018. Em segundo lugar ficou a Claro, com 56.416.473 clientes (24,61% do mercado); em terceiro, a Tim, com 55.922.528 clientes (24,39% do mercado); e, na quarta posição, a Oi, com 37.703.153 clientes (16,44% do mercado).

Entre as prestadoras de pequeno porte (PPP), ou seja, empresas que detêm menos de 5% do mercado, a Nextel registrou a maior quantidade de clientes, com 3.300.715 linhas. Seguem a Algar, com 1.289.852 linhas; a Porto Seguro, 825.428 linhas; a Datora, 397.558 linhas; e a Sercomtel com 62.185 linhas no mês de dezembro. Outras empresas somaram 132.888 linhas. Essas empresas juntas detém 5.875.738 linhas em dezembro. Em 12 meses, as PPPs registram um crescimento de 1.058.837 linhas, enquanto as quatro grandes, somadas, registraram queda de 8.336.495 linhas.

Entre as linhas móveis, em dezembro, foram registradas 129.549.487 linhas pré-pagas (56,51%) e 99.661.403 linhas pós-pagas (43,49%). Na comparação com dezembro de 2017, houve uma redução de 18.959.874 linhas pré-pagas (-12,77%) e aumento de 11.682.216 linhas pós-pagas (+13,28%).

Nos últimos 12 meses, somente 5 estados apresentaram crescimento no número de linhas móveis: Roraima com saldo de 23.066 linhas (+4,76 %); Amapá, com saldo de 19.245 linhas (+2,72%); Amazonas, 66.904 linhas (+1,93 %); São Paulo, 642.922 linhas (+1,03%) e Espírito Santo, 11.654 (+0,31%). A maior participação de mercado no serviço móvel ocorre no estado São Paulo, com 62.995.649 linhas móveis em operação (27,48% do mercado).

Dentre as tecnologias, no mês de dezembro, foram registrados 129.842.050 usuários de 4G (56,64% do total), 54.728.630 usuários de 3G (23,87%) e 24.850.063 usuários de 2G (10,84%). Foram registradas 19.790.147 linhas móveis para tecnologia máquina a máquina (M2M). A tecnologia 4G registrou aumento de 27.604.006 linhas (+27%) e a tecnologia 3G registrou redução de 31.888.468 linhas (-36,82%).

Os números do serviço de telefonia móvel estão disponíveis no Portal da Anatel. A Agência disponibiliza mensalmente os dados segmentados por grupo econômico, código nacional, unidades da federação, tipo, entre outras classificações.

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Google afirma que não usa dados coletados pelo Gmail para direcionar anúncios

Empresa diz que segue as normas de privacidade da legislação brasileira e vai colaborar com o MPF

O Google responde a processo da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) que questiona a violação de termos de privacidade pela empresa. Em nota enviada, a companhia afirma que não utiliza dados escaneados em e-mails para direcionar anúncios.

“O Google prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades. Não usamos a informação disponível no Gmail para a personalização de anúncios e estamos seguros de que nossos produtos seguem a legislação brasileira”, afirmou o porta-voz da gigante das buscas no Brasil.

A decisão pelo início da investigação foi publicada na quarta-feira (6) pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) no Diário Oficial da União. Ainda em 2015, a empresa passou por uma denúncia similar feita pelo Ministério Público Federal do Piauì. O MPF dizia que o Google não tinha permissão para escanear emails . Na época, a companhia refutou acusação ao afirmar que existia sim uma permissão concedida pelos usuários.

Já, em 2017, o Google abandonou a prática de coleta de dados no Gmail para o direcionamento de propagandas. De acordo com o CEO, Sundar Pichai, a empresa utiliza robôs apenas para buscar palavras chaves em e-mails, de modo que consiga criar aletas e notificações personalizadas para seus usuários.

A acusação, se comprovada verdadeira, viola seções do Marco Civil da Internet e do Código de Defesa do Consumidos, o que resultaria em uma multa de até R$ 9,7 milhões.

Fonte: Tele Sintese

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Novas fotos feitas pela NASA mostram uma pedra espacial com forma misteriosa

A pedra foi chamada de 2014 MU69

A espaçonave New Horizons, da NASA, se aproximou no ano novo de uma misteriosa pedra espacial — e a batizou de 2014 MU69. À primeira vista, ela se parece com um boneco de neve desengonçado ou, talvez, um amendoim deformado. Porém, novas fotos permitem ver que ela é mais plana do se pensava — mais próxima do formato de uma panqueca do que de um amendoim.

As primeiras fotos enviadas para a Terra revelaram um objeto composto por dois segmentos que se tocam. As duas partes pareciam redondas inicialmente, mas a nova série de imagens de perfil mostra uma forma mais plana. A seção maior parece uma panqueca gigante, de acordo com o Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, e a menor, um amendoim amassado.

“As novas imagens estão criando um enigma científico sobre como um objeto desse poderia sequer ser formado”, diz Alan Stern, pesquisador na missão da New Horizons. Já o astrônomo do Planetário do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, Alex Parker, afirma que formas parecidas surgem nas luas de Saturno, mas elas são formadas em um ambiente especial dos anéis do planeta, enquanto a 2014 MU69 formou-se no espaço profundo.

A pedra está a 4,1 bilhões de milhas da Terra, no Cinturão de Kuiper — uma grande extensão de objetos frígidos que orbitam o Sol nos extremos do Sistema Solar. Durante sua passagem pela pedra — que tem 21 milhas de extensão —, a New Horizons tirou fotos com suas duas câmeras e coletou 50GB de dados.

Os pesquisadores não têm total certeza de que o último modelo é a forma exata da pedra. Ainda há um pedaço inteiro que não foi iluminado pelo Sol, o que significa que parte de sua forma ainda é estimada. Qualquer que seja a forma final, as descobertas animam os pesquisadores. “Nós nunca vimos algo como isso orbitando o Sol”, conta Stern.

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