Neurocientistas criam jogos grátis que ajudam a treinar o cérebro

Rafael Rigues

Olhar Digital

Games gratuitos para Android e iOS foram desenvolvidos para estimular a memória, inibição e flexibilidade cognitiva

Um dos primeiros grandes sucessos do Nintendo DS, portátil lançado pela Nintendo em 2004, foi Brain Age, um jogo desenvolvido em parceria com o neurocientista japonês Dr. Ryuta Kawashima. O jogo consistia em uma série de testes matemáticos e quebra-cabeças projetados para exercitar e manter ativas diversas partes do cérebro, o que em teoria deveria melhorar a concentração e raciocínio lógico dos jogadores.

Agora, neurocientistas de Nova York e da Califórnia desenvolveram três jogos projetados para aumentar a habilidade cognitiva dos usuários. Sua eficácia foi comprovada por vários estudos, que demonstraram ganhos na memória, inibição e flexibilidade cognitiva.

Os jogos foram desenvolvidos por Jan L. Plass, da Steinhardt School of Culture Education and Human Development da Universidade de Nova York, Bruce D. Homer do Centro de Graduação da Universidade da Cidade de Nova York e Richard E. Mayer da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, como parte de um projeto de pesquisas de 4 anos financiado pelo Instituto de Ciências para Educação do Departamento de Educação dos EUA.

Durante as pesquisas, os cientistas descobriram que os jogos eram capazes de melhorar as funções executivas do cérebro com apenas duas horas de jogo. Com isso, decidiram torná-los disponíveis como jogos online e na App Store e Google Play.

“Embora algumas crianças tenham acesso às melhores escolas e recursos, esse não é o caso de muitas famílias de comunidades menos abastadas de todo o país. Esperamos que esses jogos possam ajudar a fechar a lacuna que essa falta de oportunidade criou”, afirmou Plass.

“Ao contrário de outros jogos, nossos aplicativos foram projetados desde o início por uma equipe de psicólogos do desenvolvimento, neurocientistas, cientistas do aprendizado e designers de jogos para treinar habilidades cognitivas”, diz Homer, professor de psicologia educacional e um dos pesquisadores.

São três títulos: Gwakkamolé (AndroidiOS) foi criado para desenvolver o controle inibitório, nossa habilidade de contolar atenção, comportamento, pensamentos e/ou emoções. Jogadores devem esmagar abacates, mas apenas os que não estiverem usando chapéus. À medida que o jogo avança, a quantidade e velocidade com que os abacates aparecem na tela aumenta. O jogo força os participantes a se concentrar e a responder rapidamente a mudanças no ambiente.

Em CrushStations (AndroidiOS) os jogadores são apresentados a uma criatura marinha e devem se lembrar de sua cor e tipo. Se não se lembrarem, a criatura será devorada por um polvo. O objetivo é treinar a memória de trabalho, responsável por armazenar e processar informações temporariamente.

Já “All you can E.T” (AndroidiOS) foi criado para treinar a flexibilidade cognitiva. Os jogadores devem alimentar aliens famintos, mas cada tipo e cor só come um alimento específico. O desafio é combinar os alimentos e ETs correspondentes, considerando que os alienígenas “mudam de ideia”, e de alimento preferido, de tempos em tempos.

Os pesquisadores publicaram oito artigos detalhando a eficácia de seus jogos. Segundo eles, “encontramos evidências replicadas em vários experimentos de que jogar nossos jogos por duas horas causa melhoria nas habilidades das funções executivas, em comparação com um grupo de controle que joga um jogo não relacionado”, disse Mayer.

“Esse é um dos poucos experimentos científicos que mostram os benefícios do treinamento baseado em jogos em habilidades de função executiva, como mudar de uma tarefa para outra ou acompanhar uma série de eventos. Este trabalho mostra os benefícios de projetar jogos com base na teoria cognitiva do treinamento baseado em jogos”, afirmam.

Fonte: Good News Network

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Última atualização da história do Windows 7 traz bug no papel de parede

Renato Santino

Olhar Digital

Sistema operacional foi oficialmente abandonado pela Microsoft, mas o update final causou transtorno aos usuários que permaneceram

Windows 7 é oficialmente um sistema operacional abandonado desde a semana passada. Assim, a atualização liberada no dia 14 de janeiro, batizada de KB4534310, provavelmente foi a última da história do sistema para usuários comuns. Seria uma pena se justamente o último update quebrasse alguma ferramenta do sistema, não é mesmo? Pois foi o exatamente o que aconteceu.

Usuários que ainda estão rodando o Windows 7 e instalaram o KB4534310 começaram a se queixar de um problema na exibição do papel de parede do sistema. Em vez de exibir a imagem corretamente, o sistema passa a mostrar apenas a cor preta como plano de fundo.

Reprodução

De acordo com as reclamações dos usuários do Reddit, foi possível rastrear a origem do problema. Ela reside na configuração “Estender”, feita para que papéis de parede sejam “esticados” para preencher a totalidade do display. Quando este recurso está ativado com a atualização KB4534310 instalada, ao reiniciar o computador, a imagem será trocada pelo fundo preto. O mesmo pode ser observado pelo site Bleeping Computer.

Quem faz questão de usar o modo “Estender” para ajustar seu papel de parede à sua tela, precisa contornar essa situação. Uma das possibilidades é remover a atualização KB4534310 do computador para continuar usando tudo como estava antes.

Caso contrário, a alternativa sugerida pelo Bleeping Computer é tirar um print da tela com o papel de parede no modo “Estender”, salvar a imagem e utilizar essa captura como plano de fundo no modo “Preencher”.

Até o momento, a Microsoft não disse se tem algum plano de corrigir esse bug, já que o Windows 7 chegou ao fim de seu ciclo de suporte. Em teoria, não deveria mais haver nenhuma atualização grátis para os usuários comuns nunca mais, mas nada impede que a companhia lance uma correção por “boa vontade”.

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Microsoft descobre nova versão do malware sLoad

Rafael Rigues

Olhar Digital

Malware tem como função infectar PCs e “abrir as portas” para que recebam mais malware. Nova versão tem mudanças para dificultar o trabalho dos especialistas de segurança

Um mês após detalhar o funcionamento do malware sLoad, especialistas em segurança da Microsoft encontraram à solta uma versão atualizada, conhecida como sLoad 2.0 ou Starslord. E embora tenha algumas mudanças no código para impedir que seja analisado ou detectado pelos especialistas, o propósito continua o mesmo: espalhar mais malware.

O sLoad é o que é tecnicamente conhecido como um “dropper”: malware que baixa e instala outro malware em uma máquina infectada. Esse tipo de praga se mantém em constante comunicação com servidores de comando e controle (C&C), que indicam quais “cargas” devem ser baixadas e executadas nas vítimas.

Droppers são uma categoria muito “útil” no submundo do crime digital, porque seu uso é geralmente subcontratado. Um grupo infecta as máquinas, e depois as coloca à disposição de outros grupos que desejem usá-las para executar ataques DDoS, envio de spam, mineração de criptomoedas, extorsão e por aí vai.

O sLoad se destaca de outros programas em sua categoria por seu uso extensivo de tecnologias da própria Microsoft que compõem partes fundamentais do Windows. Por exemplo, quase todas as operações de rede são agendadas através de um sistema chamado BITS, usado no Windows Update. Ele monitora a conexão de rede e procura, e baixa, atualizações de sistema apenas quando ela está ociosa, evitando “deixar a internet lenta” quando o usuário mais precisa, o que poderia levantar suspeitas.

Outra tecnologia usada pelo sLoad é a PowerShell, interpretador de comandos e linguagem de script integrada ao sistema desde o Windows 7. Ela é usada para executar scripts em memória, sem que tenham que ser armazenados como arquivos no disco rígido do PC.

A nova versão do sLoad tem duas características que chamaram a atenção dos especialistas: uma é a capacidade de identificar o estágio de infecção de uma máquina, o que torna possível para os servidores de controle distribuir diferentes comandos para diferentes estágios.

A outra é um mecanismo “anti-análise”. O sLoad 2.0 pode detectar quando um especialista está tentando analisar seus processos ou código, e marca esta máquina para que receba menos respostas dos servidores de controle e não receba uma “carga” de malware para executar. Esse funcionamento incompleto prejudica o trabalho do analista.

O funcionamento do sLoad 2.0 é detalhado em um relatório da Microsoft. Para os usuários finais, as recomendações para proteção são as mesmas de sempre: não instalar programas piratas ou de fontes desconhecidas, não baixar ou abrir arquivos anexos em mensagens não solicitadas e ter um bom software antivírus instalado no PC.

Fonte: ZDNet

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Modo escuro no WhatsApp já está disponível para os usuários de versão beta

WhatsApp liberou nesta quarta-feira (22) uma atualização contendo uma das funcionalidades mais aguardadas para o aplicativo. Os usuários de dispositivos com o Android e que estavam inscritos previamente no programa de testes, já podem baixar a versão 2.20.13.

Modo escuro do WhatsApp está em testes — Foto: Reprodução/G1

Modo escuro do WhatsApp está em testes — Foto: Reprodução/G1

modo escuro ou modo noturno proporciona mais conforto visual e também ajuda a economizar energia da bateria. Para habilitá-lo, siga os passos descritos abaixo:

  1. Abra o WhatsApp e acesse as “Configurações”;
  2. Toque na opção “Conversas” para alterar o modo de exibição;
  3. Toque na opção “Tema” e altere para “Escuro”. Essa configuração será permanente. No entanto, se você preferir usar o modo escuro somente quando o celular estiver com pouca carga na bateria, marque a opção “Definido pelo Modo de Economia de bateria”.
Veja o passo a passo de como alternar os modos do WhatsApp (apenas para usuários em teste) — Foto: Reprodução/G1

Veja o passo a passo de como alternar os modos do WhatsApp (apenas para usuários em teste) — Foto: Reprodução/G1

Pronto! O WhatsApp teve o seu tema alterado. Para desfazer a configuração basta repetir os passos indicados acima e ativar o modo “Claro”.

Impressões

O visual “dark” ficou atraente e, de fato, proporciona um melhor conforto visual. Ainda é cedo para avaliar o impacto que ocorrerá na economia da bateria, pois isso varia do quanto o aplicativo será usado. Mas vale a pena conferir a novidade e tirar as suas próprias conclusões. Ainda não foi anunciada a data em que todos os usuários terão acesso a nova versão do WhatsApp.

Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1

Selo Ronaldo Prass — Foto: Ilustração: G1

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Anúncios, ingressos e convites falsos: como estão agindo golpistas do WhatsApp e quais cuidados tomar

Por Thiago Lavado, G1

Golpistas estão ampliando as táticas para conseguir invadir contas do WhatsApp, se passar pelo usuário e extorquir dinheiro de parentes, amigos e contatos do dono da conta. O esquema não é novo: existem relatos pelo menos desde 2017.

Recentemente, a empresa de segurança Kaspersky relatou que, em alguns casos, os criminosos ligavam para as vítimas e ofereciam ingressos ou convites para festas, solicitando apenas que confirmassem um código que supostamente eles tinham enviado por SMS.

Na verdade, se tratava do código de ativação que o WhatsApp manda quando se quer ativar o aplicativo em outro aparelho. Ao descobrirem o código, informado pela própria vítima, os criminosos passam a ter acesso à conta dela no app.

O que é o código de ativação do WhatsApp?

Quando você instala o WhatsApp em um aparelho novo (ao trocar de celular, por exemplo) e coloca seu número de telefone, vai receber uma mensagem SMS nesse número, dentro de alguns segundos.

Mensagem de SMS traz código de seis dígitos que ativa o WhatsApp e alerta para que usuário não o compartilhe. — Foto: Reprodução

Mensagem de SMS traz código de seis dígitos que ativa o WhatsApp e alerta para que usuário não o compartilhe. — Foto: Reprodução

Ela informa um link e um “código do WhatsApp”, para ativar a conta — é um número criado pelo próprio aplicativo (o Facebook também usa esse recurso, por exemplo).

Isso é uma medida de segurança do app, justamente para evitar que outras pessoas tentem usar a sua conta.

Caso receba uma mensagem de ativação de código que você não pediu, nada vai acontecer se você simplesmente ignorá-la. Mas jamais forneça esse código a ninguém.

O WhatsApp diz que criou um alerta nas mensagens que são enviadas com o código, “avisando seus usuários a não compartilharem o código recebido via SMS, uma vez que essa senha é pessoal e dá ao usuário a segurança de acesso”.

Esse aviso, por enquanto, só está disponível em smartphones Android, mas chegará “em breve” aos iPhones, informa o WhatsApp.

Tentativas de burlar o sistema

Cada número pode ter apenas uma conta no WhatsApp e, por isso, os golpistas bolam maneiras e usam informações disponíveis sobre os donos do número para tentar convencer as pessoas a entregar o código recebido.

Segundo o especialista em segurança digital e colunista do G1, Altieres Rohr, eles têm se aproveitado de informações públicas, como anúncios na web que contêm o número da vítima, para ligar ou enviar mensagens falsas em nome dos serviços, pedindo o código.

Isso faz a vítima pensar que um serviço que ela usa está solicitando alguma verificação de conta. É uma atitude parecida com a pessoa que dá informações sobre sua conta bancária, pensando estar falando com o banco.

E se você passar o código?

Quando o código é fornecido, os golpistas já estão com um celular em mãos, prontos para ativar o WhatsApp. E aí eles dão um jeito de tirar o acesso da vítima ao aplicativo.

Para isso, geralmente, ativam a confirmação em duas etapas, que é outra proteção do WhatsApp.

Ela funciona como se fosse uma senha: neste caso, o usuário é quem cria um código de 6 dígitos e ele será solicitado em seguida, para continuar usando o app. Depois, vai ser pedido de tempos em tempos ou quando o WhatsApp é instalado em um novo aparelho.

Se os golpistas criarem um código que você desconhece, você fica “trancado para fora” do app. E, mesmo avisando a empresa de que sua conta foi hackeada, só poderá recuperá-la depois de 7 dias, pelas regras do WhatsApp.

Como se proteger?

A maneira mais eficaz para se proteger é justamente se adiantar aos golpistas: configurar e manter ativa a “confirmação em duas etapas”.

Assim, mesmo que, por acidente, você forneça aos criminosos o código do WhatsApp, enviado via SMS, para instalar o app em outro aparelho, eles não saberão que número informar quando o aplicativo pedir a confirmação em duas etapas.

Configuração da verificação em duas etapas no WhatsApp. — Foto: Reprodução

Configuração da verificação em duas etapas no WhatsApp. — Foto: Reprodução

Para fazer a confirmação em duas etapas do WhatsApp, siga estes passos:

  1. entre no menu de configurações do WhatsApp;
  2. clique em “Conta”;
  3. depois, em “Confirmação em duas etapas”;
  4. e, finalmente, estabeleça uma senha e um e-mail de segurança.

Essa senha — assim como as de banco, e-mail e outros serviços pessoais — não pode ser compartilhada com ninguém.

Segundo especialistas, também não é recomendado usar uma informação pessoal para a senha, como uma data, por exemplo.

E o caso Bezos?

Na última terça-feira (21), uma reportagem do jornal britânico “The Guardian” afirmou que o homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, teve o celular hackeado por meio de um vídeo que recebeu no WhatsApp, enviado por um príncipe da Arábia Saudita. O caso teria acontecido em maio de 2018.

A história com jeitão de filme ainda não foi confirmada, mas, caso seja verdadeira, se trata de algo muito raro, explica Altieres Rohr. “Essas falhas são muito difíceis de explorar em celular”, afirma.

A melhor forma de evitar esse tipo de ameaça, segundo ele, é manter o aparelho atualizado.

Em novembro passado, o WhatsApp disse que corrigiu uma falha que podia atacar celulares com arquivos de vídeo, mas afirmou que não havia qualquer informação que indicasse que esta brecha foi utilizada em ataques reais (veja como atualizar seu celular).

A embaixada da Árábia Saudita nos Estados Unidos considerou a suspeita de envolvimento da coroa saudita no caso Bezos como “absurda”, em post feito no Twitter na última terça. E também defendeu que exista uma investigação, mas não apontou quem deveria fazê-lo.

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Prazo para bloqueio de celular pirata após notificação pode cair de 75 para 15 dias, diz Anatel

Por Fábio Amato, G1 — Brasília

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estuda reduzir, de 75 dias para até 15 dias, o prazo para bloqueio de celulares piratas após a notificação do usuário.

A informação é do coordenador do projeto Celular Legal, que reúne Anatel, operadoras e fabricantes de celulares, João Alexandre Zanon.

O bloqueio começou em março de 2018, por Goiás e Distrito Federal. Desde de março de 2019, é feito em todos os estados do país.

Até o final do ano passado, 1,355 milhão de celulares haviam sido bloqueados. Esse número equivale a 0,6% dos 228 milhões de aparelhos ativos no país (leia mais abaixo).

O que é celular pirata e o que fazer após notificação?

Os celulares piratas são aqueles não certificados pela Anatel ou então que tenham o chamado IMEI (International Mobile Equipment Indentity) — número de identificação do aparelho — adulterado, clonado ou que tenha passado por outras formas de fraude.

Após identificar um celular pirata conectado à rede de telefonia, o sistema envia ao usuário do aparelho uma mensagem de texto com aviso de que ele será bloqueado.

Hoje, o bloqueio ocorre 75 dias após notificação. Mas, de acordo com a Anatel, esse prazo pode ser reduzido para até 15 dias.

Segundo a Anatel, o usuário que receber as mensagens deve procurar a empresa ou pessoa que vendeu o aparelho e buscar os direitos como consumidor.

De acordo com Zanon, os responsáveis pelo projeto Celular Legal esperavam identificar um número maior de piratas. Por isso, optaram por estabelecer um prazo mais longo entre a notificação e o bloqueio. A ideia era evitar, por exemplo, filas nas centrais de atendimento.

“Mas o número [de celulares piratas identificados] foi até menor do que a gente esperava. E esse prazo de 75 dias acabou sendo conservador”, disse Zanon.

“A busca nossa é reduzir esse prazo para algo entre 15 e 30 dias”, completou o coordenador do Celular Legal.

Ele afirmou que o assunto já foi discutido com as operadoras e fabricantes envolvidos no projeto e que a expectativa é que a redução do prazo ocorra ainda em 2020.

Na avaliação de Zanon, o sistema de bloqueio já apresenta resultado, que se reflete na queda no número de aparelhos irregulares identificados nos últimos meses.

De acordo com dados da Anatel, em março de 2019, primeiro mês em que os bloqueios passaram a atingir todo o país, foram identificados 133.805 celulares piratas. Em novembro, foram 70.901.

Bloqueio de celular clonado

Zanon informou ainda que, no futuro, o sistema deve passar a bloquear também os celulares clonados.

Hoje, os clonados já são identificados, mas uma série de questões técnicas impedem o bloqueio. Ainda não é possível, por exemplo, tirar da rede apenas o clone, sem afetar o aparelho original.

Segundo Zanon, os clones equivalem a cerca de 10% de todos os celulares irregulares identificados pelo sistema. Em dezembro de 2019, por exemplo, foram cerca de 7 mil.

Ele apontou que a União Internacional de Telecomunicações (UIT), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), já vem discutindo o tema. E a expectativa é que uma solução padrão para o problema seja criada até 2021.

Balanço de bloqueios

Apenas em 2019, a Anatel bloqueou 1,2 milhão de celulares piratas. Esse número é quase 8 vezes maior que o de 2018, quando foram bloqueados 154,7 mil celulares.

O crescimento se deve à estratégia da agência na aplicação dessa política, que previu etapas até que os bloqueios atingissem todos os estados do país.

Os bloqueios começaram a ser feitos em maio de 2018 apenas no Distrito Federal e em Goiás. Em dezembro do mesmo ano, eles foram estendidos para outros dez estados.

A política passou a vigorar em todo o país em março de 2019.

No total, 1,355 milhão de celulares foram bloqueados desde que a medida começou a ser aplicada.

A Anatel consegue identifica-los por meio de um sistema informatizado, feito em parceria com operadoras de telefonia e fabricantes, e que mostra os aparelhos irregulares em uso na rede.

Os objetivo da medida, segundo a Anatel, é garantir mais segurança ao usuário, reduzir o número de roubos e furtos de aparelhos, e combater a falsificação e a clonagem de IMEIs.

Estados

Apesar de estar no grupo de 15 estados onde o bloqueio começou a ser feito em março de 2019, São Paulo lidera o ranking, com 218.041 aparelhos atingidos.

O Rio de Janeiro, onde a medida começou a vigorar em dezembro de 2018, vem em segundo, com 125.199 celulares bloqueados.

Em terceiro lugar, com 124.268 aparelhos barrados, está Goiás, que junto com o Distrito Federal inaugurou a ação da Anatel.

O que é IMEI — Foto: Arte/G1

O que é IMEI — Foto: Arte/G1

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Tesla diz que acusação de aceleração repentina nos carros é ‘mentira’

Renato Mota

Olhar Digital

Em comunicado oficial, a empresa diz que um investidor independente que está vendendo suas ações da companhia teria criado a petição junto aos órgãos reguladores norte-americanos

Em resposta a uma petição enviada à  Administração Nacional de Segurança no Trânsito de Rodovias dos Estados Unidos (NHTSA), a Tesla emitiu um comunicado afirmando que não é verdade que seus veículos estejam sofrendo com uma “aceleração inesperada e repentina“. A empresa afirma que as acusações “completamente falsas” foram feitas para manipular o valor das suas ações no mercado.

Em seu comunicado, a Tesla identifica o criador da petição como Brian Sparks, um investidor independente que “atualmente está vendendo ações” da companhia. “Investigamos todos os incidentes. Em todos os casos em que tínhamos os dados do veículo, confirmamos que o carro funcionava como projetado”, afirma a empresa.

Qualquer civil pode enviar uma petição à NHTSA solicitando investigação sobre um suposto defeito de segurança. Depois de realizar uma análise técnica, o Escritório de Investigação de Defeitos da agência informa o peticionário se eles avançarão com uma apuração aprofundada. A petição abrange veículos Tesla Model S (modelo 2012-2012), Model X (2016-2019) e Model 3 (2018-2019), registrando 127 reclamações de consumidores, 123 veículos exclusivos e 110 acidentes.

A Tesla tem histórico com a NHTSA. Em novembro de 2018, a empresa solucionou uma ação coletiva de clientes que alegaram que seus veículos, dos modelos S e X, aceleravam repentinamente sem aviso. Outra ação judicial foi em 2019, por Mena Massoud, atriz de Aladdin, que alegou que uma suspensão com defeito causou a queda do volante do Model 3, um dia depois da compra. Além disso, mais recentemente, a NHTSA abriu uma investigação sobre reclamações de incêndios em veículos conectados aos sistemas de gerenciamento de bateria, de modelos S e X.

Via The Verge

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Mapeamento por ecolocalização revela detalhes de buraco negro

Renato Mota

Olhar Digital

O objeto, que contém massa de dois milhões de sóis e está girando quase o mais rápido possível, sem violar as leis da física, está no centro de uma galáxia a um bilhão de anos-luz de distância

Cientistas utilizaram uma técnica semelhante à ecolocalização para mapear a região em torno do horizonte de eventos de um buraco negro a cerca de um bilhão de anos-luz de distância. A partir de “ecos” de raio-x, os astrônomos puderam obter detalhes sem precedentes das bordas do buraco negro.

O objeto sumermassivo está estacionado no meio de uma galáxia chamada IRAS 13224-3809, e está cercado por um disco rodopiante de matéria cuja temperatura chega na casa dos milhões de graus. Revestindo a estrutura, está uma “coroa” de raios-X com uma temperatura superior a um bilhão de graus.

Essas regiões formam o disco de acúmulo, um anel de matéria em turbilhão que fica fora do horizonte de eventos. Foi estudando o comportamento desses raios-X que os cientistas puderam mapear a região em torno do buraco negro, uma área da qual nem a luz pode escapar.

“Os buracos negros não emitem luz, então a única maneira de estudá-los é observando o que cai dentro ele”, explica o professor da Universidade de Cambridge, William Alston, um dos autores do estudo, publicado na Nature Astronomy. O método consegue ser mais preciso do que as imagens que o telescópio Event Horizon produziu no passado.

Alguns dos raios-X emitidos pelo buraco negro vão diretamente para o cosmos, mas outros se chocam contra o disco de acúmulo e demoram um pouco mais para sair do ambiente imediato do agressor. “Esse comprimento extra causa um atraso de tempo entre os raios-x que foram produzidos originalmente na coroa”, explica Alston. “Podemos medir o eco – esse atraso de tempo – que chamamos de reverberação.”

Com os dados obtidos pelo estudo, cientistas puderam determinar massa e rotação do IRAS 13224-3809: ele contém massa de dois milhões de sóis e está girando quase o mais rápido possível, sem violar as leis da física. Essas propriedades podem revelar pistas vitais sobre a evolução do buraco negro. “Compreender a distribuição da rotação de buracos negros em muitas galáxias nos diz como chegamos do universo primordial para a população que vemos hoje”, completa Alston.

Via National Geographic

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Inteligência Artificial pode desvendar segredos do cérebro humano

Luiz Nogueira, editado por Cesar Schaeffer

Olhar Digital

Pesquisadores do DeepMind descobriram que um conceito de ciência da computação pode ser aplicado ao estudo da liberação de dopamina no cérebro

Uma técnica de aprendizado de inteligência artificial (IA) tem sido usada para fazer um avanço na compreensão de várias características, anteriormente inexplicáveis, do cérebro humano. Pesquisadores do DeepMind, do Google, descobriram que um avanço recente no campo da ciência da computação pode ser aplicado à maneira como o sistema de dopamina do cérebro humano funciona.

A pesquisa, publicada na revista Nature, tem implicações para uma melhor compreensão da saúde mental, bem como para distúrbios de aprendizagem e motivação. Cientistas encontraram evidências de que algo chamado de “aprendizado de reforço distributivo”, usado nos algoritmos de IA, imita o “sistema de recompensas” de dopamina do cérebro.

A técnica permite que o cérebro distribua a probabilidade de recompensas futuras, em vez de focar em ações que resultam em recompensas imediatas. “Descobrimos que os neurônios da dopamina no cérebro estavam sintonizados em diferentes níveis de pessimismo e otimismo”, explicam os pesquisadores. “Se eles fossem um coral, não estariam todos cantando a mesma nota, mas se harmonizando – cada um com um registro vocal consistente”, completam.

Normalmente, é a pesquisa de IA que pega elementos da neurociência para criar algoritmos, mas, desta vez, foi o contrário. “Nos sistemas de aprendizado por reforço artificial, essa sintonia diversificada cria um sinal de treinamento mais rico, que acelera o aprendizado em redes neurais, e especulamos que o cérebro possa usá-lo pelo mesmo motivo”, apontam os cientistas.

DeepMind já se inspirou na biologia para criar redes neurais, capazes de dominar os jogos, com um sistema que conseguiu pontuações nove vezes mais altas que os humanos em jogos de Atari.

No entanto, a empresa diz que as últimas descobertas são uma prova de que a neurociência também pode se beneficiar da pesquisa em IA para impulsionar a descoberta científica – um processo conhecido como “círculo virtuoso”.

“A existência do aprendizado de reforço distributivo no cérebro tem implicações interessantes para IA e a neurociência. Esperamos que perguntar e responder a essas perguntas estimule o progresso na neurociência, e que traga retorno para beneficiar a pesquisa em IA completando o círculo virtuoso”, concluem os pesquisadores.

Via: Independent

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Novo tipo de célula T pode levar à cura universal para o câncer

Rafael Rigues

Olhar Digital

Descoberta foi feita em uma amostra de um banco de sangue no País de Gales. Células se mostraram capazes de destruir vários tipos de células cancerosas

Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, descobriram um novo tipo de célula no sistema imunológico humano que pode atacar e destruir a maioria dos tipos de câncer.

A descoberta é um tipo de “célula T” nunca visto. As células T são responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos, como vírus e bactérias. Mas o novo tipo, encontrado em uma amostra de um banco de sangue na região, tem um receptor diferente que permite que ela se “enganche” na maioria dos tumores que afetam os seres humanos, sem afetar as células saudáveis.

Em testes de laboratório, este tipo de células T foi capaz de identificar e matar células causadoras de câncer de pulmão, pele, sangue, cólon, mama, ossos, próstata, ovário, cervical e renal.

Segundo o Professor Andrew Sewell, autor do estudo e especialista em células T na Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, a descoberta é “altamente incomum” e aponta para a possibilidade de um tratamento “universal” para diversos tipos de câncer.

Os pesquisadores ainda não conseguiram determinar o quão comum o novo tipo de célula T é. “Pode ser bastante raro, ou pode ser que muitas pessoas tenham estes receptores, mas que por algum motivo eles não sejam ativados. Nós ainda não sabemos”, diz o professor.

Fonte: Telegraph 

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