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HP anuncia demissões de 6.000 funcionários até 2025

Cortes de funcionários são motivados pela baixa demanda de PCs globalmente

Por William Schendes, editado por Adriano Camargo  

Olhar Digital

A gigante da tecnologia HP comunicou na última terça-feira (22) que realizará cortes de 4.000 a 6.000 funcionários em todo o mundo até 2025. A medida faz parte do plano “Future Ready Transformation” da empresa.

O plano de reestruturação da companhia totaliza US$ 1 bilhão para os próximos três anos. Com isso, a empresa pretende economizar cerca de US$ 1,4 bilhão por ano.

A HP conta com cerca de 31.000 funcionários (dados de outubro de 2021), e os cortes deem afetar cerca de 7,8% a 11,8% das forças de trabalho da companhia.

O motivo das demissões é causado principalmente pela baixa demanda de PCs da HP em todo o mundo. No terceiro trimestre de 2022 as remessas de computadores foram de 17,6 milhões. O que representa uma queda de 4,9 milhões de computadores em relação ao mesmo período de 2021.

A HP também informou que sua receita do quarto trimestre fiscal (encerrado em outubro) ficou em US$ 14,80 bilhões, uma queda de 0,8% em relação ao último ano. A receita de PCs em específico diminuiu em 13%.

HP segue a onda de demissões de outras bigtechs

A HP é a mais nova empresa a se juntar ao grupo de big techs a anunciar demissões de funcionários.

No Twitter, após a aquisição de Elon Musk, aproximadamente metade dos funcionários da rede social do passarinho azul foram dispensados. A empresa, que contava com cerca de 7.500 funcionários, teve pelo menos 3.500 trabalhadores demitidos.

Já a Meta anunciou que irá demitir cerca de 11 mil funcionários, o que representa cerca de 13% dos trabalhadores da empresa.

A Amazon confirmou que a sua onda de demissões deve continuar em 2023, de acordo com reportagem do New York Times, a Amazon pode demitir até 10.000 trabalhadores.

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Empresa quer enviar rover “carregador” para a Lua até 2025

O rover de carregamento não é a única iniciativa que existe com a finalidade de melhorar dispositivos utilizado na exploração lunar

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Com o aumento de ações que tem como objetivo a exploração lunar, várias agências espaciais do mundo estão em busca de otimizar as missões com o uso de robôs e seres humanos. Por isso, um rover “carregador”, capaz de fornecer energia para outros dispositivos de exploração, se juntará à infraestrutura lunar até 2025. Além disso, a construção de uma estação espacial, que orbitará a Lua, está prevista para acontecer até o final desta década. A base ficará permanentemente perto do polo sul do satélite natural da Terra.

As crateras permanentemente nas proximidades do polo sul são de particular interesse para os cientistas, pois seus interiores intocados podem conter evidências do passado do Sistema Solar. Como os raios do Sol não chegam dentro dessas crateras, qualquer rover que os explore terá que contar com o poder limitado de suas baterias a bordo.

Foi pensando nessa situação que a startup STELLS SPACE, com sede em Toronto, propôs pousar um rover, responsável por fornecer energia a outros dispositivos na Lua, até 2025. Em um comunicado, a empresa alega que “todas as próximas missões à Lua enfrentarão uma grande restrição, a energia”. O que a STELLS está fazendo é: compreender como o sistema funciona na Terra para transportá-lo ao Espaço.

O rover colocaria um “cubo de carga” dentro da cratera, depois estacionaria na borda do local, onde o Sol alcança, e espalharia seus painéis solares. Dessa forma, seria possível transmitir a eletricidade produzida através de um cabo para o cubo de carregamento dentro da cratera, onde os rovers de exploração poderiam se conectar e recarregar. O processo de carregamento foi pensado para ser sem o uso de fios.

Carregamento sem fio para os rovers

O carregamento sem fio, acrescentou a empresa, funcionaria bem no vácuo do espaço. Para aumentar a confiabilidade da tecnologia, a empresa está usando componentes desenvolvidos para rovers de Marte, satélites geoestacionários e sondas espaciais profundas. De acordo com a STELLS, “este projeto visa trazer a exploração da Lua um passo significativo em direção ao objetivo final de uma presença de longo prazo na Lua.”

Essa não é a única iniciativa que visa favorecer a exploração lunar. Em 2020, a NASA concedeu um contrato à NOKIA para criar um sistema de comunicações LTE / 4G na Lua. A pH Matters recebeu financiamento para desenvolver células de combustível regenerativas capazes de produzir e armazenar energia na superfície lunar. A Agência Espacial Europeia, por sua vez, está liderando o desenvolvimento de um sistema de navegação por satélite lunar que estenderá o alcance dos satélites GPS até a Lua.

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Microsoft diz que hackers estão invadindo redes de energia explorando software de décadas

Companhias elétricas vêm sendo alvo constantes de ransomwares e outros exploits.

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

Microsoft alertou que hackers mal-intencionados estão explorando um servidor web descontinuado encontrado em dispositivos comuns de Internet das Coisas (IoT) para atingir organizações do setor de energia.

Em uma análise publicada nesta terça-feira (22), pesquisadores da Microsoft disseram ter descoberto componente vulnerável de código aberto no servidor da web Boa, que ainda é amplamente usado em variedade de roteadores e câmeras de segurança, bem como em populares kits de desenvolvimento de software (SDKs).

Apesar da aposentadoria do software em 2005. A gigante da tecnologia identificou o componente enquanto investigava suspeita de invasão da rede elétrica indiana detalhada pela Recorded Future em abril, onde invasores patrocinados pelo estado chinês usaram dispositivos IoT para obter posição em redes de tecnologia operacional (OT), usada para monitorar e controlar sistemas industriais físicos.

A Microsoft disse que identificou um milhão de componentes de servidor Boa expostos à Internet globalmente no período de uma semana, alertando que o componente vulnerável representa “risco na cadeia de suprimentos que pode afetar milhões de organizações e dispositivos”.

A empresa acrescentou que continua vendo invasores tentando explorar as falhas do Boa, que incluem bug de divulgação de informações de alta gravidade (CVE-2021-33558) e outra falha arbitrária de acesso a arquivos (CVE-2017-9833).

“As [vulnerabilidades] conhecidas que afetam esses componentes podem permitir que um invasor colete informações sobre ativos de rede antes de iniciar ataques e obtenha acesso a rede não detectada obtendo credenciais válidas”, disse a Microsoft, acrescentando que isso pode permitir que os invasores tenham “impacto muito maior” uma vez que o ataque é iniciado.

A Microsoft disse que o ataque mais recente observado foi o comprometimento da Tata Power em outubro. Essa violação resultou na publicação de dados do grupo de ransomware Hive roubados da gigante energética indiana, que incluíam informações confidenciais de funcionários, desenhos de engenharia, registros financeiros e bancários, registros de clientes e algumas chaves privadas.

“A Microsoft continua a ver invasores tentando explorar as vulnerabilidades do Boa além do prazo do relatório divulgado, indicando que ainda é alvo de um vetor de ataque”, disse a Microsoft.

A empresa alertou que mitigar essas falhas do Boa é difícil devido à popularidade contínua do agora extinto servidor da Web e à natureza complexa de como ele é integrado à cadeia de suprimentos de dispositivos IoT.

A Microsoft recomenda que organizações e operadoras de rede corrijam dispositivos vulneráveis ​​sempre que possível, identifiquem dispositivos com componentes vulneráveis ​​e configurem regras de detecção para identificar atividades maliciosas.

O aviso da Microsoft novamente destaca o risco da cadeia de suprimentos representado por falhas em componentes de rede amplamente usados.

Estima-se que o Log4Shell, vulnerabilidade de dia zero identificada no ano passado no Log4j, a biblioteca de registro Apache de código aberto, tenha afetado potencialmente mais de três bilhões de dispositivos.

Via TechCrunch

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Bactérias podem viajar milhares de quilômetros em poeira transportada pelo ar

Tal situação pode comprometer a estabilidade de determinadas regiões.

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

Quando os ventos levantam a poeira do chão, as bactérias anexadas acompanham o passeio.

Essas bactérias transportadas pelo ar compõem os aerobiomas, que, quando a poeira assentar novamente, podem alterar a química ambiental e afetar a saúde humana e animal, embora os cientistas não saibam exatamente como.

Em novo estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Biogeosciences, a pesquisadora Daniella Gat e seus colegas coletaram poeira no ar em diferentes momentos em Rehovot, Israel.

Os pesquisadores usaram o sequenciamento de DNA para identificar a composição da comunidade bacteriana na poeira, enquanto a modelagem da trajetória revelou as origens da poeira.

Os pesquisadores descobriram que a poeira de diferentes locais, incluindo norte da África, Arábia Saudita e Síria, pode trazer diversas comunidades bacterianas de centenas a milhares de quilômetros de distância.

Para determinar de onde vêm as bactérias nos aerobiomas de Israel, os pesquisadores compararam os aerobiomas com as comunidades bacterianas nas superfícies das folhas das plantas, nos solos de Israel, na água do mar do Mediterrâneo e do Mar Vermelho e na poeira coletada na Arábia Saudita perto da costa do Mar Vermelho.

Os aerobiomas coletados em Israel eram mais semelhantes aos coletados na Arábia Saudita, o que mostra que quantidade significativa de bactérias – cerca de 33% – no ar israelense pode vir de locais distantes.

As comunidades bacterianas no solo eram menos semelhantes aos aerobiomas em Israel. No entanto, 34% das bactérias do desse local, em média, provavelmente vieram de solos israelenses, mostrando que o solo pode trocar número significativo de bactérias com aerobiomas.

Menos bactérias do aerobioma vieram das superfícies das plantas (11%) e pela água do Mediterrâneo e do Mar Vermelho (0,9%).

Compreender como os aerobiomas podem afetar os ambientes e a saúde exige que os cientistas saibam quais genes eles carregam. Então, os pesquisadores compararam os genes bacterianos observados na poeira aérea em Israel com os das comunidades dos outros ambientes examinados.

Eles descobriram que, em média, as bactérias da poeira continham maiores proporções de genes que biodegradam contaminantes orgânicos como o benzoato e conferem resistência a antibióticos em comparação com as bactérias da água do mar, superfícies vegetais ou solos.

De acordo com os pesquisadores, proporções mais altas desses genes sugerem impressões digitais antropogênicas generalizadas na composição e função da comunidade aerobioma.

A dispersão de genes de resistência a antibióticos causada pela poeira pode afetar a saúde humana e do gado, de acordo com os pesquisadores, mas análises específicas do local são necessárias para testar se a poeira introduz nova resistência a antibióticos em determinado local.

Além disso, as bactérias resistentes a antibióticos na poeira podem não ser viáveis. Para testar isso, os pesquisadores planejam procurar RNA bacteriano em amostras de poeira, o que indicaria células vivas de bactérias.

Via Phys.org

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Hacker George Hotz, “inimigo antigo” de Elon Musk, assina com o Twitter por três meses

Elon Musk teria indicado que o trabalho é um estágio

Rodrigo Mozelli  

Olhar Digital

Muito se falou sobre a redução da força de trabalho do Twitter, que supostamente é de 2,3 mil pessoas, abaixo dos 7,5 mil empregados anunciados pela empresa quando Elon Musk assumiu o controle.

Embora tenha sido afirmado que a mais recente onda de demissões fazia parte do plano de Musk para reduzir a empresa, muitos se preocupam com as formas aleatórias como ela foi reduzida. O Insider informou na sexta-feira (18), por exemplo, que o departamento de folha de pagamento do Twitter foi dizimado na semana passada, quando funcionários que receberam ultimato severo de Musk optaram por desistir.

Ainda assim, Musk tem muitos apoiadores que querem ajudá-lo a melhorar o Twitter e, aparentemente, ele acabou de trazer um para o grupo a curto prazo: George Hotz, o hacker de segurança conhecido por desenvolver jailbreaks do iOS e fazer engenharia reversa do PlayStation 3 antes fundar a Comma.ai, cuja inicialização do sistema de assistência ao motorista visa trazer a funcionalidade do Tesla Autopilot para outros carros.

Hotz fundou a Comma.ai depois de entrar em briga com Musk depois que o dono da SpaceX supostamente tentou contratá-lo na Tesla, mas “continuou mudando os termos”, como Hotz disse à Bloomberg em 2015.

Na época, a Tesla disse que as afirmações ousadas de Hotz de que sua tecnologia poderia vencer o do piloto automático era “extremamente improvável”. Hotz prontamente decidiu provar que Musk e o resto da Tesla estavam errados.

Então, por que juntar-se agora a Musk? Por um lado, Hotz tem um pouco de tempo extra em suas mãos. Segundo relato do TechCrunch no início deste mês, Hotz considera que parte de seu próprio trabalho na Comma.ai está concluída no momento.

Atualmente, a empresa vende kit de desenvolvedor de sistema de assistência ao motorista de $ 1,99 mil que é compatível com mais de 200 veículos. A empresa também está em terreno sólido, pois procura transformar seu kit de desenvolvimento em produto de consumo “produtizado”, disse Hotz ao TechCrunch.

O impulso lhe dá um pouco de espaço para explorar. “Sou bom nas coisas em tempos de guerra”, disse Hotz ao TechCrunch sobre esta história. “Não sou tão bom em hands-on, ok, vamos escalar isso pacientemente. ‘Você quer lidar com uma cadeia de suprimentos capaz de fabricar 100 mil dispositivos por ano?’ Tipo, na verdade, não.”

Hotz, agora com 33 anos, também pode querer provar novamente sua “coragem” para Musk. De fato, na semana passada, depois de tuitar seu apoio à oferta de Musk aos funcionários do Twitter de altas cargas de trabalho, Hotz complementou informando que ficaria “parado por 12 semanas de estágio no Twitter pelo custo de vida em San Francisco”. Musk tuitou em resposta: “Claro, vamos conversar.”

E assim, o hacker iniciou seu “estágio”, disse ele nesta terça-feira (22) na plataforma. Como Hotz descreve no Twitter, ele é o responsável pela busca pelo equipamento de mídia social.

Embora Hotz seja um novo contratado comparativamente chamativo, a ideia agora geralmente é aumentar o talento, sugeriu Musk nesta terça-feira (22) em reunião geral na sede do Twitter em San Francisco, de acordo com o Insider. Alegadamente, Musk disse durante a reunião que não há mais demissões planejadas.

De acordo com o The Verge, Musk também disse que o Twitter agora está recrutando ativamente para cargos de engenharia e vendas e que os funcionários são incentivados a fazer referências (como observa o The Verge, é muito mais difícil obter confirmação do Twitter, visto que todo o departamento de relações públicas foi dissolvido).

Hotz está fazendo sua parte, aparentemente, incluindo entrar em contato com rivais recentes para ver se eles podem estar interessados em se unir. Nesta quarta-feira (22), especificamente, Hotz perguntou a Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla que liderou a equipe de visão computacional do Tesla Autopilot, se ele queria um emprego no Twitter depois que Karpathy respondeu a uma pergunta que Hotz fez.

A pergunta de Hotz? “Como você acha a qualidade da busca no Twitter? O que faria você usar a busca do Twitter em vez do Google?” Resposta de Karpathy: “Pesquiso no Twitter no google com o site: https://twitter.com/. Funciona muito bem.”

Com informações de Tech Crunch

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Atividade vulcânica intensa pode ter aumentado a temperatura de Vênus

Atualmente, a superfície de Vênus possui mais de 400.000 metros cúbicos de rochas vulcânicas cobrindo 80% do planeta.

Por Mateus Dias, editado por Lucas Soares 

Olhar Digital

Vênus é o segundo planeta mais perto do sol em nosso sistema solar. Entretanto ele é o mais quente devido ao intenso efeito estufa que ocorre por lá. Em artigo publicado pela NASA foi sugerido que isso acontece devido a uma intensa atividade vulcânica no passado do planeta. Com uma atmosfera 92 vezes mais densa que a terrestre e surpreendente temperatura máxima de 482° C, o nosso vizinho pode ter deixado de ser úmido e temperado devido ao vulcanismo.

Atualmente, a superfície de Vênus possui mais de 400.000 metros cúbicos de rochas vulcânicas cobrindo 80% do planeta, expelidas num período de dezenas ou até mesmo centenas de milhares de anos. Provavelmente o efeito estufa do planeta foi causado pelo curto tempo geológico entre as explosões de vulcões.

A importância do estudo do vulcanismo em Vênus

A pesquisa que publicou essas informações, também realizou um estudo nas províncias ígneas aqui da Terra. Esses locais são resultados de grandes atividades vulcânicas que foram responsáveis direta ou indiretamente pelas 5 grandes extinções em massa do nosso planeta. Esse comparativo foi realizado para ajudar os pesquisadores a compreender a situação atual de Vênus. “Ao entender o registro de grandes províncias ígneas na Terra e em Vênus, podemos determinar se esses eventos podem ter causado a condição atual de Vênus” disse Dr. Michael J. Way, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA em Nova York e principal autor do artigo.

A NASAainda pretende mandar mais missões para o planeta até o final da década. O objetivo das missões DAVINCI e VERITAS é estudar a origem, a história e o estado atual do planeta. Descobrir como o vulcanismo atuou nas mudanças climáticas do planeta pode ser essencial para entendermos como essas atividades atuam e atuarão aqui na Terra.

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Primeira bateria de CO2 pode chegar ao mercado

Por Mateus Dias, editado por Lucas Soares 

Olhar Digital

A primeira bateria de dióxido de carbono do mundo foi criada pela startup italiana Energy Dome. Agora a iniciativa está levando sua tecnologia para os Estados Unidos e pretende atuar em grande escala no armazenamento de energia renovável excedente. A bateria que foi construída originalmente em um tamanho pequeno, agora chegará ao país norte americano com proporções muito maiores.

Em resposta à Electrk, um porta-voz da Energy Dome disse que a demanda por um armazenamento de energia de longa duração e mecanismos de incentivo serão um bom impulso para o desenvolvimento da indústria. “O mercado dos EUA é um mercado primário para o Energy Dome e estamos trabalhando para nos tornarmos líderes de mercado nos EUA”, pontuou ele sobre a mudança para o país.

Com o crescimento das energias renováveis a necessidade de um armazenamento barato e duradouro tornou-se essencial. A energia solar e eólica nem sempre encontram-se disponíveis, seja porque está nublado ou com menos vento.Portanto armazenar a energia excedente delas pode ser ideal para serem utilizadas nesses dias.  

A bateria de CO2 surge como uma opção para esses obstáculos. Baterias convencionais, como a de lítio, podem parecer mais práticas de serem usadas, porém construí-las em grande escala pode ser inviável, tanto pelo custo, sua degradação e o desperdício de energia causado por elas. As produzidas pela Energy Dome, além do dióxido de carbono, só utilizam água e aço, barateando muito seu custeio.

Como funcionam as baterias de CO2

As baterias de CO2 utilizam a energia excedente de uma fonte renovável para comprimir o gás de uma cúpula até o transformar em um líquido, gerando calor. O calor e o líquido são armazenados, o que carrega a bateria. Para utilizar essa energia o processo inverso é realizado. O calor armazenado é utilizado para transformar o dióxido de carbono em gás novamente. Por fim, o CO2 alcança uma turbina que realimenta a rede. Esse sistema é independente e fechado. O gás que alimenta a turbina volta para a cúpula para carregar a bateria novamente, sem o liberar para a atmosfera.

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Ataques cibernéticos: Mais da metade de conselhos brasileiros se sentem despreparados

Board members brasileiros confiam mais na cibersegurança de suas empresas do que seus pares globais

Adriano Camargo  

Olhar Digital

A Proofpoint e a Cybersecurity at MIT Sloan (CAMS), consórcio de pesquisa interdisciplinar, lançaram o relatório Cibersegurança: The 2022 Board Perspectiveestudo que investigou a percepção de 600 membros de conselhos globais em doze países do mundo todo, incluindo o Brasil, sobre os desafios e riscos deste assunto nas organizações.

Embora a segurança digital esteja na pauta da alta liderança das empresas brasileiras, com 84% dos executivos relatando ser uma das suas principais prioridades, eles parecem estar mais confiantes do que seus pares globais ao avaliar os riscos que suas empresas sofrem diante de ataques cada vez mais sofisticados.

No Brasil 92% dos executivos sentem que seus colaboradores sabem como se proteger contra ataques virtuais, contra 76% dos seus pares globais. Apesar do alto número, apenas 57% reportaram fazerem regularmente reuniões com os Chief Information Security Office (CISO) – o país com o menor ranking entre os doze países pesquisados.PUBLICIDADE

“Os membros de conselhos brasileiros aparentam ser mais positivos quando o assunto é segurança digital”, explica Rogério Morais, vice-presidente da Proofpoint para América Latina e Caribe. “Mas esse otimismo pode ser equivocado. Por um lado, eles estão mais confiantes que os seus pares globais de que entendem o cenário de ameaças, priorizam a segurança e investem adequadamente para manterem suas empresas seguras. No entanto, mais da metade admite que suas companhias correm o risco de sofrer um ataque no próximo ano”, complementa.

De acordo com a pesquisa, aqui no Brasil quase 90% dos membros do conselho afirmaram que a segurança digital é discutida mensalmente nas empresas. Mais de 80% acreditam que seus conselhos entendem os riscos sistêmicos que as organizações sofrem e 92% asseguram que fizeram os investimentos necessários para proteger suas empresas. No entanto, apenas 72% deles veem o erro humano como sua maior vulnerabilidade cibernética, apesar do Fórum Econômico Mundial afirmar categoricamente que esse risco leva a 95% de todos os incidentes de segurança cibernética nas organizações.

O relatório de cibersegurança destaca as tendências globais, juntamente com as diferenças regionais e setoriais entre os líderes organizacionais. As principais descobertas no Brasil incluem:

Os conselhos estão se aquecendo para a supervisão regulatória: 92% dos entrevistados brasileiros na pesquisa concordam que as organizações devem ser obrigadas a relatar um ataque cibernético aos órgãos reguladores dentro de um prazo razoável (o mais alto entre todos os países pesquisados), enquanto nenhum membro do conselho pesquisado discordou.

Os membros do conselho no Brasil estão menos preocupados do que executivos globais ao avaliar o risco dos ataques sofisticados de hoje: 58% dos membros acreditam que sua organização está sob risco de sofrer um ataque cibernético nos próximos 12 meses, em comparação com 65% seus pares globais.

A relação entre conselhos e CISOs tem espaço para melhorias: apenas 57% dos membros no Brasil relatam ter reuniões diretas  com seu CISO, o menor entre todos os países pesquisados.

Os membros do conselho brasileiro têm preocupações diferentes dos seus pares globais em relação às ameaças que enfrentam: os líderes locais classificaram a fraude de e-mail/compromisso de e-mail comercial (BEC) e a ameaça interna como sua principal preocupação (40%), seguida por malware (36%). Embora a fraude de e-mail/BEC também tenha sido a principal preocupação dos membros do conselho globais, eles também veem o comprometimento da conta na nuvem e o ransomware como as principais ameaças.

Conscientização e financiamento não são o mesmo que preparação: embora 88% dos entrevistados brasileiros sintam que seu conselho entende o risco sistêmico de sua organização, 92% acham que investiram adequadamente em segurança cibernética, 86% acreditam que seus dados estão protegidos e 88% discutam pelo menos mensalmente o tema de segurança cibernética, esses esforços parecem insuficientes — 52% ainda avaliam que suas organizações estão despreparadas para lidar com um ataque cibernético nos próximos 12 meses.

A alta conscientização dos funcionários não protege contra o erro humano: embora 92% dos entrevistados acreditem que seus funcionários entendem seu papel na proteção da organização contra ameaças (o mais alto entre todos os países pesquisados), 72% dos conselheiros brasileiros acreditam que o erro humano é sua maior vulnerabilidade cibernética.

“É encorajador ver que a segurança digital é finalmente um foco de conversas nas organizações. No entanto, nosso relatório mostra que os conselhos ainda têm um longo caminho a percorrer para entender o cenário de ameaças e preparar suas organizações para lidar com esses ataques”, disse Lucia Milică, vice-presidente e CISO residente global da Proofpoint.

O relatório analisou respostas de 600 membros de conselhos em empresas com 5 mil ou mais funcionários de diferentes indústrias. Em agosto de 2022, 50 membros foram entrevistados em 12 países: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Austrália, Singapura, Japão, Brasil e México.

Para baixar o relatório completo, visite o site.

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Terra é capaz de controlar sua temperatura mesmo em situações dramáticas

Estudo aponta a existência de uma espécie de feedback estabilizador que supostamente teria mantido a Terra habitável.

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) apontou que a Terra tem um mecanismo de “feedback estabilizador” que mantém as temperaturas globais dentro de uma faixa estável e habitável, mesmo diante de mudanças dramáticas. Os cientistas acreditam que o “intemperismo do silicato”, um processo geológico que, em última análise, extrai gás carbônico da atmosfera e aprisiona-o em rochas, desempenha um papel importante na regulação do ciclo do carbono da Terra.

Esse mecanismo seria capaz de fornecer uma força geologicamente constante para manter o gás carbônico e as temperaturas globais sob controle. Porém, até agora nunca houve evidências diretas que corroborassem a existência desse tal feedback.

Por isso, a equipe do MIT aplicou um modelo matemático em dados paleoclimáticos de temperaturas médias globais dos últimos 66 milhões de anos para encontrar qualquer padrão característico de fenômenos estabilizadores. Os cientistas descobriram que, de fato, parece haver um padrão consistente no qual as oscilações de temperatura da Terra são atenuadas ao longo do tempo. A duração das escalas é semelhante ao tempo que o intemperismo do silicato leva para agir.

Essa pesquisa é a primeira a utilizar dados reais para confirmar a existência de um feedback estabilizador, cujo mecanismo é provavelmente o intemperismo do silicato. Esse feedback estabilizador explicaria como a Terra permaneceu habitável através de eventos climáticos dramáticos no passado geológico.

De acordo com o estudante de pós-graduação do MIT, Constantin Arnscheidt, essa descoberta é muito interessante pois “sabemos que o aquecimento global de hoje acabará sendo cancelado por meio desse feedback estabilizador”, entretanto, ele faz a ressalva de que esse processo “levará centenas de milhares de anos para acontecer, então talvez não seja rápido o suficiente para resolver nossos problemas atuais”.

Histórico de temperatura não foi o único dado utilizado no estudo

Além das flutuações de temperatura global através da história geológica, os pesquisadores também trabalharam com uma série de registros da composição química de fósseis e conchas marinhas antigas, bem como núcleos de gelo antárticos preservados. De acordo com as hipóteses levantadas para a pesquisa, se não houvesse a existência de feedbacks estabilizadores, as flutuações da temperatura global deveriam crescer com o tempo. Entretanto, não foi o que aconteceu, já que reinou a estabilização antes de flutuações muito extremas.

Em escalas de tempo mais longas, os dados não revelaram nenhum feedback estabilizador. Logo, não parece haver qualquer recuo recorrente das temperaturas globais em escalas de tempo superiores a um milhão de anos. Então, fica a pergunta: o que manteve as temperaturas globais sob controle durante esse tempo? Enquanto alguns cientistas apontam para o acaso outros garantem que deve haver um feedback estabilizador. Arnscheidt acredita que provavelmente a resposta está entre esses dois extremos. Pode ser um caso de sorte, mas provavelmente, algum mecanismo atuou para manter a Terra habitável.

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Organizações parceiras do Twitter temem por mudanças ‘perigosas’ trazidas por Musk

Grupos da sociedade civil como a Anti-Defamation League e NAACP estão preocupados com decisões recentes do novo dono do Twitter, como o restabelecimento das contas de Donald Trump e Kanye West.

Por BBC

Uma das principais parceiras do Twitter, uma organização da sociedade civil afirmou estar considerando encerrar seu relacionamento com a plataforma por conta de mudanças recentes na rede social.

A Anti-Defamation League (ADL, “Liga Antidifamação”, em tradução livre) afirmou que a recente decisão de Elon Musk de restabelecer a conta do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump é “perigosa e inconsistente”. A organização acrescentou que a permissão à volta do rapper Kanye West ao Twitter “levantou preocupações”.

Alguns dos principais anunciantes do Twitter também já expressaram dúvidas sobre o futuro de seus contratos com a empresa.

O Twitter não respondeu ao pedido de posicionamento da reportagem mas, em seu site destinado à publicidade, a empresa diz que tem “relações frutíferas de longa data com grupos e organizações importantes de direitos civis, incluindo a NAACP [National Association for the Advancement of Colored People], ADColor e a Anti-Defamation League”.

De acordo com a ADL, Musk se reuniu com o grupo em 1º de novembro e assegurou que ninguém anteriormente banido da rede seria reintegrado até que fosse instalado um processo transparente e claro, levando em consideração posicionamentos da sociedade civil.

Mas o diretor da ADL, Jonathan Greenblatt, disse que “as decisões de Musk no mês passado levantaram sérias preocupações”.

No sábado (19/11), Musk, que comprou o Twitter por US$ 44 bilhões no mês passado, fez uma enquete em sua conta na rede social perguntando se Trump deveria ou não ter permissão para voltar à plataforma. A pesquisa recebeu mais de 15 milhões de votos, e o apoio à volta do ex-presidente ganhou de 52% a 48%.

Musk tuitou que o “povo manifestou sua vontade” e restabeleceu a conta de Trump, que ainda não fez nenhuma postagem. O Twitter do ex-presidente americano foi suspenso em janeiro de 2021 pela acusação de incitação à violência.

“Esta decisão é perigosa e inconsistente com o que Musk havia indicado anteriormente ao nosso grupo. Isso nos obriga a pensar se ele está falando sério sobre proteger a plataforma do ódio, do assédio e da desinformação”, disse Greenblatt.

O rapper Ye (anteriormente Kanye West) foi banido por uma postagem antissemita em outubro de 2022, mas começou a tuitar novamente no domingo (20/11) para seus 32 milhões de seguidores.

A NAACP, outra organização de direitos civis citada como uma das principais parceiras do Twitter, está pedindo aos anunciantes que boicotem o site.

No domingo, Derrick Johnson, presidente da NAACP, tuitou que “qualquer anunciante que ainda financie o Twitter deve interromper imediatamente toda a publicidade agora”.

Estima-se que o Twitter ganhe 90% de seu dinheiro com publicidade.

Em uma seção do seu site, o Twitter lista três organizações do segmento da publicidade como suas principais parceiras.

Uma delas, o Brand Safety Institute (BSI, algo como “Instituto de Segurança das Marcas”), disse à BBC que a reputação do Twitter como “parceiro louvável e confiável na luta pela segurança das marcas” está ameaçada.

Um porta-voz do BSI afirmou: “Estamos desanimados com a mudança de abordagem escolhida por Musk e continuaremos a educar os anunciantes, e a trabalhar com as plataformas, sobre as opções que eles têm para oferecer experiências online saudáveis ​​para marcas e pessoas”.

Os outros dois parceiros de publicidade do Twitter são a 4As e a Association of National Advertisers (ANA, a Associação de Anunciantes Nacionais dos EUA).

A ANA diz que não comenta assuntos relativos a negócios específicos. A 4As afirmou que está monitorando o desenrolar da situação e aconselhando seus membros de acordo com isto.

Em sua declaração à BBC, a ADL também disse que a diminuição repentina no número de funcionários do Twitter levou a uma queda nos padrões de moderação da rede. Segundo a organização, “o ódio e a desinformação proliferaram”. A ADL informou ainda que, segundo seus dados, a reação do Twitter a posts antissemitas caiu de uma média de 60% para apenas 30%.

Entretanto, em entrevista ao jornal New York Times, o ex-diretor de segurança e confiabilidade do Twitter Yoel Roth disse que, desde a aquisição da empresa por Musk, a moderação da plataforma permaneceu praticamente a mesma e talvez até tenha aumentado.

“Musk capacitou minha equipe a agir de forma mais agressiva para remover o discurso de ódio em toda a plataforma — censurando mais conteúdo, e não menos”, disse ele sobre seus últimos dias na empresa.

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63710995

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