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Pombo fica preso em fio elétrico e é resgatado com drone

Policiais grudaram uma faca ao equipamento para cortar a linha que prendia o pombo. Segundo moradores, animou tentou se soltar por mais de 12 horas.

Do g1/ Mundo

Policiais de Lima, no Peru, usaram a criatividade para resgatar um pombo que havia ficado preso a um barbante em um fio elétrico na última segunda-feira (11). A solução encontrada por eles foi colocar uma faca em um drone para cortar a linha.

No vídeo, é possível observar o pombo tentando, sem sucesso, tirar o pé do barbante que estava no fio elétrico. Segundo a agência Reuters, moradores da região afirmaram que ele estava preso por mais de 12 horas.

Para tirá-lo de lá, os policiais usaram fita adesiva para grudar a faca ao drone. Depois disso, o trabalho foi realizar a manobra com cuidado para cortar o barbante.

Após se soltar, o pombo caiu em um telhado próximo. Um morador ajudou a cortar o resto da linha que ainda estava no pé da ave. Depois do ocorrido, o animal foi levado pelos moradores a um abrigo.

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Após instabilidades, Instagram alertará os usuários quando app ficar fora do ar

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

Depois das instabilidades sofridas na semana passada que fez com que inúmeras pessoas passassem horas sem a rede social, o Instagram está testando um novo recurso que alertará os usuários quando o serviço estiver fora do ar ou com dificuldades técnicas. 

O aviso aparecerá como se fosse uma notificação no Feed quando “as pessoas estiverem confusas e procurando por respostas”, explicou o Instagram. Sendo assim, quando o sistema do aplicativo falhar, ninguém ficará achando que o problema está na conexão da internet.

Os usuários também serão notificados quando as interrupções forem corrigidas

Além disso, Instagram disse que está testando o recurso nos Estados Unidos ao longo dos “próximos meses” e pode implementá-lo de forma mais ampla se for mesmo útil. Com isso, as mensagens podem ser usadas para informar sobre problemas específicos, como uploads de histórias que não estão funcionando.

Um exemplo de notificação do Instagram dizendo "atualmente há um problema técnico afetando as histórias."
Um exemplo de notificação do Instagram

No mesmo comunicado, a empresa pontuou que estava introduzindo também uma nova ferramenta chamada “Status da conta”, que tem como foco notificar os internautas se o seu conteúdo for relatado como impróprio.

“Nos próximos meses, planejamos adicionar mais informações a esta ferramenta, dando às pessoas uma noção melhor de como seu conteúdo está sendo distribuído e recomendado em diferentes partes do Instagram”, afirmou o Instagram por um blog.

A intenção é tornar mais fácil o entendimento do motivo de uma postagem ser removida e se há o risco de perder uma conta. O Conselho de Supervisão defende que o Facebook precisa fazer um trabalho mais nítido para explicar as regras aos usuários, e o recurso do status da conta pode auxiliar nisso.

O Instagram também disse que “nos próximos meses” quer atualizar a ferramenta do status da conta para que as pessoas saibam “como seu conteúdo está sendo distribuído e recomendado em diferentes partes do Instagram”. 

Fonte: The Verge

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Novo primeiro-ministro do Japão quer investir em energia nuclear

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

Depois da tragédia que afetou Fukushima em 2011, o Japão se blindou e decidiu eliminar a energia nuclear do país. Ademais, dois anos depois que um tsunami levou ao colapso todo o Plano de Energia Nuclear de Fukushima Daiichi, o governo determinado o desligamento de toda a frota de geradores de energia nuclear no país.

Fumio Kishida é o novo primeiro-ministro do Japão e quer mudar esse cenário isso. “É crucial reiniciarmos as usinas nucleares”, comentou Kishida ao parlamento na segunda-feira (11), sendo sua primeira vez enfrentando questões importantes desde que se tornou primeiro-ministro, relatou a Reuters.

Através de um discurso ao parlamento na última sexta-feira (8), Kishida argumentou que as fontes de energia renovável como a eólica e a solar não serão suficientes para abastecer o Japão nos próximos anos. A situação se valida à medida que o governo pressiona os setores público e privado a ser mais digital e automatizada.

“Nem é preciso dizer que a energia renovável é importante, mas nosso país está passando por um processo de digitalização, o que significa que a demanda por eletricidade vai aumentar drasticamente”, explicou Kishida. 

De acordo com ele, “quando você pensa sobre isso, percebe que a estabilidade do suprimento e a acessibilidade são tão importantes quanto a quantidade de emissões. Isso significa que precisamos ter uma variedade de fontes de energia, incluindo nuclear e hidrogênio, bem como renováveis.”

A energia nuclear é um assunto que divide opiniões e não só no Japão, porém, por mais que os incidentes como Chernobyl e Fukushima marcaram a história da humanidade por tamanha tragédia, a energia nuclear emite pouco carbono e é mais confiável do que a eletricidade eólica e solar. 

Por isso, alguns cientistas e ambientalistas estão pressionando os governos a adotarem mais a energia nuclear, já que poderia substituir o carvão e o gás como um complemento ao aumento da energia renovável. 

O Japão se comprometeu no ano passado com emissões líquidas de gases de efeito estufa até o ano de 2050. Além disso, em maio, o país se comprometeu a interromper o financiamento de usinas a carvão no exterior. Com isso, Kishida participará da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2021.

Fonte: Cnet

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Seguidores irritantes? Twitter agora permite remover sem bloquear o usuário

Gabriela Bulhões 

Olhar Digital

Você se incomoda com algum seguidor ou acha irritante demais? O Twitter está lançando um novo recurso que permite que qualquer usuário na web remova um seguidor e ainda sem bloquear o perfil da pessoa em questão, como se fosse um “bloqueio suave”.

Para remover um internauta é só acessar o seu perfil, clicar em seguidores e depois no menu de três pontos ao lado do perfil do seguidor e depois, clique na opção “Remover este seguidor”.  Inclusive, a pessoa não será notificada que foi removida no aplicativo.

Twitter agora permite remover sem bloquear pela web - Crédito: Twitter
Twitter agora permite remover sem bloquear pela web – Crédito: Twitter

Sendo assim, um bloqueio indireto é mais tranquilo do que de fato um bloqueio no Twitter, pois permite que um usuário ainda veja seus tuítes e envie mensagens diretas, porém, não verá seus tuítes em seu feed. Além disso, há a possibilidade de após removido, voltar a seguir.

Se você não quiser bloquear, o recurso pode ser útil, ainda mais se a meta é afastar aquele usuário. O novo método do Twitter é mais fácil do que o anterior, em que exigia que a pessoa bloqueie e desbloqueie alguém manualmente.

Portanto, a possibilidade de remover um seguidor é o recurso mais novo do Twitter com o objetivo de dar aos usuários um controle maior sobre sua experiência na plataforma e também ajudar a combater o abuso e o assédio

Ainda em setembro de 2021, a empresa começou a testar um recurso chamado ‘modo de segurança’ que bloqueia automaticamente contas abusivas temporariamente, mas não se sabe quando isso poderá ser implementado de forma mais ampla e eficaz.

Fonte: The Verge

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Só no ano que vem: Nasa e Boeing adiam oficialmente teste de voo da Starliner

Por Acsa Gomes, editado por Jeniffer Cardoso 

Olhar Digital

As coisas não estão indo nada bem no desenvolvimento da Starliner, a espaçonave da Boeing que deve levar astronautas à Estação Espacial Internacional. O primeiro teste fracassou, e o segundo foi cancelado várias vezes.

Depois de ter sido marcado para o fim deste ano, agora a Nasa anunciou oficialmente que um novo teste orbital da cápsula só deve acontecer no primeiro semestre de 2022, e isso dependendo da prontidão da espaçonave, do manifesto de foguetes e da disponibilidade da Estação Espacial Internacional.

Se tudo der certo, o teste ainda não tripulado da Starliner vai ser realizado três anos depois da concorrente SpaceX, que a esta altura já vai ter lançado ao menos cinco missões tripuladas com a Crew Dragon.

A Nasa tenta apresentar a situação de forma positiva, se mostrando animada com o trabalho de reparo do defeito, mas a situação ainda está indefinida.

Os problemas da Boeing começaram no início de agosto, quando a empresa descobriu, já com o foguete na plataforma, que várias válvulas que controlam a passagem do oxidante para o Sistema de Controle de Atitude e Manobra Orbital estavam emperradas.

A Boeing pode optar por uma pequena reforma dos componentes do módulo de serviço atual ou partir para uso de outro módulo de serviço já em produção. Cada opção depende dos dados que a equipe espera coletar nas próximas semanas, incluindo um cronograma para voltar com segurança à plataforma de lançamento.

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Bactéria que se alimenta de metais promete reduzir poluição mineral no Chile

Rafael Arbulu 

Olhar Digital

Uma cientista baseada em Antofagasta está usando em experimentos uma bactéria que se alimenta de metais, no intuito de reduzir a poluição causada pela indústria da mineração no Chile. Esses organismos, conhecidos como “extremófilos”, são conhecidos por estarem inseridos nas condições mais difíceis de sobrevivência.

O Chile é o maior produtor de cobre do mundo, com o trabalho do metal correspondendo a cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Lá, existem práticas de reciclagem de objetos metálicos, mas ela não abrange todos os artefatos: compactadoras de caminhões de carga, por exemplo, podem guardar até 50 toneladas de rochas, mas seu maquinário não é reciclável e os veículos são normalmente abandonados no Deserto do Atacama.

A biotecnóloga Nadac Reales, porém, vem experimentando com os organismos extremófilos – uma ideia que ela vem desenvolvendo desde a faculdade, quando usou uma bactéria que se alimenta de metais para um trabalho acadêmico de aprimoramento da extração de cobre.

“Eu percebi que existem várias demandas na indústria de mineração, como por exemplo o desperdício de lixo metálico”, disse à AFP. À agência, a especialista – que hoje tem a sua própria empresa, Rudanac Biotec – afirmou estar conduzindo testes com uma bactéria chamada “Leptospirillum”, que se concentra na oxidação de ferro.

“Essa bactéria vive em um ambiente bastante ácido, praticamente não afetada pelas altas concentrações de metais”, disse Reales. “De início, ela levou dois meses para desintegrar um prego”. A “Leptospirillum” foi extraída de gêiseres na região de Tatio, a 4,2 mil quilômetros acima do nível do mar e a 350 quilômetros de Antofagasta.

Contudo, Reales descobriu que, em momentos de fome, a bactéria teve que se adaptar e encontrar novas formas de se alimentar. Depois de dois anos em testes, os resultados do estudo revelaram uma velocidade média maior com a qual a bactéria devorava o ferro – o mesmo processo do prego foi repetido, e o artefato foi consumido em meros três dias.

A “Leptospirillum” não traz qualquer risco aos humanos ou à natureza, minimizando o impacto de seu uso neste objetivo: “nós sempre vimos muito potencial nesse projeto que já passou por um importante teste de laboratório”, disse Drina Vejar, microbióloga membro de um time de quatro pessoas que trabalham com Reales. “É extremamente necessário, neste momento, que nós tenhamos um plano para um desenvolvimento mais sustentável, especialmente nessas cidades cheias de indústrias poluentes”.

Apesar de contar com auxílio financeiro do governo federal do Chile, Reales ainda diz que a sua startup precisa de mais investimentos para a condução de testes de campo, avaliando a capacidade da bactéria em aplicações práticas. Segundo ela, o objetivo agora é testar se a “Leptospirillum” consegue “comer” a caçamba de uma betoneira (o caminhão misturador de cimento na construção civil) ou uma compactadora de caminhão de lixo.

Diante de possível investimento da iniciativa privada no projeto, as empresas do setor serão imediatamente beneficiadas. Após a bactéria que se alimenta de metais terminar a sua “refeição”, o que sobra é um composto líquido que, além de não fazer mal a humanos ou à natureza, pode ser usado pelas companhias na extração mais rápida e sustentável do cobre, por meio de um processo chamado “hidrometalurgia”.

Reales recentemente entregou documentação para garantir uma patente para a sua tecnologia, e ela espera que o processo, caso aprovado em testes práticos, seja adotado nos próximos anos.

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Cientistas criam vacina contra a Covid-19 que não precisa ser armazenada em geladeira

Por Matheus Barros,

Olhar Digital

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, estão trabalhando no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 que não precisam ser armazenadas em geladeiras ou freezers.

O processo é de suma importância para garantir a produção e disponibilização das vacinas em locais com menos recursos, tendo em vista que os atuais imunizantes do mercado necessitam ser armazenados em baixas temperaturas.

O novo imunizante é feito com base em vírus de plantas e bactérias que possam suportar o calor. “O empolgante sobre nossa tecnologia é que ela é termicamente estável, de modo que pode facilmente chegar a lugares onde instalar freezers de temperatura ultrabaixa ou ter caminhões circulando com esses freezers é impossível”, disse a professora de nanoengenharia da Escola de Engenharia da Universidade da Califórnia, Nicole Steinmetz.

De acordo com a pesquisa, a vacina utiliza feijão e bactérias E. coli para cultivar milhões de cópias do vírus na forma de nanopartículas. Essas partículas são anexadas a um pedaço da proteína spike do SARS-CoV-2, o que estimula o corpo a desenvolver uma resposta imunológica contra a Covid-19.

“O cultivo de plantas é relativamente fácil e envolve infraestrutura não muito sofisticada e a fermentação com bactérias já é um processo estabelecido na indústria biofarmacêutica”, explicou Steinmetz.

Por ora, o novo imunizante ainda está em faz inicial de desenvolvimento, tendo sido testado apenas em camundongos que apresentaram uma alta resposta imunológica. Os próximos passos requerem a testagem em humanos para verificar a segurança e eficácia real do imunizante.

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Califórnia tornou mais difícil encobrir casos de assédio e abuso

Gabriel Sérvio  

Olhar Digital

O governador do estado da Califórnia, Gavin Newsom, assinou na última semana uma lei que visa proteger os funcionários que falam abertamente sobre casos de assédio e abuso.

Intitulado como “Silenced No More Act”, a legislação prevê que os trabalhadores na Califórnia estarão protegidos caso precisem falar sobre práticas discriminatórias (com base em raça, religião, orientação sexual, identidade de gênero, ancestralidade, deficiência e idade).PUBLICIDADE

Resta saber como a novidade implicará no restante da indústria de tecnologia, que, segundo o The Verge, é um dos segmentos que costuma optar que os funcionários assinem acordos extremamente restritivos.

A Apple é um dos exemplos de gigantes que ainda se recusam a deixar claro se os funcionários podem ou não discutir sobre assédio e discriminação no local de trabalho.

Por fim, segundo a publicação, embora a iniciativa proteja apenas os funcionários que trabalham na Califórnia, outros parlamentares podem optar por expandir a ideia em outras regiões dos Estados Unidos.

A nova lei entrará em vigor no dia primeiro de janeiro de 2022.

Via: The Verge

Funcionária da Apple foi afastada após denunciar discriminação de gênero

Ashley Gjøvik, que ocupava o cargo de gerente sênior do programa de engenharia da Apple, decidiu denunciar o ambiente de trabalho que ela afirmava ser hostil, além de diversas situações de discriminação de gênero que ela enfrentou na empresa de Cupertino.

Em entrevista ao The Verge, a executiva revelou que ao levar as queixas ao setor de relacionamento com funcionários da Apple, ela recebeu como retorno apenas a recomendação de realizar um tratamento terapêutico e tirar uma licença.

Por ora, a engenheira afirmou que usará as suas redes sociais para mostrar como a Apple conduz as investigações e quais serão os resultados.

Créditos da imagem principal: ARMMY PICCA/Shutterstock

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Por que algoritmos das redes sociais estão cada vez mais perigosos, na visão de pioneiro da Inteligência Artificial

Stuart Russell, pesquisador da Universidade de Berkeley e defensor de ‘valores humanos’ para a IA, diz que algoritmos das redes sociais agem à revelia do bem-estar dos usuários.

Por Paula Adamo Idoeta, BBC

Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, dedica-se há décadas ao estudo da Inteligência Artificial (IA), mas também é um de seus mais conhecidos críticos – ao menos do modelo de IA que ele ainda vê como “padrão” pelo mundo.

Russell tem advertido que o modelo predominante de Inteligência Artificial é, em sua opinião, uma ameaça à sobrevivência dos seres humanos.

Mas – à diferença dos enredos de filmes de Hollywood sobre o assunto – não porque ele ache que essas tecnologias vão se tornar conscientes e se voltar contra nós.

A preocupação principal de Russell é com a forma como essa inteligência tem sido programada por seus desenvolvedores humanos: elas são incumbidas de otimizar o máximo possível suas tarefas, basicamente a qualquer custo.

E, assim, tornam-se “cegas” e indiferentes aos problemas (ou, em última instância, à destruição) que podem causar aos humanos.

Para explicar isso à BBC News Brasil, Russell usa a metáfora de um gênio de lâmpada atendendo aos desejos de seu mestre: “você pede ao gênio que te torne a pessoa mais rica do mundo, e assim acontece – mas só porque o gênio fez o resto das pessoas desaparecerem”, diz.

“(Na IA) construímos máquinas com o que chamo de modelos padrão: elas recebem objetivos que têm de conquistar ou otimizar, (ou seja), para os quais encontrar a melhor solução possível. E aí levam a cabo essa ação.”

Mesmo que essa ação seja, na prática, prejudicial aos humanos, ele argumenta.

“Se construirmos a Inteligência Artificial de modo a otimizar um objetivo fixo dado por nós, elas (máquinas) serão quase como psicopatas – perseguindo esse objetivo e sendo completamente alheias a todo o restante, até mesmo se pedirmos a elas que parem.”

Um exemplo cotidiano disso, opina Russell, são os algoritmos que regem as redes sociais – que ficaram tão em evidência nos últimos dias com a pane global que afetou Facebook, Instagram e WhatsApp durante cerca de seis horas na segunda-feira (4).

A tarefa principal desses algoritmos é favorecer a experiência do usuário nas redes sociais – por exemplo, coletando o máximo de informações o possível sobre esse usuário e fornecendo a ele conteúdo que se adeque a suas preferências, fazendo com que ele permaneça mais tempo conectado.

Mesmo que isso ocorra às custas do bem-estar desse usuário ou da cidadania global, prossegue o pesquisador.

“As redes sociais criam vício, depressão, disfunção social, talvez extremismo, polarização da sociedade, talvez contribuam para espalhar desinformação. E está claro que seus algoritmos estão projetados para otimizar um objetivo: que as pessoas cliquem, que passem mais tempo engajadas com o conteúdo”, pontua Russell.

“E, ao otimizar essas quantidades, podem estar causando enormes problemas para a sociedade.”

No entanto, prossegue Russell, esses algoritmos não sofrem escrutínio o bastante para que possam ser verificados ou “consertados” – dessa forma, seguem trabalhando para otimizar seu objetivo, indiferentes ao dano colateral.

“(As redes sociais) não apenas estão otimizando a coisa errada, como também estão manipulando as pessoas, porque ao manipulá-las consegue-se aumentar seu engajamento. Se posso tornar você mais previsível, por exemplo transformando você em uma eco-terrorista extremista, posso te mandar conteúdo eco-terrorista e ter certeza de que você vai clicar, e assim maximizar meus cliques.”

Essas críticas foram reforçadas nesta terça-feira (5/10) pela ex-funcionária do Facebook (e atual informante) Frances Haugen, que depôs em audiência no Congresso americano e afirmou que os sites e aplicativos da rede social “trazem danos às crianças, provocam divisões e enfraquecem a democracia”. O Facebook reagiu dizendo que Haugen não tem conhecimento suficiente para fazer tais afirmações.

IA com ‘valores humanos’

Russell, por sua vez, detalhará suas teorias a um público de pesquisadores brasileiros em 13 de outubro, durante a conferência magna do encontro da Academia Brasileira de Ciências, virtualmente.

O pesquisador, autor de Compatibilidade Humana: Inteligência Artificial e o Problema de Controle (sem versão no Brasil), é considerado pioneiro no campo que chama de “Inteligência Artificial compatível com a existência humana”.

“Precisamos de um tipo completamente diferente de sistemas de IA”, opina ele à BBC News Brasil.

Esse tipo de IA, prossegue, teria de “saber” que possui limitações, que não pode cumprir seus objetivos a qualquer custo e que, mesmo sendo uma máquina, pode estar errado.

“Isso faria essa inteligência se comportar de um modo completamente diferente, mais cauteloso, (…) que vai pedir permissão antes de fazer algo quando não tiver certeza de se é o que queremos. E, no caso mais extremo, que queira ser desligada para não fazer algo que vá nos prejudicar. Essa é a minha principal mensagem.”

A teoria defendida por Russell não é consenso: há quem não considere ameaçador esse modelo vigente de Inteligência Artificial.

Um exemplo famoso dos dois lados desse debate ocorreu alguns anos atrás, em uma discordância pública entre os empresários de tecnologia Mark Zuckerberg e Elon Musk.

Reportagem do The New York Times aponta que, em um jantar ocorrido em 2014, os dois empresários debateram entre si: Musk apontou que “genuinamente acreditava no perigo” de a Inteligência Artificial se tornar superior e subjugar os humanos.

Zuckerberg, porém, opinou que Musk estava sendo alarmista.

Em entrevista no mesmo ano, o criador do Facebook se considerou um “otimista” quanto à Inteligência Artificial e afirmou que críticos, como Musk, “estavam pintando cenários apocalípticos e irresponsáveis”.

“Sempre que ouço gente dizendo que a IA vai prejudicar as pessoas no futuro, penso que a tecnologia geralmente pode ser usada para o bem e para o mal, e você precisa ter cuidado a respeito de como a constrói e como ela vai ser usada. Mas acho questionável que se argumente por reduzir o ritmo do processo de IA. Não consigo entender isso.”

Já Musk argumentou que a IA é “potencialmente mais perigosa do que ogivas nucleares”.

Um lento e invisível ‘desastre nuclear’

Stuart Russell se soma à preocupação de Musk e também traça paralelos com os perigos da corrida nuclear.

“Acho que muitos (especialistas em tecnologia) consideram esse argumento (dos perigos da IA) ameaçador porque ele basicamente diz: ‘a disciplina a que nos dedicamos há diversas décadas é potencialmente um grande risco’. Algumas pessoas veem isso como ser contrário à Inteligência Artificial”, sustenta Russell.

“Mark Zuckerberg acha que os comentários de Elon Musk são anti-IA, mas isso me parece ridículo. É como dizer que a advertência de que uma bomba nuclear pode explodir é um argumento anti-física. Não é anti-física, é um complemento à física, por ter-se criado uma tecnologia tão poderosa que pode destruir o mundo. E de fato tivemos (os acidentes nucleares de) Chernobyl, Fukushima, e a indústria foi dizimada porque não prestou atenção suficiente aos riscos. Então, se você quer obter os benefícios da IA, tem de prestar atenção aos riscos.”

O atual descontrole sobre os algoritmos das redes sociais, argumenta Russell, pode causar “enormes problemas para a sociedade” também em escala global, mas, diferentemente de um desastre nuclear, “lentamente e de modo quase invisível”.

Como, então, reverter esse curso?

Para Russell, talvez seja necessário um redesenho completo dos algoritmos das redes sociais. Mas, antes, é preciso conhecê-los a fundo, opina.

‘Descobrir o que causa a polarização’

Russell aponta que no Facebook, por exemplo, nem mesmo o conselho independente encarregado de supervisionar a rede social tem acesso pleno ao algoritmo que faz a curadoria do conteúdo visto pelos usuários.

“Mas há um grupo grande de pesquisadores e um grande projeto em curso na Parceria Global em IA (GPAI, na sigla em inglês), trabalhando com uma grande rede social que não posso identificar, para obter acesso a dados e fazer experimentos”, diz Russell.

“O principal é fazer experimentos com grupos de controle, ver com as pessoas o que está causando a polarização social e a depressão, e (verificar) se mudar o algoritmo melhora isso.”

“Não estou dizendo para as pessoas pararem de usar as redes sociais, nem que elas são inerentemente más”, prossegue Russell. “(O problema) é a forma como os algoritmos funcionam, o uso de likes, de subir conteúdos (com base em preferências) ou de jogá-los para baixo. O modo como o algoritmo escolhe o que colocar no seu feed parece ser baseado em métricas prejudiciais às pessoas. Então precisamos colocar o benefício do usuário como objetivo principal e isso vai fazer as coisas funcionarem melhor e as pessoas ficarão felizes em usar seus sistemas.”

Não haverá uma resposta única sobre o que é “benéfico”. Portanto, argumenta o pesquisador, os algoritmos terão de adaptar esse conceito para cada usuário, individualmente – uma tarefa que, ele próprio admite, não é nada fácil. “Na verdade, essa (área das redes sociais) seria uma das mais difíceis onde se colocar em prática esse novo modelo de IA”, afirma.

“Acho que realmente teriam que começar do zero a coisa toda. É possível que acabemos entendendo a diferença entre manipulação aceitável e inaceitável. Por exemplo, no sistema educacional, manipulamos as crianças para torná-las cidadãos conhecedores, capazes, bem-sucedidos e bem integrados -, e consideramos isso aceitável. Mas se o mesmo processo tornasse as crianças terroristas, seria uma manipulação inaceitável. Como, exatamente, diferenciar entre ambos? É uma questão bem difícil. As redes sociais realmente suscitam esses questionamentos bastante difíceis, que até filósofos têm dificuldade em responder.”

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Vandalismo perigoso: nave russa é pichada em galpão no Cazaquistão

Por Acsa Gomes, editado por Jeniffer Cardoso  

Olhar Digital

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra uma pessoa vandalizando a lataria do ônibus espacial russo da série Buran, conhecido como Ptichka ou Burya.

Essa é a mesma relíquia que está no centro de uma disputa de posse entre a Rússia e o cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Nas imagens, é possível ver o vândalo pintando boa parte da lateral direita do veículo. A situação aconteceu em abril, e, segundo a agência de notícias RIA Novosti, o ônibus espacial já foi pintado.

Isso joga mais lenha na fogueira da briga entre as autoridades russas, que querem repatriar, restaurar e expor o modelo em um museu, e o proprietário do espaçoporto cazaque, Dauren Musa, que garante ser o legítimo dono do protótipo.

Musa declarou que está disposto a negociar Burya com a Rússia, mas em troca quer o crânio do último Khan cazaque, Kenesary Kasymov, considerado herói no país por ter liderado uma rebelião contra as tentativas do Império Russo de colonizar a região na década de 1840… Só que ninguém tem ideia de onde pode estar o tal crânio.

Mas o video do pichador deixa bem claro que as naves não estão totalmente seguras no Cazaquistão. Tomara que isso não crie um incidente internacional!!

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