Apple paga R$ 395 mil a hacker que identificou bugs no Safari

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Vulnerabilidades permitiam que um invasor tivesse acesso à câmera de iPhones ou MacBooks

Um hacker identificou diversas vulnerabilidades zero-day no navegador Safari, da Apple. Algumas dessas permitiam a invasão das câmeras de iPhones e MacBooks. De acordo com a Forbes, essa descoberta rendeu US$ 75 mil (R$ 395 mil em conversão direta) ao hacker, pagos pela própria companhia de Cupertino.

Uma vulnerabilidade zero-day significa que essa é uma brecha grave de segurança desconhecida tanto pelo público quanto pela empresa desenvolvedora do software. No entanto, ela já pode ser conhecida por crackers (hackers que utilizam o conhecimento para praticarem atividades criminosas ou maliciosas), que a exploram silenciosamente, aproveitando enquanto ela não é identificada.

O responsável por identificar as vulnerabilidades no Safari foi o hacker Ryan Pickren. Segundo relatos, ele “martelou o navegador com códigos” até que um comportamento estranho aparecesse.

De acordo com o relatório enviado à Apple por Pickren em dezembro passado, foram encontradas sete vulnerabilidades no navegador. Algumas delas podiam abrir páginas inseguras e permitir que um invasor obtivesse acesso à câmera do aparelho, enganando o usuário para que ele visitasse um site malicioso.

“Um bug como esse mostra por que os usuários nunca devem se sentir totalmente confiantes de que sua câmera está segura, independentemente do sistema operacional ou da fabricante”, afirmou Pickren em entrevista à Forbes.

Segundo a reportagem, a Apple imediatamente validou todos os sete erros, corrigindo três deles em uma nova atualização do Safari (presumivelmente a versão 13.0.5, lançada em 28 de janeiro), por serem considerados os mais graves. Os bugs restantes, menos perigosos na visão dos desenvolvedores, foram corrigidos na versão 13.1, lançada em março.

Apesar de ter descoberto um zero-day, Pickren ficou distante do valor máximo pago pela Apple, que oferece até US$ 1,5 milhão por vulnerabilidades mais sérias. No final de 2019, a empresa tornou público seu programa de recompensa por bugs e aumentou a recompensa, fornecendo também iPhones para pesquisadores de segurança que participarem da iniciativa.

Via: MacMagazine

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Milhares de gravações de videoconferências do Zoom são expostas online

Renato Santino 

Olhar Digital

Conteúdo foi facilmente encontrado devido à nomenclatura padrão dos arquivos de vídeo

O aplicativo de videoconferência Zoom pode ter disparado neste momento de distanciamento social causado pelo coronavírus, mas cada vez fica mais claro que ele não estava pronto para os holofotes. Agora, milhares de gravações de vídeo na nuvem da empresa vazaram pela falta de cuidado na hora de nomear os arquivos.

Com os nomes dos arquivos gerados de uma forma idêntica e não aleatória, como é o comum, os arquivos poderiam ser encontrados por meio de uma busca online. Os vídeos pesquisáveis estão armazenados de forma desprotegida na Amazon Web Services; os arquivos armazenados internamente com o Zoom não estão expostos.

A revelação veio por meio de Patrick Jackson, diretor de tecnologia da empresa Disconnect, especializada em software ligados à privacidade, que também já trabalhou para a NSA. Ele alertou o Washington Post sobre a falha e disse que conseguiu encontrar 15 mil vídeos utilizando uma ferramenta de buscas grátis que vasculha armazenamento em nuvem desprotegido.

Como é de se esperar, os vídeos encontrados mostram várias conversas que jamais deveriam vir a público, como sessões de terapia, aulas com crianças e, claro, nudez, incluindo um vídeo no qual uma esteticista ensina seus alunos como fazer a “depilação brasileira”.

Não se sabe exatamente como esses vídeos foram parar nesse servidor da Amazon. O Zoom parece defender que foram os próprios usuários que fizeram o upload, em comunicado sobre o tema.

“O Zoom notifica os participantes quando um anfitrião grava uma reunião e oferece uma forma segura para que eles guardem essas gravações. As reuniões do Zoom são gravadas apenas a pedido do anfitrião e gravadas localmente na máquina do anfitrião ou na nuvem do Zoom. Se o anfitrião posteriormente escolher enviar as gravações para qualquer outro lugar, nós recomendamos que eles sejam cuidadosos e sejam transparentes com os outros participantes, levando em consideração se a reunião contém informações sensíveis e as expectativas dos participantes”, diz o texto.

Ainda assim, segundo o Washington Post, algumas das pessoas que puderam ser identificadas pelas gravações disseram que não sabem como o vídeo foi exposto na internet e que isso não deveria acontecer.

A empresa não disse se pretende mudar o esquema de nomes dos arquivos para evitar que eles pelo menos sejam encontrados tão facilmente.

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Estudantes desenvolvem sutiã que detecta câncer de mama precocemente

Nina Gattis, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Futuramente, a tecnologia poderá atuar no tratamento da doença

Estudantes da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, desenvolveram um sutiã inteligente capaz de detectar câncer de mama em seus estágios iniciais. De acordo com os desenvolvedores, é a primeira peça de roupa que pode ser usada na prevenção da doença.

Chamado de SmartBra, o sutiã utiliza ondas de ultrassom geradas por sensores piezoelétricos, cristais que criam tensão elétrica, para detectar massas suspeitas ou o crescimento dos nódulos em pacientes já diagnosticados.

Em parceria com a startup local IcosaMed, os estudantes pretendem lançar o SmartBra no mercado em 2021. Inicialmente, o produto será vendido apenas para quem já está tratando o câncer de mama, a fim de que sejam feitos monitoramentos diários para atestar a credibilidade da peça.

Passada essa etapa, o SmartBra será comercializado, também, para pessoas predispostas à doença ou para quem quiser adquirí-lo. No futuro, a intenção dos estudantes é que o produto seja usado igualmente como uma terapia complementar.

“Esperamos que um dia também possa agir preventivamente e emitir ondas de ultrassom quase contínuas e em baixas doses de maneira controlada, de modo a estimular a apoptose na massa cancerígena”, contou Max Boysset, fundador e CEO da IcosaMed.

Grandes companhias, como IBM e Google, já utilizam inteligência artificial para detectar o câncer de mama antes mesmo de seu surgimento. No entanto, esses métodos usam mamografia com raio X, o que torna o SmartBra mais inovador e seguro.

Via: Engadget

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Pesquisadores nos EUA têm sucesso com testes de vacina contra Covid-19 em animais

Renato Santino 

Olhar Digital

Estudo já foi revisado por outros cientistas e agora os autores esperam a autorização para começar a testar em humanos

No mundo inteiro, cientistas correm para tentar desenvolver uma vacina para combater o coronavírus. Nos Estados Unidos, mais especificamente na Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, pesquisadores anunciaram uma potencial vacina que mostrou resultados promissores em um dos primeiros estudos revisados por pares sobre o tema.

Por enquanto, os testes foram realizados apenas em animais, mas os resultados foram positivos. Os testes com humanos já estão nos planos, mas ainda sem prazo determinado para acontecer. Antes disso, os cientistas tentam obter a aprovação da FDA, a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (equivalente à Anvisa no Brasil). O processo normalmente leva meses e os testes em humanos podem demorar mais de um ano antes da validação, mas pesquisadores não sabem dizer se isso se manterá agora, diante da urgência da criação de uma vacina funcional.

“Esta situação em particular é diferente de tudo que já vimos, então não sabemos quanto tempo demorará o processo de desenvolvimento clínico. Revisões anunciadas recentementes aos processos normais sugerem que nós poderemos avançar mais rápido”, diz Louis Falo, dermatologista e um dos coautores do estudo.

Segundo um dos coautores da pesquisa, Andrea Gambotto, a experiência com outras doenças similares acelerou o processo. “Nós tivemos experiências com o Sars-Cov em 2003 e o Mers-Cov em 2014. Estes dois vírus, bastante próximos do Sars-Cov-2 (causador da Covid-19), nos ensinam que uma proteína particular, chamada de proteína-espinho, é importante para induzir a imunidade”, disse ele, completando que os cientistas sabiam exatamente como atacar o novo vírus.

A vacina já tem um nome: PittCoVacc (de “Vacina do Coronavírus de Pittsburgh” em inglês) funciona como uma vacina convencional: injetando pedaços do vírus enfraquecidos no organismo, fazendo com que ele desenvolva anticorpos. Desta forma, quando o vírus chegar a esta pessoa, o sistema imunológico já está preparado para impedir danos.

Nos testes com ratos de laboratório, os pesquisadores perceberam um aumento rápido no número de anticorpos capazes de combater o vírus após duas semanas da aplicação da vacina.

A PittCoVacc, no entanto, é um pouco diferente do que se imagina quando se pensa em vacina, normalmente associada a uma injeção por meio de uma seringa ou por via oral, com gotas. Os pesquisadores projetaram uma espécie de adesivo com 400 microagulhas, que são feitas de açúcares e proteína. Quando coladas na pele, essas agulhas injetam o material no corpo e desaparecem. Segundo Falo, o método é indolor, e se assemelha a pressionar velcro contra a pele.

O formato tem suas vantagens em comparação com os métodos mais conhecidos de aplicação. Caso aprovada, ela sequer seria que passar por refrigeração para armazenamento e transporte e poderia ser produzida rapidamente. Essa parte logística pode não ser tão relevante para uma vacina comum, mas no caso de uma pandemia como a da Covid-19 é “o primeiro requisito”, segundo Gambotto.

O que o estudo ainda não concluiu é por quanto tempo um organismo permaneceria imune, já que os ratos ainda não foram analisados no longo prazo. Os cientistas notam que os animais que receberam a vacina contra o Mers-Cov desenvolveram anticorpos para permanecerem imunes por um ano e isso tende a se repetir com o Sars-Cov-2.

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Vacina oral contra o coronavírus pode ser testada em humanos em junho

Victor Pinheiro, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Substância será elaborada com base em uma vacina para bronquite infecciosa em galinhas

Desenvolvida em Israel, uma vacina oral contra a Covid-19 deve ser testada em humanos a partir de 1º de junho. A informação foi revelada por Chen Katz, líder do Instituto de Pesquisas da Galileia (MIGAL), em entrevista ao jornal The Jerusalem Post.

O composto é elaborado com base na pesquisa de uma vacina animal para tratar bronquite infecciosa das galinhas, doença comum em aves dessa espécie. Katz está à frente do estudo há pelo menos quatro anos e defende que em poucos dias o laboratório da MIGAL deve obter os componentes ativos da vacina para imunizar pacientes humanos contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O cientista explica que a vacina oral para os humanos deve contar com materiais genéticos diferentes da solução aplicada em aves. O objetivo consiste em induzir a formação e a secreção de uma proteína quimérica. A estrutura orgânica, por sua vez, carrega o antígeno viral até ser absorvida por células dos tecidos da mucosa, fazendo com que o corpo traduza o material genético do vírus e passe a produzir anticorpos.

Katz destaca que a pesquisa desenvolveu uma “tecnologia geral”, que não é específica de um só tipo de vírus, o que constituiu uma vantagem para estudar meios de adaptar a vacina ao uso humano.

Além disso, o estudo ainda concluiu que o vírus encontrado nas galinhas partilha do mesmo mecanismo de infecção usado pelo Coronavírus para atacar células humanas. A iniciativa do instituto MIGAL recebeu apoio financeiro do Ministério de Ciência e Tecnologia de Israel. A pasta já trabalha para antecipar processos burocráticos para aprovar a finalização e a comercialização da vacina em breve.

Fonte: Estadão

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Google usa localização para mapear movimento da população

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Informação é baseada nos dados que já são compartilhados voluntariamente pelos usuários e usados para indicar o movimento em lojas e outros locais no Google Maps

O Google está usando os dados de localização compartilhados por seus usuários para elaborar o que chama de “Relatórios de Mobilidade Comunitária”, criados para ajudar as autoridades a saber se a população está seguindo as recomendações de distanciamento social durante a pandemia de Covid-19.

Mas calma, não se trata de “espionagem”. A empresa irá usar dados que já são compartilhados voluntariamente por usuários de smartphones Android, os mesmos que já são usados para mostrar no Google Maps o movimento em uma loja.

Este recurso vem desativado por padrão, e deve ser ativado manualmente. Para saber se você está compartilhando sua localização, vá em Configurar / Localização / Compartilhamento de local do Google. Estes dados podem ser excluídos pelo usuário se desejar. Mesmo que você esteja compartilhando seus dados, a empresa garante que eles foram tratados para tornar impossível a identificação de um usuário individual.

primeiro relatório para o Brasil é datado de 29 de março (domingo passado), e mostra os dados agregados do país e também individualmente de cada estado. Segundo o documento a movimentação em lojas e locais de recreação caiu 71%, quando comparada à média nos domingos entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro.

A queda no movimento em mercados e farmácias foi de 35%, e de 34%. Parques tiveram uma redução de 70%, e nas estações de transporte público o movimento caiu 62%. O único ponto que apresentou alta foram as residências, com 17% a mais de movimento.

De acordo com o Google, os relatórios serão divulgados com dois ou três dias de atraso, tempo necessário para que as informações sejam processadas. A periodicidade de atualização não foi definida.

“Estes são tempos sem precedentes e continuaremos a avaliar esses relatórios à medida que obtivermos feedback das autoridades de saúde pública, grupos da sociedade civil, governos locais e a comunidade em geral. Esperamos que essas ideias sejam adicionadas a outras informações de saúde pública que ajudem as pessoas e as comunidades a permanecerem saudáveis e seguras”, diz a empresa.

Fonte: Google

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Twitter apaga publicações de Silas Malafaia que infringiam regras sobre coronavírus

Rede social diz que ‘expandiu suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais’.

Por G1

Twitter apaga posts de Silas Malafaia  — Foto: Reprodução Twitter/@PastorMalafaia

Twitter apaga posts de Silas Malafaia — Foto: Reprodução Twitter/@PastorMalafaia

O Twitter apagou sete publicações da conta do pastor Silas Malafaia na noite desta quinta (2). No lugar das publicações, feitas durante a tarde, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível”.

Ao G1, a rede social disse que as publicações “infringiam regras sobre coronavírus”.

Em nota, o Twitter disse que “anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19.”

O Twitter não divulgou o conteúdo das publicações apagadas. Na conta de Malafaia, há outras nove publicações sobre cononavírus feitas poucas horas após as que foram removidas.

Postagens de Bolsonaro apagadas

No último domingo (29), a rede social havia deletado publicações do presidente Jair Bolsonaro que violavam as mesmas regras. As publicações apagadas continham dois vídeos do presidente em meio a aglomerações durante um passeio em Brasília.

Na segunda (30), Facebook e Instagram também removeram um dos vídeos de suas plataformas. De acordo com um porta-voz do Facebook, a plataforma remove “conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas”.

No vídeo que foi apagado nas três redes sociais, Bolsonaro conversa com um ambulante e defende que as pessoas continuem trabalhando. No segundo vídeo, removido apenas do Twitter, ele entra em um supermercado, volta a provocar aglomerações e critica as medidas de isolamento.

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Superlua rosada vai iluminar o céu durante a noite de 7 de abril

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Devido ao astro estar em seu ponto mais próximo à Terra em época de lua cheia, vai ser possível visualizá-lo maior e mais brilhante que o comum

O mês de abril reserva muitos fenômenos astronômicos para quem se interessar. E o primeiro deles não vai demorar muito para acontecer. Na noite de 7 de abril vai acontecer a famosa “Super Pink Moon”, a superlua mais brilhante do ano. Devido ao astro estar em seu ponto mais próximo à Terra em época de lua cheia, vai ser possível visualizá-lo maior e mais brilhante que o comum.

Apesar do nome, não espere ver uma grande bola rosa nos céus. A denominação do fenômeno foi dada em razão das flores silvestres chamadas “Creeping Phlox”, que florescem no início da primavera do hemisfério norte. A lua cheia de abril corresponde ao período de floração da espécie e, por isso, ganhou o apelido rosa.

Em vez disso, um brilho laranja-dourado vai ser emitido pela Lua no seu ponto mais baixo, e ficará mais brilhante com o avançar da noite. Portanto, na próxima terça-feira (7), a partir das 18h20 (horário de Brasília), basta olhar para o leste para visualizá-la.

Para os amantes do espaço e da astronomia, o Olhar Digital preparou um calendário astronômico para o mês de abril, no qual estão reunidos todos os próximos eventos.

Via: Apartment Therapy

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Atividade solar indica que nossa estrela está entrando em novo ciclo

Renato Mota 

Olhar Digital

A baixa incidência de manchas na superfície do Sol apontam para uma mudança do polo magnético da estrela – um fenômeno que acontece aproximadamente a cada 11 anos

Alheio ao pandemônio que está acontecendo na Terra neste momento por causa da pandemia do novo coronavíruso Sol está se preparando para abandonar um relativamente longo período de calma e entrar num novo ciclo climático. A partir das observações da formação de manchas na superfície da estrela, os cientistas acreditam que a mudança deve acontecer “talvez este mês”.

O Sol passa por ciclos de atividade a cada 11 anos aproximadamente. No momento, ele está bem quieto, entre o fim do ciclo solar 24 e o começo do 25. À medida que sua atividade aumenta, mais manchas cruzam sua superfície. São essas manchas que dão origem a explosões solares, como a ejeção de massa coronal ou o lançamento de radiação e partículas carregadas pelo sistema solar.

O efeito disso aqui na Terra varia entre a ocorrência de auroras boreais, interferências no nosso sistema de satélites até o desligamento da rede elétrica no solo. Previsões de ciclos solares são complicadas já que os cientistas não sabem tanto quanto gostariam sobre como nossa estrela de fato funciona.

A mudança gradual do campo magnético do Sol causa o ciclo de 11 anos. Como a estrela gira aproximadamente uma vez a cada 27 dias, seu material interno age como um fluido, de modo que seu equador gira muito mais rápido do que seus polos. Isso faz com que seus poderosos campos magnéticos se tornem progressivamente mais “emaranhados” –  e suas manchas solares e outras atividades magnéticas mais violentas –  até que a estrela inteira inverta sua polaridade magnética. É como se a Terra trocasse seus polos magnéticos Norte e Sul a cada poucos anos.

As manchas solares visíveis são causadas por distúrbios magnéticos que deslocam sua camada externa brilhante e revelam as camadas internas um pouco mais frias (e mais escuras). As manchas podem durar dias ou semanas e variar em tamanho, mas geralmente são muito maiores que a Terra inteira.

“O sol estava impecável de 14 de novembro a 23 de dezembro” do ano passado, disse Jan Janssens, especialista em comunicações do Centro de Excelência Solar Terrestre em Bruxelas, Bélgica. “Esse período de 40 dias de dias sem manchas é o mais longo em mais de 20 anos”, completou.

Tais períodos prolongados sem manchas solares geralmente acontecem na época do chamado “mínimo solar” – o tempo de menor atividade de manchas solares entre dois ciclos solares. A mudança de polaridade do Sol faz com que sua atividade magnética – e suas manchas solares – diminuam bastante. Mas o campo magnético rotativo do Sol lentamente se emaranha novamente e o ciclo das manchas solares recomeça.

Espera-se agora que o ciclo 25 atinja um pico em 2024, antes de cair para um novo mínimo em 2031. Desde o último mínimo solar, em 2009, os cientistas ganharam novas ferramentas para o estudo da atividade solar, incluindo a sonda Parker, da Nasa, que orbita o Sol desde 2018. Com os dados coletados na atual mudança de ciclo, possivelmente poderemos prever melhor as próximas.

Via: Space.com

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Cientistas desvendam causa de misterioso e antigo sinal no céu do Japão

Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer 

Olhar Digital

Aparição de um “leque vermelho” no céu há 1.400 anos é um dos registros astrônomicos mais antigos na história do país

Em 30 de dezembro de 620, um estranho fenômeno aconteceu no Japão. Registros da época mencionam um “sinal vermelho” no céu, com a forma da “cauda de um faisão”. Mil e quatrocentos anos depois, usando conhecimento moderno sobre fenômenos atmosféricos, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa Polar do Japão finalmente descobriram a causa da aparição.

Uma das possibilidades seria a passagem de um cometa, mas os cientistas descartaram a hipótese. Rastros de cometas não são vermelhos, e a probabilidade de um cometa passando sobre o Japão na época é baixa.

A outra possibilidade era um tipo de aurora boreal. Embora geralmente sejam verdes, elas podem aparecer em outras cores, incluindo o vermelho, dependendo de quais elementos na atmosfera terrestre estão interagindo com as partículas carregadas emitidas pelo Sol.

Os pesquisadores encontraram outros registros mais recentes da observação de fenômenos com a forma de um “leque” e um tom avermelhado no Japão, o que deu força à teoria.

Além disso, mapearam a mudança no campo magnético da Terra e descobriram que na época o Japão ficava numa latitude magnética de 33º norte, contra os 25º norte atuais. E quanto mais alta a latitude, maior a probabilidade de uma aurora.

Somando tudo isso, os pesquisadores concluíram em seu artigo que o fenômeno, um dos mais antigos registros astronômicos na história do Japão, foi uma Aurora Boreal incomum.

“Este é um interessante e bem-sucedido exemplo de como a ciência moderna pode se beneficiar das emoções evocadas nos japoneses antigos quando uma surpreendente aparição nos céus fez com que se lembrassem de um pássaro familiar”, disse Ryuho Kataoka, um dos autores do estudo.

Fonte: Space.com

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