Descoberta surpreendente pode nos fazer repensar a origem da Lua

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Análise de dados do satélite Lunar Reconaissance Orbiter indica que o fundo de crateras contém mais metais, como ferro e titânio, do que se pensava

Um estudo realizado por cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, os EUA, pode nos levar a questionar as atuais teorias que explicam a formação da Lua. Dados obtidos pelo instrumento Miniature Radio Frequency (Mini RF) do satélite Lunar Reconaissance Orbiter (LRO), em órbita lunar, apontam que a concentração de metais como ferro e titânio em crateras na superfície de nosso satélite natural é maior que o esperado.

A quantidade de metal na Lua é uma das pistas que os astrônomos usam para tentar explicar sua origem. A hipótese mais aceita é que ela surgiu da colisão da Terra com um protoplaneta chamado Theia, 4,5 bilhões de anos atrás.

Um problema com esta teoria é que a superfície da Terra tem uma concentração de óxido de ferro menor do que a da Lua, o que é algo que os cientistas vêm tentando explicar há algum tempo. Se ambos têm a mesma origem, a concentração deveria ser similar.

O Mini RF foi criado para procurar gelo dentro de crateras lunares, e para isso mede a constante dielétrica, uma propriedade elétrica do solo. Os cientistas perceberam que o valor medido aumenta quanto maior a cratera, até um tamanho de 5 km de diâmetro, quando se estabiliza.

Análises posteriores feitas com outros instrumentos e espaçonaves mostram que isso ocorre porque quanto maior a cratera, mais metal ela contém, provavelmente porque sua profundidade é maior. Isso sugere que há muito mais metais debaixo da superfície, que é relativamente pobre nestes elementos.

Os dados foram obtidos no hemisfério norte da Lua, e mais pesquisas estão sendo feitas para determinar se a correlação entre o tamanho das crateras e a quantidade de metal se repete no hemisfério sul.

Uma possível explicação é que a Lua foi criada de material extraído muito mais profundamente da Terra do que se pensava, ou que estes metais extras sejam resultado de uma superfície lunar derretida, que gradualmente se resfriou.

“Nosso sistema solar tem mais de 200 luas. Entender o papel crucial delas na formação e evolução dos planetas que orbitam pode nos dar uma melhor compreensão de como e onde condições capazes de sustentar vida fora da Terra podem se formar, e com o que ela pode se parecer”, diz Essam Heggy, pesquisador que liderou o estudo.

Fonte: Science Alert

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Apesar do aquecimento global, um lugar no planeta está esfriando

Rafael Rigues 

Olhar Digital

Região ao sul da Groenlândia conhecida como ‘a bolha’ está quase 1 ºC mais fria do que em 1900, contrariando tendência no restante dos oceanos

aquecimento global é uma realidade, suportada por inúmeras observações diretas e estudos científicos ao longo dos anos. 2016 foi o ano mais quente já registrado, com um aumento de 1,25 ºC na temperatura média global, e 2019 chegou bem perto disso.

Isso não quer dizer que todo o planeta está se aquecendo no mesmo ritmo. Quando falamos em aquecimento global estamos falando da temperatura média de todo o planeta. O clima é um sistema complexo, e as mesmas mudanças que podem causar nevascas monstruosas na América do Norte podem causar secas recordes e incêndios na Austrália.

Ainda assim, um ponto no Atlântico Norte intriga os cientistas. Conhecido como “buraco no aquecimento” ou “a bolha”, ele desafia tendências. Enquanto a temperatura média dos oceanos subiu 2 ºC desde 1900, a deste ponto ao sul da Groenlândia caiu 0,9 ºC.

Um novo estudo realizado por pesquisadores do Instituto Max Planck de Meteorologia, na Alemanha, tenta descobrir as causas deste fenômeno. E aponta mudanças em correntes marítimas e na cobertura de nuvens na região como os principais culpados.

Pisando no freio

Os pesquisadores apontam indícios de que a corrente conhecida como Circulação Meridional do Atlântico (AMOC), que age como uma “esteira rolante” transportando águas de regiões mais quentes para o Atlântico Norte, está se movendo mais lentamente. A causa seria a grande quantidade de água doce sendo levada até o oceano pelo derretimento das geleiras na Groenlândia.

Segundo Paul Keil, autor principal do estudo, isto reduz a salinidade do oceano, o que torna a água menos densa. Com isso a água fria da região não afunda: em vez disso ela fica próxima à superfície, atrapalhando o movimento da água quente trazida pela AMOC.

Além disso, Keil e sua equipe descobriram que o “giro subpolar”, um “loop” de água que circula no Atlântico Norte, está retirando calor da região. Normalmente ele transporta águas mais quentes rumo ao norte, até o Oceano Ártico.

Situação nebulosa

As águas mais frias causam o segundo fator que leva à queda nas temperaturas na “bolha”: um aumento na quantidade de nuvens de baixa altitude, que “refletem mais luz do sol e, portanto, resfriam mais ainda a superfície”.

Isso gera um círculo vicioso. O enfraquecimento da AMOC serve de “gatilho” para o resfriamento da região, gerando nuvens que ajudam a sustentá-lo. O papel das nuvens, entretanto, é uma descoberta recente, que merece mais estudos.

“A mudança climática antropogênica altera o circuito do sistema climático”, diz Kristopher Karnauskas, oceanógrafo da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, que não participou da pesquisa de Keil. “A bolha é uma manifestação interessante dos perigos que estamos atraindo”.

Fonte: Mashable

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PL das fakes news: censura? Lei da mordaça? Entenda o que pode mudar

Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Aprovado pelo Senado nesta terça, projeto de lei, que tem como objetivo combater notícias falsas, carrega inúmeras preocupações que ferem direitos do usuário

O PL das fake news, aprovado nesta semana pelo Senado, tem gerado muitas reações negativas nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #PL2630Nao ficou entre os assuntos mais comentados nesta terça-feira, quando o relatório proposto pelo senador Angelo Coronel foi à votação. Mas, afinal, estamos diante de um projeto, que se for aprovado pela presidência, pode ser um passo em direção à censura nos canais em que milhões de brasileiros se informam na internet? Um provável fim da liberdade de expressão no WhatsApp, no Facebook, no Twitter?

Para responder essas e outras questões preocupantes que traz o PL, o Olhar Digital bateu um papo com especialistas em privacidade, Danilo Doneda, advogado e professor no IDP, e Raquel Saraiva, advogada e presidenta do IP.rec Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife, e também integrante da Coalizão Direitos na Rede, que reúne organizações da sociedade civil, ativistas e acadêmicos em prol dos direitos à privacidade e a liberdade de expressão na rede.

Invasão de privacidade, riscos à liberdade de expressão, vigilância, exclusão digital. Quais pontos e por que o PL é polêmico?

Invasão de privacidade

Quanto à obrigação das plataformas de identificar todas as contas de usuários que forem denunciadas por ter desrespeito à lei, Saraiva diz que o artigo é muito vago, no sentido em que ela pode ainda ser instrumentalizada, ou seja, abre possibilidades de usuários sofrerem perseguições por meras denúncias feitas por outros que são contrários à diversidade de opiniões na plataforma, algo muito comum nas redes sociais.

Outro problema levantado pela advogada é a possibilidade de um vazamento de dados sensíveis com documentação. “Apesar do Facebook já coletar os dados dos usuários de forma massiva, existe um perigo ainda maior se esses dados sensíveis estiverem acompanhados com a identificação real do usuário, por meio de documentação, além disso, essas informações de identificação ficarão guardadas em banco de dados da plataforma”, diz. 

Outro artigo que, de acordo com a advogada, deveria ser suprimido do texto relatado é o artigo 10º, que trata da rastreabilidade em aplicativos de mensagem, como o WhatsApp. “O artigo é um atentado à privacidade, pois toda a cadeia de interação de uma pessoa está disponível, não importando ou diferenciando, por exemplo, de uma compartilhamento de fake news ou compartilhamento de uma denúncia. Qualquer usuário vai ser incluído nessa cadeia. Uma pessoa que repassou o conteúdo vai posteriormente ter que provar a inocência, mesmo não ter realizado qualquer tipo de ação ilícita nos parâmetros da lei”. Ela ainda observa que esse dispositivo viola os princípios da Constituição, pois coloca todos que estão na mesma situação – no ‘pacote’ de compartilhamentos de WhatsApp que viralizou – como se fossem culpados de uma difamação que uma pessoa está sofrendo, por exemplo.

Ela também levanta a questão nebulosa de como a medida vai ser implementada e uma possibilidade de coleta massiva por parte das plataformas para que seja possível identificar quais conteúdos viralizaram de fato para fornecerem o material às autoridades prosseguirem com as investigações, não restringindo, portanto, o que somente a lei permite. 

Para Doneda, “na prática, todo o tráfego de mensagem ou conteúdo para o aplicativo de mensagem vai ter que ser guardado por três meses. Só é possível chegar no 100 partindo do 1”.  

Vigilância

Segundo a LGPD, a coleta de dados deve ser realizada somente em casos de extrema necessidade e para o funcionamento do serviço, ou seja, ela estabelece o princípio da coleta mínima dos dados necessários para uma finalidade. Entretanto, Saraiva chama atenção ao movimento contrário do artigo 7º à Lei Geral de Proteção de Dados. “Além de ir contra os preceitos constituicionais, isso dá às plataformas o poder de polícia e de desenvolver vigílias para detectar fraudes nesses cadastros de contas”, afirma.

Exclusão digital

Doneda cita o artigo 8º, que traz problemas à inclusão social de acesso à informação, algo que prejudica, consequentemente, a liberdade de expressão. Segundo a redação aprovada, haverá a suspensão de contas de redes sociais dos usuários que tiverem rescindidos seus contratos com a empresa de telefonia. “Em outras palavras: pobre no Brasil não vai poder ter rede social ou aquele que teve o contrato rescindido por algum motivo. É tirado de tais pessoas uma cesta básica de acesso à informação, interação e até mesmo de trabalho. Nessa paranoia de encontrar todas as pessoas, com uma única canetada o que se tem é uma medida de exclusão, e isso não encontra acolhimento constitucional”, explica

Liberdade de expressão ameaçada e censura à vista

Na opinião de Saraiva, o PL chega a censurar na medida em que as pessoas não vão conseguir se expressar, havendo uma ameaça clara aos debates públicos políticos em ambientes como o Twitter, pois a qualquer momento a conta poderá ser denunciada e o usuário terá que se identificar. O mesmo se aplica em interações pelo WhatsApp. “Fica projudicada qualquer discussão que se tenha com alguém na plataforma, pois poderá haver uma rastreabilidade da conversa depois. É possível que isso aconteça, ainda não se sabe”, diz.    

Ela acredita que ao ferir a liberdade de expressão, as pessoas não se sintam livres para se expressar, fazendo com que a autocensura se estabeleça. Além disso, observa que 90% do uso da internet se dá no interior dessas plataformas, desta forma, espera-se que haja uma mudança radical como interagimos com ela, com grupos, com outras pessoas.

A tecnologia poderia ajudar a conter o avanço desenfreado das fake news?

Também doutoranda em Ciências da Computação, Saraiva comenta que existe, antes de tudo, problemas relacionados ao conceito da expressão, o que dificulta o trabalho da tecnologia para ajudar  a minimizar o avanço das fake news na internet. “Não se sabe direito o que é fake news, e para mim, um texto de lei precisa estar baseado em evidências científicas, e por esse motivo, apesar da primeira versão ter colocado o conceito ligado à ‘desinformação’ – em termos acadêmicos – isso não existe, não há um consenso sobre o sentido de desinformação, portanto, não há um consenso de conceito sobre fake news”, diz.

Em uma das redações do PL, ela conta que ao tentar atribuir ‘fake news’ como “algo retirado de contexto” se comete outra falha, pois uma porção de situações podem ser retiradas de contexto. O equívoco permanece no substitutivo, portanto, sob o ponto de vista tecnológico, essa seria uma dificuldade extra para se elaborar uma ferramenta com intuito de detectar o conteúdo falso e removê-lo automaticamente. “A dificuldade que vejo não são das fake news escancaradas ou já estabelecidas pela maioria, por exemplo. Ela reside nas nuances – detalhes mais difíceis de detectar. É dificil treinar um algoritmo e isso se soma ainda a mais um obstáculo, que é o da definição”, explica Saraiva.

Ela conta que há movimentos no campo da tecnologia já utilizando inteligência artificial para fazer detecção e remoções automáticas de fake news, mas ela esbarra no problema de sentido da palavra. “Sabemos que temos o problema de conceito, que pode ser resolvido com um trabalho interdisciplinar. Por natureza, essa conceituação caberia aos linguistas, jornalistas e aos demais profissionais de comunicação, que serão mais capazes de trazer um conceito mais robusto e aceito pela comunidade, para depois ser aplicado a uma ferramenta tecnológica. É preciso muita clareza primeiro para depois submeter esse trabalho a uma ferramenta tecnológica, pois julgar uma fake news envolve muito mais de interpretação e de contextualizaçao do que uma situação clara de assinalar verdadeiro ou falso”, finaliza.

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Nova técnica de sequenciamento ajudará cientistas a decifrar doenças

Renato Mota 

Olhar Digital

Capaz de identificar modificações nos nucleotídeo do RNA de parasitas e vírus, a nova tecnologia permitirá a criação de tratamentos mais eficientes

Uma nova técnica de sequenciamento genético, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Birmingham e da Universidade de Toronto, pode nos ajudar a entender melhor como funcionam certos mecanismos dos nucleotídeos que desempenham um papel importante na progressão de algumas doenças. O artigo que descreve a técnica foi publicado na revista Trends in Biotechnology.

Os genomas são compostos por nucleotídeos, ou bases, que são formados por pequenos pedaços, representados por diferentes letras. Cada ser vivo tem uma quantidade diferente de nucleotídeos. O genoma de um ser humano, por exemplo, tem cerca de 3 bilhões dessas bases. Para saber qual o sequenciamento completo de um genoma, então, é preciso determinar cada uma delas e em que ordem elas se encontram.

sequenciamento de genoma, então, pode ser definido como os processos bioquímicos que permitem identificar cada nucleotídeo em uma cadeia de DNA ou RNA. Embora o RNA, como o DNA, consista em quatro nucleotídeos, alguns deles possuem modificações cujas funções são pouco compreendidas, mas têm sido associadas a doenças como obesidade, câncer e distúrbios neurológicos.

A detecção dessas adições é difícil e apresenta altas taxas de erro, mesmo após 40 anos da sua descoberta. No entanto, sua importância é reconhecida, uma vez que muitos parasitas e vírus humanos esses raros nucleotídeos modificados. Alguns deles, incluindo o coronavírus Sars-Cov-2, têm suas próprias enzimas de modificação do RNA, originalmente adquiridas de seus hospedeiros, mas depois adaptadas às suas necessidades.

A nova tecnologia usa recursos de sequenciamento altamente seletivos. Ao identificar como alvos nucleotídeos específicos, associados a doenças específicas, os desenvolvedores de medicamentos poderão desenvolver drogas inibidoras que podem interferir nas moléculas e influenciar a progressão da doença.

“Essa nova tecnologia possibilita uma mudança radical na maneira como abordamos os nucleotídeos modificados, fornecendo um mapa topográfico ‘em tempo real’ de onde as moléculas estão dentro do genoma e com que frequência elas ocorrem”, explica a principal autora do artigo, Ina Anreiter.

Via: EurekAlert

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Versão digital do documento do veículo está disponível em todo Brasil

Renato Mota 
olhar Digital

No app Carteira Digital de Trânsito, o condutor de qualquer estado já tem acesso ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

Com a adesão do Pará, a versão digital do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) está disponível em todo o País. O documento está disponível pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), que também abriga a versão digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, já existem mais de quatro milhões de CRLV digitais no Brasil. A disponibilização da versão eletrônica do documento teve início no fim de 2018, e além das informações do documento impresso, contém outros dados importantes, como a atualização sobre uma pendência de recall, por exemplo.

O documento pode ser visualizado mesmo que o proprietário esteja sem acesso à internet, já que o aplicativo gera um arquivo PDF com uma assinatura digital, que garante a autenticidade do documento. A emissão é inteiramente online e não é necessário comparecer ao Detran local para obter o documento digital.

O condutor também pode imprimir o documento em casa – o papel tem a autenticidade da impressão garantida por um QR Code, que pode ser apresentado e consultado pelos agentes de trânsito em uma eventual fiscalização. No entanto, o Serpro recomenda que a impressão seja feita na maior qualidade disponível e que o motorista se certifique de que o código QR está nítido.

Para fazer a validação de veracidade da impressão, o motorista deve baixar o aplicativo Vio, disponível na Google Play e App Store. Com ele, é possível fazer a leitura do código QR e comprovar que está tudo certo. Este é o mesmo app usado pelos agentes de trânsito. O código também pode ser verificado por autoridades de quase todos os países da América do Sul, com exceção das Guianas e do Suriname.

Para fazer a validação de veracidade da impressão, o motorista deve baixar o aplicativo Vio, disponível na Google Play e App Store. Com ele, é possível fazer a leitura do código QR e comprovar que está tudo certo. Este é o mesmo app usado pelos agentes de trânsito.

O app CDT ainda permite a consulta do histórico de emissão da CNH, compartilhar o CRLV, exportar os documentos e consultar infrações. Além disso, com o aplicativo instalado, o condutor poderá receber notificações como aviso de vencimento da CNH e o aviso de recall, com as orientações sobre o defeito e as providências necessárias.

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Astronautas realizam penúltima etapa de atualização de baterias da ISS

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Caminhada espacial foi realizada na quarta-feira (1º); além da missão principal, foram feitas algumas melhorias na Estação Espacial Internacional

Na manhã da quarta-feira (1º), os astronautas Chris Cassidy e Bob Behnken, realizaram uma caminhada espacial para completar a penúltima etapa de substituição das baterias da Estação Espacial Internacional (ISS). Esta foi a segunda caminhada dos tripulantes que foram levados ao espaço pela SpaceX no fim de maio, em um processo que tem sido feito desde janeiro de 2017.

Os astronautas instalaram mais uma bateria de íon de lítio e uma placa adaptadora, adicionadas aos dois conjuntos colocados no último dia 26. Além disso, a última das seis baterias de níquel-hidrogênio originais da estação foi removida. Por conta da melhoria da capacidade, cada bateria de íon de lítio substitui duas das antigas. 

Após concluir a missão principal, os astronautas ainda realizaram algumas melhorias na ISS. Cassidy e Benken reposicionaram parafusos que seguravam as baterias antigas como preparação para a próxima caminhada espacial, planejada para o fim deste mês. Depois, um deles se focou nos primeiros passos para a futura instalação do novo sistema de comunicação sem fio.

Enquanto isso, o outro teve a missão de remover o “H-Fixture”, dispositivo do mastro do painel solar que não possui mais utilidade. Porém, nessa parte, alguns problemas surgiram. Apesar de usar “o máximo de força possível”, Behnken não conseguiu tirar o dispositivo, causando o cancelamento da ação.

A caminhada durou cerca de seis horas e foi a 229ª já realizada com a finalidade de manutenção da Estação Espacial Internacional.

Via: Space

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Novo modelo de “trem-bala” começa a funcionar no Japão

Rafael Rigues 

Olhar Digital

N700S pode chegar a até 360 km/h, tem mais conforto e baterias internas de íons de lítio, permitindo que se mova sozinho até um local seguro caso um terremoto interrompa o fornecimento de energia

A companhia ferroviária Central Japan Railway Company (JR Central) colocou em operação nesta quarta-feira (1) uma nova geração do “trem-bala” japonês, o Shinkansen. O modelo N700S (S de “Supremo”, como frisa a empresa) circula entre Tóquio e Osaka na linha Tokaido Shinkansen e traz mais velocidade, segurança e conforto para os passageiros.

O início da operação foi originalmente programado para coincidir com a realização dos jogos olímpicos de Tóquio (Tokyo 2020), que aconteceriam entre 24 de julho e 9 de agosto deste ano, antes de serem adiados para 2021 devido à pandemia de Covid-19.

A data tem significado simbólico: foi há pouco mais de 56 anos, em 1º de abril de 1964, que o primeiro trem-bala japonês, também na linha Tokaido Shinkansen, foi inaugurado. A linha foi uma das obras de infraestrutura feitas pelo governo japonês para a realização dos jogos olímpicos de 1964, também sediados em Tóquio.

Em testes o N700S atingiu uma velocidade máxima de 360 km/h, 28 km/h mais rápido que a velocidade máxima do modelo da geração anterior, o N700A. Entretanto, sua velocidade em operação regular é “limitada” a 285 km/h, suficiente para cobrir os 514 km entre as duas cidades em 2 horas e 22 minutos no serviço expresso (chamado Nozomi), com menos paradas no caminho.

Internamente os vagões têm um novo sistema de iluminação, projetado para maior conforto, poltronas que se reclinam mais, cada uma com uma tomada dedicada e bagageiros superiores que são iluminados nas paradas, para que os passageiros não esqueçam sua bagagem. A viagem é mais suave e silenciosa, graças a um sistema de suspensão ativa que absorve as vibrações do trem.

Também há melhorias de segurança, como um novo sistema de controle e freio automáticos que permite ao trem parar mais rapidamente em caso de emergência. O número de câmeras dentro de cada vagão aumentou de duas para seis.

Além disso, há um sistema de “auto-propulsão” com baterias de íons de lítio sob o piso dos vagões. Com isso, o trem pode continuar se movendo, em baixa velocidade, até um local seguro caso um terremoto interrompa o fornecimento de energia, feito por linhas de alta tensão sobre os trilhos.

Segundo a JR Central, os componentes agora ocupam menos espaço sob o piso dos vagões, o que permite montar trens com configurações mais flexíveis, de 4 a 16 carros. Isso também reduz o consumo de energia e o tempo de produção de novos trens.

Fonte: CNN Travel

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Microscópio com laser tira foto de elétrons em materiais cristalinos

Nina Gattis, editado por Daniel Junqueira 

Nenhuma observação semelhante havia sido feita anteriormente

Pesquisadores da Universidade de Rostock e do Instituto Max Planck, ambos na Alemanha, com a ajuda de cientistas da Academia Chinesa de Ciências, desenvolveram um novo tipo de microscópio óptico capaz de discernir como os elétrons são distribuídos entre os átomos nos sólidos cristalinos. Até então, havia uma limitação que impedia esse tipo de observação.

Para a desenvolver o microscópio, os pesquisadores usaram poderosos pulsos de laser para irradiar finos filmes de materiais cristalinos. Os pulsos de laser conduziram elétrons cristalinos que, ao ricochetearem em elétrons circundantes, emitiram radiação ultravioleta extrema.

Ao analisar as propriedades dessa radiação, os cientistas compuseram imagens que ilustram como a nuvem de elétrons é distribuída entre os átomos na estrutura cristalina de sólidos com uma resolução de algumas dezenas de picômetros – unidade de comprimento que corresponde a bilionésimos de milímetros.

O novo microscópio ainda está em fase de pesquisas, mas já preparou o caminho para uma nova classe de equipamentos baseados em laser para permitir que cientistas examinem detalhes do microcosmo – pequeno mundo – com uma resolução sem precedentes.

O laser por si só já é usado há décadas para que pesquisadores possam entender o funcionamento interno do microcosmo, já que possibilita rastrear processos microscópicos ultra-rápidos dentro de sólidos. No entanto, ainda era impossível entender como os elétrons ocupam o espaço minúsculo entre os átomos nos materiais cristalinos.

Até que, para superar essa limitação, os cientistas desenvolveram um microscópio que trabalha com os tais poderosos pulsos de laser mencionados anteriormente. “Um pulso de laser poderoso pode forçar os elétrons dentro de materiais cristalinos a se tornarem os fotógrafos do espaço ao seu redor”, explicou Harshit Lakhotia, pesquisador do grupo que desenvolveu o novo microscópio. “À medida que o elétron se move, ele sente o espaço ao seu redor, assim como seu carro sente a superfície irregular de uma estrada esburacada”, continuou.

Batizado de Picoscópio, o microscópio permite que o pulso de laser, ao penetrar no interior de um material cristalino, mova os elétrons ali presentes. “Ao registrar e analisar as propriedades dessa radiação, podemos deduzir a forma desses inchaços diminutos e podemos desenhar figuras que mostram onde a densidade de elétrons no cristal é alto ou baixo”, contou Hee-Yong Kim, outro cientista do grupo. “A picoscopia a laser combina a capacidade de espiar a maior parte dos materiais, como raios-X, e a de sondar elétrons de valência”, acrescentou.

Agora, o grupo de cientistas está trabalhando para desenvolver a tecnologia com mais precisão, a fim de que o Picoscópio passe a sondar, também, elétrons em três dimensões. “Como a picicoscopia a laser pode ser facilmente combinada com técnicas de laser resolvidas no tempo, em breve poderá ser possível gravar filmes reais de elétrons em materiais. Esse é um objetivo há muito procurado em ciências ultra-rápidas e microscopias da matéria”, disse Eleftherios Goulielmakis, professor e responsável por comandar a pesquisa.

Via: Phys.org

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Legisladores dos EUA propõem proibições para o uso de reconhecimento facial

Luiz Nogueira

Olhar Digital

Proposta quer impedir que entidades utilizem o sistema para o cumprimento da lei

Um grupo de legisladores dos Estados Unidos propôs um projeto que impõe uma moratória ao uso de reconhecimento facial por entidades no cumprimento da lei. A decisão é a primeira do tipo a tentar banir temporariamente o uso da tecnologia no país.

Conhecida como Lei de Moratória de Reconhecimento Facial e Tecnologia Biométrica, a legislação foi proposta pelos senadores Ed Markey e Jeff Merkley. Na Câmara dos Deputados, o projeto recebeu apoio das deputadas Ayanna Pressley e Pramila Jayapal.

A ideia é que a moratória impeça o uso da tecnologia até que o Congresso aprove uma lei definitiva para o caso. As punições seriam aplicáveis às agências federais, como o FBI, bem como departamentos de polícia locais e estaduais.

Qualquer departamento de polícia local que use reconhecimento facial enquanto a moratória estiver em vigor, não poderá receber subsídios federais, de acordo com a legislação. As proibições também se estenderiam a qualquer sistema de vigilância biométrica além do reconhecimento facial, incluindo captação de voz para fins de identificação.

“A tecnologia de reconhecimento facial não representa apenas uma ameaça grave à nossa privacidade, mas também coloca em risco os negros e outras populações minoritárias em nosso país”, afirma Merkley, democrata de Massachusetts. “Enquanto trabalhamos para desmantelar o racismo sistemático que permeia todas as partes da nossa sociedade, não podemos ignorar os danos que essas tecnologias apresentam”, completa.

Além dos legisladores, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas possui um projeto parecido. No entanto, o foco principal é o uso de sistemas de reconhecimento facial em manifestantes. A organização aponta que a tecnologia pode ampliar a discriminação contra pessoas de cor e também impedir que indivíduos exerçam seus direitos de livre expressão.

“À medida que as pessoas se reúnem em todo o mundo para protestar contra o racismo, inclusive pelas autoridades policiais, o direito à reunião pacífica nunca foi tão importante”, disse Michelle Bachelet, comissária da ONU para os direitos humanos. “O reconhecimento facial não deve ser implantado no contexto de protestos pacíficos sem salvaguardas essenciais em relação à transparência, proteção de dados e supervisão”, finaliza.

Uso do sistema

Vários departamentos de polícia dos Estados Unidos utilizam a tecnologia para vigilância e investigações, mesmo depois de estudos indicarem falhas sérias na capacidade do software de cometer erros de reconhecimento.

Em uma pesquisa, feita por Joy Buolamwini e Timnit Gebru, foi descoberto que sistemas de reconhecimento facial erram mais na identificação de mulheres negras em comparação com a capacidade de detecção de homens brancos.

“O reconhecimento facial é a tecnologia perfeita para a tirania. Ele automatiza o policiamento discriminatório e exacerba as injustiças existentes em nosso sistema de justiça criminal profundamente racista. Esta legislação proíbe efetivamente o uso de reconhecimento facial pela aplicação da lei nos Estados Unidos. É exatamente disso que precisamos no momento. Damos a esse projeto todo o apoio”, disse Evan Greer, vice-diretor do grupo de direitos digitais “Fight for the Future”. 

Por conta de toda a polêmica envolvendo os sistemas, a Microsoft e a IBM anunciaram recentemente que abandonaram o mercado de reconhecimento facial. Além disso, a Amazon implementou uma moratória de um ano para a venda da tecnologia à polícia. As três empresas solicitaram ao Congresso que tome medidas legislativas sobre os sistemas, oferecendo toda a ajuda necessária para criar possíveis regulamentações para o setor.

Via: Cnet

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Hackers vendem dados de clientes de 14 empresas em fóruns, diz site

Victor Pinheiro 

Olhar Digital

Cibercriminosos afirmam que informações foram obtidas em 2020; companhias, no entanto, ainda não confirmaram os vazamentos

Mais de 132 milhões de registros de consumidores de ao menos 14 companhias são vendidos em fóruns de hackers, aponta o site Bleeping Computer. As empresas afetadas variam de plataformas de delivery de refeições até sites de empréstimos financeiros. Segundo o veículo, no entanto, nenhuma das organizações confirmou os vazamentos.

As bases de dados foram anunciadas por um agente famoso por intermediar a venda de informações roubadas de empresas por agentes maliciosos. Quando uma companhia tem seus sistemas violados, cibercriminosos geralmente fazem o download de bancos de dados com credenciais de contas de consumidores. Esse material é então vendido diretamente pelos autores do ataque ou negociado por meio de intermediários que representam os hackers.

Neste caso, o intermediário disse ao Bleeping Computer que as bases de dados foram obtidas por vazamentos ocorridos em 2020. Cada um dos pacotes contém diferentes informações sobre as contas de usuários, mas todos apresentam nome de acesso de usuários e hashes de senhas. Os preços variam de US$ 100 (R$ 535 em conversão direta) a US$ 1,1 mil (R$ 5,8 mil).

Entre as empresas afetadas encontram-se plataformas de games, entrega de refeições, streaming esportivo, moda online e empréstimos financeiros. As bases de dados incluem informações da DarkThrone, Efun, Fluke, Gooter, HomeChef, James Delivery, KitchHike, KreditPlus, Minted, Playwing, Revelo, Tokopedia, Yotepresto e Zoosk. O vazamento mais grave seria da Yotepresto. A empresa sozinha está associada a 91 milhões dos registros anunciados pelo intermediário.

Reprodução

Anúncio de supostos dados de clientes obtidos de vazamento da plataforma KitchHike. Imagem: Bleeping Computer

O Bleeping Computer afirma que teve acesso a uma amostra da base de dados comercializadas nos fóruns e as informações contidas nos documentos parecem de fato ser reais. Segundo o site, as informações podem ser usadas por criminosos para realizar cadastros falsos em nome de usuários em outras plataformas.

O veículo entrou em contato com as 14 empresas, mas nenhuma delas confirmou a ocorrência de vazamentos em seus sistemas. O intermediário, diz o site, ainda anunciou dados de vazamentos de anos anteriores, incluindo credenciais de usuários da plataforma de games EpicGames e da plataforma de pagamentos WireCard.

Apesar das companhias ainda não confirmarem o vazamento, é prudente que consumidores das empresas supostamente afetadas alterem as senhas com novos códigos ainda não usados em outros serviços digitais. Caso as senhas atuais nessas plataformas sejam as mesmas utilizadas em outros sites, também vale alterar a senha dos últimos.

Fonte: Bleeping Computer

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