Emissora vai usar inteligência artificial para montar sua grade de programação  

Do Olhar Digital

A BBC anunciou ontem uma parceria do seu time de pesquisa e desenvolvimento com acadêmicos de várias universidades britânicas que fará experimentos misturando inteligência artificial e a programação dos seus canais.

O projeto está dividido em quatro segmentos. O primeiro visa entender quem é e o que quer a audiência da BBC, enquanto o segundo pretende usar técnicas como aprendizado de máquina para ajudar a própria BBC a entender melhor o conteúdo que oferece.

Depois, a emissora quer “criar uma BBC mais pessoal, desenvolvendo ferramentas e algoritmos para ajudar quem monta a programação”, e “desenvolver experiências para a audiência do futuro”.

“A parceria (…) estará na vanguarda do aprendizado de máquina na indústria de mídia, ajudando a criar uma BBC mais pessoal, que possa informar, educar e entreter de novas maneiras”, afirma a BBC em comunicado.

Pelo menos oito instituições britânicas de ensino farão parte da iniciativa, que começa já neste ano e deve se estender até 2022.

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Cientistas estudam usar imã gigante para proteger a Terra de erupções solares  

Do Olhar Digital

Dois cientistas da Universidade de Harvard publicaram recentemente um estudo detalhando uma maneira de proteger a Terra de uma das ameaças mais inevitáveis que nosso planeta enfrenta: erupções solares. No estudo, os pesquisadores explicam que seria possível usar uma espécie de “imã gigante” para proteger o planeta de feixes de partículas carregadas que vêm periodicamente do Sol.

Erupções solares são explosões que acontecem na superfície da estrela, e que liberam grandes quantidades de radiação na forma de partículas carregadas e ondas eletromagnéticas, como luz, raios-X e raios gama. Um evento desse tipo aconteceu em 1859, e derrubou todo o sistema de telégrafos do mundo; alguns operadores chegaram a tomar choque, e alguns equipamentos pegaram fogo.

Mas como o mundo hoje em dia tem muito mais tecnologia, os riscos de uma erupção solar são ainda maiores. Em 2012, de acordo com a Universidade de Berkeley, a Terra quase foi atingida por um desses eventos; se isso tivesse ocorrido, os danos causados poderiam ter chegado a mais de R$ 8,2 trilhões.

Avi Loeb, um dos cientistas que escreveu o estudo, disse à New Scientist que hoje em dia esse valor poderia superar os R$ 31 trilhões em danos a redes elétricas, satélites e outros sistemas de telecomunicações. O dinheiro, porém, nem é o mais grave: “uma erupção desse tipo poderia desativar (…) todos os sistemas de refrigeração de dos reatores nucleares”, diz Loeb.

Plano ousado

Para evitar esse problema, Loeb e Manasvi Lingam propuseram a criação de um defletor magnético de grandes proporções (um “imã gigante”) que poderia ser posicionado entre o Sol e a Terra. Esse equipamento agiria como um escudo para repelir as partículas e radiações perigosas quando outra erupção solar perigosa ocorresse.

Numa entrevista ao Digital Trends, Lingam disse que “a ideia básica é colocar um ciclo de corrente entre o sol e a Terra que oferece campo magnético suficiente para repelir as partículas carregadas que vem do Sol”. Lingam acredita que essa criação “parece realizável mesmo dentro dos limites da nossa tecnologia atual, embora representasse, sem dúvida, uma tarefa custosa”.

“Tarefa custosa”, no entanto, talvez não seja uma expressão suficiente para ilustrar o tamanho do investimento necessário. Segundo o estudo, a construção pesaria cerca de 100 mil toneladas – aproximadamente o peso de um navio de carga. Construí-la e enviá-la ao espaço exigiria um investimento de US$ 100 bilhões, que é aproximadamente o mesmo valor investido na criação da Estação Espacial Internacional.

Alternativas

Faz sentido então que, antes de se comprometer com um plano dessa magnitude, as instituições estudem outras possibilidades. Essa é a opinião de Greg Laughlin, um astrofísico da Universidade de Yale, que também foi ouvido pela New Scientist. Laughlin considera que a tecnologia da Terra poderia, por exemplo, ser melhor protegida, “criando escudos eletromagnéticos nela, colocando-a no subterrâneo ou tendo sistemas de back up”.

Por esses motivos, o astrofísico da Yale considera que “direcionar recursos para construir um circuito de fios no espaço não seria a melhor maneira de gastar dinheiro” – ao menos no sentido de proteger a Terra de erupções solares. No entanto, ele também avalia que “pensar mais sobre como as erupções solares acontecem e entender melhor como o Sol se encaixa entre seus pares seria um esforço muito valioso”.

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Impostos limitam Internet das Coisas no Brasil, dizem empresas de telecom  

REDAÇÃO OLHAR DIGITAL

A Internet das Coisas pode não vingar no Brasil por causa da carga tributária do país. É isso o que dizem as empresas brasileiras de telecomunicações, que tiveram uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discutir o assunto.

Presidentes de empresas de telecomunicação apresentaram dois estudos a Meirelles para sustentar a tese de que a carga tributária pode ser uma barreira para o desenvolvimento da Internet das Coisas.

Um dos estudos indica que, caso a carga tributária seja revista, os investimentos em Internet das Coisas teriam potencial de atingir R$ 206 bilhões até 2025, além de criar entre 830 mil e 1,16 milhão de empregos no país no mesmo período.

Mas se as coisas ficarem do jeito que estão, as empresas de telefonia temem que o Brasil não aproveite integralmente a Internet das Coisas e suas aplicações em indústria, agronegócio e nas cidades.

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Alta da bitcoin coloca criador da moeda entre os mais ricos do mundo  

O criador da bitcoin é a 247ª pessoa mais rica do planeta. Ninguém sabe quem exatamente é Satoshi Nakamoto, o misterioso inventor da criptomoeda, mas, considerando a cotação atual da bitcoin, ele está entre os mais ricos do mundo.

Nesta sexta-feira, 20, o valor da bitcoin superou a marca de US$ 6.000, a cotação mais alta já registrada para a moeda virtual.

O misterioso inventor da bitcoin Satoshi Nakamoto tem cerca de 980.000 bitcoins. Com a cotação atual, a fortuna dele é de cerca de US$ 5,9 bilhões (cerca de 18,8 bilhões de reais).

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Assembleia de credores da Oi é adiada

Por G1 Rio

A 7ª Vara Empresarial do Rio aceitou o pedido de adiamento da Assembleia Geral de Credores do Grupo Oi. Inicialmente agendada para segunda-feira (23), foi remarcada para 6 de novembro, em primeira convocação, e 27 de novembro, em segunda.

O pedido de adiamento foi feito por diversos credores, como a BNP Paribas Fortis SA/NV, o HSBC, o Banco do Brasil S/A, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a Caixa Econômica Federal, entre outros.

As empresas alegaram ser prematura a realização da Assembleia e afirmaram que ainda pretendem evoluir nas negociações para construção de alternativas viáveis.

“Considerando o pedido formulado por credores extremamente relevantes desta recuperação, quais sejam bancos públicos, instituições financeiras privadas e expressivos fundos detentores de bonds que, aliás, são os que mais peticionam nos autos e participam do processo de recuperação, que detêm parte expressiva do crédito junto ao Grupo Oi, não vejo como não autorizar o adiamento (…) assim o faço porque também estou levando em consideração que os credores detentores de créditos menores não sofrerão prejuízo com o adiamento” escreveu o juiz Fernando Vianna na decisão.

A Oi pediu recuperação judicial em junho de 2017 e tem uma dívida estimada em quase R$ 65 bilhões e cerca de 55 mil credores. No último dia 11, o plano de recuperção judicial foi entregue à 7ª Vara. O plano precisa ser aprovado em assembleia de credores para ter validade.

A empresa já tinha feito proposta anterior, mas ela não chegou a ser votada em assembleia porque foi mal recebida pelos credores.

Mais cedo, o presidente da Oi, Marco Norci Schroeder, afirmou após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasíli, que a empresa estava “aberta” a um eventual novo adiamento da assembleia de credores da empresa.

Além de dívidas com o Banco do Brasil, BNDES e Caixa, a Oi tem uma dívida de aproximadamente R$ 20 bilhões com a Anatel. A empresa enfrenta desde junho do ano passado um processo de recuperação judicial.

Segundo o presidente da Oi, o adiamento da assembleia, porém, prejudicaria a empresa, pois, em sua visão, é “importante virar essa página”.

“A gente fez bastante coisa em um ano, aceleramos investimento, melhorou muito no sentido de qualidade. A gente reduziu em quase 30% as reclamações com a Anatel, mas tem que mudar essa página para a gente poder falar da questão tributária, da internet das coisas. É importante encerrar ainda neste ano”, avaliou ele.

AGU discute soluções

Recentemente, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, afirmou que o governo pode levar ao Congresso Nacional uma proposta de mudança na lei para tentar viabilizar uma solução para o pagamento da dívida que a Oi tem com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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Japão descobre caverna gigante na Lua

Por Deutsche Welle

 

O túnel subterrâneo ajudaria a proteger astronautas de grandes variações climáticas da Lua e radiações prejudiciais (Foto: NASA/Goddard/Arizona State University)

O túnel subterrâneo ajudaria a proteger astronautas de grandes variações climáticas da Lua e radiações prejudiciais (Foto: NASA/Goddard/Arizona State University)

Cientistas da agência espacial do Japão descobriram uma enorme caverna na Lua, que poderia futuramente abrigar uma base para astronautas se protegerem de radiação e bruscas alterações de temperaturas.

Dados retirados da sonda espacial de órbita lunar Selene confirmaram a existência de uma caverna de aproximadamente 50 quilômetros de comprimento e 100 metros de largura. Cientistas acreditam que a cavidade se originou por uma atividade vulcânica ocorrida há cerca de 3,5 bilhões de anos.

A descoberta foi publicada nesta quinta-feira (19) na revista científica americana Geophysical Research Letters. “Nós tínhamos conhecimento sobre esses locais que se acreditava serem tubos de lava, mas sua existência não estava confirmada até então”, diz Junichi Haruyama, pesquisador da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão.

O túnel subterrâneo, localizado sob uma área vulcânica chamada Marius Hills, ajudaria a proteger astronautas de grandes variações climáticas e radiações prejudiciais a que estariam expostos na superfície da Lua, segundo o especialista. “Na verdade, ainda não vimos o interior da caverna. Há grandes esperanças de que sua exploração oferecerá mais detalhes”, concluiu Haruyama.

O anúncio da descoberta ocorre após a revelação de um plano espacial ambicioso feita em junho pelo Japão, que pretende colocar um astronauta na Lua por volta de 2030. Foi a primeira vez que a agência espacial japonesa divulgou como objetivo enviar um astronauta para além da Estação Espacial Internacional (ISS).

A estratégia é primeiramente se juntar a uma missão liderada pela Nasa em 2025 para construir uma estação espacial na órbita da Lua, como parte de um esforço de longo prazo americano para chegar a Marte. Os EUA também anunciaram o comprometimento de enviar astronautas à Lua.

“Queremos colocar novamente astronautas americanos na Lua, não apenas para deixar pegadas e bandeiras, mas para construir as bases que precisamos para enviar americanos a Marte e além”, disse o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, no início do mês.

China e Índia também estão desenvolvendo seus programas espaciais. Em novembro, a nave espacial Shenzhou-11 da China retornará à Terra trazendo dois astronautas da missão orbital mais longa já realizada pelo país. Pequim também revelou ilustrações de uma sonda e um veículo exploratório que pretende enviar a Marte até o fim da década.

A Nasa e outras agências espaciais globais seguem trabalhando no projeto de enviar astronautas ao Planeta Vermelho até o fim da década de 2030.

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Tribos indígenas processam Amazon e Microsoft por infração de patente  

Do Olhar Digital

Depois da Apple, chegou a vez de Amazon e Microsoft entrarem na mira dos nativos norte-americanos na Justiça. Ambas foram processadas em um tribunal federal da Virginia nesta quarta-feira, 18, por infração de patente, segundo reporta a Reuters.

As patentes em disputa estão sob comando de uma empresa chamada SRC Labs, que as transferiu parcialmente à tribo Saint Regis Mohawk em busca de imunidade soberana, o que pode contribuir para o sucesso do caso.

O esquema é idêntico ao que opôs a Apple a uma organização conhecida como Three Affiliated Tribes, que é composta por três nações indígenas.

Nos Estados Unidos, essas tribos são consideradas nações independentes e, por isso, contam com certas proteções de soberania. Uma dessas proteções seria a possibilidade de evitar um procedimento chamado “inter partes review” (IPR), uma avaliação que antecede o processo principal e pode invalidar a patente, acabando com o caso montado pela acusação. O IPR ajuda a descomplicar os processos envolvendo patente porque ele é menos burocrático e mais barato do que os tribunais.

A imunidade soberana consta na 11ª emenda da Constituição dos EUA e foi instituída numa época em que era preciso assegurar que ninguém conseguisse processar um soberano sem seu consentimento. Universidades públicas têm usado esse artifício com sucesso, já que são vistas essencialmente como braços do Estado, e agora o mercado de patentes começou a olhar para a ideia.

Mas não está claro ainda se a estratégia funcionaria com uma empresa de tecnologia. A imunidade soberana das universidades é garantida pela constituição, enquanto que a das tribos foi concedida pelo Congresso e, portanto, pode ser revogada ou reinterpretada.

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Loja do Android permitiu que app malicioso fosse baixado 2,6 milhões de vezes  

LEONARDO PEREIRA

Do Olhar Digital

A Symantec revelou ontem ter descoberto oito aplicativos dentro do Google Play que possuíam um tipo sofisticado de malware capaz de sequestrar os smartphones para transformá-los em parte de uma botnet.

Todos os apps em questão ofereciam modificações para personagens do jogo “Minecraft: Pocket Edition”. Eles contavam com bases de instalação variando entre 600 mil e 2,6 milhões dispositivos — e, embora os Estados Unidos tenham sido foco do ataque, Brasil, Rússia, Ucrânia e Alemanha estão entre os principais alvos.

De acordo com a empresa de segurança, o esquema tinha como foco gerar receita com publicidade, mas os apps não chegavam a exibir anúncios para o usuário. Em vez disso, o software usava uma intricada técnica de engenharia que fazia com que o aparelho se conectasse a uma rede específica para simular visualizações, o que engrossaria os resultados de uma campanha e, mais tarde, resultaria em coleta de dinheiro.

“Além de possibilitar ataques arbitrários de rede, a larga pegada dessa infecção também poderia ser alavancada para montar um ataque de negação de serviço (DDoS)”, acrescenta a Symantec, em comunicado.

Todos os programas estavam registrados na conta de um único desenvolvedor identificado como FunBaster. Os códigos maliciosos não foram detectados pelo sistema de segurança do Google porque estavam ofuscados e tinham seus principais comandos sob criptografia. Além disso, o hacker assinava cada app com uma chave de desenvolvimento diferente, evitando que o Google estabelecesse alguma correlação entre eles.

A Symantec diz que o Google foi alertado em 6 de outubro e tomou atitude para remover os apps.

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Inteligência artificial do Google vira mestre em Go sem ajuda de humanos  

RENATO SANTINO

Do Olhar Digital

Você talvez se lembre do grande feito da DeepMind, uma empresa subsidiária do Google, que criou a inteligência artificial AlphaGo capaz de dominar o jogo de tabuleiro Go, vencendo até mesmo o campeão mundial na modalidade. Agora a empresa foi além: criou a AlphaGo Zero, uma nova versão de seu algoritmo que foi capaz de fazer o mesmo em menos tempo e sem intervenção humana.

O software original impressionou até os mestres jogadores de Go pela sua capacidade e refinamento, mas o fato é que para chegar até esse ponto, o sistema dependeu de jogadores humanos e seus talentos para aprender a melhor forma de mover suas peças. Para começar, a empresa precisou injetar um conjunto de dados de 100 mil jogos de Go para dar à máquina o conhecimento básico.

Enquanto isso, a AlphaGo Zero, foi programada apenas com as informações que forneceram ao sistema as regras básicas do jogo, sem orientações de como transformar essas premissas básicas em técnicas de jogo eficientes. Bastaram apenas 40 dias para dominar um jogo de 3 mil anos e se tornar o novo campeão mundial.

Como o computador chegou a esse nível? Em vez de usar um banco de dados com base em jogos entre humanos, a máquina aprendeu jogando contra si mesmo inúmeras vezes. No começo, a IA apenas jogava peças de forma aleatória no tabuleiro. A cada vitória, o sistema era atualizado; ou seja: ele aprendia algo novo. Repetindo isso milhões de vezes, a máquina conseguiu começar a desenvolver suas próprias estratégias.

Depois de três dias aprendendo a jogar nesse esquema, a AlphaGo Zero foi colocada para jogar contra a versão de sua antecessora que havia vencido Lee Se-dol, o coreano 18 vezes campeão mundial na modalidade. Foram 100 partidas e 100 vitórias para versão Zero.

Mas o avanço não parou por aí. Na sequência, ela passou a treinar para enfrentar a versão mais avançada da AlphaGo, descrita como um ‘deus’ após derrotou chinês Ke Jie, número 1 de Go no planeta. Em 40 dias, a taxa de vitórias da Zero sobre a AlphaGo era de 90%.

Tudo isso feito sem a utilização de quaisquer dados de origens humanas. “Ao não usar dados humanos, sem usar a perícia humana em qualquer nível, nós removemos os limites do conhecimento humano”, diz David Silver, programador-chefe no projeto da AlphaGo Zero. “O sistema é capaz de criar conhecimento a partir dos princípios básicos, como uma folha em branco. Isso permite que ele seja muito mais poderoso que as versões anteriores”, concluiu.

Mais do que apenas formar um jogador melhor, a nova abordagem traz algumas vantagens. Uma delas é o fato de que o sistema depende de menos poder de processamento, usando apenas 4 TPUs (processadores especializados em inteligência artificial criados pelo Google) contra 48 usados pelas versões anteriores. Além disso, ele soluciona algumas das críticas mais contundentes contra a tecnologia da inteligência artificial, dependendo demais de intervenção humana, que alimentam sistemas com bancos de dados enormes, e avanços que podem ser atribuídos ao acesso a energia elétrica barata para alimentar data centers gigantescos dedicados a processar volumes cavalares de informação.

Agora a missão da DeepMind é ir além do Go. É razoavelmente fácil para um computador dominar um jogo de tabuleiro deste tipo, onde não há elemento de sorte, não há variáveis externas e é plenamente possível ter acesso a uma simulação digital perfeita do jogo do tabuleiro físico. A missão da empresa é criar algoritmos capazes de aprender qualquer coisa, e não apenas um jogo. Como essa tecnologia será usada no futuro, no entanto, ainda é um mistério, mas os objetivos são ambiciosos.

Como os métodos de aprendizado de máquina que a DeepMind utilizou no AlphaGo são de uso geral, a empresa pretende em breve começar a aplicá-los em outras áreas. Segundo o fundador Demis Hassabis, a empresa foi criada para permitir que a inteligência artificial seja “usada como uma ferramenta para ajudar a sociedade a resolver alguns de seus problemas

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Apple e GE anunciam parceria  

JULIANA AMÉRICO

Do Olhar Digital

A Apple e a GE anunciaram nesta quarta-feira, 18, uma parceria para construir um conjunto de ferramentas e desenvolver aplicativos usando o design da Apple e uma compreensão profunda do iOS.

A equipe de vendas da Apple também promoverá a Predix, da GE, como plataforma de análise industrial de internet das coisas para seus clientes e desenvolvedores, enquanto a GE comprometeu-se a distribuir iPhones e iPads como dispositivos corporativos para seus 330 mil funcionários e oferecer o Mac como uma escolha de computador.

As duas empresas apresentaram um kit de desenvolvimento de software (SDK) iOS para a plataforma Predix, que é um conjunto de serviços em nuvem projetados para ajudar os clientes industriais a rastrear as grandes vendas de equipamentos industriais e serviços da companhia.

A questão é que o novo SDK oferece aos desenvolvedores externos e à GE a capacidade de criar aplicativos nativos em cima da plataforma Predix, permitindo que eles aproveitem o ecossistema completo da Apple. Por exemplo, através do aplicativo de gerenciamento de desempenho, criado pela GE, os clientes podem verificar os seus equipamentos industriais, além de compartilhar em tempo real informações, fotos e anotações com a fornecedora.

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