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Brasileiro desenvolve sensor que mede a pressão intracraniana

Tecnologia permite detectar problemas neurológicos sem a necessidade de procedimento invasivo e já está em uso no Brasil, Estados Unidos e Portugal

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Atualmente, para monitorar a pressão dentro do crânio existe um procedimento bastante invasivo, conhecido como craniotomia. Nele, é feito um furo na cabeça do paciente. Isso, porém, está prestes a mudar graças a uma tecnologia desenvolvida pelo físico brasileiro Sérgio Mascarenhas, pós-doutor pela Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.

Mascarenhas e sua equipe desenvolveram um sensor que é preso ao redor da cabeça, como se fosse um cinto. Depois, via Bluetooth, os dados captados são enviados a um aplicativo, mostrando a curva da pressão intracraniana.

Com a análise, é possível detectar problemas neurológicos e definir um diagnóstico. Hidrocefalia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), hipertensão arterial e meningite são apenas alguns exemplos de doenças que podem ser diagnosticadas com o uso da tecnologia.

Reprodução

Esquema mostra o funcionamento do sensor. Foto: Reprodução

Comercializado pela startup brasileira brain4care, o item já está em uso no Hospital Sírio Libanês e Hospital Nove de Julho, em São Paulo, e no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Também está em processo de implementação no Hospital Copa D’Or e na Clínica São Vicente, ambos no Rio. Uma série de instituições fazem uso do equipamento em pesquisas em Portugal e Estados Unidos.

A empresa ainda pretende expandir sua tecnologia que, por não depender de uma infraestrutura maior, pode ser usada fora de hospitais. Segundo Plínio Targa, executivo-chefe da brain4care, o próximo passo é que o equipamento passe a ser utilizado em ambulância e até mesmo na casa das pessoas. Com um aplicativo, é possível utilizar o sensor em um atendimento de acidente de carro, por exemplo, ou por uma família que tenha um paciente com hidrocefalia.

Este último, inclusive, foi o motivo que levou Mascarenhas a idealizar o projeto. O físico foi diagnosticado com hidrocefalia em 2005. “A minha doença me induziu a propor uma solução não-invasiva que parecia impossível aos neurocirurgiões”, explicou. Com isso, se inspirou na engenharia civil, onde chips são utilizados para monitorar vigas de construção. “Isso mostra que, sem equipe acadêmica e empreendedores apaixonados, não há legados sociais”, finalizou.

Via: Uol

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Bactérias usam ‘snorkel’ para gerar eletricidade ao respirar

De acordo com pesquisadores da Universidade de Yale, adaptar tal condição aos padrões humanos poderia fazer com que as geobactérias se tornassem baterias vivas

Rafael Arbulu, editado por Fabiana Rolfini

Olhar Digital

Algumas bactérias – especificamente as que vivem em corpos de água, desde pequenas poças até cavernas subaquáticas – são capazes de produzir eletricidade como um derivado de seus processos de respiração. A descoberta foi feita pelo Instituto de Ciências Microbiais da Universidade de Yale, que resumiu a novidade como se os organismos tivessem um “snorkel gigante”.

O ato de respirar é, evidentemente, diferente entre bactérias e outros seres vivos – mamíferos, por exemplo, têm pulmões que absorvem oxigênio e liberam gás carbônico. Neste caso específico de bactéria (as quais os cientistas chamam de “geobacter”, ou “geobactéria”, em tradução livre), elas contam com um fio de proporções nanométricas, ou seja, cerca de 100 mil vezes mais fino que um fio de cabelo humano, pelo qual elas dispensam elétrons milhares de vezes maiores que seus respectivos corpos.

As geobactérias “respiram” por meio da absorção de dejetos orgânicos presentes nos corpos aquáticos onde vivem, alimentando-se deles e liberando os elétrons de forma similar a qual nós liberamos gás carbônico. Graças a essa adaptação, esses organismos trazem uma das maiores capacidades respiratórias do mundo: “Você não consegue, por exemplo, exalar [gás carbônico] 300 metros à frente, certo?”, disse Nikhil Malvankar, um professor assistente do instituto ao site Live Science.

Com essa descoberta, Malkanvar e sua equipe usaram técnicas avançadas de observação e estimulação microscópica, desvendando uma “molécula secreta” presente em colônias de geobactérias que, uma vez sujeitas à exposição de eletricidade, são capazes de conduzi-la com até mil vezes mais eficácia do que em seus respectivos habitats naturais, e a distâncias incrivelmente longas.

Pelo entendimento dos cientistas, adaptar essa capacidade de condução elétrica para os padrões humanos poderia fazer com que as geobactérias se tornassem baterias vivas: “[Nós] Acreditamos que essa descoberta poderá ser aplicada na criação de eletrônicos por meio das bactérias sob nossos pés”, disse Malkanvar.

Bactérias e eletrônicos

A aplicação de bactérias na condução elétrica de dispositivos humanos não é exatamente uma novidade. Em 2008, essas mesmas geobactérias foram utilizadas em um experimento da Marinha norte-americana, onde elas serviram de fonte de energia para uma boia meteorológica no rio Potomac, em Washington, por mais de nove meses sem sinal de enfraquecer. Entretanto, naquela ocasião, a carga era incrivelmente pequena: 36 miliwatts.

Com a descoberta da equipe da Universidade de Yale, a expectativa é que seja possível manipular esses “snorkels gigantes” de colônias de geobactérias, tornando-as mais fortes e ainda mais condutivas. Ademais e, com sorte, inaugurar uma geração de artigos bioeletrônicos, mais amigáveis ao meio ambiente e também mais baratos e simples de serem confeccionados.

Fonte: Live Science

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EUA exigem que repartições atualizem Windows Server contra falha grave

Bug denominado Zerologon permite entrada de invasor sem necessidade de login; instituições federais têm até hoje para instalar patch

Leticia Riente, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

A Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (Cisa, na sigla em inglês) surpreendeu as instituições federais na última sexta-feira (18) ao pedir que atualizassem seus servidores Windows Active Directory. A rara diretiva de emergência foi motivada por uma falha encontrada conhecida como Zerologon. A instrução é que o patch seja instalado até esta segunda-feira (21).

O bug permite que invasores tenham controle da rede sem ao menos precisarem de um login para isto. A falha no protocolo remoto Netlogon pode comprometer completamente o servidor do Active Directory, por isso a Cisa destaca a importância da atualização de segurança de agosto de 2020 (CVE-2020-1472). O documento ainda explica que o problema afeta sistemas que executam o Windows Server 2008 R2 e posteriores, bem como os mais recentes que usam versões baseadas no Windows 10.

Tendo acesso à rede, hackers podem espalhar malware, roubar dados ou causar outros estragos, além de obterem controle de todo o sistema, inclusive do domínio do servidor. Cabe frisar que para se aproveitar da falha, o invasor precisa de apenas três segundos, disse a agência.

Apesar de a nota focar o Poder Executivo Civil Federal dos Estados Unidos, a orientação também pode ser levada em conta por empresas privadas e consumidores que utilizem do Windows Active Directory e que estariam vulneráveis da mesma forma.

De acordo com o Tech Crunch, este é o terceiro alerta crítico emitido pela Cisa neste ano. A publicação também destaca que a Microsoft lançou uma solução para o problema em agosto, mas que um segundo patch ainda deve ser disponibilizado no início do ano que vem para erradicar completamente o bug da plataforma.

Ataque à Garmin

A empresa americana de tecnologia Garmin sofreu com um ataque ransomware em julho deste ano. Vários serviços e operações da companhia foram paralisados devido a um ataque cibernético externo que criptografou parte do sistema da empresa. Indícios apontam que a Garmin pode ter pago US$ 10 milhões pelo resgate de dados.

Os esforços da Cisa, com a nota emitida da sexta-feira sobre o Windows Active Directory, vem ao encontro da prevenção contra ataques como os sofridos pela Garmin no meio do ano.

Fonte: Engadget/Cisa

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Hackers iranianos conseguem espionar usuários pelo Telegram e WhatsApp, diz relatório

Cibercriminosos conseguiram se infiltrar em smartphones e computadores de grupos contra o regime do Irã

Da Redação, editado por Liliane Nakagawa 

Olhar Digital

Hackers iranianos, supostamente funcionários ou afiliados do governo, conseguiram espionar usuários pelo Telegram e WhatsApp com uso de malware em dispositivos Android, atraindo suas vítimas por meio de ataques de phishing, segundo informações de relatórios da Check Point Software Technologies, empresa global de soluções em cibersegurança, e do grupo Miaan, uma organização de direitos humanos com foco em segurança digital no Oriente Médio, divulgados nesta sexta (18). 

Segundo os documentos, os hackers sequestravam contas dos apps criptografados, extraíam códigos de autenticação de dois fatores de mensagens SMS, gravavam áudios de telefones, conseguiam acesso a informações da conta KeePass e distribuiam phishing malicioso de páginas do mensageiro usando contas falsas do serviço.

Ainda segundo a empresa, a operação de ciberespionagem foi criada em 2014, mas permaneceu fora do radar nos últimos seis anos. A intenção dos hackers é, supostamente, roubar informações sobre grupos de oposição ao governo iraniano alocados na Europa e nos Estados Unidos, além de espionar cidadãos do Irã que costumam usar aplicativos mobile para planejar protestos.

Vítimas usavam contas do Telegram e WhatsApp

Em nota ao The New York Times, o Telegram negou conhecimento dos ataques, mas afirmou que “nenhum serviço pode evitar ser imitado em ataques de ‘phishing’ quando alguém convence os usuários a inserir suas credenciais em um site malicioso”. O WhatsApp não quis comentar o incidente.  

Vale lembrar que, em 2014, o mensageiro russo anunciou um concurso com prêmio de US$ 200 mil em bitcoins para a primeira pessoa que quebrasse seu protocolo criptografado. Ninguém conseguiu. 

Entre as vítimas informadas nos relatórios, estão os Mujahedeen Khalq (MEK), um grupo rebelde que as autoridades iranianas consideram como uma organização terrorista. Além deles, a Associação de Famílias de Camp Ashraf e Residentes da Liberdade (AFALR), Organização de Resistência Nacional do Azerbaijão, cidadãos do Baluchistão, entre outros.

A maioria dos alvos foram organizações e oponentes do governo iraniano que não residem mais no país. O grupo Miaan, uma organização de direitos humanos com foco em segurança digital no Oriente Médio, documentou alvos nos Estados Unidos, Canadá e Turquia e União Europeia.

O relatório conclui que há possibilidade dos hackers responsáveis pelos cibercrimes serem freelancers empregados pela inteligência iraniana. “As ferramentas e os métodos utilizados foram principalmente contra as minorias iranianas, organizações antirregime e os movimentos de resistência”, afirmou a empresa.

Fonte: The New York Times

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Polícia alerta para golpes aplicados por WhatsApp e sites de buscas na internet

Segundo delegado de Crimes Cibernéticos, bandidos estão colocando foto de vítima ao habilitar chip para pedir transferência de dinheiro a parentes e clientes.

Por Matheus Sampaio, TV Globo

A Polícia Civil de Pernambuco alertou, nesta quinta (17), para golpes aplicados pelo WhatsApp. Segundo a Delegacia de Crimes cibernéticos, bandidos usam chip de telefone e colocam foto da vítima para pedir a parentes e clientes dela a transferência de dinheiro. Outra ação criminosa envolve sites de buscas na internet, procurados por quem quer pagar boletos.

Em entrevista ao NE2, o delegado Eronildes Menezes, da Delegacia de Crimes Cibernéticos, afirmou que os bandidos estão comprando chip de celular e colocando a foto de uma pessoa que eles querem usar para pedir dinheiro.

“Assim, o bandido entra em contato com familiares com clientes e diz que está com novo número de telefone. Antes, eram médicos e dentistas, mas agora, todos estão sendo alvo desses golpes”, afirmou.

O policial diz que o golpe é consumado quando a vítima não checa a informação. “Ela acredita realmente naquela foto que está estampada e termina fazendo a transferência”, observou.

Menezes afirma que é preciso tomar cuidado e adotar algumas medidas de proteção.

“Tem que ficar atento se qualquer pessoa fizer solicitação por WhatsApp. Faça uma ligação de vídeo e confirme quem é a pessoa que está do outro lado”, declarou.

Ainda de acordo com o policial, os bandidos têm um banco de dados, com cadastro de várias pessoas no Brasil.

“A gente conseguir investigar e outras polícias também no Brasil inteiro descobriram que eles fizeram banco de dados, através de vazamento de operadoras.Já foram derrubados Inclusive mais de cinco bancos de dados ativos de criminosos”, informou.

Sobre os golpes aplicados na internet, o delegado alertou que a nova modalidade chegou a Pernambuco. Menezes disse que os bandidos pagaram anúncios em sites de pesquisa para pegar quem está procurando formas de fazer pagamentos.

“Quando a pessoa vai fazer pesquisa para pagar o boleto, vai aparecer em primeiro lugar o site que o bandido quer. O criminoso pagou para que ele ficasse em primeiro lugar nas buscas”, comentou.

O golpe é consumado quando a vítima entra no site idêntico ao verdadeiro “só porque ele apareceu lá em cima nas buscas”, segundo o delegado.

“Os criminosos criaram vários sites de instituições financeiras só para aplicar golpe. Se a pessoa direcionar para outro site que não seja verdadeiro, não deve pagar o boleto de forma alguma. É melhor digitar o endereço completo do site que quer acessar”, afirmou.

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Mato Grosso é mais um estado a adotar identificação biométrica de bebês

Depois de Goiás e Pernambuco, tecnologia desenvolvida pela startup curitibana Natosafe, que permite a coleta da biometria já nas primeiras horas de vida, entra em teste no Mato Grosso

Da Redação, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

O Mato Grosso é mais um dos Estados brasileiros a aderir à plataforma Infant.ID, a primeira do mundo a permitir a coleta e identificação biométrica de um ser humano já nas primeiras horas de vida. A tecnologia foi desenvolvida pela startup brasileira Natosafe, que tem sede em Curitiba.

No caso mato-grossense, o equipamento foi fornecido pela empresa para que seja testado por profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O papiloscopistas do órgão, que é responsável pela emissão do documento de identidade naquele Estado, iniciará um projeto-piloto com crianças de zero a cinco anos em uma maternidade de Cuiabá.

Para maternidades e órgãos de identificação

Para Ailton Silva Machado, diretor metropolitano de identificação técnica da Politec, a ideia é que os hospitais realizem a aquisição do equipamento, podendo, assim, proceder com as coletas das informações digitais dos recém-nascidos, transmitindo-as em seguida ao órgão pela internet. “Ele [o sistema da Natosafe] ficará conosco em torno de 30 ou 60 dias para a realização dos testes. A Politec tem a previsão de adquirir os equipamentos para nossa homologação’’, assegurou.

O primeiro Estado brasileiro a usufruir a tecnologia foi Goiás, tornando-se o pioneiro do País na emissão de uma carteira de identidade com dados biométricos em alta definição de um bebê. Pernambuco também já tem o seu, graças a um convênio de cooperação técnica entre a Natosafe, o Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) e a Secretaria de Estado da Saúde local.

O Infant.ID é recomendado para maternidades e serviços de identificação. A tecnologia padrão limita o processo de aquisição das impressões digitais dos recém-nascidos para a emissão do popular RG. O que se consegue é apenas as impressões plantares e palmares em tinta ou scanners do neonatal. Já a solução da Natosafe é composta por dispositivos e ferramentas que, além da impressão da planta do pé e da palma da mão, também permitem a coleta das digitais precocemente, gerando uma identificação biométrica única.

Impressão digital precoce representa mais segurança

O Infant.ID foi apresentado no ano passado no Biometrics Hitech Summit, evento brasileiro especializado em biometria e identificação humana. Na época, Ismael Akiyama Cruz, fundador da Natosafe, não escondeu a empolgação com o seu produto. “Acreditamos que essa solução inovadora contribui para um mundo mais seguro para as crianças, pois possibilita estabelecer um documento de identificação entre o bebê e a sua mãe, por meio de impressão digital totalmente única”, disse.

Segundo ele, a tecnologia foi desenvolvida de modo a assegurar o acompanhamento do indivíduo ao longo de toda sua vida, desde os primeiros instantes do seu nascimento. E num País onde a troca de bebês na maternidade e o tráfico de crianças não chegam a ser nenhuma novidade, este tipo de suporte só tem a ajudar e é mais do que bem-vinda.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Estado do Mato Grosso

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Estudo mostra como estrelas e planetas moldam o formato das nebulosas

Pela primeira vez, astrônomos encontraram uma resposta para a questão de como as nebulosas planetárias adquirem suas fascinantes formas

Renato Mota 

Olhar Digital

Sempre que alguém quer ilustrar uma publicação com uma incrível imagem do cosmos, escolhe uma foto de uma nebulosa. Essas incríveis estruturas espaciais feitas de poeira, hidrogênio, hélio e outros gases ionizados desde sempre fascinaram os seus observadores. Uma pesquisa recente sobre ventos estelares em torno de estrelas no fim da vida trouxe mais conhecimento de como as nebulosas planetárias adquirem suas formas hipnotizantes.

As descobertas, publicadas na Science, contradizem por exemplo o consenso comum de que os ventos estelares seriam esféricos, assim como as estrelas de onde vêm. De acordo com os pesquisadores, estrelas companheiras e até planetas mudam a forma do vento estelar e criam os padrões únicos que cercam essas estrelas.

A equipe de astrônomos concentrou suas observações em fluxos de partículas em torno de estrelas gigantes vermelhas frias, também conhecidas como estrelas de ramos gigantes assintóticos (AGB). “As AGB estão nos últimos estágios de evolução pouco antes de se transformarem em uma nebulosa planetária”, explica Carl Gottlieb, astrônomo do Centro de Astrofísica de Harvard e coautor do artigo.

“Por meio de seus ventos, as estrelas AGB contribuem com cerca de 85% do gás e 35% da poeira de fontes estelares para o Meio Interestelar Galáctico, e são os fornecedores dominantes de blocos de construção do material interestelar a partir do qual os planetas são formados”, completa Gottlieb.

L. Decin, ESO / ALMA

Ventos estelares em torno de estrelas frias formam uma enorme variedade de padrões nas nebulosas planetárias, como discos, cones e espirais. O material de cor azul está vindo na direção da Terra, enquanto o material vermelho se afasta de nós. Imagem: L. Decin, ESO/ALMA

Estrelas moribundas incham e esfriam para eventualmente se tornarem gigantes vermelhas. Eles produzem ventos estelares – fluxos de partículas expelidos conforme a estrela perde massa. Devido à falta de observações detalhadas, os astrônomos sempre presumiram que esses ventos eram esféricos, como as estrelas que os cercam.

À medida que a estrela evolui mais, ela se aquece novamente e a radiação estelar faz com que as camadas ejetadas brilhem, formando uma nebulosa planetária. Porém, apesar de parecem ter uma certa simetria, as nebulosas quase nunca são redondas. A partir de dados coletados do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile – o maior  o maior radiotelescópio do mundo, os astrônomos puderam conectar  a formação do vento estelar à das nebulosas planetárias.

“Algumas são semelhantes a discos, enquanto outras têm a forma de olhos, estruturas espirais e até arcos”, afirma Gottlieb. Os pesquisadores perceberam que as formas não são aleatórias, mas que estrelas de baixa massa e planetas pesados ​nas proximidades das AGB estavam influenciando nos padrões.

“Assim como uma colher que você mistura em uma xícara de café com um pouco de leite pode criar um padrão em espiral, o companheiro suga o material em direção a ele conforme gira em torno da estrela e molda o vento estelar”, explica Leen Decin, professora da Universidade KU Leuven, na Bélgica, e o principal autora do artigo.

As novas descobertas podem ter um impacto significativo nos cálculos da evolução galáctica e estelar, principalmente para a evolução de estrelas semelhantes ao Sol. “Uma vez que a complexidade dos ventos estelares não foi contabilizada no passado, qualquer estimativa anterior da taxa de perda de massa de estrelas antigas pode estar errada por um fator de até 10”, avalia Decin.

O estudo também fornece uma base sólida para a compreensão da evolução de estrelas semelhantes ao Sol. “Em cerca de cinco bilhões de anos, o Sol se tornará mais luminoso”, conta Gottlieb. “Seu raio se expandirá para um comprimento comparável à distância atual entre o Sol e a Terra, e ele entrará na fase AGB”.

Nesse cenário, Júpiter e Saturno moldarão a nebulosa que poderá envolver nossos Sistema Solar. “Porque têm uma massa tão grande, esses planetas irão influenciar se o Sol vai passar seus últimos milênios no centro de uma espiral, uma borboleta ou qualquer outra forma fascinante que vemos nas nebulosas planetárias hoje”, afirma a autora do artigo.

Via: Space.com

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Astronauta russo na ISS se irrita com terraplanistas

Fotos tiradas com uma lente de 1.600 mm estão se tornando material de prova para aqueles que creem que a Terra é plana

Nina Gattis, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Ivan Vagner, astronauta da Agência Espacial Federal Russa – popularmente conhecida como Roscosmos -, está orbitando a Terra na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) há meses e, após publicar muitas fotos do nosso planeta visto de cima, escreveu um apelo no Twitter para que os terraplanistas deixem de acreditar na ideia de que a Terra é plana.

“Ocasionalmente, vejo comentários dizendo que as fotos aqui foram tiradas de uma aeronave, enquanto outros duvidam que tenham sido tiradas do espaço. Já no início do meu voo, eu escrevi que tiro fotos usando uma lente de 1.600 mm, é por isso que os objetos parecem tão grandes”, escreveu Vagner para explicar porque suas fotos parecem tão próximas.

O motivo da explicação? Para os terraplanistas, Vagner está mentindo que está no espaço e, consequentemente, isso faz com que não acreditem na palavra dele de que a Terra é, de fato, redonda. Se a Terra fosse plana, os astronautas não estariam flutuando na ISS ao redor do globo e seus esforços e trabalhos seriam desconsiderados.

Para que não restem dúvidas de que Vagner está no espaço, o astronauta publicou, no Instagram, três fotos das Cataratas Ángel, na Venezuela, com diferentes distâncias focais. O ponto já era procurado há muito por Vagner, que aproveitou a oportunidade para tirar fotos com lentes de 80 mm, 500 mm e 1.600 mm. Dessa forma, o astronauta conseguiu mostrar como é possível tirar fotos muito próximas mesmo estando tão distante. “Espero que não haja mais perguntas”, escreveu o russo na legenda.

O apelo de Vagner pode não mudar a opinião dos terraplanistas, mas é um bom lembrete de que os astronautas na ISS dispõem de equipamentos fotográficos incríveis que lhes permitem nos fornecer belas imagens da Terra e de tantos outros aspectos do universo próximo.

Via: CNet

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Reality show quer enviar vencedor para Estação Espacial Internacional

Participantes vão encarar testes físicos e psicológicos para mostrar que possuem as qualidades que um astronauta precisa em uma missão especial; ganhador deve viajar em foguete da SpaceX em 2023

Victor Pinheiro 

Olhar Digital

A companhia norte-americana Space Hero pretende enviar um civil para a Estação Espacial Internacional (ISS) como parte da premiação de um reality show. A empresa já garantiu um assento em uma missão tripulada da SpaceX prevista para 2023, informa o site Deadline.

Dirigido pela produtora de entretenimento Propagate, o programa, também batizado de Space Hero, vai recrutar participantes de diversas partes do planeta com uma característica em comum: profunda paixão pela exploração do espaço.

Os selecionados passarão por um extenso treinamento e enfrentarão testes de forças física e psicológica para mostrar que apresentam qualidades essenciais a um astronauta. A proposta é que a competição seja transmitida em um episódio ao vivo ao redor do mundo e telespectadores de diferentes países possam votar no concorrente que desejam ver na ISS.

O reality show ainda vai retratar a viagem do grande vencedor a bordo da cápsula Crew Dragon da SpaceX, assim como a permanência na ISS ao lado de outros astronautas profissionais, por um período de até 10 dias. A Space Hero também discute com a Nasa uma possível parceria para promover iniciativas a bordo do laboratório espacial.

Reprodução

No início de agosto, a SpaceX conduziu o retorno de dois astronautas da ISS de volta à Terra e se tornou a primeira empresa privada a completar uma missão espacial tripulada. A cápsula Crew Dragon foi a espaçonave utilizada para transportar os agentes da Nasa. Imagem: Reprodução

A companhia planeja a missão em conjunto com Axiom Space, que foi escolhida pela Nasa para construir o primeiro módulo privado comercial da ISS. De acordo com o Deadline, a startup norte-americana vai cuidar de todos os detalhes da missão dos astronautas do Space Hero, desde a programação da viagem, até o treinamento dos participantes e atividades burocráticas.

“O Space Hero é a nova fronteira para o setor de entretenimento, oferecendo a primeira experiência verdadeiramente fora do planeta. Nosso objetivo é reinventar a categoria de reality shows criando uma experiência multicanal que ofereça o maior prêmio possível, para o maior público possível”, afirmou Marty Pompadur, presidente da empresa Space Hero, ao Deadline.

“[O programa] é sobre abrir o espaço para todos – não apenas para os astronautas e bilionários”, completou.

Iniciativas anteriores

A proposta do reality show Space Hero não é inédita. No final dos anos 90, a empresa espacial privada Mircorp assinou um contrato com o produtor britânico Mark Burnett e a emissora de televisão NBC para promover um reality show bastante semelhante. O programa, batizado de Destination Mir (Destino: Mir, em tradução livre) propôs recrutar participantes norte-americanos para um período de treinamento na agência espacial Roscosmos, da Rússia. O prêmio seria uma viagem para estação espacial russa Mir, que operou entre 1986 e 2001.

A produção chegou a ser rebatizada para “Destination Space”, depois que a base espacial foi desativada. A iniciativa, no entanto, não completou a missão de enviar um civil para o espaço. Em 2014, a NBC ainda anunciou outro programa, chamado Space Race, em parceria com a Virgin Galactic. O projeto, porém, desandou após um acidente fatal durante os testes da nave espacial SpaceShipTwo.

Via: Deadline

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Míssil brasileiro de longo alcance está quase pronto, diz ministro

AV-TM 300 será utilizado para dissuadir eventuais ameaças externas; exército pretende utilizá-lo para proteger a região amazônica, considerada estratégica

Davi Medeiros, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Um míssil brasileiro capaz de percorrer 300 quilômetros de distância está em fase final de desenvolvimento, segundo anunciou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, na terça-feira (15).

O Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300, como foi batizado, tem o objetivo de ampliar o poderio bélico do Brasil e desencorajar eventuais ameaças externas. Este é um dos esforços do país para dotar-se de “meios para prestar apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade”, de acordo com o ministro.

“Falta muito pouco para ele complementar a artilharia de foguetes do Exército brasileiro, dando-nos um poder dissuasório muito grande”, afirmou.

Graças ao seu alcance de 300 quilômetros, o armamento poderá ultrapassar os limites do território nacional e atingir alvos estratégicos. Isso representa um avanço considerável em relação aos modelos já utilizados pelo Brasil, que percorrem entre 30 e 80 quilômetros. 

Segundo o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, falta pouco para que o míssil seja concluído. Imagem: Wikimedia Commons

O AV-TM 300 é desenvolvido em conjunto com o Foguete Guiado SS-40, outro empreendimento das Forças Armadas para expandir sua capacidade militar. Ambos fazem parte do Projeto Estratégico Astros 2020, lançado durante o governo Dilma Rousseff, em 2011.   

Operação Amazônia

O Exército já treina para o uso do novo arsenal. Uma bateria do sistema de lançadores múltiplos de foguetes Astro 2020 foi deslocada recentemente até Manaus, onde 3.600 militares participam de um exercício chamado Operação Amazônia. 

O treinamento, que termina no próximo dia 23, simula um ataque externo à região da floresta. De acordo com o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, é extremamente importante que as Forças Armadas brasileiras estejam aptas a defender o território amazônico, considerado estratégico. 

“É um esforço muito grande, mas é nosso dever para com a sociedade brasileira nos prepararmos e treinarmos para se, um dia, houver a necessidade de defendermos nossa Amazônia“, afirmou Pujol. “Por tudo que ela representa em termos de riquezas minerais, biodiversidade, para a economia e para a vida dos brasileiros”.

A prepração do Exército ganha tempo na espera pelas novas armas. Segundo o ministro da Defesa, as primeiras unidades do míssil AV-TM 300 serão entregues em 2021 ou 2022. 

Via: Agência Brasil

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