Brasil receberá quinta estação de ‘GPS’ russo até o fim do ano

Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Filial da agência espacial russa firmou um contrato para instalar a nova estação de seu sistema de geolocalização em Belém (PA); Brasil já se tornou o país com mais bases do Glonass fora da Rússia

Brasil vai ganhar mais uma estação de navegação por satélite Glonass, sistema de geolocalização russo criado durante a Guerra Fria como uma resposta ao GPS. A Rússiafirmou um contrato para instalar sua quinta estação em território brasileiro até o fim do ano.

A nova estação Glonass ficará em Belém (PA) e se junta às outras quatro distribuídas no Recife (PE), Santa Maria (RS) e duas em Brasília (DF).

O acordo foi assinado entre uma filial da agência espacial russa Roscosmos, por uma parte, e a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), por outra.

Com o sistema de navegação russo, o Brasil ganha acesso à tecnologia de geolocalização, podendo contar com um segundo sistema além do GPS, já que não há condições de lançar seu próprio conjunto de satélites. 

Concorrente na China

Na China, o BDS, seu próprio sistema de navegação por satélite, promete ser um competidor de peso para o Glonass, por prometer entregar uma cobertura global mais precisa que o sistema russo e que o europeu Galileo.

A expectativa é que o BDS seja capaz de oferecer uma precisão de localização de 10 centímetros, além de serviços de telecomunicações. Como comparação, o GPS garante, atualmente, uma precisão de 30 centímetros. 

No fim de junho, o país concluiu com sucesso o lançamento do último satélite do programa BeiDou, marcando os passos finais de uma longa jornada chinesa para instituir o BDS.

Via: Uol

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Brecha em recurso do Nubank expôs nome e CPF de alguns clientes no Google

Renato Santino, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Ferramenta ‘Cobrar’ gera link que podia ser indexado pelo Google, permitindo coletar facilmente alguns dados dos usuários

Nubank é mais uma empresa a permitir que um recurso do aplicativo se transformasse em um canal para obtenção de dados de seus clientes com uma busca no Google. Como descobriu o desenvolvedor Heitor Gouvêa, o recurso de “Cobrar” do aplicativo permitia a obtenção de dados como nome do cliente, seu CPF, número da conta corrente e agência.

Primeiro de tudo, é importante notar que as informações vazadas não permitem roubo direto de dinheiro das contas dos clientes ou clonagem de cartões. No entanto, ter em mãos uma combinação válida de nome e CPF ainda pode ser usado em outros tipos de fraudes. As informações também podem ser usadas para ciberataques direcionados mais eficazes.

Gouvêa conta que percebeu o problema quando decidiu usar o recurso “Cobrar”, que consiste em uma URL que, quando aberta, conta com um QR Code e uma lista de informações pessoais necessárias para viabilizar uma transferência bancária. Você pode enviar esse endereço para um amigo, informando tudo que é preciso para que ele envie algum valor para sua conta. Até aí, nada de anormal.

Reprodução

O problema foi que, quando ele decidiu investigar mais a fundo, era perfeitamente possível buscar especificamente por URLs específicas geradas pelo recurso de cobrança em buscadores como Google e Bing. Com essa pesquisa direcionada, era possível coletar informações de várias pessoas de uma vez só com um mecanismo de “scraping”, que varre os sites automaticamente. Em sua demonstração, ele criou um pequeno banco de dados de 100 clientes do Nubank.

Reprodução

A falha do Nubank foi em não prevenir que os buscadores fizessem a indexação desses endereços de forma automática, o que é algo bastante simples, bastando incluir tags específicas no código HTML. Gouvêa conta que alertou o Nubank do problema, que passou a adotar medidas de prevenção para evitar que esses endereços apareçam no Google ou no Bing novamente, mas a empresa não tem como se responsabilizar quando o próprio usuário divulga por conta própria esses links em redes sociais, por exemplo.

O erro foi basicamente o mesmo do WhatsApp noticiado recentemente, quando pesquisadores descobriram vários números de telefone graças a URLs de um recurso que permite abrir um chat com pessoas que você não tem em sua agenda. A medida tomada para resolver esse problema também foi igual, bastando incluir uma orientação no código HTML para que as páginas não fossem mais indexadas em buscadores.

Em resposta ao ocorrido, o Nubank se posicionou com o seguinte comunicado:

O Nubank informa que busca sempre melhorar seus serviços e por isso possui um time dedicado de especialistas em segurança que monitora constantemente seus sistemas. Este time avaliou o relatório produzido sobre a função cobrar, que permite realizar transferências na sua conta digital, e constatou que os links listados pelo Google tinham origem em outros websites indexados na Internet. Para melhorar esse controle, foram feitas algumas modificações na aplicação e solicitado o bloqueio deste tipo de resultado a partir do Google, solucionando a questão.


A empresa lembra que as URLs para transferências para a conta do Nubank disponibilizadas por esta função são geradas exclusivamente pelo cliente em seu aplicativo. Os dados contidos em cada URL são necessários para que a transação seja executada tanto por outros clientes do Nubank quanto por pessoas que não possuam o aplicativo instalado em seus dispositivos e que, portanto, terão de utilizar outros métodos como DOCs ou TEDs. Assim, o cliente pode definir como e com quem compartilhará cada URL gerada.


Além disso, o Nubank reforça que a segurança é uma prioridade e que toma todas as precauções necessárias para manter a integridade das contas de seus clientes e para que nenhuma informação confidencial seja colocada em risco.

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Organizadores de boicote ao Facebook descrevem reunião com Zuckerberg como ‘decepção’

Renato Santino 

Olhar Digital

Executivos da empresa se encontraram virtualmente com membros do movimento Stop Hate for Profit, mas resultados não foram satisfatórios

Mark Zuckerberg e outros executivos do Facebook realizaram nesta terça-feira (7) um encontro com líderes do movimento Stop Hate For Profit, que tem feito com que anunciantes retirem seu dinheiro da rede social para forçar mudanças no controle ao discurso de ódio. Na visão dos organizadores do boicote, a reunião foi pouco produtiva.

Segundo Rashad Robinson, da organização Color of Change, participante do movimento, o encontro foi “uma decepção”, alegando que o Facebook não apresentou respostas claras sobre as demandas dos organizadores do boicote, que reuniu marcas de peso como Adidas, Coca-Cola, Ford, Honda, Levi’s, Microsoft, Mozilla, Pepsi, Puma, Reebok, Starbucks, Unilever e Vans, para mencionar apenas as empresas que são mais conhecidas no Brasil.

Os organizadores contam que, apesar do diálogo aberto, a empresa não se comprometeu de forma decidida sobre nenhuma das 10 demandas de controle a discursos de ódio, que são:

  1. Estabelecer uma infraestrutura de direitos civis, incluindo executivos de alto escalão capazes de avaliar produtos e políticas para discriminação, vieses e ódio;
  2. Submissão a auditorias externas regulares sobre discursos de ódio e desinformação, com resultados publicamente acessíveis;
  3. Oferecer auditoria e reembolso a anunciantes cujas marcas foram expostas ao lado de conteúdo que foi excluído por violar termos de serviço;
  4. Encontrar e remover grupos públicos e privados que se baseiem em temas como supremacia branca, milícias, antissemitismo, conspirações violentas, negação do Holocausto, desinformação sobre vacinas e negação das mudanças climáticas;
  5. Implementação de termos de serviço que ajudem a limitar e eliminar discursos radicais da rede social;
  6. Não recomendar ou amplificar discursos ou conteúdos associados ao ódio, desinformação ou conspiração;
  7. Criar mecanismos que marquem automaticamente conteúdo de ódio em grupos privados para avaliação humana;
  8. Garantir a precisão de informações políticas eliminando a exceção para políticos, proibir desinformação sobre eleições e chamados de violência por políticos em qualquer formato;
  9. Criar times de especialistas para analisar ódio baseado em identidade e assédio;
  10. Possibilitar que indivíduos enfrentando ódio e assédio severos possam se conectar com um funcionário do Facebook.

Como relata o site The Verge, a única recomendação que o Facebook realmente se dispôs a atender foi a de contratar alguém para ocupar uma posição dedicada a direitos civis, que supervisionaria esse tipo de moderação. No entanto, a companhia não garantiu que essa pessoa ocuparia um cargo executivo de alto escalão, então existe a possibilidade de que ela tenha poder limitado dentro da empresa. As outras nove demandas não receberam respostas.

Quando o Facebook foi questionado sobre o assunto, um representante da empresa disse que a reunião foi produtiva e criou a oportunidade “para ouvir dos organizadores da campanha e reafirmar o compromisso de combater o ódio na nossa plataforma”.

Publicamente, Sheryl Sandberg, COO do Facebook e a segunda pessoa mais influente na empresa, disse após o encontro que a companhia ainda tem muito a ser feito, mas que já foram dados grandes saltos para eliminar discurso de ódio da plataforma.

“Fizemos um progresso real ao longo dos anos, mas esse trabalho nunca termina e sabemos que o Facebook uma grande responsabilidade em aprimorar como identificar e remover conteúdos de ódio”, escreveu ela.

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ThiefQuest: novo malware ataca Macs

Rafael Rigues

Olhar Digital

Ameaça tem um módulo de spyware, que rouba de dados como nomes de usuários, senhas, números de cartões de crédito e carteiras de criptomoedas, e outro que criptografa arquivos e cobra resgate por eles

Um novo tipo de malware está à solta e ameaça os usuários de Macs. Batizado de ThiefQuest (ou EvilQuest), ele contém um módulo de ransomware que criptografa os arquivos no disco rígido e cobra um resgate em bitcoins para devolvê-los, além de sofisticados recursos de spyware para capturar nomes de usuário e senhas à medida que são digitados, além de roubar dados de carteiras de criptomoedas. Também pode instalar um “backdoor” persistente na máquina, que permitirá que um malfeitor controle ela remotamente no futuro para fazer o que bem entender.

O malware foi descoberto pelo analista Dinesh Devadoss, da K7 Security Labs, na última quinta-feira. Ele está sendo distribuído através de cópias piratas de software para Mac, como o firewall pessoal Little Snitch, o software para DJs Mixed In Key e a plataforma de produção musical Ableton, encontradas em sites de torrents.

Depois de instalado, o malware tenta se disfarçar de atualizador de programas do Google e começa seu trabalho. Quando os arquivos do usuário estiverem criptografados, ele exibirá a mensagem abaixo cobrando resgate.

Reprodução

Pedido de resgate mostrado pelo ThiefQuest. Foto: Dinesh Devadoss

O comportamento do malware está deixando os especialistas confusos. Spyware geralmente é projetado para trabalhar da forma mais silenciosa possível, ficando à espreita sem que o usuário perceba enquanto captura informações e arquivos. Mostrar um grande pedido de resgate vai contra essa filosofia, já que deixa bem claro para o usuário que a máquina foi comprometida.

“Se seu objetivo principal fosse a extração de dados, você iria querer ficar em segundo plano, da forma mais silenciosa possível, para ter a melhor chance de não ser detectado”, diz Thomas Reed, diretor para as plataformas Mac e Mobile na empresa de segurança MalwareBytes.

“Então eu realmente não entendo qual o objetivo de um ransomware tão barulhento”. Quando o instalei em uma máquina de teste, a cada 30 segundos o computador estava bipando e ‘gritando’. Ele é realmente barulhento, tanto no sentido literal quanto digital”.

Ameaça incompleta

Uma teoria é que o malware esteja incompleto. Originalmente ele teria sido desenvolvido como spyware, e o módulo de ransomware teria sido adicionado como uma forma de ganhar um “dinheiro extra”, mas não funciona corretamente. Uma análise feita pelo especialista em segurança Patrick Wardle mostra que embora o malware tenha funções para descriptografar arquivos, elas nunca são chamadas pelo código. Ou seja, são inúteis.

O ThiefQuest tenta se esconder de algumas formas, como evitando a instalação em máquinas que têm o Norton Antivírus, ou não se ativando se o sistema operacional estiver rodando em uma “sandbox” ou máquina virtual, ambientes usados por especialistas para analisar malware em segurança. Além disso, parte de seu código foi ofuscado para dificultar a compreensão, embora outras partes estejam completamente abertas.

Apesar de sofisticado, o ThiefQuest não deve afetar os usuários de Macs em grande escala. Para ter sua máquina infectada os usuários devem procurar por versões piratas de programas específicos, baixar uma cópia infectada e instalá-la, ignorando um aviso do sistema operacional de que o software pode ser prejudicial. Ou seja, não é uma ameaça que pode chegar a uma máquina de forma despercebida.

Portanto, valem as velhas dicas de segurança: evite softwares piratas, prefira instalar apps usando a loja oficial de seu sistema operacional, mantenha o sistema atualizado e tenha um bom antivírus na máquina.

Fonte: Wired

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Astronautas na ISS flagram cometa com cauda extremamente brilhante

Nina Gattis, editado por Daniel Junqueira 

Olhar Digital

Luz intensa de NEOWISE ofuscou outros cometas que viajavam pela atmosfera terrestre

Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) capturaram neste sábado (4) o momento em que um cometa deu um show de luzes acima da atmosfera da Terra.

Chamado de NEOWISE – ou C/2020 F3 -, o cometa apareceu pela primeira vez em março deste ano, mas ainda não era tão visível no céu. Na época, os astronautas não sabiam que isso mudaria, contudo, com o passar do tempo, o brilho do cometa foi ficando cada vez mais intenso, a ponto de ofuscar a luz de outros dois cometas mais recentes.

Bob Behnken, um dos astronautas da Nasa enviados ao espaço a bordo da nave Crew Dragon, da SpaceX, tuitou as fotos que registrou no último sábado (4). “Os fogos de artifício de ontem à noite, de verdade”, escreveu Behnken, em alusão ao festival de fogos que encheu o céu dos Estados Unidos no mesmo dia, em comemoração à independência do país.

Além de Behnken, o astronauta russo Ivan Vagner, um de seus colegas na ISS, também fotografou o cometa viajando sobre a atmosfera azul da Terra. Vagner comentou particularmente sobre a parte que mais chama a atenção em NEOWISE: sua cauda extremamente brilhante se comparada ao rastro deixado por seus primos rochosos, os asteroides.

Como cometas são formados por gelo, o brilho tende a ser mais intenso do que em asteroides, visto que o gelo é derretido e se transforma em gás enquanto viaja pelo céu a centenas de milhares de quilômetros por hora.

No momento, é necessário ao menos um binóculo para observar NEOWISE no céu. Os astronautas ainda não sabem se o cometa vai ficar tão brilhante visto da Terra quanto está visto da ISS.

O melhor momento para a observação deve ser no dia 22 de julho, quando NEOWISE fará sua maior aproximação da Terra. Pode ser que neste dia o cometa e sua brilhante cauda fiquem visíveis a olho nu.

Behnken e Vagner ficarão na ISS tempo o suficiente para presenciar essa aproximação vista do espaço, já que que Behnken e Doug Hurley, seu colega de Crew Dragon, retornarão à Terra no início de agosto e Vagner permanecerá em órbita até outubro.

Via: Space.com

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Microsoft teria interesse em comprar divisão de jogos da Warner

Renato Santino 

Olhar Digital

Negócio que pode beirar os US$ 4 bilhões tornaria a franquia ‘Mortal Kombat’ exclusiva do Xbox e agregaria vários estúdios consagrados

Um novo rumor agitou a indústria de videogames nesta segunda-feira (6). Segundo o site The Information, a Microsoft demonstrou interesse em adquirir a Warner Bros. Interactive Entertainment, braço de games do conglomerado da Warner. Com isso, a empresa adquiriria vários estúdios renomados de jogos.

Em caso de sucesso, a Microsoft teria o guarda-chuva da Xbox Game Studios nomes como a NetherRealm, conhecida pelos jogos da franquia “Mortal Kombat”, Rocksteady, que desenvolveu os aclamados jogos da série “Batman Arkham” e Monolith, responsável pelos games “Terra Média”, inspirado na saga dos “Senhor dos Anéis”.

Vale notar que um provável acordo para compra dos estúdios não necessariamente se refletiria na transferência de todas as franquias, especialmente aquelas que vão além do mundo dos games, como “Batman” e “Harry Potter”. O rumor indica que algumas das propriedades intelectuais estão no pacote, sendo a principal delas “Mortal Kombat”, mas as outras ainda dependeriam de acordos de licenciamento.

A aquisição ainda dependeria de um provável leilão contra outras empresas interessadas no negócio. Entre elas há nomes pesados como Activision, Electronic Arts e a Take-Two Interactive. A estimativa é de que o negócio possa movimentar entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.

Por parte da Microsoft, faria sentido adquirir os estúdios da Warner. A companhia tem investido pesado na aquisição de empresas para integrar o Xbox Game Studios após receber críticas de que seu line-up de jogos exclusivos não consegue fazer frente ao da concorrente Sony. Entre os nomes estão Double Fine Productions, Obsidian Entertainment, Playground Games, Ninja Theory e vários outros.

A aquisição se torna ainda mais curiosa quando se observa que a Sony fez de “Street Fighter 5” um jogo exclusivo do PS4 por meio de um acordo com a Capcom. Tornar “Mortal Kombat” uma série exclusiva do Xbox seria uma resposta interessante e que poderia forçar medidas mais agressivas de sua rival.

As discussões sobre a venda da WB Interactive surgiram no mês de junho. Acionistas da AT&T, que adquiriu toda a WarnerMedia por mais de US$ 100 bilhões em 2018, pedem que a empresa reduza a dívida gerada com a aquisição com a venda de divisões menos importantes para os negócios. Apesar disso, ainda não há manifestação clara da companhia de que o setor está à venda.

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Via Láctea ‘engole’ galáxia e dá origem à corrente estelar

Renato Mota

Olhar Digital

Estrelas que formam a corrente de Nix já foram parte de uma galáxia anã próxima até ser ‘sugada e esticada’ pela força gravitacional da Via Láctea há um bilhão de anos

Uma pesquisa, que utilizou dados mais recentes da missão Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA), encontrou uma corrente estelar nas proximidades do Sistema Solar que já fez parte de uma galáxia anã – até ser “engolida” pela Via Láctea. A corrente de Nix (em inglês, Nyx), batizada em homenagem à deusa grega da noite, está descrita em um estudo publicado na Nature.

Lançado em 2013, o satélite Gaia estuda o movimento, velocidade e distância de mais de 1,7 bilhão de estrelas para produzir o mapa 3D mais preciso da Via Láctea. Os pesquisadores utilizaram essas informações para identificar cerca de 200 estrelas que apesar de se moverem na mesma direção que o disco de acumulação da nossa galáxia, chegaram aqui posteriormente, vindas de fora.

De acordo com o modelo padrão da evolução do universo, as galáxias crescem ao se fundir e absorver galáxias menores, o chamado processo de acréscimo. Existem muitas evidências disso na Via Láctea, mas todas foram identificadas por meio de métodos que buscam por objetos que se movem de maneira diferenciada em relação ao disco galáctico, ou estrelas com uma composição diferente das originalmente formadas aqui. Encontrar um fluxo de estrelas que se “encaixou” na rotação da Via Láctea é mais difícil.

Para realizar a descoberta, os cientistas aplicaram métodos de aprendizado profundo a cinco medidas dimensionais das estrelas catalogadas (duas de coordenadas angulares, duas de movimento e a paralaxe, que é a diferença na posição aparente de um objeto visto por observadores em locais distintos), gerando uma pontuação associada à probabilidade de a estrela ter sido ser acumulada durante a formação da galáxia.

Com esses dados, a equipe encontrou um grupo de 232 estrelas, todas em movimento conjunto e progressivo – isto é, no sentido da rotação da galáxia – e com composições químicas semelhantes. Este grupo não havia sido associado anteriormente a nenhuma outra corrente estelar. Simulando as órbitas dessas estrelas um bilhão de anos atrás, os pesquisadores perceberam que elas tinham propriedades orbitais diferentes das estrelas vizinhas.

A equipe de pesquisadores acredita que a corrente estelar de Nix já foi uma galáxia anã que, em algum momento da longa história da Via Láctea, foi sugada e esticada à medida em que suas estrelas começaram a orbitar o centro da Via Láctea. Repetindo a pesquisa, mas com parâmetros mais amplos, os cientistas encontraram outro grupo de estrelas que correspondia quase exatamente ao fluxo de Nix e com composições químicas iguais. Este segundo grupo seria resultado de uma outra passagem da mesma galáxia anã pela Via Láctea.

Via: Science Alert

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Cartilagem artificial promete cirurgias de joelho menos invasivas

Victor Pinheiro 

Olhar Digital

Hidrogel apresenta propriedades mais resistentes e duráveis que materiais atuais utilizados para reparar tecidos cartilaginosos, dizem pesquisadores

Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, desenvolveram um material com propriedades similares às de tecidos de cartilagem humana que promete ajudar pacientes com lesões ou desgastes no joelho. Trata-se de um hidrogel composto por três espécies de polímeros capazes de absorver água.

De acordo com o Science Alert, um dos polímeros tem forma similar a um fio de spaghetti e se entrelaça com um segundo material menos flexível. Os dois produtos são envoltos por um terceiro polímero constituído de fibras de celuloses responsável por garantir toda a estrutura compacta.

Quando o hidrogel é esticado, o terceiro polímero garante que o material fique intacto. Em casos que a substância é comprimida, os dois polímeros interiores se repelem e retêm água para que o hidrogel possa retomar sua forma original posteriormente. “Apenas essa combinação dos três componentes é [ao mesmo tempo] flexível e rígida, portanto, forte”, disse o cientista de materiais Feichen Yang, coautor do estudo.

Para os pesquisadores, o material ainda apresenta uma vantagem de aplicação. Atualmente, já existem cirurgias que permitem a substituição do tecido cartilaginoso do joelho por outro materiais. Esses procedimentos, entretanto, envolvem intervenções bastante invasivas e longos períodos de recuperação. Além disso, os materiais duram somente, em média, 20 anos.

Em muitas cirurgias, é necessário intervir em toda a ligação do joelho. Porém, segundo os cientistas, o hidrogel poderá ser aplicado para substituir apenas as partes realmente danificadas ou desgastadas.

Testes

A cartilagem artificial já foi submetida a testes de resistência. Os pesquisadores afirmam que o produto passou mais de um milhão de simulações de compressão e apresentou uma boa resistência ao desgaste e se mostrou mais durável do que cartilagens artificiais já aprovadas para operações em outras partes do corpo.

Entretanto, ainda levará aos menos três anos até que o uso do hidrogel possa ser autorizado por órgãos regulatórios norte-americanos. A toxicidade da substância foi testada somente em células cultivadas em laboratório. Em breve, os cientistas devem iniciar experimentos de transplante em ovelhas para atestar a segurança do produto.

Os experimentos e as propriedades do produto foram descritos em artigo científico publicado na revista Advanced Functional Materials

Fonte: ScienceAlert

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Xiaomi lança vaso sanitário inteligente totalmente automático

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 

Olhar Digital

Item possui aquecimento e regulagem de altura; veja mais detalhes

Xiaomi lançou um vaso sanitário inteligente totalmente automático em sua plataforma Youpin. Denominado “Jenner XS Fully Automatic Flip Integrated Smart Toilet”, o item é mais um da longa lista de produtos “diferentes” da empresa chinesa e possui um belo design minimalista, além de qualidade, como o de costume para a marca.

vaso sanitário possui como principal característica sua tecnologia de elevação inteligente, patenteada e desenvolvida de forma independente pela empresa. O produto pode ser ajustado para dar maior conforto ao usuário, variando entre 41,5 a 51,5 cm de altura. Além disso, possui função de lavagem, com bolhas e jatos de água suave e ar quente.

Reprodução

Vaso sanitário Xiaomi possui regulagem de altura. Foto: Divulgação

O produto ainda possui a opção de abertura e fechamento automático da tampa quando alguém se aproxima. O vaso sanitário também possui assento aquecido, com cinco opções de temperatura.

O produto é vendido em seis opções de cores, incluindo branco e preto. A versão com abertura manual da tampa é vendida por pouco mais de R$ 3.500, enquanto a versão automática custa R$ 4.260. Não há informação se o vaso sanitário será comerciado fora do mercado chinês.

Via: Gizmochina

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Wi-fi comunitário do Facebook pode cobrir um milhão de brasileiros

Fabiana

Olhar Digital

Estudo também estima que 74 mil novos contratos de conexão seriam criados; viabilização do programa foi iniciada no país em parceria com as operadoras satelitais Hughes e Hispamar

O programa do Facebook para oferecer Wi-Fi comunitário no país pode levar cobertura a um milhão de pessoas em áreas rurais. É o que indica uma das projeções de estudo encomendado pela rede social à consultoria Nera sobre o impacto de suas iniciativas de conectividade na América Latina.

Para tanto, o relatório considera uma perspectiva “conservadora” considerando que o número de hotspots do programa de Wi-Fi da empresa dobre. Dessa forma, além de um milhão de pessoas beneficiadas com a cobertura, a consultoria também estima que 74 mil novos contratos de conexão seriam criados.

Usando o mesmo modelo para a América Latina, o Facebook estima 7,7 milhões de novos usuários atingidos pela cobertura de banda larga, bem como 573 mil novos acessos. O maior beneficiado seria o México, com 2,7 milhões de pessoas cobertas e 200 mil novos contratos. Lá, programas de Wi-Fi estão em andamento em parceria com a Viasat.

Já no Brasil, a viabilização do programa foi iniciada pelas operadoras satelitais parceiras Hughes e Hispamar.

4G em áreas rurais

Outro cenário traçado pelo Facebook foi o da replicação do programa de acesso 4G em áreas rurais em curso no Peru no restante da América Latina. Por lá, uma operadora neutra de infraestrutura de acesso está realizando upgrade de estações radiobase 2G para 4G e disponibilizando capacidade para operadoras peruanas prestarem o serviço em áreas remotas.

Caso o modelo em curso no Peru fosse adotado no continente, a Nera estima 29,7 milhões de pessoas entrando em áreas de cobertura 4G. Neste cenário, o Brasil seria o maior mercado, com 8,5 milhões de potenciais beneficiados.

Internet via cabos submarinos

O impacto na penetração de internet gerado pelo lançamento do cabo submarino Malbec também foi avaliado pela rede social. Construído pela GlobeNet, parceira do Facebook na iniciativa, o Malbec vai conectar Brasil, Argentina e Uruguai através de rota de 2,5 mil km. O início das operações está prevista para os próximos meses.

Neste caso, o relatório prevê um aumento médio de 6% na Argentina e no Uruguai, enquanto no Brasil, a penetração aumentaria 3% com ajuda da nova capacidade fornecida no mercado de atacado. O percentual menor brasileiro pode ser explicado pelo país já contar com uma oferta mais diversificada de rotas submarinas.

Menos custos

Por fim, foi feita uma estimativa com recursos economizados pelas operadoras de telecom com a instalação, pelo Facebook, de pontos de presença (POPs) e caches em servidores locais que facilitam o acesso de usuários a conteúdos do grupo.

A projeção é que seriam economizados US$ 154 milhões ao ano pelas operadoras móveis no Brasil, gerando uma queda de US$ 0,53 no valor médio pago pelo usuário (ARPU) da região. Já operadoras de rede fixa poupariam US$ 48,8 milhões anuais, com impacto de US$ 0,72 no ARPU.

Considerando toda a América Latina, a economia seria de US$ 351,2 milhões pelas operadoras móveis e US$ 92,3 milhões pelas fixas a partir dos POPs e caches em servidores do Facebook.

Via: MobileTime

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