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Asteroide quatro vezes maior que o Empire State Building vai passar perto da Terra

Por Jeniffer Cardoso, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Um enorme asteroide, com quatro vezes o tamanho do Empire State Building, segue em direção à Terra e deve atingir a aproximação máxima do nosso planeta em 27 de maio, de acordo com a NASA.

Entretanto, não precisamos nos preocupar: a rocha espacial gigante, chamada 7335 (1989 JA), vai passar a cerca de quatro milhões de quilômetros daqui, ou quase 10 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

Ainda assim, dado o tamanho considerável do asteroide (1,8 km de diâmetro) e a relativa proximidade do nosso planeta, a agência espacial dos EUA classificou o objeto como “potencialmente perigoso”. Isso significa que o 7335 (1989 JA) poderia causar enormes danos se atingisse a Terra no caso de uma mudança de órbita.

Asteroide é o maior a se aproximar da Terra em 2022

De acordo com a NASA, 7335 (1989 JA) é o maior asteroide que se aproximará da Terra este ano. Os cientistas estimam que o objeto está viajando a cerca de 76.000 km/h, ou 20 vezes mais rápido que uma bala em alta velocidade. A rocha não fará outro sobrevoo próximo até 23 de junho de 2055, quando passará ainda mais longe, cerca de 70 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

O 7335 (1989 JA) é um dos mais de 29 mil objetos próximos ao nosso planeta (NEOs) que a agência rastreia a cada ano. NEOs referem-se a qualquer objeto astronômico que passe a cerca de 48 milhões de km da órbita da Terra, de acordo com a NASA. A maioria desses objetos, no entanto, é extremamente pequena.

A rocha espacial também se encaixa em uma classe de asteroides chamada Apollo, que se refere a objetos que orbitam o Sol enquanto cruzam periodicamente a órbita da Terra. Os astrônomos conhecem cerca de 15 mil desses asteroides.

A NASA monitora NEOs como este de perto e recentemente lançou uma missão para testar se rochas espaciais potencialmente perigosas poderiam um dia ser desviadas de uma rota de colisão com a Terra.

Em novembro de 2021, a agência espacial dos EUA lançou a espaçonave DART (Double Asteroid Redirection Test), que colidirá de frente com o asteroide Dimorphos, de 160 metros de largura, no segundo semestre deste ano. A colisão não destruirá o objeto, mas pode alterar ligeiramente o caminho orbital da rocha.

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Algoritmo indica quando jogadores precisam descansar para evitar lesões

André Lucena 

Olhar Digital

Um novo algoritmo criado pela empresa de inteligência artificial Zone7 está sendo usado para que times de futebol, da NBA (National Basketball Association) e da NFL (National Football League) detectem riscos de lesões de seus atletas.

A empresa criada por Tal Brown e Eyal Eliakim, dois israelenses que serviram na divisão de tecnologia de elite das forças armadas, está sediada no Vale do Silício, na Califórnia.

A Zone7 afirma que usa milhares de parâmetros de dispositivos vestíveis, incluindo coletes GPS, além de estatísticas de sprint no jogo, métricas de sono e biomarcadores para prever o risco de lesões. Segundo a empresa, é possível detectar com precisão 70% das lesões sete dias antes de acontecerem usando algoritmos baseados nos dados que coleta.

“Às vezes, o risco pode significar uma redução na carga de trabalho – menos execução de um tipo específico, como sprint. Às vezes, um jogador pode ser mal treinado e pode ser necessário trabalho adicional. O software pode simular cenários ideais no dia a dia para que os jogadores estejam em tendência para o seu pico e o risco de lesões seja minimizado”, afirmou Brown ao jornal britânico The Telegraph.

Getafe e Liverpool são exemplos

Um dos primeiros clubes de futebol a usar o algoritmo da Zone7 foi o Getafe, da Espanha. De acordo com a empresa, nos cinco anos de parceria, entre 2017 e 2020, o time teve uma redução de 70% no número de lesões musculares sofridas e, na temporada 2018/19, teve o menor número de lesões resultando em partidas perdidas por seus atletas entre os 20 clubes do Campeonato Espanhol.

“O futebol se tornou muito rico em dados e, se você puder extrair um valor profundo destas informações, poderá ter uma vantagem competitiva. Isso já está muito bem estabelecido na área de identificação de talentos e agora está começando a acontecer na medição e na tentativa de otimizar o bem-estar e o desempenho dos jogadores”, destacou Tal Brown.

O Liverpool é o principal parceiro da Zone7 atualmente. A empresa afirma que, na temporada 2020/21, reduziu quase pela metade os dias perdidos por seus atletas devido a lesões substanciais, que deixam os jogadores mais de 9 dias sem poder jogar.

“O Zone7 tem sido um recurso útil nos últimos nove meses, apoiando nossos sistemas internos de monitoramento de carga para ajudar a otimizar o nível de atendimento que a equipe médica e de condicionamento físico fornece a cada jogador diariamente”, disse Conall Murtagh, preparador físico do Liverpool.

“Os recursos inovadores da plataforma, sustentados pela inteligência artificial, têm a capacidade de aproveitar todas as formas de dados de desempenho do atleta. É um desenvolvimento muito empolgante para o futuro gerenciamento de carga de jogadores de futebol de elite. Esperamos que o serviço se expanda para cobrir nossas equipes femininas e sub-23″, completou Murtagh.

“O Liverpool tem sido um verdadeiro pioneiro na adoção da ciência de dados em várias funções”, exaltou Tal Brown.

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Existe mesmo um “mundo espelho” que afeta a gravidade do nosso universo?

André Lucena  

Olhar Digital

Três pesquisadores publicaram na revista Physical Review Letters nesta semana que existe um “mundo espelho” que afeta a gravidade do nosso universo. De acordo com eles, a hipótese é baseada na Constante de Hubble, taxa na qual o universo se expande.

As previsões para essa taxa – do modelo padrão da cosmologia – são significativamente mais lentas do que a taxa encontrada por medições locais mais precisas. “Isso pode fornecer uma maneira de entender por que parece haver uma discrepância entre as diferentes medições da taxa de expansão do Universo”, disseram os cientistas em comunicado

“Basicamente, apontamos que muitas das observações que fazemos em cosmologia têm uma simetria inerente ao redimensionar o universo como um todo. Isso pode fornecer uma maneira de entender por que parece haver uma discrepância entre as diferentes medições da taxa de expansão do Universo”, completaram.

O desafio é fazer isso sem arruinar o acordo entre as previsões do modelo padrão e muitos outros fenômenos cosmológicos. O raciocínio dos pesquisadores é que, se o universo está explorando de alguma forma o que sabemos sobre sua física e simetria, pode haver um mundo espelho invisível muito semelhante ao nosso, mas invisível, exceto pelo impacto gravitacional em nosso mundo.

“Isso pode parecer loucura, mas esses mundos espelho têm uma grande literatura de física. Nosso trabalho nos permite vincular, pela primeira vez, essa grande literatura a um importante problema em cosmologia”, afirmou Francis-Yan Cyr-Racine, coautor do estudo, no comunicado.

Ele acrescentou que “a ideia do mundo espelho surgiu pela primeira vez na década de 1990, mas não foi reconhecida anteriormente como uma solução potencial para o problema constante do Hubble”.

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Starliner: cápsula da Boeing levou mascote à Estação Espacial Internacional

Jeniffer Cardoso  

Olhar Digital

Após dois anos e meio de atrasos, a cápsula Starliner, da Boeing atracou com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS) na sexta-feira (20). Foi um marco importante para uma empresa que, pelo menos nos planos originais, luta para alcançar a SpaceX. E a Boeing decidiu que celebraria a missão bem-sucedida de uma forma diferente.

Quando a tripulação da ISS abriu a escotilha do Starliner, encontrou uma surpresa dentro da espaçonave. Flutuando ao lado do manequim de teste, estava um brinquedo de pelúcia representando Jebediah Kerman, um dos quatro “Kerbonautas” originais apresentados no Programa Espacial Kerbal (KSP).PUBLICIDADE

Jeb, como o personagem é mais conhecido, serviu como indicador zero-g do voo. O cosmonauta russo Yuri Gagarin levou uma pequena boneca com ele no primeiro voo espacial humano, em 1961. Desde então, tornou-se uma tradição para a maioria das tripulações espaciais carregar brinquedos de pelúcia com eles.

A Boeing manteve a presença de Jeb no OFT-2 em segredo até que a espaçonave atracou na Estação Espacial Internacional. Um porta-voz da empresa disse à collectSPACE que a equipe de engenharia da Starliner escolheu o mascote em parte por causa das lições de ciência, tecnologia, engenharia e matemática que o KSP tem para ensinar. Jeb passará os próximos dias com a tripulação da ISS antes de ser colocado de volta na espaçonave para a viagem de volta à Terra.

Chegada da Starliner à Estação Espacial Internacional

A cápsula Starliner, da Boeing, chegou à Estação Espacial Internacional (ISS) na sexta-feira (20), pouco mais de 24 horas depois do lançamento. A espaçonave permanecerá ancorada com o complexo orbital por quatro ou cinco dias, depois voltará à Terra para um pouso de paraquedas no Novo México.

O acoplamento com o laboratório orbital, que estava programado para às 20h10 (pelo horário de Brasília), acabou acontecendo às 21h28. Isso porque, pouco antes das 18h50, quando a espaçonave estava a 180 metros de distância da ISS, os controladores avaliaram os dados de rastreamento e desempenho da cápsula e acreditaram que ela estaria em uma posição inadequada, precisando fazer uma manobra de recuo. Segundo a Boeing, isso foi oportuno para demonstrar a capacidade de controle de manobra da espaçonave.

“Depois de chegar dentro de 180 metros de ISS, a Starliner realizou um recuo automático de 200 metros. A cápsula mostrou sua capacidade de se afastar da estação de forma controlada e oportuna e se manter em um local esperado”, diz o tweet da Boeing.

Às 20h08, a Boeing comunicou que a cápsula estava a 10 metros de distância do complexo orbital, e que a equipe faria uma reunião para “garantir que ambas as naves estão preparadas para a aproximação final”.

Às 20h52, depois de informarem uma nova previsão para às 21h01, os controladores relataram “um pequeno problema” com o sistema de acoplamento, o que adiou ainda mais o processo. Segundo a NASA, foi necessário retirar o anel de acoplamento da Starliner e redefini-lo para entender o problema.

A cápsula Starliner, da Boeing, foi lançada na noite desta quinta-feira (19), no topo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), a partir do Complexo de Lançamento-41, uma plataforma da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida.

Starliner enfrentou problemas no processo de inserção orbital

O lançamento aconteceu no horário previsto, às 19h54 (horário de Brasília), dando início ao Teste de Voo Orbital-2 (OFT-2), uma missão crucial para provar a capacidade da espaçonave.

A Starliner se separou do estágio superior do foguete pouco menos de 15 minutos depois do lançamento. Após 16 minutos, a cápsula iniciou o processo de inserção orbital.

Durante esse momento, dois dos propulsores da Starliner não dispararam como esperado. O primeiro falhou depois de apenas um segundo. Seu backup imediatamente foi acionado, mas também apresentou falha, após 25 segundos. Isso ativou um backup terciário do grupo de propulsores, e a cápsula foi capaz de completar a queimadura crucial sem incidentes.

A espaçonave da Boeing é equipada com quatro desses grupos de propulsores em sua seção de popa, referida na nomenclatura da indústria como “doghouses”, cada um contendo três motores de manobra orbital e controle de atitude (OMAC), que são usados para realizar queimaduras de manobra significativas como as que alcançam a inserção orbital. Os dois propulsores OMAC que não funcionaram, e o terceiro que entrou para compensar, estavam todos na mesma doghouse na popa da Starliner, segundo representantes da Boeing.

“Temos uma boa queima de inserção orbital”, disse Josh Barrett, assessor de comunicação da Boeing, durante o webcast da Nasa TV sobre o lançamento de hoje, após superados esses percalços. “A Starliner está em uma órbita circular estável, a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS)”.

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IA pode identificar a etnia das pessoas em imagens de raios-X e levanta questões éticas

Por Flavia Correia, editado por André Lucena

Olhar Digital

Novos modelos de aprendizagem profunda baseados em Inteligência Artificial (IA) podem identificar a etnia de alguém a partir de imagens de raios-X, algo que seria impossível de ser observado pelos olhos de um médico. Os achados, publicados na revista The Lancet Digital Health, levantam algumas questões preocupantes sobre o papel da IA no diagnóstico, avaliação e tratamento médico: o viés racial poderia ser aplicado involuntariamente por software de computador ao analisar tais imagens?

Uma equipe de pesquisadores de saúde dos EUA, Canadá e Taiwan treinou sua IA usando milhares de imagens de raio-X rotuladas com detalhes étnicos do paciente. Depois, testou o sistema com outras imagens de raio-X não identificadas.

Segundo os cientistas, o modelo de IA conseguiu prever a identidade racial relatada do paciente nessas imagens com uma precisão surpreendente, mesmo quando os exames foram tirados de pessoas da mesma idade e do mesmo sexo. Em alguns grupos de imagens,o sistema atingiu níveis de 90%.

“Nosso objetivo era realizar uma avaliação abrangente da capacidade da IA de reconhecer a identidade racial de um paciente a partir de imagens médicas”, dizem os pesquisadores em seu artigo. “Mostramos que modelos de aprendizagem profunda padrão de IA podem ser treinados para prever a raça a partir de imagens médicas com alto desempenho em múltiplas modalidades de imagem, o que foi sustentado em condições de validação externa”.

A pesquisa ecoa os resultados de um estudo anterior que descobriu que as varreduras de Inteligência Artificial de imagens de raios-X eram mais propensas a perder sinais de doença em pessoas pretas. Para impedir que isso aconteça, os cientistas precisam, primeiro, entender por que está ocorrendo.

Por sua própria natureza, a IA imita o pensamento humano para detectar rapidamente padrões em dados. No entanto, isso também significa que pode, sem querer, sucumbir aos mesmos tipos de vieses. Pior ainda, sua complexidade torna difícil desembaraçar os preconceitos que tecemos neles.

Sistemas de Inteligência Artificial podem repetir preconceitos humanos?

Neste momento, os cientistas não sabem por que o sistema de IA é tão bom em identificar a etnia a partir de imagens que não contêm tais informações, pelo menos não na superfície. 

Mesmo quando informações limitadas são fornecidas, removendo pistas sobre a densidade óssea, por exemplo, ou focando em uma pequena parte do corpo, os modelos ainda tiveram um desempenho surpreendentemente bom ao adivinhar a identidade racial relatada no arquivo. É possível que o sistema esteja encontrando sinais de melanina (o pigmento que dá cor à pele) que ainda sejam desconhecidos da ciência. 

Essa pesquisa se soma a uma pilha crescente de evidências de que os sistemas de IA podem muitas vezes refletir os preconceitos e discriminações dos seres humanos, seja racismo, sexismo ou outra coisa. Dados de treinamento distorcidos podem levar a resultados distorcidos, tornando-os menos úteis e até duvidosos.

Isso precisa ser equilibrado para que a IA possa obter dados muito mais rapidamente do que os humanos poderiam, em todos os setores, desde técnicas de detecção de doenças até modelos de mudanças climáticas.

Ainda há muitas perguntas sem resposta do estudo, mas por enquanto é importante estar ciente da possibilidade de o viés racial aparecer em sistemas de Inteligência Artificial – especialmente se vamos entregar mais responsabilidade a eles no futuro.

“Precisamos fazer uma pausa”, disse o cientista e médico Leo Anthony Celi, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ao Boston Globe. “Não podemos apressar trazer os algoritmos para hospitais e clínicas até termos certeza de que eles não estão tomando decisões racistas ou sexistas”.

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Canabidiol (CBD) pode ser eficaz contra superbactérias, diz estudo da USP

Edson Kaique Lima

olhar Digital

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto e da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Araraquara descobriram que o canabidiol (CBD), combinado com o antibiótico polimixina B pode ser eficaz no combate a superbactérias presentes no ambiente hospitalar.

Entre os alvos que foram atingidos com sucesso pelo CBD estão algumas bactérias extremamente resistentes a antibióticos, como a Klebsiella pneumoniae, que pode causar desde infecções no sangue até pneumonias e meningite.

Resultados surpreenderam os pesquisadores

O que mais surpreendeu os pesquisadores foi o fato de o canabidiol apresentou resultados promissores contra bactérias que eram resistentes à própria polimixina B. Além disso, usado sozinho, o CBD também teve ação antibacteriana.

O canabidiol foi especialmente eficaz contra as bactérias Streptococcus, Staphylococcus, Micrococcus, Rhodococcus, Mycobacterium, Neisseria e Moraxella. Esses patógenos podem causar infecções respiratórias, no aparelho digestivo e infecções sexualmente transmissíveis (IST).

“Utilizamos diferentes metodologias que contribuíram para o entendimento de conceitos microbiológicos sobre a atividade antibacteriana da combinação do CBD com a polimixina B”, disse o autor principal do estudo, Leonardo Neves de Andrade, em comunicado à imprensa.

A equipe sugere que os canabinóides sejam mais explorados pela ciência, com novas formulações farmacêuticas, em ensaios pré-clínicos e testes clínicos em seres humanos. Segundo Andrade, isso pode, inclusive, reposicionar o canabidiol como um novo antibiótico contra superbactérias.

Um problema de saúde pública

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), infecções por bactérias hospitalares extremamente resistentes a medicamentos antibióticos, as chamadas superbactérias, são um enorme desafio para a saúde pública. Esses patógenos podem causar uma maior dificuldade para o tratamento de doenças infecciosas já conhecidas, o que causa um prolongamento da infecção, que pode levar até à morte.

“Existem infecções hospitalares causadas por bactérias extremamente resistentes a praticamente todas as opções terapêuticas disponíveis no mercado. Dessa forma, o CBD surge como uma promessa, pois já tem uso licenciado e já demonstrou ser seguro para outras indicações clínicas”, declarou o médico infectologista e coautor do estudo, Fernando Bellissimo Rodrigues.

O infectologista explica que as próximas etapas incluem a realização de testes pré-clínicos e clínicos em modelos animais e, posteriormente, humanos. Só assim será possível avaliar se os resultados dos testes in vitro serão confirmados.

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Horário de última refeição do dia altera chance de ter câncer, indica estudo

Gabriela Bulhões

Olhar Digital

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona, o horário da última refeição pode alterar os riscos de uma pessoa desenvolver câncer de próstata ou de mama. As descobertas revelaram que comer antes das 21h ou ter ao menos um intervalo de duas horas entre o jantar e a hora de dormir pode contribuir para reduzir o risco desses dois tipos de câncer em 20%.

Para chegar nessa conclusão, a pesquisa analisou o comportamento alimentar e de sono de 621 homens diagnosticados com câncer de próstata e 1205 mulheres com câncer de mama. Sendo que excluídos casos de pessoas que fazem trabalho noturno, pois segundo outras análises, já estão ligadas ao maior risco de desenvolver uma das doenças.

Depois, com o ajuste feito considerando todos os fatores que influenciam o risco de câncer, os resultados demostraram que as pessoas que jantavam antes das 21 horas ou pelo menos duas horas antes de dormir tinham um risco 26 vezes menor de desenvolver câncer de próstata e também um risco 16% menor para o câncer de mama, ao ser comparado com quem comia depois das 22h ou dormia logo após a refeição.

O médico e líder do estudo, Manolis Kogevinas afirmou que caso sejam confirmados, os resultados podem ter implicações nas recomendações sobre prevenção de câncer: “O impacto pode ser especialmente importante em culturas como as do sul da Europa, onde as pessoas jantam tarde”.

Fonte: O Globo

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Cápsula Starliner, da Boeing, é lançada em teste crítico da Nasa

Por Edson Kaique Lima, editado por Flavia Correia

Olhar Digital

A cápsula Starliner, da Boeing, foi lançada na noite desta quinta-feira (19), no topo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), a partir do Complexo de Lançamento-41, uma plataforma da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida.

O lançamento aconteceu no horário previsto, às 19h54 (horário de Brasília), dando início ao Teste de Voo Orbital-2 (OFT-2), uma missão crucial para provar a capacidade da espaçonave.

Nem tudo saiu como previsto

A Starliner se separou do estágio superior do foguete pouco menos de 15 minutos depois do lançamento. Após 16 minutos, a cápsula iniciou o processo de inserção orbital.

Durante esse momento, dois dos propulsores da Starliner não dispararam como esperado. O primeiro falhou depois de apenas um segundo. Seu backup imediatamente foi acionado, mas também apresentou falha, após 25 segundos. Isso ativou um backup terciário do grupo de propulsores, e a cápsula foi capaz de completar a queimadura crucial sem incidentes.

A espaçonave da Boeing é equipada com quatro desses grupos de propulsores em sua seção de popa, referida na nomenclatura da indústria como “doghouses”, cada um contendo três motores de manobra orbital e controle de atitude (OMAC), que são usados para realizar queimaduras de manobra significativas como as que alcançam a inserção orbital. Os dois propulsores OMAC que não funcionaram, e o terceiro que entrou para compensar, estavam todos na mesma doghouse na popa da Starliner, segundo representantes da Boeing.

“Temos uma boa queima de inserção orbital”, disse Josh Barrett, assessor de comunicação da Boeing, durante o webcast da Nasa TV sobre o lançamento de hoje, após superados esses percalços. “A Starliner está em uma órbita circular estável, a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS)”.

Se tudo correr bem, a Starliner chega à ISS na noite desta sexta-feira (20), pouco mais de 24 horas após a decolagem. A espaçonave permanecerá ancorada com o complexo orbital por quatro ou cinco dias, depois voltará à Terra para um pouso de paraquedas no Novo México.

OFT-2 é uma missão não tripulada para a ISS para demonstrar a aptidão da cápsula Crew Space Transportation (CST)-100 Starliner em transportar astronautas para a estação e trazê-los de volta à Terra. Porém, o projeto, capitaneado pela Boeing por encomenda da Nasa, foi repleto de problemas durante suas fases de testes.

Atraso de quase um ano

Originalmente, o lançamento estava previsto para o início do segundo semestre de 2021, porém, precisou ser adiado. Durante uma revisão de prontidão de voo (FRR), foi descoberto um problema de válvula na plataforma de lançamento da Starliner, que exigiu uma investigação a fundo.

Os técnicos descobriram que a principal causa da anomalia tem relação com as interações de umidade com o oxidante, produzindo ácido nítrico, que reagiu com o alumínio das válvulas. Esse processo gerou corrosão, que impediu o funcionamento da válvula. Com a busca contínua pela solução do problema, juntamente com uma agenda de lançamentos lotada para a ISS, a missão foi suspensa até 2022.

A missão OFT-2 foi uma tentativa de compensar o fracasso retumbante que foi a OFT original em chegar à ISS. Na ocasião, em dezembro de 2019, a Starliner sofreu com falhas de software e acabou presa na órbita errada, caindo no oceano dois dias depois. Com isso, a missão foi encerrada prematuramente, sem um encontro entre a cápsula e o posto avançado.

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SpaceX deve se transformar na startup mais valiosa dos EUA

Lauro Lam

Olhar Digital

Com uma avaliação de mais de US$ 125 bilhões em uma operação no mercado secundário, a SpaceX, do bilionário Elon Musk, deve se tornar a startup mais valiosa dos Estados Unidos. As ações da empresa estão avaliadas em torno de US$ 72 cada e vem tendo altas desde outubro, quando foram vendidas em um desdobramento que avaliou a companhia de foguetes em US$ 100 bilhões. 

Ações em alta 

Apesar de não terem sido emitidas novas ações na oferta, a SpaceX indicou aos investidores que poderá tomar tal decisão. 

A venda das ações que avaliam a empresa em mais de US$ 125 bilhões colocam a companhia à frente da fintech Stripe, hoje avaliada em US$ 115 bilhões e detentora do primeiro lugar no ranking das startups dos EUA. 

Segundo informações da Reuters, ainda não se sabe se o presidente-executivo da SpaceX, Elon Musk, que tem 44% da empresa e assinou um acordo de US$ 44 bilhões para comprar o Twitter, está entre os vendedores. Musk também preside a Tesla, que produz carros elétricos e painéis solares. 

Sem comentários 

A SpaceX não quis comentar o assunto. Em dezembro, a empresa levantou US$ 337,4 milhões e, em abril, US$ 1,16 bilhão em financiamento de capital, de acordo com registros regulatórios. 

Atualmente, a SpaceX tem como concorrentes a Blue Origin, do bilionário Jeff Bezos, e a Virgin Galactic, do também bilionário Richard Branson. São companhias que atuam com viagens espaciais. 

Somente neste ano, a SpaceX já lançou vários satélites ao espaço e também levou astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS), além de ter feito o lançamento de 19 foguetes.

Via: Uol

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Golfinhos reconhecem os amigos à distância através da urina, aponta estudo

Gabriela Bulhões

Olhar Digital

Você possivelmente reconhece seus amigos através da voz, perfume ou até jeito de andar, já os golfinhos usam uma tática diferente: urina e seu guinchos característicos. É assim que esses animais marinhos reconhecem os amigos à distância, de acordo com um novo estudo publicado na última quarta-feira (18) no Sciences Advances.

“O uso do paladar é altamente útil em mar aberto, pois as plumas de urina podem permanecer tempos depois de os animais terem saído”, afirmaram a equipe liderada por Jason Bruck, da universidade de St. Andrews. Ele complementou que “reconhecendo quem deixou seu rastro, os golfinhos poderiam sentir a presença recente de um indivíduo mesmo sem perceber sua presença de forma vocal”.

Para conseguir responder essa pergunta, os cientistas realizaram experiências em laboratório, mas sem deixar claro se os golfinhos estavam usando os marcadores para se comunicar de forma natural.

Os golfinhos-nariz-de-garrafa usam “guinchos característicos” para se falarem e ainda conseguem se lembrar deles até 20 anos depois. Tanto que no estudo, os pesquisadores apresentaram a oito golfinhos amostras da urina de indivíduos familiares e desconhecidos, descobrindo que os mamíferos usavam o triplo do tempo absorvendo amostras de urina dos indivíduos conhecidos.

Além disso, a inspeção genital – em que o golfinho usa sua mandíbula para tocar os genitais de outros indivíduos – também é comum na hora de interagir, sendo a oportunidade para provar a urina dos demais. Para o estudo, os golfinhos foram treinados para fornecer amostras de urina em troca de comida.

Uma curiosidade é que os golfinhos não possuem bulbos olfativos e o nervo correspondente é subdesenvolvido, por isso, os pesquisadores acreditam de que seja o paladar e não o olfato que está em jogo. O próximo passo foi comparar as amostras com as gravações dos guinchos reproduzidos por buzinas debaixo d’água, o qual corresponde ao mesmo golfinho do qual veio a amostra de urina, ou então uma amostra sem qualquer correspondência.

Os golfinhos ficaram perto da buzina por mais tempo quando as vocalizações coincidiam com as amostras de urina. Para os cientistas, é possível que as principais proteínas e lipídios contidos na urina fossem as responsáveis pela capacidade dos golfinhos de diferenciar.

“Dadas as capacidades de reconhecimento reveladas no nosso estudo, pensamos ser possível que os golfinhos também consigam extrair outras informações da urina, como sua fase reprodutiva, ou usar feromônios para influenciar o comportamento dos outros”, concluíram.

Fonte: UOL

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