Apple anuncia iPhone 11, iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max nesta terça

A Apple anunciou nesta terça-feira (10) a nova geração de seus smartphones, iPhone 11, iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max. Eles foram apresentados durante evento no Steve Jobs Theater, em Cupertino, Califórnia.

Os novos celulares virão com o processador A13 Bionic. Eles substituem os iPhones Xs, Xs Max e Xr, apresentados no ano passado.

Eles serão vendidos nos Estados Unidos a partir de US$ 999 (iPhone 11 Pro) e US$ 1099 (iPhone Pro Max).

Os modelos 11 Pro e 11 Pro Max terão telas OLED de 5,8 e 6,5 polegadas, respectivamente, além de três câmeras traseiras, com leitores ultra wide, wide e telephoto.

Os aparelhos vêm com quatro opções de cores: verde, cinza, preto e dourado. E baterias com mais de quatro horas de duração a mais que o modelo Xs.

iPhone 11

Tim Cook, CEO da Apple, apresenta iPhone 11 nos estados Unidos — Foto: Reprodução

Tim Cook, CEO da Apple, apresenta iPhone 11 nos estados Unidos — Foto: Reprodução

O iPhone 11 custará a partir de US$ 699 nos estados Unidos. O aparelho tem em câmera dupla de 12 megapixels, com lentes ultra wide e angular, e tela de 6,1 polegadas.

Modelo estará disponível em seis cores: lilás, verde, amarelo, branco, preto e vermelho. A bateria do iPhone 11 terá uma hora a mais de duração que a de seu antecessor, o iPhone Xr,

iPad, streaming e novo sistema

O CEO da empresa, Tim Cook, conduziu a apresentação. Entre as novidades, estão:

  • Apple Watch 5
  • Apple TV +, serviço de streaming da companhia
  • iPad da sétima geração
  • Apple Arcade, serviço de assinatura para games

A quinta geração do smartwatch tem a tecnologia always-on display, em que a tela fica sempre ligada. Ele terá bateria de 18 horas e custará US$ 399 nos Estados Unidos, a partir de 20 de setembro.

Já a sétima geração de ipads virá com tela de 10.2 polegadas e iPadOS, novo sistema operacional para os tablets, por US$ 329.

O serviço de streaming será lançado 1º de novembro, por US$ 4,99 por mês. Além das atrações originais já anunciadas, como a série “The Morning Show”, com Reese Witherspoon, Jennifer Anniston e Steve Carrell, foi apresentado o filme “See”, distopia com Jason Momoa.

O filme se passa num futuro em que a humanidade perdeu a visão e ganhou seu primeiro trailer durante o evento.

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Banco de dados aberto na web expõe dados e telefones de 419 milhões de usuários do Facebook

Por Altieres Rohr

O pesquisador de segurança Sanyam Jain encontrou um banco de dados totalmente exposto na web, sem nenhuma senha, com informações coletadas de até 419 milhões de usuários do Facebook. Mesmo relacionando telefones, países e nomes dos usuários, o banco de dados não era de responsabilidade do próprio Facebook.

Após uma denúncia de Jain e do site TechCrunch, o banco de dados foi retirado do ar pelo provedor de hospedagem do servidor. Os responsáveis pela manutenção e criação do banco de dados, no entanto, não foram identificados.

O Facebook contestou a contagem de registros feita pelo “TechCrunch” e pelo especialista. Segundo a rede social, o servidor tinha aproximadamente 220 milhões de registros, e não 419 milhões.

De acordo com o Facebook, as informações podem ter sido obtidas a partir da técnica de “scraping”, que envolve o uso de programas ou “robôs” para navegar pela rede social e armazenar os detalhes dos perfis.

Os registros não seriam recentes. O Facebook fez ajustes no ano passado para impedir a identificação de contas por meio do número de telefone. Além da busca no próprio site, a recuperação de senha pelo número de telefone também restringe a identificação do perfil, mostrando o perfil apenas nos casos em que o Facebook reconhece a rede de acesso.

Como os responsáveis pelo servidor não foram identificados, não sabe de que forma esses dados eram utilizados. O Facebook destacou que nenhuma conta foi comprometida.

Facebook só identifica o perfil na recuperação de senha por telefone quando reconhece a rede de acesso do usuário. — Foto: Reprodução

Facebook só identifica o perfil na recuperação de senha por telefone quando reconhece a rede de acesso do usuário. — Foto: Reprodução

Facebook restringe pesquisas

A prática de coleta de informações no Facebook por esse método ocorre pelo menos desde 2010, quando um pacote com dados de 100 milhões de perfis foi colocado na internet para alertar os usuários sobre os riscos de deixar qualquer informação pública na rede social. Desde então, o Facebook tem restringido o acesso a consultas e listas de perfis. O acesso ao diretório de perfis, por exemplo, exige verificações constantes de segurança para evitar o download de dados por robôs.

Como o Facebook permitia encontrar usuários pelo número de telefone, um hacker poderia tentar todos os números de telefone consecutivamente, identificando o usuário a quem o número pertencia.

Um problema semelhante foi identificado no Snapchat em 2014, mas o Facebook só adotou restrições em 2018. No ano passado, além do caso Cambridge Analytica, que rendeu uma multa bilionária ao Facebook, uma brecha permitiu coletar informações configuradas como particulares.

Em junho deste ano, o Facebook passou a restringir o uso da GraphSearch para bloquear consultas especiais que relacionavam informações e perfis a partir de critérios que não estão disponíveis na ferramenta de consulta da própria rede social.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para [email protected]

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Promessas falsas de cura do câncer geram milhões de visualizações e lucro no YouTube

Por BBC

“Oi, estou com um parente com metástase óssea, você pode me receitar esse remédio?”, pede Reginaldo, comentando em um vídeo no YouTube.

Sua irmã, de 44 anos, foi diagnosticada com câncer de mama há três e está em seu terceiro tratamento de quimioterapia depois que o câncer se espalhou. Reginaldo dos Santos, um vendedor de Vitória da Conquista, na Bahia, procura a solução em um vídeo intitulado “Remédio Caseiro Contra o câncer, tumores e outros”. E o remédio receitado é o melão-de-são-caetano, planta de origem asiática.

O autor do vídeo, um homem do interior do Estado do Espírito Santo, é dono do canal “Elizeu Artes e Criação”. Em um vídeo, publicado em 2016, ele olha para câmera e diz que a planta “combate tumores e câncer”. “De 80% a 90% das células de câncer são desfeitas com melão-de-são-caetano”, afirma.

O vídeo é apenas um entre vários em português carregados de desinformação sobre saúde disponíveis na plataforma.

Uma investigação exclusiva da BBC Brasil e do BBC Monitoring, braço da BBC que noticia e analisa informações do mundo todo, encontrou vídeos monetizados com desinformação e curas falsas para o câncer em 10 idiomas, incluindo português. Um vídeo “monetizado” significa que é acompanhado por anúncios que podem gerar dinheiro, tanto para os criadores quanto para o YouTube.

YouTuber brasileiro diz que melão-de-são-caetano cura câncer, mas não há comprovação científica disso; procurado pela BBC, ele colocou o vídeo em modo privado — Foto: Reprodução/YouTube

YouTuber brasileiro diz que melão-de-são-caetano cura câncer, mas não há comprovação científica disso; procurado pela BBC, ele colocou o vídeo em modo privado — Foto: Reprodução/YouTube

Procurando no YouTube por “tratamento para o câncer” e “cura para o câncer” em português, inglês, russo, ucraniano, árabe, persa, hindi, alemão, francês e italiano, a BBC encontrou mais de 80 vídeos com desinformação sobre saúde. Dez dos vídeos encontrados tinham mais de um milhão de visualizações. Um vídeo brasileiro cujo título diz que aranto, uma planta de origem africana, cura câncer, tem mais de 3 milhões de visualizações. Não é uma afirmação verdadeira — não há estudos científicos que a comprovem.

Mas milhares de brasileiros procuram por respostas no YouTube. “É muito assustador quando você ou alguém que você ama recebe um diagnóstico de câncer”, diz o cardiologista Haider Warraich. “Isso nos faz tomar decisões mais com a emoção do que com a razão.”

Isso pode ser perigoso porque, como Warraich escreveu no jornal americano New York Times, a “desinformação médica pode provocar um número de corpos ainda maior” que outros tipos de desinformação. Uma pesquisa da Universidade Yale de 2017 concluiu que pacientes que optam por tratamentos alternativos para cânceres curáveis no lugar dos tratamentos convencionais têm maior risco de morte.

A ciência, diz Warraich, “é incerta por natureza”, enquanto alguns vídeos no YouTube oferecem respostas absolutas, algo que é muito mais atrativo para quem está fazendo justamente isso — procurando soluções.

‘Acredito em parte’

Para Reginaldo, o YouTube oferece outras soluções que ele não vê na medicina. “Remédio caseiro é sempre melhor que remédio de farmácia.” Ele diz que tentou ajudar preparando garrafas de babosa e mel para a irmã consumir paralelamente ao tratamento convencional. “Se os médicos falarem que funciona, eles param de ganhar dinheiro. Eu acredito neles em parte. É que, quando a pessoa está boa, a quimioterapia parece matar mais que a própria doença”, lamenta.

Outras “curas” sem respaldo científico encontradas pela BBC envolvem o consumo de substâncias específicas, como cúrcuma ou bicarbonato de sódio. Ou então: dietas de sucos, jejum, leite de burra ou apenas água fervente.

No Brasil, a maior parte das “curas” envolve frutas e plantas exóticas. Alguns dos vídeos incluem ressalvas como “procure o seu médico antes de adotar essa prática”, embora divulguem no título e outras partes do vídeo que a receita divulgada de fato oferece uma cura.

Para Yasodara Córdova, pesquisadora-sênior sobre desinformação e dados na Digital Harvard Kennedy School, em Cambridge, EUA, o Brasil tem uma cultura de “sabedoria secular e confiança nos recursos naturais”, em outras palavras, um potencial científico que “não foi aproveitado de maneira estruturada”. “O que não está sendo devidamente transformado em ciência, muitas vezes por falta de recursos, está sendo colocado no YouTube como fake news.”

Algumas das plantas ou frutas divulgadas nos vídeos como soluções milagrosas de fato são objetos de pesquisas para investigar se podem contribuir para o tratamento de diferentes doenças. Mas são estudos preliminares, que requerem mais pesquisas. Outras, pelo contrário, são objetos de pesquisas que apontam contraindicações, algo ignorado nos vídeos.

No caso do melão-de-são-caetano, há pesquisas que apontam que a fruta tem potencial para fornecer compostos anticancerígenos, mas, apesar de diversos links e vídeos apresentando a fruta com a segurança de que se trata de um remédio absoluto contra o câncer, os próprios estudos dizem que mais pesquisas e testes são necessários para concluir algo nessa direção.

Justin Stebbing, professor da medicina do câncer e oncologia da Imperial College of London, explica que algumas plantas são de fato usadas para o desenvolvimento de remédios e contêm químicos anticancerígenos, mas muitas vezes “não estão nas concentrações ou quantidades corretas e não estão purificadas para ter efeitos anticancerígenos”.

Milhares de brasileiros procuram na internet respostas para tratar doenças — Foto: Reprodução/EPTV

Milhares de brasileiros procuram na internet respostas para tratar doenças — Foto: Reprodução/EPTV

Um suco ou chá de uma planta, por exemplo, não tem a concentração dos extratos feitos em laboratório. “O processo de extrair esses químicos e purificá-los levam anos”, assim como a escolha das “concentrações precisas”, que passam por “triagens clínicas por muitos anos antes de um produto ser considerado efetivo e seguro para dar a pacientes”.

As plantas, em geral, “são seguras para tomar com tratamentos convencionais, mas sozinhas não vão ter um efeito significativo contra o câncer ou prolongar a qualidade ou quantidade de vida, que é o que oncologistas estão tentando fazer”.

“Não estou dizendo que a medicina tem todas as respostas, porque não tem. Mas é preciso tomar cuidado com remédios alternativos na internet sem filtro que são objetos de afirmações como de que curam o câncer, baseado em sentimentos ou porque alguém ouviu dizer, porque precisamos de muito mais hoje em dia para fazer uma afirmação como essa.”

Pesquisador de câncer na Universidade Oxford, no Reino Unido, o médico David Robert Grimes explica que, diferentemente das curas falsas divulgadas no YouTube, “a medicina é cuidadosamente regulada, rigorosa e objetiva”. “Fazemos pesquisas científicas para verificar se algo funciona. Se funciona, pode virar um remédio, e isso é testado de novo e de novo e de novo”, afirma. “Sua eficácia pode ser medida. A ciência é um processo aberto e todo mundo pode testar a ideia de todo mundo.”

“Isso não acontece no campo da chamada medicina alternativa. Você tem que simplesmente acreditar no que alguém está dizendo”, observa. “Quem oferece uma ‘cura mágica’ para o câncer está mentindo. Quando as pessoas oferecem soluções fáceis para questões complicadas, devemos desconfiar.”

Questionado em comentários no vídeo, YouTuber recomenda 'remédio natural' — Foto: Reprodução/YouTube

Questionado em comentários no vídeo, YouTuber recomenda ‘remédio natural’ — Foto: Reprodução/YouTube

A BBC News Brasil entrou em contato com Elizeu Correia, o criador do vídeo que diz que melão-de-são-caetano cura câncer. Por email, ele afirmou que o vídeo não fala sobre “um chazinho perigoso ou venenoso” e que não estaria mais aberto a visualizações — de fato, depois de ser abordado, ele mudou o vídeo para modo privado.

Desinformação ‘contagiosa’

Por que a desinformação dá certo no YouTube? Para a professora de Ciência de Antropologia, Risco e Decisão da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Heidi Larson, os vídeos “mexem” com as pessoas. “Evocam diferentes tipos de emoção e isso pode ser muito contagioso”, afirma ela, que também dirige um projeto de confiança na vacinação.

Além disso, o sistema de recomendação do YouTube já foi acusado de levar usuários a buracos negros de teorias da conspiração e radicalização, já que, para manter o usuário no site, reproduz vídeos automaticamente depois que o primeiro vídeo acaba.

E, muitas vezes, o algoritmo escolhe vídeos com temas semelhantes — e isso também vale para a desinformação. Na prática, significa que se um usuário cai em um vídeo que desinforma, pode acabar assistindo a vários outros vídeos que também desinformam.

A BBC pediu uma entrevista com algum representante do YouTube. Em vez disso, a empresa divulgou uma nota:

“A desinformação é um desafio difícil, e nós tomamos diversas medidas para endereçar isso, incluindo mostrar mais conteúdo confiável sobre questões médicas, exibindo painéis de informação com fontes confiáveis e removendo anúncios de vídeos que promovam afirmações danosas. Nossos sistemas não são perfeitos, mas estamos constantemente fazendo melhorias e permanecemos comprometidos para progredir nesse espaço”.

A empresa anunciou em janeiro que iria “reduzir recomendações de conteúdo borderline (no limite do aceitável) e conteúdo que poderia desinformar usuários de forma danosa — como vídeos promovendo uma falsa cura milagrosa para uma doença séria”. Mas isso, até agora, apenas em inglês.

Mudanças em outras línguas ainda não foram anunciadas.

Além disso, a empresa já afirmou que, nos esforços para combater a desinformação, esse sistema de recomendação vai mudar, com recomendação de vídeos que são confiáveis a pessoas que estão assistindo a vídeos que talvez não sejam.

Lucrando com desinformação

Os vídeos encontrados pela BBC tinham uma série de anúncios no começo ou no meio. Havia anúncios de universidades respeitadas, empresas de turismo e filmes. Isso significa que tanto o YouTube quanto os criadores dos vídeos podem lucrar com o conteúdo.

Mas as “diretrizes para conteúdo adequado para publicidade” do YouTube estabelecem que vídeos que promovam ou defendam “declarações ou práticas médicas ou de saúde prejudiciais”, como “tratamentos não médicos que prometam curar doenças incuráveis” não podem ter publicidade. A plataforma tem o poder de desmonetizar certos tipos de conteúdo e remover as receitas para os criadores dos vídeos. E essa política é global.

Os vídeos monetizados encontrados pela BBC News Brasil, porém, estavam no ar desde 2016. A política da plataforma em relação a desinformação sobre saúde, portanto, não é clara ou não é aplicada corretamente.

Além disso, Erin McAweeney, uma pesquisadora do instituto Data & Society que trabalhou com saúde e dados, levanta outro problema: mesmo que o YouTube desmonetize esses vídeos, “não há evidências que mostrem que desmonetizar resolve o problema do tamanho da audiência e de seu alcance”.

“Há muitas motivações por trás do compartilhamento de desinformação. Dinheiro é só uma delas. Não temos evidências que confirmam que desmonetização leva a ‘despriorização’. E, em muitos casos, receber atenção e visualização em um vídeo é algo mais valioso para seus criadores do que o dinheiro que gera”, afirma.

E há uma questão final: quem, afinal, determina o que é desinformação? “Estamos pedindo que corporações com pessoas que não são especialistas em saúde pública façam esse julgamento por nós, todos os cidadãos. Há linhas tênues, gradientes da verdade. O desafio é como estabeleceremos essa linha e quem será a pessoa ou as pessoas que a estabelecerão”, diz Isaac Chun-Hai Fung, um professor de epidemiologia da Georgia Southern University, nos Estados Unidos.

Escutar os pacientes

Mas os especialistas apontam para outro impasse, menos relacionado à plataforma. Profissionais de saúde, eles dizem, também tem um pouco de responsabilidade.

Com uma equipe de alunos, Fung e pesquisadores da William Paterson University analisaram informações sobre saúde em inglês no YouTube. Descobriram que, não importasse qual fosse o tópico de saúde, a maioria dos 100 vídeos mais populares no YouTube era criada por amadores, pessoas que não são profissionais de saúde ou ciência.

“A comunidade de saúde pública e de ciência tem hesitado em se engajar nas redes sociais. Precisamos nos engajar”, diz Larson, da Escola de Higiene & Medicina Tropical.

Fung defende que a solução para a desinformação relacionada a saúde também deve considerar a produção de vídeos sobre ciência e medicina moderna. “Deve haver vídeos de alta qualidade que eduquem sobre o tema em várias línguas e com linguagem acessível. Profissionais de saúde devem trabalhar com profissionais de mídia para fazer isso. Não acho que haja investimento.”

Outra conclusão de seu estudo é que vídeos que atraem visualizações normalmente são aqueles que contam experiências pessoais. “Para comunicar os benefícios da medicina moderna, temos que adotar estratégias similares aos vídeos com maior quantidade de visualizações no YouTube. Será que alguém que se beneficiou da medicina moderna pode contar sua história, por exemplo?”, pergunta.

McAweeney declara que, se conteúdo com conspirações e desinformação sobre câncer está mais disponível que conteúdo científico, então “as instituições confiáveis são as responsáveis por produzir conteúdo para preencher os vazios de dados”.

Warraich, o cardiologista, diz achar que médicos devem criar “maneiras pelas quais pacientes podem entrar em contato com eles”. “Se os pacientes pudessem acessar seus médicos, adivinhem quem seria sua fonte?”

A comunicação é chave, de acordo com Larson. Mas especialmente a parte de “escutar”, que, trabalhando com pessoas que hesitam em serem vacinadas, ela aprendeu a defender. A comunidade científica “não tem sido boa o suficiente em escutar” pessoas que têm dúvidas, ela diz. “Não é um ambiente de informações fácil de navegar. Temos que ter empatia.”

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França quer bloquear desenvolvimento da criptomoeda do Facebook na Europa

Por France Presse

A França afirmou nesta quinta-feira (12) que bloqueará na Europa o desenvolvimento da libra, a criptomoeda que o Facebook pretende lançar em 2020. De acordo como o ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, a libra ameaça a “soberania monetária” dos Estados.

“Quero ser absolutamente claro: nestas condições não podemos autorizar o desenvolvimento da libra em território europeu”, declarou no discurso de abertura em uma conferência da OCDE.

“A soberania monetária dos Estados está em jogo”, afirmou, antes de advertir sobre os riscos que poderiam resultar desta “possível privatização de uma moeda (…) nas mãos de um único ator com mais de 2 bilhões de usuários no planeta”.

“Qualquer decisão sobre o funcionamento desta moeda, a gestão de suas reservas, poderia criar distúrbios financeiros consideráveis”, disse Le Maire, que também afirmou temer que a libra substitua a moeda nacional nos Estados com moeda frágil ou em grande desvalorização.

Na quarta-feira, uma agência financeira da Suíça havia alertado ao Facebook que o projeto de pagamentos vinculado à Libra teria que passar por análises adicionais, podendo haver requerimentos sobre alocação de capital para crédito, riscos operacionais, além de gerenciamento de reservas da criptomoeda.

O projeto de moeda virtual foi anunciado em junho pelo Facebook e deve ser aprovado no primeiro semestre de 2020. Os planos atraíram um intenso escrutínio de autoridades financeiras globais, economistas e pesquisadores.

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Cientistas encontram água em atmosfera de planeta potencialmente habitável fora do Sistema Solar


Por France Presse

Representação artística do K2-18b, o único exoplaneta conhecido com água e temperatura que poderiam gerar vida. — Foto: ESA/Hubble/AFP

Representação artística do K2-18b, o único exoplaneta conhecido com água e temperatura que poderiam gerar vida. — Foto: ESA/Hubble/AFP

Astrônomos encontraram vapor d’água pela primeira vez na atmosfera do planeta K2-18b, localizado em uma “zona habitável” do espaço. Esta é uma nova etapa para a busca de vida fora do Sistema Solar.

As características do exoplaneta ainda não são muito conhecidas. De qualquer forma, ele está localizado a 100 anos-luz da Terra e, desde seu descobrimento, o o K2-18b se tornou o “melhor candidato” para a busca de vida extraterrestre, de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (11) na revista “Nature Astronomy”.

“Encontrar água em um mundo potencialmente habitável (…) nos aproxima de uma resposta para a pergunta fundamental: a Terra é única?”, disse Angelos Tsiaras, coautor da pesquisa e professor da University College of London.

A pesquisa utilizou informações do telescópio espacial Hubble, entre os anos de 2016 e 2017. “Elas nos permitiram descobrir que o planeta possui uma atmosfera e que ela contém vapor de água: duas boas notícias com relação à habitabilidade do planeta”, explicou Giovanna Tinetti, também coautora do estudo.

“Ainda não é possível deduzir se há água líquida na superfície deste exoplaneta, mas acredito que é muito possível”, completou a astrofísica.

O K2-18b está situado na zona habitável de seu sistema – ou seja, não está longe nem perto demais do “Sol” de sua região do espaço. Acredita-se que a temperatura vá permitir a água em estado líquido, característica que pode ajudar no desenvolvimento da vida como conhecemos. Esse exoplaneta tem o clima parecido com o da Terra.

O primeiro de uma série

Encontrado em 2015 pelo telescópio espacial Kepler, da agência espacial americana (Nasa), o exoplaneta está ao redor da estrela K2-18, situada a 110 anos-luz do Sistema Solar (um ano luz equivale a 9,46 bilhões de km).

O planeta K2-18b é oito vezes maior do que a Terra e, por isso, pode ser chamado de “superterra”, assim como todos os exoplanetas com uma massa até 10 vezes a do nosso planeta. Ele tem uma composição semelhante à Terra, mas também substâncias de Marte e Vênus.

Há uma década, a ideia de encontrar água na atmosfera de planetas potencialmente habitáveis pertencia à ficção científica. Estamos distantes, entretanto, de saber se estamos sozinhos ou não no universo.

“Com todas as supernovas que esperamos descobrir nas próximas décadas, com certeza tratamos do primeiro de uma série de planetas habitáveis”, disse Ingo Waldmann, que assina a pesquisa.

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Por que pessoas com tripofobia estão revoltadas com o novo iPhone 11 Pro


Por BBC

Pessoas com fobia de pequenos buracos estão dizendo que o design do iPhone 11 Pro da Apple está provocando sua aversão.

No lançamento do aparelho na terça-feira (10), chamou atenção o sistema de câmera traseira com três lentes de alta potência.

As lentes ficam ao lado do microfone que faz “zoom de áudio”.

Centenas de usuários de smartphones afirmam que o novo design provocou sua “tripofobia”, uma aversão à visão de grupos de pequenos buracos.

“A Apple não pensou em nós que temos TRIPOPOBIA ao fabricar o iPhone 11 Pro. Eu não posso comprá-lo, sentiria coceira o tempo todo, sempre que olhasse para ele”, reclamou um usuário.

Mrs. Ummeeta Rabiu@ummeetaa_x

Apple did not think of us that have TRYPOPHOBIA when making the iphone 11 pro. I cant buy it and be itchy all over every damn time I look at it.1724:41 AM – Sep 11, 2019Twitter Ads info and privacy126 people are talking about this

O termo “tripofobia” foi cunhado pela primeira vez em 2005 no fórum online Reddit e desde então se tornou amplamente comentado nas mídias sociais.

A atriz de American Horror Story, Sarah Paulson, e a modelo Kendall Jenner estão entre as que dizem ter essa condição.

O cientista da visão Dr. Geoff Cole, da Universidade de Essex, fez parte do primeiro estudo científico completo sobre tripofobia, trabalhando com seu colega, o professor Arnold Wilkins.

“Todos nós temos um pouco disso, é apenas uma questão de intensidade”, disse Cole à BBC News.

A reação à visão de pequenos buracos pode ser muito extrema, diz o estudo deles.

O Dr. Cole e o Prof Wilkins relataram testemunhos de algumas pessoas que vomitaram e outras que disseram que não poderiam trabalhar por vários dias.

“Pode ser bastante incapacitante”, acrescentou Wilkins.

Apple apresenta iPhone 11 Pro — Foto: Reprodução

Apple apresenta iPhone 11 Pro — Foto: Reprodução

Sintomas

A tripofobia não é reconhecida oficialmente, pois não pode ser diagnosticada, mas foi analisada por Cole e seus colegas.

Os cientistas estudaram 286 adultos e descobriram que 16% reagiam com aversão a padrões repetitivos, tendo até reações fisiológicas como o aumento dos batimentos cardíacos. Alguns manifestaram arrepios.

Um dos pacientes disse que as imagens “davam-lhe náuseas e tremores”.

Culpa da evolução?

Arnold Wilkins e Geoff Cole, os pesquisadores que realizaram o estudo, pensam que essas reações podem ser parte de um mecanismo de defesa.

Isso porque há muitos animais potencialmente letais, como aranhas e cobras, que têm marcas similares. A aversão seria uma adaptação evolutiva ligada à preservação individual.

Wilkins e Cole justificam a hipótese com o fato de que um dos entrevistados revelou seu medo do polvo-de-anéis-azuis, animal com um dos venenos mais poderosos do mundo.

Quando ouviram isso, os pesquisadores coletaram várias imagens de alguns dos animais mais tóxicos conhecidos e constataram que elas tinham padrões similares aos que ativam as más sensações nas pessoas que têm tripofobia.

A também britânica Universidade de Kent tem uma outra teoria sobre as reações negativas a grupos de buracos.

Padrões de buracos manifestam-se em doenças e infecções como varíola e sarampo, e quem tem tripofobia poderia fazer associações ao ver objetos cotidianos.

Outra hipótese, também investigada por Arnold J. Wilkins, está ligada à configuração de buracos e manchas – mais especificamente propriedades matemáticas semelhantes às de imagens conhecidas por causar incômodo visual e mesmo dores de cabeça. Isso já foi identificado até mesmo em quem não se identifica como tripofóbico.

Problema matemático?

Essas imagens, segundo o acadêmico, causam ao cérebro dificuldades de processamento, forçando uma maior oxigenação e um maior uso de energia.

Muitas fobias podem ser decorrentes de mecanismos de proteção. O medo de altura, por exemplo, nos protege de quedas perigosas, ao passo que o medo de insetos evitaria potenciais picadas mortais.

Porém, humanos podem desenvolver fobias de qualquer coisa, e a lista só cresce com o maior acesso à internet e às redes sociais. Até o medo de toques de telefone já foi descrito como uma fobia.

Os que argumentam contra a classificação de tripofobia alegam justamente isso: que a condição ganhou fama por meio de discussões online. E que as vítimas são persuadidas pela sugestão de que padrões repetitivos são repulsivos.

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Uber demite 435 funcionários após perder US$ 5 bilhões em três meses

Renato Santino

Olhar Digital

Empresa se encontra em fase de reorganização após período de crescimento desenfreado

A Uber anunciou nesta semana a demissão de 435 pessoas ligadas às divisões de engenharia e de produtos da companhia. É a segunda vez que a empresa anuncia uma demissão massiva apenas neste ano; em julho, cerca de 400 pessoas vinculadas à área de marketing foram dispensadas.

A maioria das demissões, especificamente 85% segundo o site TechCrunch, foi concentrada nos Estados Unidos, onde está a maior parte da força de trabalho da companhia. Os 435 funcionários representavam 8% da equipe ligada à engenharia e à área de produto da Uber.

 “Anteriormente, para atingir às demandas de uma startup em hipercrescimento, contratamos rapidamente de forma descentralizada. Apesar de isso ter funcionado para a Uber no passado, nós agora temos 27 mil funcionários em cidades do mundo todo, e precisamos mudar como projetamos nossas organizações”, diz o comunicado da Uber enviado aos funcionários.

Os desligamentos parecem ser uma resposta da companhia ao fato de que a Uber continua perdendo fortunas todos os trimestres. Apenas no último, a empresa registrou um prejuízo de US$ 5 bilhões, o que, é verdade, é uma perda acima da média, resultado de custos não-recorrentes ligados à abertura de capital da empresa na bolsa de valores de Nova York. No entanto, a Uber mantém uma média de perda de US$ 1 bilhão por trimestre. A preocupação do mercado é que a empresa não consiga transformar sua grande base de usuários em lucro em algum momento futuro.

Apesar da perda acelerada de dinheiro e das demissões, a Uber está longe de estar em risco. A companhia, que se mantinha com investimentos externos enquanto tinha o capital fechado, acumulou US$ 8 bilhões aos seus cofres como resultado da abertura na bolsa de valores. Com isso, a empresa fechou o segundo trimestre com mais de US$ 13 bilhões em caixa para continuar investindo.

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Mercúrio possui pólos magnéticos que mudam de lugar como os da Terra

Bruna Lima, editado por Rafael Rigues

Olhar Digital

O planeta possuí um núcleo que gera um campo magnético, assim como nosso planeta

Assim como ocorreu com a TerraMercúrio também possui polos magnéticos que mudaram de lugar com o tempo, segundo um estudo recente na publicação “Journal of Geophysical Research”, da União Geofísica Americana (AGU). Hoje, o polo norte magnético do nosso planeta está a 965 quilômetros de seu polo geográfico, e segundo o novo estudo, o mesmo desvio de polo também está ocorrendo em Mercúrio.

Os polos magnéticos da Terra ancoram a magnetosfera, ou seja, o campo magnético ao redor do nosso planeta que nos protege da radiação solar. A magnetosfera e seus polos são artefatos do núcleo fundido da Terra, e os cientistas pensam que Mercúrio também possui um núcleo fundido.

Os cientistas sabem que Mercúrio evoluiu ao longo do tempo, mas não conseguem dizer definitivamente como isso aconteceu, disse Joana S. Oliveira, astrofísica do Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espacial da Agência Espacial Européia, em Noordwijk, na Holanda, e principal autora do estudo.

O fenômeno chamado de deriva polar é responsável por essa movimentação, e é causado por variações no fluxo de ferro fundido no núcleo do planeta. O estudo mostra que a mesma deriva polar provavelmente está acontecendo em Mercúrio, e que talvez a história por trás da deriva polar de lá seja mais complicada do que se pensava.

Os autores do estudo se basearam extensivamente nos dados coletados pela sonda Messenger (MErcury Surface, Space Environment, GEochemistry e Ranging) da Nasa, que foi a primeira a orbitar o planeta, permanecendo lá de 2011 a 2015. Esse foi o instrumento responsável por mostrar anomalias magnéticas fracas na superfície de Mercúrio associadas a crateras de impacto. Os autores assumiram que essas anomalias se deviam à presença de ferro nas rochas que impactaram a superfície e criaram as crateras.

Os cientistas sabem que, quando a rocha que cria as crateras esfria, ela preserva um registro do campo magnético do planeta na época. Enquanto essas rochas contiverem material magnético, elas se alinharão com o campo do planeta. Esse fenômeno é chamado “magnetização termo-remanescente”, e ocorreu em Mercúrio.

Para contornar isso, os autores deste estudo se concentraram em cinco crateras de impacto na superfície e nos dados magnéticos que o Messenger coletou quando se aproximou da superfície. As cinco crateras mostraram assinaturas magnéticas diferentes das medidas em todo o planeta. Elas têm entre 3,8 e 4,1 bilhões de anos, e os pesquisadores pensaram que elas poderiam conter pistas sobre a posição dos antigos polos de Mercúrio e como eles mudaram ao longo do tempo.

A partir daí, eles foram capazes de estimar a localização dos antigos polos magnéticos de Mercúrio, ou paleopolos. No entanto, a descoberta de que os polos antigos estavam longe do polo magnético sul e que mudavam de lugar surpreendeu. Era esperado que os polos se agrupassem em dois pontos próximos ao eixo rotacional de Mercúrio, muito parecido com o da Terra. Mas os polos foram distribuídos aleatoriamente e, chocantemente, estavam todos no hemisfério sul do planeta.

Essa evidência mostra que a história magnética de Mercúrio é um pouco diferente da vista na Terra. O que aconteceu por lá é o verdadeiro desvio polar, quando as localizações geográficas dos polos norte e sul mudam.

Agora os cientistas estão contando com o BepiColombo, a primeira missão da ESA a visitar o planeta, para realizar mais descobertas. A sonda chegará a Mercúrio em 2025 e passará um ou dois anos pof lá.

Via: Uol UniverseToday

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Músicos pedem proibição do uso de reconhecimento facial em shows

Redação Olhar Digital

Segundo o grupo de direitos digitais Flight for the Future, uso da tecnologia em shows representa uma ‘forma de vigilância excepcionalmente perigosa’ para os fãs

A tecnologia de reconhecimento facial tem se tornado bastante popular. Devido a sua evolução, já é possível desbloquear o smartphone usando o método, e até realizar pagamentos em lojas apenas usando o rosto. Mesmo com a adoção do método sendo cada vez mais frequente, algumas pessoas acreditam que ela pode representar um perigo para as pessoas.

Tom Morello, ex-membro do Rage Against The Machine, e a banda Speedy Ortiz se juntaram à campanha do grupo de direitos digitais Flight for the Future, que tem como objetivo impedir que empresas usem o sistema de reconhecimento facial como uma alternativa para o uso de ingressos para eventos.

Eles argumentam que essa tecnologia pode ser usada para atingir diretamente os fãs de música. Em um tuíte, Tom Morello disse: “Eu não quero um Big Brother nos meus shows alvejando fãs por assédio, deportação ou prisão. É por isso que estou participando desta campanha pedindo ao @Ticketmaster e outros que não usem #reconhecimentofacial em festivais e shows”. 

I don’t want Big Brother at my shows targeting fans for harassment, deportation, or arrest. That’s why I’m joining this campaign calling on @Ticketmaster and others not to use #facialrecognition at festivals and concerts. https://t.co/i3a9oPIa5C— Tom Morello (@tmorello) September 9, 2019

O grupo Flight for the Future acrescentou: “Os fãs de música devem se sentir seguros e respeitados em festivais e shows, não sujeitos a vigilância biométrica invasiva. O reconhecimento facial é uma forma de vigilância excepcionalmente perigosa. Permite o monitoramento onipresente de toda uma multidão e pode ser facilmente usado para identificar fãs com posse de drogas, com alguma pendência de imigração ou com mandados de prisão.”

Music fans should feel safe and respected at festivals and shows, not subjected to invasive biometric surveillance. Today we’re launching a new campaign mobilizing artists, fans, and promoters to oppose the use of #facialrecognition at live music events. https://t.co/5g6X59zf4K pic.twitter.com/CPmjSAQUrS— Fight for the Future (@fightfortheftr) September 9, 2019

O alvo principal da campanha é a empresa Live Nation, promotora de eventos, que anunciou em maio de 2018 que, para os fãs não usarem ingressos, estava se unindo à Blink Identity, que usa tecnologia para escanear o rosto das pessoas na entrada dos locais de concerto.

O uso de reconhecimento facial

Embora a adoção desse sistema indique a redução de filas, houve alguns problemas envolvendo o uso dessa tecnologia no passado. Durante um show da cantora Taylor Swift em 2018, o sistema foi utilizado para identificar perseguidores – os famosos stalkers. Na China, um homem foi preso por crimes financeiros durante um show de um popular astro do país.

No Brasil, durante o carnaval deste ano, um sistema de reconhecimento facial composto por 28 câmeras foi instalado nas ruas de Copacabana, no Rio de Janeiro. A tecnologia foi responsável por identificar quatro criminosos que estavam com mandados de prisão em aberto.

Entretanto, usando o mesmo sistema no Rio, uma mulher foi identificada e presa por engano após o sistema de reconhecimento facial, que usa inteligência artificial, identificá-la como sendo uma criminosa condenada em junho a sete anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver.

Reprodução

Proibições

Atualmente, nos Estados Unidos, três cidades possuem leis que impedem o uso de reconhecimento facial em seu território. Oakland, que foi a última cidade a votar pela lei, se une a São Francisco, na Califórnia, e Somerville, Massachusetts, que aprovaram medidas semelhantes no início deste ano.

Mesmo com as recentes proibições em cidades dos EUA, a legislação federal tem evitado tratar a questão. Em julho deste ano, a Câmara dos Deputados dos EUA realizou uma audiência para tratar sobre questões de segurança que envolvem o reconhecimento facial, mas não houve um acordo sobre sua regulamentação.

Via: BBC

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Comissão do Senado aprova projeto que altera Lei Geral de Telecomunicações

Por Laís Lis, G1 — Brasília

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal aprovou em votação simbólica o projeto de lei que altera a Lei Geral de Telecomunicações, de 1997.

O projeto permite que concessionárias de telefonia fixa mudem seus contratos, de concessão para autorização, o mesmo tipo de contrato usado na prestação de telefonia celular.

A comissão aprovou o relatório da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que agora segue para votação no plenário do Senado.

Com a mudança, as empresas deixarão de ter obrigações previstas no regime de concessões, como, por exemplo, investimentos em telefones públicos.

As empresas argumentam que esses investimentos poderiam ser direcionados para a instalação de fibra ótica com o objetivo de aumentar a oferta de internet de alta velocidade.

As empresas que detêm contratos de concessão atualmente são Oi, Telefônica, Embratel, Sercomtel e Algar. Os contratos têm vigência até 2025. O projeto aprovado na comissão é considerado essencial para a Oi, que está em processo de recuperação judicial.

Para converter os contratos, as empresas se comprometerão a fazer investimentos em internet banda larga em regiões sem interesse econômico, como pequenas cidades do interior do país.

De acordo com o projeto, o valor a ser investido pelas empresas, será calculado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O cálculo levará em conta o valor dos bens reversíveis – patrimônio das concessionárias, mas que teriam de ser devolvidos para a União ao final da concessão.

Também deverá considerar a economia com obrigações antes previstas no regime de concessão, como a instalação de orelhões.

A relatora da proposta, senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) afirmou que não há estimativa sobre qual valor as empresas terão de investir.

Segundo ela, esse cálculo será feito pela Anatel, como previsto no projeto de lei. “Existe o cálculo superestimado, de R$ 100 bilhões, o subestimado, de R$ 18 bilhões. A Anatel fará esse cálculo”, disse.

Outros pontos do projeto

O projeto permite que as empresas do setor comercializem entre elas as radiofrequências usadas no serviço de telefonia.

A transferência da autorização para uso da radiofrequência dependerá do aval da Anatel, que pode limitar a quantidade que será vendida.

O direito de uso dessas frequências é comprado pelas empresas nos leilões de frequências feitos pela Anatel.

O projeto também permite a prorrogação ilimitada do direito de uso de radiofrequência. Essas sucessivas prorrogações ocorrerão por períodos de até 20 anos.

Com isso, as empresas de telefonia não terão que disputar novamente essas frequências quando o prazo de autorização vencer.

O projeto também desobriga as emissoras de rádio e televisão de contribuírem para o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações).

Segundo a senadora Daniella Ribeiro, as receitas das rádios e das TV não são oriundas da prestação direta do serviço, mas de publicidade e, por isso, as empresas não devem ser obrigadas a contribuir para o fundo.

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