Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

IA pode identificar a etnia das pessoas em imagens de raios-X e levanta questões éticas

Por Flavia Correia, editado por André Lucena

Olhar Digital

Novos modelos de aprendizagem profunda baseados em Inteligência Artificial (IA) podem identificar a etnia de alguém a partir de imagens de raios-X, algo que seria impossível de ser observado pelos olhos de um médico. Os achados, publicados na revista The Lancet Digital Health, levantam algumas questões preocupantes sobre o papel da IA no diagnóstico, avaliação e tratamento médico: o viés racial poderia ser aplicado involuntariamente por software de computador ao analisar tais imagens?

Uma equipe de pesquisadores de saúde dos EUA, Canadá e Taiwan treinou sua IA usando milhares de imagens de raio-X rotuladas com detalhes étnicos do paciente. Depois, testou o sistema com outras imagens de raio-X não identificadas.

Segundo os cientistas, o modelo de IA conseguiu prever a identidade racial relatada do paciente nessas imagens com uma precisão surpreendente, mesmo quando os exames foram tirados de pessoas da mesma idade e do mesmo sexo. Em alguns grupos de imagens,o sistema atingiu níveis de 90%.

“Nosso objetivo era realizar uma avaliação abrangente da capacidade da IA de reconhecer a identidade racial de um paciente a partir de imagens médicas”, dizem os pesquisadores em seu artigo. “Mostramos que modelos de aprendizagem profunda padrão de IA podem ser treinados para prever a raça a partir de imagens médicas com alto desempenho em múltiplas modalidades de imagem, o que foi sustentado em condições de validação externa”.

A pesquisa ecoa os resultados de um estudo anterior que descobriu que as varreduras de Inteligência Artificial de imagens de raios-X eram mais propensas a perder sinais de doença em pessoas pretas. Para impedir que isso aconteça, os cientistas precisam, primeiro, entender por que está ocorrendo.

Por sua própria natureza, a IA imita o pensamento humano para detectar rapidamente padrões em dados. No entanto, isso também significa que pode, sem querer, sucumbir aos mesmos tipos de vieses. Pior ainda, sua complexidade torna difícil desembaraçar os preconceitos que tecemos neles.

Sistemas de Inteligência Artificial podem repetir preconceitos humanos?

Neste momento, os cientistas não sabem por que o sistema de IA é tão bom em identificar a etnia a partir de imagens que não contêm tais informações, pelo menos não na superfície. 

Mesmo quando informações limitadas são fornecidas, removendo pistas sobre a densidade óssea, por exemplo, ou focando em uma pequena parte do corpo, os modelos ainda tiveram um desempenho surpreendentemente bom ao adivinhar a identidade racial relatada no arquivo. É possível que o sistema esteja encontrando sinais de melanina (o pigmento que dá cor à pele) que ainda sejam desconhecidos da ciência. 

Essa pesquisa se soma a uma pilha crescente de evidências de que os sistemas de IA podem muitas vezes refletir os preconceitos e discriminações dos seres humanos, seja racismo, sexismo ou outra coisa. Dados de treinamento distorcidos podem levar a resultados distorcidos, tornando-os menos úteis e até duvidosos.

Isso precisa ser equilibrado para que a IA possa obter dados muito mais rapidamente do que os humanos poderiam, em todos os setores, desde técnicas de detecção de doenças até modelos de mudanças climáticas.

Ainda há muitas perguntas sem resposta do estudo, mas por enquanto é importante estar ciente da possibilidade de o viés racial aparecer em sistemas de Inteligência Artificial – especialmente se vamos entregar mais responsabilidade a eles no futuro.

“Precisamos fazer uma pausa”, disse o cientista e médico Leo Anthony Celi, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ao Boston Globe. “Não podemos apressar trazer os algoritmos para hospitais e clínicas até termos certeza de que eles não estão tomando decisões racistas ou sexistas”.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Canabidiol (CBD) pode ser eficaz contra superbactérias, diz estudo da USP

Edson Kaique Lima

olhar Digital

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto e da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Araraquara descobriram que o canabidiol (CBD), combinado com o antibiótico polimixina B pode ser eficaz no combate a superbactérias presentes no ambiente hospitalar.

Entre os alvos que foram atingidos com sucesso pelo CBD estão algumas bactérias extremamente resistentes a antibióticos, como a Klebsiella pneumoniae, que pode causar desde infecções no sangue até pneumonias e meningite.

Resultados surpreenderam os pesquisadores

O que mais surpreendeu os pesquisadores foi o fato de o canabidiol apresentou resultados promissores contra bactérias que eram resistentes à própria polimixina B. Além disso, usado sozinho, o CBD também teve ação antibacteriana.

O canabidiol foi especialmente eficaz contra as bactérias Streptococcus, Staphylococcus, Micrococcus, Rhodococcus, Mycobacterium, Neisseria e Moraxella. Esses patógenos podem causar infecções respiratórias, no aparelho digestivo e infecções sexualmente transmissíveis (IST).

“Utilizamos diferentes metodologias que contribuíram para o entendimento de conceitos microbiológicos sobre a atividade antibacteriana da combinação do CBD com a polimixina B”, disse o autor principal do estudo, Leonardo Neves de Andrade, em comunicado à imprensa.

A equipe sugere que os canabinóides sejam mais explorados pela ciência, com novas formulações farmacêuticas, em ensaios pré-clínicos e testes clínicos em seres humanos. Segundo Andrade, isso pode, inclusive, reposicionar o canabidiol como um novo antibiótico contra superbactérias.

Um problema de saúde pública

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), infecções por bactérias hospitalares extremamente resistentes a medicamentos antibióticos, as chamadas superbactérias, são um enorme desafio para a saúde pública. Esses patógenos podem causar uma maior dificuldade para o tratamento de doenças infecciosas já conhecidas, o que causa um prolongamento da infecção, que pode levar até à morte.

“Existem infecções hospitalares causadas por bactérias extremamente resistentes a praticamente todas as opções terapêuticas disponíveis no mercado. Dessa forma, o CBD surge como uma promessa, pois já tem uso licenciado e já demonstrou ser seguro para outras indicações clínicas”, declarou o médico infectologista e coautor do estudo, Fernando Bellissimo Rodrigues.

O infectologista explica que as próximas etapas incluem a realização de testes pré-clínicos e clínicos em modelos animais e, posteriormente, humanos. Só assim será possível avaliar se os resultados dos testes in vitro serão confirmados.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Horário de última refeição do dia altera chance de ter câncer, indica estudo

Gabriela Bulhões

Olhar Digital

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona, o horário da última refeição pode alterar os riscos de uma pessoa desenvolver câncer de próstata ou de mama. As descobertas revelaram que comer antes das 21h ou ter ao menos um intervalo de duas horas entre o jantar e a hora de dormir pode contribuir para reduzir o risco desses dois tipos de câncer em 20%.

Para chegar nessa conclusão, a pesquisa analisou o comportamento alimentar e de sono de 621 homens diagnosticados com câncer de próstata e 1205 mulheres com câncer de mama. Sendo que excluídos casos de pessoas que fazem trabalho noturno, pois segundo outras análises, já estão ligadas ao maior risco de desenvolver uma das doenças.

Depois, com o ajuste feito considerando todos os fatores que influenciam o risco de câncer, os resultados demostraram que as pessoas que jantavam antes das 21 horas ou pelo menos duas horas antes de dormir tinham um risco 26 vezes menor de desenvolver câncer de próstata e também um risco 16% menor para o câncer de mama, ao ser comparado com quem comia depois das 22h ou dormia logo após a refeição.

O médico e líder do estudo, Manolis Kogevinas afirmou que caso sejam confirmados, os resultados podem ter implicações nas recomendações sobre prevenção de câncer: “O impacto pode ser especialmente importante em culturas como as do sul da Europa, onde as pessoas jantam tarde”.

Fonte: O Globo

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Cápsula Starliner, da Boeing, é lançada em teste crítico da Nasa

Por Edson Kaique Lima, editado por Flavia Correia

Olhar Digital

A cápsula Starliner, da Boeing, foi lançada na noite desta quinta-feira (19), no topo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), a partir do Complexo de Lançamento-41, uma plataforma da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida.

O lançamento aconteceu no horário previsto, às 19h54 (horário de Brasília), dando início ao Teste de Voo Orbital-2 (OFT-2), uma missão crucial para provar a capacidade da espaçonave.

Nem tudo saiu como previsto

A Starliner se separou do estágio superior do foguete pouco menos de 15 minutos depois do lançamento. Após 16 minutos, a cápsula iniciou o processo de inserção orbital.

Durante esse momento, dois dos propulsores da Starliner não dispararam como esperado. O primeiro falhou depois de apenas um segundo. Seu backup imediatamente foi acionado, mas também apresentou falha, após 25 segundos. Isso ativou um backup terciário do grupo de propulsores, e a cápsula foi capaz de completar a queimadura crucial sem incidentes.

A espaçonave da Boeing é equipada com quatro desses grupos de propulsores em sua seção de popa, referida na nomenclatura da indústria como “doghouses”, cada um contendo três motores de manobra orbital e controle de atitude (OMAC), que são usados para realizar queimaduras de manobra significativas como as que alcançam a inserção orbital. Os dois propulsores OMAC que não funcionaram, e o terceiro que entrou para compensar, estavam todos na mesma doghouse na popa da Starliner, segundo representantes da Boeing.

“Temos uma boa queima de inserção orbital”, disse Josh Barrett, assessor de comunicação da Boeing, durante o webcast da Nasa TV sobre o lançamento de hoje, após superados esses percalços. “A Starliner está em uma órbita circular estável, a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS)”.

Se tudo correr bem, a Starliner chega à ISS na noite desta sexta-feira (20), pouco mais de 24 horas após a decolagem. A espaçonave permanecerá ancorada com o complexo orbital por quatro ou cinco dias, depois voltará à Terra para um pouso de paraquedas no Novo México.

OFT-2 é uma missão não tripulada para a ISS para demonstrar a aptidão da cápsula Crew Space Transportation (CST)-100 Starliner em transportar astronautas para a estação e trazê-los de volta à Terra. Porém, o projeto, capitaneado pela Boeing por encomenda da Nasa, foi repleto de problemas durante suas fases de testes.

Atraso de quase um ano

Originalmente, o lançamento estava previsto para o início do segundo semestre de 2021, porém, precisou ser adiado. Durante uma revisão de prontidão de voo (FRR), foi descoberto um problema de válvula na plataforma de lançamento da Starliner, que exigiu uma investigação a fundo.

Os técnicos descobriram que a principal causa da anomalia tem relação com as interações de umidade com o oxidante, produzindo ácido nítrico, que reagiu com o alumínio das válvulas. Esse processo gerou corrosão, que impediu o funcionamento da válvula. Com a busca contínua pela solução do problema, juntamente com uma agenda de lançamentos lotada para a ISS, a missão foi suspensa até 2022.

A missão OFT-2 foi uma tentativa de compensar o fracasso retumbante que foi a OFT original em chegar à ISS. Na ocasião, em dezembro de 2019, a Starliner sofreu com falhas de software e acabou presa na órbita errada, caindo no oceano dois dias depois. Com isso, a missão foi encerrada prematuramente, sem um encontro entre a cápsula e o posto avançado.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

SpaceX deve se transformar na startup mais valiosa dos EUA

Lauro Lam

Olhar Digital

Com uma avaliação de mais de US$ 125 bilhões em uma operação no mercado secundário, a SpaceX, do bilionário Elon Musk, deve se tornar a startup mais valiosa dos Estados Unidos. As ações da empresa estão avaliadas em torno de US$ 72 cada e vem tendo altas desde outubro, quando foram vendidas em um desdobramento que avaliou a companhia de foguetes em US$ 100 bilhões. 

Ações em alta 

Apesar de não terem sido emitidas novas ações na oferta, a SpaceX indicou aos investidores que poderá tomar tal decisão. 

A venda das ações que avaliam a empresa em mais de US$ 125 bilhões colocam a companhia à frente da fintech Stripe, hoje avaliada em US$ 115 bilhões e detentora do primeiro lugar no ranking das startups dos EUA. 

Segundo informações da Reuters, ainda não se sabe se o presidente-executivo da SpaceX, Elon Musk, que tem 44% da empresa e assinou um acordo de US$ 44 bilhões para comprar o Twitter, está entre os vendedores. Musk também preside a Tesla, que produz carros elétricos e painéis solares. 

Sem comentários 

A SpaceX não quis comentar o assunto. Em dezembro, a empresa levantou US$ 337,4 milhões e, em abril, US$ 1,16 bilhão em financiamento de capital, de acordo com registros regulatórios. 

Atualmente, a SpaceX tem como concorrentes a Blue Origin, do bilionário Jeff Bezos, e a Virgin Galactic, do também bilionário Richard Branson. São companhias que atuam com viagens espaciais. 

Somente neste ano, a SpaceX já lançou vários satélites ao espaço e também levou astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS), além de ter feito o lançamento de 19 foguetes.

Via: Uol

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Golfinhos reconhecem os amigos à distância através da urina, aponta estudo

Gabriela Bulhões

Olhar Digital

Você possivelmente reconhece seus amigos através da voz, perfume ou até jeito de andar, já os golfinhos usam uma tática diferente: urina e seu guinchos característicos. É assim que esses animais marinhos reconhecem os amigos à distância, de acordo com um novo estudo publicado na última quarta-feira (18) no Sciences Advances.

“O uso do paladar é altamente útil em mar aberto, pois as plumas de urina podem permanecer tempos depois de os animais terem saído”, afirmaram a equipe liderada por Jason Bruck, da universidade de St. Andrews. Ele complementou que “reconhecendo quem deixou seu rastro, os golfinhos poderiam sentir a presença recente de um indivíduo mesmo sem perceber sua presença de forma vocal”.

Para conseguir responder essa pergunta, os cientistas realizaram experiências em laboratório, mas sem deixar claro se os golfinhos estavam usando os marcadores para se comunicar de forma natural.

Os golfinhos-nariz-de-garrafa usam “guinchos característicos” para se falarem e ainda conseguem se lembrar deles até 20 anos depois. Tanto que no estudo, os pesquisadores apresentaram a oito golfinhos amostras da urina de indivíduos familiares e desconhecidos, descobrindo que os mamíferos usavam o triplo do tempo absorvendo amostras de urina dos indivíduos conhecidos.

Além disso, a inspeção genital – em que o golfinho usa sua mandíbula para tocar os genitais de outros indivíduos – também é comum na hora de interagir, sendo a oportunidade para provar a urina dos demais. Para o estudo, os golfinhos foram treinados para fornecer amostras de urina em troca de comida.

Uma curiosidade é que os golfinhos não possuem bulbos olfativos e o nervo correspondente é subdesenvolvido, por isso, os pesquisadores acreditam de que seja o paladar e não o olfato que está em jogo. O próximo passo foi comparar as amostras com as gravações dos guinchos reproduzidos por buzinas debaixo d’água, o qual corresponde ao mesmo golfinho do qual veio a amostra de urina, ou então uma amostra sem qualquer correspondência.

Os golfinhos ficaram perto da buzina por mais tempo quando as vocalizações coincidiam com as amostras de urina. Para os cientistas, é possível que as principais proteínas e lipídios contidos na urina fossem as responsáveis pela capacidade dos golfinhos de diferenciar.

“Dadas as capacidades de reconhecimento reveladas no nosso estudo, pensamos ser possível que os golfinhos também consigam extrair outras informações da urina, como sua fase reprodutiva, ou usar feromônios para influenciar o comportamento dos outros”, concluíram.

Fonte: UOL

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Gelo vulcânico? Entenda o que pode ser a fonte de água para astronautas na Lua

Por Gabriela Bulhões, editado por André Lucena

Olhar Digital

Você já deve ter pensado alguma vez sobre a possibilidade de existir água em outros planetas, e agora, descobriram que antigos vulcões na Lua podem ter formado lençóis congelados de centenas de metros de espessura. O que faz com que haja reservas de água para os astronautas que estiverem em missões por lá.

As descobertas são de um estudo de pesquisadores da Universidade do Colorado e os resultados foram publicados na revista ‘The Planetary Science Journal’. Eles acreditam que grande parte do gelo vulcânico ainda pode existir, isso porque há bilhões de anos, a superfície lunar foi coberta por uma lava quente liberada por várias erupções vulcânicas.

Com o passar do tempo, a lava esfriou e criou formações escuras que vemos hoje. Para entender melhor, os autores trabalharam com simulações para recriar as condições da Lua em um passado remoto, ou seja, antes mesmo do surgimento de vida complexa na Terra.

Os pesquisadores descobriram que os antigos vulcões lunares expeliram grandes quantidades de vapor d’água, que formaram reservas de gelo ao se acomodaram na superfície. O grupo estimou quase 41% da água pode ter se condensado, formado gelo e estar escondido em crateras lunares. “É possível que, a 5 ou 10 metros abaixo da superfície, existam grandes lençóis de gelo”, explicou Paul Hayne, coautor do estudo.

Outros estudos já apresentaram evidências de uma quantidade maior de água na Lua e anteriormente, um trabalho também de Hayne previu ter milhares de quilômetros quadrados na superfície capaz de reter e conservar o gelo. A quantidade formada pode ser tão grande que poderia ser possível ver calotas polares da Terra, caso já existissem humanos nesse período.

Para se ter uma dimensão melhor, a quantidade de água vulcânica que se condensou como gelo no período pode ser maior que aquela do lago Michigan, nos Estados Unidos, com volume acima de 4.500 km³ de água, de acordo com os pesquisadores.

“Precisamos realmente perfurar e procurar este gelo”, disse Andrew Wilcoski, autor principal do estudo. Para ele, é provável que parte da água lunar ainda exista, só que congelada. A maioria do gelo pode ter se acumulado perto dos pólos da Lua, sob alguns metros da poeira lunar (também chamada de regolito).

Os autores afiram que um dos próximos passos é que astronautas ou até robôs viagem até a Lua para iniciar as buscas.

Fonte: The Planetary Science Journal e Phys.org

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pesquisa mostra que 76% das empresas pagam criminosos de ransomware, mas 24% não recuperam os dados; entenda!

Lauro Lam

Olhar Digital

Apesar de todos os investimentos em segurança cibernética, as empresas estão perdendo a batalha quando o assunto é proteção contra ataques de ransomware. Pelo menos é o que diz a pesquisa Veeam 2022 Ransomware Trends Report. De acordo com o estudo, 72% das organizações tiveram ataques parciais ou completos em seus repositórios de backup, impactando drasticamente sua capacidade de recuperar dados sem pagar o resgate. 

Maioria das companhias paga aos criminosos 

A pesquisa mostra ainda que 76% das organizações admitem pagar criminosos de ransomware, mas 1/3 delas não consegue recuperar os dados, ou seja, a prática não é indicada pelos especialistas. 

Segundo a Veeam Software, que fornece soluções de backup, recuperação e gerenciamento de dados, 80% dos ataques bem-sucedidos visam vulnerabilidades conhecidas, reforçando a importância de aplicar patches e atualizar softwares. 

Quase todos os invasores tentaram destruir repositórios de backup para desativar a capacidade da vítima de se recuperar sem pagar pelo resgate.

Por dentro da pesquisa 

O Veeam 2022 Ransomware Trends Report pesquisou 1.000 líderes de Tecnologia da Informação (TI) cujas organizações foram atacadas por ransomware pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. 

O estudo examinou os principais aprendizados desses incidentes, seu impacto nos ambientes de TI e as etapas tomadas para implementar estratégias modernas de proteção de dados que garantam a continuidade dos negócios no futuro. 

O projeto pesquisou especificamente quatro personas de TI (CISOs, profissionais de segurança, gestores de backup e de operações de TI) para entender como as empresas estão se preparando.

“O ransomware democratizou o roubo de dados e exige a colaboração de organizações em todos os setores para maximizar sua capacidade de remediar e recuperar sem pagar o resgate”, disse Danny Allan, CTO da Veeam. 

“Pagar a cibercriminosos para restaurar dados não é uma estratégia de proteção de dados. Não há garantia da recuperação de dados, os riscos de danos à reputação e perda de confiança do cliente são altos e, o mais importante, isso alimenta uma profecia autorrealizável de que a atividade criminosa compensa.”, alerta Allan. 

Sem palavra 

Segundo o estudo, das companhias pesquisadas, 76% pagaram o resgate para encerrar um ataque e recuperar dados, mas somente 52% conseguiram recuperar os dados. 

Assim, 24% das empresas acabaram tendo prejuízos duplos, pois além de perderem os dados, também ficaram sem o dinheiro pago pelo resgate das informações.  

E 19% das organizações não pagaram o resgate porque conseguiram recuperar por conta própria. E essa é a melhor solução, segundo os especialistas em TI. 

“Uma das marcas de uma forte estratégia de Proteção de Dados Moderna é o compromisso de que a organização nunca pagará o resgate, mas fará tudo ao seu alcance para prevenir, remediar e se recuperar de ataques”, acrescentou Allan. 

Dicas preventivas

Entre as dicas para os colaboradores manterem os sistemas seguros dentro das empresas estão a higiene digital impecável, a realização de testes rigorosos regularmente de suas soluções e protocolos de proteção de dados, a criação de planos detalhados de continuidade de negócios que preparem as principais partes interessadas para os piores cenários.  

Outras descobertas da pesquisa incluem a orquestração para garantir proativamente a capacidade de recuperação de seus sistemas. 

Uma em cada seis equipes de TI automatiza a validação e a capacidade de recuperação de seus backups para assegurar que seus servidores sejam restauráveis. 

Então, durante a correção de um ataque de ransomware, 46% dos entrevistados usavam uma “sandbox” isolada ou área de teste para garantir que seus dados restaurados estivessem limpos antes de reintroduzir os sistemas em produção.

81% acreditam que as estratégias cibernéticas e de continuidade de negócios/recuperação de desastres de suas organizações estão alinhadas. No entanto, 52% dos entrevistados acreditam que as interações entre essas equipes precisam ser aprimoradas.

Além disso, 95% das organizações têm pelo menos um nível de proteção de dados imutável ou air-gapped, 74% usam repositórios em nuvem que oferecem imutabilidade; 67% usam repositórios de disco locais com imutabilidade ou bloqueio; e 22% usam fita com air-gap.  

Portanto, a prevenção requer diligência tanto da equipe de TI quanto dos usuários, tendo em vista que a superfície de ataque para os cibercriminosos é diversa. Assim, manter as supervisões e análises constantes dos sistemas é fundamental para evitar os tão temidos ransomwares. Veja a pesquisa completa clicando aqui!

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Victor Hespanha conhece companheiros de voo e começa treinamento na Blue Origin

Flavia Correia

Olhar Digital

Falta pouco para o engenheiro de produção civil Victor Correa Hespanha se tornar o segundo brasileiro a ir para o espaço. Nesta sexta-feira (20), às 10h30 da manhã (pelo horário de Brasília), ele estará a bordo da espaçonave New Shepard, da Blue Origin, no lançamento da missão NS-21, o quinto voo tripulado da empresa.

Em seu perfil no Instagram, onde está compartilhando tudo o que pode a respeito dessa grande aventura, ele revelou que já conheceu o restante da tripulação. O encontro aconteceu na segunda-feira (16), pouco depois de Victor chegar à “Vila dos Astronautas”, que fica em El Paso, no oeste do Texas, acompanhado de sua esposa Marcella Diniz Hespanha.

“Gostei demais de conhecer cada um, e a gente já deu super certo desde o primeiro contato”, escreveu o brasileiro no Instagram.

Nesta terça-feira (17), a equipe se reuniu para começar a receber o treinamento, que deve durar entre dois e três dias. Além de Victor, a tripulação é composta por outros cinco membros: o engenheiro e investidor Evan Dick, a ex-líder de testes da NASA e primeira pessoa do México a ir para o espaço, Katya Echazarreta, o piloto de jatos corporativos e empresário Hamish Harding, o também empresário e caçador de aventuras Jaison Robinson e o comandante aposentado da Marinha norte-americana e explorador Victor Vescovo, que é cofundador da empresa de investimento em capital privado Insight Equity.

No treinamento, eles vão ensaiar para a missão, receber instruções de segurança, realizar atividades análogas, além de procedimentos operacionais em geral. Nessas preparações para o voo, eles também recebem orientações sobre a microgravidade.

Bandeira do Brasil vai para o espaço com a Blue Origin

Questionado em uma “caixinha de perguntas” se vai registrar todos os momentos, ele prometeu tentar. “Algumas coisas eu não posso gravar, porque é a Blue Origin que grava, mas vou tentar registrar ao máximo os bastidores”.

Victor ainda faz mistério sobre os objetos que vai levar dentro da espaçonave, mas adiantou um deles: a bandeira do Brasil. “Estou levando algumas coisas que têm significado para mim e vou levar algumas que forem sugeridas, umas coisas criativas, então quem tiver alguma ideia, é só falar”.

Ele espera poder ficar com o macacão da Blue Origin que usará durante o voo, mas ainda não sabe se isso será possível. De qualquer forma, o brasileiro não voltará de mãos abanando: ao entrar no trailer onde está hospedado, ele foi surpreendido com diversos “mimos” oferecidos pela empresa, como uma bolsa personalizada, várias camisas e chocolates.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Telescópio Hubble revela um “rio” de formação estelar

Flavia Correia

Olhar Digital

Nesta terça-feira (17), a NASA divulgou uma imagem recém-revisada que foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble e mostra o que parece ser um “rio” de formação estelar. Na verdade, trata-se do efeito visual causado pela interação entre quatro galáxias anãs.

No canto superior direito da imagem feita pelo Hubble, está NGC 1741, uma moita brilhante e distorcida de jovens estrelas, que embora pareça ser uma única galáxia, é na verdade um par de galáxias anãs colidindo. À direita do par, vê-se outra galáxia anã, em forma de charuto, unindo sua dança com um fino fluxo azul de estrelas que conecta o trio. 

O quarto membro do HGC 31 é revelado por um fluxo de jovens estrelas que apontam para baixo, um pouco mais distantes, mas interagindo com os outros três. O objeto brilhante no centro da imagem é uma estrela situada entre a Terra e o HCG 31.

Encontros de galáxias anãs são normalmente vistos a bilhões de anos-luz de distância, e, portanto, ocorreram bilhões de anos atrás, mas o HCG 31 está localizado a cerca de 166 milhões de anos-luz da Terra, relativamente perto para os padrões cósmicos. 

Na imagem, a cor azul representa luz visível e mostra estrelas jovens, quentes e brilhantes, enquanto a cor vermelha representa luz quase infravermelha.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.