Inteligência artificial do Google aprendeu a usar a imaginação  

Do Olhar Digital

Além de dormir, a inteligência artificial do Google também vai aprender a imaginar. É isso o que cientistas responsáveis pela DeepMind estão fazendo, e eles descreveram recentes avanços na área em dois artigos científicos diferentes.

A intenção dos pesquisadores que participam do desenvolvimento da inteligência artificial é que ela seja capaz de “construir um plano” e lembrar informações importantes para usar no futuro. Assim, ela consegue imaginar diferentes cenários aos quais pode ser exposta e, com isso, elaborar uma série de ações a serem tomadas quando encarar essas situações.

“Abordagens baseadas em imaginação são particularmente úteis em situações em que o agente está em uma situação nova e tem pouca experiência direta para se apoiar, ou quando suas ações têm consequências irreversíveis e pensar cuidadosamente é desejável em relação à ação espontânea”, explicam os cientistas da empresa à Wired.

Para os testes do sistema de imaginação, os pesquisadores da DeepMind colocaram a inteligência artificial para jogar o clássico “Sokoban”. Sem saber as regras, a AI conseguiu entender como o jogo funciona e qual o objetivo dele:

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Leilão da Receita Federal tem drones, iPhones e games  

Do Olhar Digital

No dia 25 de agosto, a Receita Federal vai realizar um leilão eletrônico de mercadorias apreendidas ou abandonadas na alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Serão leiloados 223 lotes, que podem ser visualizados por meio do site da RF.

Os lotes contém produtos como drones, celulares, games e instrumentos musicais. O de número 198, por exemplo, é composto por dois iPhones 5S, e tem lance inicial de R$ 1.080. O de número 131, por sua vez, contém um drone aéreo da marca Phantom, com câmera e bateria recarregável; o lance inicial para ele é de R$ 1.480.

Nem todos os lotes podem ser comprados por pessoas físicas; alguns serão vendidos exclusivamente para pessoas jurídicas, ou seja: apenas para empresas. O lote 210, por sua vez, que inclui um drone Phantom 2 com acessórios e tem lance inicial de R$ 1.200, é aberto a pessoas físicas também. O mesmo vale para o lote 218, que contém um iPhone 6 e um aspirador robô por um lance inicial de R$ 840.

Esses lotes, no entanto, só podem ser adquiridos para fins de consumo: não é permitido revender os itens dos lotes abertos a pessoas físicas. O leilão receberá propostas até as 21h do dia 24 de agosto, apenas pela internet.

Se você se interessou, o Olhar Digital já escreveu sobre os leilões da Receita Federal, detalhando também os procedimentos necessários para participar. Se você quiser saber mais, veja por meio deste link.

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Sensor de íris e de profundidade devem ser novidades em smartphones de 2018  

Do Olhar Digital

Seu próximo smartphone Android talvez conte com um sistema robusto de reconhecimento facial e também com sensor de profundidade. A Qualcomm anunciou novas tecnologias que vão ser incorporadas aos futuros processadores Snapdragon e oferecem novos poderes para dispositivos móveis.

A Qualcomm detalhou alguns novos recursos do programa Spectra Module Program, que desde o ano passado vem introduzindo novas tecnologias nos smartphones com processadores da empresa, como as câmeras duplas dos aparelhos de hoje. Para o futuro, duas novas funcionalidades podem alterar a forma como usamos o smartphone: o reconhecimento facial avançado e o sensor de profundidade.

O sensor de profundidade vem em dois módulos: tanto um sensor ativo quanto um passivo. O passivo usa as duas lentes da câmera para fazer o smartphone comparar duas imagens e criar uma imagem com profundidade, enquanto o ativo é mais interessante e usa raios infravermelhos para determinar distorções em um padrão de imagem, e, assim, oferecer profundidade mais precisa do que o sistema passivo consegue fazer.

Já o reconhecimento de íris é bastante parecido com o introduzido pela Samsung na linha Galaxy S8, e permite, por exemplo, desbloquear o smartphone usando apenas os olhos.

A Qualcomm não anunciou nenhum produto final com as novas tecnologias, mas a expectativa é que os recursos comecem a aparecer nos Android topo de linha do ano que vem com processadores Snapdragon.

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Pense Bem é relançado no Brasil após quase 30 anos  

Do Olhar Digital

Se você foi criança nos anos 1980 e no início dos anos 1990, é provável que tenha tido algum contado com o Pense Bem. O brinquedo, lançado no Brasil pela TecToy, era uma versão licenciada de um produto chamado Smart Start, criado pela empresa honconguesa Vtech. Com um formato que lembrava um computador, ele foi a introdução à tecnologia para muitas crianças hoje na casa dos 30 anos. E agora ele está de volta.

Sim, a TecToy decidiu relançar o Pense Bem em 2017, celebrando duas marcas históricas: o aniversário de 30 anos da empresa e da chegada do aparelho às lojas brasileiras, o que aconteceu em 1988.

O novo Pense Bem não traz nenhuma revolução em comparação ao modelo que era vendido há 30 anos. Ele continua trazendo desafios embutidos na memória, entre os quais estão as perguntas e respostas, apresentadas por um caderno impresso, com temas variados. Quando tive meu Pense Bem, eu tinha um caderno de perguntas e respostas sobre o piloto Ayrton Senna.

Curiosamente, se no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 o Pense Bem foi o primeiro gostinho de tecnologia que muitas crianças tiveram, hoje, com smartphones e tablets tão presentes na vida dos jovens, sua proposta é diferente. “A vida digital hoje é uma realidade, e o Pense Bem é uma alternativa inteligente de diversão e aprendizado fora do mundo virtual”, explica Tomás Diettrich, presidente da TecToy, no comunicado divulgado à imprensa.

O novo Pense Bem entra em fase de pré-venda nesta terça-feira, 15, pelo preço de R$ 270, no site oficial da empresa. Quando o produto chegar às lojas, o que está previsto para acontecer ainda em setembro, o preço subirá para R$ 300.

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Tecnologia permite que motorista veja ‘através’ dos pilares do carro  

OLhar Digital

A Toyota registrou a patente de um “dispositivo de camuflagem” que permitiria ao motorista enxergar através dos pilares do carro, o que aumentaria a segurança nas ruas porque tornaria pedestres visíveis mesmo em pontos cegos.

Conforme explica a CNET, a tecnologia consiste em usar espelhos para dobrar a luz visível ao redor de um objeto. Com isso, o observador conseguiria distinguir o que há do outro lado.

Reprodução

No documento, a Toyota reconhece que já é possível usar câmeras e outras tecnologias para chegar a um resultado parecido, mas destaca que seu dispositivo de camuflagem torna a questão mais barata.

A ideia é importante porque, à medida que as obrigações em relação aos requisitos de segurança veicular foram ficando mais rígidas, os pilares dos carros tiveram de engrossar, piorando pontos cegos na área frontal dos veículos.

Como se trata de uma patente, ainda não há qualquer previsão sobre quando esse tipo de inovação deverá aparecer pelas ruas.

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Inteligência artificial consegue reduzir travamentos em streaming em 30%  

LUCAS CARVALHO

Do Olhar Digital

Quem consome muito conteúdo através do YouTube ou Netflix sabe como buffering – aquela pausa no vídeo que dá tempo para recarregar as imagens que virão a seguir – pode arruinar a experiência de um filme, série ou programa online. Uma nova solução do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, promete reduzir esse sofrimento.

Trata-se do Pensieve, um sistema de inteligência artificial capaz de reduzir os travamentos em vídeos por streaming. Basicamente, o que esse software faz é aprender, com base em sua própria experiência, qual algoritmo de bitrate é ideal para a conexão do usuário.

Sites como o YouTube e a Netflix usam um sistema chamado ABR (Adaptive BitRate), um algoritmo que, normalmente, serve uma de duas funções: calcular a velocidade da internet e, assim, escolher a melhor resolução para o vídeo; e trabalhar para baixar conteúdo antecipadamente para que o vídeo não seja paralisado.

Digamos, por exemplo, que você tem uma internet de alta velocidade e ela está na sua melhor performance quando você começa a ver um filme na Netflix. Em dado momento, porém, a internet começa a ficar mais lenta. Nesse ponto, o filme começa a perder qualidade, fica mais pixelizado, para se ajustar à velocidade da sua rede.

O problema é que, se a internet ficar mais lenta, pode ser que o vídeo pare de ser reproduzido para dar tempo de a Netflix baixar o restante do conteúdo que deverá ser reproduzido a seguir. Esse sistema é automatizado, mas não é muito inteligente: não há como prever quando a internet vai ficar mais lenta e como priorizar o algoritmo ideal.

Desse modo, enquanto o player estava ocupado mantendo a resolução alta, ele se “esqueceu” de antecipar o conteúdo que viria a seguir. E quando estava baixando as imagens seguintes, não teve largura de banda necessária para manter a resolução alta. Por isso, o usuário acaba sendo obrigado a aceitar uma coisa ou outra, resolução ou buffer.

É justamente isso o que o Pensieve, do MIT, corrige: ele aprende, com o tempo de uso, e observando padrões de comportamento na internet do usuário, qual algoritmo deve ser usado para que a resolução do vídeo não sofra quedas e uma boa margem de buffer seja preservada para que não aconteçam novos travamentos.

Nos testes do MIT, o Pensieve conseguiu reproduzir vídeos com até 30% menos travamentos do que algoritmos tradicionais. Os pesquisadores por trás dessa I.A. esperam que ela seja utilizada em breve em players de empresas como Netflix e YouTube, mas, no futuro, eles imaginam que essa tecnologia será usada também para aprimorar a reprodução de conteúdo em realidade virtual.

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Valor da bitcoin começa a cair  

LEONARDO PEREIRA

do Olhar Digital

Depois de passar dias crescendo em um ritmo galopante, o valor da bitcoin começou a cair nesta terça-feira, 15, conforme revelamdados do Markets Insider.

A criptomoeda chegou a perder cerca de 7% do seu valor desde o início do dia, mas ainda assim se mantém avaliada acima de US$ 4.000 a unidade.

No momento em que este texto é escrito, uma bitcoin custa US$ 4.104,68, o que revela uma baixa de 5,37% em relação a segunda-feira.

O movimento vem na esteira de um momento histórico para a moeda virtual, que ontem chegou a ser avaliada em US$ 4.263. A moeda cresceu tanto que passou a valer mais do que todo o real que há em circulação no Brasil.

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Pesquisa encontra 10 mil fungos e bactérias em fones de ouvido; há risco de otites e até perda de audição

Por Patrícia Teixeira, G1 Campinas e Região

Uma pesquisa realizada com fones de ouvido e headfones constatou a contaminação por aproximadamente 10 mil fungos e bactérias, que podem causar de coceiras e micoses até infecções mais graves, incluindo risco de perda de audição. A análise, feita pela faculdade de biomedicina da Devry Metrocamp, em Campinas (SP), considerou a falta de higiene correta dos objetos, e os pesquisadores alertam para os problemas no compartilhamento de fones.

Segundo a doutora em ciências de alimentos, bióloga, professora e coordenadora do estudo, Rosana Siqueira, durante três meses foram avaliados 40 fones, sendo 30 do modelo mais comum (que se encaixa na cavidade da orelha) e outros 10 headfones. Os aparelhos analisados pertenciam a jovens e adultos, que costumavam emprestar a outras pessoas e não tinham, na maioria, o hábito de higienizá-los.

Em 87% dos fones foi encontrada contaminação em maior quantidade, inclusive da bactéria Staphylococcus aureus, responsável por infecções de pele – como furúnculo, impetigo -, abcessos, e também infecções das vias aéreas superiores, entre elas, otites e sinusites. Em alguns casos, pode levar até a meningite.

“Se os micro-organismos invadirem a região mais interna do ouvido, podem atingir os nervos auditivos, e isso pode afetar o sistema nervoso central e pode ocasionar, em alguns casos, a meningite. Tem que tomar cuidado, principalmente as crianças, que o sistema imunológico ainda está em formação, e idosos também. As pessoas que já tenham uma predisposição”, alerta a pesquisadora.

Entre os fungos, o Candida ssp, que também pode provocar infecções oportunistas no organismo de pessoas com a imunidade baixa, também preocupou os pesquisadores. Dependendo do sistema de defesa de cada pessoa, os micro-organismos podem chegar em órgãos importantes do ouvido e afetar a anatomia.

“Afetando a anatomia, você pode ter problemas de audição e até mesmo a labirintite”, completa a pesquisadora.

“Fiquei assustado com os fungos. É um micro-organismo que tem o desenvolvimento lento e, quando aparece, é muito difícil de tratar. Causa otomicose. A pessoa que usa muito antibiótico, e fica propensa a isso, não consegue tratar com antibiótico, precisa tratar com antimicótico”, afirma o pesquisador e aluno de biomedicina Márcio José Evangelista Júnior.

No caso dos headfones, todos os analisados tinham a presença de Staphylococcus aureus, mas em menor quantidade, o que torna seu uso um pouco mais seguro, segundo a pesquisadora. Esse modelo fica em contato com a parte externa da orelha, e também com a pele e o cabelo, ambiente que também favorece o crescimento de fungos e bactérias.

“Mesmo não tendo contato com a cera, está em contato com outras partes. As partes externas da orelha também têm contaminação. […] A forma de contaminação diminui, mas não deixa ele isento de ocasionar esses problemas”, comenta Rosana.

A solução para afastar os riscos é a limpeza adequada dos dispositivos.

A pesquisadora ressalta que ouvir o som muito alto nos fones também prejudica e altera a estrutura auricular, podendo causar também problemas de saúde, como a perda de audição.

Não compartilhe

O compartilhamento dos fones com outras pessoas não é indicado porque, além dos micro-organismos, a flora auditiva varia de pessoa pra pessoa e há o risco de pegar uma infecção.

“Se é individual, é seu. Evite emprestar. Porque a sua flora é diferente da flora da outra pessoa. É o que a gente chama de contaminação cruzada. A predisposição de uma pessoa é diferente da outra”, afirma Rosana.

Cera ajuda ou atrapalha?

Segundo Rosana, os fones mais internos acabam entrando em contato com a cera do ouvido. Quando os objetos não são limpos, acabam expostos a outros ambientes e outros micro-organismos que se prendem aos fones.

“Quando a gente coloca o fone, você abafa o canal auricular e isso deixa uma temperatura ideal para aqueles micro-organismos, eles têm alimentos, têm nutrientes. A tendência é aumentar a quantidade. […]A cera proporciona a aderência de mais micro-organismos, poeira, sujeira, fios de cabelo e isso é prejudicial, porque vai fazer com que esses micro-organismos aumentem ainda mais”, explica.

O otorrinolaringologista do Hospital da PUC de Campinas Bruno Bernardo Duarte explica que a cera é uma proteção da orelha, inclusive por ter PH ácido, que não permite, normalmente, o crescimento de fungos e bactérias. No entanto, o uso frequente de fones de ouvido e de cotonetes tende a reduzir a formação de cera, deixando o ouvido mais exposto a riscos de otites.

“Com certeza esse aparelho vai ser contaminado por fungos e bactérias. […] Num dado momento que não tenha a cera e esteja com a imunidade baixa, pode levar a uma contaminação. Pode aumentar o risco de uma otite externa”, afirma Duarte.

Tratamento difícil

O tratamento dos males provocados à saúde pelo uso de fones não é algo tão simples, segundo o médico otorrinolaringologista. As infecções podem se tornar crônicas.

“São bastante incômodas e difíceis de serem tratadas. A primeira coisa é procurar um otorrino se estiver sentido dor de ouvido, coceira excessiva, diminuição de audição. Se o conduto auditivo estiver inflamado, ele incha. Tem a sensação de que o canal está mais estreito. Pode ter uma secreção geralmente não fétida e, às vezes, a dor é ao tocar. Se ignorar os sintomas pode acontecer um desconforto muito grande, muitas vezes insuportável”, explica Duarte.

Durante o tratamento, com medicamentos antifungicos e antibactericidas, o paciente precisa ficar sem usar fones de ouvido e cotonetes por cerca de 15 dias, segundo o médico. O tratamento também costuma ser acompanhado de anti-inflamatórios e analgésicos.

Pesquisador vítima dos fones

O pesquisador Márcio José Evangelista Júnior, de 21 anos, propôs a pesquisa após ser vítima dos fones. Desde a infância tem problemas auriculares recorrentes e há dois anos teve duas infecções no ouvido. Ao fazer exames para investigar a causa, foi constatada a infecção pela bactéria Staphylococcus aureus.

“Usava [fones] boa parte do dia, no ônibus, em casa. Toda hora eu estava com fone, para conversar com as pessoas. [Com a pesquisa] fiquei meio assustado porque vi que era do fone que estava vindo isso. Tive que diminuir o uso e fazer mais higienização, que eu não tinha o costume”, conta.

Limpeza eficiente

A limpeza dos fones e headfones deve ser feita com um tipo de álcool que não agride os contatos eletrônicos do aparelho, o álcool isopropílico. Com um cotonete ou um pedaço de algodão, o usuário deve passar o produto na parte que fica em contato com a orelha e também nos fios.

A higiene precisa ser feita todos os dias, antes e após o uso, ou, no mínimo, uma vez por semana. Álcool comum ou água e sabão não devem ser usados, pois podem danificar o fone.

“O ideal é deixá-los em local arejado porque isso ajuda a eliminar os micro-organismos. Principalmente os headfones, porque eles têm uma película e ela vai aderindo, então é ideal que faça a higienização. Deixa ele secar. O problema é a lubrificação e a umidade, que a gente libera pelo suor e pela cera, porque facilita o acúmulo de micro-organismos e sujeiras “, explica.

No caso do headfone, quando ocorrer algum rasgo na película ele deve ser trocado. Mesmo assim, ela reafirma que não é recomendado compartilhar o fone com outras pessoas.

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Como a Estação Espacial Internacional ajudará a proteger as tartarugas gigantes de Galápagos

Por BBC

Cientistas querem monitorar os passos das tartarugas gigantes de Galápagos (Foto: Galapagos Tortoise Movement Ecology Program)

Cientistas querem monitorar os passos das tartarugas gigantes de Galápagos (Foto: Galapagos Tortoise Movement Ecology Program)

Elas são conhecidas como tartarugas gigantes das ilhas de Galápagos, mas quando nascem medem cerca de seis centímetros.

Desde o momento em que saem dos ninhos, os bebês de tartaruga enfrentam sozinhos o mundo e suas dificuldades. Quando conseguem sobreviver, podem chegar a 150 anos de idade. No entanto, para eles, hoje um dos maiores desafios é o crescente impacto da atividade humana.

Há anos, uma equipe internacional de cientistas rastreia a migração de populações de tartarugas adultas. Porém, os bebês são muito pequenos para receber os atuais equipamentos de GPS.

Mas agora, novos dispositivos em miniatura podem ser colocados nos recém-nascidos. Os sinais serão captados por receptores na Estação Espacial Internacional.

“Ao colocar esses transmissores em um grande número de tartarugas bebês podemos segui-las ao longo de sua vida”, explicou à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Stephen Blake, coordenador do Programa de Ecologia do Movimento das Tartarugas Gigantes de Galápagos.

“Poderemos compreender em que medida elas conseguem sobreviver, e, se não conseguem, qual foi o problema. Entender isso é crucial para a conservação da espécie no futuro”, diz.

Chips em miniatura

As tartarugas de Galápagos são apenas um exemplo das muitas espécies que serão monitoradas pela Estação Espacial graças ao projeto de Cooperação Internacional para a Pesquisa Animal desde o Espaço (Icarus, na sigla em inglês). A iniciativa, impulsionada pelo Instituto Max Planck para Ornitologia da Alemanha, espera estudar as migrações de dezena de espécies – de aves a elefantes.

Em dois meses, um foguete russo deve levar a equipe e os equipamentos ao espaço. Os chips do GPS serão especialmente adaptados para as tartarugas bebês, que pesam de 60 a 70 gramas ao nascer.

“A Estação Espacial é ideal para esse projeto, porque nela podem ser colocados equipamentos de hardware muito pesados e potentes, com antenas muito sensíveis que captam sinais muito frágeis”, explica Blake, pesquisador do Instituto Max Planck e também professor da Universidade St. Louis, em Missouri (EUA).

“Por outro lado, a Estação tem uma órbita muito baixa em comparação com a maioria dos satélites e cobre praticamente toda a superfície da Terra duas vezes por dia”, diz.

Os protótipos dos dispositivos para as tartarugas bebês pesam cerca de cinco gramas.

O mistério das migrações

Embora a tartaruga gigante seja um animal icônico de Galápagos, ainda há muitas questões sobre sua vida que a ciência ainda não conseguiu responder.

Elas migram em busca de comida melhor seguindo as estações, de acordo com o especialista do Instituto Max Planck.

Muitas ilhas de Galápagos, com vulcões ativos e inativos, elavam-se a mais de mil metros acima do nível do mar e os padrões de chuva seguem faixas de altura.

“A parte mais baixa das ilhas, a uns 150 metros, tende a receber pouca chuva e a ser mais árida. As zonas de média elevação, entre 150 e 350 metros, são semiáridas, e as mais altas, com maior cobertura de nuvens, têm mais humidade e precipitações.”

Todo ano, há uma vegetação abundante nas zonas elevadas, mas na temporada chuvosa as precipitações alcançam também as áreas mais baixas, que também ficam verdes.

As tartarugas migram para esses pontos mais baixos para comer plantas novas, ricas em proteína e fáceis de digerir, explica Blake.

Outro fator que leva os animais a se mudar é a reprodução, já que o solo e a temperatura das zonas mais baixas são mais adequados para os ninhos.

“Um dos maiores mistérios é o que os especialistas chamam de “migração parcial”. Não sabemos por que apenas uma porção das tartarugas se muda, pois, na maioria das espécies migratórias, toda a população vai junto, diz Blake.

“Por que algumas tartarugas não migram? Que fator determina se um animal vai ou não? É o tamanho do corpo ou a disponibilidade de comida? É a idade ou o estado físico”, questiona o pesquisador, que tem a tarefa de tentar descobrir as respostas.

Nômades ou sedentárias

O cientista britânico explica que existem quatro estratégias principais de migrações. Algumas tartarugas adultas são sedentárias. “Elas se mudaram apenas por um raio de 200 metros nos oito anos em que as monitoramos”, diz Blake.

Outras, que vivem em ilhas com condições mais imprevisíveis, parecem nômades. Um terceiro grupo se dispersou depois de um período para outras áreas sem nunca retornar ao local de origem. Por último, há as tartarugas que seguem um padrão sazonal e regressam para a mesma área de antes.

As tartarugas que migram seguem padrões previsíveis e usam sempre as mesmas rotas. “Ano após ano elas seguem as mesmas rotas desde as zonas mais altas até as mais baixas. Depois retornam para os mesmo lugares”, diz Blake.

O que acontece quando esses caminhos ou lugares não estão disponíveis por algum problema?

Na ilha de Santa Cruz, por exemplo, a maior parte das montanhas é usada para a criação de gados, explica o pesquisador.

O gado pode ser compatível com as tartarugas, porque eles não competem pela mesma vegetação. “Porém, se o pecuarista coloca uma cerca e bloqueia o caminho, as tartarugas podem ou não conseguir entrar nas zonas mais altas, ou ficam presas nelas, sem poder retornar às áreas de reprodução.”

‘São muito longevas…’

“Temos visto em várias espécies que quando as rotas migratórias são bloqueadas os resultados podem ser catastróficos”, explica Blake.

O projeto de monitoramento das tartarugas gigantes, seja por GPS tradicional ou com a a ajuda Estação Especial Internacional, pode ser a chave para o futuro desses animais.

“Essa pesquisa é importante, fundamentalmente porque o habitat das tartarugas está mudando devido à crescente atividade humana”, diz o pesquisador. “Essa atividade ameaça as rotas migratórias e as tartarugas gigantes de Galápagos”.

Para Blake, “as tartarugas são tão longevas que esses últimos problemas nas rotas só serão percebidos depois de muitos anos”.

“Só houver um grande problema com o sucesso reprodutivo das tartarugas só vamos saber depois de décadas”, disse Blake à BBC Mundo. “Por isso é tão importante saber o que acontece com as tartarugas bebês”.

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O que é ‘estupro virtual’? Especialistas explicam

Por Helton Simões Gomes, G1

Equipamentos eletrônicos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Equipamentos eletrônicos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

No começo deste mês, em Teresina, um homem foi preso por “estupro virtual”, após uma mudança no Código Penal. Ele tirou fotos da vítima nua, sem ela notar, e a chantageou para ter mais imagens dela em situações íntimas.

G1 conversou com especialistas para entender como o “ambiente digital” é peça-chave para o crime, ainda que não haja contato físico entre vítima e agressor.

Mudança em 2009

A advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em direito digital, afirma que a nova interpretação nasceu a partir da mudança feita há oito anos no Código Penal.

A nova redação do artigo 213 não cita o “estupro virtual”, mas passou a caracterizar estupro como o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.

Com isso, explica a advogada, o “estupro virtual” pode ocorrer, por exemplo, “quando uma pessoa, por meio da internet, WhatsApp, Skype ou mídia social, venha a constranger ou ameaçar a outra a tirar a roupa na frente de uma webcam, praticar masturbação ou se fotografar pelada”.

“Nós tínhamos uma visão de que, para haver o estupro, tinha que ter contato físico. Com a atualização da lei, [foi contemplado] o uso das vias digitais em que você não está junto da pessoa no mesmo espaço físico, mas consegue gerar um nível de influência, ao gerar medo na vítima mesmo de forma remota”, explica a advogada.

“Normalmente, aquele que gera esse ‘estupro virtual’ já tem o domínio psicológico sobre a vítima”, explica ela. “No estupro tradicional, o domínio maior era o da força bruta: pegar a pessoa à força para cometer o ato carnal ou libidinoso sem que ela quisesse.”

Para outros especialistas, as conversas servem apenas de indício de que o crime de estupro poderia ocorrer. “Estupro digital, de um lado, vai para o bullying ou para ameaça, algum constrangimento ilegal. Ou é um ato preparatório de um estupro”, diz Renato Ópice-Blum, coordenador do curso de Direito Digital do Insper (Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia).

“As evidências carnais acabam mostrando a probabilidade de consumar o crime em si, que é o estupro. A partir daí, o juiz determina a prisão para evitar o crime.”

Agora, máquinas testemunham

Para Daniel Pires, da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, o fato de as ameaças terem sido feitas pela internet e não haver contato entre agressor e vítima não impedem a prática de ser estupro.

“A conduta está tipificada como crime, porque ela foi constrangida mediante grave ameaça para manter ato libidinoso”, diz o delegado.

A internet tem ainda o poder de tornar a apuração do crime mais fácil, diz Patrícia.

“Quando a gente ia para o estupro à moda antiga [da lei], sempre tinha aquela discussão de que era a palavra de um contra a do outro. No ‘estupro virtual’, as testemunhas são as máquinas. Elas vão depor com aquilo que ficou registrado, frases, fotos, filmagens”, completa a advogada.

A polícia rastreou o endereço de IP responsável pelos acessos da conta falsa e chegou à casa do suspeito do “estupro virtual”. Lá, apreendeu celulares e computadores.

Os registros eletrônicos podem atestar se houve crime ou desfazer mal entendidos, em que inocentes são falsamente acusados.

“Se não ficar registrado o consentimento, e a parte que se diz vítima dizer que foi forçada a fazer aquilo, o suspeito vai ser enquadrado no crime de estupro. Essa questão de que foi consentido ou de haver o constrangimento faz toda a diferença na tipificação dessa modalidade de estupro”, diz Patrícia.

Constrangimento

Para o delegado do Piauí, o caso se trata do primeiro exemplo de “estupro virtual” do Brasil. Especialistas ouvidos pelo G1 dizem que isso pode ser explicado devido à vergonha das vítimas em levar os abusos à Justiça. A necessidade de ter acesso a provas também seria um fator.

“Quando isso passa a se tornar público, dentro da família e do trabalho, a vítima acaba sofrendo esse constrangimento. Constrangimento é a palavra-chave nesse crime e o que faz com que esses casos não sejam levados adiante”, diz a advogada.

“Alguém dizer assim, ‘Por que você se deixou fotografar, filmar? Por que você permitiu tudo isso, chegar a esse ponto, fora do controle, para só então denunciar?’. Esse tipo de questionamento que às vezes vêm de amigos, família e pessoas do trabalho acabam fazendo com que a vítima fique calada e não dê andamento.”

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