Uso de reconhecimento facial enfrenta primeiro processo na China

Sofia Aureli, editado por Liliane Nakagawa

Olhar Digital

O alvo é uma empresa privada, mas como a questão será aplicada com o uso da tecnologia pelo Estado?

Guo Bing, um acadêmico de direito na cidade oriental de Hangzhou, costumava passar seu tempo livre em um parque de safári local, mas deixou de frequentar o espaço quando o local exigiu de seus visitantes uma digitalização de seu rosto. Diante disso, no mês passado, Bing entrou com uma ação alegando que as novas regras do lugar violam sua privacidade.

A tecnologia de reconhecimento facial é amplamente usada na China e os internautas têm saudado Bing como um defensor dos direitos do consumidor. Uma discussão sobre o tópico obteve 100 milhões de visualizações no Weibo, o ‘Twitter’ chinês, mas ainda é pouco comentado (ou permitido comentar) sobre os constantes casos de uso da tecnologia pelo Estado.

Cerca de 300 pontos turísticos na China usam o reconhecimento facial para admitir visitantes. Segundo o parque de safáris, a prática pode diminuir as filas. O uso da tecnologia também ocorre em escolastransportes públicosinternetruas, aeroportos. Em outras palavras, o uso da tecnologia é praticamente onipresente no país.

Nas mídias sociais chinesas, o caso de Bing recebeu milhares de comentários expressando temores com a venda desses dados a profissionais de marketing de terceiros. “Na China não há proteção à privacidade”, afirmou um comentário na plataforma curtido mais de 1.500 vezes.

A lei de direitos do consumidor da China exige o consentimento dos indivíduos antes que as informações pessoais possam ser coletadas e armazenadas. E, se o caso de Bing tiver o apoio do tribunal, outras empresas precisarão prestar atenção.

Outros comentários falam também sobre a constante vigilância estatal. ”Há uma sensação de que tudo o que você diz e faz está sendo monitorado. É aterrorizante”, disse um dos comentários; outro apenas escreve “1984”, em alusão à ficção clássica de George Orwell sobre um estado autoritário e extremamente vigiado pelo ‘Grande Irmão’. Cabe aguardar se e como essas inquietações chegarão ao governo chinês.

Via: The Economist

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Antimatéria pode ser um portal para “universo sombrio”

Sofia Aureli, editado por Liliane Nakagawa

Olhar Digital

Questionamento foi feito por um artigo publicado na revista científica Nature; o estudo foi realizado por um grupo de cientistas do Japão, Alemanha, Suíça e Estados Unidos

A chave para finalmente encontrar a matéria escura pode estar escondida na antimatéria, a estranha versão invertida dos elementos que podemos ver e tocar. Uma equipe internacional de cientistas do JapãoAlemanhaSuíça e Estados Unidos liderados pelo instituto de pesquisa Riken, do Japão, está buscando respostas que desafiam a hipótese “tradicional” sobre a matéria escura e podem, futuramente, desvendar um de seus maiores segredos.

A suposição de longa data entre os físicos é que a maior parte da massa do universo é composta pela “matéria escura”, um material invisível que interage com a matéria comum por meio das leis da gravidade. Ela ainda não foi detectada diretamente, apesar dos grandes esforços para encontrá-la.

Enquanto isso, a antimatéria é como o “gêmeo maligno” da matéria: toda partícula subatômica possui uma antipartícula correspondente, uma imagem espelhada com a mesma massa, mas com carga elétrica oposta. Além disso, existe um grande mistério que envolve a comunidade científica e que ainda não há respostas: se a antimatéria é um “reflexo” do que é tangível, por que ela existe em menos quantidade no universo do que o restante da matéria?

Essa é uma das muitas perguntas não explicadas que circundam o tema. Mas, entre algumas suposições “tradicionais” dos cientistas, acredita-se que a matéria escura interage com a matéria e a antimatéria da mesma forma, disse Christian Smorra, pesquisador do Riken. Porém, “essa suposição nunca foi testada experimentalmente até agora, uma vez que as pesquisas de matéria escura na física atômica usavam apenas sondas de matéria”, e não sondas de antimatéria.

Assim, a hipótese da equipe de cientistas internacionais é de que a antimatéria interage com a matéria escura de uma forma diferente que a matéria comum. Essa suposição ajudaria a entender por que há mais matéria do que antimatéria no universo.

Segundo os estudos publicado nesta quarta-feira (13) na revista Nature, o grupo revisou os dados existentes da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN) de 2017 sobre o comportamento dos antiprótons (a versão dos prótons da antimatéria), buscando encontrar sinais de que estes estavam sendo influenciados por uma partícula teórica da matéria escura chamada de axion.

Ele é o segundo candidato mais popular de integrar a matéria escura, seguidos por uma classe de partículas chamada WIMP’s, sigla para Partículas Maciças Fracamente Interativas.

No entanto, após as análises nada apareceu para os cientistas e eles não encontraram evidências de axions. Isso, no geral, não é uma má notícia. Afinal, a maioria das ‘coisas óbvias’ já foram descobertas e, agora, é necessário se aprofundar em descartar quais propriedades a matéria escura não possui.

Por esses motivos, a pesquisa ainda não terminou e deve continuar procurando alguma descoberta que surja de todos os resultados nulos. “Trabalhos futuros devem ter como objetivo restringir ainda mais o acoplamento axônio-anti-próton e procurar evidências de interação entre a matéria escura do axônio e outras formas de antimatéria, como pósitrons (antipartículas de elétrons)”, afirmou Gianpaolo Carosi, físico do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, em um comentário também publicado na Nature

Via: Futurism

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Segredo da longevidade pode ter sido descoberto, dizem cientistas

Sofia Aureli, editado por Liliane Nakagawa

Olhar Digital

Estudo revela que ‘super’ sistema imunológico dos supercentenários abriga grande proporção de célula T auxiliar, que pode atacar e matar diretamente outras células de ameaça

Qual é o segredo para a longevidade? Os pesquisadores Kosuke Hashimoto, Nobuyoshi Hirose e Piero Carninci acreditam que a resposta para viver mais dos 110 anos pode ser um aumento das células assassinas na corrente sanguínea.

Os pesquisadores descobriram que os “supercentenários”, pessoas que atingem os 110 anos de idade ou mais, têm concentrações mais altas do que o normal de um tipo particularmente raro de célula T auxiliar no sangue. Essas células imunológicas podem proteger os mais velhos contra vírus e tumores, deixando-os com uma saúde notavelmente boa.

“A chave será entender qual é o alvo natural [das células], o que pode ajudar a revelar o que é necessário para uma vida longa e saudável”, escreveram os autores do estudo à Live Science.

Como os supercentenários são raros, é difícil coletar suas amostras celulares. Sendo assim, o novo estudo se concentrou na coleta de sangue total, uma vez que é relativamente simples de ser executada. Os pesquisadores isolaram as células do sistema imunológico do sangue de sete supercentenários e cinco participantes de controle, com idades entre 50 e 80 anos. 

Depois disso, os cientistas usam um método avançado chamado transcriptômica de célula única para descobrir as ações de cada célula imunológica. Este método mede o RNA mensageiro produzido pelos genes dentro de uma célula e, ao ler essas “mensagens” enviadas pelo RNA, os pesquisadores podem determinar as atividades de cada célula, identificando-a efetivamente e sua função.

Proteção imunológica

No total, foram coletadas mais de 41 mil células imunes dos sete supercentenários que participaram do estudo, versus as 20 mil células dos indivíduos de controle mais jovens. A descoberta de destaque, segundo os autores, foi que uma grande proporção das células imunológicas dos supercentenários eram um conjunto chamado CD4 CTLs, um tipo de célula T auxiliar que pode atacar e matar diretamente outras células de ameaça. “Isso é surpreendente, porque geralmente são um tipo de célula rara”, afirmaram.

O amplo grupo de células CD4, ou células T auxiliares, geralmente não são combatentes, mas atuam como comandantes, dizendo a outras células imunológicas o que fazer. Porém, os CTLs e o CD4 são citotóxicos, o que significa que são capazes de realmente atacar e destruir os próprios invasores.

Nos supercentenários, cerca de 25% de todos os Ts auxiliares possuem essa versão “assassina”, em contraponto com 2,8% de presença nas pessoas mais novas, segundo publicado na revista científica Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.

Vale ressaltar que o estudo não pode provar que as células imunológicas são a causa direta de extrema longevidade. Os pesquisadores analisaram o sangue de um centenário que também mostrou o padrão “normal” imunológico.

Além disso, o tamanho da amostra é pequena, mas já é comprovado que as células T citotóxicas atacam células tumorais e protegem contra vírus em camundongos. Agora, o próximo passo é descobrir o que essas células fazem nos seres humanos.

Via: Live Science

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Estrela ‘expulsa’ da Via Láctea é a terceira mais rápida já encontrada

Luiz Nogueira, editado por Matheus Luque

Olhar Digital

A estrela atingiu uma velocidade de 1.700 km por segundo após ter contato direto com um buraco negro no centro da galáxia

Astrônomos descobriram uma estrela saindo da Via Láctea a mais de 1.700 km por segundo. Esse fenômeno foi desencadeado após ela se encontrar com um buraco negro supermassivo no centro da galáxia.

Em cerca de 100 milhões de anos a estrela sairá da Via Láctea e passará o resto de sua vida vagando sozinha pelo espaço intergaláctico. Embora tenha sido previsto 30 anos atrás que os buracos negros possuíam força para lançar estrelas para fora de galáxias em velocidades muito altas, essa é a primeira vez que esse evento é registrado.

Gary da Costa, astrônomo e professor emérito da Universidade Nacional Australiana (ANU) em Canberra, disse: “Rastreamos a jornada desta estrela de volta ao centro de nossa galáxia, o que é bastante emocionante”.

Da Costa e seus colegas chegaram à conclusão de que cinco bilhões de anos atrás, a estrela fazia parte de um sistema de duas estrelas “gêmeas” que viajavam perto de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo que habita no centro da Via Láctea, que tem a massa equivalente a mais de quatro milhões de sóis.

Em algum momento, uma das estrelas chegou tão perto que acabou sendo devorada pelo buraco negro e desapareceu no esquecimento. A dinâmica dessa interação resultou na ejeção da outra estrela em velocidade extremamente alta.

O processo é conhecido como mecanismo de Hills, em homenagem ao astrônomo Jack Hills, que propôs o cenário há mais de 30 anos. 

“Esta estrela está viajando a uma velocidade recorde, dez vezes mais rápida que a maioria das estrelas da Via Láctea, incluindo o nosso Sol”, disse Da Costa. “Em termos astronômicos, a estrela deixará nossa galáxia em breve e provavelmente viajará pelo vazio do espaço intergaláctico por toda a eternidade”, completa.

A estrela, conhecida como S5-HVS1, é a terceira estrela mais rápida já encontrada. As duas outras estrelas superaram essa velocidade pois foram impulsionadas por explosões de supernova.

“Excluindo esses dois casos, essa estrela é de longe a mais rápida já vista”, declarou Dougal Mackey, coautor do estudo e membro da ANU.

A equipe fez a descoberta da estrela usando o telescópio anglo-australiano de 3,9 metros no ANU Siding Spring Observatory. A equipe estava observando fluxos de estrelas no halo da Via Láctea, mas acabou detectando a atividade incomum do fenômeno envolvendo a S5-HVS1.

Via: The Guardian

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Inteligência Artificial consegue imitar sua voz em 5 segundos

Rafael Rigues, editado por Daniel Junqueira

Olhar Digital

Software analisa uma amostra da voz original e a converte em um modelo matemático, que pode ser aplicado a um sistema capaz de ler qualquer texto

Vivemos em um mundo em que é cada vez mais difícil confiar em nossos olhos e ouvidos. Tecnologias como os deepfakes são capazes de gerar fotos e vídeos colocando pessoas em cenas e situações onde nunca estiveram, e agora um novo modelo de rede neural é capaz de clonar a voz de um humano usando uma amostra com meros 5 segundos de duração.

software é parte do artigo “Transfer Learning from Speaker Verification to Multispeaker Text-To-Speech Synthesis”, publicado no site arXiv da Universidade de Cornell, nos EUA, e escrito por Ye Jia, Yu Zhang, Ron J. Weiss, Quan Wang, Jonathan Shen, Fei Ren, Zhifeng Chen, Patrick Nguyen, Ruoming Pang, Ignacio Lopez Moreno e Yonghui Wu.

O sistema analisa a voz a ser clonada, gerando um modelo matemático. Este modelo é aplicado a um sistema de geração de texto-para-voz, que pode então reproduzir qualquer texto usando uma cópia da voz original. Embora a matemática por trás do sistema seja complexa, os resultados são impressionantes e fáceis de compreender:

Além de reproduzir uma voz já existente o sistema é capaz de gerar novas vozes, usando trechos aleatórios das amostras, e também pode ser usado em técnicas de tradução, analisando uma voz em um idioma e gerando uma voz similar à original em inglês.

Fonte: BoingBoing

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Provedor de IPTV é condenado a pagar multa de R$ 200 milhões

Sofia Aureli, editado por Matheus Luque

Olhar Digital

Omniverse, fornecedor de TV para a internet, vai pagar cerca de R$ 200 milhões para a coalisão anti-pirataria ACE (Aliança para Criatividade e Entretenimento) em danos à propriedade intelectual

Omniverse, um famoso provedor de IPTV, concordou em pagar US$ 50 milhões, algo próximo de R$ 200 milhões, a vários estúdios de Hollywood. A ação foi movida pelo grupo Aliança para Criatividade e Entretenimento (ACE), que só este mês derrubou dois serviços ilegais de televisão para a internet: Open Source e Streamango.

O grupo, que engloba grandes estúdios de Hollywood, entrou em ação contra a Omniverse One World Television em fevereiro. A acusação contra a companhia e seu dono, Jason DeMeo, era pelo fornecimento de canais de transmissão pirata para vários serviços de IPTV.

A Omniverse vendia serviços de transmissão ao vivo à distribuidores de terceiros, como Dragon Box e HDHomerun, que, por sua vez, ofereceram os pacotes de transmissão aos clientes. De acordo com a ACE, a empresa fornecia TV pirata por streaming, oferecendo esses canais sem a permissão de seus membros.

No início, o serviço não aceitou as alegações, descrevendo-as como “escandalosas”. A Omniverse se defendeu usando como base um acordo da empresa de cabo licenciada Hovsat, que, por sua vez, tem um contrato de longa data com a DirecTV para distribuir diversos canais de TV sob baixa restrição. O serviço chegou a processar este segundo provedor, acreditando que estava sendo enganado, mas as autoridades não aceitaram os argumentos

Desde então, inúmeros distribuidores se afastaram do serviço, pressionando a Omniverse, que acabou acatando as negociações com a ACE. De acordo com o anúncio do grupo-antipirataria, ambas as partes concordaram em resolver o assunto mediante pagamento da multa de US$ 50 milhões (R$ 200 milhões). “Os danos são concedidos a favor dos autores e contra os réus, solidariamente, no valor de cinquenta milhões de dólares”, afirma o julgamento.

Além disso, o contrato também inclui uma liminar permanente que impede a Omnvierse e seu proprietário, Jason DeMeo, de operar o serviço e se envolver no fornecimento ou oferta de canais de streaming piratas de qualquer outra maneira.

A ACE está construindo um histórico em ganhar casos envolvendo o combate à pirataria. Em outubro, a aliança fechou quatro serviços de streaming: SetTV, Dragon Box, TicketBox e Vader Streams. Entre os membros da aliança estão Amazon, BBC Worldwide, Sony Pictures, Grupo Globo, HBONetflix, Paramount, Walt Disney, Warner bros, Lionsgate, entre outras.

No Brasil, a luta contra serviços de IPTV também está sendo travada e ganhou um novo capítulo semana passada, quando o Ministério da Justiça promoveu a Operação 404, contra redes de pirataria, em diversos estados.

Via: Torrent Freak

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Pesquisadores descobrem no Brasil fósseis do dinossauro mais antigo do mundo

Liliane Nakagawa

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Comedor de carne mesozóico de 230 milhões de anos era pequeno, mas feroz

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (RS) e da Universidade de São Paulo encontraram, próxima à cidade de Santa Maria (RS), os ossos do carnívoro originário do período Triássico (aproximadamente 230 milhões de anos atrás), que tinha quase três metros de comprimento, pequeno, mas feroz.

Reprodução

Trata-se do Gnathovorax cabreirai – que significa “uma mandíbula para devorar coisas”, que possuía ainda os restos fossilizados tão bem conservados a ponto dos pesquisadores serem capazes de reconstruir parte da morfologia cerebral do animal e identificar características predatórias reveladoras. A descoberta foi publicada na semana passada na revista científica PeerJ. 

“Os dinossauros predadores eram um componente ecológico importante dos ecossistemas mesozóicos terrestres. Embora os dinossauros terópodes tenham esse papel durante os períodos jurássico e cretáceo (e provavelmente a porção pós-carniana do Triássico), é difícil descrever o cenário carniano, devido à escassez de fósseis”, escreveu a equipe de pesquisa em seu estudo.

Reprodução

Os pesquisadores afirmaram ainda que o excelente estado do esqueleto e sua completude significam que o espécime lança luz sobre aspectos pouco compreendidos de toda uma classe de anatomia e cérebros dos dinossauros. 

Via: CNET

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Comportamento do oxigênio em Marte espanta cientistas da Nasa

Luiz Nogueira, editado por Matheus Luque

Olhar Digital

Houve um aumento de 30% no nível de oxigênio na atmosfera do planeta

O Sample Analysis at Mars (SAM) é um instrumento a bordo do rover Curiosity que é responsável por analisar o ar do planeta vermelho. A maioria dos produtos químicos presentes se comportou de maneira previsível, aumentando e diminuindo em relação à quantidade de dióxido de carbono presente.

Entretanto, o oxigênio apresentou um comportamento fora do comum que deixou os cientistas da Nasa curiosos. De acordo com artigo publicado no Journal of Geophysical Research: Planets, o oxigênio de Marte aumentou inesperadamente em mais de 30% na primavera e no verão.

Para tentar explicar o fenômeno, os pesquisadores checaram diversas vezes as leituras do SAM e triplicaram sua precisão. Em seguida, eles chegaram a considerar que moléculas de CO2 ou água poderiam estar se separando para produzir oxigênio extra. Por fim, verificaram se a radiação solar poderia causar essa divisão.

Entretanto, eles não conseguiram encontrar uma explicação plausível para o fenômeno. “Estamos lutando para explicar isso”, disse Melissa Trainer, cientista planetária do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa. “O fato de o comportamento do oxigênio ter mudado drasticamente, nos faz pensar que talvez não tenha a ver com a dinâmica atmosférica, mas sim com alguma fonte química”, completa.

A explicação talvez esteja ligada ao metano presente na superfície do planeta. Por mais de 15 anos os cientistas tentam explicar a presença do gás. Recentemente, a evaporação foi atribuída a uma camada de gelo na superfície do planeta.

Embora eles ainda não tenham descoberto por que os níveis atmosféricos de metano atingem picos no verão, eles estão se perguntando se os fenômenos possuem alguma ligação.

“Estamos começando a ver essa correlação tentadora entre metano e oxigênio durante boa parte do ano em Marte”, disse Sushil Atreya, professor de ciências climáticas e espaciais da Universidade de Michigan. “Eu acho que há algo nessa história. Eu apenas não tenho as respostas ainda. Ninguém tem.”

Via: Futurism

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O que é energia escura, um dos grandes mistérios do Universo

Por BBC

A aceleração da expansão do universo não pode ser explicada, no contexto da relatividade geral de Einstein, sem a existência de uma forma desconhecida de energia — Foto: Nasa

A aceleração da expansão do universo não pode ser explicada, no contexto da relatividade geral de Einstein, sem a existência de uma forma desconhecida de energia — Foto: Nasa

A energia escura, maior componente do universo em que vivemos, ainda é um enigma para nós.

Os átomos compõem tudo o que é conhecido: os planetas, as estrelas e nós, seres humanos. Mesmo assim, tudo isso representa apenas 5% de todo o universo.

O restante é formado pelo que os cientistas chamam de energia escura (a maior parte) e de matéria escura.

Os astrônomos agora têm um novo e poderoso instrumento para estudar essa energia escura, o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (conhecido como Desi, na sigla em inglês).

Esse equipamento vai permitir a produção de um mapa mais detalhado do universo depois de observar cerca de 35 milhões de galáxias em cinco anos.

Mas o que se sabe até agora sobre a energia escura e como o Desi vai estudá-la?

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com um dos especialistas que realizará a tarefa, o astrônomo argentino Ariel Sánchez, PhD em astronomia e pesquisador do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, com sede em Garching, na Alemanha. Confira a entrevista abaixo.

Ariel Sánchez é PhD em astronomia pela Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, e desde 2008 é pesquisador científico do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre em Garching, na Alemanha — Foto: Ariel Sánchez/Arquivo Pessoal

Ariel Sánchez é PhD em astronomia pela Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, e desde 2008 é pesquisador científico do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre em Garching, na Alemanha — Foto: Ariel Sánchez/Arquivo Pessoal

BBC – A previsão inicial era de que a expansão do universo que começou após o Big Bang se tornaria mais lenta devido à gravidade. Mas está acelerando. Como você explica esse fenômeno?

Ariel Sánchez – A evolução do universo em suas maiores escalas é controlada pela gravidade. Atualmente, a melhor descrição da gravidade que nós temos foi dada por Albert Einstein em sua teoria da relatividade geral.

A aplicação das equações de Einstein ao universo como um todo são soluções de universos dinâmicos, ou seja, eles se expandem ou se contraem.

Desde que (o astrônomo americano) Edwin Hubble fez suas observações por volta de 1930, sabemos que nosso universo está se expandindo.

De acordo com Einstein, a matéria contida no universo tende a desacelerar essa expansão.

Isso ocorre porque a expansão do universo, que tenta aumentar a distância entre dois pontos no espaço, deve lutar contra o efeito da atração gravitacional da matéria que ele contém, o que tende a aproximá-los.

No final do século 20, os astrônomos tentaram medir essa taxa de desaceleração de expansão usando observações de supernovas em galáxias distantes. O resultado foi surpreendente.

A expansão do universo não está em desaceleração. Pelo contrário, ela está se acelerando. As distâncias entre galáxias longínquas estão aumentando em uma taxa crescente.

BBC – Isso indica a presença da energia escura?

Sánchez – Esse resultado mudou drasticamente nossa compreensão do universo. No contexto da relatividade geral de Einstein, isso não é possível se o universo contiver apenas matéria.

Isso indica a existência de um componente adicional, uma forma de energia desconhecida que tem pressão negativa e que neutraliza o efeito atrativo da gravidade, impulsionando a expansão acelerada do universo.

Decifrar a natureza desse componente que denominamos energia escura é um dos problemas em aberto mais importantes da física atual.

BBC – Como é possível saber que a energia escura constitui uma grande parte do universo? E qual é a porcentagem disso?

Sánchez – Um dos objetivos da cosmologia (ramo da astronomia que estuda a origem e a formação do universo) é fazer um inventário detalhado da energia que o universo contém, listando todos os seus componentes e a fração da energia total que cada um representa.

Para chegar a isso, usamos observações astronômicas da distribuição de matéria e luz no espaço.

Graças a essas observações, sabemos que a idade do universo é de cerca de 14 bilhões de anos e que, aproximadamente quatro bilhões de anos atrás, sua expansão começou a se acelerar.

Esse ponto corresponde ao momento da história do universo em que a energia escura começou a dominar a matéria.

Isso indica que a energia escura é atualmente o principal componente deste inventário cósmico e que ela constitui aproximadamente 70% da energia total no universo.

BBC – Como a energia escura difere da matéria escura?

Sánchez – No inventário, o próximo componente em importância é a matéria escura, uma vez que constitui cerca de 25% da energia total do universo.

A matéria escura é uma forma de matéria que não interage com a luz. Sua presença é detectável apenas por seus efeitos gravitacionais na formação e evolução de estruturas no universo, como galáxias e aglomerados de galáxias.

Existem inúmeras evidências da existência de matéria escura.

A matéria comum, feita de átomos, constitui menos de 5% da energia total do universo.

E outros componentes, como neutrinos ou fótons, têm contribuições muito menores.

BBC – Quais são as propriedades da matéria escura que a tornam diferente da energia escura?

Sánchez – Embora a natureza da matéria escura não seja conhecida exatamente, as observações astronômicas nos permitem ter uma boa ideia de suas propriedades.

Como a matéria comum, a matéria escura ajuda a retardar a expansão do universo; isto é, o efeito oposto da energia escura.

Outra diferença importante entre esses componentes é sua distribuição no espaço.

A matéria escura apresenta flutuações em sua densidade que crescem com o tempo, com áreas mais densas adquirindo cada vez mais matéria devido à sua atração gravitacional.

A energia escura, por outro lado, parece seguir uma distribuição uniforme, com a mesma densidade no espaço.

BBC – A energia escura será estudada com um novo e poderoso instrumento, o Desi. Por que as pessoas estão dizendo que ele tem 5 mil mini telescópios?

Sánchez – O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura contém um conjunto de 5 mil fibras ópticas, cada uma delas controlada por um pequeno braço robótico que as coloca na posição correta para receber luz de uma galáxia.

Ele está instalado no telescópio Mayall do Observatório Kitt Peak, no Arizona, nos Estados Unidos, e tem quatro metros de diâmetro.

Seu design permite cobrir em cada observação um grande campo no céu.

E isso, juntamente com a possibilidade de ‘enxergar’ 5 mil galáxias simultaneamente, faz com que ele seja uma máquina perfeita para construir um grande catálogo em um curto espaço de tempo.

Projetos anteriores criaram catálogos de galáxias semelhantes, mas o Desi levará esses esforços a um novo nível, observando cerca de 35 milhões de galáxias em cinco anos.

BBC – Como o Desi vai capturar a luz de 5 mil galáxias simultaneamente e como essa luz vai medir suas distâncias?

Sánchez – Quando olhamos para uma galáxia no céu, não sabemos a que distância ela está de nós. Mas a expansão cósmica nos ajuda a inferir isso.

Quando as ondas de luz se propagam pelo espaço, a expansão do universo as “estica”, alterando seu comprimento de onda e tornando-as mais avermelhadas. Esse processo é conhecido como “desvio para o vermelho”.

Se separarmos a luz das galáxias distantes nas cores que as compõem, semelhante ao que pode ser feito com um prisma, podemos reconhecer o efeito do desvio para o vermelho.

Quanto mais distante a galáxia, maior será o seu desvio para o vermelho. Dessa forma, podemos estimar a distância para as galáxias.

O Desi vai observar cerca de 35 milhões de galáxias para medir seus desvios para o vermelho.

Juntamente com suas posições no céu, essas distâncias nos permitirão construir um mapa tridimensional da distribuição de galáxias em um grande volume do universo.

Um detalhe importante é que quanto mais distante uma galáxia, mais sua luz viaja em nossa direção. Portanto, ao observar galáxias a diferentes distâncias de nós, podemos estudar a evolução do universo ao longo do tempo.

BBC – Como esse mapa o ajudará a entender o que é energia escura?

Sánchez – Os dados do Desi nos permitirão reconstruir com precisão a história da expansão do universo e a taxa de formação da estrutura ao longo de um período de 11 bilhões de anos.

Esses dados vão permitir caracterizar as propriedades da energia escura com grande precisão.

Todos os dados que temos hoje são consistentes com o modelo cosmológico padrão, no qual a energia escura corresponde à “energia de vácuo”.

Essa é uma energia de origem quântica, pequena, mas irredutível, que é uma propriedade do próprio espaço, mesmo na ausência de matéria.

Esse componente aumenta continuamente o espaço, impulsionando a expansão acelerada do universo.

De qualquer forma, podemos esperar uma caracterização muito mais precisa da energia escura quando tivermos os dados do Desi, o que nos aproximará um pouco das respostas às grandes questões abertas da cosmologia.

BBC – Por que o Desi ajudará a testar a teoria da gravidade de Einstein?

Sánchez – No contexto da relatividade geral, a expansão acelerada do universo implica na existência de energia escura.

Alternativamente, isso poderia ser interpretado como a indicação de um problema na teoria de Einstein, evidência de que ela não descreve corretamente o modo como a gravidade se comporta em escalas cosmológicas.

A distribuição de galáxias no universo que será observada pelo Desi nos permitirá testar as previsões da relatividade geral em escalas cosmológicas, muito maiores do que as usadas em outros testes.

Os dados do Desi nos ajudarão a distinguir entre os dois cenários possíveis para a origem da expansão acelerada do universo: a existência de energia escura ou a necessidade de modificar a teoria da relatividade geral de Einstein.

BBC – Como você decidiu se dedicar ao estudo da energia escura?

Sánchez – Desde a adolescência, eu já sabia que queria me dedicar à cosmologia. A descoberta da aceleração cósmica ocorreu logo após o início dos meus estudos.

A importância dessa descoberta foi reconhecida com o Prêmio Nobel de Física de 2011. Ela revolucionou o campo da cosmologia para torná-la uma das áreas mais dinâmicas da física.

Tive a sorte de começar minha carreira a tempo de fazer parte desse desenvolvimento.

Me considero muito sortudo por poder contribuir com meu trabalho para a tarefa de entender nosso universo com mais detalhes.

BBC – O que você sente quando pensa que nós só conhecemos 5% do universo?

Sánchez – Isso gera ainda mais curiosidade em mim.

O desejo de conhecer nosso universo e as leis que o controlam com mais detalhes é a principal motivação do meu trabalho e de muitos de meus colegas.

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China afirma que Huawei vai construir rede 5G no Brasil

Guilherme Preta, editado por Matheus Luque

Olhar Digital

Governo chinês diz estar confiante de que Brasil vai escolher a empresa chinesa para construção da rede móvel 5G

O governo da China diz estar confiante de que o Brasil vai escolher a Huawei para construir a rede móvel 5G no país.

Xi Jinping, presidente chinês, se encontrará com o presidente Jair Bolsonaro esta semana, durante a cúpula do BRICS. Esse será o segundo encontro entre os dois em menos de um mês.

Embaixador da China em Brasília, Yang Wanming disse acreditar que o Brasil “levará em conta seu próprio interesse no desenvolvimento”, destacando que a relação do país com a Huawei permaneceu racional em meio a campanha de difamação realizada pelos EUA.

As autoridades americanas alertaram seus aliados sobre a dependência de componentes da Huawei em redes 5G, afirmando que isso facilitaria a espionagem chinesa. Secretário de Estados dos EUA, Mike Pompeo reiterou as advertências em um discurso na Alemanha, dizendo que a empresa não é totalmente confiável, já que está sob o controle do partido comunista da China.

O vasto apetite da China por matéria-prima, como ferro e soja, tornou o país o principal parceiro comercial do Brasil nos últimos anos; as empresas chinesas investem de forma pesada no país.

Por outro lado, o presidente brasileiro é um aliado de Donald Trump, presidente americano, e Washington alertou que poderia diminuir a cooperação de segurança com o Brasil se a escolha pela Huawei se confirmar.

Via: Bloomberg

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