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Entenda o que é entrelaçamento quântico, área de estudo laureada com o Nobel de Física deste ano

Rodrigo Mozelli 

Olhar Digital

Nesta terça-feira (4), o Instituto Nobel deu o Prêmio Nobel de Física deste ano aos pesquisadores Alain Aspect (França), John Clauser (EUA) e Anton Zeilinger (Áustria) por sua pesquisa com mecânica quântica. Os pesquisadores dividirão entre si o prêmio de dez milhões de coroas suecas (R$ 4,7 milhões).

O trio se focou em uma das ramificações da física quântica, o entrelaçamento quântico. O também chamado de estados quânticos entrelaçados se dá quando duas partículas subatômicas se comportam como uma só, mesmo quando separadas.PUBLICIDADE

O trabalho destes pesquisadores pode ser inovador nas próximas décadas, pois pode abrir caminho para nova geração de computadores e sistemas de telecomunicações poderosos que serão impossíveis de serem invadidos.

Do que se trata o entrelaçamento quântico?

Como dito anteriormente, o entrelaçamento quântico se dá quando duas ou mais partículas de tamanho quântico (comumente os fótons, que são partículas de luz) mantém forte ligação entre si quando distantes umas das outras e sem qualquer conexão física. O estado compartilhado das partículas pode ser sua energia ou giro.

A base teórica é antiga, data de 1960 e foi esquematizada pelo físico norte-irlandês John Stewart Bell. Contudo, o trio ganhador do Nobel foi o responsável por conduzir as experiências necessárias para comprovar a teoria e de que ela tem usos práticos.

“Sempre me interessei pela mecânica quântica desde os primeiros momentos em que li sobre ela. E realmente fiquei impressionado com algumas das previsões teóricas, porque elas não se encaixavam nas intuições usuais que se poderia ter”, disse Zeilinger à BBC News.

Em quais aplicações o entrelaçamento quântico pode ser utilizado?

Já não é de hoje que usos práticos para o entrelaçamento quântico vêm surgindo. Talvez o mais sonante – conhecido – sejam os computadores quânticos, poderosos equipamentos que podem ocupar salas e mais salas, andares e mais andares (como os computadores à válvula da primeira metade do século XX), com potente resfriamento e que são capazes de resolver problemas muito complexos.

Seu outro uso está relativamente atrelado, pois trata-se da criptografia, qual, com a exploração aguda do entrelaçamento quântico, pode efetivamente tornar-se 100% inviolável, já que um espião, por exemplo, não conseguiria quebrar a segurança de comunicações privadas.

“Isso é útil para militares e bancos etc., em comunicações seguras”, disse John Clauser. “A maior aplicação que eu saiba foi feita pelos chineses, que lançaram satélite há vários anos que eles usam para comunicações seguras ao longo de milhares de quilômetros.”

A “abertura” deste “oceano” de possibilidades por parte dos três físicos permite à comunidade científica que continue aprimorando os usos atuais do entrelaçamento quântico, bem como possa se preparar e ficar na expectativa pelo surgimento de muitas outras aplicações.

Com informações de BBC e UOL

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Fonte de meteoritos escurecidos é identificada em cinturão de asteroides

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por André Lucena 

Olhar Digital

Um artigo apontou que um asteroide, chamado 1998 OR2, foi identificado como uma fonte potencial de meteoritos escurecidos por choque. Esse objeto, localizado no cinturão de asteroides, próximo à Terra, tem cerca de 2,4 quilômetros de largura e se aproximou da Terra em abril de 2020.

De acordo com o principal autor do estudo, Adam Battle, “o escurecimento do choque é um processo de alteração causado quando algo impacta um corpo planetário com força suficiente para que as temperaturas derretam parcial ou totalmente essas rochas e, assim, alterem sua aparência tanto para o olho humano quanto em nossos dados”.

Battle complementa o raciocínio ao alegar que “este processo foi visto em meteoritos muitas vezes, mas só foi visto em asteroides em um ou dois casos no cinturão principal de asteroides, que é encontrado entre Marte e Júpiter.”

O coautor do estudo Vishnu Reddy declarou que os “impactos são muito comuns em asteroides e em qualquer corpo sólido no Sistema Solar porque vemos crateras de impacto nesses objetos a partir de imagens de naves espaciais”. Reddy alega que “encontrar um meteorito oriundo desses asteroides na Terra é bem raro”.

Para realizar esse estudo, Battle e Reddy usaram o sistema RAPTORS, um telescópio localizado no topo do edifício Kuiper Space Sciences, para coletar dados sobre a composição superficial de 1998 OR2. Com esses dados, eles conseguiram determinar que ele parecia um asteroide condrito comum, ou seja, compostos por minerais como olivina e piroxeno. Entretanto, quando a equipe executou os dados, a ferramenta de classificação sugeriu que o asteroide era, em vez disso, um asteroide carbonáceo, caracteristicamente escuro e sem maiores informações.

Incompatibilidade de informações do meteoro

Surpreso com a incompatibilidade, Battle decidiu ir mais a fundo na investigação. Uma possível causa para a discrepância poderia ser o clima espacial, no qual a exposição ao ambiente espacial causa alterações na superfície do asteroide. Entretanto, se esse fosse o caso, o asteroide pareceria ser ligeiramente mais vermelho em cores do que é.

Em 2013, quando a bola de fogo sobre a Rússia produziu meteoritos com características escurecidas, o interesse dos pesquisadores ficou ainda mais acentuado. Com essa descoberta, juntamente com os dados prévios, Reddy logo descobriu que há asteroides escurecidos no cinturão principal de asteroides entre Marte e Júpiter.

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Bairro inteligente brasileiro quer ser exemplo mundial em tecnologia

Por William Schendes, editado por Adriano Camargo 

Olhar Digital

Parceria entre Siemens e MARAEY resulta em acordo para criar uma Smart Destination, que pode ser traduzido por complexo turístico tecnológico. A construção, que está sendo projetada na Costa do Sol, em Maricá, Rio de Janeiro, caminha para ser exemplo mundial em tecnologia, tornando-se o primeiro Smart Destination do país.

A Maraey funcionará como uma espécie de bairro inteligente e contará com quatro hotéis cinco estrelas, shopping, hospital, oito mil residências, universidade e escola – e toda automação e digitalização será fornecida pela Siemens.PUBLICIDADE

“Trazer a tecnologia com propósito da Siemens para dentro do complexo é a escolha mais acertada para termos um empreendimento sustentável e alinhado com as práticas mais inovadoras em termos de eficiência energética, gestão inteligente de edificações e descarbonização”, diz Emilio Izquierdo, CEO de MARAEY.

As edificações inteligentes são as mais modernas em termos de planejamento e execução, a gestão integrada garante serviços de saneamento, eletricidade, água potável, irrigação, e telecomunicações. Nessas construções o fornecimento de energia é ininterrupto e seguro pois utiliza o conceito de eficiência energética para reduzir as emissões de carbono e economizar energia.

O saneamento complexo é outra tecnologia de destaque na construção do Maraey, que contará com práticas inovadoras de gestão e operação para todos os sistemas de infraestrutura de redes de água e esgoto, estações de tratamento (ETEs) e irrigação, o que evita o desperdício de água e vazamentos, por meio de monitoramento via sensores instalados em plataformas digitais (cloud).

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“Já vivi isso antes”: misterioso fenômeno Déjà Vu pode estar perto de ser desvendado

Por Flavia Correia, editado por André Lucena  

Olhar Digital

Você já teve aquela sensação estranha de que já passou pela mesma situação antes, mesmo sem nunca ter, de fato, vivido aquele momento? Este fenômeno, conhecido como Déjà Vu, tem intrigado filósofos, neurologistas e pesquisadores há muito tempo.

A partir do fim do século 19, muitas teorias começaram a surgir sobre o que poderia causar o Déjà Vu, que significa “já visto”, em francês.

Algumas delas sugeriam que, talvez, o fenômeno seja decorrente de alguma disfunção mental ou algum tipo de problema cerebral. Algumas correntes defendem que se trata de um “soluço temporário” na operação normal da memória humana. 

No entanto, nenhuma dessas linhas teria algum embasamento científico, permanecendo tudo no campo da paranormalidade.

Do sobrenatural para o científico

Em um artigo publicado no site The Conversation, Anne Cleary, professora de Psicologia Cognitiva da Universidade Estadual do Colorado, nos EUA, conta que, no início deste milênio, um cientista chamado Alan Brown decidiu fazer uma revisão de tudo o que os pesquisadores haviam escrito sobre Déjà Vu até aquele ponto.

“Muito do que ele poderia encontrar tinha um sabor paranormal, tendo a ver com o sobrenatural – coisas como vidas passadas ou habilidades psíquicas”, relatou Anne. “Mas ele também encontrou estudos que entrevistaram pessoas comuns sobre suas experiências com Déjà Vu”.

A partir desse material, Brown foi capaz de obter algumas descobertas básicas sobre o fenômeno. “Por exemplo, ele descobriu que cerca de dois terços das pessoas experimentam Déjà Vu em algum momento de suas vidas. Ele determinou que o gatilho mais comum é uma cena ou lugar, e o próximo gatilho mais comum é uma conversa”.

Segundo Anne, Brown também relatou dicas ao longo de um século ou mais da literatura médica de uma possível associação entre o Déjà Vu e alguns tipos de atividade convulsiva no cérebro.

“A revisão de Brown trouxe o tema do Déjà Vu para o reino da ciência mais mainstream, porque apareceu tanto em uma revista científica que cientistas que estudam cognição tendem a ler, como também em um livro voltado para cientistas”, disse Anne. “Seu trabalho serviu como um catalisador para os cientistas projetarem experimentos para investigar o Déjà Vu”.

Motivada pelo trabalho de Brown, Anne reuniu sua equipe de pesquisa para realizar experimentos com o objetivo de testar hipóteses sobre possíveis mecanismos de Déjà Vu. Os resultados foram publicados na revista científica Routledge.

“Investigamos uma hipótese quase centenária que sugeria que o fenômeno pode acontecer quando há uma semelhança espacial entre uma cena atual e uma cena não chamada em sua memória”, explicou a pesquisadora. 

Psicólogos da linha Gestalt chamam isso de hipótese de familiaridade. Anne exemplifica: “Imagine que você está passando no posto de enfermagem em uma unidade hospitalar a caminho para visitar um amigo doente. Embora você nunca tenha ido a este hospital antes, você está impressionado com um sentimento que você tem”.

A causa básica para essa experiência de Déjà Vu, segundo o estudo de Anne, pode ser que o layout da cena, incluindo a disposição dos móveis e objetos particulares dentro do espaço, seja igual ao de uma cena diferente, que você experimentou no passado. “Talvez a forma como a estação de enfermagem está situada – os móveis, os itens no balcão, a forma como se conecta aos cantos do corredor – seja o mesmo que uma série de mesas de recepção e móveis em um corredor na entrada de um evento escolar que você participou um ano antes”.

De acordo com a hipótese de familiaridade na Gestalt, se essa situação anterior com um layout semelhante ao atual não vier à mente, você pode ficar apenas com um forte sentimento de familiaridade para o atual.

Como os cientistas investigaram o Déjà Vu

Para investigar essa ideia em laboratório, a equipe liderada por Anne usou realidade virtual para colocar pessoas dentro de cenas. “Dessa forma, poderíamos manipular os ambientes em que as pessoas se encontravam – algumas cenas compartilhavam o mesmo layout espacial enquanto eram distintas”, disse Anne.

Como previsto pela equipe, o Déjà Vu foi mais provável de acontecer quando as pessoas estavam em uma cena que continha o mesmo arranjo espacial de elementos como uma cena anterior que eles viam, mas não se lembravam.

Esta pesquisa sugere que um fator contribuinte para o Déjà Vu pode ser a semelhança espacial de uma nova cena com uma na memória que não consegue ser conscientemente chamada à mente no momento.

“No entanto, isso não significa que a semelhança espacial é a única causa de Déjà Vu”, ressalta a pesquisadora. “Muito provavelmente, muitos fatores podem contribuir para o que faz uma cena ou uma situação parecer familiar”. 

Segundo Anne, mais pesquisas estão em andamento para investigar outros possíveis fatores em jogo neste misterioso fenômeno.

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Fezes e árvores usados para compostagem nos EUA

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares 

Olha Digital

Diante de um cenário de alta perda de densidade de espécies nativas de árvores, na área metropolitana das grandes cidades dos Estados Unidos, a Universidade de Yale a partir de uma análise verificou que os resíduos secos das árvores urbanas e resíduos humanos poderiam ser reutilizados para cultivar novas árvores, reduzir a exploração madeireira e as emissões de carbono.P

Essa é uma alternativa potencialmente grande, pois as cidades dos EUA geram mais de 45 milhões de toneladas de resíduos de árvores a cada ano. Estimativas recentes do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura do país indicam que uma em cada seis espécies nativas corre o risco de ser extinta, devido a ameaças crescentes

Espécies invasoras, doenças, mudanças climáticas, exploração madeireira e incêndios florestais são as principais causas da derrubada de vegetação nativa. Essa perda se torna um grande problema, já que integram uma parte crítica da infraestrutura verde das cidades. Sem o efeito de resfriamento gerado pelas folhagens, o concreto e o asfalto podem se transformar em uma ilha urbana de calor mortal.

Além disso, as árvores atuam positivamente no controle do aquecimento global, pois sequestram gás carbônico, um dos responsáveis pela acentuação do efeito estufa. O gerente de programa de silvicultura urbana da Fundação Dia da Árvore, Pete Smith, declarou ao portal Wired que “esta não é uma ideia nova, apenas precisa de dinheiro e força de vontade dos funcionários da cidade para ser mais sustentável”.

Os pesquisadores do Centro de Ecologia Industrial de Yale calcularam que a conversão de resíduos em composto pode ser ambientalmente benéfico em vários níveis. Segundo os autores do estudo, “esses produtos podem ser substitutos de materiais virgens, como fertilizantes, e, assim, reduzir impactos ambientais associados”.

Um dos produtos criados através da reciclagem — o composto — pode então ser redirecionado especificamente para o problema da perda de árvores urbanas. Para árvores, adubo imitam o chão da floresta e ajudam o solo ao redor de suas raízes a reter água e nutrientes, o que é crítico em ambientes urbanos onde as árvores podem ser expostas a condições de crescimento mais quentes, secas e estressantes. Resíduos de árvores não são os únicos produtos indesejados que podem ser utilizados para este fim. Uma alternativa possível para suprir as árvores de nutrientes é a reciclagem das fezes.

Estações de tratamento de águas residuais já estão se empenhando em formas seguras de utilizar biosólidos reciclados (fezes e outras matérias orgânicas), que passam por estações de tratamento de água e muitas vezes acabam em aterros sanitários ou incineradores.

Projetos de recuperação de árvores são postos em prática

A DC Water, que fornece serviços de água e esgoto para Washington DC, capital dos EUA, é um exemplo de empresa que está desenvolvendo um produto chamado Bloom, que tenta imitar os solos naturais ricos em nutrientes. A companhia espera vender cerca de 60.000 toneladas para agricultores, paisagistas e outros clientes apenas em 2022. Segundo o diretor de recupração de recursos da DC Water, Chris Peot, “o objetivo é mudar a mentalidade em torno do lixo humano”, pois ela “não é um passivo; é um ativo”.

Em Austin, no Texas, biosólidos são utilizado em quintais da cidade e depois curados por vários meses para criar um produto de solo chamado Dillo Dirt. Esse é um produto que a cidade vem fazendo há décadas e, dentre as suas muitas aplicações, está sendo usado para ajudar o plantio e manutenção de árvores. A cidade conseguiu aumentar, desde 2006, cerca de 20% da sua cobertura vegetal.

Pesquisas recentes sugerem que o efeito de resfriamento que o uso desses materiais pode causar salvará vidas, principalmente graças a capacidade das árvores de temperar o rápido aumento das temperaturas da superfície urbana.

É claro que a reciclagem de árvores e resíduos humanos não é suficiente para promover o aumento das árvores nas cidades. Outras medidas de conservação, principalmente, precisam ser tomadas. Entretanto, a reciclagem pode ser muito útil para ajudar a diminuir o declínio na cobertura de árvores urbanas.

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Como cuspe de vermes pode ajudar a enfrentar a poluição?

Por Flavia Correia, editado por Lucas Soares 

Olhar Digital

Enzimas encontradas na saliva de vermes conhecidos como traças-de-cera podem degradar uma das formas mais comuns de resíduos plásticos, segundo uma pesquisa publicada nesta terça-feira (4) na revista Nature Communicationsse tornando uma alternativa no combate à poluição.

Os seres humanos produzem cerca de 400 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos a cada ano, em detrimento às ações internacionais para reduzir o uso de plásticos de uso único e aumentar a reciclagem.

Cerca de um terço desses resíduos vem do polietileno, um plástico resistente graças à sua estrutura peculiar, que requer aquecimento ou radiação antes de começar a quebrar.

Diversos estudos apontam que microrganismos podem liberar enzimas que iniciam o processo de degradação do polietileno, mas todos os observados foram feitos de forma muito demorada – levando meses para se concluir. A nova abordagem descobriu que as enzimas localizadas na saliva das traças-de-cera (Galleria mellonella), por sua vez, podem agir em apenas algumas horas.

Federica Bertocchini, uma ávida pesquisadora da apicultura, contou que seu primeiro contato com a ideia de que esta pequena lagarta tinha poderes incomuns aconteceu há alguns anos, ao armazenar favos de mel.

“No final da temporada, geralmente os apicultores colocam algumas colmeias vazias em um depósito, para colocá-las de volta no campo na primavera”, disse ela à agência de notícias AFP. “Um ano, eu fiz isso e encontrei meus favos de mel armazenados atormentados com vermes de cera. Na verdade, esse é o seu habitat dessas traças”.

A pesquisadora limpou os favos de mel e colocou os vermes em um saco plástico. Quando ela voltou, pouco tempo depois, encontrou a bolsa cheia de furos. “Isso levantou a questão: é o resultado de mastigar ou há uma modificação química? Verificamos isso, fazendo experimentos laboratoriais adequados, e descobrimos que o polietileno tinha sido oxidado”.

Em sua última pesquisa, a equipe liderada por Bertocchini, que é cientista do Centro de Estudos Biológicos Margarita Salas (CIB) de Madrid, analisou proteínas na saliva de traças-de-cera e identificaram duas enzimas que poderiam quebrar o polietileno em pequenos polímeros em apenas algumas horas à temperatura ambiente.

Eles explicaram que usaram a saliva de outro verme como um experimento de controle, que não produziu nenhuma degradação em comparação com a traça-de-cera.

“Podemos imaginar um cenário em que essas enzimas são usadas em uma solução aquosa, e os litros dessa solução são derramados sobre pilhas de plástico coletado em uma instalação de gerenciamento de resíduos”, disse Bertocchini, afirmando que sua equipe ainda está tentando descobrir com precisão como os vermes degradam o plástico.

Ela vislumbra que, futuramente, a solução poderia ser usada em residências, onde cada família poderia decompor seus próprios resíduos plásticos.

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Rocha da sorte: rover Perseverance coleta sua 13ª amostra de Marte

Flavia Correia 

Olhar Digital

Quase dois meses após obter sua 12ª rocha em Marte, o rover Perseverance, da NASA, voltou a coletar amostras do solo local, conforme anunciou o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência no Twitter na terça-feira (4).

Agora, o robô explorador do tamanho de um carro popular já tem 13 rochas em sua coleção (e tudo indica que esse número está perto de aumentar). “Um belo local para coletar o núcleo de rocha da sorte nº 13! Atualmente, pegamos esta amostra de grão fino, com o objetivo de obter outra como esta nesta área”, diz a postagem do JPL.

À medida que o rover aumenta seu acervo de rochas marcianas, os membros da equipe responsável pelo equipamento estão se preparando para uma ambiciosa futura fase da missão: trazer essas amostras para a Terra, muito provavelmente em 2033. 

Um esforço conjunto da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA), a campanha de retorno de amostras oferece uma boa oportunidade de procurar sinais da vida antiga de Marte, já que a Cratera Jezero, local de pouso e investigação do rover Perseverance, abrigava um grande lago e um delta de rio bilhões de anos atrás.

Segundo o site Space.com, “Percy” (apelido dado pelos técnicos) está coletando duas amostras de cada rocha que perfura. Dessa forma, o rover manterá um conjunto consigo e armazenará o outro em um ou mais “depósitos” no chão de Jezero.

Os depósitos representam uma opção de backup, caso ele não consiga transportar as amostras para o módulo de pouso que será enviado na missão Mars Sample Return (MSR), a campanha que visa buscar as rochas e trazê-las para estudo na Terra. O módulo de pouso também levará dois pequenos helicópteros, projetados para recolher os tubos de amostra do depósito um por um, caso necessário.

Simultaneamente, a NASA está ampliando a missão do helicóptero Ingenuity, que chegou junto com o Perseverance à superfície marciana em fevereiro de 2021, para muito além de sua vida útil. Segundo a agência, o fato de o helicóptero estar indo bem em sua empreitada estimula o desenvolvimento de outros drones futuramente – os dois helicópteros de busca que serão lançados pela missão de retorno de amostras, por exemplo, terão design muito semelhante ao dele.

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Asteroide atingido pela Nasa deixou rastro de 10 mil km, revela imagem

Telescópio no Chile capturou a imagem de uma nuvem de detritos semelhante à cauda de um cometa atrás da rocha gigante.

Por BBC

Uma nova imagem mostra que o asteroide que foi atingido propositalmente por uma sonda da Nasa, a agência espacial americana, deixou um rastro de detritos que se estendem por milhares de quilômetros.

Um telescópio no Chile capturou a imagem impressionante de uma nuvem semelhante à cauda de um cometa se espalhando atrás da rocha gigante.

A sonda Dart atingiu o asteroide na semana passada (26/9), como parte de um experimento para verificar se é possível desviar rochas espaciais que podem representar uma ameaça à Terra.

Os cientistas estão trabalhando para estabelecer se o teste foi realmente um sucesso — e a trajetória do asteroide foi alterada.

A imagem extraordinária foi registrada dois dias após a colisão por astrônomos no Chile, que conseguiram capturar o vasto rastro usando o telescópio Soar (Southern Astrophysical Research Telescope).

O rastro se estende por mais de 10 mil km — e a expectativa é de que fique ainda mais longo até que se disperse completamente e pareça com qualquer outra poeira espacial flutuando.

“É incrível a clareza com que conseguimos capturar a estrutura e a extensão das consequências (do experimento) nos dias seguintes ao impacto”, disse Teddy Kareta, astrônomo envolvido na observação.

O rastro de detritos será monitorado nas próximas semanas e meses, segundo Michael Knight, do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA.

Na missão Dart, orçada em US$ 325 milhões, a sonda colidiu propositalmente com o asteroide, destruindo a espaçonave no processo. Levará algumas semanas até que os cientistas saibam com certeza se o experimento funcionou.

No entanto, Lori Glaze, diretora de ciência planetária da Nasa, estava convencida de que algo notável havia sido alcançado na missão.

“Estamos embarcando em uma nova era da humanidade, uma era na qual potencialmente temos a capacidade de nos proteger de algo como um perigoso impacto de asteroide. Que coisa incrível; nunca tivemos essa capacidade antes”, disse ela a jornalistas.

Os cientistas vão determinar se a missão foi bem-sucedida estudando as mudanças na órbita de Dimorphos, que orbita um asteroide maior, chamado Didymos.

Telescópios na Terra vão fazer medições precisas do sistema binário das duas rochas.

Dart é um acrônimo em inglês para Teste de Redirecionamento de Asteroide Binário. E ele foi projetado para fazer “exatamente o que está escrito na embalagem”, afirmou o líder da missão, Andy Rivkin, à BBC News.

Segundo ele, a técnica poderia ser usada se um asteroide viesse em direção à Terra em algum momento no futuro.

E, nas palavras dele, é uma “ideia muito simples” — colidir a espaçonave contra o objeto com o qual você está preocupado e usar a massa e a velocidade da nave “para mudar ligeiramente a órbita desse objeto, o suficiente para que não atinja a Terra”.

Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63142106

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Onda de calor maior que a Terra identificada em Júpiter

Por Isabela Valukas Gusmão, editado por Lucas Soares  

Olhar Digital

Um novo estudo mostrou que Júpiter encara uma forte onda de calor, com tamanho de aproximadamente 130 mil quilômetros de diâmetro, cuja temperatura chegou a 700ºC, no polo norte do planeta e viajou a velocidades de até 2.400 metros por segundo de distância. Esse tamanho é equivalente a aproximadamente 10 terras.

De acordo com os cientistas, esse cenário poderia resolver um dos maiores mistérios sobre o maior planeta do Sistema Solar: por que ele é muito mais quente do que os modelos preveem? Acredita-se que, em conjunto com o vento solar que atinge Júpiter, as auroras permanentes formadas nos pólos poderiam fornecer energia extra para aquecer o gigante gasoso a temperaturas acima das esperadas.

Essa hipótese foi levantada pelo astrônomo James O’Donoghue, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), no Japão. Segundo ele, com a criação do mapa de distribuição de calor na atmosfera superior de Júpiter, feito no ano passado, foi possível explicar as altas temperaturas.

Essa situação é particularmente curiosa porque Júpiter está muito mais longe do Sol do que a Terra. A essa distância, o planeta recebe apenas 4% da radiação solar que atinge a Terra, o que resultaria em uma temperatura média de cerca de -73º C. Porém, o observado na atmosfera do planeta gira em torno de 420º C. Isso levantou um sinal de alerta nos cientistas, que estimaram a existência de um outros fator contributivo com essa temperatura.

As auroras de Júpiter, geradas por partículas de sua lua Io, são permanentes. Isso provoca um acúmulo de plasma ao redor de Júpiter que é canalizado para seus polos através de linhas de campo magnético, e formam as auroras. Os mapas de calor anteriores de Júpiter revelaram pontos quentes diretamente abaixo do oval auroral, sugerindo uma conexão entre os dois.

Influência de Io na temperatura de Júpiter

Apesar da influência de Io, o Sol também é atuante e acentua esse processo. Como o gás quente se expande, ele provavelmente envia a onda de calor da aurora em direção ao equador a velocidades de até milhares de quilômetros por hora.

As auroras de Júpiter se formam de maneira muito parecida com as da Terra. Primeiro, há uma interação entre partículas carregadas, campos magnéticos e moléculas na atmosfera do planeta. As auroras da Terra nascem de rajadas de partículas vindas de poderosos ventos solares, entretanto, elas são esporádicas e dependem da emissão desses ventos.

Cabe destacar que essa grande quantidade de calor acumulado não é uma exclusividade de Júpiter. Saturno, Netuno e Urano também são centenas de graus mais quentes do que o aquecimento solar pode explicar. Embora nenhum dos outros planetas tenha auroras como Júpiter, este achado representa um novo caminho para novas descobertas.

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Quem é o verdadeiro dono da internet?

Por Matheus Barros, editado por André Lucena 

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A internet foi criada em outubro de 1969 graças à Arpanet (Advanced Research Projects Agency Network ou Rede da Agência de Projetos e Pesquisas Avançadas), um órgão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. É possível dizer que o feito ganhou tanta atenção devido sua motivação: a Guerra Fria.

Com o avanço da invenção, ela se tornou primordial para o dia a dia das empresas e pessoas. A internet está no cotidiano e é utilizada do entretenimento até os negócios, seja para assistir uma série, fazer amigos nas redes sociais ou para pagar as contas.  

No entanto, você sabe quem é o dono da internet? A pergunta pode ser muito comum, mas sua resposta é complexa. Em primeira instância podemos afirmar que a internet não tem um dono de verdade, mas ao analisar de maneira mais profunda, chegamos a diversas outras opiniões.  

A internet parece ser algo muito simples, e essa percepção é causada por sua frequente presença em nossa vida. Porém, existe uma infinidade de elementos que a compõe, como cabos intercontinentais, satélites, empresas provedoras do serviço, roteadores, servidores e até torres de comunicação, e todos esses fatores têm donos.  

Além disso, também devemos lembrar que grandes empresas podem influenciar a maneira como utilizamos a internet. Amazon, Google, Meta e ByteDance, por exemplo, são algumas das companhias que detêm um grande poder sobre a rede e seus usuários

E é também por conta dessas fatores que é impossível dizer que a internet tem um único dono. Até existem entidades que auxiliam no controle da rede mundial, como a Internet Society e a União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês), trabalhando em parceria com governos e diversas instituições. 

Mas a internet é muito maior que apenas isso, impossibilitando que alguém detenha essa tecnologia e tenha a audácia de se declarar dono dela.

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