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Covid-19: média móvel de mortes segue acima de 800; curva de casos conhecidos entra em queda após mais de 40 dias

País tem 636.111 óbitos e 27.125.512 casos registrados do novo coronavírus, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por Fábio Tito, g1

Média móvel de casos de Covid cai, mas óbitos continuam em alta

O Brasil registrou nesta quinta-feira (10) 922 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 636.111 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 874. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +85%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença.

Além disso, vale apontar que apenas Goiás não está com tendência de alta. O estado de Roraima não divulgou seus dados.

Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Média móvel de casos conhecidos — Foto: Arte/g1

Média móvel de casos conhecidos — Foto: Arte/g1

Brasil, 10 de fevereiro

  • Total de mortes: 636.111
  • Registro de mortes em 24 horas: 922
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 874 (variação em 14 dias: +85%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 27.125.512
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 165.359
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 146.540 por dia (variação em 14 dias: -20%)

O país também registrou 165.359 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 27.125.512 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 146.540Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de-20%, indicando tendência dequeda nos casos da doença pela primeira vez após mais de 40 dias.

A média móvel de vítimas da doença atinge agora um patamar 4 vezes maior do que estava às vésperas do ataque hacker que gerou problemas nos registros em todo o Brasil, ocorrido na madrugada entre 9 e 10 de dezembro. Na época, essa média indicava 183 mortos por Covid a cada dia.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (24 estados e o DF): PI, AC, RJ, MG, SE, ES, DF, BA, PB, PA, RO, MA, PE, AL, MS, RS, TO, SP, MT, RN, CE, AP, PR, AM, SC
  • Em estabilidade (1 estado): GO
  • Em queda: nenhum estado
  • Não divulgou (1 estado): Roraima

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Veja a situação nos estados

g1 exibe abaixo os gráficos de alguns estados na evolução de mortes por Covid e casos conhecidos da doença. Para ver a situação em todos os estados e no DF, além dos números nacionais, visite a página especial com mais detalhes e análises.

Média móvel nos estados — Foto: Arte/g1

Média móvel nos estados — Foto: Arte/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal

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Vitamina D x Covid: estudo associa déficit a casos graves, mas ‘reforço’ segue sem utilidade; entenda

Pacientes com deficiência de vitamina D tiveram 14 vezes mais chances de ter caso crítico de Covid. Especialistas fazem ressalvas sobre estudo e alertam que suplementação não é necessária.

Por Roberto Peixoto, g1

Pacientes que testaram positivo para Covid-19 e que tinham um quadro histórico de deficiência de vitamina D tiveram 14 vezes mais chances de ter um caso grave ou crítico da doença do que aqueles com níveis normais do nutriente, segundo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Bar-Ilan e do Galilee Medical Center, publicado na última semana pela revista científica PloS ONE (Public Library of Science).

Segundo a análise, um nível mais baixo de vitamina D foi mais comum em pacientes com um quadro grave ou crítico da doença (87,4%) do que em indivíduos com um quadro leve ou moderado (34,3%).

O trabalho é um dos primeiros do tipo a analisar os níveis de vitamina D presentes no sangue antes da infecção com o SARS-CoV-2.

Apesar desse ineditismo, especialistas (que não tiveram ligação com a pesquisa) ouvidos pelo g1 ressaltam que são vários os fatores que influenciam um caso grave de Covid e que, embora a vitamina D desempenhe uma importante função no sistema imunológico, ainda não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre níveis baixos do hormônio e um pior curso da doença. Entenda mais abaixo.

O papel da vitamina D na defesa do organismo

Desde o início da pandemia, há um debate na comunidade científica sobre a relação entre a vitamina D e um potencial tratamento contra a Covid-19, algo que não tem comprovação até o momento. Mensagens falsas divulgadas nas redes sociais associavam até mesmo que altos níveis do composto no organismo poderiam reduzir a quase zero a chance de morte pela Covid.

O estudo publicado na última quinta-feira (3), revisado por pares, não faz nenhuma associação do tipo nem recomenda uma hipervitaminose (que pode, inclusive, causar cálculos renais) com a ingestão de suplementos vitamínicos. Pelo contrário.

O que os pesquisadores sugeriram é que “o histórico de deficiência de vitamina D de um paciente é um fator de risco preditivo (antecipado) associado a um pior curso clínico da doença e à mortalidade”.

“São vários fatores que influenciam um caso grave de Covid. A vitamina D pode ser um deles. Não dá para culpar somente ela”, diz Carolina Aguiar Moreira, endocrinologista e professora do Departamento de Clínica Médica da UFPR.

A médica explica que existem receptores para a vitamina D no corpo todo e que, por isso, o hormônio apresenta uma ação potencial em vários tecidos do organismo.

A vitamina atua principalmente na saúde dos ossos, pois promove a absorção de minerais, como o cálcio e fósforo. No sistema imunológico, a vitamina D também tem o papel de regular as chamadas citocinas pró-inflamatórias e anti-inflamatórias, proteínas que atuam na resposta imune, melhorando a defesa do organismo.

Assim, níveis baixos da vitamina no corpo podem contribuir para uma pior resposta imunológica.

“A vitamina D participa da regulação da imunidade inata e adquirida, nos protegendo de patógenos que entram no nosso organismo; além do papel na ativação da memória imunológica. Porém isto acontece quando há níveis normais de vitamina D”, afirma Sergio Setsuo Maeda, médico e vice-presidente da ABRASSO (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo).

Metodologia é nova, mas estudo tem ressalvas

No estudo israelense, os pesquisadores olharam para a presença da vitamina nos prontuários médicos de 253 pacientes admitidos em um centro hospitalar do norte do país entre 14 dias e 2 anos antes do teste PCR positivo dessas pessoas. Esse método novo facilita uma avaliação mais precisa do que durante a internação, quando os níveis podem ser menores por consequência da doença.

Somado a isso, o estudo também avaliou fatores como idade, sexo, estação do ano (verão/inverno), doenças crônicas e encontrou resultados semelhantes em todos os aspectos, destacando que o baixo nível de vitamina D contribui significativamente para a gravidade e mortalidade da doença.

“O uso de registros históricos obtidos antes da pandemia de Covid-19 como parte de uma pesquisa de saúde pública nos permitiu sugerir que a deficiência de vitamina D contribui para a via causal de risco de mortalidade por Covid-19 e intensidade da doença”, concluíram os cientistas na publicação.

Para o dado da mortalidade, os pesquisadores calcularam que entre os pacientes com níveis suficientes de vitamina D a taxa foi de 2,3%. Em contraste com esse percentual, o grupo com deficiência de vitamina D apresentou uma taxa de 25,6%.

“[Esse] é um estudo retrospectivo, considerado não ideal para assumir condutas a nível populacional. Geralmente os mais importantes são os prospectivos, com programação e objetivos detalhados para serem atingidos com a execução das etapas de investigação”, avalia Helio Vannucchi, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

Além dessa limitação, Vannucchi explica que os pacientes em questão incluem árabes israelenses, população culturalmente associada ao uso de vestimentas longas (o que pode implicar numa eventual diferença na produção da vitamina). Outra ressalva importante do estudo é o fato de que os pesquisadores não conseguiram avaliar se os pacientes utilizaram suplementação de vitamina D, aumentando assim o níveis normais do hormônio.

“E isso é importante porque se não temos esses dados não conseguimos avaliar por quanto tempo esse paciente permaneceu com um determinado quadro de vitamina D”, salienta Moreira.

“Relação de causa efeito em medicina é um evento complicado e muito difícil”, complementa Vannuchi. “O que parece estar aceito é que provavelmente os pacientes com real deficiência de vitamina D podem ter quadros mais graves, o que muitas vezes não é possível distinguir se os níveis da vitamina eram baixos por causa da gravidade doença ou o contrário”.

Suplementação NÃO é necessária

“Nossos resultados sugerem que é aconselhável manter níveis normais de vitamina D. Isso será benéfico para quem contrair o vírus”, disse o pesquisador principal do estudo da Bar-Ilan, Amiel Dror.

Outros estudos já mostraram que a suplementação de vitamina D para pacientes com Covid-19 NÃO traz benefícios. Uma pesquisa da USP inclusive, divulgada no ano passado, revelou que a suplementação não trouxe melhoras para casos graves ou moderados (o estudo não avaliou o efeito da suplementação em pessoas com formas leves).

Para os especialistas ouvidos pelo g1, a manutenção de níveis adequados de vitamina D é fundamental.

“Isso que eu acho que é o grande recado, é manter essa vitamina D normalmente. Isso vai ser bom para o esqueleto, para o tecido muscular e provavelmente vai ajudar no sistema imunológico”, avalia a médica Carolina Moreira.

A especialista explica que a maioria da pessoas suprem suas necessidades de vitamina D através da exposição natural à luz solar, a principal fonte de sua produção. Uma simples caminhada ao sol ou ida ao parque já é suficiente para que o corpo absorva vitamina D.

“O valor seguro para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia é até 60 ng/ml. Então não é quanto mais melhor, é o contrário. Se eu tenho uma vitamina D abaixo de 10, o meu risco de infecção existe. Mas se eu tenho uma vitamina D de 60, 70, 80, isso não quer dizer que minha proteção será aumentada”, alerta a endocrinologista.

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Brasil registra 1.295 mortes por Covid em 24 horas, pior marca desde julho

País tem 635.189 óbitos e 26.960.153 casos registrados do novo coronavírus, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por Fábio Tito, g1

O Brasil registrou nesta quarta-feira (9) 1.295 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 635.189 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 873 — a maior registrada em quase 6 meses, desde 12 de agosto de 2021 (quando estava em 884). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +109%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença.

É o maior número de mortes em um dia desde 29 de julho de 2021, quando foram registrados 1.354 óbitos. São agora três semanas seguidas com tendência de alta apontando mais de +100% nesse comparativo.

Além disso, vale apontar que apenas duas unidades federativas não se encontram em tendência de alta nas mortes por Covid em todo o país. São elas Goiás, que nesta quarta aponta estabilidade,e Roraima, em queda. O estado de Rondônia não divulgou seus dados.

Brasil, 9 de fevereiro

  • Total de mortes: 635.189
  • Registro de mortes em 24 horas: 1.295
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 873por dia (variação em 14 dias: +109%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 26.960.153
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 184.734
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 163.781por dia (variação em 14 dias: -4%)
Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

O país também registrou 184.734 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 26.960.153 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 163.781Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de-4%, indicando tendência deestabilidadenos casos da doença.

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

A média móvel de vítimas da doença atinge agora um patamar 4 vezes maior do que estava às vésperas do ataque hacker que gerou problemas nos registros em todo o Brasil, ocorrido na madrugada entre 9 e 10 de dezembro. Na época, essa média indicava 183 mortos por Covid a cada dia.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (23 estados e o DF): PB, AC, RJ, MG, SE, DF, PI, ES, PA, TO, BA, PE, MS, AL, MT, PR, MA, RN, SP, RS, CE, SC, AM, AP
  • Em estabilidade (1 estado): GO
  • Em queda (1 estado): RR
  • Não divulgou (1 estado): RO

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Veja a situação nos estados

g1 exibe abaixo os gráficos de alguns estados na evolução de mortes por Covid e casos conhecidos da doença. Para ver a situação em todos os estados e no DF, além dos números nacionais, visite a página especial com mais detalhes e análises.

Curvas de casos conhecidos e mortes por Covid nos estados — Foto: Editoria de Artes/g1

Curvas de casos conhecidos e mortes por Covid nos estados — Foto: Editoria de Artes/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal

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Reforço da Pfizer após CoronaVac aumenta eficácia para 92,7%, aponta estudo com dados brasileiros na ‘Nature’

Cientistas analisaram informações de 14 milhões de pessoas, que foram extraídas do banco de dados do Ministério da Saúde.

Por g1

Uma dose de reforço da vacina da Pfizer/BioNTech após as duas doses da CoronaVac aumenta a eficácia contra infecções do coronavírus para 92,7%. Os dados foram publicados nesta quarta-feira (9) pela revista “Nature”, sendo que os pesquisadores analisaram informações de 14 milhões de pessoas no Brasil.

  • Os estudos anteriores com a CoronaVac apontam que, em comparação com não vacinados, de duas semanas a um mês após a aplicação, as duas doses da vacina têm uma eficácia 55% contra a doença e de 82,1% contra casos graves;
  • No entanto, após 180 dias, a eficácia contra a infecção do coronavírus cai para 34,7% e, contra casos graves, para 72,5%;
  • O que o estudo desta quarta-feira confirma é que um reforço da vacina da Pfizer – estratégia já adotada e relatada em outras pesquisas como a melhor opção – melhora a taxa de eficácia contra o vírus para 92,7% e, contra casos graves da doença, para 97,3%.

“Nossos resultados apoiam uma dose de reforço da vacina BNT162b2 [Pfizer/BioNTech] após duas doses da CoronaVac, particularmente para idosos. Os indivíduos com 80 anos ou mais tiveram proteção menor após a segunda dose, mas uma proteção semelhante após o reforço”, disseram os autores.

O estudo é assinado por 14 pesquisadores das Universidades Federais da Bahia (UFBA), do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade de Brasília (UNB), do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) e da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. As informações da pesquisa foram extraídas da base de dados do Ministério da Saúde.

Dados do Reino Unido

Publicado em dezembro de 2021, um estudo realizado pela Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido mostrou que o uso da vacina da Pfizer como dose de reforço gerou proteção de 70% a 75% contra a nova variante ômicron. Os resultados dizem respeito aos casos sintomáticos da doença.

“Estas estimativas iniciais deveriam ser tratadas com cautela, mas indicam que, alguns meses após a segunda dose da vacina, existe um risco maior de contrair a variante ômicron em comparação com a linhagem delta”, disse Mary Ramsay, chefe de imunização da Agência.

“Os dados levam a crer que este risco é consideravelmente reduzido após uma vacina de reforço, então peço a todos que recebam seu reforço quando estiverem habilitados”, acrescentou.

Para chegar a essa conclusão, foram analisadas 581 pessoas infectadas com a variante ômicron e que haviam completado o esquema vacinal (duas doses da vacina) utilizando o imunizante produzido pela Pfizer e pela AstraZeneca.

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Vacinados com a Janssen: duas doses significam esquema vacinal completo? Ainda há reforço previsto?

Estou protegido com a dose única e a dose de reforço? Vou precisar da terceira dose? G1 tira dúvidas.

Por g1

Mais de 6,6 milhões de doses da vacina da Janssen foram aplicadas no Brasil durante a campanha de vacinação contra a Covid-19. A Janssen se destaca por ser diferente dos outros imunizantes: ela usa apenas uma dose.

Mas com as indicações de doses de reforço, como ficam os vacinados com a Janssen? Quantas doses são necessárias para completar o esquema vacinal? Eles também devem procurar mais uma dose de reforço? O que prevê o Ministério da Saúde?

  1. Quantas doses são necessárias para completar o esquema vacinal?
  2. Qual vacina deve ser usada na dose de reforço da Janssen?
  3. Dose única + reforço: estou protegido?
  4. Tomei Janssen e dose de reforço. Vou tomar mais uma dose em breve?

1. Quantas doses são necessárias para completar o esquema vacinal?

A vacina da Janssen é de dose única. Quem tomou o imunizante precisa receber mais uma dose para completar o esquema vacinal. O intervalo deve ser de dois a seis meses após a primeira aplicação. Esta é a mais recente orientação dada pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO).

Um ponto de confusão sobre o tema ocorreu em novembro, quando o ministério anunciou a dose de reforço da Janssen. Na época do primeiro anúncio, em 16 de novembro, o ministro Marcelo Queiroga disse que os vacinados com o imunizante tomariam uma “segunda dose” e ainda receberiam o reforço, o que somaria três aplicações.

No entanto, a pasta voltou atrás no dia 25 daquele mês e informou que os vacinados com a Janssen deveriam tomar apenas mais uma dose para completar o chamado “esquema vacinal”.

2. Qual vacina deve ser usada na dose de reforço da Janssen?

Ministério da Saúde recomenda que a dose de reforço seja também da Janssen. A vacinação homóloga (mesmo imunizante) também é recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Veja outras orientações do Ministério da Saúde:

  • Mulheres que receberam Janssen e que agora estão grávidas deverão tomar o reforço com a vacina da Pfizer.
  • Pessoas que receberam dose de reforço com outro imunizante já estão com o esquema vacinal completo e não devem receber outra dose de Janssen ou de outra vacina.

Em novembro, a Janssen solicitou à Anvisa a inclusão de uma dose de reforço em sua bula.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos, também aplica a dose de reforço da Janssen (mais uma dose, além da dose única). Por lá, a recomendação é que os imunizados com Janssen tomem a dose adicional (Janssen/Pfizer ou Moderna) pelo menos dois meses após a primeira injeção.

3. Dose única + reforço: estou protegido?

Estudos apontam que SIM.

Em agosto de 2021, um estudo da própria Janssen apontou que a dose de reforço resultou em níveis de anticorpos nove vezes maiores do que os encontrados 28 dias após a primeira dose.

Um outro estudo publicado em dezembro de 2021, indicou que a dose de reforço da Janssen oferece forte proteção contra casos graves da variante ômicron. A pesquisa apontou que a eficácia do imunizante na prevenção de hospitalização subiu de 63% (pouco depois do reforço ser administrado) para 84% (14 dias depois). A eficácia chegou a 85% entre um e dois meses após o reforço.

4. Tomei Janssen e dose de reforço. Vou tomar mais uma dose em breve?

Ainda não sabemos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que também já aprovou o uso emergencial da vacina da Janssen, disse que ainda não há necessidade de uma dose adicional. “A necessidade e o tempo de doses adicionais além de duas doses ainda precisam ser determinados.

g1 entrou em contato com o Ministério da Saúde e perguntou sobre os próximos passos para quem tomou Janssen, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

A pasta também foi questionada sobre as doses de Janssen que seguem em estoque.

Segundo o documento de projeção de entregas de vacinas Covid-19, atualizado no dia 04/02/22, o Ministério da Saúde recebeu, até dezembro de 2021, 32 milhões de doses da Janssen (contratadas junto à farmacêutica) e outras 3 milhões doadas pelo governo dos EUA. Há também uma previsão de mais 6 milhões de doses em janeiro de 2022, totalizando 41 milhões de doses da Janssen.

No Localiza-SUS, o Ministério da Saúde informa que enviou 13,7 milhões de Janssen para estados e municípios. Também no Localiza-SUS, o painel de vacinação aponta para 6,6 milhões de doses de Janssen aplicadas.

Estados e DF dizem que não pediram ao Ministério da Saúde a suspensão do envio das doses da Janssen

g1 perguntou ao ministério onde estão essas doses remanescentes; o que pretende fazer com as doses; quando elas vencem; e se o governo pretende doar essas doses.

A pasta respondeu, em nota, que 13,6 milhões (100 mil a menos do informado no Localiza-SUS) de doses foram distribuídas aos estados e Distrito Federal e que alguns estados solicitaram a suspensão de envio dos imunizantes por causa da saturação da rede de frio, ou seja, os freezers e geladeiras usados para armazenar a vacina. O ministério não disse que estados são esses. Disse também que os lotes estão dentro do prazo de validade – mas não informou quando essas doses vencem.

“Com isso, 27,4 milhões de doses estão atualmente armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde e poderão ser prontamente distribuídas quando solicitadas pelos estados”, afirmou o ministério.

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Remédio contra câncer pode ajudar a eliminar vírus HIV que fica latente nas células, aponta estudo

Pesquisa com pessoas que vivem com HIV e em tratamento de câncer sugere que medicamento conseguiu induzir a saída do vírus que fica ‘escondido’ nas células, fazendo com que seja eliminado pelo tratamento antirretroviral (TARV). Latência do vírus é um dos fatores que o tornam tão difícil de curar.

Por g1

Um medicamento usado no tratamento de vários tipos de câncer pode ajudar a eliminar o vírus HIV que fica latente dentro das células, aponta uma pesquisa publicada no fim de janeiro na “Science Translational Medicine”.

A latência do HIV é um dos fatores que o tornam tão difícil de curar. Isso porque o vírus é capaz de ficar “dormente” (ou latente) dentro das células. Isso faz com que, mesmo que a carga viral da pessoa seja indetectável – e ela não transmita mais a doença –, seja dificílimo eliminar completamente o vírus do corpo (veja detalhes mais abaixo).

Na pesquisa divulgada em janeiro, cientistas americanos deram o remédio, o pembrolizumabe, a 32 pacientes que estavam em tratamento de câncer e, ao mesmo tempo, viviam com o HIV.

Os pesquisadores perceberam, então, que o remédio era capaz de reverter a latência do HIV – ou seja, “acordá-lo” de dentro das células para que fosse eliminado pela terapia antirretroviral (TARV), que os pacientes também faziam.

Os pesquisadores apontaram que os resultados confirmam o potencial de drogas como o pembrolizumabe de perturbar o reservatório do HIV – mas que mais estudos são necessários para avaliar a dose e a frequência do tratamento com esse tipo de droga para que a latência do HIV seja revertida.

O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal projetado para ajudar o próprio sistema imunológico do corpo a combater o câncer, bloqueando uma proteína conhecida como receptor de morte programada (PD-1). Ele serve para tratar diversos tipos de câncer – entre eles de esôfago, colorretal, cervical, alguns linfomas, pulmão, melanoma e certos tipos de câncer de mama.

Com os tratamentos antirretrovirais de hoje, a pessoa que vive com o HIV fica com carga viral indetectável, e, assim, não transmite a doença (indetectável = intransmissível, conforme usado por cientistas e instituições de referência sobre o HIV), mas eliminar completamente o vírus do corpo ainda é dificílimo, e só foi possível em pouquíssimos casos.

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Hospital de SP diz que 85% dos mortos por Covid nos últimos 3 meses não estava com a vacinação completa

Segundo levantamento do Hospital Emílio Ribas, a cada cinco internados, quatro não tomaram vacina ou estão com doses atrasadas. Ao Fantástico, mulher que ficou em estado grave na UTI, conseguiu sobreviver e agora está com a vacina em dia, aconselha: ‘Tem que tomar vacina’.

Por Fantástico

Hospital de SP diz que 85% dos mortos por Covid nos últimos 3 meses não estava com a vacinação completa

Especialistas dizem: o Brasil vive hoje a pandemia dos não vacinados. São eles que enchem as UTIs de Covid em grande parte do pais.

Esta semana, a Fiocruz levantou o sinal de alerta mais uma vez. Os pesquisadores, que monitoram as vagas de UTI em todo o país, destacam que, por causa da ômicron, a situação começou a mudar muito rápido em novembro, após setembro do ano passado ter sido o primeiro mês, desde o começo da pandemia, em que todos os estados tinham menos de 60% dos leitos ocupados.

A rede Dor, responsável por mais de 60 hospitais em 12 estados, registrava, no fim de dezembro do ano passado, 200 pacientes internados com Covid. Agora, são cerca de 1.400.

“Em sua maioria são pessoas que estão com ciclos vacinais incompletos, principalmente as mais graves e que têm comorbidades, incluindo a idade mais avançada. É muito frequente as pessoas se envergonharem de contar que não estão vacinados. Bate o arrependimento e junto bate a vergonha”, conta Leandro Reis, vice-presidente médico da rede.

Em São Paulo, no Hospital Emílio Ribas, da rede pública, 100% dos leitos destinados à Covid estão ocupados. A cada cinco internados, quatro não tomaram vacina ou estão com doses atrasadas. Um levantamento exclusivo mostrou que, nos últimos três meses, 85% dos pacientes que morreram no local não tinha vacinação completa.

A publicitária Vitória Monteiro viveu esse pesadelo com a mãe, Marília, no ano passado. A aposentada não quis se vacinar e ficou três meses internada na UTI – 21 dias intubada – por causa do coronavírus. Agora, ela já está em dia com as suas doses.

“Eu digo para as pessoas que ainda não tiveram essa consciência para repensar. Esse vírus não é brincadeira, ele é traiçoeiro. Tem que tomar vacina. Aproveite essa chance que a gente está tendo, da vacina, e tome a primeira, a segunda, todas as doses necessárias para ficarem protegidos”, aconselha.

A artesã Liliane França e as filhas não tiveram a mesma sorte de Vitória. Gerson, de Duque de Caxias, no estado no rio, não tinha tomado a vacina, e morreu de Covid após ser diagnosticado no dia 7 de setembro do ano passado.

“Ele era muito forte, era saudável, novo. Acho que até ele mesmo não acreditava que pudesse ir à óbito, né? Ele já mostrava arrependimento por não ter tomado a vacina. Ele até tinha falado: quando eu me recuperar da Covid e você for tomar a segunda dose, eu vou junto com você para tomar a vacina. Não deu tempo”, emociona-se Liliane.

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Com mais 4.650 infectados e 19 mortes por Covid-19, Pernambuco totaliza 716.733 casos da doença e 20.701 óbitos

Entre março de 2020 e esta quinta-feira (3), estado contabilizou 56.322 formas graves e 660.411 quadros leves da infecção.

Por g1 PE

Mais 4.650 infectados pelo novo coronavírus foram registrados em Pernambuco nesta quinta-feira (3), dia em que também foram confirmadas 19 mortes provocadas pela Covid-19. Com isso, o estado totalizou 716.733 casos da doença e 20.701 óbitos devido à infecção, números que começaram a ser contabilizados em março de 2020, no início da pandemia.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), as novas confirmações englobam 70 (1,5%) diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 4.580 (98,5%) casos leves da Covid-19. Ao todo, Pernambuco contabilizou 56.322 formas graves e 660.411 quadros leves da doença.

Mortes

Com relação às 19 mortes, elas aconteceram entre o dia 31 de janeiro de 2021 e a quarta-feira (2). As mortes registradas nesta quinta foram de 12 mulheres e 7 homens.

Essas pessoas moravam em Água Preta (1), Amaraji (1), Cabo de Santo Agostinho (1), Caruaru (2), Catende (1), Cupira (1), Floresta (1), Gravatá (1), Paudalho (1), Paulista (1), Petrolina (1), Recife (4), São Bento do Una (1), São Lourenço da Mata (1) e Timbaúba (1). Com isso, o Estado totaliza 20.701 mortes pela Covid-19.

Os pacientes tinham entre 39 e 93 anos, além de uma criança de 1 ano. As faixas etárias são: 0 a 9 (1), 30 a 39 (1), 50 a 59 (1), 60 a 69 (4), 70 a 79 (5), 80 e mais (7). Do total, 15 tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (12), diabetes (8), doença renal (4), neoplasia (1) e doença respiratória (1).

Um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais seguem em investigação.

Vacinação

Desde 18 de janeiro de 2021, Pernambuco aplicou 16.084.789 doses de vacinas contra a Covid- 19.

Com relação às primeiras doses, foram 7.498.299 aplicações. A cobertura chegou a 84,49% do público elegível.

Do total, 6.595.022 pessoas, ou 74,31% do público elegível, já completaram seus esquemas vacinais, sendo 6.421.921 pessoas vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outras 173.101 com vacina aplicada em dose única.

Também foram aplicadas 1.991.468 terceiras doses, de reforço. A cobertura chegou a 25,57% do público elegível.

Outras informações detalhadas sobre a população vacinada contra a Covid-19 estão disponíveis no Painel de Acompanhamento Vacinal.

Leitos

Nesta quarta, a taxa global de ocupação de leitos para doentes com Covid na rede pública de Pernambuco ficou em 80%, de um total de 2.046 vagas abertas.

Nas UTIs, havia 1.035 vagas disponíveis e 90% dos leitos estavam ocupados. Nas enfermarias, eram 1.011 leitos e 71% deles estavam com doentes.

Na rede particular, a taxa global de ocupação de leitos para Covid chegou a 58%, de um total de 330 vagas abertas.

Nas UTIs, havia 203 vagas disponíveis e 74% delas estavam ocupadas. Nas enfermarias, a taxa de ocupação de leitos ficou em 33% , de um total de 127 unidades abertas.

Testes

Desde março de 2020, quando começou a pandemia em Pernambuco, o estado realizou 3.207.333 testes para detectar a Covid.

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Estudo associa consumo de frutas e vinho tinto a maior longevidade entre homens com doença de Parkinson

Chave pode estar nos flavonoides, grupo de compostos naturais que atuam como antioxidantes. Entretanto, pesquisa não conseguiu comprovar relação direta e não viu benefício para as mulheres.

Por Reuters

Frutas e vegetais contêm diversos nutrientes e minerais que desempenham um papel importante para nos ajudar a manter uma boa saúde, como por exemplo, os flavonóides. Esses são um grupo de compostos naturais encontrados em diversos alimentos – incluindo frutas cítricas, frutas vermelhas, vinho tinto e até mesmo no chocolate amargo.

Os flavonóides atuam como antioxidantes, ajudando a prevenir ou retardar danos às células que podem ocasionar doenças – como o câncer. Eles também reduzem a inflamação no corpo, o que é comum em muitas doenças crônicas – incluindo as neurodegenerativas, como Alzheimer ou Parkinson.

Pesquisas indicam que os flavonóides são bons para a saúde do cérebro e alguns estudos já mostraram que dietas ricas em frutas e vegetais podem retardar o declínio cognitivo e diminuir o risco de demência. E agora, um novo estudo sugeriu que pessoas com doença de Parkinson que consomem dietas ricas em flavonóides podem viver mais do que aquelas que não os consomem.

Para realizar a pesquisa, uma equipe de cientistas analisou dados de 121.700 enfermeiras e 51.529 profissionais de saúde do sexo masculino. Eles escolheram olhar para esses dois grupos devido ao fato deles apresentarem estilos de vida semelhantes que podem influenciar o risco de doenças – como níveis de atividade, educação e anos de trabalho. Informações sobre as dietas dessas pessoas foram coletadas a cada dois ou quatro anos, começando em 1975 para as mulheres e em 1986 para os homens.

Na época em que esse novo estudo foi realizado, 599 mulheres e 652 homens tinham sido diagnosticados com a doença de Parkinson. A partir dos alimentos que essas mulheres e homens relataram consumir, foi possível então calcular a ingestão de flavonóides.

Os pesquisadores descobriram então que os homens com doença de Parkinson que comiam mais flavonóides em parte de sua dieta tinham um risco 47% menor de morrer, por qualquer causa, quando comparados com os homens que consumiam em sua dieta menos flavonóides.

Porém, em relação às mulheres, a quantidade de flavonóides que elas consumiam em sua dieta não teve efeito sobre o risco de morte de qualquer causa. Desse modo, a conclusão provisória deste estudo é que os flavonóides podem reduzir o risco de morte de homens com doença de Parkinson, embora não em mulheres. Atualmente, não se sabe por que os homens têm um maior benefício.

Conheça os sintomas do mal de Parkinson

Como em qualquer estudo nutricional observacional desse tipo – onde os pesquisadores observam os resultados sem tentar intervir no grupo (como fazer com que metade do grupo coma uma dieta específica) – não é possível provar um nexo causal. No caso desse estudo, um nexo causal significaria que comer mais flavonóides reduz diretamente o risco de homens com doença de Parkinson morrerem.

O principal motivo pelo qual não é possível provar essa causalidade é que outros fatores dietéticos e de estilo de vida também podem ter contribuído para prolongar a vida útil. Os autores compensaram isso até certo ponto fazendo ajustes estatísticos para outros nutrientes potencialmente benéficos – como beta-caroteno e as vitaminas antioxidantes C e E – e para fatores de estilo de vida possivelmente prejudiciais, como tabagismo, excesso de peso e a falta de exercício.

Mesmo assim, isso não leva em consideração muitos outros fatores dietéticos, de estilo de vida e genéticos que podem contribuir para a expectativa de vida de uma pessoa. Um exemplo disso é a exposição a herbicidas e pesticidas.

Os pesquisadores também não sabem como esses flavonóides podem beneficiar o cérebro. Tal como acontece com outros distúrbios cerebrais degenerativos, a progressão da doença de Parkinson provavelmente envolve estresse oxidativo (quando muitas moléculas altamente reativas, chamadas radicais livres, são produzidas para as defesas antioxidantes lidarem) e inflamação cerebral. Muitos flavonóides demonstraram em estudos experimentais propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Além disso, os flavonóides podem ter um efeito positivo no microbioma intestinal, o que pode diminuir a inflamação que contribui para o Parkinson. Somado a isso, à medida que a doença de Parkinson progride, muitas vias neurológicas, como a via da dopamina, são afetadas. A dopamina desempenha um papel vital na regulação do movimento do corpo. Mas o possível papel dos flavonóides na melhoria do funcionamento dessas vias não é conhecido.

Embora este estudo tenha examinado o risco de morte em pessoas que já tinham a doença de Parkinson, outros estudos também já mostraram que dietas ricas em flavonóides reduzem o risco do desenvolvimento da enfermidade. Esse benefício também se mostrou maior nos homens – embora novamente não esteja claro o porquê.

Ainda que existam muitos fatores que podem ter influenciado os resultados deste novo estudo, ainda há um bom corpo de evidências sugerindo que dietas ricas em flavonóides podem ajudar a proteger contra muitos distúrbios degenerativos do cérebro – incluindo a doença de Parkinson. E, felizmente, os flavonóides são encontrados em muitas frutas e vegetais que podemos comprar facilmente em supermercados.

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Média móvel de mortes por Covid no Brasil volta a ficar acima de 600 por dia após quase 5 meses

País tem 628.132 óbitos e 25.625.133 casos registrados do novo coronavírus, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Média móvel aponta mais de 180 mil casos conhecidos por dia na última semana.

Por g1

Média de mortes por covid volta a ficar acima de 600 por dia

O Brasil registrou nesta terça-feira (1º) 767 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 628.132 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 604— a maior registrada desde 5 de setembro do ano passado (quando também foi de 606). O índice voltou a apontar mais de 600 mortes diárias após quase 5 meses. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +181%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença.

Brasil, 1º de fevereiro

  • Total de mortes: 628.132
  • Registro de mortes em 24 horas: 767
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 604 por dia (variação em 14 dias: +181%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 25.625.133
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 171.028
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 184.437por dia (variação em 14 dias: +84%)
Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

O país também registrou 171.028 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 25.625.133 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 184.437 –abaixo da marca da véspera, interrompendo uma sequência de 14 recordes seguidos nesse índice. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de+84%, indicando tendência dealtanos casos da doença.

Curva mostra a alta na média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Curva mostra a alta na média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Dessa forma, a média móvel de vítimas da doença atinge agora um patamar mais de 3 vezes maior do que estava às vésperas do ataque hacker que gerou problemas nos registros em todo o Brasil, ocorrido na madrugada entre 9 e 10 de dezembro. Na época, essa média indicava 183 mortos pela doença a cada dia.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (22 estados e o DF): PR, AM, PB, SE, RS, MS, AL, ES, DF, SC, MG, RJ, CE, RN, MT, GO, SP, AP, RR, BA, PE, PI, MA
  • Em estabilidade (3 estados): RO, AC, PA
  • Em queda (apenas 1 estado): TO

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Veja a situação nos estados

g1 divulga abaixo a média móvel de casos conhecidos, em vez da média móvel de mortes, em razão do momento da pandemia no Brasil. O grande número de vacinados com duas doses, acima de 69% da população, contribuiu para reduzir significativamente a quantidade de mortes no país. Associada a isso, a variante ômicron fez explodir o total de casos.

Média móvel de mortes nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de mortes nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de casos conhecidos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de casos conhecidos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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