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Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 929.149 casos confirmados. Na terça, o país teve o 2º maior registro de óbitos em 24 horas desde o início da pandemia.

Por G1

Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa

Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa

O Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (17), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na terça (16), às 20h, o nono balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, Distrito Federal, Goiás e Roraima divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta quarta-feira (17):

  • 45.467 mortes
  • 929.149 casos confirmados

(Na terça, 16, às 20h, o balanço indicou: 45.456 mortes, 1.338 nas últimas 24 horas; e 928.834 casos confirmados. Esse foi o 2º maior registro de mortes divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em 24 horas desde o início da pandemia. O recorde anterior foi de 1.470 mortes no dia 4 de junho)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

primeira morte por Covid-19 no Brasil completou três meses nesta terça-feira (16). A vítima foi um homem de 62 anos que estava internado em São Paulo.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta segunda-feira (16), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 627 novos óbitos e 20.647 novos casos, somando 43.959 mortes e 888.271 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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Entenda o que faz um corticoide barato ser apontado como 1º remédio capaz de reduzir mortes por Covid

Especialistas ouvidos pelo G1 destacam que substância NÃO deve ser usada sem receita; medicamento é indicado para tratamento de casos graves em hospitais.

Por Lara Pinheiro, G1

Estudo identifica remédio capaz de reduzir mortes de pacientes graves com coronavírus

Pesquisadores da Universidade de Oxford anunciaram, nesta terça-feira (16), que um corticoide barato e de uso amplo teve eficácia em casos severos de Covid-19, diminuindo a taxa de mortalidade de pacientes entubados em um terço.

O remédio, entretanto, NÃO mostrou benefícios em pacientes que não precisaram de suporte de oxigênio. Ou seja, não se mostrou eficaz em casos leves e nem como prevenção.

Entenda, abaixo, mais sobre a substância:

A que classe pertence o remédio? Como ele age?

O remédio é a dexametasona, um corticosteroide, que age como um anti-inflamatório e imunossupressor (ele inibe a ação do sistema imunológico). Sua forma de ação, seja como anti-inflamatório como imunossupressor é diferente de acordo com a dose aplicada.

Que doenças são tratadas com ele?

Dois exemplos de doenças são o lúpus e a artrite reumatoide, ambas doenças autoimunes – um tipo de doença em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo.

Na maioria das vezes em que é indicado, o remédio não é usado sozinho. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, ele age em conjunto com antibióticos, antivirais ou antiparasitários.

Ele tem efeitos colaterais?

SIM: os corticoesteroides podem piorar quadros como diabetes e osteoporose, afirma a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. Por isso, é importante que as pessoas NÃO tentem a automedicação com a substância, lembra a especialista.

O médico Luciano Azevedo, do Hospital Sírio-Libanês, reforça a recomendação. Ele disse que toda vez que a comunidade científica divulga uma pesquisa como a do medicamento, se gera uma “corrida às farmácias” porque muitas pessoas acham que podem tomar como prevenção.

“Não faz o menor sentido usar o corticoide nem como prevenção nem para pacientes em estado leve. Se tiver alguma indicação, é para os pacientes em estado grave, que precisam de oxigênio ou de respirador artificial” – Luciano Azevedo, médico do Hospital Sírio-Libanês

Pesquisador Luciano Azevedo fala sobre eficácia de corticoide contra coronavírus

Por que ele funcionou contra a Covid-19?

Ainda não se sabe os pormenores, porque os especialistas de Oxford não detalharam os resultados do estudo. Como regra geral, um anti-inflamatório pode ajudar a reduzir a inflamação causada pela Covid-19 nos vasos sanguíneos. O infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jamal Suleiman, destaca que essa “é a teoria” e seus mecanismos de funcionamento ainda não foram apresentados.

Sars-CoV-2 causa a chamada “tempestade de citocinas”, que é uma reação inflamatória grave do corpo por uma resposta exagerada na luta contra o vírus. (Veja detalhes mais abaixo). Suleiman explica que a Covid -19 inflama os vasos sanguíneos e diminui o fluxo do sangue, levando também ao acúmulo de moléculas inflamatórias que facilitam a formação de coágulos.

“A recomendação foi baseada numa redução de mortalidade. A base teórica não está completamente esclarecida” – Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emílio Ribas

Na opinião do especialista, não é possível saber, ainda, por que a droga só teve eficácia em casos severos da doença. Segundo ele, o critério de gravidade ainda não está claro e por isso é importante que o estudo seja publicado.

O médico do Sírio-Libanês, Luciano Azevedo, reforça que os corticoides agem reduzindo a inflamação generalizada que a Covid-19 pode causar. Ele explica que quanto mais grave o doente estiver, maior é o risco de desenvolver essa inflamação, e maior é a chance de o corticoide fazer efeito.

“Isso porque ele age diminuindo essa inflamação. Se você tem um caso de Covid leve, não faz sentido usar esse medicamento, porque não tem tanta inflamação assim que o corticoide consiga combater” – Luciano Azevedo, médico do Sírio-Libanês.

Em entrevista à correspondente da TV Globo na Suíça, Bianca Rothier, a brasileira Mariângela Simão, diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que a reação inflamatória dos pacientes é uma das mais importantes no desenvolvimento da doença.

“Uma das reações mais importantes no desenvolvimento da infecção por este novo coronavírus no corpo é uma reação inflamatória acentuada”, explicou a diretora-geral assistente para Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da OMS.

“É esperado que um anti-inflamatório possa ajudar os casos ao diminuir a capacidade do corpo de fazer uma hiper-reação inflamatória, que é o que tem causado a maior parte das complicações do vírus” – Mariângela Simão, diretora da OMS

Ela comentou que o corticosteroide alvo do estudo inglês deve agir na diminuição da chamada “hiperinflamação”. Simão reforçou que a ação do fármaco na hora de combater a inflamação deve reduzir os danos aos pacientes e apresentar uma melhor chance de sobrevida.

O que é a tempestade de citocinas?

É um processo inflamatório desencadeado pela presença do vírus, também chamado de “cascata inflamatória”, explica o infectologista do Emílio Ribas, Jamal Suleiman. Esse processo ocorre quando o corpo sofre qualquer tipo de agressão – ou quando tem uma doença autoimune, por exemplo. No caso do coronavírus, esse processo ocorre de forma muito grave.

“No momento que é agredido, o corpo produz substâncias para tentar se defender – isso inclui uma batida, por exemplo, quando a pessoa bateu a perna numa quina. Nesse local onde ocorre o trauma, você começa a produzir substâncias para tentar se defender que são pró-inflamatórias” – Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emílio Ribas

O desfecho das inflamações, entretanto, é diferente conforme o dano sofrido: uma pancada ou, no caso da Covid-19, um vírus. Já a diretora da OMS disse que a reação do corpo ao ataque dos vírus acaba prejudicando os infectados pelo coronavírus.

“O que está acontecendo nos pulmões em alguns pacientes é que há uma super-reação inflamatória. Então, em vez de ajudar o paciente, ela destrói o pulmão. Ela faz com que os pulmões fiquem incapazes de fazer as trocas de oxigênio” – Mariângela Simão, diretora da OMS.

O remédio já está sendo usado no Brasil?

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, também do Emílio Ribas, os protocolos de tratamento de pacientes graves no Brasil já incluem algum tipo de corticoide.

“A novidade do estudo de Oxford é a dose, por ser mais baixa que as que já vinham sendo usadas. Em doses altas, os corticoides podem ser um ‘tiro no pé’ , por inibirem a resposta imune”– Rosana Richtmann, infectologista do Emílio Ribas

Nesta terça (16), a Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu uma recomendação para que todos os pacientes com Covid-19 em ventilação mecânica e os que necessitam de oxigênio fora da UTI recebam a dexametasona por via oral ou endovenosa uma vez ao dia por 10 dias.

Luciano Azevedo, do Hospital Sírio-Libanês, diz que os corticoides são estudados pela Coalizão Covid-19 Brasil, grupo que busca tratamentos para a Covid-19. Ele explica que esse tipo de medicamento já era usado em pacientes com outras doenças pulmonares graves e que os resultados de um estudo nacional devem ser divulgados em agosto.

Qual é a diferença entre o remédio e outros corticoides?

O mecanismo de ação de todos os corticoides é semelhante. O que muda entre eles é a equivalência, explica Richtmann. Uma dose de 6mg de um determinado corticoide equivale a 40mg de outro, por exemplo.

E a diferença para outros medicamentos, como os antivirais, os antiparasitários e os antibióticos?

O mecanismo de ação é diferente. A dexametasona é um corticoide, que funciona em inflamações. Ele funciona em conjunto com outros remédios.

Se um paciente tem um caso grave de mononucleose, por exemplo (infecção bacteriana), o médico pode optar por usar um anti-inflamatório para diminuir a inflamação do local e permitir que o antibiótico aja sobre a bactéria, explica a infectologista do Emílio Ribas.

“Os antivirais matam vírus; os antibióticos, bactérias; os antiparasitários, parasitas; e os anti-inflamatórios não matam nada. A ação do corticoide não vai ser sozinha [na Covid-19]: ele não tem ação viral. É uma doença muito complexa, não vai ter tratamento único” – Rosana Richtmann, infectologista do Emílio Ribas

E Suleiman completa: “Os antivirais podem bloquear um ciclo específico de replicação do vírus; a mesma coisa vale para os antiparasitários, como a hidroxicloroquina, que é usada para tratar malária”.

O que diz a OMS sobre a descoberta?

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comentou os resultados dos experimentos. Em uma entrevista coletiva, o dirigente da agência de saúde da ONU disse que este foi o primeiro tratamento que reduziu a mortalidade em pacientes de casos mais avançados da Covid-19.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva nesta sexta-feira (21). — Foto: Reprodução/Twitter WHO

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva nesta sexta-feira (21). — Foto: Reprodução/Twitter WHO

“São ótimas notícias e parabenizo o governo do Reino Unido, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico que salvou vidas” – Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

A dexametasona é um esteroide usado desde a década de 1960 para reduzir a inflamação em várias condições, incluindo em certos tipos de câncer. Está listada como medicamento essencial pela OMS desde 1977 em várias formulações, e está disponível de forma acessível na maioria dos países, fora de patente.

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Brasil tem 44.148 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 44.148 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (16), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na segunda (15), às 20h, o oitavo balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, Roraima divulgou novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta terça-feira (16):

  • 44.148 mortes
  • 891.896 casos confirmados

(Na segunda, 15, às 20h, o balanço indicou: 44.118 mortes, 729 nas últimas 24 horas; e 891.556 casos confirmados. Depois disso, Goiás e Roraima divulgaram novos dados)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta segunda-feira (16), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 627 novos óbitos e 20.647 novos casos, somando 43.959 mortes e 888.271 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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Mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem 1.611% no DF durante pandemia do coronavírus

Óbitos passaram de 26 no ano passado para 445 em 2020; números incluem mortes por Covid-19. Casos cresceram 127%.

Por G1 DF

As mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceram 1.611% no Distrito Federal durante a pandemia do novo coronavírus. Até 8 de junho de 2019, 26 casos haviam sido registrados. Já neste ano, até 6 de junho, o total chegava a 445.

A SRAG é um diagnóstico clínico que reúne sintomas graves de infecções virais – incluindo febre, dor de garganta e falta de ar. Por isso, entram nas estatísticas pacientes que morreram ou tiveram que ser hospitalizados devido a infecções por vírus, como o da gripe ou pela Covid-19.

O número de casos da síndrome também cresceu na capital: passou de 1.266 no ano passado para 2.886 neste ano, aumento de 127%. O G1 questionou a Secretaria de Saúde sobre o que explicaria a alta nos casos e aguardava um posicionamento até a publicação desta reportagem.

No portal oficial, o governo informa que até esta terça-feira (16) foram realizados 14.970 testes do tipo PCR – que têm o objetivo de identificar o vírus no período em que está no organismo – e 5.840 testes rápidos, que verificam a resposta do sistema imunológico ao vírus.

Diagnóstico

As 445 mortes na capital até 6 de junho foram registradas com as seguintes causas:

  • SRAG não especificada: 210 mortes
  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 191 mortes
  • Em investigação: 22 mortes
  • Outros vírus respiratórios: 12 mortes
  • Outros agentes causadores de doenças: 7
  • Influenza: 3 mortes

As mortes por SRAG não especificada são aquelas em que a vítima faleceu devido a uma infecção respiratória, mas não houve diagnóstico sobre o vírus que causou o problema. Desse total, 205 deram negativo para o coronavírus. Outras cinco não tiveram material colhido para exame.

De acordo com o boletim, a maioria das 206 vítimas (56%) que tiveram as mortes confirmadas por Covid-19, Influenza ou outros vírus respiratórios era homem e tinha mais de 80 anos. Veja casos por faixa etária abaixo:

Perfil epidemiológico dos Óbitos positivos para vírus respiratórios no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Perfil epidemiológico dos Óbitos positivos para vírus respiratórios no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos

Das 2.886 notificações de SRAG neste ano, 1.066 não tiveram o vírus especificado, o que representa 42% dos registros. Já entre com infecção diagnosticada, os vírus mais frequentes são:

  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 854
  • Em investigação: 339
  • Outros vírus respiratórios: 237
  • SRAG por influenza: 36
  • Outros agentes etiológicos: 18

Há ainda os casos em que não houve amostra coletada para análise. Neste ano, foram 119 registros, ou seja 11% do total dos casos sem especificação.

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Estudo identifica bares e academias como ambientes de supercontaminação do coronavírus

Estudo japonês localizou 61 incidentes em que mais de cinco pessoas foram contaminadas na mesma situação. Locais ficaram abaixo apenas de unidades de saúde; em único show ao vivo, 30 contraíram Covid-19.

Por G1

Um estudo japonês com pacientes afetados pelo coronavírus identificou locais como bares, karaokês e academias como ambientes de supercontaminação. Segundo o estudo, publicado em 10 de junho no Emerging Infectious Diseases, um periódico científico ligado ao CDC, órgão do governo dos EUA, foram avaliados 3.184 casos de Covid-19 confirmados em laboratório, incluindo 309 importados de fora do Japão.

Familiares ou pessoas que convivem em uma mesma casa não foram incluídas na análise, que detectou 61 incidentes do tipo. Os locais considerados de maior risco para supercontaminação foram unidades de saúde (30%).

Logo em seguida estão outros locais de atendimento, como casas de repouso e clínicas (16%). Os bares, porém, têm porcentagem semelhante, de 16%, acima até dos locais de trabalho (13%).

Em termos de quantidade de pessoas contaminadas, também um hospital foi o local onde aconteceu a maior disseminação: incluindo pacientes e funcionários, 100 contraíram o coronavírus no mesmo lugar.

No entanto, em segundo posto aparece uma única apresentação de música ao vivo, na qual 30 pessoas acabaram contaminadas, entre músicos, público e a equipe que trabalhou no evento.

O estudo conseguiu identificar os possíveis causadores de 22 dos 61 incidentes, e quando 16 deles ocorreram. Essas descobertas mostraram que metade dessas pessoas tinham menos de 40 anos, e 41% estavam pré-sintomáticos ou assintomáticos quando transmitiram o coronavírus.

O estudo foi conduzido pelos doutores Yuki Furuse, Eiichiro Sando, Naho Tsuchiya, Reiko Miyahara, Ikkoh Yasuda e Yura K. Ko e suas equipes, e teve apoio do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia no Japão e da Agência Japonesa de Pesquisa e Desenvolvimento Médico.

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Brasil tem 43.396 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 43.396 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (15), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou no domingo (14), às 20h, o sétimo balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, Roraima divulgou novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta segunda-feira (15):

  • 43.396 mortes
  • 869.956 casos confirmados

(No domingo, 14, às 20h, o balanço indicou: 43.389 mortes, 598 nas últimas 24 horas; e 867.882 casos confirmados)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Neste domingo (14), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 892 novos óbitos e 21.704 novos casos, somando 42.720 mortes e 850.514 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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Brasil tem 41.058 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 41.058 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (12), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na quinta-feira (11), às 20h, o quarto balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, dois estados (GO e RN) divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta sexta-feira (12):

  • 41.058 mortes
  • 805.682 casos confirmados

(Na quinta-feira, 11, às 20h, o balanço indicou: 41.058 mortes, 1.261 nas últimas 24 horas; e 805.649 casos confirmados. Desde então, houve atualizações em GO e RN.)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Esta quinta-feira foi o terceiro dia consecutivo em que houve mais de mil mortes e mais de 30 mil novos casos em um intervalo de um dia. O Nordeste tem mais casos que o Sudeste. São 285 mil casos confirmados nos nove estados, contra 281 mil em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

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A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta quinta (11), o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.239 novos óbitos e 30.412 novos casos, somando 40.919 mortes e 802.828 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.

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Coronavírus: Brasil pode se tornar país com mais mortos em 29/7 se nada mudar, diz projeção usada pela Casa Branca

Se projeção se cumprir, Brasil teria recordes mundiais de total de mortos por Covid-19 e de número de mortes em um dia; seriam quase 4,4 mil, o dobro do recorde atual, que ocorreu no pico da pandemia nos EUA, em 14 de abril, com 2.262 mortes registradas.

Por BBC

Se não houver nenhuma mudança significativa no avanço da pandemia no país, o Brasil pode superar os Estados Unidos em número de mortes de Covid-19 no dia 29 de julho, aponta a projeção de um dos principais modelos matemáticos usados pela Casa Branca para definir suas estratégias. Nesse dia, o Brasil teria 137,5 mil mortos e os EUA, 137 mil.

Para tal, o número atual de mortes precisaria quase quadruplicar nos próximos 50 dias. Um avanço com uma magnitude dessas ocorreu nos últimos 90 dias: havia 10 mil mortes registradas em 9 de março e 38 mil em 9 de junho.

Ao atingir essa liderança, o Brasil teria tanto o recorde mundial de mortos por Covid-19 quanto o do número de mortes em um dia. Seriam 4.071, quase o dobro do recorde atual, que ocorreu no pico da pandemia nos Estados Unidos, em 14 de abril, com 2.262 mortes registradas. Se for considerada a taxa de mortes por 100 mil habitantes, o Brasil deve superar os EUA em 10 de julho.

As projeções foram feitas pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington, mas não necessariamente vão se concretizar. Elas se baseiam em diversas variáveis que mudam ao longo do tempo, como o número de casos confirmados e a adesão ao distanciamento social. De todo modo, essas simplificações da realidade servem de baliza para autoridades traçarem suas estratégias.

O pesquisador Theo Vos, professor de ciências de métricas de saúde do IHME, explica que “quanto mais distantes no tempo as projeções são, mais incerteza haverá, tendo em vista a dinâmica da doença e a capacidade que as medidas de contenção adotadas terão para afetar o curso da Covid-19”.

Ele explicou à BBC News Brasil que uma das variáveis usadas no modelo matemático do IHME é a do quanto a doença está se espalhando, mais especificamente, o número de pessoas que são contaminadas por alguém infectado com o Sars-CoV-2.

Para estimar essa taxa de contágio, Vos afirma que os cálculos são atualizados e ajustados diariamente a partir do “número oficial de mortes registradas e internações hospitalares e das estimativas do número real de casos na comunidade (que podem ser calculadas observando resultados dos levantamentos de anticorpos, que indicam quem, principalmente no passado, teve a doença”).

A qualidade dos dados tem influência direta na capacidade de previsão dos cálculos, e o país vive nessa área um apagão, segundo palavras de alguns especialistas. Há poucos testes e sobrecarga do sistema de análise e registro oficial de pessoas doentes ou mortas.

A tendência atual é de aceleração da pandemia, ou seja, o Brasil ainda não atingiu o pico de casos, algo que, segundo pesquisadores, deve ocorrer em meados de agosto.

Essas projeções matemáticas de diversas universidades ao redor do mundo que têm sido divulgadas durante a pandemia levam em conta os dados disponíveis naquele momento — e o grau de confiabilidade varia muito entre os países.

Além disso, esse número de mortes divulgado pela Universidade de Washington leva em conta os índices atuais de distanciamento social, que varia de 34% a 47% de adesão a depender do Estado, mas o Brasil parece seguir três caminhos diferentes: reabertura, quarentena flexível e bloqueio total.

Estimativas sobre situação do país

Antes de tentar projetar o mais provável trajeto do Brasil durante a pandemia, os pesquisadores tentam entender a dimensão da situação atual. Mas isso não é uma tarefa simples.

O governo brasileiro não sabe ainda quantos leitos estão ocupados no país por pacientes com covid-19 nas redes pública e privada. O levantamento foi iniciado em meados de março, quando Luiz Henrique Mandetta era ministro ainda.

Também não se sabe ao certo o atual número de pessoas infectadas e mortas por Covid-19 no país.

Segundo o Ministério da Saúde, 739.503 pessoas foram diagnosticadas com o novo coronavírus e 38.406 morreram em decorrência da Covid-19. O Brasil registrou mais de 1,2 mil mortes diárias em 5 dos 10 primeiros dias de junho.

Mas estudos liderados pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontam que o número de pessoas que contraíram o vírus, mas não entraram nas estatísticas porque não foram testadas, pode ser de sete infectadas não testadas para cada diagnóstico oficial.

Há também subnotificação no número de mortes, de pessoas que morreram em decorrência de uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG, quadro de sintomas no qual a doença do novo coronavírus se enquadra, assim como a gripe sazonal), mas não foram testadas para covid-19 ou os resultados estão atrasados. Já há mais de 6 mil mortes acima da média histórica de SRAG.

Reaberturas e lockdowns

O espalhamento da Covid-19 no Brasil começou pelas capitais e agora ganha força no interior do país. Hoje, praticamente todos os municípios do país com mais de 20 mil habitantes já registraram casos da doença. O restante pode não ter pessoas infectadas de fato ou enfrentar também problemas de subnotificação.

Para pesquisadores da UFPel, “existem várias epidemias num único país”, com patamares bastante diferentes de espalhamento da covid-19.

Parte dos Estados e municípios decidiu reabrir a atividade econômica apesar do número de casos estarem em alta e sem implementar o modelo adotado por outros países, que fizeram o mesmo movimento utilizando testes em massa na população e rastreamento e isolamento de infectados e das pessoas com as quais tiveram contato.

O principal fator para a reabertura é o impacto econômico da pandemia, que destruiu quase 8,6 milhões de empregos formais e informais no Brasil. A atividade despencou também por causa do fechamento de empresas e lojas e do medo das pessoas de saírem às ruas.

A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, decidiu reabrir lojas de rua, imobiliárias e shoppings nesta semana. Até pouco tempo atrás, o governador paulista, João Doria, falava em adotar um bloqueio total da circulação de pessoas, mas mudou sua postura e passou a defender a reabertura.

Por outro lado, o Rio de Janeiro vive um vaivém de decretos e decisões judiciais que ora permitem a reabertura, ora determinar o bloqueio total. Praia pode, mas não banho de mar. O governador fluminense, Wilson Witzel, autorizou a reabertura de bares e restaurantes, mas o prefeito da capital do RJ, Marcelo Crivella, barrou a retomada desse segmento econômico.

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Brasil tem 38.701 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 38.701 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta quarta-feira (10), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na terça-feira (9), às 20h, o segundo balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, 9 estados e o DF (CE, GO, MG, MT, MS, PE, RR, SE, TO) divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 13h desta quarta-feira (10):

  • 38.701 mortes
  • 747.561 casos confirmados

(Na terça-feira, 9, às 20h, o balanço indicou: 38.497 mortes, 1.185 nas últimas 24 horas; e 742.084 casos confirmados)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e veículos de imprensa, elogiaram a iniciativa.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Brasil tem 38.701 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa

Mortes por coronavírus no acumulado e por dia no Brasil até 9 de junho — Foto: Editoria de Arte/G1

Mortes por coronavírus no acumulado e por dia no Brasil até 9 de junho — Foto: Editoria de Arte/G1

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 77% em todo o estado em 9/6
  • Alagoas – 79% em todo o estado 9/6
  • Amapá – 98,73% em todo o estado em 9/6
  • Amazonas – 66% em todo o estado em 9/6
  • Bahia – 73% em todo o estado em 9/6
  • Ceará – 77,5% em todo o estado em 9/6
  • Distrito Federal – 77,2% na rede privada e 54,3% na rede pública em 9/6
  • Espírito Santo – 84,59% em todo o estado em 9/6
  • Goiás – 63,5% dos leitos de gestão estadual em todo o estado em 9/6
  • Maranhão –87,92 em todo o estado em 9/6
  • Mato Grosso – 37,6% em todo o estado em 5/6
  • Mato Grosso do Sul – 8,8% em todo o estado em 9/6
  • Minas Gerais – 72% em todo o estado em 9/6
  • Pará – 69% em todo o estado em 9/6
  • Paraíba – 68% em todo o estado em 9/6
  • Paraná – 48% em todo o estado em 9/6
  • Pernambuco – 75% em todo o estado em 9/6
  • Piauí – 60,5% em todo o estado em 9/6
  • Rio de Janeiro – 84% na rede pública e 71% na rede privada em todo o estado em 5/6
  • Rio Grande do Norte – 83% na rede pública e 63% na rede privada em todo o estado em 9/6
  • Rio Grande do Sul – 72,5% em todo o estado em 9/6
  • Rondônia – 77,9% em todo o estado em 3/6
  • Santa Catarina – 62,2% do sistema público em todo o estado em 9/6
  • São Paulo – 62,2% em todo o estado em 9/6
  • Sergipe – 58,9% na rede pública e 96,3% na rede privada em todo o estado em 9/6
  • Tocantins – 60% dos leitos ocupados em 3/6

Roraima não divulga a lotação dos leitos de UTI do estado.

Pacientes recuperados

Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados

UFN° de pacientes recuperadosData de divulgação
Acre4.3369/6
Alagoas10.2909/6
Amapá6.5449/6
Amazonas41.2399/6
Bahia13.4849/6
Ceará48.6599/6
Distrito Federal10.4919/6
Espírito Santo11.8929/6
Goiás1.6294/6
Maranhão25.1209/6
Mato Grosso1.5979/6
Mato Grosso do Sul1.2279/6
Minas Gerais7.3639/6
Pará46.6949/6
Paraíba4.6719/6
Paraná2.7449/6
Pernambuco23.7219/6
Piauí6229/6
Rio de Janeiro56.5529/6
Rio Grande do Norte1.9069/6
Rio Grande do Sul10.4109/6
Rondônia3.3649/6
Roraima1.5699/6
Santa Catarina7.8289/6
São Paulo27.7879/6
Sergipe4.5759/6
Tocantins2.9869/6
Total380.300

Fonte: Secretarias estaduais de Saúde

Dados do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde também divulgou dados nesta segunda-feira (8). Segundo a pasta, houve 679 novos óbitos e 15.654 novos casos, somando 37.134 mortes e 707.412 casos desde o começo da pandemia. Ou seja, um número inferior ao divulgado pelo consórcio. A divulgação, porém, ocorreu horas antes.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita justamente em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

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Brasil tem 849 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de veículos de imprensa; são 37 mil no total

Levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde mostra ainda que houve 19.631 novos casos de Covid-19 em um dia; são 710.887 no total.

Por G1

Veículos de comunicação formam parceria para dar transparência a dados da Covid-19

O Brasil teve 849 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus nas últimas 24 horas, aponta levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, já são mais de 37 mil óbitos pela Covid-19 no país até esta segunda-feira (8). Veja os dados, consolidados às 20h:

  • 37.312 mortes -eram 36.463 até as 20h de domingo (7), uma diferença de 849 óbitos
  • 710.887 casos confirmados; eram 691.256 até a noite de domingo

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e veículos de imprensa, elogiaram a iniciativa.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

 — Foto: Editoria de Arte/G1

— Foto: Editoria de Arte/G1

Brasil tem 849 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de imprensa

Brasil tem 849 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de imprensa

Das 20 cidades com maior mortalidade no Brasil, 12 estão no Amazonas e só quatro fora da Região Norte. No ranking, aparecem cinco capitais, nesta ordem: Belém (1°), Fortaleza (5°), Recife (11°), Manaus (13°) e Rio de Janeiro (15°).

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 82,6% em todo o estado em 4/6
  • Alagoas – 79% em todo o estado 4/6
  • Amapá – 98,84% em todo o estado em 4/6
  • Amazonas – 70% em todo o estado em 3/6
  • Bahia – 71% em todo o estado em 5/6
  • Ceará – 76,30% em todo o estado em 8/6
  • Distrito Federal – 69,5% na rede privada e 42,24% na rede pública em 29/5
  • Espírito Santo – 85,14% em todo o estado em 4/6
  • Goiás – 46,6% dos leitos de gestão estadual, em todo o estado em 3/6
  • Maranhão –96,25% na Grande São Luís, 80,85% no interior e 85,2% em Imperatriz em 2/6
  • Mato Grosso – 37,6% em todo o estado em 4/6
  • Mato Grosso do Sul – 5,4% em todo o estado em 8/6
  • Minas Gerais – 71% em todo o estado em 8/6
  • Pará – 79% em todo o estado em 3/6
  • Paraíba – 67% em todo o estado em 5/6
  • Paraná – 40% em todo o estado em 4/6
  • Pernambuco – 98% em todo o estado em 3/6
  • Piauí – 61% em todo o estado em 24/5
  • Rio de Janeiro – 90% no SUS em todo o estado em 5/6
  • Rio Grande do Norte – 84% na rede pública e 71% na rede privada em 5/6
  • Rio Grande do Sul – 71,9% em todo o estado em 5/6
  • Rondônia – 77,9% em todo o estado em 3/6
  • Santa Catarina – 61,7% do sistema público em todo o estado em 3/6
  • São Paulo – 71% em todo o estado em 5/6
  • Sergipe – 68,3% na rede pública e 85% na rede privada em todo o estado em 4/6
  • Tocantins – 60% dos leitos ocupados em 3/6

Roraima não divulga a lotação dos leitos de UTI do estado.

Testes feitos pelos estados

Número de testes de coronavírus feitos pelos estados

EstadoNº de testesData de divulgação
Acre18.2528/6
Alagoas18.0481º/6
Amapá21.2413/6
Amazonas6.18327/4
Bahia39.94921/5
Ceará152.0578/6
Distrito Federal141.34429/5
Espírito Santo56.8315/6
Goiás12.92530/5
Maranhão66.7173/6
Mato Grosso8.2533/6
Mato Grosso do Sul14.8068/6
Minas Gerais25.2805/6
Pará54.3113/6
Paraíba60.0225/6
Paraná26.06325/5
Pernambuco50.39228/5
Piauí43.1093/6
Rio de Janeiro25.3084/6
Rio Grande do Norte25.4655/6
Rio Grande do Sul12.50826/5
Rondônia18.8913/6
Roraima71823/4
Santa Catarina33.0004/6
São Paulo87.46327/5
Sergipe20.7022/6
Tocantins7.09525/5
Total990.351

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

Rio de Janeiro não divulga o número de testes.

Pacientes recuperados

Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados

EstadosNº de pacientes recuperadosData de divulgação
Acre4.1338/6
Alagoas8.4615/6
Amapá6.1488/6
Amazonas34.5832/6
Bahia11.4645/6
Ceará46.5158/6
Distrito Federal7.3365/6
Espírito Santo9.9195/6
Goiás73826/5
Maranhão23.2728/6
Mato Grosso1.1455/6
Mato Grosso do Sul1.1907/6
Minas Gerais6.8578/6
Pará44.2448/6
Paraíba3.9455/6
Paraná2.2674/6
Pernambuco20.3754/6
Piauí45629/5
Rio de Janeiro41.8382/6
Rio Grande do Norte8.3918/6
Rio Grande do Sul8.3915/6
Rondônia2.6003/6
Roraima1.2306/6
Santa Catarina6.4424/6
São Paulo24.6165/6
Sergipe2.9992/6
Tocantins2.6348/6
Total325.602

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

Dados do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde também divulgou dados nesta segunda-feira (8). Segundo a pasta, houve 679 novos óbitos e 15.654 novos casos, somando 37.134 mortes e 707.412 casos desde o começo da pandemia. Ou seja, um número inferior ao divulgado pelo consórcio. A divulgação, porém, ocorreu horas antes.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita justamente em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

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