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Covid-19: remédios para dor e febre podem alterar resposta imune das vacinas

Por Matheus Barros, editado por André Lucena 

Olhar Digital

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Sydney, na Austrália, apontou que o uso de medicamentos contra a dor e febre pode afetar a resposta imunológica contra o SARS-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19, podendo aumentar ou diminuir o risco de infecção.  

O estudo mostrou que remédios como paracetamol, ibuprofeno e aspirina podem enfraquecer a resposta imune gerada pela vacinação. Enquanto a morfina suprimiu células importante do sistema imunológico, aumentando o risco de infecção pela Covid-19.  

Além disso, ainda foi possível detectar que o anti-inflamatório indometacina é capaz de reduzir a replicação viral do SARS-CoV-2.  PUBLICIDADE

“Nossa análise mostra que alguns dos medicamentos comuns para dor e febre podem funcionar com o sistema imunológico para combater infecções, enquanto outros trabalham contra ele e aumentam o risco de contrair ou responder mal a doenças infecciosas”, explica a principal autora da pesquisa, Christina Abdel-Shaheed.  

Os pesquisadores apontam que não esperavam encontrar esses resultados, mas dizem que foi importante entender como estes fármacos agem no corpo humano, pois eles existem há muito tempo e pouco se sabe como eles impactam o sistema imunológico durante doenças infecciosas.  

“Com a necessidade urgente de novos tratamentos para a Covid-19 e o declínio da eficácia de alguns agentes antimicrobianos devido à resistência, agora mais do que nunca precisamos de remédios que possam manter ou aumentar a eficácia dos tratamentos com medicamentos anti-infecciosos”, afirma um dos coautores do estudo.  

Os pesquisadores informaram que ainda é necessário realizar mais testes clínicos para comprovar a relação dos remédios com a resposta imune das vacinas contra a Covid-19. 

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Alumínio no desodorante: a substância faz ou não faz mal à saúde?

Assunto é controverso, segundo especialista, e já levou a pesquisas sobre a chance de desenvolvimento de câncer de mama.

Por Carolina Dantas, g1

Além da função de reduzir o cheiro, os antitranspirantes ajudam a bloquear a saída de suor pelas glândulas. O alumínio faz parte da composição dos produtos e é comumente usado para tal finalidade, mas algumas alternativas surgem com o argumento de serem “mais seguras”.

Mas, afinal, usar um antitranspirante com alumínio diariamente pode fazer mal à saúde? Especialistas consultados pelo g1 apontam que não há nada comprovado neste sentido.

“Não existem evidências científicas de que os sais alumínio, incluídos nos desodorantes, façam mal à saúde. Não há relação comprovada entre esses produtos e o câncer de mama”, afirma Leonardo Abrucio Neto, dermatologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP).

O especialista explica que os sais de alumínio, ao entrar em contato com a pele, se dissolvem e se transformam em um gel,que atua como uma película protetora na superfície e controla a liberação do suor ao longo do dia. Segundo ele, é uma ação gradual em relação ao bloqueio da produção do suor pelas glândulas sudoríparas.

“O uso do alumínio não afeta a capacidade do organismo de se resfriar quando submetido a um fator de aquecimento, porque a transpiração pelas axilas representa apenas 1% do suor do corpo. Então, o bloqueio que se dá na liberação no suor não é importante para gerar intoxicação por alumínio no organismo”, complementa.

Adoçante e desodorante não provocam câncer

Nas últimas décadas, uma série de estudos foi feita para tentar encontrar a relação entre o uso de desodorantes e antritranspirantes com o alumínio e o desenvolvimento de doenças, principalmente o câncer de mama.

“Pode acontecer de algumas pessoas desenvolverem algum processo de irritação após uso contínuo, um processo alérgico em relação à substância. Então, começa a ter coceira, a ficar com vermelhidão na axila”, disse Edileia Bagatin, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Agora, outros riscos, na verdade, não existem. Isso é um assunto bastante controverso e já um assunto que já foi bastante pesquisado”, explicou a especialista, se referindo às pesquisas sobre o uso de alumínio e câncer de mama.

Sem evidência científica

A explicação de Abrucio e Bagatin é confirmada pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH) dos Estados Unidos. Em publicação de 2016, o órgão vinculado ao governo americano informa que “não há evidência científica que relaciona o uso desses produtos ao desenvolvimento do câncer de mama”.

“Apenas alguns estudos investigaram uma possível relação entre câncer de mama e antitranspirantes/desodorantes nas axilas. Um estudo, publicado em 2002, não mostrou nenhum aumento no risco de câncer de mama entre as mulheres que relataram usar antitranspirante”, apontou o NIH.

O órgão americano também cita um outro ensaio, realizado em 2006, que não encontrou associação entre o uso de antitranspirantes e câncer de mama. Porém, foram incluídas apenas 54 mulheres com câncer de mama e 54 sem a doença.

“Nenhum estudo até o momento confirmou quaisquer efeitos adversos substanciais do alumínio que possam contribuir para o aumento dos riscos de câncer de mama. Uma outra revisão de 2014 concluiu que não havia evidências claras mostrando que o uso de antitranspirantes ou cosméticos nas axilas contendo alumínio aumenta o risco de câncer de mama”.

Bagatin explica que as alternativas disponíveis no mercado — desodorantes em creme, barra de cristal — têm o mesmo mecanismo do alumínio: bloqueiam a saída de suor na superfície da pele. Para ela, portanto, é uma questão de escolha sobre qual produto se adaptar melhor.

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Café ☕ faz bem ou faz mal? Saiba quantas xícaras é possível tomar sem ter complicações

Limite não é universal, muda de acordo com perfil do consumidor e pode ficar entre uma ou quatro xícaras por dia. Estudo de julho do ano passado com 17 mil pessoas aponta que consumo de seis xícaras foi associado ao aumento de risco de demência e derrame.

Por g1*

Qual é a linha que separa os benefícios do café de eventuais efeitos prejudiciais sobre a nossa saúde? Em um caso que não tem relação direta com o consumo da bebida, mas com o uso da cafeína como um suplemento em pó, um personal trainer morreu após tomar o equivalente a 200 doses de café.

Para além do uso do suplemento, que deve ser visto com muitas ressalvas e ser evitado, o tradicional cafezinho é associado a efeitos benéficos para a saúde, sobretudo do coração e atuação contra doenças degenerativas. O excesso, como para todos os alimentos, é prejudicial. E, no caso do café o limite pode ser de uma até quatro xícaras por dia, de acordo com a pessoa.

“Estudos já demonstraram que o café é capaz de proteger a saúde do coração e prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson”, apontou a médica Cíntia Cercato, endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Por outro lado, abusar do café pode causar arritmia, agitação, irritabilidade, nervosismo e insônia. Em gestantes, o consumo acima da quantidade segura pode causar atraso na formação cerebral do feto.

Um estudo da USP divulgado na revista “Clinical Nutrition” em julho de 2019 também concluiu que o consumo acima de 3 xícaras (720 ml) de café pode causar pressão alta em pessoas predispostas a desenvolver hipertensão. A dose vai variar conforme a constituição da pessoa.

Quantidade segura

Um estudo publicado em julho do ano passado que avaliou mais de 17 mil pessoas, conduzido pela University of South Australia, apontou que pessoas que tomaram mais de seis xícaras de café por dia tiveram um aumento de 53% no risco de demência ou derrame.

A endocrinologista Cercato afirma que não há problema tomar café todos os dias, mas alerta, citando a European Food Safe Authority, que a dose diária de cafeína depende de cada pessoa:

  • Adulto saudável com cerca de 70 kg: de 300 a 400 miligramas de cafeína (o equivalente a 4 xícaras de café coado)
  • Crianças (a partir de 2 anos) e adolescentes: 100 miligramas de cafeína (cerca de 1 xícara coado)
  • Gestantes e lactantes: 200 miligramas de cafeína (cerca de 2 xícaras coado)
  • Sensíveis à cafeína: de 100 a 200 miligramas de cafeína

O café expresso tem o triplo de cafeína que o coado. Para fazer o cálculo de quantas xícaras tomar, deve-se considerar que:

  • 125 ml (meia xícara) de café coado tem 85 mg de cafeína
  • Apenas 30 ml de café expresso tem 60 mg de cafeína

Vale lembrar que a cafeína está presente no cacau, no guaraná e em alguns chás. Por isso, não deve ser contabilizada somente a cafeína do café, mas de tudo o que consumimos no dia (por exemplo: chocolate, achocolatado, refrigerante à base de guaraná ou cola, chá etc).

Quem deve maneirar na dose

Além de grávidas, sensíveis à cafeína e crianças e adolescentes, Cercato alerta que devem consumir café com moderação os cardiopatas e as pessoas que fazem uso de suplementos de academia, produtos ricos em cafeína.

“O café não é proibido aos cardiopatas, mas eles devem fazer uso moderado para não sentirem seus efeitos colaterais, como a arritmia”, explica a endocrinologista do HC da USP.

Café antes do esporte: pode?

Café vicia?

Segundo Cercato, não há estudos científicos que comprovem que o consumo do café pode causar vício.

Como adoçar

A nutricionista e doutora em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília, Alessandra Gaspar Sousa, explica que o ideal é tomar o café puro, mas se quiser adoçar, deve-se substituir o açúcar branco por:

  • Melado de cana
  • Açúcar demerara
  • Açúcar de coco
  • Açúcar mascavo
  • Adoçantes à base de stévia

A barista Isabela Raposeiras explica que o café “não precisa ser amargo. O café de qualidade, aliás, não é amargo.” Por isso, se você não tolera tomar café sem açúcar, pode ser culpa do tipo de café que toma.

Composição

Praticamente livre de contraindicações quando consumido puro e dentro do que os médicos chamam de “quantidade segura”, o café vai muito além da cafeína, famosa substância estimulante que aumenta a concentração, a disposição, a atenção, além de ajudar no desempenho esportivo.

“O café é rico em antioxidantes, minerais, vitaminas e flavonoides, mesma substância encontrada no vinho”, explica Cercato, endocrinologista do HC da USP.

Enquanto antioxidantes são substâncias químicas que ajudam a proteger nossas células de substâncias prejudiciais produzidas durante o metabolismo, os flavonoides ajudam na circulação sanguínea.

Além dessas substâncias, a ingestão de café ajuda nosso cérebro a liberar os seguintes estimulantes naturais:

  • Dopamina: popularmente conhecida como “hormônio da felicidade”, está relacionada com a motivação.
  • Adrenalina: hormônio relacionado com a euforia e a disposição.

Café engorda?

De acordo com o médico Audie Nathaniel Momm, nutrólogo do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, “não há correlação de ganho de peso com o consumo de café puro, exceto se o mesmo for servido com açúcar.”

O nutrólogo lembra que muitos associam o café a perda de peso por causa da sua ação termogênica e estimulante, o que acelera o metabolismo. “Isso é verdade, mas [para ajudar na dieta] seu consumo deve fazer parte de hábitos alimentares e exercícios físicos regulares”, explica Momm, afirmando que somente o café não faz milagres.

Mitos e verdades sobre o café

Crianças podem tomar café?

A resposta divide os especialistas, mas ainda não há estudos que comprovem malefícios do café aos pequenos.

“A recomendação geral é que crianças menores de dois anos não tomem café. Acima disso, podem consumir, mas moderadamente. Por exemplo: não vemos problema em uma pequena quantidade de café misturada no leite no café da manhã. É melhor do que usar o achocolatado”, recomenda Cercato.

Café tem mais de mil compostos que fazem bem para a saúde, diz estudo

Cuidado com o café velho

A nutricionista Sousa explica que o café deve ser consumido em até 30 minutos após o preparo.

“Após 30 minutos, o café fresco pode começar a ter um sabor ruim. Isso ocorre porque inicia-se o processo de oxidação do café, gerando a degradação das substâncias da bebida, alterando com isso o paladar e o aroma” diz Sousa.

Cuidado com o café velho, não é só questão de paladar, mas também de saúde.

“O café oxidado pode provocar efeitos prejudiciais na saúde, como problemas gastrointestinais e náuseas”, explica a nutricionista.

(*Com informações de reportagem publicada em 09/06/2020)

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Vacinação 2022: Instituto Butantan entrega 1º lote de vacina da gripe contra cepa Darwin

Gabriela Bulhões  

Olhar Digital

Com o objetivo de usar na campanha de vacinação 2022, o Instituto Butantan entregou ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) um lote de 2 milhões de doses da nova vacina da gripe. Tanto que nesta formulação, foi incluída a proteção contra a cepa Darwin, o vírus responsável por alguns surtos de gripe em locais como no Rio de Janeiro.

A entrega estava prevista apenas para março deste ano e foi antecipada para o fim de fevereiro. De acordo com o Butantan, só foi possível pelo fato que o instituto enviou a documentação ao órgão regulador no dia 18 de fevereiro e recebeu o retorno da Anvisa também com celeridade.

O imunizante é modificado a cada ano por conta que a doença é sazonal e se baseia nos três subtipos do vírus influenza, incluindo os que mais circularam no último ano no hemisfério Sul indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, os imunizantes são atualizados e usados em campanhas de vacinação anuais, realizadas antes do inverno, que é quando aumentam os casos de gripe, na maioria das vezes. O Instituto Butantan está focado em entregar 80 milhões de doses para a campanha de vacinação que se divide em duas etapas: 40 milhões no fim de março e os outros 40 até final de abril.

Vale lembrar que a vacina contra a influenza do Butantan será distribuída no Sistema Único de Saúde (SUS) e é trivalente, ou seja, composta pelos vírus H1N1, a cepa B e o H3N2, do subtipo Darwin.

Fonte: O Globo

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Pernambuco confirma mais 1.518 casos do novo coronavírus e outras 11 mortes provocadas pela Covid

Neste domingo (27), Pernambuco totalizou 829.848 casos confirmados da doença, sendo 57.605 graves e 772.243 leves. Agora, são 21.069 mortes.

Por g1 PE

O governo de Pernambuco confirmou, neste domingo (27), mais 1.518 casos do novo coronavírus. A Secretaria estadual de Saúde (SES-PE) também registrou oficialmente outras 11 mortes provocadas pela Covid-19.

De acordo com o boletim de acompanhamento da pandemia, Pernambuco totaliza 829.848 casos confirmados da doença, sendo 57.605 graves e 772.243 leves.

Desde março de 2020, quando a pandemia começou no estado, o governo confirmou 21.069 mortes pela Covid-19.

Entre os casos confirmados neste domingo, 19, ou 1,2% do total, são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.499 (98,8%) são leves.

Os casos do novo coronavírus estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Mortes

O boletim confirmou seis mortes de homens e cinco de mulheres. Esses óbitos aconteceram entre os dias 16 de dezembro de 2020 e 25 de fevereiro de 2022.

Essas pessoas moravam em Caetés (1), Garanhuns (1), Jaboatão dos Guararapes (2), Parnamirim (1) e Recife (6).

Os pacientes tinham entre 57 e 94 anos. As faixas etárias são: 50 a 59 (2), 60 a 69 (1), 70 a 79 (3) e80 e mais (5). Do total, nove tinham doenças preexistentes: diabetes (6), doença cardiovascular (6), hipertensão (4), doença renal (1), AVC (1) e doença respiratória (1).

Um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais seguem em investigação.

Vacinação

Desde 18 de janeiro de 2021, Pernambuco aplicou 16.986.430 doses de vacinas contra a Covid- 19.

Com relação às primeiras doses, foram 7.863.556 aplicações. A cobertura chegou a 88,60% do público elegível.

Do total, 6.747.694 pessoas, ou 76,03% do público elegível, completaram seus esquemas vacinais.

Foram 6.574.593 vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outras 173.101 contempladas com vacina aplicada em dose única.

Em relação às doses de reforço, foram aplicadas 2.375.180 unidades. A cobertura ficou em 35,96% do público elegível.

Leitos

Neste domingo, a taxa global de ocupação de leitos na rede pública para doentes com Covid era de 52%, de um total de 2.177 vagas abertas.

Nas UTIs, havia 1.074 leitos e 59% deles estavam com pacientes. Nas enfermarias, eram 1.103 vagas disponíveis e 45% delas estavam ocupadas.

Na rede privada, a taxa de ocupação de leitos ficou em 55%, de um total de 355 vagas abertas. Nas UTIs, eram 228 vagas abertas e 71% delas estavam com pacientes. Nas enfermarias, havia 127 unidades e 28% delas estavam ocupadas.

Testes

Desde março de 2020, Pernambuco realizou 3.569.609 testes para detectar a Covis.

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Anvisa autoriza 1º remédio emergencial da Covid-19, mas uso é limitado

Gabriela Bulhões 

Olhar Digital

Na última quinta-feira (24), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial – ainda em fase experimental – do remédio Evusheld, que foi desenvolvido pela empresa farmacêutica AstraZeneca para combater a Covid-19. Este é o primeiro medicamento autorizado no Brasil com indicação para ser usado para evitar a doença. Porém, o uso é limitado e não substitui a vacina para a grande parte das das pessoas.

O Evusheld é indicado especialmente para as pessoas com o sistema imunológico comprometido por conta de alguma doença ou tratamento, o que resulta numa queda de eficiência das vacinas. Por exemplo, quem faz tratamento contra câncer e tenha passado por transplante de órgão ou por infecção por HIV avançada. A diretora da Anvisa, Meiruze de Sousa Freitas é relatora do processo de autorização do remédio e disse que essas pessoas são as mais vulneráveis a desenvolver a doença.

O medicamento é indicado a quem tem contraindicação às vacinas, como caso dos alérgicos aos componentes dos imunizantes. Só que para fazer uso, será necessário não ter tido uma exposição recente ao vírus da Covid-19. Quem tiver menos de 40 quilos ou menos de 12 anos e quem já tomou a vacina há menos de duas semanas não poderá usar o remédio.

“A vacinação é a melhor estratégia da profilaxia, mas é importante também colocar novos produtos à população, em especial aos profissionais de saúde que tanto batalham, e a todos os pacientes que não podem usar a vacina”, informou a Freitas.

Além disso, ela também destacou que “os pacientes tratados com Evusheld devem continuar a se isolar e usar as medidas de controle de infecção (por exemplo, usar máscara, manter o distanciamento social, não compartilhar itens pessoais, limpar e desinfetar as superfícies de ‘alto contato’ e higienizar com frequência as mãos), de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil”.

De acordo com a Anvisa, o medicamento é composto de dois frascos e contém as substâncias cilgavimabe e tixagevimabe. O remédio já foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos, França, Israel, Itália, Barein, Egito e Emirados Árabes Unidos. Já no Brasil, o pedido de autorização foi feito pela AstraZeneca em 17 de dezembro de 2021.

O remédio se liga a uma proteína do vírus e impede que entre nas células humanas. O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, destacou o uso do medicamento também contra a variante Ômicron. “Os ensaios de neutralização in vitro mostraram que, isoladamente ou em combinação, esses anticorpos têm capacidade neutralizante de Sars-Cov-2 [coronavírus] para as diferentes variantes, incluindo a variante Ômicron. Esse é um dado que a gente quis destacar. E a combinação desses dois anticorpos foi melhor das avaliações nessa capacidade neutralizante”, explicou o profissional.

Fonte: O Globo

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Com mais 6.826 infectados e 24 óbitos por Covid-19, Pernambuco totaliza 815.662 casos e 21.031 mortes

Entre março de 2020 e esta quinta-feira (24), estado contabilizou 57.514 quadros graves e 758.148 formas leves da doença provocada pelo novo coronavírus.

Por g1 PE

A confirmação de mais 6.826 infectados pelo novo coronavírus e de 24 óbitos por causa da Covid-19 em Pernambuco fez o estado totalizar 815.662 casos da doença e 21.031 mortes provocadas pela infecção. Os registros são feitos desde março de 2020, quando a pandemia chegou ao estado.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que as novas confirmações abrangem 57 (1%) diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 6.769 (99%) casos leves da Covid-19. Ao todo, Pernambuco contabilizou 57.514 quadros graves e 758.148 formas leves da doença.

Com relação aos 24 pacientes que morreram por causa da infecção, os óbitos aconteceram entre o dia 24 de abril de 2020 e a quarta-feira (23).

Mortes

As mortes confirmadas nesta quinta foram de oito homens e 16 mulheres residentes dos municípios de Abreu e Lima (1), Agrestina (1), Brejo da Madre de Deus (1), Cabo de Santo Agostinho (1), Calçado (1), Igarassu (1), Jaboatão dos Guararapes (3), Jupi (1), Olinda (4), Paulista (1), Petrolina (1), Recife (6), Riacho das Almas (1) e São Caitano (1).

Os pacientes tinham entre 11 e 91 anos. As faixas etárias são: 10 a 19 (1), 30 a 39 (1), 50 a 59 (3), 60 a 69 (6), 70 a 79 (6) e 80 e mais (7). Do total, 19 tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (11), diabetes (9), hipertensão (8), doença renal (3), doença respiratória (2), doença de Alzheimer (1), histórico de tabagismo (1), câncer (1), imunossupressão (1) e obesidade (1).

Um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Um paciente não tinha comorbidades e os demais seguem em investigação.

Vacinação

Desde 18 de janeiro de 2021, Pernambuco aplicou 16.914.319 doses de vacinas contra a Covid-19. Com relação às primeiras doses, foram 7.846.441 aplicações, o que equivale a 88,41% a população elegível.

Do total, 6.739.327 pessoas, ou 75,94% do público elegível, já completaram seus esquemas vacinais, sendo 6.566.226 vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outras 173.101 com vacina aplicada em dose única.

Também foram aplicadas 2.328.551 terceiras doses, de reforço. A cobertura chegou a 35,25% do público elegível. Outras informações detalhadas sobre a população vacinada contra a Covid-19 estão disponíveis no Painel de Acompanhamento Vacinal.

Leitos

Nesta quarta, a taxa global de ocupação de leitos para doentes com Covid na rede pública de Pernambuco era de 57%, de um total de 2.177 unidades abertas.

Nas UTIs, havia 1.074 leitos e 64% deles estavam ocupados. Nas enfermarias, eram 1.103 unidades e a taxa de ocupação delas ficou em 50%.

Na rede particular de saúde no estado, a taxa global de ocupação de leitos ficou em 55%, de um total de 355 vagas abertas.

Nas UTIs, eram 228 vagas e 71% delas estavam com pacientes. Nas enfermarias privadas, havia 127 leitos e 28% deles estavam ocupados.

Testes

Desde março de 2020, quando a pandemia começou em Pernambuco, o estado realizou 3.543.772 testes para detectar Covid.

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Anvisa aprova terapia gênica CART-T Cell para tratamento de câncer no Brasil

Produto para o tratamento é o Kymriah (tisagenlecleucel), da empresa Novartis Biociências, e será utilizado para terapia avançada de câncer hematológico.

Por g1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro registro sanitário da terapia gênica com células CAR-T, que utiliza células T para o combate ao câncer.

O produto para o tratamento é o Kymriah (tisagenlecleucel), da empresa Novartis Biociências, e será utilizado para terapia avançada de câncer hematológico, que é originado nas células sanguíneas.

No tratamento, as células T do paciente, que funcionam como “soldados” do sistema imunológico, são extraídas do sangue. São modificadas geneticamente para reconhecer o câncer e, depois, destruí-lo. Elas são redesenhadas em laboratório e depois devolvidas à corrente sanguínea. Em resumo: as próprias células do paciente são “treinadas” para combater o câncer.

O Kymriah é indicado para o tratamento de pacientes pediátricos e adultos jovens (até 25 anos de idade) com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) de células B e para pacientes adultos com Linfoma Difuso de Grandes Células B.

O mesmo produto já havia sido aprovado por outras agências reguladoras: Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos; a European Medicines Agency (EMA), na Europa; e a Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA), no Japão.

Entenda como funciona a técnica

A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar linfócitos T, células de defesa do corpo, com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose (veja em detalhes no infográfico abaixo).

Entenda como funciona a terapia genética CART-Cell — Foto: Roberta Jaworski/Arte g1

Entenda como funciona a terapia genética CART-Cell — Foto: Roberta Jaworski/Arte g1

Aprovada em 2017 pela FDA, mas em estudos experimentais há mais de uma década, a terapia genética CAR-T Cell contra o câncer apresentou resultados positivos em análise de caso de dois pacientes, publicada no início de fevereiro pela revista “Nature”.

Os pesquisadores, entre eles Carl H. June, que está há anos na vanguarda das pesquisas sobre o tratamento, assinam a pesquisa e apontam: “as células CAR-T permaneceram detectáveis ​​por mais de dez anos após a infusão, com remissão sustentada em ambos os pacientes”. O tratamento, portanto, continuou funcionando e o câncer não retornou nos dois casos estudados.

História de Olson

Em 2010, a leucemia de Doug Olson passou a ser tratada com a ajuda da terapia genética experimental — ele é um dos pacientes do estudo publicado pela “Nature”. Mais de uma década depois, não há nenhum sinal de câncer em seu corpo.

“Estou muito bem agora. Ainda sou muito ativo. Eu estava correndo meias maratonas até 2018”, disse Olson, de 75 anos, que mora em Pleasanton, na Califórnia. “Isso é uma cura. E eles não usam a palavra levianamente.”

Os médicos de Olson, que são os autores do estudo, dizem que os dois casos demonstraram que a terapia ataca o câncer imediatamente, mas também pode permanecer dentro do corpo por anos e manter a doença sob controle.

Com base nesses resultados de uma década, “nós podemos concluir que as células CAR-T podem realmente curar pacientes com leucemia”, disse June.

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Covid-19: por que algumas pessoas resistem mais à infecção do que outras?

Mesmo expostas ao vírus em situações de risco, algumas pessoas não testam positivo. Os cientistas sabem que o fenômeno de ‘resistência’ à transmissão existe, mas ainda não há explicações sobre essa aparente imunidade apresentada por certos indivíduos em relação ao Sars-CoV-2.

Por Taíssa Stivanin, RFI

A francesa Nathalie Lidgi-Guigui é pesquisadora em um laboratório de Física da Sorbonne, na região parisiense. Especialista em nanomateriais, ela pega o trem de subúrbio para trabalhar todos os dias, não aderiu ao home-office e nem deixou de frequentar restaurantes.

Casada, e com dois filhos na escola, toda a família já havia sido contaminada pelo vírus antes. Os testes da francesa, porém, sempre foram negativos. Nathalie também  acredita que possa ter contraído a Covid-19 em janeiro, em 2020, quando não havia testes, máscaras ou outros tipos de cuidado para evitar a transmissão

Mas, hoje, já se sabe que imunidade humoral, a dos anticorpos, proporcionada pela infecção natural, dura pouco. “Cerca de um ano depois, eu fiz um teste para saber se eu tinha pego, mas ele deu negativo, eu não tinha anticorpos”, conta.

Durante o ano de 2021, antes e depois de se vacinar com as três doses, Nathalie também nunca precisou se testar.

“Eu tomo cuidado, não almoço no restaurante da empresa, prefiro comer sozinha, mas isso não me impede de ir ao restaurante com minha família. Pego o trem todos os dias, uso máscara, tento abrir a janela, mas não vivo fechada em casa”, relata. Nathalie testou positivo para a Covid-19 há apenas poucos dias, depois de quase dois anos de pandemia, e teve sintomas leves.

Casos como o de Nathalie não são isolados. Durante a crise sanitária, histórias de pessoas que moram com contaminados e não tiveram um teste positivo se tornaram comuns.

Geneticista explica por que algumas pessoas não pegaram Covid mesmo tendo contato com infectados

O que a ciência sabe sobre esses sortudos, que resistem melhor à infecção ou são assintomáticos? No início de janeiro, um estudo publicado por um grupo de pesquisadores do Imperial College London mostrou que, quanto maior o nível de células T que haviam sido estimuladas por diferentes tipos de coronavírus, que provocam resfriados, menor era a probabilidade de contrair o SARS-CoV-2.

Genética pode ser determinante

A RFI Brasil conversou sobre esse assunto com o cientista Laurent Abel, diretor de pesquisa do Inserm (Instituto de Pesquisas Médicas da França) e codiretor do Laboratório de Genética Humana de Doenças Contagiosas do Instituto francês Imagine, que estuda a predisposição genética ligada às formas graves da Covid-19. O objetivo da equipe é identificar os principais genes humanos que criam resistência ou que controlam a resposta à infecção gerada por diferentes micróbios.

Segundo ele, a maioria das pessoas não vai escapar da contaminação em situações de alto risco, mas outras vão eliminar o vírus antes que ele penetre nas células. 

“Esse é um fenômeno que já foi descrito em outras doenças contagiosas. Provavelmente a mais representativa é a resistência à infecção pelo HIV”, exemplifica.

Nos anos 90, os pesquisadores identificaram indivíduos que, mesmo com um comportamento de risco, com múltiplos parceiros, inclusive positivos, não contraíam a doença. Essa resistência é ligada à mutação de um gene, o CCR5, um dos principais receptores do HIV, que bloqueava ou impedia a entrada do vírus nas células.

Em relação à resistência ao Covid, diz o pesquisador francês, “há observações que sugerem um fenômeno parecido com o ocorrido com o HIV”.

“É algo que estamos buscando, mas por enquanto não há grandes descobertas nesse sentido, como uma mutação genética ou uma molécula essencial para a entrada do vírus”, explica. 

De acordo com o geneticista francês, uma das dificuldades do estudo consiste justamente em identificar os indivíduos que são de fato resistentes, já que o SARS-CoV-2 provoca muitas infecções assintomáticas. Além disso, os participantes não podem ser vacinados e devem tomar poucas precauções para evitar as infecções. “São pessoas que não estão protegidas por um imunizante e que, apesar disso, não se contaminam. São essas pessoas que devem ser estudadas, prioritariamente”, declara.

Atualmente, um consórcio internacional formado por grupos de diversos cientistas contribui com dados de pessoas potencialmente resistentes. Em seguida, a equipe do laboratório onde atua Laurent Abel reúne os dados desses pacientes e analisa o genoma dos pacientes em busca de eventuais mutações.

Formas graves

Além dos estudos sobre a resistência à infecção, ainda em andamento, os pesquisadores já têm resultados sobre o que poderia tornar algumas pessoas, sem fatores de risco, propensas a formas graves, que necessitam de internação nas UTIS e aumentam o risco de morte.

Nos estudos realizados pela equipe francesa, os pesquisadores descobriram que alguns pacientes que desenvolviam formas severas da Covid-19 tinham mutações genéticas que agiam no circuito do chamado Interferon 1 – um tipo de proteína produzida diretamente pelo sistema imunológico nos primeiros dias da infecção.  O papel dela é limitar a replicação e a propagação do vírus.

Esse fator, segundo Laurent Abel, explicaria por que jovens, sem comorbidades, morriam ou ficavam muito doentes. Esse defeito atinge principalmente homens, já que essa anomalia genética está ligada ao cromossomo masculino.

Na segunda etapa, os cientistas buscaram entender se alguns pacientes produziam anticorpos contra a proteína, em um processo autoimune. A equipe de Laurent Abel então descobriu que cerca de 15% dos casos graves são desencadeados por esses autoanticorpos, frequentes em idosos, que já têm um risco elevado de formas graves.

Por isso, um dos objetivos do programa, batizado de Coviferon, é desenvolver um teste disponível em laboratório para detectar esses autoanticorpos.  “Essa informação mudaria as ações em termos de tratamento”, explica.

O projeto agora busca como adaptar a prevenção e o tratamento para pessoas que têm esse décifit de interferon 1. Uma das pistas é administração do interferon beta, uma molécula que já existe no mercado. “O importante é ter conhecimento dessa vulnerabilidade para agir rápido em caso de problema”, conclui o pesquisador francês.

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Fatores da obesidade: é tudo culpa da genética, do exagero na hora da comida ou da falta de exercício?

Dados da OMS apontam que 22% da população adulta está obesa no Brasil. Obesidade é uma doença multifatorial, com estilo de vida e fatores genéticos que influenciam a composição corporal.

Por Mariana Garcia, g1

Comer menos e fazer mais exercícios. Essa seria uma fórmula simples para combater a obesidade. Mas especialistas alertam que está enganado quem pensa que a obesidade está ligada apenas à falta de exercício e a uma alimentação desregulada. Obesidade é uma doença multifatorial, não o resultado de um simples desleixo.

Relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2021, apontou que mais de um quinto (22%) da população adulta está obesa no Brasil. Entre os mais novos (5 a 19 anos), o índice é de 10,8%.

“Seria simples associar a obesidade à alimentação e exercício físico, mas existe uma complexidade maior. A humanidade foi selecionada para armazenar energia, guardar esse energia para períodos de restrição, quando não tivesse acesso à comida. Em virtude disso, temos uma vulnerabilidade biológica“, explica a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

“Temos pequenas alterações no nosso comportamento alimentar, no nosso armazenamento de energia, que possibilitam a eficiência no gasto calórico ou na dificuldade de perder peso”, completa.

Segundo Maria Edna, a regulação do nosso apetite é feita basicamente no sistema nervoso central. “Essas regiões que regulam fome, saciedade e gasto energético são mais primitivas. Por isso é tão difícil a gente resistir a alguns alimentos, principalmente os que são hiperpalatáveis – com alta quantidade de açúcar, gordura ou sal”, completa.

Os fatores por trás da obesidade

A obesidade é uma doença multifatorial, com estilo de vida e fatores genéticos que influenciam a composição corporal. Falta de exercício físico, hábitos alimentares pouco saudáveis, sono insuficiente e estresse podem aumentar o Índice de Massa Corpórea (IMC). Baixo status socioeconômico, ambientes insalubres e fácil acesso a alimentos não saudáveis também são fatores que devem ser levados em conta.

  • Fatores genéticos

A obesidade pode ter uma predisposição tanto genética quanto biológica. “Quanto mais grave a obesidade na família, maior a herança genética relacionada à obesidade. Mas a pessoa também pode ir adquirindo ao longo da vida. A partir do momento que comemos mal, começamos a acumular gordura. Neste caso, podemos criar a predisposição biológica”, explica Maria Edna.

Alterações nos níveis de leptina e grelina também podem colaborar com a obesidade. Eles são hormônios importantes para regular o apetite. Quando não estão com o funcionamento regulado, a pessoa pode sentir mais fome que o normal.

  • Privação do sono

Diversos estudos mostram que existe uma relação direta entra a privação do sono com o aumento de peso e obesidade.

A privação do sono reduz os níveis de leptina (hormônio da saciedade), aumenta os níveis de grelina (hormônio da fome), além de gerar cansaço e também aumentar as oportunidades para buscar alimentos.

“Estes fatores aumentam a fome, diminuem o gasto energético e aumentam a ingestão de alimentos com alta densidade energética, resultando no ganho de peso. Assim, indivíduos com o sono desregulado acabam entrando em um ciclo vicioso, no qual ficarão cada vez mais cansados e com menor disposição para os exercícios físicos”, alerta a SBEM.

Obesidade é doença e pode ser causada por vários fatores

  • Estresse

O estresse também pode estar ligado à obesidade. Maria Edna de Melo explica que o estresse eleva o cortisol, um hormônio que tem ação na regulação do apetite.

“Quando ele eleva, pode estimular o desejo por alimentos que tragam alguma sensação de prazer e bem-estar, como aqueles que são mais gordurosos e açucarados”, diz.

  • Aspectos sociais/ambiente

O ambiente também pode influenciar na nossa alimentação. Baixo status socioeconômico, ambientes insalubres e fácil acesso a alimentos não saudáveis são fatores que podem estar ligados à obesidade.

A endocrinologista traz como exemplo o excesso de trabalho. “Às vezes trabalhar muito pode atrapalhar o planejamento alimentar. Além disso, também sobra menos tempo para atividade física e mais tempo para o sedentarismo”.

A disponibilidade de alimentos calóricos também contribui para a obesidade. “A pessoa vai ao supermercado e vê produtos ultraprocessados, com baixo custo, que vai matar a fome da família toda e ninguém vai reclamar. Somos induzidos a buscar por esse tipo de alimento. Com as nossas características biológicas é difícil resistir”, alerta Maria Edna de Melo.

Para a endocrinologista, a disponibilidade desses alimentos em uma população biologicamente vulnerável é o principal fator determinante desse boom de obesidade no mundo.

  • Remédios

Alguns remédios para a depressão, medicações para ansiedade (principalmente os que agem no sistema nervoso central) e corticoides podem estar associados ao ganho de peso. No entanto, isso não significa que você deve parar de tomar algum medicamento para emagrecer. Você deve conversar com o especialista sobre o assunto.

  • Sedentarismo

O sedentarismo é uma das principais causas da obesidade. Maria Edna diz que pequenas mudanças de hábitos já fazem a diferença. “Estudos mostram que o exercício físico diário, como caminhada todos os dias, é fundamental para a saúde global. Você não precisa de exercícios de alto impacto. O importante é balancear a atividade diária com a ingestão calórica”.

Sedentarismo é uma das principais causas da obesidade — Foto: Divulgação

Sedentarismo é uma das principais causas da obesidade — Foto: Divulgação

  • Doenças endócrinas

É raro uma doença hormonal ser a causa exclusiva da obesidade. No entanto, algumas pessoas com síndrome de Cushing e hipotireoidismo, por exemplo, têm maior risco de serem obesas.

“Doenças endócrinas podem desencadear a obesidade, mas para se ter obesidade associada à alteração da tireoide é mais difícil, porque conseguimos tratar e controlar”, diz a endocrinologista.

  • Alimentação

A alimentação é muito importante para a manutenção do peso e para a saúde em geral. “É importante que as pessoas tenham conscientização sobre o que deve ser consumido e o que está em casa. Hoje temos famílias que buscam uma alimentação mais saudável, mas não é fácil. A oferta de produtos calóricos, de fácil acesso e palatáveis é muito grande”, orienta Maria Edna de Melo.

Os hábitos saudáveis começam na primeira infância. Os pais devem oferecer alimentos mais saudáveis desde a primeira refeição da criança e não devem desistir no primeiro ‘não gosto’.

“A alimentação é um hábito aprendido. Os pais precisam apresentar os alimentos e oferecer desde cedo verduras e legumes. Caso a criança diga ‘não gosto’, eles devem oferecer de outras formas, seja no preparo”, alerta a endocrinologista Cintia Cercato, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Endocrinologista responde dúvidas sobre obesidade

Por que é difícil emagrecer?

Quem controla a fome e a saciedade no nosso corpo é uma região do cérebro chamada hipotálamo, que não é controlada pela vontade da pessoa. Essa região funciona tentando manter o organismo equilibrado: se você tem fome, você come. Se você está satisfeito, você para de comer.

No entanto, a pessoa com obesidade tem esse mecanismo um pouco alterado e precisa de mais alimento para se sentir saciado. Por isso, não cabe falar que a pessoa está acima do peso por falta de força de vontade. A região do hipotálamo funciona independente de pensamentos e vontades.

“O hipotálamo controla o nosso peso. Por razões que não sabemos bem quais são, em pessoas que têm obesidade, o hipotálamo acha que aquele peso é o normal. Toda vez que você faz um esforço para emagrecer, o hipotálamo vai fazer de tudo para você voltar a engordar. A fome aumenta, o gasto energético cai e a tendência é você recuperar o peso”, explica o endocrinologista Bruno Halpern.

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