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ANS suspende a comercialização de 12 planos de saúde

Proibição das vendas acontece por reclamações de problemas com a cobertura assistencial. A agência também liberou 11 planos que estavam suspensos.

Por g1

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a suspensão de 12 planos de saúde de 6 operadoras. Eles terão a venda temporariamente suspensa devido a reclamações relacionadas a cobertura assistencial.

A proibição da venda começa a valer a partir da próxima terça-feira (22). A medida faz parte do monitoramento da agência, que acompanha regularmente o desempenho do setor e divulga a cada trimestre uma lista de planos suspensos.

“Ao todo, 83.286 beneficiários ficam protegidos com a medida, já que esses planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento”, informou a ANS.

Além das suspensões, a ANS também divulgou nesta quarta-feira (16) lista de planos que poderão voltar a ser comercializados. Nesse ciclo, 11 planos de 4 operadoras terão a venda liberada. Veja aqui a lista.

O programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da ANS acompanha regularmente o desempenho do setor no que diz respeito ao acesso dos beneficiários dos planos às coberturas contratadas. Considera-se o descumprimento de prazos máximos para a realização de consultas, exames, cirurgias ou a negativa de algum tipo de cobertura contratada.

Quando uma operadora recebe a suspensão da ANS pelo programa de monitoramento, ela não pode registrar nenhum novo plano dos tipos suspensos.

Entre outubro e dezembro do ano passado, ANS recebeu 33.377 reclamações em seus canais de atendimento.

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Pesquisa da UFMG mostra que testículos podem servir de ‘santuário viral’ para vírus da Covid

Segundo estudo, que ainda não foi revisado por pares, o Sars-Cov-2 é capaz de sobreviver por mais de 25 dias nos órgãos sexuais masculinos. A pesquisa analisou 11 pacientes que morreram da doença.

Por Thais Pimentel, g1 Minas — Belo Horizonte

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que os testículos humanos podem servir como “santuário viral” do Sars-Cov-2, coronavírus que transmite a Covid-19.

De acordo com o professor Guilherme Mattos Jardim Costa, do departamento de morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da universidade, os órgãos acabam preservando o vírus ativo já que não são atacados por células de defesa, como acontece com a zika e a caxumba.

“O que nós conseguimos ver é que o vírus encontrado nos testículos dos pacientes analisados estava ativo mesmo depois de mais de 25 dias de internação, o que difere da constatação de que o vírus deixa ser ativo em cerca de 10 dias. A gente chama de ‘santuário viral’, já que o testículo propicia um ambiente imunossuprimido”, falou o pesquisador.

O estudo começou na segunda onda da Covid-19 em Belo Horizonte, entre janeiro e março de 2021. Onze pacientes, de diferentes idades, não vacinados e que morreram da forma severa da doença, participaram da pesquisa. O vírus foi encontrado nos testículos de todos eles.

Mesmo com pequeno número de amostras, o professor Guilherme afirma que é um material muito rico e poucos pesquisadores têm acesso.

“Nós fizemos análises muito acuradas o que dá uma base sólida ao estudo”, disse ele.

As conclusões iniciais da pesquisa foram publicadas em fevereiro na plataforma medRxivum, servidor de distribuição e arquivo on-line gratuito para relatórios preliminares de trabalhos que ainda não foram certificados por revisão por pares e, portanto, ainda não devem orientar a prática clínica. Atualmente, o artigo passa por revisão na Revista Human Reproduction.

Morte de células

A pesquisa ainda mostra que o vírus provoca alterações nos testículos, como a fibrose, morte de células que dão origem aos espermatozóides e redução de até 30 vezes no nível de testosterona.

“Nós conseguimos mostrar que o vírus promove alteração vascular que mexe com uma cascata de sinalização, desenvolvendo uma resposta inflamatória muito grande e danos do tecido, em consequência da infecção viral”, falou o professor.

Agora, o estudo pretende analisar os efeitos da Covid-19 moderada e leve nos órgãos sexuais masculinos.

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Vírus raro de carrapato, que pode afetar humanos, tem aumento significativo nos EUA

Edson Kaique Lima 

Olhar Digital

O vírus do carrapato dos cervos, que transmite a doença de Lyme, está em franco crescimento nos parasitas do estado da Pensilvânia, no Nordeste dos Estados Unidos. Segundo as autoridades locais, esse aumento deve ser observado, pois acontece em uma época de aumento da atividade turística na região.

O Programa de Vigilância e Teste de Carrapatos, do Departamento de Conservação e Natureza da Pensilvânia, detectou taxas consideradas altas do vírus dos carrapatos dos cervos em amostras de parasitas adultos da região. As amostras foram colhidas em três locais, todos eles ligados ao turismo.

Pesqueiro, trilha e parque assustam

Uma das amostras foi recolhida em uma área de pesca pública conhecida como “Paraíso dos Pescadores”. Também foram encontradas grandes quantidades do vírus em carrapatos de uma área de trilhas conhecida como Iroquois e do parque de piqueniques Lawrence Township Recreational Park.

Nesses três locais, a taxa de infecção dos parasitas pelo vírus do carrapato dos cervos passou de 80% dos carrapatos investigados. O vírus está presente em todos os 67 condados do estado, porém, a taxa de infecção média nos demais condados da Pensilvânia, com exceção desses três, ficou em torno de 0,6%.

“Ao aprender onde os carrapatos vivem, as pessoas podem buscar tratamento se apresentarem sintomas e seguirem as melhores práticas de prevenção, podemos evitar casos de doença de Lyme e outras doenças transmitidas por carrapatos”, declarou a chefe do Departamento de Saúde da Pensilvânia, Denise Johnson.

O que é a doença de Lyme?

A doença de Lyme, que é transmitida pelo vírus do carrapato dos cervos, infecta uma a cada 100 pessoas por ano na Pensilvânia. Os sintomas da infecção são similares aos de uma gripe, com o diferencial do surgimento de uma erupção cutânea nos estágios iniciais.

No entanto, a infecção pode se espalhar para as articulações, coração e sistema nervoso, caso não seja tratada já nos primeiros sintomas. No Brasil, a doença é bastante rara, com cerca de 150 mil casos documentados até hoje.

Via: Sun-Gazette

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Os vírus que ficam ‘escondidos’ no corpo e podem causar problemas depois de décadas

Alguns patógenos podem ficar no organismo por bastante tempo e se aproveitar de falhas no sistema imune para nos deixar doentes de novo. Mas quais são eles? E o novo coronavírus pode ser desse grupo?

Por BBC

Alguns vírus conseguem se integrar em nosso genoma, enquanto outros ficam apenas 'escondidos' nas células — Foto: Reprodução

Alguns vírus conseguem se integrar em nosso genoma, enquanto outros ficam apenas ‘escondidos’ nas células — Foto: Reprodução

Se os vírus pudessem ser definidos por uma única característica, a objetividade seria uma boa opção. Afinal, sua meta é bem simples: invadir as células de um ser vivo e usá-las para criar novas cópias de si mesmo, que vão repetir esse processo.

Geralmente, o rito de invasão e replicação se prolonga por alguns dias, e o sistema imunológico consegue lidar com o problema ou o quadro evolui para uma situação mais séria, com risco de morte.

Mas há um grupo de vírus que dá um passo além. Logo após a infecção inicial, eles conseguem ficar escondidos em algum canto do organismo.

Essa fase pode durar meses, anos ou até décadas, e só acaba quando as células de defesa deixam de funcionar como o esperado. Daí, a infecção reaparece e volta a causar problemas de saúde.

E esse grupo tem diversos representantes bem conhecidos, que vão do HIV, o causador da Aids, até os herpes simples 1 e 2, que provocam feridas no canto da boca e na região genital.

Mas como eles conseguem passar despercebidos? E como ressurgem depois de tanto tempo? Será que com o Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela covid-19, pode ser assim?

Um apêndice (ou uma edição) no livro da vida

Basicamente, existem quatro caminhos para um vírus se esconder no corpo.

O primeiro deles é usado com frequência pela família herpes, que além dos vírus da herpes simples do tipo 1 e 2, inclui o varicela, que provoca a catapora, o Epstein-Barr, que está por trás da “doença do beijo”, entre outros.

“Eles têm DNA como material genético e conseguem ficar dentro no núcleo das células, como um apêndice do nosso próprio código genético”, explica o infectologista Décio Diament, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Vale lembrar aqui que o DNA é o conjunto de letras (conhecidas na Ciência como bases nitrogenadas) que compõem o genoma. Elas ficam “enfileiradas” em duas fitas, geralmente no formato clássico de dupla hélice.

“Esses vírus da família herpes ficam dormentes por muito tempo, sem se replicar com muita intensidade. Eles conseguem inibir as defesas internas das células e ficam ‘invisíveis’ para o sistema imunológico”, complementa o médico, que também é consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

O segundo mecanismo é usado comumente por outra família: os retrovírus, como o HIV e o HTLV.

É importante mencionar que essa dupla não possui DNA, mas, sim, RNA. Ou seja: as informações genéticas deles estão organizadas de forma mais simples, numa única fita de sequências de bases nitrogenadas.

Os retrovírus conseguem se fundir com nosso código genético. Essa integração acontece com mais frequência nos linfócitos T e nos macrófagos, duas peças importantes do sistema imunológico.

Mas como é que eles conseguem essa proeza, se falamos de vírus RNA e nós somos baseados em DNA?

Tanto o HIV quanto o HTLV possuem uma enzima chamada transcriptase reversa. Em resumo, ela consegue converter o código genético desses vírus de RNA para DNA. Com isso, eles são capazes de se incorporar no genoma humano e permanecer escondidos por muito tempo.

“Isso representa uma dificuldade enorme, porque não conseguimos eliminá-los nem com os medicamentos disponíveis”, contextualiza o médico Estevão Portela Nunes, vice-diretor de serviços clínicos do Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (INI-FioCruz), no Rio de Janeiro.

Ou seja: o coquetel antirretroviral usado em pacientes infectados com o HIV até consegue inibir a replicação viral. Porém, se a pessoa deixa de tomar os remédios, há o risco de o HIV voltar à ativa novamente.

Santuários e outros mistérios

A terceira opção de esconderijo para alguns vírus são os chamados sítios imunoprivilegiados.

São regiões do organismo que o sistema imune não consegue acessar com tanta facilidade, como os testículos, os olhos e o sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro).

A ação das células de defesa é limitada nesses locais para evitar que o processo inflamatório, que ocorre quando elas estão combatendo uma infecção, danifique estruturas mais sensíveis, caso dos nervos e do aparelho reprodutor.

Se, por um lado, isso representa uma forma de proteção do próprio corpo, por outro, cria uma espécie de “santuário” para alguns vírus prosperarem por um tempo a mais.

Trabalhos publicados nos últimos anos encontraram o zika e o ebola no sêmen de pacientes, por exemplo.

O imunologista Daniel Mucida, professor titular da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, pondera que o fato de o vírus ser encontrado no sêmen ou em outras partes do corpo não significa necessariamente que ele está ativo e pode causar problemas futuros.

“O impacto dessa persistência viral ainda não está clara”, diz.

E, pelo que se sabe até o momento, a permanência dos vírus nos tais santuários não se prolonga por tanto tempo assim. Em alguns meses, mesmo com o acesso mais limitado, o sistema imunológico consegue eventualmente eliminar os invasores.

Há ainda um quarto grupo de vírus capazes de prolongar a estadia no organismo, mesmo fora dos sítios imunoprivilegiados.

“É o caso do vírus sincicial respiratório, que pode persistir nos pulmões e está associado com inflamações crônicas, principalmente em crianças, e do vírus chikungunya, que permanece nos músculos e nas articulações”, exemplifica a imunologista Carolina Lucas, pesquisadora na Escola de Medicina da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

Os cientistas ainda estão estudando porque isso acontece em alguns pacientes (e em outros não).

Tropeço imunológico

Embora possa parecer que todos esses vírus estão dormentes e não são mais motivo de preocupação, alguns deles “despertam” após alguns anos (ou décadas).

“Quando o sistema imunológico dá uma bobeada por algum motivo, esses patógenos podem ressurgir e causar problemas”, esclarece Diament.

Essa “bobeada” varia de infecção para infecção. No caso do herpes simples, se o indivíduo infectado fica longas horas no sol ou está num momento de vida muito estressante, isso já pode ser suficiente para as lesões brotarem novamente.

Em outras situações, o próprio envelhecimento natural do organismo abre alas para que alguns agentes infecciosos retomem os trabalhos.

O exemplo clássico disso é o varicela-zóster, vírus que causa catapora (geralmente ainda na infância) e, depois, passa décadas escondido no organismo.

Mais para frente, após os 50 ou os 60 anos, esse patógeno pode ressurgir e provocar um quadro chamado de herpes-zóster ou cobreiro, marcado por lesões em formatos de bolhas bem dolorosas em uma faixa do corpo (geralmente no tronco ou no abdômen).

Hoje em dia, existe até uma vacina indicada para esses indivíduos mais velhos. No Brasil, ela está disponível apenas na rede privada.

E existem, claro, uma série de outras condições que prejudicam a ação do sistema imunológico e podem servir de oportunidade para os vírus.

“Isso inclui acidentes e traumas graves, cirurgias de grande porte, transplantes, tumores, tratamentos medicamentosos e outras infecções graves”, lista Diament.

Nesses casos, os médicos já ficam de olho e podem fazer tratamentos para minimizar os danos.

Por fim, vale lembrar também que alguns patógenos estão relacionados a doenças que nem sempre têm a ver com as manifestações iniciais da infecção.

É o caso de alguns vírus da hepatite, que podem provocar câncer de fígado, do HPV, que está por trás de diversos tipos de tumores, e do Epstein-Barr, que recentemente foi associado à esclerose múltipla.

E o coronavírus?

Diante de uma diversidade tão grande de vírus, será que o Sars-CoV-2, o causador da covid-19, também poderia persistir após a infecção inicial?

Os especialistas consultados pela BBC News Brasil consideram improvável que ele tenha ou desenvolva essa capacidade.

“O Sars-CoV-2 é um vírus de RNA que não possui aquela enzima de transcriptase reversa, como o HIV. Portanto, ele não consegue se integrar ao nosso genoma”, ensina o biólogo molecular Carlos Menck, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Ele também não possui DNA em sua constituição, como acontece com os vírus da família herpes, o que impede a persistência prolongada dele na célula.

“E os casos que vemos agora, de pessoas que estão com covid de novo, acontecem porque elas se infectaram com o coronavírus pela segunda vez, e não porque ele ficou escondido no organismo delas durante meses”, esclarece o especialista.

“Se observamos qualquer coisa diferente disso com o Sars-CoV-2, será uma surpresa muito grande para nós”, completa.

Mas como explicar então os casos de covid longa, em que indivíduos apresentam incômodos por meses, mesmo após se recuperarem dos primeiros incômodos?

Diament esclarece que esse fenômeno parece estar mais relacionado à resposta do sistema imunológico diante da invasão do coronavírus.

“Em alguns pacientes, a covid provoca um verdadeiro estrago que pode durar meses e se manifestar por meio de fadiga, dificuldade de concentração, perda de olfato…”

“Isso parece ser consequência do processo inflamatório que ocorre durante os primeiros dias de infecção. Em alguns casos, o sistema imune reage de forma violenta, e os efeitos disso podem se prolongar”, explica o médico.

Luca e Mucida dizem, porém, que está descartada nestes casos a persistência de alguns componentes virais, como pedaços de proteína e de RNA, no organismo.

“Existem evidências que apontam para os dois lados, inclusive com a observação de RNA viral em regiões como o intestino de forma prolongada”, apontam.

Resta saber se esses pedacinhos de vírus seriam capazes de manter o sistema imune em estado de vigília e provocar danos por semanas ou meses ou são apenas um achado sem nenhum efeito prático na saúde das pessoas.

Mas, como Portela Nunes, da FioCruz, ressalta, no caso da covid-19, já temos ao menos uma boa notícia: “A vacinação parece proteger ou minimizar esses incômodos de longo prazo”.

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Losartana da Medley recolhida do mercado: saiba o que deve fazer quem toma o remédio para o coração

Remédio é usado para tratar pressão alta e insuficiência cardíaca. Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) diz que não há problemas relatados em lotes atualmente vendidos por outras marcas.

Por Roberto Peixoto, g1

Apresentações da Losartana Potássica produzida pela Sanofi Medley. — Foto: Arquivo

Apresentações da Losartana Potássica produzida pela Sanofi Medley. — Foto: Arquivo

A farmacêutica Sanofi Medley anunciou o recolhimento voluntário preventivo de três formulações de medicamentos com o princípio ativo losartana do mercado. A ação foi determinada após serem encontradas impurezas nos comprimidos que podem causar mutações e aumentar o risco de câncer.

A interrupção do tratamento com losartana, usada em casos de pressão alta e insuficiência cardíaca, pode trazer riscos para a saúde, conforme alertou inclusive a farmacêutica. O g1 ouviu especialistas para entender quais são esses riscos e o que os pacientes que fazem o uso da droga precisam saber agora. Abaixo, entenda os seguintes pontos:

  • O que é a losartana e para que ela é usada?
  • Por que a Medley está recolhendo os remédios?
  • O que a interrupção do tratamento ocasiona?
  • Pacientes precisam interromper o tratamento? Existem outras opções no mercado?

1) O que é a losartana e para que ela é usada?

A losartana é uma medicação anti-hipertensiva, ela tem como intuito baixar a pressão do paciente. Ela é usada para tratar pressão alta e insuficiência cardíaca (condição em que o músculo do coração fica enfraquecido e não consegue bombear sangue adequadamente).

“As doenças cardiovasculares estão entre as principais causa de óbitos no mundo. A gente usa essa medicação hipertensiva com o intuito de controlar a pressão e fazer com que ela fique em níveis aceitáveis que não imponham riscos para os pacientes”, explica Ítalo Menezes Ferreira, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e do Hospital Israelita Albert Einstein.

Existem algumas classes de medicamentos anti-hipertensivos; os bloqueadores e receptores de angiotensina (hormônio que aumenta a pressão arterial) são um dos principais e mais utilizados. Dentro da classe desses bloqueadores, existem vários medicamentos, entre eles a losartana.

“Esses são remédios utilizados há décadas. São remédios importantes que além de oferecerem um adequado controle da pressão, são medicamentos extremamente seguros e que trazem proteção cardiovascular”, ressalta João Fernando Monteiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

2) Por que a Medley está recolhendo os remédios?

A Sanofi Medley informou que está recolhendo do mercado três formulações de medicamentos com o princípio ativo losartana porque foram encontradas impurezas nos comprimidos que podem causar mutações e aumentar o risco de câncer.

O recolhimento engloba todos os lotes dos produtos da Sanofi/Medley:

  1. losartana potássica + hidroclorotiazida 50 mg + 12,5 mg
  2. losartana potássica + hidroclorotiazida 100 mg + 25 mg
  3. losartana potássica 50 mg e 100 mg
  • O que são as impurezas?

Segundo a Anvisa, as impurezas, chamadas de nitrosaminas, foram detectadas pela primeira vez em 2018, em um alerta global que envolveu agências reguladoras de todo o mundo.

Ainda de acordo com a Anvisa, em níveis normais, esses compostos, comumente encontrados na água, em alimentos defumados e grelhados, laticínios e vegetais, são seguros e trazem um risco baixo à saúde da população.

“Acima de níveis aceitáveis e por longo período, a exposição às nitrosaminas podem aumentar o risco da ocorrência de câncer”, diz a agência.

Essas impurezas podem causar mutação no DNA de uma célula e a transformar em uma célula cancerígena, mas isso ainda não foi confirmado por estudos clínicos.

“Essas impurezas têm um potencial mutagênico. Então existe uma possibilidade dessas impurezas promoverem algumas mutações genéticas, embora isso seja algo de uma baixa probabilidade. São dados que ainda não são muito conhecidos em humanos. Mas uma vez que você identifica essas impurezas, existe uma possibilidade que isso leve a um risco aumentado de câncer”, diz Weimar Sebba Barroso, do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

“Não existem dados para sugerir que o produto que contém a impureza causou uma mudança na frequência ou natureza dos eventos adversos relacionados a cânceres, anomalias congênitas ou distúrbios de fertilidade”, disse a Sanofi/Medley em comunicado enviado ao g1. “Assim, não há risco imediato em relação ao uso dessas medicações contendo losartana”, acrescentou a empresa.

Em nota divulgada na quinta-feira (10), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) também pontuou que, “até o momento, não foram relatados problemas semelhantes em outros medicamentos pertencentes à classe de bloqueadores dos receptores de angiotensina ou mesmo de losartana em monoterapia ou combinação por outras indústrias farmacêuticas”.

3) O que a interrupção do tratamento ocasiona?

A Sanofi Medley anunciou que a “interrupção abrupta do tratamento” com losartana tem riscos.

“O risco para a saúde de descontinuar abruptamente estes medicamentos sem consultar os seus médicos ou sem um tratamento alternativo é maior do que o risco potencial apresentado pela impureza em níveis baixos”, afirmou a empresa.

3) Pacientes precisam interromper o tratamento? Existem outras opções no mercado?

Os especialistas ouvidos pelo g1 ressaltam que os pacientes NÃO devem interromper o tratamento da hipertensão, mas sim procurarem orientação médica.

“O paciente deve procurar seu médico, verificar se o seu lote é um desses recolhidos. Se for o caso, trocar por outro lote ou fabricante, mas nunca interromper o tratamento”, diz o presidente da SBC.

Os especialistas acrescentam que existem diversas classes de medicamentos anti-hipertensivos que podem substituir a losartana e que somente a orientação médica é capaz de avaliar a droga que deverá ser ajustada de acordo com o perfil do paciente.

A população não deve ficar assustada nem desesperada. Pelo contrário, há todo o apoio da sociedade médica para fazer a procura do serviço de saúde e ajuste de suas medicações. Nunca pare o tratamento, sempre procure orientação médica antes”, alerta o cardiologista Ítalo Menezes Ferreira.

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Pernambuco confirma mais 3.484 casos de Covid-19 e sete mortes de pessoas com a doença

Ao todo, com os novos registros, o estado passou a totalizar 858.567 infecções e 21.184 óbitos em quase dois anos de pandemia.

Por g1 PE

Pernambuco confirmou nesta quinta-feira (10) mais 3.484 casos de Covid-19 e sete mortes de pessoas com a doença. Ao todo, com os novos registros, o estado passou a totalizar 858.567 infecções e 21.184 óbitos em quase dois anos de pandemia.

Do total de novos casos, 26 (0,7%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e outros 3.458 (99,3%) são leves. Com isso, Pernambuco totaliza 57.822 casos graves e 800.745 ocorrências leves.

Mortes

As mortes confirmadas nesta quinta-feira ocorreram entre o dia 13 de março de 2021 e 1º de março deste ano.

As vítimas foram um homem e seis mulheres residentes dos municípios de Águas Belas (1), Olinda (1), Palmeirina (1), Recife (3) e São Caitano (1).

Os pacientes tinham entre 50 e 95 anos. As faixas etárias são: 50 a 59 (1), 60 a 69 (1), 70 a 79 (1) e 80 e mais (4). Do total, quatro tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (4), diabetes (2), doença respiratória (1) e câncer (1). Um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais seguem em investigação.

Vacinados

Desde janeiro de 2021, no início da campanha de imunização no estado, Pernambuco aplicou 17.368.595 doses de vacinas contra a Covid- 19. Das vacinas aplicadas, 7.982.875 primeira dose. Cobertura chegou a 89,95% do público elegível.

Do total, 6.808.042 pessoas, ou 76,71% do público elegível, já completaram seus esquemas vacinais, sendo 6.634.916 vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outras 173.126 com vacina aplicada em dose única.

Também foram aplicadas 2.577.678 terceiras doses, reforço. A cobertura chegou a 39,03% do público elegível. Outras informações detalhadas sobre a população vacinada contra a Covid-19 estão disponíveis no Painel de Acompanhamento Vacinal.

Testes

Desde março de 2020, Pernambuco realizou 3.643.612 testes para detectar a Covid-19. Nas últimas 24 horas, foram 6.236 exames realizados no estado.

Leitos

Nesta quinta, a taxa global de ocupação de leitos na rede pública para doentes com Covid-19 era de 40%, de um total de 2.144 vagas abertas. Nas UTIs, havia 1.041 leitos e 50% deles estavam com pacientes. Nas enfermarias, eram 1.103 vagas disponíveis e 31% delas estavam ocupadas.

Na rede privada, a taxa de ocupação de leitos ficou em 36%, de um total de 272 vagas abertas. Nas UTIs, eram 167 vagas abertas e 53% delas estavam com pacientes. Nas enfermarias, havia 105 unidades e 10% delas estavam ocupadas.

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Máscara contra a Covid-19: quem são os imunossuprimidos e por que eles devem manter a proteção facial

Para especialistas ouvidos pelo g1 pessoas com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e outros com o sistema imune fragilizado devem continuar usando máscaras e, aliado a isso, manterem o calendário vacinal atualizado.

Por Carolina Dantas e Roberto Peixoto, g1

Na quarta-feira (9), o governo de São Paulo decidiu retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre em todo o estado (veja aqui qual a regra em cada capital).

Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que, ao menos para alguns grupos de risco, como os imunossuprimidos, o fim do uso do equipamento de proteção é ainda menos indicado.

No Rio de Janeiro, por exemplo, onde a máscara está liberada em qualquer lugaresse grupo de pessoas ainda é obrigado a utilizar a máscara 100% do tempo.

Abaixo, entenda por que os imunossuprimidos ainda precisam manter as máscaras mesmo quando não houver mais determinação.

Quem são os imunossuprimidos?

As pessoas com baixa imunidade são chamadas de imunossuprimidas ou imunocomprometidas.

Não há relação direta entre pessoas com comorbidades (que tinham doenças prévias como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares) e imunossuprimidos, embora as duas condições possam ocorrer em um mesmo paciente.

O grupo dos imunossuprimidos considera, por exemplo, pessoas com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e outros com o sistema imune fragilizado, o que deixa o paciente mais suscetível a infecções. São eles:

  • Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
  • Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3;
  • Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida;
  • Pessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
  • Pessoas com neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e síndromes mielodisplásicas;
  • Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses.

“Os imunossuprimidos são todas aquelas pessoas que recebem ou receberam tratamento que mexe com o sistema imunológico, ou que têm alguma doença que deprime o sistema imunológico”, diz João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Por que os imunossuprimidos devem manter a máscara?

Para esse grupo, e para as pessoas que convivem com imunossuprimidos, o especialista considera que uma preocupação maior em retirar qualquer medida preventiva adicional é de fato válida.

“Se você tem um imunossuprimido no seu convívio íntimo, seu comportamento deve ser muito parecido com o dessa pessoa”, alerta Prats.

O pesquisador vai além e diz que os imunossuprimidos são um grupo de atenção especial não apenas na questão do uso da máscara, mas também na questão do índice de vacinação geral da população; não vacinados podem comprometer esse grupo de risco.

“Precisamos entender que no âmbito comunitário todo mundo tem que estar vacinado, para evitar que a doença chegue nas pessoas imunossuprimidas”, diz.

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda uma dose de reforço da vacina da Covid para todos os indivíduos imunocomprometidos acima de 12 anos de idade que receberam três doses (duas doses e uma dose adicional).

Quem deve continuar usando máscara contra a Covid-19 mesmo com o fim da obrigatoriedade?

“A vacina não interrompe o ciclo de transmissão com eficiência, e portanto, infectados assintomáticos ou com formas leves ainda transmitem, e aí está o perigo visto que a cobertura vacinal não é uniforme, nem geograficamente, e nem em todas as faixas etárias”, acrescenta Camila Romano, pesquisadora do Laboratório de Investigação Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Por isso, a infectologista do Hospital Sírio-Libanês e consultora técnica do Ministério da Saúde, Carla Kobayashi, explica que, além de continuarem usando máscaras, é essencial que essas pessoas mantenham o calendário vacinal atualizado, sempre que possível (transplantados de medula óssea, por exemplo, devem esperar 6 meses depois do transplante).

“Sempre que dentro da sua realidade, mantenha seu esquema vacinal completo para que você não tenha chances altas de uma doença mais grave ou de um quadro mais grave em relação à Covid”, alerta.

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Máscara contra a Covid-19: crianças devem usar mesmo com o fim da obrigatoriedade?

Maioria dos especialistas ouvidos pelo g1 argumentam que o momento epidemiológico do Brasil não é o ideal para flexibilizar a proteção nos mais jovens e apontam para um cenário com um índice geral de casos menor e uma melhor cobertura vacinal das crianças.

Por Roberto Peixoto e Carolina Dantas, g1

O uso de máscaras não é mais obrigatório para crianças de 6 a 12 anos nas escolas de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, que também havia tirado a obrigatoriedade para a faixa etária, o governo do estado está recorrendo da decisão liminar que determinou a retomada do uso. Já no Rio de Janeiro, que liberou o uso de máscaras em locais fechados na segunda (7), as crianças não precisam manter a obrigatoriedade.

A decisão é controversa e especialistas ouvidos pelo g1 também discordam sobre os motivos e os dados que podem dar base para a retirada das máscaras para os mais jovens.

Abaixo, veja os argumentos para que as crianças mantenham as máscaras.

Índice vacinal das crianças

Entre as crianças de 5 a 11 anos, menos de 50% tomaram uma dose da vacina no Brasil. Quando se trata de segunda dose, a taxa da faixa etária é ainda menor: 1,43%.

“É importante um esforço maior, porque nós, diferente de países da Europa e EUA, ainda não temos medicamentos efetivos incorporados no SUS e estamos também com a vacinação infantil muito lenta”, diz Ethel Maciel, pós-doutora em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins.

Para a pesquisadora, locais que estão tomando essa decisão sobre o uso das máscaras possuem alguns indicadores positivos, como a diminuição de casos e de óbitos, mas não são “isolados”.

Ela argumenta que a pandemia não está controlada no mundo e que, a qualquer momento, se outras variantes surgirem e se a efetividade das vacinas for impactada por isso, essas medidas podem inclusive serem retomadas.

Camila Romano concorda com a colega. Segundo ela, as crianças têm sido um grupo bastante vulnerável por não estar com cobertura vacinal completa. Ela avalia que é uma “questão difícil” devido aos impactos no aprendizado, mas “não impossível”.

Alguns estudos sugerem que o uso de máscaras por crianças pequenas dificulta a comunicação e o aprendizado infantil, pois a proteção supostamente inibe a capacidade das crianças de reconhecerem emoções, por exemplo.

“No meu entendimento, a saúde é a prioridade. Se para a ômicron a proteção se dá somente com a dose de reforço ou ao menos com a segunda dose recém-tomada, as crianças continuam a ser o grupo mais vulnerável, e portanto, deveria ainda estar sendo mais protegido por medidas não-farmacológicas”, explica Romano.

Taxa de transmissão e risco de infecção grave

Já Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês e consultora técnica do Ministério da Saúde, tem um posicionamento diferente. Ela afirma que, como ainda não é possível afirmar que as crianças têm uma tendência a desenvolver a doença grave, elas “não entrariam nessa discussão de continuarem usando a máscara”.

“Com a população adulta jovem muito vacinada e com uma resposta imune da vacina muito boa, numericamente, estamos enxergando mais as crianças [nos índices de casos], mas não necessariamente porque elas aumentaram o risco para a doença grave”, diz.

Kobayashi ainda ressalta que o Brasil teve uma taxa de letalidade maior para síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) que a dos EUA, por exemplo, mas que isso pode ter sido uma particularidade ocasionada por diversos fatores que a ciência ainda precisa investigar.

Até o dia 19 de fevereiro, o Ministério da Saúde confirmou 1.551 casos da síndrome. Dos casos confirmados, 96 evoluíram para óbito (letalidade de 6,2%); 1.294 tiveram alta hospitalar e 161 estão com o desfecho em aberto.

O infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, reconhece que o risco das crianças desenvolverem a Covid grave é muito menor que em adultos e idosos, porém discorda do posicionamento de Kobayashi e aponta que a questão sobre a obrigatoriedade das máscaras tem a ver como o cenário epidemiológico do país.

“Nós estamos num momento com dezenas de milhares de casos por dia. Quase 500 óbitos diários. Por mais que estejamos num momento melhor da pandemia, nós ainda temos uma alta taxa de transmissão que ao meu ver não faz sentido colocar em risco [essas crianças]”, diz.

De acordo com as diretrizes da ONU e da UNICEF, crianças e adolescentes devem usar máscaras nas seguintes situações:

  1. Adolescentes com 12 anos ou mais devem seguir as mesmas recomendações da OMS para uso de máscara em adultos;
  2. Crianças de 5 anos ou menos não precisam usar máscara porque nessa faixa etária, elas podem não conseguir usar uma máscara adequadamente sem ajuda ou supervisão;
  3. Em áreas onde o SARS-CoV-2 está se espalhando, recomenda-se que crianças de 6 a 11 anos usem uma máscara bem ajustada: em ambientes internos onde a ventilação é ruim ou desconhecida, mesmo que o distanciamento físico de pelo menos 1 metro possa ser mantido; e em ambientes internos que tenham ventilação adequada quando o distanciamento físico de pelo menos 1 metro não puder ser mantido.

Já os Estados Unidos recomendam o uso de máscaras em ambientes internos de instituições de ensino para todos indivíduos com 2 anos ou mais enquanto o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças não recomenda a proteção para crianças menores de 12 anos.

Sobre essas divergências nas diretrizes, Kfouri diz que isso tem a ver com o momento epidemiológico desses lugares e que, quando temos mais taxas de transmissão, um momento de ondas maiores, é natural que se endureça as medidas de distanciamento, de uso de máscaras, sobre aglomerações, etc. Mas faz um alerta sobre esse debate agora no Brasil.

“Daqui a algumas semanas, com as taxas de transmissão e os registros de casos diários menores, a gente pode rediscutir, mas hoje acho que é uma discussão desnecessária”.

“Ainda estamos em uma pandemia! Com uma média móvel de óbitos em torno de 400 e ainda muitos casos novos por dia, ou seja, transmissão ainda alta da doença”, acrescenta Ethel Maciel.

Kfouri ainda argumenta que tirar a máscara não traz nenhum benefício grande para as crianças e que essa deveria ser uma das últimas flexibilizações a acontecer. O infectologista diz que esse seria um benefício muito pequeno para um risco muito grande.

“O indicador não é o número de vacinados. São as taxas de transmissão, os registros de casos diários, as hospitalizações. Você tendo 30 mil casos por dia, não é um momento de tranquilidade para tal”, aponta o especialista.

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Brasil tem 518 mortes por Covid-19 em 24 horas; média móvel fica abaixo de 500 pelo sexto dia seguido

Brasil tem 652.936 óbitos e 29.144.964 casos registrados do novo coronavírus, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Média móvel de óbitos está em 460.

Por g1

O Brasil registrou nesta terça-feira (8) 518 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 652.936 óbitos desde o início da pandemia. Amapá e Roraima não registraram mortes. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 460 — abaixo da marca de 500 pelo sexto dia seguido. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -43%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes da doença.

Brasil, 8 de março

  • Total de mortes: 652.936
  • Registro de mortes em 24 horas: 518
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 460(variação em 14 dias:-43%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 29.144.964
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 78.374
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 47.928 por dia (variação em 14 dias: -50%)
Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Arte g1

Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Arte g1

O país também registrou78.374 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de29.144.964 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 47.928. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de-50%, indicando tendência dequeda nos casos da doença.

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas  — Foto: Arte g1

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Arte g1

Em seu pior momento, a média móvel de casos superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (1 estado): AP
  • Em estabilidade (1 estado): AL
  • Em queda (24 estados mais o DF): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AM, PA, RO, RR, TO, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Veja a situação nos estados

g1 exibe abaixo os gráficos de alguns estados na evolução de mortes por Covid e casos conhecidos da doença. Para ver a situação em todos os estados e no DF, além dos números nacionais, visite a página especial com mais detalhes e análises.

Médias móveis nos estados — Foto: Arte/g1

Médias móveis nos estados — Foto: Arte/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Média móvel de casos conhecidos de Covid-19 no Brasil é a mais baixa em quase dois meses

Brasil tem 625.418 óbitos e 29.066.590 casos registrados do novo coronavírus, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por g1

Média móvel de casos é a menor em quase dois meses

O Brasil registrou nesta segunda (7) 211 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 652.418 óbitos desde o início da pandemia. Roraima e Tocantins não registraram mortes. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 425 — abaixo da marca de 500 pelo quinto dia seguido e está no menor patamar desde 27 de janeiro (quando foi de 417). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -48%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes da doença.

Nenhum estado apresenta tendência de alta nas mortes pela doença.

O país também registrou20.644 novos casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas, chegando ao total de29.066.590 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 40.074 –a mais baixa desde 10 de janeiro, quando foi de 36.227. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de-59%, indicando tendência dequeda nos casos da doença.

Em seu pior momento, a média móvel de casos superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Média móvel de casos — Foto: Arte/g1

Média móvel de casos — Foto: Arte/g1

Brasil, 7 de março

  • Total de mortes: 652.418
  • Registro de mortes em 24 horas: 211
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 425 (variação em 14 dias:-48%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 29.066.590
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 20.644
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 40.074 por dia (variação em 14 dias: -59%)

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Curva de mortes nos estados

  • Em estabilidade (3 estados): AP, RO e AL
  • Em queda (23 estados mais o DF): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AM, PA, RR, TO, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Veja a situação nos estados

g1 exibe abaixo os gráficos de alguns estados na evolução de mortes por Covid e casos conhecidos da doença. Para ver a situação em todos os estados e no DF, além dos números nacionais, visite a página especial com mais detalhes e análises.

Médias móveis nos estados — Foto: Arte/g1

Médias móveis nos estados — Foto: Arte/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal

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