Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Novo vírus da gripe com ‘potencial pandêmico’ é encontrado na China

Parece ser capaz de infectar pessoas, embora os porcos sejam os hospedeiros, dizem os especialistas.

Por BBC

Uma nova cepa do vírus da gripe com potencial de causar uma pandemia foi identificada na China, segundo um novo estudo.

Essa linhagem surgiu recentemente e tem os porcos como hospedeiros, mas pode infectar seres humanos, dizem os autores da pesquisa.

Os cientistas estão preocupados com o fato de que ela poderia sofrer uma mutação ainda maior e se espalhar facilmente de pessoa para pessoa e desencadear assim um surto global.

Eles dizem que a cepa tem “todas as características” de ser altamente adaptável para infectar seres humanos e precisa ser monitorada de perto.

Como se trata de uma nova linhagem do vírus influenza, que causa a gripe, as pessoas podem ter pouca ou nenhuma imunidade a ela.

Ameaça pandêmica

Uma nova cepa do influenza está entre as principais ameaças que os especialistas estão monitorando, mesmo enquanto o mundo ainda tenta acabar com a atual pandemia do novo coronavírus.

A última gripe pandêmica que o mundo enfrentou, o surto de gripe suína de 2009 que começou no México, foi menos mortal do que se temia inicialmente, principalmente porque muitas pessoas mais velhas tinham alguma imunidade a ela, provavelmente por causa de sua semelhança com outros vírus da gripe que circulavam anos antes.

O vírus da gripe suína, chamado A/H1N1pdm09, agora é combatido pela vacina contra a gripe que é aplicada anualmente para garantir que as pessoas estejam protegidas.

A nova cepa de gripe identificada na China é semelhante à da gripe suína de 2009, mas com algumas mudanças.

Até o momento, não representou uma grande ameaça, mas o professor Kin-Chow Chang e colegas que o estudam dizem que devemos ficar de olho nele.

Qual é o perigo?

O vírus, que os pesquisadores chamam de G4 EA H1N1, pode crescer e se multiplicar nas células que revestem as vias aéreas humanas.

O vírus H1N1, que causou uma pandemia de gripe — Foto: Reprodução

O vírus H1N1, que causou uma pandemia de gripe — Foto: Reprodução

Eles descobriram evidências de infecção recente em pessoas que trabalhavam em matadouros e na indústria suína na China.

As vacinas contra a gripe atuais não parecem proteger contra isso, embora possam ser adaptadas para isso, se necessário.

Kin-Chow Chang, que trabalha na Universidade de Nottingham, no Reino Unido, disse à BBC: “No momento estamos distraídos com o coronavírus e com razão. Mas não devemos perder de vista novos vírus potencialmente perigosos”.

Embora esse novo vírus não seja um problema imediato, ele diz: “Não devemos ignorá-lo”.

Os cientistas escrevem na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências britânica, que medidas para controlar o vírus em porcos e monitorar de perto as populações trabalhadoras devem ser rapidamente implementadas.

O professor James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, disse que o trabalho “vem como um lembrete salutar” de que estamos constantemente sob o risco do surgimento de patógenos e que animais de criação, com os quais os seres humanos têm maior contato do que com a vida selvagem, podem ser uma fonte de vírus pandêmicos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Incêndio atinge UTI de Covid-19 do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife

Pacientes foram transferidos para outros espaços da unidade. Secretaria de Saúde aponta que problema pontual na régua de alimentação de gases pode ter originado fogo.

Por Rômulo Alcoforado, G1 PE

UTI de Covid-19 do Hospital Agamenon Magalhães é atingida por incêndio

Um incêndio atingiu, na madruga desta terça-feira (30), uma das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento da Covid-19 do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. Um vídeo enviado ao G1 mostrou as chamas, vistas do lado de fora da unidade.

O fogo foi controlado rapidamente, de acordo com a direção do hospital e o Corpo de Bombeiros, e não deixou feridos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o caso foi tratado como um princípio de incêndio.

Os Bombeiros informaram que foram chamados à 1h44 da madrugada. De acordo com a corporação, as chamas começaram por um curto-circuito na tomada de um dos equipamentos de respiração.

Segundo nota enviada pelo hospital, as chamas foram contido pela equipe do serviço e, quando os bombeiros chegaram, a situação já estava controlada. Nenhum paciente ou profissional ficou ferido.

Incêndio atingiu ala com pacientes em estado grave da Covid-19 — Foto: Reprodução/WhatsApp

Incêndio atingiu ala com pacientes em estado grave da Covid-19 — Foto: Reprodução/WhatsApp

Ainda conforme informado pelo HAM, os pacientes dessa UTI foram transferidos para outros espaços do hospital, sem prejuízo ao tratamento. Não foi informado quantos doentes estavam no local.

Segundo a direção do hospital, a situação deve ter sido provocada por um “problema pontual na régua de alimentação de gases daquela sala”. A equipe de engenharia e manutenção foi ao local para que o espaço esteja apto para receber os pacientes de volta ainda nesta terça-feira.

Princípio de incêndio atinge UTI de Covid-19 do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife

Covid-19 em Pernambuco

Em Pernambuco, 369 casos da Covid-19 e 31 óbitos por causa dessa doença provocada pelo novo coronavírus foram confirmados na segunda-feira (29). Com isso, o estado passou a contabilizar 58.476 infectados e 4.782 mortes, números que começaram a ser registrados em março, no início da pandemia

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Mortes por Covid-19 passam de 500 mil no mundo, diz universidade Johns Hopkins

Países ultrapassaram a marca de 10 milhões de casos confirmados da doença causada pelo novo coronavírus também neste domingo.

Por G1

Site da universidade Johns Hopkins na tarde de domingo (28) — Foto: Reprodução/Johns Hopkins

Site da universidade Johns Hopkins na tarde de domingo (28) — Foto: Reprodução/Johns Hopkins

O mundo já registra mais de 500 mil mortes por Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, segundo levantamento da universidade Johns Hopkins neste domingo (28). Em números absolutos, os Estados Unidos e o Brasil são os países com mais mortes no mundo.

Também neste domingo, o número de casos confirmados de novo coronavírus no mundo ultrapassou a marca de 10 milhões. O aumento em mais de 1 milhão de novos casos confirmados aconteceu em menos de uma semana.

Veja quais são os países com mais mortes por Covid-19

*O número é o citado no levantamento da Johns Hopkins, que utiliza dados do Ministério da Saúde. Segundo consórcio de veículos de comunicação, o país tinha 57.174 mortes até as 13h deste domingo.

Mundo passa das 500 mil mortes por Covid-19 — Foto: G1

Mundo passa das 500 mil mortes por Covid-19 — Foto: G1

5 países com mais mortes

O Brasil é o segundo país, em números absolutos, com mais confirmações de mortes por coronavírus. Atrás apenas dos EUA que já ultrapassa as 125 mil mortes. Reino Unido, Itália, França e Espanha seguem como os países com mais mortos, mas apresentam estabilidade na contagem diária de vítimas.

Número total de mortes por Covid-19 – dados até 18 horas de domingo (28) — Foto: G1

Número total de mortes por Covid-19 – dados até 18 horas de domingo (28) — Foto: G1

A taxa para cada 100 mil habitantes aponta que o Brasil tem 27 mortes a cada 100 mil. Essa taxa mostra o efeito do vírus em países menos populosos, como a França (66,9 milhões de habitantes), o Reino Unido (66,6 milhões) e a Itália (60,3 milhões), em comparação com os EUA (329,5 milhões) e Brasil (209,5 milhões).

Número de mortes por Covid-19 a cada 100 mil habitantes – dados até 18 horas de domingo (28) — Foto: G1

Número de mortes por Covid-19 a cada 100 mil habitantes – dados até 18 horas de domingo (28) — Foto: G1

O painel da Johns Hopkins alerta, no entanto, para a alta incidência de mortes por coronavírus em outros países latino-americanos, que chegam a ultrapassar o Brasil nessa taxa por 100 mil habitantes. O Peru e o Chile, países com menor demografia, têm 28,6 e 28,5 mortes com a normalização.

Os registros da Espanha, que nesta contagem fica como o segundo país mais afetado pela doença, foram revistos pelo governo espanhol e quase 2 mil mortes foram apagadas do levantamento oficial. É por isso que há uma retração na contagem no dia 26 de maio.

Pandemia acelera

Mesmo com os números em queda na Europa, o avanço da Covid-19 no mundo ainda preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobretudo pela alta dos casos nas Américas e por novos registros em países da Ásia que já haviam controlado a doença.

Uma das razões para a preocupação é que o mundo tem registrado em média 1 milhão de novos casos do coronavírus a cada semana — por exemplo, o total no planeta chegou a 8 milhões em 15 de junho, há duas semanas. Do primeiro caso confirmado de Covid-19 até a marca de 1 milhão atingida em abril, passaram-se mais de três meses.

Histórias interrompidas

Desde a primeira morte por complicações de uma pneumonia então desconhecida, na China, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) matou centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. Suas histórias foram interrompidas durante a pandemia.

Ainda no início de fevereiro, a morte de Li Wenliang – médico chinês que avisou sobre o coronavírus antes mesmo dos alertas oficiais – teve grande repercussão internacional. Não só por ele ser jovem, e por isso não ser considerado como membro do grupo de risco para a Covid-19, mas também por ser perseguido pela polícia chinesa que o acusou, inicialmente, de mentir sobre a pneumonia.

Li Wenliang postou uma foto de si mesmo no leito hospitalar — Foto: Weibo via BBC

Li Wenliang postou uma foto de si mesmo no leito hospitalar — Foto: Weibo via BBC

Em São Paulo, o maestro e criador da Rede Cultural Luther King, Martinho Lutero Galati de Oliveira, morreu em março, aos 66 anos. Martinho foi diagnosticado com coronavírus e foi internado em 17 de março.

O país também perdeu o cientista Sérgio Trindade, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e parte de equipe que ganhou Nobel da Paz em 2007, que morreu aos 79 anos de Covid-19, em Nova York.

O mundo do entretenimento lamentou a morte antecipada de seus profissionais por conta da Covid-19. O mágico Roy Horn, um dos integrantes da famosa dupla “Siegfried & Roy” de Las Vegas, morreu em maio, vítima de complicações vinculadas ao novo coronavírus.

O escritor chileno Luis Sepúlveda, forçado ao exílio durante a ditadura de Augusto Pinochet, morreu na Espanha aos 70 anos, em abril, depois de passar um mês e meio hospitalizado por causa do coronavírus.

Um dos últimos sobreviventes do Holocausto na Bélgica, Henri Kichka morreu de Covid-19 em abril, em uma casa de repouso em Bruxelas, aos 94 anos. Kichka foi um dos poucos homens e mulheres que sobreviveram a Auschwitz, o campo de extermínio criado pelos nazistas no sul da Polônia durante a 2ª Guerra Mundial.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 26 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País tem 55.102 óbitos por Covid-19 e 1.234.850 casos confirmados.

Por G1

Brasil passa de 55 mil mortes e registra mais de 40 mil novos casos da Covid-19

O Brasil tem 55.102 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (26), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na quinta (25), às 20h, o 18º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, AM, GO e RR divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta sexta-feira (26):

  • 55.102 mortos
  • 1.234.850 casos confirmados

(Na quinta-feira, 25, às 20h, o balanço indicou: 55.054 mortes, 1.180 em 24 horas; e 1.233.147 casos confirmados)

O Brasil é o segundo país com mais vítimas no mundo, só atrás dos EUA, que registram 122,4 mil mortes.

O Estado de São Paulo, que tem 20% dos casos confirmados do Brasil, conta 248.587 notificações de Covid-19, de acordo com dados do consórcio. Este número é maior que o total da Espanha (247.486) e da Itália (239.706), segundo registros da Universidade Johns Hopkins.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Nesta quinta (25), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.141 novos óbitos e 39.483 novos casos, somando 54.971 mortes e 1.228.114 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Dormir mais tarde não é prejudicial à saúde de crianças pequenas, desde que elas durmam horas suficientes

A conclusão é de um estudo da Nova Zelândia e se aplica somente às crianças entre 2 e 5 anos. Acima dessa idade, atrasar a hora de colocar os pequenos na cama pode aumentar o risco de obesidade infantil.

Por G1

Uso de repelente protege as crianças durante o sono e evita picada do Aedes aegypti — Foto: Divulgação

Uso de repelente protege as crianças durante o sono e evita picada do Aedes aegypti — Foto: Divulgação

Crianças pequenas, com idade entre 2 e 5 anos, podem ir para a cama mais tarde sem prejuízo à saúde, mas desde que elas tenham horas suficientes de sono durante a noite, conclui um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

Publicada na revista “Pediatric obesity” em maio, a pesquisa é uma das primeiras a analisar os impactos de dormir mais tarde em crianças com idade pré-escolar.

Ir para a cama depois das 21h foi o horário definido pelos pesquisadores como “dormir tarde”. Já a quantidade de horas suficientes de sono para uma criança foi definida como 10 a 11 horas por noite.

Contudo, os pesquisadores alertam que, para crianças acima cinco anos de idade, o hábito de ir dormir depois das 21h aumenta o risco de obesidade infantil, além de possível piora na qualidade do sono.

“Nossa pesquisa ajuda a confirmar a hipótese de que mais horas de sono é benéfico para crianças pequenas, mas colocá-las na cama mais cedo só é útil quando isso faz elas dormirem mais horas [durante a noite]”, explicou no material de divulgação dos resultados a médica Melyssa Roy, que conduziu o estudo.

“Sabe-se que crianças que dormem mais horas têm menor probabilidade de estar acima do peso”, diz Roy.

A pesquisadora aconselha, contudo, que os pais estimulem os filhos pequenos a irem dormir antes das 21h, independentemente da idade e, principalmente, que eles durmam a quantidade de horas suficiente durante a noite como forma de preservar a saúde das crianças.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 25 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País tem 53.895 óbitos e é o 2º com mais vítimas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. São 1.193.609 casos confirmados.

Por G1

Brasil tem 53.895 mortes e 1.193.609 casos de Covid, aponta consórcio

O Brasil tem 53.895 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (25), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na quarta-feira (24), às 20h, o 17º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta quinta-feira (25):

  • 53.895 mortos
  • 1.193.609 casos confirmados

(Na quarta-feira, 24, às 20h, o balanço indicou: 53.874 mortes, 1.103 em 24 horas; e 1.192.474 casos confirmados.)

O Brasil já é o segundo com mais vítimas no mundo e tem 10 mil óbitos a mais que o Reino Unido, terceiro colocado. O país só fica atrás dos EUA, que registram 121,9 mil mortes.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Nesta quarta (24), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.185 novos óbitos e 42.725 novos casos, somando 53.830 mortes e 1.188.631 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Coronavírus: como a Covid-19 danifica o cérebro

Cientistas se surpreenderam ao descobrir evidências de que o vírus Sars-Cov-2 invade o cérebro; entre possíveis efeitos estão doenças neurológicas, que causam sintomas como confusão mental, fadiga, depressão, afasia e convulsões.

Por BBC

Para Julie Helms, tudo começou com um punhado de pacientes da unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital Universitário de Estrasburgo, no nordeste da França, no início de março de 2020.

Em poucos dias, todos os internados na UTI tinham Covid-19 — e não eram apenas os problemas respiratórios que causavam preocupação.

“Eles estavam extremamente agitados e muitos tinham problemas neurológicos, principalmente confusão e delírio”, diz ela.

“Estamos acostumados a ter alguns pacientes assim na UTI, que necessitam de sedação, mas isso foi completamente anormal. Foi muito assustador, especialmente porque muitos eram bem jovens, com 30 a 40 anos ou até mesmo com 18 anos de idade.”

Helms e seus colegas publicaram um estudo no periódico “New England Journal of Medicine” documentando os sintomas neurológicos em pacientes com Covid-19, que variavam de simples dificuldades cognitivas a confusão mental.

Todos são sinais de encefalopatia, o termo mais comum para danos ao cérebro, algo que os pesquisadores de Wuhan, na China, onde a pandemia surgiu, haviam notado em pessoas infectadas pelo novo coronavírus em fevereiro.

Agora, mais de 300 estudos de todo o mundo descobriram uma prevalência de anormalidades neurológicas em pacientes com Covid-19, incluindo sintomas leves — como dores de cabeça, perda de olfato (anosmia) e sensações de formigamento — e graves — como afasia (incapacidade de falar), derrames e convulsões.

Além das descobertas recentes, o vírus, que causa majoritariamente uma doença respiratória, também pode afetar rins, fígado, coração e praticamente todos os sistemas do organismo.

“Ainda não sabemos se a encefalopatia é mais grave com a Covid-19 do que com outros vírus, mas posso dizer que temos visto bastante disso”, diz a neurologista Elissa Fory, da Fundação Henry Ford, nos Estados Unidos.

“À medida que o número de casos aumenta, você começará a ver não apenas as manifestações comuns da doença, mas também as incomuns — e as vemos de uma só vez, o que não é algo com que qualquer um de nós se deparou em nossas vidas.”

As estimativas da prevalência exata variam, mas aproximadamente 50% dos pacientes infectados pelo Sars-Cov-2, o vírus responsável pela Covid-19, tiveram problemas neurológicos.

A extensão e a gravidade desses problemas ficaram sob o radar da maioria das pessoas, inclusive dos médicos, porque essas anormalidades neurológicas podem não ser reconhecidas como tal quando aparecem.

Alguém que sofre uma convulsão pode simplesmente parecer atordoado e não tremer por inteiro, por exemplo.

Com suas máquinas, sedações e isolamento, um ambiente de UTI pode exacerbar e induzir delírios, prejudicando nossa capacidade de vincular qualquer sintoma ao vírus.

Para complicar ainda mais, muitas pessoas com sinais do Sars-Cov-2 nunca são realmente testadas para o vírus, especialmente se não têm tosse ou febre. Isso significa que, se elas tiverem sintomas neurológicos, talvez nunca saibam se isso está relacionado à Covid-19.

“De fato, existe uma porcentagem significativa de pacientes de Covid-19 cujo único sintoma é confusão mental”, diz Robert Stevens, professor de anestesiologia e medicina intensiva na Faculdade de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, acrescentando que eles não têm tosse ou fadiga.

“Estamos diante de uma pandemia secundária de doenças neurológicas.”

Uma doença diferente

Desde o início da pandemia, tornou-se cada vez mais claro que o Sars-Cov-2 não é apenas uma versão turbo do vírus que causa o resfriado comum: ele tem várias características peculiares, incomuns e, às vezes, aterrorizantes.

Por exemplo, a maioria das pandemias virais, incluindo as de gripe, têm uma curva de mortalidade em “U”, matando os mais jovens e os mais velhos. Mas o Sars-Cov-2 normalmente causa apenas sintomas leves em crianças.

O novo coronavírus também afeta desproporcionalmente os homens: eles são até 70% dos internados em UTI em todo o mundo, embora homens e mulheres tenham sido infectados em taxas iguais.

hipóxia silenciosa é outro mistério. Nosso sangue normalmente apresenta níveis de saturação de oxigênio de cerca de 98%. Qualquer coisa abaixo de 85% pode nos fazer levar à perda de consciência, coma ou até morte.

Mas um grande número de pacientes com Covid-19 apresenta níveis de saturação de oxigênio abaixo de 70%, mesmo abaixo de 60%, mas permanece totalmente consciente e cognitivamente funcional.

Depois, há o fato de que uma porcentagem enorme de pessoas portadoras do vírus não apresenta sintomas. As estimativas variam, mas um relatório de testes em massa da Islândia descobriu que 50% da população que carregava o vírus era assintomática.

Talvez o mais irritante: enquanto cerca de 80% das pessoas que desenvolvem a Covid-19 se livram do coronavírus com facilidade, uma pequena porcentagem piora rapidamente e em poucos dias morre de fraqueza respiratória e falência de vários órgãos.

Muitos desses pacientes são idosos ou têm outras condições de saúde específicas, mas não todas elas de uma vez só.

“Se aprendemos alguma coisa nos últimos dois meses, é que esta doença é extremamente heterogênea na sua apresentação”, diz Stevens.

“A doença afeta muitos sistemas vitais diferentes: os pacientes podem morrer não só por insuficiência pulmonar, mas por insuficiência renal, coágulos sanguíneos, anormalidades hepáticas e manifestações neurológicas. Tive pacientes na UTI se recuperando em dois a três dias. Outras pessoas estão no hospital há meses.”

Existem outras peculiaridades que Stevens notou, mas não pôde explicar.

“Os pacientes de Covid-19 parecem ter falta de sensibilidade aos medicamentos que normalmente usamos. Tivemos que aplicar de cinco a dez vezes a quantidade de sedação que normalmente usamos”, diz ele.

Os virologistas passarão anos tentando entender a biomecânica desse invasor.

E, embora os pesquisadores examinem o vírus e suas vítimas há seis meses, publicando estudos científicos a uma taxa nunca antes vista com qualquer doença, ainda temos mais perguntas do que respostas.

O mais novo enigma a ser adicionado é: o vírus pode infectar o cérebro?

Sintomas cerebrais

A maioria dos pesquisadores acredita que o efeito neurológico do vírus é um resultado indireto da falta de oxigênio no cérebro (a hipóxia silenciosa exibida por muitos pacientes) ou o subproduto da resposta inflamatória do corpo (a famosa “tempestade de citocinas”).

Fory e Helms acreditam que os efeitos neurológicos são “mediados por citocinas”.

Outros não têm tanta certeza: as evidências estão começando a se acumular de que o vírus pode realmente invadir o cérebro.

“Se você tivesse me perguntado há um mês se havia alguma evidência publicada de que o Sars-Cov-2 poderia atravessar a barreira hematoencefálica, eu teria dito que não. Mas agora existem muitos relatórios mostrando que isso é possível”, diz Stevens.

No Japão, pesquisadores relataram o caso de um homem de 24 anos que foi encontrado inconsciente no chão em uma poça de seu próprio vômito. Ele sofreu convulsões generalizadas ao ser levado às pressas para o hospital.

Uma ressonância magnética de seu cérebro revelou sinais agudos de meningite viral (inflamação do cérebro) e uma punção lombar detectou o Sars-Cov-2 em seu líquido cefalorraquidiano.

Pesquisadores chineses também descobriram traços do vírus no líquido cefalorraquidiano de um paciente de 56 anos que sofre de encefalite grave.

E, em uma necrópsia de um paciente de Covid-19 na Itália, os pesquisadores detectaram partículas virais nas células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos do próprio cérebro.

Em alguns países, como a França, as autópsias de pacientes com Covid-19 são altamente restritas (ou totalmente proibidas), tornando o achado italiano ainda mais importante — e preocupante.

De fato, alguns cientistas agora suspeitam que o vírus cause insuficiência respiratória e morte, não por danos nos pulmões, mas por danos no tronco cerebral, o centro de comando que garante que continuemos respirando, mesmo quando inconscientes.

O cérebro é normalmente protegido de doenças infecciosas pelo que é conhecido como barreira hematoencefálica — um revestimento de células especializadas dentro dos capilares que atravessam o cérebro e a medula espinhal. Elas bloqueiam micróbios e outros agentes tóxicos de infectar o cérebro.

Se o Sars-Cov-2 puder atravessar essa barreira, isso indica que não só o vírus pode penetrar no núcleo do sistema nervoso central, mas também permanecer ali, com o potencial de retornar anos depois.

Embora raro, esse comportamento não é desconhecido entre esses micro-organismos: o vírus da catapora, o herpes zoster, por exemplo, geralmente infecta as células nervosas da coluna vertebral, reaparecendo mais tarde na idade adulta.

Aproximadamente 30% das pessoas que têm a doença na infância a irão desenvolver em algum outro momento de suas vidas.

Outros vírus causaram impactos de longo prazo muito mais devastadores. Um dos mais notórios foi o vírus influenza responsável pela pandemia de gripe espanhola, em 1918, que causou danos permanentes e profundos aos neurônios dopaminérgicos do cérebro e do sistema nervoso central.

Embora se presuma que a gripe não pode atravessar a barreira hematoencefálica, alguns cientistas agora acham que pode.

Estima-se que 5 milhões de pessoas em todo o mundo foram prejudicadas por uma forma de extrema exaustão conhecida como doença do sono ou encefalite letárgica.

Entre os que sobreviveram, muitos permaneceram em estado de animação suspensa.

“Eles não transmitiam nem experimentavam nenhum senso de vida; eles eram tão insubstanciais quanto fantasmas e passivos como zumbis”, escreveu o neurologista britânico Oliver Sacks em seu livro de memórias.

Ele descreveu os pacientes que permaneceram nesse estupor por décadas até serem revividos pelo medicamento L-DOPA, reabastecendo os níveis do neurotransmissor dopamina.

David Nutt, professor de neuropsicofarmacologia do Imperial College em Londres, diz que ele próprio tratou muitos pacientes nas décadas de 1970 e 1980 que sofriam de depressão clínica grave desde a pandemia de gripe de 1957 no Reino Unido.

“A depressão deles era duradoura e sólida. Era como se todos os circuitos emocionais tivessem sido desligados”, diz ele, alertando que poderemos ver a mesma coisa acontecer novamente, mas em uma escala muito maior.

“As pessoas que recebem alta da UTI depois de ter Covid-19 precisam ser monitoradas sistematicamente a longo prazo para qualquer evidência de dano neurológico — e receber tratamento, se necessário.”

Os pacientes que apresentam sintomas devem ser encaminhados para estudos de intervenção, como antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou interferons beta (proteínas de ocorrência natural, frequentemente administradas como medicamento para condições como esclerose múltipla) para mitigar os danos e prevenir mais efeitos de longo prazo.

Mas isso simplesmente não está sendo feito, diz Nutt: “O que realmente me incomoda é que todos no Reino Unido estejam analisando os sintomas do Covid, mas ninguém está analisando os mecanismos neurológicos, como a quantidade de serotonina no cérebro.”

Nutt planeja analisar 20 pacientes que tiveram Covid-19 e desenvolveram depressão ou outra condição neuro-psiquiátrica em um estudo no qual scanners de última geração buscarão sinais de inflamação cerebral ou anormalidades nos níveis de neurotransmissores.

Em Baltimore, Stevens também está planejando um estudo de longo prazo com pacientes de Covid-19 que recebem alta da UTI. Ele também realizará exames cerebrais, bem como testes cognitivos detalhados sobre funções como capacidade de memória.

E, no Estudo do Consórcio Global de Disfunção Neurológica em Covid-19, Sherry Chou, neurologista da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, coordena cientistas de 17 países para monitorar coletivamente os sintomas neurológicos da pandemia, inclusive através de exames cerebrais.

Sintomas neurológicos são menos comuns com a Covid-19

Embora o impacto do vírus nos pulmões seja a ameaça mais imediata e aterrorizante, o impacto duradouro no sistema nervoso é muito maior e muito mais devastador, diz Chou.

“Embora os sintomas neurológicos sejam menos comuns na Covid-19 do que os problemas pulmonares, a recuperação de lesões neurológicas geralmente é incompleta e pode levar muito mais tempo em comparação com outros sistemas orgânicos (por exemplo, o do pulmão) e, portanto, resultar em uma incapacidade geral muito maior e possivelmente mais mortes”, diz ela.

Na França, Helms sabe bem quão intensos os impactos neurológicos da Covid-19 podem ser.

Ela teve de adiar a entrevista para esta reportagem depois que um de seus pacientes de Covid-19 — que recebera alta do hospital havia dois meses, mas ainda sofria de fadiga pós-viral e depressão grave — precisou de uma consulta urgente, por risco de suicídio.

E essa paciente não é única — Helms já viu muitas pessoas em estados semelhantes de angústia.

“Ela está confusa, não pode andar e só quer morrer, é realmente horrível. Ela tem só 60 anos, e disse ‘a Covid me matou’ — o que significa que matou seu cérebro. Ela simplesmente não quer mais viver. Isso tem sido especialmente difícil porque não sabemos como evitar esse dano. Apenas não temos tratamentos que impeçam danos ao cérebro”, diz Helms.

Pacientes com insuficiência pulmonar podem ser colocados em um respirador, e os rins podem ser ajudados por uma máquina de diálise — e, com alguma sorte, os dois órgãos se recuperam.

Mas não existe uma máquina de diálise para o cérebro.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pesquisadores investigam quanto tempo infectados pela Covid-19 ficam imunes

Do Jornal Nacional G1

Por ser uma doença nova, muitas questões sobre a Covid-19 ainda estão sem respostas. Como as vacinas ainda estão em testes e não há certeza sobre a duração da imunidade adquirida com a infecção pelo novo coronavírus, especialistas recomendam a manutenção dos cuidados.

Pesquisadores investigam quanto tempo infectados pela Covid-19 ficam imunes

Por ser uma doença nova, muitas questões sobre a Covid-19 ainda estão sem respostas. Uma delas é por quanto tempo a pessoa que foi infectada fica imune.

Com ou sem sintomas, já são milhares os brasileiros que sobreviveram ao coronavírus. Uma pesquisa feita pelo Hemocentro de São Paulo mostrou que, em abril, 2,6% dos doadores de sangue já tinham anticorpos contra a Covid-19. Em maio, eles já eram 5% e, em junho, 12% dos doadores já tinham imunidade contra o vírus.

Mas a ciência está em busca de uma resposta fundamental: quanto tempo dura a proteção de quem já teve o vírus? O nosso sistema imunológico funciona com duas linhas principais de defesa: a primeira delas é inata, já nascemos com os glóbulos brancos no sangue, responsáveis por dar o primeiro combate a invasores como os vírus. A segunda linha de defesa é a dos anticorpos. Eles se formam quando a primeira linha falhou e a doença já se instalou. São como soldados mais especializados que analisaram e descobriram os pontos fracos do inimigo.

“A maior parte das pessoas tem uma forma muito leve, assintomática. Porque eles têm uma resposta imune dos glóbulos brancos muito boa, muito forte. Então, isso quer dizer que as pessoas não vão pegar de novo a infecção? Muito provavelmente, porque eles continuam com essa imunidade boa. Eles têm células de memória. A gente só não sabe quanto tempo vai durar”, explica Celso Granato, infectologista e diretor do Grupo Fleury.

Descobrir quanto tempo dura a imunidade de quem já teve a doença ou o vírus no organismo poderia significar um certo alívio para essa parcela da população. Já se pensou até em criar uma espécie de passaporte de liberação para o trabalho e algumas atividades, mas as dúvidas ainda são muitas e os cuidados necessários também.

Pesquisadores chineses relatam queda acentuada de anticorpos de dois a três meses depois da doença. O estudo publicado na revista Nature foi com um grupo pequeno de 74 pacientes, com e sem sintomas, mas acendeu o alerta. A grande proteção, aquela que as vacinas buscam, é a dos anticorpos.

“A maior parte das vacinas, quase a totalidade, elas focam no desenvolvimento de anticorpos neutralizantes, né? Agora, se esses anticorpos neutralizantes, que vão ser gerados nessas pessoas imunizadas, vacinadas, vão durar bastante tempo, isso a gente ainda não sabe. Todas essas perguntas estão lá, estão sendo respondidas justamente pelos testes com vacina”, destaca Renato Astray, diretor do laboratório Multipropósito do Instituto Butantan.

Como as vacinas ainda estão em testes e não há certeza sobre a duração da imunidade adquirida com a infecção pelo novo coronavírus, os especialistas recomendam a manutenção do distanciamento social, uso de máscara e a lavagem das mãos para quem teve ou não o vírus.

“Se ninguém sabe por quanto tempo a pessoa fica imune e vai ficar nessa situação, realmente o mais adequado é que todos continuem tomando as atividades de prevenção”, destaca Astray.

É o que faz a Juliana. Ela e os pais tiveram Covid-19 há um mês. “A gente continua se preocupando da mesma forma, porque a gente não tem certeza se a gente fica imune. Então não tem como contar com isso. A gente continua usando máscara, passa álcool. Isso aí que todo mundo está vendo o tempo todo”, conta.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 24 de junho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Levantamento aponta que país tem 52.951 mortes, mais que o dobro de Índia, China, Paquistão e Indonésia juntos; e 1.157.451 casos confirmados.

Por G1

O Brasil tem 52.951 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta quarta-feira (24), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Veja os dados atualizados às 13h desta quarta-feira (24):

  • 52.951 mortos
  • 1.157.451 casos confirmados

Antes da atualização das 13h, o consórcio divulgou um primeiro boletim, às 8h. Naquele horário, o Brasil contava 52.788 mortos e 1.152.066 casos confirmados.

Às 20h de terça-feira (23), o consórcio divulgou o 16º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, CE, DF, GO, MG, MS, PE e RR divulgaram novos dados.

(Na terça-feira, 23, às 20h, o balanço indicou: 52.771 mortes, 1.364 em 24 horas; e 1.151.479 casos casos confirmados. Esse foi o 2º maior registro de mortes divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em 24 horas desde o início da pandemia. O recorde anterior foi de 1.470 mortes no dia 4 de junho)

O número de mortes no Brasil é mais que o dobro de Índia (14.476), China (4.640), Paquistão (3.755) e Indonésia (2.535) somados, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Na segunda-feira, o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que, mesmo com os altos números registrados nos últimos dias, o Brasil provavelmente tem mais casos de Covid-19 do que os que são oficialmente relatados.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Na terça (23), o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a pasta, houve 1.374 novos óbitos e 39.436 novos casos, somando 52.645 mortes e 1.145.906 casos desde o começo da pandemia.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pandemia na América Latina ainda não chegou ao pico e deve resultar em mais casos e mortes contínuas nas próximas semanas, alerta OMS

Afirmação foi feita pelo diretor de emergências da organização, Michael Ryan. Questionado sobre o ápice da pandemia no Brasil, ele respondeu que os picos são difíceis de prever e dependem de ações governamentais: ‘não há respostas mágicas’.

Por Lara Pinheiro, G1

O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, reforçou nesta quarta-feira (24) que a pandemia de Covid-19 na América Latina ainda não chegou ao pico e que ela deve resultar em “número sustentado de casos e mortes contínuas” nas próximas semanas.

“Eu caracterizaria a situação na América Latina como ainda em evolução, não atingiu seu pico. Deve resultar, provavelmente, em número sustentado de casos e morte contínua nas próximas semanas”, declarou Ryan.

Questionado especificamente sobre quando o ápice da pandemia ocorreria no Brasil, ele respondeu que os picos são difíceis de prever, mas a altura e a duração deles depende de ações dos próprios governos e da sociedade.

“O que você faz afeta o pico: afeta a altura do pico, afeta a duração do pico. E afeta a trajetória de descida [do número de casos]. Tem tudo a ver com a intervenção do governo para responder, com a cooperação da comunidade com a intervenção e com a capacidade de atuação dos sistemas de saúde”, respondeu o diretor de emergências.

“O vírus não age sozinho, o vírus explora uma vigilância fraca. O vírus explora os sistemas de saúde fracos. O vírus explora a má governança. O vírus explora falta de educação, falta de empoderamento das comunidades. Essas são as coisas que precisamos abordar”, enfatizou.

“Essa é a realidade dessa pandemia. Não há respostas mágicas, não existem feitiços aqui. Não podemos usar adivinhação para acabar com isso. Temos que agir em todos os níveis, temos que usar os recursos à nossa disposição. E sabemos de muitos exemplos de países: olhem para os países que tomaram medidas, olhem para os países que contiveram e controlaram esta doença. E vocês encontrarão as respostas”, declarou.

O levantamento do consórcio de veículos de imprensa, do qual o G1 faz parte, apontava às 13h desta quarta-feira mais de 1,1 milhão de casos e quase 53 mil mortes pela Covid-19 no Brasil. Os números estão entre os maiores do mundo, atrás apenas dos registrados nos Estados Unidos.

Aumento de casos

Segundo os dados mais recentes da OMS, entre a última terça-feira (16) e a desta semana (23), houve um aumento de 15% nos casos e de 10% nas mortes registradas no continente americano. Para o mundo, esse aumento foi de 13% nos casos e 8% nas mortes.

Para o Brasil, o aumento foi de 25% no número de casos no mesmo período; nas mortes, houve crescimento de 17%.

Nos Estados Unidos, único país com mais casos e mortes que o Brasil, o aumento percentual foi de 9% nos casos e 3,7% nas mortes.

A OMS já havia sinalizado, há um mês, que a América do Sul havia se tornado o epicentro da pandemia, e que o Brasil era o país mais afetado.

O mesmo alerta foi reforçado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) na semana passada: especialistas da entidade afirmaram que não veem desaceleração dos casos no continente americano.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

contato@encartenoticias.com
jencartnoticias@gmail.com