Qual é a melhor maneira de higienizar o celular e evitar a propagação do coronavírus?

Aparelhos são notórios por acumularem microorganismos. Veja dicas de como limpar os smartphones sem danificar o dispositivo.

Por G1

Smartphones podem ser agentes de transmissão do coronavírus, principalmente se emprestados para outras pessoas. — Foto: G1

Smartphones podem ser agentes de transmissão do coronavírus, principalmente se emprestados para outras pessoas. — Foto: G1

Estudos apontam que os smartphones acumulam fungos, bactérias e vírus. E a preocupação sobre como fazer para limpar os celulares tem crescido com a pandemia de coronavírus.

Para o médico infectologista Caio Rosenthal, o celular pode, sim, ser um meio de transmissão do novo coronavírus, já que usamos os aparelhos com frequência e depois que tocamos em objetos como corrimãos, maçanetas.

“O aparelho pode ser um meio eficiente de transmissão, principalmente se emprestado a outras pessoas”.

Ao tossir, falar ou espirrar, por exemplo, o vírus se espalha por meio das gotículas, que são um “transporte”, e permitem ao vírus ficar em superfícies como maçanetas, apoios de transporte público, botões de elevadores, teclas de computador, celulares, entre outros.

A melhor maneira de se prevenir do novo coronavírus é usar água e sabão, ou limpar as mãos com álcool. Apesar disso, não é recomendável passar esses produtos diretamente nos celulares, por serem objetos eletrônicos.

O problema é que as telas sensíveis ao toque (touchscreen) dos aparelhos não são simplesmente vidro: elas contam com algumas tecnologias protetoras, como uma película oleofóbica, que permite manter o aparelho livre do óleo que nossas mãos geram normalmente.

Isso inclui ainda tablets e computadores com telas sensíveis ao toque. Esses equipamentos passam por processos químicos para garantir resistência e funcionamento do touchscreen.

Por causa disso, o uso de alguns produtos químicos, como cloro, água sanitária ou álcool líquido com alta concentração, podem danificar a tela do smartphone.

Recentemente, Apple Samsung divulgaram recomendações do que usar e o que não usar na hora de limpar smartphones. Veja as recomendações das empresas.

O que é ideal:

  • Desligue o aparelho. É também necessário retirar a capa e desconectar cabos e acessórios.
  • Use álcool isopropílico com concentração 70%: ele é conhecido por quem trabalha com manutenção de eletrônicos porque sua composição tem pouca água, o que impede a oxidação das peças. A Samsung afirma que álcool etílico nessa mesma concentração também pode ser usado. Não é recomendável jogar o produto direto sobre o aparelho ou submergir o smartphone. O ideal é colocar o produto em um pano apropriado, como descrito abaixo.
    De acordo com infectologistas, ambos os tipos de álcool são eficientes para matar a grande maioria dos vírus, inclusive o coronavírus.
  • Use somente panos macios, que não soltem fiapos: evite toalhas, lenços abrasivos, papel-toalha e itens parecidos. A Samsung recomenda usar um pano de microfibra, como os usados para limpar câmeras fotográficas.
  • Limpe a capinha: as capas de proteção são notórias por acumular sujeira. Se elas forem feitas de plástico, silicone, ou algum material semelhante, é possível usar água e sabão e deixar secar. Outros materiais, como couro, devem ser limpos com produtos apropriados.

O que NÃO fazer:

  • Não coloque nem borrife o aparelho com líquidos: mesmo o álcool, que evapora rapidamente, pode danificar partes sensíveis do aparelho, como as entradas de energia, de fone de ouvido ou os alto-falantes.
  • Não limpe o dispositivo enquanto ele estiver conectado à energia elétrica: essa é mais uma recomendação da Apple. Umidade e energia elétrica não combinam e é bom evitar riscos.

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Casos confirmados de novo coronavírus no Brasil em 13 de março

País tem ao menos 151 casos confirmados por balanços das secretarias estaduais de Saúde e por hospital de referência em SP; levantamento do Ministério fala ainda em 77 casos.

Por G1

O Brasil registrou ao menos 151 casos confirmados de Covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus. O número foi atualizado nesta sexta-feira (13) a partir de balanços divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde e pelo Hospital Albert Einstein.

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, é um centro de saúde privado que realiza testes de infecção por coronavírus, validados pelo Ministério da Saúde. Na quinta (12), o hospital disse que, até as 19h30, havia confirmado 98 infecções desde o primeiro caso no país.

O levantamento mais recente do Ministério da Saúde, divulgado às 16h20 da quinta-feira (12), apontou que o Brasil tinha até aquele momento, 77 casos confirmados de novo coronavírus. Após o balanço, Minas Gerais confirmou mais um caso, o segundo no estado.

O balanço oficial ainda não considera:

Ciclo do coronavírus — Foto: Arte/G1

Ciclo do coronavírus — Foto: Arte/G1

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Por que quem tem doenças respiratórias crônicas está entre os mais vulneráveis ao coronavírus? Saiba quais são os riscos

Sistema imunológico e pulmões enfraquecidos aumentam o risco de complicações. Especialista explica os cuidados para se proteger e evitar o contágio.

Por Daniel Médici, G1

Pessoas que possuem doenças respiratórias crônicas, como bronquite ou asma, estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações da doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde colocam estes indivíduos entre os mais suscetíveis a essa enfermidade.

O fato de ela atingir o sistema respiratório faz com que possam ocorrer mais complicações em quem se encontraneste grupo, segundo o professor de pneumologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Clystenes Soares. Veja abaixo alguns motivos:

  • Uma pessoa com essa condição já tem um pulmão mais enfraquecido, do ponto de vista de sua estrutura
  • Doenças crônicas deixam, por consequência, o sistema imunológico mais enfraquecido
  • O vírus pode agravar ou até mesmo abrir portas para uma infecção bacteriana secundária

Veja os cuidados específicos que quem sofre de doenças respiratórias deve tomar:

  • Ter a condição controlada da melhor forma possível
  • Seguir toda a prescrição médica já passada no acompanhamento da condição
  • Se preservar ao máximo, não se expor ao contato com pessoas suspeitas de portarem o vírus

Entenda os riscos

Soares ressalta que, para esse grupo, o coronavírus apresenta riscos similares a outros vírus que atacam o sistema respiratório, como o influenza, causador da gripe.

A diferença é que já existe vacina para a gripe. Não há, por sua vez, nenhuma vacina ou medicamento de ação comprovada contra a infecção causada pelo coronavírus.

“O que acontece é que muitas vezes os sintomas de Covid-19 são parecidos com os sintomas de influenza [gripe]”, afirma o infectologista Leonardo Weissmann. “Além disso, quem tem alguma doença crônica, qualquer uma, normalmente tem o sistema imunológico mais frágil.”

Cuidados que quem tem doenças respiratórias crônicas deve tomar

Para Soares, é importante manter a doença controlada e tomar as vacinas em dia, especialmente a de pneumonia e a da gripe – esta última, cuja vacinação começa no próximo dia 23.

“E, naturalmente, tem que se preservar, evitar ter contato com quem já pode ter sido exposto ao vírus.”

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

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Ministério da Saúde define regras de isolamento e quarentena por conta do coronavírus

O isolamento terá prazo de 14 dias prorrogáveis, e a quarentena, de até 40 dias, que também podem ser estendidos.

Por Camila Rodrigues da Silva, G1

O Ministério da Saúde publicou nesta quinta-feira (12) uma portaria que define como serão feitos o isolamento e a quarentena para enfrentar a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), agente causador da doença Covid-19.

Além da quarentena e do isolamento, a portaria define como será feita a realização compulsória de exames e tratamentos. As medidas já estavam previstas como meios de enfrentamento da doença na lei nº 13.979, que entrou em vigor em 6 de fevereiro, mas detalhes como o tempo de duração da quarentena e do isolamento ainda não haviam sido estabelecidos.

Veja, abaixo, como funcionarão o isolamento e a quarentena:

Isolamento

É a separação de pessoas doentes ou contaminadas, ou de bagagens, meios de transporte, mercadorias ou encomendas postais afetadas de outras pessoas, para evitar a propagação do vírus, conforme previsto em lei.

  • Só poderá ser determinado por prescrição médica ou por recomendação do agente de vigilância epidemiológica. O prazo máximo é de 14 dias, que pode ser prorrogado por igual período se exames comprovarem que o risco de transmissão permanece.
  • Deve ser feito, preferencialmente, em domicílio, mas pode ser feito em hospitais conforme recomendação médica.
  • Tem que ser acompanhada de um termo de consentimento do paciente.

Quarentena

É a restrição de atividades ou separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes, ou de bagagens, contêineres, animais, meios de transporte ou mercadorias suspeitos de contaminação, de maneira a evitar a possível contaminação ou a propagação do coronavírus.

  • O objetivo da quarentena é garantir a manutenção dos serviços de saúde.
  • Ela pode ser adotada por até 40 dias, podendo se estender pelo tempo necessário para reduzir a transmissão comunitária e garantir a manutenção dos serviços de saúde.
  • Precisa ser determinada por ato administrativo formal.

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RJ confirma o primeiro caso de transmissão local do coronavírus

Homem de 72 anos participou de um congresso médico no Rio e contraiu o vírus no evento. Logo em seguida, ele também contaminou a esposa. No total, RJ tem 13 casos confirmados.

Por Bom Dia Rio

RJ confirma o primeiro caso de transmissão local do coronavírus

RJ confirma o primeiro caso de transmissão local do coronavírus

O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, confirmou, na manhã desta quinta-feira (12), o primeiro caso de transmissão local do coronavírus no RJ.

“Tivemos ontem a confirmação do exame de contraprova pela Fiocruz que faz com que o Rio de Janeiro tenha tido o primeiro caso de transmissão local do vírus”, disse o secretário, durante entrevista ao Bom Dia Rio.

A medida faz com que o estado passe para o nível 1 do Plano de Contingência, que prevê a disponibilidade de 206 leitos exclusivos para tratamento de casos graves de pessoas infectadas em hospitais espalhados pelas diversas regiões, incluindo unidades municipais e federais, além da rede estadual.

“É importante avisar a população que o vírus ainda não está circulando livremente. Essa transmissão foi muito localizada”.

Segundo o secretário, é importante que pessoas mais sensíveis ao vírus – idosos acima de 60 anos, pessoas que já têm doenças cardíacas ou pulmonares – comecem a mudar seus hábitos.

“Não faz sentido que elas continuem frequentando locais de grande adensamento, como metrôs, trens, cinemas – que têm menos pessoas, mas são locais fechados – e estádios de futebol. E mesmo eventos em locais abertos, como comícios e shows, devem ser evitados”.

Paciente é um homem de 72 anos da cidade do Rio de Janeiro. Ele está em isolamento domiciliar e apresenta estado de saúde estável.

Nesta quarta (11), o Ministério da Saúde confirmou que o estado tem 13 casos confirmados do novo coronavírus. São cinco casos a mais em relação aos balanços divulgados na segunda e na terça-feira pelo ministério.

O secretário falou de um dos motivos que faz com que a transmissão do coronavírus provoque tanta preocupação.

“Na perspectiva do indivíduo, a doença não é tão grave. Cerca de 85% dos contaminados terão formas leves da doença, como uma gripe. O problema é que, como esse vírus alastra muito, essa situação gera uma demanda forte – se tivermos dois mil casos do coronavírus no estado do Rio, precisaremos de 300 leitos de internação e 100 leitos de UTI a mais. Essa é uma preocupação global – dar suporte a um pico de epidemia onde muitas pessoas terão a doença”.

A Secretaria de Saúde trabalha com um horizonte de 4 mil a 10 mil casos da doença no estado do Rio. Para esse cenário, serão abertos de 300 a 600 novos leitos.

A previsão do órgão é que, dentro de quatro semanas, já haja uma epidemia estabelecida. Na sequência, virão os meses de inverno. A partir daí, espera-se uma epidemia que possa durar 20 semanas, ou cinco meses. A partir de então, a onda de distribuição do vírus deverá diminuir.

O combate ao vírus vai implicar em mudança de hábitos.

“O carioca beija e abraça muito. A orientação de etiqueta agora é não encostar mais para cumprimentar alguém”.

Medidas emergenciais

Nesta quarta, o governador Wilson Witzel divulgou um decreto para o enfrentamento emergencial do coronavírus. A publicação ocorreu em edição extraordinária do Diário Oficial.

Segundo o secretário Edmar Santos,o decreto permitiria a internação compulsória de pacientes. A regra, no entanto, não cita expressamente a internação.

Em uma nota divulgada à noite, o secretário diz que o decreto “não tem novidade”.

“O decreto tem o objetivo de dar a Secretaria de Estado de Saúde mais agilidade no enfrentamento da crise, inclusive na compra de insumos, aluguel de equipamentos e construção de novos leitos. É um decreto que regulamenta em nível estadual a lei federal promulgada em fevereiro. Não há novidades no decreto. Na verdade, ele até repete alguns aspectos da legislação que já existe”,

O decreto determina que os órgãos competentes devem “adotar as medidas judiciais cabíveis”, caso o paciente se recuse a adotar certos cuidados, como:

  1. isolamento
  2. quarentena
  3. exames médicos
  4. testes laboratoriais
  5. coleta de amostras clínicas
  6. vacinação
  7. tratamento médico
  8. investigação epidemiológica

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Após casamento da irmã na Bahia, Gabriela Pugliesi diz ter sintomas de coronavírus e procura atendimento

Cerimônia foi no final de semana em resort de Itacaré. Assessoria do resort afirma que um hóspede do casamento foi ‘diagnosticado’ com o vírus – não se sabe se é caso suspeito ou confirmado. Sesab diz que não há nenhum caso confirmado na cidade.

Por Lílian Marques e Maiana Belo, G1 BA

Após casamento da irmã na BA, Gabriela Pugliesi procura atendimento com sintomas de vírus

Após casamento da irmã na BA, Gabriela Pugliesi procura atendimento com sintomas de vírus

A influencer Gabriela Pugliesi, que mora em São Paulo, postou no Instagram que foi ao Hospital Albert Einstein, na capital paulista, após ter tosse e febre, na noite de terça-feira (10). O caso aconteceu cerca de três dias após o casamento da irmã dela realizado em Itacaré, no sul da Bahia.

A irmã da influencer, Marcela Minelli, casou-se com Marcelo Bezerra no último sábado (7), no resort de luxo Txai, na cidade baiana. Segundo informações de convidados, cerca de 500 pessoas estavam na festa.

“Um monte de gente me ligando aqui. Eu nem falei nada ainda porque nem eu sei o que eu tenho. Acho que uma gripe mesmo. Não estou mais com febre, mas o resultado de coronavírus só sai amanhã. Assim que souber eu vou falar. Minha saúde é de ferro”, disse Gabriela.

Após casamento da irmã na Bahia, Gabriela Pugliesi diz ter sintomas de coronavírus e procura atendimento em São Paulo — Foto: Reprodução/Instagram

Após casamento da irmã na Bahia, Gabriela Pugliesi diz ter sintomas de coronavírus e procura atendimento em São Paulo — Foto: Reprodução/Instagram

Ela falou que fez o teste de coronavírus e está em casa em repouso. O de H1N1, segundo ela, deu negativo. Ela ficou de atualizar os seguidores nesta quinta-feira (12).

“Tive uma febre essa noite, daí eu acordei mal e fui para o hospital. Assim que eu cheguei no hospital eu coloquei a máscara, fiz os exames de todos os vírus possíveis, para ver se tenho alguma coisa ou só uma gripe, porque baixou a imunidade teve festa de casamento, a gente bebeu pra caramba, dormi pouco, na sexta feira a gente ficou dançando a noite toda debaixo de chuva”, disse a influencer.

Convidados do casamento

O marido de Gabriela Pugliesi, Erasmo Viana, postou, também no Instagram, que dois convidados que estavam no casamento foram diagnosticados com coronavírus, mas não há confirmação oficial de que são dois convidados que estão com o vírus. Além disso, Erasmo não deu detalhes dos casos.

A assessoria do resort afirma que um hóspede que participou do casamento de Marcela Minelli, um homem de 26 anos, foi diagnosticado com o coronavírus, mas não se sabe se é caso suspeito ou confirmado. Não há detalhes do estado de saúde dele. O homem viajou para Aspen, nos Estados Unidos, durante o carnaval. A suspeita é que a contaminação tenha ocorrido na cidade americana.

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), informou que não há nenhum caso suspeito e nem confirmado em Itacaré, onde fica o resort. O caso desse hóspede, se de fato for confirmado, deve contabilizar em São Paulo, onde ele pode ter sido diagnosticado. A prefeitura de Itacaré também informou que não há nenhum caso suspeito no município baiano.

O resort afirma que nenhum funcionário apresentou sintomas, mas que tomou medidas profiláticas nas instalações do hotel e que todos os funcionários que trabalharam entre sexta (6) e domingo (8), período em que o hóspede esteve no local, estão sendo observados pela equipe de enfermagem do resort.

Casamento de Marcela Minelli e Marcelo Bezerra ocorreu em resort de Itacaré, no sul da Bahia — Foto: Reprodução/Instagram

Casamento de Marcela Minelli e Marcelo Bezerra ocorreu em resort de Itacaré, no sul da Bahia — Foto: Reprodução/Instagram

Terceiro caso na Bahia

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou, na tarde de quarta-feira, que está confirmado o terceiro caso do novo coronavírus no estado da Bahia. O resultado foi confirmando por meio de testes e não tem qualquer relação com a festa em Itacaré.

A Sesab disse que a paciente é uma mulher de 68 anos, que teve contato domiciliar com a segunda paciente do estado com o COVID-19, quando ela ainda estava sintomática. Segundo a Sesab, a paciente está com sintomas leves, em isolamento domiciliar, adotando as medidas de precaução de contato.

Este é o segundo caso de transmissão local do vírus na Bahia. A primeira ocorrência foi um caso importado, de uma mulher de 34 anos, residente na cidade de Feira de Santana, que retornou da Itália em 25 de fevereiro, com passagens por Milão e Roma, onde aconteceu a contaminação.

A primeira transmissão local do vírus também foi em uma mulher de 42 anos, trabalhadora doméstica, que teve contato domiciliar com a primeira paciente do estado com o coronavírus, quando ainda esta ainda estava sintomática. A terceira paciente é a mãe da doméstica.

Amostras foram coletadas na residência e analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), que, de acordo com a Sesab, a partir desta semana foi autorizado a realizar os exames para detectar diretamente o Covid-19, sem necessidade de contraprova em laboratório de referência nacional.

A Secretaria de Saúde de feira de Santana afirmou que os cuidados com a mãe da doméstica, agora que se confirma ser portadora do vírus, devem ser redobrados.

Ainda segundo o órgão, na mesma família, já havia dado negativo exames feitos nos dois filhos, na cunhada e no marido dela. Também deu negativo os exames das duas filhas da primeira infectada – a mulher que esteve na Itália –, a babá das crianças e um tio da paciente que trabalha como motorista.

Notificações

A Bahia registrou 187 casos suspeitos de Covid-19 (coronavírus), de janeiro até as 17h desta quarta-feira (11). A informação foi divulgada através de uma nota conjunta da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e Secretaria Municipal de Saúde de Salvador.

Desse total, 133 casos foram descartados e 51 aguardam análise laboratorial. Ao todo, 25 municípios da Bahia fizeram notificações oficiais. O diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode cursar com grau leve, moderado ou grave.

A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades primárias de atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital.

Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Cuidados

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

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Coronavírus: saiba o que torna o sabão eficiente contra vírus

Lavar as mãos é uma das principais formas de prevenção ao coronavírus. Saiba como o sabão age sobre os vírus e as bactérias.

Por G1

Uma das principais medidas de prevenção ao coronavírus indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é lavar as mãos com água e sabão. O sabão, por ser uma substância que quebra a gordura, consegue destruir o envelope viral – parte externa do vírus composta justamente por gordura, matando esses organismos.

Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explicou ao G1 que o sabão tem duas formas de ação que fragilizam e matam esses organismos.

Fonseca explica que o vírus, quando está na mão de uma pessoa, fica protegido por outros produtos biológicos, como resto de células. Esses produtos biológicos tornam possível que o vírus viva mais tempo fora do corpo.

“Um vírus sozinho, em água, por exemplo, sobrevive muito pouco tempo. Então o sabão age destruindo esses materiais biológicos e expondo o vírus. Quando ele faz isso, o vírus perde essa proteção de material biológico que fica naturalmente nessas gotículas de saliva e ele fica exposto aos raios ultravioleta do sol, por exemplo, e pode ser destruído rapidamente” – Flavio Fonseca, virologista da UFMG

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Fonseca diz que o sabão tem uma segunda forma de agir sobre o vírus. “O sabão é emulsificante, ele desmancha a gordura”. O virologista explica que a parte mais externa do coronavírus é uma camada de gordura e o sabão desmancha essa camada e mata o vírus.

“Nessa camada de gordura, que a gente chama de envelope viral, estão inseridas as proteínas que são responsáveis pela ligação do vírus às células. Sem essa camada de gordura, essas proteínas são perdidas e o vírus não consegue entrar nas células” – Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em Vacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),

Vasco Azevedo, professor titular do departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG, afirma que o sabão causa instabilidade e atrapalha a sobrevivência tanto dos vírus como das bactérias. “O álcool 70% tem o mesmo efeito, ele também destabiliza e desidrata tanto as proteínas como os lipídios (gorduras). O álcool é um bom complemento para a higienização”, explica Azevedo.

O Conselho Federal de Química (CFQ) explica que o uso de água e sabão e do álcool gel na higienização das mãos ajudam na prevenção ao contágio de doenças por serem antissépticos – agem inibindo a proliferação de microrganismos na pele. “Sabões e detergentes de um modo geral, graças às suas propriedades químicas, removem a maior parte da flora microbiana na superfície da pele” explicou o CFQ.

“Eles são compostos de moléculas que apresentam em sua estrutura uma parte apolar e outra polar. A parte apolar, lipofílica – (que dissolve gorduras), é quimicamente atraída pelas moléculas apolares dos lipídios (gorduras) constituintes da membrana celular dos microrganismos. Simultaneamente, a parte polar interage com as moléculas de água (que também é polar). Essas interações simultâneas fazem com que os microrganismos sejam envolvidos pelo sabão, retirados da pele e levados embora com a água.” nota do Conselho Federal de Química

Júlio César Borges, professor titular do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), explica explica que alguns vírus tem lipídios (gorduras) que são similares as do sabão, com isso, ao lavar as mãos com água e sabão, as partículas semelhantes se juntam, eliminando o vírus. “Se você desmonta a estrutura, o vírus perde a ação”, diz Borges.

“É importante lavar as mão para evitar qualquer tipo de infecção, é uma questão de assepsia, para evitar doenças de forma geral” – Júlio César Borges – professor titular do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP).

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Ministério diz que teste para coronavírus será coberto pelos planos de saúde

Secretário-executivo da pasta diz que cobrança atualmente não é irregular. Procedimento será incluído em lista definida pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Por Larissa Passos, G1

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse nesta terça-feira (10) que os planos de saúde serão obrigados a bancar os testes para o novo coronavírus (Sars-Cov-2), vírus causador da doença batizada de Covid-19.

Atualmente, os testes podem ser cobrados pelos planos de saúde, já que o exame não está no rol de procedimentos de cobertura obrigatória definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“(O teste) não faz parte da lista de procedimentos que os planos de saúde são obrigados a dar cobertura e isso vai acontecer imediatamente. (…) Eu hoje já conversei com a ANS, deverá sair nos próximos dias. Nós esperamos que saia até amanhã uma nova resolução incluindo o exame para pesquisa do coronavírus na lista do rol de procedimentos de cobertura obrigatória”, afirmou Gabbardo.

“No momento que isto estiver contemplado, ninguém que tenha plano de saúde poderá ser cobrado para a realização do exame, está resolvido. Até o momento, não é irregular que haja a cobrança”, explicou Gabbardo.

Em nota, a ANS disse que foi realizada nesta tarde uma reunião com representantes de operadoras de planos de saúde, de entidades representativas do setor e os diretores da agência reguladora.

“A Agência está detalhando os aspectos técnicos da medida, como o tipo de exame que deverá fazer parte da cobertura obrigatória e as Diretrizes de Utilização (DUTs) que serão necessárias para adequação aos protocolos do Ministério da Saúde e prazos necessários para que a medida seja implementada”, apontou a agência.

A agência ressaltou que o tratamento aos pacientes diagnosticados com o Covid-19 já é direito de quem tem plano de saúde, de acordo com a segmentação de seus planos (ambulatorial ou hospitalar).

Teste para o coronavírus no RS — Foto: Divulgação/SES

Teste para o coronavírus no RS — Foto: Divulgação/SES

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Pernambuco notifica 34 casos suspeitos de coronavírus e 12 seguem em investigação

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, são quatro novos casos suspeitos a mais em relação ao balanço anterior, divulgado na segunda (9).

Por G1 PE

Estado notifica 34 casos suspeitos de coronavírus e começa ações em escolas e no Ceasa

Estado notifica 34 casos suspeitos de coronavírus e começa ações em escolas e no Ceasa

Pernambuco registrou, entre o dia 25 de fevereiro e esta terça-feira (10), 34 notificações para possíveis casos suspeitos de infecção para o vírus Sars-Cov-2, o novo coronavírus. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, em entrevista coletiva no Recife, que 12 ocorrências ainda são investigadas e outras 22, foram descartadas.

Em relação ao balanço divulgado na segunda-feira (9), houve quatro novas notificações e outros quatro descartes para a Covid-19, doença causada pelo novo vírus.

Também nesta terça, o Ministério da Saúde informou que 34 casos foram confirmados, no Brasil. No balanço anterior, eram 25. Ao todo, são 780 descartes.

De acordo com Luciana Albuquerque, secretaria-executiva de Vigilância em Saúde, os exames para a doença continuam sendo feitos no Instituto Evandro Chagas, no Pará. Entretanto, na segunda, chegaram a Pernambuco os kits para testes laboratoriais que vão detectar possíveis casos (veja vídeo abaixo).

“Agora, a gente só aguarda o treinamento dos profissionais dos profissionais do Laboratório do Instituto Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para começarmos a fazer os testes aqui no estado. Esse treinamento vai ser feito no Evandro Chagas e a previsão é de que, em 10 dias, estejamos fazendo os testes em Pernambuco”, afirmou.

Do total de casos, 15 são de homens e 19, mulheres. Segundo Demétrius Montenegro, chefe do setor de infectologia do Hospital Oswaldo Cruz (Houc), hospital que fica no Centro do Recife e é referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, os pacientes que estão em investigação estão clinicamente bem.

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

“Temos um paciente internado no Huoc e outros dois em unidades privadas de saúde. Preferimos mantê-los internados não porque eles estejam mal, mas por serem idosos, terem comorbidade [mais de uma doença] e o próprio avanço do coronavírus, que pode apresentar sintomas sete dias depois”, disse

Dos casos descartados, quatro não tiveram resultado de exame positivo para nenhum vírus respiratório, seis tiveram exames positivos para Influenza-B, outros seis para Influenza-A (H1N1), dois para Influenza-A, dois para rinovírus, um para beta coronavírus OC43 e outro para alpha coronavírus 229E. Esses últimos não têm relação com a Covid-19.

Confira o local de residência dos pacientes

Recife

  • 22 casos
  • 9 em investigação
  • 13 descartados

Jaboatão dos Guararapes

  • 4 casos
  • 1 descartado
  • 3 em investigação

Olinda

  • 2 descartados

Caruaru

  • 2 em investigação
  • 1 descartado

Vitória de Santo Antão

  • 1 descartado

Itália, mas que estão em Pernambuco

  • 2 descartados

Tribunal

Por causa dos riscos de transmissão do novo coronavírus, o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-PE) liberou mais servidores para trabalhar em casa.

Com a decisão, divulgada nesta terça (10), o tribunal acabou com uma regra que estabelecia um limite de 30% de pessoal de cada departamento que poderia realizar as atividades na modalidade teletrabalho.

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Amazon trabalha em projeto secreto para cura do resfriado comum

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini

Olhar Digital

Equipe de 100 pesquisadores tenta desenvolver uma vacina para prevenção da doença

Amazon está empenhada em ampliar os seus negócios ainda mais. Em meio à epidemia da Covid-19, a empresa encarregou uma equipe para descobrir a cura para o resfriado comum, de acordo com a CNBC. Pelo menos 100 pesquisadores estariam envolvidos no desenvolvimento de uma vacina para prevenir a doença.

A maior dificuldade para que o objetivo seja cumprido, no entanto, é a variedade de vírus – ao menos 160 – e sua capacidade de mutação, tanto em resfriados como em gripes. Nesse caso, a vacina protege apenas contra o grupo de vírus que os cientistas prevêem que vai prevalecer em um ano.

O chamado Projeto Gesundheit é uma iniciativa do laboratório de experiências Grand Challenge — um braço da gigante varejista que usa sua tecnologia em busca de avanços na medicina. Se der certo, este será um dos maiores feitos do Grand Challenge, que vem avaliando questões maiores que podem impactar a humanidade, principalmente na área da saúde. 

A Amazon de fato tem investido fortemente no setor médico. Prova disso é a recente compra da startup de farmácias online, PillPack, bem como a nova capacidade da Alexa  de acessar as informações médicas do usuários.

Via: The Verge

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