Brasil tem 41.058 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 41.058 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (12), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na quinta-feira (11), às 20h, o quarto balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, dois estados (GO e RN) divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta sexta-feira (12):

  • 41.058 mortes
  • 805.682 casos confirmados

(Na quinta-feira, 11, às 20h, o balanço indicou: 41.058 mortes, 1.261 nas últimas 24 horas; e 805.649 casos confirmados. Desde então, houve atualizações em GO e RN.)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Esta quinta-feira foi o terceiro dia consecutivo em que houve mais de mil mortes e mais de 30 mil novos casos em um intervalo de um dia. O Nordeste tem mais casos que o Sudeste. São 285 mil casos confirmados nos nove estados, contra 281 mil em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta quinta (11), o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.239 novos óbitos e 30.412 novos casos, somando 40.919 mortes e 802.828 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.

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Coronavírus: Brasil pode se tornar país com mais mortos em 29/7 se nada mudar, diz projeção usada pela Casa Branca

Se projeção se cumprir, Brasil teria recordes mundiais de total de mortos por Covid-19 e de número de mortes em um dia; seriam quase 4,4 mil, o dobro do recorde atual, que ocorreu no pico da pandemia nos EUA, em 14 de abril, com 2.262 mortes registradas.

Por BBC

Se não houver nenhuma mudança significativa no avanço da pandemia no país, o Brasil pode superar os Estados Unidos em número de mortes de Covid-19 no dia 29 de julho, aponta a projeção de um dos principais modelos matemáticos usados pela Casa Branca para definir suas estratégias. Nesse dia, o Brasil teria 137,5 mil mortos e os EUA, 137 mil.

Para tal, o número atual de mortes precisaria quase quadruplicar nos próximos 50 dias. Um avanço com uma magnitude dessas ocorreu nos últimos 90 dias: havia 10 mil mortes registradas em 9 de março e 38 mil em 9 de junho.

Ao atingir essa liderança, o Brasil teria tanto o recorde mundial de mortos por Covid-19 quanto o do número de mortes em um dia. Seriam 4.071, quase o dobro do recorde atual, que ocorreu no pico da pandemia nos Estados Unidos, em 14 de abril, com 2.262 mortes registradas. Se for considerada a taxa de mortes por 100 mil habitantes, o Brasil deve superar os EUA em 10 de julho.

As projeções foram feitas pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington, mas não necessariamente vão se concretizar. Elas se baseiam em diversas variáveis que mudam ao longo do tempo, como o número de casos confirmados e a adesão ao distanciamento social. De todo modo, essas simplificações da realidade servem de baliza para autoridades traçarem suas estratégias.

O pesquisador Theo Vos, professor de ciências de métricas de saúde do IHME, explica que “quanto mais distantes no tempo as projeções são, mais incerteza haverá, tendo em vista a dinâmica da doença e a capacidade que as medidas de contenção adotadas terão para afetar o curso da Covid-19”.

Ele explicou à BBC News Brasil que uma das variáveis usadas no modelo matemático do IHME é a do quanto a doença está se espalhando, mais especificamente, o número de pessoas que são contaminadas por alguém infectado com o Sars-CoV-2.

Para estimar essa taxa de contágio, Vos afirma que os cálculos são atualizados e ajustados diariamente a partir do “número oficial de mortes registradas e internações hospitalares e das estimativas do número real de casos na comunidade (que podem ser calculadas observando resultados dos levantamentos de anticorpos, que indicam quem, principalmente no passado, teve a doença”).

A qualidade dos dados tem influência direta na capacidade de previsão dos cálculos, e o país vive nessa área um apagão, segundo palavras de alguns especialistas. Há poucos testes e sobrecarga do sistema de análise e registro oficial de pessoas doentes ou mortas.

A tendência atual é de aceleração da pandemia, ou seja, o Brasil ainda não atingiu o pico de casos, algo que, segundo pesquisadores, deve ocorrer em meados de agosto.

Essas projeções matemáticas de diversas universidades ao redor do mundo que têm sido divulgadas durante a pandemia levam em conta os dados disponíveis naquele momento — e o grau de confiabilidade varia muito entre os países.

Além disso, esse número de mortes divulgado pela Universidade de Washington leva em conta os índices atuais de distanciamento social, que varia de 34% a 47% de adesão a depender do Estado, mas o Brasil parece seguir três caminhos diferentes: reabertura, quarentena flexível e bloqueio total.

Estimativas sobre situação do país

Antes de tentar projetar o mais provável trajeto do Brasil durante a pandemia, os pesquisadores tentam entender a dimensão da situação atual. Mas isso não é uma tarefa simples.

O governo brasileiro não sabe ainda quantos leitos estão ocupados no país por pacientes com covid-19 nas redes pública e privada. O levantamento foi iniciado em meados de março, quando Luiz Henrique Mandetta era ministro ainda.

Também não se sabe ao certo o atual número de pessoas infectadas e mortas por Covid-19 no país.

Segundo o Ministério da Saúde, 739.503 pessoas foram diagnosticadas com o novo coronavírus e 38.406 morreram em decorrência da Covid-19. O Brasil registrou mais de 1,2 mil mortes diárias em 5 dos 10 primeiros dias de junho.

Mas estudos liderados pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontam que o número de pessoas que contraíram o vírus, mas não entraram nas estatísticas porque não foram testadas, pode ser de sete infectadas não testadas para cada diagnóstico oficial.

Há também subnotificação no número de mortes, de pessoas que morreram em decorrência de uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG, quadro de sintomas no qual a doença do novo coronavírus se enquadra, assim como a gripe sazonal), mas não foram testadas para covid-19 ou os resultados estão atrasados. Já há mais de 6 mil mortes acima da média histórica de SRAG.

Reaberturas e lockdowns

O espalhamento da Covid-19 no Brasil começou pelas capitais e agora ganha força no interior do país. Hoje, praticamente todos os municípios do país com mais de 20 mil habitantes já registraram casos da doença. O restante pode não ter pessoas infectadas de fato ou enfrentar também problemas de subnotificação.

Para pesquisadores da UFPel, “existem várias epidemias num único país”, com patamares bastante diferentes de espalhamento da covid-19.

Parte dos Estados e municípios decidiu reabrir a atividade econômica apesar do número de casos estarem em alta e sem implementar o modelo adotado por outros países, que fizeram o mesmo movimento utilizando testes em massa na população e rastreamento e isolamento de infectados e das pessoas com as quais tiveram contato.

O principal fator para a reabertura é o impacto econômico da pandemia, que destruiu quase 8,6 milhões de empregos formais e informais no Brasil. A atividade despencou também por causa do fechamento de empresas e lojas e do medo das pessoas de saírem às ruas.

A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, decidiu reabrir lojas de rua, imobiliárias e shoppings nesta semana. Até pouco tempo atrás, o governador paulista, João Doria, falava em adotar um bloqueio total da circulação de pessoas, mas mudou sua postura e passou a defender a reabertura.

Por outro lado, o Rio de Janeiro vive um vaivém de decretos e decisões judiciais que ora permitem a reabertura, ora determinar o bloqueio total. Praia pode, mas não banho de mar. O governador fluminense, Wilson Witzel, autorizou a reabertura de bares e restaurantes, mas o prefeito da capital do RJ, Marcelo Crivella, barrou a retomada desse segmento econômico.

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Brasil tem 38.701 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 38.701 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta quarta-feira (10), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na terça-feira (9), às 20h, o segundo balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, 9 estados e o DF (CE, GO, MG, MT, MS, PE, RR, SE, TO) divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 13h desta quarta-feira (10):

  • 38.701 mortes
  • 747.561 casos confirmados

(Na terça-feira, 9, às 20h, o balanço indicou: 38.497 mortes, 1.185 nas últimas 24 horas; e 742.084 casos confirmados)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e veículos de imprensa, elogiaram a iniciativa.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Brasil tem 38.701 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa

Mortes por coronavírus no acumulado e por dia no Brasil até 9 de junho — Foto: Editoria de Arte/G1

Mortes por coronavírus no acumulado e por dia no Brasil até 9 de junho — Foto: Editoria de Arte/G1

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 77% em todo o estado em 9/6
  • Alagoas – 79% em todo o estado 9/6
  • Amapá – 98,73% em todo o estado em 9/6
  • Amazonas – 66% em todo o estado em 9/6
  • Bahia – 73% em todo o estado em 9/6
  • Ceará – 77,5% em todo o estado em 9/6
  • Distrito Federal – 77,2% na rede privada e 54,3% na rede pública em 9/6
  • Espírito Santo – 84,59% em todo o estado em 9/6
  • Goiás – 63,5% dos leitos de gestão estadual em todo o estado em 9/6
  • Maranhão –87,92 em todo o estado em 9/6
  • Mato Grosso – 37,6% em todo o estado em 5/6
  • Mato Grosso do Sul – 8,8% em todo o estado em 9/6
  • Minas Gerais – 72% em todo o estado em 9/6
  • Pará – 69% em todo o estado em 9/6
  • Paraíba – 68% em todo o estado em 9/6
  • Paraná – 48% em todo o estado em 9/6
  • Pernambuco – 75% em todo o estado em 9/6
  • Piauí – 60,5% em todo o estado em 9/6
  • Rio de Janeiro – 84% na rede pública e 71% na rede privada em todo o estado em 5/6
  • Rio Grande do Norte – 83% na rede pública e 63% na rede privada em todo o estado em 9/6
  • Rio Grande do Sul – 72,5% em todo o estado em 9/6
  • Rondônia – 77,9% em todo o estado em 3/6
  • Santa Catarina – 62,2% do sistema público em todo o estado em 9/6
  • São Paulo – 62,2% em todo o estado em 9/6
  • Sergipe – 58,9% na rede pública e 96,3% na rede privada em todo o estado em 9/6
  • Tocantins – 60% dos leitos ocupados em 3/6

Roraima não divulga a lotação dos leitos de UTI do estado.

Pacientes recuperados

Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados

UFN° de pacientes recuperadosData de divulgação
Acre4.3369/6
Alagoas10.2909/6
Amapá6.5449/6
Amazonas41.2399/6
Bahia13.4849/6
Ceará48.6599/6
Distrito Federal10.4919/6
Espírito Santo11.8929/6
Goiás1.6294/6
Maranhão25.1209/6
Mato Grosso1.5979/6
Mato Grosso do Sul1.2279/6
Minas Gerais7.3639/6
Pará46.6949/6
Paraíba4.6719/6
Paraná2.7449/6
Pernambuco23.7219/6
Piauí6229/6
Rio de Janeiro56.5529/6
Rio Grande do Norte1.9069/6
Rio Grande do Sul10.4109/6
Rondônia3.3649/6
Roraima1.5699/6
Santa Catarina7.8289/6
São Paulo27.7879/6
Sergipe4.5759/6
Tocantins2.9869/6
Total380.300

Fonte: Secretarias estaduais de Saúde

Dados do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde também divulgou dados nesta segunda-feira (8). Segundo a pasta, houve 679 novos óbitos e 15.654 novos casos, somando 37.134 mortes e 707.412 casos desde o começo da pandemia. Ou seja, um número inferior ao divulgado pelo consórcio. A divulgação, porém, ocorreu horas antes.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita justamente em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

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Brasil tem 849 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de veículos de imprensa; são 37 mil no total

Levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde mostra ainda que houve 19.631 novos casos de Covid-19 em um dia; são 710.887 no total.

Por G1

Veículos de comunicação formam parceria para dar transparência a dados da Covid-19

O Brasil teve 849 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus nas últimas 24 horas, aponta levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, já são mais de 37 mil óbitos pela Covid-19 no país até esta segunda-feira (8). Veja os dados, consolidados às 20h:

  • 37.312 mortes -eram 36.463 até as 20h de domingo (7), uma diferença de 849 óbitos
  • 710.887 casos confirmados; eram 691.256 até a noite de domingo

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e veículos de imprensa, elogiaram a iniciativa.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

 — Foto: Editoria de Arte/G1

— Foto: Editoria de Arte/G1

Brasil tem 849 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de imprensa

Brasil tem 849 mortes por coronavírus em 24 horas, revela consórcio de imprensa

Das 20 cidades com maior mortalidade no Brasil, 12 estão no Amazonas e só quatro fora da Região Norte. No ranking, aparecem cinco capitais, nesta ordem: Belém (1°), Fortaleza (5°), Recife (11°), Manaus (13°) e Rio de Janeiro (15°).

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 82,6% em todo o estado em 4/6
  • Alagoas – 79% em todo o estado 4/6
  • Amapá – 98,84% em todo o estado em 4/6
  • Amazonas – 70% em todo o estado em 3/6
  • Bahia – 71% em todo o estado em 5/6
  • Ceará – 76,30% em todo o estado em 8/6
  • Distrito Federal – 69,5% na rede privada e 42,24% na rede pública em 29/5
  • Espírito Santo – 85,14% em todo o estado em 4/6
  • Goiás – 46,6% dos leitos de gestão estadual, em todo o estado em 3/6
  • Maranhão –96,25% na Grande São Luís, 80,85% no interior e 85,2% em Imperatriz em 2/6
  • Mato Grosso – 37,6% em todo o estado em 4/6
  • Mato Grosso do Sul – 5,4% em todo o estado em 8/6
  • Minas Gerais – 71% em todo o estado em 8/6
  • Pará – 79% em todo o estado em 3/6
  • Paraíba – 67% em todo o estado em 5/6
  • Paraná – 40% em todo o estado em 4/6
  • Pernambuco – 98% em todo o estado em 3/6
  • Piauí – 61% em todo o estado em 24/5
  • Rio de Janeiro – 90% no SUS em todo o estado em 5/6
  • Rio Grande do Norte – 84% na rede pública e 71% na rede privada em 5/6
  • Rio Grande do Sul – 71,9% em todo o estado em 5/6
  • Rondônia – 77,9% em todo o estado em 3/6
  • Santa Catarina – 61,7% do sistema público em todo o estado em 3/6
  • São Paulo – 71% em todo o estado em 5/6
  • Sergipe – 68,3% na rede pública e 85% na rede privada em todo o estado em 4/6
  • Tocantins – 60% dos leitos ocupados em 3/6

Roraima não divulga a lotação dos leitos de UTI do estado.

Testes feitos pelos estados

Número de testes de coronavírus feitos pelos estados

EstadoNº de testesData de divulgação
Acre18.2528/6
Alagoas18.0481º/6
Amapá21.2413/6
Amazonas6.18327/4
Bahia39.94921/5
Ceará152.0578/6
Distrito Federal141.34429/5
Espírito Santo56.8315/6
Goiás12.92530/5
Maranhão66.7173/6
Mato Grosso8.2533/6
Mato Grosso do Sul14.8068/6
Minas Gerais25.2805/6
Pará54.3113/6
Paraíba60.0225/6
Paraná26.06325/5
Pernambuco50.39228/5
Piauí43.1093/6
Rio de Janeiro25.3084/6
Rio Grande do Norte25.4655/6
Rio Grande do Sul12.50826/5
Rondônia18.8913/6
Roraima71823/4
Santa Catarina33.0004/6
São Paulo87.46327/5
Sergipe20.7022/6
Tocantins7.09525/5
Total990.351

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

Rio de Janeiro não divulga o número de testes.

Pacientes recuperados

Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados

EstadosNº de pacientes recuperadosData de divulgação
Acre4.1338/6
Alagoas8.4615/6
Amapá6.1488/6
Amazonas34.5832/6
Bahia11.4645/6
Ceará46.5158/6
Distrito Federal7.3365/6
Espírito Santo9.9195/6
Goiás73826/5
Maranhão23.2728/6
Mato Grosso1.1455/6
Mato Grosso do Sul1.1907/6
Minas Gerais6.8578/6
Pará44.2448/6
Paraíba3.9455/6
Paraná2.2674/6
Pernambuco20.3754/6
Piauí45629/5
Rio de Janeiro41.8382/6
Rio Grande do Norte8.3918/6
Rio Grande do Sul8.3915/6
Rondônia2.6003/6
Roraima1.2306/6
Santa Catarina6.4424/6
São Paulo24.6165/6
Sergipe2.9992/6
Tocantins2.6348/6
Total325.602

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

Dados do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde também divulgou dados nesta segunda-feira (8). Segundo a pasta, houve 679 novos óbitos e 15.654 novos casos, somando 37.134 mortes e 707.412 casos desde o começo da pandemia. Ou seja, um número inferior ao divulgado pelo consórcio. A divulgação, porém, ocorreu horas antes.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita justamente em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

Neste domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

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Pesquisadores estão alertas a risco de vacina contra Covid que piore doença

Renato Santino 

Olhar Digital

Há centenas de vacinas em desenvolvimento contra o novo coronavírus, mas cientistas precisam estar atentos a potenciais efeitos adversos

Uma vacina contra a Covid-19 tem sido apontada como a grande solução para a crise causada pelo coronavírus. No entanto, um dos motivos pelo qual o desenvolvimento de um composto do tipo demora anos é para verificar sua segurança e eficácia. Isso porque uma vacina insegura, em teoria, pode até mesmo tornar o organismo mais vulnerável ao vírus contra o qual tenta imunizar.

Como explica matéria da Nature, esse mecanismo tem nome: Amplificação Dependente de Anticorpos (ou ADE na sigla em inglês). Ele ocorre quando os anticorpos gerados por uma doença ou por uma vacina não neutralizam uma nova infecção, e na verdade facilitam uma nova reentrada do vírus nas células, causando a doença novamente, potencialmente com mais gravidade.

O risco está na forma como os anticorpos agem contra o vírus. Para que eles sejam eficazes para imunizar o corpo contra uma nova infecção, eles devem ter ação neutralizante. No entanto, caso eles sejam não-neutralizantes, eles podem se ligar ao vírus sem serem capazes de inativá-lo, o que na prática faz com que a penetração nas células seja ainda mais fácil.

O primeiro caso documentado de ADE foi conhecido com uma doença bastante familiar entre os brasileiros: a dengue. Em 1977, o virologista Scott Halstead notou algo em animais quando infectados por um dos quatro vírus ligados à doença. Depois de o organismo ser infectado por uma dessas variantes uma vez, a reação era piorada quando ele era atingido por outro vírus desse grupo. Isso também se reflete em humanos e explica por que a segunda infecção é mais perigosa que a primeira e por que é tão difícil desenvolver uma vacina contra a dengue.

A explicação para isso é que, quando uma segunda variação do vírus da dengue entra no organismo, os macrófagos, células do sistema imunológico responsável por inativar um micro-organismo invasor, que tem anticorpos não-neutralizantes, em vez de inutilizar o vírus acabam infectados e servindo como canal para a reprodução do vírus no organismo. Em experimentos in vitro, outros vírus além dos favivírus causadores da dengue também mostraram essa capacidade, inclusive diferentes tipos de coronavírus.

Como nota a publicação, no entanto, esse é um risco apenas teórico no momento. O Sars-Cov-2, causador da Covid-19, pode infectar macrófagos in vitro, mas não há qualquer evidência até o momento de que isso aconteça dentro de seres vivos.

“Esses dados não existem ainda. Em células in vitro, você pode fazer praticamente qualquer vírus apresentar isso utilizando as células corretas, as quantidades de anticorpos corretas e o vírus correto. Mas isso não é significativo, justamente por ser muito artificial”, explica Stan Perlman, um especialista em coronavírus da Universidade de Iowa.

Os especialistas entendem que a ADE pode ser um risco, mas entendem que o risco teórico não é um impeditivo contra o desenvolvimento e pesquisas com a vacina contra a Covid-19 até o momento.

Os poucos testes realizados de vacinas contra coronavírus causadores de outras doenças como Sars e a Mers não deram sinais de ADE, o que também dá aos cientistas um pouco mais de conforto para avançar com os experimentos de uma fórmula contra a Covid-19.

“A maioria dos especialistas observam e reconhecem o risco em potencial, mas não veem evidências o suficiente de que isso pode acontecer em seres humanos”, diz James Crowe, diretor do Centro de Vacinas de Vanderbilt. A posição também é corroborada por Rafi Ahmed, diretor do Centro de Vacinas de Emory. “A possibilidade teórica de ADE existe, mas a questão mais difícil é como conciliar essa preocupação com o avanço da pesquisa. Não existe resposta fácil”.

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Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 8 de junho

As secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 692.363 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 36.505 mortes.

Por G1

Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil nesta segunda-feira (8), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Os principais dados são:

  • 36.505 mortes
  • 692.363 casos confirmados

O Ministério da Saúde divulgou dois balanços divergentes na noite de domingo. No primeiro, apontou 37.312 mortes e 685.427 casos de coronavírus. No segundo, 36.455 mortes e 691.758 casos. Questionado, o ministério não informou a razão da divergência.

Mortalidade

Veja, abaixo, as cidades com maior mortalidade, maior incidência, taxa de ocupação de leitos de UTI, testes feitos pelos estados e pacientes recuperados.

Consulte o número de casos e mortes em sua cidade no Mapa do Coronavírus.

Das 20 cidades com maior mortalidade no Brasil, 12 estão no Amazonas e só quatro fora da Região Norte. No ranking, aparecem cinco capitais, nesta ordem: Belém (1°), Fortaleza (5°), Recife (11°), Manaus (13°) e Rio de Janeiro (15°).

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 82,6% em todo o estado em 4/6
  • Alagoas – 79% em todo o estado 4/6
  • Amapá – 98,84% em todo o estado em 4/6
  • Amazonas – 70% em todo o estado em 3/6
  • Bahia – 71% em todo o estado em 5/6
  • Ceará – 82,72% em todo o estado em 4/6
  • Distrito Federal – 69,5% na rede privada e 42,24% na rede pública em 29/5
  • Espírito Santo – 85,14% em todo o estado em 4/6
  • Goiás – 46,6% dos leitos de gestão estadual, em todo o estado em 3/6
  • Maranhão –96,25% na Grande São Luís, 80,85% no interior e 85,2% em Imperatriz em 2/6
  • Mato Grosso – 37,6% em todo o estado em 4/6
  • Mato Grosso do Sul – 7% em todo o estado em 4/6
  • Minas Gerais – 71% em todo o estado em 3/6
  • Pará – 79% em todo o estado em 3/6
  • Paraíba – 67% em todo o estado em 5/6
  • Paraná – 40% em todo o estado em 4/6
  • Pernambuco – 98% em todo o estado em 3/6
  • Piauí – 61% em todo o estado em 24/5
  • Rio de Janeiro – 90% no SUS em todo o estado em 5/6
  • Rio Grande do Norte – 84% na rede pública e 71% na rede privada em 5/6
  • Rio Grande do Sul – 71,9% em todo o estado em 5/6
  • Rondônia – 77,9% em todo o estado em 3/6
  • Santa Catarina – 61,7% do sistema público em todo o estado em 3/6
  • São Paulo – 71% em todo o estado em 5/6
  • Sergipe – 68,3% na rede pública e 85% na rede privada em todo o estado em 4/6
  • Tocantins – 60% dos leitos ocupados em 3/6

Roraima não divulga a lotação dos leitos de UTI do estado.

Testes feitos pelos estados

Número de testes de coronavírus feitos pelos estados

EstadoNº de testesData de divulgação
Acre15.9884/6
Alagoas18.0481º/6
Amapá212413/6
Amazonas6.18327/4
Bahia39.94921/5
Ceará137.4344/6
Distrito Federal141.34429/5
Espírito Santo56.8315/6
Goiás12.92530/5
Maranhão66.7173/6
Mato Grosso8.2533/6
Mato Grosso do Sul11.7134/6
Minas Gerais23.4614/6
Pará54.3113/6
Paraíba60.0225/6
Paraná26.06325/5
Pernambuco50.39228/5
Piauí43.1093/6
Rio Grande do Norte25.4655/6
Rio Grande do Sul12.50826/5
Rondônia18.8913/6
Roraima71823/4
Santa Catarina33.0004/6
São Paulo87.46327/5
Sergipe20.7022/6
Tocantins7.09525/5
Total999.836

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

Rio de Janeiro não divulgou o número de testes.

Pacientes recuperados

Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados

EstadosNº de pacientes recuperadosData de divulgação
Acre3.2094/6
Alagoas8.4615/6
Amapá5.7665/6
Amazonas34.5832/6
Bahia11.4645/6
Ceará39.2634/6
Distrito Federal7.3365/6
Espírito Santo9.9195/6
Goiás73826/5
Maranhão15.6294/6
Mato Grosso1.1455/6
Mato Grosso do Sul8724/6
Minas Gerais5.6064/6
Pará39.1775/6
Paraíba3.9455/6
Paraná2.2674/6
Pernambuco20.3754/6
Piauí45629/5
Rio de Janeiro41.8382/6
Rio Grande do Norte1.8243/6
Rio Grande do Sul8.3915/6
Rondônia2.6003/6
Roraima1.2304/6
Santa Catarina6.4424/6
São Paulo24.6165/6
Sergipe2.9992/6
Tocantins1.9335/6
Total302.084

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

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Brasil se une à Coreia do Norte e à Venezuela ao omitir dados da Covid-19

Bolsonaro afirma que não informar total de mortos é ‘melhor para o Brasil’. Autoridades criticam decisão do governo brasileiro.

Por RFI

A decisão do governo brasileiro de passar a omitir o balanço geral de óbitos da Covid-19 a partir deste sábado (6) coloca o país ao lado da Venezuela ou do regime mais fechado do mundo, a Coreia do Norte, na gestão da transparência das estatísticas da pandemia.

“Ocultar e manipular dados é estratégia de regimes autoritários que deve ser rechaçada com veemência”, denunciou a organização Transparência Internacional.

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, a decisão de não informar o total de mortes é “melhor para o Brasil”. O site do Ministério da Saúde, responsável pela publicação dos dados nacionais, ficou horas fora do ar na tarde de sábado (6). Ao retornar, reapareceu modificado: apenas o número de mortes das últimas 24 horas é mencionado.

Em nota, republicada por Bolsonaro, o ministério explicou que a mudança “permite acompanhar a realidade do país”. “Ao acumular dados, além de não indicar que a maior parcela já não está com a doença, não retratam o momento do país. Outras ações estão em curso para melhorar a notificação dos casos e confirmação diagnóstica”, afirma o texto, que argumenta ainda que a atraso na divulgação dos dados ­­– agora feita às 22h – é para “evitar subnotificação”.

Números venezuelanos são ‘falsos’, segundo ONG

No mundo, apenas a Coreia do Norte não informa as estatísticas da pandemia. Já a Venezuela divulga informações subestimadas sobre o alcance do vírus, de acordo com observadores internacionais. Em maio, quando o governo de Nicolás Maduro relatou 10 mortes no país, a organização Human Rights Watch denunciou que os números oficiais são “falsos” e “absurdos”. Situação semelhante é encontrada na Arábia Saudita.

Por conta do apagão no site do Ministério da Saúde, a universidade americana Johns Hopkins, referência no monitoramento de casos de Covid-19 no mundo, chegou a retirar o Brasil dos seus gráficos, atualizados em tempo real e baseados nos números oficiais. A doença já deixou mais de 3.930 mil vítimas fatais no país, das quais pelo menos 904 de sexta para sábado.

As reações à modificação da publicação das estatísticas não tardaram. O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento extrajudicial para apurar as razões da mudança. A pasta federal terá 72 horas para dar explicações.

Gilmar Mendes: ‘truque não isenta responsabilidade pelo eventual genocídio’

Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota de repúdio. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes declarou, pelo Twitter, que “a manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários” e “o truque não vai isentar a responsabilidade pelo eventual genocídio”.

Também o ex-ministro da Saúde Luiz Mandetta disse que a mudança corresponde a uma “lealdade militar extrema, mesmo que burra e genocida”. “Militares estão acostumados a construir grandes bunkers de segredos intransponíveis. Numa guerra contra vírus e bactérias, nas guerras da saúde, a informação compõe a primeira linha de defesa do indivíduo”, afirmou Mandetta, durante uma live mediada por Gilmar Mendes, no canal do IDP (Instituto de Direito Público).

Mandetta foi demitido por Bolsonaro depois de insistir na importância das medidas de quarentena para controlar a pandemia no país. “Sem informar da maneira correta, o Estado pode ser mais nocivo do que o vírus”, resumiu.

No mundo, a pandemia de coronavírus matou mais 397 mil pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. O balanço deve ultrapassar a barreira de 400 mil óbitos neste domingo (7).

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Coronavírus: o que é a imunidade cruzada e por que ela pode ser a chave no combate à covid-19

Estudo publicado recentemente apresenta uma hipótese esperançosa na luta contra a covid-19: ter superado outros coronavírus pode deixar alguma imunidade no corpo.

Por BBC

Por que algumas pessoas infectadas com o novo coronavírus apresentam apenas sintomas leves ou ficam assintomáticas? É uma das grandes dúvidas que a comunidade científica está tentando esclarecer sobre a covid-19.

Para responder a essa e outras perguntas sobre o novo coronavírus, especialistas de todo o mundo estão tentando entender como nosso sistema imunológico responde quando é atacado pelo SARS-CoV-2.

Um estudo publicado recentemente na revista Cell apresenta uma hipótese esperançosa: ter superado outros coronavírus pode deixar alguma imunidade no corpo.

Isso é conhecido como imunidade cruzada.

Antes de explicar melhor esse conceito, é importante revisar quais tipos de imunidade existem.

Inata e adaptativa

Imunidade é o conjunto de mecanismos que nos protegem de infecções. É uma complexa rede de células, órgãos e tecidos que trabalham juntos para se defender contra microrganismos e substâncias tóxicas que podem nos deixar doentes.

Existem dois tipos de imunidade: inata e adaptativa.

A resposta inata é a primeira a se desenvolver e geralmente é eficaz na eliminação de diferentes tipos de invasores.

“É composta pelo conjunto de barreiras, sensores e atores que participam de maneira mais ou menos específica no bloqueio da entrada de todos os agentes infecciosos aos quais estamos continuamente expostos ao longo do dia”, explica à BBC News Mundo Estanislao Nistal, virologista e professor de microbiologia na Universidade CEU San Pablo, em Madri, Espanha.

Já a imunidade adaptativa “estabelece uma resposta específica contra o agente infeccioso específico ou contra as células que abrigam esse microrganismo”.

Essa resposta leva vários dias para chegar.

A resposta adaptativa é dividida em dois ramos: imunidade derivada de anticorpos, também denominada imunidade humoral, e imunidade celular exercida por células chamadas linfócitos T (ou células T).

Memória

Uma característica particular da resposta adaptativa é que ela deixa memória. Ou seja, lembra dos patógenos com os quais seu corpo entrou em contato no passado e, portanto, saberá combatê-los no futuro.

“A partir do momento em que nascemos, somos confrontados com muitos agentes infecciosos. E o corpo precisa saber como reagir de maneira específica contra o que é estranho e o que pode causar uma patologia”, diz Nistal.

“Quando nos deparamos com um agente infeccioso pela primeira vez, normalmente a resposta que ativamos é uma resposta muito boa, que produz um tipo de memória capaz de durar a vida inteira”, explica o virologista.

É aí que entra o conceito de imunidade cruzada, que consiste na capacidade de alguns dos linfócitos envolvidos na resposta adaptativa (linfócitos ou células B ou T) em reconhecer sequências de um vírus, bactéria ou agente infeccioso e ser capaz de identificá-las no futuro em outro agente infeccioso.

Mas o SARS-CoV-2 é um novo vírus, então pode haver imunidade cruzada?

Família de coronavírus

O SARS-CoV-2 pertence à família dos coronavírus. Existem sete coronavírus identificados, mas, destes, a população está exposta a quatro tipos anualmente, que o professor Nistal chama de “coronavírus sazonais”.

Em geral, o que acontece com esses coronavírus é que a maioria das pessoas não apresenta complicações graves – e o mais normal é que eles produzam resfriados, explica o virologista.

“E esses resfriados normalmente ativam os linfócitos que temos, que foram ativados anteriormente”.

Pesquisadores do Instituto de Imunologia La Jolla, na Califórnia, autores do estudo publicado na revista Cell, usaram amostras de sangue coletadas entre 2015 e 2018 de pessoas que haviam superado os coronavírus sazonais, mas que, pelas datas, ainda não podiam ter sido expostas ao novo SARS-CoV-2.

O que eles fizeram com essas amostras foi colocá-las em contato com sequências ou fragmentos do SARS-CoV-2, e eles viram que havia uma reativação celular.

“O que os pesquisadores veem é que existem linfócitos, tanto B quanto T, capazes de reconhecer esses fragmentos e ativar”, diz Nistal. “Isso é o que significa que eles têm imunidade cruzada”.

O resultado, para o especialista, era “bastante esperado”, porque, embora seja um novo vírus, “possui cerca de 80% de homologia com Sars (sigla em inglês para síndrome respiratória aguda grave, que apareceu em 2002) e entre 40 e 60% de homologia com coronavírus circulantes ou sazonais”.

“Se você analisar a sequência de aminoácidos que as proteínas virais produzem, perceberá que existem áreas muito diferentes entre os coronavírus circulantes e esse SARS-CoV-2, mas existem áreas altamente conservadas. E, portanto, espera-se que um linfócito que reage contra essa sequência também possa reagir contra a sequência SARS-CoV-2”.

Para o especialista, isso explicaria, em parte, por que existem pessoas com sintomas muito leves ou mesmo sem sintomas. “Outra parte também seria explicada pela imunidade inata”, diz ele.

E o que nos diz em relação a uma possível vacina para o novo coronavírus?

Proteção para o futuro

Para Estanislao Nistal, esse estudo tem uma implicação importante.

Se as vacinas que começaram a ser desenvolvidas contra a Sars e depois foram abandonadas tivessem sido desenvolvidas, “elas poderiam ter servido para nos proteger do novo vírus (não para que não fôssemos infectados, porque os linfócitos T não bloqueiam inicialmente a entrada do vírus na célula, mas ajudam a destruí-lo)”, explica Nistal.

“Portanto, a primeira lição a ser aprendida com tudo isso é que, quando você inicia algo, deve ser concluído. Só porque não há agente infeccioso não significa que ele não existirá no futuro, especialmente com o coronavírus”.

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Com mais 1.004 pacientes e 71 óbitos por Covid-19, PE registra 38.511 casos e 3.205 mortes

Segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde nesta sexta (5), estado contabiliza 15.497 casos graves da doença causada pelo novo coronavírus e 23.014 quadros leves.

Por G1 PE

Pernambuco chega a 38.511 casos confirmados e 3.205 mortes por Covid-19

Mais 1.004 casos e 71 óbitos por Covid-19 foram registrados em Pernambuco nesta sexta-feira (5), de acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Com isso, o estado chegou a 38.511 confirmações e 3.205 mortes por essa doença causada pelo novo coronavírus .Esses registros começaram em março, com o início da pandemia.

Dessas novas confirmações, 205 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 799 como leves. Ao todo, até esta sexta-feira (5), Pernambuco contabilizou 38.511 casos da Covid-19, sendo 15.497 graves e 23.014 leves.

Com relação às 71 mortes, elas ocorreram desde o dia 13 de abril, segundo a SES. Os detalhes epidemiológicos, como municípios onde ocorreram os óbitos e as faixas etárias e comorbidades das vítimas, serão repassados à noite pelo governo estadual.

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Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 5 de junho

As secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 621.877 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 34.212 mortes. Brasil passou a Itália e é o 3º com mais vítimas no mundo.

Por G1

Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil nesta sexta-feira (5), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Foram registradas 34.212 mortes provocadas pela Covid-19 e 621.877 casos confirmados da doença em todo o país.

O Brasil passou a Itália em número de mortes na quinta-feira (5) e é o 3º com mais vítimas do coronavírus no mundo.

O balanço do Ministério da Saúde, divulgado com atraso novamente nesta quinta, registrou novo recorde com 1.473 óbitos registrados em um dia, totalizando 34.021 mortos e 614.941 casos.

Das 20 cidades com maior mortalidade no Brasil, 12 estão no Amazonas e só quatro fora da Região Norte. No ranking, aparecem cinco capitais, nesta ordem: Belém (1°), Fortaleza (5°), Recife (11°), Manaus (13°) e Rio de Janeiro (15°).

Taxa de ocupação de leitos de UTI

  • Acre – 82,6% em todo o estado em 4/6
  • Alagoas – 79% em todo o estado 4/6
  • Amapá – 98,84% em todo o estado em 4/6
  • Amazonas – 70% em todo o estado em 3/6
  • Bahia – 70% em todo o estado em 4/6
  • Ceará – 82,72% em todo o estado em 4/6
  • Distrito Federal – 69,5% na rede privada e 42,24% na rede pública em 29/5
  • Espírito Santo – 85,14% em todo o estado em 4/6
  • Goiás – 46,6% dos leitos de gestão estadual, em todo o estado em 3/6
  • Maranhão –96,25% na Grande São Luís, 80,85% no interior e 85,2% em Imperatriz em 2/6
  • Mato Grosso – 17,9% em todo o estado em 4/6
  • Mato Grosso do Sul – 7% em todo o estado em 4/6
  • Minas Gerais – 71% em todo o estado em 3/6
  • Pará – 79% em todo o estado em 3/6
  • Paraíba – 69% em todo o estado em 3/6
  • Paraná – 40% em todo o estado em 4/6
  • Pernambuco – 98% em todo o estado em 3/6
  • Piauí – 61% em todo o estado em 24/5
  • Rio de Janeiro – 86% em todo o estado em 24/5
  • Rio Grande do Norte – 84% em 4/6
  • Rio Grande do Sul – 72,9% em todo o estado em 4/6
  • Rondônia – 77,9% em todo o estado em 3/6
  • Santa Catarina – 61,7% do sistema público em todo o estado em 3/6
  • São Paulo – 71,4% em todo o estado em 4/6
  • Sergipe – 56,7% do sistema público em todo o estado em 2/6
  • Tocantins – 60% dos leitos ocupados em 3/6

Roraima não divulgou a lotação dos leitos de UTI do estado.

Testes feitos pelos estados

Número de testes de coronavírus feitos pelos estados

EstadoNº de testesData de divulgação
Acre15.9884/6
Alagoas18.0481º/6
Amapá212413/6
Amazonas6.18327/4
Bahia39.94921/5
Ceará137.4344/6
Distrito Federal141.34429/5
Espírito Santo54.4364/6
Goiás12.92529/5
Maranhão66.7173/6
Mato Grosso8.2533/6
Mato Grosso do Sul11.7134/6
Minas Gerais23.4614/6
Pará54.3113/6
Paraíba53.0893/6
Paraná26.06325/5
Pernambuco50.39228/5
Piauí43.1093/6
Rio Grande do Norte25.3084/6
Rio Grande do Sul12.50826/5
Rondônia18.8913/6
Roraima71823/4
Santa Catarina33.0004/6
São Paulo87.46327/5
Sergipe20.7022/6
Tocantins7.09525/5
Total990.351

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

Rio de Janeiro não divulgou o número de testes.

Pacientes recuperados

Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados

EstadosNº de pacientes recuperadosData de divulgação
Acre3.2094/6
Alagoas7.8764/6
Amapá5.2684/6
Amazonas34.5832/6
Bahia8.4304/6
Ceará39.2634/6
Distrito Federal6.3733/6
Espírito Santo9.1924/6
Goiás73826/5
Maranhão14.0143/6
Mato Grosso10654/6
Mato Grosso do Sul8724/6
Minas Gerais5.6064/6
Pará35.9694/6
Paraíba3.1753/6
Paraná2.2674/6
Pernambuco20.3754/6
Piauí45629/5
Rio de Janeiro41.8382/6
Rio Grande do Norte1.8243/6
Rio Grande do Sul8.1604/6
Rondônia2.6003/6
Roraima1.2304/6
Santa Catarina6.4424/6
São Paulo23.0003/6
Sergipe2.9992/6
Tocantins1.8284/6
Total288.652

Fonte: secretarias estaduais de Saúde

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