Maioria dos estados não tem informação sobre raça das vítimas de Covid-19; parte não divulga quantidade de testes sem resultado

Levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa mostra que apenas oito estados divulgam dados raciais dos doentes e mortos pelo coronavírus. Para especialistas, informação é fundamental para que seja pensada uma política pública de saúde com equidade. Em 12 estados, o boletim não informa os testes inconclusivos, ou seja, sem resultado definitivo, o que impossibilita traçar panorama preciso da Covid-19. Raio X mostra principais informações coletadas.

Por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL

A maioria dos estados não divulga à população os dados sobre as raças das vítimas de Covid-19 no Brasil. Apenas oito têm os dados disponíveis e acessíveis. É o que mostra um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa formado por G1, O Globo, Extra, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL.

Para especialistas, a informação é fundamental para que seja pensada uma política de saúde com equidade.

Além disso, 12 estados não divulgam, em seus boletins, informações sobre testes inconclusivos, ou seja, sem resultado definido. Trata-se de um dado relevante, especialmente para o acompanhamento do panorama da Covid-19 no país.

Considerando que há subnotificação e falta testagem em massa, o número de exames na fila, isto é, aguardando definição é um dos componentes que pode revelar com maior precisão a situação de cada estado. Mostrar um eventual aumento de casos suspeitos e os gargalos na testagem podem apontar, por exemplo, se o ritmo de avanço da pandemia é mesmo o apresentado nas notificações diárias.

“Como é que a gente se planeja sem saber o tamanho do problema? Se falta informação, é difícil planejar qualquer coisa. Aliás, planejamento estratégico é algo que falta desde o começo: tem que olhar os dados e construir algum tipo de política, mas está difícil. Mesmo testando pouco, chegamos a 1 milhão [de casos]. E neste momento de relaxamento é quando deveríamos fazer ainda mais testes, e de forma integrada: se achar um caso em uma família, isolar e acompanhar estes outros contatos diretos, para quebrar a cadeia de transmissão. Isso não está sendo feito. Esta seria a hora de aumentar muito o número de testes, e é o que outros países estão fazendo”, afirma Diego Xavier, epidemiologista do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz.

O Brasil passou de 50 mil mortes neste sábado (20).

Raio X da transparência

O levantamento feito pelo consórcio teve como objetivo fazer um raio X sobre a divulgação dos dados de Covid-19 por cada estado do país.

Foram pesquisadas as seguintes informações:

  • Existe um portal com os dados?
  • A divulgação é feita só no portal ou por algum outro meio?
  • Quantas vezes os números são atualizados por dia?
  • Qual o horário dessa divulgação?
  • Há informações consolidadas de casos e mortes desde o início da pandemia?
  • Há dados por município?
  • Há informações sobre a idade das vítimas?
  • Há informações sobre o sexo das vítimas?
  • Há informações sobre a raça das vítimas?
  • Há informações atualizadas sobre o número de testes feitos?
  • Há informações atualizadas sobre a quantidade de testes inconclusivos ou não processados?
  • Há informações atualizadas sobre a ocupação de leitos de UTI?
  • Os dados disponíveis podem ser baixados em formato de planilha?

O levantamento mostra que todos os 26 estados e o Distrito Federal contam com um portal na internet para divulgação dos dados. E que, além disso, uma boa parte ainda publica os dados nas redes sociais e envia por e-mail e WhatsApp.

Todos também informam os casos e mortes por município.

Apesar de não haver uma padronização, todos têm ainda algum tipo de dado sobre a idade e o sexo das vítimas. Em Roraima, por exemplo, há apenas dados referentes a grupos etários, e não as idades em si. No Pará, há apenas gráficos com essa informação. E no Amazonas, não há um detalhamento, apenas números gerais dispostos. No geral, porém, a informação é coletada e divulgada.

O horário dos boletins das secretarias da Saúde varia muito, o que impede que exista uma consolidação numa hora específica. No consórcio, são feitas três divulgações diárias: às 8h, às 13h e às 20h. A ideia é justamente conseguir obter os números mais atualizados, já que não há um padrão por parte dos órgãos estaduais.

São 17 estados que divulgam os dados apenas uma vez ao dia, nos horários mais variados possíveis. Enquanto Minas Gerais publica sempre às 10h, Roraima sempre passa os dados após as 19h30, por exemplo.

Já Goiás divulga os dados de hora em hora. No Ceará, há três boletins por dia. E no DF, um às 12h e um às 18h.

São poucos os estados também que não têm informações atualizadas sobre a ocupação de leitos na UTI. O que acontece é que parte não possui a distinção entre os leitos públicos e privados. E alguns simplesmente não têm os dados dos particulares.

Seis estados (AL, BA, DF, MT, RR e SC) não permitem que os dados sejam baixados em formatos de planilha. Outros três (PA, PB e SE) possibilitam, mas para apenas parte das informações.

Para a diretora-executiva da Open Knowledge Brasil, Fernanda Campagnucci, houve uma melhora por parte dos estados durante a pandemia. A entidade faz uma avaliação do nível de transparência de cada um dos estados.

“Três meses depois do início da crise, apenas 64% dos estados estão divulgando microdados, formato que permite fazer as análises mais aprofundadas e as projeções. Embora tenham melhorado, dados de ocupação de leitos e de capacidade de testagem seguem sendo gargalos — o que é grave, agora que os estados estão reabrindo suas atividades”, afirma.

“Há problemas de frequência de atualização e de inconsistência entre diferentes fontes, entre governo federal e estados e às vezes dentro do próprio estado, entre bases e plataformas distintas. Há muito pouca transparência ainda sobre as metodologias de coleta de dados e as definições sobre o que o dado considera”, diz Fernanda. Segundo ela, a Open Knowledge Brasil fará uma próxima fase da avaliação no início de julho e também vai passar a incluir capitais.

Raça e saúde

O levantamento feito pelo consórcio aponta que apenas oito estados (AL, AM, CE, ES, PR, RN, RO e RS) divulgam dados raciais sobre as vítimas da Covid-19.

A pesquisadora Emanuelle Góes, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia, afirma que é importante coletar dados sobre raça, gênero, faixa etária, entre outras informações, para que seja possível entender o perfil populacional das pessoas atingidas pela pandemia, avaliar as políticas públicas em curso e planejar novas estratégias de atendimento.

“Desagregação por raça e cor tem a ver com pensar política de saúde com equidade e com superação das desigualdades. Na pandemia, isso se torna urgente”, afirma Góes.

“É uma estratégia de superação do racismo na saúde e das desigualdades raciais no país. Só pode pensar essas coisas se tiver essas informações desagregadas. Então a importância é nesse sentido de evidenciar o racismo na saúde e pensar política de saúde para superar ou mesmo para mostrar que a gente superou o racismo em alguns sentidos.”

Por isso, para a pesquisadora, essa falha é grave, já que dificulta o acompanhamento da doença, das mortes e dos acessos aos serviços de saúde pelos diferentes grupos raciais. Consequentemente, não é possível avaliar se alguma política específica surtiu efeito nos atendimentos prestados nem é possível determinar quais políticas devem ser implementadas.

“É importante ter a informação de taxa de mortalidade por raça. Tem que ter essa variável [raça] não só em determinadas situações, mas em várias etapas do atendimento. Testagem, notificação, hospitalização e o óbito”, afirma.

A maior parte dos estados com dados disponíveis sobre raça, porém, apresenta informações básicas sobre o assunto, como o total de casos confirmados e de óbitos por raça. Não há informações sobre testes e hospitalizações.

Já muitos dos que não possuem nenhuma informação afirmam que raça não é uma variável que consta dos boletins preenchidos pelas unidades de saúde.

Fernanda Campagnucci diz que o preenchimento do dado de raça/cor/etnia é muito falho. “Quando a sociedade cobra e os governos orientam na ponta, isso pode ser melhorado.”

“A inserção depende da autonomia e do engajamento dos municípios e dos estados. (…) Então, além de cobrar visibilidade, tem que cobrar também [a inserção] desse quesito”, diz Emanuelle Góes.

“Quando não há a percepção por parte dos profissionais que estão na ponta preenchendo esse dado que essa informação é fundamental para as políticas públicas, não há um incentivo para a coleta adequada. Cabe aos gestores fazerem essa sensibilização. Mas não vemos por parte do Ministério da Saúde uma liderança nesse sentido”, completa Fernanda.

Procurado, o ministério afirma que o campo raça/cor é indicado como essencial no preenchimento das notificações de casos e óbitos da Covid-19 no Brasil pelas secretarias de Saúde. “No momento estão sendo feitos ajustes para que essas informações sejam de preenchimento obrigatório a partir da semana que vem.”

Uma portaria do próprio órgão, de 2017, estabelece que “a coleta do quesito cor e o preenchimento do campo denominado raça/cor são obrigatórios aos profissionais atuantes nos serviços de saúde”.

Para o infectologista Hélio Bacha, do Hospital Albert Einstein, a ausência dos dados revela “uma tentativa de esconder” o preconceito racial.

“Nós precisaríamos estudar as desigualdades, porque esta condição desigual é acima de tudo antiética. Se as secretarias tivessem estes dados, a desigualdade ficaria mais do que clara. A única forma que temos de avançar neste assunto é primeiro medir, conhecer o problema.”

“A falta de preocupação ao coletar estes dados mostra como governos estaduais não estão empenhados em combater o racismo”, afirma Manoel Galdino, diretor-geral da Transparência Brasil, organização que combate a corrupção e promove o controle social do poder público. “Essa informação é muito importante para fazer políticas públicas que enfrentam a desigualdade racial. A gente sabe que as pessoas negras são proporcionalmente mais afetadas pela Covid-19, isso fica claro nos estados que coletam esses dados.”

População negra é historicamente mais vulnerável — Foto: Reprodução/TV Globo

População negra é historicamente mais vulnerável — Foto: Reprodução/TV Globo

População negra: mais vulnerável

A diferenciação racial é importante, segundo Emanuelle Góes, porque negros e brancos têm indicadores sociais, contextos econômicos e habitacionais diferentes.

“A gente observa que o número de hospitalizações para pessoas brancas é maior, mas o de mortalidade é maior para a população negra”, diz. “A população negra, em geral, está nas franjas das cidades, nas periferias, e periferia não tem acesso a serviço de saúde, principalmente de média e alta complexidade, que é o que a Covid-19 tem demandado.”

Outro motivo, segundo a pesquisadora, é que muitas pessoas negras têm resistência a procurar serviços de saúde. “É um espaço que discrimina, que pratica o preconceito racial. As pessoas podem até não ter a consciência de que é por isso que estou falando, mas esperam mais tempo para procurar o serviço por conta disso”, diz.

Além disso, a pesquisadora afirma que o tratamento em si também pode ser diferente entre os grupos raciais. “Falando de outras experiências e outros estudos sobre saúde pública, posso dizer que o serviço não é resolutivo para a população negra por conta do racismo institucional.”

Por conta dessas características, Góes afirma que é essencial considerar a análise de dados raciais no acompanhamento das políticas públicas — e das de saúde, especificamente. “Racismo é uma questão central no nosso país. A gente o vivencia no sistema que estrutura a vida das pessoas no país. Por isso, a gente precisa da informação a nível populacional.”

Em um comunicado feito no início deste mês, a própria Organização das Nações Unidas fez um alerta para o “impacto desproporcional” da pandemia em minorias raciais.

“Os dados nos mostram um impacto devastador da Covid-19 sobre pessoas de ascendência africana, bem como minorias étnicas em alguns países, incluindo Brasil, França, Reino Unido e Estados Unidos”, disse a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet.

Segundo ela, este impacto resulta de múltiplos fatores relacionados à marginalização, discriminação e acesso à saúde destas populações.

Em São Paulo, dados apontam que pessoas pretas têm 62% mais chance de morrer pela doença do que pessoas brancas.

Outro estudo da PUC-Rio também mostra que as chances de um paciente preto ou pardo e analfabeto morrer em decorrência do novo coronavírus no Brasil são 3,8 vezes maiores do que as de um paciente branco e com nível superior.

A comparação feita pelos pesquisadores mostra que, entre os pacientes internados de cor branca, 62,07% se recuperaram, enquanto 37,93% morreram. Entre pretos e pardos, a situação se inverte: são 54,78% de mortes e 45,22% de recuperados.

Vidas negras importam

Discussões sobre racismo e raça ganharam destaque nas últimas semanas em todo o mundo, capitaneadas principalmente pela onda de protestos que tomou os Estados Unidos após a morte do ex-segurança negro George Floyd por um policial em Minneapolis, em 25 de maio.

O americano morreu asfixiado após ter o pescoço prensado pelo joelho do policial Derek Chauvin por 8 minutos e 46 segundos. Um vídeo que mostra o momento da sua morte circulou pela internet, aumentando a visibilidade do caso e gerando indignação.

Nos dias seguintes, diversas cidades do país registraram protestos por conta da violência policial cometida contra a população negra.

Chauvin foi expulso da polícia e foi acusado de homicídio em segundo grau (assassinato intencional não premeditado, quando o autor tem intenção de causar danos corporais à vítima). Os protestos, porém, continuaram ganhando força, ampliando suas reivindicações para reformas dos sistemas de segurança e vigilância vigentes nas cidades americanas.

Assim como diversos outros países do mundo, o Brasil também registrou protestos antirracistas nas últimas semanas, destacando não apenas o assassinato de Floyd, mas casos de violência policial cometidas no próprio país.

Um deles resultou na morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, durante uma operação conjunta das polícias Federal e Civil no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro, em 18 de maio.

De acordo com relatos de parentes de João Pedro, a polícia invadiu a casa do adolescente e “saiu atirando”. Um dos presentes gritou que só havia crianças na residência, deitadas no chão e com as mãos para cima.

Outros casos também levantaram discussões sobre o racismo existente no Brasil nas últimas semanas, como o do menino Miguel da Silva, de 5 anos. A criança morreu ao cair do 9º andar de um edifício de luxo no Recife, após a mãe, que trabalhava como empregada no local, descer para passear com o cachorro da família e deixar o menino aos cuidados da patroa, Sari Côrte Real.

Em um dos protestos realizados para cobrar justiça pelo caso, manifestantes seguravam cartazes com frases como “vidas negras importam” e “cinco unhas valem mais do que cinco anos de um preto”.

A última frase é uma alusão ao fato de que Sari Real estava com uma manicure em seu apartamento quando deixou Miguel entrar no elevador para procurar a mãe.

Os casos geraram discussões sobre racismo não apenas nos protestos e nas ruas, mas na imprensa. Em uma dessas discussões, publicada pelo G1, o psicólogo e doutor em educação Hugo Monteiro afirma que casos como o de Miguel, de João Pedro e de George Floyd mostram “nitidamente uma ideia de inferioridade em relação à posição étnica e racial dessas pessoas”.

“O racismo é extremamente violento e está no nosso dia a dia, no nosso cotidiano. Cotidianamente, nós negros passamos por situações racistas. É uma estrutura que nos afeta e violenta muito a nossa natureza mental, provoca sofrimento diverso em quem passa pela situação. Precisamos enfrentar com lucidez, com sabedoria, com compreensão.”

Veja se o estado divulga informações raciais e dados de testes inconclusivos e a explicação de cada secretaria:

Acre: Não há informações sobre raça das vítimas, mas há sobre a quantidade de testes ainda sem resultado. A Secretaria de Estado da Saúde diz que, inicialmente, a informação sobre raça não estava sendo coletada. Ela era acrescida ao e-SUS posteriormente. Porém, segundo a secretaria, os dados raciais são fornecidos apenas nos testes rápidos, não tendo esse registro pelo teste RT-PCR, no Mérieux. Por isso, a informação sai incompleta.

Alagoas: As informações sobre raça são informadas nos informes epidemiológicos sobre a doença e nos dados mais detalhados sobre as vítimas, disponibilizados pelo governo em um portal exclusivo sobre o assunto. Não há, porém, dados de testes inconclusivos.

Amapá: Não há informações sobre raça das vítimas, mas há sobre os testes represados. O levantamento com dados de raças é feito pelos municípios, que nem sempre coletam o dado na ficha de notificação, informa a pasta.

Amazonas: As informações sobre raça são informadas, mas não há detalhamento. Apenas são disponibilizados os números gerais. As informações sobre testes sem resultados são disponibilizadas.

Bahia: Não há informações sobre raça das vítimas, mas é divulgada a informação dos exames detectáveis, inconclusivos e não detectáveis.

Ceará: As informações sobre raça são informadas; a quantidade de testes inconclusivos, também.

Distrito Federal: Não há informações sobre raça das vítimas. A Secretaria de Saúde afirma que não divulga informações pessoais das vítimas e que tal divulgação é vedada, conforme disposto na portaria nº 231, de 8 de abril de 2020.

Espírito Santo: As informações sobre raça são informadas e a de testes inconclusivos, também. A Secretaria de Saúde do Espírito Santo afirma que está em primeiro lugar nos rankings de transparência elaborados pelas ONGs Transparência Internacional Brasil e Open Knowledge Brasil. Diz também que disponibiliza no portal a prestação de contas de gastos emergenciais relacionados à pandemia.

Goiás: Não há informações sobre raça das vítimas. Sobre os testes, diariamente não há divulgação, apenas no boletim epidemiológico semanal. Segundo a Secretaria de Saúde, como os dados sobre raça não constituem um campo obrigatório de preenchimento nos formulários do E-Sus e Sivep-Gripe (no momento da internação), a informação é pouco preenchida. Portanto, trata-se de um dado incompleto. A secretaria afirma que tem atuado junto aos municípios e instituições que notificam os casos para que eles preencham as fichas com a maior quantidade de informações a que tiverem acesso.

Maranhão: Não há informações sobre raça das vítimas, mas há informações parciais sobre os testes em análise.

Mato Grosso: Não há informações sobre raça das vítimas, mas há sobre as amostras em análise. Segundo a Secretaria de Saúde, a nota informativa com os dados sobre a Covid-19 é padronizada por meio de um sistema que fornece estritamente as informações que constam do boletim.

Mato Grosso do Sul: Não há informações sobre raça das vítimas, mas há sobre os testes sem resultado. A Secretaria de Saúde afirma que possui os dados sobre raça, mas que a “plataforma está em construção e em uma próxima etapa de atualização poderá ter essa informação adicionada, assim como outras de relevância”.

Minas Gerais: Não há informações sobre raça das vítimas, apenas sobre os testes. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais diz que analisa a possibilidade de divulgar dados separados sobre raça e cor e que fez nota técnica para “sensibilizar e orientar os gestores municipais sobre a importância do preenchimento das características de raça, cor e etnia nas fichas de notificação da Covid-19”.

Pará: Não há informações sobre raça das vítimas. Sobre os teses, há informações parciais.

Paraíba: Não há informações sobre raça das vítimas, mas há informações parciais sobre os testes inconclusivos ou não processados.

Paraná: As informações sobre raça e testes inconclusivos ou não processados são divulgadas.

Pernambuco: Não há informações sobre raça das vítimas nem sobre os testes sem resultado.

Piauí: Não há informações sobre raça das vítimas nem informações sobre a quantidade de testes inconclusivos.

Rio de Janeiro: Não há informações sobre raça das vítimas nem sobre testes não processados ou inconclusivos. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro diz que não existe determinação para que sejam disponibilizados dados sobre raça e que informa a taxa de ocupação de leitos de UTI e o número de testes realizados aos veículos de imprensa que solicitam a informação.

Rio Grande do Norte: As informações sobre raça são informadas nos informes epidemiológicos sobre o coronavírus divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública. Há informações de raça tanto entre os casos confirmados, quanto entre as mortes. O boletim, porém, apresenta apenas o percentual de exames com resultados positivos e negativos.

Rio Grande do Sul: Os dados sobre raça não aparecem no painel sobre Covid-19 do governo, mas constam de um boletim semanal que analisa o impacto da doença no Estado. O estado, por outro lado, não divulga informações sobre testes ainda sem resultado.

Rondônia: Não há informações sobre raça das vítimas, mas são especificados os testes à espera do resultado.

Roraima: Não há informações sobre raça das vítimas nem sobre testes represados. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) diz que a construção do boletim epidemiológico sobre a Covid-19 se dá pela consolidação de variáveis similares aos produzidos nos boletins divulgados pelo Ministério da Saúde e outras secretarias, tendo cada Coordenadoria de Vigilância em Saúde autonomia total na condução desta construção e os componentes que estarão presentes no mesmo. Afirma ainda que a utilização das variáveis pertinentes à análise epidemiológica, que são expostas no boletim, são aquelas disponibilizadas pelos sistemas de informações oficiais. “A Sesau tem trabalhado para garantir transparência e agilidade na divulgação de dados no âmbito do coronavírus. Por se tratar de uma situação ímpar, a pasta busca, diariamente, aprimorar a forma com que as informações são passadas à população e imprensa.”

Santa Catarina: Não há informações sobre raça das vítimas, mas há sobre os testes em análise. A Secretaria de Saúde de Santa Catarina diz apenas que informa diariamente “as ocupações, leitos, casos, óbitos, através de boletins, divulgação em redes sociais e um painel disponível para toda a população”.

São Paulo: Não há informações sobre raça das vítimas nem sobre testes inconclusivos ou não processados. Em nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo afirma que “nos sistemas oficiais de notificação de coronavírus do Ministério da Saúde (E-SUS e Sivep) não há obrigatoriedade do preenchimento do campo raça/etnia”. Sobre número de testes, diz que os dados são apresentados em entrevistas coletivas e fornecidos aos veículos de imprensa.

Sergipe: Não há informações sobre raça das vítimas nem sobre testes em análise. Segundo a Secretaria de Saúde, “as informações estão com muita má qualidade, por isso, se fez uma opção pela não divulgação, e sim pela orientação para que os municípios preencham esse campo de forma adequada”.

Tocantins: Não há informações sobre raça das vítimas. Mas é disponibilizada a quantidade de testes sem resultado.

Participaram dessa apuração: Clara Velasco, Gustavo Petró e Ricardo Gallo (G1), Arthur Sandes e Wanderley Preite Sobrinho (UOL), Flávia Faria e Diana Yukari (Folha), Daniel Bramatti (Estadão) e Renato Grandelle e Gabriela Oliva (O Globo/Extra)

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Brasil tem 47.897 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 984.315 casos confirmados. Nesta quinta-feira (18), pelo 3º dia consecutivo, país teve mais de 1,2 mil mortes no período de 24 horas; é apenas a segunda vez que isso ocorre desde o início da pandemia. Região Sudeste concentra quase metade do total de óbitos.

Por G1

O Brasil tem 47.897 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (19), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na quinta (18), às 20h, o 11º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, MT e RR divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta sexta-feira (19):

  • 47.897 mortes
  • 984.315 casos confirmados

(Na quinta, 18, às 20h, o balanço indicou: 47.869 mortes, 1.204 em 24 horas; e 983.359 casos confirmados. Pelo 3º dia consecutivo, país tem mais de 1,2 mil mortes no período de 24 horas; é apenas a segunda vez que isso ocorre desde o início da pandemia. Região Sudeste concentra quase metade do total de óbitos)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta quinta-feira (18), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.238 novos óbitos e 22.765 novos casos, somando 47.748 mortes e 978.142 casos desde o começo da pandemia.

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Brasil tem 46.679 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 960.640 casos confirmados. Na quarta, pelo 2º dia consecutivo, o país teve mais de 1,2 mil mortes registradas no período de um dia.

Por G1

O Brasil tem 46.679 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (18), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na quarta (17), às 20h, o 10º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO e RR divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta quinta-feira (18):

  • 46.679 mortes
  • 960.640 casos confirmados

(Na quarta, 17, às 20h, o balanço indicou: 46.665 mortes, 1.209 em 24 horas; e 960.309 casos confirmados. Pelo 2º dia consecutivo, o país teve mais de 1,2 mil mortes registradas no período de um dia. É a 7ª vez que o número passa desse patamar desde o início da pandemia)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta quarta-feira (18), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 1.269 novos óbitos e 32.188 novos casos, somando 46.510 mortes e 955.377 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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Estudo diz que tipo sanguíneo A pode ser mais suscetível à forma grave de Covid-19

Cientistas de vários países observaram que pacientes com o tipo sanguíneo O eram menos propensos a desenvolver formas graves da doença provocada pelo novo coronavírus.

Por G1

Uma análise genética de pacientes com Covid-19 sugere que o tipo sanguíneo pode influenciar se alguém desenvolve a forma grave da doença provocada pelo novo coronavírus, o Sars-Cov-2.

Os cientistas que compararam os genes de milhares de pacientes na Europa descobriram que aqueles que tinham sangue tipo A eram mais propensos a ter a forma grave da doença, enquanto aqueles com tipo O eram menos propensos.

O relatório divulgado no “New England Journal of Medicine”, na quarta-feira (17), não prova uma conexão do tipo sanguíneo, mas confirma um estudo anterior chinês sobre essa relação.

Parameswar Hari, especialista em sangue da Faculdade de Medicina de Wisconsin, afirmou que a maioria dos especialistas desconsiderou esse primeiro estudo feito na China, mas que com esse novo levantamento ele passou a acreditar.

“Pode ser muito importante [a relação entre o tipo sanguíneo e a evolução da doença]”, afirmou, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

No entanto, outros especialistas pedem cautela. Eric Topol, que chefe do Instituto Translacional de Pesquisa Scripps, em San Diego (EUA), afirmou que o estudo ainda não é suficiente para ter certeza do papel do tipo sanguíneo.

Cientistas na Itália, Espanha, Dinamarca, Alemanha, entre outros países, compararam cerca de 2 mil pacientes em estado grave de Covid-19 com milhares de outras pessoas saudáveis ou que apresentavam apenas sintomas leves ou inexistentes.

Os pesquisadores vincularam variações em seis genes à probabilidade do paciente desenvolver a forma grave da doença, incluindo alguns que poderiam ter um papel na vulnerabilidade das pessoas ao novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Eles também vincularam grupos sanguíneos a possíveis riscos.

A maioria dos estudos genéticos como esse é muito mais amplo, por isso, na avaliação de Eric Topol era preciso outros cientistas tenham a oportunidade de avaliar novos grupos de pacientes para constatar se existem as mesmas relações entre sangue e gravidade da Covid-19.

Existem quatro tipos principais de sangue: A, B, AB e O. Mary Horowitz, chefe científica do Centro Internacional de Pesquisa em Transplante de Sangue e Medula, explicou que as pessoas com o tipo O são mais capazes de reconhecer certas proteínas como estranhas.

Parameswar Hari explica que essa propriedade pode se estender às proteínas da superfície do novo coronavírus. O especialista lembra que, durante o surto de SARS, causado por um tipo de coronavírus, observou-se que pessoas com tipo sanguíneo O eram menos propensas a contrair formas grave da doença.

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Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento de consórcio de veículos de imprensa aponta que país tem 929.149 casos confirmados. Na terça, o país teve o 2º maior registro de óbitos em 24 horas desde o início da pandemia.

Por G1

Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa

Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa

O Brasil tem 45.467 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (17), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na terça (16), às 20h, o nono balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, Distrito Federal, Goiás e Roraima divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta quarta-feira (17):

  • 45.467 mortes
  • 929.149 casos confirmados

(Na terça, 16, às 20h, o balanço indicou: 45.456 mortes, 1.338 nas últimas 24 horas; e 928.834 casos confirmados. Esse foi o 2º maior registro de mortes divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em 24 horas desde o início da pandemia. O recorde anterior foi de 1.470 mortes no dia 4 de junho)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

primeira morte por Covid-19 no Brasil completou três meses nesta terça-feira (16). A vítima foi um homem de 62 anos que estava internado em São Paulo.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta segunda-feira (16), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 627 novos óbitos e 20.647 novos casos, somando 43.959 mortes e 888.271 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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Entenda o que faz um corticoide barato ser apontado como 1º remédio capaz de reduzir mortes por Covid

Especialistas ouvidos pelo G1 destacam que substância NÃO deve ser usada sem receita; medicamento é indicado para tratamento de casos graves em hospitais.

Por Lara Pinheiro, G1

Estudo identifica remédio capaz de reduzir mortes de pacientes graves com coronavírus

Pesquisadores da Universidade de Oxford anunciaram, nesta terça-feira (16), que um corticoide barato e de uso amplo teve eficácia em casos severos de Covid-19, diminuindo a taxa de mortalidade de pacientes entubados em um terço.

O remédio, entretanto, NÃO mostrou benefícios em pacientes que não precisaram de suporte de oxigênio. Ou seja, não se mostrou eficaz em casos leves e nem como prevenção.

Entenda, abaixo, mais sobre a substância:

A que classe pertence o remédio? Como ele age?

O remédio é a dexametasona, um corticosteroide, que age como um anti-inflamatório e imunossupressor (ele inibe a ação do sistema imunológico). Sua forma de ação, seja como anti-inflamatório como imunossupressor é diferente de acordo com a dose aplicada.

Que doenças são tratadas com ele?

Dois exemplos de doenças são o lúpus e a artrite reumatoide, ambas doenças autoimunes – um tipo de doença em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo.

Na maioria das vezes em que é indicado, o remédio não é usado sozinho. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, ele age em conjunto com antibióticos, antivirais ou antiparasitários.

Ele tem efeitos colaterais?

SIM: os corticoesteroides podem piorar quadros como diabetes e osteoporose, afirma a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. Por isso, é importante que as pessoas NÃO tentem a automedicação com a substância, lembra a especialista.

O médico Luciano Azevedo, do Hospital Sírio-Libanês, reforça a recomendação. Ele disse que toda vez que a comunidade científica divulga uma pesquisa como a do medicamento, se gera uma “corrida às farmácias” porque muitas pessoas acham que podem tomar como prevenção.

“Não faz o menor sentido usar o corticoide nem como prevenção nem para pacientes em estado leve. Se tiver alguma indicação, é para os pacientes em estado grave, que precisam de oxigênio ou de respirador artificial” – Luciano Azevedo, médico do Hospital Sírio-Libanês

Pesquisador Luciano Azevedo fala sobre eficácia de corticoide contra coronavírus

Por que ele funcionou contra a Covid-19?

Ainda não se sabe os pormenores, porque os especialistas de Oxford não detalharam os resultados do estudo. Como regra geral, um anti-inflamatório pode ajudar a reduzir a inflamação causada pela Covid-19 nos vasos sanguíneos. O infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jamal Suleiman, destaca que essa “é a teoria” e seus mecanismos de funcionamento ainda não foram apresentados.

Sars-CoV-2 causa a chamada “tempestade de citocinas”, que é uma reação inflamatória grave do corpo por uma resposta exagerada na luta contra o vírus. (Veja detalhes mais abaixo). Suleiman explica que a Covid -19 inflama os vasos sanguíneos e diminui o fluxo do sangue, levando também ao acúmulo de moléculas inflamatórias que facilitam a formação de coágulos.

“A recomendação foi baseada numa redução de mortalidade. A base teórica não está completamente esclarecida” – Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emílio Ribas

Na opinião do especialista, não é possível saber, ainda, por que a droga só teve eficácia em casos severos da doença. Segundo ele, o critério de gravidade ainda não está claro e por isso é importante que o estudo seja publicado.

O médico do Sírio-Libanês, Luciano Azevedo, reforça que os corticoides agem reduzindo a inflamação generalizada que a Covid-19 pode causar. Ele explica que quanto mais grave o doente estiver, maior é o risco de desenvolver essa inflamação, e maior é a chance de o corticoide fazer efeito.

“Isso porque ele age diminuindo essa inflamação. Se você tem um caso de Covid leve, não faz sentido usar esse medicamento, porque não tem tanta inflamação assim que o corticoide consiga combater” – Luciano Azevedo, médico do Sírio-Libanês.

Em entrevista à correspondente da TV Globo na Suíça, Bianca Rothier, a brasileira Mariângela Simão, diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que a reação inflamatória dos pacientes é uma das mais importantes no desenvolvimento da doença.

“Uma das reações mais importantes no desenvolvimento da infecção por este novo coronavírus no corpo é uma reação inflamatória acentuada”, explicou a diretora-geral assistente para Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da OMS.

“É esperado que um anti-inflamatório possa ajudar os casos ao diminuir a capacidade do corpo de fazer uma hiper-reação inflamatória, que é o que tem causado a maior parte das complicações do vírus” – Mariângela Simão, diretora da OMS

Ela comentou que o corticosteroide alvo do estudo inglês deve agir na diminuição da chamada “hiperinflamação”. Simão reforçou que a ação do fármaco na hora de combater a inflamação deve reduzir os danos aos pacientes e apresentar uma melhor chance de sobrevida.

O que é a tempestade de citocinas?

É um processo inflamatório desencadeado pela presença do vírus, também chamado de “cascata inflamatória”, explica o infectologista do Emílio Ribas, Jamal Suleiman. Esse processo ocorre quando o corpo sofre qualquer tipo de agressão – ou quando tem uma doença autoimune, por exemplo. No caso do coronavírus, esse processo ocorre de forma muito grave.

“No momento que é agredido, o corpo produz substâncias para tentar se defender – isso inclui uma batida, por exemplo, quando a pessoa bateu a perna numa quina. Nesse local onde ocorre o trauma, você começa a produzir substâncias para tentar se defender que são pró-inflamatórias” – Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emílio Ribas

O desfecho das inflamações, entretanto, é diferente conforme o dano sofrido: uma pancada ou, no caso da Covid-19, um vírus. Já a diretora da OMS disse que a reação do corpo ao ataque dos vírus acaba prejudicando os infectados pelo coronavírus.

“O que está acontecendo nos pulmões em alguns pacientes é que há uma super-reação inflamatória. Então, em vez de ajudar o paciente, ela destrói o pulmão. Ela faz com que os pulmões fiquem incapazes de fazer as trocas de oxigênio” – Mariângela Simão, diretora da OMS.

O remédio já está sendo usado no Brasil?

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, também do Emílio Ribas, os protocolos de tratamento de pacientes graves no Brasil já incluem algum tipo de corticoide.

“A novidade do estudo de Oxford é a dose, por ser mais baixa que as que já vinham sendo usadas. Em doses altas, os corticoides podem ser um ‘tiro no pé’ , por inibirem a resposta imune”– Rosana Richtmann, infectologista do Emílio Ribas

Nesta terça (16), a Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu uma recomendação para que todos os pacientes com Covid-19 em ventilação mecânica e os que necessitam de oxigênio fora da UTI recebam a dexametasona por via oral ou endovenosa uma vez ao dia por 10 dias.

Luciano Azevedo, do Hospital Sírio-Libanês, diz que os corticoides são estudados pela Coalizão Covid-19 Brasil, grupo que busca tratamentos para a Covid-19. Ele explica que esse tipo de medicamento já era usado em pacientes com outras doenças pulmonares graves e que os resultados de um estudo nacional devem ser divulgados em agosto.

Qual é a diferença entre o remédio e outros corticoides?

O mecanismo de ação de todos os corticoides é semelhante. O que muda entre eles é a equivalência, explica Richtmann. Uma dose de 6mg de um determinado corticoide equivale a 40mg de outro, por exemplo.

E a diferença para outros medicamentos, como os antivirais, os antiparasitários e os antibióticos?

O mecanismo de ação é diferente. A dexametasona é um corticoide, que funciona em inflamações. Ele funciona em conjunto com outros remédios.

Se um paciente tem um caso grave de mononucleose, por exemplo (infecção bacteriana), o médico pode optar por usar um anti-inflamatório para diminuir a inflamação do local e permitir que o antibiótico aja sobre a bactéria, explica a infectologista do Emílio Ribas.

“Os antivirais matam vírus; os antibióticos, bactérias; os antiparasitários, parasitas; e os anti-inflamatórios não matam nada. A ação do corticoide não vai ser sozinha [na Covid-19]: ele não tem ação viral. É uma doença muito complexa, não vai ter tratamento único” – Rosana Richtmann, infectologista do Emílio Ribas

E Suleiman completa: “Os antivirais podem bloquear um ciclo específico de replicação do vírus; a mesma coisa vale para os antiparasitários, como a hidroxicloroquina, que é usada para tratar malária”.

O que diz a OMS sobre a descoberta?

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comentou os resultados dos experimentos. Em uma entrevista coletiva, o dirigente da agência de saúde da ONU disse que este foi o primeiro tratamento que reduziu a mortalidade em pacientes de casos mais avançados da Covid-19.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva nesta sexta-feira (21). — Foto: Reprodução/Twitter WHO

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva nesta sexta-feira (21). — Foto: Reprodução/Twitter WHO

“São ótimas notícias e parabenizo o governo do Reino Unido, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico que salvou vidas” – Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

A dexametasona é um esteroide usado desde a década de 1960 para reduzir a inflamação em várias condições, incluindo em certos tipos de câncer. Está listada como medicamento essencial pela OMS desde 1977 em várias formulações, e está disponível de forma acessível na maioria dos países, fora de patente.

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Brasil tem 44.148 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 44.148 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (16), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na segunda (15), às 20h, o oitavo balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, Roraima divulgou novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta terça-feira (16):

  • 44.148 mortes
  • 891.896 casos confirmados

(Na segunda, 15, às 20h, o balanço indicou: 44.118 mortes, 729 nas últimas 24 horas; e 891.556 casos confirmados. Depois disso, Goiás e Roraima divulgaram novos dados)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Parceria

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Nesta segunda-feira (16), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 627 novos óbitos e 20.647 novos casos, somando 43.959 mortes e 888.271 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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Mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem 1.611% no DF durante pandemia do coronavírus

Óbitos passaram de 26 no ano passado para 445 em 2020; números incluem mortes por Covid-19. Casos cresceram 127%.

Por G1 DF

As mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceram 1.611% no Distrito Federal durante a pandemia do novo coronavírus. Até 8 de junho de 2019, 26 casos haviam sido registrados. Já neste ano, até 6 de junho, o total chegava a 445.

A SRAG é um diagnóstico clínico que reúne sintomas graves de infecções virais – incluindo febre, dor de garganta e falta de ar. Por isso, entram nas estatísticas pacientes que morreram ou tiveram que ser hospitalizados devido a infecções por vírus, como o da gripe ou pela Covid-19.

O número de casos da síndrome também cresceu na capital: passou de 1.266 no ano passado para 2.886 neste ano, aumento de 127%. O G1 questionou a Secretaria de Saúde sobre o que explicaria a alta nos casos e aguardava um posicionamento até a publicação desta reportagem.

No portal oficial, o governo informa que até esta terça-feira (16) foram realizados 14.970 testes do tipo PCR – que têm o objetivo de identificar o vírus no período em que está no organismo – e 5.840 testes rápidos, que verificam a resposta do sistema imunológico ao vírus.

Diagnóstico

As 445 mortes na capital até 6 de junho foram registradas com as seguintes causas:

  • SRAG não especificada: 210 mortes
  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 191 mortes
  • Em investigação: 22 mortes
  • Outros vírus respiratórios: 12 mortes
  • Outros agentes causadores de doenças: 7
  • Influenza: 3 mortes

As mortes por SRAG não especificada são aquelas em que a vítima faleceu devido a uma infecção respiratória, mas não houve diagnóstico sobre o vírus que causou o problema. Desse total, 205 deram negativo para o coronavírus. Outras cinco não tiveram material colhido para exame.

De acordo com o boletim, a maioria das 206 vítimas (56%) que tiveram as mortes confirmadas por Covid-19, Influenza ou outros vírus respiratórios era homem e tinha mais de 80 anos. Veja casos por faixa etária abaixo:

Perfil epidemiológico dos Óbitos positivos para vírus respiratórios no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Perfil epidemiológico dos Óbitos positivos para vírus respiratórios no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos

Das 2.886 notificações de SRAG neste ano, 1.066 não tiveram o vírus especificado, o que representa 42% dos registros. Já entre com infecção diagnosticada, os vírus mais frequentes são:

  • SARS-CoV-2 (Coronavírus): 854
  • Em investigação: 339
  • Outros vírus respiratórios: 237
  • SRAG por influenza: 36
  • Outros agentes etiológicos: 18

Há ainda os casos em que não houve amostra coletada para análise. Neste ano, foram 119 registros, ou seja 11% do total dos casos sem especificação.

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Estudo identifica bares e academias como ambientes de supercontaminação do coronavírus

Estudo japonês localizou 61 incidentes em que mais de cinco pessoas foram contaminadas na mesma situação. Locais ficaram abaixo apenas de unidades de saúde; em único show ao vivo, 30 contraíram Covid-19.

Por G1

Um estudo japonês com pacientes afetados pelo coronavírus identificou locais como bares, karaokês e academias como ambientes de supercontaminação. Segundo o estudo, publicado em 10 de junho no Emerging Infectious Diseases, um periódico científico ligado ao CDC, órgão do governo dos EUA, foram avaliados 3.184 casos de Covid-19 confirmados em laboratório, incluindo 309 importados de fora do Japão.

Familiares ou pessoas que convivem em uma mesma casa não foram incluídas na análise, que detectou 61 incidentes do tipo. Os locais considerados de maior risco para supercontaminação foram unidades de saúde (30%).

Logo em seguida estão outros locais de atendimento, como casas de repouso e clínicas (16%). Os bares, porém, têm porcentagem semelhante, de 16%, acima até dos locais de trabalho (13%).

Em termos de quantidade de pessoas contaminadas, também um hospital foi o local onde aconteceu a maior disseminação: incluindo pacientes e funcionários, 100 contraíram o coronavírus no mesmo lugar.

No entanto, em segundo posto aparece uma única apresentação de música ao vivo, na qual 30 pessoas acabaram contaminadas, entre músicos, público e a equipe que trabalhou no evento.

O estudo conseguiu identificar os possíveis causadores de 22 dos 61 incidentes, e quando 16 deles ocorreram. Essas descobertas mostraram que metade dessas pessoas tinham menos de 40 anos, e 41% estavam pré-sintomáticos ou assintomáticos quando transmitiram o coronavírus.

O estudo foi conduzido pelos doutores Yuki Furuse, Eiichiro Sando, Naho Tsuchiya, Reiko Miyahara, Ikkoh Yasuda e Yura K. Ko e suas equipes, e teve apoio do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia no Japão e da Agência Japonesa de Pesquisa e Desenvolvimento Médico.

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Brasil tem 43.396 mortes por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Levantamento é feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 43.396 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (15), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou no domingo (14), às 20h, o sétimo balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, Roraima divulgou novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta segunda-feira (15):

  • 43.396 mortes
  • 869.956 casos confirmados

(No domingo, 14, às 20h, o balanço indicou: 43.389 mortes, 598 nas últimas 24 horas; e 867.882 casos confirmados)

Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

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A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Neste domingo (14), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 892 novos óbitos e 21.704 novos casos, somando 42.720 mortes e 850.514 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.

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