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Brasil registra 10º dia seguido de alta na média móvel de mortes por Covid, com 223 vítimas diárias

São 672.017 óbitos e 32.502.469 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Média móvel de casos voltou a ficar acima da marca de 60 mil por dia.

Por g1

O Brasil registrou neste domingo (3) 79 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 672.017 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 223. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +58%, indicando tendência de alta pelo décimo dia seguido.

Já a média móvel de casos voltou a ficar acima da marca de 60 mil por dia depois de 4 meses com valores inferiores (veja detalhes mais abaixo).

Brasil, 3 de julho

  • Total de mortes: 672.017
  • Registro de mortes em 24 horas: 79
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 223 (variação em 14 dias: +58%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 32.502.469
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 25.549
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 60.785 (variação em 14 dias: +63%)
Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Acre, Amazonas, Amapá , Goiás, Mato Grosso do Sul e Sergipe não registraram mortes no último dia. Já Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Roraima e Tocantins não divulgaram atualização de casos e mortes até o fechamento deste boletim.

No total, o país registrou 25.549 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.502.469 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 60.785, variação de +63% em relação a duas semanas atrás. Essa média volta a superar a marca de 60 mil casos diários pela primeira vez desde 1º de março, há pouco mais de 4 meses.

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (15 estados): RN, AL, RO, CE, PR, GO, ES, SC, SE, PB, PI, RJ, SP, MT, PE
  • Em estabilidade (4 estados): BA, AM, AC, RS
  • Em queda (3 estados): PA, MS, AP
  • Não divulgaram novos dados (4 estados e o DF): DF, MA, MG, RR, TO
Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal

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Brasil tem primeira alta mensal de mortes por Covid desde fevereiro, mas com baixa letalidade, apontam secretarias de Saúde

Foram 4.739 mortes registradas em junho, contra 3.176 em maio. Letalidade para os últimos 6 meses, entretanto, é a menor para um semestre desde o início da pandemia; especialistas destacam necessidade de dose de reforço, máscaras e pedem cautela com análise.

Por Lara Pinheiro, g1

O Brasil registrou, em junho de 2022, 4.739 mortes pela Covid-19, em uma alta de 49,2% em relação a maio. É a primeira vez que o número de óbitos pela doença aumenta de um mês para outro desde fevereiro.

Nesta reportagem, você vai ver que:

  • o Brasil apresentou a primeira alta mensal de mortes desde fevereiro. Por causa da grande quantidade de casos, entretanto, o índice de letalidade caiu;
  • o frio, o aumento das aglomerações e a retirada das máscaras são apontados como motivos para o aumento de casos;
  • há bastante desigualdade regional na vacinação;
  • é importante tomar a dose de reforço para evitar complicações;
  • a Covid é uma doença que pode causar, além da morte, sintomas por um longo período (Covid longa), e, por isso, a proporção mortes/casos não é a única que deve ser analisada;
  • pelo mesmo motivo, o vírus continua sendo uma ameaça à saúde, e devemos continuar as medidas de proteção.

Queda no índice de letalidade

Apesar do aumento de mortes em número absoluto, a letalidade da doença – número de mortes em relação ao número de casos conhecidos – caiu de um mês para o outro. Isso porque maio registrou pouco mais de 570 mil casos da doença, enquanto junho teve mais de 1,3 milhão de casos.

O professor Eliseu Alves Waldman, do Departamento Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), explica que o aumento absoluto nas mortes já era esperado, exatamente por causa do aumento expressivo do número de casos.

“É esperado – porque aumentou muito o número de casos em junho em relação a maio, e, principalmente, em relação a abril”, lembra. Naquele mês, foram registrados cerca de 500 mil casos de Covid no país.

A letalidade da Covid para os últimos 6 meses também foi a menor para um semestre desde o início da pandemia.

Ao mesmo tempo em que os números oficiais apontam o aumento dos casos (veja detalhes abaixo) e uma queda na letalidade, os especialistas ouvidos pelo g1 também ponderam que, hoje, é mais difícil fazer análises com esses dados, por causa dos autotestes.

“Principalmente a partir desse ano, como houve um aumento da proporção da população que tem acesso ao diagnóstico rápido, esse diagnóstico é feito em farmácia, que nem sempre notifica, e muitos testes estão sendo feitos pelo próprio indivíduo, pelo próprio paciente, e ele não notifica”, observa Eliseu Waldman, da USP.

Para Beatriz Klimeck, antropóloga e doutoranda em Saúde Coletiva na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), os autotestes, apesar de terem sido uma contribuição positiva, trouxeram consigo uma subnotificação de casos ainda maior do que a que já era vista em outras fases da pandemia.

“Ainda bem que a gente tem essa função [do autoteste]. Ele barateou o acesso ao diagnóstico e, posteriormente, ao isolamento, para quem quer fazê-lo, como deveria“, diz Klimeck.

“Mas ele gera uma subnotificação gigantesca: não teve um esforço de fazer alguma forma de notificação obrigatória ou voluntária, mas que funcionasse, então a gente sabe que esse número [de casos] é muito defasado. A gente pode falar de um número muito maior de casos reais – pessoas que testaram positivo, [que o teste] deu reagente e que não foram notificadas para o sistema de saúde“, ressalta a pesquisadora.

Aumento de casos

Para Waldman, o aumento nos casos nos últimos meses deve-se, principalmente, à sazonalidade – a chegada do outono e do inverno traz o aumento da circulação de vírus respiratórios, como o Sars-CoV-2 – e, também, à retomada de eventos sociais com aglomerações e sem o uso da máscara.

“Acho normal que deixasse de ser recomendado o uso de máscara na rua. Mas devia ser mantido, mesmo na rua, quando tem aglomeração, e em ambiente fechado. E manter os mesmos cuidados de distanciamento e de higiene de mãos. Acho que isso foi praticamente abandonado”, pondera.

“Festas juninas voltaram e as atividades sociais, festas, casamentos, voltaram sem cuidados aparentes. Isso contribui, além da sazonalidade, para intensificar um pouco mais a atual onda. Nós temos que nos convencer que vamos ter que continuar tendo cuidado por um bom tempo”, avalia Waldman.

O epidemiologista também levanta a hipótese de que estejamos entrando numa fase endêmica da Covid-19: a previsão dele é de que se repita o que foi visto no ano passado – um aumento de casos até o final de julho, uma estabilização e, no fim de agosto, uma diminuição.

“Se não tivermos nenhuma variante com grande capacidade de infecção e de causar formas mais graves, a gente deve voltar a ter outro pico no inverno do ano que vem. Isso é uma hipótese”, afirma.

Ele pontua, ainda, a existência de outros vírus respiratórios – como o da gripe aviária e o da varíola dos macacos – que estão circulando ao mesmo tempo que o Sars-CoV-2 e que podem se tornar ameaças no futuro.

“A gripe aviária vive rondando a gente. De uma hora pra outra, você pode ter adaptação [do vírus], e aí vamos ter problemas. A varíola dos macacos deve ficar endêmica – nada indica que não vai ter mais essa doença no rol de doenças endêmicas. A partir do final do ano, provavelmente vai ser mais uma doença que vai ter que lidar”, diz.

O boletim da Fiocruz de 23 de junho sobre síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aponta que, neste ano, cerca de 82% dos casos de SRAG foram causados pela Covid-19. Outros 9,3% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 5,1% pela Influenza A e 0,1%, pela Influenza B.

Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a Covid foi responsável por 81% dos casos de SRAG.

Um outro fator são as subvariantes da ômicron, ainda mais transmissíveis do que ela – que já era mais transmissível que a variante original do coronavírus.

“O que eu vejo é que a gente teve com a ômicron – que tem uma grande capacidade de transmissão –um aumento importante [nos casos] em janeiro, e agora a gente tem variantes da ômicron, que também têm uma capacidade muito grande de transmissão”, diz Waldman, da USP.

Sequelas e medidas preventivas

Um ponto importante para entender os impactos da Covid no país é lembrar que a doença, mesmo que não leve à morte, pode trazer sequelas que afetam a saúde a curto, médio e longo prazo.

“A Covid é uma doença que causa uma tempestade inflamatória, que pode levar a sequelas múltiplas uma parte considerável da população”, reforça Beatriz Klimeck, da Uerj.

“Desde sequelas imediatas como sequelas posteriores – de, meses depois, o seu corpo ter ficado debilitado por conta daquela tempestade inflamatória e, aí, desenvolver alguma coisa. É uma coisa que a gente tá vendo muito – sequelas cardiovasculares, respiratórias”, lembra.

A cientista lembra que, hoje, com a liberação do uso das máscaras na maior parte do país,“não existe barreira entre você e o vírus proposta coletivamente”.

“As pessoas estão saindo do isolamento ainda transmitindo; a gente sabe que elas estão sendo incentivadas a não usar mais as máscaras, a única proteção que a gente tinha. E o vírus tem absoluta liberdade para circular. Para isso virar uma outra variante, mais significativa, mais importante, para isso levar à maior parte da população com sequelas, é muito simples”, avalia Klimeck.

Por isso, diz a pesquisadora, quando a importância de medidas preventivas, testes e isolamento de casos positivos é reforçada, “é porque a gente não vê mais barreiras, infelizmente, para circulação desse vírus“, explica.

“E ele, apesar de ter diminuído imensamente o número de mortes, ainda não é um vírus que não oferece risco para nossa saúde. Pelo contrário: ele continua sendo um vírus muito complexo, que leva a processos complexos dentro do corpo, de inflamação, que a gente ainda nem consegue entender. Então, é sempre importante dizer que a gente não transformou a Covid numa gripezinha“, lembra.

“Seria ótimo se tivesse acontecido, mas isso ainda não aconteceu – e não é porque o número de mortes está lá embaixo, felizmente, por causa das vacinas, que a gente chegou em um momento em que o vírus não é mais perigoso, não ameaça mais a nossa existência”, conclui.

Desigualdade vacinal

A queda na letalidade da Covid, mesmo com o aumento dos casos, também não ocorreu por acaso: a vacinação, que começou em janeiro de 2021, foi sendo ampliada ao longo do ano passado.

Mesmo assim, menos da metade da população brasileira, cerca de 47%, já recebeu a 3ª dose da vacina (primeira dose de reforço). Além disso, a cobertura vacinal varia muito entre os estados (veja mapa abaixo).

“Agora, a vacinação não pode ser considerada apenas aquele esquema primário. Dependendo da faixa etária, você tem que ter 3 doses – o esquema primário mais uma dose de reforço –, e, dependendo da faixa etária, você tem que ter o esquema primário e 2 doses de reforço”, reforça a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A pesquisadora aponta que, apesar de já estar comprovado cientificamente que a 3ª dose aumenta significativamente a proteção, a falta de informação e de comunicação com a população faz com que as pessoas achem que não precisam do reforço.

“E aí [a população] fica mais suscetível a ter uma gravidade maior nessas subvariantes da ômicron, que fizeram tantas mudanças que têm um escape maior das vacinas. Por isso que a dose de reforço é importante”, diz.

Em uma nota técnica divulgada no dia 29, a Fiocruz apontou que a estagnação na cobertura vacinal e a desigualdade entre os estados ameaçam o combate à Covid-19.

Os dados levantados pela fundação mostraram, por exemplo, que a cobertura do esquema primário (duas doses) e até da primeira dose sozinha é menor nas cidades do Centro-Oeste e Norte; nesses lugares, apenas cerca de 50% da população recebeu a primeira dose de reforço.

Já São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraíba, Bahia e os estados do Sul apresentam maior cobertura. A diferença também foi observada na cobertura de adolescentes de 12 a 17 anos.

Outros países

Mortes por Covid no Brasil e outros países — Foto: Elcio Horiuchi/g1

Mortes por Covid no Brasil e outros países — Foto: Elcio Horiuchi/g1

Fiocruz também apontou, no documento, que a estagnação da cobertura vacinal não ocorreu apenas no Brasil.

No Chile, por exemplo, a cobertura com as duas primeiras doses estacionou em 87%; já na África do Sul, o índice é de apenas 32%. Na Coreia do Sul e no Vietnã, a estagnação ocorreu em 81% da população; já Uruguai e Argentina atingiram um platô de cerca de 72% da população vacinada com o esquema primário, e o México, de 57%.

Nos Estados Unidos, cerca de 67% da população recebeu o esquema primário das vacinas. Já no Brasil, o índice da população vacinada com 2 doses ou dose única (esquema primário) é de 78%.

Outros países além do Brasil – incluindo os EUA – enfrentam alta de mortes, como Rússia, Itália e China, segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, Eliseu Waldman, da USP, avalia que é difícil fazer comparações com outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a hesitação e a recusa em se vacinar são consideravelmente maiores do que no Brasil.

“É difícil fazer comparações precisas, porque vai variar muito em função da densidade populacional, do tamanho das grandes metrópoles, da esperança de vida da população, ou seja, da idade média. Por exemplo, a itália é um país em que a proporção de idosos é mais elevada”, lembra.

Outros fatores que contribuem para variações nos cenários são o grau de desenvolvimento e distribuição da riqueza em um país e o acesso e a qualidade dos serviços de saúde – principalmente da assistência hospitalar para formas graves da Covid.

“E a governança do país”, acrescenta Waldman. “Os países que apresentaram o pior desempenho da pandemia – o pior de todos foi os Estados Unidos, depois veio o Brasil, por motivos semelhantes. Além de todas essas complexidades da pandemia, a governança lá e cá não foi bem. Só que no Brasil você teve uma participação, vamos dizer, positiva, de boa parte dos governantes estaduais e, nos Estados Unidos, nem isso”, avalia.

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Varíola dos macacos: governo de Pernambuco emite nota para que casos suspeitos sejam notificados em até 24 horas

No Brasil, 21 casos da doença foram confirmados pelo Ministério da Saúde, nenhum deles em Pernambuco, até esta quarta-feira (29).

Por g1 PE

O governo de Pernambuco emitiu uma nota técnica orientando unidades e profissionais de saúde a notificarem, em até 24 horas, casos suspeitos de varíola dos macacos. No Brasil, 21 casos foram confirmados pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), não há suspeitas da doença no estado até esta quarta-feira (29).

A varíola dos macacos é uma doença viral rara, transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

As notificações de casos suspeitos devem ser feitas ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco (Cievs). É preciso isolar o paciente imediatamente e a quarentena deve durar até o desaparecimento completo das lesões.

De acordo com a SES, em caso de suspeita, os profissionais e as unidades de saúde devem considerar o histórico de viagem a país endêmico ou com casos confirmados da doença, nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas.

Também são consideradas as situações em que haja vínculo epidemiológico com pessoas com histórico de viagem a país com casos confirmados, desde 15 de março deste ano ou 21 dias antes dos primeiros sintomas.

São considerados como vínculo epidemiológico: exposição próxima e prolongada sem proteção respiratória; contato físico direto, incluindo sexual, mesmo com uso de preservativo; e contato com materiais contaminados, como roupas e roupas de cama.

Outra forma de suspeição é se houver histórico de “contato íntimo” com desconhecidos ou parceiros casuais nos 21 dias anteriores aos sintomas.

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Média móvel de mortes por Covid no Brasil passa de 200 e é a maior desde março

São 670.900 óbitos e 32.207.082 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. É o 5º dia de alta na média móvel de vítimas, que chegou a 209 por dia.

Por Fábio Tito, g1

Média móvel de mortes passa de 200 pela primeira vez desde abril

O Brasil registrou nesta terça-feira (28) 294 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 670.900 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 209superando a marca de 200 pela primeira vez desde 31 de março (quando estava em 213). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +40%, indicando tendência de alta pelo quinto dia seguido.

Já a média móvel de casos chegou a 54.695, a maior registrada desde 1º de março.

Brasil, 28 de junho

  • Total de mortes: 670.900
  • Registro de mortes em 24 horas: 294
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 209 (variação em 14 dias: +40%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 32.207.082
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 70.166
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.695 (variação em 14 dias: +30%)

Acre, Amazonas, Amapá, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e Roraima não tiveram registro de morte pela doença no período de 24 horas.

No total, o país registrou 70.166 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.207.082 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 54.695, variação de +30% em relação a duas semanas atrás. É a maior média registrada desde o dia 1º de março (quando indicava 65.370 casos por dia).

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (15 estados e o DF): AL, PI, MA, RN, DF, ES, SC, CE, RO, PR, BA, PB, MT, GO, RJ, SP
  • Em estabilidade (6 estados): RR, TO, AC, RS, MG, PE
  • Em queda (5 estados): SE, PA, MS, AM, AP

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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‘Pandemônio de viroses’: como pandemia de covid mudou padrões de vírus conhecidos

Quadros virais mais frequentes, mais fortes ou fora da sazonalidade comum têm sido observados em hospitais do Brasil e do mundo, depois de um período em que certas doenças praticamente haviam sumido de circulação.

Por BBC

Viroses respiratórias, em particular as que afetam crianças, costumam ser sazonais: ocorrem com mais frequência em determinadas épocas do ano, e os médicos sabem quando ficar de sobreaviso para as ondas de doenças como influenza, VSR (vírus sincicial respiratório) ou adenovírus.

Mas o que pediatras do Brasil e do exterior têm visto, recentemente, destoa completamente dessa previsibilidade.

E por trás desse quadro atípico parecem estar os efeitos colaterais da pandemia de covid-19 — tanto o isolamento que ela impôs nas sociedades e o “apagão imunológico” que isso provocou quanto a ação direta do Sars-CoV-2.

“Desde que a pandemia nos atingiu, em março de 2020, vimos uma mudança drástica do padrão” dos vírus mais comuns, relata à BBC News Brasil o infectologista Francisco Oliveira Júnior, gerente médico do hospital infantil Sabará, em São Paulo.

A mudança começou logo nos primórdios da pandemia. Com o isolamento social, o uso de máscaras e o fechamento de escolas e de espaços comuns, crianças e adultos pararam de ter contato com vários patógenos.

“O caso da gripe foi muito marcante: ela simplesmente desapareceu em 2020. Nós pesquisadores nunca imaginávamos que isso aconteceria”, explica à reportagem Ellen Foxman, professora-assistente da Escola de Medicina de Yale, nos Estados Unidos, e pesquisadora de comportamento de vírus.

Além da influenza (causador da gripe), também praticamente desapareceram ao longo de 2020, por exemplo, o VSR (que causa bronquiolite em crianças pequenas) e o rinovírus (causador do resfriado comum), relembra Francisco Oliveira.

Daí, em 2021, esses vírus começaram a reaparecer — mas fora de época.

“Para nossa surpresa, o VSR e a influenza apareceram no verão até em adultos”, diz o médico.

Nos meses frios atuais, quando viroses de fato se proliferam com mais velocidade, uma quantidade maior do que o comum de vírus está causando atendimentos e internações em hospitais infantis. A começar pelo Sars-CoV-2.

No hospital pediátrico Pequeno Príncipe, em Curitiba, de maio a junho, aumentou 30% o número de internações por covid-19, e a maioria dos casos eram de crianças não vacinadas (ou só com a primeira dose) e abaixo de 5 anos (que ainda não recebem a vacina).

No dia em que conversou com a reportagem, em 17 de junho, Victor Horácio, infectologista pediátrico do Pequeno Príncipe, disse que uma ala de 12 leitos infantis estava totalmente ocupada por pacientes com covid-19.

Fora isso, relata Horácio, tem havido “muito mais casos de VSR, adenovírus e parainfluenza (também causadores de doenças respiratórias). O quadro clínico pode não só ser mais forte, como mais frequente”.

E embora os casos mais graves de VSR sigam ocorrendo em bebês, até adolescentes têm sofrido mais com a doença, segundo o médico do Hospital Pequeno Príncipe.

No Sabará, têm crescido nas últimas semanas as internações por adenovírus, parainfluenza e rinovírus. “Antes, a prevalência desses vírus era menor”, explica Oliveira.

“É uma situação anômala”, diz o pediatra carioca Daniel Becker, que classifica o quadro atual como um “pandemônio de viroses”.

“Temos visto um número excessivamente grande de crianças pegando doenças consecutivas, uma atrás da outra. É uma observação pessoal, mas existe um consenso entre os médicos de que a ordem de grandeza das contaminações está bastante acima do normal”, avalia.

Mas o que explicam as mudanças de sazonalidade e de quadro clínico de vírus tão conhecidos da medicina?

‘Déficit de imunidade’

É algo que ainda está sendo investigado, mas, segundo cinco médicos consultados pela reportagem, um ponto-chave é que parece haver um “déficit de imunidade” causado pelo período de isolamento social — em todas as faixas etárias, mas particularmente em crianças.

O fato de elas não terem pego tantas viroses nos meses da pandemia foi um alívio em meio à tragédia e às disrupções da covid-19. Mas isso deixou seus sistemas imunológicos destreinados para enfrentar patologias comuns e criou grupos populacionais mais vulneráveis a alguns vírus e bactérias, diz um estudo francês de coautoria do médico François Angoulvant, que desde 2020 tem acompanhado a evolução das doenças infecciosas em Paris.

Além disso, é possível que o Sars-CoV esteja interferindo no desfecho de algumas infecções. Um caso emblemático disso diz respeito a surtos da misteriosa hepatite infantil vistos em meses recentes.

Uma possibilidade estudada pelos médicos é se crianças que foram infectadas com covid-19 e em seguida pegaram o chamado adenovírus 41 — que causa problemas estomacais — acabaram tendo uma resposta inesperada do organismo que pode ter levado à hepatite, explica Oliveira Júnior.

Os vírus estão mudando?

De modo geral, outra hipótese sendo investigada é se os vírus comuns mudaram nos dois últimos anos.

Um estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, publicado no periódico Nature Communications avalia que a pandemia “mudou enormemente a incidência e a genética” do VSR no país, que teve um dos lockdowns mais rígidos do planeta.

Assim como no resto do mundo, o VSR teve sua sazonalidade bagunçada na Austrália: sumiu do mapa em 2020, mas foi um dos primeiros a reaparecerem — mas no verão, em vez de no inverno — quando o país reabriu.

Os pesquisadores australianos decidiram sequenciar geneticamente os principais surtos fora de época do vírus. “Uma descoberta surpreendente foi um grande ‘colapso’ de cepas do RSV já conhecidas antes da covid-19 e a emergência de novas cepas, que dominaram os surtos” em grandes partes do país, diz comunicado da Universidade de Sydney.

“Precisamos reavaliar nosso entendimento atual e nossas expectativas de viroses comuns, incluindo a influenza, e a nossa abordagem em gerenciá-los”, disse John-Sebastian Eden, principal pesquisador do estudo. “Precisamos ficar vigilantes: alguns vírus podem ter praticamente desaparecido, mas possivelmente voltarão num futuro próximo, em épocas incomuns e com um impacto maior.”

Ellen Foxman, de Yale, e François Angoulvant, médico em Paris, no entanto, não acham que os vírus em si estejam mudando — a principal mudança é na nossa relação com eles.

“Nós é que mudamos (nosso comportamento na pandemia), e não os vírus”, opina Angoulvant à BBC News Brasil. “Também vimos que não entendemos plenamente a sazonalidade dos vírus e que não podemos extrapolar o comportamento de um vírus para os demais — o histórico do nosso sistema imunológico não responde igual a todos os vírus.”

“A pandemia serviu para nos mostrar que as coisas que achávamos que eram culpa do clima (no caso das viroses de outono/inverno, por exemplo) não necessariamente o são”, agrega Ellen Foxman. “Nosso comportamento tem um papel muito maior do que pensávamos.”

Além disso, ainda há muito a se decifrar sobre o nosso sistema imunológico. Por exemplo, um grande temor durante a pandemia de covid-19 era de que uma epidemia de gripe coincidisse com a de covid-19, levando a um potencial novo colapso dos sistemas de saúde.

Mas, apesar de ter havido casos de co-infecção de influenza e Sars-CoV-2, a “epidemia gêmea” não chegou a acontecer.

O motivo disso está sendo estudado pelo laboratório de Foxman em Yale.

“Pesquisamos se, quando um vírus avança com muita prevalência (como no caso do Sars-CoV-2 com suas variantes hiper-transmissíveis), acabe fazendo com que pessoas que tenham se infectado recentemente tenham o sistema imunológico em alerta máximo, o que pode afastar outros vírus”, diz Foxman à BBC News Brasil.

“É o que chamamos de interferência viral, mas isso não está plenamente compreendido ainda.”

De qualquer modo, mesmo que a interferência viral acabe sendo comprovada, ela provavelmente não é algo permanente, afirma Francisco Oliveira Júnior, do Sabará. E os vírus, com seus ciclos de altos e baixos, vão “disputando espaço” na tentativa de se proliferar em nossos corpos.

“Não sabemos que nicho o Sars-CoV-2 vai ocupar, à medida que mais gente se vacina ou tem imunidade. Ele é capaz de muitas mutações, que podem causar infecções, não necessariamente mais graves — mas é um vírus imprevisível e pode surgir uma cepa de maior gravidade que pode afetar subgrupos com resposta imune pior.”

Ellen Foxman suspeita que, com o tempo, a covid-19 vai acabar se tornando um vírus sazonal de inverno (assim como outros coronavírus costumam ser). E que, à medida que o comportamento das sociedades ficam mais parecidos aos períodos pré-pandemia, a sazonalidade típica das demais viroses também volte a seus padrões conhecidos.

O que pais podem fazer contra as viroses infantis?

Enquanto isso não acontece, o pediatra Daniel Becker dá dicas sobre como lidar com os frequentes casos virais em crianças.

“É importante evitar correr ao pronto-socorro logo no primeiro dia de febre, a não ser em caso de bebês pequenos (quando qualquer febre tem que ser avaliada por um médico). Isso porque, por conta do contexto do pronto-socorro, muitas vezes as crianças acabam sendo medicadas desnecessariamente, até com antibióticos, e passam horas na fila de atendimento, expostas a uma co-infecção”, diz ele.

“Se a criança está com um bom estado geral, ela pode ser observada com cuidado e tratada com muito líquido, mel, lavagem nasal, banho quente e vapor. E se ela ficar abatida por causa da febre, um antitérmico pode aliviar o incômodo.”

Se o quadro piorar ou persistir, aí sim pode ser hora de procurar atendimento médico.

E, para crianças que estejam com muito catarro, mas sem febre e bem dispostas, brincar em áreas ao ar livre ajuda a melhorar a imunidade e a fortalecer o sistema cardiorrespiratório, agrega Becker.

Por fim, “sabemos que as crianças estão comendo mais alimentos ultraprocessados, e isso não é bom, porque piora o perfil do microbioma.” Ele se refere ao conjunto de micro-organismos que vivem em partes do nosso corpo, como o sistema intestinal, e que têm demonstrado ter um papel importante na saúde geral, inclusive na imunidade.

Então uma alimentação rica em frutas, vegetais, grãos e leguminosas vai ajudar não só a saúde geral do corpo, como seu poder em combater infecções.

No longo prazo, o que podemos aprender com isso?

Além disso, todos os especialistas consultados pela BBC News Brasil dizem que a bagunça viral causada pela pandemia traz importantes lições, tanto para indivíduos como para as políticas públicas.

O primeiro ensinamento tem a ver com vacinas: manter o calendário vacinal em dia, inclusive (mas não apenas) contra a covid-19, é essencial para proteger crianças e adultos dos patógenos para os quais existem imunizantes.

Governos e fabricantes de vacinas podem ter de se adaptar para oferecer vacinas (como a da gripe) durante mais tempo, para além das sazonalidades típicas, pelo menos por enquanto. E pesquisas por vacinas novas, como uma contra o VSR, ou mais fortes, como no caso da covid-19, continuarão sendo importantes.

Para prevenir quadros virais em crianças, medidas de proteção continuam sendo essenciais, entre elas usar álcool gel, manter as mãos sempre limpas e controlar a ida a aglomerações — inclusive adultos, que muitas vezes são grandes transmissores de vírus para o público infantil.

“Outra coisa que eu jamais imaginava é como as máscaras acabaram sendo tão eficientes”, avalia Ellen Foxman.

Mesmo antes da pandemia, diz ela, “poderíamos ter prevenido o alastramento de tantas doenças se não fôssemos trabalhar doentes, ou deixando que todos ficassem sem máscara em consultórios pediátricos, passando vírus adiante. Usar máscara ou trabalhar de casa pode reduzir tanto o fardo dessas doenças. Espero que a gente lembre dessas lições quando a pandemia passar.”

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Losartana: Anvisa determina recolhimento e interdição de lotes; veja o que fazer

Pacientes que usam o remédio, mesmo nos lotes afetados, devem continuar o uso, segundo a agência; recolhimento é preventivo.

Por g1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (23), o recolhimento e interdição de diversos lotes de vários fabricantes do medicamento losartana, usado para tratar pressão alta.

A agência recomendou que os pacientes que usam o remédio, mesmo que ele esteja entre os lotes afetados, devem continuar o tratamento, pois a medida é preventiva.

Em caso de dúvida ou se precisar de orientação, o paciente deve conversar seu médico.

“A hipertensão e insuficiência cardíaca exigem acompanhamento constante e qualquer alteração no tratamento deve ser feita somente pelo médico que acompanha o paciente. Deixar de tomar o medicamento pode trazer riscos para a saúde do paciente”, reforçou a Anvisa.

Veja as orientações completas:

  1. A minha losartana está entre os lotes recolhidos. O que eu devo fazer?
  2. Como faço para trocar a minha losartana?
  3. Por que a Anvisa está recolhendo ou interditando os lotes?

1) O que eu devo fazer se a minha losartana estiver entre os lotes afetados?

Nesse caso, a Anvisa orienta que você continue o tratamento e converse com o seu médico se precisar de orientações.

É importante que você não pare o tratamento. Só troque de remédio quando já tiver uma nova caixa em mãos, pois parar o remédio pode trazer problemas imediatos à saúde – como derrame, ataques cardíacos e piora da insuficiência cardíaca, inclusive com risco de morte.

Como eu sei se a minha losartana está entre os que devem ser recolhidos do mercado?

Você pode conferir o fabricante e o número do lote do seu medicamento nesta lista, disponibilizada pela Anvisa neste link. A lista é extensa e inclui remédios dos laboratórios: Aché, Biolab Sanus, Brainfarma, Cimed, Eurofarma, Geolab, Teuto e Prati, Donaduzzi & Cia.

Como eu sei se a minha losartana está entre os lotes interditados?

Você pode conferir o fabricante e o número do lote do seu medicamento na lista abaixo:

Lista de lotes do medicamento Losartana interditados pela Anvisa em 23/06/22 — Foto: Reprodução

Lista de lotes do medicamento Losartana interditados pela Anvisa em 23/06/22 — Foto: Reprodução

2) Como faço para trocar a minha losartana?

Depois de falar com o seu médico, se for trocar o medicamento, você deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório que fabrica a sua losartana para se informar sobre a troca.

O contato das empresas aparece na embalagem e na bula do remédio. É dever da empresa fazer a substituição ou a troca do remédio – os lotes que foram mantidos no mercado são considerados seguros e podem ser consumidos.

3) Por que a Anvisa está recolhendo ou interditando os lotes?

A agência detectou a impureza “azido” – uma substância que pode causar mutações – em uma concentração acima do limite de segurança aceitável nos remédios. A medida é preventiva.

A presença do azido no insumo farmacêutico da losartana foi identificado no mundo em setembro de 2021. O contaminante pode aparecer durante a produção do insumo farmacêutico ativo, que é utilizado pela indústria farmacêutica para fabricar o medicamento final.

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Brasil registra 176 mortes por Covid em 24 horas; média móvel fica estável após 12 dias em alta

São 669.612 óbitos e 31.894.505 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Média móvel aponta 124 vítimas diárias da doença na última semana.

Por g1

Brasil registra 176 mortes por Covid e 70.285 novos casos em 24 horas

O Brasil registrou nesta quarta-feira (22) 176 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 669.612 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 124. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de 0%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos, após 12 dias seguidos de alta.

Brasil, 22 de junho

  • Total de mortes: 669.612
  • Registro de mortes em 24 horas: 176
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 124(variação em 14 dias: 0%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 31.894.505
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 70.285
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 40.677 (variação em 14 dias: +9%)
Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Acre, Amazonas, Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo não tiveram registro de mortes nas últimas 24 horas. Os estados da Paraíba e do Tocantins não divulgaram atualização dos dados até o fechamento deste boletim.

No total, o país registrou 70.285 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 31.894.505 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 40.677, variação de +9% em relação a duas semanas atrás.

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (10 estados e o DF): DF, RN, BA, PI, RO, RJ, MT, ES, AP, MS, PE
  • Em estabilidade (9 estados): SC, AM, AC, AL, MA, SE, PR, GO, RR
  • Em queda (5 estados): SP, PA, MG, RS, CE
  • Não divulgaram (2 estados): PB e TO
Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Quarta dose da vacina de Covid para maiores de 40 anos: o que você precisa saber

Nova recomendação do Ministério da Saúde, anunciada na segunda-feira (20/6), ocorre em meio à alta no número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil — embora o de mortes permaneça baixo.

Por BBC

Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (20/6) que pessoas acima de 40 anos vão poder ser vacinadas com uma nova dose de reforço — a quarta dose — contra a Covid-19.

O anúncio ocorre em meio à alta no número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil — embora o de mortes permaneça baixo.

No início do mês, quem tinha mais de 50 anos passou a poder receber mais uma dose de reforço, assim como imunossuprimidos e trabalhadores de saúde de todas as idades.

A recomendação é que se espere quatro meses após o primeiro reforço (terceira dose) para ser vacinado novamente.

Segundo o ministério, a imunização deve ser feita com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

Cerca de 120 milhões de pessoas aptas a tomar a segunda dose ou a dose de reforço ainda não retornaram aos postos de vacinação de todo o país, informou a pasta.

Especialistas em saúde alertam que elas não só só seguem desprotegidas contra as manifestações graves da infecção por Covid-19, como retardam o controle da pandemia — pois, quanto maior a circulação do vírus, maior é a chance de ele sofrer mutações e gerar novas variantes, que podem, por sua vez, reduzir a eficácia dos imunizantes, colocando o restante da população em risco.

Abaixo, o que você precisa saber sobre a vacinação para maiores de 40 anos.

1) Quem deve ser vacinado com a quarta dose?

Ministério da Saúde recomenda que maiores de 40 anos sejam vacinados com a segunda dose de reforço (a quarta dose) contra a Covid-19.

“Além de expandirmos a população-alvo do segundo reforço, o motivo de estarmos aqui, hoje, é convocarmos a população brasileira a procurar um posto de vacinação e tomar sua dose”, disse Arnaldo Medeiros, secretário nacional de Vigilância em Saúde, na segunda-feira, durante a divulgação do balanço da vacinação contra a Covid-19.

Segundo o Ministério da Saúde, são cerca de 8,79 milhões de pessoas entre 40 a 49 anos que receberam a terceira dose há mais de quatro meses e que agora poderão retornar aos postos de vacinação.

Nessa faixa etária, entretanto, apenas 8,53% já tomaram a primeira dose de reforço.

2) Por que devo tomar a segunda dose de reforço (quarta dose)?

Como explica o Ministério da Saúde em sua nota técnica, “dados brasileiros demonstraram a diminuição de efetividade das vacinas COVID-19 para casos sintomáticos pela variante ômicron (prevalente no Brasil) observada após 90 dias de reforços homólogos (quando se aplica a mesma vacina) e heterólogos (quando se aplica uma vacina diferente do esquema inicial). No entanto, o declínio da efetividade contra casos graves só foi observado após reforços homólogos”.

Essa redução da efetividade é mais prevalente em pessoas mais velhas e pode ser explicada, em parte, pelo envelhecimento natural do sistema imunológico.

Por isso, segundo o Ministério, “estratégias diferenciadas para garantir a proteção em adultos mais velhos e idosos, devem ser rotineiramente reavaliadas”.

Além disso, estudos vêm mostrando que, após a aplicação da segunda dose de reforço, há um aumento considerável na proteção contra o vírus.

Em Israel, por exemplo, pesquisadores compararam a efetividade das vacinas mRNA contra doença grave causada pela variante ômicron em indivíduos com mais de 60 anos que receberam um ou dois reforços. Eles notaram melhor proteção no grupo que recebeu o segundo reforço em comparação com quem recebeu apenas o primeiro reforço.

Constatações semelhantes foram observadas no Reino Unido, principalmente em pessoas com mais de 70 anos. No país, a quarta dose está sendo oferecida a quem tem 75 anos ou mais.

Por fim, a Covid-19 tem ganhado terreno em todas as regiões do Brasil — a maioria dos casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas quatro semanas se deve à infecção pelo novo coronavírus (71,2%). Em relação aos óbitos por SRAG, 96,4% das notificações são relacionadas ao Sars-CoV-2. Os dados são do Boletim InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

“Neste sentido, o incentivo à vacinação para os esquemas primários e reforços tem papel fundamental para conter o aumento de casos, hospitalizações e óbitos. Portanto, à medida que avançamos na cobertura vacinal contra a Covid-19 no país, naturalmente a ampliação de públicos elegíveis para o segundo reforço deve ser considerada”, informou o Ministério na nota.

Em maio, o Brasil registrou 3.176 mortes por Covid-19, o menor número mensal desde o início da pandemia, em março de 2020.

Apesar disso, a média móvel de novos casos segue aumentando desde meados daquele mês.

3) E se eu tiver tido Covid recentemente?

Quem teve diagnóstico positivo recente para Covid-19 deve esperar pelo menos quatro semanas para tomar a dose de reforço.

4) Fui vacinado com a quarta dose. Devo deixar de usar máscara ou praticar distanciamento social?

Não. As chamadas medidas não farmacológicas (distanciamento e uso de máscaras) continuam vitais para o combate ao vírus, pois reduzem o contágio.

O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95

Portanto, “devem ser encorajadas no atual momento epidemiológico”, segundo o Ministério da Saúde.

No fim de maio, diversas cidades em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná emitiram decretos que voltam a obrigar ou recomendar o uso de máscaras em ambientes fechados por causa do aumento de casos de Covid-19.

5) Ainda não tenho 40 anos. Quando vou poder tomar a quarta dose?

Em entrevista recente ao jornal O Globo, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, disse que a pasta deve liberar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 para todos os brasileiros acima de 18 anos.

“Observando o comportamento do vírus, estamos caminhando para termos, pelo menos, um (segundo) reforço na população acima de 18 anos”, disse ele.

Ainda não se sabe, porém, se todas as faixas etárias terão acesso ao imunizante por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) ou por clínicas particulares.

Por enquanto, as doses por grupo para qualquer uma das vacinas são:

  • Maiores de 40 anos: quatro doses
  • 12 a 39 anos: três doses
  • 5 a 11 anos: duas doses

Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61888267.

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Brasil registra 108 mortes por Covid em 24 horas; média móvel está em alta há 11 dias

São 669.217 óbitos e 31.756.118 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por g1

Média móvel de mortes por covid tem alta de 47%

O Brasil registrou nesta segunda-feira (20) 108 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 669.217 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 141. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de 47%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença pelo 11º dia seguido.

Brasil, 20 de junho

  • Total de mortes: 669.217
  • Registro de mortes em 24 horas: 108
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 141(variação em 14 dias: 47%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 31.756.118
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 55.733
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 37.298 (variação em 14 dias: 6%)
Média móvel de mortes desta segunda — Foto: Arte g1

Média móvel de mortes desta segunda — Foto: Arte g1

Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Roraima e Sergipe não tiveram registro de mortes nas últimas 24 horas.

No total, o país registrou 55.733 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 31.756.118 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 37.298, variação de 6% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Subindo (11 estados e o DF): MG, PB, MS, RJ, RS, BA, PI, AP, DF, MT, GO, ES
  • Em estabilidade (11 estados): SP, PE, RO, TO, AC, RR, AM, SE, MA, AL, PA
  • Em queda (4 estados): CE, RN, PR, SC

Médias móveis em destaque — Foto: Arte g1

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal

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Ministério da Saúde libera quarta dose da vacina contra Covid-19 para maiores de 40 anos

Até agora, o ministério havia liberado essa dose apenas para pessoas com 50 anos ou mais, além de imunossuprimidos e trabalhadores da saúde. Pasta também apresentou mudanças para quem tomou Janssen no esquema primário.

Por Mariana Garcia, g1

Ministério da Saúde liberou nesta segunda-feira (20) a quarta dose (ou segunda dose de reforço) da vacina contra a Covid-19 para pessoas acima de 40 anos. Segundo Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde, esse novo grupo já pode procurar os postos de saúde para receber a dose.

recomendação é que a imunização seja feita com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, quatro meses após a aplicação do primeiro reforço.

Até agora, o ministério havia liberado essa dose apenas para pessoas com 50 anos ou mais, além de imunossuprimidos e trabalhadores da saúde.

Doses por grupo para qualquer uma das vacinas:

  • Maiores de 40 anos: quatro doses
  • 12 a 39 anos: três doses
  • 5 a 11 anos: duas doses
Doses por grupo para qualquer uma das vacinas — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Doses por grupo para qualquer uma das vacinas — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Sobre a inclusão da vacina contra Covid-19 no Programa Nacional de Imunizações (PNI), Arnaldo Medeiros disse que ainda não há previsão.

“Cremos que a vacinação contra a Covid entrará no PNI, é uma discussão que já estamos tendo, mas precisamos de mais clareza de qual seria o público-alvo de maneira mais concreta, qual será a posologia. Os estudos continuam, a discussão com especialistas continua, mas ainda não temos definição de quando ela será incorporada dentro do PNI”, disse Medeiros.

A pasta também apresentou um balanço sobre a vacinação no país. Segundo o ministério, pessoas não vacinadas tiveram risco de ter Covid-19 grave ou ir a óbito de 6 a 9 vezes maior do que pessoas vacinadas durante os primeiros meses de 2022.

Vacinados com a Janssen

O ministério também liberou mais doses para quem tomou Janssen. As vacinas recomendadas para as doses de reforço são AstraZeneca, Pfizer ou Janssen:

  • 18 a 39 anos: segundo reforço (terceira dose)
  • 40 anos ou mais: terceiro reforço (quarta dose)
Doses de reforço para quem tomou Janssen — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Doses de reforço para quem tomou Janssen — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

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