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Mulher diagnosticada com câncer é orientada a esperar 2 anos por exame

Uma moradora de Camboriú, no Litoral Norte catarinense, diagnosticada com câncer, foi orientada no posto de saúde a esperar até dois anos para fazer uma ressonância magnética. Assim como ela, outras cerca de 420 pessoas também aguardam o procedimento, mas segundo a Secretaria de Saúde, em casos de urgência o tempo cai para um mês. Depois de tomar conhecimento do assunto pela reportagem da RBS TV, o município conseguiu dar entrada no agendamento.

Foi um mês com sangramentos e fortes dores até a dona de casa Adriana Barbosa Müller descobrir que estava com câncer de colo de útero. Para conseguir o diagnóstico, ela precisou desembolsar R$ 200 da biópsia porque não poderia aguardar a liberação do exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ao confirmar o problema, ela se deparou com outro: para fazer uma ressonância magnética a pedido do médico, teria que esperar aproximadamente dois anos.

“Esperar de um a dois anos, até lá, eu vou morrer. Até o exame do diagnóstico eu tive que pagar, porque pelo SUS iria demorar muito tempo também”, comenta a dona de casa. Adriana está desempregada e diz que não tem condições de investir R$ 750 no exame.

A secretária municipal de Saúde, Márcia Freitag, afirmou que o município não tem capacidade para atender à demanda, mas casos de alta complexidade têm encaminhamento diferenciado. No total, cerca de 420 pessoas aguardam na fila por uma ressonância magnética, mas para quem está com problemas de urgência e alta complexidade, a espera seria de até um mês.

Márcia ficou surpresa com o caso de Adriana. “Ela está dentro de uma linha de cuidado de alta complexidade, que é a oncologia, que tem uma cota específica. O serviço está dentro do território de gestão de Itajaí. Então, o paciente vem para o município já com a especificação de que é um paciente oncológico e esse paciente é encaminhado. Ele vem e não fica na espera”, comenta.

Depois de saber do caso pela reportagem da RBS TV, a secretária informou que o exame de Adriana havia sido protocolado na segunda-feira (10), em Itajaí. Ele deve ser agendado em até 30 dias, segundo Márcia Freitag.

 

 

 

 
Do G1 SC

Foto: Reprodução RBS TV

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Site vai reunir denúncias sobre falhas no atendimento em unidades da saúde

A Associação Médica Brasileira e a Sociedade de Especialidades lançaram, nesta quarta-feira (12), um site para receber denúncias sobre falhas de atendimento em unidades do SUS ou em instituições particulares.

No projeto, batizado de Caixa Preta da Saúde, interessados podem enviar fotos, vídeos ou informações sobre problemas encontrados.

 

Rádio Jornal

 

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Exame de sangue prevê se pessoa saudável terá Alzheimer

Um novo teste sanguíneo pode detectar com 90% de precisão se uma pessoa desenvolverá Alzheimer ou deficiências cognitivas leves nos próximos três anos, segundo estudo publicado na última edição da revista científica Nature Medicine. A pesquisa, realizada na Universidade de Georgetown, nos EUA, detectou que alterações no sangue podem indicar que o paciente tem Alzheimer em estágio bem inicial.

Os pesquisadores examinaram 525 pessoas saudáveis com mais 70 anos por cinco anos e identificaram dez fosfolípidos (componentes da membrana celular) que poderiam apontar se os pacientes desenvolveriam a doença. Eles perceberam que as pessoas que tiveram Alzheimer ou deficiências cognitivas leves tinham níveis mais baixos dos dez fosfolípidos. Esta é a primeira pesquisa científica que mostra diferenças nos biomarcadores de sangue entre pessoas que terão Alzheimer nos próximos anos e aquelas que não terão a doença.

 

 

Fonte: Agência Estado

Foto: Clemilson Campos/JC Imagem

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Mãe de queimada em bronzeamento lamenta: ‘Só salvaram rosto e mãos’

A estudante de biologia Monalisa Lombardi, de 19 anos, é uma das vítimas que sofreram queimaduras após uma sessão de bronzeamento em Jataí, no sudoeste de Goiás. Ela está internada no Pronto Socorro para Queimaduras, na capital, com aproximadamente 73% do corpo queimado com lesões de 2º grau. Segundo a unidade de saúde, a estudante tem estado de saúde estável e deverá passar por cirurgia. “Só salvaram o rosto e as mãos”, lamenta a mãe da vítima, a cobradora Mônica Lombardi.

Em entrevista ao G1, a mãe contou que Monalisa já tinha o costume de fazer as sessões e há dois anos frequentava o salão. Depois de passar pelo bronzeamento, no domingo (2), ela já começou a sentir os sintomas.

“No domingo mesmo, começou a sentir, mas semelhante ao que já sentia outras vezes. Na segunda-feira foi piorando e ela ligou para a mulher [dona do salão], que indicou um creme pra ela passar. Na terça-feira ela já nem conseguia se mexer mais, as bolhas foram vindo à tona”, relata Mônica.

Segundo a mãe, a jovem novamente recorreu à dona do salão, que a levou até um dermatologista. “Quando o dermatologista viu a gravidade nem quis pôr a mão, já encaminhou ela para o hospital”.

Campanha
Amigos da vítima pedem, pelas redes sociais, ajuda financeira para o tratamento de Monalisa. “O médico deu previsão de pelo menos 30 dias internada e o hospital pede que leve fraldas descartáveis, frutas, água de coco. Eu preciso do dinheiro tanto para ela, quanto para me manter aqui”, afirma mãe dela, a cobradora Mônica Lombardi.

A mãe foi acolhida na casa de apoio Núcleo Intensivo de Solidariedade, no Setor Sul, mas não sabe até quando poderá se manter lá. “Estou praticamente só com a roupa do corpo”, conta.

Queimaduras
Monalisa é uma das quatro vítimas que sofreram queimaduras após a sessão de bronzeamento. Outras duas tiveram queimaduras de 1º e 2º graus e foram internadas no Centro Médico de Jataí. Elas tiveram alta no domingo (9).

A Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou ao G1 que a outra vítima passou pelo Pronto Socorro de Queimaduras e foi transferida à Unidade de Pronto Atendimento do Residencial Itaipu (UPA), onde aguarda uma vaga no hospital especializado em queimaduras.

Uma das vítimas relatou que, durante o procedimento, foi aplicado um produto que ela desconhecia. “Tem muito tempo que eu bronzeio com ela [com a dona do salão]. A gente foi, como de costume, e ela passou os produtos que costumava passar. Só que aí ela usou um produto novo, um óleo de coco com canela. Aí ela colocou em uma bombinha com água e toda hora borrifava na gente”, conta uma das vítimas, que não quis se identificar.

A mulher afirma que os sintomas começaram a aparecer na terça-feira (4). “Na hora, nem deu reação nenhuma. Depois de dois dias, começou a dar bolhas e foi ficando queimado”, diz. Outra vítima, que também preferiu não ser identificada, afirma que nela as lesões apareceram no mesmo dia da sessão. “Em mim, começou a dar reação no mesmo dia, começou a ficar avermelhado e ardência na pele. No outro dia que saíram as bolhas”, relata. Ela teve queimaduras nas pernas, costas e seios.

A dona do salão não informou qual produto foi usado, entretanto, afirma que usa o mesmo material há dois anos. Ela disse ainda que não sabe o que pode ter provocado as queimaduras. A Polícia Civil de Jataí afirmou que vai abrir um inquérito para investigar o caso.

A Vigilância Sanitária deu prazo de até terça-feira (11) para que a dona do estabelecimento apresente os produtos usados nas sessões de bronzeamento. Segundo a Vigilância, o local não tem licença para funcionar e pode ser interditado. “Ele funciona em uma residência, é clandestino. Do ponto de vista higiêncio e sanirtário, não pode funcionar em residência, tem que ter um local apropriado, adequado, que ofereça as condições ideais para essa atividade”, afirma a coordenadora da Vigilância Sanitária de Jatái, Kelle Melo.

Jovem tem cerca de 80% do corpo queimado após passar por sessão de bronzeamento em Jataí, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Jovens tiveram queimaduras de 1º e 2 graus em todo o corpo
(Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Do G1 GO
Foto: Arquivo pessoal

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Mulher com câncer no pulmão espera há 38 dias por remédio no DF

Apesar de uma liminar lhe assegurar o direito de receber o quimioterápico pela rede pública, uma moradora de Brasíliase prepara para gastar mais R$ 7,7 mil na compra da quarta caixa do cloridrato de erlotinobe. O remédio é usado no tratamento de câncer de pulmão em estágio avançado e foi indicado à Neusa Abreu, de 54 anos, por um médico particular que também atua na Secretaria de Saúde.

O fornecimento imediato e por tempo indeterminado foi garantido pelo juiz Roque Viel em janeiro e reforçado em fevereiro. O novo prazo para o início da entrega das caixas termina nesta segunda-feira (10). Por e-mail, a secretaria negou descumprir a ordem judicial, dizendo que ofereceu à paciente outros tratamentos e que abriu licitação para a compra do medicamento. A previsão de conclusão do certame é de 60 dias.

A mulher foi diagnosticada com câncer no pulmão em abril de 2011 e passou por dois anos e meio de tratamento no Hospital de Base. No período, ela chegou a sofrer metástase e foi tratada com duas combinações de remédios, mas laudos médicos apontam que a doença progrediu.

De acordo com a família de Neusa, o profissional que a acompanha afirma que o remédio é sua “a única opção”. “Ela está sentindo dores nas mãos e nos pés, está mal. O médico diz que ela não pode mais tomar os outros remédios, só o Tarceva [nome comercial do erlotinone]”, disse a filha, Priscila.

O uso do cloridrato de erlotinobe no tratamento de pacientes do SUS foi regulamentado pelo Ministério da Saúde em novembro do ano passado, depois que testes comprovaram que ele inibe o crescimento, a multiplicação e a sobrevida das células com tumor. O governo federal determinou 180 dias para regularização do fornecimento.

“Uma novidade importante deste tipo de medicamento é o fato de possibilitar que o tratamento ocorra dentro de casa, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família”, disse, na época, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Ação na Justiça
Neusa, que tem renda familiar de R$ 1,5 mil por mês, tentou inicialmente conseguir o remédio por meio de um pedido administrativo junto à Secretaria de Saúde. Como a solicitação foi ignorada, ela entrou na Justiça solicitando o fornecimento do medicamento.

No dia 31 de janeiro, o juiz Roque Viel determinou a entrega imediata, mesmo sob a alegação da pasta de que o medicamento não era preconizado pelo SUS. “Havendo prescrição médica idônea, não cabe à autoridade questionar sua eficácia para o tratamento da moléstia”, afirmou na sentença.

Trecho da decisão do Tribunal de Justiça do DF que assegura medicamento a paciente com câncer (Foto: Reprodução)
Trecho da decisão do Tribunal de Justiça do DF que assegura medicamento a paciente com câncer
(Foto: Reprodução)

Depois da decisão judicial, a secretaria respondeu o pedido administrativo, negando a solicitação. No documento, a gerente de Câncer, Maria Cristina Scandiuzzi, justifica a decisão dizendo que a paciente não se encaixa nos requisitos e afirmando que a pasta oferece cuidados paliativos para pacientes na situação de Neusa.

Como a Secretaria de Saúde se limitou a negar o pedido administrativo e não entregou o medicamento, o Tribunal de Justiça expediu nova ordem no dia 13 de fevereiro. A determinação é de que a entrega ocorra até esta segunda, sob pena de sequestro de verba pública para a aquisição.

A pasta afirma que não se vê descumprindo ordem judicial e diz que, mesmo discordando da indicação do remédio à paciente, abriu um processo para a comprá-lo. Também destacou ter oferecido alternativas à mulher.

“Outros medicamentos oferecidos são igualmente eficientes e podem ser utilizados no mesmo tratamento paliativo contra o câncer. Assim, esta Secretaria de Saúde está atendendo a decisão judicial desde seu conhecimento”, afirmou por e-mail.

 

 

Do G1 DF

Foto: Neusa Abreu/Arquivo pessoa

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EUA: um terço das mortes acima dos 75 anos pode ser atribuído ao Alzheimer

Estudo norte-americano, divulgado nessa quarta-feira (5), mostra que um terço das mortes de pessoas com mais de 75 anos pode ser atribuído ao Alzheimer. Essa doença pode ser responsável por tantos óbitos quanto as patologias cardiovasculares.

Bryan James, do Centro Médico da Universidade Rush, em Chicago, estudou um grupo de 2.566 pessoas com média de idade de 78 anos, que foram submetidas a um teste anual para determinar se sofriam ou não de demência.

Depois de um período de oito anos, 1.090 participantes tinham morrido, sendo que 559, que não sofriam de Alzheimer no início do estudo, desenvolveram depois a doença. O período médio entre o diagnóstico e as mortes foi cerca de quatro anos e o Alzheimer foi confirmado por meio de autópsia em 90% dos casos.

Segundo os dados publicados na revista científica Neurology, a taxa de mortalidade foi quatro vezes mais elevada nas pessoas que sofriam de demência entre os 75 e os 84 anos e cerca de três vezes superior nas que tinham 85 anos ou mais.

“A doença de Alzheimer e outras formas de demência não figuram nas certidões de óbito e nos dossiês médicos”, disse o autor do estudo, adiantando que esses documentos indicam como causa direta e imediata de morte uma pneumonia, sem mencionar a demência como causa subjacente.

O pesquisador reconhece a dificuldade de identificar uma simples causa de morte na maior parte das pessoas idosas, uma vez que vários problemas de saúde vão se acumulando.

“As estimativas produzidas pela nossa análise dos dossiês médicos sugerem que as mortes resultantes do Alzheimer ultrapassam largamente as estatísticas dos centros de controle e prevenção de doença refletidas nas certidões de óbito”, disse Bryan James.

Nos Estados Unidos, o Alzheimer surge nas estatísticas oficiais em sexto lugar na lista de principais causas de morte, enquanto as doenças cardiovasculares e o câncer surgem em primeiro e segundo lugares.

O pesquisador conclui, com base no estudo, que houve mais de 500 mil mortes por Alzheimer nos Estados Unidos, na população acima dos 75 anos, em 2010, número que é cinco a seis vezes superior aos 83 mil mortos registrados nas bases oficiais.

A doença de Alzheimer, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como patologia crônica, não é transmissível e é a forma mais comum de demência, representando entre 50% e 70% de todos os casos.

 

 

Fonte: Agência Brasil

 

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Médicos esperam ter novo caso de bebê curado de HIV após nascimento

Um novo caso de um bebê que nasceu com o vírus da Aids e pode ter sido curado por  tratamento rápido – 4 horas após o nascimento – foi apresentado numa conferência em Boston, nos EUA.

A menina nasceu num subúrbio de Los Angeles em abril passado, um mês depois de pesquisadores anunciarem o primeiro caso similar conhecido, que ocorreu no Mississippi. Essa criança atualmente tem 3 anos e meio, e há dois está sem tratamento algum, e sem apresentar o HIV.

O caso levou os médicos em todo o mundo a repensar o quão rápido e se deve tratar crianças nascidas com HIV, e os médicos da Califórnia seguiram esse exemplo. O bebê de Los Angeles ainda está recebendo medicamentos, de modo que o estado de sua infecção não é tão claro. Uma série de testes sofisticados sugere que eliminou completamente o vírus, disse Deborah Persaud, médica da Universidade Johns Hopkins , que liderou o teste e também esteve envolvida no caso de Mississippi.

Os sinais do bebê são diferentes dos que os médicos veem em pacientes cujas infecções são meramente suprimidas por um tratamento bem sucedido, disse ela. “Não sabemos se está em remissão … mas parece que sim”, disse Yvonne Bryson, especialista em doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, que também participou do tratamento do bebê.

Cautela
Os médicos são cautelosos sobre se a menina foi mesmo curada. Mas é, obviamente, a nossa esperança “, disse Bryson. A maioria das mães infectadas pelo HIV nos EUA começa a tomar medicamentos durante a gravidez, o que reduz muito as chances de passar o vírus para seus bebês.

A mãe do bebê do Mississippi não recebeu nenhum cuidado pré-natal e sua condição de sorpositiva foi descoberta durante o parto. Os médicos começaram o tratamento da criança 30 horas após o nascimento, mesmo antes de os testes poderem determinar se ela estava infectada.

A mãe do bebê que nasceu em Los Angeles não estava tomando medicamentos para o HIV. Ela recebeu os remédios durante o trabalho de parto para tentar impedir a transmissão do vírus e o bebê passou a tomá-los algumas horas após o nascimento. Testes mais tarde confirmaram que a criança tinha sido infectada, mas não parece mais estar, quase um ano depois. Ela segue o tratamento no orfanato onde vive.

Bryson é uma das líderes de um estudo financiado pelo governo americano que pretende determinar se o tratamento precoce pode curar a infecção pelo HIV. Cerca de 60 bebês nos EUA e outros países terão tratamento muito agressivo com medicamentos, que vai ser suspenso se os testes durante um longo tempo, talvez dois anos, não indicarem infecção ativa. Depois elas serão seguidas de perto para acompanhamento da evolução da doença.

 

 

 

Da Associated Press

Foto: AP Photo/Johns Hopkins Medicine

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Risco de ter enfarte e AVC cresce após ataque de raiva

O risco de sofrer um enfarte ou um acidente vascular cerebral (AVC) aumenta nas duas primeiras horas após uma “explosão’ de raiva, na comparação com situações em que não há descontrole emocional. É o que afirmam pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com base em uma revisão sistemática de nove estudos e metanálise.

Os resultados foram publicados anteontem, na revista científica European Heart Journal, e levaram em consideração mais de 6 mil eventos cardiovasculares. Segundo o trabalho, o risco de uma pessoa sofrer um enfarte do miocárdio ou síndrome coronariana aguda nas duas horas subsequentes a um rompante de fúria aumenta quase cinco vezes, em relação aos momentos em que não há abalo emocional. Também foi constatada uma probabilidade três vezes maior de ter um acidente vascular cerebral nessas condições.

Os pesquisadores analisaram estudos realizados entre janeiro de 1966 e junho de 2013. Todos tratavam das relações entre a raiva e os episódios cardiovasculares. Os nove trabalhos escolhidos somavam, juntos, 4.546 casos de enfarte, 462 casos de síndrome coronariana aguda, 590 casos de acidente vascular cerebral isquêmico, 215 casos de acidente vascular cerebral hemorrágico e 306 casos de arritmia.

O risco cardiovascular após um ataque de fúria é ainda maior para quem já tem histórico de doenças cardíacas, ressaltou a principal autora do estudo, Elizabeth Mostofsky, de Harvard. “Embora o risco de sofrer um evento cardiovascular agudo após uma explosão única de raiva seja relativamente baixo, esse risco pode ser cumulativo para pessoas com episódios frequentes de fúria. Isso é importante particularmente para indivíduos que têm outras condições subjacentes, como é o caso de diabéticos e de pessoas que já sofreram enfarte ou derrame”, declarou Elizabeth.

Segundo os cientistas, não é possível dizer que a raiva é causa direta dos eventos cardiovasculares. O estudo apenas demonstra que há algum tipo de relação entre os dois elementos. Uma explicação é que o estresse psicológico contribua para o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Com isso, as alterações no fluxo sanguíneo poderiam causar a formação de coágulos sanguíneos – e estimular respostas inflamatórias.

 

 

 

Fonte: Agência Estado

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Estudo revela pílula para a prevenção do HIV

Pesquisas recentes mostram alternativas para a prevenção do HIV. Uma droga experimental foi testada em macacos e protegeu totalmente os animais da contaminação, de acordo com dois estudos apresentados em uma conferência sobre aids, nessa terça-feira.

“Essa é a maior inovação no campo de prevenção do HIV que eu ouvi recentemente”, disse Robert Grant, especialista em HIV do Instituto Gladstone, uma fundação afiliada a universidade da Califórnia.

Na pesquisa revelada nessa terça-feira, cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças deram doses da droga experimental, feita pelo GlaxoSmithKline PLC, para seis macacos, durante quatro semanas. Outros seis macacos receberam doses fictícias. Todos foram expostos ao vírus duas vezes por semana, durante 11 semanas.

Os animais que receberam a falsa pílula foram rapidamente infectados, mas os macacos que tiveram a droga foram protegidos, revelou o líder do estudo, Gerardo Garcia-Lerma.

Para testar a durabilidade de uma única dose, os cientistas realizaram um segundo estudo, no qual uma dose protegeu 12 macacos por cerca de 10 semanas. A dose administrada em animais corresponde ao que uma pessoa tomaria de três em três meses.

Uma outra droga usada para o tratamento do HIV também já é utilizada para a prevenção em pessoas que não tiveram contato com o vírus. Um estudo realizado há alguns anos revelou que poderia cortar o risco em 90%, dependendo da administração adequada das pílulas.

 

 

Fonte: Agência Estado

Foto: AFP.

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Anvisa proíbe a venda de 20 lotes de suplementos de proteína

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de 20 lotes de suplementos alimentares usados por quem faz exercícios físicos. A agência recebeu denúncias de consumidores que compraram o produto e engordaram, segundo reportagem do Bom Dia Brasil.

Ao analisar os suplementos, a Anvisa descobriu que um dos suplmentos, por exemplo, tinha 1000% a mais de carboidrato do que informava o rótulo.

As maiores diferenças foram encontradas no Whey NO2 Pro, que tem 1104% a mais de carboidrato, no Fisio Whey Concentrado NO2 e no 100% Ultra Whey.

Em outros produtos, a proteína, que deveria ser o ingrediente principal, está em quantidade menor que a informada. Em alguns casos, a  Anvisa identificou que o suplemento contém ingrediente que o rótulo não informa – caso da soja.

Além da soja, em 11 produtos faltava a informação sobre a existência de amido, milho e fécula de mandioca.

A lei obriga que a lista de todos os ingredientes apareça no rótulo, independentemente da quantidade.

A partir desta sexta-feira, os produtos terão de sair das prateleiras. A agência recomenda ao consumidor que tiver o produto em casa, que suspenda o uso.

 

 

Do G1, em São Paulo

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