Pandemia vai exigir mobilização do voluntariado

TOPO

Por Mariza Tavares

Jornalista, mestre em comunicação pela UFRJ e professora da PUC-RIO, Mariza escreve sobre como buscar uma maturidade prazerosa e cheia de vitalidade.

Bem Estar G1

Médicos solidários sugerem que profissionais de saúde que não estão na linha de frente ajudem nos locais onde moram

Rio de Janeiro

Ainda não estamos em abril, quando o crescimento do novo coronavírus vai se abater fortemente sobre o Brasil, mas as demonstrações de solidariedade se multiplicam. Como no Rio de Janeiro, onde mais de 15 mil voluntários se inscreveram para combater o vírus, entre estudantes e profissionais da saúde. No entanto, o tempo urge e precisamos ampliar ao máximo os esforços para que os mais frágeis não fiquem fora dessa rede de proteção, que inclui de doação de sangue a material de limpeza e alimentos. Nas redes sociais, médicos solidários vêm compartilhando entre seus pares sugestões de engajamento e acho a ideia tão importante que a reproduzo aqui. Que tal propor ao síndico dar início a essa mobilização? Segue o texto que está circulando:

“Quem for médico, mas não trabalha em emergência nem na linha de frente e está em isolamento social, pode ajudar o sistema de saúde de alguma forma. Veja como:

1) Se oferecendo para, no condomínio ou na região que mora, avaliar situações de doenças como infecções urinárias, gastroenterites, hipertensão, evitando que essas pessoas precisem ir a prontos-socorros em casos que consigamos resolver e dar as devidas receitas de antibióticos se necessário;

2) realizar receitas de remédios de uso contínuo que só são vendidos com receita, respeitando os critérios de prescrição que julgar pertinentes;

3) orientação via Whatsapp ou interfone sobre sintomas que devem levar o paciente às urgências, como sinais de insuficiência respiratória ou o que se deve fazer em casos de sintomas mais simples;

4) orientação de medidas preventivas e de cuidados gerais com o paciente e sua família.

Juntos, todos nós podemos ajudar, sempre existe alguma coisa a se fazer! Precisamos desafogar as UPAs, PSFs (postos de saúde da família), prontos-socorros para nossos colegas terem condições de lidar com essa pandemia grave que nos assola e assim diminuir a quantidade do contágio e disseminação desse vírus. Muita gente precisa de coisas simples que nós, em isolamento, conseguimos fazer sem nos expor a maiores riscos. Compartilhem essa ideia nos grupos de médicos!”.

Uma ação bacana vem de São Paulo, onde, na segunda-feira, foi criado o “Sessenta e escuta”, iniciativa na qual voluntários conversam por WhatsApp com idosos que estejam se sentindo solitários. É preciso mandar uma mensagem via WhatsApp para o telefone (11) 94080-3640 para se inscrever no projeto Escutadores, que reúne coletivos de escuta pública. A psicóloga Patricia Maria Martins, coordenadora da “Sidewalk talk” (“Conversa na calçada”), diz que já há 20 voluntários disponíveis: “as pessoas precisam dar vazão à angústia que acompanha questões como o risco real da morte, que se tornou tão presente no momento”.

Em outra frente, quem se dispõe a fazer compras para os que estão em quarentena merecem parabéns. Mas e quando o prédio é pequeno e/ou não há qualquer tipo de mobilização? Foi o que aconteceu com Marta Pessoa, professora aposentada da Universidade Federal da Paraíba e autora de “É tempo de cuidar – eles envelheceram: e agora?”, sobre sua experiência em aliar tecnologia a cuidados com idosos – ou seja, uma militante da causa. Marta e o marido anteciparam sua volta de uma viagem a Israel e se impuseram quarentena, mas todos os supermercados que consultou só tinham data de entrega para abril!

“A ironia é que trabalho com tecnologia e descobri que não tenho uma rede apoio, porque meus colegas são virtuais ou moram em outras cidades. E, a despeito do meu grau de autonomia física e mental, sou idosa e do grupo de risco. Para mim, foi o alerta sobre a necessidade de a sociedade se organizar”, afirmou.

A experiência da Marta com a tecnologia a fez encontrar a plataforma “Vizinho do bem”, criada semana passada para conectar gente disposta a ajudar: já tem mais de 2 mil voluntários cadastrados que se dispõem a fazer compras, ir à farmácia, passear com o cachorro. Ela participou da criação de um serviço de cuidadores em João Pessoa e alerta: “as restrições nos transportes podem impactar a movimentação dos cuidadores e deixar idosos sem o serviço. Apenas uma minoria deles tem carteirinha de profissional de saúde, mas seu trabalho é fundamental”. O desenrolar da crise ainda vai nos ensinar muito, mas fica claro que precisaremos da união de todos para atravessar a pandemia.

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Entidades de saúde condenam pronunciamento de Bolsonaro sobre a Covid-19

Organizações afirmaram que discurso do presidente é um risco no combate à doença, que tem mais de 2 mil casos no Brasil e é causada pelo novo coronavírus.

Por G1

Entidades de saúde condenaram o pronunciamento, na noite desta terça-feira (24), do presidente Jair Bolsonaro sobre a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Na fala, veiculada em rede nacional, o presidente chamou a doença de “resfriadinho”, contrariou especialistas e pediu o fim do “confinamento em massa”. Ele também fez um apelo pela “volta à normalidade” e culpou a imprensa por “espalhar pavor”.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva considerou “intolerável e irresponsável” o que chamou de “discurso da morte” do presidente Jair Bolsonaro. A entidade afirmou que, em sua fala, que classificou como “incoerente e criminosa”, o presidente “nega o conjunto de evidências científicas que vem pautando o combate à pandemia da COVID-19 em todo o mundo, desvalorizando o trabalho sério e dedicado de toda uma rede nacional e mundial de cientistas e desenvolvedores de tecnologias em saúde.”

A Sociedade Brasileira de Infectologia se disse preocupada com a fala de Bolsonaro, e considerou que as declarações podem dar a falsa impressão de que as medidas de contenção social são inadequadas. Os infectologistas classificaram a pandemia como “grave”, e disseram que é temerário associar que as cerca de 800 mortes por dia causadas pela doença na Itália, a maioria entre idosos, esteja relacionada apenas ao clima frio do inverno europeu.

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia disse que qualquer medida que abrande o isolamento da população será “extremante prejudicial” para o combate à Covid-19.

Associação Paulista de Medicina afirmou que, “se a intenção foi acalmar, a reação da sociedade mostra que ele [Bolsonaro] não alcançou seus objetivos. Você não traz esperança minimizando o problema, mas reforçando as soluções. Existe um perigo próximo, evidente, real e gravíssimo. Enfrentá-lo é prioritário.”

Veja, abaixo, as íntegras das notas divulgadas pelas organizações:

Sociedade Brasileira de Infectologia

“Neste difícil momento da pandemia de COVID-19 em todo o mundo e no Brasil, trouxe-nos preocupação o pronunciamento oficial do Presidente da República Jair Bolsonaro, ao ser contra o fechamento de escolas e ao se referir a essa nova doença infecciosa como “um resfriadinho”.

Tais mensagens podem dar a falsa impressão à população que as medidas de contenção social são inadequadas e que a COVID-19 é semelhante ao resfriado comum, esta sim uma doença com baixa letalidade. É também temerário dizer que as cerca de 800 mortes diárias que estão ocorrendo na Itália, realmente a maioria entre idosos, seja relacionada apenas ao clima frio do inverno europeu. A pandemia é grave, pois até hoje já foram registrados mais de 420 mil casos confirmados no mundo e quase 19 mil óbitos, sendo 46 no Brasil.

O Brasil está numa curva crescente de casos, com transmissão comunitária do vírus e o número de infectados está dobrando a cada três dias.

Concordamos com o Presidente quando elogia o trabalho do Ministro da Saúde, Dr. Luiz Henrique Mandetta, e sua equipe, cujas ações têm sido de grande gestor na mais grave epidemia que o Brasil já enfrentou em sua história recente. Desde o início da epidemia, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estão trabalhando em conjunto com várias sociedades médicas científicas, em especial com a Sociedade Brasileira de Infectologia, com várias reuniões presenciais, teleconferências e trocas de informações quase que diariamente.

Também concordamos que devemos ter enorme preocupação com o impacto socioeconômico desta pandemia e a preocupação com os empregos e sustento das famílias. Entretanto, do ponto de vista científico-epidemiológico, o distanciamento social é fundamental para conter a disseminação do novo coronavírus, quando ele atinge a fase de transmissão comunitária. Essa medida deve ser associada ao isolamento respiratório dos pacientes que apresentam a doença, ao uso de equipamentos de proteção individual (EPI) pelos profissionais de saúde e à higienização frequente das mãos por toda a população. As medidas de maior ou menor restrição social vão depender da evolução da epidemia no Brasil e, nas próximas semanas, poderemos ter diferentes medidas para regiões que apresentem fases distantes da sua disseminação.

Quando a COVID-19 chega à fase de franca disseminação comunitária, a maior restrição social, com fechamento do comércio e da indústria não essencial, além de não permitir aglomerações humanas, se impõe. Por isso, ela está sendo tomada em países europeus desenvolvidos e nos Estados Unidos da América.

Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e todos os demais profissionais de saúde estão trabalhando arduamente nos hospitais e unidades de saúde em todo o país. A epidemia é dinâmica, assim como devem ser as medidas para minimizar sua disseminação. “Ficar em casa” é a resposta mais adequada para a maioria das cidades brasileiras neste momento, principalmente as mais populosas.”

Associação Brasileira de Saúde Coletiva

“As entidades de saúde coletiva e da bioética consideram intolerável e irresponsável o “discurso da morte” feito pelo Presidente da República, na noite de 24 de março, em cadeia nacional de rádio e TV.

Nessa manifestação, incoerente e criminosa, o Sr. Jair Bolsonaro, no momento ocupante do principal cargo do Executivo Federal, nega o conjunto de evidências científicas que vem pautando o combate à pandemia da COVID-19 em todo o mundo, desvalorizando o trabalho sério e dedicado de toda uma rede nacional e mundial de cientistas e desenvolvedores de tecnologias em saúde. Nesse ato, desrespeita o excelente trabalho da imprensa e de numerosas redes de difusão de conhecimento, essenciais para o esclarecimento geral sobre a COVID-19, e desmobiliza a população a dar seguimento às medidas fundamentais de contenção para evitar mortes. Medidas estas cruciais encaminhadas com muito esforço pelas autoridades municipais e estaduais, implementadas por técnicos e profissionais do SUS, os quais vêm expondo suas vidas para salvar pessoas. Além disso, comete o crime de “infração de medida sanitária preventiva”, a ser enquadrado no Art. 268 do Código Penal Brasileiro, ao desrespeitar “determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.

Nossas entidades representativas da comunidade brasileira de sanitaristas, epidemiologistas, planejadores e gestores de saúde, cientistas sociais e outros profissionais da área de saúde pública vêm a público denunciar os efeitos nocivos das posições do presidente da República sobre a grave situação epidemiológica que estamos vivendo. Seu pronunciamento perverso pode resultar em mais sofrimento e mortes na já tão sofrida população brasileira, particularmente entre os segmentos vulneráveis da sociedade.

As instituições da República precisam reagir e parar a irresponsabilidade do ocupante da cadeira de presidente antes que o caos se torne irreversível.

Assinam esta nota as seguintes entidades:

  • Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
  • Centro Brasileiro de Estudos da Saúde – Cebes
  • Associação Brasileira de Economia da Saúde – ABrES
  • Associação Brasileira da Rede Unida
  • Associação Brasileira de Enfermagem – ABEn
  • Associação Paulista de Medicina – APM
  • Sociedade Brasileira de Bioética – SBB

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Em nota, a entidade afirmou que “a SBGG tem um comprometimento sério e humano com a população e endossa a manutenção de todas as medidas tomadas até este momento. Para a SBGG qualquer medida que abrande o isolamento da população será extremante prejudicial para o combate ao Coronavírus, acarretando em maior número de infectados e morte. Salientamos que a maioria dos países adotam a mesma medida de contenção, apresentando sucesso.Seremos militantes do nosso posicionamento para o bem dos idosos e da população brasileira.”

Associação Paulista de Medicina

“Se a intenção foi acalmar, a reação da sociedade mostra que ele não alcançou seus objetivos. Você não traz esperança minimizando o problema, mas reforçando as soluções. Existe um perigo próximo, evidente, real e gravíssimo. Enfrentá-lo é prioritário. Todos nos preocupamos com o impacto do isolamento social na economia, particularmente o impacto da recessão sobre a saúde. Também isso não deve ser minimizado. Mas que não se deixe a preocupação com o futuro inviabilizar o presente.”

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Casos de coronavírus no Brasil em 25 de março

Secretarias estaduais de Saúde contabilizam 2.271 infectados em todos os estados do Brasil. Foram registrados 47 mortos no país, 40 deles no estado de SP.

Por G1

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 22h30 de terça-feira (24), 2.271 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 47 mortos. O Rio de Janeiro registra seis mortos e São Paulo, 40Amazonas registrou a primeira morte causada pela Covid-19.

Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde de terça, informando que o Brasil registra 2.201 casos confirmados do novo coronavírus e que já foram registradas 46 mortes — a do Amazonas, divulgada no final da noite, ainda não foi computada.

Na manhã desta quarta-feira (25), a prefeitura de Porto Alegre confirmou a primeira morte pela Covid-19 no Rio Grande do Sul. Paciente era uma mulher de 91 anos que estava na UTI. Caso ainda não foi inserido no balanço da secretaria de Saúde do estado.

Confira o balanço das secretarias de Saúde:

Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil

EstadoSecretarias da SaúdeMinistério da Saúde
AC2117
AL109
AP11
AM4747
BA7976
CE185182
DF177160
ES4033
GO2927
MA88
MT77
MS2423
MG130130
PA55
PB33
PR7065
PE4242
PI86
RJ305305
RN1413
RS11298
RO53
RR82
SC109107
SP810810
SE1515
TO77
Total22712201

Fonte: Secretarias estaduais da Saúde e Ministério da Saúde

Bolsonaro contraria especialistas e pede fim do “confinamento em massa”

Contrariando tudo o que especialistas e autoridades sanitárias do país e do mundo inteiro vêm pregando como forma de evitar que o novo coronavírus se espalhe, o presidente Jair Bolsonaro criticou o pedido para que todas aqueles que possam fiquem em casa em pronunciamento na noite desta terça-feira (24), em rede nacional de televisão.

Bolsonaro culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de “pavor”. E disse que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma “gripezinha”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), divulgou uma nota na qual classificou a fala de Bolsonaro como “grave” e disse que o país precisa de uma “liderança séria”.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o pronunciamento “foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas em saúde pública“.

Consultado, o Ministério da Saúde informou que não vai se posicionar sobre o pronunciamento do presidente.

Coronavírus pelo mundo

Os Estados Unidos anunciaram na madrugada desta quarta-feira (25) um acordo federal de US$ 2 trilhões para aliviar as consequências da pandemia do coronavírus Sars-Cov-2 sobre a economia do país. O pacote de estímulo deverá auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde.

No Reino Unido, autoridades palacianas divulgam que o teste do príncipe Charles para o Covid-19 deu positivo. Ele tem sintomas leves, segundo comunicado.

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Para enfrentar pico da epidemia, Brasil precisa ter até 7 vezes mais testes de coronavírus do que o número atual, diz Ministério da Saúde

Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que necessidade pode ser de até 50 mil testes por dia. Para ampliar capacidade, Ministério da Saúde anunciou compra de 22,9 milhões de testes para novo coronavírus.

Por G1

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse nesta terça-feira (24) que o Brasil precisa aumentar a capacidade de testagem diária dos atuais 6,7 mil testes para até 50 mil para “enfrentar o pico da epidemia”.

Para alcançar os números, a capacidade precisa ser ampliada em pouco mais de 7 vezes. Nesta tarde, o Ministério detalhou estratégias e parcerias para alcançar esse número. Uma das medidas anunciadas é a compra de 22,9 milhões de testes da Covid-19. Além disso, a pasta busca parcerias para processamento das amostras.

“”Para que a gente possa enfrentar o pico da epidemia, temos que ter a capacidade de produção de testes da ordem de 30 a 50 mil teste por dia. Esta é a escala que nós temos que chegar. (…) Nós vamos chegar nas próximas semanas o máximo possível (perto) desses valores, que são valores de referência. Lembrando que nós já temos instalado uma capacidade de 6,7 mil testes por dia”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

O secretário de Vigilância em Saúde ressaltou que o enfrentamento da pandemia é um esforço “hercúleo” e que todo o processo para ampliar a oferta de testes está “em produção”.

22,9 milhões de testes previstos

De imediato, nesta terça-feira o Ministério da Saúde anunciou a ampliação da oferta de testes para profissionais das áreas de saúde e da segurança. Isso será possível com as primeiras entregas dentro do pacote previsto de 22,9 milhões de testes. O lote de testes tem dois tipos de exames: um é do tipo rápido, com resultado em minutos, e o outro depende de análise em laboratório, é o chamado teste RT-PCR.

Segundo o Secretário de Vigilância em Saúde, do tipo RT-PCR, foram comprados ou doados 14,9 milhões de testes, sendo 3 milhões adquiridos por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 1,3 milhão comprado de empresas privadas, 600 mil de doação da Petrobrás e 10 milhões, que ainda estão em negociação e deverão ser adquiridos no mercado nacional e internacional.

Já no caso dos testes rápidos, 5 milhões foram doados pela Vale do Rio Doce e outros 3 milhões comprados por meio da Fiocruz. Eles serão utilizados entre os profissionais de saúde e segurança para garantir a segurança e proteção deles, além do retorno ao trabalho mais rápido em caso de suspeitas que antes exigiam isolamento.

Testes em casos leves

Ainda durante coletiva o Ministério da Saúde anunciou que está elaborando um novo protocolo que vai definir a testagem dos casos mais leves em postos volantes.

“A ideia é utilizar a estratégia para cidades com mais de 500 mil habitantes e pode ser uma ferramenta para conter surtos”, disse o MS.

“O Brasil deve ser um dos países que terá o maior número de casos, porque nós vamos testar muita gente. E a nossa letalidade vai ficar mais próxima do real. (…) Como a OMS orientou que nós devemos testar, assim estamos fazendo. Trabalhando duramente, apesar de termos considerado que poderíamos estar trabalhando com uma estratégia um pouco menos intensa”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

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Pernambuco reforça fiscalização ao transporte clandestino de passageiros para enfrentar pandemia

Ações de bloqueio e abordagem em rodovias estaduais têm objetivo de evitar a transmissão do novo coronavírus.

Por G1 PE — Recife

Para conter a disseminação do novo coronavírus, as forças de segurança de Pernambuco deram início, nesta terça-feira (24), a uma operação de fiscalização e repressão ao transporte clandestino de passageiros. O estado tem 42 casos confirmados da Covid-19, de acordo com boletim divulgado na segunda (23) pelo governo.

A ação conjunta, envolvendo Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV), Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), tem como meta coibir a aglomeração de pessoas, limitada a no máximo 10 pessoas, segundo decreto estadual publicado na segunda-feira (22). No mesmo documento, ficou proibido o uso de mototáxi.

“Nós estamos em vários locais da Região Metropolitana e nas rodovias estaduais do interior, realizando essas ações, que visam fazer cumprir o decreto estadual da não aglomeração de pessoas e salvar vidas. É importante que cada cidadão pernambucano, neste momento, contribua com essas ações”, explicou o comandante do BPTran, O tenente-coronel Geovani Nascimento.

Tenente-coronel Geovani Nascimento, comandante do BPTran, ressaltou a importância das medidas — Foto: Reprodução/TV Globo

Tenente-coronel Geovani Nascimento, comandante do BPTran, ressaltou a importância das medidas — Foto: Reprodução/TV Globo

Coordenada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) da Secretaria de Defesa Social (SDS), a operação contará com pontos de bloqueio em algumas das principais rodovias estaduais, como a PE-90 (Agreste e Zona da Mata Norte), PE-45 ( Zona da Mata Sul) e PE-60 (Grande Recife e Zona da Mata Sul).

O comandante também fez um apelo aos mototaxistas, que estão proibidos de transportar passageiros em todo o território do estado.

“O governo está preocupado com a vida das pessoas. É importante que os trabalhadores se conscientizem que devem parar”, disse.

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1
Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Coronavírus em Pernambuco

Segundo o boletim divulgado na segunda (23), houve aumento de cinco confirmações em relação aos dados repassados no domingo (22) 

A maior parte das confirmações é de pessoas que têm entre 30 e 39 anos: são dez casos. Em seguida, vêm os de idade entre 60 e 69 anos, com nove casos.

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Brasil tem 46 mortes e 2.201 casos confirmados de Covid-19, diz Ministério da Saúde

Número de mortos por causa do novo coronavírus subiu 35% em relação ao balanço anterior. Na segunda (23), total de mortes era 34.

Por Afonso Ferreira, G1

Ministério da Saúde divulgou na tarde desta terça-feira (24) seu mais recente balanço dos casos de coronavírus Sars-Cov-2, vírus responsável pela doença Covid-19. Os principais dados são:

  • 46 mortes, eram 34 na segunda-feira
  • 2.201 casos confirmados
  • São Paulo tem 810 casos e 40 mortes
  • Rio de Janeiro tem 305 casos e 6 mortes

O número de mortos por causa do novo coronavírus subiu 35% em relação ao balanço do dia anterior. Já o total de casos subiu 16%. Segundo o Ministério da Saúde, a atual taxa de letalidade da doença no país é de 2,1%, com base nos dados registrados até 16h desta terça-feira.

Após a divulgação do balanço, o Rio de Janeiro confirmou mais uma vítima.

O dobro a cada três dias

O aumento nos casos já era previsto. De acordo com o secretário-executivo do ministério da Saúde, João Gabbardo, o governo espera que o total de casos dobre a cada três dias. Este cenário considera que as recomendações sugeridas pelo governo federal (isolamento em casos suspeitos ou confirmados) surtam resultados esperados para frear a disseminação do surto no país.

Total de pacientes infectados pelo coronavírus Sars-Cov-2 no Brasil — Foto: Arte/G1
Total de pacientes infectados pelo coronavírus Sars-Cov-2 no Brasil — Foto: Arte/G1

Total de pacientes infectados pelo coronavírus Sars-Cov-2 no Brasil — Foto: Arte/G1

Ampliação dos testes

O Ministério da Saúde afirmou ter a previsão de ampliar para 22,9 milhões o número de testes que serão distribuídos para diagnosticar a Covid-19. “Possivelmente, (por causa da maior oferta de testes) o Brasil será o país com o maior número de casos”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, apontando que o aumento no diagnóstico deve fazer a taxa de letalidade ser mais próxima da real.

Segundo o secretário, o Brasil tem a capacidade de realizar 6,7 mil testes por dia. Entretanto, a meta é chegar a entre 30 e 40 mil testes por dia.

O ministério diz que vai trabalhar com dois tipos diferentes de testes: aqueles que detectam o vírus na amostra (RT-PCR) e outros que verificam a resposta do organismo ao vírus (teste rápido de sorologia). No atual estágio, os testes serão voltados para profissionais de saúde e de segurança, além da verificação dos casos graves e óbitos.

Há a previsão de elaboração um novo protocolo para testagem dos casos mais leves em postos volantes. A meta é utilizar os postos em cidades com mais de 500 mil habitantes, como estratégia para conter surtos.

Alerta global

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (24) que percebe uma “aceleração muito grande” em número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que representa potencial para o país se tornar o novo epicentro da epidemia, informou a agência Reuters.

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O vilarejo italiano que conseguiu conter expansão do coronavírus com experimento inédito

Com a aprovação das autoridades regionais, todos os habitantes de Vo’ Euganeo foram monitorados. À época, a Itália registrava 4.636 infectados e 197 mortes.

Por Angelo Attanasio, BBC

Vo’ Euganeo era, até pouco mais de um mês, somente um bonito povoado de quase 3,3 mil habitantes na região de Vêneto, incrustado em colinas vulcânicas no norte da Itália.

Difícil imaginar que o idílico cenário se tornaria palco de um “experimento científico único” sobre a pandemia do novo coronavírus, que desde dezembro infectou mais de 380 mil pessoas e matou 16 mil pelo mundo.

O estudo, que permitiu apontar para o papel dos pacientes sem sintomas na disseminação da doença, começou no início de fevereiro, por causa de dois vizinhos internados com pneumonia em um hospital da região.

Seguindo os protocolos do país, os médicos haviam descartado, pela falta de sintomas, a possibilidade de realizar um exame para detectar se Adriano e Renato haviam contraído coronavírus. Mas um dos médicos decidiu burlar as regras e descobriu que o diagnóstico era positivo.

Só que um mistério ainda pairava no ar: como eles contraíram o vírus respiratório se não haviam viajado à China nem tido contato com alguém com sintomas, como febre e tosse?

A única coisa que se sabia era que, pouco antes de desenvolverem sintomas, os dois vizinhos haviam passado horas jogando cartas em um bar do povoado.

A primeira das 6 mil mortes na Itália

De repente, o quadro clínico de Adriano piorou, em 19 de fevereiro, e, dois dias, depois ele morreu. Foi a primeira morte registrada na Itália em decorrência da doença.

Na mesma noite, o prefeito de Vo’, Giuliano Martini, decretou quarentena. Foram fechados escolas, bares, lojas e até pontos de ônibus. Não haveria mais missas nem festas carnavalescas. Todos os moradores foram obrigados a ficar em casa.

Em 23 de fevereiro, o governo italiano e as autoridades regionais impuseram um isolamento da cidade.

“Era como estar em guerra”, lembra Martini em uma conversa por telefone com a BBC Mundo. “Estar preso e cercado por suas próprias Forças Armadas é muito pior do que estar em uma prisão.”

Mas o mistério de como o vírus chegou a essa comunidade ainda não havia sido resolvido.

Testes em massa

Em busca dessa resposta, especialistas e profissionais de saúde instalaram, em 23 de fevereiro, um centro de análise na escola da cidade para testar todos os moradores que assim o desejassem.

Nos seis dias seguintes, praticamente todos os habitantes foram submetidos voluntariamente ao teste por meio de um kit preparado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Pádua, liderada pelo professor Stefano Merigliano.

“Isso não teria acontecido sem o espírito de colaboração de todos os vizinhos”, afirma o prefeito local.

Os investigadores detectaram o vírus em 89 pessoas, cujas autoridades ordenaram isolamento imediato em suas casas por 14 dias. Outra coisa chamou sua atenção: entre 50 e 60% deles apresentaram poucos sintomas ou mesmo nenhum.

“Isso é algo que não havia acontecido em nenhuma das epidemias do século passado”, explica o professor Merigliano à BBC Mundo.

“Ter essa porcentagem de infectados assintomáticos é perigosíssimo”, acrescenta a professora Andrea Crisanti, professor de epidemiologia e virologia do Hospital da Universidade de Pádua e do Imperial College de Londres, “porque essas pessoas seguem suas vidas habituais e infectam um número muito alto de pessoas”.

Foi nessa época que Merigliano e Crisanti propuseram ao governador de Vêneto, Luca Zaia, uma ideia: transformar o Vo’ Euganeo em “um laboratório experimental único no mundo”.

“Tivemos condições únicas para entender como esse vírus se comporta”, ilustra Merigliano. “Havia uma amostra consistente de pessoas isoladas. Conhecíamos seu estado de saúde e podíamos controlar seus movimentos e com quem eles se relacionavam. Foi perfeito.”

Com a aprovação das autoridades regionais, a partir de 6 de março uma equipe da Universidade de Pádua passou a monitorar todos os habitantes de Vo’ Euganeo. À época, a Itália registrava 4.636 infectados e 197 mortes.

“Antes, havia apenas estimativas”, diz Crisanti, “sendo que conseguimos demonstrar cientificamente duas questões fundamentais: que o período de incubação do vírus é de duas semanas e que qualquer estratégia para conter essa pandemia deve levar em consideração o alto número de infectados que não apresentam sintomas”.

Após duas semanas de quarentena, foram identificados 542 casos positivos em Vo’ Euganeo.

A identificação de pacientes sem sintomas é fundamental para mapear e evitar a disseminação da doença. Segundo um estudo coordenado pela Universidade Columbia, nos EUA, infectados assintomáticos são responsáveis por quase dois terços de todas as infecções por coronavírus, o que se mostra um desafio enorme para conter o avanço da pandemia.

Perfil dos mortos na Itália

Na Itália, também por ter a segunda maior porcentagem de idosos na população (atrás do Japão), a taxa de mortalidade da doença causada pelo vírus gira em torno de 7,7%. Na China, onde a pandemia começou, ela girava em torno de 2,3%.

Mas essas taxas variam conforme a faixa etária. Segundo dados do Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão subordinado ao Ministério da Saúde da Itália e que monitora a emergência nacionalmente, a média de idade dos italianos infectados pelo coronavírus é de 63 anos, sendo que 60% deles são do sexo masculino.

Os números do ISS sobre as mortes relacionadas à covid-19 mostram que a imensa maioria das vítimas convivia com pelo menos uma ou mais doenças, com maior porcentagem (37%) para as cardiovasculares.

Mas em entrevista ao programa de rádio RaiNews24, da emissora pública da Itália, Luca Lorini, responsável pelo setor de anestesia e cuidados intensivos de um hospital em Bergamo, no norte da Itália, disse que o “tipo de paciente está mudando”.

“Eles são um pouco mais jovens, entre 40 e 45 anos, e seus casos são mais complicados”, acrescentou.

Itália cancela carnaval de Veneza para conter avanço do novo coronavírus

Retorno à normalidade

Em 8 de março, duas semanas depois da morte de Adriano, o isolamento do povoado chegou ao fim. A vida voltou a circular normalmente, e, a partir de 14 de março, já não havia registros diários de casos novos de infecção. Mas isso só durou seis dias.

“Era de se esperar”, afirma Crisanti.

“Com que critérios se decide acabar com uma quarentena? Se isso é feito apenas baseando-se na diminuição do número de doentes, está deixando de fora todos os assintomáticos, e isso quer dizer que a doença pode voltar.”

O pesquisador admite que o experimento no povoado não é replicável em cidades maiores. Mas garante que é possível sim controlar a disseminação do vírus no âmbito de bairros, identificando rapidamente onde surgem os casos suspeitos e isolando os possíveis infectados.

Algo que a Coreia do Sul conseguiu fazer com sucesso, até agora.

Enquanto isso, a região de Vêneto acaba de lançar uma campanha paralela, também liderada pelo professor Crisanti, a fim de estudar diversas pessoas de outros grupos de risco, como profissionais de saúde, forças policiais, funcionários de mercados e motoristas de ônibus.

O objetivo, segundo autoridades da região, é realizar 13 mil exames diariamente até o fim desta semana.

Desde que Adriano morreu no hospital em Pádua, outras 6.076 pessoas perderam a vida na Itália em razão da pandemia. Na semana passada, um mês depois que ele morreu, sua família finalmente pôde realizar seu funeral.

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Campanha de vacinação contra a gripe começa para idosos

Nesta primeira etapa também serão imunizados os profissionais de saúde. Ação foi antecipada neste ano por causa do coronavírus

Por Por G1

A Campanha Nacional de Vacinação começa nesta segunda-feira (23) inicialmente para idosos e trabalhadores da saúde. A ação foi antecipada neste ano para ajudar na identificação de pacientes com coronavírus – a imunização não tem eficácia contra o vírus, mas como os sintomas da doença são parecidos com os da gripe, a medida facilita os diagnósticos por exclusão.

A campanha vai contar com mais duas etapas e a meta é vacinar 67,6 milhões de pessoas em todo o país até 22 de maio. Com isso, a expectativa é reduzir o movimento de pacientes doentes nos hospitais e postos de saúde. O Ministério da Saúde vai distribuir 75 milhões de doses aos estados. (leia abaixo as estratégias de imunização por estado)

Os idosos acima de 60 anos estão no grupo de maior risco para o coronavírus, com letalidade de 15% para o grupo acima de 80 anos. Eles também são considerados mais vulneráveis à gripe. Segundo o governo, eles são 20,8 milhões de pessoas no país.

A próxima etapa da campanha contra a gripe começa no dia 16 de abril e vai imunizar. doentes crônicos, professores (rede pública e privada) e profissionais das forças de segurança e salvamento.

A última fase, que começa no dia 9 de maio, priorizará crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com deficiência, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Proteção

A vacina contra a gripe, composta por vírus inativado, é trivalente e protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul em 2019: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2). Ainda não há vacina contra a Covid-19.

Saiba mais sobre a imunização, por estado:

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Sobe para 37 número de casos confirmados do novo coronavírus em PE; novo decreto estabelece expediente apenas para serviços essenciais

Existem 310 casos em investigação. A partir desta segunda (23), o atendimento presencial prestado por órgãos estaduais deve ser substituído por atendimento remoto.

Por G1 PE

Pernambuco registrou, nas últimas 24 horas, quatro novos casos confirmados de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, sendo três deles no Recife e um em Olinda, na Região Metropolitana. O novo boletim, divulgado neste domingo (22) pelo Governo de Pernambuco, informa que subiu para 37 o número de confirmações do novo vírus no estado.

Existem ainda outros 310 casos em investigação. Já foram examinados e descartados 375 casos suspeitos. O estado também possui três casos de pessoas que conseguiram se recuperar da infecção viral.

Novo decreto

Também neste domingo, o governo do estado anunciou um novo decreto que determina que, a partir de segunda-feira (23), o atendimento presencial prestado por órgãos estaduais deve ser substituído por atendimento remoto.

Para reduzir a exposição dos servidores a eventuais fatores de risco, foi orientada ainda a adoção do sistema de rodízio no caso dos serviços presenciais necessários às ações de enfrentamento à Covid-19 no estado.

A nova medida vale tanto para servidores quanto para quem presta serviço terceirizado na administração estadual. Os serviços públicos devem ser acessados pela internet e nos portais dos respectivos órgãos.

As novas determinações não se aplicam aos serviços essenciais, como as áreas de saúde, segurança pública, prevenção e assistência social, transporte público, infraestrutura e recursos hídricos, abastecimento de água, segurança alimentar, sistema prisional e socioeducativo e defesa do consumidor.

Navio retido

Mais 105 passageiros do navio Silver Shadow, retido no Porto do Recife desde 12 de março por conta de dois casos confirmados do novo coronavírus, foram retirados da embarcação neste domingo (22). Os norte-americanos foram levados para o aeroporto Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre, de onde seguiram para o seu país de origem. Parte da tripulação permanece na embarcação.

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

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Como o coronavírus é transmitido?

Contágio do vírus causador da Covid-19 pode ser por vias respiratórias, por contato físico e por superfícies contaminadas. Entenda.

Por G1

A transmissão do novo coronavírus ocorre pelo contato com o vírus, que é transportado por gotículas expelidas pela fala, tosse ou espirro de pessoas doentes. A infecção se dá quando estas gotículas entram em contato com a mucosa dos olhos, nariz e boca.

Estas gotículas com o vírus podem estar presentes no ar, ao serem expelidas, ou podem estar sobre superfícies contaminadas, como o rosto ou mãos, e objetos, como maçanetas, botões de elevador, corrimão, e apoios em transporte público, por exemplo.

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

Para evitar o contágio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que se mantenha uma distância de 2 metros do indivíduo doente, segundo o infectologista Wladimir Queiroz, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, especialista em doenças infecciosas e parasitárias e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“O costume latino-americano de abraçar, beijar, manter contato mais próximo pode vir a ser um risco maior para essas culturas”, afirmou Queiroz.

A limpeza das superfícies também pode evitar a proliferação do vírus. Ela pode ser feita com produtos desinfetantes como álcool 70%, água sanitária ou até água com sabão.

O Ministério da Saúde alerta para que não seja feito o compartilhamento de itens pessoais, como talheres e toalhas.

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