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Novo método de exame de imagem pode detectar Parkinson em estágio inicial

Ana Luiza Figueiredo 

Olhar Digital

Pesquisadores israelenses podem ter descoberto um método capaz de detectar a doença de Parkinson em estágio inicial com um exame de imagem.

O método tradicional para a visualização de estruturas cerebrais utiliza uma técnica bastante conhecida e utilizada em todo o mundo: o MRI, ou ressonância magnética.

No entanto, este método não é sensível o suficiente para revelar mudanças biológicas que ocorrem no cérebro de pacientes com a doença de Parkinson, e não tem grande relevância para o diagnóstico da doença atualmente, servindo apenas para eliminar outros diagnósticos possíveis.

Mas, existe uma outra técnica, chamada de ressonância magnética quantitativa (qMRI), que pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém (HU), liderados pelo professor Aviv Mezer, adaptaram para possibilitar o diagnóstico em estágios iniciais da doença de Parkinson.

Hoje, o diagnóstico da doença de Parkinson em estágios iniciais é basicamente impossível. Ela é uma doença que progride e debilita o cérebro dos pacientes, eventualmente comprometendo a capacidade de locomoção e fala.

O diagnóstico consiste em um novo método de análise desenvolvido por Elior Drori, um estudante de doutorado de Mezer. Este método utiliza a ressonância magnética quantitativa para possibilitar a visualização de microestruturas dentro de uma porção profunda do cérebro, o corpo estriado, conhecido por se deteriorar durante o avanço da doença de Parkinson.

A ressonância magnética quantitativa (qMRI) faz diversas imagens de ressonância magnética utilizando energias de excitação diferentes – como se uma mesma fotografia fosse tirada utilizando iluminações diferentes. Com isso, o exame de imagem é capaz de revelar mudanças estruturais no tecido de regiões distintas do corpo estriado. Antes do desenvolvimento deste método, este nível de análise das células cerebrais só era possível após a morte dos pacientes.

Assim, os pesquisadores foram capazes de demonstrar com o novo método que as alterações se associam a estágios iniciais da doença de Parkinson, e à disfunção de movimento que ela causa nos pacientes. A descoberta foi publicada nesta sexta-feira, na revista Science Advances.

“Quando você não tem medidas, você não sabe o que é normal e o que é estrutura cerebral anormal, e o que está mudando durante o progresso da doença”, explicou Mezer. Com estas novas informações, segundo ele, é possível um diagnóstico precoce da doença de Parkinson e o fornecimento de “marcadores” para o monitoramento da eficácia de futuros medicamentos.

“O que descobrimos é a ponta do iceberg”, disse o professor. Com a técnica em mãos, os pesquisadores agora poderão estendê-la para investigar mudanças microestruturais em regiões diferentes do cérebro. Com a descoberta, a ressonância magnética quantitativa está sendo elevada a uma ferramenta para uso em ambiente clínico, com Mezer prevendo que isto acontecerá em 3 a 5 anos.

O estudante de doutorado Elior Drori ainda aponta que este método pode ser capaz de identificar subgrupos dentro dos diagnosticados com a doença de Parkinson, que podem responder a medicamentos de formas diferentes entre si. O pesquisador diz ver esta análise “levando a um tratamento personalizado, permitindo futuras descobertas de medicamentos com cada pessoa recebendo o medicamento mais apropriado”.

Via Medical Express

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Brasil registra 388 novas mortes por Covid; média móvel está em estabilidade

São 674.547 óbitos e 33.073.310 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por g1

O Brasil registrou nesta quarta-feira (13) 388 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 674.554 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 246. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de 14%, indicando tendência de estabilidade.

Brasil, 13 de julho

  • Total de mortes: 674.554
  • Registro de mortes em 24 horas: 388
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 246 (variação em 14 dias: 14%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 33.075.628
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 70.350
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 55.784 (variação em 14 dias: -7%)
Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Arte g1

Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Arte g1

Maranhão e Mato Grosso do Sul não registraram mortes pela doença. Já Tocantins não divulgou atualização de casos e mortes do estado até o fechamento deste boletim.

No total, o país registrou 70.350 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 33.075.628 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 55.784, variação de -7% em relação a duas semanas atrás.

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas  — Foto: Arte g1

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Arte g1

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (13 estados): PR, ES, RJ, MT, AC, AM, AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI
  • Em estabilidade (7 estados e o DF): RS, SC, SP, DF, MS, AP, RO, RR
  • Em queda (4 estados): MG, GO, PA, RN
  • Não divulgou (1 estado): TO
Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Arte g1

Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Arte g1

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Veja como consultar a lista de procedimentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde

Julgamento altera o entendimento sobre a cobertura de planos de saúde no país. Veja como saber se determinado plano é de cobertura obrigatória ou não do seu plano.

Por g1

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANSaprovou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas para os usuários de planos de saúde com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com a alteração, o fim do limite de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas passa a ser válido para pacientes com qualquer diagnóstico, de acordo com a indicação do médico assistente, a partir de 1º de agosto de 2022.

Em junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) alterou o entendimento sobre o rol de procedimentos listados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a cobertura dos planos de saúde.

Antes, a lista da ANS era considerada exemplificativa pela maior parte do Judiciário. Ou seja, se os pacientes que tivessem negados procedimentos, exames, cirurgias e medicamentos que não constassem na lista poderiam recorrer à Justiça e conseguir essa cobertura.

Veja como consultar rol de cobertura no site da ANS

Com o entendimento, a lista contém tudo o que os planos são obrigados a pagar: se não está no rol, não tem cobertura, e as operadoras não são obrigadas a bancar. Com a mudança, as decisões judiciais devem seguir esse entendimento – de que o que não está na lista não precisa ser coberto. Nesse caso, muitos pacientes não conseguirão começar ou dar continuidade a um tratamento com a cobertura do plano de saúde.

Rol taxativo: entenda o que muda na cobertura dos planos de saúde

Como fazer a consulta

Veja, abaixo, o passo a passo para consultar a lista de procedimentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde:

  • Entre no portal da ANS para consultar o rol, neste link;
  • Selecione as características que são cobertas pelo seu plano: “Consulta/Exames”, “Internação”, “Parto” e/ou “Odontologia”, e clique em “continuar”;
Quadro 1 - Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

Quadro 1 – Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

  • Escreva no quadro o nome do procedimento que você quer verificar se está incluído no seu plano e clique em “OK”;
Quadro 2 - Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

Quadro 2 – Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

  • Selecione, entre os resultados, a opção que deseja consultar e clique em “continuar”;
Quadro 3 - Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

Quadro 3 – Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

  • Na tela, vai aparecer se o procedimento é ou não de cobertura obrigatória do plano informado.
Quadro 4 - Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

Quadro 4 – Consulta ao rol de cobertura de planos — Foto: Reprodução

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Mais de 76% da população elegível não tomou 2ª dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em Pernambuco

Podem tomar a dose pessoas acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

Por g1 PE

Em Pernambuco, 76,6% da população elegível ainda não tomou a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19. Ao todo, foram aplicadas 707.271 doses, até o domingo (10), de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Isso equivale a 23,4% do público que pode receber essa proteção.

Desde o dia 20 de junho, o estado autorizou a aplicação da segunda dose de reforço em pessoas acima de 40 anos. Também podem tomar a dose pessoas com a imunidade comprometida, os imunossuprimidos, e profissionais de saúde.

Os baixos índices preocupam as autoridades, isso porque a vacinação é a única forma comprovadamente eficaz para evitar casos graves e mortes por Covid-19.

O médico Demétrius Montenegro, chefe do setor de infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Centro do Recife, diz que o avanço da aplicação é o que tem ajudado para que os sintomas da doença se apresentem de forma mais leve entre a população.

“No início da pandemia, os sintomas eram basicamente respiratórios baixos, comprometimento pulmonar. As pessoas evoluindo com insuficiência respiratória, precisando ser intubadas, precisando de oxigênio suplementar. Hoje, a gente vê mais um quadro respiratório mais alto, com congestão nasal, muita coriza, muita dor na garganta. Algumas pessoas têm tosse irritativa, mas quando a gente faz um raio-x de tórax ou uma tomografia não tem um comprometimento pulmonar”, explicou o infectologista.

No domingo (10), Pernambuco ultrapassou a marca de 1 milhão de casos de Covid-19, registrados desde março de 2020, início da pandemia. Para Demétrius Montenegro, diante de um aumento de casos, é importante reforçar a prevenção.

Especialmente com o uso de máscaras de proteção, mesmo que o governo do estado tenha desobrigado a medida em abril, com a exceção de serviços de saúde, escolas e o interior de veículos de transporte coletivo de passageiros.

“Neste momento, agora, que temos um aumento no número de casos, é muito importante a utilização das máscaras. Não negar os sintomas. Muita gente está negando os sintomas, dizendo que é apenas uma gripe. Não tem como você diferenciar uma gripe ou um resfriado comum da Covid. Os sintomas são exatamente os mesmos”, disse o médico.

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Brasil registra 45 novas mortes por Covid; média móvel segue em alta há 17 dias

São 673.659 óbitos e 32.893.264 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por g1

O Brasil registrou neste domingo (10) 45 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 673.659 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 235. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +18% e indica tendência de alta pelo 17º dia seguido.

Brasil, 10 de julho

  • Total de mortes: 673.659
  • Registro de mortes em 24 horas: 45
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 235 (variação em 14 dias: +18%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 32.893.264
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 19.228
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 55.828 (variação em 14 dias: +3%)
Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Média móvel de mortes — Foto: Arte/g1

Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí não registraram mortes pela doença no último dia.

Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins não atualizaram os dados nas últimas 24 horas.

Média móvel de casos — Foto: Arte/g1

Média móvel de casos — Foto: Arte/g1

No total, o país registrou 19.228 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.893.264 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 55.828, variação de +3% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (11 estados): AM, CE, SE, AL, PI, MS, PB, PR, MT, PE e SP
  • Em estabilidade (4 estados): BA, RS, GO e AC
  • Em queda (4 estados): RN, PA, RO e SC
  • Não divulgaram (7 estados mais o DF): AP, DF, ES, MA, MG, RJ, RR e TO

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Destaques da média móvel — Foto: Arte/g1

Destaques da média móvel — Foto: Arte/g1

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Brasil completa 2 semanas com alta na média móvel de mortes por Covid

São 673.126 óbitos e 32.761.045 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.Média móvel indica 237 vítimas por dia na última semana.

Por Fábio Tito, g1

O Brasil registrou nesta quinta-feira (7) 297 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 673.126 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 237, a maior registrada desde 27 de março (quando estava em 238). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +26% e indica tendência de alta pelo 14º dia seguido, completando uma semana em alta.

Brasil, 7 de julho

  • Total de mortes: 673.126
  • Registro de mortes em 24 horas: 297
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 237 (variação em 14 dias: +26%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 32.761.045
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 75.906
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 57.513 (variação em 14 dias: +12%)

Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Roraima não registraram mortes no último dia.

No total, o país registrou 75.906 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.761.045 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 57.513, variação de +12% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (15 estados): TO, AL, CE, SE, MS, ES, PI, GO, PB, MA, MT, PR, RJ, SC, SP
  • Em estabilidade (9 estados): PE, BA, MG, AP, RR, AM, AC, RS, RO
  • Em queda (2 estados e o DF): DF, RN, PA

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Primeiro caso suspeito de varíola dos macacos é notificado pelo governo de Pernambuco

Segundo Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), paciente tem 25 anos, mora em São Paulo, teve contato com europeus e veio visitar parentes em Paulista, no Grande Recife.

Por g1 PE

Lesões causadas pela varíola dos macacos no braço e na perna de uma menina na Libéria. — Foto: Domínio público (via Wikipedia)

Lesões causadas pela varíola dos macacos no braço e na perna de uma menina na Libéria. — Foto: Domínio público (via Wikipedia)

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) fez a primeira notificação de um caso suspeito de Monkeypox, doença conhecida como varíola dos macacos, no estado. Segundo o governo, o paciente, de 25 anos, mora em Guarulhos (SP) e veio visitar parentes em Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

A notificação pelas autoridades de saúde foi feita na terça (5) e confirmada, por meio de nota, nesta quarta (6). Ainda de acordo com o governo, o paciente com o caso suspeito chegou a Pernambuco no dia 23 de junho.

Varíola dos macacos: o que você precisa saber

Até o domingo (3), o Ministério da Saúde havia confirmado 76 casos de varíola dos macacos no país. As notificações foram registradas em seis estados e no Distrito Federal (DF).

Em junho, a Secretaria Estadual de Saúde emitiu nota técnica para os serviços de saúde sobre as diretrizes a serem adotadas para vigilância da doença.

Até esta quarta, conforme o governo, nenhum familiar do paciente tinha apresentado sintomas da doença.

Investigação

Ainda de acordo com o estado, a investigação epidemiológica constatou que o paciente teve contato com europeus em uma comemoração em São Paulo, onde mora.

A SES-PE disse, ainda, que, no dia 30 de junho, ele começou a apresentar quadro de febre, aumento dos linfonodos do pescoço, erupção cutânea, além de linfonodos inchados na região genital e virilha.

Diante disso, o paciente procurou atendimento na AHF Brasil – Clínica do Homem Recife, na segunda (4).

A AHF é uma unidade especializada em prevenção, diagnóstico e tratamento de IST, com foco no público masculino. A unidade atua em parceria com o Programa de IST/HIV/Aids, da SES-PE.

No serviço, foi realizado teste de triagem para detecção de sífilis, que apresentou resultado negativo, além da coleta de swab nasofaríngeo e esfregaço da lesão para análise e determinação de diagnóstico.

As amostras coletadas serão encaminhadas para o Laboratório de Enterovírus da Fiocruz/RJ, referência para o diagnóstico da Monkeypox.

“O Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE) também realizará investigação para detecção de outras doenças (arboviroses, exantemáticas, enterovirus, vírus respiratórios clamídia”, informou a SES-PE.

Ainda de acordo com informações do estado, o paciente apresenta quadro de saúde considerado estável e está em isolamento domiciliar.

Secretaria também realizou a notificação do caso ao Ministério da Saúde (MS) e monitora o caso junto à Secretaria Municipal de Saúde de Paulista.

O município faz o acompanhamento, coleta de exames complementares e a vigilância dos contatos próximos.

Doença

Apesar do nome, a doença viral não tem origem nos macacos, apenas foi identificada pela primeira vez nesses animais. A transmissão pode ocorrer através do contato com animal ou humano infectado.

O contágio entre humanos ocorre por meio do contato direto com secreções respiratórias, lesões na pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, ou a partir do contato com superfície ou objetos recentemente contaminados.

Veja formas de transmissão

  • Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
  • De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
  • Da mãe para o feto através da placenta;
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
  • Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

Conheça os sintomas

Os principais sintomas da varíola dos macacos são:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • dor nas costas
  • gânglios (linfonodos) inchados
  • calafrios
  • exaustão

Como se proteger

O uso de máscaras, distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.

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Brasil registra maior média móvel de mortes por Covid dos últimos 100 dias, com 234 vítimas diárias

São 672.829 óbitos e 32.685.139 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa.

Por Fábio Tito, g1

Covid mata 335 brasileiros nas últimas 24 horas

O Brasil registrou nesta quarta-feira (6) 335 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 672.829 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 234, a maior registrada nos últimos 100 dias. A média é a mais alta desde 28 de março (quando estava em 236). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +53% e indica tendência de alta.

Brasil, 6 de julho

  • Total de mortes: 672.829
  • Registro de mortes em 24 horas: 335
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 234 (variação em 14 dias: +53%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 32.685.139
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 74.309
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 57.399 (variação em 14 dias: +24%)
Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Média móvel de óbitos por Covid no Brasil, a cada dia, nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período — Foto: Editoria de Arte/g1

Acre, Mato Grosso do Sul, Roraima e Tocantins não registraram mortes no último dia. Já o estado do Amapá não divulgou atualização de casos e mortes até o fechamento deste boletim.

No total, o país registrou 74.309 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.685.139 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 57.399, variação de +24% em relação a duas semanas atrás.

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Curva da média móvel de novos casos conhecidos de Covid nas últimas duas semanas — Foto: Editoria de Arte/g1

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (17 estados): TO, AL, CE, MS, ES, SE, MA, MG, PI, PR, GO, MT, PB, SP, RJ, RN, RO
  • Em estabilidade (7 estados): SC, PE, RS, AC, RR, AM, BA
  • Em queda (1 estados e o Distrito Federal): DF, PA
  • Não divulgou novos dados (1 estado): AP
Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Médias móveis de mortes e casos nos estados — Foto: Editoria de Arte/g1

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal

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2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Brasil registra média móvel de 228 mortes por Covid, com maior tendência de alta desde fevereiro

São 672.494 óbitos e 32.610.830 casos conhecidos registrados de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Comparativo com média móvel de duas semanas atrás indica alta de 84% nas vítimas.

Por Fábio Tito, g1

O Brasil registrou nesta terça-feira (5) 393 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 672.494 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 228. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +84%, o que representa a maior alta registrada desde o dia 10 de fevereiro (quando apontava +85%), e indica tendência de alta pelo 12º dia seguido.

Brasil, 5 de julho

  • Total de mortes: 672.494
  • Registro de mortes em 24 horas: 393
  • Média de mortes nos últimos 7 dias: 228 (variação em 14 dias: +84%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 32.610.830
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 74.528
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 57.678 (variação em 14 dias: +42%)

Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins não registraram mortes no último dia. Já o estado de Santa Catarina não divulgou atualização de casos e mortes até o fechamento deste boletim.

No total, o país registrou 74.528 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.610.830 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 57.678, variação de +42% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Curva de mortes nos estados

  • Em alta (18 estados): TO, SE, MA, CE, GO, AL, MS, MG, PI, PR, ES, SP, RJ, RS, PB, MT, RN, RO
  • Em estabilidade (4 estados e o DF): PE, AC, RR, AM, DF
  • Em queda (3 estados): PA, BA, AP
  • Não divulgou novos dados (1 estado): SC

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal 

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Covid: o que acontece com o corpo em cada dia da infecção pelo coronavírus

Vírus da zika e da dengue alteram odor de seres humanos e de camundongos que infectam, revelam pesquisadores.

Por André Biernath, BBC — Da BBC News Brasil em Londres

Nas últimas semanas, os casos de Covid-19 não param de crescer no Brasil. De acordo com o painel do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), a média móvel diária de novas infecções está atualmente em 56 mil. Há pouco mais de um mês, esse número estava em 13 mil, uma taxa quatro vezes menor.

Esse aumento, relacionado à circulação de variantes mais infecciosas e ao relaxamento das medidas de proteção, nos leva a pensar na ação do Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual, e como ele consegue se espalhar com tanta facilidade.

Nesta reportagem da BBC News Brasil, você vai conhecer em detalhes o “caminho” que ele faz pelo nosso organismo e o que acontece em cada dia desde o momento em que temos o primeiro contato com o patógeno.

Mas, antes de entrar nos detalhes, um alerta importante: as datas apresentadas são apenas estimativas médias, baseadas em informações publicadas em estudos científicos e revisados por agências de saúde nacionais e internacionais. Pode ser que esses prazos variem, para mais ou para menos, em casos específicos.

Dia 0: a infecção

Tudo começa quando temos contato próximo com alguém que já está infectado com o coronavírus.

Quando essa pessoa fala, canta, tosse ou espirra, ela libera pequenas gotículas ou aerossóis de saliva que carregam partículas do Sars-CoV-2.

A quantidade de vírus varia consideravelmente de indivíduo para indivíduo. “Alguns têm uma carga baixa, de 10 mil cópias virais a cada mililitro de saliva”, calcula o virologista José Eduardo Levi, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Dasa.

“A carga média vai de 10 mil até 1 milhão de partículas, mas vemos alguns que carregam até 1 bilhão de cópias virais por ml”, compara o especialista, que também é pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo.

Essas gotículas minúsculas infectadas podem ser lançadas diretamente no nosso rosto — ou ficam em suspensão, “vagando” pelo ambiente durante minutos ou até horas (numa dinâmica muito parecida com a fumaça do cigarro), a depender da circulação de ar do ambiente de cada local. Nesse segundo caso, nós mesmos aspiramos esses aerossóis durante a respiração.

E é aí que começa de verdade o processo de infecção. O Sars-CoV-2 utiliza a espícula (também conhecida como spike ou proteína S), que está localizada na superfície de sua estrutura, para se conectar aos receptores das células da mucosa do nariz, da boca e até dos olhos.

A partir daí, ele vai iniciar a rotina comum a qualquer vírus: invadir a célula e usar todo o maquinário biológico para criar, de forma incessante, novas cópias de si mesmo.

“Nessa replicação, ele produz de 100 a mil novos vírus numa única célula”, estima Levi.

“Trata-se de um número tão grande que a célula não aguenta, estoura e morre. Esses vírus são, então, liberados e vão repetir esse processo nas células vizinhas.”

Essa replicação massiva, aliás, tem a ver com o surgimento das variantes do coronavírus. Nem todas as cópias saem iguais e algumas apresentam mutações genéticas importantes.

Se essa alteração no genoma representar alguma vantagem para o vírus, isso abre alas para o surgimento e o espalhamento das novas linhagens de preocupação — como as já conhecidas alfa, beta, gama, delta e ômicron.

Dias 1, 2 e 3: a incubação

Depois que o Sars-CoV-2 consegue invadir as primeiras células do nosso corpo, a próxima etapa envolve “ganhar terreno” e expandir o espectro de atuação.

As milhares de cópias que são liberadas de cada célula invadida avançam cada vez mais no organismo — se elas iniciam os trabalhos na superfície do rosto, logo estão dentro do nariz, descem para a garganta e eventualmente podem chegar até os pulmões.

Esse período de evolução silenciosa, em que a presença do vírus não gera nenhuma pista, é conhecida entre os especialistas como incubação.

“E percebemos nos últimos meses que o tempo de incubação das novas variantes diminuiu”, observa o virologista Anderson F. Brito, pesquisador científico do Instituto Todos pela Saúde.

De acordo com um relatório da Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido, a incubação da variante alfa durava, em média, de cinco a seis dias.

Durante a onda da linhagem delta, essa janela caiu para quatro dias.

Já na ômicron, o período entre a invasão viral e o início dos sintomas sofreu uma nova redução e fica em apenas três dias.

Ou seja: se antes a pessoa tinha contato com alguém infectado e levava quase uma semana para manifestar os sinais típicos da Covid, atualmente esse processo é bem mais rápido e pode acontecer quase de um dia para o outro.

Vale mencionar aqui que o tempo de incubação pode variar: em alguns casos, os sintomas aparecem até 14 dias depois do contato inicial com o vírus.

Dias 4 a 14: o aparecimento e a evolução dos sintomas

Conforme o vírus avança pelas vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta), ele eventualmente chama a atenção do nosso sistema imunológico, que inicia um contra-ataque.

A primeira linha de defesa envolve células como os neutrófilos, os monócitos e as natural killers (exterminadoras naturais, em tradução literal), como detalha um artigo publicado em 2021 por dois pesquisadores do Hospital Universitário de Zhejiang, na China.

Com o passar do tempo, entram em cena outras unidades imunes, como os linfócitos T, que coordenam uma resposta mais organizada à invasão viral, e os linfócitos B, que liberam os anticorpos.

Mas o importante disso tudo é que os sintomas acontecem em algumas pessoas justamente a partir dessa reação imunológica: coriza, tosse, febre e dor de garganta são, ao mesmo tempo, tentativas de eliminar o vírus do organismo e um efeito de tantas células trabalhando de forma incessante.

Você pode conferir a lista de sintomas de Covid mais frequentes nesta reportagem, publicada recentemente pela BBC News Brasil:

Mas quanto tempo os incômodos persistem? Esse prazo pode flutuar consideravelmente.

“Depende muito de cada indivíduo. Tem gente com poucos sintomas que, depois de quatro ou cinco dias, já está recuperado. Em outros, o mesmo quadro demora mais a passar”, responde a infectologista e virologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo.

“No geral, a tendência é que os sintomas piores, como dor de garganta e febre, durem cerca de três dias”, estima a especialista, que também integra a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Após esse período, é normal que manifestações mais leves, como coriza e tosse, ainda persistam por sete a dez dias”, conclui.

Neste estágio, é importante ficar em isolamento e restringir o contato com outros o máximo possível.

Do ponto de vista individual, repousar e manter-se bem hidratado é essencial para garantir uma boa recuperação e dar “uma chance” para o organismo reagir bem. Tomar alguns remédios simples para os incômodos da infecção, como febre e dor, também pode ajudar.

“Se depois de 72 horas do início dos sintomas você estiver com falta de ar ou a febre persistir, é preciso buscar um atendimento médico”, sugere Bellei.

Esse recado é ainda mais importante para quem pode sofrer com quadros mais graves de Covid, como idosos, portadores de doenças crônicas e pacientes com o sistema imunológico comprometido.

Já do ponto de vista coletivo, manter-se em isolamento é essencial para cortar as cadeias de transmissão do vírus na comunidade e barrar a subida de casos.

Ao ficar em casa e, se precisar sair, usar máscara de boa qualidade, você diminui a probabilidade de transmitir o Sars-CoV-2 adiante, por meio daquelas gotículas e aerossóis mencionados anteriormente.

O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95

Você confere quantos dias de isolamento são necessários em cada situação na matéria a seguir:

Dia 15 em diante: resolução do quadro (ou aparecimento de sintomas duradouros)

Passadas até duas semanas desde o contato com o coronavírus, o sistema imune costuma “vencer a batalha” e interrompe aquele processo de replicação e destruição das células na maioria das vezes.

Essa vitória, claro, é facilitada pela vacinação — as doses permitem “treinar” as unidades de defesa de forma segura, de modo que elas saibam como combater o patógeno antes mesmo de ter contato com ele.

Em alguns casos, infelizmente, o quadro não evolui tão bem assim: o vírus consegue ganhar muito terreno, chega até órgãos vitais (como os pulmões) e gera um quadro inflamatório bem grave.

Geralmente, essas situações exigem internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e intubação, além de aumentar o risco de morte.

E, mesmo nos pacientes que se recuperaram bem, há o risco nada desprezível da Covid longa, marcada por incômodos que duram meses (ou até anos).

Embora essa área ainda esteja rodeada de muitas incertezas, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estima que até 13,3% das pessoas com Covid apresentam sintomas de longa duração por um mês ou mais. Cerca de 2,5% relatam problemas ao menos por três meses.

Ainda segundo a instituição, mais de 30% dos pacientes com Covid que foram hospitalizados ainda sentem algum mal-estar depois de seis meses, que varia de cansaço e dificuldade para respirar até ansiedade e dor nas articulações.

O CDC aponta que “está trabalhando para entender mais sobre essas experiências pós-covid e por que elas acontecem, incluindo o motivo pelo qual alguns grupos são afetados de forma desproporcional“.

Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62002188

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