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Vacina de Oxford é ‘segura e eficaz’, diz agência europeia após análise de dados sobre coágulos

Agência reguladora analisou suspeitas de ligação entre o imunizante e casos de formação de coágulos. Órgão disse que vai continuar a acompanhar vacinação e que benefícios superam os riscos.

Por G1

A agência de medicamentos da União Europeia afirmou, nesta quinta-feira (18), que a vacina de Oxford é “segura e eficaz” no combate ao coronavírus após analisar a suspeita de casos de formação de coágulos em pacientes imunizados.

A reguladora disse também que vai continuar a acompanhar e analisar os dados de vacinação no continente, mas que os benefícios da aplicação da vacina superam os riscos.

O órgão apresentou o resultado da análise de alguns casos de trombose em idosos, e reforçou que não há indícios de relação com a vacina desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

Alguns países europeus suspenderam temporariamente o uso das doses da vacina enquanto a agência investigava as suspeitas (relembre na reportagem abaixo).

Agência de medicamentos da União Europeia reafirma confiança na vacina da AstraZeneca

A farmacêutica afirmou que já foram aplicadas mais de 17 milhões de doses na Europa – e que 37 casos de trombose foram registrados entre os vacinados.

O número é muito inferior ao registrado normalmente na população do país, em condições normais.

Nesta segunda (15), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a grande ameaça que a maior parte dos países enfrenta é a falta de vacina.

Vacinação no Brasil

A vacina de Oxford/AstraZeneca é uma das duas usadas no Brasil – a outra é a vacina CoronaVac feita em parceria pela chinesa Sinovac com o Instituto Butantan – que foram aprovadas para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca

A Anvisa disse em nota que não há evidências que apontem – até o momento – para uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de casos de trombose e embolia pulmonar.

Disse ainda que nenhum brasileiro vacinado apresentou casos de embolismo e trombose associados às vacinas para Covid-19.

Fiocruz, que produz a vacina da Oxford-AstraZeneca no Brasil, divulgou uma nota em que afirma que, até o momento, a vacina tem se mostrado extremamente segura e eficaz.

Suspensão temporária

Ao menos 13 países da União Europeia suspenderam temporariamente o uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, depois de relatos de formação de coágulos em pessoas vacinadas (veja a lista completa abaixo).

Na semana passada, Dinamarca, Noruega e Itália foram os primeiros em anunciar uma pausa nas aplicações para analisar dados da vacinação após a Áustria suspender um lote da vacina por conta de uma morte por embolia pulmonar – que poderia ser consequência da formação e desprendimento de um coágulo.

Coágulo é uma espécie de bloco de sangue com consistência mais sólida.

As autoridades sanitárias destes países ponderam, no entanto, que não há a comprovação de que a vacinação tenha aumentado a incidência de coágulos em pacientes – mas reforçam que o evento adverso pede por precaução.

Países que suspenderam a vacina

  • Áustria
  • Dinamarca
  • Noruega
  • Itália
  • Holanda
  • Alemanha
  • França
  • Espanha
  • Portugal
  • Luxemburgo
  • Suécia
  • Lituânia
  • Eslovênia

Os governos da Bélgica, Polônia, Romênia e Grécia se posicionaram contrários a esta suspensão. Segundo eles, a falta de vacinação pode causar ainda mais problemas que os efeitos adversos discutidos.

A União Europeia tem quatro vacinas autorizadas para a aplicação nos 27 países membros do bloco:

  • Pfizer/BioNTech
  • Moderna
  • Oxford/AstraZeneca
  • Janssen (Johnson & Johnson)

Relação AstraZeneca/União Europeia

A União Europeia enfrentou, no início de 2021, problemas com atrasos na entrega de doses das vacinas produzidas pela AstraZeneca. A situação gerou desconforto entre os países do bloco e a farmacêutica britânica.

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, pediu por transparência nas exportações do imunizante e chegou a dizer que o cronograma de entregas – com atrasos – era inaceitável. A empresa alegou problemas de produção e restrições de exportação.

O laboratório disse que as entregas para países europeus da vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford seriam menores do que o esperado, devido a uma “queda de desempenho” em uma das fábricas.

O bloco europeu acusa o Reino Unido de dificultar as exportações de vacinas depois da instauração do Brexit e chegou a ameaçar o país com a proibição do envio de vacinas da Pfizer produzidas no continente.

No início de março, o governo italiano bloqueou a exportação para a Austrália de uma remessa de 250 mil doses da vacina da AstraZeneca produzidas localmente.

O país foi o primeiro a usar os novos regulamentos do bloco, permitindo que as exportações sejam interrompidas se a empresa fornecedora das vacinas não cumprir as obrigações assumidas localmente.

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Com mais 2.245 casos da Covid-19, Pernambuco bate recorde e tem maior média móvel de casos desde o início da pandemia

Estado totalizou, desde março de 2020 até esta quarta (17), 323.176 diagnósticos confirmados da doença. Também foram registradas mais 39 mortes, elevando o total de óbitos a 11.510.

Por G1 PE

Pernambuco confirma 2.245 novos casos e 39 mortes por Covid-19 em 24 horas

Nesta quarta-feira (17), Pernambuco teve a confirmação de mais 2.245 casos e 39 mortes por Covid-19. Com esses novos pacientes e falecimentos, o estado passou a totalizar 323.176 diagnósticos confirmados da doença e 11.510 pessoas que perderam a vida após a infecção pelo novo coronavírus (veja vídeo acima).

As confirmações desta quarta-feira (17) fizeram Pernambuco atingir, pelo segundo dia consecutivo, a maior média móvel de casos desde o início da pandemia no estado, em março de 2020. São 1.660 casos de Covid-19, 28% a mais do que há exatos 14 dias.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 116 dos 2.245 pacientes confirmados nesta quarta-feira (17) receberam o diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Outras 2.129 pessoas apresentam a forma leve da Covid-19.

Média móvel de casos de Covid-19 em Pernambuco em 17 de março de 2021 — Foto: Reprodução/TV Globo

Média móvel de casos de Covid-19 em Pernambuco em 17 de março de 2021 — Foto: Reprodução/TV Globo

Levando em conta essa divisão, o estado passou a totalizar 33.920 casos graves e 289.256 casos leves da doença. Os registros começaram em 12 de março de 2020.

Além disso, o boletim registra um total de 277.852 pacientes recuperados da doença. Destes, 20.254 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 257.598 eram casos leves.

Mortes

Em relação aos óbitos, as 39 mortes contabilizadas nesta quarta-feira (17) ocorreram entre o dia 2 de fevereiro e a terça-feira (16). Foram 17 homens e 22 mulheres, com idades entre 25 e 92 anos. As faixas etárias são: 20 a 29 (1), 30 a 39 (1), 40 a 49 (4), 50 a 59 (4), 60 a 69 (6), 70 a 79 (16) e 80 ou mais (7).

Do total, 30 tinham doenças pré-existentes: doença cardiovascular (18), diabetes (11), tabagismo/histórico de tabagismo (4), doença respiratória (4), hipertensão (3), obesidade (3), doença renal (2) e doença hepática (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidades. Os demais seguem em investigação.

As novas mortes são de moradores de Araripina (3), Caruaru (2), Catende (1), Igarassu (1), Jaboatão dos Guararapes (3), Lagoa do Itaenga (1), Lajedo (1), Moreno (2), Olinda (1), Paudalho (1), Paulista (1), Petrolina (2), Recife (17), Santa Cruz da Baixa Verde (1), Tuparetama (1) e Vitória de Santo Antão (1).

Ocupação de leitos

Nesta quarta-feira, a ocupação de leitos de UTI, na rede pública, é de 97%. As enfermarias têm ocupação de 82%. Na rede particular, são 89% das UTIs ocupadas e 66% das enfermarias.

Vacinação

Desde janeiro, 654.528 doses da vacina contra a Covid-19 foram aplicadas, sendo 479.348 primeiras doses.

Ao todo, receberam a primeira dose 184.678 trabalhadores de saúde; 24.273 indígenas aldeados; 6.097 idosos em asilos; 32.785 idosos de 70 a 74 anos; 62.524 idosos de 75 a 79 anos; 84.590 idosos de 80 a 84 anos; 83.534 idosos a partir de 85 anos; além de 867 pessoas com deficiência institucionalizadas.

Receberam a segunda dose 131.087 trabalhadores de saúde; 23.161 indígenas aldeados; 4.300 idosos institucionalizados; 15.080 idosos de 80 a 84 anos; 932 idosos a partir de 85 anos e 620 pessoas com deficiência institucionalizadas; totalizando 175.180 pessoas.

Testes

Foram feitos, desde o início da pandemia, 1.329.892 testes para detecção do novo coronavírus.

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Com mais 2.245 casos da Covid-19, Pernambuco bate recorde e tem maior média móvel de casos desde o início da pandemia

Estado totalizou, desde março de 2020 até esta quarta (17), 323.176 diagnósticos confirmados da doença. Também foram registradas mais 39 mortes, elevando o total de óbitos a 11.510.

Por G1 PE

Nesta quarta-feira (17), Pernambuco teve a confirmação de mais 2.245 casos e 39 mortes por Covid-19. Com esses novos pacientes e falecimentos, o estado passou a totalizar 323.176 diagnósticos confirmados da doença e 11.510 pessoas que perderam a vida após a infecção pelo novo coronavírus.

As confirmações desta quarta-feira (17) fizeram Pernambuco atingir, pelo segundo dia consecutivo, a maior média móvel de casos desde o início da pandemia no estado, em março de 2020. São 1.660 casos de Covid-19, 28% a mais do que há exatos 14 dias.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 116 dos 2.245 pacientes confirmados nesta quarta-feira (17) receberam o diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Outras 2.129 pessoas apresentam a forma leve da Covid-19.

Média móvel de casos de Covid-19 em Pernambuco em 17 de março de 2021 — Foto: Reprodução/TV Globo

Média móvel de casos de Covid-19 em Pernambuco em 17 de março de 2021 — Foto: Reprodução/TV Globo

Levando em conta essa divisão, o estado passou a totalizar 33.920 casos graves e 289.256 casos leves da doença. Os registros começaram em 12 de março de 2020.

Em relação aos óbitos, as 39 mortes contabilizadas nesta quarta-feira (17) ocorreram entre o dia 2 de fevereiro e a terça-feira (16). Outros detalhes epidemiológicos devem ser divulgados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

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Confira quantas das 198,6 mil doses da nova remessa de CoronaVac cada município de Pernambuco recebe

Novo lote da vacina contra Covid-19 chegou na noite da terça-feira (16). Remessa deve ser usada para idosos entre 75 e 79 anos e profissionais da saúde.

Por G1 PE

Lote de vacinas contra Covid chegou ao Recife, na noite da terça-feira (16) — Foto: Governo de Pernambuco/Divulgação

Lote de vacinas contra Covid chegou ao Recife, na noite da terça-feira (16) — Foto: Governo de Pernambuco/Divulgação

Com a chegada de novas 198,6 mil doses da vacina contra a Covid-19 CoronaVac, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou, nesta quarta-feira (17), o quantitativo de doses que cada município pernambucano deve receber.

O novo lote do imunizante produzido pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, chegou ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, na Zona Sul da capital, na noite da terça-feira (16).

De acordo com o governo, as novas unidades devem ser utilizadas para imunizar pessoas de 75 a 79 anos e profissionais de saúde. Até o momento, Pernambuco já recebeu 1.052.960, incluindo as doses de CoronaVac e de Oxford/AstraZeneca.

Pernambuco recebe mais 198,6 mil doses de vacina contra Covid-19

Ao todo, o estado já recebeu 886.960 unidades da CoronaVac, utilizada para duas doses por pessoa, e 166 mil Oxford/AstraZeneca, apenas para a primeira dose. O imunizante da CoronaVac precisa de uma segunda dose de 14 a 28 dias após a aplicação da primeira. Já a vacina Oxford permite um intervalo de até três meses.

A expectativa é de que, com as novas doses, suba para 59% o quantitativo de idosos entre 75 e 79 anos vacinados com as duas doses. Em relação aos profissionais de saúde, o estado estima alcançar a marca de aproximadamente 86%.

Ainda segundo a SES, as vacinas já foram enviadas às 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), local de onde partem para os municípios, que ficam encarregados de realizar as campanhas de vacinação.

Veja a quantidade de doses por município

Do total recebido, 193.590 doses foram distribuídas aos municípios pernambucanos, enquanto 5.010 firam direcionadas para a rede estadual, segundo a secretaria.

Doses de vacina contra Covid-19 de Pernambuco

CidadesDoses para idosos entre 70 e 75 anosDoses para profissionais da saúdeTotal de doses
Abreu e Lima1.5403001.840
Afogados da Ingazeira730150880
Afrânio33050380
Agrestina51070580
Água Preta44070510
Águas Belas77070840
Alagoinha33050380
Aliança66080740
Altinho58060640
Amaraji29040330
Angelim24020260
Araçoiaba24070310
Araripina1.3701401.510
Arcoverde1.3702801.650
Barra de Guabiraba19030220
Barreiros600120720
Belém de Maria20030230
Belém de São Francisco33050380
Belo Jardim1.3801701.550
Betânia26050310
Bezerros1.3002201.520
Bodocó590100690
Bom Conselho9201001.020
Bom Jardim83070900
Bonito710130840
Brejão16030190
Brejinho16030190
Brejo da Madre de Deus78090870
Buenos Aires22030250
Buíque950801.030
Cabo de Santo Agostinho2.4707403.210
Cabrobó49070560
Cachoeirinha43050480
Caetés50040540
Calçado18030210
Calumbi14020160
Camaragibe2.3509203.270
Camocim de São Félix37050420
Camutanga18030210
Canhotinho50030530
Capoeiras41050460
Carnaíba41050460
Carnaubeira da Penha15040190
Carpina1.2801501.430
Caruaru5.03012506.280
Casinhas25030280
Catende580110690
Cedro20040240
Chã de Alegria21050260
Chã Grande36060420
Condado46040500
Correntes33040370
Cortês14040180
Cumaru26040300
Cupira45060510
Custódia74070810
Dormentes31050360
Escada9501401090
Exu62080700
Feira Nova42040460
Fernando de Noronha000
Ferreiros22030250
Flores58050630
Floresta49090580
Frei Miguelinho41040450
Gameleira39070460
Garanhuns2.2406102.850
Glória do Goitá54080620
Goiana1.2202101.430
Granito17030200
Gravatá1.4702301.700
Iati36050410
Ibimirim42070490
Ibirajuba19030220
Igarassu1.6705302.200
Iguaraci27030300
Ilha de Itamaracá300180480
Inajá20040240
Ingazeira10020120
Ipojuca7603301090
Ipubi44080520
Itacuruba702090
Itaíba50050550
Itambé56080640
Itapetim33040370
Itapissuma340100440
Itaquitinga24040280
Jaboatão dos Guararapes10.1902.81013.00
Jaqueira16040200
Jataúba36040400
Jatobá28030310
João Alfredo67060730
Joaquim Nabuco18040220
Jucati20030230
Jupi26030290
Jurema34030370
Lagoa do Carro29050340
Lagoa do Itaenga33050380
Lagoa do Ouro25030280
Lagoa dos Gatos31040350
Lagoa Grande32070390
Lajedo80070870
Limoeiro1.1402001.340
Macaparana47060530
Machados22050270
Manari31030340
Maraial13030160
Mirandiba25050300
Moreilândia23040270
Moreno9701801150
Nazaré da Mata620160780
Olinda7.3001.3008.600
Orobó50040540
Orocó21030240
Ouricuri1.2103201.530
Palmares8902801170
Palmeirina16030190
Panelas59060650
Paranatama26030290
Parnamirim40060460
Passira580100680
Paudalho750140890
Paulista5.3507606.110
Pedra40040440
Pesqueira1,2801801.460
Petrolândia47060530
Petrolina3.7001.6405.340
Poção21030240
Pombos46050510
Primavera19030220
Quipapá38090470
Quixaba12010130
Recife30.27013.61043.880
Riacho das Almas41060470
Ribeirão660100760
Rio Formoso25060310
Sairé23040270
Salgadinho23020250
Salgueiro9002901190
Saloá34040380
Sanharó44040480
Santa Cruz31050360
Santa Cruz da Baixa Verde26040300
Santa Cruz do Capibaribe9701901160
Santa Filomena31040350
Santa Maria da Boa Vista55090640
Santa Maria do Cambucá33020350
Santa Terezinha22030250
São Benedito do Sul21020230
São Bento do Una9701101080
São Caitano630100730
São João39050440
São Joaquim do Monte44050490
São José da Coroa Grande26050310
São José do Belmonte68090770
São José do Egito750120870
São Lourenço da Mata1.5903501.940
São Vicente Ferrer31040350
Serra Talhada1.4603701830
Serrita38050430
Sertânia66070730
Sirinhaém430140570
Solidão11020130
Surubim1.2601601.420
Tabira57080650
Tacaimbó28050330
Tacaratu41040450
Tamandaré27060330
Taquaritinga do Norte46040500
Terezinha13020150
Terra Nova17030200
Timbaúba9501401090
Toritama32060380
Tracunhaém21040250
Trindade43070500
Triunfo40040440
Tupanatinga43030460
Tuparetama23040270
Venturosa34050390
Verdejante19030220
Vertente do Lério16040200
Vertentes36050410
Vicência39090480
Vitória de Santo Antão2.3104602.770
Xexéu21050260

Fonte: SES-PE

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Campanha de vacinação contra gripe começa em 12 de abril

Meta é imunizar 90% do grupo prioritário, que tem 79,7 milhões de pessoas. Orientação do Ministério da Saúde é tomar 1º a vacina contra a Covid e, 14 dias depois, a vacina contra a gripe.

Por G1

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o vírus da gripe, começa no dia 12 de abril e vai até 9 de julho. O público-alvo é estimado em 79,7 milhões de brasileiros, e a meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários.

Os grupos prioritários serão distribuídos em três etapas, de forma escalonada. Neste ano, a vacinação vai começar por crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde. Depois, será a vez dos idosos e dos professores (veja abaixo quem faz parte dos grupos prioritários e as datas das três etapas de vacinação).

A campanha de vacinação contra a gripe vai coincidir com a imunização contra a Covid-19. O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das duas vacinas simultaneamente, devido à falta de estudos sobre a coadministração dos imunizantes, e a orientação é priorizar a vacinação contra o novo coronavírus.

O governo federal recomenda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário tomem primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas.

Importância da vacinação

O ministério diz que a imunização contra a gripe é extremamente importante para a proteção dos grupos mais vulneráveis às complicações e óbitos decorrentes da doença, por isso deve ser mantida apesar de todos os desafios frente à circulação do novo coronavírus.

Segundo a pasta, a imunização contra a gripe vai prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, óbitos, internações e a sobrecarga nos serviços de saúde, além de reduzir os sintomas que podem ser confundidos com os da Covid-19.

Grupos prioritários

A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu como grupos de elevada prioridade para a vacinação os profissionais da área da saúde e os idosos. Em seguida, sem ordem de prioridade, vêm as crianças de 6 meses a 5 anos, as gestantes e os portadores de determinadas doenças crônicas.

No Brasil, outros grupos também serão contemplados na campanha deste ano. Fazem parte do grupo prioritário, segundo o Ministério da Saúde:

  • Crianças entre 6 meses e 6 anos de idade
  • Gestantes e puérperas
  • Povos indígenas
  • Trabalhadores da saúde
  • Idosos com 60 anos ou mais
  • Professores das escolas públicas e privadas
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Forças de segurança e salvamento
  • Forças Armadas
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema prisional
  • Adolescentes e jovens entre 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
  • População privada de liberdade

3 etapas de vacinação

A campanha nacional de imunização contra a gripe será distribuída em três etapas, de forma escalonada:

  • 1ª etapa — de 12 de abril a 10 de maio: crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde (25,2 milhões de pessoas)
  • 2ª etapa — de 11 de maio a 8 de junho: idosos e professores (32,8 milhões de pessoas)
  • 3ª etapa — de 9 de junho a 9 de maio: demais grupos prioritários (21,7 milhões de pessoas)

Tipo de vacina usada

Serão distribuídas 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, para a imunização do público-alvo.

A vacina é de vírus fragmentado e inativado (veja no gráfico abaixo) e tem três tipos de cepas do vírus influenza em combinação: H1N1 pdm09, H3N2 e linhagem B/Victoria.

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SP bate recorde e registra 679 novas mortes por Covid-19 em um dia; estado confirmou 1 óbito a cada 2 minutos nas últimas 24h

Máxima anterior era de 521 mortes confirmadas em 24h no estado. Coordenador do Centro de Contingência contra Covid-19 do governo de SP prevê recorde de mortes pela doença ‘em alta escala’, e vice-governador do estado diz que Doria não descarta lockdown, mas que medida precisa ser coordenada nacionalmente.

Por G1 SP — São Paulo

Sem vagas, hospitais privados de São Paulo recorrem ao SUS

O estado de São Paulo registrou 679 novas mortes provocadas pela Covid-19 nesta terça-feira (16), o recorde em 24 horas desde o início da pandemia. Isso equivale a uma nova morte confirmada a cada 2 minutos e 6 segundos. O estado agora totaliza 64.902 óbitos causados pelo coronavírus.

O recorde anterior, registrado na semana passada, era de 521 mortes em um dia, e representava pouco mais de uma morte a cada 3 minutos.

Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computadas no sistema neste período. As notificações costumam ser menores em finais de semana, feriados e segundas-feiras, por conta do atraso na contabilização.

A média móvel de mortes, que considera os registros dos últimos sete dias, também foi recorde nesta terça-feira (16) e chegou a 400 óbitos diários. O valor é 50% maior do que o registrado há 14 dias, o que para especialistas indica forte tendência de alta da epidemia.

Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior do que o registro diário, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.

O estado teve ainda 17.684 novos casos da doença confirmados nas últimas 24 horas. No total, São Paulo chegou a 2.225.926 casos de Covid-19 confirmados desde o início da epidemia.

A média móvel de casos foi recorde nesta segunda-feira e chegou a 13.129 casos por dia, um número 39% maior do que o verificado 14 dias atrás, o que também indica tendência de alta.

Explosão da Covid-19 em SP

Em postagem nas redes sociais, o secretário-executivo do Centro de Contingência para o coronavírus do governo paulista, João Gabbardo, comentou a explosão de casos registrados no país e pediu ao novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que não se posicione contra medidas mais rígidas de isolamento social.

Mais cedo, em entrevista à GloboNews, o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia, disse que João Doria não descarta decretar um lockdown, mas afirmou que o governo não tem condições de determinar o fechamento do estado sem que tal medida seja coordenada nacionalmente.

Levantamento feito pelo G1 e pela TV Globo aponta que ao menos 75 pessoas com Covid ou suspeita da doença morreram na fila de espera por leito de UTI no estado.

O colapso da saúde também atinge a rede particular da capital paulista. Nesta terça, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse que os hospitais privados estão solicitando leitos do SUS porque não conseguem atender a demanda. “Algo inédito”, afirmou Aparecido.

Municípios em colapso

Desde primeiro de março, ao menos 45 pessoas morreram de Covid na fila de espera por vaga em UTI

O estado tem 69 municípios com 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19, segundo anunciou nesta segunda-feira (15) o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.

O total corresponde a pouco mais de 10% das cidades paulistas, já que o estado tem 645 municípios. Nem todas as cidades possuem leitos de UTI porque, em municípios menores, os pacientes mais graves são encaminhados para hospitais regionais de referência.

O total de internados em UTI nesta segunda-feira (15) foi 60% maior do que o pico da primeira onda da pandemia, em 2020. No domingo, foram registradas 24.285 pessoas internadas, sendo 10.507 em UTIs e 13.778 em enfermaria. O número total de internados no estado, incluindo leitos de UTI e de enfermaria, está batendo recordes todos os dias desde 27 de fevereiro.

A taxa média de ocupação de UTIs em São Paulo, contando leitos particulares e públicos, chegou a 89% nesta segunda-feira (15).

Esgotamento do sistema

São Paulo: secretário municipal de Saúde admite possibilidade de colapso

Especialistas alertam para a possibilidade de colapso do sistema, já que a capacidade de criação de leitos, especialmente de UTI, é limitada.

Neste domingo, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse que a próxima semana será a mais difícil de toda a pandemia na cidade e admitiu o risco de colapso no sistema de saúde.

“O que a gente deve enfrentar esta semana vai ser o momento mais difícil dessa pandemia, nestes últimos 14 meses”, alertou o secretário.

Um cálculo matemático mostra que São Paulo pode chegar ao colapso de seu sistema de saúde nos primeiros dias de abril, caso o atual ritmo de avanço da pandemia permaneça o mesmo.

Todos os leitos de UTI disponíveis para Covid-19 nas redes pública e privada do estado devem acabar nesse prazo, se o ritmo atual de internações pela doença e de abertura de novos leitos se mantiver em crescimento.

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Pelo menos 14 pessoas são mortas após incêndio em fábricas chinesas em Mianmar

Com as últimas mortes, passou de 100 o número de assassinatos durante os protestos no país.

Por Reuters

Forças de segurança assassinaram neste domingo (14) pelo menos 14 manifestantes no subúrbio industrial de Hlaingthaya, próximo a Rangum, a principal cidade de Mianmar, depois que fábricas financiadas pela China foram incendiadas, relatou a mídia local.

Outras 14 pessoas foram mortas em outras áreas de Rangum e outras cidades de Mianmar e a televisão estatal também informou que um policial morreu em um dos dias mais sangrentos de protestos contra o golpe militar de 1º de fevereiro contra a líder eleita Aung San Suu Kyi.

A embaixada da China disse que muitos trabalhadores chineses ficaram feridos e presos em ataques incendiários realizados por agressores não identificados contra fábricas de roupas em Hlaingthaya e que pediu a Mianmar que proteja a propriedade e os cidadãos chineses.

Enquanto nuvens de fumaça subiam da área industrial, as forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes no subúrbio, conhecido por ser lar de imigrantes, disse a mídia local.

O Myanmar Now informou que pelo menos 14 manifestantes foram mortos, de acordo com o hospital local e uma equipe de resgate.

“Os mortos e feridos ainda estão chegando”, disse um funcionário do hospital de Hlaingthaya. Outros meios de comunicação de Mianmar noticiaram um número ainda maior de mortos.

A lei marcial foi imposta em Hlaingthaya e em outro distrito do centro comercial de Mianmar, anunciou a mídia estatal.

A emissora Myawadday, administrada pelo exército, disse que as forças de segurança agiram depois que quatro fábricas de roupas e uma fábrica de fertilizantes foram incendiadas e cerca de 2.000 pessoas impediram que os carros de bombeiros chegassem até a área.

Um porta-voz da junta militar não respondeu às perguntas da reportagem.

O Doutor Sasa, representante dos legisladores eleitos da assembleia que foi destituída pelo exército, expressou solidariedade ao povo de Hlaingthaya.

“Os perpetradores, agressores, inimigos do povo de Mianmar, o maligno SAC (Conselho Administrativo do Estado) serão responsabilizados por cada gota de sangue derramada”, disse ele.

Com as últimas mortes, passou de 100 o número de assassinatos durante os protestos no país. O grupo da Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos disse que mais de 2.100 manifestantes também foram presos no sábado.

China pede providências

A embaixada da China descreveu a situação como “muito grave” após os ataques às fábricas financiadas pelo país. O órgão, no entanto, não comentou os assassinatos.

“A China pede que Mianmar tome medidas mais eficazes para impedir os atos de violência, puna os perpetradores de acordo com a lei e garanta o direito à vida e à propriedade de empresas e funcionários chineses em Mianmar”, disse o comunicado.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque às fábricas.

O sentimento anti-chinês aumentou desde o golpe, com a oposição percebendo o tom calado de Pequim em comparação com o clima de condenação que se vê no Ocidente.

Apenas duas fábricas foram incendiadas por enquanto, segundo afirmou a líder do protesto Ei Thinzar Maung no Facebook.

“Se você deseja fazer negócios em Mianmar de maneira estável, respeite o povo de Mianmar”, disse ela. “Hlaingthaya guerreira, estamos orgulhosos de vocês!!”

12 de março: Justiça estende prisão de seis jornalistas que cobriam protestos em Mianmar

O Reino Unido demonstrou indignação e surpresa com o uso de força letal pelas forças de segurança contra pessoas inocentes em Hlaingthaya e em outros lugares neste domingo, disse seu embaixador em um comunicado.

“Pedimos pelo fim imediato destes atos de violência e para que o regime militar devolva o poder àqueles eleitos democraticamente pelo povo de Mianmar”, disse o embaixador Dan Chugg.

O Exército alega ter assumido o poder depois que as acusações de fraude nas eleições de 8 de novembro, vencidas pelo partido de Suu Kyi, foram rejeitadas pela comissão eleitoral. As Forças Armadas prometeram realizar uma nova eleição, mas não definiram data.

Suu Kyi está presa desde o golpe e deve aparecer em tribunal na segunda-feira. Ela enfrenta pelo menos quatro acusações, incluindo uso ilegal de rádios de comunicação e violação de protocolos contra o coronavírus.

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Efeitos da Covid-19: o que causa e como tratar a queda de cabelo que afeta 1 em 4 infectados

Estudos acadêmicos abordam a ligação entre a queda de cabelo acentuada e Covid-19, mas as causas, a duração e os tratamentos ainda não estão muito claros.

Por Cristiane Martins, BBC — Londres

A estudante universitária Janaina Corrêa, de 24 anos, contraiu coronavírus em Macapá em abril de 2020, quando a doença havia acabado de chegar ao Brasil. Passou duas semanas com febre, náusea e falta de ar. Mas a doença não foi embora com esses sintomas. Além da falta de ar e da fadiga persistentes, começou a notar que estava perdendo muito cabelo. A situação se agravou quando ela, que já tinha perdido dois tios para a Covid, viu sua mãe ser internada numa UTI com a doença.

“Aquilo me matou porque a gente só tem notícia de quem está em UTI uma vez por dia. E tem que esperar 24 horas para saber como sua mãe está. Dentro do hospital comecei a perceber que meu cabelo estava caindo muito porque onde eu andava, me encostava, eu via cabelo caindo. Ele não caía, ele despencava. Sempre tive muito cabelo, mas se tornou assustador porque viraram falhas no meu couro cabeludo.”

A mãe dela conseguiu se recuperar da Covid-19, mas também passou a enfrentar queda de cabelo acentuada depois da infecção. Vários conhecidos delas relataram o mesmo sintoma. E hoje, quase um ano depois de sua infecção, o cabelo de Janaina voltou a ganhar volume.

Esses casos ilustram um sintoma associado que estima-se aparecer em 25% dos pacientes com a chamada Covid-19 persistente (ou Covid longa), que é uma condição de saúde que dura semanas ou meses depois do início da infecção pelo novo coronavírus, e não se manifesta necessariamente com os mesmos sintomas que afetaram a pessoa antes.

Há dezenas deles, como cansaço extremo, problemas de memória, dores nas articulações e erupções na pele. Segundo pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia, que analisaram dezenas de estudos sobre o tema com 48 mil pacientes ao todo, os cinco sintomas mais comuns da Covid prolongada são fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e falta de ar (24%).

Há pelo menos sete estudos acadêmicos que abordam a ligação entre essa queda de cabelo acentuada e Covid-19, mas as causas, a duração e os tratamentos ainda não estão muito claros. Estima-se que a Covid longa esteja associada a duas formas de queda de cabelo acentuada já conhecidas da medicina: o eflúvio telógeno e a alopecia areata.

Segundo Paulo Criado, coordenador do departamento de medicina interna da Sociedade Brasileira de Dermatologia, problemas emocionais, doenças infecciosas ou autoimunes podem causar queda de cabelo de diversos tipos. O mais comum é a queda difusa em todo o couro cabeludo, que é chamada de eflúvio telógeno. Há pacientes com predisposição genética ou doenças autoimunes, por exemplo, que podem apresentar quedas em forma de rodelas, condição conhecida como alopecia areata.

Em entrevista à BBC News Brasil, Criado explica que é comum uma queda de cabelo acentuada meses depois de doenças infecciosas mais graves, como dengue, chikungunya, zika, além de episódios de estresse, perda de peso e parto.”Esses todos são eflúvios. O que se acredita agora é que o coronavírus faça parte desse grupo de doenças que podem estar ligadas à queda capilar acentuada.”

Em geral, pacientes com perda de cabelo relatam que os fios começam a cair em volume bem maior do que o normal em torno de 2 ou 3 meses depois da infecção. E meses depois ele se recupera espontaneamente, sem tratamento.

No caso da alopecia areata, Andrew Messenger, professor honorário de dermatologia da Universidade de Sheffield e presidente do Instituto de Tricologia do Reino Unido, explica que os cientistas ainda têm diversas dúvidas sobre as causas e os mecanismos envolvidos.

“No momento, não temos uma imagem clara do que está acontecendo. Se o coronavírus serve de gatilho para quem já tem predisposição genética de desenvolver alopecia areata, que é uma doença capilar associada a uma reação autoimune, ou se isso está ligado a algum fator desconhecido ou ao estresse em torno da Covid-19 no caso de pessoas sem essa predisposição genética”, afirmou à BBC News Brasil.

Especialistas afirmam que a pandemia ainda está no início e não é possível neste momento precisar a duração da perda de cabelo.

Diagnósticos e eventuais medicamentos para a alopecia devem ser avaliados caso a caso por um dermatologista. Mas não há nenhum indicativo até o momento de que os eventuais tratamentos sejam diferentes dos que costumam ser prescritos por médicos contra queda de cabelo comum, a exemplo da alimentação equilibrada.

A BBC News Brasil reúne abaixo o que se sabe até o momento sobre possíveis causas, fatores de risco, os mecanismos do corpo envolvidos, eventuais tratamentos, o que pode piorar ou não essa queda de cabelo acentuada e o que fazer nesses casos.

Como a Covid-19 pode afetar o ciclo normal do cabelo

A função do cabelo vai bem além da nossa autoimagem: passa por aspectos como tato, sensibilidade e proteção de orifícios e da pele contra a radiação ultravioleta (UV).

Os pelos e fios de cabelo surgem no folículo piloso (ou raiz), uma espécie de “fábrica” localizada na camada profunda da pele que se desenvolve ao longo da primeira metade da gestação do bebê. Estima-se que cada pessoa tenha uns 5 milhões dessas raízes espalhadas por quase toda a superfície do corpo, sendo quase 100 mil no couro cabeludo. Esse número não muda na vida adulta.

A grande maioria produz um fio de cada vez, num complexo processo de “fabricação” na raiz. Envolve divisão celular que gera células na base para o crescimento do cabelo, e depois elementos como glândulas produtoras de sebo para manutenção e flexibilidade, células geradoras de melanina para a coloração dos fios e papilas que cuidam do ciclo de vida dos fios. Arrancar um fio “pela raiz”, por exemplo, pode danificar essa “fábrica”.

De modo simplificado, o que identificamos como fio de cabelo é a “parte de cima” da estrutura iniciada na raiz, ou seja, enxergamos uma haste de células já mortas que foi se revestindo principalmente de queratina, proteína que garante a sustentação dessa estrutura com várias camadas.

Em geral, esse ciclo de vida dura de dois a sete anos e é dividido em três fases. Primeiro, o fio de cabelo cresce quase 1 cm por mês ao longo de três anos, em média, na chamada fase anágena. Em seguida, passa de duas a três semanas na fase catágena, momento em que deixa de ser “alimentado” na base por novas células, para de crescer e se prepara para ser substituído. A terceira e última é a fase telógena (ou repouso), que dura de três a quatro meses. É nela que o cabelo cai ao ser expulso pelo novo fio que está sendo formado no mesmo folículo piloso.

O problema é que esse ciclo pode sofrer distúrbios a partir de problemas emocionais, anemia, doença autoimune ou doença infecciosa, por exemplo. E daí pode surgir o chamado eflúvio telógeno, que antecipa o fim da vida do cabelo: uma proporção muito maior de fios muda da fase de crescimento para a fase de queda.

Todo mundo costuma perder diariamente de 30 a 150 fios. E em condições como o eflúvio telógeno, o volume pode chegar a 300 por dia. Essa queda mais volumosa se dá como uma diminuição geral do volume de cabelo na cabeça como um todo.

Um fator que tem sido percebido nos casos de queda de cabelo acentuada ligada à Covid é a distância temporal entre a infecção e a perda de fios. Isso se dá porque o eflúvio telógeno costuma ocorrer três meses depois do fator que desencadeou essa condição de saúde e pode durar de três a seis meses.

“As razões não estão claras para a ligação entre a queda de cabelo acentuada e a Covid-19. Doenças associadas a altas temperaturas do corpo afetam o crescimento do cabelo pelos folículos capilares, que são mantidos na fase de repouso do ciclo capilar por dois ou três meses e daí eles caem. Por isso que pessoas com essa condição vivenciam a queda dos cabelos em torno de dois a três meses depois do evento que causou isso. Isso pode ser bastante dramático, com toda essa queda de cabelo, mas a grande maioria dos casos ele se recupera depois de meses”, explica Messenger, da Universidade de Sheffield.

A causa é desconhecida em um terço dos casos diagnosticados de eflúvio telógeno, segundo dados da Associação Britânica de Dermatologia. E os gatilhos mais comuns são parto, perda de peso acentuada, trauma, tratamento de câncer, doenças graves ou mesmo um acontecimento bastante relevante na vida de alguém (como a perda de um parente próximo).

Segundo Michael Freeman, professor da Bond University e diretor do departamento de dermatologia do Gold Coast Hospital, ambos na Austrália, o surgimento do eflúvio telógeno nessas situações funciona como se o corpo abandonasse temporariamente funções desnecessárias em momentos de grande estresse. Ele aponta que a alimentação costuma ser um fator relevante para quedas e recuperações. “Não é só a Covid que gera esse efeito. Se seus níveis de ferro no sangue estão baixos, isso vai te afetar mais do que a outras pessoas”, explicou à BBC News Brasil. Se a deficiência de ferro for sanada, “o cabelo voltará com o tempo.”

De acordo com a Associação Britânica de Dermatologia, a escassez de cabelo só se torna visível em casos bem graves de eflúvio telógeno e raramente essa condição demanda o uso de peruca.

“Mas não duvido que possa ocorrer com algumas pessoas nessa pandemia. Como os pacientes que tiveram Covid grave e ficaram internados em UTI, intubados por 60 dias. Pode até acontecer uma situação dessa, mas em geral não chega a ficar com uma calvície total. Há uma diminuição da densidade do cabelo. Fica mais rarefeito”, diz Paulo Criado, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Em um estudo de pesquisadores da Wayne State University e do Hospital Henry Ford, ambos em Detroit (EUA), com 552 pacientes infectados com coronavírus entre fevereiro e setembro de 2020, foram diagnosticados 10 pacientes com eflúvio telógeno associado à Covid-19, sendo 9 mulheres e idade média de 49 anos.

No estudo, os pesquisadores levantam possíveis causas para a queda de cabelo acentuada, como fatores psicossociais e estresse psicológico. Eles aventam também outras hipóteses dos mecanismos por trás disso, como a infecção multissistêmica.

Numa delas, uma cascata de coagulação surge no corpo em resposta à infecção por Covid-19, o que leva a queda na concentração de proteínas anticoagulantes (dada a queda de produção e o aumento do consumo). Esses fatores podem levar à formação de microtrombos (pequenos coágulos) que podem obstruir o suprimento de sangue para os folículos capilares.

Um outro estudo, de dez pesquisadores do Montefiore Medical Center, em Nova York (EUA), investigou outros 10 pacientes que desenvolveram queda de cabelo acentuada entre 3 e 7 meses depois de serem infectadas com coronavírus. Todas eram mulheres, com idade média de 55 anos, sem histórico de eflúvio telógeno antes da Covid.

“Com um número crescente de pacientes recuperados, o risco de desenvolverem essa manifestação dermatológica física e emocionalmente angustiante deve continuar.”

Covid longa e alopecia

Outras condições de saúde de queda de cabelo acentuada que têm sido associadas à Covid prolongada são a alopecia androgenética (conhecida como calvície) e a alopecia areata, conhecida como “pelada” e associada a fatores hereditários em 20% dos casos.

A alopecia areata, por exemplo, é uma doença multifatorial que leva à queda de cabelos e pelos do couro cabeludo ou de outras partes do corpo como barba e sobrancelhas, por exemplo. Uma de suas maiores características é a queda em placas arredondadas ou ovais, deixando aparente o couro cabeludo.

Pode afetar tanto homens quanto mulheres e independe também da etnia e idade. Não é uma doença contagiosa e não deixa cicatrizes. Essa condição pode durar de dois a três anos, mesmo sem Covid-19. Então, ainda é cedo para determinar quanto tempo as pessoas serão afetadas por essa condição.

“A alopecia areata é uma agressão de linfócitos que saem do sangue e vão para a pele, a nível do folículo piloso, e agridem as células em proliferação do folículo piloso. É como se fosse um carro que a marcha fosse diminuindo a velocidade. Então o pelo vai afinando, até uma hora que para de produzir. E você fica com uma clareira redonda geralmente, ou várias redondas que podem se juntar, só que esse é o menos comum. O mais comum é a queda difusa, onde diminui o volume geral de cabelo”, explica Criado, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A alopecia areata é associada por parte dos especialistas a uma doença autoimune (quando as próprias células atacam o organismo). Estima-se que atinge cerca de 2% da população mundial.

Ao longo da pandemia, alguns estudos apontaram também uma associação entre a calvície masculina e a Covid-19, como um tipo de fator de risco para o coronavírus, dada a incidência de homens com esse problema capilar entre os mais afetados pela doença.

Paulo Criado, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, no entanto, afirma que “do ponto de vista imunológico e genético, a questão da calvície enquanto fator associado à Covid pode ser uma coincidência porque os homens idosos em geral tem mais calvície do que as mulheres”.

Cientistas ainda tentam decifrar a fisiopatologia da queda de cabelo associada à Covid-19, ou seja, quais são os mecanismos ligados à origem dessa condição dermatológica.

Um grupo de pesquisadores italianos da Universidade Sapienza de Roma (Itália) levanta três hipóteses: 1. o coronavírus desencadeia uma reação autoimune contra os folículos capilares ao criar um ambiente inflamatório que abala o sistema imunológico; 2. o vírus gera uma reação cruzada envolvendo antígenos (que estimulam a formação de anticorpos) do vírus e do corpo humano; 3. o processo se origina a partir do estresse psicológico e da deterioração da saúde mental.

Os fatores de risco ainda são pouco conhecidos porque os estudos sobre o tema envolvem um número reduzido de pacientes de Covid-19 que desenvolveram alopecia.

Um grupo de pesquisadores ligado ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Japão, por exemplo, entrevistou 63 pacientes que perderam cabelo após serem infectados com coronavírus. O pequeno estudo, publicado na revista científica Open Forum Infectious Diseases em outubro de 2020, envolveu pacientes com idade média de 48 anos, sendo que dois terços eram homens e 25% tinham hipertensão e/ou níveis elevados de gordura no sangue.

Em média, os pacientes entrevistados nesse estudo reportaram alopecia 76 dias depois dos sintomas de Covid-19. “Alopecia é frequentemente observada depois de infecções como ebola e dengue. A queda de cabelo depois da recuperação da Covid-19 é desconhecida, mas alopecia androgenética e eflúvio telogênico são as possíveis causas”, dizem os pesquisadores no artigo.

Por outro lado, um trio de pesquisadores, ligados à Universidade de Zurique (Suíça), ao Hospital Escola Álvaro Alvim e à Universidade Federal Fluminense, analisou dez pacientes com queda de cabelo acentuada após infecção por Covid-19 e apontou que todos tinham alopecia androgenética pré-existente. As sete mulheres e os três homens recuperaram completamente o couro cabeludo num espaço de tempo de três a seis meses.

Possíveis tratamentos e o mito da peruca que afeta recuperação

Até o momento, não há nenhum indicativo de que a queda de cabelo associada à Covid-19 demande tratamentos diferentes dos que são adotados normalmente para o eflúvio telógeno e a alopecia areata.

Primeiro, é importante deixar claro que cabe a médicos dermatologistas (especializados ou não em cabelos, os tricologistas) diagnosticarem essa condição de saúde e prescreverem eventuais tratamentos.

Isso dependerá, por exemplo, do histórico de cada paciente e da dimensão da queda de cabelo em curso. Se ela for leve, transitória, a recuperação deve ser espontânea. Mas algumas pessoas podem apresentar perdas mais significativas, o que exigiria tratamento médico.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para os riscos de se automedicar, algo que pode afetar a saúde e a aparência da pessoa.

Em geral, não há necessidade de tratamento para eflúvio telógeno, pois o cabelo crescerá por si só se o motivo ligado a sua origem deixar de existir, como a Covid-19 ou o estresse severo. Nesses casos, segundo Criado, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, nenhum medicamento ou intervenção aceleraria esse processo de recuperação.

Mas, a depender do comprimento do cabelo, pode levar anos para que o volume volte ao normal. E além disso, essa queda acentuada pode ser recorrente, caso o fator ligado à origem dela retorne.

“Os tratamentos seriam os mesmos que já adotamos. Não há nenhum tratamento comprovado contra o eflúvio telógeno porque é uma condição que se recupera espontaneamente. Algumas pessoas são tratadas com minoxidil ou loções capilares, mas não há estudos sólidos que atestem a eficácia. Para pessoas que tiveram muita perda de peso ou estejam com deficiência de ferro, é importante que elas mantenham uma boa alimentação. No caso da alopecia areata, o quadro de Covid não levaria a nenhum tratamento diferente do que já adotamos normalmente, como terapia sistêmica com esteroides em casos mais graves, e alguns países adotam medicamentos imunossupressores (como inibidores de calciuneurina, mas a Sociedade Brasileira de Dermatologia afirma que a eficácia dessa abordagem não foi comprovada)”, afirma Messenger, da Universidade de Sheffield.

Dermatologistas podem também solicitar exames para avaliar a presença de doenças ou distúrbios, como anemia, deficiência de ferro ou alteração da tireóide. O tratamento pode passar por reposição com polivitamínicos ou proteínas para formar queratina no cabelo e nas unhas, terapia com radiação ultravioleta, injeções de corticoide ou medicações que estimulam o crescimento do cabelo, como minoxidil e antralina.

Criado ressalta que “cada caso é um caso”, e apenas um diagnóstico médico será capaz de determinar se há tratamento possível e qual deles deve ser adotado e monitorado. E refuta alguns mitos em torno da queda de cabelo.

Ele afirma que o uso de peruca não tem qualquer efeito negativo contra a recuperação do couro cabeludo. “Isso não tem nada a ver. É mito”.

Segundo o dermatologista, lavar com água quente e escovar o cabelo não aumenta a queda, porque o fio tem uma resistência natural à tração. O cabelo que sai na escova de pentear, que junta no ralo do banheiro ou que cai sobre o travesseiro à noite, é um fio que já está “morto” e solto dentro do couro cabeludo.

Ele explica que mudanças ou diferenças no hábito de lavagem do cabelo podem dar uma falsa impressão de que há mais fios caindo do que o normal.

“Por dia, caem em torno de 150 fios de cabelo. Se você lava o cabelo uma vez por semana, é lógico que quando você lavar, vão cair uns 500 fios. Então você pode achar que está caindo demais, sendo que se você lava o cabelo todo dia, vai perceber que vai cair algo mais próximo da média.”

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Brasil registra 2.349 mortes em 24 horas, novo recorde desde início da pandemia; média móvel também aumenta

País contabilizou 11.205.972 casos e 270.917 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Casos e mortes apresentam tendência de alta.

Por G1

Brasil registra 2.349 mortes por Covid em 24 horas, novo recorde desde o início da pandemia

O país registrou 2.349 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas — o maior número desde o começo da pandemia — e totalizou nesta quarta-feira (10) 270.917 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.645, também um recorde. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de 43%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

É o que mostra novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta-feira.

Como o Brasil chegou a 2.349 mortes em 24h — Foto: Arte G1

Como o Brasil chegou a 2.349 mortes em 24h — Foto: Arte G1

Na terça-feira, Goiás não tinha divulgado seu total de mortes, o que elevou a soma do estado hoje. Nesta quarta, o Distrito Federal não divulgou seus números de mortes e de casos.

Também já são 49 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, 13 dias acima de 1,1 mil, e pelo décimo primeiro dia a marca aparece acima de 1,2 mil. Foram 12 recordes seguidos de 27 de fevereiro até aqui.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

  • Quinta-feira (4): 1.361 (recorde)
  • Sexta-feira (5): 1.423 (recorde)
  • Sábado (6): 1.455 (recorde)
  • Domingo (7): 1.497 (recorde)
  • Segunda-feira (8): 1.540 (recorde)
  • Terça-feira (9): 1.572 (recorde)
  • Quarta-feira (10): 1.645 (recorde)
Média móvel bate recorde de alta há 12 dias — Foto: Arte G1

Média móvel bate recorde de alta há 12 dias — Foto: Arte G1

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 11.205.972 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 80.955 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 69.107 novos diagnósticos por dia — a maior média de casos desde o começo da pandemia. Isso representa uma variação de 32% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos.

Vinte e dois estados estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, ES, SP, GO, MS, MT, AC, AP, PA, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE.

Brasil, 10 de março

  • Total de mortes: 270.917
  • Registro de mortes em 24 horas: 2.349
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.645 (variação em 14 dias: +43%)
  • Total de casos confirmados: 11.205.972
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 80.955
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 69.107 por dia (variação em 14 dias: +32%)

Estados

  • Subindo (22 estados): PR, RS, SC, ES, SP, GO, MS, MT, AC, AP, PA, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE
  • Em estabilidade (2 estados): MG e RR
  • Em queda (2 estados): RJ e AM
  • Não atualizou: DF

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quarta-feira (10) aponta que 9.013.639 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 4,26% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 3.166.189 pessoas (1,50% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 12.179.828 doses foram aplicadas em todo o país.

Variação de mortes por estados

Estados com a média de mortes em alta — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em alta — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em estabilidade — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em estabilidade — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em queda — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em queda — Foto: Arte G1

Sul

  • PR: +125%
  • RS: +132%
  • SC: +105%

Sudeste

  • ES: +30%
  • MG: +7%
  • RJ: -40%
  • SP: +34%

Centro-Oeste

  • DF: o Distrito Federal não divulgou o número de mortos até as 20h. Considerando os dados enviados até 20h desta terça-feira (9), estava em alta de 58%
  • GO: +119%
  • MS: +54%
  • MT: +55%

Norte

  • AC: +56%
  • AM: -32%
  • AP: +40%
  • PA: +16%
  • RO: +66%
  • RR: +14%
  • TO: +59%

Nordeste

  • AL: +52%
  • BA: +43%
  • CE: +102%
  • MA: +155%
  • PB: +65%
  • PE: +22%
  • PI: +96%
  • RN: +34%
  • SE: +66%

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Butantan diz que CoronaVac é eficaz contra as três variantes do coronavírus em circulação no país

Pesquisa feita com a USP aponta que imunizante é eficaz contra as três variantes do coronavírus – a britânica, a brasileira e a sul-africana – em circulação no país, segundo governo estadual. Variante P.1, originária de Manaus e considerada mais transmissível, é derivada da variante brasileira, contra a qual a CoronaVac se mostrou eficaz.

Por Lívia Machado e Patrícia Figueiredo, G1 SP — São Paulo

O governador João Doria (PSDB) disse nesta quarta-feira (10) que a vacina CoronaVac é eficaz contra as três variantes do coronavírus – a britânica (B.1.1.7), a brasileira (B.1.1.28) e a sul-africana (B.1.351) – em circulação no Brasil.

De acordo com Doria, a eficácia da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac foi verificada em um estudo preliminar feito em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O governo de São Paulo, no entanto, não apresentou detalhes da pesquisa científica em coletiva de imprensa.

“Uma nova pesquisa comprova que a vacina do Butantan é eficaz contra as novas cepas do coronavírus. Essa é uma excepcional notícia. Essa pesquisa do Butantan feita em parceria com a USP comprovou que essa vacina é eficaz contra as três variantes do coronavírus em circulação no Brasil”, disse Doria aos jornalistas.

Segundo o diretor do instituto, Dimas Covas, a vacina CoronaVac é eficaz contra as três principais variantes do Sars-Cov-2 que circulam no país. Ele explicou ainda que a variante P.1, que é originária de Manaus e é considerada mais perigosa, é derivada da B.1.1.28, na qual foi verificada a eficácia da Coronavac.

“Estamos diante de uma vacina que é efetiva em proteção contra essas variantes que estão circulando neste momento”, disse Dimas Covas.

De acordo com o diretor, a P.1 já pode ser a principal cepa em diversos municípios do país. A análise foi feita com base nos vírus em circulação na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, que é objeto de um estudo do Butantan.

“Em Serrana, desde junho de 2020 nós fizemos um acompanhamento até hoje, e aí vimos que já em dezembro de 2020 apareceu já alguma coisa diferente em termos de mudança do vírus. Em dezembro apareceu a P.2 [derivada da cepa brasileira B.1.1.28], a primeira variante de importância. Em janeiro, essa variante P.2 já era a predominante. Agora, em janeiro e fevereiro, já passou a ser predominante a P.1, a mais agressiva. E isso pode estar acontecendo em outros municípios”, completou.

Estudo científico

A pesquisa sobre a CoronaVac foi conduzida pelo Instituto Butantan, responsável pelo estudo clínico da vacina e pela etapa final de produção do imunizante no país, em parceria com pesquisadores da USP.

Segundo o governo, os dados incluíram amostras de 35 participantes vacinados na Fase III. “O estudo completo inclui um número maior de amostras, que já estão em análise. Os resultados completos serão divulgados posteriormente”, disse o governo de São Paulo em comunicado oficial.

Ainda segundo o comunicado, nos testes realizados pelo Instituto Butantan foram utilizados os soros das pessoas vacinadas, colhidos por meio de exame de sangue, para verificar a eficácia dos anticorpos gerados no combate às variantes.

“As amostras são colocadas em um cultivo de células e, posteriormente, infectadas com as variantes. A neutralização consiste em testar se os anticorpos gerados em decorrência da vacina vão neutralizar, ou seja, combater o vírus nesse cultivo”, disse o governo estadual.

Novos lotes de vacinas

Novo lote com insumos chega a SP para a produção de 13 milhões de doses da Coronavac

O instituto trabalha em uma operação intensa para conseguir acelerar a entrega das vacinas ao governo federal.

Na semana passada, um novo lote com 8 mil litros de insumo da vacina CoronaVac chegou a São Paulo.

A estimativa do Instituto Butantan é a de produzir até 14 milhões de doses a partir da matéria-prima e iniciar a distribuição ao Programa Nacional de Imunização até o final de março.

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