Seu Vídeo Aqui!!!

————————————————————————————-

————————————————————————————

NUVEM DE TAGS

Com mais 191 casos da Covid-19 e sete óbitos, Pernambuco totaliza 619.239 infectados e 19.700 mortos

Entre março de 2020 e esta segunda-feira (27), estado contabilizou 53.934 formas graves e 565.305 quadros leves da doença causada pelo novo coronavírus.

Por g1 PE

Pernambuco confirmou, nesta segunda-feira (27), 191 casos da Covid-19 e sete óbitos provocados pela infecção. Com isso, o estado passou a totalizar 619.239 infectados pelo novo coronavírus e 19.700 mortes devido à doença. Os registros da pandemia começaram a ser feitos em março de 2020.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), os novos diagnósticos incluem 17 (9%) casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 174 (91%) quadros leves da Covid-19. Ao todo, Pernambuco contabilizou 53.934 formas graves e 565.305 casos leves da doença.

Além disso, o boletim totaliza 556.379 pacientes recuperados da doença. Destes, 32.714 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 523.665 eram casos leves.

Com relação às sete mortes, elas aconteceram entre os dias 11 de maio de 2021 e 23 de setembro deste ano. Foram quatro homens e três mulheres moradores de Altino (1), Escada (1), Flores (1), Lagoa Grande (1), Paulista (1) e Recife (2).

Os pacientes tinham idades entre 25 e 82 anos. As faixas etárias são: 20 a 29 (1), 40 a 49 (2), 60 a 69 (2), 70 a 79 (1) e 80 e mais (1). Do total, seis tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (3), diabetes (2), doença renal (2), câncer (2), obesidade (1), tabagismo (1) e hipertensão (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Um caso segue em investigação.

Vacinação

Desde o início da pandemia, foram aplicadas em Pernambuco 9.753.199 doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, 6.331.777 foram primeiras doses e 3.406.938 pernambucanos completaram os esquemas vacinais, sendo 3.233.865 pessoas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 173.073 com vacina aplicada em dose única.

Ocupação de leitos

Nesta segunda-feira, a ocupação de leitos de UTI na rede pública é de 43% e na rede privada, 40%.

Testagem

Foram feitos, desde o início da pandemia, 2.433.895 testes para detecção do novo coronavírus em Pernambuco.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Covid no Brasil: por que últimos dias de setembro são decisivos para futuro da pandemia

Especialistas dizem que atual cenário da covid-19 no país é positivo, mas que é preciso acompanhar de perto o que vai acontecer no final deste mês para ver como curva de casos e óbitos seguirá até o final do ano.

Por André Biernath, BBC

O final de setembro é marcado pelo fim do inverno e o início da primavera no Hemisfério Sul. Mas, em 2021, esse período também pode estar relacionado a outra mudança significativa, ao menos no Brasil: especialistas indicam que os próximos dias serão decisivos para entender o futuro da pandemia de covid-19 por aqui.

E isso tem a ver com uma série de fatores que ocorreram nas últimas semanas e que podem ter influência direta no número de casos, hospitalizações e mortes pela doença provocada pelo coronavírus.

Falamos aqui de aglomerações registradas em protestos, eventos e viagens, o menor impacto da variante Delta no Brasil, o avanço da vacinação e até o alívio em algumas medidas restritivas que foram mantidas por cidades e Estados nos últimos meses.

Por ora, as estatísticas trazem certa esperança: desde junho, as médias móveis de casos e óbitos por covid-19 caem constantemente. Mesmo assim, os últimos dias foram marcados por ligeiros aumentos nesses índices.

“De uma maneira geral, podemos dizer que o cenário está cada vez melhor, após aquele período de caos na saúde que vivemos entre março e maio”, destaca o epidemiologista Paulo Petry, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Mas será que os gráficos seguirão nessa trajetória de queda daqui para frente? E o que cidadãos e gestores públicos deveriam fazer agora para manter essa onda de boas notícias?

Onde estamos?

O primeiro semestre de 2021 foi marcado por uma segunda onda altíssima de infecções e óbitos por covid-19 no Brasil. Os sistemas de saúde de várias cidades entraram em colapso e não existiam vagas suficientes para suprir a demanda de novos pacientes.

No auge da crise, o país chegou a registrar médias móveis de 77 mil novos casos e 3 mil mortes pela doença todos os dias. Não à toa, o país foi classificado como o epicentro da pandemia naquele momento.

Na virada para o segundo semestre, essas curvas começaram a cair, embora tenham se mantido em patamares muito elevados durante os meses de julho e agosto.

Mais recentemente, ao longo do mês de setembro, as médias móveis estavam na casa dos 14 mil novos casos e 500 óbitos por covid-19 — números que chegam a ser seis vezes menores do que o registrado lá no pico da segunda onda.

O que explica essa queda tão grande? O pesquisador em saúde pública Leonardo Bastos, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), destaca o papel das vacinas.

“O que aconteceu nesse meio tempo foi a vacinação, que teve um efeito muito claro e impressionante. Vimos uma redução consistente nos casos e nos óbitos”, analisa.

A campanha de imunização contra a covid-19 começou em janeiro e fevereiro de 2021, mas os primeiros meses foram marcados pela escassez de doses, que serviram para proteger apenas a camada mais vulnerável da população, como os idosos e os profissionais da saúde.

No meio do ano, a chegada de milhões de unidades de imunizantes permitiu incluir praticamente toda a população adulta brasileira na campanha — no início de setembro, muitos prefeitos e governadores comemoraram o fato de que praticamente 100% dos cidadãos acima de 18 anos já haviam recebido ao menos a primeira dose que protege contra o coronavírus.

No momento, cerca de 70% de todos os brasileiros já tomaram a primeira dose e 40% completaram o esquema vacinal (com a segunda dose ou com a vacina da Janssen, que exige apenas uma aplicação).

E aqui pesou bastante o fato de o Brasil ser um dos locais do mundo onde há grande aceitação dos imunizantes. Em partes dos Estados Unidos e da Europa, a campanha de vacinação até começou bem, mas esbarra atualmente numa parcela da população que se recusa a tomar as doses.

Uma nova subida?

Apesar da queda sustentada nos números durante os últimos meses, algumas estatísticas mais recentes, colhidas nos últimas dias, mostram um ligeiro aumento nos casos e nas mortes por covid-19.

Na segunda quinzena de setembro, a média móvel de mortes voltou a ficar acima de 500 por dia no Brasil — no início do mês, essa taxa estava na casa dos 400.

Outra coisa que chamou a atenção foi a inclusão repentina de dados que estavam represados em alguns Estados. São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, incluíram 150 mil casos de covid-19 “atrasados” no sistema de vigilância.

Isso fez com que a média móvel de casos explodisse de um dia para outro: segundo o site do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), essa taxa estava em 14 mil no dia 17 de setembro e pulou para 34 mil em 18/9.

De acordo com informações divulgadas pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde, o e-SUS Notifica, a plataforma onde esses números são registrados, passou por atualizações e ajustes.

Com isso, as equipes responsáveis por realizar a notificação encontraram algumas dificuldades nos últimos dias. A expectativa é que as curvas voltem a se normalizar em breve, mas é preciso acompanhar se isso realmente acontecerá ou teremos efetivamente um novo aumento entre o finalzinho de setembro e o início de outubro.

7 de setembro

Ainda entre as possíveis ameaças com potencial de quebrar essa sequência de boas notícias, os especialistas chamam a atenção para o que ocorreu no feriado do dia 7 de setembro.

“Nesta data, tivemos manifestações em várias cidades do país e muitas pessoas também aproveitaram para viajar”, destaca o virologista José Eduardo Levi, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Dasa.

Em locais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, centenas de milhares de brasileiros se reuniram para demonstrar apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em setembro, também ocorreram manifestações contra o presidente.

“E nós vimos pelas imagens que as pessoas estavam aglomeradas e muitas não usavam máscara” complementa o cientista, que também faz pesquisas no Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP).

A janela entre o contato com o coronavírus e o desenvolvimento da covid-19 costuma demorar até 15 dias. Ou seja: se alguns indivíduos que estiveram aglomerados no dia 7 de setembro se infectaram e criaram novas cadeiras de transmissão a partir dali, os efeitos práticos disso só serão sentidos do dia 22/9 em diante.

“O último feriado foi a prova dos noves. Os eventos ocorreram em plena circulação da variante Delta e precisamos ver como isso repercutirá na pandemia a partir de agora”, completa Levi.

A Delta triunfou ou refugou?

Falando em variantes, um terceiro aspecto que ajuda a explicar os números recentes tem justamente a ver com a Delta, que surgiu no final de 2020 e causou (e ainda causa) um enorme estrago em várias partes do mundo, como Índia, Indonésia, Reino Unido, Israel e Estados Unidos.

As novas ondas de casos e mortes relacionadas a essa nova linhagem viral no mundo deixaram os pesquisadores brasileiros de cabelo em pé: o que impediria a Delta de provocar o mesmo problema em nosso país?

Alguns grupos de pesquisa que fazem a vigilância dos coronavírus que estão em circulação mostraram que essa variante se tornou dominante em algumas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de agosto.

Mas, felizmente, a realidade contraria essas expectativas e não houve um aumento das internações e mortes por covid-19 no Brasil, pelo menos até agora.

“Em locais como Londres, Nova York e Israel, passaram-se cerca de dois meses entre a chegada da Delta e um grande aumento no número de casos de covid-19”, calcula Levi.

“As projeções matemáticas indicavam um cenário catastrófico para o Brasil também. Mas essa variante foi detectada aqui no começo de junho, então a explosão de casos deveria ocorrer em agosto. Já estamos no final de setembro e os números não subiram”, conclui.

Mas como explicar isso? Por que essa variante não foi um bicho de sete cabeças até agora no Brasil, como se esperava?

De acordo com os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, há algumas teorias que podem ajudar a entender esse fenômeno.

O primeiro deles é novamente o avanço da vacinação: apesar de as doses disponíveis perderem um pouco da efetividade contra a Delta, elas continuam a funcionar relativamente bem, especialmente contra as formas mais graves da covid-19, que exigem hospitalização e intubação.

O segundo motivo está relacionado àquela segunda onda de casos que acometeu o país entre março e maio.

“Tivemos muitas pessoas infectadas, então ainda há uma resposta imune natural relacionada à variante Gama, que foi responsável pelo pico registrado no primeiro semestre”, contextualiza Levi.

Juntos, esses dois ingredientes podem ter feito com que uma parcela considerável da população brasileira ainda tenha um bom nível de anticorpos, seja pela vacinação ou pela infecção natural (que, aliás, nunca é desejável, pois isso está relacionado ao aumento de mortes). E, por sua vez, essa soma de fatores poderia ter sido capaz de barrar uma nova onda de infecções pela Delta.

Vale reforçar aqui que essas são apenas suspeitas e ainda não existem evidências científicas sólidas para confirmar a ligação entre essas duas coisas.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Hospitais do RS relatam impactos em atendimentos após órgão federal suspender produção de radiofármacos

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares não recebeu recursos suficientes para manter produção de insumos utilizados no diagnóstico e no tratamento de câncer. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação diz que liberação de verba depende do Congresso.

Por Gustavo Chagas, g1 RS

suspensão da produção de remédios utilizados no diagnóstico e no tratamento de câncer alerta hospitais do Rio Grande do Sul, que já relatam reflexos no atendimento de pacientes. Na segunda-feira (20), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) paralisou a fabricação de radiofármacos e radioisótopos por tempo indeterminado em razão da falta de verba.

O órgão é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que, na quarta (22), liberou R$ 19 bilhões para que o IPEN mantenha a operação. Contudo, a verba corresponde a 21% dos R$ 89,7 milhões necessários para que o instituto continue sua produção até o fim do ano. A pasta afirma que o ingresso de recursos depende de aprovação no Congresso. Veja nota abaixo

No Instituto do Cérebro (InsCer), mantido pela PUCRS, de 65 a 70 pacientes com câncer já são afetados pela falta de tecnécio, elemento químico utilizado para exames diagnósticos. O médico Diego Pianta, que atua na unidade, afirma que a medicina nuclear depende do insumo.

“Se a gente não tem o tecnécio, a gente para a medicina nuclear no Brasil. Tudo depende de tecnécio”, alerta.

Pianta ainda explica que não é possível armazenar o isótopo em razão de sua meia-vida, que é o tempo necessário para que metade dos átomos de um isótopo radioativo se desintegre.

“A gente tem certeza que, a partir do dia 27, não tem mais material radioativo chegando. Do tecnécio, a meia-vida é de seis horas, ou seja, a cada seis horas, metade dele desaparece”, comenta.

A falta do insumo não afeta apenas pacientes com câncer, explica o médico do InsCer. O exame de cintilografia, uma técnica de diagnóstico por imagem, também é feito em pacientes com problemas cardíacos, renais e pulmonares, inclusive embolias provocadas pela Covid-19. Além disso, o instituto relata preocupação com os estoque de iodo, lutécio e MIBG.

Preocupação em hospitais da Capital

Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), por exemplo, ainda tem insumos suficientes para manter o gerador de tecnécio. Sem a garantia de entrega por parte do IPEN na próxima semana, a instituição já procura um outro fornecedor para manter o serviço.

Por outro lado, o hospital já não tem iodo, usado para tratamento de algumas doenças da tireoide, em estoque. Nenhum paciente deixou de ser atendido, mas, segundo a chefe do Serviço de Farmácia do HCPA, Thalita Silva Jacoby, a instituição depende de novas remessas do IPEN.

“No HCPA, o cenário é preocupante, pois não recebemos até o momento nenhum documento oficial do IPEN referente ao fornecimento de gerador de tecnécio e iodo para a próxima semana”, diz.

Caso o IPEN não atenda a demanda de insumos para o gerador de tecnécio, o hospital terá que restringir a realização de exames de cintilografia somente para pacientes internados. Nesse caso, os exames ambulatoriais serão cancelados.

Também em Porto Alegre, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) relata dificuldades em relação a insumos do tipo desde o início do ano. No entanto, os hospitais da instituição têm alternativas diagnósticas em relação aos radiofármacos e radioisótopos. Atualmente, estão em falta dois fármacos utilizados para exames cintilocerebrais e algumas avaliações cardíacas.

“Em um cenário de retomada da produção, não teremos riscos maiores de desabastecimento”, afirma o GHC.

Já o Hospital Santa Rita, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, estima ter o suficiente para diagnósticos e tratamentos até o fim de setembro, diz a entidade.

A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do RS (FEHOSUL) afirma que está acompanhando a situação, que ainda não se materializou crítica no estado. “Até o momento não foram reportadas demandas por parte de hospitais e clínicas de medicina nuclear”, diz a entidade.

Nota do MCTI:

“Foi publicada nesta quarta-feira (22) em edição extra do Diário Oficial da União a PORTARIA SETO/ME Nº 11.491, liberando R$ 19 milhões para a atividade de produção e fornecimento de radiofármacos no País, executada pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN/MCTI). A portaria permitirá a compra imediata de insumos importados para regularizar a produção dos radiofármacos e é resultado do trabalho do Governo Federal, por meio do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações com o Ministério da Economia.

Com caráter emergencial, o texto é uma alternativa mais rápida para complementar os recursos do IPEN. O Governo Federal vem atuando desde junho de 2021 em conjunto com Congresso Nacional para a recomposição total do orçamento do Instituto. O PLN 16/2021, previsto para ser votado na próxima semana, disponibilizará recursos ao IPEN no valor de R$ 34 milhões. A aprovação de um novo projeto de lei, da ordem de R$ 55 milhões, será necessária posteriormente para recompor o orçamento do Instituto até o fim do ano.

A gestão atual do MCTI tomou providências para resolver a questão da produção de radiofármacos de forma definitiva. Estudos para reduzir a fragilidade do processo da compra de insumos e fabricação dos produtos, bem como o projeto do Reator Multipropósito Brasileiro, que receberá recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), têm o objetivo de permitir que o Brasil produza seus próprios insumos e reduza a dependência de produtos importados. Além disso, o MCTI encaminhou pedido de orçamento completo para o IPEN em 2022.

Por fim, para solucionar definitivamente a situação orçamentária do IPEN em 2021, o MCTI espera que o PLN 16/2021 seja aprovado o mais rápido possível, e que seja aprovado em tempo hábil o futuro projeto de lei que irá recompor totalmente o orçamento do Instituto, totalizando R$ 90 milhões. Já para 2022, o MCTI recomenda que a Lei Orçamentária enviada ao Congresso seja ratificada com o aumento solicitado para a pasta e sem cortes, para evitar que a escassez de recursos não venha a se repetir.”

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Covid-19: nanocorpos de lhamas podem ser usados em spray nasal para tratar casos graves

Kaique Lima  

Olhar Digital

Os nanocorpos, anticorpos produzidos por lhamas e camelos, pode se tornar o princípio ativo de um novo tratamento experimental contra casos graves de Covid-19. Caso venha a ser utilizado, o medicamento deve ser administrado nos pacientes como um spray nasal.

Pesquisadores do Instituto Rosalind Franklin, no Reino Unido, notaram que nanocorpos, que são uma forma mais rudimentar de anticorpos, gerados por lhamas e camelos, podem atingir de forma efetiva o Sars-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19.

Segundo os pesquisadores, as cadeias moleculares desses anticorpos, que podem ser sintetizadas e produzidas em escala em laboratório, reduziram de forma significativa os sinais da Covid-19 em modelos animais que foram infectados com o vírus.

Ligação forte com o vírus

Nos testes, os nanocorpos se ligaram fortemente ao vírus da Covid-19, em culturas de células, isso foi o suficiente para neutralizar o patógeno. Caso obtenha sucesso, essa pode ser uma opção mais barata em comparação ao tratamento obtido com anticorpos humanos de pacientes recuperados da doença.

Atualmente, os anticorpos humanos têm sido um tratamento bastante utilizados em casos graves de Covid-19. O tratamento lembra o soro antiofídico, usado no tratamento de picadas de cobra. Porém, é administrado por via intravenosa, um meio que é relativamente invasivo.

Os nanocorpos, por sua vez, poderiam ser administrados por meio de um simples spray nasal. Além disso, de acordo com o autor principal da pesquisa, o professor do Instituto Rosalind Franklin Ray Owens, disse que os anticorpos de lhamas e camelos possuem mais uma série de vantagens.

Outras vantagens

De acordo com Owens, por poderem ser administrados através de um spray nasal ou nebulizador, o próprio paciente pode tomar o medicamento em casa, por exemplo. Além disso, o tratamento é feito diretamente no local da infecção, que é o trato respiratório.

Para gerar os nanocorpos, os pesquisadores injetaram uma porção da proteína Spike em uma lhama que faz parte das instalações de produção de anticorpos da Universidade de Reading, também no Reino Unido. A lhama não ficou doente, mas o sistema imune dela foi ativado, o que gerou os nanocorpos.

Produção dos nanocorpos

Após a retirada de uma amostra de sangue do animal, os cientistas conseguiram filtrar quatro nanocorpos com capacidade de se ligarem ao vírus da Covid-19  Em seguida, o material filtrado foi combinado em cadeias, visando o aumento da capacidade de ligação ao vírus.

A etapa seguinte foi produzir os nanocorpos em células de laboratório. Durante os testes, a equipe descobriu que três cadeias de nanocorpos foram capazes de neutralizar a cepa original e as variantes Alpha e Beta.

Quando os nanocorpos foram administrados em hamsters infectados, os modelos animais mostraram sintomas mais leves da doença. Eles perderam bem menos peso na comparação com os animais que permaneceram sem tratamento.

Os animais que receberam os nanocorpos também apresentaram uma carga viral mais baixa do que os que não foram tratados. Após sete dias de infecção, os pulmões e as vias aéreas dos animais tratados tinham uma quantidade significativamente menor do que os demais.

Via: Medical Xpress

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Recife confirma primeira morte de paciente com chikungunya em 2021

Vítima foi idosa de 90 anos, moradora da Zona Oeste da cidade. Morte confirmada nesta quarta (22) foi o segundo registro de óbito por arbovirose do ano. O primeira foi por dengue.

Por g1 PE

Recife confirmou, nesta quarta (22), a primeira morte de paciente com chikungunya em 2021. A vítima foi uma idosa de 90 anos, moradora do bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste da capital pernambucana.

Esta foi a segunda confirmação de óbito por arbovirose. A primeira foi de um idoso que morreu com dengue, na mesma cidade.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, a mulher teve os primeiros sintomas da doença em 8 de julho e, quatro dias depois, no dia 12, foi internada em um hospital da rede estadual de saúde. Ela teve, inicialmente, febre e dores de cabeça e no corpo.

O nome do hospital em que ela foi internada não foi divulgado. A mulher passou dois dias internada e, no dia 14 de junho, faleceu.

A confirmação do caso para a chikungunya foi feita por meio do critério clínico-laboratorial, após análise e discussão do caso pela equipe técnica da Vigilância Epidemiológica do município.

O caso ocorreu menos de um mês depois da primeira morte por arbovirose do ano, de um idoso de 76 anos, morador do Recife, diagnosticado com dengue. Ele morreu no dia 27 de maio e teve confirmação para a doença em agosto.

Alto risco de infestação

O Recife tem oito bairros com risco muito alto de infestação pelo Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus da zika e da chikungunya. É o que aponta o último relatório levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa).

Entre os dias 5 e 7 de julho, as áreas da cidade onde os agentes de saúde ambiental mais encontraram larvas do mosquito foram Jordão, Ibura e Cohab, na Zona Sul do Recife, e Alto do Mandu, Dois Irmãos, Sítio dos Pintos, Peixinhos e Linha do Tiro, na Zona Norte da cidade.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Anvisa determina recolhimento de lotes interditados da vacina CoronaVac

Mais de 12 milhões de doses foram envasados em fábrica não autorizada pela Agência e tinham sido interditadas no início do mês. Dados apresentados pelo laboratório chinês não comprovam que envase foi feito em condições satisfatórias, segundo Anvisa.

Por g1 SP — São Paulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (22) que determinou o recolhimento dos 25 lotes da vacina CoronaVac que foram interditados de forma cautelar no início de setembro.

Na nova resolução da Anvisa, publicada nesta quarta no Diário Oficial da União (DOU), a agência afirma que a decisão foi tomada após a constatação de que os dados apresentados pelo laboratório chinês não comprovam a realização do envase em condições satisfatórias de boas práticas de fabricação.

A vacina é produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. No dia 14 deste mês, o Instituto anunciou que os lotes seriam substituídos por vacinas prontas.

Ao todo, a Anvisa havia interditado 12,1 milhões de doses que foram produzidas pela Sinovac, na China, em uma fábrica não inspecionada e aprovada pela agência.

Quantidade de doses aplicadas

O Ministério da Saúde não informou quantas doses do montante já foram aplicadas no país. Apenas os estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte divulgaram os números.

SP disse ter aplicado 4 milhões de doses. Já o Rio, revelou que 1.206 pessoas foram vacinadas com doses da CoronaVac de um dos lotes suspensos. No Rio Grande do Norte foram aplicadas 21 doses.

No caso de SP, o número corresponde a cerca de 19% de 21 milhões de doses da CoronaVac aplicadas no estado ao longo de toda a campanha de vacinação contra a Covid-19.

O governo paulista defende a segurança e eficácia do imunizante e afirma que o estado não registrou nenhuma intercorrência com as vacinas da CoronaVac aplicadas de lotes que foram suspensos.

Que vacina é essa? Coronavac

O que diz o Butantan

Em nota, o Instituto afirma que a medida anunciada nesta quarta-feira (22) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia sido determinada pelo governador João Doria (PSDB) há uma semana, com a substituição voluntária das doses interditadas.

“As primeiras 1,8 milhão de doses distribuídas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já foram substituídas por vacinas produzidas pelo Butantan com IFA proveniente de fábrica na China, certificada previamente pela Anvisa”, diz a nota.

O texto ainda destaca que a medida cautelar atinge, exclusivamente, as 12 milhões de doses que foram envasadas em uma planta (fábrica) específica da biofarmacêutica chinesa Sinovac, não tendo impacto em qualquer outro lote, especialmente os fabricados no Brasil.

Anvisa destacou ‘incertezas’ sobre fábrica

Na resolução desta quarta, a Anvisa diz ter avaliado todos os documentos encaminhados pelo Instituto Butantan e os emitidos pela autoridade sanitária chinesa. O órgão concluiu que “permaneciam incertezas sobre o novo local de fabricação e quanto às práticas assépticas e à rastreabilidade dos lotes”.

De acordo com a agência, caberá aos importadores a adoção de todos os procedimentos para o efetivo recolhimento das unidades restantes e remanescentes de todos os lotes interditados cautelarmente.

O recolhimento se aplica apenas aos lotes que foram envasados em local não inspecionado pela agência.

A vacina Coronavac permanece autorizada no país e possui relação benefício-risco favorável ao seu uso, desde que produzida nos termos aprovada pela Anvisa.

Interdição de 25 lotes

No dia 4 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de ao menos 25 lotes da vacina CoronaVac, proibindo a distribuição e uso de doses que tinham sido envasadas em um local de fabricação não aprovada pelo órgão.

A medida foi tomada após o Instituto enviar um ofício à Agência com tal informação.

No documento, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que técnicos do Instituto analisaram as informações disponíveis nos lotes e apontam segurança e qualidade das vacinas produzidas na fábrica não inspecionada.

No texto, Dimas Covas solicita autorização para que as vacinas sejam aplicadas em caráter emergencial para não comprometer o programa de imunização nacional.

O Butantan defende que as doses suspensas foram atestadas pelo rigoroso controle de qualidade do instituto.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

PF investiga fraude na aquisição de medicamentos de alto custo pelo Ministério da Saúde

Agentes cumprem 15 mandados de busca e apreensão em Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal. Suspeita é de que esquema tenha provocado desabastecimento e morte de pelo menos 14 pacientes; g1 tenta contato com pasta.

Por Wellington Hanna e Isabela Camargo, TV Globo

Prédio do Ministério da Saúde, em imagem de arquivo — Foto: Rede Globo

Prédio do Ministério da Saúde, em imagem de arquivo — Foto: Rede Globo

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (21), operação que investiga fraudes na compra de medicamentos de alto custo pelo Ministério da Saúde. Os investigadores cumprem 15 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo.

A suspeita, segundo os agentes, é de que um esquema favorecia empresas fornecedoras dos remédios, o que gerou desabastecimento no estoque da pasta. As fraudes teriam provocado a morte de pelo menos 14 pacientes.

Esta reportagem está em atualização.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

Anúncio foi feito depois de resultados preliminares dos testes de fase 2 e 3, conduzidos de forma simultânea. Segundo as empresas, o perfil de segurança da vacina foi comparável ao da faixa etária de 16 a 25 anos, que havia sido testada previamente.

Por G1

As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta segunda-feira (20), que a vacina desenvolvida por elas contra a Covid-19 é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos.

Os dados são preliminares e ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica. Até agora, a vacina da Pfizer pode ser aplicada em pessoas a partir dos 12 anos – tanto no Brasil como em outros países.

Veja resumo do anúncio:

  • Os resultados em crianças vêm de testes de fases 2/3 que estavam sendo conduzidas de forma simultânea pelas empresas. Participaram 4,5 mil bebês e crianças com idades entre 6 meses e 11 anos de quatro países: Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha.
  • Dos 4,5 mil participantes no total, 2.268 tinham idades entre 5 e 11 anos. Essas crianças receberam uma quantidade menor da vacina: duas doses de 10 µg (microgramas) administradas com 21 dias de intervalo. Nas pessoas a partir dos 12 anos, a dose era de 30 µg.
  • As respostas de geração de anticorpos nos participantes que receberam doses de 10 µg foram comparáveis às registradas em pessoas de 16 a 25 anos, segundo a Pfizer. A concentração [título] de anticorpos foi medida um mês após a segunda dose da vacina.
  • A vacina foi “bem tolerada, com efeitos colaterais geralmente comparáveis aos observados em participantes de 16 a 25 anos de idade”, disse a farmacêutica.
  • A empresa afirmou que a dose de 10 µg foi “cuidadosamente selecionada como a dose preferida para segurança, tolerabilidade e imunogenicidade” (geração de anticorpos) em crianças de 5 a 11 anos.
  • A expectativa é de que os resultados da faixa etária de 6 meses até 5 anos sejam divulgados ainda neste ano. Essas foram divididas em dois grupos: de 6 meses até 2 anos e de 2 a 5 anos. Ambos os grupos receberam doses abaixo de 3 µg.

A Pfizer e a BioNTech disseram, ainda, que “planejam compartilhar esses dados” com a Food and Drug Administration (FDA), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras agências regulatórias “o mais rápido possível”.

As empresas também anunciaram que “planejam enviar dados do estudo completo de fase 3 para publicação científica”.

Vacinação em adolescentes

No Brasil, a vacina da Pfizer pode ser usada em adolescentes a partir dos 12 anos, segundo autorização concedida em junho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela é a única que pode ser aplicada em menores de idade no país até agora.

Na semana passada, entretanto, o Ministério da Saúde determinou que a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19 só deveria ser feita naqueles que tivessem deficiência permanente, comorbidades ou que estivessem privados de liberdade.

Antes da mudança de regra, ao menos 22 estados e o Distrito Federal já haviam começado a vacinar essa faixa etária contra a Covid-19 sem determinar outras restrições – como as comorbidades ou gestação.

Para justificar a decisão, a pasta afirmou que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”.

nova determinação do Ministério, entretanto, foi criticada por especialistas e contestada pela própria Anvisa – que afirmou não haver “evidências” que justifiquem a alteração da recomendação para uso da vacina em adolescentes.

Ao menos 20 capitais e o Distrito Federal anunciaram, no fim de semana, que vão continuar vacinando a faixa etária de 12 a 17 anos.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

90% consideram importante exigência de vacinação contra Covid-19 na volta aos escritórios, diz pesquisa

Quase 90% também acreditam que a continuidade das medidas de saúde e segurança contra o coronavírus são essenciais no retorno ao trabalho presencial.

Por Marta Cavallini, G1

Com o avanço da vacinação e a diminuição gradual das restrições relacionadas à pandemia de Covid-19 em todo o país, as empresas e os profissionais que puderam trabalhar remotamente passam a se preparar para o retorno aos escritórios. De acordo com uma pesquisa realizada com mais de 1 mil pessoas pelo LinkedIn, 90% dos brasileiros acreditam que é importante que as empresas exijam a vacinação contra a Covid-19.

O Brasil apresenta uma das maiores porcentagens, ficando à frente de outros países como Espanha (71%) e México (86%).

A pesquisa também revelou que cerca de 84% dos respondentes acreditam que testes de Covid-19 são, de alguma forma, relevantes para a volta aos escritórios, e 85% dizem que perguntarão para seus gerentes, colegas e outras pessoas que interagem diariamente se eles tomaram a vacina.

“As medidas de saúde e segurança são uma preocupação ao redor do mundo, mas é possível perceber que os brasileiros veem a vacina como um ponto essencial”, afirma Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para América Latina

“Como nunca tivemos um cenário similar, este momento é muito mais de dúvidas do que de certezas. Saber quais são os receios dos profissionais pode ajudar no planejamento. Fica evidente que estão dispostos a voltar para o ambiente físico de trabalho, mas precisam se sentir seguros para isso”, conclui.

Profissional prefere modelo híbrido

O estudo do LinkedIn também apurou os modelos de trabalho desejados pelos profissionais e identificou que 43% deles preferem o modelo híbrido de trabalho, no qual uma parte do tempo é passada de casa e a outra em algum espaço físico da empresa.

Cerca de 27% apontam que estar na empresa presencialmente durante 100% de sua jornada seria a melhor opção e 30% dizem que gostariam de fazer home office em tempo integral.

Aqueles que afirmaram que preferem trabalhar de casa – seja parcial ou integralmente – apontam os seguintes motivos:

  • evitar o transporte diário para chegar aos escritórios (45%)
  • ter uma vida profissional mais balanceada (45%)
  • ser mais produtivo (33%)
  • manter a saúde mental em dia (31%)
  • facilitar o cuidado com os filhos, já que não há a necessidade de estar presencialmente 100% do tempo (20%)

Já os profissionais que gostariam de estar no escritório em algum momento afirmam que, entre as razões para o retorno, estão:

  • o fato de acreditar serem mais produtivos no ambiente de trabalho (51%)
  • a possibilidade de estarem perto de outras pessoas e colegas (46%)
  • as oportunidades de carreira ao se relacionarem presencialmente com os times (41%)

Apesar deste cenário, mais de 56% concordam que há um estigma negativo para aqueles que trabalham remotamente. Entre as razões apontadas, os respondentes afirmam que aqueles que optarem por exercer suas funções nos escritórios são mais propensos a ser favorecidos por seus gestores e colegas mais sêniores, o que impactaria o desenvolvimento de suas carreiras.

“No Brasil, as empresas colocam muito peso na presença física dos funcionários. O fato de o profissional estar no escritório e cumprir uma jornada de 8 horas pode valer mais do que ser superprodutivo trabalhando de casa em horários alternativos. Já é possível perceber que este é um pensamento que não corresponde à realidade. Estamos vendo novos modelos que exigem confiança entre os trabalhadores e as empresas e que mostram que é possível avaliar pelas entregas e não pelas horas na frente do computador. Não há uma fórmula mágica e, daqui para frente, teremos que testar para entender o que é melhor. É um processo de aprendizado contínuo que vai exigir ajustes ao longo do caminho”, diz Milton Beck.

Habilidades mais demandadas

Com a expectativa da volta aos escritórios, os profissionais foram questionados sobre quais as habilidades que eles consideram mais importantes para este momento. São elas:

  • Comunicação (57%)
  • Inteligência emocional (45%)
  • Aprendizado contínuo (36%)
  • Adaptabilidade (33%)
  • Criatividade (33%)

De acordo com Milton Beck, as competências comportamentais já eram importantes antes da pandemia, mas agora elas são indispensáveis.

“Os profissionais precisam estar preparados e dispostos a reaprender as dinâmicas do ambiente de trabalho. Por outro lado, as empresas devem repensar seus escritórios para além de simplesmente um espaço físico. Eles serão lugares de troca, onde as pessoas conhecerão a cultura organizacional e terão a possibilidade de aprenderem por ‘osmose’, ou seja, vendo outros exercerem suas funções. A pausa do cafezinho, além de um descanso que todos precisamos, é um momento em que podemos conversar, conhecer uns aos outros e trocar experiências.”

A pesquisa contou com 1.000 respondentes que trabalhavam no escritório antes da pandemia e que tiveram que exercer suas funções de casa em algum momento devido às restrições e protocolos de segurança de Covid-19 no Brasil.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Anvisa diz que não há evidências para mudar recomendação de uso da vacina da Pfizer em adolescentes

Desde julho a vacina está liberada, sem restrição, para todos os públicos acima de 12 anos. Agência diz que investiga morte de adolescente vacinada, mas que dados disponíveis não “demandam” alterações na permissão de uso da vacina.

Por G1

Ministério da Saúde muda orientação e limita vacinação de adolescentes aos que têm comorbidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que não há “evidências” que justifiquem a alteração da recomendação para uso do imunizante da Pfizer em todos os adolescentes entre 12 e 17 anos.

O posicionamento da Anvisa diverge da decisão anunciada pelo Ministério da Saúde, que pregou cautela e limitou o uso somente aos grupos prioritários (deficiência permanente, comorbidades e privados de liberdade).

A agência afirma que investiga a morte de uma adolescente de 16 anos que foi vacinado com a Pfizer. A Anvisa foi informada de que a paciente apresentou uma reação adversa grave após receber a primeira dose contra a Covid-19.

“Entretanto, com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina. (…) Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas as vacinas, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos., informou a Anvisa.

Segundo a Anvisa, os dados recebidos “ainda são preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina”.

Margareth Dalcomo: ‘Portaria é uma infelicidade e não atende ao momento epidemiológico do Brasil’

Diferença entre decisões

A decisão do Ministério da Saúde sobre os adolescentes é diferente da tomada em maio sobre o uso da AstraZeneca em gestantes.

Naquela ocasião, foi a Anvisa que recomendou a suspensão da aplicação da vacina AstraZeneca em grávidas.

Um dia depois, o Ministério da Saúde acatou a indicação, ligada à investigação sobre morte de uma gestante, e autorizou apenas a CoronaVac ou a vacina da Pfizer para aquele público.

À época, a decisão da Anvisa e do ministério teve apoio de especialistas. No caso da decisão sobre os adolescentes, a crítica foi unânime e até mesmo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) anunciaram “profundo lamento”.

Caso sob investigação

A morte da jovem de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, ocorreu em 2 de setembro e também está sendo analisada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.

A paciente tomou a primeira dose contra a Covid oito dias antes da morte. O protocolo, nesses casos, é que haja uma apuração para entender se a aplicação teve ou não relação com a reação adversa. Até o momento, segundo as autoridades sanitárias, não há nenhuma comprovação nesse sentido.

O que se sabe sobre o caso:

Quando a adolescente tomou a vacina?

Em 25 de agosto, a adolescente de 16 anos recebeu a primeira dose do imunizante da Pfizer em São Bernardo do Campo.

Quando ela começou a sentir sintomas e quais foram eles?

Em 26 de agosto, ela começou a sentir cansaço e falta de ar, segundo informações da Rede Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de São Paulo). No dia seguinte, procurou atendimento médico e voltou para casa. Depois, como não apresentou melhora, novamente foi ao Hospital Coração de Jesus, em Santo André. De lá, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Vida’s, em São Paulo, após um mal súbito. Em 2 de setembro, ela não resistiu e morreu.

Quem está responsável pela investigação do caso?

A Rede Cievs está fazendo o levantamento do caso, e vai avaliar a evolução clínica por meio do prontuário médico da adolescente; também será feita uma investigação e discussão técnica para analisar a causa da morte.

Em nota, o governo do estado de São Paulo diz ser “irresponsável a disseminação de qualquer informação que traga medo e insegurança aos adolescentes e familiares” e ressalta que não há comprovação, até o momento, sobre uma eventual relação entre a vacina e o óbito.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.