Anvisa proíbe venda de lote de suplemento

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta quarta-feira (14) no Diário Oficial da União proíbe a distribuição e a comercialização, em todo o território nacional, do lote L29 do produto Suplemento Proteico para Atletas sabor Morango e Banana, marca Whey Protein Optimazer – Cyberform, data de validade: 12/08/2015, fabricado por JSE Alimentos Ltda.

De acordo com o texto, laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz apresentou resultado insatisfatório para o ensaio de carboidratos por ter sido detectada quantidade superior, em mais de 20%, ao valor declarado no rótulo do produto.

Segundo a Anvisa, o laudo também apresentou resultado insatisfatório para o ensaio pesquisa de elementos histológicos, uma vez que foi detectada a presença de fécula de Manihout utilissima (mandioca) na composição do produto. O item não é declarado na lista de ingredientes.

A resolução entra em vigor nesta segunda-feira (14).

 

 

Fonte: Agência Brasil

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Pacientes que nasceram sem vagina ganham órgão feito com suas células

Quatro jovens que nasceram sem vaginas ou com vaginas anormais receberam implantes de material cultivado em laboratório feito a partir de suas próprias células, no mais recente caso de sucesso na criação de órgãos de substituição que até agora incluem também traqueias, bexigas e uretras.

Testes de acompanhamento mostraram que as novas vaginas não se diferenciam do tecido próprio das mulheres e seu tamanho cresceu à medida que as mulheres, que receberam os implantes quando adolescentes, amadureciam.

Todas as quatro mulheres já são sexualmente ativas e relatam função vaginal normal. Duas das quatro, que nasceram com um útero funcional, mas sem vagina, agora menstruam normalmente.

Ainda não está claro se essas mulheres poderão ter filhos, mas o fato de estarem menstruando sugere que seus ovários estão funcionando normalmente, por isso a gravidez pode ser possível, disse o Dr. Anthony Atala, diretor do Centro Médico Batista Wake Forest, do Instituto de Medicina Regenerativa do Estado da Carolina do Norte.

A façanha, que Atala e seus colegas no México descrevem na revista “The Lancet”, é a mais recente demonstração do crescente campo da medicina regenerativa, uma disciplina em que os médicos tiram proveito do poder do corpo para regenerar e substituir as células.

Yuanyuan Zhang, professor do Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest, trabalha na produção da vagina artificial (Foto: Reuters/Wake Forest Institute for Regenerative Medicine)
Yuanyuan Zhang, professor do Instituto de Medicina
Regenerativa Wake Forest, trabalha na produção da
vagina artificial (Foto: Reuters/Wake Forest Institute
for Regenerative Medicine)

Em estudos anteriores, a equipe de Atala usou a abordagem para fazer bexigas sobressalentes e tubos de urina ou uretra em meninos.

Atala disse que o estudo-piloto é o primeiro a mostrar que os órgãos vaginais cultivados em laboratório utilizando as próprias células das pacientes podem ser usados com sucesso em humanos, oferecendo uma nova opção para mulheres que precisam de cirurgias reconstrutivas.

Todas as quatro mulheres no estudo nasceram com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MRKH), uma condição genética rara em que a vagina e útero são subdesenvolvidos ou ausentes. O tratamento convencional envolve geralmente o uso de enxertos feitos de tecido intestinal ou da pele, mas ambos os tecidos têm inconvenientes, diz Atala, um cirurgião urologista pediátrico em Wake Forest.

O tecido intestinal produz excesso de muco, o que pode causar problemas de odores. A pele convencional, entretanto, pode arrebentar.

Atala disse que as mulheres com essa condição geralmente procuram tratamento quando adolescentes. “Elas não podem menstruar, especialmente quando têm um defeito grave, quando não têm uma abertura”, disse ele. Isso pode causar dor abdominal, com o recolhimento de sangue menstrual no abdômen.

As meninas no estudo tinham entre 13 e 18 anos no momento das cirurgias, realizadas entre junho de 2005 e outubro de 2008.

 

 

Reuters

Foto: Reuters/Wake Forest Institute for Regenerative Medicine

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Iniciativa quer agilizar pesquisa médica com humanos no Brasil

Iniciativa lançada por universidades, instituições científicas do Brasil e a indústria farmacêutica vai propor medidas ao governo federal para expandir as pesquisas realizadas com humanos, com finalidade de investigar doenças e tratamentos, e reduzir a espera para aprovação das investigações – um dos principais empecilhos do setor no país, segundo essas entidades.

Em ato realizado nesta quarta-feira (9) em São Paulo, integrantes de ao menos 20 organizações lançaram a “Aliança Pesquisa Clínica Brasil”, com o argumento de que a burocracia de órgãos ligados ao Ministério da Saúde emperram propostas de estudos com humanos, pois demoram de um ano a 15 meses para serem aprovadas, fato que espantaria novas iniciativas.

De acordo com o grupo, a legislação brasileira é considerada complexa e a demora na aprovação de projetos pelo Comitê de Ética em Pesquisa Clínica (CEP) e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa Clínica (Conep), além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), afasta a indústria farmacêutica, que quer testar medicamentos com humanos, na chamada fase 1 da pesquisa clínica.

O representante do sistema CEP/Conep, Jorge Venâncio, afirma que é “um exagero falar que tem empresas se evadindo daqui” e que o governo trabalha para reduzir os prazos. Já a Anvisa alega que a maioria das exigências de adequação “que hoje dilatam o tempo de aprovação de uma pesquisa” seriam resolvidas com a participação ativa das instituições de saúde, “antecipando problemas e resolvendo-os localmente” (leia mais no final do texto).

Lentidão
Pesquisa clínica é o nome dado aos testes feitos com seres humanos voltados a conhecer melhor doenças e seus tratamentos. Elas são realizadas em várias fases consecutivas, com voluntários sadios e outros que já foram acometidos por alguma enfermidade, como o câncer.

Em comunicado emitido, o grupo diz que o sistema regulatório do Brasil “diminui o interesse da indústria farmacêutica em incluir o país nos estudos multicêntricos” (feitos em várias partes do mundo paralelamente), que acabam acontecendo sem referências do biotipo dos brasileiros para a produção de medicamentos e tratamentos.

Dados divulgados pela “Aliança” apontam que atualmente são desenvolvidos 3.784 estudos clínicos em todo território, total que representa 2,32% do total mundial. Na opinião de Irani Francischetto, uma das fundadoras da iniciativa e diretora-executiva do Centro Diagnóstico e Pesquisa (Cedoes) do Espírito Santo, o número poderia ser maior.

“O problema é a forma de governança do processo, que não ajuda para que possamos caminhar. O resultado é que somos o país com maior tempo regulatório para aprovar um projeto”, ressaltou.

Irani compara o tempo para aprovação no Brasil com o de outros países. “Os Estados Unidos demoram dois meses para a aprovar um projeto, a Coreia do Sul leva um mês e a China tem um prazo de 270 dias, que deve diminuir após reformulação de sua regulamentação”, disse.

Perda de estudos
Levantamento apresentado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) diz que 112 estudos submetidos ao sistema CEP/Conep foram cancelados  em 2013 porque a aprovação por tais órgãos não ocorreu a tempo de iniciá-los.

Segundo a “Aliança”, países do leste e centro da Europa, além da Ásia, como a China e a Coreia do Sul, acabam recebendo as investigações no lugar do Brasil.

“Qual o reflexo disso para as próximas gerações? Menos conhecimento nessa inovação na área de saúde, [a necessidade de] importar tecnologia a custo elevadíssimo, com possível piora da balança comercial do país”, explica Gustavo Kesselring, da consultoria VIS Research, que avalia a pesquisa clínica mundial.

Para tentar reverter a atual situação, o grupo quer se reunir com mais frequência com a diretoria do sistema CEP/Conep, além da Anvisa, para discutir o tema, e pretende preparar um manifesto sobre a importância de salvar a pesquisa clínica no país.

“É preciso facilitar a situação regulatória: com redução de prazos e capacitação de pessoal”, explica Irani. “A questão é que os dois sistemas  funcionam de maneiras diferentes e acabam travando. As duas agências tem problemas para podermos avançados. É difícil apontar um culpado”, concluiu a porta-voz da “Aliança”.

Conep avalia descentralização
O diretor do sistema Conep, Jorge Venâncio, refuta o argumento de que a demora para aprovação de um projeto chega a 15 meses e alega haver diálogo entre o sistema CEP/Conep e a Anvisa.

Em entrevista ao G1, ele, que administra 700 CEPs do país, diz que atualmente um projeto demora 118 dias para ser aprovado pelo comitê de ética e pela comissão nacional.

Venâncio reconhece que o sistema tem gargalos, mas diz trabalhar para melhorá-los. “Os prazos são compatíveis com as normas internacionais”. Pela regulamentação em vigor, os CEPs têm 40 dias para aprovar uma pesquisa e o Conep, outros 75 dias.

Entre as propostas de melhoria está a descentralização do Conep. Segundo Venâncio, em outubro deve ser apresentado um projeto para melhorar o sistema. “A proposta é que 15 comitês de ética em pesquisa clínica sejam ajustados para receber as demandas descentralizadas”, explica.

Sobre as críticas recebidas pela iniciativa “Aliança Pesquisa Clínica Brasil”, o diretor diz que elas “estão sendo colocadas de uma maneira que não parecem certas” e considera exageradas as afirmações de que estudos clínicos estão se evadindo do país. “O Brasil é um mercado estratégico e é um exagero falar que tem empresas se evadindo daqui”, conclui.

Anvisa quer maior participação de instituições
Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, a norma atual da agência para pesquisa clínica está em processo de revisão e a nova proposta deve trazer melhorias no processo de autorização, com diminuições significativas nos prazos de análise.

A agência não divulgou o tempo que leva para analisar um projeto, mas alega que “ele não difere muito do tempo de primeira análise de outros países”. Porém, segundo o órgão, “as adequações exigidas de projetos multicêntricos/multinacionais à realidade brasileira são as responsáveis pelos maiores atrasos”.

A Anvisa informou ainda que a maioria das exigências de adequação que hoje dilatam o tempo de aprovação de uma pesquisa “seria resolvida com a participação ativa das instituições de saúde, antecipando problemas e resolvendo-os localmente”.

O órgão informou ainda que normatizou em 2013, por meio da resolução 38, o acesso de voluntários a medicamentos em fase de pesquisa e também de outras pessoas que possam se beneficiar do produto pesquisado antes mesmo do seu registro.

 

 

Do G1, em São Paulo

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Caminhar pode ajudar no combate a infecções em doentes renais

Um número moderado de exercícios físicos pode ajudar doentes renais a evitar infeções e problemas cardiovasculares, concluiu estudo publicado por uma equipe de pesquisadores da Unidade de Investigação Biomédica sobre Dieta, Atividade Física e Estilo de Vida de Leicester-Loughboroug, na Inglaterra.

Após seis meses de caminhadas de meia hora, cinco dias por semana, as 20 pessoas observadas tinham os sistemas imunológicos mais fortes, em comparação com o mesmo número de pessoas sem essa  atividade física, menciona artigo publicado no Jornal da Sociedade Americana de Nefrologia (ramo da medicina que estuda os rins e o tratamento de doenças renais).

O pesquisador português João Viana, que participou do trabalho, disse à Agência Lusa que o estudo foi feito com pacientes que têm doença crônica renal em estado avançado, que necessitam de diálise ou transplante de rim e quando o risco de infeções com consequências cardiovasculares é maior.

Embora essa terapêutica não tenha impacto direto na doença, “os benefícios são imensos”, pois podem melhorar a qualidade de vida e o declínio da condição física desses doentes, disse Viana, que trabalha atualmente na Escola de Desporto, Exercício e Ciências da Saúde da Universidade de Loughborough, em parceria com o hospital de Leicester.

Os resultados do estudo contribuem para a teoria de que “o exercício físico tem um potencial anti-inflamatório”, não tendo sido encontrados sinais de que possa ser prejudicial ao sistema imunológico, enfatizou.

O trabalho foi feito por meio de parceria entre a Universidade de Loughborough e os hospitais universitários de Leicester, que estudam o papel do exercício físico na gestão e prevenção de doenças crônicas.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Divulgação

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Teste que detecta HPV pode ser aliado de papanicolau contra câncer

A agência americana que regulamenta os medicamentos nos EUA (FDA) está avaliando a recomendação de um comitê consultivo federal para que um teste capaz de detectar os tipos mais nocivos de HPV passe a ser o método de rastreamento primário para câncer de colo de útero. Se seguidas as recomendações do comitê, o teste passará a ser, nos Estados Unidos, a principal ferramenta de detecção precoce do HPV, à frente do papanicolau.

No Brasil, esse tipo de teste já está disponível, porém especialistas afirmam que ele não deve substituir o papanicolau, mas sim complementar seus resultados.

A principal vantagem do teste molecular – capaz de identificar o DNA dos dois tipos de HPV mais comumente associados ao câncer – é a obtenção de resultados mais precisos. “Esses testes biomoleculares cobririam uma lacuna de sensibilidade do teste de citologia do papanicolau”, diz a ginecologista Marcia Fuzaro Terra Cardial, professora da Faculdade de Medicina do ABC.

O papanicolau não identifica o vírus em si, mas alterações nas células do colo do útero que podem indicar lesões pré-cancerosas ocasionadas pelo vírus.

Segundo o ginecologista José Antônio Marques, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), o papanicolau está sujeito à obtenção de falsos negativos, pois depende de grande precisão técnica de quem o executa. “Tem que colher de um certo jeito, tem uma maneira correta de preparar a lâmina e de analisá-la”, diz Marques. “Cada vez menos formam-se especialistas para analisar lâminas em grandes quantidades. Alguém tem que olhar essas lâminas e isso é um problema.”

Já o teste de HPV, por ser totalmente automatizado, garante uma precisão maior. Por outro lado, um resultado positivo para a presença do HPV não quer dizer que a paciente esteja doente.

“É importante não se assustar se o resultado for positivo. Isso só determina que a mulher deva ser acompanhada anualmente para ver se aparece algum tipo de lesão no colo do útero. Ela deve ser acompanhada com mais rigor, mas sem desespero”, diz Marcia. A partir de um resultado positivo, o médico pode recomendar uma colposcopia, exame que rastreia o colo do útero à procura de lesões precursoras do câncer.

A médica dá um exemplo de um caso em que o teste do HPV foi bem sucedido em detectar um caso que o papanicolau por si só teria deixado passar. Uma de suas pacientes, de 30 anos, teve o teste de HPV positivo e o Papanicolau negativo (os dois exames podem ser pedidos simultaneamente). A colposcopia, pedida posteriormente, identificou uma lesão minúscula no colo que o Papanicolau não havia pegado. Isso permitiu um tratamento bem mais precoce.

Se o exame de HPV der negativo, a mulher pode ficar de três a cinco anos sem precisar fazer esse tipo de teste.

Não é para todas

 Equipamentos da farmacêutica Roche são utilizados para detectar o DNA de HPV dos tipos 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero (Foto: Roche Diagnóstica/Divulgação)
Equipamentos da farmacêutica Roche são utilizados para detectar o DNA de HPV dos tipos 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero (Foto: Roche Diagnóstica/Divulgação)

Especialistas alertam que o teste de HPV não deve ser feito em quem está no início da vida sexual. Isso porque, nesse grupo, a prevalência do vírus é muito alta. Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico da paciente elimina o vírus depois de alguns anos. Esse tipo de vírus provisório é geralmente inofensivo. Só quando ele se torna persistente é que oferece maior risco para o câncer, por isso recomenda-se que só se faça o exame em mulheres com mais de 30 anos.

A coleta dos dois exames é feita de maneira semelhante: com uma espátula ou uma escovinha inserida pela vagina da paciente, o profissional faz uma leve raspagem do colo do útero. Para o papanicolau, esse material é analisado em lâmina. Para o teste de HPV, ele é processado por um equipamento capaz de identificar o DNA do vírus.

Existem vários testes voltados para a detecção do HPV, mas o que foi avaliado pelo comitê consultivo americano foi o fabricado pela farmacêutica Roche, chamado Cobas. Ele é capaz de detectar o HPV de tipos 16 e 18, que estão presentes em cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

No âmbito do SUS, a ferramenta de rastreamento para câncer de colo do útero continua sendo o papanicolau. De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, lançadas pelo Inca em 2011, devem-se submeter ao exame mulheres a partir de 21 anos que já tenham iniciado a vida sexual. Após a obtenção de dois resultados negativos com intervalo de um ano, o controle pode passar a ser feito a cada três anos.

Na saúde privada, o teste de HPV ainda custa bem mais caro do que o Papanicolau. Enquanto este último custa por volta de R$ 80 em um laboratório particular, o teste de HPV chega a R$ 230.

Arte HPV - vale este (Foto: G1)
Do G1, em São Paulo

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Evento no Hospital do Câncer marca Dia de Combate à doença

Uma ação está marcada para esta terça-feira (8), no Hospital do Câncer de Pernambuco, no Recife, para conscientizar a população sobre o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Neste ano, a data pretende combater os estigmas e mitos sobre a doença que vitimiza, anualmente, em todo o mundo, 7,6 milhões de pessoas.

Voluntárias do hospital incentivarão as pessoas que passam pelo local a doar cabelos para as pacientes em tratamento contra a doença. As madeixas doadas serão usadas na confecção de perucas. Desde março, a campanha de doação de cabelo vem movimentando as redes sociais. As pacientes também serão lembradas na data. Elas participarão de uma oficina de beleza e receberão maquiagem e cuidados para levantar a autoestima, normalmente atingida por causa da doença.

A autoestima das pacientes não é cuidada apenas neste dia. O Hospital do Câncer, que é pioneiro no Estado no tratamento de diversos tipos de tumor, possui também o Espaço Renascer, grupo de apoio formada por pacientes vítimas do câncer de mama. No local, elas participam de atividades ligadas a dança, expressão corporal e artes plásticas. De acordo com a coordenadora do Ambulatório de Fisioterapia, Luciana Mergulhão, o trabalho do grupo vira uma extensão da fisioterapia feita após a mastectomia.

CÂNCER EM NÚMEROS – De acordo com último levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados para 2014 a incidência de, aproximadamente, 576 mil novos casos da doença. O câncer de pele não melanoma é o que mais atinge os brasileiros, tanto homens quanto mulheres, com 182 mil novos casos. Seguido pelos de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), cólon e reto (33 mil), pulmão (27), estômago (20 mil) e cólon do útero (15mil). Para Pernambuco, a estimativa é de 20,070 novos casos, já para o Recife, 2,760.

 

Na população masculina os tipos mais comuns são os cânceres de próstata, pulmão, cólon e reto, estômago e cavidade oral. Nas mulheres,  mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e glândula tireoide.

 

 

NE10

Foto: Emanuela Karla/ Divulgação

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Médicos do Brasil se reúnem em protesto aos planos de saúde

Entidades médicas de todo o Brasil se reuniram na manhã desta segunda-feira (7) em coletiva de imprensa para explicar o “Dia Nacional de Advertência e Protesto aos Planos de Saúde”. A mobilização, que ocorre na data em que é comemorado o Dia Mundial da Saúde, discutiu os problemas que afetam o setor suplementar de saúde e deverá convergir com o início das mobilizações da categoria no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), também previsto para este mês.

Entre as reivindicações dos médicos estão a recomposição de honorários, reajuste dos valores das consultas e procedimentos através da Classificação Brasileira de Honorários e Procedimentos Médicos (CBHPM), o fim da intervenção dos planos de saúde na autonomia da relação médico-paciente e contra o descredenciamento imotivado. Participaram do evento a Comissão de Honorários Médicos de Pernambuco (CEHM), a AMPE, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

Em entrevista à Rádio Jornal, o presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo, disse que existe a predisposição dos médicos fazer valer a racionalidade: “Sem dúvida existe a predisposição dos médicos fazer valer a lógica, a racionalidade. Precisamos fazer chegar à população todo o rol de procedimentos que é uma conquista na CBHPM. Não é possível mais vivenciarmos um rol de procedimentos do século passado. É preciso levar a saúde, mas é preciso levar a saúde com qualidade. É preciso respeitar o trabalho do médico”, disse.

Após a coletiva, entidades médicas se manifestaram por meio de nota sobre a situação da saúde no Brasil:

“A principal causa da reconhecida precariedade na qualidade da assistência a saúde ao povo brasileiro tem origem na falta de recursos adequados e incompetência administrativa. Em 12 anos, o Governo Federal deixou de executar R$ 111 bilhões de reais no já insuficiente orçamento da saúde, gerando o sucateamento das unidades hospitalares, longas filas de espera em atendimentos e cirurgias, déficit de leitos nas unidades de trauma, UTIs e maternidades.

A ausência de Plano de Carreira de Estado para os profissionais de saúde em geral e médicos em particular, determinam a não fixação dos referidos profissionais por todo o país, vítimas de contratos precários. Ressalte-se que o Governo Federal chegou a efetuar acordo com CFM , aprovado pela Câmara Federal, criando o Plano de Carreira e a Presidente da República vetou o mesmo.

O descompromisso com a qualidade do saneamento básico, precariedade das rodovias e o incentivo fiscal para comercialização de motos são alguns elementos que aumentam a demanda pela procura de serviços médicos, lotando emergências, leitos de internamentos e UTIs.

Em termos de Governo do Estado há de se reconhecer a realização de dois concursos públicos, a criação e  progressão do Plano de Carreira do Médico, assim  como o incremento de leitos e insumos no sistema, pleitos históricos da categoria médica. Entretanto ainda existe a necessidade da adequação da qualidade e quantidade das unidades hospitalares, visando melhorias das condições de trabalho e de assistência à população, principalmente, no interior do Estado.

Em relação aos municípios, os mesmo transitam entre baixos recursos enviados pelo Governo Federal e a inabilidade de execução dos mesmos, sendo impossível estruturar sua própria rede de assistência, colaborando para a superlotação na Capital.

As entidades médicas, convictas de sua responsabilidade e do sentimento de mudanças para o País, propõem que saúde seja discutida através de debates e propostas e não pelo viés do marketing político. Afinal já é hora de dar vida a saúde”.

 

 

Ne10

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SUS inclui novos procedimentos para tratamento de doença renal crônica

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta segunda-feira (7) no Diário Oficial da União inclui na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) novos procedimentos para o tratamento de pacientes com doença renal crônica.

Os procedimentos incluem exames como dosagem de sódio, dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH), dosagem de tiroxina (T4), ultrassonografia do aparelho urinário, cultura de bactérias para identificação, hemocultura e eletrocardiograma.

Em março, uma portaria do ministério ampliou o atendimento à pessoa com doença renal crônica. A partir deste ano, serviços de nefrologia, que atendiam apenas pacientes em estágio avançado, podem se habilitar também para o atendimento de pacientes em estágios iniciais, com acompanhamento ambulatorial e realização de exames periódicos.

A doença renal crônica se caracteriza pelo mau funcionamento dos rins, responsáveis por filtrar e tirar impurezas do sangue. Dados do governo indicam que o problema é silencioso, já que cerca de 70% dos pacientes que entram para diálise não sabiam que estavam com a doença. Em parte dos casos, é preciso passar por um transplante de rim.

 

 

Fonte: Agência Brasil

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Semana de humanização do SUS no Recife discute violência obstétrica

Começa na segunda-feira (7) a Semana Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). No Recife, a programação organizada pelo Grupo de Pesquisa Narrativas do Nascer, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), junto a outras instituições, se volta para a questão do parto, em especial da violência obstétrica. Em pesquisa feita em 2010, a Fundação Perseu Abramo revelou que 25% das mulheres brasileiras sofreram violência durante o parto.

São consideradas violências obstétricas as cesáreas sem justificativa médica plausível, intervenções (como corte na vagina), manobras (como empurrões na barriga), restrição de liberdade de posições, tratamento desrespeitoso e restrição da entrada de acompanhante ao local do parto, entre outras.

A semana conta com exposição de trabalhos sobre violência obstétrica na UFPE, oficinas voltadas para mulheres e também para profissionais de saúde, além de palestras, mesas redondas e debates, que abordam tanto a questão da humanização, como a busca dos direitos das mulheres e a sensibilização do Ministério Público para receber os casos de violência obstétrica. Entre as atividades, está também a exibição do documentário ‘O Renascimento do Parto’, na quarta (9), no auditório da Faculdade de Enfermagem da UPE, no bairro de Santo Amaro.

“No DataSUS, a gente consegue ver que algumas maternidades aqui do Recife chegam a 97% de partos por cesariana. Era para ser no máximo 15% pela recomendação da Organização Mundial da Saúde, mas a gente não consegue chegar perto nem nos hospitais escola”, afirma a doutora em Antropologia e coordenadora do Grupo de Pesquisa Narrativas do Nascer da UFPE, Elaine Müller.

A questão da violência obstétrica, explica a coordenadora, é mais abrangente e enraizada, podendo atingir mais mulheres do que a pesquisa feita em 2010 revelou. “Algumas condutas que podem ser consideradas como violência obstétrica se tornaram padrão. Muitas vezes não explicam às mulheres o que é aquele ‘sorinho’, que ela vai sentir mais dor, que é para adiantar o parto. Se fossemos fazer uma pesquisa bem cuidadosa das intervenções que estão sendo feitas sem autorização e desnecessárias, o número seria maior que uma em cada quatro”, acredita.

Por isso, a programação conta com uma oficina específica para profissionais de saúde, buscando mostrar a importância da questão da humanização. “As mulheres não vão parir sabendo como é a fisiologia do parto, o pré-natal não fala como vai ser o parto. Às vezes a mulher leva um ponto e não sabe que foi porque o médico cortou para o bebê passar, acha que foi porque rompeu durante o parto”, aponta Elaine Müller.

Os interessados podem conferir a programação completa e a localização das atividades daJornada de Enfrentamento da Violência Obstétrica e da Semana de Humanização do SUS pela internet.

 

 
Do G1 PE

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Diagnóstico preciso da doença de Parkinson só pode ser feito depois de quatro anos de sintomas

Na próxima sexta-feira (4), é o Dia Nacional do Portador da Doença de Parkinson. A enfermidade neurológica causa tremor, rigidez, lentidão dos movimentos e alteração do equilíbrio. Estima-se que, em Pernambuco, existam aproximadamente 180.000 portadores da doença.

Em entrevista à JC News com Joffre Melo, o neurologista Paulo Thadeu explica que a doença se desenvolve, geralmente, entre os 55 e 65 anos de idade, mas também pode ocorrer em jovens e idosos. Ele também chama atenção para o fato de que, durante os primeiros anos, algumas doenças se comportam de forma idêntica ao Parkinson. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois de 4 anos de sintomas.

 

 

Do JC News

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