Anvisa põe 21 substâncias na lista de drogas proibidas

Um total de 21 substâncias foram incluídas na lista de drogas proibidas no País. A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As 21 substâncias são drogas novas, criadas para burlar as listas de drogas ilícitas publicadas no mundo. Nenhuma delas tem utilidade como medicamento, são produtos que simulam efeitos semelhantes ao de outras drogas ilícitas já conhecidas, como ópio, heroína e LSD, que agem sobre o sistema nervoso central e podem provocar alucinações”, explicou o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

A atualização da lista partiu de solicitações da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), ligada à Organização Mundial de Saúde (ONU), do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. De acordo com o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Renato Porto, relator do processo votado nesta terça-feira, as análises começaram a ser feitas no ano passado e apontaram outras proibições necessárias.

“Tivemos dois pedidos feitos pela polícia e, após análise criteriosa feita pela Agência, esse número foi aumentado para garantir que formas semelhantes destas drogas também fossem incluídas”, disse Porto. Com a decisão, é atualizada a Portaria 344/98, que define as regras para substâncias de controle especial e substâncias proscritas (proibidas) no Brasil. Desde 1999, a Anvisa realizou 37 atualizações dessa portaria.

“Além disto, a Anvisa aprovou atuar em sintonia com as decisões sobre substâncias ilícitas adotadas por agências congêneres ou por polícias científicas internacionais, para agilizar o trâmite desta matéria, e atualizar a lista de substâncias proscritas à medida que os pedidos cheguem à Agência e não em um único processo, como acontecia até agora”, cita a Anvisa.

Outras duas substâncias foram incluídas em outra lista – a Lista de Produtos Controlados – também sob as regras da Portaria 344/98 e que trata dos medicamentos de controle especial. As substâncias são o Tapentadol e a Teriflunomida. A Anvisa alerta que essas duas substâncias ainda não existem como medicamento no País, mas caso venham a ser registradas seguirão as regras de controle especial, como ocorre com outros princípios ativos utilizados em medicamentos controlados. Outra mudança na lista foi o remanejamento de um medicamento da lista A3 (psicotrópicas) para a F2 (proscritos), também a pedido da Jife.

Fonte: Agência Estado

Foto: Anvisa

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

ANS suspende a comercialização de 111 planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar  (ANS) anunciou, nesta terça-feira (18), a suspensão de 111 planos e 47 operadoras de saúde por descumprimento dos prazos e negativas indevidas de cobertura assistencial.

Dos 111 planos, 83 deles estão suspensos a partir desta sexta-feira (21), e 28 permanecem com a comercialização proibida desde o ciclo anterior. Eles foram averiguados pela agência, através de problemas apontados pelos consumidores no 8º ciclo de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Os planos que receberam maior número de reclamações no período de cada ciclo, ficam impedidos de comercializar ou receber novos beneficiários e, durante um período mínimo de 3 meses, a operadora precisa regular a situação.

Segundo a ANS, no período de coleta de informações deste ciclo, em dezembro de 2013, foram recebidos 17.599 reclamações sobre 523 planos. O que significou um aumento de 16%, se comparado ao período anterior. A lista com os nomes suspensos está disponível no site da agência.

 

 

Do NE10

Foto: Divulgação/ ANS

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Novo protocolo reduz tempo de tratamento para crianças com HIV

O Ministério da Saúde colocou em consulta pública a proposta de um novo protocolo de tratamento de crianças e adolescentes com HIV. O documento pretende reduzir de seis para quatro semanas o tratamento com AZT (coquetel antiaids) para recém-nascidos de mulheres soropositivas que se trataram durante o gravidez.

As crianças cujas mães não foram acompanhadas durante a gravidez, além de tomar o AZT, deverão tomar três doses de Nevirapina. O protocolo também sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral de HIV superior a 100 mil, considerada alta, iniciem o tratamento. O protocolo ficará em consulta pública até 9 de março. A faixa etária considerada para o protocolo é de recém-nascidos até os 17 anos.

Para o infectologista presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Érico Arruda, a mudança é positiva, já que reduz o tempo de tratamento mantendo a eficácia, mas ele ressalta que grande parte das grávidas não tem acesso ao exame que detecta o vírus HIV no pré-natal, algo essencial para o tratamento precoce. Para o especialista, é possível reduzir a quase zero o número de crianças infectadas detectando o vírus da mãe no início da gestação.

“Testar todas as mulheres grávidas, ter um programa de pré natal que consiga atender toda a demanda de mulheres gravidas, é o que propõe uma série de medidas nacionais, mas falta a prática” avaliou Arruda.

Curitiba foi exemplo neste combate em 2013, ano em que a capital paranaense não teve novos registros de menores de 13 anos com o vírus. O coordenador do programa Mãe Curitibana, Wagner Dias, explicou que quando a gestante inicia o pré-natal em uma unidade básica de saúde de Curitiba, são feitos os testes para HIV e sífilis. O teste é feito duas vezes durante a gestação e ainda é feito um teste rápido no momento em que a gestante dá entrada na maternidade. Quando detectado o vírus, a gestante recebe acompanhamento de um infectologista e inicia o tratamento com retrovirais na 15ª semana de gravidez.

No ano passado, 96 gestantes soropositivas foram acompanhadas em Curitiba e nenhuma transmitiu o vírus para o bebê. A transmissão geralmente acontece durante a gestação, no parto ou na amamentação.

Arruda recomenda que mães soropositivas não amamentem seus filhos. Ele conta que para a mãe não passar o vírus para a criança é importante que comece a tomar os antirretrovirais preventivos entre o segundo e o terceiro trimestre de gestação.

Para estas mães, também é importante que o parto seja cesáreo e que a criança seja limpa imediatamente depois, para que possa ter o mínimo de contato possível com as secreções da mãe.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução internet

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

24 cubanos deixaram Mais Médicos; para ministro, é ‘insignificante’

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou nesta terça-feira (11) que 24 cubanos já deixaram o programa Mais Médicos e que outros três não apareceram para trabalhar e ainda não foram localizados pelo governo. Em entrevista, o ministro considerou que o número é “insignificante”, frente ao universo de 9.549 médicos participantes do programa no país, dos quais cerca de 7.400 vindos de Cuba.

Dos 24 cubanos que deixaram o programa, 22 já haviam sido desligados até a semana passada por motivos pessoais ou de saúde e, segundo Chioro, já retornaram para Cuba. Dois médicos, que já eram conhecidos, ainda não oficializaram a saída – Ramona Matos Rodriguez, que trabalhava em Pacajá (PA) e foi para Brasília; e Ortelio Jaime Guerra, que atendia em Pariquera Açu (SP) e viajou para os Estados Unidos. Os três que estão “sumidos” trabalhavam em Rio do Antônio (BA), Belém de São Francisco (PE) e Timbira (MA).

“Para nós, o importante e o que preocupa é imediatamente repor cada profissional e garantir a cada brasileiro e brasileira o direito de ter uma equipe completa de médicos”, disse o ministro. “As desistências e abandonos acontecem e entre nós, o número é insignificante. É uma coisa em torno de 1% do volume que temos”, completou.

Segundo o Ministério da Saúde, há ainda 81 brasileiros, 1 espanhol, 1 colombiano, 1 ucraniano e 1 argentino que não apareceram para trabalhar no local para onde foram enviados. Os nomes deles serão publicados nesta quarta (12) no “Diário Oficial da União” para se apresentarem e justificarem as faltas. Se não se manifestarem em até 48 horas, serão desligados do programa.

“Num universo de 6.600 temos um número muito pequeno, se acontecerem novos abandonos, não haverá nenhum problema. Vamos notificar os médicos via e-mail, vamos fazer se necessário o telegrama, a publicação no Diário Oficial e daremos o prazo necessário para o profissional apresentar a justificativa”, afirmou.

O ministro ainda informou que na próxima quinta-feira (13) será também publicado no “Diário Oficial” regras de como os municípios deverão proceder quando médicos enviados pelo governo deixarem de comparecer ao trabalho. Em caso de desligamento, eles serão substituídos por outros participantes.

Nesta terça, Chioro anunciou a chegada de mais 2.891 profissionais, além dos 6.658 que já estão atuando 2.166 cidades e 28 distritos indígenas no país. A meta é ter 13 mil médicos no programa até o fim de março.

Questionado por jornalistas se o governo “vê” problema em ações judiciais movidas contra o programa, o ministro afirmou que todos os processos foram vencidos. “Acho que não é um tema novo, tem sido objeto de discussão do governo. O programa vem olhando por todos os ângulos as questões legais. Não tivemos nenhuma derrota no jurídico, todas foram ganhas pela sua legitimidade”, disse.

Sobre a possibilidade médicos cubanos usarem o programa Mais Médicos como “ponte” para ir para os EUA, o ministro afirmou que a relação do Brasil com Cuba é de “cooperação” e que os médicos vêm para o Brasil por “absoluta vontade”.

“A nossa relação com Cuba é de cooperação. Vêm ao Brasil aqueles profissionais que vêm de livre e espontânea vontade. Temos a convicção de que os profissionais estão vindo por absoluta vontade. Acho pouco provável”, afirmou o ministro.

Fora do Mais Médicos
O primeiro caso de desistência que veio a público foi o de Ramona Rodriguez, que deixou o Mais Médicos alegando se sentir “enganada”. Ela saiu de Pacajá (PA) no dia 1º de fevereiro e viajou para Brasília, onde foi acolhida por parlamentes do DEM, críticos do programa.

Ela disse que tomou a decisão depois de descobrir que outros médicos estrangeiros contratados para trabalhar no Brasil ganhavam R$ 10 mil por mês, enquanto os cubanos recebem, segundo ela, US$ 400 (cerca de R$ 965).

Nesta terça, ela foi admitida para trabalhar na Associação Médica Brasileira (AMB), em Brasília, para funções administrativas, pelo salário de R$ 3 mil, mais benefícios.

Na semana passada o médico cubano Ortelio Jaime Guerra, que atendia em Pariquera-Açu (SP) deixou o programa e foi para os EUA. Em mensagem no Facebook, ele explicou que abandonou a cidade sem avisar ninguém por questões de segurança.

“Já estou nos Estados Unidos. Agradeço aos amigos de Pariquera-Açu pela bondade e amor. Prometo que um dia vou voltar para ver vocês. Vocês sempre estarão no meu coração”, disse o médico, que agradeceu várias pessoas que trabalharam com ele.

 

 

Do G1, em Brasília

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Fiocruz: vacinação contra esquistossomose em larga escala pode começar em 2016

A partir do apoio que será dado pela Organização Mundial da Saúde ao projeto de desenvolvimento da produção da vacina contra a esquistossomose, que em um primeiro momento propiciará investimentos de R$ 10 milhões, a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) pretende iniciar no começo do segundo semestre deste ano o desenvolvimento da Fase 2 do programa – que prevê a vacinação de crianças de 9 e 10 anos, em áreas endêmicas pré-selecionadas do Brasil e da África. A expectatica da Fiocruz é que a vacinação em larga escala possa começar em três anos.

Na primeira fase do projeto, foram vacinados apenas homens, todos moradores em áreas não endêmicas do Rio de Janeiro. “Nós fizemos inicialmente testes no Rio de Janeiro, na Fase 1 do projeto, em áreas não endêmica e em adultos normais, sadios, obedecendo o protocolo internacional que determina que os testes de um novo produto sejam feitos primeiro em voluntários sadios”, disse a pesquisadora da Fiocruz, Miriam Tendler, do Laboratório de Equistossomose Experimental do instituto e líder da pesquisa.
Segundo Miriam, agora, em um primeiro momento, estão previstos na Fase 2 testes no Brasil e na África e os custo dependem do número de locais onde serão feitos. “Estão orçados preliminarmente R$ 10 milhões para as experiências nos dois países – um local em cada. Mas não gosto de falar em número e é um orçamento ainda muito preliminar”.
A pesquisadora informou à Agência Brasil que, uma vez completados os testes da Fase 2, cujos resultados devem sair em cerca de dois anos e meio, a Fiocruz estará em condições de iniciar a vacinação da população-alvo – o que deverá  ocorrer em larga escala.
“Tecnicamente falando, a gente deve estar pronto para começar a vacinar em larga escala dentro de três anos. E só depois de vacinar em larga escala é que poderemos fazer o fechamento dos protocolos, definir números exatos de doses. O que tem que se fazer é garantir a segurança, pois agora começarão a ser vacinadas crianças em áreas endêmicas – o que é uma situação muito diferente de vacinar adultos fora de áreas endêmicas”, esclareceu.
Para Miriam, a Fiocruz já está em condições de produzir em grande escala. “A gente tem capacidade de produzir muito mais do que a necessidade, do que a demanda. São 800 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco em todo o mundo, com cerca de 240 milhões infectados, dos quais 20 milhões no Brasil, onde os números precisam ainda ser atualizados”.
No país, as áreas endêmicas estão centralizadas nos estados do Nordeste – Alagoas é hiperendêmico, Pernambuco e Minas Gerais também. “Mas a doença está se expandindo e a real demanda do país provavelmente entrará no calendário geral para que toda a população seja vacinada. O programa está sendo desenhado neste sentido”, disse.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Ilustração Internet

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Nordeste está engajado na imunização contra o HPV

Na Região Nordeste, à exceção de Pernambuco, todos os estados estão engajados na implantação da Campanha de Imunização contra o HPV, cujo início está programado para o próximo dia 10 de março.

No Maranhão, por exemplo, informações sobre o HPV já foram enviadas por e-mail a todos os gestores regionais, municipais e coordenadores de Imunização do estado, visando à realização da campanha. De acordo com a chefe do Departamento de Controle das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Helena Carreiro Barros de Almeida,  as atividades de pré-vacinação envolveram também a capacitação das equipes técnicas dos 217 municípios maranhenses, a divulgação da campanha para os gestores de educação, a distribuição de cartazes e entrevistas na mídia local.

Além disso, foi promovida reunião de sensibilização com representantes das secretarias estaduais de Educação e de Assistência Social, do Conselho de Secretários Municipais de Saúde e de programas da Secretaria de Saúde. A meta local é imunizar mais de 221 mil adolescentes maranhenses este ano.

A Coordenação de Imunização da Secretaria de Saúde do Piauí já promoveu reunião com técnicos da área, para discutir como cada setor poderá contribuir com a Campanha de Imunização contra o HPV. A coordenadora de Imunização, Doralice Lopes, solicitou à Secretaria de Educação a relação das escolas, visando a encaminhar as informações às lideranças dos municípios. Já foi repassado às cidades todo o material técnico fornecido pelo Ministério da Saúde, com a cartilha de orientações, a fim de que possam definir as estratégias iniciais.

Doralice Lopes ressaltou, entre essas estratégias, a  articulação com as secretarias municipais de Educação para que promovam palestras nas escolas sobre a campanha, levando o tema à discussão geral. No fim deste mês, está programado encontro com técnicos das secretarias municipais de Saúde. “Nós vamos convidar os coordenadores de Imunização dos 224 municípios do estado para repassar as informações referentes à vacina e ver o que eles já têm feito em articulação com as escolas”, disse ela.

O Piauí deve receber quase 100 mil doses da vacina contra o HPV. A expectativa é vacinar em torno de 97 mil meninas na faixa etária de 11 a 13 anos.

Em Alagoas, as reuniões de capacitação das equipes dos 102 municípios para a vacinação de adolescentes na faixa dos 11 aos 13 anos serão iniciadas  no próximo dia 11. “Estamos preparando as equipes que irão para as escolas. Estamos indo para as rádios, para a televisão, divulgando a campanha”, informou a gerente de Doenças Imunopreveníveis e Programa de Imunizações da  Secretaria Estadual de Saúde, Denise Castro.

Serão imunizadas, em Alagoas, 103 mil meninas. A Secretaria de Saúde está aguardando a remessa das vacinas pelo Ministério da Saúde, mas tem montada toda a estrutura de transporte para a distribuição das doses. “Estamos só aguardando para distribuir às regionais”. Denise Castro disse que o único problema enfrentado foi a falta de seringas, que o ministério não vai enviar. Destacou, porém, que o problema foi rapidamente sanado, porque o governo alagoano  tinha um estoque estratégico do produto.

A proposta de trabalho para a Campanha de Vacinação contra o HPV na Bahia começou em novembro do ano passado, quando foi elaborado um plano de ação, reforçando o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero, disse à Agência Brasil a coordenadora de Imunização do estado, Fátima Guirra. Foram definidas também as metas estratificadas por município, na população de 11 a 13 anos. Também foram discutidas as estratégias de vacinação, envolvendo o Programa Saúde na Escola e a Secretaria Estadual de Educação. Por meio de portaria, está sendo instituída uma comissão estratégica para a campanha, integrada por  representantes dos programas de Saúde Indígena e Saúde da Família, e das secretarias municipais da capital, Salvador.

Boletins informativos da campanha foram produzidos e distribuídos pela Coordenação de Imunização da Secretaria de Saúde para todos os parceiros, que são as regionais de Saúde. Nos próximos dias 20 e 21, haverá um encontro mais amplo, envolvendo universidades, secretarias municipais de Educação e distritos indígenas,  “visando a reforçar o objetivo, a metodologia, as estratégias e as ferramentas que vão fazer parte dos componentes da vacinação”.

Entre essas ferramentas, Fátima Guirra destacou o sistema  de registro das doses aplicadas, além do incentivo à implantação do sistema de informação do Programa Nacional de Imunização. Pensando em uma meta de cobertura de 80%, deverão ser vacinadas na Bahia 321.634 adolescentes. A população total, entretanto, que representa 100% de cobertura, alcança 402.042 meninas.

Em Sergipe, as atividades que precedem a campanha estão em fase de preparação. Já houve reuniões com os técnicos da área de saúde dos municípios e, agora, a Secretaria de Saúde se dedica à reprodução do material para ser distribuído às escolas. A gerente do Programa Estadual de Imunização, Sândala Oliveira, disse que está agendada para a próxima semana uma reunião com a Sociedade Médica de Sergipe. “Estamos andando”.  Ela adiantou que todos os 75 municípios sergipanos já estão traçando suas estratégias para a vacinação de mais de 63 mil meninas na faixa de 11 a 13 anos de idade.

A coordenadora de Imunizações do Ceará, Ana Vilma Leite Braga, informou à Agência Brasil que desde o ano passado vêm sendo realizadas oficinas com os profissionais das secretarias estaduais de Educação e Saúde e das regionais das duas áreas. Este ano, a partir de janeiro, foram promovidos novos encontros com universidades e outros segmentos representativos da sociedade, ao mesmo tempo em que foram produzidos materiais sobre a campanha para serem entregues nas escolas e divulgados na mídia. “Nós estamos com esse planejamento bem avançado”, comentou. Serão abrangidos pela campanha 184 municípios, que respondem por uma população-alvo de 257.345 adolescentes. Ana Vilma espera receber as vacinas do Ministério da Saúde ainda este mês.

Junto com as gerências regionais de saúde e de educação, a Secretaria  de Saúde da Paraíba está “disparando a campanha” de vacinação contra o HPV em todo o estado, disse a coordenadora estadual de Imunização, Iziane Queiroga.  Serão vacinadas 104.710 meninas, residentes em 223 municípios. “Todos vão receber a vacina para fazer a ação tanto nas escolas, quanto nos postos de saúde”. A vacinação entrará a partir de março deste ano na rotina de imunização das adolescentes da Paraíba, acrescentou Iziane. O trabalho é feito em conjunto com as prefeituras locais. As gerências, destacou, estão “na fase de divulgação e de ação junto com os municípios”. Esta é a primeira vez que a Paraíba participa de uma campanha contra o HPV.

De acordo com dados de 2011 do Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, a Paraíba tem o menor número de mortes de mulheres por câncer de colo de útero em todo o Nordeste (3,82 por 100 mil mulheres ). O estado ocupa a quarta posição no país entre os estados com menor número de mortes na mesma proporção, depois do Rio Grande do Sul (3,68), de São Paulo (2,95) e Minas Gerais (2,84).

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Stella Leal,  informou já ter sido agendada reunião com a Secretaria Estadual de Educação para apresentar às escolas a estratégia de vacinação, que permitirá introduzir a vacina contra o HPV no calendário estadual de imunizações. No próximo dia 11, será definida a responsabilidade  de cada parceiro na iniciativa. Mais de 88 mil adolescentes de 167 municípios serão imunizadas. “Contamos também com a parceria das unidades regionais de Saúde Pública”, lembrou.

PERNAMBUCO – Pernambuco é o único estado do Nordeste que não iniciou ainda os preparativos para a vacinação contra o HPV, segundo informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde em Pernambuco acrescentou que vai estabelecer um modelo de distribuição das vacinas e que o estado deverá formular uma campanha próximo à data de implantação da imunização, o dia 10 de março.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Ilustração Internet

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Mulheres correm mais riscos de sofrer AVC do que homens

As mulheres, de todas as idades, correm mais riscos de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que os homens. Elas devem, por isso, ficar atentas à pressão arterial, de acordo com as novas recomendações da Associação Norte-Americana do Coração. As mulheres têm também maiores fatores de risco que favorecem os acidentes cerebrais, como enxaquecas, depressão, diabetes e arritmia cardíaca.

Os acidentes vasculares cerebrais são a terceira causa de mortalidade entre as mulheres, depois das doenças cardíacas e do câncer, que é a quinta causa de morte nos homens.

As mulheres têm riscos específicos devido à gravidez e à utilização de hormônios, como a pilula contraceptiva, destaca Cheryl Bushnell, professor adjunto de neurologia no Centro Médico Wake Forest, em Winston-Salem (Carolina do Norte, EUA). Ele preside o grupo de peritos que elaborou as recomendações publicadas na revista médica Stroke.

O novo guia lembra a importância de controlar regularmente a pressão arterial, principalmente em mulheres jovens, antes de tomarem contraceptivos e de ficarem grávidas.

Os sintomas de um AVC em mulheres são similares aos dos homens: dormência súbita ou fraqueza do braço, dificuldade em falar ou compreender o que dizem os outros.

Segundo os autores do estudo, os sintomas de um acidente vascular cerebral nas mulheres podem ser mais sutis, uma vez que elas têm mais dificuldades em se expressar ou estar cientes do seu ambiente.

Um acidente vascular cerebral ocorre quando uma artéria que irriga o cérebro é obstruída por um coágulo, causando a destruição dos tecidos cerebrais.

 

Diário de Pernambuco

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Associação americana cria diretrizes contra AVC específicas para mulheres

Levando em conta que as mulheres apresentam fatores de risco específicos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares – como as variações hormonais, a gestação e a menopausa –, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) criou diretrizes de prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) voltadas exclusivamente para elas.

Segundo a AHA, ter diretrizes específicas para as mulheres é importante porque elas diferem dos homens em vários aspectos: há diferenças em relação à imunidade, à coagulação, aos fatores reprodutivos e aos fatores sociais. E todos são capazes interferir nos risco de desenvolvimento de um AVC. As novas diretrizes foram publicadas nesta sexta-feira (7) na revista científica “Stroke”, da própria AHA.

Também conhecido como derrame de cerebral, o AVC é caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo em parte do cérebro, provocada por obstrução de artéria, ou pelo sangramento decorrente do rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo cerebral.

Para o cardiologista Marcus Malachias, coordenador da campanha “Eu sou 12 por 8” da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a iniciativa de propor condutas de prevenção que atendem às peculiaridades da mulher é interessante. “As mulheres têm um conceito de que doença no coração é um problema do homem. Elas pensam mais em prevenir o câncer do que prevenir as doenças cardiovasculares”, diz.

Gravidez
Considerando que a pressão alta é, tanto para homens quanto para mulheres, o fator de risco modificável mais comum para o AVC, o documento dá atenção especial à pré-eclâmpsia, que é a hipertensão arterial específica da gravidez, e à eclampsia, que é a forma grave da doença.

Segundo as novas diretrizes, para prevenir a pré-eclâmpsia, os médicos devem considerar receitar à mulher com histórico de hipertensão doses baixas de aspirina ou de suplementação de cálcio. A condição não só aumenta o risco de AVC durante a gestação, mas também após o parto: o risco aumentado acompanha a mulher ao longo de vários anos. Por isso, mulheres que tiveram a doença devem ser acompanhadas de perto pelo resto da vida, segundo as diretrizes.

Contracepção
O documento também fala sobre os riscos cardiovasculares que podem ser desencadeados pelo uso de pílulas anticoncepcionais e determina que, antes de iniciar o uso do contraceptivo, ela deva ser avaliada quanto a outros fatores de risco como tabagismo, hipertensão e histórico familiar.

Para Malachias, esse tipo de rastreamento já é de praxe no Brasil. O problema é que muitas mulheres começam a tomar a pílula sem orientação médica. “Muitas seguem a orientação de amigas e não são assistidas por médicos. O conjunto dos fatores de risco deve ser avaliado. Quando se trata de fatores de risco, ele não se somam: se multiplicam”, diz.

Depressão e enxaqueca
Deve ser levado em conta, de acordo com a AHA, que a depressão se apresenta como um fator de risco para doenças cardiovasculares tanto em homens quanto em mulheres. Mas, como a incidência da depressão é muito maior nas mulheres, seria importante intensificar as medidas preventivas nesse grupo de pacientes.

Entre as mulheres, também foi constatado que a enxaqueca com aura – quando a crise intensa de dor de cabeça vem precedida de um sintoma visual, como o embaçamento ou a presença de pontos escuros ou luminosos – determina um aumento do risco de AVC. Por esse motivo, essas pacientes devem ser observadas de perto e é altamente recomendável que outros fatores de risco como o tabagismo sejam abandonados.

 

Do G1, em São Paulo

Foto: Reprodução Globo News

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

2013 foi o sexto ano mais quente desde 1850

O ano de 2013 foi o sexto mais quente para a Terra desde 1850, igualado com 2007, segundo as estatísticas da Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma instituição das Nações Unidas, publicadas nesta quarta-feira (5).

A temperatura média na superfície de terras e oceanos superou em 0,50°C a média calculada no período 1961-1990 e em 0,03°C a média da última década (2001-2010), segundo a OMM.

“A temperatura mundial para 2013 é congruente com a tendência de aquecimento a longo prazo”, disse o secretário-geral da OMM, Pichel Jarrad.

“O ritmo do aquecimento não é uniforme, mas é indiscutível que se trata de uma tendência predominante. Dado o volume sem precedentes de gases do efeito estufa na atmosfera, as próximas gerações viverão em um mundo no qual as temperaturas mundiais continuarão aumentando”, completou o meteorologista.

O século XXI tem 13 dos 14 anos mais quentes registrados. O recorde pertence a 2010 e 2005 (+0,55 C), seguidos por 1998, marcados pelo fenômeno El Niño.

Os fenômenos de aquecimento El Niño e de resfriamento La Niña são fatores determinantes da variabilidade natural do clima. O ano de 2013 foi um dos quatro anos mais quentes sem a produção de algum destes dois fenômenos.

Desde 1850 são realizadas observações meteorológicas de forma sistemática.

 

Fonte: AFP

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Mais de 40 cidades do RN estão com alto risco de epidemia de dengue

Dados divulgados nesta segunda-feira (3) pela Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do NOrte apontam que pelo menos 43 municípios do estado estão com risco muito alto para uma epidemia de dengue este ano. Entre as cidades em situação mais crítica estão Natal, Parnamirim e Macaíba, todas na Região Metropolitana.

As informações compõem o Mapa de Vulnerabilidade para ocorrência de epidemia, que foi elaborado de acordo com os seguintes critérios: incidência da doença nos últimos dez anos; índice de infestação predial (porcentagem de imóveis que possuem focos positivos de dengue); índice de pendências (porcentagem de imóveis onde não foi realizada a visita domiciliar do agente de endemias) e densidade demográfica.

O mapa deve auxiliar nos trabalhos para a delimitação das áreas que necessitam de fortalecimento das ações de combate ao vetor, desde a intensificação da eliminação de criadouros até o controle de formas aladas, permitindo a focalização e racionalização dos recursos.

De acordo com o Programa Estadual de Controle da Dengue, até o dia 28 de dezembro de 2013, foram notificados 24.559 casos suspeitos de dengue, sendo 9.809 confirmados. Os cinco municípios que mais notificaram casos de dengue foram: Natal (4.378 casos suspeitos), Parnamirim (2.111), Pau dos Ferros (1.793), Santa Cruz (1.597) e Caicó (1.323). Já a taxa de óbito alcançou 50 casos suspeitos, sendo 26 óbitos por dengue confirmados no ano de 2013. Esse número significa um aumento de 30% em relação ao ano de 2012.


Imagem: divulgação Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte

 

 

NE10

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.