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Para OMS, ebola ainda gera grande preocupação no oeste da África

Da AFP

União Europeia disponibilizou até EUR 24,4 milhões para a busca de vacinas e tratamentos / Foto: AFPUnião Europeia disponibilizou até EUR 24,4 milhões para a busca de vacinas e tratamentosFoto: AFP

Especialistas ebola se disseram preocupados nesta quinta-feira com a intensificação da epidemia no oeste da África, enquanto o número de infectados se aproxima dos 10.000.

Após uma reunião de emergência sobre a febre hemorrágica, a Organização Mundial da Saúde revelou que a situação nos países mais afetados – Guiné, Libéria e Serra Leoa – “continua muito preocupante”.

“Foi uma avaliação unânime do comitê de que a situação se mantém como uma emergência sanitária de preocupação internacional”, acrescentou.

No terceiro encontro do tipo desde que a epidemia de ebola teve início na Guiné, no começo do ano, os especialistas avaliavam novas formas de conter a transmissão da epidemia.

“A ênfase principal deve continuar sendo conter a transmissão do Ebola nos três países mais afetados. Agir é o avanço mais importante para se evitar o contágio internacional”, informou a OMS.

A meta é encontrar uma vacina, em um momento em que a epidemia parece avançar.

Em outra reunião realizada nesta quinta-feira, a União Europeia (UE) disponibilizou até EUR 24,4 milhões para a busca de vacinas e tratamentos.

Os recursos serão liberados rapidamente “a fim de iniciar o trabalho o mais rápido possível”, destacou a Comissão Europeia, órgão executivo da UE.

“Estamos em uma corrida contra o tempo no que diz respeito ao Ebola e precisamos responder à situação de emergência e encontrar, ao mesmo tempo, uma resposta de longo prazo”, afirmou o presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso.

A porta-voz da OMS, Fadela Chaib, disse no começo da semana que “muita coisa mudou” desde o último encontro dos especialistas, em setembro, com registros de casos na Espanha e nos Estados Unidos.

Número de casos triplicou

Desde então, a taxa de infecção nos países mais afetados quase triplicou, e alguns especialistas alertaram para a possibilidade de as infecções chegarem a 10.000 por semana no começo de dezembro.

Em um sinal de esperança, as primeiras doses da vacina experimental rVSV contra o Ebola chegaram ao Hospital da Universidade de Genebra, procedentes do Canadá, e a OMS revelou que sua meta seria enviar os primeiros suprimentos à África no início do ano que vem.

Mas em campo, a situação permanecia profundamente preocupante. A presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, admitiu que “a transmissão passou a nossa frente”, ao anunciar novas medidas de controle nas fronteiras para reduzir a transmissão.

Apesar do quadro negativo, um integrante da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) que trabalha na cidade de Foya (norte), disse à presidente Sirleaf que a cidade pode em breve ser declarada livre do Ebola devido à ausência de registros de casos em três semanas.

A OMS alertou que a magnitude da doença nesse país – até agora o mais afetado – foi subestimada, com a “subnotificação” de casos, principalmente na capital, Monróvia.

Foi na Libéria que se originaram os casos diagnosticados na Nigéria, em julho, e nos Estados Unidos, em setembro. Um novo esquema no aeroporto internacional do país vai relacionar a lista de passageiros com nomes de parentes de vítimas do Ebola para tentar evitar o embarque de pessoas infectadas.

Ajuda africana

A União Africana (UA) anunciou nesta quinta-feira que os países africanos enviarão mais de mil profissionais de saúde para combater o Ebola nos três países mais afetados.

“Vários Estados-membros se comprometeram a enviar equipes de saúde para Libéria, Serra Leoa e Guiné, entre eles a República Democrática do Congo, que mandará mil profissionais divididos em três grupos”, afirmou em Freetown, capital de Serra Leoa, Nkosazana Dlamini-Zuma, presidente da Comissão da UA, sem anunciar uma data concreta para o envio.

“A comunidade internacional reagiu fornecendo principalmente a infraestrutura, mas não pessoal. A infraestrutura é vital para que haja centros de tratamento, mas sem profissionais de saúde, trata-se de um desperdício”, acrescentou.

Na semana passada, a Comunidade do Leste da África, formada por Quênia, Uganda, Ruanda, Burundi e Tanzânia, tinha anunciado o envio de mais de 600 profissionais de saúde, entre eles 41 médicos.

Mas, por enquanto, a UA só tinha enviou a campo 22 profissionais.

Luz do fim do túnel em Serra Leoa

Também nesta quinta-feira, o presidente da vizinha Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, afirmou em entrevista à emissora britânica ITV News que a epidemia seria “contida” no país “até o fim do ano”.

“Acredito que até o fim do ano, nós estaremos em condições, não de eliminar, mas de conter o vírus Ebola”, afirmou Koroma.

“A epidemia de Ebola foi anunciada em maio e pegou a todos nós de surpresa. Não estamos sozinhos na luta. Fomos aconselhados pela OMS, que tem nos orientado sobre o que fazer e a cada etapa, tivemos consultas com eles. Acho que estamos reagindo de forma apropriada”, acrescentou Koroma.

Uma boa notícia para um país onde a epidemia dá sinais de desestabilização social. Na terça-feira, duas pessoas morreram em confrontos no país, quando equipes de saúde tentaram coletar uma amostra de sangue de uma idosa de 90 anos, suspeita de estar infectada com o vírus.

Armada de facões, uma multidão enfrentou as forças de segurança na cidade de Koidu, contaram fontes médicas à AFP.

De acordo com os números mais recentes da OMS, a atual epidemia de Ebola, a mais letal desde que o vírus foi identificado em 1976, registra 9.936 infecções desde o início do ano, sendo 4.877 mortais.

 

 

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Exames confirmam ebola em médico internado em Nova York

Foto publicada em setembro em seu perfil do  Facebook mostra o médico Craig Spencer com traje de proteção contra ebola antes de partir para a Guiné (Foto: Reprodução/Facebook/Craig Spencer)

Foto publicada em setembro em seu perfil do Facebook mostra o médico Craig Spencer com traje de proteção contra ebola antes de partir para a Guiné (Foto: Reprodução/Facebook/Craig Spencer)

Craig Spencer, médico da ONG Médicos Sem Fronteiras, que foi internado nesta quinta-feira (23) em um hospital de Nova York teve resultado positivo em um primeiro teste de ebola. Uma análise complementar ainda não teve seu resultado divulgado.

O paciente, de 33 anos, chegou ao centro médico com sintomas da doença e teve o diagnóstico confirmado em um primeiro teste esta noite, informou  prefeito Bill de Blasio. “Os testes realizados confirmaram que o paciente aqui em Nova York tem resultado positivo para ebola”, disse De Blasio.

Anteriormente, o jornal “The New York Times” e a rede CNN anteciparam o caso.

“Queremos deixar claro que não há razão para que os nova-iorquinos se alarmem”, afirmou o prefeito, acrescentando que “a cidade está preparada para essa eventualidade”.

Com febre e náuseas, Spencer foi transportado de sua casa, no Harlem, ao Hospital Bellevue. Fontes do jornal New York Post disseram que o médico esteve na Guiné ajudando a tratar doentes de ebola.

Pessoas que tiveram contato com ele e podem eventualmente ter se contaminado estão sendo localizadas.

A rede NBC disse que Spencer voltou a Nova York há 10 dias e se sentiu mal nesta quinta, quando acionou a emergência. Ele foi levado por uma ambulância escoltada pela polícia.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse em uma coletiva de imprensa que todos os protocolos foram seguidos. “É de nosso entendimento que muito poucas pessoas entraram em contato direto com ele”, disse. “Estamos esperando por uma boa evolução para este indivíduo”, acrescentou.

O Hospital Presbiteriano do Texas, onde ele trabalhava, afirmou que o médico não voltou à instituição nem atendeu pacientes depois de sua viagem para a África Ocidental.

De acordo com a imprensa local, na tarde desta quinta o apartamento do médico já foi lacrado por especialistas em materiais perigosos.

Números da epidemia
A epidemia de ebola já matou 4.877 pessoas, de um total de 9.936 infectadas, de acordo com o balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (22). Os números referem-se aos  casos registrados até o dia 19 de outubro. As ocorrências foram na Guiné, Libéria, Serra Leoa, Espanha, Estados Unidos, Senegal e Nigéria. Estes dois últimos países foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente.

Na Guiné, Libéria e Serra Leoa, a transmissão continua intensa, de acordo com a OMS, principalmente nas capitais dos três países. A organização acredita que o número de casos ainda é subestimado, sobretudo na capital da Libéria, Monróvia. Nos Estados Unidos e na Espanha, onde houve trasmissões localizadas, autoridades continuam monitorando pessoas que possivelmente tiveram contato com os pacientes.

 

Do G1, em São Paulo

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Anvisa prioriza análise de novos medicamentos para hepatite C

Da Agência Brasil

A hepatite C é uma doença causada por um vírus e transmitida principalmente pelo sangue, mas também pelo contato sexual ou para recém-nascidos durante a gravidez. / Foto: USP Imagens
A hepatite C é uma doença causada por um vírus e transmitida principalmente pelo sangue, mas também pelo contato sexual ou para recém-nascidos durante a gravidez.Foto: USP Imagens

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que está avaliando novas moléculas para o tratamento de hepatites virais. A decisão, segundo o órgão, se deve às solicitações de informações recebidas pela agência sobre o procedimento de avaliação de novas terapias para o tratamento da hepatite C no Brasil.

Até o momento, segundo a Anvisa, foram adotadas medidas em relação a três processos de registro. A primeira foi o início da avaliação dos dados clínicos de um medicamento com o princípio ativo simperevir. Nos outros dois casos, foram aprovados pedidos de priorização de análise para medicamentos com os princípios ativos sofosbuvir e daclatasvir, ambos a pedido do Ministério da Saúde e de empresas solicitantes do registro.

“Esses pedidos de prioridade já foram aprovados dentro do que prevê a Resolução da Diretoria Colegiada RDC 37/2014, que disciplina as priorizações de análise de registro de medicamentos”, informou a agência.

A hepatite C é uma doença causada por um vírus e transmitida principalmente pelo sangue, mas também pelo contato sexual ou para recém-nascidos durante a gravidez. A enfermidade pode levar à lesões no fígado e até mesmo ao câncer hepático.

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A cada 5 segundos, morre uma criança de causas evitáveis, segundo a ONU

Da AFP

A cada cinco segundos morre uma criança no mundo de causas que poderiam ser evitadas, afirmou no Panamá um especialista da ONU, para quem, apesar dos avanços dos últimos 25 anos, ainda há muito a fazer para garantir os direitos dos pequenos.

As crianças morrem “porque não foram vacinadas ou poque não têm um mosquiteiro para evitar a picada (de um inseto)”, disse a título pessoal o espanhol Jorge Cardona, especialista da ONU.

Morrem por carecer de “coisas que custam menos de um dólar”, lamentou em entrevista à AFP.

Cardona é um dos 18 integrantes do Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas, órgão da Convenção dos Direitos da Criança, firmada por 194 países.

Se a cada cinco segundos morre uma criança, ao longo do dia falecem por causas evitáveis mais de 17.000 pessoas menores de 18 anos, segundo Cardona, que apesar das diferenças entre regiões considera que as crianças também são as mais prejudicadas nos países desenvolvidos.

Em 1999, na Espanha, 19% dos menores estava em risco de pobreza e exclusão, percentual que aumentou para 32% após a crise de 2008, acrescentou.

“Podemos dizer o mesmo de França e Itália, onde a situação é exatamente a mesma” que na Espanha, onde há crianças desnutridos que ficaram sem acesso a serviços básicos, como educação e saúde, afirmou.

Os maiores problemas que as crianças enfrentam em todo o mundo são a pobreza, a carência de serviços básicos e a violência, além do tráfico de menores, a prostituição e venda de seus órgãos.

Só Sudão do Sul, Somália e Estados Unidos não ratificaram a Convenção dos Direitos da Criança, após o que os menores passaram de um objeto de proteção a um sujeito de direito, segundo Cardona.

“Vinte e cinco anos de Convenção representaram um grande passo”, embora “entre o que diz o Tratado e o que acontece na realidade haja uma enorme diferença”, diz Cardona, que admite que “o caminho que nos resta a percorrer é muito mais longo do que o que percorremos”.

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Cachorro de enfermeira infectada em Dallas tem teste negativo para ebola

Foto divulgada pela prefeitura de Dallas mostra o cão Bentley, que foi posto em quarentena depos de sua dona, Nina Pham, ter sido diagnosticada com ebola (Foto: AP Photo/City of Dallas and Dallas Animal Services)

Foto divulgada pela prefeitura de Dallas mostra o cão Bentley, que foi posto em quarentena depos de sua dona, Nina Pham, ter sido diagnosticada com ebola (Foto: AP Photo/City of Dallas and Dallas Animal Services)

O primeiro teste para ebola feito no cachorro da enfermeira de Dallas Nina Pham, diagnosticada com ebola na semana passada, deu negativo, de acordo com a agência Associated Press. O cão, da raça cavalier king charles spaniel, tinha sido colocado em isolamento na semana passada.

Bentley, que tem um ano de idade, ainda se submeterá a outro exame antes que se conclua seu período de quarentena, de 21 dias, em 1º de novembro, informou nesta quarta-feira (22) a prefeitura de Dallas.

O cachorro foi isolado depois que sua dona recebeu o diagnóstico de ebola, em 12 de outubro. Nina Pham, de 26 anos, foi a primeira pessoa a contrair ebola no território americano nesta epidemia. Nina teve contato com o vírus quando ajudou a cuidar  do liberiano Thomas Eric Duncan no Hospital Texas Health Presbyterian, em Dallas.

Depois de ter sido internada na mesma instituição, Nina foi transferida na quinta-feira passada para a Unidade Especial de Estudos Clínicos do Centro Clínico dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), que fica no estado de Maryland. Seu estado de saúde é considerado bom.

Bentley está recebendo cuidados dos Serviços para Animais da Cidade de Dallas, em uma base aérea desativada.

Na Espanha, onde uma enfermeira também foi infectada pelo vírus depois de cuidar de pacientes com ebola, houve uma grande comoção quando seu cachorro foi sacrificado devido ao risco de ele transmitir a doença. Nesta semana, foi anunciado que a enfermeira já está livre do vírus.

Cão Bentley é tratado por pessoa em traje de proteção contra o ebola (Foto: AP Photo/City of Dallas and Dallas Animal Services)
Cão Bentley é tratado por pessoa em traje de proteção contra o ebola (Foto: AP Photo/City of Dallas and Dallas Animal Services)
Do G1, em São Paulo

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Equipe que transplantou células do nariz em paralítico busca voluntários

Paciente Dariusz Fidyka, que recebeu transplante de células olfativas e recuperou parte dos movimentos da perna, participa de coletiva de imprensa nesta quarta-feira (22) (Foto:  AFP Photo/Natalia Dobryszycka)

Paciente Dariusz Fidyka, que recebeu transplante de células olfativas e recuperou parte dos movimentos da perna, participa de coletiva de imprensa nesta quarta (22) (Foto: AFP Photo/Natalia Dobryszycka)

Uma equipe de médicos que ajudou um homem paralítico a voltar a andar transplantando células de sua cavidade nasal para sua espinha dorsal anunciaram estar buscando novos pacientes para poderem demonstrar que seu avanço não foi circunstancial.

Os médicos declararam nesta quarta-feira (22) que irão procurar pela internet voluntários com lesões semelhantes à de seu paciente, o polonês Dariusz Fidyka, que ficou paralisado do peito para baixo depois de ser esfaqueado nas costas pelo ex-marido de sua companheira em 2010.

Agora ele consegue andar com a ajuda de uma armação.

“Para os próximos estágios de nossa pesquisa, precisaremos de pacientes que sofreram uma lesão na espinha dorsal causada por um objeto pontiagudo, como uma faca ou uma machadinha”, disse Wlodzimierz Jarmundowicz, neurocirurgião de Breslávia, cidade do oeste da Polônia, que fez parte da equipe polonesa-britânica que tratou Fidyka.

“A pequena luz no fim do túnel acendeu, mas precisamos repetir o procedimento em dois ou três pacientes, e aí veremos”, afirmou Jarmundowicz em uma coletiva de imprensa em Breslávia.

Site vai buscar voluntários
Os médicos planejam criar um site em polonês e outro em inglês para buscar voluntários, porém o endereço ainda não foi divulgado.

A técnica, descrita como um avanço por um estudo na publicação “Cell Transplantation”, envolveu o transplante das chamadas células olfativas revestidoras para a espinha dorsal do paciente e a construção de uma “ponte de nervos” entre as duas extremidades da coluna vertebral danificada.

A pesquisa pioneira foi liderada por Geoffrey Raisman, professor do instituto de neurologia do University College de Londres, que trabalhou com cirurgiões do hospital da Universidade de Breslávia.

Cedo demais para conclusões

 Foto mostra paciente andando com a ajuda de um equipamento, depois de receber transplante de células nasais (Foto: AFP Photo/BBC Panorama )
Foto mostra paciente andando com a ajuda de um equipamento, depois de receber transplante de células nasais (Foto: AFP Photo/BBC Panorama )

Entretanto, especialistas da área alertaram que o sucesso com um paciente faz com que seja cedo demais para concluir que o tratamento pode ter benefícios de larga escala. Em alguns casos, os pacientes podem perceber uma evolução significativa nas funções simplesmente por causa da reabilitação e da passagem do tempo, argumentaram.

Fidyka compareceu de cadeira de rodas à coletiva de imprensa, na qual os feitos sobre sua mobilidade restaurada foram transmitidos aos médicos em apresentações de vídeo.

Visivelmente surpreso pela enorme atenção que seu caso atraiu, ele se desculpou pela voz rouca, que atribuiu às conversas com jornalistas.

Ele lembrou como, em 2011, um ano depois de ser apunhalado, marcou sua primeira consulta com o doutor Pawel Tabakow, membro da equipe que mais tarde o tratou. “Ele ficou de cabelo em pé – não esperava um paciente com uma lesão daquela”, contou Fidyka.

“Agora consigo movimentar minha perna esquerda, tenho mais sensibilidade na direita, sinto calor e frio, funções fisiológicas e sexuais diferentes estão voltando. Poderia viver sozinho em um apartamento. Com certas modificações, poderia dirigir.”

“Há altos e baixos, mas está tudo indo na direção certa”, completou.

 

Da Reuters

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Ebola tem expansão mais lenta em comparação a outras doenças

Desde o início do ano, a pior epidemia de ebola da história já infectou 9.216 pessoas, das quais 4.555 morreram, segundo dados oficiais. A transmissão é intensa em três países da África Ocidental: Libéria, Guiné e Serra Leoa. A velocidade de expansão da doença, porém, é mais lenta se comparada à de doenças transmitidas de outras formas.

“No ebola, não é o número de casos em si que assusta”, diz o médico Luiz Fernando Aranha Camargo, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Para efeito de comparação, ele cita o exemplo da malária, transmitida pela picada do mosquito Anopheles. A doença infectou 207 milhões de pessoas em 2012, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), matando cerca de 627 mil pacientes, principalmente na África Subsaariana.

Ele cita também a pandemia de H1N1, que se transmite pelo ar. Entre meados de 2009 e de 2010, houve 284,5 mil mortes pela doença, de acordo com estimativas de um estudo publicado na revista científica “The Lancet Infectious Diseases”.

A expansão mais “lenta” do ebola deve-se ao fato de a contaminação só ser possível pelo contato direto com fluidos corporais dos pacientes infectados, e não pelo ar ou por picadas de mosquito. Nos países onde há transmissão intensa de ebola, cada paciente infecta, em média, outras duas pessoas, de acordo com estimativas da OMS.

Em doenças como a rubéola ou a catapora, caso não haja nenhuma medida de proteção como vacinas ou isolamento, cada paciente pode infectar de 8 a 16 outras pessoas. (Veja, no infográfico ao lado, como o ebola se espalha, em comparação com essas duas outras doenças.)

“Em doenças transmitidas por vetor, como a malária, esse índice pode ser maior do que 100”, acrescenta o infectologista Marcelo Nascimento Burattini, professor da Faculdade de Medicina da USP e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Particularidade desta epidemia
“O problema do ebola, que levou a toda essa repercussão, é, em primeiro lugar, a mortalidade alta. Em segundo lugar, a ausência de tratamento específico. Em terceiro lugar, a grande dificuldade de controle no lugar em que está ocorrendo”, observa Camargo.

Segundo o especialista, a epidemia pode ter sido subestimada no início porque epidemias anteriores eram contidas com certa rapidez e houve uma confiança de que esse padrão se repetiria. “O que aconteceu diferente é que foi em uma região densamente povoada. No passado, aconteceu em lugares mais isolados. A concentração relativamente alta em uma tríplice fronteira, onde a movimentação é muito frequente, dificultou a contenção da doença.”

Preparo do Brasil
De acordo com especialistas, o risco de haver uma epidemia de ebola no Brasil é “quase zero”. Enquanto sempre há risco de que pessoas vindas de países onde há transmissão intensa venham a manifestar os sintomas da doença no Brasil, a resposta do país a essa situação provavelmente seria capaz de conter a expansão do vírus.

As medidas tomadas pelo governo diante de um caso suspeito, identificado este mês em Cascavel, no Paraná, foram consideradas adequadas pelos infectologistas.

“A gestão do caso foi muito bem feita. Funcionou muito bem, a suspeita foi identificada, o paciente foi transferido para o Rio de Janeiro e o resultado saiu rápido”, diz Camargo. Ele acrescenta que, agora, é preciso discutir detalhes mais minuciosos, como a criação de um protocolo nacional de como os profissionais devem retirar os equipamentos de proteção e o que fazer com esse material depois do uso.

“É preciso colocar a epidemia no lugar certo e diminuir o alarde da população. Não se transmite ebola pelo ar, ninguém vai pegar andando na rua. Depende de um contato íntimo com o doente e os doentes estão concentrados em uma região específica”, diz Camargo.

Transmissão
O ebola é uma doença infecciosa grave provocada por um vírus. Os sintomas iniciais são febre de início repentino, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Depois vêm vômitos, diarreia e sangramentos internos e externos. Ela é transmitida pelo contato direto com os fluidos corporais da pessoa infectada: sangue, suor, saliva, lágrimas, urina, fezes, vômito, muco e sêmen. Não há risco de contaminação pelo ar.

Quem tiver voltado de um dos países da África afetados pela epidemia – Libéria, Guiné ou Serra Leoa – e apresentar febre ou algum dos outros sintomas, deve procurar uma unidade de saúde e informar a equipe sobre a viagem. Dúvidas sobre a doença podem ser tiradas com o Disque Saúde, do Ministério da Saúde, no número 136.

Números da epidemia
Desde março, foram registrados casos de ebola em sete países. Dois desses países, Nigéria e Senegal, já estão livres da doença. Veja, abaixo, detalhes dos locais com casos de ebola:

Guiné: Foram 1.519 casos – entre confirmados, prováveis e suspeitos – e 862 mortes provocadas pelo ebola.

Libéria: Foram 4.262 casos – entre confirmados, prováveis e suspeitos – dos quais 2.484 levaram a mortes.

Serra Leoa: Foram 3.410 casos – entre confirmados, provaveis e suspeitos – e 1.200 mortes pela doença.

Espanha: Houve um caso da doença e a paciente se recuperou.

Estados Unidos: Foram três casos diagnosticados no país: um paciente morreu e duas permanecem internadas.

Nigéria: Foram 20 casos de ebola – entre confirmados e prováveis – que levaram a 8 mortes. O país já está livre da doença.

Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já está livre da doença.

 

Do G1, em São Paulo

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Proibir viagens para combater ebola é irracional, diz chefe da Cruz Vermelha

O fechamento das fronteiras não vai efetivamente reduzir as infecções por Ebola, disse nesta quarta-feira o chefe da Cruz Vermelha, Elhadj As Sy, em meio ao debate sobre se a proibição de viagem aos países africanos mais atingidos ajudaria a combater a propagação do vírus mortal.

O atual surto da febre hemorrágica altamente contagiosa, que se acredita tenha origem em morcegos da floresta, é o pior já registrado, tendo matado mais de 4.500 pessoas, a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa.

Os viajantes da região infectaram pessoas nos Estados Unidos, na Espanha e na Nigéria, o que levou alguns líderes, incluindo alguns congressistas norte-americanos, a pedirem a proibição de viagens à África Ocidental.

O secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha, Elhadj As Sy, disse que tais restrições não fariam sentido.

“Ele (Ebola) cria muito medo e pânico extremo que, por vezes, levam a tipos muito irracionais de comportamentos e medidas, como o fechamento das fronteiras, o cancelamento de vôos, isolamento de países etc”, declarou Sy a repórteres em Pequim, onde a Federação, a maior rede humanitária do mundo, está realizando um encontro.

“Isso não é solução. A única solução é como podemos unir nossos esforços para conter esse tipo de vírus e epidemias em seu epicentro, exatamente onde começaram.”

Doença pode ser barrada
Sy disse acreditar ser possível conter a doença em quatro a seis meses, se foram implementadas práticas adequadas, mas que um investimento adicional em infraestrutura de saúde na África Ocidental seria necessário para evitar futuros surtos.

Sy se junta líderes mundiais, incluindo o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em expressar oposição contra tais restrições de viagem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que até agora não recomendou restrições de viagem ou comerciais nos países da África Ocidental, vem alertando para a possibilidade de 5.000 a 10.000 novos casos de Ebola, no total, a cada semana até dezembro.

Especialistas em saúde alertam que as restrições excessivas sobre as viagens aéreas podem ter consequências econômicas graves que poderiam desestabilizar a região e, possivelmente, interromper os serviços essenciais humanitários e de saúde essenciais.

 

Da Reuters

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Cruz Vermelha: ebola pode ser controlado em até 6 meses

Os países mais afetados pela crise da doença são a Libéria, a Guiné e Serra Leoa. / Foto: AFPOs países mais afetados pela crise da doença são a Libéria, a Guiné e Serra Leoa.Foto: AFP

A Cruz Vermelha declarou nesta quarta-feira que está confiante de que a epidemia de ebola que já matou milhares de pessoas no oeste da África pode ser contida entre quatro e seis meses.

O secretário-geral da entidade, Elhadj As Sy, disse em uma coletiva de imprensa em Pequim que é possível eliminar todos os surtos nesse período se houver “bom isolamento, bom tratamento dos casos confirmados” e “enterros seguros” para os que morreram da doença.

A epidemia de ebola já matou mais de 4,5 mil pessoas desde o seu surgimento, há 10 meses, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os países mais afetados pela crise são a Libéria, a Guiné e Serra Leoa.

A declaração de Sy foi feita na conferência regional da Cruz Vermelha na Ásia-Pacífico, realizada a cada quatro anos, na capital chinesa. Em seu discurso, o secretário-geral agradeceu os esforços da China em doar itens de ajuda humanitária, equipamentos de laboratório e de proteção, em um momento em que “muitas pessoas estavam fugindo e outras estavam bastante hesitantes em enviar profissionais”.

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Estudo vincula poluição na gravidez a problemas respiratórios na infância

GNews - Gravidez (Foto: Reprodução/GloboNews)

Exposição de grávidas a poluentes relacionados ao trânsito pode prejudicar bebê (Foto: Reprodução/GloboNews)

Mulheres expostas a altos níveis de poluição emitida por automóveis no segundo trimestre de gravidez correm um risco maior de dar à luz uma criança com problemas pulmonares, alertaram cientistas em um novo estudo.

Em uma pesquisa de longo prazo, cientistas de Barcelona recrutaram 1.295 mulheres grávidas, que fizeram acompanhamento em clínicas de pré-natal em Sabadell, na Catalunha, e em Gipuzkoa, no País Basco.

Eles mediram dois poluentes produzidos por automóveis – o benzeno e o óxido nitroso – em áreas residenciais das mulheres em épocas diferentes de sua gestação.

Os pesquisadores usaram esses dados para criar um modelo da exposição feminina e também para seus filhos durante o primeiro ano de vida.

O modelo levou em conta diferenças geográficas, climáticas, de densidade populacional e a época do ano.

Aos quatro anos e meio de idade, as crianças tiveram sua capacidade pulmonar verificada, inflando um dispositivo chamado espirômetro. Das 620 crianças em idade pré-escolar examinadas, muitas não conseguiram soprar adequadamente o dispositivo.

Segundo o estudo, os filhos de mulheres expostas a níveis mais elevados de benzeno durante o quarto ao sexto mês de gravidez mostraram ser 22% mais propensos a ter a função pulmonar debilitada do que aqueles de áreas menos poluídas. No caso do óxido nitroso, o risco foi 30% maior.

O vínculo foi mais acentuado em crianças alérgicas, ou naquelas de classes sociais menos favorecidas.

A pesquisa revelou, contudo, que os níveis de exposição à poluição do tráfego no primeiro ano de vida não fez diferença no vigor pulmonar.

Os resultados “sugerem que a exposição aos poluentes do ar relacionados com o tráfego durante o período pré-natal poderia impactar de forma negativa o pulmão em desenvolvimento”, destacaram os autores em artigo publicado no periódico “Thorax”.

Assim, reduzir a poluição do tráfego resultaria em “benefícios substanciais para a saúde”, acrescentaram.

A equipe de pesquisa, chefiada por Eva Morales, do Centro de Pesquisas de Barcelona sobre Epidemiologia Ambiental (CREAL), acredita ter sido a primeira a dar uma visão de longo prazo sobre como a poluição do ar durante a gravidez afeta os pulmões de uma criança.

O estudo levou em conta se um dos pais ou ambos fumaram antes ou durante a gestação. Não se considerou, entretanto, se as mães foram expostas a gás, poeira ou fumaça no trabalho durante a gravidez, nem se mediu a exposição a particulados, outro conhecido poluente produzido pelos automóveis.

 

Da France Presse

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