Cientistas estudam região colombiana em busca de cura para Alzheimer

O Fantástico foi a uma região distante, nas montanhas da Colômbia, para conhecer pessoas vítimas de uma sina que desafia a ciência. Com apenas 40, 50 anos de idade, elas começam a perder a memória, a fala e toda a capacidade de raciocínio. O mistério está atraindo a atenção de médicos do mundo inteiro e pode guardar a chave para a cura de uma doença devastadora. A reportagem é de Álvaro Pereira Junior e Marcelo Benincassa.

Nas montanhas do noroeste da Colômbia, gente ainda jovem já se esquece de tudo. “A memória se vai muito rápido. O que se sabe, logo se esquece”, conta uma moradora.

“Ele não entende nada. Nada, nada. É raro quando entende alguma coisa”, relata uma mulher.

“Ela chora e a gente não sabe por quê”, diz outra.

Isso acontece há muitas gerações. Literalmente, há séculos.

A doença, vista como uma maldição, tinha um nome popular: “la bobera” – a bobeira.

Demorou, mas um dia ela saiu do universo da superstição e foi descoberta por um cientista.

Essa história começa no Hospital San Vicente de Paula, o maior de Medellín. Era o ano de 1984 quando um médico recém-formado, chamado Francisco Lopera, atendeu um caso muito estranho. Era um homem de 47 anos, portanto, relativamente jovem e que já apresentava claros sinais da doença de Alzheimer. O doutor Francisco ficou intrigado, e conversando com o paciente descobriu que ele veio de uma aldeia a quatro horas de Medellín. E que, nesse vilarejo, muitas pessoas tinham exatamente a mesma doença. Gente jovem que ia se esquecendo de tudo e em pouco tempo estavam com Alzheimer avançado. O doutor Francisco decidiu conhecer essa história de perto, chamou a sua enfermeira de confiança e se embrenhou pelo interior montanhoso da Colômbia para investigar.

Mas era uma época difícil de viver no país. Ainda mais para viajar. Nos anos 80, a Colômbia fervia e o centro da violência era Medellín. Nas ruas e vielas da segunda maior cidade colombiana, quem reinava era Pablo Escobar, o patrão de um cartel milionário e brutal de tráfico de cocaína.

Na zona rural, a situação não era mais tranquila. Milícias paramilitares de extrema direita agiam por ali. E a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias, as Farc, naquela época muito mais fortes do que hoje, combatia o exército em meio às montanhas.

Assim, o trabalho do médico Francisco Lopera não era só uma missão científica: era também uma aventura.

Francisco Lopera, neurologista: Sequestraram uma enfermeira por três dias, junto com as amostras de sangue. Parece que eram as Farc, mas não temos certeza. Era um grupo de guerrilheiros.

Hoje, 30 anos depois, não existe mais um clima tão pesado de violência. Mas o acesso aos povoados onde vivem os pacientes continua bem difícil. Não tanto pela distância, a cerca de 100 quilômetros a partir de Medellín. Mas pelas estradas, que são estreitas, passam por dentro das cidadezinhas, e às vezes nem são asfaltadas.

Depois da cidade de Liborina, a principal dessa região agrícola, a passagem se estreita. A partir de determinado momento, não tem mais jeito de seguir de carro, só tem duas maneiras: ou a pé ou a cavalo.

O Fantástico chegou à primeira casa onde existe uma família que tem o problema do Alzheimer precoce. Os cientistas pediram que a reportagem não informe o sobrenome dos entrevistados, para não estigmatizar as famílias.

Dona Olga, de 58 anos, nasceu na cidade, mas trabalhou muito tempo como empregada doméstica em Medellín. A doença tem uma influência devastadora na família: Olga perdeu o pai, as tias e quatro irmãos.

“Eles eram pessoas normais, tinham suas aventuras, muito normais. É triste ver como vão decaindo. É triste”, conta Olga.

Dona Olga deixou Medellín para trás e voltou para o campo. Tudo para cuidar de outros dois irmãos, que agora também começam a esquecer.

Fantástico: Eles não sabem que estão doentes?
Olga: Não, não sabem. Não aceitam a doença.

Mais um longo percurso de veredas, subidas e descidas, e chegamos a outra casa isolada, onde um primo de Olga, Elpídio, está doente. A mulher, Yolanda, se dedica 100% a ele.

Fantástico: E como a senhora percebeu que ele estava ficando doente?
Yolanda: Ele começou a repetir as coisas. Ria. Até chorava rindo por aí. Eu perguntava: “Por que está rindo?”. E ele respondia: “É melhor rir do que chorar”.
Fantástico: Ele entende as coisas?
Yolanda: Não entende nada.

Elpídio tem 69 anos. Começou a esquecer aos 60. Relativamente tarde, se comparado aos primos.

Olga: Ele tem 48 anos. O outro que está piorzinho, ele tem 57 anos.

O Alzheimer, normalmente, não atinge esse nível de gravidade tão cedo. Em geral, os primeiros sintomas, leves, aparecem depois dos 60, 65 anos. E, em média, a pessoa só fica totalmente incapacitada depois dos 80.

Mas, nas montanhas em torno de Medellín, tudo acontece muito mais cedo e muito mais rápido.

“A doença começa aos 45, 50 anos. Chega na idade mais produtiva da vida e é uma catástrofe para a família”, afirma Lopera.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, ou seja, vai destruindo gradativamente as células do sistema nervoso, os neurônios. Os cientistas sabem que ele está associado ao acúmulo no cérebro de um certo tipo de proteína. Ao longo dos anos, as proteínas vão formando placas, que matam as células nervosas.

Nisso, o Alzheimer mais comum é igual ao do tipo precoce, que é encontrado na Colômbia. Mas o que acontece com os pacientes colombianos tem características bem específicas:  é um Alzheimer provocado por uma mutação genética, um defeito no DNA. E é fortemente hereditário.

“Qualquer um que tenha a doença tem 50% de chance de transmitir para os filhos”, afirma Lopera.

Fantástico: Qual a idade do paciente mais jovem que manifestou a doença?
Lopera: 32 anos.

Para entender por quê, nessa região da Colômbia, as pessoas tinham Alzheimer tão cedo, o doutor Francisco, então um jovem médico, precisou aliar ciência e a história. E foi para um povoado chamado Yarumal, de onde vinha seu primeiro paciente.

O que ele queria era mergulhar nas certidões de batismo, estabelecer graus de parentesco entre os doentes, montar as árvores genealógicas, voltar no tempo. E, a partir daí, descobrir quem é que tinha trazido essa mutação genética para a região. Muito provavelmente, um imigrante europeu.

Lucia ajudava o doutor Francisco. “Tivemos que ir às igrejas, às casas rurais, para que deixassem a gente ver os livros onde estavam a ficha de nascimento de cada pessoa”.

Os dois se embrenharam no passado. E conseguiram localizar na história o casal de imigrantes que trouxe, no século XVIII, esse defeito genético para a Colômbia.

“A mutação chegou na época da colônia e foi se espalhando”, explica o doutor.

A pesquisa do doutor Francisco se modernizou. E hoje ele chefia um dos laboratórios mais avançados do mundo no estudo do Alzheimer.

Além de cuidar da parte científica, os cientistas fazem um acompanhamento social das famílias, na maioria muito pobres. Como a da Paula, de 18 anos. Ela mora na favela de Santo Domingo, a mais alta de Medellín. Paula largou tudo para cuidar da mãe, que tem só 50 anos.

Fantástico: Hoje você não estuda?
Paula: Não. Tenho que cuidar da minha mãe e não tenho tempo. Lembro que ela era muito protetora comigo. Agora sou eu quem protege ela. Eu troco as fraldas, tento deixar ela sempre bonitinha.
Fantástico: Você acha que sua mãe sabe o que está acontecendo ao redor dela?
Paula: Acho que às vezes sim. Às vezes ela olha pra gente com um olhar triste.

Em outro bairro humilde de Medellín, Eliana teve que assumir a criação dos irmãos depois que a mãe ficou muito doente, e tinha só 46 anos: “Sou quem tem que cuidar dela. Estou ao lado da minha mãe quando acordo e estou ao lado da minha mãe quando vou dormir”.

Os parentes também convivem com uma incerteza: a de que, eles próprios, um dia fiquem doentes. “é uma loucura conviver com isso, porque eu penso ‘ah, vou ter, a minha filha vai ter’, nós pensamos: ‘estamos todos doentes’. É uma loucura para nós”, conta Eliana.

Mas é exatamente esse risco tão alto que também traz uma esperança. Como, para essas famílias, o Alzheimer chega cedo e avança rápido, Medellín e seus arredores se tornaram um lugar ideal para avaliar novos remédios contra a doença, que hoje ainda não tem cura.

Um dessas drogas já está em testes, em pessoas que têm a mutação genética, mas ainda não manifestam a doença.

“A esperança é que o remédio funcione. Que se tenha uma de duas coisas. Ou uma prevenção dos sintomas, ou um atraso, que faça com que eles demorem muito para aparecer. Qualquer um dos dois será um bom resultado”, diz Lopera.

Nas montanhas e nos bairros pobres de Medellín, quem convive com a doença procura olhar para frente.

“Eu me vejo trabalhando e em uma faculdade”, sonha Paula.

“Estar superbem, sem a doença e poder levar a vida adiante”, deseja Eliana.

 

 

 

Do Fantástico

 

 

 

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Rede Cegonha reforça combate à mortalidade infantil

Cerca de 64% das mortes de crianças brasileiras abaixo de 5 anos acontecem no primeiro mês de vida, diz relatório lançado nesta segunda-feira (30). É o maior porcentual registrado entre os 75 países.

“Países que rapidamente reduziram a mortalidade infantil, como o Brasil, tendem a apresentar um aumento na proporção de mortes entre recém-nascidos”, afirmam os autores do trabalho. No mundo, todos os anos, 2,9 milhões de crianças morrem antes de completar um mês e 2,6 milhões nos primeiros três meses de gestação ou no parto.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que reforçou a Rede Cegonha, para acelerar a queda nos índices de mortalidade materna e neonatal. O sistema prevê assistência para mãe e criança até 2 anos e planejamento familiar. Entre as estratégias para reduzir a mortalidade neonatal, diz a pasta, está a estimulação da amamentação. Entre os exemplos de incentivo citados estão a publicação de uma portaria sobre o assunto e a criação de uma campanha para doação de leite.

Os Objetivos do Milênio são metas definidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e apoiadas por 192 países para serem alcançadas até 2015. Entre os oito pontos estão acabar com a fome e a miséria, universalizar a educação primária e promover a igualdade de gênero e autonomia das mulheres.

Fonte: Agência Estado

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Mortalidade materna cai 1,7% no Brasil

O Brasil é o quarto país mais lento na redução da mortalidade materna, segundo relatório coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e divulgado nesta segunda-feira (30) na África do Sul. O trabalho foi feito com base na análise das taxas entre 2000 e 2013 de 75 países participantes do Objetivos do Milênio.

No período, o Brasil teve um desempenho equivalente ao de Madagascar, com queda anual média de 1,7% na taxa de mortalidade materna. A marca está bem abaixo da média de todo o grupo, que foi de 3,1% ao ano.

Em 2013, a taxa de brasileiras que morreram na gestação, no parto ou em decorrência de suas complicações foi equivalente a 69 a cada 100 mil nascimentos. Isso representa quase o dobro da meta assumida nos Objetivos do Milênio – chegar em 2015 com, no máximo, 35 mortes a cada 100 mil nascimentos. O Brasil já assumiu que não vai conseguir atingir a marca. O País, porém, não está sozinho.

Preparado pela Parceria para a Saúde Materna, de Recém-Nascidos e Crianças (PMNCH), grupo formado por mais de 560 organizações, o relatório mostra que poucos países vão atingir o compromisso de redução de mortalidade relacionadas à gravidez e ao parto. Do total, apenas 11 conseguiram diminuir a taxa a um ritmo de pelo menos 5,5% por ano.

Para dar dimensão do que isso significa, o risco de uma mulher morrer nos países avaliados por causas relacionadas ao parto e à gestação é de 1 para 66. Nos países com alto desenvolvimento, o risco é de 1 para 3,4 mil.

NOVAS ESTRATÉGIAS – O relatório, divulgado no início do Fórum do PMNCH, em Johannesburgo, alerta sobre a necessidade de se definir estratégias que acelerem avanços nas saúdes materna, infantil e neonatal.

“Precisamos renovar e redobrar nossos esforços em áreas-chave, onde o progresso vem sendo menor”, dizem os autores do documento. Eles reforçam a necessidade de se evitar que, esgotado o prazo definido nos Objetivos do Milênio, o ânimo para se alcançar as metas diminua. A mensagem é: o trabalho está inacabado, mas os objetivos são possíveis de serem alcançados. “O fim de 2015 vai inaugurar uma nova era da saúde global.”

Entre os pontos considerados essenciais pelos autores do trabalho estão a melhoria do acesso a métodos contraceptivos, fundamentais para garantir o planejamento familiar; a garantia da assistência, feita com profissionais preparados e equipados adequadamente, tanto na gestação quanto nas fases pré e pós-parto; a redução de índices de doenças como diarreia e pneumonia e o combate a altos índices de desnutrição.

Fonte: Agência Estado

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Anvisa suspende venda e uso de lote de remédio para depressão

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso, em todo o território nacional, do lote 12096555 (validade: 09/2015) do medicamento Imipra 25mg (cloridrato de imipramina), apresentação de 200 comprimidos, fabricado pela empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

De acordo com o texto, a própria empresa encaminhou à Anvisa um comunicado de recolhimento do produto devido a resultados insatisfatórios no teste de teor de princípio ativo. A agência determinou que a empresa promova o recolhimento de todo o estoque existente no mercado relativo ao lote.

A resolução entra em vigor hoje.

Fonte: Agência Brasil

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Brasil tem queda significativa na mortalidade até 5 anos

Entre os 32 países participantes da Copa do Mundo, o Brasil foi o que apresentou queda mais significativa dos índices da mortalidade entre crianças de até cinco anos. Preparado pela Parceria para a Saúde Materna de Recém-Nascidos e Crianças (PMNCH), entidade que tem entre seus coordenadores a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ranking usou como ponto de partida outra Copa, a de 1990, sediada na Itália.

No período, o Brasil reduziu em 77% as taxas de mortes de menores de cinco anos. No ano em que a Itália sediou a Copa, a taxa brasileira era de 62 mortes por mil nascidos vivos. Atualmente, é de 14 por mil nascidos vivos. O segundo melhor desempenho é de Portugal, que apresentou uma redução de 76% nas taxas. O índice atual de mortalidade é de 4 casos por mil nascidos vivos.

Os dados gerais dos 32 países mostram que todos apresentaram uma redução nos índices de mortalidade entre menores de cinco anos, mas de forma desigual. Costa do Marfim, a última colocada no ranking, teve uma queda de 29% nas taxas, mas ainda apresenta números muito significativos. A cada mil nascimentos, 108 crianças não chegam aos cinco anos.

O ranking foi lançado quatro dias antes da realização do Fórum da PMNCH, evento que vai discutir mecanismos para melhorar condições de saúde de crianças, recém-nascidos e mulheres. “O levantamento mostra que quando governos priorizam medidas para saúde infantil, progressos significativos podem ser alcançados”, afirmou o presidente da Associação de Pediatria da Ásia, Naveen Thacker.

“Medidas de baixo custo podem ajudar a reduzir a morte entre recém-nascidos”, garantiu Zulfiqar Bhutta, do Centro de Saúde Infantil do Canadá. Entre os exemplos citados por ele está a limpeza do cordão umbilical, medida que, segundo ele, pode reduzir as mortes pela metade.

Fonte: Agência Estado

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Teste da linguinha será obrigatório para recém-nascidos

Hospitais e maternidades serão obrigados a fazer o teste da linguinha em recém-nascidos. O procedimento serve para detectar se a criança tem o problema comumente chamado de língua presa. Segundo a presidenta da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Irena Marchesan, é uma conduta simples que pode fazer a diferença na vida da criança.

O frênulo da língua é uma membrana que liga a língua à parte inferior da boca. Todos têm a membrana, mas em alguns casos é maior do que o normal, o que popularmente é conhecido como língua presa.

De acordo com Irene Marchesan, a avaliação é muito importante porque pode detectar se existe algo fora do normal, o que possibilita fazer o procedimento para cortar a membrana antes que ela dificulte a vida da criança.

“O primeiro problema de ter o frênulo preso é que a criança vai ter dificuldade ao mamar, podendo deixar o peito precocemente. Um segundo problema é no desenvolvimento da criança, que pode ficar com a fala alterada e com dificuldades para mastigar”, explicou Irene.

A fonoaudióloga diz que os efeitos do procedimento para acabar com a língua presa não são os mesmos quando a criança é maiorzinha, por isso a importância de fazer no recém-nascido. Segundo Irene, o procedimento é muito simples, e alguns pediatras fazem na hora que a criança nasce, antes de entregá-la à mãe.

Segundo a assessoria do Ministério da Saúde, na rede pública geralmente são os pediatras que fazem os testes obrigatórios logo após o nascimento das crianças, e serão eles os responsáveis pelo teste da linguinha. O Sistema Único de Saúde paga o procedimento para corrigir o problema para pessoas de todas as idades.

A Lei 13.002, que torna obrigatório o teste da linguinha, foi publicada nessa segunda (23) e  entra em vigor 180 dias após a publicação.

Fonte: Agência Estado

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EUA aprovam regra que facilita busca de crianças por doadores de pulmão

Um conselho nacional de transplantes nos Estados Unidos adotou permanentemente uma regra que dá a crianças doentes uma chance maior de encontrar doadores de pulmão compatíveis.

A votação, nesta segunda-feira (23), ocorreu um ano depois que a busca de uma garota da Pensilvânia por novos pulmões acendeu um debate nacional sobre as recras de transplante nos Estados Unidos. A partir de agora, a Rede de Procura de Órgãos e Transplantes passará a considerar com mais frequência a possibilidade de destinar pulmões de adultos para crianças.

No ano passado, um juiz federal ordenou que a Rede acrescentasse a garota Sarah Murnaghan, de 11 anos, à lista dos pacientes adultos, enquanto ela enfrentava um caso avançado de fibrose cística. Depois de dois transplantes – um deles falhou – Sarah está agora respirando por conta própria pela primeira vez em três anos.

Em uma declaração, sua família afirmou que o processo judicial foi “absolutamente o último recurso” depois que todos os apelos tinham falhado. “Acreditávamos que tornar os doadores de pulmão com mais de 12 anos disponíveis para crianças com menos de 12 anos – caso fossem bons candidatos para receber os órgãos – era a coisa certa a se fazer. Agradecemos muito pelo fato de a comunidade médica agora concordar com isso”, disse a família.

Apenas 20 crianças por ano, nos Estados Unidos, são afetadas pela necessidade de um transplante de pulmão, o que torna difícil avaliar as consequências da mudança, segundo a Rede de Procura de Órgãos e Transplantes.

“Qualquer política de alocação deve pesar as necessidades específicas e as circunstâncias dos candidatos ao transplante, com o benefício que um transplante posssa trazer a eles”, disse o médico Stuart Sweet, secretário da Rede. “É difícil pesar essa decisão para candidatos a transplante muito jovens, em particular”, disse Sweet. “A progressão de sua doença no pulmão pode ser consideravelmente diferente em comparação a outros pacientes, até mesmo aqueles apenas alguns anos mais velhos.”

O transplante de pulmão não é uma cura para a fibrose cística, mas pode ajudar a ganhar tempo. A expectativa de vida típica para pacientes com fibrose cística é de 37 anos e continua a aumentar com os avanços da medicina.

O caso de Sarah levantou questões entre especialistas em saúde e em ética sobre como as regras de doação de órgãos são criadas e sob quais circunstâncias elas podem ser desconsideradas.

Sarah Murnaghan no hospital na Filadélfia. Na foto de baixo, a menina aparece com sua irmã adotiva, Ella (Foto: AP)
Fotos de arquivo mostram Sarah Murnaghan no hospital na Filadélfia no ano
passado; na foto de baixo, a menina aparece com sua irmã adotiva, Ella (Foto: AP)
Da AP

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Descoberta mutação genética que reduz risco de doenças coronarianas

17jjjjjjjjjjjjj467rrtrg9bfv2gfrv29v2rvAo esquadrinhar o DNA de cerca de 4.000 pessoas, cientistas americanos descobriram quatro mutações raras de um gene que reduzem o risco de sofrer doenças coronarianas em 40%.

Esta descoberta pode levar a novos tratamentos, avaliam os pesquisadores que publicaram seus trabalhos esta quarta-feira na revista americana New England Journal of Medicine.

As gorduras que circulam no sangue estão ligadas a doenças cardiovasculares. Adquirem diversas formas, como o colesterol ruim (LDL), o colesterol bom (HDL) e os triglicerídeos.

Os cientistas se concentraram no papel dos triglicerídeos, que em quantidades excessivas no sangue contribuem para o aparecimento de doenças cardiovasculares. Ao contrário, um nível muito baixo de HDL não é tão ruim quanto se acreditava.

“Recentes estudos clínicos não conclusivos sobre moléculas para aumentar o colesterol bom, em combinação com os resultados genéticos, estão alterando décadas de certezas médicas”, explicou o doutor Sekar Kathiresan, diretor do serviço de cardiologia preventiva no Massachusetts General Hospital e principal autor do estudo.

Há tempos se acredita que uma taxa de HDL muito baixa é um fator importante nas doenças cardiovasculares, continuou. No entanto, os dados da pesquisa “indicam que a verdadeira causa não seria um HDL baixo demais, mas percentuais elevados de triglicerídeos”, acrescentou.

O estudo genético mostrou que as pessoas portadoras de uma mutação no gene chamado “APOC3” tinham níveis de triglicerídeos cerca de 40% abaixo do normal.

Com isso, os níveis sanguíneos normais desses lipídios estão geralmente em menos de 150 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl). No caso dos indivíduos com a mutação do gene APOC3, os índices de triglicerídeos se situam ao redor de 85 mg/dl.

“Baseando-nos em nossas descobertas, prevemos que a redução dos triglicerídeos especificamente através de  APOC3 teria um efeito benéfico, reduzindo o risco da doença”, disse o coautor da pesquisa, Alex Reiner, professor de epidemiologia na Escola de Saúde Pública da Universidade de Washington.

Já existem medicamentos que podem reduzir os níveis de triglicerídeos, mas não está provado que reduzam o risco de doenças cardíacas.

As doenças do coração são as que causam mais mortes nos Estados Unidos, onde matam 600.000 pessoas por ano.

Fonte: AFP

Foto: Free Images

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EUA alertam que 75 cientistas podem ter sido expostos ao antraz

Setenta e cinco cientistas podem ter sido expostos acidentalmente ao antraz em uma unidade de saúde do governo americano em Atlanta, Geórgia, afirmaram autoridades nesta quinta-feira (19).

Os cientistas tomaram antibióticos e estão sendo monitorados para detectar eventuais sinais da doença, anunciaram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em um comunicado.

Segundo os CDC, a exposição potencial ocorreu em um laboratório de alta segurança, “depois que práticas de segurança não foram seguidas”.

Amostras do “Bacillus anthracis” (antraz) estavam sendo preparadas para estudos em laboratórios de baixa segurança “para encontrar novas formas de detectar patógenos perigosos em amostras ambientais”, afirmou.

“Contudo, o laboratório usou um procedimento que não desativou adequadamente as amostras”, prosseguiu.

Os CDC informaram que os funcionários em risco estavam sendo monitorados preventivamente, como uma medida de cautela excessiva, embora o risco de infecção seja “muito pequeno”.

“Com base nas investigações feitas até agora, os CDC acreditam que outros funcionários dos CDC, familiares e o público em geral não correm risco de exposição e não precisam tomar qualquer ação protetora”, destacou.

O antraz é uma doença provocada por um germe que vive no solo e ganhou notoriedade depois que uma série de ataques pelo sistema de correios americano matou cinco pessoas em 2001.

Fonte: AFP

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Acidente de moto mata adolescente na BR-423 em Paranatama

17xxxxx8904375348y304ytfg3fUm adolescente de 17 anos morreu depois de bater a motocicleta que pilotava contra um caminhão no quilômetro 121 da rodovia BR-423, em Paranatama, no Agreste de Pernambuco, na noite dessa quarta-feira (18).

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alex Pereira da Silva teria batido a moto na traseira do veículo de transporte de carga. Ele morreu no local e o motorista do caminhão fugiu sem prestar socorro.

O corpo de Alex foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Caruaru, também no Agreste.

 

 

Do NE10

Foto: PRF/ Divulgação

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