Idosos no Sertão da Paraíba receberão remédio para disfunção erétil

A Câmara Municipal de Catolé do Rocha, no Sertão paraibano, aprovou o Projeto de Lei nº 003/2014, que prevê a distribuição gratuita de remédio para tratamento de disfunção erétil.

A proposta é de autoria do vereador Ary Nunes (PSDB) e é chamada por ele de ‘Pinto Feliz’. A ideia é ajudar a população idosa que não tem condições de arcar com os altos custos deste tipo de medicação.

De acordo com o autor do projetoL,  “projeto parece ser uma piada, mas é uma questão de saúde pública e de qualidade de vida. A ideia é também combater um mal de saúde pública”. Isso pode ter sensibilizado os demais vereradores, já que o texto foi aprovado por unanimidade em sessão ordinária realizada esta semana. Agora, o projeto ‘Pinto Feliz’ aguarda a sanção do prefeito Leomar Benício Maia (PTB).

 

 

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Rede estadual de saúde terá mais médicos e distribuirá 3 milhões de camisinhas no Carnaval

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) reforçará ações de assistência ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) durante os dias de folia. O período carnavalesco contará com reforço de profissionais nas principais emergências da Região Metropolitana do Recife (RMR) e do interior do Estado. Também haverão campanhas informativas sobre doenças sexualmente transmissíveis, além de reforço na Operação Lei Seca e o acompanhamento de Serviço de apoio à mulher.

Ao todo, 2.872 profissionais atuarão nos plantões nas unidades da rede. Desse total, 294 são médicos; 797 enfermeiros e fisioterapeutas; 1.725 técnicos de enfermagem e mobilizadores sociais; e 56 maqueiros e prestadores de serviços gerais.

O quadro de médicos será reforçado com 277 profissionais nas unidades: Otávio de Freitas (63), Barão de Lucena (37), Restauração (16), Getúlio Vargas (14), Agamenon Magalhães (10), Hemope (5 médicos), Geral de Areias (4), Hospital e Policlínica Jaboatão Prazeres (16), José Fernandes Salsa, em Limoeiro (14), Belarmino Correia, em Goiana (10), Regional do Agreste, em Caruaru (24), Dom Moura, em Garanhuns (16), Rui de Barros Correa, em Arcoverde (26), Inácio de Sá, em Salgueiro (8), Professor Agamenon Magalhães, em Serra Talhada (14). Os demais médicos estarão distribuídos em outros setores da Saúde como Central de Regulação (10) e Vigilância em Saúde (SEVS).

DIVULGAÇÃO – A SES disponibilizará folhetos informativos bilíngues para auxiliar turistas estrangeiros a conhecer os serviços de saúde da rede estadual. O informativo contém as principais unidades de cada localidade, além de telefones úteis do sistema de saúde, com o slogan “Brinque tranquilo, você pode contar sempre conosco”.

DST/Aids – O Programa de DST/Aids distribuirá 3 milhões de camisinhas nos municípios e festas carnavalescas. Além disso, serão distribuídas 200 mil bandanas e 200 mil porta-camisinhas. Duzentos profissionais estarão presentes no Galo da Madrugada para distribuir os preservativos e informar sobre as doenças sexualmente transmissíveis.

LEI SECA – A Operação Lei Seca montará pontos de fiscalização nas principais vias de acesso aos polos de folia na RMR e interior do Estado. Nas blitzes, mobilizadores sociais da SES estarão levando informações de saúde para o folião. Durante a ação, serão distribuídos folders e cartazes, com informações sobre a Rede de Atenção à Saúde do Estado.

SERVIÇO DE APOIO À MULHER – Durante o período carnavalesco, o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, sediado no Hospital Agamenon Magalhães, funcionará normalmente. As mulheres vítimas de agressões morais, físicas ou sexuais poderão contar com apoio psicológico, jurídico e médico 24 horas por dia, em todos os dias de folia. Entre as ações prestadas, estão o apoio psicossocial, atendimento médico e psicológico, orientações sobre direitos e o fornecimento de pílulas do dia seguinte para casos de estupro. Informações podem ser obtidas pelo telefone: (81) 3184.1739/1740.

OUVIDORIA – A Ouvidoria da SES (0800-286-2828) funcionará 24 horas durante todos os dias de Carnaval (sexta a quarta-feira de Cinzas) para esclarecer à população sobre onde buscar o atendimento necessário.

 

 

 

 

NE10

Foto: UOL

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Apenas um gene permite ao mosquito resistência aos inseticidas

Apenas um gene mutante é suficiente para dar ao mosquitos resistência ao DDT e a outros tipos de inseticidas utilizados para combater a malária, revelaram cientistas britânicos na edição desta terça-feira (25) da revista Genome Biology.

“Encontramos uma população de mosquitos totalmente resistente, e não apenas ao DDT, mas também aos pyrethroids”, outra classe de inseticida geralmente utilizada contra a malária.

“Então partimos para elucidar os mecanismos moleculares que permitiam tal resistência”, explicou Dr Charles Wondji, da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra.

Os mosquitos anopheles são o vetor da malária, que mata a cada ano centenas de milhares de pessoas, particularmente na África. A principal estratégia de combate à doença é a erradicação do mosquito por meio da pulverização de inseticidas, algo que esbarra na resistência genética do inseto.

Os pesquisadores britânicos começaram por identificar, em uma região do Benin, os anopheles resistentes aos dois tipos de inseticida e compararam seu genoma ao de mosquitos que não desenvolveram resistência.

O procedimento permitiu identificar um gene – batizado de ‘GSTe2’ – particularmente ativo entre os mosquitos do Benin.

Análises posteriores revelaram que apenas uma mutação do GSTe2 (‘L119F’) era suficiente para dar resistência aos mosquitos diante das duas classes de inseticidas.

Os pesquisadores elaboraram então um teste de DNA para evidenciar a presença desta mutação e a aplicaram em diversas populações de mosquitos, em todo o mundo, confirmando que os insetos resistentes ao DDT são portadores da mutação, e os demais, não.

Em seguida, os pesquisadores analisaram a proteína ligada ao GSTe2 – em um exame de cristalografia de raio X – e puderam compreender como ela permite aos mosquitos resistir aos inseticidas decompondo as moléculas de DDT para transformá-las em substâncias inofensivas.

Para confirmar que apenas a presença desta mutação genética é suficiente para proteger os mosquitos contra os inseticidas, os pesquisadores introduziram o GSTe2 mutante em moscas drosófilas, que também desenvolveram resistência.

“Pela primeira vez, identificamos os marcadores moleculares da resistência destes mosquitos e concebemos um teste de DNA. Estas medidas permitirão o desenvolvimento dos programas de controle de mosquitos (…) e evitarão que tais genes (mutantes) sejam transmitidos a outras populações”, resumiu o Dr Wondji.

 

 

 

 

Da France Presse

Foto: BBC

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Estudo liga uso de paracetamol na gravidez a risco de TDAH em crianças

O acetaminofeno (paracetamol), analgésico de uso comum, considerado seguro para mulheres grávidas, foi vinculado pela primeira vez ao risco de as crianças virem a desenvolver transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (THDA), segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Serão necessários mais estudos para confirmar as descobertas. No entanto, especialistas da Universidade da Califórnia e da Universidade de Aharus (Dinamarca) descobriram que as mulheres grávidas que tomaram acetaminofeno tiveram um risco 37% maior de ter filhos que mais tarde seriam diagnosticados com transtorno hiperquinético, uma forma particularmente severo de transtorno de hiperatividade com déficit de atenção (THDA).

A origem desta condição, que afeta 5% das crianças americanas, ainda é desconhecida.

Segundo o estudo publicado na revista da Associação Médica Americana, em comparação com as mulheres que não tomaram o analgésico estando grávidas, as que o fizeram tinham 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o THDA e 13% mais chances de ter filhos com condutas parecidas às do THDA por volta dos sete anos.

Pesquisas anteriores tinham sugerido que o acetaminofeno pode interferir com o funcionamento normal dos hormônios e poderia afetar o desenvolvimento cerebral do feto.

A pesquisa se baseou em dados de mais de 64 mil mulheres dinamarquesas entre 1996 e 2002. Mais da metade delas disse ter tomado acetaminofeno pelo menos uma vez durante a gravidez.

Especialistas advertiram que os resultados da pesquisa não provam que o medicamento seja a causa do TDAH nas crianças, mas apenas um vínculo preliminar entre os dois fatores.

“Os resultados deste estudo deveriam ser interpretados com cautela e não deveriam mudar as práticas habituais”, afirmou, em um editorial da revista, um grupo de especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff.

 

Fonte: AFP

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Novo ‘coquetel’ da aids chega ao SUS em março

O medicamento que associa tenofovir e lamivudina, combinação de duas drogas usadas para tratamento de pacientes com aids, deverá começar a ser distribuído pelo governo no próximo mês. Este é o tempo estimado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceda o registro de produção para Farmanguinhos, laboratório público que, ao lado da empresa Blanver, vai fabricar o remédio no País.

Combinações de medicamentos para aids são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para melhorar a adesão ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida para pacientes. Terapias para soropositivos são feitas a partir da indicação de várias drogas, prática que no passado ganhou o apelido de “coquetel”. Pacientes podem ingerir até mais de dez comprimidos diferentes por vez. “Daí a importância das associações. Elas trazem menos incômodos, tornam a vida do paciente mais prática”, afirma a infectologista Lígia Raquel Brito.

A chegada do medicamento combinado no SUS é aguardada há tempos. “Sou questionada com frequência pelos pacientes. O anúncio do projeto gerou muita expectativa entre eles”, completa. Atualmente, dos 310 mil soropositivos em tratamento do SUS, 73 mil usam em seu esquema terapêutico tenofovir e lamivudina.

Parceria

Divulgada em 2012, a parceria para desenvolvimento da droga previa, de acordo o presidente da Blanver, Sergio Frangioni, a oferta do produto no segundo semestre do ano passado. Ele conta que a empresa depositou o pedido de registro da droga na Anvisa em outubro de 2012. A autorização foi concedida em dezembro.

“Já há condições para produção, entrega da droga para o Ministério da Saúde. Mas não recebemos por enquanto nenhuma sinalização”, conta Frangioni. Para que isso seja feito, é preciso que Farmanguinhos também seja liberada pela Anvisa para a execução do projeto. “Entendemos a expectativa. Mas o desejo empresarial não pode se sobrepor à segurança e à certeza de eficácia do medicamento”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

O laboratório Blanver foi responsável por desenvolver a combinação. No acordo de transferência de tecnologia, a empresa fica encarregada de, progressivamente, repassar a técnica de produção para Farmanguinhos. Em troca, a Blanver tem a garantia que, ao longo de cinco anos, será o único a vender ao governo. A associação dos medicamentos foi anunciada como uma promessa de economia. A estimativa era de que o preço fosse 20% inferior ao que é pago pelo governo na aquisição de tenofovir e lamivudina, separadamente.

 

 

Da AE

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Alcoolismo é a principal causa de afastamento do trabalho por transtorno mental

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontam que o alcoolismo é o principal motivo de pedidos de auxílio-doença por transtornos mentais e comportamentais por uso de substância psicoativa. O número de pessoas que precisaram parar de trabalhar e pediram o auxílio devido ao uso abusivo do álcool teve um aumento de 19% nos últimos quatro anos, ao passar de 12.055, em 2009, para 14.420, em 2013.

Os dados mostram que os auxílios-doença concedidos as pessoas com transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de drogas passaram de 143,4 mil. Cocaína é a segunda droga responsável pelos auxílios concedidos (8.541), seguido de uso de maconha e haxixe (312) e alucinógenos (165).

São Paulo teve o maior número de pedidos em 2013 por uso abusivo do álcool, com 4.375 auxílios-doença concedidos, seguido de Minas Gerais, com 2.333. Integrante do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP), o assistente social Fábio Alexandre Gomes ressalta que o aumento é extremamente superficial, visto que boa parte da população não contribui para o INSS e por isso não tem direito a este benefício.

“O impacto do álcool hoje na vida das pessoas é muito maior. Muitos casos inclusive de uso abusivo do álcool estão associados com a situação de desemprego. E a juventude tem iniciado experiências cada vez mais cedo”, explica ele. “Tenho casos frequentes de crianças fazendo uso abusivo de álcool a partir dos oito anos. Estou acompanhando um menino que hoje, com dez anos de idade, usa crack, mas a porta de entrada foi o álcool”, conta o assistente social ao relatar que por ser uma substância socialmente permitida em casa, acaba sendo de fácil acesso.

Ele também relata aumento sensível de mulheres que não aderem ao tratamento, fruto de preconceito social. “Na minha experiência como assistente, este consumo abusivo está ligado principalmente a relações de violência, sobretudo, amorosas. E geralmente o consumo é de cachaça”, ressaltou. Ele criticou a concentração de políticas públicas dirigidas a substâncias ilícitas, quando o álcool é uma das substâncias lícitas cada vez mais usadas por adolescentes e mulheres, independentes da classe social. Gomes ressalta que faltam campanhas que falem do impacto do álcool na gravidez.

“O consumo do álcool durante a gestação é algo que não se discute muito. Muitas gestante pensam ‘ah está muito calor vou tomar só um copinho’, sem saberem o impacto que isso tem na formação das crianças”, alertou Alexandre Gomes.

Há 24 anos sem beber uma gota de álcool, o vendedor autônomo João Souza, 54 anos, morador do Rio de Janeiro, acredita que largar o vício sem ajuda profissional é “praticamente impossível” e afirma que não existe cura para a doença. “A família é muito importante, mas sozinha não dá conta se não houver apoio profissional. A questão não é moral, é bioquímica, de estrutura e só com muito tratamento”, pondera ele. “Procurei os Alcoólicos Anônimos (AA) e vou lá até hoje, faço a manutenção, porque preciso” conta ele.

O auxílio-doença é um direito de todo trabalhador segurado pelo INSS, que não perde o emprego ao se ausentar. Para pedir o auxílio-doença por uso abusivo de droga, o solicitante deve ter pelo menos 12 meses de contribuição e comprovar, por meio de perícia médica, a dependência da droga que o incapacite de exercer o trabalho. A valor do benefício varia de acordo com o valor recolhido pela Previdência Social.

Segundo a assistente social Andresa Lopes dos Santos, também integrante do Cress-SP, o benefício é um grande avanço para o trabalhador brasileiro, pois assegura a manutenção financeira da família, mantém o vínculo do trabalhador no emprego, que pode se tratar enquanto estiver de licença. “É importante um trabalho para dar o suporte à família e ao dependente do álcool, que muitas vezes sustenta a família poderá fazer um tratamento”, salientou ela.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Patrick Stollarz/ AFP

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Imunoterapia cura leucemia em 88% dos casos, diz estudo

Uma nova abordagem para tratar a leucemia, que consiste em usar o próprio sistema imunológico para matar as células cancerígenas, superou a doença em 88% dos adultos afetados e submetidos a este procedimento, segundo uma nova pesquisa publicada nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

O relatório traz novas e boas notícias para o florescente campo da imunoterapia contra o câncer, que usa o que alguns descrevem como uma “droga vivente” e foi considerado pela revista Science como o maior avanço de 2013.

O último teste, publicado na revista Science Translational Medicine, foi feito com 16 pessoas com um tipo de câncer no sangue conhecido como leucemia linfoblástica aguda (LLA).

Mil e quatrocentas pessoas morrem de LLA nos Estados Unidos todos os anos e, embora seja um dos tipos de câncer mais tratáveis, os pacientes frequentemente se tornam resistentes à quimioterapia e sofrem recaídas da doença.

Neste estudo, entre 14 e 167 pacientes tiveram uma remissão completa, depois que suas células T foram modificadas para se concentrar na erradicação do câncer.

A idade média dos pacientes foi de 50 anos e todos estavam à beira da morte quando ingressaram no teste, uma vez que a doença tinha voltado ou eles tinham percebido que a quimioterapia não funcionava mais.

A maior remissão tem dois anos de duração, disse o autor Renier Brentjens, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center.

Sem este tratamento, só 30% dos pacientes que sofreram recaída da doença responderiam à quimioterapia, segundo estimativas dos pesquisadores.

EDUCAR CÉLULAS T
 – O processo supõe remover algumas das células T dos pacientes e alterá-las com um gel para que reconheçam uma proteína – conhecida como CD19 – nas células cancerígenas e atacá-las.

As células T sozinhas conseguem atacar outros invasores nocivos ao corpo humano, mas permitiriam que o câncer cresça de forma ininterrupta.

“Basicamente o que fazemos é reeducar as células T no laboratório, com terapia genética, para reconhecer e matar células com tumores”, disse à AFP Brentjens, acrescentando que após 15 anos de trabalhos, esta tecnologia “parece realmente funcionar em pacientes com este tipo de câncer”.

No ano passado, sua equipe divulgou os primeiros resultados promissores em cinco pacientes adultos, curados após fazer o tratamento. O pesquisador avaliou que entre 60 e 80 pessoas nos Estados Unidos ingressaram desde então nos testes experimentais do novo tratamento, também estudado na Europa.

– Não é acaso –

Em dezembro de 2013, especialistas de vários centros americanos onde se realizam testes apresentaram suas descobertas no encontro anual da Sociedade Americana de Hematologia, inclusive a Universidade da Pensilvânia.

Brentjens explicou que outros centros de pesquisa conseguiram taxas de remissão similares em seus estudos até o momento, “demonstrando que isto não é um acaso”.

“Este é um fenômeno real”, que pode se tornar uma “reviravolta paradigmática na forma como nos aproximamos do tratamento do câncer”, disse o especialista.

Os cientistas tentam agora averiguar porque o tratamento funciona em todos os pacientes e identificar células receptivas de tipos de câncer específicos que poderiam fazer com que, no futuro, a técnica servisse para remover outros tipos de tumores.

A terapia continua sendo cara (100 mil dólares por pessoa), embora os especialistas acreditem que o preço diminuirá uma vez que as empresas farmacêuticas se envolvam mais e a técnica se expanda.

 

Fonte: AFP

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Biópsia líquida identifica câncer no sangue

Dois estudos publicados  nestaquarta-feira (19), nos Estados Unidos, comprovam a eficácia de uma técnica que, num futuro próximo, poderá permitir o monitoramento do câncer por meio de exames de sangue e, talvez, num futuro um pouco mais distante, a detecção superprecoce de tumores pequenos demais para serem percebidos pelos métodos de diagnóstico convencionais. Apelidada de “biópsia líquida”, a estratégia é baseada na análise de pedaços de DNA que vazam dos tumores para a corrente sanguínea, chamados de DNA tumoral circulante (ou ctDNA, na sigla em inglês). Eles funcionam como impressões digitais da doença, que os cientistas podem “ler” para extrair informações genéticas essenciais para a caracterização do tumor e a seleção do melhor curso de tratamento.

A ideia não é nova; já vem sendo testada há alguns anos por vários laboratórios ao redor do mundo. O que os novos trabalhos trazem é uma “prova de conceito” contundente do seu potencial para aplicações práticas na medicina. A principal vantagem seria a possibilidade de monitorar continuamente a doença por meio de um método relativamente simples, rápido e não invasivo – muito mais prático do que a realização de biópsias “sólidas” de tumores (que muitas vezes estão em locais de difícil acesso no corpo) e muito mais informativo do que o monitoramento de outros marcadores moleculares – como o PSA, relacionado ao câncer de próstata.

“É uma estratégia que, provavelmente, vai ter uma utilidade clínica muito grande”, prevê a pesquisadora Suely Marie, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ela e a colega Sueli Shinjo são coautoras em um dos trabalhos, que testou o uso do ctDNA na detecção e caracterização de tumores de 640 pacientes com vários tipos de câncer. A eficácia da técnica variou entre 50% e 75%, dependendo do tipo de tumor e do estágio da doença. A eficiência mais alta foi na detecção de tumores avançados do pâncreas, ovários, intestino, bexiga, esôfago, mama e pele. A mais baixa foi para tumores primários nos rins, próstata, tireoide e no cérebro – órgão no qual o trabalho das pesquisadoras brasileiras está mais focado.

“Estamos na luta ainda para encontrar biomarcadores eficientes para tumores do sistema nervoso central”, afirma Suely. A dificuldade, neste caso, deve-se a uma barreira natural de membranas que isolam o cérebro e a medula espinhal do sistema circulatório em geral.

A aplicação mais imediata da técnica, segundo Suely, deverá ser no monitoramento de casos de câncer já diagnosticados. As informações genéticas contidas no ctDNA podem dar pistas importantes sobre a melhor maneira de combater a doença, tornando a terapia mais personalizada (paciente-específica) e, consequentemente, mais eficiente. Os estudos saíram na revista Science Translational Medicine.

 

Fonte: Agência Estado

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Anvisa põe 21 substâncias na lista de drogas proibidas

Um total de 21 substâncias foram incluídas na lista de drogas proibidas no País. A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As 21 substâncias são drogas novas, criadas para burlar as listas de drogas ilícitas publicadas no mundo. Nenhuma delas tem utilidade como medicamento, são produtos que simulam efeitos semelhantes ao de outras drogas ilícitas já conhecidas, como ópio, heroína e LSD, que agem sobre o sistema nervoso central e podem provocar alucinações”, explicou o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

A atualização da lista partiu de solicitações da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), ligada à Organização Mundial de Saúde (ONU), do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. De acordo com o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Renato Porto, relator do processo votado nesta terça-feira, as análises começaram a ser feitas no ano passado e apontaram outras proibições necessárias.

“Tivemos dois pedidos feitos pela polícia e, após análise criteriosa feita pela Agência, esse número foi aumentado para garantir que formas semelhantes destas drogas também fossem incluídas”, disse Porto. Com a decisão, é atualizada a Portaria 344/98, que define as regras para substâncias de controle especial e substâncias proscritas (proibidas) no Brasil. Desde 1999, a Anvisa realizou 37 atualizações dessa portaria.

“Além disto, a Anvisa aprovou atuar em sintonia com as decisões sobre substâncias ilícitas adotadas por agências congêneres ou por polícias científicas internacionais, para agilizar o trâmite desta matéria, e atualizar a lista de substâncias proscritas à medida que os pedidos cheguem à Agência e não em um único processo, como acontecia até agora”, cita a Anvisa.

Outras duas substâncias foram incluídas em outra lista – a Lista de Produtos Controlados – também sob as regras da Portaria 344/98 e que trata dos medicamentos de controle especial. As substâncias são o Tapentadol e a Teriflunomida. A Anvisa alerta que essas duas substâncias ainda não existem como medicamento no País, mas caso venham a ser registradas seguirão as regras de controle especial, como ocorre com outros princípios ativos utilizados em medicamentos controlados. Outra mudança na lista foi o remanejamento de um medicamento da lista A3 (psicotrópicas) para a F2 (proscritos), também a pedido da Jife.

Fonte: Agência Estado

Foto: Anvisa

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ANS suspende a comercialização de 111 planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar  (ANS) anunciou, nesta terça-feira (18), a suspensão de 111 planos e 47 operadoras de saúde por descumprimento dos prazos e negativas indevidas de cobertura assistencial.

Dos 111 planos, 83 deles estão suspensos a partir desta sexta-feira (21), e 28 permanecem com a comercialização proibida desde o ciclo anterior. Eles foram averiguados pela agência, através de problemas apontados pelos consumidores no 8º ciclo de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Os planos que receberam maior número de reclamações no período de cada ciclo, ficam impedidos de comercializar ou receber novos beneficiários e, durante um período mínimo de 3 meses, a operadora precisa regular a situação.

Segundo a ANS, no período de coleta de informações deste ciclo, em dezembro de 2013, foram recebidos 17.599 reclamações sobre 523 planos. O que significou um aumento de 16%, se comparado ao período anterior. A lista com os nomes suspensos está disponível no site da agência.

 

 

Do NE10

Foto: Divulgação/ ANS

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