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Pernambuco confirma mais 1.447 casos de Covid, maior número desde julho de 2021

Com os casos registrados nesta quinta-feira (13), o estado passou a totalizar 652.670 infecções e 20.531 mortes.

Por g1 PE

Pernambuco registrou nesta quinta-feira (13) mais 1.447 casos conhecidos de Covid-19, bem como quatro mortes ocasionadas pela doença. O número de novas infecções é o maior confirmado em um dia desde 21 de julho de 2021, quando houve 1.815 novos registros.

Com os novos casos confirmados, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o estado passou a totalizar 652.670 infecções e 20.531 mortes. Entre as confirmações desta quinta, 13 (1%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e outros 1.434 (99%) são leves.

Com isso, Pernambuco passou a totalizar 55.513 casos graves e 597.157 leves. Esses números começaram a ser contabilizados em março de 2020.

Mortes

A SES informou, ainda, que as quatro mortes confirmadas nesta quinta-feira ocorreram entre o dia 23 de março de 2021 e a terça-feira (11). Duas vítimas eram homens e duas eram mulheres, que tinham entre 32 e 80 anos. As faixas etárias são: 30 a 39 (1), 50 a 59 (1), 70 a 79 (1) e 80 e mais (1).

Essas pessoas moravam no Recife (4). Todos tinham doenças preexistentes: diabetes (2), doença respiratória (1) e hipertensão (1). Um paciente pode termais de uma comorbidade.

Vacinação

Desde 18 de janeiro de 2021, Pernambuco aplicou 15.182.139 doses de vacinas contra a Covid- 19. Com relação às primeiras doses, foram 7.313.191 aplicações, A cobertura vacinal chegou a 95,07% do público elegível.

Do total, 6.384.0185 pessoas, ou 82,99% do público elegível, já completaram seus esquemas vacinais.

Foram 6.210.917 pessoas vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outras 173.101 com vacina aplicada em dose única. Também foram aplicadas 1.484.930 terceiras doses, de reforço. A cobertura chegou a 22,48%.

Outras informações detalhadas sobre a população vacinada contra a Covid-19 estão disponíveis no Painel de Acompanhamento Vacinal.

Testes

Desde março de 2020, quando começou a pandemia em Pernambuco, o estado realizou 2.926.964 testes para detectar a Covid.

Leitos

Nesta terça, a taxa global de ocupação de leitos na rede pública de Pernambuco para doentes com Covid chegou a 81%, de um total de 1.808 unidades disponíveis.

Nas UTIs, eram 923 vagas abertas e 85% delas estavam ocupadas. Nas enfermarias, havia 885 leitos para Covid e 76% deles estavam ocupados.

Na rede particular, a taxa global de ocupação de leitos chegou a 48%, de um total de 276 vagas abertas. Nas UTIs, eram 162 leitos abertos e 64% deles estavam com pacientes. Nas enfermarias, havia 114 vagas disponíveis e 26% delas estavam ocupadas.

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Covid-19: Brasil recebe 1º lote da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

Remessa com 1,2 milhão de doses desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. No total, farmacêutica vai enviar 4,3 milhões de imunizantes em janeiro.

Por Pedro Torres, g1 Campinas e Região

O Brasil recebeu, na madrugada desta quinta-feira (13), às 4h38, o primeiro lote da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. A remessa com 1,248 milhão de doses desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, no dia 16 de dezembro, a vacinação de crianças desta faixa etária. Na quarta-feira (12), o governo de São Paulo anunciou abertura do pré-cadastro para início da imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a doença. Os pais podem acessar o site do governo paulista para inserir os dados da criança e agilizar o atendimento nos postos de saúde do estado.

Já na segunda-feira (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que a Pfizer vai antecipar a entrega de 600 mil doses. Com isso, o total de vacinas previstas para chegar em janeiro deve passar de 3,7 milhões para 4,3 milhões.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20,5 milhões de crianças nessa faixa etária.

Vacinação infantil

De acordo com o governo, a vacinação infantil ocorrerá:

  • em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas;
  • sem necessidade de autorização por escrito, desde que pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação;
  • com intervalo de oito semanas – um prazo maior que o previsto na bula, de três semanas.

Diferenças

A vacina para crianças de 5 a 11 anos tem diferenças em relação à que foi aplicada nos adultos. Por isso, o governo federal adquiriu uma versão específica do produto com dosagens e frascos diferentes (foto acima), apesar de o princípio ativo ser o mesmo.

A mesma autorização de uso já foi concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia).

Em outubro de 2021, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo.

Em 20 de dezembro, o ministro disse que a “pressa é inimiga da perfeição“. Na noite de 23 de dezembro, o Ministério da Saúde abriu a consulta pública sobre vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid.

De 24 de dezembro, a 2 de janeiro, qualquer pessoa pôde participar, preenchendo um formulário online, da consulta que, segundo a pasta, estava aberta a “contribuições devidamente fundamentadas”.

Já no dia 3 de janeiro, Queiroga antecipou que as doses pediátricas chegariam ao Brasil na segunda quinzena deste mês. Sem apresentar um cronograma de aplicação, o ministro disse também que a vacina estará disponível para os pais que queiram imunizar seus filhos.

Na quarta-feira passada (4), o Ministério da Saúde apresentou os resultados da consulta pública e também convidou entidades e profissionais ligados ao tema para uma audiência pública. Sociedades médicas e científicas defenderam a vacinação de crianças.

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‘Transformamos a história natural da Covid-19 com a vacina’, diz novo presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia

Em entrevista ao g1, o infectologista Alberto Chebabo falou sobre a pandemia no Brasil, o trabalho da SBI nesse período, a importância das vacinas e a luta contra a desinformação.

Por Mariana Garcia, g1

Alberto Chebabo, novo presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia — Foto: Arquivo Pessoal

Alberto Chebabo, novo presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia — Foto: Arquivo Pessoal

Continuar informando a população com base em evidências científicas. Essa é uma das missões do novo presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, que assume o posto nesta quinta-feira (13). O infectologista ficará à frente da SBI nos próximos dois anos e falou ao g1 sobre as prioridades da entidade, autoteste, vacinação infantil, fim da pandemia e fake news.

Fonte de informação confiável

Para Chebabo, a pandemia vem mudando a cada onda. Primeiro, a onda de muitas mortes. Depois, veio a delta, com a população parcialmente vacinada. Agora, a explosão de casos com a ômicron. A prioridade da SBI é continuar informando a população com dados baseados na ciência, e também atualizar as medidas, frente às mudanças de perfil da pandemia.

“A pandemia que vivemos hoje é completamente diferente de 2020 e 2021. Obviamente, as recomendações vão mudando, como a redução de tempo de isolamento. Teremos que aprender a conviver com o vírus, conforme ele vai se apresentando”, diz

Ele também lembrou que, nos próximos dois anos, a SBI vai voltar a informar sobre outras doenças infecciosas que ficaram “esquecidas” durante esse tempo de Covid-19. “Temos que nos reposicionar sobre outras doenças em relação às quais sempre tivemos atuação, como HIV, hepatite, arboviroses [dengue, chikungunya]. Essas doenças ficaram de lado e agora vemos o retorno delas. Estamos esperando um aumento no número de casos de arboviroses”, completa Chebabo.

O combate à desinformação

Durante a pandemia, além do vírus, os especialistas precisam lidar com a desinformação. As chamadas “fake news” se proliferam rapidamente e as sociedades científicas estão a todo momento desmentindo os negacionistas.

“É sempre muito cansativo. Como conseguem inventar teorias tão absurdas e as pessoas acreditarem? Por outro lado, olha tudo o que conseguimos nesse período de pandemia. Mesmo com fake news, vemos uma adesão da população à vacinação de forma importante. Vimos também a adesão de adolescentes, quando houve esse ataque muito maior em relação à vacina, a população aderindo”, diz o infectologista.

Ele lembra que o chamado “tratamento precoce”, que usa medicamentos ineficazes contra a Covid-19, já ficou para trás.

“Teve um momento em que as pessoas acreditaram, usaram, mas agora ninguém mais fala em cloroquina, ivermectina. O tempo é capaz de separar o que é ruim, o que é lixo, o que não presta, do discurso baseado na ciência. A população não é idiota, ela entende” – Alberto Chebabo.

Para o infectologista, apesar de cansativo, o combate à desinformação vale a pena.

“Todas as pandemias tiveram fake news, mas no final lembramos daqueles que trilharam o caminho da ciência. No final das contas, a história faz o papel dela: separa os vendedores de ilusões de quem realmente está trilhando o caminho correto”.

Vacinação das crianças

Infectologistas da SBI estiveram presentes na audiência pública convocada pelo Ministério da Saúde na última semana para discutir a vacinação infantil. Chebabo reforça que a entidade é a favor da imunização das crianças e que o trabalho em informar segue em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

“Qualquer processo de vacinação e combate a uma doença imunoprevenível é um processo de proteção coletiva. Quanto maior o número de vacinados, melhor é a resposta em termos de controle de epidemia, da doença. Quanto mais ampliarmos o número de pessoas imunes e vacinadas, menor será o espaço de circulação do vírus”, explica o infectologista.

Apesar de o número de óbitos na população infantil parecer “pequeno” (menos de 400), ele lembra que são crianças que poderiam estar vivas. “Dizem ‘são poucas crianças’, mas se for seu filho, é 100%. Sabemos que a vacina, além de reduzir mortalidade, reduz também outros eventos deletérios, Covid longa, alterações do sistema nervoso central, desenvolvimento, internações, traumas para as crianças. A vacina é segura, já está bem demonstrado de que não há riscos. A doença é muito mais grave do que qualquer evento adverso que a vacina possa causar”, completa.

“Transformamos a história natural da Covid-19 com a vacina. Transformamos uma doença que era altamente letal, com uma taxa de letalidade importante, para uma doença cujo risco de morte é muito mais baixo em pessoas que se vacinaram corretamente”, destaca Chebabo.

Fim da pandemia?

O médico diz que é muito difícil fazer previsões sobre o fim da pandemia. Ainda veremos os impactos da Covid-19 na saúde nos próximos anos (sequelas da Covid longa, por exemplo). Além disso, muitos países seguem com cobertura vacinal baixa, o que aumenta o risco de novas variantes. No entanto, a tendência é que, daqui para a frente, vejamos ondas menos severas da doença.

“Desde o inicio, falamos que os impactos dessa pandemia iriam durar em torno de 2 até 5 anos. Mas a tendência é que, com essa quantidade de pessoas vacinadas e infectadas, a gente transforme a forma como a doença se apresenta, sendo mais leve. Teremos um menor impacto, mais social e não com óbitos. Essa é a esperança que a gente tem”, explica o presidente da SBI.

Autotestes no Brasil

O Brasil está entre os países que menos testam no mundo. Para Chebabo, antes de pensar em autoteste, o país precisava ter uma política de testagem ampla, com o apoio do Ministério da Saúde.

“O autoteste é uma ferramenta que ajuda na questão do acompanhamento. A pessoa pode fazer o teste para saber se ainda está positiva, mas principalmente na prevenção. Ela pode se testar para poder evitar a transmissão. Mas vivemos em um país continental, com desigualdade muito grande e achar que o autoteste vai resolver o problema da pandemia no Brasil é não conhecer o país em que vivemos”, alerta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa aprovar a liberação do autoteste no país, mas algumas perguntas precisam ser respondidas, na opinião de Chebabo: ele será gratuito? Será acessível? Ou só resolverá o problema da população de classes média e alta?

“Estamos usando o autoteste como se ele fosse resolver o problema de testagem no Brasil. Mas antes precisamos ter o acesso. Usamos pouco a rede básica de saúde, principalmente para a testagem. O Ministério da Saúde deveria comprar testes, implementar nos municípios. Esse foi o nosso grande erro, não investir numa estrutura de testagem ampliada, utilizando as UBSs e criando centros de testagem em algumas situações. É muito mais um problema de falta de investimento nos testes do que em estrutura”, aponta.

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Há risco de falta de testes para Covid no Brasil, alerta associação de laboratórios

Abramed diz que demanda mundial por testagem, devido aos surtos da variante ômicron, forçam capacidade de produção dos insumos; recomendação é de que se priorizem pacientes graves.

Por g1

Presidente da Abramed alerta para risco de faltar testes de Covid no Brasil

Os testes para o diagnóstico da Covid-19 no Brasil podem acabar por falta de insumos, segundo alerta desta quarta-feira (12) da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

A Abramed diz que a procura global por mais exames, devido aos surtos da variante ômicron – altamente transmissível –, força a capacidade de produção de insumos e reagentes.

A recomendação da associação é de que os laboratórios priorizem a testagem em pacientes graves, trabalhadores da saúde e outros profissionais essenciais.

“Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, mas há um risco real de desabastecimento”, disse em nota Wilson Shcolnik, presidente do Conselho da Abramed.

Priorização de testes

Em um comunicado, a entidade disse preparar uma nota técnica para que os laboratórios associados priorizem pacientes, segundo uma escala de gravidade, para efetuarem os testes.

Segundo a associação, os testes disponíveis devem priorizar:

  • pacientes que tenham maior gravidade de sintomas
  • pacientes hospitalizados e cirúrgicos
  • pessoas no grupo de risco
  • trabalhadores assistenciais da área da saúde
  • colaboradores de serviços essenciais

A Abramed recomenda, portanto, que pessoas sem sintomas, ou com sintomas leves – mesmo que tenham entrado em contato com infectados – que se isolem, ainda que sem testagem.

Aumento na procura

A Abbott, responsável por parte dos testes rápidos usados no Brasil, informou que desde a segunda quinzena de dezembro de 2021 houve um aumento na demanda de compra por testes rápidos de antígeno para Covid-19 no país.

Segundo a empresa, as “operações fabris estão trabalhando 24 horas, 7 dias por semana”.

“É importante reforçar que nossos testes são produzidos globalmente, sendo necessário considerar o tempo de envio dos testes ao Brasil, liberação dos produtos por parte das autoridades locais e entrega aos nossos clientes. Somente nesta semana, milhares de testes estão sendo entregues para abastecimento do mercado brasileiro”, completou a Abbott.

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Número de mortes confirmadas por influenza cresce 71% em menos de uma semana

Em boletim divulgado na quinta (6), estado tinha 38 óbitos de pessoas com H2N3. Total foi para 65 nesta terça (11). Aumento de casos de gripe e de Covid tem pressionado sistema de saúde.

Por g1 PE

O total de morte confirmadas por influenza A em Pernambuco subiu para 65 nesta terça-feira (11). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, foram 27 novos óbitos contabilizados desde o boletim divulgado na quinta-feira (6), quando eram 38, o que representa um aumento de 71% no número de falecimentos.

O crescimento de casos de influenza no estado associado à pandemia de Covid-19 tem pressionado o sistema de saúde público, que registrou recorde de ocupação de unidades de terapia intensiva em seis meses. Um idoso morreu após ficar 14 dias esperando uma vaga de UTI, no Recife.

O governo de Pernambuco anunciou, por exemplo a redução do público em eventos, com a cobrança de teste negativo para o novo coronavírus, entre outras mudanças, válidas a partir da sexta-feira (14).

Pernambuco restringe capacidade de eventos e amplia exigência de comprovante da vacina

A nova rodada de exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) registrou, ainda, mais 1.945 amostras positivas para Influenza, elevando para 8.337 casos conhecidos de pessoas com a doença desde o fim de 2021. Isso significa um aumento de 30,4% em relação à quinta-feira.

Do total de casos registrados até esta terça-feira, 8.245 são de influenza A do subtipo H3N2 e 92 influenza A não subtipada. Desse número de diagnósticos, 799 pessoas evoluíram para síndrome respiratória aguda grave (Srag), sendo 790 do subtipo H3N2 e 9 casos não subtipados.

Das 65 pessoas que morreram com influenza, 22 eram homens e 43 mulheres, com idades que variavam de 1 a 98 anos e divididos pelas seguintes faixas etárias:Mortes por influeza A em Pernambuco por faixa etáriaAo todo, estado já registrou 65 óbitos de pessoas com a doençaNúmero de casos11331144339944441 a 9 anos10 a 19 anos20 a 2930 a 3940 a 4950 a 5960 anos ou mais051015202530354045501 a 9 anos
Faixa etária 1
Fonte: SES-PE

Os pacientes que faleceram com influenza eram residentes do Recife (34), Palmares (3), Ipojuca (2), Jaboatão dos Guararapes (5), São Lourenço da Mata (2), Escada (1), Goiana (1), Olinda (3), Sirinhaém (1), Timbaúba (1), Tracunhaém (1), Abreu e Lima (1), Condado (2), São Vicente Ferrer (1), Catende (1), Camaragibe (2), Aliança (1), Igarassu (1), Cabo de Santo Agostinho (1) e Moreno (1).

A Secretaria Estadual de Saúde informou que todos pacientes apresentavam comorbidades e possuíam fatores de risco para complicação por influenza, como diabetes, doença cardiovascular, doença renal crônica, hipertensão arterial e sobrepeso.

Dupla infecção

Segundo a SES, não houve atualização no número de pessoas com diagnóstico da dupla infecção de Covid-19 e influenza A, que permanecia em 31 registros conhecidos até esta terça-feira (11).

A dupla contaminação é constatada quando os dois testes – para gripe e para Covid – dão positivo. Ela foi apelidada de “flurona” (união dos termos “flu”, de influenza, com “rona” de coronavírus) na imprensa internacional, mas o termo não designa um novo tipo de doença, apenas uma forma simplificada de se referir à ocorrência simultânea de contaminações.

O secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou na quinta (6) que ter os dois vírus ao mesmo tempo não significa maior gravidade e que apenas uma pessoa havia evoluído para Srag tendo gripe e influenza.

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Ministério reduz de 10 para 5 dias o isolamento para pacientes de Covid sem sintoma e após teste negativo

Ministro da Saúde já havia comentado que área técnica estava estudando atualizar a diretriz, com base no que já está sendo executado em outros países.

Por g1

Ministério reduz de 10 para 5 dias o isolamento para pacientes de Covid sem sintoma e após teste negativo

Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (10) que o período de isolamento para pessoas recém-recuperadas de Covid passa a ser menor, diminuindo de 10 para 5 dias para pessoas que estão sem sintomas respiratórios, sem febre há 24 horas (sem o uso de antitérmico) e que tenham resultado negativo para teste PCR ou de antígeno. A contagem deve ser feita a partir do início dos sintomas.

Veja como fica a nova recomendação do isolamento:

  • Cinco dias: se ao 5º dia o paciente não tiver sintomas respiratórios e febre por um período de 24 horas, sem uso de antitérmico, ele pode fazer o teste (antígeno ou PCR). Se for negativo, ele pode sair do isolamento. Caso o paciente assintomático apresente teste positivo no 5º dia, deverá manter o isolamento até o 10º dia.
  • Sete dias: Se ao 7º dia o paciente estiver assintomático, ele está liberado do isolamento, sem necessidade de fazer o teste. Se o paciente continuar com sintomas respiratórios ou febre, ele pode fazer o teste (PCR ou antígeno). Caso dê negativo, pode sair do isolamento. Se der positivo, deve ficar resguardado até 10 dias e só sair quando não tiver mais sintomas.
  • Após 10 dias, se estiver sem sintomas respiratórios, não é necessário fazer o teste e o paciente pode sair do isolamento.

“O isolamento é de sete dias. Se o paciente não quis testar no quinto dia, mas, se ao sétimo dia ele estiver sem sintomas, sem febre e sem uso de medicamentos por 24 horas, ele pode sair do isolamento. Não é necessário testar”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.

Ministério da Saúde reforça que todos os pacientes devem manter as recomendações até o 10º dia, como evitar aglomerações, evitar contato com pessoas com comorbidades, continuar usando máscara e outras medidas não farmacológicas.

As novas diretrizes estarão na nova versão do “Guia de Recomendações – Isolamento Domiciliar”. O documento deve estar disponível na terça-feira (11).

Outros países

A medida segue os passos de outros países que já reduziram o tempo de isolamento.

Nos últimos dias de dezembro, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) atualizou suas diretrizes para casos confirmados de Covid em pacientes assintomáticos, bem como para aqueles cujos sintomas já tenham passado ou estejam desaparecendo. O tempo recomendado passou de 10 para 5 dias, seguido de uso constante de máscara por mais 5 dias quando o paciente estiver em contato com outras pessoas.

“Está sendo adotado em outros países, tem assento em evidências científicas. É possível que adotemos essa mesma conduta. 5 dias. Isso está em estudo na área técnica”, afirmou Queiroga a jornalistas na porta do Ministério da Saúde na semana passada, ao comentar que possivelmente adotaria a medida anunciada nesta segunda.

Queiroga lembrou que na França, por exemplo, o governo autorizou médicos infectados com Covid a seguirem atuando na linha de frente. Isso porque, entre outros motivos, a variante ômicron, predominante nos novos casos, tem mostrado sintomas mais leves.

“O CDC já deu essa recomendação [reduzir o isolamento]. O governo francês está inclusive autorizando profissionais de saúde que estão positivos a atender na linha de frente”, argumentou.

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‘Vamos ter que fazer algum nível de restrição de atividades’, diz secretário de Saúde sobre alta de casos de Influenza e Covid

André Longo afirmou que protocolo para realização de eventos é revisto. Estado permite festas e shows com até 7,5 mil pessoas atualmente. Na quinta (6), 31 casos de ‘flurona’ foram confirmados.

Por g1 PE e TV Globo

‘Vamos ter que fazer algum nível de restrição de atividades’, diz secretário de Saúde

Pernambuco vive uma epidemia de gripe dentro da pandemia de Covid-19, o que tem causado saturação da rede de saúde do estado, com fila para conseguir atendimento médico e pacientes aguardando leitos. Diante desse cenário, o secretário de Saúde do estado, André Longo, afirmou nesta sexta-feira (7) que vai ser necessário adotar restrições para conter o avanço das duas doenças.

“Toda vez que a gente tem uma sobrecarga aguda do sistema, como a gente está tendo agora, a gente tem que fazer um esforço. […] Vamos ter que fazer algum nível de restrição de atividades. Muito provavelmente estaremos anunciando [nos próximos dias], especialmente atividades sociais”, disse Longo.

A declaração foi dada no dia seguinte ao estado confirmar os primeiros 31 casos de pessoas com dupla infecção da Covid-19 e Influenza, apelidada de “flurona” (união dos termos “flu”, de influenza, com “rona” de coronavírus) na imprensa internacional. O termo não designa um novo tipo de doença, apenas uma forma simplificada de se referir à ocorrência simultânea de contaminações.

Já foram registrados 6.392 casos de Influenza A em Pernambuco, com 38 óbitos, mas o secretário disse que esse é um número menor que a realidade, já que faz referência aos resultados dos exames realizados pelo Laboratório Central (Lacen) do estado.

“Em uma epidemia, é sempre assim: você não consegue testar todo mundo. Na prática, isso é uma pequena fração das pessoas que estão com gripe H3N2 que a gente está divulgando, são aquelas que positivaram. […] O número de pessoas gripadas com H3N2 é muito maior que esse”, disse.

O maior número de pacientes internados em um único dia nas últimas três semanas foi registrado na quarta-feira (5), com 196 internamentos. Além disso, tem sido visto um crescimento da ocupação de leitos para pacientes com síndrome respiratória aguda grave.

A taxa global de ocupação desses leitos na rede pública de Pernambuco era de 79%, de um total de 1.701 vagas disponíveis, na quinta (6). Nesse mesmo dia, foram confirmados 639 novos casos da Covid-19 e oito mortes, elevando o total para 647.427 confirmações de pessoas com a doença e 20.489 óbitos.

Protocolo de eventos

Com o aumento de casos de gripe e Covid, Secretaria de Saúde revê protocolo para eventos

Apesar de não adiantar detalhes das possíveis novas restrições, o secretário afirmou que o protocolo para o setor de eventos está sendo revisto. Atualmente, o estado permite festas para até 7,5 mil pessoas ou 80% da capacidade do local, o que for menor, além do controle vacinal de 100% do público.

“Nós estamos estudando, nesse momento, com a equipe e deveremos estar anunciando em breve qual será o novo protocolo para esses eventos maiores. A gente acredita que, na próxima semana, deve estar saindo esse novo protocolo com algumas mudanças que acha importantes para esse momento que poderão ou não valer para fevereiro, março”, afirmou o secretário.

Quanto ao carnaval, André Longo reforçou que uma decisão só deve ser tomada na segunda quinzena de janeiro, a depender do cenário epidemiológico dos próximos dias e de uma série de fatores que precisam ser debatidos, como possível suspensão de feriado e autorização ou não para camarotes na folia, mesmo sem festa de rua.

As prefeitura de Olinda e Jaboatão dos Guararapes já anunciaram o cancelamento da folia nas ruas das duas cidades. O Recife suspendeu também a festa de rua, mas disse que ainda decidiria sobre desfiles de agremiações.

Além de medidas restritivas, o secretário ressaltou que a população precisa auxiliar no combate à circulação dos dois vírus adotando medidas como usar máscara ao sair de casa, evitar aglomerações, se isolar em caso de sintomas gripais e tomar todas as doses da vacina contra Covid-19.

Reunião com prefeitos

O governador Paulo Câmara (PSB) convocou prefeitos de todo o estado para uma reunião remota nesta sexta-feira (7). O motivo é o avanço da epidemia de gripe associada à pandemia de Covid.

O secretário de Saúde apontou que os municípios precisam atuar para atender a população, especialmente os casos leves das duas doenças, para assim não sobrecarregar o sistema estadual.

“Em 15 dias, nós tivemos um grande fluxo de pacientes nas nossas unidades de pronto atendimento. […] Nós estamos hoje reunindo com todos os prefeitos, pedindo apoio nesse momento. Os municípios precisam ajudar o estado para que não haja uma sobrecarga das unidades estaduais, que deveriam ficar com os casos graves, que demandam internamento”, declarou Longo.

O secretário afirmou que, além de abrir 378 leitos para pacientes com sintomas respiratórios desde o dia 24 de dezembro, o estado tem feito um esforço para reforçar as equipes de unidades de saúde e também do Atende em Casa, plataforma para atendimento remoto de pessoas com sintomas gripaisHoje o melhor modelo é o crescimento junto das unidades que já estão prestando atendimento, que é mais rápido e você consegue mobilizar melhor toda a estrutura que está ali anexa

“O Alfa está crescento, a Brites de Albuquerque vai crescer. Assim, outros hospitais vão buscar ampliação dentro dos seus espaços para que a gente tenha uma maior capacidade de resolução desses casos que precisam ficar internados”, disse.

Segundo Longo, o governador autorizou a contratação de profissionais tanto em hospitais, quanto em unidades de pronto atendimento (UPAs).

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Pai que perdeu filha de 7 anos para a Covid em Ribeirão Preto, SP, celebra inclusão de crianças no Plano Nacional de Vacinação

Médico Rodolfo Silva tem mais dois filhos, um deles dentro da faixa etária liberada para receber as doses. Primeiro lote pediátrico da Pfizer deve chegar ao país em 13 de janeiro, diz Saúde.

Por g1 Ribeirão Preto e Franca

O médico Rodolfo da Silva e a filha Alícia, que morreu aos 7 anos com Covid-19 em Ribeirão Preto — Foto: EPTV/Reprodução

O médico Rodolfo da Silva e a filha Alícia, que morreu aos 7 anos com Covid-19 em Ribeirão Preto — Foto: EPTV/Reprodução

O médico Rodolfo Aparecido da Silva, pai de Alicia, que morreu aos 7 anos vítima da Covid-19, em Ribeirão Preto (SP), está feliz e aliviado com a inclusão das crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Vacinação pelo Ministério da Saúde.

Além de Alícia, que faleceu em janeiro do ano passado, Silva também tem outros dois filhos, sendo uma menina de três anos e um menino de 11, que poderá receber as doses da Pfizer.

“Estamos vibrando aqui. Ele vai fazer 12 anos e estava torcendo para isso. Se Deus quiser, [a vacinação] rapidinho já vai começar. Minha outra filha ainda não entra, mas logo logo, vai entrar”, comemorou.

Alicia da Rocha Novaes Silva morreu aos 7 anos, em Ribeirão Preto, SP, após complicações da Covid-19 — Foto: Arquivo Pessoal

Alicia da Rocha Novaes Silva morreu aos 7 anos, em Ribeirão Preto, SP, após complicações da Covid-19 — Foto: Arquivo Pessoal

Em dezembro, após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinar os mais novos, Silva chegou a dizer ao g1 que já tinha passado da hora de liberar a imunização infantil diante da demora nas ações do Ministério da Saúde.

“Continuo achando que podia ter liberado isso antes, mas graças a Deus não demorou muito. Estamos falando de dezembro e já no início de janeiro está liberado. Fico feliz. Tem aumentado muito os casos de Covid novamente”.

O médico alertou para o fato de que crianças, muitas vezes, não falam o que estão sentindo e, por isso, a vacina é a maior proteção que os pais podem oferecer.

“Nem sempre a criança vai falar oque está sentindo por medo de remédio, injeção. Vacinar é o que vai fazer a diferença. A gente nasce e já ganha vacina. É a diferença que pode salvar a vida das pessoas”.

Alicia segura bolo do aniversário de 7 anos dela, em abril de 2020, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Arquivo pessoal

Alicia segura bolo do aniversário de 7 anos dela, em abril de 2020, em Ribeirão Preto, SP — Foto: Arquivo pessoal

Como vai ser a vacinação?

  • De acordo com o governo, a vacinação será feita das crianças mais velhas para as mais novascom prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente.
  • A autorização por escritosó será necessária se não houver pai, mãe ou responsável presente no momento em que a criança for vacinada;
  • Primeira e segunda dose serão aplicadas com intervalo deoito semanas – um prazo maior que o previsto na bula, de três semanas;
  • O Ministério da Saúde orienta que os pais “procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização” – mas não exigirá receita médica para aplicar a vacina.

Veja como vai funcionar a vacinação de crianças contra Covid

3,7 milhões de doses ainda em janeiro


Na quarta-feira (5), ao anunciar a liberação da imunização para crianças, o Ministério da Saúde recuou e informou que não vai mais exigir receita médica.

A autorização por escrito também será dispensada se pais ou responsáveis estiverem presentes na hora da aplicação das doses.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil tem cerca de 20,5 milhões de crianças na faixa etária entre 5 e 11 anos. O Ministério da Saúde informou nesta quarta que já encomendou mais de 20 milhões de vacinas pediátricas da Pfizer, quantidade suficiente penas para a primeira dose.

De acordo com a pasta, O Brasil deve receber 3,7 milhões de doses pediátricas no próximo dia 13. A distribuição do imunizante aos estados começará a ser feita no dia 14, se o cronograma for cumprido.

O Ministério não informou, no entanto, a data de início da aplicação das doses.

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Ministério da Saúde decide sobre vacinação de crianças contra Covid-19 nesta quarta-feira

Anvisa aprovou versão da Pfizer para menores de 5 a 11 anos em dezembro. Na segunda-feira (3), Queiroga antecipou que as doses pediátricas chegarão ao Brasil na segunda quinzena deste mês.

Por g1

A recomendação final do Ministério da Saúde sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 deve acontecer nesta quarta-feira (5). A imunização de crianças já é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 16 de dezembro e já ocorre em diversos países, mas ainda não foi autorizada pelo Ministério da Saúde, ao qual a agência é subordinada.

Na segunda-feira (3), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, antecipou que as doses pediátricas da Pfizer chegarão ao Brasil na segunda quinzena deste mês.

Sem apresentar um cronograma de aplicação, o ministro disse também que a vacina estará disponível para os pais que queiram imunizar seus filhos.

Para especialistas, a vacinação desse grupo é essencial não só para conter a pandemia, mas para proteger as crianças diante do surgimento de novas variantes.

Consulta pública

Na terça-feira (4), o governo federal anunciou que a maioria das pessoas que responderam à consulta pública sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 se opôs à necessidade de receita médica para imunização dessa faixa etária.

As respostas foram anunciadas pela secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, a médica Rosana Leite de Melo, durante a audiência pública realizada pela pasta para discutir o tema. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que já havia recomendado a vacina, não participou da reunião.

Também na terça, entidades e profissionais ligados ao tema foram convidados pelo Ministério da Saúde para uma audiência pública. Sociedades médicas e científicas defenderam a vacinação de crianças de 5 a 11 anos na audiência pública desta terça (veja vídeo abaixo).

Audiência pública da imunização infantil: maioria é a favor da vacina para crianças

Autorização da Anvisa

Em 16 de dezembro, a Anvisa aprovou o uso de uma versão pediátrica da vacina da Pfizer para aplicação nas crianças dessa faixa etária.

O governo federal, entretanto, ainda não definiu quando vai iniciar a imunização desse grupo.

Desde o sinal verde da Anvisa, o ministro Queiroga afirmou diversas vezes que a autorização daagência não é suficiente para iniciar a vacinação.

‘Notícia completamente absurda’, Dalcolmo analisa consulta pública sobre vacinação de crianças

Em 20 de dezembro, ele disse que a “pressa é inimiga da perfeição” e que o ministério só teria uma posição sobre o tema em 5 de janeiro.

Queiroga também afirmou, na ocasião, que só tinha recebido “um documento de três páginas” da agência e ainda esperava documentos com dossiê completo.

A agência rebateu as declarações do ministro, disse que não recebeu pedido formal de pareceres, mas que o envio de dossiê de análise de medicamentos para o Ministério da Saúde “não é requisito legal, ou mesmo praxe”. Também divulgou publicamente o parecer técnico completo sobre o tema.

Queiroga diz que ministério espera documentos da Anvisa sobre imunização de crianças; agência rebate

Como deve funcionar a vacinação infantil

A vacina para este público tem diferenças em relação à que foi aplicada nos adultos.

É por isso que o governo federal aguarda a chegada de uma versão específica do produto com dosagens e frascos diferentes, apesar de o princípio ativo ser o mesmo.

A mesma autorização de uso já foi concedida pela FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia).

Diferenças entre as vacinas de adultos e crianças — Foto: Reprodução/Anvisa

Diferenças entre as vacinas de adultos e crianças — Foto: Reprodução/Anvisa

Em outubro, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.

O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo.

Anvisa alerta que a autorização é baseada nos dados disponíveis até o momento e os resultados são avaliados a todo momento. Veja as orientações da agência:

  • A dose para as crianças entre 5 e 11 anos de idade é 1/3 da formulação já aprovada no Brasil.
  • A dosagem é de 10 microgramas.
  • A formulação pediátrica é diferente daquela aprovada anteriormente apresentada para o público com mais de 12 anos – portanto, não pode ser utilizada a formulação de adultos diluída.
  • A criança que completar 12 anos entre a primeira e a segunda dose deve manter a dose pediátrica.
  • Não há estudos sobre a coadministração com outras vacinas. Segundo a Anvisa, até que saiam mais estudos, é indicado um intervalo de 15 dias entre a vacina da Covid-19 e outros imunizantes do calendário infantil.

O infectologista Renato Kfouri, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações e que participou da avaliação da Pfizer junto à agência, lembrou que a Covid matou mais crianças do que coqueluche, diarreia, sarampo, gripe e meningite somadas.

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RJ, SP e Ceará têm pacientes com testes positivos para Covid e Influenza ao mesmo tempo

Especialistas explicam que número de casos de ‘flurona’, como tem sido chamada a dupla infecção, deve aumentar.

Por Anita Prado e Luciana Osório, Bom Dia Rio e g1 Rio

Rio de Janeiro e Ceará detectam casos simultâneos de Covid e gripe

Ao menos três estados brasileiros – Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo – têm relatos de testes positivos tanto para a Covid como para a influenza– o que tem sido chamado de “flurona”. Especialistas dizem que a tendência é aumentar a incidência da dupla infecção.

No último sábado (1º), o governo de Israel registrou, pela primeira vez, um caso dessa dupla infecção em uma mesma pessoa. A condição ficou conhecida como flurona, uma junção das palavras “flu”, que é gripe em inglês, com parte da palavra “coronavírus”.

Dois casos no RJ

No RJ, um adolescente de 16 anos testou positivo para as duas doenças. A família do jovem informa ter feito testes em dois laboratórios particulares diferentes.

O paciente começou a ter sintomas de gripe na semana passada. Os pais decidiram levá-lo a um laboratório particular, onde ele foi submetido a testes rápidos de Covid e Influenza – ambos os resultados foram positivos.

Desconfiados do resultado, os pais decidiram levar o adolescente a outro laboratório para um exame PCR. Mais uma vez, os resultados foram positivos.

“Ele é atleta e já está vacinado – tanto contra a Covid-19 quanto contra a gripe. Ele está bem, sem nenhum sintoma, mas pode acontecer. Por isso, cuidem-se porque os dois vírus podem existir no nosso organismo ao mesmo tempo”, recomendou a mãe do adolescente, Adriana Soutto Mayor.

Ainda de acordo com ela, apesar de não apresentar sintomas, o jovem vai cumprir todo o período de isolamento.

Segundo informações da TV Globo, um segundo caso foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

Três casos em Fortaleza

Três pacientes de Fortaleza, entre eles dois bebês de 1 ano, tiveram o diagnóstico das duas doenças simultâneas desde o aumento dos casos de síndromes gripais, em dezembro.

Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), as crianças estiveram internadas em unidades particulares, sem agravamento do quadro clínico e já receberam alta hospitalar. O terceiro paciente é um homem de 52 anos que não precisou de internação e cumpre isolamento.

São Paulo

Um dos relatos em São Paulo foi o da jornalista Giulia Fernandez, que recebeu a confirmação par Covid-19 e Influenza na mesma ocasião. Os testes foram feitos no dia 20 de dezembro em um hospital particular.

“Como meus sintomas começaram no mesmo dia e fiz teste no mesmo dia, e os dois deram positivo, o período de isolamento foi o mesmo, 10 dias. Mas foram dias muito complicados, quatro dias de cama que eu não conseguia levantar, e a partir disso fui melhorando aos pouquinhos”, contou.

Dupla infecção deve crescer, dizem especialistas

Para especialistas, a dupla infecção deve aumentar, já que os dois vírus estão circulando ao mesmo tempo e são altamente transmissíveis. Por isso, alertam, é preciso estar com a vacinação em dia.

“Além da pandemia de Covid, o Rio vive uma epidemia de Influenza. Por isso, os casos de coinfecção podem ocorrer. Aqueles que foram vacinados contra Covid e contra Influenza tendem a evoluir de uma forma muito boa. Entretanto, quem não se vacinou pode evoluir com mais gravidade”, disse Roberto Medronho, infectologia da UFRJ.

“Desde o início da pandemia, temos receio do surgimento de uma coinfecção – a mesma pessoa ter os vírus da gripe e da Covid. Nos últimos tempos, temos lidado com o vírus da gripe e com a variante ômicron, que é muito mais contagiosa, circulando em vários estados. Por isso, muito provavelmente a gente vai ver mais coinfecção, o que pode causar um quadro mais grave, uma vez que os dois vírus atingem o mesmo sistema no organismo do indivíduo”, explicou a pediatra e infectologista, Cristiane Meirelles.

Ela falou sobre a importância da testagem: “Por isso, é importantíssimo que as pessoas testem. O diagnóstico vai ser fundamental para que o médico oriente o tratamento adequado e também o tempo de isolamento”.

O que diz a Secretaria de Saúde do RJ

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que, até o momento, não há nenhum caso confirmado de dupla infecção.

Ainda de acordo com o órgão, em geral os casos são notificados pela doença mais grave – na situação específica, a Covid-19.

A secretaria informou, ainda, que não existem estudos para saber quais as consequências para os pacientes que tenham as duas infecções.

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