O Ministério da Saúde ligará para população através do número 136

A população brasileira receberá ligações automáticas por meio do número 136 do Disk-Saúde para fazer avaliação à distância de sintomas, acompanhar evolução da doença e mapear áreas de risco de contágio dacovid-19. O Ministério da Saúde vai fazer ligações para cerca de 125 milhões de brasileiros. Ao atender a ligação a pessoa ouvirá uma voz de uma atendente virtual como se fosse uma consulta, por meio de uma voz artificial, que vai fazer uma triagem fazendo as seguintes perguntas:

AQUI É DO MINISTÉRIO DA SAÚDE VOCÊ PODE FALAR AGORA?
VOCÊ TEM APRESENTADO FEBRE E TOSSE OU FEBRE E DOR DE GARGANTA?

Essa ação permitirá o monitoramento à distância das pessoas em isolamento domiciliar bem como o acompanhamento do estado de saúde das pessoas. Caso a pessoa informe que está apresentando piora dos sintomas, será orientada por um profissional de saúde a procurar um posto de saúde ou hospital de referência, sem que ela precise sair de casa. Esse é um trabalho conhecido como de bioestatística e modelagem social, A ideia da pasta é apenas monitorar à distância as pessoas em isolamento domiciliar, conhecendo o estado de saúde durante todo o período. Outra ferramenta oficial que poderá auxiliar a população é o aplicativo Coronavírus SUS onde tem disponível todas as informações e estatísticas necessárias atualizadas para esclarecimentos e dirimir muitas dúvidas.

COMO SABER SE NÃO É TROTE E SE LIVRAR DE CAIR EM CILADAS DE GOLPISTAS:

  1. Preste atenção no identificador de chamadas, o número oficial que deve aparecer é 136, do Disque Saúde, qualquer outro número não deve ser levado em consideração quando se tratar deste tipo de abordagem.
  2. Desconfie e não responda perguntas que não sejam: Aqui é do ministério da saúde você pode falar agora? Você tem apresentado febre e tosse ou febre e dor de garganta?
  3. Jamais forneça ou repasse informações sobre senha de banco, conta bancária, dados financeiros e do benefício do INSS dentre outros.
  4. Não marque nenhum agendamento para que pessoas compareçam em sua residência sob o pretexto de fazer uma consulta presencial. Caso a pessoa informe que está apresentando piora dos sintomas, será orientada na ligação por um profissional de saúde a procurar um posto de saúde ou hospital de referência, Bandidos podem se aproveitar dessa situação para se passar agentes de saúde e realizar assaltos.

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Últimas notícias de coronavírus de 2 de abril

Coreia do Norte afirma que não tem nenhum caso de contaminação pelo novo vírus apesar da desconfiança internacional. Estados Unidos já têm mais de 5 mil mortes relacionadas às complicações provocadas pela Covid-19.

Por G1

O número de mortos por Covid-19 nos Estados Unidos já é maior do que 5.000nesta quinta-feira (2) , segundo contagem realizada pela Universidade Johns Hopkins. Por volta das 23h35 (de Brasília) da última quarta, a quantidade de vítimas fatais estava em 5.116, enquanto o total de casos confirmados chegou a 215.417 em todo país.

O governo da Coreia do Norte voltou a afirmar que o país não registrou nem um caso de contaminação pelo novo coronavírus, apesar da crescente desconfiança em todo o mundo. O país isolado fechou rapidamente as fronteiras em janeiro, quando o vírus foi detectado na vizinha China e adotou rígidas medidas de confinamento.

O comandante das Forças dos EUA na Coreia do Sul, o general Robert Abrams, declarou ser “impossível” que o país não tenha nenhum registro de Covid-19. “Quantos? Não sei dizer, mas sei por suas ações que, por cerca de 30 dias em fevereiro e no início de março, que seus militares estavam trancados e eles usaram métodos draconianos nas passagens de fronteira e nas formações”, afirmou.

As últimas notícias desta quinta-feira:

  • Espanha registra mais de 10 mil mortes por Covid-19
  • Mundo se aproxima de 1 milhão de casos em registros oficiais
  • Na Europa, já foram registrados mais de 500 mil casos de coronavírus
  • Mais de mil mortos pela doença na Bélgica
  • Primeiro-ministro de Israel volta para auto-isolamento
  • Presidente das Filipinas autoriza tiros em quem furar o isolamento

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a Organização Mundial de Saúde (OMS) voltou a reforçar a necessidade de isolamento social para combater o novo coronavírus, além de medidas de higiene. A OMS também pediu aos governantes que disponibilizem estações de higiene em áreas mais pobres, onde não há água e álcool em gel.

Na Espanha

Espanha já teve mais de 110 mil confirmações de infecção pelo novo coronavírus e mais de 10 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Desde 14 de março, os espanhóis enfrentam estritas regras de confinamento, o que provocou uma retração da atividade econômica.

O país registrou em março 302.265 novos desempregados, em consequência do impacto da crise de saúde provocada pela pandemia. Este é aumento mais expressivo já registrado nas estatísticas de desemprego, de acordo com a imprensa espanhola.

Pelo mundo

Nas próxima 24 horas, de acordo com a agência de notícias Reuters, o mundo terá 1 milhão de casos de Covid-19 registrados oficialmente. A contagem está na casa dos 935 mil e deve atingir a expressiva marca do milhão nas próximas horas. São mais de 47 mil mortes.

Documentos mostram que os governos da União Europeia podem ter piorado a situação de falta de máscaras e equipamentos médicos superestimando suas respectivas capacidades de resposta. Os países membros perceberam a gravidade da Covid-19 em março e, ao invés de se concentrarem em ações conjuntas, muitos recorreram à medidas protecionistas, levantando barreiras comerciais para impedir a exportação de equipamentos médicos para seus vizinhos.

No continente europeu, foram registrados mais de 500 mil casos de contágio do novo coronavírus, de acordo com a AFP. São mais de 34 mil mortos na região, principalmente em Itália e Espanha.

O governo da França está preparado para dar suporte à Air France KLM, a fim de manter intacta a transportadora aérea franco-holandesa, de acordo com o ministro das finanças francês, que rejeitou a possibilidade de um desmembramento.

Paquistão Alemanha anunciaram o prolongamento das medidas de isolamento. Em território alemão, a medida vai até 19 de abril. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a se isolar depois que seu ministro da Saúde foi diagnosticado com coronavírus.

Mais de mil pessoas morreram em consequência do coronavírus na Bélgica, um balanço que dobrou em três dias neste reino europeu de 11,4 milhões de habitantes, anunciaram as autoridades de saúde. A Bélgica registra 1.011 óbitos desde o início da pandemia, com 15.348 casos de contágio.

Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte disse em discurso televisionado que deu ordens para policiais e militares atirarem em quem estiver atrapalhando furando o isolamento social. “Está entendido? Morto! Em vez de causar problemas, eu vou enterrá-lo”, disse em um dos trechos e ainda afirmou que o abuso de trabalhadores médicos é crime grave e não será tolerado. O presidente é conhecido por fazer declarações fortes para enfatizar seus argumentos.

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Coronavírus, gripe e dengue: Brasil deve viver ‘tempestade perfeita’ com alta de 3 doenças

Para Ministério da Saúde, a Covid-19, a gripe e a dengue devem ter alta de casos nos próximos dois meses, pressionando ainda mais os recursos do sistema de saúde.

Por BBC

O Brasil deve ser atingido por uma “tempestade perfeita” nos próximos dois meses. Isso porque parte do país deve enfrentar um aumento da incidência de três doenças: a Covid-19, causada pelo novo coronavírus, a gripe comum e a dengue.

A expressão “tempestade perfeita” foi usada na semana passada por Wanderson Oliveira, secretário nacional de Vigilância em Saúde, quando alertou, em entrevista coletiva, que “vamos ter o coronavírus, que é novo, vamos ter a influenza [gripe], que é rotina todo ano, e também vamos ter o pico da dengue… Estamos com três epidemias simultâneas”.

O aumento dessas três doenças pode impactar ainda mais o sistema de saúde brasileiro. A tendência é que subam os números de atendimentos e internações por quadros graves, pressionando os recursos do sistema de saúde pública.

Se, por um lado, as infecções por coronavírus estão aumentando — já são 245 mortes e mais de 6,8 mil casos confirmados até esta quinta (2) —, por outro, a incidência de dengue, transmitida pelo velho conhecido mosquito Aedes aegypti, também tem registrado um crescimento preocupante.

O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde diz que o Brasil já registrou, até 21 de março deste ano, pouco mais de 441 mil casos prováveis de dengue — aqueles que são notificados à pasta pelos estados, mas ainda precisam de confirmação por meio de resultados de exames.

Ao menos 120 pessoas morreram da doença no período — é possível que esse número de mortos seja maior, pois há dezenas de casos suspeitos que ainda necessitam de confirmação.

Isso significa uma média, no Brasil, de 209 casos prováveis de dengue por 100 mil habitantes — um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano passado (a comparação entre boletins de diferentes anos, entretanto, deve ser feita com cautela, já que há muitas alterações e atualizações de números depois que eles são publicados pela primeira vez).

Segundo o Ministério da Saúde, historicamente o pico de registros de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, ocorre nos meses de abril e maio.

Ou seja, se o cenário já parece ruim, ele tende a piorar nos próximos 60 dias, coincidindo com a provável alta de casos de Covid-19 e de influenza, que também costuma crescer e causar mortes conforme a média da temperatura diminui em vários estados.

A própria influenza costuma causar centenas de vítimas no país. No ano passado, o Brasil registrou 1.122 mortes pelos três tipos de influenza, segundo o Ministério da Saúde.

Acúmulo de doenças

Para Adriano Massuda, médico sanitarista e professor de saúde coletiva da Fundação Getúlio Vargas, o acúmulo de epidemias concomitantes é “uma situação grave, que pode produzir uma sobrecarga no sistema de saúde.”

“É um cenário que vai ficar ainda mais complexo. Apesar de alguns sintomas serem até parecidos, como dores no corpo e febre, precisa haver a linha de cuidados para pacientes respiratórios, como influenza e Covid-19, e outro para a dengue, pois os tratamentos são diferentes”, afirmou à BBC News Brasil, por telefone.

“É possível até que exista uma confusão para descobrir quem está com dengue, com gripe ou Covid-19. Isso pode atrapalhar ainda mais o sistema de saúde”, diz.

Massuda ressalta, no entanto, que medidas como o isolamento social — tomadas para diminuir a proliferação do coronavírus — podem ajudar a diminuir a incidência de gripe comum, que é transmitida basicamente da mesma forma: pelo contato com pessoas já infectadas.

Já André Périssé, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, acredita que as internações por Covid-19 serão em maior número, pois a taxa de doentes graves diagnosticados com dengue é bem menor.

“A letalidade da dengue é parecida com a influenza sazonal (de 0,01% até 0,08% dos casos). Já a Covid-19, apesar da letalidade não ser alta (de 1% a 3,5%), demanda um tratamento mais complexo, muitas vezes com internação”, diz Périssé.

“Mas não há dúvidas que acúmulo dessas doenças vai pressionar o sistema de saúde. E isso sem falarmos de outros problemas, pois o hipertenso não vai deixar ser hipertenso por causa da pandemia, o mesmo ocorre com o diabético. Por isso, nesse momento, a boa gestão da saúde e dos recursos disponíveis vai ser importantíssima”, afirma.

Dengue e coronavírus no Paraná

Com prevenção falha, Brasil já tem 209 casos de dengue por 100 mil habitantes — Foto: Divulgação

Com prevenção falha, Brasil já tem 209 casos de dengue por 100 mil habitantes — Foto: Divulgação

Nesse ano, o Paraná vem sendo o estado do país mais afetado pela dengue, seguido por Mato Grosso do Sul e Acre. Segundo a secretaria estadual de Saúde, já são mais de 87 mil casos confirmados da doença na área.

Dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que usa notificações (ainda à espera de exames de confirmação), a incidência da doença no Paraná chegou a 1.231 casos por 100 mil habitantes — alta de 1.737% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Como comparação, a taxa de dengue por 100 mil habitantes no Rio de Janeiro é de 14 casos; em Pernambuco é 37; e no Acre, 465.

O governo paranaense afirma que 69 pessoas morreram de dengue no estado desde agosto do ano passado — 12 delas apenas na última semana.

Por outro lado, o Paraná contabilizou, até essa quarta-feira, 229 casos confirmados de infecções por coronavírus, com três mortes.

Para Beto Preto, secretário estadual de Saúde, os casos de Covid-19 vão crescer no estado, pois o vírus tem transmissibilidade alta. Mas ele espera que, ao mesmo tempo, o ritmo aumento da dengue diminua na outra ponta.

“Quando a Covid-19 apertar, esperamos ter menos casos de dengue, para que não haja um colapso (no sistema de saúde). Nesse ano, nós concentramos todo nosso esforço para conter a dengue, mas ela continuou crescendo. É uma lástima”, disse Beto Preto à BBC News Brasil, por telefone. “Com a temperatura baixando, esperamos que os focos de mosquitos diminuam.”

Segundo ele, o Paraná tem se preparado para o avanço da Covid-19 com as contratações de novos leitos e profissionais, além de investimentos sociais para ajudar a população a manter o isolamento social.

No norte do estado, a cidade de Londrina também tem enfrentado os dois problemas: o município já teve 26 casos confirmados de Covid-19 e mais de 6,5 mil de dengue — 15 pessoas morreram da doença no município desde janeiro.

Há poucas semanas, Londrina chegou a cancelar cirurgias eletivas no SUS por 10 dias e isolar um hospital para tratar apenas pacientes com dengue — depois ele voltou ao funcionamento normal. Agora, o município planeja fechar outra unidade para o tratamento de coronavírus.

“Quando a dengue deu sinais de que estava caindo em Londrina, chegou a Covid”, diz Felippe Machado, secretário municipal de Saúde.

Segundo ele, a cidade tem aumentado o número de leitos nas redes pública e privada, além de ter reservado uma verba extra para construir um hospital de campanha.

“A contenção da dengue coube no nosso orçamento de saúde. Mas, agora, precisamos de um reforço. Vamos contratar 500 novos profissionais, ao custo de R$ 2 milhões por mês”, diz Machado.

Por que a dengue tem aumentado?

Mas, além da pandemia do novo coronavírus, que tem consumido a atenção de autoridades e da população, por que a dengue, uma velha conhecida dos brasileiros, continua avançando no país?

Uma das características da doença é que ela se comporta como uma espécie de onda — cresce em alguns anos e diminui em outros.

Uma das explicações para esse comportamento é a alteração do tipo do vírus circulante entre a população. Existem 4 sorotipos do vírus da dengue, uma classificação que corresponde à resposta de diferentes anticorpos no infectado. Os sintomas da doença não se alteram.

Quando uma pessoa contrai dengue do tipo 1, por exemplo, ela fica imunizada para esse tipo específico. Porém, quando o sorotipo muda para o 2, ela volta a ficar suscetível a ser infectada.

Especialistas acreditam que, em parte, essa é uma das causas para a alta de dengue em alguns estados nesse ano — uma mudança gradual do tipo 1 para o 2 vem ocorrendo há alguns anos.

De fato, segundo informações enviadas pelo Ministério da Saúde à BBC News Brasil, a participação do sorotipo 2 no número de casos de dengue cresceu nos últimos cinco anos no país, chegando em 2019 ao maior percentual: 65,6% dos casos, seguido pelo sorotipo 1 (30,4%) e sorotipo 4 (3,9%).

No Paraná, de 2010 ao ano passado, a grande maioria das pessoas que teve dengue foi infectada pelo tipo 1 da doença. Já a partir de agosto de 2019, o sorotipo 2 foi responsável por 87% das infecções no estado.

Mas essa é só uma das explicações. Há também condições meteorológicas particulares nos últimos meses, queda de investimentos públicos em prevenção e no programa Saúde da Família, além de características culturais e comportamentais da população.

Em entrevista recente à BBC News Brasil, Ivana Belmonte, coordenadora de vigilância ambiental da Secretaria de Saúde do Paraná, citou a falta de uma cultura de eliminação de criadouros do mosquito no país. “Esse hábito ainda é pequeno no Brasil. É preciso sensibilizar ainda mais a população de que o risco é real, de que você ou um parente pode morrer de dengue”, explica.

Para o sanitarista Adriano Massuda, professor da Fundação Getúlio Vargas, medidas preventivas contra o Aedes aegypti têm falhado não apenas por descuido da população, mas também do poder público.

“Nos últimos anos, temos visto cada vez a diminuição do financiamento de programas de prevenção à dengue e da Saúde da Família. Muitas vezes se investiu em projetos equivocados, que não deram em nada, como a vacinação que ocorreu no Paraná. Agora é correr atrás do prejuízo”, diz.

De fato, em 2016, o governo do Paraná gastou R$ 95 milhões para vacinar parte da população contra a dengue. Porém, a vacina não era recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nem pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para o atual secretário de Saúde do estado, Beto Preto, o “projeto falhou”. “Inegavelmente, essa vacinação não deu certo”, diz ele, que não era o titular da pasta na ocasião.

Já André Périssé, da Fiocruz, acredita que a solução do problema da dengue passa por outras áreas para além da saúde pública.

“A dengue extrapola a área da saúde, depende de uma integração de vários setores. A solução envolve política habitacional e de desenvolvimento urbano. Costumo citar o caso da fronteira do México com os Estados Unidos. Do lado mexicano, menos desenvolvido, há muito mais casos que o lado americano, onde quase não há dengue”, explica.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que “regularizou a distribuição dos insumos necessários para o controle do Aedes, com distribuição de inseticidas”.

Além disso, diz, a pasta “regularizou a entrega dos kits de diagnósticos para doença, estando todos os estados abastecidos com o insumo.”

“O Ministério da Saúde também oferece, continuamente aos estados e Municípios, apoio técnico e insumos para o combate ao vetor. Para estas ações, o Governo Federal tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios”, diz.

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Tudo o que você precisa saber sobre fazer sexo em meio à pandemia do coronavírus

Médico e jornalista especialista em sexo respondem às perguntas mais frequentes sobre sexo e coronavírus.

Por BBC

Não adianta usar máscaras na cama; especialistas respondem a perguntas sobre sexo e coronavírus — Foto: Getty Images/ BBC

Não adianta usar máscaras na cama; especialistas respondem a perguntas sobre sexo e coronavírus — Foto: Getty Images/ BBC

Você pode ser infectado com coronavírus fazendo sexo?

É possível que você já tenha pensado nessa possibilidade, mas não se atreveu a perguntar.

Para separar os mitos da realidade, consultamos dois especialistas em saúde que esclareceram algumas dúvidas sobre sexo e o novo coronavírus.

Alex George é um médico de pronto-socorro em Londres e ex-concorrente do Love Island, um reality show britânico popular em que aspirantes a modelos e influenciadores se juntam para encontrar o amor.

E Alix Fox é jornalista especializada em sexo e apresentadora de um programa de rádio da BBC.

É seguro fazer sexo durante o surto do coronavírus?

George: Se você está em um relacionamento, vivendo com essa pessoa e compartilhando o mesmo ambiente, sua situação não deve mudar. No entanto, se um de vocês apresentar sintomas de coronavírus, o outro precisará adotar a distância social e isolar-se, mesmo em casa. Em um mundo ideal, todos devem estar a dois metros de distância, mesmo em casa, mas isso pode não ser viável.

Fox: Também é muito importante que você não assuma que, por ter tido sintomas leves de coronavírus, seu parceiro também terá. Se você apresentar algum sintoma, tente ficar longe do seu parceiro.

E o sexo com novos parceiros sexuais?

George: Eu certamente não recomendaria buscar novos parceiros sexuais agora, porque existe o risco de que você possa contrair o vírus.

Fox: Não esqueça também que algumas pessoas portadoras do vírus não apresentam sintomas. Portanto, mesmo se você se sentir absolutamente bem, ainda poderá transmitir a infecção a alguém e ela a outras pessoas, seja por meio de um contato próximo ou por um beijo.

Beijei alguém que conheci recentemente e essa pessoa desenvolveu sintomas. O que faço?

George: Se você beijou ou entrou em contato com alguém que acha que contraiu o novo coronavírus, fique isolado. Observe seus sintomas. Se você tiver sintomas, tenha muito mais cuidado. Se seus sintomas forem muito graves, procure apoio médico.

Fox: Devemos ser responsáveis ​​um pelo outro e por nós mesmos em nossos relacionamentos. Se você desenvolveu sintomas e sabe que beijou pessoas recentemente, notifique-as. E mesmo que você tenha beijado alguém e essa pessoa tenha sintomas, mas você não, você também deve se isolar.

Eu não estava usando camisinha com meu parceiro antes do coronavírus, devo começar agora?

Fox: A resposta depende de por que você não estava usando preservativo. Se você não os estava usando porque ambos fizeram exames de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) ou se está em um relacionamento heterossexual antes da menopausa e o casal usa outra forma de contracepção para evitar uma gravidez não planejada, tudo bem. Mas se você não estava usando preservativo porque confiava no método “coito interrompido”, por exemplo, ou se estava se expondo a uma infecção sexualmente transmissível, é ainda mais importante usar preservativos agora.

Posso me contagiar com coronavírus tocando a vagina ou o pênis de outra pessoa?

George: Se você está tocando os órgãos genitais do seu parceiro, é provável que vocês também estejam se beijando, e sabemos que o vírus é transmitido pela saliva. Essencialmente, qualquer interação da boca para as mãos, para os órgãos genitais ou para a boca de outra pessoa aumenta o risco de transmissão do coronavírus. Queremos reduzir isso a um mínimo absoluto, por isso é realmente importante que você não tenha nenhum contato com um parceiro com quem não esteja morando.

Como posso manter um relacionamento em um momento como este? Não quero ficar solteiro agora.

Fox: Essa pandemia está levando muitas pessoas a repensar o que é uma boa vida sexual e o que constitui uma troca agradável e prazerosa.

Eu ouvi falar de casais escrevendo histórias eróticas. Ouvi falar de pessoas que estão namorando, mas também se conhecendo durante essa quarentena, estando em lugares diferentes e aproveitando o tempo e a distância.

Muitas pessoas se tornaram criativas. Se você usar um pouco sua imaginação, existem muitas maneiras de se divertir sem ficar cara a cara com alguém.

Também é importante lembrar que, neste momento, algumas pessoas podem estar descobrindo que elas ou seus parceiros têm libidos diferentes.

Você pode se encontrar em uma situação em que anteriormente só tinha um encontro por semana e de repente se vê vivendo sob o mesmo teto.

Você pode descobrir que deseja sexo quando seu parceiro não quiser ou vice-versa. É importante comunicar isso de maneira respeitosa e compreensiva.

Viver juntos não significa que você tem o direito de fazer sexo quando quiser.

E para quem se encontra em uma relação sentimental, mas não está confortável – porque se sente forçado a fazer sexo -, existem canais de ajuda disponíveis para isso.

Tenho maior risco de contrair coronavírus se tiver HIV?

Fox: O médico Michael Brady, do Terrence Higgins Trust, uma ONG britânica que ajuda pessoas vivendo com HIV, deu bons conselhos sobre isso.

Se você já está tomando medicamentos regulares para controlar o HIV e tem uma boa contagem de glóbulos brancos para combater infecções e uma carga viral indetectável, não deve ter um sistema imunológico enfraquecido.

Isso significa que você não corre nenhum risco adicional de contrair coronavírus.

Se você é HIV positivo, continue tomando seus medicamentos como antes. E não deixe de seguir as mesmas regras de isolamento que todos os outros.

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Mandetta diz que ministério prepara protocolo que vai indicar máscaras também para quem não tem sintomas de coronavírus

Atualmente, órgãos de saúde só recomendam o uso por profissionais da saúde e por pessoas que estão com sintomas.

Por G1

Pessoas que não trabalham diretamente na área da saúde ou que não têm os sintomas da Covid-19 devem receber a indicação para o uso de máscaras em algumas situações, de acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O ministro disse nesta terça-feira (31) que sua equipe prepara um protocolo que vai indicar diretrizes para produção das máscaras com TNT e também orientação para o uso do equipamento.

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que apenas profissionais de saúde e pessoas com coronavírus ou com sintomas devem usar as máscaras. A restrição na indicação do uso vem sendo justificada por causa do risco de a manipulação inadequada das máscaras ampliar a transmissão e também pela escassez do produto no mercado nacional.

Por causa da falta do item, o próprio Ministério da Saúde já tinha dito que máscaras caseiras poderiam ser utilizadas por pessoas que estão com sintomas. A alternativa caseira busca deixar que as máscaras cirúrgicas – que estão em falta – sejam usadas somente para profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e atendentes em geral).

Máscaras cirúrgicas devem ser usadas somente por profissionais da saúde — Foto: Reprodução/TV Globo

Máscaras cirúrgicas devem ser usadas somente por profissionais da saúde — Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta terça, Mandetta sinalizou que estuda contar com outro tipo de máscara no esforço de contenção do coronavírus para a população em geral e para apoio a profissionais de outras áreas. “A gente mandou pesquisar primeiro, para saber se ela tem eficácia, ela serve perfeitamente bem”, disse Mandetta.

O ministro disse ter conversado com a indústria têxtil para uma “grande articulação” que permita que o item seja oferecido para pessoas que precisam “de reforço de barreira por conta da profissão”.

“A gente vai fazer esse protocolo, vai divulgar, para a gente usar no ônibus, no ir e vir, pessoal que está na parte de menor contato, que fica mais na questão do isolamento social, mais no distanciamento, mas que precisa de reforço de barreira por conta da profissão, por conta da atividade.” – Mandetta, ministro da Saúde

Máscaras feitas de TNT  — Foto: Divulgação

Máscaras feitas de TNT — Foto: Divulgação

O ministro incluiu as máscaras de TNT (tecido não tecido) entre os itens que são necessários para enfrentar a epidemia, como a organização do transporte público, oferta de respiradores, telemedicina e mapeamento dos casos pelo Brasil, entre outros.

“O que a gente acha também é que (a oferta de máscaras) vai ser mais uma das condicionantes para que a gente possa abastecer o sistema de saúde e ao mesmo tempo manter um padrão social equilibrado em relação a essas questões”, disse Mandetta.

Máscaras no mundo

Nesta terça (31) o jornal Washington Post informou que funcionários do Centro de Controle e Prevenção a Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão considerando alterar orientações oficiais sobre o uso de máscaras simples para todas as pessoas, inclusive as que não manifestaram sintomas da Covid-19.

No entanto o CDC não divulgou nenhuma nota oficial sobre o assunto, e as recomendações nos EUA sobre o uso de máscaras se mantêm somente para profissionais de saúde e pessoas que apresentam sintomas. Especialistas ouvidos pelo jornal informam que o uso de máscaras simples, até mesmo feitas de pano, podem ajudam a achatar a curva de transmissão e diminuir o número de casos.

Na Áustria, o governo passou a exigir que funcionários e consumidores passem a utilizar máscaras cirúrgicas obrigatoriamente em supermercados, como uma tentativa de diminuir a disseminação da Covid-19 no país. O chanceler do país informou à Reuters que as máscaras serão entregues em supermercados a partir de quarta-feira (1).

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Quais os cuidados na ida ao mercado em meio à pandemia do coronavírus? Médico dá dicas e responde a dúvidas

Luis Fernando Waib, da Sociedade Brasileira de Infectologia, recomenda não levar a mão ao rosto durante as compras no supermercado e diz que, ao pedir delivery de comida, a pessoa também deve ter cuidado com embalagens e sacolas plásticas.

Por Gabriela Caesar, G1

Para evitar o aumento no número de casos da Covid-19, a recomendação é que as pessoas fiquem em casa e só saiam para fazer atividades essenciais, como a ida ao supermercado para comprar comida, bebida e itens para a casa.

Por isso, o G1 conversou com o médico infectologista Luis Fernando Waib, da Sociedade Brasileira de Infectologia, para que ele respondesse a dúvidas de quem precisa ir ao mercado ou pedir comida por aplicativo. O que fazer para não ter o risco de ser contaminado?

Além do óbvio, como já ter uma lista dos itens necessários para não demorar no mercado e não estocar alimentos em casa, Waib lembra que é muito importante não levar a mão ao rosto. Durante as compras, a pessoa toca nos itens, nas prateleiras e mesmo no carrinho do supermercado.

O infectologista acrescenta ainda que é necessário manter uma distância dos demais consumidores e que ir ao mercado em horários menos movimentados “diminui o risco de contaminação pela tosse das pessoas, mas não pelo toque”.

Além disso, ao receber em casa comida ou compras de supermercado via aplicativo, o médico também afirma que é recomendável tirar o alimento da embalagem ou da sacola plástica, guardar em outro recipiente higienizado, jogar fora aquela embalagem usada e lavar as mãos antes de comer.

Veja abaixo perguntas e respostas:

1) Quais cuidados eu devo ter ao ir ao supermercado?

“Enquanto estiver no supermercado, lembre-se de que todas as superfícies foram tocadas por inúmeras pessoas antes de você. Será impossível evitar o toque, então a recomendação é que durante as compras não toque o rosto em hipótese alguma. Após acomodar as compras no porta-malas ou no carrinho de feira, higienize as mãos (álcool-gel ou água e sabão).”

2) Idosos e pessoas do grupo de risco devem evitar ir ao supermercado?

“Eventualmente, os idosos podem se ver em um corredor do mercado próximos a alguém que está tossindo. Ou se esquecer de que as superfícies foram tocadas por outras pessoas antes e acabar tocando o rosto. Se houver contaminação, o risco para o idoso é aumentado.”

3) Posso ir ao supermercado mesmo se eu tiver febre e outros sintomas da Covid-19?

“Se você tiver febre ou sintomas gripais, você deve evitar de sair de casa. É melhor procurar serviços de entrega em casa. Caso seja impossível, coloque uma máscara e em seguida higienize as mãos após sair de casa. Não toque o rosto e fique o menor tempo possível fora de casa.”

4) O carrinho do supermercado pode ser uma superfície contaminada?

“Sim, todas as superfícies, especialmente aquelas tocadas frequentemente por várias pessoas, como por exemplo a barra onde seguramos para empurrar o carrinho.”

5) Escolher frutas pode ser a etapa mais perigosa dentro do supermercado (por encostar em vários itens)?

“Tocar frutas e todas as superfícies que foram tocadas por outras pessoas e inadvertidamente tocar o próprio rosto [é o problema]. Se após as compras o indivíduo realizar correta higiene de mãos, então o risco de contaminação está eliminado.”

6) Escolher um horário menos frequentado, ou mais vazio, pode ser uma forma de evitar o risco de ser contaminado?

“Ao escolher um horário menos movimentado, você diminui o risco de contaminação pela tosse das pessoas, mas não pelo toque. O coronavírus permanece viável e infectante nas superfícies por várias horas.”

7) Qual distância eu devo manter do outro cliente na fila de pagamento?

“A distância recomendada na fila, ou em qualquer outro cenário, é de 1,5 metro.”

8) Quais itens não podem faltar na lista do supermercado de quem quer se manter saudável na quarentena?

“A embalagem portátil de álcool gel é o item mais importante, porque há muita dificuldade de encontrar local apropriado para higiene das mãos nos estabelecimentos comerciais. De resto, uma alimentação saudável, banhos de sol moderados e, na medida do possível, não interromper atividades físicas regulares.”

9) Se eu for pagar em dinheiro, eu devo lavar a minha mão após receber o troco?

“Você deve higienizar as mãos após mexer com dinheiro, mesmo que não haja troco.

10) Quais devem ser os cuidados ao receber a comida encomendada pelo aplicativo?

“Você deve remover as embalagens do saco de papel, passar os alimentos para uma louça higienizada, descartar as embalagens e lavar as mãos antes de começar a comer.”

11) O coronavírus pode estar na caixa de papelão da pizza?

“Sim, ele também pode estar na caixa da pizza.”

12) O coronavírus pode estar na sacola plástica? Eu devo jogar álcool na sacola plástica? Ou apenas lavar as mãos antes e depois de encostar na sacola?

“Sim, ele pode estar na sacola plástica. É preciso remover o alimento da sacola, das embalagens para a louça, descartar as embalagens e higienizar as mãos antes de comer.”

13) O coronavírus pode estar na comida?

“Eventualmente pode haver coronavírus na comida, caso o cozinheiro esteja doente. Entretanto, não há registro de infecção por coronavírus pela via alimentar até o momento, então eu não me preocuparia com isso.”

Sobrevida do coronavírus em superfícies — Foto: Arte/G1
Sobrevida do coronavírus em superfícies — Foto: Arte/G1

Sobrevida do coronavírus em superfícies — Foto: Arte/G1

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Ao menos 14% dos 85,1 mil infectados por coronavírus na Espanha são profissionais da saúde

7.340 pessoas morreram pela doença no país; número de casos saltou de 78,8 mil no domingo para mais de 85,1 mil e já supera o da China.

Por G1

As autoridades espanholas anunciaram nesta segunda (30) que quase 12,3 mil dos infectados pelo novo coronavírus no país são profissionais da saúde. O número é cerca de 14% do total de casos de Covid-19 no país ibérico, que superou as 85 mil confirmações. A Espanha já está no terceiro lugar no ranking de casos, superando a China e atrás apenas de Estados Unidos e Itália. (Veja tabela ao final da reportagem)

Espanha é, ainda, o segundo país com mais mortos pela doença (7.340), atrás da Itália (10.779 mortos) e novamente à frente da China. Só nas últimas 24 horas foram 812 mortes por Covid-19, divulgou o Ministério da Saúde espanhol. O número é levemente menor que os dos últimos dois dias: no sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, e no domingo (29), o número mais alto até então, com 838 mortes.

Países com mais mortes por Covid-19

PaísMortes
Itália10.779
Espanha7.340
China3.311
Irã2.640
França2.606
Estados Unidos2.516
Reino Unido1.228
Países Baixos771
Alemanha541
Bélgica431

Fonte: Universidade Johns Hopkins, Ministério da Saúde da Espanha, Ministério da Saúde da Itália (em 30/03 às 06h56)

Nesta segunda, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 85.195 na Espanha, 6.398 a mais do que as registradas até domingo, quando havia 78.797 casos. A quantidade de registros da doença na Espanha é a terceira maior do mundo – atrás de Estados Unidos e Itália.

Países com mais casos de Covid-19

PaísCasos
Estados Unidos143.055
Itália97.689
Espanha85.195
China82.156
Alemanha62.435
Irã38.309
França40.723
Reino Unido19.784
Suíça14.336
Bélgica10.836

Fonte: Universidade Johns Hopkins e ministérios da Saúde da Espanha e Ministério da Saúde da Suíça (em 30/03 às 07h00)

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Jovem de 26 anos que morreu com coronavírus em SP corria maratonas e pais estão com sintomas

Irmã de Maurício Suzuki contou que ele foi diagnosticado com ‘quadro leve’ da doença, mas que em poucos dias faltava ar em trajetos curtos dentro de casa.

Por Bruno Tavares, Fantástico — São Paulo

Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos do novo coronavírus, diz Ministério da Saúde

Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos do novo coronavírus, diz Ministério da Saúde

O jovem de 26 anos que morreu no sábado (28) em São Paulo com coronavírus tinha como paixão correr curtas distâncias e maratonas. Neste domingo (29), os pais dele estão no hospital com sintomas da doença.

Era com um sorriso no rosto e a medalha no peito que Maurício Suzuki comemorava cada conquista. Por telefone, a irmã dele, Simone, contou que o irmão cuidava da saúde e que o rápido avanço da Covid-19 surpreendeu. “Assustadora e chocante porque não dá tempo de processar”, disse.

“Eu e meu esposo tivemos contato direto com ele nesses dias. Ficamos sexta, sábado, domingo, e segunda-feira ele já acordou com falta de ar um pouco mais severa. Para trajetos curtos ele estava ficando bem cansado, então a gente voltou para o hospital”, continuou Simone.

No dia 18 de março, Maurício mandou uma mensagem para o chefe dizendo que estava resfriado. No dia seguinte, voltou a procurar o chefe para dizer que tinha sido diagnosticado com o coronavírus, um “quadro leve”.

Ele disse que estava um pouco febril e com tosse seca, e que recebeu do médico um documento para assinar em que se comprometia a ficar isolado em casa por 14 dias.

Na última segunda-feira (23), ele voltou para o hospital com muita falta de ar, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu no sábado (28).

Neste domingo, Simone estava no hospital com os pais. Os dois estão com sintomas da doença.

Mauricio Suzuki, 26 anos, morreu no sábado (28) em São Paulo com coronavírus e tinha como paixão correr curtas distâncias e maratonas — Foto: Reprodução/TV Globo

Mauricio Suzuki, 26 anos, morreu no sábado (28) em São Paulo com coronavírus e tinha como paixão correr curtas distâncias e maratonas — Foto: Reprodução/TV Globo

São Paulo é o estado que concentra o maior número de mortes por coronavírus, com 98, de acordo com o balanço divulgado neste domingo (29) pela Ministério da Saúde. Os casos confirmados passam somam 1.451.

A melhor medida para desacelerar o contágio continua sendo o isolamento social, e os paulistanos têm respeitado. Se alguém sai para comprar comida é importante lembrar que mesmo ao ar livre é preciso manter distância das outras pessoas.

Quarentena

O estado de São Paulo adota estratégias de restrição de circulação contra o coronavírus desde 16 de março. A quarentena começou na terça-feira (24) e vai durar 15 dias, até o dia 7 de abril, para os 645 municípios do estado de São Paulo.

A medida obriga o fechamento do comércio e mantém apenas os serviços essenciais, como nas áreas de Saúde e Segurança. Assim, os hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas, públicas ou privadas, terão o funcionamento normal.

As transportadoras, armazéns, serviços de transporte público, serviços de call center, petshops, bancas de jornais, táxis e aplicativos de transporte continuam funcionando com as orientações dos sanitaristas.

Os serviços de Segurança Pública, tanto estadual, quanto municipais, continuam funcionando normalmente. Os bancos e lotéricas também continuam abertos. As indústrias devem continuam operando, já que não têm atendimento ao público em geral.

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

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Coronavírus: tudo o que você precisa saber sobre o uso ou não de máscaras

Devo ou não usar? E se eu estiver doente? Máscaras caseiras adiantam alguma coisa? BBC News Brasil responde a essas e outras perguntas sobre equipamento.

Por BBC

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde de que máscaras cirúrgicas devem ser usadas somente por quem tem suspeita de Covid-19 e para profissionais de saúde foi largamente ignorada por pessoas no país inteiro.

Fotos de pessoas sem suspeita da doença circulando com máscaras cirúrgicas são imagens comuns nas ruas e na cobertura da mídia sobre o assunto.

Autoridades e especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, no entanto, reforçam: a principal forma de prevenção contra a doença não é o uso de máscaras, mas principalmente ficar em casa e, caso precise sair, lavar bem as mãos, manter distanciamento social e evitar tocar o rosto.

A BBC separou uma série de dúvidas comuns para explicar tudo sobre o uso ou não de máscaras — e por que a recomendação de máscaras é somente para pessoas doentes e profissionais de saúde.

O quanto as máscaras de fato protegem?

As máscaras fazem sentido se usadas por profissionais que tem de lidar com pessoas infectadas —, pois faz parte de todo um conjunto de equipamento protetor. Mas usadas por indivíduos como forma de proteção nas ruas, são pouco eficazes.

Pesquisas que existem até agora mostram que o novo coronavírus, chamado Sars-Cov-2, se espalha através de secreções e gotículas que saem da boca quando as pessoas tossem ou espirram, o que os médicos e cientistas chamam de aerossóis.

Além de passarem direto para pessoas que estejam próximas, essas gotículas contaminam superfícies, nas quais as outras pessoas tocam e, ao tocar o próprio rosto, se contaminam.

As máscaras cirúrgicas (aquelas comuns que vocês vê na foto acima) não são eficazes contra os vírus que circulam no ar porque são muito frouxas, não têm filtro de ar e deixam os olhos expostos. Mas mesmo as máscaras mais avançadas, como a N95, capazes de filtrar vírus do ar, não protegem o olho, por exemplo.

Os dois tipos de máscara podem diminuir o risco de contrair através da contaminação mão-boca (porque a pessoa não vai conseguir tocar a boca nem o nariz), mas, sozinhas, elas não fazem muito efeito, explica o virologista Jonatas Abrahão, da Sociedade Brasileira de Virologia e professor da Universidade Federal de Minas Gerais.

“Para os profissionais de saúde, elas fazem parte de todo um conjunto de equipamento individual de proteção, que deve incluir óculos, capa ou jaleco, luvas etc”, explica.

“Para quem não precisa estar em contato com pessoas doentes, não adianta usar uma máscara cirúrgica ou mesmo uma máscara N95, mas tocar em uma superfície contaminada e tocar o olho, que a máscara não cobre”, diz o virologista da UFMG. “[Ela não evita] tocar em uma superfície contaminada e depois o olho — que a máscara não cobre… Ou mesmo se alguém tossir perto de você, pode ir no olho.”

“Se você não é profissional de saúde, a melhor forma de prevenir é manter mesmo o isolamento social, manter distância das pessoas se precisar sair, lavar bem as mãos e não tocar o rosto”, reitera. “Os profissionais não têm essa opção [de ficar longe] eles precisam estar próximos dos pacientes.”

“As máscaras têm outro problema, é a falsa sensação de segurança. A pessoa pensa: ‘ah, eu estou com a máscara, então posso sair, estou protegido’. E não é bem assim”, explica o virologista .

“Sem contar que a maioria das pessoas não sabe usar, fica tirando para falar, aí leva a mão para o rosto pra tirar e colocar”, diz ele.

Por que profissionais de saúde usam a máscara cirúrgica se ela não filtra o ar?

O ideal, dizem os especialistas, seria que todos os profissionais de saúde usassem as máscara do tipo N95 ou PFF2, que fazem a filtragem do ar, durante qualquer procedimento em que estejam próximos dos pacientes e que possam ser atingidos pelas gotículas produzidas pela tosse.

No entanto, como as máscaras desse tipo estão falta, o Ministério da Saúde determinou que é obrigatório o uso das máscaras cirúrgicas.

“Embora elas não sejam as ideais, elas dão algum nível de proteção aos profissionais de saúde porque são usadas em conjunto com outros equipamentos de proteção”, explica Jonatas Abrahão.

Abrahão afirma também, que além do fato de chegarem mais perto de pessoas doentes — o que alguém que não é profissional pode evitar — os profissionais estão expostos a uma carga viral muito maior.

Segundo o Ministério da Saúde, “apenas o uso da máscara cirúrgica é insuficiente para fornecer o nível seguro de proteção e outras medidas igualmente relevantes devem ser adotadas, como a higiene das mãos frequentemente com água e sabonete líquido antes e após a utilização das máscaras”.

Segundo a pasta, os equipamentos recomendados incluem protetor ocular ou de face, luvas, capote (aquela capa sobreposta) ou jaleco.

Além disso, esses profissionais recebem treinamento para como fazer o uso correto do material — o que melhora as chances dele funcionar.

Por que as pessoas com sintomas devem usar?

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com suspeita de estarem com coronavírus devem usar máscaras cirúrgicas porque isso ajuda a diminuir a disseminação das gotículas com o vírus.

“Com a força da tosse ou do espirro, as gotículas voam longe. A máscara cirúrgica não filtra o vírus, mas ajuda a impedir que essas gotículas se espalhem demais, contaminando pessoas e superfícies”, explica Abrahão.

Máscaras feitas em casa adiantam para alguma coisa?

Para proteção, máscaras feitas em casa são ainda menos eficientes do que as máscaras cirúrgicas para proteger contra o vírus, porque não usam o tecido adequado e não são descartáveis, afirma o virologista Abrahão.

“Você pode, se quiser, usar uma máscara feita em casa ou um cachecol, ele podem também ter o efeito de impedir que você toque na boca ou no nariz, mas depois de chegar em casa você tem jogar isso fora ou colocar imediatamente para lavar”, afirma ele.

“Se você usa o mesma máscara de tecido pra ir no mercado toda vez sem lavar, toca nela, ela pode ter o efeito contrário, de ficar contaminada e contaminar você”, afirma.

Em uma entrevista coletiva de quarta (24), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que “até mesmo máscaras feitas em residências” podem ser uma alternativa nesse momentos de crise.

Em uma pessoa doente, na falta de uma máscara cirúrgica, a máscara feita em casa pode ajudar a diminuir a disseminação das gotículas com o vírus, mas de forma menos eficiente que a máscara cirúrgica, explica Abrahão.

Mas o problema é que elas são de difícil esterilização. “Tem que jogar fora depois”, diz ele.

Máscaras cirúrgicas normalmente são descartáveis — você usa uma vez e joga fora.

As pessoas devem comprar máscaras?

A Organização Mundial de Saúde não recomenda que pessoas sem suspeita de coronavírus comprem máscaras.

“A orientação da OMS é que as pessoas usem máscaras se elas mesmas estiverem doentes, se tiverem sintomas respiratórios. E o motivo para isso é que elas evitem a transmissão para outra pessoa, não para evitar que elas mesmas se infectem”, afirmou Maria van Kerkhove, líder do programa de emergências da OMS.

Além de não oferecerem tanta proteção sozinhas — como explicado pelos especialistas e autoridades —, a corrida por essas máscaras fez com que houvesse falta delas para os profissionais de saúde.

“A melhor forma de prevenção é o isolamento e o distanciamento. Mas o profissional de saúde não tem essa opção, ele precisa chegar perto das pessoas, então precisa das máscaras (idealmente a N95) e dos outros equipamentos”, explica Abrahão.

Diversos hospitais públicos na região metropolitana de São Paulo já estão com diversos equipamentos de proteção em falta, e há relatos do mesmo acontecendo em outros lugares do Brasil.

Na entrevista coletiva de quarta (24), Gabbardo dos Reis, afirmou que o Ministério da Saúde vai “comprar toda a produção nacional de máscaras” para atender os hospitais, que “vai apreender todos os que tentaram exportar máscaras” e vai tentar comprar o máximo de máscaras que houver disponível no mundo.

Na terça (25), o Ministério da Saúde disse que já comprou 40 milhões de máscaras para serem distribuídas aos Estados e outras 240 milhões estão em processo de aquisição.

Em uma nota técnica sobre o coronavírus, o Ministério da Saúde disse também que “usar máscaras quando não indicado pode gerar custos desnecessários e criar uma falsa sensação de segurança que pode levar a negligenciar outras medidas como práticas de higiene das mãos”.

Alguns outros países estão comprando todos os estoques e também restringindo a compra de máscaras para pessoas física, já que o serviço de saúde pode fornecê-las para quem tem suspeita.

Na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou que o país vai requisitar “todos os estoques e a produção de máscaras de proteção” para distribuir para os profissionais de saúde e para os doentes.

Os casos

O primeiro registro do coronavírus no Brasil foi em 24 de fevereiro. Um empresário de 61 anos, que mora em São Paulo (SP), foi infectado após retornar de uma viagem, entre 9 e 21 de fevereiro, à região italiana da Lombardia, a mais afetada do país europeu que tem mais casos fora da China.

De acordo com o Ministério da Saúde, o empresário de 61 anos tinha sintomas como febre, tosse seca, dor de garganta e coriza. Parentes dele passaram a ser monitorados. Dias depois, exames apontaram que uma pessoa ligada ao paciente também estava com o novo coronavírus e transmitiu o vírus para uma terceira pessoa. Todos permaneceram em quarentena em suas casas, pelo período de, ao menos, 14 dias.

Após o primeiro caso, outros diversos registros passaram a ser feitos no Brasil. Muitos vieram de países com inúmeros casos do novo coronavírus, mas depois foram registrados casos de transmissão local e, por fim, comunitária.

Duas semanas depois, foi anunciado que o empresário de 61 anos está curado da doença provocada pelo novo coronavírus.

A principal recomendação de profissionais de saúde que acompanham o surto é simples, porém bastante eficiente: lavar as mãos com sabão após usar o banheiro, sempre que chegar em casa ou antes de manipular alimentos.

O ideal é esfregar as mãos por algo entre 15 e 20 segundos para garantir que os vírus e bactérias serão eliminados.

Se estiver em um ambiente público, por exemplo, ou com grande aglomeração, não toque a boca, o nariz ou olhos sem antes ter antes lavado as mãos ou pelo limpá-las com álcool. O vírus é transmitido por via aérea, mas também pelo contato.

Também é importante manter o ambiente limpo, higienizando com soluções desinfetantes as superfícies como, por exemplo, móveis e telefones celulares.

Para limpar o celular, pode-se usar uma solução com mais ou menos metade de água e metade de álcool, além de um pano limpo.

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1 mês de coronavírus no Brasil: compare a situação do país com China, Itália, EUA e Coreia do Sul no mesmo período da epidemia

Confirmação do primeiro caso da doença Covid-19 no Brasil completa um mês nesta quinta-feira (26). Tendência no exterior mostra que ritmo de contágio ocorre em momento posterior aos primeiros 30 dias.

Por Amanda Polato e Caue Muraro, G1

confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil completa um mês nesta quinta-feira (26). Desde aquele registro inicial, o país chegou a mais de 2,5 mil infectados e ultrapassou a marca de 60 mortos, de acordo com as secretarias estaduais de Saúde.

Veja, no vídeo acima, a evolução do 1º mês de coronavírus no Brasil.

primeiro óbito foi contabilizado em 17 de março. No dia anterior, Estados como Rio de Janeiro e São Paulo haviam adotado restrição de serviços e de circulação de pessoas para tentar conter a pandemia da Covid-19.

Tais medidas já tinham sido colocadas em prática – em maior ou menor grau – em outros países largamente afetados:

Em nenhum desses países, o pico de contágio ocorreu antes que se completasse um mês de coronavírus. Veja a tabela abaixo:

Evolução do coronavírus nos países

PaísInfectados após 1 mêsMortes após 1 mêsInfectados até 25/03Mortes até 25/03
China9.80221381.6613.285
Coreia do Sul10419.137126
Estados Unidos15065.7781.041
Itália1.6942974.3867.503
Brasil*2.555592.55559

Fonte: Univ. Johns Hopkins e OMS. *Os números divergem ligeiramente do Ministério da Saúde por conta dos horários de atualização

Os números de cada um mostram que, apesar de haver algumas variações de cenário, a tendência é que a “explosão” de infecções se verifique apenas em um período posterior aos primeiros 30 dias.

O infográfico abaixo mostra um comparativo dos 30 dias iniciais de coronavírus no Brasil com o período correspondente na China, Coreia do Sul, Estados Unidos e Itália.

Considerando esses quatro países, o Brasil perde apenas para a China no número de infectados um mês após o registro do primeiro caso.Os dados são da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que fornece registros a partir de 22 de janeiro.

Veja, abaixo, os marcos do primeiro mês de Covid-19 em cada país:

Evolução dos casos de Covid-19 nos primeiros 30 dias na China, na Itália, na Coreia do Sul, nos EUA e no Brasil — Foto: Arte/G1

Evolução dos casos de Covid-19 nos primeiros 30 dias na China, na Itália, na Coreia do Sul, nos EUA e no Brasil — Foto: Arte/G1

Pesquisadores que acompanham o surto de coronavírus pelo mundo fazem a ressalva de que o índice de casos confirmados nesses países depende da política de testes adotada em cada um deles – e também da quantidade de equipamentos à disposição.

Os estudiosos avaliam, no entanto, que os dados coletados permitem apontar uma tendência: o agravamento do surto de contaminação não se verificou em fase anterior ao trigésimo dia após a chegada do Sars-CoV-2 a esses locais.

China

Coreia do Sul

  • 20 de janeiro: registra o primeiro caso do novo coronavírus
  • Ainda no início do surto: governo sul-coreano começa a rastrear os possíveis focos de transmissão no país, com monitoramento de casos suspeitos; também estabelece quarentena para todas as pessoas que chegam de Wuhan, na China
  • Outras medidas: testes em massa da população; isolamento de infectados; rastreamento de suspeitos por imagens de videovigilância, cartão de crédito ou celular; envio de SMS à população da área perto de onde é confirmado um caso; incentivo a home office; limpeza e desinfecção de algumas das principais estações de metrô
  • 3 de fevereiro: mais de 300 escolas na Coreia do Sul adiam o retorno às aulas (apenas das áreas com casos confirmados de Covid-19)
  • 19 de fevereiro: autoridades identifica que o número de casos de Covid-19 explodiu porque uma pessoa infectada participou de um evento religioso. A cidade de Daegu entra em quarentena, afetando 2,5 milhões de pessoas
  • 20 de fevereiro: a Coreia do Sul completa 1 mês do primeiro registro do novo coronavírus e tem 104 casos confirmados de Covid-19 e uma morte, segundo a Universidade Johns Hopkins e a OMS. A taxa de mortalidade é de 0,9%

Estados Unidos

  • 22 de janeiro: país registra o primeiro caso do novo coronavírus
  • Primeiras semanas: os EUA mantiveram quarentena apenas para repatriados, como as pessoas retiradas de Wuhan, na China, e as saídas de um navio de cruzeiro do Japão
  • 22 de fevereiro: os Estados Unidos completam 1 mês do primeiro registro do novo coronavírus e tem 15 casos confirmados de Covid-19 nenhuma morte, segundo a Universidade Johns Hopkins e a OMS.

Itália

  • 31 de janeiro: país registra os dois primeiros casos; no mesmo dia, o governo suspende os voos com origem e destino da China
  • 21 de fevereiro: Itália confirma sua 1ª morte por Covid-19; país totaliza 17 casos da doença
  • 22 de fevereiro: governo declara toque de recolher na Lombardia, região que fica ao norte do país e é a mais afetada pelo surto; medida afeta 11 cidades e população em torno de 50 mil pessoas
  • 24 de fevereiro: primeiro-ministro Giuseppe Conte suspende decreto do governador da região de Marche que previa fechamento de escolas e proibia aglomerações; o premiê italiano argumentou que esse tipo de ação descentralizada “contribuía para gerar o caos”. Na mesma época, o governador da Lombardia decreta o fechamento de bares e restaurantes, medida também anulada pelo governo central de Roma
  • 1º de março: Itália completa 1 mês dos primeiros registros do novo coronavírus e tem 1.694 casos e 29 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins e a OMS. A taxa de mortalidade é de 2,6%

Foi apenas em 8 de março que a Itália decidiu isolar toda a região da Lombardia, responsável por parte importante da economia do país, em uma medida que afetou cerca de 16 milhões de pessoas. No dia seguinte, o isolamento foi estendido para todos os 60 milhões de habitantes do país, que naquele momento já registrava mais de 400 mortes pelo novo coronavírus.

Em 19 de março, o número de mortos na Itália ultrapassou o da China. Em 21 de março, os italianos tiveram pico de mortes, com 793 registros.

Brasil

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