Fraude de azeite está mais aprimorada e utiliza óleos de origem desconhecida, diz governo

Por Rikardy Tooge, G1 — São Paulo

Ministério da Agricultura prepara para novembro uma lista dos azeites proibidos para comercialização — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Ministério da Agricultura prepara para novembro uma lista dos azeites proibidos para comercialização — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A fraude de azeites no Brasil está mais especializada, com empresas utilizando óleos de origem desconhecida, o que pode ser um risco para o consumidor, alertam fiscais do Ministério da Agricultura.

Além disso, fábricas clandestinas dificultam a punição dos falsificadores. Assim, o governo também tem lançado mão da “punição solidária”, multando as lojas que vendem esses produtos adulterados. Foram pelo menos 30 em 1 ano.

No início deste mês, o governo retirou de circulação do Brasil 6 marcas que adulteraram o produto. A última vez que isso tinha ocorrido em escala nacional foi em 2017.

A identificação das empresas responsáveis pela falsificação foi possível por causa de uma operação policial em São Paulo, que fechou fábricas clandestinas de azeite, quase um mês antes.

Os auditores contam que, antes das fábricas clandestinas, era mais simples descobrir os falsificadores porque as empresas tinham CNPJ e endereços registrados.

“As empresas perceberam onde foram pegas e aprimoraram a fraude”, explica o coordenador de qualidade vegetal do ministério, Hugo Caruso.

“A fraude ficou criminosa. As empresas e importadoras estão em nomes de laranjas, e os registros são falsos. Desta forma, a nossa estratégia agora é atuar com as polícias e responsabilizar solidariamente o supermercado que vende o produto fraudado”, diz o fiscal agropecuário Cid Rozo.

Ao responsabilizar o comércio que vendeu o produto ilegal, os fiscais do governo irão destruir o produto falsificado, multar o estabelecimento e denunciá-lo ao Ministério Público.

O valor máximo da punição federal é de R$ 500 mil, dependendo do tipo de infração, a quantidade flagrada e o valor comercial do azeite. O comércio também pode sofrer punições por crimes ao consumidor, com multas ainda maiores (veja mais abaixo).

Os consumidores que desconfiam de uma marca de azeite podem fazer uma denúncia ao Ministério da Agricultura por meio do telefone 0800 704 1995.

O que é um azeite fraudado?

Segundo o Ministério da Agricultura, é considerado azeite de oliva “o produto obtido somente do fruto da oliveira, excluído todo e qualquer óleo obtido pelo uso de solvente, ou pela mistura com outros óleos, independentemente de suas proporções”. Ou seja, o uso de qualquer outro produto no azeite já se torna uma fraude.

“O que predominava eram empresas que importavam óleo lampante [impróprio para consumo, feito de olivas mofadas]. Eles misturavam, em média, de 5 a 10% de lampante com óleo de soja e vendiam como azeite”, conta Rozo.

“Agora, surgiram as fábricas clandestinas e sabe-se lá o que elas usam [no azeite falso]”, prossegue Cid Rozo.

A mudança no tipo fraude começou a ser percebida após 2017, quando uma operação conseguiu mapear empresas e importadoras envolvidas na adulteração do produto.

A Oliva, associação que representa o setor do azeite, afirma que o produto é um dos mais falsificados do mundo e que a forma de adulteração foi evoluindo com o aumento do rigor na fiscalização.

“As marcas que faziam fraude reportavam que era um produto brasileiro e agora reportam para empresas do exterior, já que sabem que o azeite é, em grande parte, importado”, afirma a presidente da Oliva, Rita Bassi.

Como é o teste para descobrir se o azeite é fraudado

Para descobrir se o azeite é falso ou não, o Ministério da Agricultura conta com um aparelho de infravermelho portátil que consegue fazer uma análise preliminar do produto dentro do supermercado.

Equipamento permite análise rápida sobre os azeites que estão sendo vendidos no supermercado — Foto: Ministério da Agricultura

Equipamento permite análise rápida sobre os azeites que estão sendo vendidos no supermercado — Foto: Ministério da Agricultura

Se a máquina indicar um possível desvio, a amostra é enviada para um dos dois laboratórios do governo, localizados em Goiás e Rio Grande do Sul. O teste envolve reagentes químicos, aparelhos de fotometria, cromatografia e espectrometria.

Nesta avaliação, são verificados todos os critérios que determinam um azeite.

Caso a análise de laboratório mostre que houve adulteração, o importador (em caso de produtos vindos do exterior) ou o responsável por embalar o produto no Brasil podem ser multados. Se os fiscais não encontrarem a empresa, o estabelecimento comercial que vendeu o produto é autuado.

Quando o produto é retirado do mercado

Para que o produto seja retirado do mercado, a investigação precisa comprovar que a fraude é contínua e envolve mais de um lote do produto. O ministério mobiliza fiscais de todo o país para que localizem o azeite suspeito em supermercados e os levem para análise.

Caso todas as amostras demonstrarem que houve falsificação, a comercialização da marca fica proibida.

Se nem todas as unidades do produto apontarem para uma fraude, a importadora ou embaladora do azeite deve retirar o lote com problema das lojas, fazendo um recall.

Comprei um azeite fraudado. O que eu faço?

Se o consumidor comprou um azeite que foi retirado de circulação pelo Ministério da Agricultura, ele pode pedir o reembolso diretamente para o estabelecimento onde fez a compra, apresentando nota fiscal e o produto sem violação.

O diretor de fiscalização do Procon-SP, Carlos César Marera, explica que, se a loja ou mercado negar a restituição, a instituição pode ser acionada para intermediar a devolução do dinheiro.

A reclamação em São Paulo pode ser feita no site da fundação. Já em outros estados, a recomendação é que procurem o Procon da região ou utilize o site consumidor.gov.br.

“Se os mercados ainda estiverem vendendo, estarão agindo contra a lei. Com a denúncia do consumidor, nós vamos averiguar e o local pode ser multado”, diz Marera.

No caso do estado de São Paulo, a multa para quem vender um azeite proibido pode variar entre R$ 665,42 a R$ 9,96 milhões, dependendo da receita do comércio.

O Procon pede que os consumidores façam denúncias sobre estabelecimentos que estejam vendendo o produto proibido.

Como evitar um azeite adulterado

Segundo Caruso, do Ministério da Agricultura, ajudar o consumidor a evitar uma fraude é o grande desafio do momento. Mas, a pedido do G1, ministério e produtores deram algumas dicas para evitar comprar um azeite fraudado.

  • Preços: a dica principal, de acordo com eles, é verificar os preços. Azeites com valores menores que a média são um sinal de alerta para o consumidor.
  • Marcas conhecidas: a associação Oliva recomenda que, para quem não tem tanto conhecimento sobre o produto, procure por marcas já conhecidas e que opte por garrafas com vidro escuro, já que esse tipo de embalagem protege melhor as propriedades do azeite.
  • Análises de paladar e olfato: essa técnica pode ter pouca efetividade, pois, dependendo do óleo misturado, fica impossível atestar que o que está na garrafa é 100% azeite. Outro entrave é que o consumidor precisa ter um paladar muito apurado.

“É possível detectar pelo paladar um gosto rançoso, que remete a falta de higiene ou armazenagem inadequada, mas esse é um método que ainda está começando no Brasil”, explica Rita.

Para ajudar o consumidor, o Ministério da Agricultura está preparando para novembro deste ano uma lista das marcas de azeite que foram retiradas do mercado.

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Câncer aumenta entre população de 20 e 49 anos, diz estudo

NE10 INTERIOR

O aumento dos casos de câncer na população entre 20 e 49 anos, de 1997 a 2016 chamou a atenção de especialistas. Nesse período, a incidência por ano do câncer da glândula tireóide registrou uma elevação de 8,8%, o de próstata 5,2% e o de cólon e reto 3,4%. Os dados fazem parte do estudo elaborado pelo Observatório de Oncologia, que teve como tema Câncer antes dos 50: como os dados podem ajudar nas políticas de prevenção. 

O trabalho foi apresentado nesta quarta-feira (17), durante o Fórum Big Data em Oncologia, que ocorreu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O encontro foi organizado pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC).

De acordo com o estudo, houve aumento ainda na mortalidade por alguns tipos da doença. O maior percentual foi de câncer no corpo do útero, que subiu 4,2% por ano; seguido por cólon e reto com 3,2%, mama 2,5%, cavidade oral 1,2% e colo de útero 1%. 

A líder do TJCC e presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Merula Steagall, disse que após pesquisas da Sociedade Americana de Câncer, divulgadas em fevereiro, nos Estados Unidos, identificando a ligação entre obesidade e o aumento nos casos de câncer em indivíduos mais jovens, especialistas do Observatório de Oncologia, que pertence ao TJCC, se dedicaram ao estudo para verificar o que ocorria no Brasil e analisaram dados gerados no setor de Saúde. Foram analisados dados do DATASUS e do Inca. 

O resultado, além de um alerta, vai servir para indicar tipos de políticas que podem ser adotadas pelos gestores e impedir que a tendência tenha um crescimento maior. 

“Os que aumentaram na incidência e na mortalidade eram cânceres relacionados ao tipo de vida. A gente está pressupondo que álcool, tabaco, alimentação não saudável e falta de prática de exercício podem estar refletindo no aumento de incidência”, detalhou Merula Steagall. 

A pesquisadora ainda diz acreditar que o aumento da mortalidade se deu porque as pessoas procuram o tratamento em estágio avançado da doença. ”Como se espera que o câncer é uma doença depois dos 50 anos mais predominantemente, porque as células estão mais envelhecidas e começa uma produção irregular que acarreta no câncer, a pessoa entre 20 e 50 não está atenta para isso. O sistema não facilita o fluxo para ir rápido para um diagnóstico”.

Demora

No encontro, os especialistas destacaram dois fatores que contribuem para esses números: a falta de acesso a informações e aos tratamentos. “Esse fator da demora de acesso a um especialista e a um centro adequado também acarreta na mortalidade e a pessoa perde o controle da doença”, contou.

Merula acrescentou que em termos de tecnologia, nesses 20 anos, houve avanços, então, para o especialista é triste verificar que o progresso científico não teve impacto na vida das pessoas. “Não teve resultado para muitos tipos de cânceres. Dos 19 analisados, 10 aumentaram a mortalidade”, observou, destacando a importância da mídia no alerta e na divulgação da vida saudável. 

“Você tem que planejar a sua terceira idade enquanto é jovem. Só que as pessoas jovens acham que a mortalidade para elas está distante. Falo isso como uma pessoa com doença genética e como a morte estava sempre próxima sempre me cuidei, me tratei, procurei fazer esportes e tive alimentação saudável. É importante alertar porque precisamos planejar o nosso envelhecimento.”

Diagnóstico

A médica mastologista, Alice Francisco, teve uma experiência própria com diagnóstico precoce. Ao fazer um exame de rotina para verificar um histórico familiar de hipotireoidismo ficou constatado, mesmo sem ter sintomas, que tinha câncer na tireóide. A avaliação foi há 12 anos, o tratamento foi feito, o tumor sumiu, mas dois anos depois voltou. “Precisei fazer novamente o tratamento. Foi uma coisa bem inesperada para a situação do meu diagnóstico naquele momento”, revelou.

Alice completou que foi muito importante ter o diagnóstico precoce e que pôde ver o quanto é relevante o impacto nos resultados dos tratamentos. A médica reforçou a necessidade de ter bons hábitos alimentares e físicos. “Para mim, isso foi muito importante e adaptar ao meu dia a dia. Hoje eu repercuto muito isso como profissional de saúde e estudo tudo. Uma das minhas linhas de estudo é a atividade física, então, mudou muito a minha forma de ser profissional depois de ter passado por isso”, indicou.

Parceria

Segundo a presidente da Abrale, o objetivo da entidade é trabalhar junto com o Ministério da Saúde para a definição, entre outras medidas, de maior divulgação de informações sobre o que é a doença, como pode ser diagnosticada e quais são os fatores de risco. 

No encontro, foi apontada a diferença de acesso das informações e à disponibilidade de tratamento entre as regiões do país, com maior dificuldade no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste. O diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS), Jacson de Barros, que participou dos debates, reconheceu que é preciso qualificar mais as equipes de atendimento, que podem apresentar um diagnóstico precoce, facilitar o tratamento e em muitos casos evitar a morte do paciente. Para ele, isso pode também reduzir as sub-notificações. “A gente quer mudar a forma de disponibilizar os dados do DATASUS para que todo mundo consiga além do acesso, poder fazer estudos longitudinais, acompanhar o desfecho. A ideia é aprimorar todo esse sistema”, disse.

O diretor afirmou que falta infraestrutura para permitir o registro adequado da informação. Um estudo do ano passado dos hospitais que têm mais de 50 leitos mostra que mais da metade não tem prontuário eletrônico, ou seja, faz o básico quando o paciente entrou, se precisou ficar internado e quantos dias permaneceu na unidade, mas não é feita uma análise clínica. “Mesmo assim, com as informações que a gente tem ainda dá para sair muito suco de laranja, mesmo não tendo as informações clínicas”, afirmou.

Para resolver o problema das regiões onde há carência de acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento, o diretor disse que o Ministério da Saúde está fazendo um mapeamento para adequar o primeiro atendimento a fazer o registro adequado. “Será um mapeamento baseado na classificação do IBGE, e para cada região vamos subsidiar soluções para investimento de infraestrutura na ponta e para melhor atender e registrar”, disse.

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Brasil confirma 426 casos de sarampo em 2019; números disparam em SP

Por G1

Vacina do sarampo está disponível de graça pelo SUS — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Vacina do sarampo está disponível de graça pelo SUS — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Ministério da Saúde confirmou 426 casos de sarampo em sete estados do Brasil. O novo boletim foi divulgado nesta quarta-feira (17). Outros 810 casos estão em investigação e 986 já foram descartados. São Paulo lidera o ranking com o maior número de infecções: representa 82% de todos os registros do país.

Os números da doença dispararam no estado de São Paulo. Desde o dia 7 de junho, quando havia 51 casos confirmados, ocorreu uma alta de 586%: o número passou para 350. A capital concentra a maior parte das infecções, com 273 pessoas. Em segundo lugar está Santos, com 21 registros.Casos de sarampo nas cidades do estado de São Paulo.

No caso do estado de SP, a incidência é maior em crianças com menos de 1 ano: 4,7 por 100 mil habitantes. Isso acontece porque a vacina não é recomendada para essa faixa etária – pais e mães precisam conversar com o pediatra e ver a melhor solução para proteger o bebê.

Por isso, a campanha de imunização do governo paulista está direcionada para o grupo de 15 a 29 anos. Esse público é o segundo mais afetado, mas que poderia estar protegido com a vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde.

Casos confirmados e taxa de incidência por faixa etária em São Paulo

Faixa etáriaNúmero de casos%Incidência/100 mil hab.
< 1 ano298,34,7
1 a 4 anos35101,6
5 a 9 anos205,70,7
10 a 14 anos2880,9
15 a 19 anos4312,31,3
20 a 29 anos11031,41,6
30 a 39 anos5916,90,8
40 a 49 anos185,10,3
> 50 anos82,30,1
TOTAL3501000,8

Fonte: Ministério da Saúde

Outros estados

Juntos, os outros seis estados brasileiros representam 18% dos casos do país. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará também estão com surto ativo para a doença – quando o número de casos é registrado numa velocidade maior que a média da região.

O Rio recebeu 61 notificações (suspeitas da doença), mas confirmou 11 (2,6%). Foram descartados 32, mas 18 seguem sendo investigados. Paraty foi a cidade que mais pessoas foram infectadas: foram 11, desde o início do ano. A capital teve apenas um registro.

O Pará teve 53 casos confirmados, sendo que foi notificado de 144 suspeitas. A capital, Belém, não apresentou infecções. Ainda falta investigar outros seis casos, sendo que 85 já foram descartados. A maior taxa de incidência também está entre as pessoas de 15 a 29 anos.

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Caruaru recebe ação para testagem de infecções sexualmente transmissíveis

Por G1 Caruaru

O ônibus do projeto Prevenção para [email protected] chega à cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, nesta sexta-feira (12), levando testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C para a população. A ação será das 9h às 15h na Praça do Marco Zero, com capacidade para acolher 100 pessoas.

O projeto Prevenção para [email protected] é uma ação da SES-PE em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O atendimento dura, em média, 30 minutos, tempo para fazer a testagem e para o aconselhamento sobre práticas sexuais saudáveis. Em caso positivo, o paciente é encaminhado para a rede de assistência. Importante ressaltar que todo o processo garante o sigilo do atendimento. No local, ainda serão entregues camisinhas e sachês de gel lubrificante.

Além da testagem rápida das infecções sexualmente transmissíveis, a SES-PE fará uma Jornada de Hepatites Virais em todos os municípios visitados. O objetivo é capacitar os profissionais da Atenção Primária sobre o manejo clínico do paciente com hepatite, além de oficina sobre aconselhamento. A Jornada já faz parte da celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites, em 28 de julho.

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Ministério da Saúde busca soluções para manter médicos cubanos atuando no Brasil

Por G1

Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (10) que está buscando soluções para manter os médicos cubanos trabalhando no Brasil. De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, o governo deverá editar uma medida provisória para alterar o programa Mais Médicos em agosto deste ano.

Ainda segundo o jornal, estima-se que 2 mil dos 8 mil profissionais cubanos que vieram ao Brasil para atuar no programa tenham permanecido após o final do acordo entre os governos e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O ministério informou ao G1 que “trabalha na elaboração de um novo programa para ampliar a atenção primária”. Disse, ainda, que está discutindo “alternativas para o exercício profissional” dos médicos de Cuba.

Saída de Cuba

Em novembro de 2018, o governo de Cuba decidiu sair do programa Mais Médicos. Na época, o país citou “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil. O país caribenho enviou profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde desde o ano de 2013, quando o governo da então presidente Dilma Rousseff criou o programa para atender regiões carentes sem cobertura médica.

Há um ano, em agosto, ainda em campanha, Bolsonaro declarou que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil com base no exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida. A promessa também estava em seu plano de governo.

Fora do Mais Médicos, os formados no exterior não podem atuar na medicina brasileira sem a aprovação no Revalida. Mas no caso do programa federal, todos os estrangeiros participantes têm autorização de atuar no Brasil mesmo sem ter se submetido ao exame.

“Qualquer estrangeiro vindo trabalhar aqui na área de medicina tem que aplicar o Revalida. Se você for para qualquer país do mundo, também. Nós não podemos botar gente de Cuba aqui sem o mínimo de comprovação de que eles realmente saibam o exercício da profissão. Você não pode, só porque o pobre que é atendido por eles, botar pessoas que talvez não tenham qualificação para tal”, disse o presidente Jair Bolsonaro, ainda em campanha.

Priorizar brasileiros

Em fevereiro de 2019, o já ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta,disse que iria aumentar o rigor para a liberação de vagas e que iria priorizar o “Brasil profundo”.

O ministro disse que apenas cidades em situação realmente crítica e sem condições de pagar os seus profissionais deveriam receber o subsídio do governo por meio do programa. Segundo Mandetta, as mais de 8 mil vagas deixadas em aberto após a saída dos profissionais de Cuba teriam sido preenchidas por brasileiros. Por isso, não haveria outra etapa do edital para médicos estrangeiros.

“Ainda é um programa criado naquela antiga lei. Ele [Mais Médicos] é feito para cidades que não tinham médicos. Aí foram aumentando pelo uso político. Você tinha casos como Brasília, que é a capital do país, que tinha médicos cubanos mesmo sem ter qualquer foco do programa original. O programa original foi criado para o Brasil real, para o Brasil profundo”, explicou.

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Brasil pode poupar R$ 144 milhões ao ano em remédios com acordo entre Mercosul e UE, diz entidade


Por Agência EFE

Brasil importa R$ 3,6 bilhões em remédios da Europa, segundo a Interfarma — Foto: Divulgação

Brasil importa R$ 3,6 bilhões em remédios da Europa, segundo a Interfarma — Foto: Divulgação

acordo de livre-comércio que o Mercosul e a União Europeia (UE)assinaram no final de junho poderá significar para o Brasil uma economia anual de R$ 144 milhões na importação de remédios, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

“O Brasil importa R$ 3,6 bilhões em remédios da Europa. Pela metade, paga uma alíquota de importação de 8% e, com sua redução a zero, o país poderia economizar R$ 144 milhões”, explicou à Agência Efe a Interfarma.

A UE e o Mercosul fecharam no dia 28 de junho em Bruxelas um acordo de livre-comércio que começou a ser negociado em 1999, e que abrange um mercado de 780 milhões de consumidores.

“Com o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, é esperada uma redução significativa dos tributos vinculados ao comércio de diversos setores industriais. E no segmento farmacêutico, já existem tecnologias importadas pelo Brasil que chegam da Europa com impostos reduzidos”, apontou a patronal.

Esses remédios, acrescentou a Interfarma, “são os mais recentes, e não existe no país uma inovação similar e, neste caso, o impacto tende a ser pequeno, pois as alíquotas de importação já estão próximas de zero”.

Em contrapartida, “nos segmentos de mais concorrência do mercado, nos quais se enquadram as tecnologias maduras, existe uma proteção tributária mais significativa no país”.

Nesse sentido, a Interfarma explicou que são remédios “com alíquota de importação superiores a 4% e que, sem essa proteção, os laboratórios serão forçados a encontrar soluções para lidar com um ambiente mais competitivo”.

“Vale destacar que essa concorrência, como acontece em qualquer setor da economia, tende a favorecer o paciente com o aumento da oferta. Além disso, a redução dos tributos deve acontecer gradualmente durante 10 anos, o que dá ao mercado um período de adaptação”, acrescentou a associação.

Alíquotas elevadas

Atualmente, as alíquotas referentes à importação de produtos das UE são elevadas, com uma taxa média de 5,27%, enquanto a média mundial sem incluir a UE é de 4,66%.

O acordo de livre-comércio entre Mercosul e UE também pode aumentar o PIB do Brasil em U$ 87,5 bilhões em 15 anos, de acordo com as projeções do Ministério da Economia.

A UE é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul e o principal no segmento de investimentos. No entanto, o bloco sul-americano é o oitavo maior parceiro comercial extrarregional do bloco europeu.

Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, as trocas comerciais birregionais superaram os US$ 90 bilhões em 2018. Em 2017, os investimentos da UE no Mercosul somaram US$ 433 bilhões.

O Brasil, por sua vez, realizou transações comerciais com a UE em 2018 no valor de US$ 76 bilhões, com um superavit de US$ 7 bilhões.

Já valor das exportações ao bloco europeu chegou aos US$ 42 bilhões, 18% do total das vendas do país ao exterior.

Para entrar em vigor, o acordo assinado deverá ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos.

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Mais Médicos abre vagas em áreas vulneráveis com foco em brasileiros formados no exterior

Por G1

O Ministério da Saúde abriu mais um prazo para preencher as vagas remanescentes no Mais Médicos. Agora, a inscrição é para brasileiros formados no exterior. Ao todo são 600 vagas em áreas com alto risco de vulnerabilidade. O prazo acaba nesta quarta-feira (10).

Os interessados em ocupar as vagas devem se inscrever no site do programa http://maismedicos.gov.br.

Esta é a segunda fase do edital publicado em maio deste ano. A primeira fase teve 2.149 vagas para médicos formados no Brasil. Destas, 1.549 vagas foram ocupadas. Segundo o governo, 1.516 novos profissionais já estão atuando em mais de 800 cidades. As 600 vagas remanescentes foram abertas para médicos brasileiros formados no exterior.

Os interessados nesta etapa do programa devem começar a atender a população entre os dias 16 de agosto e 25 de setembro.

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Ministério da Agricultura proíbe venda de 6 marcas de azeite fraudados

Por G1

O Ministério da Agricultura proibiu a venda de seis marcas de azeite de oliva considerados fraudados e impróprios para o consumo humano.

Os rótulos Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D’Oro, Évora, Costanera e Olivais do Porto devem ser recolhidos do mercado até esta segunda-feira (8).

As redes de supermercado e atacado onde esses azeites foram encontrados foram intimadas as informar os estoques existentes. As que forem flagradas vendendo os produtos após advertência poderão sofrer multa de R$ 5 mil por ocorrência, mais 400% sobre o valor comercial dos produtos.

Os distribuidores responsáveis pelas marcas são Rhaiza do Brasil Ltda, Mundial Distribuidora e Comercial Quinta da Serra Ltda. O G1 não conseguiu contato com nenhuma das empresas até a publicação desta reportagem.

As marcas fraudadas foram identificadas depois que uma fábrica clandestina em Guarulhos, São Paulo, foi descoberta em uma operação realizada pela polícia em 12 de maio. Lá, foram encontradas garrafas das marcas Costanera e Olivais do Porto. Os azeites eram compostos de uma mistura de óleos, sem a presença de azeite de oliva.

Após a descoberta da fábrica, o Ministério da Agricultura realizou uma força-tarefa em Curitiba e São Paulo, na qual foram testadas 54 marcas de azeite em grandes redes de varejo. Para comprovar a fraude, foi utilizado um equipamento que emite raios infravermelhos, capazes de fazer a leitura dos ácidos graxos que compõem o produto instantaneamente. Amostras também passaram por um aparelho que detecta óleos refinados e misturas, mesmo que em níveis muito baixos.

Foram analisadas 19 amostras do Oliveiras do Conde; 8 do Quinta Lusitana e 2 da marca Évora.

A fiscalização encontrou os azeites fraudados no comércio de oito estados, desde Alagoas até Santa Catarina.

Desconfie do preço

O Ministério da Agricultura alerta que o consumidor deve desconfiar de azeites muito baratos. Os produtos fraudados custam, em média, entre R$ 7 e R$ 10, enquanto o verdadeiro azeite tem preço a partir de R$ 17.

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Hospital Universitário Oswaldo Cruz esvazia andar inteiro e fecha 32 leitos

Por Wagner Sarmento, TV Globo

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, no Centro do Recife, esvaziou um andar inteiro do Pavilhão Ovídio Montenegro (POM). A medida, tomada no dia 30 de junho, provocou o fechamento de 32 leitos. O governo justificou que os setores passam por uma reforma.

(Correção: o G1 errou ao informar que o hospital havia esvaziado um pavilhão inteiro. O Huoc esvaziou um andar do pavilhão e fechou 32 leitos. O erro foi corrigido às 16h16.)

Foram fechados 16 leitos do Departamento de Doenças Infecto Parasitárias (DIP) e 16 no setor de hepatologia. No DIP, ficaram internados, no mês passado, os pacientes diagnosticados com doença de Chagas, no maior surto da forma aguda registrado em Pernambuco. Ao todo, 31 pessoas foram tratadas, sendo 15 encaminhadas ao Huoc e sete internadas nessa ala.

O Huoc é classificado pelo Ministério da Saúde como referência no atendimento de doenças infecciosas e parasitárias como dengue, tétano, raiva, doença de Chagas e influenza. O hospital também é especializado no atendimento de dengue hemorrágica, leptospirose grave, malária grave, gripe aviária e hepatites.

Uma servidora que pediu para não ser identificada disse que médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuavam no setor foram pegos de surpresa com a notícia.

“A gente soube de uma hora para outra. Todo mundo foi relocado para outros setores. A gente fica sem entender porque, sobretudo na área do DIP, o hospital é referência em doenças infecciosas. E aí de repente perde metade dos leitos?”, questiona.

Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) fica no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) fica no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens gravadas pela TV Globo no Pavilhão Ovídio Montenegro mostram o primeiro andar do prédio complemente vazio. E as salas com os leitos desocupados, numa cena que contrasta com a superlotação recorrente nas unidades públicas de saúde.

Justificativas

Em nota, a gestão executiva do Hospital Universitário Oswaldo Cruz informou que o andar está fechado para reforma desde 1º de julho.

“Todos os leitos foram transferidos para outros andares e estão em pleno funcionamento. Esse é um processo que todo hospital passa para reformar os seus ambientes”, afirmou.

De acordo com a direção do Huoc, o serviço deve durar 30 dias. “Durante esse período, haverá reforma física para melhorias no setor”, afirma.

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Pernambuco registra primeira morte por dengue em 2019

Por G1 PE

Pernambuco registrou a primeira morte por dengue em 2019. A vítima foi uma adolescente de 12 anos que morava no bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife, e morreu devido à doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti no dia 28 de abril, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

A morte da jovem ocorreu em um hospital particular na capital pernambucana, onde estava internada com dengue tipo 1. A adolescente começou a apresentar febre, vômitos e manchas vermelhas pelo corpo no dia 24 de abril, de acordo com a prefeitura do Recife.

No primeiro semestre de 2019, o Recife teve um aumento de 14% das notificações de dengue e uma diminuição de 24,6% dos casos confirmados da doença em comparação ao mesmo período de 2018.

“A secretaria reforça o pedido para que a população adote as medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti, assim como pede que mantenham as portas de suas casas abertas para os agentes de saúde ambiental e controle de endemias”, afirma a prefeitura em nota.

Controle do mosquito

Entre as estratégias adotadas no Recife para controle do mosquito Aedes aegypti, está a utilização das estações disseminadoras de larvicidas desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia. Elas são armadilhas em que os próprios mosquitos espalham o larvicida nos criadouros.

Ainda segundo a prefeitura, outras ações desenvolvidas na cidade são as cerca de três mil ovitrampas instaladas em 50 bairros; e as brigadas contra o Aedes aegypti, que treinam os moradores para engajá-los na identificação e eliminação de focos.

Existe, ainda, o Centro de Mosquitos Estéreis, que busca conter a reprodução do mosquito transmissor da dengue esterilizando os machos e liberando-os no meio ambiente.

Arboviroses no estado

O número de casos suspeitos de arboviroses aumentou mais de 100% no estado no primeiro semestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018.

A quantidade de notificações de zika subiu 197,8%, os registros de dengue cresceram 123,1% e os de chikungunya aumentaram 115,9%, segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde na quarta-feira (3).

Os dados registrados se referem ao período entre os dias 30 de dezembro de 2018 e 29 de junho de 2019. Ainda segundo o documento, foram notificadas em Pernambuco 56 mortes por arboviroses nos seis primeiros meses de 2019. No mesmo período do ano passado, houve registro de 52 óbitos, o que equivale a um aumento de 7,6%.

No primeiro semestre de 2019, foram registrados 32.952 casos suspeitos de dengue. No mesmo período no ano passado, o governo notificou 14.771 ocorrências.

A quantidade de casos de dengue confirmados chegou a 6.901 neste ano e foram descartadas 7.452 suspeitas. A secretaria também não repassou dados sobre as confirmações do mesmo período do ano passado.

Com relação à zika, houve registro de 2.195 casos suspeitos, sendo 43 confirmados e 1.118 notificações descartadas, no primeiro semestre de 2019. No comparativo com 2018, foram 737 registros da doença. Os dados sobre as confirmações de zika nos seis primeiros meses de 2019 não foram divulgados pela secretaria.

As notificações de chikungunya, segundo o boletim, chegaram a 4.407 nos seis primeiros meses de 2019, quando foram confirmados 191 casos e descartados 2.089. Em igual período no ano passado, a secretaria notificou 2.041 suspeitas. Os dados sobre confirmações da doença em 2018 não foram disponibilizados pelo governo estadual.

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