Pessoas passam cada vez mais tempo sozinhas e isso afeta comportamento social, diz estudo

Por G1

Cada vez mais as pessoas passam muito tempo sozinhas e isso está causando um impacto no comportamento social, de acordo com um estudo científico da Universidade Israelense de Bar Ilan, divulgado pela agência Efe.

Esse fenômeno pode afetar especialmente as pessoas com pouca estabilidade emocional.

“Na sociedade de hoje, pesquisas mostram que as pessoas passam entre um terço e metade do tempo sozinhas por dia”, informou a universidade em comunicado.

O estudo, baseado em testes realizados com 700 pessoas, revela que algumas pessoas que passam muito tempo sozinhas sentem-se negligenciadas pelo seu entorno social. Assim, elas se sentem mal e são induzidas a pensar que só podem confiar em si mesmas, o que leva a um comportamento cada vez mais egocêntrico e egoísta.

Isso dificulta a capacidade de reintegração em atividades sociais e aumenta as chances de essas pessoas serem rejeitadas.

Segundo os pesquisadores, a tendência é um fenômeno cultural crescente que pode ter um impacto prejudicial e aumentar o problema da alienação social.

“Quando se sentem sozinhos, esses indivíduos experimentam uma capacidade reduzida de confiar nos outros, o que aumenta seu nível de desconfiança em relação ao mundo social”, argumenta Liad Uziel, médica do Departamento de Psicologia da Universidade de Bar Ilán e co-autora do estudo

Para reverter essa situação, apontam os pesquisadores, é importante reconhecer a dinâmica entre a necessidade de se relacionar socialmente e a experiência de estar sozinho entre aqueles com um equilíbrio emocional bastante baixo, o que pode ajudar a criar mecanismos para melhorar seu bem-estar pessoal.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

‘Epidemia esquecida’: pneumonia mata uma criança de até 5 anos a cada 39 segundos

Por RFI

A pneumonia é uma “epidemia esquecida”, alerta a Unicef, a agência da ONU para a Infância, e outras cinco organizações, incluindo a ONG Save the Children, em comunicado divulgado nesta terça-feira (12). Em 2018, a doença respiratória matou uma criança de menos de 5 anos a cada 39 segundos, informa o texto.

Ao todo, mais de 800 mil crianças dessa faixa etária morreram no ano passado, vítimas da infecção.

“A maioria das mortes afeta crianças de menos de dois anos, sendo que 153 mil delas faleceram em seu primeiro mês de vida”, indicam as organizações.

O comunicado faz um apelo por uma “ação mundial” contra a pneumonia.

Infecção respiratória aguda

A infecção respiratória aguda, que afeta os pulmões, pode ser provocada por bactérias, vírus ou fungos microscópicos. Em caso de pneumonia, os alvéolos pulmonares ficam cheios de pus e líquido, o que torna a respiração dolorosa e limita a absorção de oxigênio. Existe vacina contra a pneumonia bacteriana. Os médicos lembram que se a doença for diagnosticada e tratada de forma adequada, dificilmente acontece um agravamento do quadro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é responsável por 15% do total de falecimentos de crianças de menos de cinco anos no planeta. A doença mata mais do que a Aids, a malária e o sarampo juntos.

“É uma epidemia mundial que precisa de uma resposta internacional urgente. Milhões de crianças morrem por falta de vacinas, de antibióticos e de tratamentos de oxigênio”, disse Kevin Watkins, da Save the Children.

Mais da metade das mortes de crianças provocadas pela pneumonia se concentram em cinco países: Nigéria (162 mil), Índia (127 mil), Paquistão (58 mil), República Democrática do Congo (40 mil) e Etiópia (32 mil).

No Brasil, a pneumonia é a doença infeciosa que mais mata. Em 2015, a taxa de mortalidade verificada no país em crianças menores de 5 anos era de 1,5 por 1 mil nascimentos.

Um fórum mundial sobre a pneumonia infantil será realizado em janeiro de 2020, em Barcelona (Espanha).

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Pesquisa da Unicamp testa vírus da zika contra câncer de próstata e aponta redução de tumores

Por EPTV 1

Uma pesquisa da Unicamp testou a utilização do vírus da zika para tratamento do câncer de próstata. Segundo os cientistas, o vírus aplicado foi o inativo e as células tumorais tiveram uma inibição de crescimento de até 50%. Agora, o próximo passo é continuar os estudos em camundongos e humanos.

A pesquisa, publicada em uma revista internacional, foi a primeira a utilizar o vírus da zika, que, segundo apontam cientistas, tem relação direta com a microcefalia, no aparelho reprodutor.

O mesmo laboratório da Unicamp já tinha feito a experiência no tratamento de tumores no cérebro e também registrou diminuição da doença.

“Todas as coisas envolvendo sistema biológico e natureza têm seu ladro destrutivo, mas também têm o lado benéfico. O que a gente encontrou? Justamente uma aplicação do lado benéfico disso para o câncer de próstata”, disse o pesquisador Rodrigo Catarino.

Segundo outra pesquisadora da Unicamp responsável pelo estudo, como o vírus usado foi o inativo, ele funcionou da mesma maneira que uma vacina.

“Ao expor as células de câncer de próstata ao zika inativado, nós chegamos a uma redução dessas células tumorais”, explicou Jeany Delafiori.

O câncer de próstata é o segundo que mais mata homens no Brasil, com média de 14 mil óbitos por ano. Segundo especialistas, a melhor forma de prevenção é fazer exames de ultrassom e toque a partir dos 45 anos, além de ter hábitos de alimentação saudáveis e praticar atividades físicas.

Pesquisa da Unicamp utilizou vírus da zika no tratamento do câncer de próstata — Foto: Reprodução/EPTV

Pesquisa da Unicamp utilizou vírus da zika no tratamento do câncer de próstata — Foto: Reprodução/EPTV

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Como a gentileza no dia a dia pode fazer você viver mais e servir de antídoto à polarização


Por BBC

O que a gentileza pode fazer por você? Talvez lhe dê um conforto ou sensação de bem-estar? Embora isso possa ser verdade, cientistas de um novo centro de pesquisa dizem que a gentileza pode fazer muito mais: é capaz de prolongar sua vida.

“Nossa observação parte do ponto de vista científico. Estamos falando da psicologia, da biologia e das interações sociais positivas”, diz Daniel Fessler, diretor do instituto Bedari Kindness da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos.

A noção de gentileza chegou às manchetes recentemente. Foi uma parte essencial do elogio do ex-presidente americano Barack Obama ao veterano parlamentar democrata Elijah Cummings, após sua morte no mês passado.

“Ser um homem forte inclui ser gentil. Não há nada de fraqueza na bondade e na compaixão. Não há nada de fraqueza em cuidar dos outros. Você não é um otário por ter integridade e tratar os outros com respeito”, disse Obama.

A comediante e apresentadora Ellen DeGeneres falou sobre gentileza ao tratar de sua amizade com o ex-presidente americano George W. Bush: “Quando digo: ‘Sejam gentis uns com os outros’, não quero dizer com apenas as pessoas que pensam da mesma maneira que você. Quero dizer: ‘Sejam gentis com todos’.”

Então, no Dia Mundial da Gentileza, 13 de novembro, examinamos o que realmente significa ser gentil — e perguntamos: por que isso é importante?

‘Vivemos em uma época nada gentil’

Isso pode ser uma questão de vida ou morte, dizem especialistas do instituto Bedari Kindness. Em seu trabalho, Fessler analisou como as pessoas podem ser motivadas a serem gentis, simplesmente testemunhando atos de bondade e descobrindo quem é afetado por essa “gentileza contagiosa”.

“Acho justo dizer que vivemos em uma época nada gentil. Tanto nos Estados Unidos quanto no mundo, estamos vendo um crescente conflito entre indivíduos que têm visões políticas diferentes ou seguem religiões diferentes.”

A gentileza beneficia 'o sistema imunológico e a pressão sanguínea e ajuda as pessoas a viver mais e melhor', diz a médica Kelli Harding — Foto: BBC/Getty Images

A gentileza beneficia ‘o sistema imunológico e a pressão sanguínea e ajuda as pessoas a viver mais e melhor’, diz a médica Kelli Harding — Foto: BBC/Getty Images

A gentileza, diz ele, são “os pensamentos, sentimentos e crenças associados a ações que pretendem beneficiar os outros, em que beneficiar os outros é um fim em si mesmo, não um meio para um fim”. E a falta de gentileza reflete, por outro lado, “uma falta de valorização do bem-estar dos outros”.

É algo familiar para quem já foi alvo de ataques nas redes sociais. Embora isso não seja “uma novidade”, Fessler diz que “as pessoas ficam mais propensas a serem agressivas e menos propensas a valorizar as preocupações e o bem-estar de outras pessoas quanto mais anônimas elas estão”.

O instituto que ele dirige foi fundado graças a uma doação de US$ 20 milhões (R$ 83,4 milhões) da Fundação Bedari, criada pelas filantropos Jennifer e Matthew Harris. Harris diz que são necessárias pesquisas “para entender por que a gentileza pode ser tão escassa neste mundo moderno” e para “superar a divisão entre ciência e espiritualidade”.

Alguns dos projetos do instituto incluem examinar antropologicamente como a bondade se espalha entre as pessoas, analisar sociologicamente como aqueles que se comportam mal podem ser persuadidos a serem gentis e pesquisar pelo viés da psicologia como a gentileza pode melhorar o humor e reduzir os sintomas de depressão.

Também oferece treinamento sobre atenção plena a alunos e comunidades carentes de Los Angeles.

Fessler diz que já sabemos como o estresse pode ser ruim, quando nos paralisa em uma situação desafiadora, em oposição ao estresse “bom” de atividades desafiadoras, mas satisfatórias, como a escalada.

“Viver com pessoas que o tratam, na melhor das hipóteses, com desrespeito ou falta de preocupação e, na pior das hipóteses, com hostilidade aberta, é ruim para você. Encurta sua vida, literalmente”, diz ele.

“Por outro lado, receber gentileza e bondade dos outros é a antítese da situação de estresse tóxico. E isso é bom para você.”

Mesmo interações aparentemente triviais, como um barista de uma cafeteria sorrindo e perguntando como uma pessoa está, podem melhorar o bem-estar de alguém.

“Ser gentil, pensar em como você pode ser gentil com os outros, reduz a pressão arterial. Tem benefícios terapêuticos e para o tratamento de depressão e ansiedade”, diz Fessler.

‘Mensagem urgente’

A médica da Universidade de Columbia Kelli Harding examinou o fenômeno em seu livro The Rabbit Effect (O efeito coelho, em tradução livre).

Ela diz que a gentileza beneficia “o sistema imunológico e a pressão sanguínea, e ajuda as pessoas a viverem mais e melhor”. “É incrível, porque existe uma fonte inesgotável e gratuita deste benefício e não há como exagerar na dose.”

Explicando o título de seu livro, ela afirma: “Ouvi falar de um estudo sobre coelhos, feito na década de 1970. Um conjunto de coelhos teve melhores resultados, e (os cientistas) queriam descobrir o que estava acontecendo. No fim, os coelhos que estavam se saindo melhor estavam sob os cuidados de um pesquisador realmente gentil. Como médica, fiquei absolutamente chocada. Parecia que havia uma mensagem urgente a se passada ali”.

A gentileza, diz ela, pode “mudar e ajudar as pessoas a encarar o mundo”.

Muitas vezes, é mais fácil ser gentil com os outros do que com nós mesmos, segundo Harding. “Existem muitas maneiras de promover a gentileza para conosco e os outros. No local de trabalho, na escola e em casa, ser gentil leva a melhores resultados”, diz ela.

“Na medicina, a tecnologia pode estar melhorando, mas você nunca pode replicar a gentileza de um cuidador solidário. A conexão entre saúde mental e saúde física é crítica.”

Dicas para viver uma vida mais gentil

Gabriella Van Rij, especialista em gentileza

  1. Comece a ouvir realmente os outros (em vez de já formular a resposta em sua cabeça);
  2. Responda a grosserias com gentileza (se alguém estiver extremamente irritado com você, diga em tom amigável “você teve um dia difícil?”);
  3. Inclua alguém que esteja marginalizado. Ao fazer isso, você valorizou esta pessoa — é desumano passar a vida sentindo-se invisível, indesejado e não amado;
  4. Ação/reação. Entenda que, quando há falta de gentileza, a culpa não é sua. Quando você for alvo disso, respire fundo e dê um passo para trás.

Darnell Hunt, reitor do departamento de ciências sociais da UCLA, diz que a ideia do novo instituto seria de um “antídoto para a atual política mundial, a violência e o conflito” que estão “enraizados em trabalhos acadêmicos sérios”.

“Acho que estamos vivendo um tempo em que há uma necessidade direta de explorar as coisas que nos tornam humanos e que têm potencial de levar a sociedades mais humanas”, diz ele.

“Estamos vivendo um momento de polarização política nos Estados Unidos e em outros lugares, com o aumento da urbanização levando a interações menos diretas entre as pessoas.”

Quando as pessoas veem atos gentis, são inspiradas a replicá-los, diz ele — mas ainda estamos tentando entender os mecanismos da gentileza.

“Não é o caso de nos colocarmos em uma torre de marfim. Queremos usar essa pesquisa sobre pessoas no mundo real para criar políticas concretas e fazer a diferença.” E esse “momento histórico é o momento certo para fazer isso”, diz ele.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Recife confirma 322 casos de hanseníase em seis meses

Por G1 PE

Entre janeiro de junho de 2019, a Secretaria Municipal de Saúde do Recife confirmou 322 casos de hanseníase. Foram computadas 67 ocorrências a mais, em relação ao mesmo período de 2018. Isso significa um aumento de 26,2%, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado, quando o município notificou 255 casos.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (12) e consideram os novos casos, sem contar pacientes que já estão em tratamento. O coeficiente de detecção, que diz respeito ao número de casos confirmados a cada 100 mil habitantes, é de 15,6.

Esse nível é considerado alto, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde (MS). O coeficiente considerado alto vai de 10 a 19,99 casos por 100 mil habitantes.

Entretanto, segundo a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, Sâmmea Granjeiro, o aumento dos diagnósticos era esperado pela prefeitura.

“Esperávamos o aumento, porque intensificamos as ações de busca ativa das pessoas que estão infectadas e não realizam o tratamento. Não necessariamente tem mais gente com hanseníase na cidade. Já que não temos medidas protetivas, temos preventivas, porque o quanto antes for diagnosticada a doença, mais fácil é o tratamento”, explicou Granjeiro.

A hanseníase é uma doença infecciosa e pode atingir os olhos e os nervos, causar manchas na pele, dores no corpo e dificuldades na movimentação. Ela é transmitida por gotículas de saliva e pode não apresentar sintomas por muito tempo. O diagnóstico precoce da doença é uma das formas de evitar sequelas.

Em todo o ano de 2018, foram detectados, segundo a Secretaria de Saúde, 473 novos casos de hanseníase. Ainda de acordo com Sâmmea Granjeiro, o diagnóstico e tratamento são simples.

“O diagnóstico é feito a partir de um exame dermatoneurológico, clínico, da sensibilidade térmica, dolorosa e sensitiva da lesão. A hanseníase é transmitida a partir de contato próximo e prolongado, portanto, se alguém na família tem a doença, é mais provável que um familiar também tenha. O tratamento é feito com antibióticos e dura entre seis meses e um ano”, declarou.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Potencial culpado de mortes por cigarro eletrônico é encontrado

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa

Olhar Digital

Fluidos pulmonares de pacientes que usaram vapores de THC continha acetato de vitamina E

As autoridades federais de saúde dos Estados Unidos identificaram o acetato de vitamina E nos fluidos pulmonares de 29 pacientes doentes no surto de lesões pulmonares perigosas relacionadas aos cigarros eletrônicos. A descoberta é um “avanço” que aponta para um potencial culpado pelo surto que adoeceu mais de duas mil pessoas e matou ao menos 39.

“Essas descobertas fornecem evidências diretas de acetato de vitamina E no local primário de lesões nos pulmões”, disse Anne Schuchat, vice-diretora principal do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). As descobertas anunciadas na sexta-feira (8) não descartam outros compostos ou ingredientes como causadores, mas Schuchat descreveu os resultados como um “avanço” na investigação.

O CDC testou uma ampla gama de substâncias que podem ser encontradas nos fluidos pulmonares dos pacientes, incluindo óleos vegetais e destilados de petróleo, como o óleo mineral. Mas “nenhuma outra toxina potencial foi detectada.”

Funcionários do CDC encontraram acetato de vitamina E, um óleo derivado da vitamina, em todas as 29 amostras de fluido pulmonar coletadas de pacientes que adoeceram ou morreram de lesões nos pulmões. O THC (tetrahydrocannabinol), ingrediente psicoativo da maconha, também foi encontrado em 23 pacientes, incluindo três que disseram não usar produtos com THC. Já a nicotina foi encontrada em 16 deles. 

O acetato de vitamina E já foi identificado em testes anteriores pela Food and Drug Administration (FDA) e por laboratórios estaduais. O laboratório Wadsworth Center, no estado de Nova York, foi o primeiro a descobri-lo, há cerca de dois meses, em amostras de pacientes doentes. Das 595 amostras vinculadas a pacientes que foram testados pelo FDA, 70% continham THC. Metade desses produtos que contêm THC também tinham acetato de vitamina E. A substância é um aditivo popular porque é incolor e inodoro, tem viscosidade semelhante ao óleo de THC e é muito mais barato.

As descobertas são significativas porque, pela primeira vez, os cientistas conseguiram conectar os resultados dos testes com amostras clínicas. Os 29 pacientes são de dez estados, representando uma área geográfica diversificada. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade média de 23 anos. Dois dos pacientes morreram.

O acetato de vitamina E é encontrado em muitos alimentos e cosméticos, especialmente em produtos para o cuidado da pele. Não é conhecido por causar danos quando ingerido ou aplicado na pele, mas quando aquecido e inalado, pode interferir na função pulmonar normal. Suas propriedades podem estar associadas aos tipos de sintomas respiratórios relatados por muitos pacientes.

As descobertas, detalhadas em um relatório do CDC, também reforçaram as advertências oficiais de saúde contra o uso de cigarros eletrônicos. Mas as autoridades ainda precisam testar a substância em pessoas que vomitaram ou não sofreram esses ferimentos. 

Os cientistas do CDC haviam elaborado uma lista prioritária de produtos químicos com potencial tóxico. Deles, apenas o acetato de vitamina E foi encontrado. Encontrar a substância em 100% das amostras é “um sinal muito forte”, segundo os pesquisadores.

Via: The Washington Post

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Alongamento de cílios pode causar queimaduras durante ressonância magnética

Por Carolina Dantas, G1

Antes e depois do alongamento dos cílios — Foto: Reprodução/TV Globo

Antes e depois do alongamento dos cílios — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma fotografia circula entre as redes sociais de radiologistas mostrando um cílio destruído e a pele da pálpebra machucada. Os médicos afirmam que o material usado em alongamento de cílios (extensão fio a fio) pode causar um efeito de “metal no micro-ondas” durante o exame de ressonância magnética.

G1 conversou com o autor do post, Hércules Fontes, de 31 anos, estudante de medicina na Ciudad del Este, no Paraguai. Ele disse que resolveu compartilhar a informação com os professores e também amigos médicos. Além dos fios usados em alongamento, ele disse que os cílios com imãs também causam problemas.

“Os cílios que têm imãs podem ser perigosos. Tem maquiagem com presença de ferro na composição que também pode comprometer o exame, mas não chega a queimar”, disse Fontes.

Rafael Santiago, radiologista do Delboni Auriemo e representante médico do Núcleo de Segurança do Paciente da Dasa, afirma que recentemente os laboratórios passaram a perguntar se as pacientes têm cílios alongados antes de marcar o exame.

Santiago disse que o equipamento de ressonância magnética é, de forma simplificada, um micro-ondas. Por isso, qualquer metal pode comprometer a segurança.

“Existe dois tipos, um com cola, e também tem o tipo com imã. Inclusive uma reportagem do Reino Unido mostra, que como é um imã, e a máquina de ressonância magnética também é um grande imã, ela pode atrair e machucar também a pálpebra da paciente”.

“Com relação à queimadura, qualquer material que tenha alguma pigmentação, ou que tenha algum grau de ferro ou metal nela, você está exposto a um potencial risco de queimadura na ressonância magnética”.

O radiologista aponta que o risco é baixo, mas existe. Por isso, alguns laboratórios já incluíram em seu protocolo de segurança a pergunta: “Tem cílios postiços ou alongamento dos cílios?”.

Os laboratórios proíbem o procedimento em pacientes com cílios com imã. Ele/Ela precisa retirar antes de entrar no equipamento. Caso tenha o tipo com cola ou alongamento, a pessoa é avisada sobre o risco de esquentar e é orientada a apertar um botão se ocorrer desconforto.

As tatuagens e a micropigmentação de sobrancelhas também podem trazer um risco durante o exame devido ao material da tinta. Santiago explica que pede que os pacientes esperem pelo menos 15 dias após o procedimento.

“É qualquer metal. O metal do pigmento, ou o metal no fio. Não precisa ser 100% de metal, mas basta ter na composição. Isso pode potencializar o risco, mas não significa que vá acontecer”.

O alongamento de cílios passou a ser mais usado no Brasil após algumas celebridades, como Bruna Marquezine, Marina Ruy Barbosa e Isis Valverde.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Brasil sofre com epidemia de desinformação sobre vacinas, revela estudo inédito

Por Fantástico

Qual o alcance de uma mentira? Com que velocidade ela se espalha? Que efeitos pode ter? Quem foi pesquisar sobre isso ficou preocupado. Não é exagero nenhum a gente falar que existe uma epidemia de desinformação no Brasil sobre vacinas. E essa epidemia está afetando as taxas de vacinação brasileiras.

A Avaaz, uma ONG de mobilização social, e a Sociedade Brasileira de Imunizações encomendaram ao Ibope uma pesquisa que trouxe os seguintes números: de cada dez pessoas entrevistadas, sete disseram que acreditaram em pelo menos uma notícia falsa sobre vacina.

Vacinação: tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Segundo o estudo, 57% dos que não se vacinaram citaram um motivo relacionado à desinformação, e 48% dos entrevistados falaram que têm redes sociais e aplicativos como uma das principais fontes de informação sobre vacina.

Mas onde isso exatamente está sendo disseminado? Saiba assistindo à matéria do Fantástico.

Ouça o podcast do Fantástico

28 comentários

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Número de casos confirmados de sarampo no Brasil passa de 10 mil

Por G1

Desde o início de 2019, o Brasil teve 10.429 casos de sarampo confirmados por análise laboratorial (79%) ou critério clínico (21%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) em novo boletim do Ministério da Saúde.

  • Desde janeiro, foram 49.613 casos suspeitos
  • Dentre eles, 10.429 foram confirmados (21%)
  • Foram descartados 19.647
  • Ainda são investigados 19.537

Para os dados dos estados, o governo fez um recorte entre as semanas 32 e 43, período entre 4 de agosto e 26 de outubro. São Paulo representa 90,5% de todas as infecções.

10 estados com mais casos confirmados de sarampo entre semanas 32 e 43 — Foto: Carolina Dantas/G1

10 estados com mais casos confirmados de sarampo entre semanas 32 e 43 — Foto: Carolina Dantas/G1

Morreram 14 pessoas por infecções da doença – 13 em São Paulo e uma no município de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco. A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, que tem um acesso mais rápido aos dados do estado, confirmou ainda um 14º caso na cidade de Limeira nesta quarta-feira (6). A nova vítima é uma menina de 1 ano e 10 meses.

Mortes por cidade de São Paulo:

  • São Paulo – 5
  • Osasco – 2
  • Francisco Morato – 2
  • Itanhaém – 1
  • Itapevi – 1
  • Franco da Rocha – 1
  • Santo André – 1
  • Limeira – 1

As faixas etárias mais afetadas são as crianças com menos de 1 ano, com 18,3% dos casos, e jovens de 20 a 29 anos, com 30,6%. Idosos representam 2,5% dos registros.

No dia 29 de outubro, o Ministério da Saúde anunciou que conseguiu atingir a meta de vacinação contra a doença – 95% de cobertura em crianças de 1 ano, sendo que 14 estados superaram o índice.

Sarampo tabela — Foto: Arte/G1

Sarampo tabela — Foto: Arte/G1

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.

  

Ictiose arlequim, a rara doença genética de bebê abandonado em hospital na Itália


Por BBC

Giovannino tem quatro meses de vida e não pode ser exposto diretamente à luz do sol.

O bebê tem uma doença genética extremamente rara, conhecida como ictiose arlequim, que faz com que sua pele fique grossa, seca e quebradiça.

Ele está sob os cuidados de enfermeiros de um hospital de Turim, na Itália, porque foi abandonado por seus pais, segundo a imprensa local. Está internado ali desde agosto, mas é possível que tenha de sair nas próximas semanas.

Ainda não se sabe por que os pais do bebê não foram encontrados ou por que não retornaram para buscá-lo.

“A única certeza é de que a criança foi abandonada”, disse uma das enfermeiras do hospital Sant’Anna ao jornal italiano “La Stampa”, que informa que as autoridades do país estão tentando localizar os pais ou um lar temporário para Giovannino — mas, por causa de sua doença, ele exigirá cuidados especiais.

Por enquanto, o bebê é mantido em uma UTI neonatal. Para impedir que sua pele seque e rache, ele não pode tomar luz solar e é permanentemente hidratado.

“É um bebê adorável, que ri e adora passear pelos corredores” do hospital, disse Daniele Farina, chefe da unidade neonatal, ao jornal “La Repubblica”. “Ele fica feliz quando alguém toca música para ele.”

Poucas horas depois de a história de Giovannino ter se tornado pública, na quarta-feira (6), diversas pessoas começaram a entrar em contato com o hospital se dispondo a adotá-lo.

O que é a ictiose arlequim

A doença, que estima-se que afete uma pessoa em cada 1 milhão, é resultado de um defeito genético, que afeta a forma como a pele se regenera e faz com que células envelhecidas levem mais tempo para descamar. Ou então faz com que novas células de pele se reproduzam muito rapidamente, fazendo com que a pele engrosse demais e formando escamas, separadas por rachaduras.

Isso pode resultar em desconforto para mexer pernas e braços e em mudanças na feição do rosto. Pode, também, afetar a habilidade de o portador lidar com infecções.

Os sintomas geralmente aparecem no nascimento ou no primeiro ano de vida da criança.

Deixe aqui sua Mensagem




1 - Os campos marcados com asterico (*) são de preenchimento obrigatório.
2 - Dados pessoais como email e telefone não serão divulgados.