Imagens inéditas mostram novo coronavírus atacando células do corpo

O registro em microscopia eletrônica de transmissão foi produzido no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Por G1

Imagem de microscopia mostra à esquerda o Sars-Cov-2, o novo coronavírus, atacando a membrana de uma célula.  — Foto: IOC/Fiocruz

Imagem de microscopia mostra à esquerda o Sars-Cov-2, o novo coronavírus, atacando a membrana de uma célula. — Foto: IOC/Fiocruz

Imagens de microscopia mostram o momento exato em que o novo coronavírus ataca e infecta uma célula saudável do corpo humano.

O registro em microscopia eletrônica de transmissão, inédito no Brasil, foi produzido durante estudo sobre replicação viral no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Imagens em microscopia mostram Sars-Cov-2 atacando uma célula. — Foto: IOC/Fiocruz

Imagens em microscopia mostram Sars-Cov-2 atacando uma célula. — Foto: IOC/Fiocruz

Em uma das imagens, é possível ver o Sars-Cov-2, o novo coronavírus, atacando a membrana de uma célula.

Em outro registro, é possível identificar diversas partículas do novo coronavírus tentando infectar o citoplasma da célula, onde pode ser visualizado o núcleo, onde fica o material genético.

Em uma terceira imagem, partículas virais podem ser observadas dentro do interior da célula.

Imagem de microscopia mostra o Sars-Cov-2, o novo coronavírus, infectando uma célula: à esquerda, imagem circular mais clara mostra uma célula repleta de vírus, que se multiplica no seu interior. — Foto: IOC/Fiocruz

Imagem de microscopia mostra o Sars-Cov-2, o novo coronavírus, infectando uma célula: à esquerda, imagem circular mais clara mostra uma célula repleta de vírus, que se multiplica no seu interior. — Foto: IOC/Fiocruz

O registro foi feito durante um estudo que investiga a replicação viral do Sars-CoV-2, conduzido pelos pesquisadores Débora Barreto e Marcos Alexandre Silva, do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral, e Fernando Mota, Cristiana Garcia, Milene Miranda e Aline Matos, do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo.

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Do nipah ao coronavírus: destruição da natureza expõe ser humano a doenças do mundo animal

Cientistas apontam que mudanças climáticas e ações humanas como o desmatamento provocam expulsão de animais de seu habitat e força contato com bichos de outras espécies, criando condições para “pulo” de patógenos entre eles.

Por Juliana Gragnani, BBC

Em 1998, morcegos na Malásia começaram a migrar em busca de alimento. Desmatamento na região para abrir espaço para agricultura e pecuária havia eliminado suas fontes de comida.

Estabeleceram-se em uma nova região onde havia produção de mangas ao lado de criações de porcos e passaram a se alimentar das frutas. Parcialmente comidas, elas caíam em cima dos porcos, que as comiam também.

Vírus carregados por morcegos muitas vezes não causam doenças neles. Em outros animais, contudo, esses vírus podem causar patologias graves.

E foi assim que um vírus saiu do morcego, pulou para porcos, onde passou por uma mutação que o deixou mais perigoso para seres humanos. Depois, espalhou entre os porcos, vendidos entre fazendeiros, e finalmente pulou para pessoas.

Chamado de “vírus Nipah”, por causa de um vilarejo na Malásia, desde 1998 este vírus já infectou centenas de pessoas na Malásia, Singapura, Bangladesh e Índia, com alta taxa de letalidade.

É um exemplo de como a interferência do ser humano no meio-ambiente dá meia-volta e nos devolve doenças infecciosas, algo que cientistas apontam ser um problema recorrente e cada vez maior.

Coronavírus

Ainda não há conclusões sobre como o novo coronavírus pulou de animais para seres humanos. Uma das hipóteses é que tenha sido em um mercado de alimentos em Wuhan, na China, o que fez com que muitos defendessem o fechamento de mercados do tipo, com venda de animais vivos e silvestres. Há outras hipóteses correntes.

“Nós estamos negligenciando o cenário maior”, diz à BBC News Brasil o ecologista especializado em doenças Richard Ostfeld, do Cary Institute of Ecosystem Studies, nos Estados Unidos.

“Tivemos alguns exemplos de surgimento de doenças nesses mercados com animais selvagens, como a Sars. E é importante entender que essas atividades humanas de agrupamentos estranhos de espécies que nunca ocorrem juntas na natureza influenciam esses eventos. Mas há outras maneiras pelas quais nossas atividades humanas podem facilitar o surgimento ou transmissão de doenças, como o desmatamento, a abertura de terra para agricultura, entre outros. Isso não pode ser esquecido.”

Como isso acontece?

Bom, vamos voltar ao começo de tudo. Esta doença com que estamos lidando agora é uma zoonose, uma doença infecciosa transmitida de animais para seres humanos.

Isso pode acontecer diretamente, quando um vírus “pula” de uma espécie para outra – no chamado efeito “spillover” (transbordamento) -, ou então por meio de um animal intermediário.

É bastante provável que os animais hospedeiros, que originalmente carregavam este novo coronavírus, tenham sido os morcegos. Não sabemos se houve animal intermediário ou não.

Os morcegos também foram os hospedeiros originais de outros vírus que causaram doenças em seres humanos nos últimos anos, como a Sars, o Ebola, a Mers e o vírus Nipah.

“O efeito ‘spillover’ [de transbordamento] requer duas coisas: primeiro, exposição. O morcego, por exemplo, solta um pedaço de fruta que já mordeu. Deixa ali sua saliva com o vírus, e outro animal come essa fruta. A segunda coisa é a capacidade do patógeno (organismo capaz de produzir doenças infecciosas a seus hospedeiros) de persistir no sistema da nova espécie. É preciso haver exposição e compatibilidade”, explica à BBC News Brasil o ecologista especializado em doenças Thomas Gillespie, da Emory University, dos EUA.

Quando estávamos no processo de domesticar animais, há milhares de anos, também nos expusemos a novos patógenos, explica ele. O sarampo, por exemplo, veio da interação dos humanos com rebanhos de gado. A tuberculose, por sua vez, já foi transmitida por meio do leite não pasteurizado de vacas.

Agora, estamos entrando mais em contato com patógenos de animais silvestres quando alteramos seu habitat, e em um contexto pior para nós: a densidade populacional dos seres humanos é muito mais alta, e estamos muito mais conectados, o que favorece o espalhamento da doença.

Nosso papel

Quando destruímos uma floresta para abrir terras para agricultura ou pasto para pecuária, quando fazemos mineração, construímos barragens ou derrubamos árvores, eliminamos a biodiversidade ao tirar o espaço de alguns animais e criar condições para a proliferação de outros, segundo Ostfeld, do Cary Institute of Ecosystem Studies.

Acontece o seguinte: espécies maiores e mais carnívoras e predatórias que normalmente estão na região em menor densidade, precisam de mais espaço e são sensíveis a terem seus habitats diminuídos e removidos, deixam uma região quando os seres humanos interferem com suas construções, quaisquer que sejam.

Então, populações de animais menores, pragas que prosperam quando o habitat é degradado e quando animais maiores e predatórios vão embora, proliferam na região, atingindo altas densidades. São espécies como alguns tipos de morcegos, ratos e ratazanas, por exemplo, alguns dos mais relevantes para o pulo de doenças entre espécies.

“São os roedores e morcegos que ocupam nossas casas, moradias, fazendas. Eles tendem a hospedar mais patógenos danosos e a tirar vantagem dos habitats que destruímos e os que artificialmente criamos”, diz Ostfeld.

Além disso, observa a ecologista Felicia Keesing, do Bard College, no Estado de Nova York, não só convertemos habitats selvagens em áreas para agricultura para criar animais domesticados, erodindo a biodiversidade, como também criamos uma situação de alta densidade populacional de um animal domesticado e o colocamos ao lado das espécies com maior número de patógenos. Como aconteceu com os morcegos e os porcos na Malásia, por exemplo.

Aaron Bernstein, do Centro para Clima, Saúde e Meio-Ambiente da Universidade de Harvard, propõe o seguinte cenário: “Imagine que alguém chega do exterior para o Brasil e essa pessoa está com uma tosse, febre, um ferimento esquisito. Você isola essa pessoa e lhe dá o melhor tratamento médico, certo?”

“Pois bem, veja o que estamos fazendo na Terra: estamos drasticamente reduzindo o habitat para as espécies, fazendo com que seja fácil que elas se espalhem. Estamos fazendo o contrário que faríamos com uma pessoa doente: um animal que pode estar carregando um patógeno está sendo forçado a conviver com outros, aumentando a presença de patógenos em populações selvagens e aproximando essas populações aos humanos”, diz ele à BBC News Brasil.

Keesing aponta outra maneira pela qual a ação humana contribui para o surgimento de doenças. “Alguns fazendeiros dão antibióticos para os animais que criam, uma medida para eliminar bactérias que possam afetá-los. Ao fazer isso, estamos criando uma seleção natural, selecionando as bactérias mais fortes que vão prosperar no animal e ter muitos outros animais para onde se espalhar, por causa da alta densidade”, explica ela. “E, assim, essas bactérias bastante fortes podem pular para nós.”

Questionado sobre o papel da agropecuária na emergência de doenças, o especialista em comércio internacional e coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, diz que é “exatamente o contrário”.

“É a agricultura mais moderna, com controle sanitário, alimentação controlada e uso de medicamentos que evitou que a gente tivesse mais pandemias.”

O processo de mecanização e modernização fez aumentar a produtividade, diz ele, além de melhorar a sanidade e nutrição dos rebanhos. “A modernização agrícola foi justamente para evitar contaminações e melhorar a genética dos animais”, afirma.

Sobre o desmatamento para abrir espaço para pecuária e agricultura, Jank e Janice Zanella, veterinária e chefe-geral da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Suínos e Aves, dizem concordar que a modernização do setor deixou as terras mais produtivas, o que faz com que menos terras sejam desmatadas para abrir pasto.

Em cinco décadas, diz Zanella, o Brasil, por exemplo, teve incremento de cinco vezes na produção de grãos, com aumento de só duas vezes na área plantada. Assim, “isso diminui a pressão de desmatamento”, diz Jank. “O que não quer dizer que não aconteça.”

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas, causada pelos humanos, também exercem seu papel no surgimento de novas doenças, segundo cientistas.

Gillespie exemplifica: por causa delas, muitas árvores mudaram os padrões de quando dão frutas. Isso fez com que alguns animais buscassem as mesmas árvores para se alimentar, já que não podiam contar com as árvores de antigamente.

“Imagine que morcegos, chimpanzés e gorilas procurem a mesma árvore para se alimentar, quando isso não era o normal, ou não deveria acontecer”, diz ele. Podem comer da mesma fruta, trocando fluidos. “E depois, as pessoas caçam chimpanzés”, diz ele – o processo é um caminho para o “pulo” de um vírus entre espécies.

“Sabemos muito pouco sobre o papel das mudanças climáticas e da redução da biodiversidade na emergência de doenças. Mas o pouco que sabemos é bastante significativo, e seria inteligente se fizéssemos todo o possível para barrar e destruição da vida na Terra e estabilizar o clima”, diz Bernstein, de Harvard.

“Se mais doenças estão surgindo por causa desses fatores, não queremos esperar para ver. Já estamos atrasados.”

Soluções

Se sabemos, então, que nosso comportamento pode provocar a emergência de mais doenças e, possivelmente, mais pandemias, o que devemos fazer?

“Podemos nos preparar melhor nas respostas para epidemias, comprando mais respiradores, preparando nosso sistema de saúde. Mas não estaremos solucionando a causa disso tudo”, afirma Keesing. Primeiro, diz ela, é preciso regular mercados com vendas de animais selvagens e a produção de carne com alta densidade de animais.

Já que banir mercados pode levar a mercados ilegais, ela sugere criar incentivos para as pessoas fazerem as coisas de forma diferente, dentro das normas e com higiene.

O antropólogo Lyle Fearnley, da Universidade de Singapura, passou dois anos em uma região rural da China investigando a criação de animais selvagens.

Ele diz que a melhor forma é tentar reinventar a forma como esses mercados funcionam. “Fechar o mercado uma vez por semana para limpeza e exigir que espécies diferentes fiquem separadas e em locais diferentes pode diminuir as possibilidades de circulação de vírus”, sugere.

Ele também aponta que há muito preconceito em relação aos mercados, chamados de “wet market” (mercado molhado), em inglês. “Não existe esse termo em mandarim. Há uma série de mercados diferentes com uma grande variedade do que é vendido. A grande maioria desses mercados não vende animais selvagens vivos ou apresenta riscos”, diz.

“As pessoas têm medo e preconceito porque não conhecem essas feiras. Além disso, elas são minoritárias, então não podemos generalizar.”

Keesing destaca que também “precisamos levar a conservação da biodiversidade muito mais a sério”. “Muitos países preservam 11%, 12% de seus territórios. Isso não é nem perto do que precisamos de diversidade.”

Gillespie, da Emory University, diz que precisamos incluir a avaliação do risco de “spillover events”, os eventos que promovem o “pulo” do vírus de uma espécie para a outra, no momento de decidir sobre o uso de terra em larga escala.

“Nós não deveríamos subsidiar indústrias que provocarão resultados como esses, especialmente em áreas selvagens na região dos trópicos, onde o risco é mais elevado”, afirma.

“A ciência está nos dizendo que devemos reavaliar nosso relacionamento com a natureza.”

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Casos de coronavírus no Brasil em 8 de abril

Secretarias estaduais de saúde contabilizam 14.072 infectados em todos os estados e 691 mortos.

Por G1 — São Paulo

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h40 desta quarta-feira (8), 14.072 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 691 mortes pela Covid-19.

No fim da noite de terça-feira (7), o Maranhão divulgou um novo balanço em que o número de casos subiu para 270 e o de mortes, para 11.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde desta terça-feira (7), aponta 13.727 casos confirmados 667 mortes.

Veja alguns dados sobre a Covid-19 no Brasil até as 7h desta quarta:

MP que autoriza novos saques do FGTS

O governo publicou no fim da noite de terça (7) uma Medida Provisória (MP) que libera saque extraordinário de até R$ 1.045 de contas ativas e inativas do FGTS a partir de 15 de junho e até 31 de dezembro.

Como se trata de uma MP, a operação tem aplicação imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em 120 dias. Diante da crise da Covid-19, o Congresso editou um ato para que as MPs tenham um rito mais rápido no Legislativo durante este período, de apenas 16 dias.

Caberá à Caixa Econômica Federal (CEF) definir os critérios e o cronograma dos novos saques. A MP também acaba com o com o Fundo PIS-Pasep, que concentra os recursos não sacados do abono salarial.

Celebrações religiosas de abril

A coluna de Sandra Cohen desta quarta-feira comenta como serão os feriados de três religiões monoteístas neste mês de abril: a Páscoa judaica, a Semana Santa e o Ramadã.

Em Israel, os judeus comemoram na noite desta quarta o Pessach, a festa da liberdade que marca o fim do êxodo do Egito, mas estarão presos em casa, para evitar a propagação da doença. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, determinou o bloqueio geral no país até sábado às 19h. Quem sair, será parado pela polícia. A proibição visa a evitar aglomerações em sinagogas e jantares de família — a imagem mais simbólica desta festa.

A pandemia exigiu a reformulação dos serviços desta Semana Santa sem presença de peregrinos em Roma ou Jerusalém. Este ano, a Via Crucis da Sexta-feira Santa será realizada no átrio da basílica e não em torno do Coliseu de Roma.

No dia 23 será a vez de os muçulmanos iniciarem o Ramadã, mês de reflexão e oração, em que jejuam do nascer ao pôr do sol. A pandemia fechou mesquitas e certamente vai impor a quebra do jejum sem reuniões de famílias e amigos.

Coronavírus no mundo

Após 76 dias, a cidade chinesa de Wuhan, onde surgiu a pandemia do novo coronavírus, teve as últimas severas medidas de confinamento suspensas. Porém, as autoridades permanecem em alerta para evitar uma nova onda de contaminação. O aeroporto local, as estações de trem e rodovias foram reabertas na cidade, que é capital da província de Hubei, na região central da China.

Em Londres, o prefeito Sadiq Khan, afirmou que o Reino Unido está longe de reduzir as restrições impostas para conter a propagação da pandemia. “Não estamos nem perto de suspender o confinamento. Falo com especialistas regularmente. Achamos que o pico da contaminação ainda está provavelmente a uma semana e meia de distância”, disse Khan à BBC.

Mumbai, na Índia, permanecerá em “lockdown” até o dia 30 de abril. A cidade, cuja população é de mais de 20 milhões de habitantes, se transformou no epicentro do coronavírus no país. As outras partes da Índia podem começar a relaxar as medidas restritivas a partir da próxima terça-feira.

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Brasil terá pico de Covid-19 em abril e maio, e vírus deve circular até meados de setembro, afirma Mandetta e especialistas em relatório técnico

Isolamento social e uso de máscaras são medidas apontadas como formas de prevenção à doença no Brasil.

Por G1

Um relatório técnico assinado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e especialistas em saúde afirma que o Brasil terá pico dos casos de Covid-19 em abril e maio e que o país continuará enfrentando a pandemia até meados de setembro. O texto foi publicado nesta terça-feira (7) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical” e divulgado pela agência de notícias científicas Bori.

O texto fala sobre como o Brasil enfrenta a pandemia, traz a cronologia das ações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do país, e alerta para o período de outono e inverno, em que há maior ocorrência de doenças respiratórias. O relatório também cita medidas como isolamento social e uso de máscaras como formas de conter a pandemia no Brasil.

“Embora o Brasil esteja tentando implementar medidas para reduzir o número de casos, principalmente focados no isolamento social, um aumento nos casos de Covid-19 é esperado nos próximos meses. Vários modelos matemáticos mostraram que o vírus estará circulando até meados de setembro, com um pico importante de casos em abril e maio”, diz o relatório, sem citar números.

“Assim, existem preocupações quanto à disponibilidade de unidades de terapia intensiva (UTI) e ventiladores mecânicos necessários para pacientes hospitalizados com Covid-19, bem como a disponibilidade de testes de diagnóstico específicos”, alerta o documento.

Isolamento social e uso de máscaras

O isolamento social é apontado como uma das medidas usadas no Brasil para evitar a disseminação da doença.

“O isolamento social é uma medida que deve ser sugerida no início [do surgimento dos caso] para achatar a curva epidemiológica com o mínimo possível de impacto econômico”, dizem os especialistas no relatório.

“Se o distanciamento social é eficaz [para conter a pandemia] (…), o impacto econômico poderá ser mitigado quando a atual pandemia de Covid-19 for controlada”, afirma o documento.

O relatório também cita o uso de máscaras como uma das medidas de prevenção que podem ajudar a conter o avanço da pandemia. Na Ásia, o uso de máscaras é culturalmente aceito e não há o costume de abraços de beijos, como há no Brasil. “Essas diferenças podem ser decisivas em evolução das pandemias”, afirma o documento.

O autor principal do relatório é o médico infectologista Julio Croda, que em março deixou o cargo de diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis e é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (MS) e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Assina também Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, entre outros.

Evolução dos casos de coronavírus no Brasil até 06 de abril de 2020 — Foto: Arte/G1

Evolução dos casos de coronavírus no Brasil até 06 de abril de 2020 — Foto: Arte/G1

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28% dos brasileiros não fazem isolamento e 18% estão totalmente isolados, diz Datafolha

Pesquisa havia mostrado que 76% apoiam isolamento. Pesquisa ouviu, por telefone, 1.511 pessoas de todas as regiões; margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Por G1

Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” nesta terça-feira (7) aponta que 28% dos entrevistados não seguem total ou parcialmente a orientação de ficar em casa e fazer isolamento contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Segundo o levantamento, outros 18% estão totalmente isolados, sem sair de casa, enquanto 54% afirmam só estarem saindo de casa quando é inevitável.

A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 3 de abril com 1.511 brasileiros adultos de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas por telefone devido à pandemia da Covid-19, doença provocada pelo vírus. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja abaixo os resultados:

Como está sendo a sua rotina?

  • normal, sem mudanças: 4%
  • saindo de casa para trabalhar ou outras atividades: 24%
  • saindo de casa só quando é inevitável: 54%
  • totalmente isolado, sem sair de casa: 18%

Respostas à mesma pergunta por faixa de renda:

Até 2 salários mínimos

  • normal, sem mudanças: 3%
  • saindo de casa para trabalhar ou outras atividades: 21%
  • saindo de casa só quando é inevitável: 55%
  • totalmente isolado, sem sair de casa: 21%

Mais de 2 a 5 salários mínimos

  • normal, sem mudanças: 5%
  • saindo de casa para trabalhar ou outras atividades: 30%
  • saindo de casa só quando é inevitável: 52%
  • totalmente isolado, sem sair de casa: 14%

Mais de 5 a 10 salários mínimos

  • normal, sem mudanças: 5%
  • saindo de casa para trabalhar ou outras atividades: 25%
  • saindo de casa só quando é inevitável: 56%
  • totalmente isolado, sem sair de casa: 14%

Mais de 10 salários mínimos

  • normal, sem mudanças: 2%
  • saindo de casa para trabalhar ou outras atividades: 23%
  • saindo de casa só quando é inevitável: 56%
  • totalmente isolado, sem sair de casa: 19%

Grau de preocupação dos brasileiros com a pandemia

  • Mais preocupados do que deveriam: 19%
  • Menos preocupados do que deveriam: 46%
  • Preocupados na medida certa: 33%
  • Não sabe: 2%

Medo de ser infectado pelo coronavírus

  • Muito medo: 38%
  • Um pouco de medo: 39%
  • Não tem medo: 23%

Qual a sua chance de passar o vírus para outra pessoa?

  • Grande: 25%
  • Média: 19%
  • Pequena: 28%
  • Não tem chance: 26%
  • Não sabe: 2%

Qual a sua chance de ser infectado?

  • Grande: 17%
  • Média: 29%
  • Pequena: 35%
  • Não tem chance: 16%
  • Não sabe: 2%

Qual a chance de alguém na sua casa ser infectado?

  • Grande: 21%
  • Média: 23%
  • Pequena: 28%
  • Não tem chance: 22%
  • Mora sozinho: 4%
  • Não sabe: 2%

Quantas mortes haverá no Brasil?

  • Muitas mortes: 52%
  • Poucas mortes: 41%
  • Não sabe: 6%

Nesta segunda-feira, pesquisa Datafolha apontava que 76% dos brasileiros acreditam que o mais importante neste momento é deixar as pessoas em casa. O levantamento também indicou que 18% querem acabar com o isolamento, e 6% não sabem.

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Ceará deve ser o primeiro estado a atingir pico de infecção por coronavírus, alertam pesquisadores

Projeção indica que no início de abril o estado deve registrar 3 mil casos de infecção e alcançar o segundo lugar em números de pacientes com a Covid-19. O pico deve ocorrer no dia 25 deste mês.

Por Lucas Falconery, G1 CE

Pesquisadores da Rede CoVida, iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) indicam que o Ceará deve ser o primeiro estado brasileiro a atingir o pico de infecções pelo novo coronavírus, no dia 25 de abril. Além disso, o relatório estima que o estado deve superar os 3 mil pacientes com a doença ainda nesta semana e ficar em segundo lugar entre os mais afetados do país.

Já são 824 pessoas infectadas e 26 mortos com complicações pela doença, um mês após a primeira confirmação de infecção pelo novo coronavírus no Ceará, de acordo com os registros da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), divulgados neste domingo (5).

No boletim da Rede CoVida consta que o Ceará deve alcançar o número de 3.053 pessoas infectadas pelo novo coronavírus, ultrapassando o Rio de Janeiro (2.887) e ficando atrás apenas de São Paulo (11.684), nesta quarta-feira (8). O cálculo aponta, ainda, que o Brasil deve ter cerca de 21 mil casos de pacientes infectados e mais de 500 mortes pela doença neste mesmo dia.

O grupo formado por estatísticos, epidemiologistas, físicos, cientistas da computação, economistas e comunicólogos, entre outros, calculou o potencial de reprodução da doença para descobrir a velocidade que o vírus se espalha nos estados brasileiros. Assim, os estudiosos consideraram como uma pessoa infectada pode propagar a doença nas regiões analisadas. Dessa forma, eles identificaram o fator de reprodução, R0, de 2,56, no Ceará.

Valores a partir de R0 a partir de 1 classificam o local com “epidemia em expansão”. Com índice semelhante ao do Ceará, com R0 superior à 2, estão estados como Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na Itália, país onde a propagação do vírus aconteceu de forma rápida, a taxa R0 é de 3.

Além da taxa de transmissão, os pesquisadores avaliam o número de pessoas curadas e a quantidade de óbitos em decorrência da Covid-19 em um modelo denominado SIR (Suscetíveis, Infectados e Recuperados). O estudo considera que os pacientes com alta após a Covid-19 não podem ser infectados novamente, mas pondera que outras pesquisas apontam a possibilidade de adoecer uma segunda vez pelo vírus

Isolamento social

Os impactos do distanciamento social e da restrição no movimento de pessoas nas ruas ainda estão sendo analisados pelo grupo. Os resultados dessa medida preventiva, também recomendada pelos pesquisadores, devem ser demonstrados nos próximos boletins semanais da Rede CoVida.

Camilo Santana anunciou, neste sábado (4), a prorrogação do decreto que proíbe o funcionamento de estabelecimento comerciais até o dia 20 de abril. As atividades foram paralisadas no dia 20 de março. O Governo do Estado também suspendeu as aulas presenciais em todas as modalidades de ensino até o início de maio. Tais medidas são baseadas em estudos científicos como forma de conter o avanço da doença no Ceará, como argumentou o governador.

Na publicação feita pelos pesquisados na Bahia é utilizado o modelo SIR que parte de parâmetros e comparações com experiências anteriores de propagação de doenças e tem como base os padrões observados nas populações em que é aplicado.

“No decorrer da epidemia e com os avanços dos conhecimentos sobre as suas características em nosso contexto, os parâmetros vão sendo melhor definidos e os modelos vão sendo qualificados, tornando-se mais robustos e incrementando a sua capacidade preditiva”, reforçam no artigo.

As informações utilizadas para a projeção são colhidas nas secretarias estaduais da saúde devido às inconsistências observadas entre os dados divulgadas por estes órgãos e pelo Ministério da Saúde. “Temos a convicção de que esforços estão sendo feitos para a correção destes problemas e que poderemos ter um sistema aperfeiçoado dos dados oficiais da epidemia”, acrescentam.

Medidas

Os pesquisadores listam várias propostas para conter os efeitos da doença no país como as medidas de distanciamento social e restrição de viagens, proteção aos idosos e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Além disso, eles pedem o fortalecimento dos sistemas de registro, fluxo, processamento e divulgação de dados e informações. Confira outras recomendações:

  • Estimular o isolamento de pessoas com sintomas respiratórios (em especial que inclua tosse), que tiveram início em período recente, portanto, que não sejam casos crônicas
  • Intensificar a preparação dos serviços de saúde com todos os recursos que possam ser mobilizados, com ênfase no aumento no número de leitos, equipamentos hospitalares (incluindo EPIs, respiradores e outros insumos estratégicos) e pessoal
  • Buscar manter a capacidade dos serviços de saúde de atender as demandas de problemas graves, não relacionadas ao Covid-19;
  • Garantir exames diagnósticos de qualidade e em número suficiente para subsidiar a estratégia de proteção das equipes de assistência à saúde em adição às prioridades já estabelecidas.
  • Conscientizar a população a buscar o uso de serviços de saúde majoritariamente em situações de urgência e emergência, e garantir o acesso a serviços essenciais tais como atendimento pré-natal, violência contra a mulher, e tratamento de doenças crônicas (infecciosas ou não infecciosas).

A pedido do G1 , os pesquisadores devem analisar os dados para estimar o número de infectados e o registro de óbitos no pico indicado no relatório. A reportagem também procurou a Secretaria de Saúde do Ceará para saber com que estimativa o Governo baseia suas ações e aguarda resposta.

Ampliação

Um projeção da Sesa indica que são necessários 1.000 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para os próximos três meses, exclusivas para o atendimento de pacientes com o novo coronavírus. Até junho, o Estado deve conseguir estruturar 800 unidades, como explicou Carlos Roberto Sobrinho, o Dr. Cabeto, Secretário da Saúde.

“Tudo o que definimos é em cima de estudos, pesquisadores que estão analisando diariamente para que a gente conheça qual vai ser nosso ponto de saturação. Para que a gente consiga esse achatamento da curva e não tenha saturação do sistema como aconteceu na Itália, Espanha e Estados Unidos, que negligenciaram o controle inicial”, ressaltou o secretário.

Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença — Foto: Foto: Infografia/G1
Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença — Foto: Foto: Infografia/G1

Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença — Foto: Foto: Infografia/G1

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3º caso do coronavírus é confirmado em Caruaru

Caso é de transmissão comunitária, em uma pessoa entre 50 e 55 anos, que não está mais no período de transmissão da doença.

Por G1 Caruaru

A Secretaria de Saúde de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, informou que foi notificada com a confirmação do terceiro caso de Covid-19 no município, neste domingo (5).

Segundo a Secretaria, trata-se de mais um caso de transmissão comunitária, em uma pessoa na faixa etária entre 50 e 55 anos, que não está mais no período de transmissão da doença e não apresenta mais qualquer sintoma.

A notificação foi feita por um hospital particular de Caruaru. Mais informações serão dadas em coletiva de imprensa, na segunda-feira (6), às 10h, pelas redes oficiais da prefeitura.

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Para 76%, mais importante neste momento é deixar as pessoas em casa, aponta Datafolha

Instituto entrevistou, por telefone, 1.511 pessoas entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de três pontos.

Por G1

Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira (6) pelo jornal “Folha de S.Paulo” questionou a população sobre as medidas de isolamento impostas pelas autoridades para conter o avanço do coronavírus.

Segundo o levantamento 76% dos brasileiros acreditam que o mais importante neste momento é deixar as pessoas em casa. 18% querem acabar com o isolamento, e 6% não sabem.

O instituto entrevistou, por telefone, 1.511 pessoas entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de três pontos.

O levantamento também questionou os entrevistados sobre fechamento de comércio, suspensão de aulas e quanto tempo o isolamento deve durar.

Veja abaixo os resultados:

Sobre medidas de isolamento

– O que é mais importante neste momento

  • Deixar as pessoas em casa: 76%
  • Acabar com o isolamento das pessoas: 18%
  • Não sabe: 6%

– Opinião sobre comércio não essencial

  • Deveria continuar fechado: 65%
  • Deveria ser reaberto: 33%
  • Não sabe: 2%

– Opinião sobre aulas

  • Deveriam ficar suspensas: 87%
  • Deveriam voltar: 11%
  • Não sabe: 2%

– Opinião sobre proibição de sair de casa para quem não trabalhe em serviço essencial

  • A favor: 71%
  • Contra: 26%
  • Não sabe: 2%
  • Indiferente: 1%

– Quantos dias mais vai durar o isolamento?

  • Até 10 dias: 12%
  • De 11 a 15 dias: 20%
  • De 16 a 20 dias: 7%
  • De 21 a 30 dias: 26%
  • 31 dias ou mais: 17%
  • Nenhum: 1%
  • Não sabe: 17%

– Quantos dias mais deveria durar o isolamento?

  • Até 10 dias: 9%
  • De 11 a 15 dias: 16%
  • De 16 a 20 dias: 6%
  • De 21 a 30 dias: 23%
  • 31 dias ou mais: 23%
  • Nenhum: 6%
  • Não sabe: 17%

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9 coisas que os cientistas ainda não sabem sobre o coronavírus

Alguns aspectos básicos do Sars-Cov-2 e pandemia de covid-19 causada por ele ainda não foram completamente compreendidos, e isso é fundamental para combater sua propagação.

Por BBC

Imagens do laboratório da Fiocruz onde acontecem pesquisas sobre coronavírus — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens do laboratório da Fiocruz onde acontecem pesquisas sobre coronavírus — Foto: Reprodução/TV Globo

Parece foi há muito tempo, mas o mundo só tomou conhecimento do novo coronavírus em dezembro passado.

Apesar dos esforços de cientistas em todo o mundo, ainda há muito que não entendemos sobre ele e, agora, todos de certa forma fazemos parte de um experimento em todo o planeta na busca por essas respostas.

Aqui estão algumas das principais questões pendentes:

1. Quantas pessoas foram infectadas

É uma das perguntas mais básicas, mas também uma das mais cruciais.

Há mais de um milhão de casos confirmados em todo o mundo, mas isso é apenas uma fração do total de infecções. E os números são ainda mais confusos por causa do contingente ainda desconhecido de casos assintomáticos — pessoas que têm o vírus, mas não se sentem doentes.

Os testes que detectam anticorpos permitirão aos pesquisadores saber se alguém já teve o vírus. Somente então entenderemos quão longe ou quão facilmente o coronavírus está se espalhando.

2. Quão letal o novo coronavírus realmente é

Até sabermos quantos casos houve, é impossível ter certeza da taxa de letalidade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 3,4% das pessoas infectadas pelo vírus morrem, mas há cientistas que estimam que esse índice gire em torno de 1%.

Mas, se houver um grande número de pacientes assintomáticos, a taxa pode ser ainda menor.

3. Quais são todos os sintomas

Os principais sintomas do coronavírus são febre e tosse seca. Dor de garganta, dor de cabeça e diarreia também foram relatados em alguns casos, e há indícios crescentes de que alguns perdem o olfato.

Mas a questão mais importante é se sintomas leves da gripe, como coriza ou espirros, estão presentes em alguns pacientes.

Estudos apontam que essa é uma possibilidade e que, assim, pessoas estariam infectadas pelo novo coronavírus sem saber disso.

4. O papel que as crianças desempenham na propagação do vírus

As crianças podem definitivamente pegar o coronavírus. No entanto, geralmente desenvolvem sintomas leves, e há relativamente poucas mortes entre crianças em comparação com outras faixas etárias.

As crianças normalmente são superdisseminadoras de doenças, em parte porque entram em contato com muitas pessoas (geralmente no playground), mas, com esse vírus, não está claro até que ponto elas ajudam a espalhá-lo.

5. De onde exatamente veio o vírus

O novo coronavírus surgiu em Wuhan, na China, no final de 2019, onde havia um conjunto de casos com origem relacionada a um mercado de animais.

Oficialmente chamado Sars-CoV-2, ele está intimamente ligado a vírus que infectam morcegos. No entanto, acredita-se que tenha sido passado de morcegos para uma espécie animal misteriosa, que depois o transmitiu às pessoas.

Esse “elo perdido” permanece desconhecido e pode ser uma fonte de mais infecções.

6. Se haverá menos casos no verão do hemisfério norte

Gripes e resfriados são mais comuns nos meses de inverno do que no verão, mas ainda não se sabe se o clima mais quente alterará a propagação do vírus.

Os consultores científicos do governo do Reino Unido alertaram que não está claro se haverá um efeito sazonal. Se houver, eles acham que é provável que seja menor do que o de resfriados e gripes.

Se houver um grande declínio dos casos do novo coronavírus durante o verão, há o risco de eles voltarem a aumentar no inverno, quando os hospitais também precisarão lidar com um fluxo de pacientes gerado por doenças comuns do inverno.

7. Por que algumas pessoas têm sintomas muito mais graves

A covid-19 é uma infecção leve para a maioria das pessoas. No entanto, cerca de 20% desenvolvem formas mais graves, mas por quê?

O estado do sistema imunológico de uma pessoa parece ser parte do problema, e também pode haver algum fator genético. Compreender isso pode levar a maneiras de impedir que as pessoas precisem de cuidados intensivos.

8. Quanto tempo dura a imunidade e se você pode adoecer duas vezes

Tem havido muita especulação, mas poucas evidências de quão durável é qualquer imunidade ao vírus.

Os pacientes devem construir uma resposta imune, se conseguirem combater o vírus com sucesso.

Mas, como a doença existe há apenas alguns meses, faltam dados mais robustos.

Os pacientes que aparentemente foram infectados duas vezes podem ter sido testados incorretamente, o que apontaria incorretamente que estavam livres do vírus.

A questão da imunidade é vital para entender o que acontecerá a longo prazo.

9. Se o vírus sofrerá mutação

Vírus sofrem mutação o tempo todo, mas a maioria das alterações em seu código genético não faz uma diferença significativa.

Como regra geral, você espera que os vírus evoluam para ser menos mortais a longo prazo, mas isso não é garantido.

A preocupação é que, se o vírus sofrer mutação, o sistema imunológico não o reconhecerá mais, e uma vacina específica deixará de funcionar (como acontece com a gripe).

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Máscaras de pano evitam que assintomáticos transmitam coronavírus, diz Sociedade Brasileira de Infectologia

As recomendações são para a população em geral. Profissionais de saúde devem usar máscaras cirúrgicas. Medidas como distanciamento social, higienização das mãos e evitar tocar olhos, bocas e nariz seguem sendo necessárias.

Por G1

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiu nota informando que as máscaras de pano podem diminuir a disseminação do novo coronavírus por pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas.

Segundo a entidade, as máscaras são uma barreira mecânica para evitar que as gotículas da fala, tosse ou espirro atinjam outras pessoas ou superfícies – mas não evitam que a pessoa com a máscara se contamine.

Por isso, é necessário seguir com as medidas de distanciamento social, higienização das mãos e evitar tocar olhos, bocas e nariz.

O uso de máscaras caseiras é uma alternativa para a população em geral. No caso de profissionais de saúde, é imprescindível o uso de máscaras cirúrgicas, afirma a SBI.

Estudos apontam que até 60% das transmissões do novo coronavírus (Sars-CoV-2) ocorrem por meio pessoas sem sintomas da doença Covid-19, ou seja, casos assintomáticos.

“O infectado que não tem sintomas não toma os cuidados necessários com secreções e em momentos de tosse e espirro, porque ele não sabe que está doente e isso aumenta o risco potencial de infecção”, diz professor Gonzalo Vecina Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Confira a íntegra da nota:

“A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda, sempre que possível, o uso da máscara cirúrgica durante a permanência do profissional no serviço de saúde ou hospital. Ademais, é desejável que as máscaras sejam trocadas por ocorrência de sujidade ou excesso de umidade. Principalmente em instituições de referência para atendimento de pacientes com Covid-19, preocupa-nos a possibilidade de transmissão da infecção entre profissionais de saúde (transmissão intra-hospitalar), como já descrito em outros países.

Com a escassez dos equipamentos de proteção individual (EPI) em face da pandemia, avalia-se o uso das máscaras de pano. Porém, em serviços de saúde, elas não devem ser usadas sob qualquer circunstância, de acordo com o mesmo documento citado anteriormente.

Para a população que necessita sair de suas residências, a máscara de pano pode ser recomendada como uma forma de barreira mecânica. Conquanto, há de ser destacada a importância da manutenção das outras medidas preventivas já recomendadas, como distanciamento social, evitar tocar os olhos, nariz e boca, além de higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool gel 70%. A máscara de pano pode diminuir a disseminação do vírus por pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas que podem estar transmitindo o vírus sem saberem, porém não protege o indivíduo que a está utilizando, já que não possui capacidade de filtragem. O uso da máscara de tecido deve ser individual, não devendo ser compartilhado.”

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