Casos de sarampo e poliomielite aumentaram em todo o mundo, diz relatório da OMS

Por G1

Após uma queda em 2016, os casos registrados de sarampo e poliomielite aumentaram em 2017 em todo o mundo, segundo as estimativas de imunização mais recentes divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo UNICEF.

A baixa cobertura vacinal em alguns países contribuiu para a alta dos casos no último ano.

Em 2017, foram registrados no mundo:

  • Sarampo: 173.330 casos, um aumento de mais de 41 mil casos em um ano. Destes, 775 casos foram na região das Américas.
  • Poliomielite: 96 casos, 54 casos a mais do que 2016. Nenhum caso confirmado na região das Américas, apesar de uma suspeita que foi descartada na Venezuela.
  • Difteria: mais de 16 mil casos registrados, um aumento de mais 9 mil casos em comparação com 2016. Destes, 872 casos foram na região das Américas.
  • Síndrome da Rubéola Congênita (SRC): 830 casos em 2017, um aumento de 367 casos se comparado com 2016.

Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é quando a infecção pelo vírus da rubéola acontece durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre, e pode comprometer o desenvolvimento do feto e causar aborto, morte fetal e anomalias congênitas.

A OMS faz um alerta de que estas doenças podem ser prevenidas com vacinas. E também ressalta que pode haver subnotificação dos casos, já que nem sempre os países conseguem informar dados precisos.

Sarampo

Globalmente, 85% das crianças foram vacinadas com a primeira dose da vacina contra o sarampo no primeiro ano de vida, através dos serviços de saúde de rotina e 67% com uma segunda dose.

Apesar disso, segundo o relatório, os níveis de cobertura permanecem bem aquém da cobertura de imunização contra o sarampo recomendada pela OMS, que é de pelo menos 95% para evitar surtos, evitar mortes evitáveis ​​e alcançar metas de eliminação regional.

Em 2017, a OMS chegou a emitir um alerta depois que os casos de sarampo aumentaram 400% na Europa. A maioria dos casos aconteceram na Ucrânia, Romênia e Itália.

No Brasil, são dois surtos em 2018: em Rondônia (200 casos confirmados e 2 mortes) e no Amazonas (263 casos). Quatro casos também foram registrados no Rio de Janeiro e estão sob investigação. Também há notificações de 7 casos no Rio Grande do Sul.

Em 2017, dez países tinham cobertura contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) ou contra o sarampo abaixo de 50%: Angola, República Centro-Africana, Chade, Guiné Equatorial, Guiné, Nigéria, Somália, Sudão do Sul, República Árabe da Síria e Ucrânia.

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar (Foto: Infografia: Karina Almeida/G1)

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar (Foto: Infografia: Karina Almeida/G1)

Vacinação infantil no Brasil

A vacina Tetra Viral, que previne o sarampo, caxumba, rubeóla e varicela, apresenta o menor índice de cobertura: 70,69% em 2017. Seguido da vacina de Rotavírus Humano que ficou 20% abaixo da meta.

Já o índice de cobertura contra a poliomielite ficou em 77%. O Ministério da Saúde informa que 312 municípios brasileiros estão com baixa cobertura para a vacina contra a poliomielite: eles não chegaram a vacinar nem metade das crianças menores de um ano.

Vacinação infantil no mundo

Em todo o mundo, cerca de 123 milhões de bebês, 9 em cada 10, receberam pelo menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche em 2017.

No entanto, a estimativa é que 20 milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) ; 45 milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas com uma segunda dose de vacina contra o sarampo e 76 milhões de outras crianças precisam ser vacinadas com 3 doses de vacina conjugada pneumocócica.

Desde 2015, o percentual de crianças que receberam o esquema completo de três doses de vacinas de rotina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) é sustentado em 85% (116,2 milhões de bebês). Um pouco abaixo dos 95% recomendados.

Dos 19,9 milhões de bebês que não são totalmente vacinados com DTP3, quase 8 milhões (40%) vivem em ambientes frágeis, incluindo países afetados por conflitos. E cerca de 5,6 milhões deles vivem em apenas três países – Afeganistão, Nigéria e Paquistão – onde o acesso aos serviços de imunização de rotina é fundamental para alcançar e sustentar a erradicação da pólio.

O relatório ressalta que a imunização é um alicerce de uma forte atenção primária à saúde e cobertura universal de saúde e fornece um ponto de contato para os cuidados de saúde no início da vida e oferece a todas as crianças a chance de ter uma vida saudável desde o início.

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Doença sexualmente transmissível pouco conhecida se alastra e alarma médicos por resistência a antibióticos

Por BBC

O uso de camisinha é o principal meio de prevenção, segundo especialistas (Foto: Asscom/Sesa ES)

O uso de camisinha é o principal meio de prevenção, segundo especialistas (Foto: Asscom/Sesa ES)

Uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos, segundo um alerta feito por especialistas europeus.

A Mycoplasma genitalium (MG), como é conhecida, já tem se mostrado resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública.

O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

O que é a MG?

A Mycoplasma genitalium é uma bactéria que pode ser transmitida por meio de relações sexuais com um parceiro contaminado.

Nos homens, ela causa a inflamação da uretra, levando a emissão de secreção pelo pênis e a dor na hora de urinar.

Nas mulheres, pode inflamar os órgãos reprodutivos – o útero e as trompas de falópio – provocando não só dor, como também febre, sangramento e infertilidade, ou seja, dificuldade para ter filhos.

A infecção, porém, nem sempre apresenta sintomas.

E pode ser confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, que é mais frequente no Brasil.

Preocupação

A ascensão da MG ocorre principalmente no continente europeu, mas, no Brasil, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria tanto pelo aumento da prevalência quanto pelo aumento da resistência antimicrobiana.

Como a infecção por essa bactéria não é de notificação compulsória no país, ou seja, as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos, não se sabe quantas são as pessoas atingidas.

No entanto, segundo o Ministério da Saúde, estudos regionais demonstram que ela “é muito menos frequente que outros agentes como a N. gonorrhoeae (responsável pela gonorreia) e Chlamydia trachomatis (responsável pela clamídia) – que, quando não tratadas, também podem causar infertilidade, dor durante as relações sexuais, entre outros danos à saúde.

No Reino Unido, por outro lado, o quadro preocupa, segundo a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, da sigla em inglês).

A associação afirma que as taxas de erradicação da bactéria após o tratamento com um grupo de antibióticos chamados macrolídeos estão diminuindo.

E que a resistência da MG a esses antibióticos é estimada em cerca de 40% no Reino Unido.

Um outro tipo de antibiótico, porém, a azitromicina, ainda funciona na maioria dos casos.

Diretrizes

Novas diretrizes detalhando a melhor forma de identificar e tratar a MG estão sendo lançadas, nesse contexto, no Reino Unido.

Já existem testes para detectar a bactéria, mas eles ainda não estão disponíveis em todas as clínicas da Inglaterra, onde os médicos podem, entretanto, enviar amostras para o laboratório da Public Health England – a agência executiva do Departamento de Saúde e Assistência Social – para obter um diagnóstico.

Peter Greenhouse, especialista em DSTs, recomenda às pessoas que tomem precauções.

“Já é hora de o público aprender sobre a Mycoplasma genitalium”, disse ele. “É mais um bom motivo para por camisinhas nas malas das férias de verão – e realmente usá-las.”

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que “a realidade ainda é muito diferente da Inglaterra”, mas que é necessário identificar os casos e tratá-los “para interromper a cadeia de transmissão”.

“Vale destacar que a camisinha masculina ou feminina é fornecida gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS), podendo ser retirada nas unidades de saúde de todo o país”, lembra.

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Novo exame de sangue pode revelar sua idade ‘real’ e expectativa de vida

Por BBC

Se você nasceu em 1980, vai completar 38 anos este ano, certo? Na verdade, depende. Do ponto de vista da saúde do seu corpo, pode ser que você seja bem mais velho ou mais jovem.

Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, desenvolveram um exame de sangue capaz de determinar a expectativa de vida com base na idade fisiológica do corpo – ou seja, identificaram uma forma de quantificar a idade das pessoas pelo funcionamento do organismo, em vez de calcular pelos anos que se passaram desde o nascimento.

“Dois indivíduos podem ter 50 anos em termos cronológicos, mas um deles pode ter o mesmo risco de morrer de alguém de 55 anos, enquanto o outro tem o mesmo risco de morrer de alguém de 45 anos”, explicam os pesquisadores Zuyun Liu, Pei-lun Kuo, Steve Horvath, Eileen Crimmins, Luigi Ferruci e Morgan Levine, no estudo publicado na revista científica Biorxiv.

Os pesquisadores levaram em conta nove “marcadores biológicos” ou “biomarcadores”, como são chamados, no meio científico, indicadores para o funcionamento normal ou patológico do organismo. Esses marcadores podem incluir, por exemplo, o funcionamento de órgãos, genes e proteínas.

Para criar o teste, foram observados 42 aspectos de uma amostra de sangue, entre as quais número de células brancas, nível de glicose e de albumina. A metodologia foi aplicada em 11.432 pessoas, que foram acompanhadas durante 12 anos e meio. Durante esse período, 871 morreram.

A partir de exames de sangue e do acompanhamento para verificar quando morreriam ou desenvolveriam doenças, foi possível calcular a expectativa de vida e a taxa de mortalidade para cada grupo de “idade fisiológica”.

A professora de Patologia da Universidade de Yale Morgan Levine, coautora do estudo, disse à BBC News Brasil que os resultados obtidos foram mais precisos que o de outros testes desenvolvidos até agora que levam em conta idade cronológica ou apenas um marcador biológico.

“A idade fisiológica alcançou quase 90% de precisão em estimar se uma pessoa viveria mais 10 anos ou não. Mas é importante destacar que esse cálculo é relacionado apenas a causas de morte relacionadas ao envelhecimento (surgimento de doenças crônicas, como diabetes e cardiopatias, por exemplo). Obviamente, não consideramos mortes acidentais, suicídio e homicídios”, afirmou.

Risco de morte e expectativa de vida

A pesquisa mostra que o acréscimo de um “ano” na idade fisiológica, em relação à idade cronológica, já é capaz de aumentar a mortalidade em cerca de 9%, quando considerados todos os grupos de idade.

Ao analisar por faixa etária, o efeito é mais significativo em jovens adultos do que em idosos. O acréscimo de um ano de idade fisiológica para jovens adultos (20-39 anos) aumenta em 14% o risco de morte.

Entre os adultos de meia-idade (40-64 anos), o risco de mortalidade aumenta em 10%; e em idosos, em 8%.

Os cientistas também analisaram o impacto da idade fisiológica na expectativa de vida.

A expectativa das mulheres de 65 anos que foram classificadas como saudáveis – por terem idade fisiológica equivalente à cronológica – era de 87 anos. Já as mulheres da mesma idade classificadas como tendo idade fisiológica avançada apresentaram uma expectativa média de vida de 78 anos – quase dez anos menos.

No caso dos homens, os saudáveis tinham expectativa de vida de 84 anos enquanto os com idade fisiológica bem mais avançada que a idade cronológica só viveriam, em média, até os 76 anos.

“A idade fisiológica é um indicador melhor de expectativa de vida do que a idade cronológica. Atualmente, a expectativa média de vida de um homem de 65 anos nos Estados Unidos é de 84,3 anos. Mas, com essa nova metodologia, podemos calcular uma expectativa média de vida mais personalizada, baseada tanto na idade cronológica quanto na idade fisiológica”, explica Morgan Levine

Melhorar a saúde no envelhecimento

A pesquisadora destaca, porém, que isso não significa que é possível dizer a idade exata que a pessoa terá ao morrer. Até porque a finalidade dessa metodologia é possibilitar tratamentos preventivos a quem apresentar um descompasso entre a idade cronológica e a idade fisiológica.

A vantagem desse tipo de exame, segundo Levine, é que ele consegue identificar a idade fisiológica de pessoas jovens, que não enfrentam, no momento do teste, problemas de saúde.

“Os tratamentos mais eficientes para doenças crônicas devem ter início o mais cedo possível, de preferência quando a pessoa ainda é um jovem adulto. A nossa pesquisa oferece um método capaz de indicar a necessidade de tratamentos e a eficácia deles até em pessoa jovens que são clinicamente saudáveis”, disse a pesquisadora Morgan Levine, à BBC News Brasil.

“Além disso, esse teste pode identificar pessoas em risco mesmo antes de desenvolverem doenças, o que pode facilitar a prevenção.”

Mas será que planos de saúde não poderão tirar proveito disso?

Uma discussão recorrente sobre a disponibilidade de exames capazes de prever potenciais problemas de saúde é o uso que a indústria de planos de saúde pode fazer desse tipo de recurso. Ou seja, será que esse exame de sangue não pode acabar encarecendo o acesso ao sistema particular de saúde?

O temor é que as empresas usem o teste para cobrar mais caro de quem tem idade fisiológica mais “avançada”. Perguntada sobre isso pela BBC News Brasil, Levine afirma que, como o exame não prevê a ocorrência específica de doenças, ele não deverá, na opinião dela, ser usado para precificar os planos.

“Eu não acredito que o exame será usado pela indústria de saúde, porque o teste não é específico a uma doença (não prevê o risco de a pessoa desenvolver uma doença ou outra especificamente). A obesidade, por exemplo, tem grandes consequências à saúde, mas não é usada para calcular a taxa do plano ou para negar um contrato”, exemplifica.

A pesquisadora espera que aconteça o contrário – que usuários utilizem os exames para pedir descontos ao demonstrar que são mais “jovens” do que revela a data de nascimento nos documentos de identidade.

Pesquisa revelou que o acréscimo de um 'ano' na idade fisiológica, em relação à idade cronológica, já é capaz de aumentar a mortalidade em cerca de 9%, quando considerados todos os grupos de idade (Foto: DIGIT)

Pesquisa revelou que o acréscimo de um ‘ano’ na idade fisiológica, em relação à idade cronológica, já é capaz de aumentar a mortalidade em cerca de 9%, quando considerados todos os grupos de idade (Foto: DIGIT)

“Ter uma idade fisiológica boa (menor que a cronológica) pode vir a garantir economia de dinheiro. Pode acabar funcionando como os ‘descontos a bons motoristas’ concedidos em contratos de seguro do carro.”

E esses descontos, na visão de Levine, podem ser um incentivo a mais para as pessoas adotarem estilos de vida mais saudáveis.

“Já estamos descobrindo que (o envelhecimento precoce do organismo) está associado à falta de exercícios, alimentação ruim, fumo e baixo nível educacional. Nos Estados Unidos, as pessoas já são ‘penalizadas’ pelas seguradoras por isso. Mas a idade fisiológica pode ser uma forma para alguém com bons hábitos mostrar que merece um desconto”, acredita ela.

Ainda não se sabe quando esse novo exame de sangue vai ser incorporado a clínicas e hospitais, até porque os resultados acabaram de ser divulgados.

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Ministério da Saúde confirma mais 15 mortes por dengue em 2018

Por G1

O Ministério da Saúde confirmou mais 15 mortes por dengue esse ano: são 77, segundo último boletim divulgado com levantamento até o dia 23 de junho. Nos dados anteriores, divulgados há uma semana, a pasta havia confirmado 62 mortes. Outras 181 mortes pelo vírus da dengue estão em investigação.

No total, a pasta confirmou 1884 casos de dengue grave e com sinal de alarme. A região com maior número de casos prováveis de dengue foi a Centro-Oeste: foram 64.563 notificações (37,6% do total); em seguida, está o Sudeste com 51.172 notificações (24,9%) do total.

Em relação ao chikungunya, o Ministério da Saúde confirmou 11 óbitos esse ano. Outras 42 mortes estão sendo investigadas. No total, o Brasil registrou 34.079 casos confirmados. A região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (sem confirmação): (28.722 casos; 54,1% do total.

Casos prováveis de chikungunya até 23 de junho de 2018 por região (%)

Em adultos, o Ministério da Saúde não registrou nenhum óbito pelo vírus da zika em 2018. Desde 2015, no entanto, a pasta contabiliza 327 mortes de crianças relacionadas ao vírus.

Em relação ao número de casos de zika em adultos, a pasta confirmou 2.155 casos. Dentre os casos prováveis (não confirmados), a região Sudeste apresentou o maior número (2049 casos; 37,9% do total).

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Pernambuco confirma primeira morte por dengue em 2018

Por G1 PE

O Governo do Estado confirmou, em boletim divulgado nesta sexta-feira (13), a primeira morte causada por dengue em Pernambuco, em 2018. A vítima foi uma mulher de 53 anos, moradora de Paulista, no Grande Recife. De acordo com a Secretaria de Saúde, o óbito aconteceu no dia 21 de fevereiro, mas houve a necessidade de esperar os resultados dos exames laboratoriais.

Entre 31 de dezembro de 2017 e 7 de julho de 2018, o estado registrou 42 notificações de óbitos pelas aborviroses, que englobam denguezikachicungunya e febre amarela, transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Dessas, seis foram descartadas e uma, confirmada. Outros 35 casos ainda estão sendo investigados.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, durante este período, foram notificados 13.006 casos de dengue em 171 municípios.

Esse número representa um aumento de 17,3% em comparação com o mesmo período de 2017, quando foram notificados 11.084 casos. Das notificações deste ano, 2.786 foram confirmadas e 4.210, descartadas.

No caso da chikungunya, houve redução de 51,3% no número de notificações, na comparação entre 2017 e 2018.

Este ano, foram notificados 1.647 casos em 120 municípios, com 235 confirmações e 714 descartes. No mesmo período de 2017 houve 3.380 notificações.

Pernambuco registrou, ainda, 486 notificações de zika em 73 cidades do estado, sendo 27 delas confirmadas e 350, descartadas. Em 2017, no mesmo período, foram notificados 497 casos, o que representa uma redução de 2,2% este ano.

O Índice de Infestação Predial do 3º ciclo do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) aponta que 84 municípios pernambucanos estão em situação de risco, 82 em estado de alerta e apenas 18 em situação satisfatória.

Recife

Um relatório divulgado pela Prefeitura do Recife aponta que 11 bairros do município têm alto risco de infestação do mosquito Aedes Aegypti.

As áreas da cidade onde os agentes de saúde ambiental mais encontraram larvas do mosquito são: Jordão, Água Fria, Beberibe, Várzea, Alto José do Pinho, Nova Descoberta, Joana Bezerra, Jaqueira, Parnamirim, Tamarineira e Alto José Bonifácio

O levantamento também mostra que 80% dos focos foram localizados dentro das residências, em locais como baldes e caixas-d’água, que são propícios à reprodução das larvas por facilitar o acúmulo de água parada.

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Pesquisadores espanhóis trabalham em vacina global contra o ebola

Por France Presse

Uma equipe de pesquisadores espanhóis está trabalhando em uma vacina global contra o vírus do ebola, que nos últimos anos causou estragos na África e inclusive um contágio na Espanha, anunciou um hospital de Madri nesta quarta-feira (11).

Atualmente existe uma vacina, mas só contra uma das cinco cepas desta febre hemorrágica, a variedade conhecida como Zaire.

A vacina rVSVSV-ZEBOV, sob licença do laboratório americano Merck & Co, foi administrada em maio passado na República Democrática do Congo (RDC), para evitar a repetição de uma epidemia que entre 2013 e 2016 deixou mais de 11.300 mortos na África Ocidental.

Ebola: doença atinge República Democrática do Congo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Ebola: doença atinge República Democrática do Congo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

O hospital público 12 de Octubre, em colaboração com outros dois centros madrilenhos, trabalha há meses com amostras de três pacientes tratados com sucesso na Espanha.

Rafael Delgado, o pesquisador principal, explicou à imprensa que a dificuldade está no fato de que o vírus se protege com proteínas que servem de escudo, e só expõe suas zonas vulneráveis durante um curto espaço de tempo, o que dificulta a ação do sistema imunológico.

No entanto, os pesquisadores descobriram que os três pacientes tratados na Espanha tinham produzido em seu organismo anticorpos “muito efetivos” contra a doença, embora “em pequena quantidade” e só contra a variedade Zaire, com a qual se contagiaram.

O objetivo a partir de agora, acrescentou Delgado, é produzir esses anticorpos em maior quantidade, e de uma forma em que sejam eficazes contra as cinco cepas do vírus.

“O desafio é produzir estes anticorpos em maior escala, através de uma vacina”, disse Delgado, chefe de microbiologia do Hospital 12 de Octubre.

O pesquisador apontou que a equipe espera ter resultados dos testes realizados com ratos em um ano.

Segundo ele, esta técnica que consiste em buscar a melhor forma de atacar os pontos vulneráveis dos vírus poderia dar pistas para combater outras doenças, como o HIV e a gripe.

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Mais de 6 milhões de brasileiros do grupo de risco não se vacinaram contra a gripe

Por G1

Na foto, moradora de Curitiba se vacina contra a gripe (Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba)

Na foto, moradora de Curitiba se vacina contra a gripe (Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba)

Um novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúdenesta quarta-feira (11) informa que 6 milhões de brasileiros que estão dentro do grupo de risco para a gripe não se vacinaram. As crianças são o público que menos tomou a vacina – 3,3 milhões ainda não tomou uma dose neste ano, mais da metade do montante de pessoas que ainda não está imunizado.

A vacina da gripe ainda é ofertada – desde o dia 25 de junho, os municípios que ainda tiverem doses contra a gripe podem estender a campanha contra a doença. As gestantes estão em segundo lugar entre o grupo dos não-imunizados: 493.710 grávidas não compareceram para se proteger contra a doença. Crianças a grávidas atingiram 73,3% e 76,4% de cobertura vacinal, respectivamente.

Apesar disso, a cobertura vacinal três semanas após o fim oficial da campanha nacional contra a gripe chegou a 89%, no público-alvo geral. De acordo com o boletim epidemiológico no ministério, 50,4 milhões de pessoas já se vacinaram. A meta é chegar a 90%, o que representa vacinar mais 4 milhões deste totoal de 6 milhões do grupo de risco.

Entre esses mais de 50 milhões, 20,2 milhões são idosos, 4,4 milhões são trabalhadores da área da saúde, 2,2 milhões são professores, 358,9 mil são puérperas e 643,3 mil são indígenas. Esses grupos todos atingiram suas metas para imunização.

Gripe no Brasil

O último levantamento do Ministério da Saúde foi publicado na sexta-feira (6). Foram registrados 4.226 casos de influenza no país, com 745 mortes. Deste total, 2.238 casos e 495 mortes foram devido à infecção por H1N1.

Casos e mortes de influenza no Brasil em 2018

Casos Mortes
H1N1 2.538 495
H3N2 889 127
Influenza B 317 44
Influenza A 482 79
TOTAL 4.426 745

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Recife tem 11 bairros com alto risco de infestação do mosquito Aedes aegypti

Por Bruno Grubertt, TV Globo

No Recife, onze bairros estão com alto risco de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus da zika e da chikungunya. É o que aponta um relatório divulgado pela Prefeitura do Recife na terça-feira (10). 

As áreas da cidade onde os agentes de saúde ambiental mais encontraram larvas do mosquito são: Jordão, Água Fria, Beberibe, Várzea, Alto José do Pinho, Nova Descoberta, Joana Bezerra, Jaqueira, Parnamirim, Tamarineira e Alto José Bonifácio.

O levantamento mostra que 80% dos focos foram localizados dentro das residências, em locais como baldes e caixas-d’água, que são propícios à reprodução das larvas por facilitar o acúmulo de água parada.

Diariamente, a prefeitura do Recife coloca nas ruas mais de 600 agentes, que visitam aproximadamente 18 mil residências e estabelecimentos comerciais. Para Jurandir Almeida, gerente de saúde ambiental da prefeitura, é importante receber os profissionais em casa e acompanhar as visitas.

“O agente está preparado para identificar focos, pode dar orientações e identificar, dentro da casa, quais são os locais que oferecem riscos e as soluções”, explica.

De acordo com Almeida, as pessoas se descuidam nessa época do ano por conta do baixo grau de adoecimento da população. “É exatamente nesse momento que a gente tem mais folga para poder se dedicar à eliminação dos focos. É importante que as pessoas dediquem 15 minutos da sua semana para dar uma geral na residência e eliminar os pontos de risco”, afirma.

O auxiliar de estoque Ednilson Joaquim de Castro, morador do Alto José Bonifácio, na Zona Norte do Recife, busca se prevenir.

“Eu sempre recebo os agentes de saúde. Eles olham o estabelecimento todo e, quando encontram alguma coisa, avisam. Se encontram alguma larva, eu ajudo o agente a lavar e botar o remédio. Felizmente, na minha casa ninguém teve dengue. Cuido e deixo tudo limpo para não deixar nenhum lugar para o mosquito se acumular”, diz.

Pernambuco

Este ano, o estado teve 11.500 casos de dengue notificados até o dia 16 de junho, número 18,2% maior que o registrado no mesmo período em 2017. Além disso, as notificações de chikungunya e zika até a referida data somaram 1.419 e 354 casos, respectivamente.

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USP alerta para alterações hormonais e outras doenças por uso excessivo de plásticos e cosméticos

Por Rodolfo Tiengo, G1 Ribeirão e Franca

Água engarrafada em garrafas plásticas (Foto: Getty Images)

Água engarrafada em garrafas plásticas (Foto: Getty Images)

Da garrafa plástica ao protetor solar, do sabonete ao papel emitido pela máquina de cartão de crédito, a concentração de compostos químicos de materiais que facilitam a vida das pessoas é motivo de preocupação para pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP).

Chamadas de desreguladores endócrinos, substâncias capazes de alterar a produção de hormônios no organismo associadas a câncer, obesidade e até infertilidade foram encontradas em variedades e níveis alarmantes em crianças de todas as regiões do país, segundo um recente estudo publicado na revista científica Environment International.

“É um efeito a longo prazo. À medida que vou usando produtos que contenham esse tipo de substância ao longo da minha vida com certeza estou correndo o risco”, afirma Bruno Alves Rocha, pesquisador do departamento de análise clínicas e toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

Ao todo, foram coletadas amostras de urina de 300 crianças com idades entre 6 e 14 anos. Em mais da metade delas, foram encontrados ao mesmo tempo 25 tipos de disruptores endócrinos, segundo Rocha.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que aditivos como esses analisados na pesquisa são adicionados intencionalmente pelas empresas para exercer funções tecnológicas, mas estão sujeitos a rígidas regulações e só podem ser usados em quantidades autorizadas pela legislação pertinente.

“A permissão de uso dessas substâncias em alimentos e embalagens que entram em contato com alimentos, por exemplo, só é realizada após comprovação de sua segurança de uso, por meio de estudos toxicológicos e de avaliações de exposição, além da comprovação de sua finalidade tecnológica”, comunicou.

Disruptores endócrinos

Autor dos estudos, Rocha analisou 65 disruptores, sobretudo os classificados como ftalatos – encontrados em produtos de cuidado pessoal e materiais de limpeza-, bisfenois – usados na fabricação de plásticos, embalagens de alimentos e papeis térmicos -, benzofenonas – usadas em protetores solares, além de batons e cremes com filtros- ; e parabenos, que agem como conservantes em alguns tipos de medicamentos.

Os resultados apontados, segundo ele, servem de alerta para a multiexposição diária das pessoas a essas substâncias, mesmo quando utilizadas de maneira regulada nos produtos.

“São substâncias utilizadas com finalidades diferentes, em muitas delas existe regulação por parte da Anvisa, com limites máximos permitidos nesses produtos. O grande problema é que, de maneira geral, a gente não está exposto a uma substância. Qual seria o efeito de você estar exposto, uma vez que ao longo do seu dia você faz uso de vários? Esse tipo de coexposição a diversos tipos de disruptores vai ter um efeito tóxico nas pessoas”, diz.

Em 98% das amostras, foi encontrado o bisfenol A, componente já usado em produção de mamadeiras, mas proibido. Em um quarto das crianças analisadas, foram encontrados índices considerados tóxicos de ftalatos. Para outros tipos de desreguladores ainda não existem parâmetros suficientes para confirmar o nível de toxicidade.

“As crianças cada vez mais usam cosméticos, em geral, e quanto mais cedo teoricamente pior o efeito”, alerta.

Segundo o pesquisador, o estudo, iniciado em 2016 como parte de seu pós-doutorado, também apontou que a maior concentração dessas substâncias foi encontrada em crianças das regiões Norte e Nordeste.

Em alguns dos casos, os componentes também apareceram em maior concentração em comparação com avaliações de países como Estados Unidos, Canadá e China.

Por meio de uma mineração de dados, metodologia que consiste em buscar padrões dentro de uma grande quantidade de informações disponíveis, ainda foi possível analisar a interação de mais de uma dessas substâncias nos organismos. Com isso, o estudo evidenciou que as células que haviam sofrido algum tipo de dano genético foram submetidas à exposição de diferentes disruptores endócrinos ao mesmo tempo.

Rocha explica que, diante da prevalência dos disruptores endócrinos nos diferentes produtos do dia a dia, a melhor maneira de amenizar o contato é por meio da mudança dos hábitos de consumo.

De acordo com o pesquisador, o estudo faz parte de um projeto mais amplo ligado ao Ministério da Saúde, que encontra a adesão de mais pesquisadores. Além de crianças, a expectativa é confirmar, em iniciativas futuras, as interações dessas substâncias em adultos, grávidas e recém-nascidos.

“A partir de então a gente espera que os órgãos regulamentadores passem a tomar atitudes , para que haja um controle maior dessas substâncias.”

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Aumenta para 11 o número de mortes de pacientes com influenza em PE em 2018

Por G1 PE

Secretaria de Saúde de Pernambuco divulgou boletim epidemiológico nesta quinta (5) (Foto: Reprodução/Google Street View)

Secretaria de Saúde de Pernambuco divulgou boletim epidemiológico na quinta (5) (Foto: Reprodução/Google Street View)

Subiu para 11 o número de pacientes que morreram com o vírus da influenza em Pernambuco em 2018. O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta quinta-feira (5) abrange os casos registrados de janeiro deste ano até o dia 23 de junho. No boletim divulgado em junho, o estado contabilizava sete mortos com o vírus.

Das 11 pessoas que morreram com sintomas da síndrome respiratória aguda grave (Srag), nove tiveram resultados laboratoriais positivos para a influenza A (H1N1) e outros dois para a influenza A (H3N2). Do total de casos, três foram crianças menores de dois anos e outros três eram idosos maiores de 60 anos.

Até o dia 23 de junho deste ano, foram registrados em Pernambuco 1.162 casos da síndrome respiratória aguda grave. Esses quadros são caracterizados pela internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado a um desconforto respiratório.

Entre os casos com resultado laboratorial confirmado, 53 foram para influenza A (H1N1), 23 para influenza A (H3N2), um para influenza B, um para vírus sincicial respiratório (VSR) e outro para a parainfluenza 1.

No mesmo período de 2017, foram contabilizados 1.121 casos de Srag, com 67 confirmações para influenza A (H3N2), 28 de influenza B, três VSR e um para a parainfluenza 1.

Recomendações

Em doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro. As pessoas com histórico de alergia a ovo, que apresentem urticária após a exposição, podem receber a vacina da influenza mediante adoção de medidas de segurança.

A vacina não é indicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e derivados.

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