Equipe brasileira do Inpe ajudou a monitorar rota de sonda indiana até a órbita da Lua

Por Carolina Dantas, G1

O Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) ajudou a missão indiana que levou a sonda Chandrayaan-2 até os polos da Lua. Uma equipe de 12 pessoas, com técnicos e um engenheiro, recebeu dados de satélites e depois enviou para a Organização de Pesquisa Especial da Índia (ISRO). Um cientista indiano veio ao Brasil para acompanhar o processo. O Inpe deu suporte durante a etapa de trajeto até a Lua, mas não atuou na execução da aterrissagem.

Chandrayaan-2 foi lançada em 22 de julho deste ano. Ela sucedeu a primeira missão, a Chandrayaan-1, que sobrevoou a Lua e fez uma mapeamento da superfície em 2008. Em 2019, a ideia era tornar a Índia o quarto país a aterrissar no satélite natural, depois de Estados Unidos, Rússia e China.

Na última sexta-feira (6), a sonda estava prestes a pousar na Lua. A ISRO perdeu o contato a poucos metros do solo. No domingo (8), o módulo de pouso Vikram foi encontrado na superfície lunar, mas a comunicação não foi recuperada.

“Foi meio que um balde de água fria. Seria a cereja do bolo ter a missão completa. Mas, de qualquer forma, todo o processo é aprendizado. Foi uma evolução muito grande dos indianos”, disse Fernando Almeida, engenheiro eletrônico do Inpe

A missão indiana foi idealizada com tecnologia nacional, e contou com parcerias estrangeiras. No caso do instituto brasileiro, os pesquisadores ajudaram a monitorar a órbita da sonda em aproximação com a Lua. Participou também uma equipe do Laboratório JPL, da agência espacial americana (Nasa).

O trajeto idealizado até o satélite natural funcionou assim: várias órbitas elípticas ao redor da Terra, que aos poucos foram se expandindo para entrar em curso até a Lua, que atraiu a Chandrayaan-2 com sua força de gravidade.

A questão é que, em alguns pontos da órbita, as antenas indianas não tinham capacidade de monitorar a sonda. Nesta hora, entraram os cientistas do Brasil.

“As nossas antenas servem para receber os dados a bordo da sonda e também para enviar telecomandos, para dar ordens para alguma atividade no espaço”, explicou Fernando.

“Quem controlava a sonda era a Índia, através do centro de controle em Bangalore. Eles criaram uma rede de comunicação com as nossas antenas e as da Nasa. As antenas são apenas o ponto de apoio entre o centro de controle e a espaçonave”, disse o engenheiro do Inpe.

As antenas das estações de Alcântara e Cuiabá, do Inpe, faziam contato com três satélites – dois brasileiros e um em parceria com a China. Eles enviavam os dados para o instituto, que encaminhava para a agência espacial indiana. O rastreamento começou em 22 de julho, dia do lançamento, e seguiu até 14 de agosto.

Essas antenas do Inpe também seguem e ajudam no controle dos satélites brasileiros. De acordo com Fernando, os cientistas já participaram de uma missão chinesa, e outras indianas, incluindo o envio de uma sonda para a órbita de Marte e a primeira Chandrayaan-1.

A missão

O objetivo da missão era obter informações sobre a composição mineral da Lua e eventual presença de água nos polos. O contato com a base foi perdido cerca de 20 minutos depois de iniciado o procedimento de pouso suave, que visa reduzir a velocidade do módulo para garantir uma chegada segura.

Os cientistas da ISRO acompanhavam a missão ao vivo na sede da agência espacial quando o sinal do módulo foi perdido. O pouso do módulo Vikram estava agendado para acontecer às 17h25h da sexta-feira. Depois, o jipe Pragyan deveria explorar a superfície lunar entre 20h30 e 21h30.

“A descida do módulo de pouso Vikram estava normal até uma altitude de 2,1 km. Então nós perdemos comunicação. Os dados estão sendo analisados”, disse Kailasavadivoo Siva, responsável pela ISRO após a tentativa de pouso.

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Planeta onde foi localizado vapor d’água será alvo de novo telescópio previsto para 2021

Por Cássio Barbosa

7 pontos sobre a descoberta

  1. Exoplaneta K2-18 b foi descoberto em 2015 pelo telescópio Kepler
  2. O K2-18 b tem massa de até 10 vezes a da Terra, é rochoso e tem atmosfera com nuvens
  3. Ele está na zona habitável de sua estrela: é a região em que a radiação incidente é suficiente para manter a água no estado líquido
  4. Astrônomos do College London estudaram um conjunto de dados públicos do Hubble
  5. Pesquisa conseguiu filtrar a luz refletida pelo exoplaneta que está a 125 anos luz da Terra
  6. Dados observados indicam presença de vapor d’água
  7. Telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2021, vai investigar indícios de outras substâncias, como metano, oxigênio e ozônio
Telescópio espacial James Webb, em imagem artística da Nasa — Foto: Nasa/Divulgação

Telescópio espacial James Webb, em imagem artística da Nasa — Foto: Nasa/Divulgação

A trajetória de uma descoberta

Um tempão atrás, sei lá, há quase 10 anos, eu escrevi sobre a primeira identificação de um gás na atmosfera de um exoplaneta. Era uma detecção de hélio na atmosfera de um Júpiter quente, se não me engano, bem no limiar do instrumento. A detecção era marginal, o planeta em questão era um planeta bem maior e mais quente que Júpiter, quase uma estrela, e o mais empolgante nem foi o resultado, mas sim a detecção em si.

As dificuldades técnicas em se conseguir identificar as espécies químicas na atmosfera de um exoplaneta através de seu espectro são muito grandes. Além da estabilidade do instrumento, há que se considerar que não é possível apontar para o planeta apenas. Da distância em que estamos, toda a luz refletida pelo sistema de planetas, cometas, asteroides e tudo o que houver em torno da estrela vai vir junto com a luz da estrela, que é muito mais intensa. Desde a época desta primeira detecção, astrônomos do mundo inteiro desenvolveram técnicas para “filtrar” a luz da estrela e ficar com o que interessa. No caso, a luz do exoplaneta.

E assim foi feito com o exoplaneta K2-18 b, descoberto em 2015 pelo telescópio Kepler. Ele foi identificado como uma ‘super-Terra’, ou seja, um planeta com massa de até 10 vezes a massa da Terra. Mais do que isso, um exoplaneta entra na categoria de ‘mini-Netuno’, um planeta até rochoso, mas com uma grossa camada de nuvens. No caso de K2-18 b, sua massa deve ficar em torno das 8 vezes a massa da Terra, com um raio um pouco maior que o dobro do raio do nosso planeta. Além de super-Terra, isso o faz um planeta rochoso.

Cientistas anunciam descoberta de água na atmosfera de um planeta fora do sistema solar

Outra coisa interessante dessa super-Terra é que ela está na zona habitável da sua estrela, uma anã vermelha menor e mais fria que o Sol. A zona habitável é aquela região ao redor de uma estrela em que a radiação incidente é suficiente para manter a água no estado líquido, ou seja, mais que 0 graus Celsius e menos do que 100 graus. Isso não significa, a priori, que haja água no estado líquido em K2-18 b. Além da radiação incidente, é preciso ter outras condições favoráveis, como a existência de uma atmosfera que não seja muito densa, ou muito rarefeita. Veja o caso do Sistema Solar: Vênus, Terra e Marte estão na zona habitável do Sol, mas só a Terra possui oceanos.

Para estudar K2-18 b, uma equipe de astrônomos liderada por Angelos Tsiaras, da Universidade College London, baixou um conjunto de dados públicos do Hubble. Sim, isso mesmo, os dados estavam à disposição de quem quisesse pega-los, depois que foi cumprido o prazo de exclusividade da pessoa que fez as observações. Com o Hubble, a estabilidade do instrumento estava garantida, restou ao grupo “apenas” trabalhar na filtragem da luz do exoplaneta. Na verdade, o termo mais correto é subtração da “luz da estrela” da “luz total” registrada.

Depois disso, o grupo de Tsiaras rodou diversos modelos de transmissão/reflexão de luz por diversos tipos de atmosferas. Em outras palavras, os programas simulavam a capacidade de absorção de atmosferas com diferentes composições químicas, incluindo até mesmo nuvens e os modelos que mais se aproximam dos dados observados são os que incluem vapor d’água!

Dentre os resultados, não é possível excluir a presença de hidrogênio e hélio, que deve estar presente em um planeta com tanta massa. Modelos com nitrogênio (como nossa atmosfera), ou com nuvens também descrevem bem os dados obtidos pelo Hubble e não dá para descartar nenhum dos dois cenários. Mas o que se sabe é que sem vapor d’água nenhum modelo se encaixa direito, ou seja, é sim muito provável que haja vapor d’água na atmosfera dessa super-Terra.

E por que tanto interesse em vapor d’agua?

Porque K2-18 b tem atmosfera com água na forma gasosa, podendo até ter nuvens. Além disso, está justo na região ao redor da estrela em que sua iluminação fornece condições para haver água líquida. Não é exagero especular que pode haver, de fato, água líquida em K2-18 b e, você sabe, água em estado líquido é uma condição muito importante para haver vida, ao menos a vida como conhecemos.

K2-18 b está a uma distância de 125 anos luz, uma distância pequena em termos relativos, o que o fará um alvo preferencial quando o telescópio espacial James Webb for lançado em 2021 se tudo der certo. Com um telescópio do porte dele, será possível obter mais detalhes da atmosfera do exoplaneta, investigando inclusive a possibilidade de haver outras substâncias, como metano, oxigênio e ozônio que foram propostos como assinaturas da existência de vida em outros planetas. Em menos de 10 anos teremos essa resposta!

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Casos de sarampo em São Paulo sobem 20% em uma semana e chegam a 3.591

Por Marina Pinhoni, G1 SP — São Paulo

O número de casos confirmados de sarampo no estado de São Paulo subiu para 3.591 em 2019, segundo novo balanço divulgado nesta quarta-feira (11) pela Secretaria Estadual de Saúde. O valor representa crescimento de 20% em relação ao registro de 2.982 da semana anterior.

Segundo a secretaria, 60% dos registros se concentram na capital (2.179). O número de cidades do estado com confirmações da doença subiu de 111 na semana passada para 134 nesta semana(Veja a lista completa abaixo)

Em agosto, foram confirmadas as mortes de três pessoas por complicações da doença, o que não acontecia no estado desde 1997. As vítimas foram um homem de 42 anos, que não tinha imunização, e dois bebês: um de 9 meses, da capital, e um de 4 meses, de Osasco, na Grande São Paulo.

Após as mortes, a Secretaria Municipal da Saúde anunciou a intensificação das ações de vacinação para bebês de seis meses até dois anos de idade, com presença nas creches e busca ativa nas casas de pais que estão com as vacinas das crianças atrasadas.

No estado, continua a campanha de vacinação de dose extra para bebês de seis meses a um ano, seguindo orientação nacional do Ministério da Saúde. A faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e mortes, e representa cerca de 13% do total de casos registrados em São Paulo.

A aplicação da chamada “dose zero” não é contabilizada no calendário de vacinação das crianças nessa faixa etária. Ou seja, os pais ou responsáveis também deverão levá-las aos postos para receber a tríplice viral aos 12 meses e aos 15 meses para aplicação do reforço com a tetraviral.

Mesmo sem campanhas específicas, pessoas de todas as idades podem procurar as Unidades Básicas de Saúde para regularizar a carteirinha de vacinação gratuitamente. A secretaria afirma que apenas em quem tiver alguma pendência será vacinado (Veja abaixo quem deve se vacinar).

Também continuam sendo realizadas as ações de bloqueio. Quando há notificação de casos de sarampo, agentes de saúde vacinam, sem discriminação de idade ou situação vacinal, as pessoas que tiveram contato com a possível vítima da doença em locais como ambiente de trabalho e condomínio.

A recomendação para as mães de crianças com idade inferior a 6 meses – que não podem tomar a vacina – é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença.

Os sintomas da doença podem ser: manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite e manchas brancas na mucosa bucal.

Quem deve se vacinar

  • Bebês de 6 meses a 1 ano incompletos devem tomar a “dose zero”, que é extra. Ao completar 12 meses, devem tomar normalmente uma dose da tríplice viral. Aos 15 meses, devem tomar uma dose da tetravalente.
  • Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade devem ter duas doses da tríplice viral comprovadas. Se não está marcada na carteirinha ou não se lembra, deve procurar uma UBS e regularizar a situação;
  • Adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos 1 dose da tríplice viral;
  • Adultos com mais de 60 anos não precisam se vacinar, por já terem tido contato com a doença no passado;
  • VEJA OS LOCAIS ONDE A VACINA É OFERECIDA NA CAPITAL

Casos de sarampo em SP até 11/09

CIDADESNº DE CASOS
Total3591
São Paulo – Capital2179
Santo André186
São Bernardo do Campo126
Guarulhos80
Mauá76
Osasco54
Barueri52
Fernandópolis51
Ribeirão Pires47
Mairiporã45
Franco da Rocha44
Carapicuíba40
Francisco Morato39
Campinas37
Santos29
São Caetano do Sul27
Sorocaba24
Santana de Parnaíba23
Bauru22
Caieiras22
Diadema18
Mogi das Cruzes18
São José do Rio Preto18
Limeira15
Itaquaquecetuba13
Guarujá12
Jundiaí12
Praia Grande12
Franca10
Peruíbe10
São Carlos10
Marília9
Poá8
Ribeirão Preto8
São José dos Campos8
Sertãozinho8
Vinhedo8
Guararema7
Indaiatuba7
Atibaia6
Taubaté6
Votuporanga6
Araçariguama5
Jandira5
Suzano5
Taboão da Serra5
Cotia4
Embu-Guaçu4
Pindamonhangaba4
Sumaré4
Araçatuba3
Barretos3
Cajamar3
Hortolândia3
Itapecerica da Serra3
Itapevi3
Itu3
Jaguariúna3
Louveira3
Paulínia3
Presidente Venceslau3
Arujá2
Birigui2
Capela do Alto2
Embu2
Ferraz de Vasconcelos2
Ilhabela2
Itatiba2
Jacareí2
Jales2
José Bonifácio2
Mirassol2
Pontal2
Rio Grande da Serra2
Santa Isabel2
São Vicente2
Tatuí2
Valinhos2
Agudos1
Americana1
Aparecida1
Araras1
Arthur Nogueira1
Bastos1
Bertioga1
Biritiba-Mirim1
Bom Jesus dos Perdões1
Bragança Paulista1
Caçapava1
Caconde1
Campos do Jordão1
Catanduva1
Cubatão1
Duartina1
Garça1
Getulina1
Guapiaçu1
Guaratinguetá1
Guariba1
Ibitinga1
Itapira1
Itapetininga1
Itápolis1
Itanhaém1
João Ramalho1
Lins1
Lucélia1
Luís Antônio1
Macedônia1
Mariápolis1
Meridiano1
Mogi Mirim1
Mongaguá1
Monte Mor1
Olímpia1
Penápolis1
Pedro de Toledo1
Pereira Barreto1
Piedade1
Piracaia1
Pirassununga1
Porto Ferreira1
Pradópolis1
Presidente Epitácio1
Presidente Prudente1
Rio Claro1
Salto Grande1
Santa Adélia1
São Roque1
Socorro1
Tabapuã1
Taquaritinga1
Tietê1
Ubatuba1

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde

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Taquaritinga do Norte inicia ‘varredura’ para vacinar moradores contra sarampo

Por Ana Rebeca Passos/TV Asa Branca, G1 Caruaru

Na segunda-feira (2) a Secretária de Saúde de Pernambuco confirmou a morte de um bebê de sete meses por sarampo em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco. A criança deu entrada no hospital de Caruaru, no dia 17 de agosto e morreu em seguida. Essa é a primeira morte causada pela doença registrada no Estado.

Ao todo foram notificados 395 casos da doença, destes 296 estão em investigação e 13 foram confirmados após análise laboratorial. Segundo a Secretária de Saúde do município, Poliana Santana, a primeira notificação da doença foi registrada no dia 31 de julho e deste então os órgãos de saúde da cidade estão realizando ações de vacinação. “Desde a primeira notificação, passamos a realizar ações de vacinação tanto de bloqueio dos casos notificados, como também vacinação para imunizar a população”, afirma a secretária.

Devido as ações cerca de 5 mil pessoas foram vacinadas durante o mês de agosto. No sábado (7) foi realizado o dia “D” da campanha de vacinação contra sarampo, imunizando cerca de dois mil moradores do município. Ainda de acordo com a Secretária, as ações contra a doença estão sendo intensificadas e a partir da tarde desta segunda-feira (9), agentes de saúde e profissionais de enfermagem estarão passando nas casas dos moradores para conscientizar e atualizar os cartões de vacina.

“Estaremos indo de casa em casa, fazendo uma varredura, certificando a situação vacinal de cada morador, além de estarmos com um contingente de vacina suficiente para atender toda a população de Taquaritinga do Norte que não está vacinada e que não tem a comprovação de vacina”, afirma Poliana Santana.

Os moradores que desejam atualizar o cartão de vacina podem se vacinar em qualquer um dos sete postos de saúde que funcionam das 7h às 15h da tarde.

Sintomas

A Secretaria de Saúde informa que é preciso prestar atenção nos sintomas do sarampo. São eles: febre, manchas avermelhadas, que começam na cabeça e vão descendo para o restante do corpo, tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite. Esse cuidado deve ser tomado sem levar em conta a idade ou se a pessoa tomou vacina alguma vez.

Também é preciso ficar em alerta para casos de pessoas com histórico de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, ou com alguém que viajou para local com circulação viral.

Segundo a Secretaria Estadual, no Brasil, os estados com casos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas e Roraima. A notificação de caso suspeito de sarampo é obrigatória. Apresentando sintomas devem ir ao posto de saúde mais próximo para receber a devida assistência.

Vacina

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e está disponível de rotina nas salas de vacina dos municípios. Em 2019, em Pernambuco, até 27 de julho, 85% das crianças com 1 ano fizeram a primeira dose da tríplice viral e 63%, a segunda. A meta mínima é de 95% de cobertura, levando em conta o público de todas as idades.

A imunização deve seguir o seguinte esquema:

Indivíduos de 12 meses a 29 anos de idade: 2 doses de tríplice viral com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;

Indivíduos de 30 a 49 anos de idade não vacinados: 1 dose de tríplice viral;

Profissionais de saúde não vacinados: 2 doses com a vacina tríplice viral independente da idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Ainda é indicada a vacinação de crianças de 6 meses a menores de 1 ano que vão se deslocar para municípios que apresentam surto ativo de sarampo. A imunização deve ser feita pelo menos 15 dias antes da viagem.

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Primeiro laboratório de produção de pele humana para testes do Brasil é inaugurado no Rio

Por Eduardo Pierre, G1 Rio

Epiderme é recriada a partir de sobras de cirurgias plásticas — Foto: Samuel Allard/Divulgação

Epiderme é recriada a partir de sobras de cirurgias plásticas — Foto: Samuel Allard/Divulgação

O Brasil ganha nesta segunda-feira (9) o primeiro laboratório de bioengenharia de tecidos que vai disponibilizar pele reconstruída para testes em produtos. A unidade, no Rio, vai fornecer amostras de pele humanas recriadas como alternativa ao uso de animais como cobaias.

A filial da Episkin, subsidiária da L’Oréal, será inaugurada às 14h no Centro de Pesquisa e Inovação, no câmpus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É a terceira a entrar em operação no mundo, juntando-se à de Lyon, na França, e à de Xangai, na China.

“Produzimos a cada semana milhares de tecidos de pele e epitélios, como córnea, com um rigoroso controle de qualidade”, explicou ao G1 Rodrigo De Vecchi, diretor-presidente da Episkin Brasil.

Episkin abre centro na Ilha do Fundão — Foto: Samuel Allard/Divulgação

Episkin abre centro na Ilha do Fundão — Foto: Samuel Allard/Divulgação

Segundo De Vecchi, a implementação do modelo de pele reconstruída no Brasil começou em 2016, em colaboração com o Instituto Idor. Mas o laboratório do Fundão traz uma vantagem.

“A diferença é que agora este modelo está disponível para as comunidades científicas brasileiras e latino-americanas e para quaisquer empresas interessadas, a fim de estimular o uso de métodos alternativos”, destacou o diretor-presidente.

Os modelos da Episkin são os únicos validados e recomendados pela Organização para a Cooperação do desenvolvimento Econômico – e aceitos no mundo todo.

Como funciona

Arte mostra como funciona a produção da Episkin — Foto: Infográfico: Juliane Monteiro/G1

Arte mostra como funciona a produção da Episkin — Foto: Infográfico: Juliane Monteiro/G1

A “matéria-prima” são restos de cirurgias plásticas. O descarte, cedido com autorização do paciente, vai para o laboratório, onde se extraem os queratinócitos.

Essas células específicas são cultivadas em placas de cultura e, após 17 dias em contato com o ar, se proliferam, formando múltiplas camadas.

No caso de testes com cosméticos, a parte que interessa é a epiderme, a mais externa – e a que será produzida no Rio.

“Uma das principais vantagens deste modelo é o seu alto nível de reprodutibilidade. Este modelo é histologicamente semelhante à epiderme humana ‘in vivo’”, afirmou De Vecchi.

“Isso significa que ela pode ser usada em avaliações de segurança para produtos químicos cosméticos, bem como qualquer tipo de produto que toca a nossa pele”, detalhou.

“Nossa tecnologia reage a diferentes estímulos, como a agentes químicos, luz e estresse, liberando fatores específicos que refletem o potencial toxicológico e corrosivo de novos compostos químicos”, exemplificou.

Legislação ainda engatinha

Uma resolução normativa do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, previa há cinco anos o uso de alternativas a cobaias.

O texto enumerava 17 procedimentos e fixava o próximo dia 24 de setembro como data-limite para a adoção, quando possível, dos métodos validados.

O Brasil ainda não tem uma lei federal sobre o fim de testes em animais. Um projeto de lei está no Congresso desde 2014.

Oito estados, porém, criaram leis para proibir a exploração de cobaias para este fim:

  1. Amazonas;
  2. Mato Grosso do Sul;
  3. Minas Gerais;
  4. Pará;
  5. Paraná;
  6. Pernambuco;
  7. Rio de Janeiro;
  8. São Paulo (o pioneiro).

Parceria com a UFRJ

De Vecchi lembra que a UFRJ – onde a Episkin está sediada – colabora com a L’Oréal há sete anos. A universidade ajuda na pesquisa para a obtenção de neurônios sensoriais humanos.

“O grande objetivo é a inervação da pele humana. Vai servir, por exemplo, para testes de coceira provenientes de alergias de pele”, explicou. “Também será fundamental no desenvolvimento de produtos mais eficazes contra o neuroenvelhecimento da pele”, emendou.

Segundo De Vecchi, a empresa tem desenvolvido métodos alternativos desde 1979. “Em 1989, a L’Oréal parou completamente de testar seus produtos em animais”, lembra.

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Vacinação contra sarampo é reforçada na cidade que registrou primeira morte deste ano em Pernambuco

Por G1 PE

03/09/2019 21h30  Atualizado há 13 horas

Vacinação contra sarampo é reforçada na cidade que registrou primeira morte deste ano em Pernambuco

Reprodução/EPTV

Taquaritinga do Norte, cidade do Agreste que teve a primeira morte confirmada de sarampo em Pernambuco, este ano, vai receber 28,5 mil doses extras da vacina tríplice viral, que imuniza também contra a rubéola e caxumba. O anúncio foi feito pelo estado, na noite desta terça-feira (3), após reunião entre o governador Paulo Câmara (PSB) e o prefeito Ivanildo Mestre, conhecido como Lero (PR), no Recife.

A reunião ocorreu no Palácio do Campo das Princesas, no Centro da capital. Segundo o governo, nesta terça, foram enviadas 10 mil doses da vacina à cidade, que tem população estimada de 28,7 mil pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A primeira morte por sarampo no estado foi confirmada na segunda-feira (2). A vítima é um bebê de sete meses.

Em Pernambuco, foram notificados 395 casos suspeitos de sarampo, sendo que 86 foram descartados, 296 estão em investigação e 13 foram confirmados

Dos casos com exame laboratorial positivo, três são de moradores do Recife; três de Caruaru, um de Frei Miguelinho, um de Santa Cruz do Capibaribe e cinco de Taquaritinga do Norte.

Ainda segundo o governo, o objetivo do reforço é fazer uma varredura e imunizar a população não vacinada da cidade. Ao todo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 574 mil doses foram distribuídas aos municípios, desde janeiro.

É preciso vacinar, prioritariamente, crianças entre 6 meses e 11 meses. Essa população totaliza 68 mil pessoas no estado, segundo o governo.

A secretaria lembra, ainda, que essa será considerada a “dose zero”, sendo necessário seguir com o esquema básico de vacinação normalmente a partir dos 12 meses, com mais uma dose e um reforço aos 15 meses.

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar  — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

Vacina

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e está disponível de rotina nas salas de vacina dos municípios. Em 2019, em Pernambuco, até 27 de julho, 85% das crianças com 1 ano fizeram a primeira dose da tríplice viral e 63%, a segunda. A meta mínima é de 95% de cobertura, levando em conta o público de todas as idades.

A imunização deve seguir o seguinte esquema:

  • Indivíduos de 12 meses a 29 anos de idade: 2 doses de tríplice viral com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;
  • Indivíduos de 30 a 49 anos de idade não vacinados: 1 dose de tríplice viral;
  • Profissionais de saúde não vacinados: 2 doses com a vacina tríplice viral independente da idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
  • Ainda é indicada a vacinação de crianças de 6 meses a menores de 1 ano que vão se deslocar para municípios que apresentam surto ativo de sarampo. A imunização deve ser feita pelo menos 15 dias antes da viagem.

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Secretaria de Saúde de PE confirma morte por sarampo de bebê em Taquaritinga do Norte; é a primeira morte no estado

Por G1 Caruaru

A Secretaria de Saúde de Pernambuco confirmou a morte por sarampo de um bebê de sete meses em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, nesta segunda-feira (2). Essa é a primeira morte causada pela doença registrada no Estado. No total, foram notificados 395 casos suspeitos de sarampo em Pernambuco. Desses, 86 já foram descartados, 296 estão em investigação e 13 foram confirmados após análise laboratorial realizada pela Fiocruz RJ. Dos casos confirmados, três são moradores do Recife, três de Caruaru, um de Frei Miguelinho, um de Santa Cruz do Capibaribe e cinco de Taquaritinga do Norte.

Através de nota, a Secretaria de Saúde de Taquaritinga do Norte informou que, no município tem apenas um caso confirmado de sarampo este ano, um adolescente de 18 anos, no mês julho. Em agosto, teve a morte de um bebê com sete meses de vida, o qual teve a morte suspeita de sarampo. A família recebeu assistência e a Secretaria Estadual tomou a frente da investigação. Até a data desta segunda (2), não foi passada nenhuma informação sobre o laudo da morte. A nota diz ainda que, por este motivo, foi marcada uma reunião emergência com a Secretaria Estadual de Saúde para esclarecer os fatos e tomar as medidas necessárias.

O Programa Estadual de Imunização reforça que o Estado está abastecido da vacina tríplice viral, que, além do sarampo, protege contra rubéola e caxumba e é uma das maneiras mais eficazes de evitar o adoecimento.

“Os municípios têm relatado aumento na procura da vacina tríplice viral, principalmente pelo público adulto. Contudo, não podemos esquecer a importância de vacinar crianças, população com mais risco de agravamento do quadro. Elas precisam ter duas doses da vacina para estar devidamente protegidas. Além disso, os meninos e meninas entre 6 meses e 11 meses também devem tomar a dose zero, que foi instituída no Brasil desde o mês de agosto”, reforça o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Entre os perfis dos casos confirmados estão dois adolescentes, de 17 anos, que estavam em excursão em Porto Seguro; e sete pessoas que estavam em um evento no município de Taquaritinga do Norte.

Sintomas

A secretaria informa que é preciso prestar atenção nos sintomas do sarampo. São eles: febre, manchas avermelhadas, que começam na cabeça e vão descendo para o restante do corpo, tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

Esse cuidado deve ser tomado sem levar em conta a idade ou se a pessoa tomou vacina alguma vez.

Também é preciso ficar em alerta para casos de pessoas com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou para local com circulação viral.

Segundo a secretaria estadual, no Brasil, os estados com casos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas e Roraima.

A notificação de caso suspeito de sarampo é obrigatória. Apresentando essa sintomatologia, é importante ir ao posto de saúde mais próximo para receber a devida assistência.

Vacina

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e está disponível de rotina nas salas de vacina dos municípios. Em 2019, em Pernambuco, até 27 de julho, 85% das crianças com 1 ano fizeram a primeira dose da tríplice viral e 63%, a segunda. A meta mínima é de 95% de cobertura, levando em conta o público de todas as idades.

A imunização deve seguir o seguinte esquema:

Indivíduos de 12 meses a 29 anos de idade: 2 doses de tríplice viral com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;

Indivíduos de 30 a 49 anos de idade não vacinados: 1 dose de tríplice viral;

Profissionais de saúde não vacinados: 2 doses com a vacina tríplice viral independente da idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Ainda é indicada a vacinação de crianças de 6 meses a menores de 1 ano que vão se deslocar para municípios que apresentam surto ativo de sarampo. A imunização deve ser feita pelo menos 15 dias antes da viagem.

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Saiba como é feita a cirurgia de redução do estômago

Por G1

Atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil é hoje o segundo país no mundo em quantidade de cirurgias bariátricas – popularmente conhecidas como de redução de estômago. Indicado para tratamento de obesidade ou de doenças relacionadas a essa condição, o procedimento pode ser realizado nos seguintes perfis de pacientes:

  • Com IMC* superior a 40 (grau 3 de obesidade) e que já tenha tentado outros tratamentos clínicos, sem resultado
  • Com IMC entre 35 e 40 que têm outros problemas de saúde relacionados à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, incontinência urinária, entre outras.
  • Com IMC entre 30 e 35, mas com diabetes de difícil controle.

* O IMC é o Índice de Massa Corporal, que avalia o peso do paciente em relação à altura. Serve para determinar se o indivíduo está com peso adequado, abaixo ou acima do normal.

As restrições são para quem tem transtorno psiquiátrico não controlado, limitação intelectual significativa ou faz uso não controlado e contínuo de álcool ou drogas ilícitas.

Abaixo, conheça as técnicas usadas no Brasil:

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Sarampo: doença volta com força em quatro países da Europa, informa OMS


Por RFI

O sarampo voltou à Europa com força, atingindo particularmente quatro países nos quais a doença era considerada erradicada, informa nesta quinta-feira (29) a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A organização detectou 89.994 casos de sarampo em 48 países europeus nos primeiros seis meses de 2019, mais que o dobro em relação ao mesmo período de 2018 (44.175 casos).

Reino UnidoGréciaRepública Tcheca e Albânia são os quatro países que perderam o status de “erradicação total” da doença, extremamente contagiosa.

Para a OMS, o status de “erradicação” corresponde à ausência de transmissão contínua durante 12 meses em uma zona geográfica particular.

No Reino Unido, 953 casos foram registrados em 2018 (489 desde o início de 2019), 2.193 na Grécia (28), 1.466 na Albânia (475) e 217 na República Tcheca (569).

“O retorno da transmissão do sarampo é preocupante. Sem a garantia e manutenção de uma cobertura imunológica maciça entre as populações, crianças e adultos sofrerão inutilmente e alguns morrerão”, advertiu Günter Pfaff, presidente da Comissão Regional de Verificação da Eliminação do Sarampo e da Rubéola.

“Cada um destes (quatro) países tem uma cobertura nacional de vacinação extremamente elevada. Então não se trata de exemplos de países com sistemas (de saúde) particularmente fracos”, destacou Kate O’Brien, diretora do Departamento de Vacinação da OMS.

“Penso que isto é um aviso para todo o mundo: não basta ter uma cobertura nacional elevada, é preciso levá-la para toda comunidade, toda família”.

Gravidade

O sarampo pode provocar complicações graves, às vezes fatais (37 mortes no primeiro semestre de 2019 e 74 em 2018 na Europa), e geralmente é transmitido por contato direto ou pelo ar, infectando as vias respiratórias e depois todo o organismo.

Na Europa, a doença atinge principalmente menores de 19 anos (60% dos casos). No primeiro semestre de 2019, quatro países concentraram 78% dos casos na Europa: CazaquistãoGeórgiaRússia e Ucrânia.

O sarampo é declarado erradicado em 35 dos 53 países da região. Em 2017, eram 37. É endêmico em 12 países, entre eles França Alemanha, onde a vacinação será obrigatória a partir de março de 2020.

Prevenção

Não há tratamento para o sarampo, mas pode ser prevenido com duas doses de uma vacina “segura e eficaz”, segundo a OMS, que estima em mais de 20 milhões o número de mortes evitadas no mundo entre 2000 e 2016 graças à vacinação.

Em nível mundial, o número de casos triplicou entre 1º de janeiro e 31 de julho, com 364.808, contra 129.239 no mesmo período de 2018. A OMS estima que há muitos casos não informados, e que a epidemia pode ser muito maior.

República Democrática do CongoMadagascar e Ucrânia são os países que lideram em número de casos.

A agência especializada da ONU avalia que ocorrem 6,7 milhões de mortes a cada ano relacionadas ao sarampo, segundo O’Brien.

Nos países ocidentais, é crescente a ideia de que existe um vínculo entre a vacina contra o sarampo e o autismo, baseada em um estudo falso, e a OMS afirma que não há qualquer risco com a vacinação.

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Hospital das Clínicas de SP monta academia de ginástica para atender pacientes com HIV

Por Beatriz Magalhães, G1 SP

Já fazem quase 40 anos que o primeiro caso de Aids foi identificado no Brasil e muita coisa mudou desde então. Os avanços da medicina proporcionaram uma vida mais longa aos soropositivos possibilitando a chegada à terceira idade, o que foi celebrado, mas também trouxeram preocupações, como, por exemplo, o risco de problemas cardiovasculares. Na tentativa de evitá-los, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), instalou este ano uma academia para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

“No passado, o nosso foco era basicamente manter o paciente vivo e tratar as infecções oportunistas, hoje a gente tem que se preocupar também com a qualidade de vida para que eles não desenvolvam essas outras doenças, porque a vida é muito longa com o HIV”, disse Aluísio Segurado, professor da FMUSP, diretor do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP e o coordenador da academia, em entrevista ao G1.

A ideia da academia surgiu há mais de 20 anos, quando a educadora física Elisabete Cristina Morandi fazia mestrado e pesquisou a qualidade de vida e alterações morfológicas em pacientes com HIV que estavam em terapia antirretroviral. Na época, ela não conseguiu financiamento para inaugurar o laboratório de atividades físicas.

“O que mais me motivou foi, principalmente, o relato das pessoas com o incômodo das questões morfológicas, o quanto isso poderia estigmatiza-las, além também da questão médica”, conta Elisabete.

Segundo, o dr. Aluísio Segurado, a prática de exercícios é muito importante para os soropositivos por alguns fatores. “Uma questão é a idade, porque eles estão envelhecendo com o vírus, segundo que, na verdade, pelo próprio fato de ter o vírus, mesmo que controlado, eles têm uma maior chance de desenvolver doenças cardiovasculares e a terceira questão é que eles tomam muitos medicamentos para se manter bem e esses medicamentos podem também proporcionar algumas alterações metabólicas que podem levar ao aumento do risco de desenvolver diabetes ou aumento do colesterol”, diz o médico.

O financiamento foi concedido cerca de um ano atrás, quando Elisabete terminou o doutorado. Os equipamentos da academia foram todos doados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Já a reforma do espaço físico foi financiada pelo Governo do Estado por meio de um convênio com a Secretaria de Estado da Saúde.

Um dos frequentadores da academia conversou com o G1. Ele tem 83 anos e recebeu o diagnóstico há 21 anos. Desde então, faz o acompanhamento constante da doença. Segundo ele, os exercícios lhe proporcionaram uma melhora no alongamento e no equilíbrio, mas o que mais ele gostou foi a função social da atividade. “O que fez muito bem para mim foi o relacionamento”, contou ele.

Estrutura

A academia, também chamada de laboratório de atividades físicas, funciona em uma estrutura de vidro na área externa do ambulatório destinado a pacientes que possuem HIV do HC da Faculdade de medicina da USP, também conhecido como Casa da Aids. Atualmente o local atende cerca de 3.300 pacientes, mas o espaço não tem capacidade para todos, por isso, é necessário fazer uma triagem para selecionar aqueles que serão atendidos na academia.

“Não dá para colocar 3.200 pessoas naquela academia, mas a simples presença da academia faz com que os nossos nutricionistas, os nossos educadores físicos, estimulem a atividade física em todos os pacientes”, conta dr. Aluísio.

Os pacientes são encaminhados por um médico infectologista ou de saúde mental. Primeiro, eles passam por uma avaliação inicial e depois por sessões de treino semanais que são prescritas por um educador físico. Uma vez por semana o treino é na academia e outras duas vezes deve ser feito em casa de acordo com a recomendação do profissional.

O ambulatório do HC da Faculdade de Medicina da USP é o primeiro serviço público ambulatorial a promover atividade física supervisionada para pessoas que vivem com HIV.

“As pessoas que aderem ao exercício físico frequentam o espaço, elas não apresentam um alto índice de faltas mesmo se deslocando de lugares variados de São Paulo”, conta Elisabete que é educadora física do espaço. Segundo ela, o laboratório de atividades físicas é importante para socialização dos pacientes, além de melhorar a força, o equilíbrio e composição corporal destes.

“Nós lutamos tantos anos, 30 anos para conseguir controlar a infecção pelo HIV com os nossos remédios, nós não queremos agora perder nossos pacientes para doenças cardiovasculares. Então, a gente continua fazendo a lição de casa de tratar o HIV, mas a gente quer propiciar algo a mais”, disse o coordenador Aluísio Segurado.

Diagnóstico precoce

O ambulatório atende pacientes que controlam o vírus HIV há mais de 30 anos e vivem bem. Porém, o dr. Aluísio Segurado ressalta a importância do diagnóstico precoce para que a infecção possa ser controlada o mais rápido.

“Existem pessoas no Brasil que ainda morrem de Aids porque às vezes elas nem sabem que tem o HIV, elas não foram testadas e estão perdendo essa oportunidade de ter o tratamento, por isso, que a gente sempre enfatiza que que é muito importante o teste”, diz ele.

Existem dois tipos de testes que podem ser feitos no Sistema único de Saúde (SUS) para detectar o HIV: os exames laboratoriais e os testes rápidos. Para o teste rápido basta a coleta de uma gota de sangue ou fluido oral do paciente, o resultado sai em 30 minutos.

Em 2019, o SUS passou também a distribuir gratuitamente em algumas cidades o autoteste de HIV. Para realizar o procedimento basta a pessoa coletar sua própria amostra de sangue ou fluido oral e verificar o resultado.

O Ministério da Saúde recomenda que o teste de HIV seja feito com regularidade e sempre que a pessoa se expôs a uma situação de risco.

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