Morador de São Paulo internado com febre amarela morre em hospital de Salvador

Por G1 BA

 

homem de 49 anos, morador de Taboão da Serra, em São Paulo, e que estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, com febre amarela, morreu na tarde de domingo (14). A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde do município de Itaberaba, a cerca de 290 km da capital baiana, cidade onde homem apresentou sintomas e recebeu atendimento inicialmente.

Conforme disse o secretário, o paciente é natural de Itaberaba, mora em São Paulo, e estava na cidade baiana para visitar a família. Ele chegou ao município no dia 5 de janeiro, já com os sintomas da doença. Antes de ir para a Bahia, o rapaz havia passado réveillon em Itapecerica da Serra, também em São Paulo.

O rapaz foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaberaba. Ele esteve no posto de saúde repetidas vezes, entre os dias 5 e 9 de janeiro, quando apresentou piora no quadro clínico e foi transferido para Salvador na última terça-feira (9). A confirmação da febre amarela foi feita na quinta-feira (11), por meio de exame feito com material do paciente, no Laboratório Central (Lacen), na capital.

Ainda segundo a Sesab, trata-se de um caso importado, já que o rapaz começou a apresentar os sintomas no dia 2 de janeiro, antes de chegar à Bahia.

Vacinação

Vacina contra a febre amarela será fracionada (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)

Vacina contra a febre amarela será fracionada (Foto: Eder Ribeiro/EPTV)

Em Itaberaba continuam os esforços para fazer o bloqueio vacinal conta a doença. Nesta segunda-feira (15), a vacinação no município volta a ser feita nos 18 postos de saúde da família, no posto móvel que está no centro da cidade, no ginásio de esportes, na feira livre e na sede do núcleo regional de saúde.

A expectativa da Secretaria de Saúde é imunizar mais de 40 mil pessoas em menos de 15 dias.

O Ministério da Saúde anunciou, na última terça-feira que a Bahia vai adotar a dose fracionada da vacina contra a febre amarela em campanha a ser realizada em 8 municípios, de 19 de fevereiro, após o fim do carnaval, até 9 de março.

A meta é imunizar 3,3 milhões de pessoas. O dia 24 de fevereiro será dia D de mobilização. O mesmo procedimento será realizado nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão. Os municípios baianos que receberão a vacinação são: Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Candeal, Itaparica, Mata de São João, São Francisco do Conde e Vera Cruz.

Para a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela, o Ministério da Saúde informou que vai repassar aos estados 15 milhões de doses fracionadas e 4,7 milhões de doses padrão.

A adoção do fracionamento das vacinas, conforme o Ministério da Saúde, é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias, pelos estados para evitar a circulação e expansão da doença.

Com a estratégia do fracionamento, uma dose que antes era aplicada em uma só pessoa será destinada para quatro. Segundo o Ministério da Saúde, uma mesma dose poderia servir para até cinco pessoas — mas o governo irá trabalhar com uma “margem de segurança”.

Conforme o Ministério, a decisão tem por base testes da Fiocruz que indicaram que uma dose de 0,1ml (a dose padrão é de 0,5 ml) garante a imunidade por oito anos.

A pasta informou, também, que a dose fracionada não será destinada a todos. Crianças de 9 meses a até 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids), gestantes e viajantes internacionais vão continuar tomando a dose padrão.

A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos de idade. O público vacinado com a dose fracionada da vacina de febre amarela deverá retornar aos serviços de saúde após oito anos para receber uma dose de reforço.

A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas. As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.

Sintomas

A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas.

Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.

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Vacina da febre amarela: atualização e principais dúvidas

Blog Dr. Ana Responde / G1

– Quem pode tomar a vacina da febre amarela?

A vacina está indicada para todas as pessoas de 9 meses até 60 anos de idade que não tenham nenhuma contraindicação.

– Quem não pode tomar a vacina? Quais as contraindicações?

1. Imunossupressão: Esta é principal contraindicação. Isso significa que as pessoas que por alguma razão estejam com o sistema imunológico comprometido por quaisquer doenças ativas que cursem com imunossupressão e/ou pelo uso de quaisquer medicamentos que levem à imunodepressão – como quimioterápicos ou corticoides em altas doses-  não devem receber a vacina.

2. Gestantes: Gestantes não devem receber a vacina da febre amarela. O vírus contido na vacina pode causar graves complicações no sistema neurológico dos bebês.

3. Alergia Grave ao OVO: Pessoas que tem alergia importante e grave ao ovo não devem receber a vacina.

4. Bebês com menos de 6 meses de idade: O vírus da vacina pode causar problemas neurológicos nos bebês pequenos. As mães que amamentam bebês com menos de 6 meses de idade também NÃO devem receber a vacina, a não ser em situações de risco muito específicas, uma vez que depois da vacina estas mães devem ficar pelo menos 10 dias sem amamentar.

O leite deste período deve ser desprezado, o que é uma pena. Por isso, recomenda-se que mães lactantes de bebês com menos  de 6 meses sejam individualmente  avaliadas para que se possa ponderar o risco e o benefício da vacina ante a interrupção da amamentação.

– A vacina dá muitos efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns da vacina da febre amarela são os mesmos das outras vacinas: um pouco de dor no local da aplicação, dor no corpo, febre e mal estar. Importante lembrar que nem todas as pessoas apresentam estes sintomas.

– Quantas doses são necessárias para garantir proteção?

UMA dose protege a vida toda, segundo os estudos mais recentes. Por isso, quem já tomou pelo menos UMA dose da vacina na vida NÃO precisa se revacinar, mesmo que esta dose tenha sido ministrada há mais de 10 anos. A única exceção é para as crianças de 9 meses a 5 anos de idade. Quem recebeu uma dose neste período deve receber um reforço depois dos 5 anos.

– Recebi um certificado de vacina contra a febre amarela para viajar e lá consta que devo fazer uma dose de reforço depois de 10 anos. Isso está valendo?

NÃO. Não está valendo mais. Esta era a orientação antiga que foi atualmente reformulada. As autoridades de saúde reconheceram que apenas UMA dose é suficiente para garantir proteção.

– E a dose fracionada? Funciona?

SIM. A dose fracionada da vacina, que começa em fevereiro de 2018 foi deliberada com o intuito de garantir proteção para um número maior de pessoas. Deve-se entender que a produção das vacinas contra febre amarela é limitada e não há como suprir as demandas de toda a população. Em vista disso, havia duas caminhos opções:  vacinar integralmente apenas uma parte da população, deixando milhões de pessoas sem proteção; ou vacinar fracionadamente um número maior de pessoas, mais exatamente cinco vezes mais, quintuplicando a quantidade de gente vacinada e garantindo uma cobertura muito maior.

– Quanto tempo dura a proteção da dose fracionada?

Deve durar pelo menos 1 ano.

– Isso é suficiente?

Sim. Em épocas de surtos funciona bastante. Imaginem que a febre amarela é transmitida pela picada do mosquito contaminado. Como este mosquito se contamina? Picando uma pessoa com o vírus. Assim, quanto maior o número de pessoas protegidas menor o número de mosquitos contaminados e consequentemente menor o número de pessoas infectadas. Resultado: consegue-se a contenção do surto naquele ano.

Não custa nada lembrar que os mosquitos transmissores de várias doenças podem se proliferar no lixo que todos nós largamos de forma irresponsável pelas ruas.

 Crédito da imagem: Divulgação

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Leite em pó infantil é recolhido em 83 países por suspeita de salmonela

Por Deutsche Welle

O escândalo do leite materno em pó que contagiou com salmonela dezenas de bebês, na França começa a ter ramificações internacionais: a empresa Lactalis anunciou o recolhimento de vários lotes potencialmente contaminados de diversos mercados.

“Há 83 países afetados, que estão sob o mesmo procedimento de retirada de produtos. Temos um gabinete de crise tanto para o exterior como para a França”, informou o diretor-executivo Emmanuel Besnier, sem detalhar de que países se trata.

A entrevista publicada neste domingo (14/01) por Le Journal du Dimanche foi a primeira concedida por ele desde que assumiu o comando do grupo, em 2000. Desde que se declarou a crise alimentar em dezembro de 2017, pelo menos 35 menores de seis meses da França foram infectados por salmonela. O quadro de todos evoluiu favoravelmente.

A bactéria salmonela chega ao intestino por meio de alimentos contaminados. Os principais sintomas da salmonelose são diarreia, dor abdominal e febre, que podem vir acompanhadas de náuseas, vômito e dores musculares. A recuperação costuma durar de três a sete dias, mesmo sem intervenção médica. No entanto, em bebês, crianças pequenas, gestantes, anciãos e pacientes com deficiência imunológica a infecção pode ter consequências mais graves.

Empresa faz recall de leite em pó infantil em 83 países

Empresa faz recall de leite em pó infantil em 83 países

Fábricas no Brasil

É também possível que o leite materno em pó da Lactalis, um dos mais consumidos no mundo, tenha feito outras duas vítimas fora da França: um bebê atendido com gastroenterite num hospital do norte da Espanha; e outro na Grécia, que ainda aguarda diagnóstico.

Antecipando que indenizará as famílias afetadas, Besnier relativizou as imputações: “De acordo com o Ministério de Saúde francês, 35 bebês adoeceram. Não há casos novos desde 8 de dezembro. E o anunciado na Espanha na sexta-feira passada remonta ao mês de outubro.”

O suposto foco de salmonela seria a fábrica Celia, mantida pelo conglomerado familiar em Craon, no oeste da França, atualmente sob investigação e fechada. O escândalo do leite em pó infantil contaminado levou o governo francês a intervir tanto na Lactalis como nas cadeias de distribuição, que seguiram fornecendo o produto apesar da interdição.

“Há denúncias contra nós, haverá uma investigação e nós colaboraremos com tudo o que a Justiça nos pedir, ainda que nunca haverá risco zero nesta questão, como acontece em outras”, alertou.

Fundada em 1933, a Lactalis passou a ser uma das gigantes mundiais do setor lácteo quando incorporou a italiana Parmalat em 2011, através de uma oferta pública de ações (OPA) hostil. Atualmente conta com 246 fábricas em 47 países, entre os quais Brasil, Espanha, México, Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile.

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Ansiedade em adultos mais velhos pode ser um indicador para Alzheimer, diz estudo

Por G1

O agravamento de sintomas da ansiedade em adultos mais velhos serve como um ‘aviso’ para o desenvolvimento do Alzheimer mais tarde, aponta pesquisa publicada nesta sexta-feira (12) no “The American Journal of Psychiatry”.

Cientistas observaram que quanto maiores os níveis de proteína associada à demência, a beta amiloide, mais significativos se transformavam os sintomas de ansiedade.

Essa proteína envolve neurônios e ‘atrapalha’ a comunicação entre eles – o que é um gatilho, por exemplo, para os característicos problemas de memória associados à condição.

Sobre a doença

A doença de Alzheimer é uma condição que causa o declínio da função cognitiva e a incapacidade de realizar atividades da vida diária.
Atualmente, não há tratamento para curar a doença ou alterar de forma satisfatória sua progressão.

Agora, pesquisadores da Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, também observaram que níveis elevados do composto piora sintomas neuropsiquiátricos.

Isso sustenta a hipótese de que o surgimento ou a piora de problemas de saúde mental representam uma manifestação precoce da doença em adultos mais velhos.

Ansiedade e depressão

Cientistas estudaram 270 homens e mulheres cognitivamente normais, entre 62 e 90 anos. Eles foram acompanhados por cinco anos.

Estudos anteriores já demonstraram, por exemplo, que a depressão é um preditor da doença, que tende a se desenvolver após 10 anos do agravamento dos sintomas.

O que os pesquisadores investigaram agora foi um traço específico da depressão – a ansiedade, que costuma vir associada à doença. O que ficou observado é que foi especificamente os sintomas ansiosos que estiveram mais relacionados à progressão da beta amiloide no cérebro.

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Pesquisa comprova que vírus da Zika mata células cancerígenas do cérebro

Por Paulo Gonçalves, EPTV

Pesquisadores do laboratório Inovare, da faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descobriram que o vírus da Zika pode ajudar a tratar pacientes com câncer no cérebro, conforme trabalho divulgado recentemente.

Diante da constatação de que o vírus mata células do cérebro em recém-nascidos, mas não em adultos, eles decidiram fazer um teste que foi o marco da pesquisa. Eles infectaram com o zika células com “Glioblastoma”, o tumor maligno de cérebro mais comum que existe.

 Pesquisa do laboratório Inovare, da Unicamp, pode ajudar a combater o tipo mais agressivo de câncer (Foto: Reprodução/EPTV)

Pesquisa do laboratório Inovare, da Unicamp, pode ajudar a combater o tipo mais agressivo de câncer (Foto: Reprodução/EPTV)

“É um tumor muito agressivo, na escala de um a quatro é nível quatro. Provoca dores de cabeça, desmaios, convulsões”, explicou o neurologista Luís Belini.

Como o vírus da Zika tem um alto poder de destruição, foi injetado nas células do câncer. Vinte e quatro horas depois, o vírus da Zika já tinha eliminado metade das células tumorais. E 48 horas depois, mais células de câncer morreram (Veja na imagem abaixo). Já as celulas saudáveis não foram afetadas pela ação do vírus.

“As células do bebê têm uma alta taxa de proliferação. Parecida com as do câncer, que nada mais é do que uma doença que está se proliferando de forma descontrolada. E as células saudáveis, não. Então ele protegeria as células normais do adulto, mas eliminaria apenas as células do câncer, tornando um tratamento mais específico do que uma quimioterapia ”, explicou a pesquisadora Estela de Oliveira Lima.

O trabalho publicado numa revista científica americana mostrou que o encontro do vírus da Zika com a célula do câncer, produziu uma substância responsável pela morte dos tumores. A “digoxina” já é utilizada na medicina no tratamento de doenças cardíacas.

 Pesquisadora Estela de Oliveira Lima diz que o tratamento pode ser mais específico do que uma quimioterapia (Foto: Reprodução/EPTV)

Pesquisadora Estela de Oliveira Lima diz que o tratamento pode ser mais específico do que uma quimioterapia (Foto: Reprodução/EPTV)

A digoxina abre ou fecha portas na entrada de substâncias dentro das nossas células. Os pesquisadores perceberam que quando houve a infecção do vírus da Zika nas células do câncer, a quantidade de digoxina aumentou bastante. E isso é resultado do nosso sistema de defesa trabalhando. Algo ruim, contra outra coisa ruim, acabou sendo bom para a saúde.

“A descoberta da substância e o mecanismo com que ela também atua no glioblastoma, nesse tipo de câncer, é inédito no mundo”, disse o médico Rodrigo Ramos Catarino.

Depois das descobertas em laboratório, os próximos passos são as análises em animais e seres humanos. De acordo com os pesquisadores, será possível desenvolver desde uma terapia com o vírus a uma vacina para tratamento então do câncer no cérebro.

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Certificado para viagem só será emitido com dose padrão de vacina da febre amarela, diz Anvisa

Por G1

Certificado é exigido em alguns países para viagem (Foto: Divulgação/Anvisa)

Certificado é exigido em alguns países para viagem (Foto: Divulgação/Anvisa)

Pessoas que vão viajar para áreas que exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP, devem tomar a dose inteira da vacina da febre amarela (0,5 ml) — e não a dose fracionada, de 0,1 ml, que será aplicada em algumas regiões do país.

“Não será emitido CIVP, em hipótese alguma, para quem apresentar comprovante de vacinação com etiqueta referente a dose fracionada”, diz nota da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O certificado é emitido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e comprova a vacinação contra doenças. A página da agência lista quais países exigem o documento. Também é possível consultar a lista no site da Organização Mundial de Saúde.

Desde julho de 2017, o Brasil passou a exigir apresentação de comprovante de viagem para que a vacina seja aplicada .

A regra também vai valer para a dose padrão, que será aplicada gratuitamente em postos de vacinação com a apresentação do comprovante.

A agência lembra que as vacinas têm um período para atingir a proteção esperada, que pode variar entre dez dias e seis semanas.

“No caso da vacinação contra febre amarela, o não cumprimento do prazo de proteção pode impedir sua entrada em alguns países. Por isso, vacine-se com antecedência”, avisa a agência.

Além de viajantes internacionais, continuam a receber a dose padrão crianças de 9 meses a até 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids) e gestantes.

O que é dose fracionada?

Na terça-feira (9), o Ministério da Saúde divulgou que os estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo vão adotar a dose fracionada da vacina da febre amarela.

Trata-se da divisão da dose antes aplicada: a dose padrão contém 0,5 ml e a versão dividida passa a ter 0,1 ml.

Com isso, uma vacina que antes era destinada para uma pessoa pode ser aplicada em quatro indivíduos – podendo chegar a cinco.

Estudos da Fiocruz atestaram que a dose garante imunidade contra a doença por 8 anos.

Confira os municípios que adotaram a dose fracionada.

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Idosos precisam passar por triagem para se imunizar contra a febre amarela

Por Bom Dia SP, São Paulo

Os idosos precisam passar por uma triagem antes de tomar a vacinação contra a febre amarela, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. A Secretaria Estadual da Saúde diz que as pessoas com mais de 60 anos precisam passar pelo médico antes da imunização contra o vírus. No entanto, a pasta do município ressalta que apenas alguns pacientes necessitam de avaliação médica.

“É necessário fazer um questionamento, uma triagem em relação as contraindicações da vacina. Então, qualquer pessoa que chegar na unidade, independente dela ter 60 anos ou mais, ela deverá passar por uma triagem para saber se tem alguma contraindicação da vacina, ou seja, saber principalmente se tem alguma doença que deprima o sistema imunológico ou que esteja tomando alguma medicação de deprima o sistema imunológico”, afirmou a coordenadora de imunização da capital, Maria Lígia Nerger.

Em caso de dúvida, é preciso procurar o médico para avaliação clínica do paciente para saber se pode receber a vacina.

De acordo com ela, não é necessário um médico para definir a triagem nas UBSs, pois as equipes multidisciplinares estão habilitadas para a função.

Os casos de contraindicação são para as pessoas que fazem tratamento contra o câncer, tem lúpus, artrite reumatoide. “Em algumas situações é necessária avaliação médica para saber se a pessoa pode ou não receber a vacina”, afirmou Maria Lígia.

No município de São Paulo, nas regiões de vacinação cerca de 1,4 milhão já se vacinaram.

Desde o ano passado, São Paulo registrou 29 casos confirmados de febre amarela. Treze pessoas morreram.

Após o registro de novos casos da doença, o Ministério da Saúde decidiu aplicar a dose fracionada da vacina. A vacinação começa no dia três de fevereiro. Cinquenta e dois municípios do estado de São Paulo, além da capital, devem receber a vacina fracionada. A meta é imunizar 6,5 milhões de pessoas – 2,5 milhões só na cidade de São Paulo.

Apesar dos novos casos, a forma circulante da febre amarela é a silvestre (originária de matas) e, por isso, o Ministério da Saúde está fazendo campanhas de vacinação apenas em regiões de risco.

Com novos casos e mortes, no entanto, o imunizante está sendo ofertado em novos municípios; e, em alguns lugares, como em São Paulo, a vacina será ofertada em todo o estado.

Confira a lista de municípios atualizada até dezembro de 2017 e a lista dos municípios que receberá a dose fracionada, conforme divulgado na terça-feira (9).

DÚVIDAS

PRESSÃO ALTA

A pressão alta não é contraindicação da vacina contra a febre amarela, por ser comum nesta faixa etária.

CÂNCER

Quem faz tratamento com quimioterapia ou radioterapia não deve se imunizar.

EPILEPSIA

Se o sistema imunológico estiver em condições, não há contraindicações.

ALERGIA

Se tiver alergia grave a algum componente da vacina ou a ingestão do ovo não deve se vacinar. Nesse caso deve usar repelente e roupas com mangas compridas se estiver na área de risco.

GRAVIDEZ

Quem tomou a vacina e engravidou em menos de 30 dias deve fazer avaliação médica durante pré-Natal.

BEBÊS E MÃES

Vacina recomendada a partir de 9 meses. Já as mulheres que estão amamentando bebês acima de 6 meses de idade podem tomar a vacina. Se o bebê tiver menos de 6 meses e a mãe que amamenta se vacinar deve interromper a amamentação por 10 dias.

GRIPE

O paciente pode tomar a vacina gripado, a não ser que o paciente esteja usando altas doses de corticoide. Se for o caso, deve esperar algum tempo.

DEFICIÊNCIA RENAL

Quem deficiência renal deve passar por avaliação clínica antes de tomar a vacina.

Febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

Febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

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‘Carrego seu filho por R$ 100 mil’: o mercado online da barriga de aluguel

Por BBC

Anúncios de barriga de aluguel no Facebook; há grupos com até 3,3 mil membros (Foto: Reprodução/Facebook)

Anúncios de barriga de aluguel no Facebook; há grupos com até 3,3 mil membros (Foto: Reprodução/Facebook)

A professora de idiomas Isabel*, de 22 anos, se mudou há cerca de dois meses da cidade onde morava, no interior de São Paulo, para viver na capital paulista. Deixou para trás pessoas próximas, alunos e a vida que construiu nos últimos anos. Do dia para a noite, juntou suas roupas e foi embora, sem data para voltar. No município interiorano, somente dois amigos sabem o motivo do sumiço repentino.

A mudança foi planejada depois que ela se ofereceu para ser barriga de aluguel. Isabel havia anunciado no Facebook o interesse em gerar um bebê para outra pessoa. Meses depois, estava em São Paulo, realizando exames para carregar em seu ventre o filho de um casal que respondera a seu anúncio na rede social.

Os exames apontaram que Isabel, que não tem filhos, está apta para a gestação. O casal e a jovem firmaram um acordo informal – sem nenhum tipo de contrato – para que ela seja barriga de aluguel. Os pais da criança se comprometeram a arcar com os custos da gravidez e com a estadia da jovem em São Paulo, além do pagamento de R$ 40 mil. “Eu não estipulei nenhum valor, eles que propuseram esse montante”, diz a professora.

Foi justamente a expectativa de retorno financeiro que fez Isabel se oferecer como barriga de aluguel. “Eu não tenho muita coisa na vida. O meu pai nunca foi presente, e a minha mãe me abandonou quando eu era criança. Então, esse dinheiro vai me ajudar a dar entrada em uma casa e a começar uma faculdade.”

A prática de barriga de aluguel – ou gestação de substituição – só é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) quando não possui fins lucrativos. Em caso de parentesco de até quarto grau entre a gestante e o casal ou a pessoa que ficará com o bebê, não é necessária autorização. Se não houver parentesco entre as partes, é preciso que a gestação seja autorizada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

Esse tipo de gestação é viabilizado via fertilização in vitro, para que os materiais genéticos não sejam da gestante. O óvulo e o espermatozoide utilizados podem ser dos pais que ficarão com o bebê ou obtidos em bancos de doadores anônimos.

Conforme resolução publicada pelo CFM no ano passado, caso envolva dinheiro, a barriga de aluguel é considerada criminosa – o argumento é de que, constitucionalmente, é proibido no país trocar órgãos ou tecidos por dinheiro. A prática pode culminar em penas de três a oito anos de prisão, além de multa. As punições são aplicáveis aos pais ou à mulher que gerou a criança.

A despeito disso, diversas mulheres se oferecem como barriga de aluguel em páginas e grupos de redes sociais – o maior deles, no Facebook, possui 3,3 mil membros. Cobra-se de R$ 15 mil a mais de R$ 100 mil, além de despesas com a gravidez e estadia quando necessário.

Grande parte das mulheres que anunciam a si mesmas nas redes sociais demonstra ter conhecimento de que a prática é considerada ilegal no Brasil. Para elas, a barriga de aluguel não deveria ser criminalizada.

“É triste que seja considerado crime, porque não vejo problemas. As pessoas estão pagando para a gestante, por ela colocar a vida em risco. Enquanto os pais realizam o sonho de ter o bebê, a barriga de aluguel também precisa receber algo em troca”, argumenta Isabel.

“(Eu e o casal contratante) não queríamos correr o risco de o Conselho de Medicina não aprovar, então optamos por não solicitar a permissão. Mas não vejo como algo errado o que estou fazendo. São apenas pessoas querendo ajudar as outras, cada uma da sua forma.”

Recompensa financeira

A carioca Juliana* trabalha como atendente em uma rede de lanchonetes e se ofereceu para o procedimento para conseguir reformar a casa em que mora com o marido e os filhos.

“Eu não tenho de onde tirar dinheiro. Não trabalho com carteira assinada, e o salário que ganho é apenas para a gente se manter. Meu marido não está trabalhando, então a nossa situação está complicada”, diz.

Juliana teve cinco filhos. Sem condições financeiras para criá-los, ela entregou duas crianças para adoção. Depois, tentou fazer laqueadura pelo Sistema Único de Saúe (SUS), mas o procedimento somente é permitido para mulheres com mais de 25 anos (ela tem 24). “Então, decidi tentar gerar o filho de outras pessoas, porque preciso de dinheiro”, comenta.

A atendente planeja cobrar R$ 30 mil pelo procedimento, caso apareça algum interessado. “É um preço que considero justo.”

Entre aqueles que buscam uma barriga de aluguel nas redes sociais, há tanto solteiros quanto casais homossexuais e heterossexuais.

O paulistano Augusto* está casado há dez anos e decidiu procurar uma barriga de aluguel porque sua mulher tem problemas de saúde que a impedem de engravidar. “Já encontrei algumas mulheres, mas ainda estamos avaliando para decidir qual delas fará a gestação do nosso filho”, diz. Ele prefere não dizer o quanto está disposto a pagar.

Nos grupos, há mais postagens de mulheres se oferecendo como barriga de aluguel do que de pessoas interessadas em pagar. “Muitas pessoas me procuraram, mas eu não sentia segurança”, diz Isabel. “Há muita gente mal-intencionada nesse meio, por isso é importante estar atenta. Também existem algumas mulheres que se oferecem como barriga de aluguel mas não passam confiança, e isso prejudica as outras”, acrescenta.

Ela só sentiu confiança mesmo com o casal de São Paulo para o qual ela fará a barriga de aluguel. “Há mais de dez anos eles estudavam essa possibilidade, porque a mulher teve complicações durante o parto do filho deles e precisou retirar o útero. O casal entrou em contato comigo e dias depois me chamou para fazer os exames em uma clínica, para ver se eu poderia engravidar. A partir de então, percebi que era algo seguro.”

Juliana afirma que, desde que publicou seu anúncio, passou a receber diversas mensagens no Facebook e no WhatsApp. “Ninguém se interessou, de fato, ainda. Eu até conversei com um casal, mas não confiei muito, porque estava tudo muito fácil. Eles estavam aceitando todas as condições que eu impunha. No fim, acabou não indo adiante.”

Em alguns casos, as mulheres afirmam terem sido lesadas. A mineira Laura*, de 24 anos, que quer usar o dinheiro da barriga de aluguel para pagar a faculdade de enfermagem, chegou a gastar R$ 500 em exames que comprovassem que está apta a engravidar. Mas o interessado no procedimento desapareceu.

Mãe de um garoto de quatro anos, ela chegou a desanimar com o prejuízo, mas não desistiu. “Se me pagarem os R$ 80 mil que eu peço e eu sentir confiança, posso fazer. Caso contrário, não faço mais.”

Além das mulheres que utilizam a barriga de aluguel para fins lucrativos, há também, embora em menor quantidade, aquelas que se oferecem como barriga solidária – ou útero de substituição – e afirmam que não pretendem cobrar pela gestação. Apenas pedem que os interessados paguem os custos da gravidez.

“O meu objetivo é ajudar um casal a realizar o sonho de ter filhos”, afirma uma jovem.

Mas há quem duvide dessas intenções delas. “Eu acho que isso é fachada – pode até existir, mas é bem raro. Muitas que se dizem barrigas solidárias acabam cobrando. Ninguém vai passar por um risco desses, de graça, por um completo desconhecido”, diz Isabel.

Em razão do valor cobrado pelas mulheres, considerado alto por quem busca o procedimento, e da insegurança, por ser uma prática ilegal, os casos concretizados costumam ser poucos. “Conheço um ou outro caso que deu certo. Além disso, não são muito divulgados”, conta uma das participantes do grupo.

A gravidez

Enquanto se prepara para ser fertilizada, Isabel tem ingerido doses de ácido fólico para auxiliar na gravidez. Antes de passar pela fertilização in vitro em uma clínica paulistana, a jovem também deverá tomar injeções de hormônios para preparar o útero e aumentar as chances de o procedimento dar certo.

A clínica e os médicos responsáveis por acompanhá-la não sabem que se trata de uma barriga de aluguel. Para evitar suspeitas, ela costuma comparecer sozinha às consultas e exames. “Algumas vezes o pai da criança pede para me acompanhar. Eu me apresento como mulher dele”, diz.

A professora também tem recebido acompanhamento psicológico. “Eles (casal) pediram que eu fizesse essas sessões para compreender que a criança não vai ficar comigo depois que nascer. Eu já tenho isso resolvido comigo e sei que não haverá problemas depois do nascimento”, afirma.

Isabel tem sido sustentada financeiramente pelo casal. Entretanto, evita a proximidade. “Eles têm me apoiado e disseram que vão me ajudar a pagar um curso técnico que pretendo fazer, para eu não ficar parada durante a gravidez. Eles sempre querem saber de tudo, como está a minha saúde e como estão sendo meus dias. Mas a gente está optando por manter certo afastamento, porque encaro isso como uma relação profissional.”

Procedimento ilegal

A resolução publicada pelo CFM no ano passado – na qual é destacada a criminalização da barriga de aluguel com fins lucrativos – foi considerada mais branda que as de períodos anteriores. O texto passou a permitir que parentes de terceiro ou quarto grau (tia, sobrinha ou prima) possam gerar as crianças. Nos decretos anteriores, somente familiares de até segundo grau – mãe, filha, avó ou irmã – poderiam ser útero de substituição.

Diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e membro do CFM, o ginecologista Adelino Amaral Silva destaca que a gestação de substituição somente é permitida a casais heterossexuais quando há um problema médico que impeça a gravidez da mulher. Outros casos nos quais também são permitidos os procedimentos são em união homoafetiva ou pessoa solteira – esta última passou a ser permitida na resolução de 2017.

“Quando o útero de substituição será de uma pessoa com laços familiares até quarto grau com a mulher ou com o homem, não é necessária a autorização. Caso não seja, a pessoa tem que fazer uma petição ao Conselho Regional de Medicina local, que vai constituir um processo para analisar todos os dados e definir se autoriza ou não o procedimento”, explica.

Segundo ele, o principal objetivo é evitar vínculos comerciais. “No Brasil, pela Constituição é proibido ceder órgãos, tecidos ou células com remuneração. Estamos prevenindo essa prática”, pontua.

O CRM avalia diversos critérios, entre eles a comprovação de que não há parentes que possam ceder o útero para a pessoa interessada.

“Se a mulher que ceder o útero for casada, é necessária autorização do marido. Outro item é um parecer clínico, comprovando que ela goza de boa saúde, e um parecer psicológico, para comprovar que ela tem condições psicológicas de suportar uma gravidez na qual não vai ficar com a criança.”

Sob essas condições, o CRM autoriza a gestação. “Mas é importante dizer que o Conselho não tem poder de polícia – não vai investigar se tem dinheiro envolvido ou não, porque não é nossa competência. Ele vai avaliar toda a documentação apresentada”, acrescenta Silva.

Ele afirma não ter conhecimento de casos de barriga de aluguel com fins lucrativos que tenham sido relatados ao CFM. Tampouco há dados de quantos casos já foram autorizados. “Não é uma prática tão comum. São poucas as mulheres que necessitam de gestação de substituição.”

Segundo a advogada Mariana Turra Ponte, especialista em Direito de Família e Sucessões, caso comprovada a transação financeira, os envolvidos podem ser condenados. O médico que participou do procedimento também pode sofrer punição.

“A legislação brasileira tipifica a compra ou venda de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano como o crime e estabelece pena de reclusão de três a oito anos e multa, o que poderia se aplicar”, relata.

O próprio anúncio da barriga de aluguel em redes sociais pode ser considerado ilegal, afirma o advogado criminalista Iberê Bandeira de Melo.

“Há pelo menos quatro crimes que podem tipificar essa conduta. Entre eles estão a publicidade enganosa e o estelionato – caso faça a divulgação e não cumpra ou não possa cumprir por conta da ilegalidade. Além disso, esses anúncios também podem ser classificados como apologia ou incitação ao crime.”

Em outros países

Há diversos países em que a barriga de aluguel com fins lucrativos é permitida legalmente – inclusive para estrangeiros -, entre eles Estados Unidos, Grécia, Ucrânia, Rússia e Albânia.

Algumas empresas comercializam a prática nesses países, a custos que variam de US$ 65 mil a US$ 150 mil.

Gerente de uma empresa israelense que comercializa a barriga de aluguel há dois anos e meio no Brasil, Bruna Alves relata que os procedimentos acontecem conforme a legislação de cada país.

“Antes de a gestação ser aprovada, ela passa por um processo de avaliação, para que ocorra tudo de modo legalizado. Em alguns casos, como na Ucrânia, esse procedimento é feito presencialmente, e o casal deve ir ao país. Mas nos Estados Unidos, por exemplo, pode ser feito online”, explica.

A escolha do país onde o bebê será gerado depende do perfil do casal e das imposições da legislação local. “Por exemplo, nos Estados Unidos é permitido que qualquer tipo de casal ou pessoa solteira, independente da sexualidade, faça o processo. Já a Ucrânia aceita somente heterossexuais que são casados no civil”, relata Alves.

Como é a opção mais barata, a Ucrânia é a mais procurada por brasileiros, agrega.

O material genético pode ser dos pais ou de doadores anônimos. “Nunca utilizamos os óvulos da mulher que vai gerar o bebê.”

Segundo Alves, há países que permitem contato entre a barriga de aluguel e os futuros pais. “Tem um casal do Rio de Janeiro que passou o Ano Novo com a grávida, nos EUA. Mas essa questão é mais cultural, porque na Ucrânia, por exemplo, a língua acaba impedindo o contato entre os brasileiros e a mulher.”

A empresa israelense possui atualmente 42 processos de gestação em curso. Segundo Alves, já foram realizados 35 nascimentos desde que a multinacional chegou ao Brasil. Em alguns casos, a gravidez acaba não indo adiante, mas ela diz que são permitidas novas tentativas, “até que nasça um bebê com vida”.

A advogada Mariana Turra ressalta que os pais que utilizam a barriga de aluguel no exterior não costumam encontrar problemas ao registrar a criança no Brasil. “Conforme a Constituição, os filhos de brasileiros nascidos no exterior são brasileiros e deverão ser registrados em repartição consular do país. A certidão consular de nascimento será posteriormente registrada em cartório.”

No entanto, já houve imbróglios. “O consultado brasileiro no México, por exemplo, recusou-se a registrar o filho de um casal homoafetivo brasileiro, gerado por barriga de aluguel, argumentando que a lei aplicável é a mexicana, que só permite o registro da criança em nome do pai biológico. Nesses casos, o registro em nome de ambos os pais dependerá de medida administrativa ou judicial a ser proposta no Brasil”, conta.

O sonho da maternidade

Tanto o custo da barriga de aluguel internacional quanto os valores cobrados pelas mulheres em redes sociais surpreenderam a vendedora Fernanda*, de 21 anos. “Tenho dificuldades para engravidar e queria realizar esse sonho logo, mas os valores são absurdos”, declara. Ela acabou decidindo fazer tratamento para engravidar.

Isabel acredita que a barriga de aluguel acaba sendo vista como a única alternativa para muitas pessoas. “Muitos casais não encontram parentes que possam ajudá-los, nem pessoas que aceitem passar por isso sem receber nada. Então, o que resta é pagar pelo procedimento no Brasil, porque ainda é, em muitos casos, um valor menor do que aquele que pagariam em outros países”, diz.

Ela afirma estar ciente dos riscos. “Estou tendo acompanhamento médico, mas sei que podem acontecer complicações, na gravidez ou no parto. Mas decidi arriscar. Eu vou cuidar da criança como se fosse minha, com todo carinho e amor. Sei que é uma situação difícil, mas já estou preparada.”

*Nomes fictícios para proteger a identidade dos entrevistados.

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Ibuprofeno pode levar à infertilidade masculina, sugere pesquisa

Por G1

Homens utilizaram 600 mg diárias do medicamento por duas semanas (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Homens utilizaram 600 mg diárias do medicamento por duas semanas (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Pesquisa feita na Dinamarca mostra que o uso de um anti-inflamatório comum, o ibuprofeno, pode levar à disfunção hormonal e à infertilidade em homens adultos jovens.

Ainda, o uso sem supervisão médica pode afetar a função de testículos, incluindo a produção de testosterona, atestam pesquisadores. O uso também pode deflagrar disfunção erétil e fadiga.

O estudo, publicado no “PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences)”, teve como primeiro autor o neurologista David Møbjerg Kristensena, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

A pesquisa estudou a função do analgésico em 31 homens saudáveis entre 18 e 35 anos que utilizaram 600 mg de ibuprofeno diariamente por duas semanas.

No estudo, foram excluídos indivíduos com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30, com evidência de úlcera, sinais de disfunção de fígado ou disfunção renal para que não houvesse interferência no resultado.

Após análise, pesquisadores observaram que participantes desenvolveram uma condição conhecida como hipogonadismo — em que testículos não produzem hormônios ou espermatozoides adequadamente. A disfunção normalmente surge em homens de meia idade.

A pesquisa soma-se ao corpo de evidências que alertam para os riscos do uso abusivo de analgésicos e anti-inflamatórios. O ibuprofeno, por exemplo, já foi associado ao risco aumentado de problemas cardíacos.

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Sobe para três o número de mortes por febre amarela na Grande SP

Por Bom Dia SP

 

A Secretaria de Saúde de Guarulhos, na Grande São Paulo, divulgou neste domingo (7) que um morador da cidade, de 69 anos, morreu vítima da febre amarela no dia 25 de dezembro. Esse foi o 3º caso de morte confirmado pela doença e em todos eles as vítimas passaram pela cidade de Mariporã, que fica a 39 km da capital.

A confirmação de duas mortes pelo doença no sábado (6) fez o governo liberar a vacinação para todo o estado. Antes, como medida de precaução, parques municipais e estaduais de São Paulo já haviam sido fechados. Veja lista abaixo.

No domingo, os moradores de Mairiporã movimentaram os postos de saúde em busca da vacina. Desde sexta-feira, 29 pessoas deram entrada em hospitais com suspeita da doença. Mairiporã tem uma das maiores florestas urbanas do estado e muitos macacos, que não transmitem a doença, mas hospedam o vírus da febre amarela.

Veja quem pode tomar a vacina:

  • Crianças a partir dos nove meses até idosos com 60 anos.

Não podem tomar a vacina:

  • Grávidas e mulheres que estão amamentando crianças menores de seis meses.
  • Doentes com câncer que fazem quimioterapia ou radioterapia.
  • Pessoas com alergia a ovos ou derivados.
  • Portadores de HIV ou qualquer doença que atinja o sistema imunológico.
  • Transplantados.

No caso dos idosos com mais de 60 anos, é preciso avaliação médica. Quem já tomou a dose da vacina contra a febre amarela tem imunidade para vida toda.

“É muito importante que as pessoas tomem a vacina”, destaca o coordenador. “Também devem passar repelente para evitar a picada do mosquito que transmite o vírus.”

Assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, encontrados na zona de mata e que costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido dos primatas. Quando eles são infectados e chegam a morrer, isso indica que existe a circulação do vírus no local, mas eles não podem transmitir a doença para humanos.

Parques fechados

Em outubro, a cidade de São Paulo começou a ter parques estaduais e municipais fechados para prevenir a febre amarela. Também foram criadas campanhas de vacinação na Zona Norte, Guarulhos e na região de Itapecerica da Serra, onde também houve registro de mortes de macacos.

Municipais:

  • Parque Anhanguera
  • Parque Canivete
  • Parque Córrego do Bispo
  • Parque Sena
  • Parque Pinheirinho d’água
  • Parque Jacintho Alberto
  • Parque Jardim Felicidade
  • Parque Cidade de Toronto
  • Parque São Domingos
  • Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima
  • Parque Lions Tucuruvi
  • Parque Senhor do Vale
  • Parque Rodrigo de Gáspari
  • Parque Santo Dias
  • Parque Jd. Herculano
  • Parque M’Boi Mirim
  • Parque Guarapiranga
  • Parque Cemucam (Cotia)
  • Parque Raposo Tavares
  • Parque Juliana de Carvalho Torres
  • Parque Linear Feitiço da Vila
  • Parque Linear Parelheiros
  • Parque Linear Sapé

Estaduais:

  • Parque Horto Florestal
  • Parque da Cantareira
Febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

Febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

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