Supremo retoma nesta quarta julgamento sobre fornecimento de remédio de alto custo

Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília

Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na manhã desta quarta-feira (22) o julgamento que definirá se o poder público deve ser obrigado a fornecer medicamentos de alto custo aos doentes.

Estão na pauta do tribunal quatro processos sobre o tema, que envolvem a concessão dos remédios que estão fora da lista de produtos oferecidos gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

A chamada judicialização da saúde é hoje um dos principais problemas do Judiciário, afirmam de foram recorrente ministros do Supremo.

No caso dos medicamentos, há centenas de processos espalhados em tribunais de todo o país. A maioria dos casos envolve doenças raras, e o juiz determina a concessão do remédio.

Segundo dados do Ministério da Saúde, até 2016 o governo federal já havia cumprido 16,3 mil decisões sobre fornecimento de medicamentos. De 2010 a 2015, houve aumento de 727% nos gastos referentes à judicialização dos medicamentos. Segundo o Ministério da Saúde, já foram gastos R$ 7 bilhões com fornecimento de remédio por ordem judicial.

“É um tema delicado, muito sensível. Muita gente reclama da intervenção judicial, mas há situações muito dramáticas e temos que examinar isso em todo o contexto. (…) A gente tem que achar uma saída”, declarou nesta terça-feira (21) o ministro Gilmar Mendes.

Os argumentos

O caso chegou ao Supremo porque há dois princípios constitucionais diferentes defendidos por cada lado:

  • o poder público argumenta que a concessão de medicamentos caros coloca em risco o fornecimento do básico para toda a coletividade e também diz que não há orçamento disponível para medicações caras para apenas uma pessoa;
  • os pacientes que precisam dos remédios argumentam que a vida deles depende daquilo e que os medicamentos são, na maioria das vezes, a única esperança de sobrevivência.

Dúvidas

No julgamento, os ministros devem responder a dúvidas como:

  • O poder público deve fornecer apenas medicamentos previstos na lista do SUS ou outros?
  • É possível obrigar o fornecimento de medicamentos que não estejam registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)?
  • Remédios em fase de testes também devem ser fornecidos obrigatoriamente?
  • O paciente sempre deve comprovar não ter condições financeiras de comprar ou em todos os casos o poder público é obrigado a fornecer?

As ações em julgamento

  • O julgamento de duas das ações que estão previstas começou em 2016, e três ministros já votaram sobre o tema: o relator, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. Cada um deu um voto diferente (veja mais abaixo) propondo condições para o fornecimento dos remédios. Os dois casos – ações dos governos do Rio Grande do Norte e de Minas Gerais contra decisões que os obrigaram a fornecer remédios – têm repercussão geral. Com isso, o que o Supremo decidir valerá para todos os casos semelhantes que tramitam na Justiça.
  • Em outro processo, no qual o estado de São Paulo questiona determinação de fornecimento de remédios, a Procuradoria Geral da República pediu nesta semana o adiamento do julgamento para que o órgão envie um parecer. Marco Aurélio Mello também é relator desse caso, mas não tinha decidido sobre o adiamento até a noite desta terça (21).
  • A quarta ação discute se União e estados devem ser responsabilizados conjuntamente a arcar com o fornecimento de medicamentos. O caso é de Sergipe e o relator é o ministro Luiz Fux.

Votos já proferidos

Como há três votos diferentes, se outros votos também forem divergentes, o Supremo terá que rediscutir o caso para se chegar a um voto comum.

MARCO AURÉLIO MELLO

Para o ministro o medicamento deve ser fornecido nos seguintes casos:

  • se for imprescindível para o tratamento do paciente;
  • se não puder ser substituído por outro já disponibilizado pelo SUS;
  • se a família do paciente não tiver condições de pagar;
  • é possível a importação de remédios que, mesmo não registrados na Anvisa, não sejam fabricados ou comercializados no Brasil.

LUÍS ROBERTO BARROSO

Para o ministro, o medicamento deve ser fornecido nos seguintes casos:

  • incapacidade financeira do paciente;
  • prova de recusa do órgão técnico em incorporar o medicamento no SUS;
  • inexistência de substituto terapêutico na rede pública;
  • eficácia do fármaco para tratar a doença;
  • que o custo seja imposto à União, por ser o ente responsável por incorporar o medicamento ao SUS.
  • permite fornecimento de remédio sem registro na Anvisa desde que esteja em avaliação por mais de um ano e já tenha registro em agências de Estados Unidos, Europa ou Japão.

LUIZ EDSON FACHIN

Para o ministro, o medicamento deve ser fornecido nos seguintes casos:

  • se houver prévio pedido ao próprio SUS
  • paciente obter receita por médicos da rede pública com indicação do remédio;
  • ter justificativa da inadequação de outro tratamento na rede pública;
  • laudo do médico que indique necessidade, estudos e vantagens do tratamento.

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Brasil regista 5 vezes mais casos de dengue que no ano passado

Por G1

O número de casos de dengue em todo o país já é cinco vezes maior que no ano passado. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019 foram registrados 675.174 casos prováveis de dengue. Em 2018, o número era de 134.048 no mesmo período. As informações são do Bom Dia Brasil.

Em Brasília, os casos já são 11 vezes maiores que em 2018. O último dado divulgado mostra quase 13 mil casos de dengue notificados. O número está defasado porque há três semanas o governo de Brasília não divulga um novo boletim sobre a dengue. Foram 10 mortes em 2019. Em 2018, na mesma época, uma pessoa havia morrido em Brasília.

10 estados e o Distrito Federal estão com alta incidência de dengue, de acordo com dados do Ministério da Saúde referentes ao dia 4 de maio: AC, DF, GO, ES, MG, MT, MS, PR, RN, SP e TO estão com mais de 100 casos a cada 100 mil habitantes.

Especialistas alertam que a dengue é uma doença cíclica, com surtos e epidemias registrados a cada três ou cinco anos. O número de casos depende do tipo de vírus circulando.Casos prováveis de dengue no Brasil.

Falta de combate

Em Brasília, o serviço de fumacê foi suspenso porque o produto usado estava com prazo de validade vencido. O local de preparo do inseticida foi interditado devido à precariedade. Em vez de material específico, havia funis feitos de galões de água.

O descaso leva ao aumento no número de casos. “Nunca tinha visto um monte de gente que eu conheço ter dengue”, disse Ravylla Carvalho Santos, consultora de vendas, que se recupera de uma dengue hemorrágica. Segundo ela, pai, mãe, vizinhos e amigos tiveram a doença. Ravylla conta que não viu agentes de saúde na região onde mora.

Em São Luis (MA), uma obra da prefeitura que deveria ser uma maternidade acumula água. A construção começou em 2014 e até agora está parada.

No Rio de Janeiro, um pátio do Detran tem poças d’água se formando entre carros.

Em Belo Horizonte, o mesmo se repete. Um pátio com carros arpeendidos está tomado pelo mato e água parada. No cemitério, há água parada nas lápides e plantas.

Na capital mineira são 15 mil casos confirmados de dengue e seis pessoas morreram. Em todo o estado, 38 morreram.

Os governos de MG e RJ e a prefeitura dizem que fazem manutenção constante nos locais apontados.

A prefeitura de São Luís não enviou resposta.

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Pesquisadores da UFRJ anunciam que descobriram vírus mayaro no estado do Rio

Por Carlos Brito, G1 Rio

Caso se adapte, o mayaro também poderá ser transmitido pelo Aedes aegypti. — Foto: Raul Santana/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação

Caso se adapte, o mayaro também poderá ser transmitido pelo Aedes aegypti. — Foto: Raul Santana/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram a descoberta do vírus mayaro, no Estado do Rio.

O vírus é uma espécie de ‘primo’ da chikungunya e provoca as mesmas reações nos pacientes: febres e intensas dores musculares e articulares que podem se se prolongar por muitos meses. De forma semelhante ao que transmite a febre amarela, o mayaro é um vírus que, pelo menos até agora, existia apenas em áreas silvestres amazônicas. A notícia foi antecipada pelo jornal O Globo.

No entanto, sua presença no estado do Rio não surpreendeu os cientistas da UFRJ – há quase quatro anos, eles já alertavam sobre a possibilidade da existência do vírus em território fluminense, por meio de uma adaptação ao ambiente urbano.

Pesquisador da UFRJ anunciam a descoberta do vírus Mayaro no estado do RioJornal Nacional–:–/–:–

Pesquisador da UFRJ anunciam a descoberta do vírus Mayaro no estado do Rio

Pesquisador da UFRJ anunciam a descoberta do vírus Mayaro no estado do Rio

“Recebíamos amostras de sangue de pessoas atendidas pelo SUS com sintomas de chikungunya. Ao fazermos os testes para essa doença, os resultados de algumas delas eram sempre negativos. Como os indivíduos infectados apresentavam dores musculares muito fortes, bastante parecidas com as provocadas pela chikungunya, começamos a desconfiar da presença do mayaro no Rio. Agora, depois da pesquisa, podemos afirmar que ele está aqui”, explicou um dos responsável pela descoberta, o coordenador da Rede Zika da UFRJ, Rodrigo Brindeiro.

A pesquisa apontou que três moradores de Niterói, na Região Metropolitana, foram contaminados com o vírus mayaro. Segundo os pequisadores, nenhum deles viajou até a Amazônia.

“Ou seja, ficou claro que o mosquito florestal Haemogogos – principal vetor de transmissão do vírus – havia chegado ao Rio e se adaptado ao ambiente urbano”, explicou Brindeiro.

Ainda segundo a pesquisa, com o passar do tempo, o mayaro pode se adaptar ainda mais e também ser transmitido tanto pelo Aedes aegyptiquanto pelo pernilongo – Culex – bastante comum no RJ, o que, segundo os pesquisadores, pode aumentar o risco de epidemia.

“No que diz respeito aos sintomas, o mayaro provoca reações físicas semelhantes ao chikungunya. Porém, no que se refere ao combate ao vírus, é importante que as vigilâncias epidemiológicas do Estado e das cidades saibam que começamos a lidar com um novo vírus”, disse.

Ministério da Saúde desconhece casos

Em nota, o Ministério da Saúde informou que não foi notificado sobre a descoberta e que não tem registros de casos no Brasil:

O Ministério da Saúde informa que não há registro recente de casos da febre Mayaro no país, nem registro da doença no estado do Rio de Janeiro. Contudo, a pasta ressalta que o diagnóstico de Mayaro pode ser confundido com o de chikungunya. É importante destacar que as informações concedidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tratam-se de ‘casos’ identificados em atividade de pesquisa, realizada no ano de 2015. Além disso, a pasta não foi notificada (conforme portaria de notificação compulsória) formalmente pelo pesquisador para avaliação de risco e eventuais medidas de controle, caso se justifiquem, já que são de competência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Vale destacar que, até o momento, não há registro de casos da Febre Mayaro pela transmissão do Aedes aegypti. Os casos detectados pelos serviços de saúde do Brasil são esporádicos, ocorrem em área de mata, rural ou silvestre (não há casos urbanos) e afetam pessoas que adentraram espaços onde têm macacos e vetores silvestres. Na América do Sul, a doença tem sido associada ao ciclo do vírus da Febre Amarela (Haemagogus janthinomys como vetor primário).

O vírus Mayaro é considerado endêmico na região Amazônica, que envolve os estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Entre dezembro/2014 e janeiro/2016, foram confirmados 86 casos da doença no país nos estados de Goiás (76), Pará (1) e Tocantins (9). O Ministério da Saúde mantém monitoramento permanente e atua com apoio do Centro de Proteção dos Primatas Brasileiros (ICMBio), Instituto Evandro Chagas (IEC) e o Centro Nacional de Primatas (CENP).

Atualmente, não existe terapia específica ou vacina. Os pacientes devem permanecer em repouso, acompanhado de tratamento sintomático, com analgésicos e/ou drogas anti-inflamatórias, que podem proporcionar alívio da dor e febre. Os sintomas são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. As dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar. A diferenciação se dá por exames laboratoriais específicos e que podem apontar o diagnóstico correto. Não há óbitos associados ou registrados ao Mayaro no Brasil.

Considerando que o horário de maior atividade do vetor primário (Haemagogus janthinomys) se dá entre 9 e 16 horas, recomenda-se evitar exposição em áreas de mata, sobretudo desprotegido, durante esse período. Uso de roupas cumpridas e uso de repelentes podem ajudar a evitar o contato com o vetor e diminuir o risco de infecção.

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Pernambuco confirma morte de bebê por coqueluche e aumento de 283% em casos da doença

Por G1

Secretaria de Saúde de Pernambuco fica no Bongi, na Zona Oeste do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Secretaria de Saúde de Pernambuco fica no Bongi, na Zona Oeste do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Um bebê morreu por causa de coqueluche em Pernambuco. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o menino, que tinha menos de seis meses, morava em Igarassu, no Grande Recife. O boletim divulgado pelo governo aponta também o aumento de 283% no número de casos confirmados da doença.

A morte da criança ocorreu em dezembro de 2018, mas foi confirmada pela secretaria nesta quinta-feira (16). A pasta informa, ainda, que em 2019 não foi registrado nenhum óbito.

Ainda de acordo com a SES, até a segunda-feira (13), tinham sido confirmados 180 casos de coqueluche no estado. No mesmo período do ano passado, o estado confirmou 47 ocorrências.

A SES também informa o aumento do número de casos notificados. Até quinta (13), foram 401 registros, contra 131 notificações, no mesmo período de 2018. Isso significa um aumento de 206% em notificações.

A secretaria aponta que, este ano, 153 casos foram confirmados em meninos e meninas menores de 5 anos. Esse público é contemplado pela vacina contra a doença.

Estatísticas

Nas seis primeiras semanas epidemiológicas de 2019, a secretaria apontou o aumento do número de casos confirmados de coqueluche. O índice chegou a 85,7%, na comparação com as seis primeiras semanas epidemiológicas de 2018.

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, foram 26 casos confirmados até 9 de fevereiro. No ano passado, no mesmo período, o estado teve 14 confirmações.

Vacinação

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, a cobertura vacinal em 2018 foi menor do que a meta estabelecida pelas autoridades de saúde. Entre as crianças menores de 1 ano de idade, a cobertura da vacina pentavalente, que previne coqueluche e outras doenças, ficou em 92,25%, enquanto a meta era atingir 95% desse público alvo.

Para as gestantes, que são imunizadas com a dTpa, a cobertura vacinal chegou a 60,68%, em 2018. A meta para esse público alvo é também de 95%.

Sintomas e evolução

De acordo com os médicos, a coqueluche evolui em três etapas sucessivas. A fase catarral começa com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca.

Depois, aparecem os acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar.

Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Em bebês podem ocorrer desidratação, pneumonia, convulsões, além de lesão cerebral.

Transmissão

A doença pode ser transmitida pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa não vacinada, por meio de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar.

A transmissão também pode ocorrer por meio do contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.

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Suspeito de tráfico de drogas é preso com 52 kg de maconha dentro de casa em Gravatá

Por G1 Caruaru

Total de 52 kg de maconha foram apreendidos em Gravatá — Foto: PM/Divulgação

Total de 52 kg de maconha foram apreendidos em Gravatá — Foto: PM/Divulgação

Um homem suspeito de tráfico de drogas foi preso na quarta-feira (15) com 52 kg de maconha dentro de casa, em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, foram recebidas denúncias de que o suposto criminoso traficava na residência.

Ainda segundo a PM, o suspeito tinha enterrado 12 kg da droga no quintal de casa, enquanto os outros 40 kg foram encontrados escondidos dentro de uma cisterna.

Tanto o suspeito quanto o entorpecente apreendido foram levados para a Delegacia de Polícia Civil, que irá investigar o caso.

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Bom humor e qualidade do sono podem influenciar a memória de curto prazo

Por G1

Psicólogos nos Estados Unidos conseguiram verificar os efeitos de idade, humor e sono na memória de curto prazo. O estudo foi realizado pela Universidade da Califórnia – Riverside, e divulgado na sexta-feira (10). Ele mostra como esses três fatores influenciam a “memória de trabalho”, aquela que armazena e gerencia temporariamente informações necessárias para tarefas imediatas.

Os pesquisadores descobriram que a idade afeta o aspecto “qualitativo” da memória de trabalho: quanto mais velha a pessoa, mais fraca e menos exata será sua memória de curto prazo.

Já a má qualidade do sono e o humor deprimido estão ligados ao aspecto “quantitativo”: quem experimenta estas situações tem uma chance menor de ser lembrar de um evento.

Lembranças de curta duração

A memória de trabalho é a parte da memória de curto prazo que armazena e gerencia temporariamente informações necessárias para tarefas cognitivas, como aprendizado, raciocínio e compreensão. A memória de trabalho está diretamente relacionada a forma como processamos, usamos e lembramos informações recentes.

Essa memória é utilizada, por exemplo, quando um amigo pede que você chegue mais cedo ao trabalho no dia seguinte. Trata-se de uma informação que está ligada especificamente à realização de uma tarefa – por isso, memória de trabalho.

A pesquisa da Universidade da Califórnia é a primeira a relacionar isoladamente esse tipo de memória a cada um dos fatores analisados.

“Os três fatores estão relacionados. Idosos são mais propensos a experimentar humor negativo do que jovens adultos, por exemplo. A má qualidade do sono também está frequentemente associada ao humor deprimido”, explica Weiwei Zhang, professor de psicologia e coordenador do estudo.

Como os fatores estão conectados, estudos anteriores sobre o tema poderiam ser influenciados pelo efeito do sono no humor, por exemplo.

“A abordagem fragmentada usada em investigações anteriores sobre essas relações, examinando a relação entre um desses fatores e a memória de trabalho, poderia abrir a possibilidade de que um efeito observado pudesse ser influenciado por outros fatores”, explica Zhang.

Novos tratamentos

Segundo os pesquisadores, as novas descobertas podem levar ao desenvolvimento de tratamentos para neutralizar os impactos negativos desses fatores sobre a memória de trabalho. O próximo passo é avaliar como essas intervenções podem ajudar idosos com perda de memória.

“Estamos mais confiantes agora sobre como cada um desses fatores afeta a memória de trabalho”, afirma Zhang. “Isso pode nos dar uma melhor compreensão do mecanismo subjacente na demência relacionada à idade, por exemplo.”

O psicólogo destaca ainda que é importante que idosos cuidem da saúde para evitar a degradação mais acelerada da memória de trabalho.

“Para que a mente funcione da melhor maneira possível, é importante que os idosos tenham boa qualidade de sono e estejam de bom humor”.

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Mais Médicos abre novo edital com 2 mil vagas

Por G1

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (13) um novo edital do Programa Mais Médicos. O objetivo é contratar 2.000 médicos que devem atuar em 790 municípios considerados carentes ou de difícil acesso, onde vivem cerca de 6 milhões de pessoas.

Os profissionais com registro profissional brasileiro devem se inscrever entre os dias 27 e 29 de maio no site do programa. Caso haja vagas remanescentes, as oportunidades serão estendidas, em um segundo chamamento público, aos profissionais brasileiros formados em outros países e que já tenham habilitação para o exercício da medicina no exterior.

O edital é o segundo lançado pela pasta desde a saída de Cuba do programa, anunciada em novembro de 2018. O primeiro foi aberto ainda em novembro do ano passado para preencher as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos no programa. No total, 7.120 vagas foram preenchidas por brasileiros formados no Brasil. Na segunda fase, lançada em dezembro, as vagas remanescentes foram oferecidas a médicos formados no exterior.

Dentre os médicos selecionados no primeiro edital, 1.052 desistiram do programa entre janeiro e março de 2019. O número representa 15% das vagas preenchidas por médicos brasileiros após a saída de Cuba.

O ministério não anunciou, até o momento, quantos médicos selecionados no edital de novembro e dezembro desistiram do programa após o mês de março. Também não há dados de quantos médicos formados no exterior abandonaram o programa após a fase de acolhimento obrigatória, da qual participaram 1.400 profissionais.

Novo edital

Os médicos selecionados pelo edital desta segunda-feira (13) devem começar a atuar em junho nos 790 municípios, especialmente em áreas com dificuldade de acesso, como comunidades ribeirinhas, fluviais, quilombolas e indígenas.

Segundo a pasta, no novo edital foram estabelecidos critérios de classificação para “garantir a seleção de profissionais qualificados, preferencialmente com perfil de atendimento para a Atenção Primária.” Serão avaliados títulos de especialista ou residência médica em Medicina da Família e Comunidade.

Outra novidade é que toda a documentação deverá ser enviada ao Ministério da Saúde, pela Internet já no ato de inscrição. “Essa mudança garante que apenas profissionais já habilitados participem do chamamento público, o que contribuirá para otimizar tempo e recurso”, explica o ministério em nota.

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Automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros

Por G1

Quase metade dos brasileiros se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. Esses dados fazem parte de uma pesquisa feita pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). De acordo com o estudo, a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros.

As mulheres são as que mais usam medicamentos por conta própria, pelo menos uma vez ao mês – 53%. Familiares, amigos e vizinhos são os principais influenciadores na escolha dos medicamentos usados sem prescrição (25%).

Os perigos da automedicação

A automedicação é quando há o uso de remédios sem a avaliação de um profissional de saúde. Quando usado de forma errada, o medicamento pode ter um efeito desastroso. Por isso, é sempre importante consultar um profissional antes de fazer uso de qualquer remédio.

As consequências do uso indiscriminado de medicamentos ocorrem a longo e médio prazo:

  1. Os analgésicos, por exemplo, não curam enxaqueca e podem até piorar.
  2. Antitérmicos podem mascarar algo mais grave, como uma infecção.
  3. Anti-inflamatórios podem sobrecarregar os rins.
  4. Uso de vitaminas só é indicado se a pessoa tiver uma carência específica e precisar de reposição.
  5. Antiácidos e remédios para dor de estômago podem encobrir algo mais sério, como úlceras e gastrites.
  6. Xarope pode mascarar uma pneumonia.

O farmacêutico Tarcísio Palhano alerta para os perigos da automedicação. “Qualquer dorzinha, qualquer sintoma, qualquer sinal, a pessoa já se automedica. Isso pode, inclusive, dificultar o diagnóstico de uma doença mais grave”.

Outro problema comum, que está na casa de muitos brasileiros, é a ‘maletinha de remédios’. “Essa caixa de medicamentos termina sendo uma bomba em potencial. Os medicamentos, com o passar do tempo, eles vão se degradando e pode gerar substâncias tóxicas”, diz o farmacêutico.

Os medicamentos são uma das principais causas de intoxicação no país. As pessoas precisam ser orientadas que medicamento usado sem prescrição pode provocar danos à saúde.

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‘Pular’ café da manhã e jantar tarde aumenta risco de morte, aponta estudo inédito da Unesp

Por Ana Borges, G1 Bauru e Marília

Ficar sem café da manhã e jantar tarde aumentam o risco de morte, como aponta um estudo inédito realizado por 11 pesquisadores da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu (SP).

De acordo com o médico e orientador da pesquisa Marcos Minicucci, a pesquisa, que foi realizada durante um ano, fez testes com pessoas já infartadas que não tomam café da manhã e jantam próximo da hora de dormir e outras com hábitos alimentares regulares.

Com isso, o estudo mostrou que esses dois fatores aumentam os riscos de não resistir a um novo ataque cardíaco. Além disso, esses dois tipos de hábitos alimentares aumentam a probabilidade de morte em 4 a 5 vezes.

“Notamos que os pacientes infartados que monitoramos e que tinham hábitos alimentares considerados ruins, tinham chance de ter um novo infarto, angina ou ter um desfecho ruim como morte, após 30 dia de alta hospitalar”, diz o médico e orientador da pesquisa Marcos Minicucci.

Segundo Minicucci, a chance de sobreviver a um ataque do coração é maior em pessoas que não tem esse tipo de rotina. Por isso, a ideia do estudo é provar como os hábitos alimentares são essenciais para manter o organismo mais resistente.

“Na pesquisa, consideramos o paciente que tinha esse tipo de hábito alimentar pelo menos três vezes na semana ”, explica Minicucci.

Ainda segundo o pesquisador, a pesquisa traz resultados inéditos para a medicina mundial e na semana passada foi publicada em uma revista internacional da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Estudo

Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu realizou estudo inédito na área de cardiologia  — Foto: FMB/ Divulgação

Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu realizou estudo inédito na área de cardiologia — Foto: FMB/ Divulgação

A idade média dos pacientes avaliados era de 60 anos e 73% deles eram homens. Eles foram questionados sobre os comportamentos alimentares na admissão em uma unidade de terapia intensiva coronariana.

” A ideia de realizar a pesquisa surgiu porque os artigos que citavam como o café da manhã poderia influenciar nas doenças cardíacas nunca acompanhavam as pessoas. Por isso, resolvemos desenvolver o estudo com foco nos pacientes”, justifica.

O hábito de não tomar café da manhã foi caracterizado como consumir nada antes do almoço, excluindo bebidas, como café e água, apenas.

Quem toma somente uma xícara de leite foi considerado como um paciente que cumpre com a primeira refeição do dia.

Já em relação a jantar tarde, foi definido pela pesquisa como uma refeição dentro de duas horas antes de ir dormir, independente do horário do jantar, mas a situação precisava ser repetida pelo menos três vezes por semana.

“As pessoas que trabalham até tarde podem ser particularmente suscetíveis a um jantar tardio e depois não sentir fome pela manhã”.

Segundo o pesquisador, o estudo envolveu pacientes que tiveram infarto do miocárdio. Assim, foram avaliados 113 pacientes, entre homens e mulheres de agosto de 2017 até agosto de 2018.

“Nossa pesquisa mostra que os dois comportamentos alimentares são independentemente ligados com resultados mais graves após um ataque cardíaco, mas ter um conjunto de maus hábitos só tende a complicar mais “, enfatiza Minicucci.

“Outra questão que chamou a atenção dos pesquisadores foi o grande número de pacientes que mantinham hábitos alimentares prejudiciais, mesmo após sofrer um infarto. Mas acredito que o estresse e a vida acelerada estejam ligados a esses hábitos”, ressalta.

Ainda de acordo com o médico, a pesquisa encontrou que uma resposta inflamatória. “O estresse oxidativo e a função endotelial podem estar envolvidos na associação entre comportamentos alimentares pouco saudáveis e desfechos cardiovasculares”, acrescentou.

Pesquisa em números

  • 113 pacientes participantes
  • 57% não tomavam café da manhã
  • 50% jantavam tarde
  • 40% não tomavam café da manhã e jantavam tarde
  • 20% dos pacientes com maus hábitos tiveram reinfarto, morreram ou tiveram angina

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Mais de 32 milhões de pessoas ainda não se vacinaram contra a gripe

Por G1

Vacinação contra a gripe: mais da metade  — Foto: Reprodução/TV Globo

Vacinação contra a gripe: mais da metade — Foto: Reprodução/TV Globo

Faltando 24 dias para o fim da campanha de vacinação contra a gripe, 32,6 milhões de pessoas ainda não se vacinaram. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (7).

A meta do ministério é vacinar 59,5 milhões de pessoas, mas até o momento 26,9 milhões (45%) foram vacinadas em todo país. A campanha acontece até o dia 31 de maio.

No sábado (4), o Dia D de mobilização vacinou 5,5 milhões de pessoas.

A vacina da gripe este ano protege contra três subtipos graves da influenza: A H1N1, A H3N2 e influenza B. Até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 81 mortes.

Entre a população que deve tomar a vacina, as puérperas (mães que deram à luz há menos de 45 dias) registraram a maior cobertura vacinal, seguido dos idosos, gestantes, crianças e indígenas.

Segundo o ministério, os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento, população privada de liberdade, pessoas com comorbidades, funcionários do sistema prisional, trabalhadores de saúde e professores.

Os estados com melhor taxa de cobertura até o momento são: Amazonas (88,8%), Paraná (38,8%), Amapá (72,65%), Espírito Santo (58%), Alagoas (32,2%) e Rondônia (54,8%). Já Rio de Janeiro (28,11%) Pará (31,9%), Roraima (34,2%) e Acre (35,2%) apresentam as menores taxas de cobertura.

Quem deve tomar a vacina?

As vacinas oferecidas gratuitamente pelo governo são destinadas a:

  • Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;
  • Gestantes; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias;
  • Idosos;
  • Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade.
  • Portadores de doenças crônicas (HIV, por exemplo) que fazem acompanhamento pelo SUS também têm direito à vacinação gratuita.

Quem não faz parte dessas categorias pode adquirir a vacina contra a gripe na rede privada por cerca de R$ 100 a 150.

A vacina não é capaz de causar a gripe em quem recebe. Ela permite que o paciente fique imune aos tipos de vírus mais comuns em circulação sem ficar doente.

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