Em um mês, apenas uma nova vaga do Mais Médicos foi efetivamente ocupada em área que atende 17 mil indígenas

Por Isabella Pina, G1 AM

Em dezembro de 2018, o G1publicou um levantamento que apontava uma área com 17 mil indígenas era atendida por apenas um médico, no Amazonas. A área em questão é o Distrito Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Parintins, responsável por atender 120 aldeias. Em um mês, o número de médicos na região subiu de um para dois médicos.

Ainda existem 12 vagas em abertas para o Dsei do Baixo Amazonas.Um nova etapa de inscrições, prevista para os dias 23 e 24 de janeiro, será aberta e destinada a profissionais brasileiros formados no exterior.

Ao longo desse mês, o Dsei de Parintins chegou a receber demanda “fora do comum” para preenchimento de vagas, segundo o diretor do distrito, José Augusto. Mas a maioria dos interessados sequer se apresentou. Outros chegaram a visitar zonas indígenas, mas abriram mão da vaga.

“Essa semana mesmo um rapaz que se apresentou há um tempo e passou cerca de dez dias numa região indígena voltou à nossa sede [do Dsei de Parintins] e disse que a vaga ‘não estava dentro das suas expectativas'”, relata o diretor.

A sede do Distrito fica no município de Parintins, localizado a 534 km de Manaus, e é possível chegar lá por barco ou avião. Mas os médicos que se candidatam às vagas têm pela frente desafio muito maior.

“As pessoas, nem sempre, estão dispostas a passar por esse tipo de rotina”.

“É complicada a situação. As áreas são de difícil acesso. Quando os nossos médicos cubanos precisaram sair do programa, 12 vagas abriram. Mais de quatro pessoas se apresentaram. Mas é isso… Nem todos querem ficar. Por isso, efetivados, só temos dois”

Em tese, acontece um rodízio para que médicos consigam atender outros quatro municípios atendidos pelo Dsei. Entre eles, espalham-se, em zonas de difícil acesso, as 120 aldeias indígenas. Pela região, segundo dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), índios de 46 etnias diferentes recebem atendimento no distrito.

Nem toda aldeia é de fácil acesso e isso reflete diretamente na permanência ou não de um candidato para assumir a vaga no tratamento de indígenas. José Augusto usa como exemplo o caso de um médico, já idoso que, independente da vontade de trabalhar com saúde indígena, não conseguiu se adaptar.

“Um dos que se apresentou vai ter que ser desligado. Ele tem 66 anos e tem dificuldade de mobilidade. Não tem como trabalhar em área indígena. ele entrou para a área, caiu da escada do barco e, ao invés de atender, precisou ser transferido para o hospital. É muito complicado”. comentou.

Carreira solo

Efetivados e em atividade, hoje, são apenas dois médicos. Um deles, o Dr. Rafael Dutra, era o único brasileiro que integrava a antiga equipe de atendimento na área – todos os outros eram cubanos e precisaram deixar o programa.

Ele é formado em cuba e, desde a saída dos companheiros, precisou atender à toda região só. Desde então, raramente consegue sinal no celular para mandar notícias. Agora, ao longo desse início da segunda quinzena do ano, ele está imerso na Aldeia Ponta Alegre, que fica no município de Barreirinha e atende índios Sateré- Mawé, no Rio Andirá.

Desde o fim de novembro que Rafael vive a rotina e pratica o rodízio de atendimento aos mais de 17 mil indígenas sozinho. Recentemente, ganhou apoio. Ainda assim, há a incerteza na diretoria do Dsei sobre o compromisso dos médicos que se apresentam para a missão.

Situação geral dos Dseis no Amazonas

Mais de 86% das vagas do Programa Mais Médicos ainda não foram ocupadas nos Distritos Sanitários. Ao todo, foram ofertadas 92 vagas e 91 médicos fizeram adesão. Mas 80 profissionais ainda não se apresentaram. Esses números são do mais recente boletim do Ministério da Saúde.

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Mais Médicos: 18% das vagas não foram preenchidas e ministério abrirá nova chamada

Por G1

Foram preenchidas 7.057 vagas do Programa Mais Médicos desde que o governo de Cuba decidiu sair da cooperação com o Brasil – 82% de um total de 8.517 posições oferecidas pelo Ministério da Saúde. Com isso, os postos serão abertos em uma próxima etapa prevista para os dias 23 e 24 de janeiro destinada a profissionais brasileiros formados no exterior.

Dentre os 1.707 médicos que se inscreveram na última chamada, 1.089 compareceram aos locais escolhidos. As vagas remanescentes foram somadas às 842 que haviam restado anteriormente – totalizando 1.460 posições em aberto.

O ministério informa que, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas nesta próxima etapa, elas serão reabertas nos dias 30 e 31 de janeiro para médicos estrangeiros.

Veja como está o preenchimento das vagas do programa:

  • Total de vagas oferecidas na primeira etapa de seleção: 8.517
  • Quantos médicos se apresentaram na primeira etapa: 5.968
  • Quantas vagas ficaram disponíveis para a segunda etapa: 2.549
  • Quantos médicos se apresentaram até a quinta-feira (10): 1.089
  • Quantas vagas serão disponibilizadas nas próximas etapas: 1.460

Cronograma das próximas etapas:

  • 22/1 – Validação dos documentos dos brasileiros formados no exterior
  • 23/1 a 24/1 – Brasileiros formados no exterior escolhem vagas remanescentes
  • 29/1 – Publicação da validação dos documentos dos médicos estrangeiros
  • 30/1 a 31/1 – Médicos estrangeiros escolhem vagas remanescentes

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Grávidas que respiram ar poluído têm maior risco de aborto espontâneo, diz estudo

Por BBC

Mulheres grávidas expostas a altos níveis de poluição do ar – mesmo que por um curto tempo – têm uma chance bem maior de sofrer aborto espontâneo do que quem respira ar puro, segundo um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, publicado no mês passado na revista científica “Fertility and Sterility” (Fertilidade e Esterilidade, em tradução livre).

Os resultados mostram que altos níveis de um poluente chamado dióxido de nitrogênio (NO²) aumentam em 16% o risco de aborto espontâneo. Produzido pela queima de combustíveis fósseis, o NO² é um gás bastante presente em diversos lugares poluídos no mundo.

No Brasil, a contaminação por NO² atinge diversos centros urbanos – São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador –, segundo a Plataforma de Qualidade do Ar do Instituto de Energia e Meio Ambiente.

Estudos anteriores já haviam analisado o risco de aborto em casos em que a exposição à poluição é prolongada. Mas essa é a primeira vez que um estudo é publicado com análise de exposição por um curto período.

Nível de poluição no ar é oito vezes maior que o indicado pela OMS, segundo pesquisador  — Foto: Juan Diaz/Arquivo Pessoal

Nível de poluição no ar é oito vezes maior que o indicado pela OMS, segundo pesquisador — Foto: Juan Diaz/Arquivo Pessoal

“Notei um padrão aparente entre a perda da gravidez e a qualidade do ar e resolvi investigar a fundo”, disse Matthew Fuller, um dos autores do estudo, ao divulgá-lo em dezembro.

Na verdade, diz Fuller, respirar um ar muito poluído por um curto tempo no primeiro trimestre da gravidez gera o mesmo perigo de perda do bebê do que fumar tabaco.

A pesquisa foi uma análise de casos de aborto entre 2007 e 2015 e envolveu 1,3 mil mulheres do estado americano de Utah. Os pesquisadores analisaram o risco de aborto em um período de três a sete dias depois de picos de concentração de poluentes do ar na região.

Mas, segundo os autores dos estudos, os resultados podem valer para outros locais.

“Os problemas que vivemos por aqui não são exclusivos. Conforme a população aumentar, a poluição atmosférica vai se tornar um problema maior tanto nos Estados Unidos quanto nos países em desenvolvimento”, disse Fuller.

A pesquisa foi feita de maneira que as mesmas mulheres foram analisadas em diferentes momentos (um tipo de estudo conhecido como cross-over), assim foi possível excluir outros fatores relativos ao risco de perda do bebê, como idade da mãe, por exemplo.

Como analisou casos retrospectivos, o levantamento não foi capaz de analisar a idade do feto no momento do aborto, portanto não conseguiu apontar em que momento o feto fica mais vulnerável à poluição.

A pesquisadora Claire Leiser, que coordenou o estudo, reconhece que os resultados são um retrato restrito do problema e afirma que a questão precisa ser analisada mais a fundo.

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Mais de 500 cidades correm risco de surto de dengue nesse verão

Por G1

O verão com temperaturas acima da média e pancadas de chuva trouxe um alerta contra o mosquito da dengue: mais de 500 cidades correm risco de surto da doença, segundo dados do Ministério da Saúde. A situação é mais grave na região Centro-Oeste, como mostrou o ‘Bom Dia Brasil‘ desta terça (15).

Agentes de saúde em Brasília estão observando um descuido na prevenção — em seguir aquelas regras básicas que todo mundo conhece — de não deixar água parada nos pratinhos de plantas, não deixar lixo acumulado. Chove, a água fica empoçada: lugar perfeito para focos de mosquito.

A fase mais aguda da doença que Jeniffer teve já passou — mas as pintinhas e a coceira pelo corpo ainda incomodam. “Eles falam que é a última etapa, que é pintar o corpo todinho. E coça bastante também”, diz.

Leoni teve dengue hemorrágica. “Tem muito lixo, fica muito lixo. E tem muita gente que não cuida dos quintais. Tem que prestar mais atenção nessas coisas, porque o negócio é sério, eu fiquei ruim. Eu pensei que eu fosse morrer”, conta.

Jeniffer e Leoni fazem parte dos mais de 29 mil casos de dengue notificados pela Secretaria de Saúde de Goiânia no ano passado. Em Goiás, o aumento do número de casos de dengue foi de quase 32%. Foram 63 mil casos confirmados com 64 mortes no ano passado — contra 43 mil casos e 53 mortes em 2017.

De acordo com o Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste apresentou o maior número de casos suspeitos no ano passado: foram 93 mil. Em seguida, vêm as regiões Sudeste, com 68 mil casos, Nordeste, com 66 mil, Norte, com 16 mil, e Sul, com 2.900 casos.

Em Bauru, interior de São Paulo, em todo o ano passado, foram registrados 132 casos de dengue. Neste ano, já são 62 casos da doença. A prefeitura até preparou uma estrutura extra, com salas de hidratação, só para as vítimas de dengue.

Esse condomínio na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde moram 300 famílias, vive uma epidemia de zika e chikungunya. Na casa da dona Rosângela, a coisa ficou feia. “Ficou bastante. A minha família toda, todo mundo, aconteceu pegar chikungunya — minha mãe, que tá com 86 anos, tem a minha filha, o meu filho, o outro filho também. O meu neto. A minha neta”, conta.

No Pará, a maior preocupação é com a chikungunya. Em Belém, o número de vítimas em 2018 mais que triplicou em comparação com 2017. Três das quatro pessoas que moram na casa de dona Larissa pegaram a doença. “Muitas dores nas juntas, nos ombros, nos joelhos e nos pés. Até hoje ainda sinto nos pés”, diz.

Brasília está entre as 504 cidades do país com risco de dengue, chikungunya e zika. Agentes de saúde estão encontrando mais focos do mosquito nas casas.

O lago Norte, uma das áreas mais caras de Brasília, está entre os locais onde mais foi encontrado o mosquito da dengue. Enquanto o índice de infestação predial no Distrito Federal ficou em 1,48% das casas visitadas, aqui o percentual chegou a 8,74% — o que já é considerado estado de risco quando se fala de infestação do mosquito. Para intensificar o combate ao mosquito, a secretaria de saúde vai contar com 350 agentes de vigilância ambiental e 400 bombeiros.

O Ministério da Saúde informou que as ações de combate ao Aedes aegypti são realizadas durante todo o ano com estados e municípios, e que dá apoio técnico e insumos — como larvicidas — para combate ao mosquito, além de veículos para realizar os fumacês e ainda teste para diagnóstico. Em dezembro, foram distribuídas mil caminhonetes para reforçar os serviços de vigilância.

Esse calorão e a água parada atraem os mosquitos, mas o calor também chama resfriado — ainda mais com ar condicionado.

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Fernando de Noronha reforça combate ao mosquito transmissor da dengue

Por Ana Clara Marinho, G1 — Fernando de Noronha

A Administração de Fernando de Noronha deu início, na segunda-feira (14), ao trabalho de reforço no combate à dengue. Na operação, os técnicos do governo estadual aplicam o larvicida e orientam moradores sobre a necessidade de eliminar focos do mosquito Aedes aegypti.

O primeiro bairro visitado foi a Floresta Velha. Em duas horas de trabalho, foram identificados três focos do mosquito.

O Hospital São Lucas registrou um aumento no número de notificações de dengue. Em janeiro deste ano, 26 pessoas com os sintomas da doença foram atendidas na unidade de saúde. No primeiro mês do ano passado, nenhuma notificação foi registrada.

Chuvas

Diferentemente do ocorrido em janeiro de 2018, Fernando de Noronha teve chuva quase todos os dias no primeiro mês deste ano. A água acumulada propicia a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

“Com o início das chuvas, registramos as primeiras notificações de dengue. Nos últimos três anos, os números foram inferiores, mas esses casos suspeitos de 2019 são um alerta para a Vigilância em Saúde”, afirmou o superintendente de Saúde da Administração da Ilha, Fernando Magalhães.

O superintendente pede a colaboração da comunidade. “É muito importante que a população tome cuidado com os quintais. Se tem um utensílio que vai utilizar, deve proteger, é preciso evitar o acúmulo de água. Nós iniciamos a operação na Floresta Velha e vamos fazer a ação em todos os bairros. Devemos visitar todas as comunidades da ilha num prazo máximo de 20 dias”, disse.

A jornalista Glória Moreira é moradora do Porto de Santo Antônio e tem os sintomas da dengue. “Eu já tive dor de cabeça, febre, dores nos olhos e nas juntas. Eu fiz o exame no Hospital São Lucas e estou aguardando o resultado. Na área onde moro, várias pessoas estão com suspeita de dengue”, contou.

As equipes da Vigilância em Saúde fizeram um trabalho inicial na região do Porto de Santo Antônio na segunda semana de janeiro e, até o final da terceira semana do mês, devem reforçar o combate à dengue na área.

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É arriscado beijar bebês recém-nascidos? Veja que cuidados tomar na hora da visita

Por Lara Pinheiro, G1

“Parem de querer beijar bebê que não é seu” — este é o pedido de Rafaela Moreira feito em um post no Facebook da última sexta-feira (4). Ela afirma que o filho, Gustavo, foi infectado com herpes aos 17 dias de vida — por causa do beijo de uma visita, segundo declarações feitas ao jornal “Extra”. A publicação viralizou, com mais de 185 mil compartilhamentos e 25 mil “likes”.

Rafaela contou ao jornal que, um dia antes de aparecerem as bolhas no rosto do neném, ele chorava muito, e ela chegou a achar que poderiam ser cólicas. Quando viu as marcas, levou um susto. “O rosto dele estava todo infeccionado, aí eu o levei de imediato ao hospital, onde a médica contou que o herpes foi contraído pelo beijo. Ela recomendou que nessa fase a gente tem que evitar visitas”, relatou.

G1 ouviu especialistas para entender por que o vírus que causa o herpes — que afeta mais de 4 bilhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) — é tão perigoso em bebês. Também listamos algumas dicas de cuidados que devem ser adotados na hora de visitar quem acabou de chegar ao mundo.

Kléber Luz, infectologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que o herpes, bastante comum em adultos, traz risco para recém-nascidos porque o sistema imunológico deles ainda é muito frágil.

“O recém-nascido tem as defesas muito baixas. O herpes, no recém-nascido, tem uma característica: invade o sistema nervoso e produz encefalite [inflamação no cérebro]. Por isso que, mesmo vendo só as bolhinhas no rosto, é um indicativo de lesão cerebral. É grave”, explica Luz.

Existem dois tipos de vírus que causam o herpes: o tipo 1 e o tipo 2. A infecção pelo 1 é a responsável pela maioria dos casos de herpes oral — que causa feridas na boca que parecem aquelas acarretadas pelo frio. Já o tipo 2 é o que dá origem à maioria dos casos de herpes genital. Segundo a OMS, cerca de 3,7 bilhões de pessoas no mundo abaixo dos 50 anos têm o tipo 1 do vírus, e 417 milhões, o tipo 2.

Contágio

“A transmissão é feita pelo contato — principalmente íntimo, como um beijo — da pessoa infectada com a que nunca teve herpes”, explica Kléber Luz. Ele lembra que, mesmo que as feridas não estejam aparentes, a pessoa pode ser contaminada. O maior risco, no entanto, é quando as feridas — chamadas de úlceras ou bolhas — estão aparentes.

A doença, seja em sua variação oral ou genital, não tem cura, mas pode ser tratada com antivirais, que ajudam a reduzir a severidade e a frequência dos sintomas. Fatores como exposição ao sol e estresse podem desencadear as feridas.

Como proteger os bebês?

Kléber explica que, devido ao fato de a maioria das pessoas já ter sido infectada por herpes — mesmo que não apresente sintomas —, a maior probabilidade é de que a criança pegue a doença da própria mãe, por meio do contato com o canal vaginal durante o parto normal. Segundo a OMS, isso acontece com cerca de 10 a cada 100 mil nascidos em todo o mundo.

Mas a doença também pode ser transmitida se a pessoa infectada beijar o bebê — como Rafaela relata ter sido o caso do filho. Por isso, é importante adotar alguns cuidados na hora de visitar a criança.

Veja:

Em primeiro lugar, espere um tempo

O ideal é não visitar a criança assim que ela nascer — espere pelo menos um ou dois meses, inclusive para dar chance à mãe de se recuperar do parto.

“Recém-nascido não é pra ser visitado, é pra ser cuidado. Uma mãe, uma tia, uma avó, encerra aí. Hoje em dia é uma caravana pra visitar — e pega, beija, abraça”, recomenda Luz.

“A criança é muito frágil, o sistema imunológico está debilitado. Quem tem que ter contato é a mãe. Ficar em silêncio. Deixa a criança fazer um mês, dois meses, que aí pelo menos já tomou as primeiras vacinas.”

Evite segurar a criança

“Ninguém tem que pegar o bebê no colo. Ele tem que ficar na dele, quietinho, longe de todo mundo. Só quem pega é a família íntima. Tocar na mão do bebê, por exemplo, é a mesma coisa que dar um beijo na boca dele, porque ele coloca muito a mão na boca. E, se estiver doente, não vá visitar”, diz a pediatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ana Escobar.

Se for pegar, lave as mãos e evite beijar o neném

“Todo bebê é um imunodeprimido — as defesas são baixíssimas”, explica Ana. Por isso tem que ser tudo esterilizado, para não contaminar. Não existe pegar num recém-nascido sem lavar as mãos e ter passado álcool em gel. Beijar bebê não se deve — só gente muito próxima, mas mesmo assim só com certeza absoluta de que não está doente. Pode pegar com roupa limpa, tendo lavado a mão”, diz a pediatra.

E, por fim, cuidado ao levar crianças junto

“Deixe as crianças longe. Os pais têm que ter bom senso — criança gripada, resfriada, não deve visitar, nem chegar perto ou respirar perto do bebê”, orienta a médica.

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Negativa de moradores em receber visitas dificulta pesquisa sobre arboviroses no Recife

Por Bianka Carvalho, TV Globo

Uma pesquisa da Fiocruz em Pernambuco sobre o perfil da população mais vulnerável às arboviroses vem enfrentando dificuldades. Os moradores do Recife têm se negado a receber as equipes. O estudo busca entender qual o sexo, a faixa etária e a condição econômica dos mais atingidos pelas doenças para indicar caminhos de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Em 2018, Pernambuco confirmou 56 casos de zika e registrou aumento de 73,5% nas notificações. No ano anterior não houve nenhuma confirmação da doença no estado.

“A pesquisa vai ajudar a identificar os casos das epidemiais anteriores de dengue, zika e chikungunya, haja vista que os novos casos surgiram em 2015 e muitos deles foram subnotificados”, explica a coordenadora de campo do censo da Fiocruz, Carolline de Araújo.

Segundo Carolline, a maior parte das pessoas que recusa a entrada na residências são moradores da classe média, sobretudo em bairros verticalizados, com presença massiva de prédios. “É uma atividade que é voluntária, a gente depende da vontade da população em querer contribuir para essa ação”, diz.

As equipes responsáveis pela pesquisa vão aos imóveis em duas etapas. Na primeira, deixam cartas informando aos moradores que a visita vai acontecer e qual o intuito da pesquisa. Na segunda, os agentes vão de porta em porta conversar com os moradores.

Segundo a coordenadora de campo do censo, as equipes estão sempre devidamente identificadas pelo uso de coletes. Os interessados também podem acessar o site da Fiocruz, onde há disponível as fotos de todos os agentes da empresa.

A pesquisa teve início em agosto de 2018 e deveria ter sido concluída em dezembro, mas ainda não foi finalizada por conta da dificuldade de acesso às residências.

Verão

Com a chegada do verão na capital pernambucana, o tempo quente e úmido fica favorável para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor das arboviroses. Para evitar que as residências tenham focos de água parada, agentes da Vigilância Ambiental do Recife realizam visitas e fiscalizações em casas do município.

“Nessa época é bem favorável o ciclo reprodutivo do mosquito, praticamente encurta pela metade o tempo que a larva leva para se transformar em mosquito. E para população [o dever] é receber o agente, que é o profissional que vai apontar os locais de risco dentro do imóvel”, afirma o gerente de Vigilância Ambiental do Recife, Jurandir Almeida.

A visita dos agentes da prefeitura no entanto, não pode ser impedida pelos moradores. Por se tratar de controle municipal da doença, a prefeitura está juridicamente amparada para realizar as fiscalizações.

“Quando tem mais doenças, as pessoas ficam mais preocupadas. Mas o cuidado deve permanecer sem ter a doença”, destaca Jurandir.

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Mal de Parkinson: o marcapasso cerebral que promete acabar com tremores e convulsões causados pela doença

Por BBC

Aparelho monitora a atividade cerebral em 128 pontos ao mesmo tempo, o que o diferencia de dispositivos existentes hoje — Foto: Reprodução/BBC

Aparelho monitora a atividade cerebral em 128 pontos ao mesmo tempo, o que o diferencia de dispositivos existentes hoje — Foto: Reprodução/BBC

No mundo, mais de seis milhões de pessoas sofrem de Parkinson, cujo sintoma mais visível são os tremores. É a segunda doença neurodegenerativa mais frequente após o Mal de Alzheimer.

Outros 50 milhões têm epilepsia, que é caracterizada por convulsões. É, segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos distúrbios neurológicos mais comuns.

Mas agora um novo dispositivo, chamado WAND, traz esperança às pessoas afetadas por estas doenças neurológicas: ele promete ser “extremamente eficaz” para evitar tremores e convulsões.

Este neuroestimulador, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, é capaz de monitorar a atividade elétrica e, simultaneamente, fornecer energia para estimular certas regiões do cérebro se detectar que há uma anormalidade.

Definido como um “dispositivo sem fio de neuromodulação sem artefatos” (“wireless artifact-free neuromodulation device”, do qual deriva a sigla que forma seu nome), o WAND monitora a atividade cerebral em 128 pontos ao mesmo tempo, algo que o diferencia dos aparelhos existentes até agora, que chegavam a detectar apenas oito sinais.

“Queremos que o chip saiba qual é a melhor maneira de estimular o cérebro em um determinado paciente. E isso só pode ser feito por meio do controle e gravação de sua atividade neural”, explica Rikky Muller, professor assistente de engenharia elétrica e ciência da computação na Berkeley.

Ajustes necessários

Os sinais elétricos que precedem um tremor podem ser extremamente sutis, de modo que a frequência e a intensidade da estimulação elétrica necessária para evitá-lo são delicadas.

Para testar a eficácia do neuroestimulador, a equipe de pesquisa usou-o para identificar e atrasar o movimento de um braço em primatas.

O WAND é sem fio e autônomo, o que significa que, quando aprende a identificar sinais de tremor, ajusta os parâmetros de estimulação elétrica por conta própria para evitar movimentos involuntários.

“No futuro, nosso objetivo é criar dispositivos inteligentes que possam descobrir a melhor maneira de tratar o paciente e impedir que o médico tenha de intervir constantemente no processo”, disse Muller.

A equipe de engenharia espera trabalhar com médicos nos próximos passos para fazer “pequenos ajustes”, mas alerta que ainda pode levar anos para que o dispositivo seja vendido.

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No Rio, pacientes sofrem com o calor em hospitais sem ar-condicionado

Por Jornal Nacional

No Rio, os pacientes da rede pública de saúde estão sofrendo com o calor e com a falta de ar-condicionado.

Lá fora, dá para medir: a sensação é de calor intenso. Dentro dá para sentir: a sensação é de total abandono.

Duas semanas sem ar-condicionado, fritando numa maca. No Hospital de Saracuruna, os pacientes da enfermaria tiraram parte da roupa de tanto calor. Vento, só se alguém abanar.

E pelo que dizem o Hospital Pedro II está na mesma. É tanto calor que a gelatina da sobremesa virou suco. Os pacientes dizem que o CTI e a sala vermelha da unidade estão sem ar, sem vento.

Na rede pública de saúde do Rio, este tem sido o verão do ventilador. Na recepção do Hospital Carlos Chagas alguns aparelhos ganham até “etiqueta de visitante”.

Sufocando no quarto fechado, os pacientes do Getúlio Vargas decidiram abrir a janela, mas além de vento também entrou o sol.

No Rocha Faria até que tem aparelho de ar funcionando, mas não dá vazão.

Um verão quente desses não é novidade para os idosos da Unidade Geriátrica Miguel Pedro. A prefeitura esteve na unidade no inverno e disse que ia colocar 20 aparelhos. O hospital preparou a rede elétrica, mas não recebeu sequer uma brisa. No quarto da enfermaria, o termômetro ultrapassa os 36°. São 45 pacientes, o mais velho tem 113 anos.

“Os velhinhos sofrem muito. Nem todos são lúcidos. Nem todos levantam da cama. Precisam de ajuda. Está horrível lá em cima. Lá em cima está um forno”, disse a cuidadora Sílvia Costa.

Mas no Rio de Janeiro, calor e descaso não fazem distinção de idade. Idosos, adultos, jovens e até bebês: todos pacientes de uma rede de saúde que parece estar derretendo. No Hospital Miguel Couto, a UTI infantil também está sem ar.

Com a testa suada, o bebê parece irrequieto. O termômetro marca 29 graus no CTI, seis a mais do que o recomendado pelo Conselho Regional de Medicina. As imagens foram gravadas pelos pais da criança, que estão preocupados e quase sem alternativa – é um dos poucos CTIs pediátricos públicos do Rio de Janeiro.

“Dentro do CTI facilita a proliferação de bactérias, vírus, fungos. Facilita também a contaminação. O que está acontecendo é um absurdo sanitário”, disse Sidnei Ferreira, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Pediatria

As autoridades prometeram tomar providências urgentes. Até lá os pacientes torcem para o calor diminuir, ou quem sabe uma chuva. O problema é que quando chove, muitos prédios são atingidos pela água.

A nova gestão da Secretaria Estadual de Saúde do Rio declarou que está fazendo uma revisão dos contratos de manutenção dos hospitais e que tem a expectativa de solucionar os problemas de climatização nos próximos trinta dias.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que iniciou uma revisão geral nos sistemas de refrigeração dos hospitais e que vai instalar ainda esta semana novos equipamentos nas enfermarias da pediatria do Hospital Miguel Couto.

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Mesmo após convocação de profissionais, faltam médicos nos hospitais de Palmas

Por TV Anhanguera

Os moradores de Palmas continuam reclamando da falta de médicos nos hospitais públicos da cidade. Mesmo com a convocação de 386 dos 629 médicos dispensados no dia 1º de janeiro, os pacientes contam que o número de profissionais não atende a demanda. O Hospital Geral de Palmas (HGP) e o Hospital e Maternidade Dona Regina continuam com o atendimento prejudicado.

Nessa segunda-feira (7) pacientes formaram filas para tentar ser consultados no HGP. Por causa do baixo efetivo, muitos temiam voltar para casa sem atendimento. “Está todo mundo desesperado”, disse a paciente Wérika Pinto.

A professora Iolanda Souza viajou mais de 100 quilômetros para se consultar. “Foi agendado e a gente chega aqui hoje e simplesmente falam para você que o médico foi exonerado. Eu quero que passe para outro ortopedista, porque a gente gasta e fica como? Volta?”, reclama.

O confeiteiro Alcides Brito aguardava sem saber se conseguiria fazer a consulta de retorno da cirurgia que fez na perna. “Tem muita gente nessa situação de médico que não veio. Estão vendo se encaixam a gente para outro [médico] atender”, disse.

No Hospital e Maternidade Dona Regina faltam pediatras e enfermeiros. Caroline Pereira dos Santos tem um filho de um mês internado na unidade. Ela está preocupada com o que pode acontecer. “A médica que está ai disse que hoje é o último dia dela. A preocupação está grande. Não tem médico e como vão ficar essas crianças?”.

Já no Hospital Infantil de Palmas, os pacientes disseram que o atendimento foi regularizado. A dona de casa Jaqueline Rodrigues está com o filho internado há 10 dias e acompanhou a crise na unidade. “Na semana passada não tinha, né? Uns três dias ficou sem médico aqui”, conta.

A Secretaria de Saúde informou que está reorganizando as escalas dos funcionários das unidades do Tocantins.

Entenda

A falta de médicos na rede pública ocorre desde o dia 1º, quando o governo demitiu 629 profissionais. A dispensa de servidores temporários e comissionados foi anunciada pela equipe de Mauro Carlesse (PHS) como uma forma de contenção de gastos. Com a falta de profissionais, houve superlotolação de Unidades de Pronto Atendimento e até morte de um bebê em uma unidade sem médico.

A situação afetou também os pacientes do Hospital Regional de Porto Nacional e até uma placa com a frase ‘estamos sem médicos’ foi fixada na unidade. Indignados com a situação, profissionais da saúde procuraram a polícia e fizeram boletim de ocorrência denunciando a falta de médicos.

Uma moradora de Paraíso do Tocantins perdeu o bebê enquanto buscava atendimento médico nos hospitais públicos do estado. Ela estava grávida de nove meses e foi no Hospital Regional da cidade com muita dor, mas não foi atendida e a criança não resistiu.

O Palácio Araguaia informou que os contratos seriam retomados nesta sexta-feira (4). Com as recontratações, o total de médicos no estado vai chegar a 1.101.

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