Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 8 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País soma 66.887 mortes e 1.674.929 infectados pelo vírus que causa a Covid-19.

Por G1

O Brasil tem 66.887 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (8), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O consórcio divulgou na terça-feira (7), às 20h, o 30º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, RN e RR divulgaram novos dados.

Veja os dados atualizados às 8h desta quarta-feira (8):

  • 66.887 mortos
  • 1.674.929 casos confirmados

(Na terça-feira, 7, às 20h, o balanço indicou: 66.868 mortes, 1.312 em 24 horas; e 1.674.655 casos confirmados, 48.584 em 24 horas.)

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Nesta terça (7), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.254 novos óbitos e 43.305 novos casos, somando 66.741 mortes e 1.668.589 casos desde o começo da pandemia – números menores do que os apurados pelo consórcio.

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Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 7 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

País soma mais de 1,6 milhão de infectados e passa de 66 mil mortes pela doença.

Por G1

O Brasil tem 66.093 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta terça-feira (7), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Veja os dados atualizados às 13h desta terça-feira (7):

  • 66.093 mortes
  • 1.643.539 casos confirmados.

Na atualização das 8h desta terça-feira, o país registrava 65.631 mortes e 1.628.283 casos confirmados.

(Na segunda-feira, 6, às 20h, o 29° balanço indicou: 65.556 mortes, 656 em 24 horas; e 1.626.071 casos confirmados, 21.486 em 24 horas. Desde então, CE, DF, GO, MG, MS, PI, RN, RR e SP divulgaram novos dados.)

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Nesta segunda (6), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 620 novos óbitos e 20.229 novos casos, somando 65.487 mortes e 1.623.289 casos desde o começo da pandemia.

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OMAD: versão extrema do jejum intermitente, dieta Uma Refeição por Dia pode oferecer riscos à saúde

Especialistas dizem que adepto pode até perder peso, mas pode desenvolver problemas futuramente.

Por Deslange Paiva, G1

O jejum intermitente, que ganhou muitos adeptos nos últimos anos, agora tem uma versão em que as restrições são ainda maiores. Batizada de Uma Refeição por Dia (“One Meal a Day” ou OMAD), consiste em uma refeição ao dia, com apenas água ou algo com poucas calorias, como café, pelo restante do tempo (23 horas). Não há restrições ou especificações sobre o tipo de alimento que é ingerido.

O Exploding Topics, ferramenta que analisa tendências nas ferramentas de busca, observou um pico recente nas procuras pelo termo “OMAD”. Jack Dorsey, CEO do Twitter, segue um estilo de alimentação nesses moldes (22 horas de jejum) e chegou a tuitar a respeito (veja abaixo). O jejum intermitente, por sua vez, estipula 16 horas sem se alimentar em uma de suas formas mais comuns.

Mas uma dieta de 23 horas sem ingestão de calorias é arriscado para a saúde, afirmam profissionais da nutrição.

Para Elisabeth Chiari, diretora do Conselho Federal de Nutricionistas, os diferentes tipos de jejum intermitente preocupam nutricionistas por serem realizados por conta própria e sem acompanhamento.

“Neste tipo de dieta nós não conseguimos acompanhar parâmetros de massa muscular, massa gorda e dos exames de sangue para verificar dosagens de vitaminas e minerais. Assim, não sabemos se o emagrecimento apresentado ocorreu de forma saudável ou não”.

“Além de diminuir massa muscular, o que pode gerar quadros de fraqueza, e deficiências nutricionais de vitaminas e minerais. O que pode abalar o sistema imunológico. Essa pessoa pode desenvolver um efeito sanfona quando atingir seu peso ideal e voltar a se alimentar como antes da dieta”, afirma Chiari.

O efeito sanfona é quando a pessoa emagrece, mas depois de um período, que pode ser longo ou curto, volta a ganhar ou ultrapassar o peso que tinha. O que pode provocar diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e alteração do metabolismo.

A empreendedora Steffany Alves, 27 anos, começou a fazer o processo de jejum intermitente combinado com dieta líquida há cerca de 3 meses. No primeiro mês, ela fez um esquema de 23 horas sem comer alternando com um jejum que durava 18 horas.

“No começo tive dores de cabeça, um pouco de moleza no corpo e tontura no período de adaptação do corpo”. Após o primeiro mês de jejum, ela começou a combinar o processo com uma caminhada.

Steffany começou a fazer o processo por conta própria após procurar um médico pedindo orientações. Ele sugeriu que a empreendedora fizesse uma cirurgia bariátrica. “Quando eu procurei um médico e ele sugeriu uma intervenção cirúrgica no meu corpo, entrei em pânico. Não era isso que eu queria. Queria perder peso de uma forma saudável sem ter que mutilar meu corpo”.

Mas Steffany iniciou a dieta sem acompanhamento, com base em vídeos e publicações de pessoas na internet que tinham perdido peso com o jejum intermitente. Perder peso ela conseguiu: foi de 109 kg para 84 kg e quer chegar aos 64 kg.

Atualmente o período em que ela fica sem comer dura entre 12h e 14h por dia. Faz só uma refeição de baixa carboidrato e toma água e sopa no restante do tempo permitido para alimentação.

“Estou com uma saúde ótima, mesmo em processo de jejum. Faço suplementação completa com vitaminas, minerais e proteínas. Diariamente faço exercícios físicos e cerca de 10 quilômetros de caminhada para complementar a dieta”.

“Mudei completamente minha rotina. Ainda cozinho para a minha família, mas não participo com as mesmas refeições e horários até atingir meu peso ideal. Tomo só uma água com gás quando estou com eles à mesa no período de jejum. Minha relação com a comida mudou, seleciono o que vou comer: o objetivo é nutrir o meu corpo”, disse Steffany.

No entanto, especialistas alertam que o organismo pode desenvolver problemas futuramente por conta de restrições alimentares extremas.

“Nutricionistas não indicam dietas com mais de 3-4 horas sem se alimentar. Não é recomendável que um indivíduo fique tanto tempo em jejum. A gente precisa saber do estilo de vida de uma pessoa que queira fazer uma dieta para recomendar um plano de alimentação”, afirma Chiari, do Conselho Federal de Nutricionistas.

Segundo Durval Ribas Filho, nutrólogo presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, uma única refeição por dia não é suficiente para repor todos os nutrientes que o corpo precisa. “Cada pessoa precisa fazer reposição de macros e micronutrientes diariamente, estamos falando necessariamente de proteínas. A pessoa que realiza uma única refeição no dia dificilmente consegue ingerir a quantidade necessária de proteína”.

Consequências

Apesar de conseguir perder peso, as pessoas que realizam jejum intermitente sem acompanhamento médico podem desenvolver uma série de problemas futuramente pela falta de nutrientes no organismo.

Segundo Ribas Filho, a pessoa pode perder vitamina D, cálcio, vitamina A e B₂. “Estudos recentes apontam que quando você fica mais de 3 ou 4 horas sem se alimentar o seu organismo entra numa rotina. Certamente a redução de peso que essa pessoa vai ter é de massa magra. Futuramente isso vai causar uma deficiência no sistema imunológico do indivíduo”.

“Esses tipos de dietas são sempre populares em indivíduos com idades entre 25 e 30 anos, em grande parte mulheres. Você realmente pode perder peso sem orientação médica, porém na faixa dos 40 anos essa pessoa irá desenvolver doenças justamente por conta da dieta com restrições alimentares”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Outro problema apontado pelos especialistas é o desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial e diabetes. Até cenários opostos podem ocorrer: obesidade ou magreza excessiva.

“Nós não conseguimos observar fisicamente que uma pessoa perdeu massa magra, o diagnóstico só é possível após uma bateria de exames. Um padrão que essa pessoa pode observar é a flacidez na pele. Quando se perde uma grande quantidade de massa muscular apesar de ter conseguido um emagrecimento algumas áreas do corpo ficam flácidas, como a barriga e a panturrilha”, afirma Chiari, do Conselho Federal de Nutricionistas.

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Partículas do novo coronavírus suspensas no ar podem infectar pessoas, dizem cientistas a jornal

A OMS informou que os especialistas do órgão estão revisando os apontamentos feitos na matéria publicada no ‘The New York Times’. Segundo cientistas afirmaram à publicação, as partículas do Sars-CoV-2 no ar são infecciosas.

Por G1

Um grupo de 239 cientistas alertam que partículas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) suspensas no ar podem infectar pessoas, informou o jornal “The New York Times”, dos Estados Unidos. Segundo os especialistas, o risco é maior em ambientes fechados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que mantém a posição de que o coronavírus causador da Covid-19 se espalha principalmente por gotículas respiratórias maiores, como em tosses e espirros, informou ao G1 que está revisando as informações dos cientistas publicadas no jornal americano.

“Estamos cientes do artigo e estamos revisando seu conteúdo com nossos especialistas técnicos”, afirmou em nota a OMS.

Estudos anteriores já demonstraram a possibilidade de transmissão do vírus mesmo em aerossóis ainda menores, que ficam suspensos por horas no ar.

DNA e até o tipo sanguíneo podem influenciar na resistência à Covid-19, dizem estudos

No mais recente comunicado sobre o novo coronavírus publicado pela OMS, o organismo insiste que os estudos feitos na China não evidenciaram esse tipo de transmissão, por partículas virais suspensas no ar. Porém, os cientistas contestam essa versão.

Segundo a reportagem, a conclusão significaria que diversos estabelecimentos, inclusive escolas, precisariam garantir bons sistemas de ventilação e filtros de ar poderosos para abrir durante a pandemia, além da necessidade do uso de máscaras — medidas já adotadas em algumas empresas ou por certos governos. O jornal também sugere que luzes ultravioletas podem ser utilizadas para matar partículas virais flutuando nesses espaços fechados.

Cuidados com locais fechados

A médica Linsey Marr, especialista em transmissão aérea de vírus pela universidade Virginia Tech, explica que cientistas ainda não conseguiram cultivar o Sars-CoV-2 em aerossóis em laboratórios — o que não significa que as partículas do vírus suspensas no ar não sejam infecciosas.

Segundo a cientista, na maioria dos prédios têm uma taxa de circulação de ar muito menor do que em hospitais, por exemplo. Isso significa que o vírus se acumula no ar e gera maiores riscos.

Marr afirma que esse tipo de transmissão não quer dizer que o novo coronavírus seja capaz de viajar longas distâncias com capacidade de infectar pessoas. A médica alerta, no entanto, que há risco nos chamados em contato prolongado entre pessoas e em eventos super-espalhadores, principalmente em locais fechados.

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Na busca de imunidade contra a Covid, anticorpos deixam de ser único foco e ciência mira nas células T

Entenda por que testes com anticorpos podem não ser tão seguros na resposta do vírus no corpo e como a imunidade cruzada pode responder algumas questões.

Por Eduardo Rodrigues, G1

Estudos recentes sobre a Covid-19 mostram que a doença tem uma peculiaridade em relação a muitas outras já conhecidas. Isso porque o Sars-CoV-2 pode “enganar” o organismo, fazendo ativar poucos anticorpos ou mesmo nenhum – já no caso de uma gripe, por exemplo, o corpo obrigatoriamente passa a produzir essas estruturas de defesa, que ajudam no combate à infecção.

Esse quadro tem sido notado em pacientes com sintomas leves ou com os ditos assintomáticos, o que causou estranheza nos especialistas.

Mas, se o organismo não cria anticorpos suficientes para combater o Sars-coV-2, de onde vem a imunidade nesses casos? A resposta para a pergunta pode estar nos linfócitos T (ou células T), que fazem parte do sistema imunológico e são capazes de identificar e destruir células infectadas.

Um estudo do Instituto Karolinksa, na Suécia, mostra que pessoas que apresentam resultados negativos em testes de anticorpos contra o coronavírus podem, ainda assim, ter alguma imunidade ao vírus. E essa imunidade vem das células T.

No caso do coronavírus, pesquisas apontam que as células T conseguem desenvolver suas funções mesmo em pessoas que não têm anticorpos específicos para o vírus – e também em indivíduos com manifestações leves de Covid-19 ou sem sintomas.

Quem apresentou alta quantidade de células T se mostrou mais resistente ao novo coronavírus, de acordo com o estudo.

Esse fato ligou um sinal de alerta para os cientistas em relação aos testes realizados pela maior parte da população mundial, que rastreiam anticorpos. Talvez esse não seja o melhor método para verificar se alguém está ou não contaminado, dado que há indivíduos que, apesar de infectados, não têm anticorpos detectáveis.

“Na verdade, o teste de anticorpos [de farmácia], quando dá negativo, diz que você não tem anticorpos. Ele não diz que você não está com o vírus. Você pode estar com o vírus ali, naquele momento, mas você ainda não produziu anticorpos, o que pode demorar três semanas, e tem gente que nem produz”, afirma Natalia Pasternak, microbiologista, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Instituto Questão de Ciência.

“Com os estudos mais recentes, a gente viu que nem todo mundo produz anticorpos em um nível detectável. Ou esses anticorpos são produzidos, mas depois de dois meses eles caem e não conseguem mais detectar no sangue. Aí [para detectar], não é nem com teste rápido, é com o teste sorológico bem feito, em laboratório. Então, o anticorpo passa a não ser um bom marcador para a gente fazer prevalência da doença na população”, completa a cientista.

Uma pesquisa publicada na revista “Science Immunology” também mostrou que pacientes graves podem produzir rapidamente células T no organismo na tentativa de combater o novo coronavírus.

Testes de célula T

Então, por que não realizar testes de células T na população para ter um maior detalhamento das pessoas com possível imunidade ao novo coronavírus?

“Para trabalhar com linfócito, você tem de tirar a célula viva e trabalhar com essa célula ainda viva. Os ensaios para você ver a atividade demoram alguns dias, tem todo um processamento de material que é demorado, laborioso e muito mais caro”, explica Adriana Bonomo, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa sobre o Timo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Natalia Pasternak acrescenta: “A gente não tem como rastrear isso na população de uma maneira fácil e rápida como no teste de anticorpo. A gente vai precisar desenvolver novas tecnologias para a gente ver se consegue, talvez, um teste mais rápido para a célula T, um teste mais fácil”.

De onde pode ter vindo a imunidade das células T?

Um recente estudo publicado na revista “Cell” apresenta uma hipótese de resposta à pegunta acima: o fato de pessoa ter superado outros vírus anteriores da família coronavírus pode ter deixado como legado alguma imunidade no corpo. Esse fenômeno é conhecido como imunidade cruzada.

Existem sete tipos de coronavírus já detectados no mundo, e a alguns deles a população é exposta anualmente em forma de gripe ou alguma outra doença respiratória.

Assim, se um indivíduo já teve contato com outro coronavírus no passado, é grande a possibilidade de as células T terem criado uma memória – e isso seria “útil” caso ele fosse infectado agora pelo Sars-CoV-2.

As células T fazem parte da imunidade adaptativa, ou seja, criam memória de outros corpos estranhos que já teve contato no passado e, assim, saberá como combatê-lo em um próximo momento.

“Vamos dar um exemplo com o Influenza, que é superconhecido. Todo ano, a gente tem que tomar vacina de Influenza, porque o vírus muta. Mas quem toma em um ano e não toma no seguinte tem uma proteção parcial. Por que? Porque os vírus são parecidos, e você faz uma resposta imune específica reconhecendo pedaços, e esses pedaços é que são similares”, explica diz Adriana Bonomo.

“Aí, você se infectou com o primeiro, nunca viu o segundo. Mas, se você se infectar com o segundo, você pode responder melhor a esse segundo, porque você já viu um pedaço dele que era igual ao primeiro. Como se você fosse vacinado. Os dois vírus são bastante parecidos (Sars 1 e 2). Agora, o que se mostrou foi que tem resposta imune T, de célula T, mas não se mostrou se eles estão protegidos ou não.”

Medicamentos e vacinas

No Reino Unido, um grupo de pesquisadores está testando a interleucina 7, um medicamento conhecido por aumentar a produção de células T no corpo. A tentativa servirá para observar se as células podem ajudar, realmente, na recuperação dos pacientes contaminados com a Covid-19.

“Tem várias estratégias, vi alguns outros intermediários de resposta imune sendo testados, mas acho que a interleucina 7 seja um bom candidato. O teste de medicamento tem uma teoria linda, mas pode não funcionar, então sempre fico com um passo atrás. A interleucina é boa, então vamos testar, não vamos sair distribuindo por aí como fizeram com outros medicamentos”, diz Natalia Pasternak.

As mais diversas vacinas produzidas pelo mundo também voltaram as suas atenções para as células T na busca de uma resposta imunológica para esta célula que pode dar grande auxílio no combate à pandemia do novo coronavírus.

No Brasil, por exemplo, a vacina executada por cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) não deixou de lado as células T. Elas já estão sendo testadas em camundongos.

“Estamos fazendo composições diferentes. Quando formulamos uma vacina, a gente formula para desenvolver anticorpo, para dar resposta. Nessa mesma vacina, a gente formula outra mantendo essa mesma composição, mas colocamos um componente a mais. Esse componente a mais pode estimular a célula T, porque há um ligante ali dentro que faz com que as células T reconheçam como algo diferente”, explica Gustavo Cabral, imunologista pela USP e pós-doutor pela Universidade Oxford, na Inglaterra, e na Universidade de Berna, na Suíça.

Nos Estados Unidos, a vacina da Inovio, chamada de INO-4800, teve resultados preliminares positivo e tem em sua composição estimulantes para aumentar a ação das células T.

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Vacina contra o coronavírus: órgão regulador dos EUA põe em dúvida previsão de Trump

Apesar de esforços sem precedentes em corrida por vacina contra coronavírus, para chefe da FDA, agência americana equivalente à Anvisa, não é possível afirmar que ela saíra ainda neste ano, como tinha dito o presidente americano.

Por BBC

O chefe do órgão regulatório de vacinas nos Estados Unidos pôs em dúvida a previsão do presidente americano, Donald Trump, de que uma vacina contra a Covid-19 ficará pronta ainda neste ano.

“Eu não posso prever quando uma vacina estará disponível”, afirmou Stephen Hahn, da Agência Americana de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), no domingo (5). Ele disse que o desenvolvimento de uma vacina depende de dados e da ciência.

Uma vacina eficaz treinaria o sistema imunológico das pessoas para combater o vírus, evitando assim que elas fiquem doentes ou desenvolvam um quadro que possa levar à morte.

Membro da força-tarefa da Casa Branca criada para o combate à pandemia, Hahn foi questionado sobre o tema após discurso do presidente americano.

“Eu quero enviar nosso agradecimento aos cientistas e pesquisadores ao redor do país, e também ao redor do mundo, que estão na linha de frente do nosso esforço histórico para desenvolver e entregar tratamentos que salvem vidas e, em última instância, uma vacina”, afirmou Trump em evento de celebração da independência americana (4 de julho). “Estamos desencadeando o brilho científico de nossa nação e provavelmente teremos uma solução terapêutica e/ou vacinal muito antes do final do ano.”

Trump vem sendo criticado por seus comentários acerca de vacinas e tratamentos ao longo da pandemia, que já matou ao menos 130 mil pessoas nos EUA. Nos últimos dias, o número de novas infecções bateu recordes em Estados do Sul e do Meio-Oeste, e o total de diagnósticos positivos registrados no país passou de 2,8 milhões.

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou em junho sobre a possibilidade de os cientistas nunca conseguirem criar uma vacina eficaz contra o coronavírus. Segundo eles, as estimativas são de que, caso o processo seja bem-sucedido, a imunização poderia ocorrer em um ano, ou um pouco menos.

Parte dos especialistas afirma que isso não deve ocorrer antes do primeiro semestre de 2021.

Qual é a avaliação do chefe do órgão regulatório de vacinas dos EUA?

Em entrevista à emissora ABC News no domingo, o chefe da FDA afirmou que a velocidade atual de desenvolvimento da vacina não tem precedentes, mas que não é possível traçar um cronograma de sua eventual disponibilidade.

“Nossa promessa ao povo americano é que tomaremos decisões baseadas em dados e na ciência para uma vacina, com respeito à segurança e eficácia de uma vacina.”

Em outra entrevista à emissora CNN, Hahn disse que não comentaria a declaração de Trump de que 99% das infecções por covid-19 eram “totalmente inofensivas”.

“Eu não vou dizer quem está certo e quem está errado”, respondeu o chefe da FDA.

A taxa de letalidade entre pessoas infectadas com a covid-19 é relativamente baixa em comparação a outras doenças, porém mais contagiosa. E ela varia bastante de um país para outro. Em março, o chefe da OMS afirmou que a doença matava 3,4 pessoas a cada 100 infecções registradas. Especialistas estimam que, desconsiderando a subnotificação, essa taxa esteja entre 1% e 2%.

Segundo a OMS, a grande maioria dos infectados desenvolvem sintomas leves ou moderados da doença, e cerca de 20% precisam de suprimento extra de oxigênio por causa de dificuldades para respirar.

Qual é o estágio atual das vacinas em desenvolvimento?

Uma vacina normalmente demoraria anos, ou até décadas, para ser desenvolvida, mas cientistas ao redor do mundo estão fazendo o possível para acelerar esse processo.

Autoridades de saúde dos Estados Unidos têm expressado um otimismo cauteloso sobre uma eventual produção de uma vacina eficaz até o fim de 2020 ou início de 2021.

No início da semana passada, Anthony Fauci, autoridade máxima em doenças infecciosas nos EUA, afirmou que a eficácia e a segurança de uma vacina contra a covid-19 poderia ser analisada a partir do período de inverno no hemisfério norte, em dezembro.

Há atualmente quase 120 iniciativas de vacinas em andamento. Algumas delas, como a ligada à Universidade de Oxford e outra do Imperial College de Londres, já iniciaram os testes em humanos.

Em junho, cerca de 11 mil voluntários brasileiros receberam duas vacinas diferentes contra o coronavírus que estão em fase avançada de testes clínicos. Uma de Oxford e a outra, ligada a uma parceria entre uma criadora de vacina, a empresa chinesa Sinovac, e o Instituto Butantan, centro de pesquisas ligado à secretaria estadual de Saúde de São Paulo.

Conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, a primeira vacina é feita a partir do ChAdOx1, que é uma versão mais branda de um vírus que causa gripe em chipanzés, com modificações genéticas que impedem que ela se espalhe entre humanos. Material genético foi acrescentado ao vírus ChAdOx1 com a presença de uma proteína chamada glicoproteína de pico.

Essa proteína existe na superfície do coronavírus e desempenha um papel fundamental no processo de contaminação, pois ela se liga a receptores presentes nas células humanas para invadi-las e causar a infecção. O objetivo da vacina de Oxford é fazer com que o sistema imunológico do corpo humano reconheça a glicoproteína de pico e crie uma defesa contra ela.

A segunda é ligada à Sinovac Biotech, empresa privada com sede em Pequim que possui experiência na produção de vacinas contra febre aftosa, hepatite e gripe aviária.

A empresa criou anticorpos específicos que agem para neutralizar o coronavírus, que segundo a companhia foram bem-sucedidos em neutralizar dez cepas do coronavírus.

Um estudo foi publicado com revisão por pares na revista científica Science no dia 6 de maio. O estudo com macacos mostrou que os animais que receberam doses maiores da vacina tiveram melhor resposta contra vírus.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que o Brasil pretende ajudar não só na fase de desenvolvimento do CoronaVac, como também na produção e comercialização em território brasileiro dessa vacina, caso ela se mostre eficaz e segura.

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Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 3 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País soma 1.502.424 diagnósticos confirmados e 62.045 mortes por Covid-19.

Por G1

Brasil passa de 62 mil mortes e 1,5 milhão de casos, aponta consórcio

O Brasil tem 62.045 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (3), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Veja os dados atualizados às 8h desta sexta-feira (3):

  • 62.045 mortos
  • 1.502.424 casos confirmados

O consórcio divulgou na quinta-feira (2), às 20h, o 25º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, PI, RN e RR divulgaram novos dados.

(Na quinta-feira, 2, às 20h, o balanço indicou: 61.990 mortes, 1.277 em 24 horas; e 1.501.353 casos confirmados.)

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Nesta quinta (2), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.252 novos óbitos e 48.105 novos casos, somando 61.884 mortes e 1.496.858 casos desde o começo da pandemia.

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Estudo investiga por que algumas pessoas se contaminam pela Covid e outras próximas não

Médicos e cientistas já sabem que uma parcela da população tem um sistema imunológico capaz de enfrentar com sucesso a doença, mas pesquisadores suspeitam que a genética pode dar novas explicações.

Por Jornal Nacional

Estudo investiga por que algumas pessoas se contaminam pela Covid e outras próximas não

Um estudo da Universidade de São Paulo está investigando por que algumas pessoas acabam não se infectando, mesmo rodeadas de outras tantas que ficaram doentes.

A tranquilidade da matriarca quase centenária contrasta com o medo que a família Ferri passou. No começo da pandemia, o filho Antônio, de 72 anos, conviveu com ela, com a mulher e os filhos sem saber que estava com novo coronavírus.

“Fiquei 14 dias internado. Eu fiquei muito preocupado com isso, achando que, minha mãe, 98 anos, minha esposa, dorme comigo, então o perigo muito maior”, diz Antônio Ferri, comerciante.

“Eu tive muito medo que pudesse acontecer isso. Por todos, a gente que convive com ele, principalmente eu e ela no dia a dia”, conta Luiza Ferri, mulher de Antônio.

Além de ter contato com seu Antônio, o filho dele convive com a mulher, que também teve Covid, mas ele não pegou e nem dona Luiza, dona Carmem e nem a outra filha, Adriana, que já foi pesquisadora da área de biologia.

“Nós percebemos que tinha algo diferente. Então, nós começamos a achar que poderia ter alguma coisa talvez que a ciência pudesse explicar”, diz Adriana Ferri, filha de Antônio.

Erik e Thaís moram juntos desde janeiro e tinham tudo para dividir também a Covid-19 que o Erik pegou de um amigo comum.

“Depois que a pessoa confirmou que estava contaminada, eu comecei a ter os sintomas também. Aí eu já busquei auxílio médico”, conta Erik Araújo, dono de restaurante.

“Como eu tinha sido exposta também, eu falei: ‘Não adianta a gente se separar’, então a gente ficou o tempo todo em casa, dormindo no mesmo quarto, na mesma cama e sem nenhum sintoma”, diz a veterinária Thais Andrade.

Assustadora para quem tem os sintomas e intrigante para quem tinha tudo para pegar e escapou do novo coronavírus. Médicos e cientistas já sabem que uma parcela da população tem um sistema imunológico capaz de enfrentar com sucesso a Covid-19, mas pesquisadores suspeitam que a genética pode dar novas explicações.

É por isso que o sangue da família Ferri, da Thaís e de outras pessoas que conviveram com doentes, sem pegar a Covid-19, está sendo coletado no centro de pesquisas sobre o genoma humano da USP.

“A gente quer entender por que existe essa variabilidade. E a gente acredita que isso está nos nossos genes. Então, para poder descobrir isso, eu resolvi focar nos dois extremos: então, nas pessoas que infelizmente tiveram formas muito graves e foram a óbito, e do outro lado as pessoas que são resistentes, que foram infectadas e principalmente pessoas mais idosas, nonagenários e centenários”, afirma Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Pesquisas Genoma Humano, da USP.

Os pesquisadores esperam novos voluntários com perfil resistente para descobrir se existem genes protetores contra a Covid-19. Pode ser um dos caminhos para enfrentar o novo coronavírus e outros desafios do mesmo tipo.

Jornal Nacional: E vocês vão ajudar as ciências, aí?
Luiza Ferri: Se Deus quiser, o quanto a gente puder.

“Se a gente puder contribuir através dos nossos genes, do nosso DNA, isso para mim será algo super-relevante”, afirma Adriana Ferri.

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Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 2 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País tem 1.456.969 diagnósticos confirmados de Covid-19 e 60.813 óbitos.

Por G1

País tem 1.456.969 diagnósticos confirmados de Covid-19 e 60.813 óbitos

O Brasil tem 60.813 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (2), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Veja os dados atualizados às 8h desta quinta-feira (2):

  • 60.813 mortes
  • 1.456.969 casos confirmados

O consórcio divulgou na quarta (1º), às 20h, o 24º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, MT, RO e RR divulgaram novos dados.

(Na quarta-feira, 1º, às 20h, o balanço indicou: 60.713 mortes, 1.057 em 24 horas; e 1.453.369 casos confirmados)

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF.

Nesta quarta (1º), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.038 novos óbitos e 46.712 novos casos, somando 60.632 mortes e 1.448.753 casos desde o começo da pandemia.

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Estudo canadense questiona eficácia de testes rápidos para Covid-19

Pesquisa que avaliou 40 estudos preliminares sobre diagnósticos do novo coronavírus apontou que há pouca evidência que justifique a aplicação destes testes em postos de atendimento.

Por G1

Pesquisadores do Canadá apontaram “grandes fragilidades” nos estudos que recomendam a realização de testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19 e afirmaram não haver evidências para a aplicação de testes sorológicos em pontos de atendimento à saúde.

Em um artigo publicado nesta quarta-feira (1º) pela revista britânica “The BMJ”, os pesquisadores avaliaram que a maior parte dos estudos publicados e que tratam dos testes sorológicos para o coronavírus Sars-Cov-2 não são precisos.

“Encontramos grandes fragilidades na base de evidências para testes sorológicos para a Covid-19”, escreveram os pesquisadores. “A evidência não apoia o uso continuado de testes sorológicos no local de atendimento para a Covid-19.”

Inconsistências

Para a publicação, os cientistas revisaram cerca de 40 estudos anteriores sobre o tema e identificaram inconsistências nas produções. Segundo eles, há pesquisas enviesadas e com baixo nível de amostragem.

Apenas quatro, dos quarenta estudos publicados, contaram com uma análise mais completa no perfil dos pacientes. Além disso, os pesquisadores apontaram para uma diferença na sensibilidade de testes clínicos e comerciais.

De acordo com o artigo, os testes “de farmácia” apresentaram resultados inferiores aos aplicados em laboratórios clínicos.

Sensibilidade afetada

Segundo o estudo, há também diferenças em relação à sensibilidade de cada tipo de teste aplicado para o diagnóstico da Covid-19. Os ensaios de imunoabsorção enzimática (ELISA, em inglês) se mostraram mais eficazes que os imunoensaios de fluxo lateral (LFIA).

De acordo com a revisão bibliográfica, o primeiro apresentou uma resposta de confiança próxima à 84%, enquanto o segundo, de apenas 66%. Os pesquisadores recomendaram que o diagnóstico da doença seja comprovado pelo RT-PCR (que mede a presença do vírus ativo no corpo), e que os estudos devem usar esta avaliação como referência para a validação dos testes rápidos.

Além disso, os pesquisadores explicaram que a amostragem de pacientes avaliados pelos estudos tem que ser ampliada e os protocolos de testagem padronizados para que não haja interferência do meio nos resultados.

“A revisão ressalta a necessidade de alta qualidade clínica estudos para avaliar essas ferramentas”, diz o estudo

Eles reforçaram ainda a necessidade de testes de referência e uma avaliação “cega” para que não haja conflito de interesses nas pesquisas.

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