Prevenção contra febre amarela fecha Horto Florestal e Parque da Cantareira em SP

Por SP2

As secretarias da Saúde e do Meio Ambiente anunciaram nesta sexta-feira (20) que o parque Horto Florestal, na Zona Norte da capital paulista, ficará fechado a partir deste sábado (20) para uma ação de prevenção contra a febre amarela, segundo informou o SP2. O governo do estado também vai interditar as entradas para o público do Parque da Cantareira, que fica ao lado.

A decisão de fechar os parques foi tomada após exames comprovaram a morte de um macaco bugio por febre amarela silvestre no Horto. O Horto Florestal fica em área urbana,tem quase 200 hectares, sendo 20% deles abertos ao público há mais de trinta anos.O parque tem uma grande extensão de Mata Atlântica, com muitos animais nativos.

Três mil pessoas que moram na região serão vacinadas preventivamente. A ação será feita pelo governo estadual e prefeitura da capital. Os agentes sanitários vão fazer uma varredura no parque para coletar amostras de mosquitos, que são os transmissores da doença.

A vacinação terá início neste sábado das 9h às 17h em um posto volante que funcionará na associação do bairro, localizada na rua Tomé Afonso de Moura, 345. A região também terá outros dois pontos para imunização neste sábado: na UBS/AMA Jardim Peri e UBS Horto Florestal.

A partir de segunda-feira (23) serão acrescentados outros dois locais de vacinação contra a febre amarela na zona Norte: Vila Dionísia e Mariquinha Sciascia.

Horto Florestal ficará fechado (Foto: TV Globo/Reprodução)

Horto Florestal ficará fechado (Foto: TV Globo/Reprodução)

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Pesquisadores desenvolvem ‘vacina inteligente’ e abrangente contra a pneumonia

Por G1

Imagem de microscopia eletrônica mostra bactéria multiresistente da pneumonia interagindo com uma célula de defesa humana  (Foto:  Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID)/EUA)

Imagem de microscopia eletrônica mostra bactéria multiresistente da pneumonia interagindo com uma célula de defesa humana (Foto: Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID)/EUA)

Uma nova vacina em desenvolvimento contra a pneumonia pode ser o mais duro golpe contra a doença, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (20) na “Science Advances”. De acordo com os pesquisadores, trata-se da mais abrangente cobertura contra a doença até hoje. O imunizante inclui cepas adicionais da bactéria causadora e até antecipa versões futuras.

A vacina testada deflagrou resposta imunológica contra 72 formas da bactéria penumoniae em testes realizados em ratos e coelhos. Ainda, a vacina é inteligente e foi desenhada de modo a ter duas vantagens: produz uma boa resposta imune e só mata bactérias prestes a atacar.

Programas de melhor nutrição e melhor acesso a antibióticos já tiveram impacto na diminuição no número de casos de pneumonia no mundo — segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a pneumonia matou mais de 2 milhões de crianças em todo o mundo em 2004; e, em 2015, o número foi inferior a 1 milhão. No entanto, acreditam os autores, para se ter mais avanços, são necessários imunizantes mais eficientes.

“Nós fizemos um tremendo progresso na luta contra a disseminação da pneumonia. Mas, para nos livrarmos da doença, precisamos criar vacinas mais inteligentes e econômicas”, diz Blaine Pfeifer, professor na SUNY at Buffalo (State University of New York em Buffalo, Estados Unidos), e co-autor do estudo, em nota.

O estudo teve como primeiro autor Charles H. Jones, da University at Buffalo. Outros nove cientistas assinam o trabalho. Todos eles estão alifiados a universidades norte-americanas.

Como funciona a nova vacina

Há três vacinas principais hoje no mercado contra a pneumonia: a Prevnar, a Synflorix e a Pneumovax 23. As duas primeiras utilizam uma ligação química covalente que, apesar de apresentar altas taxas de resposta, matam todas as bactérias-alvo. Já a terceira, não tem a mesma ligação química, mas tem menor resposta imune.

O que os cientistas fizeram foi “envelopar” açúcares capazes de identificar a bactéria a um tipo de engenharia que prescinde da ligação covalente. O essencial para a tecnologia foi um uso de um “lipossoma” — um tipo de bolsa feita de gordura que serve como um reservatório para esses açúcares.

Nos resultados, os pesquisadores identificaram que a vacina é capaz de deflagrar uma forte resposta imunolológica comparável ao Prevnar — e, além disso, seu design permite com que seu efeito seja mais seletivo: não há uma ‘varredura’ de todas os patógenos indiscriminadamente.

Vacina mais inteligente

Além da maior cobertura, a diferença da vacina desenvolvida pelos pesquisadores das atuais é que ela faz com que o sistema imune só “ataque” a bactéria quando ela sai da colônia que está e provoca uma doença.

Isso é fundamental por dois motivos: 1) algumas bactérias são benéficas para o organismo e são importantes para manter a boa saúde; 2) a morte indiscriminada de bactérias pode contribuir para o fenômeno da resistência bacteriana — quando esses patógenos não mais respondem aos medicamentos existentes.

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Secretaria de Saúde de PE alerta para número crescente de casos de sífilis transmitida de mãe para bebê

Por G1 PE

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível que tem cura (Foto: Pixabay)

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível que tem cura (Foto: Pixabay)

Com 1.022 registros de sífilis congênita até 11 de setembro deste ano, a Secretaria de Saúde de Pernambuco faz um alerta para a população. Para o coordenador do Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis, François Figueiroa, em 2017, a quantidade de notificações vai superar o total de casos contabilizados em 2016. No ano passado, 1.507 mães transmitiram a doença para o bebê durante a gestação. Este ano, ele prevê que serão, ao menos, 1.600.

“Estamos vivenciando uma epidemia no país e evidenciamos que o número está crescente em Pernambuco também. Acredito que vamos fechar 2017 com, no mínimo, 1.600 casos”, pontua. Em 2015, foram notificados 1.363 casos no estado.

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível que tem cura. Segundo François Figueirora, na forma congênita, a criança pode nascer com sequelas, como surdez, cegueira e retardo mental.

“É uma doença silenciosa. A ferida que aparece nos órgãos genitais parece com um arranhão que não dói e nem arde. As pessoas acham que é só um machucado, um arranhão. Por isso é preciso fazer o teste antes de ter relações sexuais sem preservativo e programar a gestação”.

O Sistema Único de Saúde (SUS) garante o tratamento gratuito da sífilis. Para tentar diminuir os números, a Secretaria de Saáude aposta na descentralização do teste rápido. Mesmo com todas as facilidades, Figueiroa acredita que a população não se previne, porque banalizou a doença.

“As pessoas não estão percebendo o risco que se correm. Elas acham que a doença nem exista mais. Banalizaram, porque tem tratamento. Podemos tratar em qualquer estágio, mas as sequelas não regridem. A criança pode ficar com sequela e o adulto também, se não tratar. Uma pessoa que já está na fase terciária pode ter problemas neurológicos, de visão e cardíacos”, alerta.

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Pacientes com câncer denunciam falta de medicamento para quimioterapia em PE

Por Bruno Grubertt, TV Globo

 

Pacientes que sofrem com câncer mieloma múltiplo denunciam que estão sem poder continuar os tratamentos no Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) por falta de um dos medicamentos utilizados na quimioterapia. De acordo com os doentes, 40 pessoas tiveram os ciclos de medicação interrompidos pela falta de Bortezomib, que custa, em média, R$ 5.700 por frasco.

Filha de uma paciente prejudicada pela falta do remédio, Lindicélia Alves de Lima enviou uma mensagem ao WhatsApp da TV Globo, contando que a mãe está sem fazer quimioterapia desde agosto, porque o remédio necessário para esse procedimento está em falta no Hemope.

“Minha mãe teve uma crise, foi internada e, em julho, conseguiu tomar a medicação, mas desde o fim de agosto não tem mais. O tratamento foi totalmente interrompido. Temos os ciclos, prescritos pela médica no receituário, mas infelizmente não temos como seguir”, disse Lindicélia à TV Globo.

Hemope fica na Rua Joaquim Nabuco, no centro do Recife (Foto: Reprodução/Google Street View)

Hemope fica na Rua Joaquim Nabuco, no centro do Recife (Foto: Reprodução/Google Street View)

O medicamento é aplicado e disponibilizado no Hemope. De acordo com os pacientes, um lote chegou em julho que só deu para fazer um ciclo, encerrado em agosto. Logo, os pacientes, a maioria em estado grave, estão sem passar pelo procedimento de quimioterapia.

Em resposta às denúncias, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que, especificamente para o medicamento que está em falta, a licitação já foi concluída e está na fase de compra.

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Hemope registra redução na coleta de sangue e convoca população para fazer doações

Por G1 PE

A Fundação Hemocentro de Pernambuco (Hemope) convocou, nesta quarta-feira (18), a população para doar sangue. As unidades registraram queda do número de doadores em virtude de feriados prolongados e datas comemorativas. A gerente do Hemocentro do Recife, Ana Sena, informou que, desde agosto, houve redução de 20% nas coletas, o que provocou um déficit 30% nos atendimentos às unidades de saúde.

Segundo ela, o estoque do Hemope está crítico e necessita de uma resposta rápida da população. Neste momento, alerta Ana Sena, todos os tipos sanguíneos são importantes. No site do Hemope, é possível conferir a situação do estoque. Os tipos A positivo, B positivo e B negativo, além de O negativo e AB positivo encontram-se com nível baixo.

O Hemope fornece hemocomponentes para os hospitais da rede pública, garantindo o atendimento aos pacientes que estão com sangramentos, em tratamento quimioterápico e para realização de cirurgias e transplantes. O doador pode ir ao Hemope de segunda a sábado, das 7h15 às 18h30, inclusive nos feriados. Também é possível agendar a doação ligando para o 0800.081.1535.

Perfil

Podem comparecer ao Hemope jovens que tenham 16 anos completos. Todos devem estar acompanhados de responsável legal. A idade máxima é de 69 anos, desde que não seja primeira doação. É obrigatória a apresentação de um documento oficial do Brasil, com foto. A ação dura, em média, 50 minutos.

Além do hemocentro do Recife, localizado no bairro do Derby, na capital, os interessados podem realizar a doação também em unidades em Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Petrolina, Ouricuri e Serra Talhada.

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Laboratório vai vender vacina hexavalente, em falta na rede privada no país

Por Carolina Dantas, G1

Desde o final de 2015, as vacinas hexavalente e pentavalente acelulares — que não fazem parte do Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS) — estão escassas na rede privada. O laboratório francês Sanofi Pasteur anunciou nesta quarta-feira (18) que passará a vender até o final deste mês a hexa, também chamada de sêxtupla acelular.

A hexacelular protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite provocada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b, hepatite B e poliomielite. A pentavalente protege contra as mesmas doenças, exceto poliomielite.

“Tudo o que a gente deseja é ter mais de um fabricante para cada vacina, porque hoje a questão do desabastecimento é um problema grave. A vacina hexa, que tinha um fabricante só no Brasil, está em falta há muito tempo”, disse Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

De acordo com a Sanofi, a vacina já está disponível em outros 86 países e será fabricada na França para ser importada ao Brasil. A empresa já vende a pentavalente acelular no mercado brasileiro. A outra versão da hexa vendida no país é da empresa GSK, de acordo com Ballalai.

O esquema vacinal da hexavalente é de três doses, com uma dose de reforço em crianças de seis semanas a dois anos de idade.

Nos postos e hospitais públicos, é encontrada apenas a vacina pentavalente, dada em associação com a vacina contra poliomielite. “São duas vacinas, em vez de uma, mas o risco de ficar desprotegido contra as doenças é muito pior” do que o inconveniente de tomar uma vacina a mais, disse Isabella.

Qual a diferença entre vacina do SUS e vacina privada?

A diferença entre a vacina da clínica particular e a vacina dos postos de vacinação públicos é que a da clínica privada é acelular e a do posto é de células inteiras. Na prática, as duas são muito eficazes, mas a acelular tem a vantagem de provocar menos reações adversas. “Para quem pode se dar ao luxo de pagar a vacina acelular, ela é menos reatogênica”, diz Isabella.

“Mas, na falta dela, não só é seguro, como muito importante que as mães não deixem de procurar a rede pública para fazer a vacinação de seus filhos”, completa a médica. Informações sobre as vacinas recomendadas para cada faixa etária podem ser acessadas no site da SBIm.

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Terapia genética para o câncer deve chegar ao Brasil em 2018

Por Carolina Dantas e Monique Oliveira, G1

A estratégia de editar geneticamente nossas células de defesa para que elas “aprendam” a combater o câncer parece não estar tão longe do alcance dos brasileiros. Aprovada nos Estados Unidos comercialmente no final de agosto, a terapia que promete ser um salto importante na oncologia está na mira de vários centros no país e um deles reuniu condições para trazer a terapia no ano que vem — depois de levar pacientes brasileiros para instituições de excelência fora do país.

Foi o que aconteceu com Márcia D’Umbra, de 50 anos, que venceu um melanoma agressivo após se submeter a este tipo de tratamento em Israel (veja sua história mais abaixo).

Enquanto o Inca (Instituto Nacional do Câncer), público, que tem estudos em cobaias com a terapia desde os anos 1990, busca financiamento para levar a terapia adiante, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, privado, anuncia que deve fazer os primeiros tratamentos experimentais no Brasil em 2018. O hospital separou uma sala especial para isso e já tem pesquisadores nos Estados Unidos em treinamento. A ideia é ser o primeiro centro de terapia genética do câncer na América Latina.

O investimento do Einstein para começar a terapia por aqui está avaliado em US$ 7 milhões (mais de R$ 22 milhões) — com US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,3 milhões) destinados a uma sala especial de esterilização. “É uma estimativa genérica porque, mais importante que a infraestrutura, vão ser os investimentos em pesquisa”, diz Wilson Pedreira, diretor do Centro de Oncologia do Einstein.

Fora do país, o custo dos tratamentos para os pacientes gira em torno de US$ 300 mil (cerca de R$ 945 mil), como mostra detalhamento abaixo.

G1 entrou em contato com o Hospital Sírio Libanês e com o A.C Camargo, outros centros de referência no tratamento do câncer no Brasil, e nenhum dos dois apresentou projetos a curto prazo para implementar essas novas terapias. “As barreiras são financeiras e tecnológicas”, disse Yana Novis, coordenadora de onco-hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Sírio- Libanês.

A primeira das novas terapias para o câncer que deve chegar ao Einstein é a TIL, indicada para o melanoma. Mais para frente, serão disponibilizados protocolos de CART-CELL, imunoterapia que tem apresentado bons resultados em leucemias. Essas terapias, no entanto, ainda deverão ser regulamentadas por órgãos reguladores e comitês de pesquisa.

De qualquer modo, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, não se trata de anunciar uma terapia longínqua, fruto de um otimismo um tanto precipitado: de fato, a imunoterapia genética, façanha que desde os anos 1980 tem sido apontada como o “sonho” da medicina no câncer, pode ser a diferença entre a remissão e a cura no tratamento de tumores no país.

Trata-se de um salto estratégico muito mais que apenas mais uma novidade em tratamentos. A medicina com a imunoterapia genética tem a possibilidade de fazer com que o corpo “aprenda” a combater o tumor caso ele volte — técnica que é bem diferente de eliminar células cancerígenas por meio de cirurgia ou quimioterapia.

“Essa é uma terapia que ficou quente nos últimos anos porque os resultados em leucemia foram muito promissores”, diz Martin Hernan Bonamino, pesquisador do Inca e coordenador do grupo de câncer da Fiocruz.

“É o mesmo conceito hoje da Aids, o câncer pode deixar de ser letal e ser controlável. As terapias estão caminhando nesse sentido”, diz Wilson Pedreira, diretor do Centro de Oncologia do Einstein.

“São as células-soldado do sistema imune que entram em ação contra o tumor”, diz Antonio Carlos Buzaid, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Não à toa o número de estudos clínicos que estão investigando a nova estratégia é alto e, se considerarmos os números de estudos ainda em andamento, a probabilidade de novas descobertas serem feitas nos próximos anos é ainda maior.

Em consulta feita no dia 20 de setembro no clinicaltrials.gov, plataforma que cadastra estudos clínicos em todo mundo, havia o registro de 382 estudos clínicos com CART-Cell, com 195 deles recrutando pacientes e 75 deles completados.

Como qualquer nova terapia, contudo, os desafios também são novos — muitos deles desconhecidos da oncologia até agora.

As principais estratégias

Disponível apenas para alguns tipos de câncer, são três as principais estratégias de terapias celulares: CART-Cell, disponível para leucemia; T CELL “Engendrado”, pesquisada para melanoma e sarcoma; e TIL, usada também para o melanoma. Confira como funciona cada uma delas:

1 – CART-Cell

A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar linfócitos T, células de defesa do corpo, com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

Indicações até agora: Linfomas e leucemia linfoide aguda (o câncer mais comum em crianças). Nas leucemias em crianças, a taxa de sucesso dessa terapia é alta (superior a 50%, em média).

Onde o processo está mais avançado: Estados Unidos.

Preço: Os processos são experimentais. Nos Estados Unidos, no entanto, é possível pagar para entrar no protocolo. Por lá, a terapia sai por US$ 300 mil (cerca de R$ 945 mil) em média.

2 – T CELL ‘Engendrado’

O processo é parecido com o do CART-Cell. A diferença aqui é que, enquanto a célula de defesa reconhece antígenos (partícula que deflagra a produção de um anticorpo específico) na superfície do tumor, o T CELL engendrado é capaz de reconhecer antígenos mais profundos que são processados e apresentados na superfície da célula cancerosa.

Onde está sendo estudado: National Institute of Health (Estados Unidos).

Indicações com mais sucesso até agora: Melanoma (câncer grave de pele) e Sarcoma sinovial (tumor das partes moles).

Estimativa de custo: Não há ainda. Os resultados são bem preliminares mas há pacientes aparentemente curados com essa técnica.

3 – Terapia ‘TIL’

O processo consiste em retirar o tumor do paciente e extrair as células de defesa (linfócitos T que infiltram o tumor), cultivá-las em laboratório, expandir em grande quantidade e depois reinjetá-las no paciente.

Ao contrário do CART-Cell, não há terapia genética e o processo tende a ser mais seguro (embora ainda seja bem mais complicado que as terapias convencionais).

Onde está sendo estudada: Israel, Holanda e Estados Unidos; no Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein planeja para o próximo ano iniciar os tratamentos dos primeiros pacientes.

Indicação: Melanoma, com taxa de cura em torno de 30% dos casos

Preço estimado: US$ 200 mil em Israel ( cerca de R$ 630 mil)

Um caso de cura

Ava Christianson já tinha passado por várias rodadas de quimioterapia e estava pronta para mais uma. Acabou se tornando um dos casos mais repercutidos de cura pela nova terapia chamada de CAR T-Cell.

O procedimento, de acordo com reportagem do “The Washington Post”, demorou cinco minutos no Centro Clínico dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) — na época, a garota tinha 8 anos e convivia com a doença desde os 4 anos. A remissão da doença começou um mês depois.

O rápido procedimento passado por Christianson é a injeção de suas próprias células T, parte fundamental do nosso sistema imunológico. Elas foram modificadas para rastrear e matar as células tumorais.

 (Foto: Roberta Jaworski/Arte G1)

(Foto: Roberta Jaworski/Arte G1)

Christianson era a paciente teste de nº de 18 do NIH, que ainda é o centro-chefe das pesquisas sobre o novo tratamento. Os resultados positivos direcionaram à aprovação pela FDA, órgão similar à Anvisa dos EUA. A Novartis, empresa que possui a patente, informa que a taxa de remissão nestes casos é, em média, de 83%.

Brasileiros buscam solução fora

Já existem pacientes brasileiros que viajaram para o exterior atrás de uma cura com a terapia. Márcia D’Umbra, de 50 anos, sobreviveu a um melanoma agressivo após se submeter ao tratamento do TIL, em Israel, há 5 anos. “Quando vou ao consultório, o médico brinca: estou quase achando que você está curada”. “Era a única chance que ela tinha”, diz Antonio Buzaid, do Einstein, que ajudou Márcia a conseguir o tratamento em Israel.

“Depois de Israel, não tinha mais o que fazer no meu caso. Era uma situação de total risco”, diz Márcia.

Antes da viagem a Israel, Márcia tentou todos os protocolos clínicos para o tratamento do melanoma no Brasil. Passou por quimioterapia e por medicamentos de ponta disponíveis para a condição, como o ipilunumab. A família também chegou a procurar um tratamento nos Estados Unidos, mas Márcia não correspondia a todos os critérios para entrar no protocolo.

Com o melanoma em metástase, Márcia chegou a ter dois tumores no sistema nervoso central. Cinco anos após a terapia em Israel, ela conta da vida normal que passou a levar, livre dos tumores que tinham se espalhado por seu corpo.

“Quando eu fiquei doente, eu tinha metástase cerebral, eu não podia mais dirigir, eu perdi todo o domínio da minha vida, de tudo. Hoje eu tenho uma vida normal”, relembra.

As dificuldades do tratamento

Apesar de já estar disponível para algumas condições e se revelar promissor, na prática, o processo do tratamento da terapia genética é bastante complexo e desafiador. Por esse motivo, poderá levar algum tempo até que o procedimento esteja disponível para mais tipos de câncer.

Veja abaixo algumas das barreiras ainda a serem vencidas:

Efeitos colaterais: estudo publicado na “Nature Review Clinical Oncology” alerta para efeitos colaterais letais da terapia — como a toxicidade neurológica e o inchaço no cérebro. Uma outra questão é a chamada “síndrome de liberação de citoquinas (SIR)”, resposta imune progressiva que causa sintomas semelhantes à gripe, mas com potencial fatal nos pacientes.

Especificidade: para garantir o sucesso da terapia, os cientistas modificam o linfócito T para que ele seja capaz de reconhecer uma estrutura específica do tumor. Isso é, ao mesmo tempo, o motivo do sucesso e do eventual fracasso da terapia, pois caso essa estrutura utilizada para “ativar” o linfócito não seja de fato específica e, por algum motivo, o paciente tenha a presença desses antígenos em alguma outra parte do corpo, a terapia perde a sua especificidade. Resultado: a célula de defesa também poderá atacar células do corpo saudáveis, uma vez que o linfócito está treinado para reconhecer especificamente essa estrutura e não o tumor por inteiro.

“Esse é um processo muito complexo e é por esse motivo que a terapia não está disponível para mais condições”, diz Antonio Carlos Buzaid, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein. “Não é para todo mundo porque ela será desenhada para tumores específicos.”

“Um estudo clínico que testou a terapia para o controle de câncer de mama com antígeno HER 2 acabou não funcionando por esse motivo. Uma paciente que tinha um pouquinho desses receptores no pulmão morreu com o órgão totalmente destruído em horas”.

Precocidade: de acordo com Yana Novis, coordenadora de onco-hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Sírio- Libanês, ainda não há tempo suficiente em testes para avaliar os efeitos do tratamento a longo prazo no corpo humano.

“Muito importante quando se mexe com engenharia genética é tentar entender o que esse tipo de terapia pode, quem sabe, trazer de impacto no futuro”, disse.

“Os estudos são todos precoces e os pacientes precisam ser acompanhados em um período de tempo mais longo. Precisamos ver se, além de trazer a cura, podemos trazer algum outro impacto na vida do paciente”, explicou.

“Isso porque quando você está ativando todo um sistema imune pra combater um câncer, você não tem tanto controle sobre ele. É uma preocupação que todos têm com a terapia CAR-T. Pode ser que não aconteça nada, mas pode ser que esse sistema imunológico desregulado por nós para curar uma doença possa causar outra no futuro”, aponta.

Logística: Atualmente, as terapias celulares estão sendo voltadas especificamente para cada paciente. “Isso é um desafio logístico importante, já que as células têm que ser transportadas, modificadas e devolvidas. O reparo leva de 20 a 30 dias”, relata o oncologista do Inca.

Novo x convencional

Na forma convencional, o tratamento dos cânceres sanguíneos é feito com quimioterapia. Já no caso de câncer com órgãos sólidos, de acordo com o oncologista Márcio Paes, pode-se fazer uma cirurgia para a retirada do tumor e também usar a radioterapia.

“Realmente é um tratamento ainda muito tóxico. Cai o cabelo, causa fraqueza, náuseas. A radioterapia pode dar uma sensação de queimadura e fadiga”, explica, sobre os métodos convencionais.

Por outro lado, o médico diz que o mecanismo das novas terapias pode causar um efeito inflamatório porque o corpo “luta” contra si mesmo.

“Para os tratamentos novos, há uma expectativa muito boa de que possam causar poucos efeitos colaterais. Mas há riscos. Pode haver reações graves que podem levar o paciente à UTI. O efeito é uma reação inflamatória grave, mas sem queda de cabelo, por exemplo”.

“É um tratamento menos tóxico e com uma taxa de resposta positiva maior”, completa.

Regulamentação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informa que não houve um pedido formal para o uso da terapia genética no Brasil. Com isso, as terapias celulares seriam aplicadas em caráter experimental – nesse caso, sob a supervisão do Conep (Comitê Nacional de Ética em Pesquisa), que deve aprovar o protocolo em que cada terapia será utilizada.

Para deixarem de ser experimentais, os serviços deverão pedir aprovação na Anvisa e também passar pela Comissão de Novos Procedimentos do Conselho Federal de Medicina.

Além disso, mesmo quando aprovadas, as terapias celulares só serão usadas em pacientes que não responderem aos tratamentos tradicionais, já que se trata de um processo mais invasivo e extremamente complexo.

Preços e o desafio para o SUS

Os preços para terapia celulares fora do país estão avaliados em US$ 300 mil (cerca de R$ 945 mil) em média — um valor que tem por base o preço do transplante de medula óssea.

Segundo Martin Bonamino, do Inca, apesar de aparentemente altos, os custos da terapia não estão tão fora do conjunto de terapias mais modernas para o câncer — medicamentos como o “Trastuzumabe”, por exemplo, terapia biológica usada para o tratamento do câncer de mama, tem um custo que varia entre R$ 20 a 30 mil mensais.

Ainda, a terapia genética teria uma vantagem quanto ao número de sessões necessárias: o trastuzumabe geralmente é usado por 18 meses; já a maior parte das terapias celulares em andamento, tem potencial para serem utilizadas uma única vez.

Bonamino indica que o maior desafio será a chegada dessas terapias no sistema público. Para serem ofertados no SUS, diz ele, uma alternativa seria a fabricação dessas terapias no Biomanguinhos (laboratório público ligado à Fiocruz). “É fundamental que a gente tenha a capacidade de também produzir esses tratamentos por aqui”, diz.

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Mais Médicos: cubanos entram na Justiça por salário integral e direito de ficar no país

Por Carolina Dantas, G1

De acordo com informações do Ministério da Saúde, pelo menos 154 ações são movidas na Justiça por 194 médicos de Cuba que vieram ao Brasil pelo programa Mais Médicos e que agora pedem para permanecer no país e receber o valor integral do salário que, pelo acordo estabelecido no programa, era transferido ao governo de seu país natal e repassado apenas parcialmente aos profissionais.

As ações na Justiça são contra a Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do convênio, a União Federal e/ou o governo de Cuba.

O advogado André Santana Correa, que com dois sócios representa parte dos médicos em ações na Justiça Federal do Distrito Federal, diz que os cubanos alegam falta de igualdade de condições em relação aos brasileiros e estrangeiros, como os argentinos, ao não conseguir renovar por mais três anos a participação no programa.

G1 teve acesso a dois processos em que o juiz decide a favor dos médicos, exigindo o restabelecimento no Mais Médicos e a continuidade do visto no Brasil.

O Ministério da Saúde informa que parte dos médicos cubanos consegue renovação, mas que isso fica a critério do governo de Cuba. Afirma ainda que os “profissionais [de Cuba] mantêm o vínculo de trabalho com seu país de origem. Assim, os médicos cubanos, pela cooperação, estão em missão no país — diferente dos demais participantes que entraram no programa por meio de uma seleção via edital, e cujo vínculo é direto com o Ministério da Saúde do Brasil”.

No acordo que trouxe os cubanos ao Brasil, ficou estabelecido que o governo brasileiro deve pagar os salários deles à Opas, que então os repassa ao governo de Cuba, que é responsável pelo contrato com os médicos.

Essa forma de pagamento é alvo de outro pedido nos processos movidos pelos cubanos. Eles querem o recebimento do valor integral pago pelo governo brasileiro. Desde o início do programa, o Ministério da Saúde transfere à Opas o valor de R$ 10.570, reajustado neste ano para R$ 11.520. Os profissionais cubanos então recebem cerca de R$ 3 mil — o resto fica com o governo de Cuba.

O critério de isonomia (igualdade de condições), de acordo com as ações, não é respeitado neste caso, já que os médicos estrangeiros de outras nacionalidades, sem estarem no acordo de cooperação, recebem o valor integral. O Ministério da Saúde afirma que isso é uma interlocução dos cubanos com o governo de seu país (veja mais abaixo).

Refugiado

Alioski Ramirez Reyes, de 36 anos, trabalhou com o Programa Mais Médicos na cidade de Valparaíso de Goiás, a cerca de 40 km de Brasília, e conta que foi desligado pelo governo de Cuba em março deste ano. Ele conta que entrará em uma ação coletiva com outros colegas para trabalhar no Brasil.

“Um grupo numeroso de cubanos decidiu ficar no Brasil. Decidimos sair da exploração que a gente estava submetido. Então, o governo cubano entrou em desespero e, junto com o governo brasileiro, criou medidas”, disse.

Reyes diz que os governos não deixaram os cubanos participar dos editais para fazer a renovação do contrato, inclusive nos casos em que os médicos eram casados com brasileiros. Em processos na Justiça, o G1verificou que alguns cubanos argumentam que não tiveram a oportunidade de solicitar a renovação do contrato no site do Ministério da Saúde.

O médico cubano diz que, devido às liminares no Judiciário brasileiro, o governo de seu país pediu ao Ministério da Saúde do Brasil para que os médicos envolvidos em processos não fossem recebidos em outros tipos de contrato.

Médico cubano em Valparaíso de Goiás (Foto: Arquivo Pessoal)

Médico cubano em Valparaíso de Goiás (Foto: Arquivo Pessoal)

Reyes diz que foi acusado “de forma agressiva” pelos coordenadores cubanos do programa a quem respondia. Ele afirma também que chegou a receber um documento do Ministério da Saúde dizendo que havia abandonado o posto de trabalho.

Sem querer voltar ao país de origem, entrou com pedido na Polícia Federal para virar um refugiado, encaminhado ao Ministério da Justiça. Ele usa um documento provisório até a saída da decisão.

“Isso aconteceu em abril, e eu trabalhei até o mês de junho sem receber a bolsa formação, só com a ajuda do município. Não conseguia mais entrar no sistema de gerenciamento do Mais Médicos. Eu fiquei refugiado político no Brasil, sem endereço, depois de três anos de trabalho”.

Em missão

O Ministério da Saúde explica que os profissionais cubanos, por terem o vínculo de trabalho com seu país de origem, ao deixarem o programa, se não tiverem outro vínculo com o Brasil, como cônjuge brasileiro, por exemplo, têm de sair do país.

“Sobre os valores pagos, essa é uma interlocução entre os profissionais e o governo de Cuba. Além de os médicos cubanos continuarem recebendo o salário mensal em Cuba pelo fato de estarem em missão internacional, eles recebem também uma bolsa complementar no Brasil e os auxílios moradia e alimentação das prefeituras, os mesmos benefícios que recebem os outros médicos que participam do programa”, explicou o ministério.

A Opas informou ao G1 que os médicos cubanos são funcionários do Ministério da Saúde de Cuba. A organização, braço da Organização Mundial da Saúde no Brasil e nas Américas, diz que “tem conhecimento de que eles mantêm todos seus direitos e benefícios sociais que as leis cubanas garantem, incluindo salário, benefícios sociais, entre outras coisas.” Além disso, afirma que todos os recursos que recebem para pagar a bolsa dos médicos é totalmente enviado ao país dos médicos.

G1 entrou em contato com a embaixada de Cuba no Brasil por e-mail e por telefone, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Mudança de perfil

O Programa Mais Médicos, criado em 2013, ainda na presidência de Dilma Rousseff, está mudando o perfil de seus profissionais: o governo de Michel Temer quer substituir os cubanos da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) por brasileiros.

O número de médicos brasileiros aumentou 44% em menos de um ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Na última terça-feira (3), 1.375 novos profissionais do Brasil formados no exterior foram contratados.

No entanto, 47,1% (8,6 mil) dos médicos do programa ainda são cubanos — 45.6% com nacionalidade brasileira e 4,16% são intercambistas estrangeiros de outros países. São 18.240 vagas em 4 mil municípios do Brasil.

O governo brasileiro diz abertamente que “está abrindo oportunidades para a substituição de médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)” e que “a expectativa é realizar 4 mil substituições em três anos”. De acordo com o ministério, até o momento, mais de mil postos foram substituídos por brasileiros.

Apesar disso, o Ministério da Saúde diz que “a decisão sobre a permanência ou o retorno de funcionários em missão internacional cabe ao governo de Cuba.”

No entanto, o governo explicou que “os médicos cubanos da cooperação que encerram o período de três anos de atuação no Programa estão sendo substituídos por novos profissionais. Existe a possibilidade de prorrogação da permanência dos médicos cooperados que tenham se casado formalmente (ou reconhecido união estável) no Brasil.”

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Pacientes denunciam cancelamento de cirurgias em hospital no Recife e estado alega falta de materiais

Por Bruno Grubertt, TV Globo

 

Um mês após pessoas que estavam em busca de marcação de consulta passarem oito horas na fila de espera do Hospital Agamenon Magalhães, na Zona Norte do Recife, pacientes denunciam a suspensão de cirurgias na unidade, uma das mais importantes do estado. De acordo com os doentes, procedimentos cirúrgicos que estavam agendados foram cancelados. O governo do estado informou que a medida foi provocada por falta de materiais.

Uma paciente, que preferiu não ser identificada, informou à TV Globoque há mais de três anos esperava uma data para remoção de um mioma uterino. Ela disse que o procedimento estava agendado para o próximo dia 25, e, na terça-feira (3), recebeu uma ligação avisando que a cirurgia havia sido cancelada.

“O hospital não informou o motivo, apenas alegou que todas as cirurgias para o mês de outubro estavam sendo canceladas e não tinha previsão de quando iriam voltar a ser realizadas. O mioma cresce mais a cada mês e, no momento, ele está com cinco quilos. Tenho intenção de engravidar, mas a cada tempo que passa corro mais risco de perder o útero”, disse.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que, devido à falta de determinados materiais, alguns procedimentos ‘considerados eletivos e não urgentes’ foram reagendados no Hospital Agamenon Magalhães, no início da semana.

Hospital Agamenon Magalhães fica na Zona Norte do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)

Hospital Agamenon Magalhães fica na Zona Norte do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)

O documento diz, ainda, que “a situação já foi regularizada, na tarde de quinta-feira (5)”. Segundo a SES, “todos os pacientes, que porventura tiveram o procedimento adiado, já estão sendo contactados pela unidade e já estão tendo suas cirurgias reagendadas, prioritariamente, para os próximos dias”.

Consultas

Pessoas em busca de marcação de consulta denunciaram, em setembro, que por causa de uma mudança no sistema do Hospital Agamenon Magalhães uma grande fila se formou em frente à unidade. Segundo pacientes, a maioria das marcações de exames, que era feita por meio de telefone, passou a ser presencial, causando transtornos para quem precisa de atendimento.

Imagens enviadas ao WhatsApp da TV Globo mostram uma fila que dava voltas no estacionamento do hospital e, também, um documento informando que a marcação da maioria dos exames e consultas só seria feita presencialmente. No primeiro dia da mudança, houve pessoas que chegaram no local às 5h e ficaram na fila mais de oito horas seguidas. A situação se repetiu no dia seguinte.

Em nota, a direção do HAM garantiu que atenderia todos os pacientes que se dirigiram à unidade na manhã de segunda e que a demanda foi devida à grande procura junto ao serviço de marcação pelo telefone. A direção afirmou, ainda que o 0800.281.2025 está funcionando normalmente.

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Hospital das Clínicas da UFPE realiza mutirão de reconstrução mamária

Por G1 PE

O Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) promove, entre os dias 16 e 21 deste mês, o 3º Mutirão de Reconstrução Mamária. A reconstrução mamária pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é, desde 2013, um direito garantido às mulheres que realizaram a retirada de um câncer de mama. Mas, mesmo assim, a procura pelo procedimento no HC ainda é pequena.

A ação visa divulgar a disponibilidade da instituição em realizar esse tipo de operação. Durante o mutirão, oito mulheres que passaram por masectomia, total ou parcial, passarão pelo procedimento. Atualmente é realizado, em média, apenas um procedimento por mês.

As operações dentro do mutirão, bem como os atendimentos futuros, serão realizados mediante cadastro no ambulatório do Serviço de Cirurgia Plástica, no 3º andar do hospital, com a necessidade do encaminhamento de um médico (mastologista ou oncologista).

O mutirão, que faz parte da campanha Outubro Rosa, será focado em reconstruções tardias, ou seja, em pacientes que já realizaram a retirada do câncer de mama e concluíram os tratamentos complementares há pelo menos seis meses, mas que ainda não se submeteram à reconstrução.

OMS

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama mata anualmente cerca de 8,8 milhões de pessoas, sendo estas, em sua grande maioria, mulheres.

A mastectomia, cirurgia para a retirada desse tipo de câncer, acaba por comprometer parcial ou totalmente as mamas de mulheres acometidas e, para isto, a reconstrução mamária surge como uma opção aplicada imediata ou posteriormente.

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