Desenvolvida na Alemanha e EUA, cirurgia na coluna por endoscopia é aplicada na USP em Ribeirão Preto

Por Rodolfo Tiengo, G1 Ribeirão Preto e Franca

A assistente de compras Fabíola Taís de França, de 39 anos, há quatro meses não convive com as dores nas costas que a incomodaram por dois anos. Com um corte milimétrico, alta no dia seguinte ao procedimento e uma recuperação de apenas uma semana, ela foi submetida no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-RP) a uma cirurgia endoscópica na coluna, modalidade pouco difundida no Brasil que a curou de uma hérnia de disco.

“O problema maior era que a hérnia estava pinçando o nervo ciático. Eu já estava com formigamento no pé, acordando de madrugada com dor, a dor era 24 horas. Sumiu, desapareceu”, relata.

O procedimento que ela recebeu sem pagar nada é uma técnica já realizada em países como China, Estados Unidos e Alemanha, além de algumas clínicas particulares em grandes centros brasileiros, que, em vez de bisturis e pinças, usa alta tecnologia com câmera e instrumentos de proporção reduzida.

A modalidade, segundo os médicos, poderia mudar a forma como se operam pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo por ser menos invasiva e com menos complicações que a cirurgia aberta convencional, que implica meses de recuperação no pós-operatório.

No interior de São Paulo, a nova técnica chega aos primeiros pacientes ainda de forma restrita por meio de um curso de extensão inédito no Brasil oferecido pela Faculdade de Medicina (FMRP) em parceria com o DWS Spine Research Center, que tem capacitado profissionais brasileiros e do exterior.

Na primeira turma, 34 neurologistas e ortopedistas se formaram no início deste ano, acompanhando na prática os resultados da tecnologia. Para o próximo ciclo, mais 40 devem estar aptos a realizar o procedimento.

A ideia é que esses profissionais difundam o conhecimento, o levem para suas rotinas e o apliquem não só em pacientes com hérnia de disco – que representam em torno de 85% dos que têm problemas na coluna no país, segundo estimativas do setor -, mas também para problemas como estreitamento de canal, pinçamento de nervo e compressão de medula.

A previsão é de que isso chegue de maneira mais rápida por meios particulares e convênios médicos, mas a expectativa é de que um dia também seja praticado no SUS, segundo Helton Defino, professor do departamento de ortopedia da universidade e coordenador do curso de extensão.

Para tanto, a cirurgia primeiro precisaria ser reconhecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Não tenho dúvida de que daqui a cem anos essa modalidade de cirurgia vai predominar. A gente observa isso que aconteceu em pouco tempo na cirurgia do joelho. (…) Hoje fazer uma cirurgia de menisco sem a artroscopia é totalmente inaceitável”, afirma.

Em alguns casos isolados, isso já tem se tornado realidade, por meio de parcerias isoladas, segundo João Paulo Bergamaschi, um dos fundadores e professores convidados do curso de extensão na USP e diretor do DWS.

“Tem gente de Belém [PA], do Mato Grosso e de Goiás que atuam nesses dois tipos de públicos. Eles conseguiram firmar algumas parcerias com algumas empresas até mesmo com hospital pra poder adquirir o material necessário e isso ser utilizado para os pacientes do SUS inclusive.”

Câmera permite realização de cirurgia endoscópica da coluna na USP em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Rafael Moraes/Divulgação

Câmera permite realização de cirurgia endoscópica da coluna na USP em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Rafael Moraes/Divulgação

Cirurgia endoscópica

No método tradicional, o paciente é posicionado de bruços na mesa cirúrgica, onde recebe uma anestesia geral. A depender da doença a ser tratada, o corte na coluna pode variar de 5 a 25 centímetros e, após o problema ser solucionado, o procedimento ainda demanda um trabalho de fixação em função do descolamento da musculatura dos ossos.

“Dependendo do quanto de osso a gente tira para resolver o problema do paciente, a gente gera uma instabilidade nesse local. Nessas situações precisa-se obrigatoriamente fazer essa fixação, senão o paciente terá outros problemas no futuro. Depois de resolvido o problema, a musculatura e o tecido subcutâneo na pele são suturados através de pontos simples”, explica Bergamaschi.

Já na cirurgia endoscópica, o paciente recebe apenas uma anestesia local e fica sob efeito de uma sedação leve, o que o permite acompanhar a cirurgia e dar feedbacks imediatos sobre os sintomas.

“Se ele tem uma hérnia de disco e eu a tirei, ele consegue me afirmar que não tem mais nenhum tipo de dor. (…) É um procedimento que a grande maioria dos pacientes faria novamente sem problema algum”, afirma Bergamaschi.

O corte feito para introduzir a câmera com os instrumentos automatizados tem em torno de 0,5 centímetro e o procedimento dura de 15 minutos a duas horas.

“Tem um dilatador, uma canola de trabalho por onde a câmera passa e todo o procedimento é feito pela televisão. Por dentro dessa câmera a gente consegue manipular alguns instrumentos, obviamente limitados, que nos permitem resolver o problema do paciente que está causando a dor, seja ele um pinçamento de nervo, uma compressão de medula, uma hérnia de disco, uma estenose, um estreitamento de canal.”

Outra vantagem está no índice de complicações após a cirurgia, de 5% contra 25% da convencional.

“Na cirurgia aberta geralmente é superior. Um em cada quatro pacientes tem algum problema em algum momento da recuperação, uma dor mais persistente, uma recidiva do pinçamento, um problema na cicatrização, alguma coisa nesse sentido. Se a gente for comparar as complicações, sem dúvida alguma as da técnica endoscópica tendem a ser menos graves e mais fáceis de ser solucionadas que na cirurgia aberta convencional.”

Em termos financeiros, o método pode ser mais caro se analisado isoladamente, mas representa economia de custos quando avaliado todo o atendimento ao paciente, defendem os especialistas.

Ainda importada de países como Alemanha e EUA, a tecnologia necessária para a cirurgia endoscópica demanda um investimento inicial que varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil e um custo médio de R$ 15 mil a R$ 25 mil por procedimento realizado. Uma cirurgia convencional aberta pode custar de R$ 10 mil a R$ 100 mil dependendo da extensão do problema, segundo Bergamaschi.

Mesmo quando é mais custoso, o método mais novo reduz drasticamente o tempo de internação – de meses para uma semana -, o que repercute em menos gastos com a permanência no hospital e para o INSS, com o retorno mais rápido dos pacientes ao trabalho.

Em países da Europa, EUA, além do Chile e China, essa cirurgia já uma realidade, segundo os médicos.

“Se a gente pegar um problema mais simples a gente gastaria de R$ 10 mil a R$ 15 mil em uma cirurgia aberta. Mesmo assim, o custo total da recuperação desse paciente vai ser superior ao do paciente submetido a uma cirurgia endoscópica que a cirurgia em si”, diz Bergamaschi.

Equipe de médicos em curso inédito voltado a cirurgia endoscópica da coluna em Ribeirão Preto  — Foto: Rafael Moraes/DivulgaçãoEquipe de médicos em curso inédito voltado a cirurgia endoscópica da coluna em Ribeirão Preto  — Foto: Rafael Moraes/Divulgação

Equipe de médicos em curso inédito voltado a cirurgia endoscópica da coluna em Ribeirão Preto — Foto: Rafael Moraes/Divulgação

Parceria

A técnica chegou ao campus da USP de Ribeirão Preto depois de uma visita do médico chileno Álvaro Downling, referência internacional na cirurgia endoscópica de coluna, convidado para uma curso rápido sobre o tema.

Foi durante essa visita que surgiu a ideia de estabelecer uma parceria entre universidade e iniciativa privada para oferecer uma formação mais longa e consistente sobre o assunto.

“Isso representa um grande avanço, você faz um procedimento com uma menor morbidade. Só que pra você executar isso precisa de equipamentos, é uma cirurgia que você não faz com bisturi e pinça como em uma cirurgia aberta, você precisa de equipamentos sofisticados com ótica, com toda uma aparelhagem para lhe permitir realizar esse procedimento. Em função disso, ela exige uma curva de aprendizagem, um treinamento muito específico”, afirma Defino.

Na parceria firmada, a clínica fornece o know how da tecnologia, com professores convidados, entre eles Downling e Bergamaschi, enquanto a USP coloca à disposição seu corpo docente em áreas como anestesia, radiologia e anatomia, além de laboratórios, salas, centro cirúrgico e pacientes encaminhados pelo HC interessados em se submeter à técnica.

As cirurgias fazem parte do conteúdo do curso, que prevê 12 encontros mensais aos fins de semana.

“Você está realizando um procedimento inovador, que é de menor morbidade, em uma popular do SUS dentro do hospital, mas sem o financiamento do SUS, é o curso que financia essa cirurgia. Ao mesmo tempo você está realizando uma atividade de ensino, está introduzindo uma nova técnica a custo zero para a instituição, que em contrapartida te dá toda a estrutura pra realizar isso”, explica Defino.

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Brasil perderá certificado de erradicação do sarampo após novo caso registrado

Por G1

O Brasil perderá o certificado de erradicação do sarampo após a confirmação de mais um caso endêmico, ou seja, dentro do território brasileiro em 23 de fevereiro no Pará. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (19).

O ministério notificou o caso para a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS) e informou que já trabalha para controlar a doença e obter novamente o status de país livre do sarampo. O Brasil viveu um surto da doença em 2018 com mais de 10 mil casos registrados especialmente no Amazonas e em Roraima.

“Nosso plano consiste em encaminhar medidas importantes ao Congresso Nacional, como a exigência do certificado de vacinação, não impeditiva, de ingresso na escola e no serviço militar. Reforçaremos, ainda, o monitoramento da vacinação, por meio dos programas de integração de renda e como norma para os trabalhadores de saúde”, disse o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Mais de 10 mil casos

Em janeiro de 2019, o Brasil tinha três estados com surto da doença: Amazonas, Roraima e Pará. Entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, o país registrou 10.374 casos. O pico foi atingido em julho de 2018, com 3.950 casos.

Até 19 de março, houve confirmação laboratorial de 48 casos de sarampo no Brasil. Destes, 20 estão relacionados a casos importados e 28 a casos endêmicos, sendo 23 no Pará e cinco no Amazonas.

Perda do certificado

O critério estabelecido para a retirada do certificado de erradicação é a incidência de casos confirmados do mesmo vírus durante 12 meses. Segundo a OMS, a primeira pessoa infectada dentro do território brasileiro ocorreu em 19 de fevereiro de 2018.

O certificado foi concedido ao Brasil pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS), em 2016.

O Brasil tem um modelo considerado exemplar quando o assunto é o calendário de vacinação, mas a oferta de vacinas no SUS não tem sido suficiente para garantir a taxa desejável de cobertura vacinal da população.

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar  — Foto: Karina Almeida/G1

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Karina Almeida/G1

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Insônia, falta de ar e angústia: conheça os sintomas da intoxicação causada pelo café

Por RFI

O jornalista brasileiro Andrei Netto, 42 anos, que vive e trabalha em Paris, começou a ter insônia por volta dos 36 anos. Como cobriu guerras e vivenciou experiências violentas ao longo de sua carreira, inicialmente atribuiu o sintoma a algum tipo de stress pós-traumático e chegou a buscar terapia. “Ficava acordado, não conseguia dormir e tinha que levantar e fazer outra coisa. Esse problema do sono veio acompanhado de uma certa angústia e de uma dificuldade para respirar”, conta.

Há cerca de dois anos, conversando sobre o assunto com sua sobrinha, a solução ao problema surgiu de maneira inesperada. “Ao me ver fazendo café, perguntou: você já pensou em parar de tomar café? Pensei: é isso.” O jornalista passou a testar sua tolerância à bebida, tomando dia sim, dia não, ou intercalando com intervalos maiores, para ver se seus sintomas melhoravam.

“Toda vez que eu voltava a tomar regularmente, por três ou quatro dias seguidos, os efeitos reapareciam”, conta. O repórter decidiu então cortar o café e notou que seu sono e sua respiração voltaram ao normal. A angústia também desapareceu. “Por algum motivo, que desconheço, o café causava um certo grau de intoxicação”, deduziu.

Levamos o caso do jornalista a Xavier Laqueille, chefe do setor de Psiquiatria do hospital Sainte Anne, um dos mais renomados da capital francesa, especializado em dependência química. Ele confirmou a impressão do repórter: Andrei foi provavelmente vítima de uma intoxicação ao café, um estimulante desaconselhado para quem tem sensibilidade à substância, geralmente perfis ansiosos.

“Os efeitos do café são muito mais longos do que pensamos e, além disso, cumulativos. Quando tomamos um café, podemos ter sintomas de ansiedade ou insônia até 15 horas depois”, explica. “Não é um problema grave, mas quando existe essa complicação, é bem desagradável, e é preciso lembrar do café e seus efeitos”, afirma.

O excesso da cafeina, diz, pode gerar também ataques de pânico, vertigens, diarreia e vontade frequente de urinar. “Habitualmente, quanto temos problemas induzidos por substâncias, existe uma sensibilização: quer dizer, podemos ter diferentes sensações com doses cada vez menores. É preciso prudência”, declara. O psiquiatra também lembra que, quando a pessoa interrompe o consumo e volta tomar café, uma pequena xícara já é suficiente para provocar o reaparecimento dos sintomas.

Café prejudica sono profundo

A pesquisadora Julie Carrier é diretora científica da rede canadense sobre o sono e o ritmo biológico, da Universidade de Montreal. Estudos realizados em seu laboratório mostraram que o café afeta o sono, mesmo consumido em pequena quantidade. “As pessoas de um modo geral sabem que a cafeína pode gerar dificuldades para dormir ou fazê-las acordar à noite, mas poucas têm noção de que a substância diminui o chamado sono lento e profundo”, diz.

Essa fase, conhecida como REM, abreviação de “rapid eyes mouvement” é essencial para o repouso e para a cognição. Os olhos se mexem, a atividade cerebral é intensa e os músculos ficam paralisados. É nesse momento da noite que sonhamos. Privar-se do chamado sono paradoxal aumenta o risco de ter doenças como o mal de Parkinson ou o Mal de Alzheimer, por exemplo, além de outros problemas de saúde.

Segundo a pesquisadora, mesmo entre as pessoas que se consideram “resistentes” ao café, há mudanças na estrutura do sono. A especialista e sua equipe estudaram os efeitos da cafeina no cérebro de adultos de mais de 40 anos – a partir da meia-idade, a qualidade do sono profundo tende a diminuir naturalmente. Os 75 participantes da pesquisa consumiam diariamente de 2 a 3 cafés por dia. O resultado mostrou que, independentemente da sensibilidade individual, o café atrapalhava a chamada “arquitetura cerebral do sono profundo”.

“A questão real, penso eu, é: por que precisamos consumir a cafeína? Deveríamos ser capazes de ter um nível de atenção e vigilância sem precisar de café para nos mantermos acordados”, afirma a pesquisadora, lembrando que, se for por uma questão de gosto, “existem ótimos descafeinados”.

“Uma boa droga”, diz farmacêutico francês

O farmacêutico francês Jean Costentin, professor honorário da faculdade de Medicina René-Descartes Paris V, dirigiu por 30 anos um centro de pesquisa de Neuropsicofarmacologia. Ele também é o autor de um livro, “Café, Chá e Chocolate – os benefícios para o cérebro e para o corpo”, e defende que, apesar do café ser considerado como uma droga, “é uma boa droga.” Ele mesmo diz que consome varias xícaras da bebida por dia. O café, diz, ajuda a bloquear o efeito do álcool e protege o fígado.

Além disso, tem substâncias, como o polifenol, que captura radicais livres, grupos de átomos combinados em moléculas orgânicas ou inorgânicas que atacam o DNA e aceleram o envelhecimento. O café também tem um efeito benéfico nas células do pâncreas que metabolizam a insulina, e agiria como prevenção no Diabetes tipo 2.

O professor francês reconhece, entretanto, que a bebida afeta o sono e pode provocar ansiedade em função de cada metabolismo. Ele explica que, quando tomamos café, o intestino absorve a cafeína e a substância é absorvida no fígado, onde funcionamento das enzimas hepáticas vai determinar as reações em cada indivíduo.

Uma parte das pessoas transforma a cafeína por oxidação em moléculas de paraxantina e teofilina, substâncias com efeitos benéficos no organismo. Em outras, os resíduos de cafeina entram na circulação sanguínea e atingem diretamente o cérebro, interferindo em receptores do sistema nervoso, como a adrenalina. “Essa cafeína no sangue e no cérebro vai provocar ansiedade”, explica o professor francês.

Taquicardia ou dificuldade para dormir são sinais de que é melhor evitar o café e dar preferência ao chá, que diluído na água, tem efeitos mais tênues. A dependência também é um alerta de que é melhor ficar longe do cafezinho. “São pessoas, por exemplo, que vão tomar café todos os dias da semana no trabalho e beber quatro ou seis xícaras. No sábado, consomem menos cafeina e no domingo acordam com dor de cabeça, de mau humor e irritadas”, diz o especialista. A sensação é a de uma verdadeira crise de abstinência”, ressalta o professor francês.

Hábito francês

Para o técnico de som francês Matthieu Pontille, 28 anos, tomar café -um hábito que faz parte da cultura francesa- é um momento de relaxamento. “Em geral, tomo dois cafés de manhã. Se não trabalho, três. Depois, só tomo descafeinado”, diz. Mas, às vezes, quando abusa, sente taquicardia e stress. “E variável e não acontece sempre. Mas é evidente que, a longo prazo, se não prestamos atenção na quantidade de café consumido, há picos de stress e o efeito é exatamente o contrário daquele que procuramos, que é de relaxar um pouco. E ai que precisamos prestar atenção na dose”, conclui.

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Campanha contra a tuberculose é realizada em Arcoverde

Por G1 Caruaru

Programação vai contar com rodas de conversa sobre a doença, diagnóstico e tratamento nas 24 unidades de saúde  — Foto: Émerson Thiago/Divulgação

Programação vai contar com rodas de conversa sobre a doença, diagnóstico e tratamento nas 24 unidades de saúde — Foto: Émerson Thiago/Divulgação

Nesta terça-feira (19), a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, deu início à Semana da Campanha Contra a Tuberculose.

A programação vai contar com rodas de conversa sobre a doença, diagnóstico e tratamento nas 24 unidades de saúde, além de disponibilizar informações sobre sinais e sintomas.

O Dia D da campanha acontece no dia 26, no Centro de Saúde da Mulher, localizado na Praça Presidente Kennedy, no bairro do São Cristóvão, das 18h às 20h. A campanha, vai até o dia 28 de março.

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Vale a pena tomar probiótico após tratamento com antibiótico?

Por BBC

Alimentos Probióticos garantem bom funcionamento do seu intestino — Foto: Ilustração

Alimentos Probióticos garantem bom funcionamento do seu intestino — Foto: Ilustração

Os probióticos são apresentados como tratamento para uma série de condições – da obesidade a problemas de saúde mental.

Um dos usos mais comuns é a reposição da flora intestinal após um ciclo de antibióticos. A lógica é a seguinte: os antibióticos destroem o microbioma – comunidade de micro-organismos que vive no intestino – junto com as bactérias que podem estar causando a infecção, de modo que a ingestão de probióticos (micro-organismos vivos) pode ajudar a restaurá-lo.

Embora pareça fazer sentido, há poucas provas de que os probióticos realmente funcionem se utilizados dessa maneira.

Pesquisadores descobriram, na verdade, que tomar probióticos após o uso de antibiótico atrasa a recuperação da saúde intestinal.

Há probióticos melhores que os outros?

Parte do problema é a variedade de coisas associadas ao termo probiótico. Para os cientistas, pode ser uma cultura viva de micro-organismos que normalmente habitam o intestino humano saudável. Mas, para os consumidores, os produtos vendidos nos supermercados – como iogurtes e suplementos – não correspondem a essa definição.

Mesmo quando os pesquisadores usam cepas bacterianas vivas em suas pesquisas, o coquetel varia de um laboratório para outro, o que dificulta a comparação.

“Esse é o problema: não há estudos suficientes sobre qualquer probiótico específico para dizer que este funciona e esse não”, diz Sydne Newberry, da instituição Rand Corporation, que realizou um amplo estudo de meta-análise sobre o uso de probióticos para tratar diarreia induzida por antibióticos em 2012.

A pesquisa – que analisou 82 estudos com quase 12 mil pacientes – mostrou um efeito positivo dos probióticos na redução do risco de diarreia causada por antibióticos. Mas devido à variação – e às vezes à falta de clareza – com que as cepas bacterianas foram usadas, não foi possível identificar ou recomendar probióticos ou coquetéis específicos que funcionassem.

Desde o estudo da Rand Corporation, realizado em 2012, as evidências que sustentam o uso de probióticos após tomar antibióticos não mudaram muito.

“É por isso que é tão problemático. Há mais estudos do que quando fizemos a revisão, mas não o suficiente para dizer conclusivamente se os probióticos funcionam ou não. Tampouco o suficiente para dizer quais funcionam”, afirma Newberry.

Uma preocupação em particular é a falta de pesquisas sobre a segurança no uso de probióticos. Embora geralmente sejam considerados inofensivos em pessoas saudáveis, há relatos preocupantes de efeitos colaterais – como fungos se alastrando na corrente sanguínea – entre pacientes mais vulneráveis.

Probióticos em pessoas saudáveis

Probióticos — Foto: Unsplash/Divulgação

Probióticos — Foto: Unsplash/Divulgação

Uma pesquisa recente realizada por cientistas do Instituto Weizmann de Ciência em Israel descobriu que, mesmo entre pessoas saudáveis, tomar probióticos depois de um ciclo de antibiótico não era inofensivo. Na verdade, eles dificultaram os processos de recuperação intestinal que em tese deveriam acelerar.

Os pesquisadores, liderados por Eran Elinav, deram a 21 pessoas um ciclo de antibióticos de amplo espectro por uma semana. Depois disso, fizeram uma colonoscopia e uma endoscopia do trato gastrointestinal superior para examinar o estado do microbioma.

“Como esperado, muitas mudanças importantes ocorreram em relação aos micróbios – muitos morreram por causa dos antibióticos”, diz Elinav.

Os participantes foram divididos então em três grupos. No primeiro, não houve intervenção após os antibióticos – a ideia era esperar para ver. O segundo tomou um probiótico comum por um mês. E o terceiro foi submetido a um transplante fecal – uma pequena amostra de suas próprias fezes, coletada antes do início do uso do antibiótico, foi devolvida ao cólon assim que o tratamento terminou.

A descoberta surpreendente foi que o grupo que tomou probióticos apresentou a resposta mais fraca em termos de microbioma e o que mais levou tempo para recuperar a saúde intestinal. Mesmo no fim do estudo – após cinco meses de acompanhamento – esse grupo ainda não havia atingido o nível de saúde intestinal pré-antibiótico.

“Nós encontramos um efeito adverso potencialmente alarmante de probióticos”, diz Elinav.

A boa notícia, no entanto, é que o grupo que recebeu o transplante fecal se saiu muito bem. Em poucos dias, os participantes reconstituíram completamente seu microbioma original.

“Muitas pessoas tomam antibióticos ao redor do mundo. Precisamos tentar entender melhor esse efeito adverso potencial que não havíamos percebido”, afirma Elinav.

E há cada vez mais evidência de que tomar probióticos quando a saúde intestinal está fragilizada não é uma boa ideia. Outro estudo recente mostrou que os probióticos não fazem bem para crianças pequenas internadas com gastroenterite. Em um experimento nos EUA, 886 crianças com gastroenterite com idade entre três meses e quatro anos tomaram um ciclo de cinco dias de probióticos ou placebo.

A taxa de gastroenterite moderada a grave continuada dentro de duas semanas foi ligeiramente maior (26,1%) no grupo que tomou probiótico do que no grupo com placebo (24,7%). E não houve diferença entre os dois grupos em termos da duração da diarreia ou vômito.

Mercado bilionário de probióticos

Apesar de evidências como essa, a demanda por probióticos é enorme e crescente. Em 2017, esse mercado foi avaliado em mais de US$ 1,8 bilhão, e a previsão é que atinja US$ 66 bilhões até 2024.

“Dado o envolvimento pesado da indústria, conclusões claras sobre o quão úteis são os probióticos ainda precisam ser comprovadas”, diz Elinav, do Instituto Weizmann de Ciência em Israel.

“Essa é a razão pela qual autoridades regulatórias, como a agência que controla os alimentos e medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e os órgãos reguladores europeus ainda não aprovaram um probiótico para uso clínico.”

Mas isso não quer dizer que os probióticos devam ser descartados por completo. O problema parece estar mais no modo de utilização do que no uso em si. Muitas vezes os probióticos são comprados no supermercado, mas os consumidores podem não saber exatamente o que estão levando para casa ou mesmo se a cultura ali ainda está viva.

Quem deve usar probióticos?

O grupo do Instituto Weizmann de Ciência também pesquisou sobre quem poderia se beneficiar dos probióticos. Ao medir a presença de certos genes relacionados ao sistema imunológico, a equipe conseguiu prever quem seria receptivo às bactérias probióticas para colonizar o intestino, e aqueles em que elas simplesmente “passariam batido” sem se instalar.

“Isso é muito interessante e importante, pois indica que nosso sistema imunológico também participa das interações com bactérias [probióticas]”, explica o pesquisador Elinav.

Isso abre caminho para o desenvolvimento de tratamentos probióticos personalizados com base no perfil genético de cada um. Um sistema assim é “realista e poderia ser desenvolvido relativamente em breve”, de acordo com Elinav.

Mas, para se tornar realidade, serão necessárias mais pesquisas sobre a adaptação probiótica e testes com mais cepas bacterianas em grupos maiores de indivíduos.

Esse tipo de personalização pode alavancar o potencial dos tratamentos probióticos para a saúde intestinal. No momento, a falta de consistência nas descobertas se deve em parte ao fato de os probióticos serem tratados como drogas convencionais.

Quando você toma um comprimido de paracetamol, pode ter quase certeza de que o princípio ativo vai cumprir sua função ao interagir com receptores no cérebro, anestesiando a sensação de dor. Isso ocorre porque os receptores de dor da maioria das pessoas são parecidos o suficiente para reagir da mesma maneira à droga.

Mas o microbioma não é apenas um receptor – está mais próximo de um ecossistema. Não é à toa que costuma ser comparado a uma floresta tropical por sua complexidade.

Consequentemente, identificar e customizar um tratamento probiótico que vai funcionar em algo tão complexo e individual quanto o ecossistema interno de alguém não é uma tarefa fácil.

Com isso em mente, não é de se surpreender que micro-organismos vivos estocados nas prateleiras do supermercado possam não funcionar.

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Amazonas tem 91 casos e 24 mortes por H1N1, diz órgão

Por G1 AM

Vacina contra a gripe H1N1 — Foto: Divulgação

Vacina contra a gripe H1N1 — Foto: Divulgação

A edição nº 07 do Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado do Amazonas, desta segunda-feira (11), informa que foram confirmados 91 casos e 24 mortes por H1N1, além de 55 pacientes com diagnóstico de Vírus Sincicial Respiratório (SRV). No total, 475 casos de síndrome gripal grave estão em investigação no Estado.

Das 24 mortes por H1N1, 20 foram em Manaus, duas em Manacapuru, uma em Parintins e uma em Itacoatiara. Outros cinco óbitos foram confirmados por Vírus Sincicial Respiratório, sendo quatro de Manaus e um de Borba. Também foi confirmado uma morte em Manaus por Parainfluenza tipo 3.

Dos 30 óbitos registrados por SRAG, 80% apresentavam fator de risco, com destaque para pessoas com diabetes, pneumopatas, pessoas com obesidade e neuropatas. E 21 pacientes que evoluíram para óbito utilizaram em algum momento do atendimento o antiviral oferecido gratuitamente na rede pública e particular da capital e do interior.

Prevenção

Recomenda-se a lavagem frequente das mãos antes de tocar em mucosas (olhos, boca e nariz) e após espirrar, o uso de lenços de papel (descartável) para proteger boca e nariz ao espirrar; uso de álcool gel; indivíduos doentes devem manter repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos adequada, evitando contato com outras pessoas em ambientes fechados e aglomerados; evitar a exposição de menores de cinco anos ao clima chuvoso; manter ambientes bem ventilados; caso o indivíduo apresente febre, tosse, dor de garganta, falta de ar ou qualquer outro sintoma associado, deve procurar o serviço de saúde para melhor avaliação.

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Geladeiras sem limpeza correta podem conter mais de 2 milhões de bactérias, aponta estudo de Campinas

Por Patrícia Teixeira, G1 Campinas e Região

Com que frequência você limpa a sua geladeira? E os ovos? Costuma lavar antes de arrumar na bandeja? Uma pesquisa da Faculdade de Biomedicina da UniMetrocamp, em Campinas (SP), analisou 40 partes de geladeiras e constatou a presença de mais de 2 milhões de bactérias, além de mais de 44 mil bolores e leveduras.

E não se engane pensando que as baixas temperaturas desse ambiente afastam os riscos para a saúde.

“A baixa temperatura só deixa o micro-organismo mais lento. A bactéria vai crescer, mas lentamente. Isso não quer dizer que ela vai estar morta. Ela vai estar bem viva naquele ambiente”, afirma a doutora em ciências de alimentos e coordenadora do estudo, Rosana Siqueira.

Além dos 8 porta-ovos, foram analisadas amostras coletadas de 8 maçanetas, 8 gavetas, 8 prateleiras e 8 borrachas de vedação. Todas as geladeiras do estudo são domésticas.

Os resultados de uma higiene incorreta vão desde micoses até infecções intestinais, urinárias, de garganta, febre e otite.

“O resultado surpreendeu, principalmente porque as bactérias e os fungos podem acabar contaminando os alimentos que estão limpos na geladeira”, afirma a pesquisadora.

Entre os micro-organismos identificados por Rosana e as alunas Amanda Guidotti e Luiza Rached no trabalho de conclusão do curso de Biomedicina estão as bactérias E. coli, S. aureus, K. pneumoniae, Acinetobacter e os fungos Candida albicans e C. krusei.

“Em 24 horas cresceram as bactérias e em até cinco dias cresceram os fungos. Surpreendeu. A gente não imaginava que iam crescer tantos tipos de bactérias e fungos”, diz Luiza.

“Nas placas [de laboratório], as colônias crescem. Na geladeira, elas são invisíveis, mas basta só um pouquinho desse micro-organismo no alimento para a pessoa desenvolver algum problema de saúde”, explica Amanda.

Veja a quantidade máxima de micro-organismos encontrados em uma única unidade dos itens analisados:

  • Maçanetas – 310 mil bactérias e 3,3 mil bolores e leveduras
  • Prateleiras – 520 mil bactérias e 15 mil bolores e leveduras
  • Porta-ovos – 270 mil bactérias e 3,8 mil bolores e leveduras
  • Gavetas – 610 mil bactérias e 21 mil bolores e leveduras
  • Borrachas de vedação – 420 mil bactérias e 1,6 mil bolores e leveduras

A gaveta chamou a atenção no estudo, e a pesquisadora explica que é porque ela fica fechada e, às vezes, úmida. Isso favorece o desenvolvimento dos micro-organismos, assim como deixar a geladeira aberta por muito tempo.

“A quantidade que nós encontramos é suficiente para causar um desconforto numa pessoa considerada saudável. Em uma pessoa com o sistema imunológico já debilitado, essa quantidade pode ser preocupante. Principalmente crianças, idosos, ou pessoas que tenham uma enfermidade”, explica Rosana.

O estudo também foi destaque na EPTV, afiliada da TV Globo. Veja no vídeo, abaixo, a opinião dos consumidores.

Origem da contaminação

A atenção para evitar a contaminação começa nas sacolinhas de supermercado, passa pelas sujeiras presentes nos produtos – e vai até as mãos do consumidor, que muitas vezes acessa a geladeira sem antes fazer uma higienização com água e sabão.

“É o que nós chamamos de contaminação cruzada. As bactérias do dinheiro acabam ficando nas mãos da pessoa e, com as mãos, ela pega o alimento. Quando a pessoa o leva para a sua casa, leva também os micro-organismos junto”, diz a coordenadora do estudo.

“Lavar o ovo antes de manipular, porque a contaminação que fica na casquinha do ovo também passa para as mãos”, orienta Rosana.

Aprenda a higienizar a geladeira

As pesquisadoras orientam que a limpeza da geladeira deve ser feita no dia a dia, sem deixar acumular muita sujeira. Basta água e detergente ou sabão neutro para retirar restos de alimentos, por exemplo. As paredes também precisam de atenção na hora da higienização.

“A limpeza, é fundamental ser de cima para baixo. É fundamental também a higienização das maçanetas, porque a gente entra muito em contato, com as nossas mãos. E também a borracha”, ensina a coordenadora.

Rosana Siqueira recomenda o uso de água quente, pois os micro-organismos não resistem a altas temperaturas, e deixar secar bem as partes removíveis da geladeira antes de recolocá-las nas suas posições.

O cheiro da geladeira também merece atenção especial. O odor que o consumidor sente já pode ser um indicativo de que há algo estragado na geladeira. Bolores e leveduras têm cheiro forte.

“Basta usar um pouco de bicarbonato diluído em água na geladeira ou vinagre diluído para remover o cheiro. Também pode deixar um potinho com bicarbonato na porta da geladeira”, explica a coordenadora.

Mesmo com a manutenção no dia a dia, uma faxina mais completa e precisa deve ser feita uma vez a cada um ou dois meses, orientam as pesquisadoras.

“A maior parte das intoxicações e infecções que nós temos vem da nossa própria casa, e às vezes a gente acha que foi de um alimento que a gente comeu fora. Essa quantidade de micro-organismos dentro da nossa casa é preocupante”, explica Rosana Siqueira.

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Após falhas, Ministério da Saúde suspende distribuição de autoteste de HIV

Por G1

O Ministério da Saúde suspendeu a distribuição de autotestes de HIV após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) detectar falhas nos kits usados. Segundo o ministério, a falha poderia implicar na impossibilidade de interpretação do resultado.

O pedido de teste pela Anvisa foi feito pelo próprio ministério depois de relatos de falha em dois lotes dos kits. Cada lote contém 4 mil autotestes.

Os kits de autoteste estavam sendo usados em 14 municípios: Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Manaus, São Paulo, Campinas, Santos, Piracicaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo.

O ministério orienta que quem tenha feito o teste com o kit cheque a linha de controle, que determina resultado positivo ou negativo. Caso esteja ausente, o teste é inválido e a pessoa deve procurar o local onde retirou o autoteste para realizar um exame alternativo.

A Anvisa realizará novos testes em outros lotes dos kits.

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Surto de H1N1 aumenta procura por produtos de prevenção em farmácias de Manaus

Por G1 AM

O surto do vírus H1N1, que já matou pelo menos 17 pessoas no Amazonas, é o responsável pelo aumento nas vendas de produtos de prevenção, como álcool em gel e vitamina C. Em uma rede de farmácias de Manaus, as vendas já aumentaram cerca de 35% no último mês. Máscaras que também podem evitar o contágio devem entrar nos estoques das drogarias nos próximos meses

Nesta quarta-feira (6), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou que foram notificados 301 casos da síndrome gripal grave no estado. Destes, 69 são positivos para o Vírus da Influenza A (H1N1) e 45 para Vírus Sincicial Respiratório (SRV). Os casos restantes estão sob investigação.

O boletim divulgado aponta ainda 17 mortes por H1N1, sendo 13 em Manaus, duas em Manacapuru, uma em Parintins e uma em Itacoatiara. Outros quatro óbitos foram confirmados por Vírus Sincicial Respiratório, sendo três de Manaus e um de Borba.

Para o especialistas da área da saúde, existem medidas individuais de prevenção contra o vírus H1N1 como manter as mãos higienizadas e cuidar do sistema imunológico.

“Em relação a higienização das mãos: a água e o sabão são eficazes, e uma outra opção também é o álcool em gel. Ele tem que ser A70 e com registro na Anvisa, ele consegue eliminar o vírus das mãos. É uma prevenção que você leva pra casa, pra escola, e é mais prática. Em relação a Vitamina C no corpo, ela aumenta a imunidade, então é importante, todos os dias, do pequeno ao grande, estar fazendo o uso da vitamina C”, afirmou a farmacêutica Bruna Puga.

Em Manaus, já é notável a crescente procura por produtos que podem evitar o contágio do vírus, como álcool em gel e vitamina C. Em uma rede de farmácias visitada pela Rede Amazônica, as vendas aumentaram em até 35%. Algumas unidades, inclusive, afirmaram não estarem preparadas para a demanda.

“Nem as distribuidoras estavam preparadas. Devido a esse grande aumento as distribuidoras também estão fazendo o pedido para reabastecer as nossas lojas”, afirmou a farmacêutica Tatiana Lima.

O surto da Influenza deixou muita gente em estado de alerta, como o especialista em marketing Joaquim Silva. Em entrevista à Rede Amazônica, ele falou sobre a prevenção dentro de casa.

“Eu sempre levo e deixo na bolsa da minha filha para ela levar para a escola. A gente tá ensinando ela a fazer assepsia das mãos porque a gente sabe que isso pode pegar pela saliva, pode pegar no contato, então a gente tem que orientar nossas crianças – não só elas, mas nós adultos – também a se prevenir para que isso não venha a atingir também a nossa família”, disse.

O preço da Vitamina C nas farmácias pode variar entre R$ 6 e R$ 17,50. O álcool em gel tem o preço variado entre R$ 4 e R$12. Máscaras para o rosto devem chegar nas unidades em breve.

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Passa de cem número de relatos de agulhadas durante o carnaval no Grande Recife

Por G1 PE e TV Globo

Mais de cem pessoas foram atendidas no Hospital Correia Picanço, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, após relatarem terem sido agredidas com seringas de agulha durante o carnaval no Grande Recife, até a manhã desta quinta-feira (7), segundo a unidade de saúde. O resultado do exame realizado nas vítimas não foi divulgado.

A Polícia Civil de Pernambuco abriu um inquérito para investigar os casos e está montando uma delegacia móvel na unidade de saúde para facilitar que a população registre as denúncias.

“É um movimento atípico, totalmente excepcional. Fugiu muito do que é o nosso padrão de número de atendimentos, principalmente por ser uma época de feriado. Então, leva a crer que aconteceu alguma coisa fora do comum”, explica o diretor médico do hospital, Thiago Ferraz.

O hospital é referência no atendimento de doenças infecto-contagiosas. Segundo Ferraz, até a manhã da quarta-feira (6), eram 25 atendimentos. Nas 24 horas seguinte, o número é, ao menos, quatro vezes maior.

“Após a divulgação das notícias, mais pessoas vieram ao nosso atendimento. Do plantão de ontem [quarta] até as 7h de hoje [quinta], a gente passou para mais de 100 pessoas sendo atendidas com a queixa de que sofreram algum tipo de agulhada furada durante o carnaval”, afirmou Ferraz.

As pessoas chegam com relatos de terem sido furadas, principalmente, nas costas e no braço. “O ferimento é uma lesão puntiforme, é um ponto no braço nas costas. Parece como se tivesse recebido uma vacina ou injeção”, explicou.

Investigação

Além da abertura de inquérito, a Polícia Civil informou que vai enviar um ofício ao Hospital Correia Picanço para identificar as declarações das vítimas que foram buscar atendimento médico na unidade de saúde, para apurar o crime de “exposição ao risco à vida de outrem por transmissão de moléstia grave”.

A corporação também pede que as vítimas que procuraram a unidade de saúde também registrem boletins de ocorrência. Cada caso vai motivar a abertura de inquéritos distintos. Uma delegacia móvel funciona, a partir da tarde desta quinta-feira (7), no Correia Picanço para facilitar as denúncias.

Mulher que buscou atendimento em hospital do Recife, nesta quinta-feira (7), mostra onde foi atingida durante o carnaval — Foto: Reprodução/TV Globo

Mulher que buscou atendimento em hospital do Recife, nesta quinta-feira (7), mostra onde foi atingida durante o carnaval — Foto: Reprodução/TV Globo

Relatos

Na manhã desta quinta-feira (7), outras pessoas foram ao Correia Picanço buscar atendimento. Algumas preferiram não se identificar, mas mostraram os locais onde foram atingidas.

“Eu estava voltando para casa na terça (5), por volta das 3h30, quando senti uma picada. Em seguida, o meu braço ficou dormente. Procurei o hospital depois que vi as reportagens sobre o assunto”, conta a secretária Rita de Cássia Correia, de 42 anos.

Entenda o caso

Na terça-feira (5), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) havia contabilizado pelo menos dez pessoas que procuraram o Hospital Correia Picanço após sentirem picadas de agulha durante o carnaval. Na quarta (6), o número subiu para 25.

Todos os pacientes foram liberados, segundo a SES. Antes, no entanto, tomaram medicamentos que são ministrados para prevenção ao vírus HIV. Eles também receberam a orientação para voltar à unidade de saúde em 30 dias, prazo necessário para a conclusão desse tratamento.

O diretor do Correio Picanço esclareceu que, apesar da preocupação da população, o risco de infecção por HIV nos casos é baixo. “O risco de transmissão em relação ao HIV para lesões perfuro-cortantes é baixa, menor que 0,5%”, afirmou, acrescentando que todos recebem o coquetel.

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