Retirada do programa Mais Médicos afeta mais de 1,6 milhão de pernambucanos, diz Associação de Municípios de PE

Por G1 PE

José Patriota é presidente da Associação Municipalista de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

José Patriota é presidente da Associação Municipalista de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

O fim do acordo entre Brasil e Cuba para o programa Mais Médicos e a saída dos profissionais do país caribenho causa um impacto no tratamento de mais de 1,6 milhão de pernambucanos, especialmente no Sertão do estado. A afirmação é do presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota. No Brasil, são 28 milhões de desassistidos.

Em Pernambuco, há 414 médicos cubanos em atuação, segundo o Ministério da Saúde. Eles trabalham principalmente em áreas afastadas dos grandes centros. Segundo a Secretaria de Sapude do estado, os profissionais estão em 125 cidades e nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Prefeito da cidade de Afogados da Ingazeira, distante 386 quilômetros do Recife, Patriota, que é do PSB, declara que cidades dos sertões do Pajeú e do Araripe ficam praticamente sem assistência de saúde preventiva com a retirada dos cubanos.

No Sertão do Pajeú, de acordo com o gestor, a proporção é de 22 profissionais de Cuba para três ou quatro brasileiros. “Cada um desses profissionais atende uma média de 4 mil pessoas. Portanto, em uma área com 180 mil habitantes, cerca de 88 mil pessoas ficarão sem assistência médica”, afirmou.

De acordo com Patriota, o cálculo de pessoas afetadas pela saída dos médicos é feito a partir da quantidade de pacientes atendidos por cada Unidade de Saúde da Família (USF), multiplicada pelo número de médicos. Em média, segundo ele, as equipes, que têm um médico cada, atendem até 4 mil pessoas.

“É a visita ao acamados, subnutrição, pré-natal. Coisas que podem ser resolvidas preventivamente, já que falta educação e informação à população. Tirando o médico, em três ou quatro meses, vai estourar a cota das emergências dos hospitais”, diz José Patriota.

O presidente da Amupe afirma que no Sertão do Araripe, o problema pode ser até mais grave. “Temos cidades, como Verdejante, que contam basicamente com os médicos cubanos. A cidade pode ficar sem ninguém”, observou.

Ainda segundo Patriota, outro problema nas regiões em que há poucos médicos é o acúmulo de funções desempenhadas pelos profissionais brasileiros, que mantêm vínculo de trabalho com mais de uma empresa.

“Os médicos cubanos têm um foco na prevenção. A saúde da família é uma especialidade que tem cada vez menos profissionais. O médico brasileiro vai ao interior para a residência, passa de seis meses a um ano e vai embora, atrás de uma nova especialidade. Além disso, muitos acumulam contratos e plantões para complementar a renda”, afirma Patriota.

G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde do estado para repercutir o caso e aguarda resposta.

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Começa campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya

Por Jornal Nacional

Começou nesta terça-feira (13), em todo o Brasil, uma campanha para combater o mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, em alguns estados, a incidência dessas doenças está alarmante.

O barulho é para alertar a população para um problema sério e bem conhecido. “Bora acordar porque o Aedes aegypti não dorme”, diz uma agente de saúde em campanha nas ruas.

Em uma ação, em São Paulo, a ideia é lembrar que o mosquito de verdade não está brincando. “Sempre de olho, todo dia, aqui nós tomamos conta direto das flores. O bichinho é perigoso”, diz o aposentado.

E como é! O Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunya e, com o período de chuvas se aproximando, o Brasil todo fica em alerta. Em 12 estados, os casos de dengue aumentaram entre janeiro e outubro de 2018, comparando com o mesmo período de 2017. No Rio Grande do Norte, o número foi de 6 mil para mais de 21 mil.

Em sete estados, os registros de chikungunya também aumentaram. No Rio de Janeiro eram pouco mais de 4 mil em 2017. Em 2018, já são 35 mil casos.

A zika aumentou em sete estados. Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco registraram os maiores índices.

“O papel da população é fundamental, é o mais importante de todos. Com a intensificação das atividades, nós vamos equilibrar essa luta, esse trabalho contra o mosquito”, afirma Divino Martins, coordenador do Ministério da Saúde.

É muito comum nas casas brasileiras, as pessoas guardarem a água da chuva para reutilizar depois; lavar o quintal, regar as plantas. Só que isso é um criadouro ideal do mosquito transmissor, isso porque água limpa e parada é que o aedes aegypti mais gosta.

A Heloísa levou um susto quando os agentes de saúde encontraram larvas do mosquito. “A senhora vai ter que lavar todo esse tambor, desde a borda até o fundo, porque ele foi contaminado”, explica o agente de saúde ambiental Gerson Trindade. “Não sei o que aconteceu. Fiquei surpresa. Nós vamos tomar mais cuidado agora”, diz a aposentada Heloísa Lopes Pereira.

Mais uma vez, os agentes alertam que é preciso olhar onde pode acumular água. No pote dos animais de estimação, nas plantas do jardim. Até a geladeira pode virar abrigo para o Aedes aegypti. Na da casa da Rose, tinha água parada. “A orientação que a gente dá, é pelo menos uma vez por semana, puxando para observar, e pode colocar gotas de cloro, detergente”, diz o agente.

“Você descongela, limpa e acha que está tudo bem. Eu não sabia, bom saber. Até na geladeira vou ter que ficar de olho”, diz a autônoma Rosemeire de Brito Damasceno.

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Pernambuco investiga casos de doença que causa manchas vermelhas na pele

Por Clarissa Góes, TV Globo

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) investiga casos de uma doença que provoca manchas vermelhas na pele e tem afetado, majoritariamente, crianças. Entre os sintomas da doença, que ainda não foi identificada pelas autoridades médicas, estão febre e cansaço.

Ainda não se sabe o que tem causado essa doença, cujos casos começaram a ser registrados em 2 de novembro, em unidades públicas e particulares de saúde. A SES não descarta a possibilidade de se tratar de zika, mas o tipo das manchas difere do das provocadas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Apesar de a SES não ter números oficiais dos casos da doença, foram estabelecidas 12 unidades sentinelas, especializadas para atender os pacientes com esses sintomas, de acordo com o diretor-geral de Controle de Doenças Transmissíveis do estado, George Dimech.

“As crianças devem ser levadas ao médico se o quadro clínico delas exigir. Não é porque tem as manchas vermelhas que se deve ir ao médico, mas se aquela criança apresenta algo mais sério, se a mãe nota que ela pode estar piorando. Não é a mancha que define a ida ao médico, mas a gravidade da criança. E o médico vai avaliar se ela pode ser tratada em casa”, afirmou.

Apesar da indefinição sobre a doença, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a população não precisa se preocupar, já que os quadros evoluem normalmente para a cura.

“Quase todos os casos que temos recebido evoluem sem gravidade, com uma febre baixa e predominando as manchas vermelhas. Em alguns casos, também há registro de coceira, mas todos têm evoluído para a cura”, disse George Dimech.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, exames são realizados, incluindo de fezes, de sangue e amostras de secreção nasal, para se chegar à causa do quadro clínico.

“Apenas pelo que parece, pode ser várias coisas. Temos como suspeita viroses, parvovírus, enterovírus. Para alguns casos, também pode ser zika, mas a forma como as manchas vermelhas se apresentam é diferente. Nada está confirmado nem descartado. O laboratório é quem vai avaliar isso”, disse George Dimech.

Ainda segundo George Dimech, o fato da maioria dos casos terem sido registrados em crianças se deve ao cuidado que os pais costumam ter com os pequenos. “Os pediatras são mais sensíveis a notificar os casos e as mães são mais sensíveis em levar as crianças para o médico. O adulto, quando apresenta o quadro, ele geralmente nem procura o serviço médico”, disse.

Apesar da indefinição sobre a doença, a Secretaria de Saúde informa que a população não precisa se preocupar, já que os quadros evoluem normalmente para a cura.

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Pesquisadora brasileira usa terapia gênica em busca de novo tratamento contra o glaucoma

Por Carolina Dantas, G1 — Campos do Jordão (SP)

A terapia gênica, conhecida por seu potencial em pesquisas contra o câncer, ainda é uma tecnologia de difícil acesso no Brasil e na América Latina. A pesquisadora Hilda Petrs Silva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é uma das poucas cientistas no país que estuda a aplicação das novas técnicas de edição para tratamentos de doenças. No futuro, ela quer ter a chance de criar um novo remédio contra o glaucoma.

O trabalho da pesquisadora foi apresentado no encontro da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), que ocorre em Campos do Jordão até o fim desta semana.

Como funciona a pesquisa?

  • Hilda detectou uma proteína que acaba desaparecendo do núcleo das células quando elas são atingidas por doenças como o glaucoma;
  • Ela modificou o material genético de um vírus e injetou dentro dele a sequência da proteína;
  • O vírus é injetado em modelos criados por ela que simulam a doença;
  • Ele funciona como um vetor e vai até a célula: injeta o material genético dentro dela;
  • A pesquisa notou uma retomada dentro das células e uma melhoria do quadro de até 90% em ratos.

No Brasil, o G1 já mostrou o uso de terapias gênicas e projetos principalmente ligados ao câncer. Esse tipo de tratamento, onde a modificação do material genético é usado como uma das ferramentas para tratar doenças, é alvo de pesquisas em diferentes países do mundo, mas mais de 60% dos estudos estão concentrados nos Estados Unidos.

A tecnologia, que usa de um vírus para transportar um material dentro do corpo humano, é a mesma usada no remédio mais caro do mundo, o Luxturna, desenvolvido por pesquisadores americanos. O medicamento foi aprovado pela FDA, órgão similar à Anvisa, no início deste ano. O custo é de US$ 850 mil (R$ 3,5 milhões). A dose é única e fez crianças com cegueira hereditária recuperarem a visão nos Estados Unidos.

“Ele é o remédio mais caro mundo, mas tem dois motivos. Primeiro, uma doença como a cegueira hereditária tem poucos pacientes. Segundo, é uma terapia de dose única. Não é um medicamento para tomar pro resto da vida. E isso não é vantagem para a indústria” – Hilda Petrs Silva, pesquisadora da UFRJ

Ela avalia que, no caso da criação de um medicamento para o glaucoma para o Brasil, uma terapia de dose única poderia funcionar como uma política no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir custos. Como o número de casos da doença no Brasil chega a 1 milhão – representa 12% dos casos de cegueira no país, segundo a Organização Mundial da Saúde – há maior chance de o medicamento idealizado por Hilda ser mais aplicável a nossa realidade.

Segurança do vírus

Para conseguir aprender como usar o mecanismo de um vírus para a terapia, Hilda viajou para os Estados Unidos, especificamente até a Universidade da Flórida, e conseguiu uma parceria para aprender a aplicar a técnica em suas pesquisas. Depois disso, segundo ela, todo o processo de testes e de criação de modelos oculares foi feito no Brasil.

“Eu fui pra lá e fiquei dois anos. Justamente para aprender toda a parte de manipulação de animal e a perspectiva de como a pesquisa chegaria até o paciente”, contou.

Para garantir que o vírus não vá causar problemas, ela retira o material genético viral que poderia agir de forma negativa no corpo humano.

“Quem leva gene para dentro da célula é vírus. Então, muito tempo atrás nos primeiros relatos de terapia genética já se acreditava que seria com a ajuda de um vírus”.

“A gente pega o material genético do vírus e manipula. A gente tira tudo o que é viral e coloca tudo o que a gente quer lá dentro”, completou a pesquisadora. Ela explica que mantém apenas as proteínas virais de replicação, responsáveis por fazer o trabalho de interesse do vírus, mas que não representam um risco à saúde de quem recebe a terapia.

Daqui para a frente, a pesquisadora busca parcerias para iniciar pesquisas em animais maiores. A ideia é fazer testes em porcos, que possuem os olhos mais parecidos com os dos humanos, para conseguir trazer resultados mais seguros.

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Remédio contra a hepatite C é eficiente no combate à chikungunya em células humanas, dizem cientistas brasileiros

Por Carolina Dantas, G1

Uma pesquisa brasileira demonstrou em laboratório que o remédio sofosbuvir, usado e aprovado no combate à hepatite C crônica, também é eficiente no combate à chikungunya nas células humanas infectadas.

O estudo foi feito pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e foi divulgado pela agência Fapesp. De acordo com uma das autoras, Rafaela Milan Bonotto, o remédio conseguiu eliminar o vírus sem danificar as células.

Em janeiro de 2017, uma outra pesquisa mostrou que o sofosbuvir também pode agir sobre o vírus da zika. O autor do estudo na época, Thiago Moreno, disse ao Jornal Nacional que há uma semelhança entre as duas doenças: tanto o vírus da zika quando o da hepatite têm uma enzima chamada RNA polimerase. O remédio atua exatamente nessa enzima.

A pesquisa divulgada nesta quinta-feira (8) foi feita sob orientação do professor Lucio Freitas-Junior. Em entrevista ao G1, ele disse que o vírus da zika tem semelhanças com o da chikungunya. Ele adianta que um outro desdobramento será publicado em breve para a atuação contra a febre amarela, outro vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e da mesma família de flavivírus.

“Febre amarela e zika são relacionados, são parecidos geneticamente. A chikungunya menos, mas também tem semelhanças”, disse.

Segundo ele, foram testados cerca de 1,5 mil medicamentos contra células infectadas com o vírus da chikungunya.

“A chikungunya é realmente muito difícil. O único resultado positivo que nós tivemos com drogas já aprovadas foi com o sofosbuvir”.

 — Foto: Arte/G1

— Foto: Arte/G1

Freitas-Junior explica que, por enquanto, não há uma confirmação sobre como a droga atua em termos moleculares. O que existe é a constatação de que há uma eliminação do vírus e a preservação das células. Assim como na pesquisa feita com a zika, ele acredita que o remédio age na inibição da RNA polimerase.

A chikungunya foi a doença do Aedes que mais matou no Brasil em 2017. Ainda não há uma vacina disponível, nem um medicamento aprovado específico contra o vírus.

Patente do sofosbuvir

No final de setembro, a Justiça do Distrito Federal derrubou a patente do sofosbuvir em caráter liminar (provisório). Utilizado no tratamento de hepatite C, a empresa farmacêutica Gilead Pharmasset tem o direito de produção exclusiva do produto.

O juiz Rolando Valcir Spanholo, da 21ª Vara Federal, tomou a decisão após analisar ação popular impetrada pela até então candidata à presidência Marina Silva (Rede) e seu vice, Eduardo Jorge (PV). Eles pediam que fosse concedida uma licença para que o governo ou outras empresas pudessem explorar a patente.

Na prática, a decisão libera o mercado para produzir o medicamento, mas a decisão não trata da habilitação dessas empresas para a produção. A decisão não impede a Gilead de continuar produzindo o remédio, só retira dela a exclusividade de produção.

Na decisão, o juiz citou o alto gasto do Sistema Único de Saúde (SUS)com o medicamento patenteado: quase R$ 1 bilhão por ano.

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Lei estadual obriga hospitais a priorizar atendimento a mulheres vítimas de violência em PE

Por G1 PE

Mulheres vítimas de violência passam a ter prioridade de atendimento em hospitais, clínicas e postos de saúde públicos e privados em Pernambuco. A lei foi promulgada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na quinta (1º) e republicada no Diário Oficial da terça (6).

De acordo com o texto da lei 16.444, a prioridade no atendimento de saúde deve ser dada a mulheres vítimas de violência desde que os pacientes envolvidos tenham o mesmo grau de risco. A legislação também define violência doméstica e familiar contra a mulher as ações ou omissões que causem morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico.

A lei abrange casos de violência contra a mulher nos âmbitos doméstico, da família ou em qualquer relação íntima de afeto, independentemente da orientação sexual. Além da prioridade no atendimento, os estabelecimentos públicos ou privados também são obrigados a fixar cartazes que indiquem o direito de prioridade às mulheres contempladas pela legislação.

No cartaz, devem constar números de telefone da Central de Atendimento à Mulher (180), Polícia Militar (190), Disque-Denúncia (3421-9595), Ouvidoria da Mulher de Pernambuco (0800 281 8187) e Disque-Denúncia do Ministério Público de Pernambuco (0800 281 9455).

Caso descumpram a legislação, os estabelecimentos devem receber uma advertência e, caso sejam autuados numa segunda vez, devem pagar multa que varia entre R$ 500 ou R$ 1 mil.

Protocolo para casos de feminicídio

Desde agosto, Pernambuco adotou um protocolo de diretrizes a serem adotadas para o cumprimento da lei que institui o termo “feminicídio” nos boletins de ocorrência de assassinatos motivados por gênero.

Desenvolvido em conjunto com a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e as secretarias estaduais da Mulher, da Defesa Social e de Justiça e Direitos Humanos, o protocolo serve para orientar o trabalho das instâncias de segurança e de Justiça em casos de assassinatos de mulheres — que podem vir a ser feminicídios — e na fiscalização desses órgãos nas investigações.

A criação do protocolo também prevê a capacitação dos agentes, desde policiais até magistrados, para a fiscalização junto a essas entidades com relação ao cumprimento da Lei do Feminicídio em Pernambuco.

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Novo estudo aponta que bactérias multirresistentes mataram mais de 30 mil pessoas na Europa em 2015

Por France Presse

Imagem gerada por computador em 3D mostra aglomerado de bactéria Enterococcus resistente à vancomicina — Foto: James Archer/CDC

Imagem gerada por computador em 3D mostra aglomerado de bactéria Enterococcus resistente à vancomicina — Foto: James Archer/CDC

As bactérias resistentes aos antibióticos foram responsáveis pela morte de 33 mil pessoas na União Europeia em 2015, segundo cálculos de pesquisadores europeus publicados nesta terça-feira (6) na revista “The Lancet Infectious Diseases”.

Os pesquisadores elaboraram um modelo de cálculo para cinco tipos de infecções a partir de dados da rede europeia de vigilância European Antimicrobia Resistance Surveillance Network (EARS).

Para 2015, calcularam em 671.689 o número de pessoas infectadas e em 33.110 o número de mortes atribuíveis às bactérias multirresistentes.

O impacto é “comparável ao efeito acumulado da gripe, da tuberculose e do vírus da aids” no mesmo período, segundo os autores.

A maioria das mortes afeta crianças menores de 12 anos e maiores de 65 anos. O impacto em termos de mortalidade é mais elevado em Itália e Grécia, sendo que o primeiro concentra mais de um terço das mortes, segundo o estudo.

O setor médico alerta constantemente sobre o perigo do consumo excessivo ou inadequado dos antibióticos, que tornam as bactérias resistentes a estes.

Em setembro, uma equipe australiana destacou a perigosa difusão de uma bactéria resistente a todos os medicamentos existentes, o Staphylococcus epidermidis, que pode provocar doenças graves e até a morte, e que é parente do estafilococo dourado resistente à meticilina (SARM).

Das 671.689 infecções causadas por uma bactéria multirresistente em 2015, cerca de dois terços foram contraídas no âmbito hospitalar.

Os pesquisadores destacam a “urgência de considerar a resistência dos antibióticos como um dado de saúde vital” e “a necessidade de conceber tratamentos alternativos para os pacientes com outras doenças e que são mais vulneráveis devido ao enfraquecimento de seu sistema imunológico ou por conta de sua idade”.

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Cremepe determina que médicos não trabalhem em duas unidades de saúde do Recife devido à violência

Por Antonio Coelho e Ronan Tardin, TV Globo

Devido à insegurança, médicos que atuam nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Alto dos Milagres, na Cohab, e Pantanal/Professor Fernandes Figueira, no Ibura, ambas na Zona Sul do Recife, estão impedidos eticamente pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) de exercer a profissão. A medida é válida a partir da quarta (7).

De acordo como presidente do Cremepe, Mário Fernando Lins, a decisão foi tomada após uma assembleia geral. “É a sensação de falta de segurança que nos leva a isso, para que a integridade do médico e da população assistida sejam preservadas”, afirma.

TV Globo esteve nos dois postos de saúde alvos da interdição ética e, segundo moradores da região que preferiram não se identificar, a situação é de violência. Segundo os relatos ouvidos pela reportagem, a USF Pantanal ficou fechada devido a tiroteios na quinta (1º) e na sexta (2).

De acordo com moradores da Cohab e do Ibura, a área é dominada por um grupo de criminosos e, desde julho, outros dois grupos têm disputado a dominação da região. A população também relata a circulação constante de pessoas armadas nos arredores dos postos.

“Isso nos preocupa. A população está exposta, os médicos estão expostos e a nós cabe promover um ato que fala em favor da segurança dessas pessoas, dos médicos e da população assistida”, diz o presidente do Cremepe. A interdição ética, no entanto, não impede a atuação de técnicos ou profissionais de enfermagem nos postos.

Policiamento

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o 19º Batalhão, responsável pelo policiamento na área, esteve nas unidades de saúde citadas e se reuniu com funcionários para criar “um grupo de WhatsApp para sempre que as equipes se sintam ameaçadas por qualquer movimentação estranha acionar o policiamento mais perto, para que faça a checagem das denúncias”.

A nota diz, ainda, que as comunidades dos Milagres e do Pantanal “contam com um policiamento fixo e diferenciado, 24 horas por dia, realizado através do Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI)” e que “as localidades recebem patrulhamento da Patrulha do Bairro e das viaturas de Contrarresposta”.

Prefeitura responde

Em nota, a Prefeitura do Recife informou que medidas para enfrentar a violência nas duas áreas já vêm sendo tomadas, como a implantação de câmeras de segurança e a fixação de grades e vidros nas portas das USFs.

A administração municipal também alegou ter implantado recentemente a Ronda da Saúde, feita pela Guarda Municipal do Recife para “coibir a criminalidade e reduzir a violência nas Unidades de Saúde e suas proximidades por meio do patrulhamento motorizado”. A rede conta com 233 profissionais de segurança.

A Prefeitura também diz se manter aberta ao diálogo com os médicos da rede municipal de saúde e afirma que “a paralisação prejudica uma parcela importante da população do Recife, que depende do serviço público de saúde, especialmente nos bairros mais carentes”.

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Brasil tem 14 mortes por sarampo e mais de 2,5 mil casos confirmados

Sarampo: região das Américas registra mais de 8 mil casos em 2018 — Foto: Reprodução/TV Morena

Já são 14 mortes e 2.564 casos confirmados de sarampo no Brasil em 2018, segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta quarta-feira (31). O Amazonas tem 2.126 casos confirmados e Roraima, 345. Foram quatro mortes em Roraima, oito no Amazonas e duas no Pará.

No Amazonas e em Roraima, o aumento de casos registrados deve-se a notificações de semanas anteriores, que estavam em investigação e foram confirmadas. O Amazonas ainda tem 7.611 casos sendo investigados e Roraima, 50. Segundo o ministério, os surtos de sarampo que o Brasil enfrenta nos dois estados estão relacionados à importação do vírus de genótipo D8 da Venezuela — país que enfrenta um surto da doença desde 2017.

Casos isolados também relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19); Rio Grande do Sul (43); Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (17), Distrito Federal (1) e Sergipe (4).

País atinge meta de vacinação

O Brasil atingiu a meta geral de vacinação de crianças contra sarampo e poliomelite estabelecida pelo Ministério da Saúde. A meta do governo era vacinar 95% do público-alvo (crianças de 1 a cinco anos).

Segundo o balanço final, a cobertura vacinal ficou em 95,4% para a pólio e 95,3% para sarampo, totalizando 10,7 milhões de crianças vacinadas.

Porém, 516 mil crianças não receberam as doses recomendadas. A única faixa etária que não chegou ao índice de 95% foi a de um ano de idade, cuja cobertura está em 88%. Apesar do fim da campanha, a vacina continua disponível o ano inteiro nos postos de saúde.

Região das Américas tem mais de 8 mil casos confirmados, diz OMS

A região das Américas tem mais de 8 mil casos confirmados de sarampo, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (25). Segundo o boletim, os números causam preocupação já que o vírus causador da doença se espalha facilmente.

Ao todo, onze países da região tem casos confirmados da doença em 2018. A Venezuela é a responsável pelo maior número de registros com 5.525 casos e 73 mortes.

O Brasil é o país com o segundo maior número de casos registrados.

Antígua e Barbuda (1), Argentina (14), Canadá (25), Colômbia (129), Equador (19), Estados Unidos (142), Guatemala (1), México (5) e Peru (38) também notificaram casos.

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar  — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

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Pente-fino no INSS: governo corta um benefício a cada duas perícias

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

A cada duas pessoas que passaram por perícia no pente-fino do INSS, uma teve o benefício por incapacidade cancelado, informou ao G1 o Ministério do Desenvolvimento Social.

O pente-fino do INSS começou em 2016 com as perícias nos auxílios-doença e nas aposentadoria por invalidez.

Ao todo, até 25 de outubro, foram realizadas 1,1 milhão de perícias, com o corte de 552,1 mil auxílios-doença e aposentadorias por invalidez mantidos de forma irregular (veja na tabela mais abaixo).

Ao todo, o pente-fino cancelou 686,2 mil benefícios por incapacidade, já que também houve cortes em razão de convocados não terem comparecido à perícia e de outras situações, como morte ou decisões judiciais.

“As pessoas que tiveram os benefícios cancelados não passavam por perícia há mais de dois anos e tiveram a condição de retornar ao trabalho confirmada pela revisão médica. Cancelar pagamentos indevidos representa economia para a Previdência”, disse ao G1 o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Betrame.

Pente-fino do INSS

Perícias até 25/10/18 1.124.789
Benefícios cortados após perícias 552.124
Benefícios cortados por não comparecimento 73.722
Benefícios cortados por outros motivos 60.378
Total: 686.224

O programa de revisão

O pente-fino do INSS começou em agosto de 2016 com as perícias em segurados que recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez. Obrigatória, a perícia confirma se o beneficiário continua sem condições de retornar ao trabalho.

Segundo o ministro Alberto Beltrame, o programa se aproxima do final e, com isso, o presidente eleito Jair Bolsonaro assumirá o governo em janeiro com a revisão concluída.

“Concluiremos o pente-fino até o final deste ano e legaremos ao novo governo a metodologia que utilizamos no combate às fraudes e pagamentos indevidos”, disse.

Beltrame informou que, desde 2016, o pente-fino representou economia de R$ 13,8 bilhões nos gastos com auxílio-doença.

Quem foi convocado

O governo convocou para o pente-fino no auxílio-doença quem não passava por perícia há mais de dois anos.

Nas aposentadorias por invalidez, foram convocados os beneficiários com menos de 60 anos de idade e que estavam há dois anos ou mais sem realizar o exame.

Ficaram de fora, no caso da aposentadoria por invalidez, as pessoas com mais de 60 anos, além de segurados com 55 anos de idade que recebem o benefício há pelo menos 15 anos.

Benefícios cancelados

Auxílios-doença Aposentadorias por invalidez
Perícias até 25/10/18 464.429 660.360
Benefícios cortados após perícia 359.553 192.571
Benefícios mantidos 104.876 467.789
Benefícios cortados por não comparecimento 54.579 19.143
Benefícios cortados por outros motivos 27.997 32.381
Benefícios que ainda serão revisados 16.766 94.711

Transição

Segundo Alberto Beltrame, a pasta do Desenvolvimento Social já concluiu o livro de transição que será entregue à equipe de Jair Bolsonaro.

Os documentos de transição abordam, por exemplo, a proposta de pagamento de 13º no programa Bolsa Família, apresentada por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

Beltame informou que a proposta, se colocada em prática, custará R$ 2,5 bilhões a mais no orçamento de 2019. Segundo ele, um eventual gasto extra poderia ser custeado pela economia gerada com o pente-fino do INSS.

“O 13º é viável. Os recursos poderão vir do combate às fraudes que realizamos. Serão R$ 7,7 bilhões a menos que o Tesouro terá de pôr na Previdência para pagar auxilio doença em 2019, por exemplo”, afirmou.

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