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Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 27 de novembro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País tem 171.497 óbitos e 6.204.570 diagnósticos pela Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa. Média móvel de casos está em 31,6 mil por dia, maior marca desde setembro.

Por G1

O Brasil tem 171.497 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (27), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Nenhum estado atualizou seus dados desde o balanço das 20h de quinta-feira (26).

Veja os números consolidados:

  • 171.497 mortes confirmadas
  • 6.204.570 casos confirmados

Na quinta-feira, às 20h, o balanço indicou: 171.497 mortes confirmadas, 698 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 479. A variação foi de +19% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 6.204.570 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 37.672 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 31.640 novos diagnósticos por dia, novamente a maior marca desde 16 de setembro. Isso representa uma variação de +24% em relação aos casos registrados em duas semanas; também indica tendência de alta nos diagnósticos.

Brasil, 26 de novembro

Dez estados apresentaram alta na média móvel de mortes: RS, SC, ES, MG, RJ, SP, AC, AM, CE e SE.

Desde a última quinta-feira (19), tem sido necessário relembrar o problema ocorrido no sistema nacional de registros de mortes e casos de Covid-19 do Ministério da Saúde, que teve início no dia 6 de novembro. Diversos estados relataram dificuldades de acesso ao e-SUS e divulgaram dados incompletos ou até mesmo ficaram sem atualizações diárias durante alguns dias. Foi o caso de SP, estado mais afetado pela pandemia em números absolutos, que não teve mortes registradas em 6 dos 8 dias a partir daquela data.

A ausência de atualizações e os números incompletos seguem refletindo na comparação para análise de tendência de alta, estabilidade ou queda nos óbitos por Covid, nos estados prejudicados e no Brasil. A partir de sexta-feira (27), esse impacto já não será mais tão significativo.

Também vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No Acre, por exemplo, a média móvel mudou de 1 para 2 em duas semanas, resultando em variação de alta de +20%. Já no Ceará, que tem a maior tendência de alta entre os estados (+119%), a média variou de 6 para 13 em duas semanas. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Estados

  • Subindo (10 estados): RS, SC, ES, MG, RJ, SP, AC, AM, CE e SE
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (7 estados): MS, PA, RO, BA, MA, PB e PE
  • Em queda (9 estados + o DF): PR, DF, GO, MT, AP, RR, TO, AL, PI e RN

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Sul

  • PR: -24%
  • RS: +42%
  • SC: +62%

Sudeste

  • ES: +51%
  • MG: +24%
  • RJ: +88%
  • SP: +44%

Centro-Oeste

  • DF: -23%
  • GO: -33%
  • MS: -12%
  • MT: -68%

Norte

  • AC: +20%
  • AM:+51%
  • AP: -26%
  • PA: +12%
  • RO: -8%
  • RR: -64%
  • TO: -53%

Nordeste

  • AL: -19%
  • BA: -1%
  • CE: +119%
  • MA: +6%
  • PB: -6%
  • PE: +3%
  • PI: -32%
  • RN: -63%
  • SE: +16%

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Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 26 de novembro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

País tem 170.804 óbitos e 6.166.947 diagnósticos pela Covid-19, segundo levantamento das secretarias estaduais de Saúde.

Por G1

O Brasil tem 170.804 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (26), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de quarta-feira (25), somente Goiás atualizou seus dados.

Veja os números consolidados:

  • 170.804 mortes confirmadas
  • 6.166.947 casos confirmados

Na quarta-feira, às 20h, o balanço indicou: 170.799 mortes confirmadas, 620 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 472. A variação foi de +29% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 6.166.898 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 45.449 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 31.356 novos diagnósticos por dia, a maior marca desde 16 de setembro. Isso representa uma variação de +30% em relação aos casos registrados em duas semanas; também indica tendência de alta nos diagnósticos.

Brasil, 25 de novembro

Doze estados apresentaram alta na média móvel de mortes: RS, SC, ES, MG, RJ, SP, GO, AC, AM, RR, CE e SE.

Desde a última quinta-feira (19), tem sido necessário relembrar o problema ocorrido no sistema nacional de registros de mortes e casos de Covid-19 do Ministério da Saúde, que teve início no dia 6 de novembro. Diversos estados relataram dificuldades de acesso ao e-SUS e divulgaram dados incompletos ou até mesmo ficaram sem atualizações diárias durante alguns dias. Foi o caso de SP, estado mais afetado pela pandemia em números absolutos, que não teve mortes registradas em 6 dos 8 dias a partir daquela data.

A ausência de atualizações e os números incompletos seguem refletindo na comparação para análise de tendência de alta, estabilidade ou queda nos óbitos por Covid, nos estados prejudicados e no Brasil. A partir de sexta-feira (27), esse impacto já não será mais tão significativo.

Também vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Tanto no Acre quanto em Roraima, por exemplo, as médias móveis mudaram de 1 para 2 em duas semanas, resultando em variação de alta de +20%. Já em Goiás, que tem a maior tendência de alta entre os estados (+154%), a média variou de 10 para 24 em duas semanas. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

  • Total de mortes: 170.799
  • Registro de mortes em 24 horas: 620
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 472 (variação em 14 dias: +29%)
  • Total de casos confirmados: 6.166.898
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 45.449
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 31.356 por dia (variação em 14 dias: +30%)

(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 170.194 mortes e 6.122.527 casos; e às 13h, com 170.199 mortes e 6.127.819 casos confirmados.)

Estados

  • Subindo (12 estados): RS, SC, ES, MG, RJ, SP, GO, AC, AM, RR, CE e SE
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (7 estados + DF): DF, MS, PA, RO, BA, MA, PB e PE
  • Em queda (7 estados): PR, MT, AP, TO, AL, PI e RN

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Sul

  • PR: -42%
  • RS: +65%
  • SC: +62%

Sudeste

  • ES: +49%
  • MG: +93%
  • RJ: +132%
  • SP: +39%

Centro-Oeste

  • DF: -12%
  • GO: +154%
  • MS: -4%
  • MT: -63%

Norte

  • AC: +20%
  • AM:+32%
  • AP: -20%
  • PA: +14%
  • RO: +5%
  • RR: +20%
  • TO: -47%

Nordeste

  • AL: -19%
  • BA: +1%
  • CE: +74%
  • MA: 0%
  • PB: -8%
  • PE: -8%
  • PI: -18%
  • RN: -16%
  • SE: +16%

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Pernambuco investiga dez casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus

Secretaria Estadual de Saúde informou, nesta quarta (25), que cinco ocorrências já estavam sendo investigadas e outras cinco estão em análise para serem encaminhadas, ou não, para instituto, no Pará.

Por G1 PE

Dez casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus estão sendo investigados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A secretaria informou, nesta quarta-feira (25), que, desde o início de novembro, está apurando cinco ocorrências desse tipo. Desde então, publicou uma nota técnica orientando os municípios sobre como proceder nesses casos e identificou mais cinco suspeitas.

A secretaria informou, ainda, que cinco dos dez casos investigados atendem todos os critérios para serem considerados suspeitos. Eles já foram encaminhados para análise no Instituto Evandro Chagas, no Pará.

Outros cinco casos foram notificados após a divulgação da nota técnica do governo. Assim, estão em análise para verificar se atendem todos os critérios para encaminhamento ao instituto, no Norte do país.

Para confirmar um caso de reinfecção, segundo o governo de Pernambuco, é preciso que o paciente tenha duas amostras de biologia molecular (RT-PCR) positivas, com um intervalo, entre elas de, no mínimo, 90 dias, além de estarem adequadas para análise.

As duas amostras precisam ser encaminhadas pelo Laboratório Central de Pernambuco ( Lacen), para o Instituto Evandro Chagas, referência nacional que estudará os casos.

Especialistas alertam que a reinfecção é difícil de ser confirmada. O maior problema é separar os casos de pessoas que ficam com o RT-PCR positivo por um período prolongado dos registros feitos em pacientes que ficaram curados e o vírus reapareceu. É necessário fazer análises para saber se, realmente, a vítima pegou a doença de novo.

Os cinco casos que já foram encaminhados ao Pará, que atendem aos critérios para reinfecção, são de quatro pacientes do Recife e um de Olinda. Eles tiveram o segundo resultado de exame positivo entre três e seis meses após o primeiro exame.

Pernambuco anuncia Geraldão como novo centro de testagem da Covid-19 e investiga casos de reinfecção

Os novos cinco casos, que estão em análise para verificar se atendem todos os critérios para encaminhamento ao Instituto Evandro Chagas, são dos municípios de Araripina (1), Carnaíba (1), Olinda (2) e São José do Egito (1).

De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, as cidades são responsáveis pela identificação das suspeitas em seu território e, com isso, notificam o estado, encaminhando os laudos dos exames.

Pandemia em Pernambuco

Pernambuco totalizou 178.086 casos da Covid-19 e 8.971 mortes causadas pela doença, após confirmar, nesta quarta-feira (25), mais 1.147 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 20 óbitos. Os registros no estado começaram a ser contabilizados no dia 12 de março, no início da pandemia no estado.

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Brasil passa marca de 170 mil mortos por Covid; média móvel indica mais de 30 mil casos registrados por dia

País tem 170.179 óbitos e 6.121.449 diagnósticos pela Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa.

Por G1

Brasil ultrapassa os 170 mil mortos por Covid

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta terça-feira (24).

O país registrou 638 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 170.179 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 491. A variação foi de +54% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 6.121.449 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 33.445 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 30.350 novos diagnósticos por dia, a maior marca desde 20 de setembro. Isso representa uma variação de +34% em relação aos casos registrados em duas semanas, e também indica tendência de alta.

A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para esta semana no Brasil é a maior desde maio, apontam dados do Imperial College de Londres, no Reino Unido.

Dez estados apresentaram alta na média móvel de mortes: RS, SC, ES, MG, RJ, SP, GO, MS, AM e CE.

Desde a última quinta-feira (19), tem sido necessário relembrar o problema ocorrido no sistema nacional de registros de mortes e casos de Covid-19 do Ministério da Saúde, que teve início no dia 6 de novembro. Diversos estados relataram dificuldades de acesso ao e-SUS e divulgaram dados incompletos ou até mesmo ficaram sem atualizações diárias durante alguns dias. Foi o caso de SP, estado mais afetado pela pandemia em números absolutos, que não teve mortes registradas em 6 dos 8 dias a partir daquela data.

A ausência de atualizações e os números incompletos seguem afetando a comparação para análise de tendência de alta, estabilidade ou queda nos óbitos por Covid, nos estados prejudicados e no Brasil. A partir de sexta-feira (27), esse impacto já não será mais tão significativo.Também vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Também vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Brasil, 24 de novembro

  • Total de mortes: 170.179
  • Registro de mortes em 24 horas: 638
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 491 (variação em 14 dias: +54%)
  • Total de casos confirmados: 6.121.449
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 33.445
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 30.350 por dia (variação em 14 dias: +34%)

(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 169.541 mortes e 6.088.031 casos; e às 13h, com 169.569 mortes e 6.090.197 casos confirmados.)

Estados

  • Subindo (10 estados): RS, SC, ES, MG, RJ, SP, GO, MS, AM e CE
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (10 estados + DF): DF, MT, PA, RO, BA, MA, PB, PE, PI, RN e SE
  • Em queda (6 estados): PR, AC, AP, RR, TO e AL

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em alta — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em estabilidade — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Estados com mortes em queda — Foto: Editoria de Arte/G1

Sul

  • PR: -42%
  • RS: +98%
  • SC: +52%

Sudeste

  • ES: +59%
  • MG: +102%
  • RJ: +216%
  • SP: +97%

Centro-Oeste

  • DF: -12%
  • GO: +152%
  • MS:+78%
  • MT:-15%

Norte

  • AC:-33%
  • AM:+42%
  • AP: -32%
  • PA:+9%
  • RO:-5%
  • RR: -19%
  • TO: -33%

Nordeste

  • AL: -18%
  • BA: +4%
  • CE: +124%
  • MA: -4%
  • PB: -6%
  • PE: -8%
  • PI: -14%
  • RN: -9%
  • SE: +5%

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Especialistas alertam sobre imprecisão nos resultados dos testes rápidos de Covid

O teste mais apropriado para confirmar se a doença está ativa é o chamado de RT-PCR, que pesquisa o vírus ou partículas virais. O diagnóstico demora uns dias porque a análise é feita em laboratório.

Por Jornal Nacional

Especialistas alertam sobre a imprecisão dos testes rápidos de Covid

Neste momento em que o número de casos de Covid sobe, os especialistas voltaram a alertar a população para a imprecisão nos resultados dos testes rápidos de Covid.

É uma picadinha no dedo e, em poucos minutos, sai o resultado. Mas quem procura o teste rápido para descartar a doença precisa ter cuidado.

“O teste sorológico dá uma ideia do passado. Ele é sempre menos sensível, com maior chance de falso negativo e falso positivo que os testes convencionais de laboratório e, confiar nele, para falar que você não está infectado, não é real”, explica Melissa Valentini, infectologista.

Os exames feitos a partir do sangue do paciente, chamados sorológicos, são mais eficazes para detectar os anticorpos, que só costumam aparecer de dez a catorze dias depois dos sintomas. O teste mais apropriado para confirmar se a doença está ativa é o chamado de RT-PCR, que pesquisa o vírus ou partículas virais. O diagnóstico demora uns dias porque a análise é feita em laboratório. Esse teste tem mais chance de ser preciso quando é feito entre o terceiro e sexto dia de sintomas porque nesse período a carga viral é maior.

A procura por testes de Covid cresceu no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, nos últimos 15 dias o aumento na testagem foi de 30% em relação a outubro. Cresceu também a quantidade de resultados positivos: 25%.

Os testes são essenciais, mas outros fatores também são levados em conta para o diagnóstico. O médico avalia os sintomas do paciente e pode pedir exames complementares, como radiografia do pulmão. Por isso, é importante que todo resultado seja analisado por médicos, mesmo que seja negativo.

“A testagem facilita o tratamento precoce, facilita o isolamento, o distanciamento para quebrar o ciclo de transmissão. Mas, quando feito de forma indiscriminada, sem argumentos clínicos ou epidemiológicos, se torna um exame de difícil análise e que, muitas vezes, atrapalha mais do que ajuda. Por exemplo, o exame negativo pode não descartar dar uma falsa sensação de segurança para o indivíduo, e ele não procurar um médico para tomar os devidos cuidados para si próprio. E mais: não tomar os devidos cuidados de distanciamento para evitar novas contaminações”, analisa Estevão Urbano, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

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Taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil é a maior desde maio, aponta Imperial College

Índice que mede o ritmo de contágio (Rt) passou de 1,10, em 16 de novembro, para 1,30 no balanço divulgado nesta terça-feira (24).

Por Lara Pinheiro e Mariana Garcia, G1

taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para esta semana no Brasil é a maior desde maio, aponta monitoramento do Imperial College de Londres, no Reino Unido. A atualização da estimativa foi divulgada nesta terça-feira (24) e se refere à semana que começou na segunda (23).

O relatório mostra que o índice está em 1,30. Isso significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 130 pessoas. Pela margem de erro das estatísticas, essa taxa pode ser maior (Rt de até 1,45) ou menor (Rt de 0,86). Nesses cenários, cada 100 pessoas com o vírus infectariam outras 145 ou 86, respectivamente.

A última vez que a taxa de transmissão no Brasil esteve tão alta foi na semana de 24 de maio, quando atingiu 1,31. O valor máximo possível naquela data, considerando a margem de erro, foi de 1,34.

A última vez que a margem de erro considerou uma taxa máxima possível maior do que a vista nesta semana no país foi na semana de 17 de maio – quando o Rt estava, de novo, em 1,30, podendo chegar a 1,47.

Os cientistas apontam que “a notificação de mortes e casos no Brasil está mudando; os resultados devem ser interpretados com cautela”.

Simbolizado por Rt, o “ritmo de contágio” é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança.

Depois de ficar abaixo de 1 por cinco semanas seguidas – entre o final de setembro e o final de outubro – , a taxa no Brasil voltou a ficar acima de 1 no início de novembro.

Há duas semanas, o número ficou em 0,68, o menor valor desde abril – mas a data coincide com o apagão de dados que atrasou a atualização de casos e mortes por Covid-19 pelo Ministério da Saúde. Como o Rt também considera esses dados, isso afeta as estimativas.

Segunda onda

Brasil já enfrenta segunda onda do coronavírus, afirmam cientistas em nota técnica

Na segunda-feira (23), pesquisadores brasileiros divulgaram uma nota técnica na qual, baseados em dados da pandemia do novo coronavírus no Brasil, afirmam que o país vive o “início de uma 2ª onda”.

Eles apontaram ao menos três fatores para o “aumento explosivo” ou “manutenção da grande circulação do vírus”:

  • falta de “testagem sistemática com rastreamento de casos”;
  • falta de uma “política central coordenada, clara e eficaz de enfrentamento da situação”;
  • “afrouxamento das medidas de isolamento sem evidências empíricas, sem uma análise cuidadosa por uma painel de especialistas”.

O Brasil tinha 169.541 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (24), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O número é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Estimativas para São Paulo

Além da estimativa do Imperial College de Londres, pesquisadores brasileiros também monitoram o Rt.

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) calcularam, para esta semana, um Rt de 1,64 para o estado de São Paulo. Eles preveem um provável aumento no número de infectados no estado.

Dados da Secretaria de Saúde do estado mostram que as internações por Covid-19 voltaram a crescer na última semana – com um aumento de 17% nas internações entre os dias 15 e 21 de novembro. O crescimento veio mesmo após aumento de 18% na semana anterior, de 8 a 14 de novembro.

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Rússia diz que vacina contra Covid-19 teve eficácia ‘acima de 95%’ após segunda dose

Segundo o anúncio, vacina Sputnik V alcançou o índice 21 dias após a aplicação da segunda dose e 42 dias após a aplicação da primeira. Resultados ainda não foram publicados em revista científica.

Por G1

Rússia diz que vacina contra Covid-19 teve eficácia ‘acima de 95%’ após segunda dose

Rússia anunciou, nesta terça-feira (24), que a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya contra a Covid-19, teve eficácia “acima de 95%” 21 dias após a segunda dose da vacina e 42 dias após a primeira dose. Os dados ainda são preliminares e não foram publicados em revista científica.

Veja os principais pontos do anúncio:

  • A eficácia da vacina foi “acima de 95%” 21 dias após a aplicação da segunda dose da vacina (42 dias após a aplicação da primeira dose).
  • Antes disso, 7 dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose), a eficácia vista foi de 91,4%.
  • Ao todo, a análise considera dados de 18.794 pessoas vacinadas. Dessas, 14.095 receberam a vacina, em ambas as doses. As outras 4.699 receberam uma substância inativa (placebo).
  • Entre os vacinados, houve 8 casos de Covid-19 sete dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose). Entre os não vacinados, houve 31 casos no mesmo período. Os números equivalem à eficácia de 91,4%. Não foram divulgados números detalhados sobre a eficácia acima de 95%.
  • Até esta terça (24), nenhum evento adverso inesperado havia sido identificado. Alguns dos vacinados apresentaram eventos adversos menores de curto prazo, como dor no ponto de injeção e sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, fraqueza, fadiga e dor de cabeça.
  • A capacidade de produção russa é de 1 bilhão de doses – o suficiente para 500 milhões de pessoas (com duas doses para cada).
  • Assim como a vacina de Oxford, a temperatura de armazenamento da Sputnik V é de 2°C a 8°C (condições normais de refrigeração). É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC.

Eficácia da vacina russa contra o novo coronavírus pode ultrapassar 95%

Há cerca de duas semanas, a Rússia havia anunciado uma eficácia de 92% para a Sputnik V um dia após a aplicação da segunda dose (e 21 dias após a aplicação da primeira dose).

Na prática, se uma vacina tem mais de 95% de eficácia, isso significa dizer que mais de 95% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

Recorde de infecções

O anúncio sobre a eficácia da Sputnik V foi feito em mais um dia em que a Rússia bateu um recorde de casos diários de Covid-19: foram 24.326 novas infecções em 24 horas, anunciou o centro de crise de coronavírus nesta terça (24), segundo a agência de notícias estatal Tass. É o quinto dia seguido em que o número de novos casos no país fica acima de 24 mil.

Ao todo, o país registrou 2.138.828 casos desde o início da pandemia, e 37.031 mortes – quinto maior número da Europa.Países europeus com mais mortes por Covid.

Vacina

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19 no mundo, em agosto. O anúncio gerou preocupação entre cientistas, entre outros motivos, por causa do anúncio dos testes de fase 3 e da vacinação em massa de forma simultânea (veja detalhes sobre as fases de testes de uma vacina mais abaixo).

Em outubro, o país pediu aprovação do uso emergencial da Sputnik V à Organização Mundial de Saúde (OMS).

O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. No mês passado, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la em dezembro.

A Rússia anunciou, também em outubro, a sua segunda vacina candidata. A vacinação em massa da população russa com a segunda vacina está prevista para o ano que vem, segundo a Tass.

Concorrentes

Nas últimas semanas, laboratórios como a Pfizer, a Moderna e a AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com Oxford, divulgaram resultados iniciais de fase 3 sobre a taxa de eficácia de suas vacinas ainda em desenvolvimento. Nenhuma publicou, até agora, estudo científico com os dados.

Os dados iniciais divulgados pelas empresas apontaram as seguintes taxas de eficácia para suas vacinas em desenvolvimento – os índices ainda podem mudar:

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.

Como funcionam as 3 fases

Entenda como funcionam os testes da vacina contra Covid

Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

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Maior eficácia da meia dose da vacina de Oxford contra a Covid ainda não tem explicação definitiva; cientistas buscam respostas

Vacina produzida em parceria com a AstraZeneca apresentou um resultado preliminar melhor em voluntários que receberam dose mais baixa na primeira etapa da imunização.

Por G1

Vacina de Oxford contra Covid tem eficácia de 90%

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca apresentou a taxa de eficácia nesta segunda-feira (23): até 90%. Entretanto, o percentual foi obtido quando, na primeira etapa da vacinação, os voluntários receberam meia dose. No grupo que recebeu duas doses completas, a eficácia ficou em 62%.

Especialistas acreditam que ainda é cedo para cravar a razão e qual deverá ser de fato o resultado definitivo.

Diretor do Grupo de Vacinas de Oxford, Andrew Pollard afirmou, em entrevista à BBC, que a causa do resultado é “intrigante”.

“Esses 90% são um resultado intrigante. Acho que é um resultado realmente excitante e intrigante que precisamos aprofundar mais”, afirmou.

À revista científica “Nature”, o virologista Luk Vandenberghe, da Universidade Harvard em Boston, disse acreditar que os dados não são suficientes para avaliar a diferença entre as duas doses, e que essas diferenças devem desaparecer quando mais casos do novo coronavírus forem detectados em pacientes já vacinados.

Em entrevista ao G1, Jorge Elias Kalil Filho, da Universidade de São Paulo e parte do comitê americano de monitoramento dos estudos clínicos de vacinas contra a Covid-19, afirma que a quantidade de pacientes infectados após a aplicação da vacina é baixa.

“Os números são muito pequenos. Este grupo de dose menor deve ter no máximo 30 casos de Covid. Não tem uma explicação”, diz. Kalil defende a divulgação e análise com mais dados para entender a relação eficácia x dose.

Na mesma linha, o médico infectologista Pedro Folegatti, à frente do desenvolvimento da vacina de Oxford e da AstraZeneca, diz que “não vale muito a pena ficar especulando as razões” e que “é possível que a gente tenha mais informações mais para frente”.

Como funciona a vacina?

Esta vacina usa um processo de fabricação (plataforma) chamado de vetor viral. Os cientistas colocam uma proteína do novo coronavírus (Sars-CoV-2) dentro de um outro vírus (no caso da vacina de Oxford, um adenovírus), que vai carregá-la para dentro do corpo.

A proteína usada na vacina, a proteína S, é importante porque é ela que o vírus usa para infectar as células. O objetivo é que, a partir dessa proteína, o corpo consiga montar uma defesa se entrar em contato com o novo coronavírus “de verdade”.

Apesar de ser cedo para criar teorias a respeito da dose, como defende Folegatti, alguns cientistas acreditam que o mecanismo de resposta não está ligado apenas à proteína S, mas também ao adenovírus, o que pode dificultar a ação e o desenvolvimento da resposta imunológica.

“Quando se trabalha com vetor, podemos ter uma reação ao vetor, que deve ser o que aconteceu aqui. Uma exposição menor ao vetor na primeira dose [de meia dose em vez da dose completa] pode garantir uma reação menor na segunda dose e uma maior reação à proteína spike (S), que é o que queremos”, explica Natália Pasternak, microbiologista da Universidade de São Paulo (USP).

Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, complementa a explicação: “E, se tem muito do vetor viral, nosso sistema imune pode atacar o vetor antes de ele liberar a proteína Spike (S). Então, o prime [ativação do sistema imune] seria mais para o vírus vetor do que para o antígeno do coronavírus”.

Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia de até 90%, diz laboratório

Principais pontos do anúncio sobre a vacina de Oxford:

  • A vacina teve 90% de eficácia quando administrada em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, de acordo com dados de testes no Reino Unido e no Brasil. Esse foi o regime de menor dose – o que foi um ponto positivo para os pesquisadores, porque significa que mais pessoas poderão ser vacinadas.
  • Quando administrada em 2 doses completas, a eficácia foi de 62%.
  • A análise que considerou os dois tipos de dosagem indicou uma eficácia média de 70,4%.
  • Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford, disse estar otimista que a resposta imune gerada pela vacina dure pelo menos um ano.
  • Foram registrados 131 casos da doença entre os voluntários: 101 entre os que receberam o placebo (substância inativa) e 30 entre os que receberam a vacina. Não houve nenhum caso grave da doença entre os que tomaram a vacina.
  • Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram os dados de 11.636 pessoas vacinadas. Dessas, 8.895 receberam as duas doses completas, e 2.741 receberam a meia dose seguida de uma dose completa.
  • A AstraZeneca pretende ter 200 milhões de doses prontas até o fim de 2020 e 700 milhões de doses até o fim do primeiro trimestre de 2021, em todo o mundo.
  • A vacina pode ser armazenada, transportada e manuseada em condições normais de refrigeração (entre 2°C e 8°C) por pelo menos 6 meses. (É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC).

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Vacina de Oxford: com eficácia de até 90%, imunizante tem vantagens de custo baixo, armazenamento e produção

Quando os voluntários receberam duas doses ‘altas’, a proteção foi de 62%, mas aumentou para 90% quando as pessoas receberam uma dose baixa seguida por uma alta. Não está claro ainda por que há essa diferença.

Por BBC

Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia média de 70%

A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca tem eficácia que varia de 62% a 90% contra a Covid-19, apontam estudos feitos com mais de 20 mil pessoas. Em média, a proteção oferecida é de 70%.

O anúncio é, ao mesmo tempo, uma boa notícia e uma relativa decepção depois que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna mostraram um nível de proteção de 95%.

No entanto, a vacina de Oxford é muito mais barata e mais fácil de armazenar e chegar a todos os cantos do mundo do que esses dois imunizantes.

Dessa forma, caso seja aprovada por órgãos reguladores, a vacina de Oxford/AstraZeneca terá um papel fundamental no combate à pandemia. Especialistas avaliam que nenhum imunizante terá sozinho a capacidade de conter a doença, algo que seria possível apenas com a distribuição dos vários imunizantes eficazes, seguros e disponíveis.

“O anúncio de hoje nos leva mais perto do momento em que poderemos usar vacinas para acabar com a devastação causada (pelo coronavírus)”, disse a cientista que projetou a vacina, Sarah Gilbert.

Num espaço de dez meses, os pesquisadores da universidade britânica realizaram um processo de desenvolvimento de vacina que tradicionalmente leva uma década.

O governo do Reino Unido encomendou 100 milhões de doses da chamada “vacina de Oxford”, o suficiente para imunizar 50 milhões de pessoas. O governo brasileiro, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também planeja distribuir 100 milhões de doses.

O que os estudos mostraram?

Entenda como funcionam os testes da vacina contra Covid

Mais de 20 mil voluntários estiveram envolvidos, metade no Reino Unido e o restante no Brasil.

Eles foram divididos em diversos grupos. Foram registrados 30 casos de Covid-19 em pessoas que receberam as duas doses da vacina e 101 casos da doença em pessoas que receberam um placebo.

Por isso, os pesquisadores afirmaram que o imunizante oferece 70% de proteção em média.

Quando os voluntários receberam duas doses “altas”, a proteção foi de 62%, mas aumentou para 90% quando as pessoas receberam uma dose baixa seguida por uma alta. Não está claro ainda por que há essa diferença.

“Estamos muito satisfeitos com esses resultados”, disse o professor Andrew Pollard, o principal pesquisador do estudo, em entrevista à BBC.

Ele disse que os dados de eficácia de 90% eram “intrigantes” e significavam que “teríamos muito mais doses para distribuir”.

Além disso, fases anteriores da pesquisa apontaram que a vacina funcionava de forma eficaz para todas as faixas etárias.

Quando as vacinas serão distribuídas?

No Reino Unido, há 4 milhões de doses prontas para uso, e outras 96 milhões para serem entregues.

No Brasil, a Fiocruz negociou um acordo com a AstraZeneca para a compra de lotes e transferência de tecnologia, o que permitiria a produção da vacina no Brasil no início de 2021.

O acordo prevê a entrega de 15 milhões de doses até dezembro de 2020 e outros 15 milhões até janeiro de 2021. Esse montante seria suficiente para imunizar 15% da população brasileira. Em seguida, seriam produzidas mais de 70 milhões de doses, com custo unitário em torno de R$ 12.

Mas isso depende ainda de uma análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até poder ser distribuída no Brasil. Não há prazo determinado para esse aval.

Ambos os países estão concluindo o planejamento de distribuição da vacina na população. Idosos e profissionais de saúde devem estar nos primeiros lugares da fila.

Os resultados são decepcionantes?

Depois que a Pfizer e a Moderna produziram vacinas com 95% de proteção da Covid-19, um patamar de eficácia média de 70% parece relativamente decepcionante.

Mas não é bem assim. Primeiro, autoridades de saúde ao redor do mundo, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), consideram um triunfo qualquer imunizante que esteja acima do patamar de 50% de eficácia.

Depois há as vantagens de armazenamento, preço final, capacidade de produção e logística de distribuição.

No cenário mundial, os responsáveis pela vacina Oxford/AstraZeneca garantem que terão a capacidade de entregar 3 bilhões de doses ao longo de 2021. Além disso, esse imunizante pode ser armazenado em geladeiras comuns, o que significa que pode ser distribuído em todos os cantos do mundo. Além disso, o custo no Brasil giraria em torno de R$ 12 por dose.

Por outro lado, as fabricantes das vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna afirmam que terão capacidade de produção de 1,3 bilhão e de 1 bilhão de doses em 2021, respectivamente, mas demandam temperaturas muito mais baixas.

A princípio, o imunizante Pfizer/BioNTech precisa de temperatura de -70°C para evitar que a substância perca seu efeito. Isso pode se tornar um grande empecilho em regiões remotas ou muito quentes.

Outro problema seria a disponibilidade desse imunizante no Brasil. Por ora, não há nenhum acerto para compra ou transferência de tecnologia ao país. Mesmo se o governo brasileiro e as duas empresas fecharem um acordo, as primeiras doses só chegariam aqui a partir do primeiro trimestre de 2021, uma vez que outras nações já garantiram os primeiros lotes.

Em comparação, o produto da Moderna tem a vantagem de um armazenamento a -20 °C. Essa é uma temperatura muito mais fácil de garantir com os congeladores e freezers de que o Brasil dispõe atualmente.

Não há muitas informações sobre a possível chegada dessa vacina ao Brasil. Um caminho para obter o produto pode ser o Fundo de Acesso Global à Vacina para a Covid-19 (Covax), criado pela OMS com o objetivo de distribuir doses aos países menos desenvolvidos. O Brasil faz parte da iniciativa, mas não está claro quantas doses seriam repassadas ao país.

Estimativas recentes da Moderna apontaram que o preço por dose deve ficar em torno de R$ 170. A da Pfizer/BioNTech, em quase R$ 110. Mas os valores finais ainda devem ser definidos oficialmente. Ambas demandam a aplicação de duas doses para garantir a eficácia.

Como a vacina Oxford/AstraZeneca funciona?

Como as vacinas funcionam?

A vacina utiliza um vírus de resfriado comum geneticamente modificado que costumava infectar chimpanzés, um adenovírus.

Ele foi alterado para impedir que cause uma infecção em pessoas e para carregar partes do gene do coronavírus, entre elas a proteína spike (ou “de pico”).

Uma vez que essas moléculas estão dentro do corpo, começam a produzir a proteína spike do coronavírus que o sistema imunológico reconhece como ameaça e aprende a destruir.

Quando o sistema imunológico entra em contato com o vírus de verdade, ele sabe o que fazer.

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Lágrimas podem ser usadas para diagnosticar doenças no futuro

Estudo recente indica que há traços de várias substâncias originalmente presentes no sangue no líquido presente nos olhos

Luiz Nogueira 

Olhar Digital

Nossos olhos estão sempre úmidos, isso ocorre porque cerca de sete microlitros de lágrimas estão constantemente presentes. Muitas pessoas devem pensar que elas não passam de água salgada, mas a verdade é que são as responsáveis por fornecer oxigênio, remover resíduos e representam a primeira linha de defesa contra patógenos.

Além disso, as lágrimas contam com traços de várias substâncias químicas originalmente presentes no sangue, algumas das quais atuam como marcadores de doenças – como a glicose, que pode sinalizar diabetes, ou enzimas que indicam alguma doença hepática. 

É por isso que, no futuro, os médicos poderão diagnosticar doenças a partir das lágrimas. Essa possibilidade foi indicada em um estudo recente, resultado de uma parceria entre especialistas da Universidade Caledônia de Glasgow, no Reino Unido, e do Instituto de Oftalmobiologia Aplicada, da Espanha.

A pesquisa mostrou que os marcadores de muitas das doenças mais comuns e devastadoras, como câncer, esclerose múltipla, fibrose cística e Parkinson, podem ser encontrados nas lágrimas.

Atualmente, há outros trabalhos que também planejam utilizar esse método para diagnosticar o Alzheimer. Em uma aplicação semelhante, pesquisadores conseguiram, usando uma tecnologia chamada TearExo, rastrear traços do câncer de mama usando lágrimas. Isso poderia reduzir muito os custos dos testes e permitir a detecção precoce.

Essa possibilidade também pode ser aplicada à pandemia da Covid-19. Além da busca por uma vacina, pesquisadores têm se concentrado em desenvolver um teste para diagnosticar a doença, bem como encontrar traços de infecções anteriores por meio da presença de anticorpos.

Alguns dos exames disponíveis atualmente são feitos a partir do sangue – mas o RNA do coronavírus também foi encontrado em lágrimas, bem como os anticorpos. Isso significa que um teste do tipo pode ser rápido e barato – além de que, como não envolve nenhuma agulha, pode, a princípio, ser feito em casa.

Benefício adicional

As vantagens potenciais das lágrimas como indicadores de saúde vão além de testes ocasionais. Com uma tecnologia promissora, é possível ter basicamente uma lente de aumento inteligente que monitora continuamente os biomarcadores do paciente, melhorando significativamente a prevenção de doenças e a detecção precoce.

Um passo significativo nessa direção foi dado com a criação de uma lente de contato inteligente que consegue monitorar a glicose e auxiliar no tratamento da retinopatia diabética. No entanto, por ser apenas um protótipo, é possível que seu uso comercial ainda demore mais alguns anos.

Curiosamente, em 2018, a Nasa propôs o uso de lágrimas para monitorar a saúde dos astronautas no espaço. Para criar um banco de dados de saúde, amostras seriam coletadas de novos astronautas e de veteranos.

Mesmo com a aplicação dessa iniciativa iniciado há pouco tempo, as lágrimas podem ser uma alternativa barata, rápida e fácil para monitorar a saúde.

Via: Scientific American

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