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Volta às aulas: mochila adequada pode evitar dores, erros de postura e até problemas na coluna; saiba como escolher

Presidente do Comitê de Ortopedia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia alerta que o item deve ser usado da maneira correta para evitar prejuízos à saúde.

Por Emily Santos, g1 — São Paulo

O início do ano escolar sempre traz preocupações sobre materiais escolares, mas uma coisa que recebe pouca atenção é a mochila escolar.

Francisco Carlos Salles Nogueira, presidente do Comitê de Ortopedia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), defende que a mochila é mais que um adereço e precisa ser escolhida com cuidado.

Uma mochila inadequada, mal regulada ou acima do peso ideal pode causar:

  • Dores nas costas, ombros, quadril e joelhos;
  • Má postura;
  • Desvios na coluna, como escoliose;
  • Aumento da cifose (deixando a pessoa corcunda).

A mochila ideal deve ir do ombro da criança até a altura da cintura. O ideal é que fique uns 5 centímetros abaixo da linha da cintura. Então, não pode ser muito grande para a criança. Além disso, a mochila deve ser ergonômica, respeitando as curvaturas naturais da região dorsal e da lombar. Ela deve ter alças largas e acolchoadas, para não causar incômodos nos ombros— Francisco Carlos Salles Nogueira, presidente do Comitê de Ortopedia Pediátrica da SBOT.

Mas o especialista alerta que ter o modelo correto não basta para evitar os danos na coluna. É preciso regular e utilizar da maneira correta.

Para isso, as duas alças devem ser usadas nos ombros, sempre bem ajustadas, e o peso carregado não deve ultrapassar 10% do peso da criança, como orienta a SBOT. Na prática, o ideal é que uma criança que pesa 40 quilos carregue uma mochila de no máximo 4 quilos.

E saber distribuir este peso também pode fazer a diferença. “O ideal é que a mochila tenha algumas divisões, para que o material mais pesado, como livros e cadernos, fique mais próximo das costas”, explica.

Jeito correto de ajustar e utilizar a mochila escolar.  — Foto: Arte: g1

Jeito correto de ajustar e utilizar a mochila escolar. — Foto: Arte: g1

Uma alternativa à mochila tradicional é aquela com rodinhas, que não coloca muito esforço na coluna, ideal para crianças menores. No entanto, o modelo também demanda atenção.

“Não dá para exagerar no peso, claro, e outro cuidado fundamental é a altura do puxador, que não pode nem estar muito alto para não forçar os braços e os ombros, nem muito baixo para precisar curvar a coluna”, explica o Dr. Salles Nogueira.

Alivie o peso da mochila

Nadia Pelletti é mãe de Enrico, de 8 anos, e Davi, de 13, e ficava preocupada quando o mais velho precisava levar e trazer materiais pesados da escola todos os dias.

Como professora de ioga, ela sabe da importância de cuidar da coluna e da postura, então ficou aliviada quando a escola em que os meninos estudam disponibilizou armários para os alunos.

“Isso facilita muito, porque ao invés de ficar transportando na ida e na volta, o material fica na escola para ser utilizado na medida que as aulas acontecem, e ele só traz para casa o que vai ser usado nas atividades de casa”, conta.

Mas, apesar da facilidade que os armários trouxeram e de sempre aconselhar Davi a usar a mochila da forma certa, ela diz que nem sempre é ouvida.

“Eu digo para tirar da mochila o que ele não precisa mais. Às vezes, ele esquece de tirar um livro que já não vai mais usar. E nem sempre usa as duas alças nos ombros, mesmo que eu fique no pé. É um adolescente, né?”, diz, rindo.

O Dr. Salles Nogueira vê nos armários escolares uma ótima saída para evitar a exposição das crianças a pesos desnecessários.

Mas, para quem não tem essa alternativa, o recomendado é levar na mochila somente o que vai ser essencial para as aulas. E, se ultrapassar o peso indicado, leve o mais pesado nos braços.

“Não é o ideal, mas se for algo esporádico, pelo menos não vai forçar tanto a coluna”, diz o ortopedista.

Prevenção é o principal

Apesar de parecer detalhes pequenos, o especialista alerta que isso pode fazer a diferença na qualidade de vida e até na saúde dos alunos.

“Além disso, uma boa mochila é um investimento, já que não há a necessidade de trocá-la anualmente e se estiver bem conservada, pode acompanhar a criança por alguns anos”, lembra.

“A prevenção é o fator principal. Esse cuidado simples na infância pode representar uma juventude e uma vida adulta melhor, já que não vai ser um fator de prejuízo futuramente”, finaliza.

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‘Água de quiabo’: veja mitos e verdades sobre receita que vem ganhando popularidade nas redes

Spoiler: não há evidências científicas de que o consumo desse líquido de consistência viscosa ajude no tratamento de pacientes com diabetes ou auxilie no emagrecimento.

Por Roberto Peixoto, g1

Uma receita simples vem se tornando popular entre influenciadores de conteúdo na internet: pedaços de quiabo deixados imersos num recipiente com água durante a noite ou por cerca de 24 horas.

Os resultados prometidos para quem bebe esse líquido de consistência viscosa variam, mas vão desde o emagrecimento até o controle do diabetes. Mas, afinal de contas, será que tomar essa água “diferentona” faz mal ou traz mesmo algum benefício?

Veja abaixo o que é mito e o que, de fato, contribui para a saúde, de acordo com os especialistas.

Ajuda no controle da diabetes: MITO ⛔

Prevenir a diabetes é a melhor forma de reduzir os efeitos da doença. — Foto: SHUTTERSTOCK

NÃO há evidências científicas de que beber essa “água de quiabo” ajude no tratamento de pacientes com diabetes. Pelo contrário.

Em um guia sobre alimentação, o Ministério da Saúde explica que essa crença se tornou popular a partir da divulgação de um experimento de estudantes do ensino médio sobre o tema em 2013, que mostrou uma certa associação da receita na redução da glicemia, ou seja, a quantidade de glicose no sangue.

O problema é que, até o momento, não existem resultados que comprovem este chamado efeito hipoglicemiante, de redução do nível de açúcar.

A nutricionista Lara Natacci, mestre e doutora pela Faculdade de Medicina da USP, ressalta que no experimento dos estudantes, que foi baseado em um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) feito com camundongos, somente um grupo pequeno de voluntários foi examinado.

Além disso, todas as 8 pessoas que participaram da pesquisa durante três meses não interromperam o tratamento com remédios de diabetes enquanto tomavam diariamente a água com a mucilagem, a “baba do quiabo”.

Na época da divulgação da pesquisa, a Sociedade Brasileira de Diabetes chegou até a emitir um alerta sobre os riscos de interrupção do tratamento medicamentoso, especialmente para as pessoas portadoras de diabetes em uso de insulina.

“Isso não substitui medicamento de forma alguma. Fazer isso pode ser até muito prejudicial para a saúde. Não faz mal a gente consumir, mas é importante a pessoa [que tem diabetes] ter em mente que precisa continuar seu tratamento, e não será a ‘água de quiabo’ que vai diminuir a glicemia”, diz Natacci

No guia sobre os mitos da alimentação, o Ministério da Saúde explica ainda que estudos experimentais, em animais, mostraram até mesmo uma certa interação entre as fibras solúveis presentes no quiabo e a metformina, um antidiabético muito utilizado no tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipo II.

Embora mais pesquisas necessitem ser feitas, se comprovada, essa associação poderia até prejudicar a ação do remédio. Justamente por causa dessa falta de resultados científicos, a pasta defende que o diabetes é melhor tratado com medicamentos, mudanças específicas na dieta e atividade física regular orientada por um profissional de saúde.

“O que baixa a glicemia é tomar os medicamentos de forma correta, ter um estilo de vida equilibrado, comer de forma saudável e consumir bastante fibras”, acrescenta Nattaci.

Tem propriedades nutricionais: VERDADE, MAS… ✅

A associação da “água do quiabo” com esse mito de que a receita ajuda no controle da diabetes está relacionado ao fato de que esse é um alimento rico em fibras solúveis.

E as fibras solúveis contribuem para a estabilização da glicemia e do colesterol, mas, como alerta a doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP Maria Fernanda Barca, NADA substitui o tratamento medicamentoso desses pacientes.Os riscos de interrupção do tratamento são imensos. [O paciente pode ter um] descompasso geral do quadro de diabetes, como uma piora renal, piora da visão (visão borrada), excesso de urina, desidratação e, no caso das pessoas que tomam insulina, até mesmo coma.— Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia

Além disso, como ressalta o Ministério da Saúde, as fibras estão presentes não apenas no quiabo, mas também em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e feijões.

Um estudo de 2006 da Unicamp, por exemplo, mostrou que 100g de quiabo possuem cerca de 4,6g de fibras. Já os mesmos 100g de feijão carioca têm mais do que o triplo de fibras.

“Se deixar de um dia para outro, [a água] vai ter até alguns nutrientes do quiabo, principalmente vitaminas e antioxidantes. Mas é melhor comer o quiabo mesmo, porque ele tem esses nutrientes, além das fibras”, acrescenta Natacci.

Ajuda no emagrecimento: MITO ⛔

O doutor Fabiano Lago, médico endocrinologista em Curitiba, explica que não há nenhuma evidência de que a receita ajude no emagrecimento.

Ela ressalta que, como os nutrientes que ficam na água são mínimos, os benefícios se assemelham a tomar um copo de água normal.

“O grande risco disso é superestimar as qualidades da água”, diz. “E o que as pessoas precisam entender é que não existe um alimento em específico ou um chá, uma água que vai fazer emagrecer. É o contexto geral que influencia isso, como a prática de exercícios, um acompanhamento médico, etc.”.

Cura cinomose e parvovirose: MITO ⛔

Nem a “água de quiabo” nem o suco do fruto tem propriedades do tipo.

Como mostrou o FATO ou FAKE, essa é uma desinformação que vem circulando há tempos nas redes sociais, mas essas doenças, que acometem principalmente cãezinhos não vacinados, precisam de acompanhamento médico veterinário visto que são de difícil tratamento.

“Essas doenças são de alta morbidade, mas, ainda assim, tratáveis. No entanto, não pelo quiabo”, afirmou a época a professora aposentada do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (FMV-USP) Mitika Hagiwara.

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Proibido pela Anvisa, ‘vape com vitaminas’ para exercícios é criticado por ineficácia e risco de lesão

Novo modelo de cigarro eletrônico promete ‘alta performance’ nas atividades diárias, mas não há comprovação de que inalar vitaminas faz bem à saúde. No Brasil, comercialização e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas.

Por Marina Pagno, g1

Um novo modelo de cigarro eletrônico chamou a atenção das redes nesta semana ao prometer alta performance e benefícios para a saúde com a suposta inalação de vitaminas, hormônios e produtos naturais. O “health vape” ou “vape de vitaminas” foi apresentado em um vídeo que fazia propaganda do produto nas redes sociais – após viralizar, o perfil que fez a postagem apagou a conta no Instagram.

Pneumologistas e cientistas ouvidos pelo g1 afirmam que nada comprova que esses dispositivos podem fazer bem para a saúde e, pelo contrário, há alerta de riscos:

  • Não há evidências científicas que comprovem que inalar vitaminas é a melhor forma de ingeri-las. Os vapes não foram clinicamente testados para esse fim;
  • Sem testes, não há como saber se há, de fato, vitaminas, aminoácidos, hormônios e produtos naturais na composição;
  • Health vapes são cigarros eletrônicos, que são cigarros. Ou seja: usá-los também é uma forma de fumar;
  • Especialistas apontam que eles podem causar lesão pulmonar e outras doenças;
  • Além disso, a propaganda, importação e o comércio de cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vendidos como suplemento

Mesmo com a proibição, cigarros eletrônicos são oferecidos livremente em tabacarias e na internet. O g1 encontrou vapes de vitaminas sendo vendidos em sites brasileiros com o status de suplemento, com preços que variam de R$ 50 a R$ 80.

O dispositivo parece uma caneta. No vídeo que viralizou, uma mulher fuma o cigarro eletrônico enquanto faz exercícios físicos. Afirma que o produto não tem nicotina – principal responsável pela dependência – e é feito de “concentrados vitamínicos”.

Em uma pesquisa na internet, é possível encontrar os health vapes em seis sabores, com combinações diferentes de vitaminas, aminoácidos, hormônios e plantas medicinais que causariam diversos efeitos no corpo. Um deles, por exemplo, seria “para descansar”: na composição, melatonina (o hormônio do sono) e camomila. Outro, “para dar energia”: com vitamina B12 e cafeína.

Sobre os vapes em geral, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) é enfática ao afirmar que há evidências científicas que comprovam que a fumaça dos cigarros eletrônicos não é composta apenas de “vapor de água”: os produtos são compostos por produtos com potencial cancerígeno e podem causar danos no pulmão e no coração.

Ana Cláudia Bonassa, do canal “Nunca vi 1 Cientista”, desmente todas essas promessas. A bióloga e doutora em ciências com ênfase em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) afirma que não há estudos que comprovem esses benefícios.

“Vaporizar e inalar vitaminas não dá energia. Não existe isso de você vaporizar a melatonina para melhorar o sono, porque não há evidências”, coloca a cientista.

“A decisão da Anvisa se baseou no princípio da precaução, devido à inexistência de dados científicos que comprovassem alegações atribuídas a esses produtos”, disse ainda.

O médico pneumologista Fred Fernandes, que atende pacientes com doença pulmonar avançada e que buscam tratamento para o tabagismo, tem a mesma opinião.

“Nada disso foi testado adequadamente. Não se sabe se faz bem à saúde. Provavelmente não faz. E pior: não se tem ideia dos malefícios”, afirma.

Nos EUA, vitamina inalada causou mortes

Mesmo vitaminas podem ser catastróficas se inaladas, de acordo com Fernandes. Um dos exemplos é o acetato de vitamina E, apontado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) como a causa de danos pulmonares em mais de 2 mil fumantes de cigarros eletrônicos nos Estados Unidos em 2019.

De acordo com o CDC, a substância pegajosa – forma oleosa e sintética da vitamina – gruda no tecido pulmonar causando EVALI, doença pulmonar grave relacionada ao uso de vapes.

“Esses cigarros eletrônicos apresentam substâncias que não foram testadas por via inalatória, já com a existência de EVALI associada à vitamina E. Então, se tem com vitamina E, por que que não pode ter com outras vitaminas, outras substâncias?”, questiona Paulo Corrêa, coordenador da Comissão Científica de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

“A cafeína é segura quando você toma no café. Mas ninguém estudou cafeína inalatória para saber se ela é segura”, disse. “Quem faz isso de botar o negócio na praça e falar que está tudo bem é a indústria do tabaco, a indústria do vapor”, afirma Corrêa, que é médico pneumologista.

Há o exemplo da insulina. O hormônio foi testado na sua forma inalatória, na tentativa de poupar os portadores de diabetes das picadas. Não deu certo: nos rigorosos ensaios, os pacientes tiveram uma piora na função pulmonar.

“Em geral, a via inalatória é pouco eficiente para administrar medicamentos sistêmicos, pois a taxa de absorção é muito melhor pela via digestiva“, diz o médico Fred Fernandes.

Cigarro eletrônico também é cigarro

Vaporizar, fumar ou inalar substâncias duvidosas pode causar lesão pulmonar e até evoluir para doenças mais graves, alertam os médicos. Cigarro eletrônico, com ou sem nicotina, também é cigarro: ao usá-lo, você estará fumando e propenso a problemas de saúde.

“Se esses vapes de vitaminas possuírem a mesma base dos cigarros eletrônicos, que tem transferência de metais e outras substâncias, a gente já sabe que não é seguro. Logo, o produto deles não é seguro”, afirma o médico Paulo Corrêa.

Estudos já comprovam que a fumaça dos cigarros eletrônicos não é composta apenas de “vapor de água”. Mais de 2 mil produtos químicos – a maioria ainda não identificados – foram encontrados em dispositivos de quatro marcas nos Estados Unidos, de acordo com a SBPT.

“Se é inalado, ele vai provocar problemas no pulmão. Só a transferência dos metais e a insegurança relacionada a essas substâncias inaladas já são suficientes para que o usuário considere temerário o seu uso e, portanto, não utilize”, explica o pneumologista.

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Comer é o melhor remédio, mas isso não inclui fast food

Novos trabalhos reforçam a importância de uma boa alimentação para a longevidade

Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro

No começo do mês, pesquisadores da faculdade de medicina de Harvard divulgaram estudo que reforça a relação entre um padrão alimentar saudável e a diminuição do risco de morte prematura. Os cientistas constataram que as pessoas que seguiam uma dieta balanceada apresentavam menores chances de morrer de câncer e doenças respiratórias ou cardiovasculares em comparação com as que comiam mal. O trabalho foi publicado no “JAMA Internal Medicine”.

Foram utilizados dados, coletados durante 36 anos, de 75 mil mulheres e 44 mil homens. No início do levantamento, nenhum dos participantes havia sido diagnosticado com as doenças citadas e todos preenchiam um questionário sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos. Os resultados foram compatíveis com as recomendações das Diretrizes Dietéticas para Americanos, que aprovam diferentes dietas (como a mediterrânea ou à base de plantas) – dando prioridade às refeições que incluam grãos, legumes, verduras e frutas.

A necessidade de optar por comidas saudáveis é endossada por outra pesquisa, recém-publicada na revista científica “Clinical Gastroenterology and Hepatology”, que mostrou que o consumo de fast food – também responsável pelo crescimento do número de casos de diabetes e obesidade – está associado a um quadro de doença hepática gordurosa não alcoólica, que pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado.

Os pesquisadores avaliaram 4 mil adultos: aqueles cujo consumo de fast food excedia 20% das calorias ingeridas diariamente tinham níveis elevados de gordura em seus fígados.

No entanto, não é apenas o fígado que sofre as consequências do fast food, com altos teores de açúcar e sal, onde sobram calorias e faltam nutrientes. Uma lata de refrigerante do tipo cola contém o equivalente a dez colheres de chá de açúcar, sem qualquer valor nutricional. Na digestão, a quebra dos carboidratos libera glicose e o resultado é o aumento da taxa de açúcar no sangue. O pâncreas então produz insulina, que transporta a glicose para as células. Entretanto, se os níveis se mantiverem sempre altos, o equilíbrio pode ser romper, levando ao diabetes tipo 2.

O excesso de sal é um vilão para a pressão sanguínea. Outro componente comum é a gordura trans, que aumenta o LDL (o mau colesterol) e o risco de diabetes e doença cardiovascular. Para o sistema respiratório, a equação é simples: calorias em abundância causam ganho de peso e os quilos extras sobrecarregam coração e pulmões, tornando penosas atividades simples como andar, subir escadas ou fazer exercícios.

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Fiocruz convoca crianças para se vacinarem contra Covid-19 em estudo para elaborar bula da vacina; saiba como

Para incentivar os pais a irem à Fiocruz, é oferecida ajuda de custo de R$ 60, para transporte até o local.

Por Mário Carvalho, TV Globo

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco está convocando pais de crianças e adolescentes de 3 a 17 anos a vacinarem os filhos contra a Covid-19, participando de um estudo para elaborar a bula da vacina CoronaVac. O imunizante é desenvolvido em parceria com o Instituto Butantan e já foi aplicado em mais de 1 bilhão de pessoas no mundo.

A pesquisa é direcionada às pessoas que nunca foram vacinadas. Para incentivar os pais a irem à Fiocruz, eles recebem R$ 60, para custear o transporte até o local. A sede da fundação fica no Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste da cidade.

É preciso fazer um cadastro pela internet para participar da quarta fase do estudo, ou ligar para o telefone (81) 9 9955-4093. A meta é vacinar 500 pessoas no estado.

Em Pernambuco, somente 55% das crianças entre 3 e 11 anos tomaram a primeira dose. São 828.175 das 1,5 milhão de pessoas nessa faixa etária. Com relação à segunda dose, foram somente 36% das crianças, ou 548.356. Segundo o pesquisador Rafael Dhalia, integrante da pesquisa, isso é preocupante.

“Os dados hoje mostram que a cada dois dias uma criança morre de Covid no Brasil. Isso é em decorrência ou de falta de vacinação, ou de vacinação incompleta. Daí a importância de estimular os pais a levarem seus filhos para se vacinarem”, explicou.

A CoronaVac é aplicada em ao menos duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas. Rafael Dhalia explicou ainda que o objetivo do estudo é monitorar possíveis efeitos adversos da vacina, que foi a primeira a ser aplicada no Brasil.

“Toda vacina, não só de Covid, precisa ter uma bula, e a gente precisa observar os efeitos adversos. Essa vacina é extremamente segura e mais de 1 bilhão de pessoas já tomaram. Os efeitos são brandos. Pode ser dor de cabeça, febre e fadiga no corpo. Mas tudo isso precisa estar registrado. A finalidade desse estudo é registrar isso na bula da vacina”, afirmou.

No levantamento, os vacinados serão acompanhados durante um ano, para esclarecer os principais efeitos da vacina. Uma das participantes foi a auxiliar de perecíveis Valdilene Cândido, que levou a filha de 5 anos para se vacinar.

“Essa vacinação é muito importante para prevenir a Covid. A gente sabe que muitas pessoas faleceram; então eu não queria ser mais um caso. Mais uma pessoa internada, ou que fosse a óbito. Eu tenho duas filhas e estamos todos nos prevenindo”, afirmou.

Valdilene foi incentivada por integrantes da Rádio Comunitária do Coque, comunidade na região central do Recife. Segundo Marcos Antônio da Silva, assistente de comunicação da rádio, eles estão divulgando a importância da vacinação para crianças entre os moradores.

“Nós, como veículo de comunicação, estamos facilitando essa troca, buscando evidenciar os benefícios do boca a boca, indo de porta em porta, conversando com as pessoas”, disse.

Quem participa da pesquisa passa por uma consulta em que um médico explica a importância do estudo e esclarece todas as dúvidas.

“A gente faz o acompanhamento tanto da primeira, quanto da segunda dose. Os efeitos colaterais esperados são os mesmos das outras vacinas que as crianças tomam no posto de saúde”, declarou.

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Mais Médicos: Ministério da Saúde diz que vai acelerar recrutamento de profissionais para distritos indígenas

Segundo a pasta, medida busca sanar desassistência em saúde nos territórios, como o Yanomami, onde o caos sanitário fez o governo federal decretar emergência de saúde pública.

Por Roberto Peixoto, g1

O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (22) que por causa da desassistência sanitária da população do território Yanomami estuda acelerar um edital do Programa Mais Médicos para recrutar profissionais para atuação nos Distritos Sanitários Indígenas (Dsei).

Segundo a pasta, o recrutamento seria de médicos tanto formados no Brasil como no exterior, e a atuação seria de maneira permanente, inclusive no Dsei Yanomami, onde quase 100 crianças morreram no ano passado, segundo o Ministério dos Povos Indígenas.

Os Dsei são unidades de responsabilidade sanitária federal e correspondem a uma ou mais terras indígenas.

“Tínhamos um edital só para brasileiros. Só em seguida que faríamos um edital para brasileiros formados no exterior e, depois, para estrangeiros. Frente à necessidade de levarmos assistência à população dos distritos indígenas, especialmente aos Yanomami, queremos fazer um edital em que todos se inscrevam de uma única vez”, explica o secretário de Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes.

Ainda de acordo com a pasta, a medida é uma das ações da Sala de Situação, criada na sexta-feira (20), para apoiar ações de enfrentamento à desassistência dos povos que vivem no território Yanomami.

Criado na gestão de Dilma Rousseff (PT) em 2013, o programa Mais Médicos sofreu resistências do último governo, que decidiu criar um novo programa em 2019, o Médicos pelo Brasil, para substituir o programa petista.

Como mostrou o g1, na prática, isso não aconteceu. Até então, os dois programas estavam existindo de forma concomitante. E, segundo o secretário do Ministério da Saúde, não foram suficientes para preencher as vagas no interior e em periferias, áreas que mais sofrem com a falta de médicos na atenção básica.

Lula convoca ação de emergência na Terra Yanomami, assolada por fome e doenças

Ainda de acordo com Fernandes, com o edital único, quando esgotarem as vagas para brasileiros, aquelas remanescentes automaticamente irão para os brasileiros formados no exterior. Persistindo a vacância, as vagas irão para estrangeiros que queiram participar, de modo que haja um processo mais célere. A ideia é otimizar o trabalho e suprir o atendimento nos distritos indígenas.

“A Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) está garantindo recursos para um edital em andamento, em que há 77 médicos alocados em Dsei. O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami é um dos que mais carece de profissionais entre os territórios, com apenas 5% das vagas ocupadas. Por isso, a necessidade de um novo edital formulado já a partir desta semana, contemplando a necessidade da saúde indígena”, informou o ministério.

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Recife retoma vacinação contra covid-19 de crianças de 6 meses a 2 anos

Vacinação estava suspensa desde novembro de 2022 por falta da Coronavac – único imunizante autorizado para esta faixa de idade.

Por G1 PE

A capital pernambucana retomou a vacinação da segunda dose da contra a covid-19 para de crianças de 3 e 4 anos nesta sexta (20). A imunização deste grupo estava suspensa desde novembro do ano passado, por falta de imunizantes da Coronavac – único permitido para essa faixa de idade.

Atualmente, segundo a prefeitura do Recife, existem 6.441 crianças de 3 e 4 anos com a segunda dose da vacina atrasada na cidade. A secretaria de Saúde informou que recebeu 5.500 doses da Coronavac e por isso está retomando a vacinação deste grupo.

Pais e responsáveis podem agendar a vacinação das crianças pelo site ou aplicativo do Conecta Recife, a partir das 18h desta quinta (19).

O esquema de vacinação desta faixa etária é feito com duas doses, com intervalo de 28 dias. Crianças imunossuprimidas também devem tomar o imunizante.

A secretaria de Saúde ressalta que o calendário de vacinação das crianças deve ser cumprido de acordo com a rotina e as datas previstas, independente da vacinação contra a covid-19.

A prefeitura do Recife está ativando novos pontos de vacinação para crianças de 3 e 4 anos para ampliar o acesso da população. (confira abaixo)

Confira os locais de vacinação infantil no Recife

  • Shopping Recife (Boa Viagem)
    R. Padre Carapuceiro, 777 – Boa Viagem – 5ª etapa, no 2º piso, próximo à loja Granado
    Segunda a Sábado – das 9h às 19h
    Domingo – 12h às 19h
    * Vacinação adolescente e adulta – sem agendamento
  • Shopping RioMar (Pina)
    Av. República do Líbano, 251 – Pina – piso L2, próximo à loja Riachuelo
    Segunda a Sábado – 9h às 19h
    Domingo – 12h às 19h
    * Vacinação adolescente e adulta – sem agendamento
  • Shopping Boa Vista (Boa Vista)
    Rua do Giriquiti, n° 48- Boa Vista – 1º piso, ao lado da loja Renner
    Segunda a Sábado – 9h às 19h
    Domingo – 11h às 19h
    * Vacinação adolescente e adulta – sem agendamento
  • Shopping Tacaruna (Santo Amaro)
    Av. Gov. Agamenon Magalhães, 153 – Santo Amaro – no L1, ao lado da C&A
    Segunda a Sábado – 9h às 19h
    Domingo – 12h às 19h
    * Vacinação adolescente e adulta – sem agendamento
  • Centro Médico Senador José Ermírio de Morais (Casa Forte)
    Av. Dezessete de Agosto, 2388 – Casa Forte, Recife – PE, 52060-590
    Segunda a Domingo – 8h às 18h
    * Vacinação infantil, adolescente e adulta – com agendamento
  • Policlínica Clementino Fraga (Vasco da Gama)
    R. Japaratuba, 260 – Vasco da Gama
    Segunda a Sexta (exceto feriados) – 8h às 16h
    * Vacinação infantil, adolescente e adulta – com agendamento
  • Policlínica Lessa de Andrade (Madalena)
    Estrada dos Remédios, 2416 – Madalena
    Segunda a Sexta, exceto feriados – 8h às 16h
    * Vacinação infantil, adolescente e adulta – com agendamento
  • Centro de Saúde Sebastião Ivo Rabelo (Ibura)
    Av. Campina Grande, 199 – Cohab
    Segunda a Sexta, exceto feriados – 8h às 16h
    * Vacinação infantil, adolescente e adulta – com agendamento

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Vacinação contra Covid completa dois anos em PE e 42% da população ainda não tomou primeira dose de reforço

Técnica em enfermagem Perpétua Barbosa, que trabalha no Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, recebeu a primeira dose da campanha, em 18 de janeiro de 2021.

Por Lílian Oliveira, TV Globo

Campanha de vacinação contra a Covid completa dois anos em Pernambuco

A campanha de vacinação contra a Covid-19 em Pernambuco completa dois anos nesta quarta (18)Mesmo 24 meses após a abertura da campanha, 42% do público elegível ainda não tomou a terceira dose, ou primeiro reforço.

Até a segunda (17), a cobertura da terceira dose estava em 57,8%. Participaram dessa fase 4.447. 608 pessoas dos públicos elegíveis.

Para a quarta dose, ou segundo reforço, o número ficou em 45,7%. Foram aos postos de saúde nessa etapa 1.284.231 pessoas.

Em dois anos, a cobertura total no estado, somando todas as doses, ficou em 84,6%, totalizando mais de 22,4 milhões de doses aplicadas.

Desde a abertura da campanha, receberam a primeira dose 8.548.759 pessoas, ou 89,9% dos grupos habilitados. A cobertura da segunda dose está em 82,6% dos elegíveis.

Tomaram a segunda dose 7.861.821 pessoas. A dose única, da Janssen, foi aplicada em 185.131 pessoas, ou 1,95% do público elegível.

Desde o início da pandemia, em Pernambuco, em março de 2020, foram confirmados no estado 1.136.456 casos da doença. Neste período, aconteceram 22.618 mortes.

Primeira vacinada

primeira dose de vacina aplicada no estado foi na técnica em enfermagem Perpétua do Socorro Barbosa dos Santos, que há 32 anos trabalha na área da saúde, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no bairro de Santo Amaro, região central do Recife.

“Foi uma satisfação, porque eu não tinha conhecimento de que ia ser a primeira vacinada, veio o convite pela manhã e eu fiquei feliz”, disse.

O Huoc, que é referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, foi a primeira unidade de saúde a receber um caso suspeito de Covid, em 2020. Por lá, já passaram surtos da Influenza A H1N1 e H3N2, a epidemia de cólera, surtos de sarampo e de difteria e da dengue, zika e chikungunya.

Perpétua Barbosa, que estava presente durante muitos desses surtos, foi vacinada com uma dose de CoronaVac no mesmo dia em que chegaram ao estado as primeiras doses ao estado.

Dois anos depois, Perpétua, que na época morava no Ibura, Zona Sul do Recife, atualmente mora em Camaragibe, no Grande Recife. A maior parte da carreira como funcionária da saúde foi passada em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Lembrando de tudo o que passou, sendo profissional de saúde em meio a uma pandemia, ela considera uma “satisfação” ter sido a primeira pessoa do estado, e uma das primeiras do Brasil, a ser vacinada.

“Muita apreensão, muita preocupação, um cuidado imenso. E muita tristeza diante das perdas”, afirmou.

Números

Em janeiro de 2021, quando a vacina contra Covid era aplicada apenas em grupos prioritários, como idosos e profissionais de saúde, Pernambuco registrava mais de 5 mil casos diários da doença. Já o boletim desta quarta (18) aponta 1.083 novos casos.

A vacina, que começou sendo aplicada em pessoas a partir de 80 anos, hoje está disponível para jovens, adultos, crianças e até bebês. Desde o início da campanha, o estado já recebeu mais de 25 milhões de doses de vacinas.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 304 mil crianças podem tomar as duas doses da vacina, desde que o intervalo de 28 dias entre elas seja respeitado.

Em nota, o governo reforça a preocupação com a baixa procura nos pontos de vacinação das cidades pernambucanos. Fato que, segundo a gestão, mantém a população vulnerável à infecção.

Na capital pernambucana, para agendar a vacinação é preciso realizar o cadastramento no site ou aplicativo do Conecta Recife.

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Pacientes passam dias esperando por cirurgias em macas e papelão no corredor do Hospital Otávio de Freitas

Pessoas em busca de atendimento também reclamam do calor, do mau cheiro e até de roubos dentro da unidade de saúde.

Por Luna Makman, TV Globo

Pacientes reclamam da superlotação e de falta de estrutura do Hospital Otávio de Freitas

No mesmo dia em que pessoas perdiam o atendimento por causa de longas filas no Hospital Barão de Lucena, pacientes passavam sufoco em outra unidade de saúde do Recife. Vídeos recebidos pelo WhatsApp da TV Globo mostram um corredor lotado de pacientes no Hospital Otávio de Freitas, no bairro do Sancho, na Zona Oeste da capital, na noite da segunda-feira (16).

As imagens mostram pessoas deitadas em macas altas e baixas. Algumas, estão em cima de papelões no chão. Uma mulher pergunta para um funcionário se tinha cadeira e a resposta é que não. Mais cedo, neste mesmo corredor, o sol batia na maca de um paciente.

Em outro vídeo, os pacientes contam que estão esperando atendimentos e cirurgias há dias. Eles reclamam do calor porque não podem usar o ventilador que trouxeram de casa.

Pacientes esperando cirurgia no corredor do Hospital Otávio de Freitas, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Pacientes esperando cirurgia no corredor do Hospital Otávio de Freitas, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Outro paciente disse que teve o telefone celular roubado dentro do hospital.

O Hospital Otávio de Freitas é ligado à Secretaria Estadual de Saúde (SES). É referência em doenças respiratórias, traumatologia, ortopedia, clínica geral e outras especialidades.

Uma mulher que estava acompanhando a avó de 76 anos e pediu para não ser identificada disse que a idosa está internada desde domingo (15) à noite na unidade de saúde, depois de quebrar o braço em dois lugares, após uma queda dentro de casa. Desde então, aguarda cirurgia.

“Nos primeiros dias ela estava jogada no corredor. Não só ela, tinha muitos pacientes também idosos jogados no chão. Tinha mau cheiro de banheiro, com muito mato ao lado; arriscado de ter rato, esses bichos para morder. Ontem à tarde foi que conseguiu botar ela no quarto”, afirmou à TV Globo.

No meio do corredor, pacientes esperam por cirurgia no Hospital Otávio de Freitas, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

No meio do corredor, pacientes esperam por cirurgia no Hospital Otávio de Freitas, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

O servente de pedreiro José Laerte da Silva foi internado na quinta-feira da semana passada (12), sentindo dores por causa de pedra nos rins. Ficou aguardando a cirurgia em macas no corredor. Nesta terça-feira (17), José Laerte recebeu alta depois de expelir naturalmente a pedra.

“Assim que eu cheguei estava superlotado. Uma maca em cima da outra. Não tinha nem espaço de passar. Até para ir ao banheiro tinha maca trancando a passagem”, explicou o servente de pedreiro.

Lá dentro, a situação continuava caótica durante a manhã desta terça (17), com pacientes nos corredores, como contou, por telefone, uma pessoa que está internada e pediu para não ser identificada.

“Está muito demorado. A gente está aqui no corredor, com gente com outras doenças. Inclusive, turberculose. E essa doença contagia, entendeu? Então a gente queria uma melhoria aqui. Um ventilador, um quarto separado. Tem muita gente. São 23 pacientes”, detalhou.

O que diz o governo

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de saúde disse que o Otávio de Freitas está com a escala de profissionais completa e com a oferta de medicamentos e materiais necessários para atendimento.

A pasta afirmou também que está em contato com a central de regulação de leitos do estado e que tem atuado para “dar rotatividade aos leitos de forma mais rápida”.

Em relação ao caso de tuberculose, a secretaria informou que vai apurar e que pacientes com a doença são mantidos em isolamento

Sobre a reclamação do mau-cheiro, a direção disse que, no ano passado, foi feito o serviço de tratamento de esgotamento sanitário no hospital e que as equipes de manutenção fazem vistorias preventivas e reparos.

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No verão, acne pode piorar e, em adolescentes, impactar na autoestima; veja dicas de cuidados

Com a previsão de aumento nas temperaturas nos próximos dias, orientação é, além de ingerir bastante água, ficar longe do sol, uma vez que o calor pode aumentar a oleosidade da pele.

Por Júlia Putini, g1

Nesta estação do ano, quem sofre com acne tende a ver uma piora no verão devido ao calor, que aumenta a transpiração, dilata os poros e gera mais oleosidade na pele. No caso dos adolescentes que convivem com espinhas e cravos, pode ainda afetar a autoestima e, por isso, os cuidados devem ser redobrados.

Com o inverno fora de época se aproximando do fim, a previsão é a de que o aumento de temperatura comece a se espalhar pelo país nos próximos dias.

Entre as orientações, profissionais de saúde recomendam manter uma alimentação saudável e lavar o rosto com sabonete adequado.

Confira abaixo 9 pontos sobre prevenção da acne:

1 – Fique longe do sol!

Há quem sinta que a pele fique mais bonita depois de passar um tempo sob o sol, mas a dermatologista Patrícia Trigo, do Hospital Sepaco, afirma que esse efeito é passageiro.

“Isso acontece porque o sol seca as espinhas, mas, depois, elas podem se tornar manchas, além de a oleosidade da pele aumentar”, explica a médica.

2 – Causas da acne

Cravos e espinhas surgem devido a um processo inflamatório das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos (de onde saem os pelos), em decorrência da obstrução deles por óleo e células mortas da pele.

A acne é quando há a presença de muitas lesões e elas são acompanhadas por vermelhidão e irritação na pele. Em casos graves, as inflamações são bastante doloridas.

Os principais responsáveis pela acne são:

  • Hormônios;
  • Uso de determinados medicamentos;
  • Alimentação desregrada; e
  • Em alguns casos, também pode estar associada ao uso de cosméticos.

Na adolescência, a acne é causada pelo funcionamento mais ativo das glândulas sebáceas, estimuladas pelos hormônios sexuais, chamados andrógenos e estrógenos.

3 – Genética

Tem ainda quem tenha predisposição genética para desenvolver acne. Isso se deve ao gene TNF-alfa, que promove um processo inflamatório em geral, impactando tanto na acne como em outras situações do nosso organismo. Quanto maior a expressão dele, maior será a inflamação.

“É importante salientar que diminuir a expressão do gene não é impedir o mesmo, tendo em vista que a ação do TNF alfa nos protege de muitas infecções”, diz Giovanna.

Nesse caso, escolher um tratamento tópico ou sistêmico que diminua a produção dele é o caminho para a melhora do processo inflamatório da pele.

4 – Como prevenir acne?

As principais recomendações são básicas e precisam se tornar hábitos para que a saúde da pele seja mantida.

  • Lavar o rosto com a água fria diariamente de manhã e à noite com o sabonete adequado para o seu tipo de pele;
  • Fazer controle da oleosidade da pele com algum ácido, caso seja oleosa ou mista, sob supervisão médica;
  • Não espremer possíveis lesões que surjam na pele;
  • Manter uma alimentação saudável sem abusar de carboidratos, gorduras e doces;
  • Beber bastante água por dia; e
  • Praticar atividade física.

Em períodos mais quentes, é ainda mais importante intensificar a ingestão de água e manter uma alimentação mais fresca, rica em alimentos leves e menos gordurosos, como frutas.

5 – Alimentação

O que evitar:

Alguns alimentos estão associados ao aumento da oleosidade, o que piora o quadro. Entre eles:

  • Gorduras saturadas
  • Gorduras do leite
  • Carnes vermelhas
  • Gordura trans, muito presente em alimentos ultraprocessados como margarina, biscoitos e sorvetes
  • Doces e alimentos com alto índice glicêmico
  • Farinha branca

O que comer:

Para reequilibrar o organismo e consequentemente a saúde da pele, uma alimentação rica em leguminosas e alimentos com alto teor de fibras promovem a absorção de nutrientes e ajudam a digestão, processo essencial para a desintoxicação do organismo.

Outro elemento chave é incluir na alimentação óleo de peixe, encontrado, por exemplo, em salmão e atum. Rico em ácidos graxos e ômega 3, ajuda a combater a inflamação em todos os sistemas do corpo, incluindo a pele.

Para os vegetarianos, nozes são uma ótima fonte da substância.

6 – O que fazer se tiver muita acne?

Dependendo da quantidade, a dermatologista Giovanna Mori Almeida, do Hospital Albert Sabin, recomenda procurar um médico o quanto antes para diminuir as chances de cicatrizes.

“Nenhum paciente fica confortável com o fato de ter acne. Porém, é nos adolescentes que ela interfere mais psicologicamente”, explica.

7 – Quais os tratamentos para a acne?

O tratamento vai depender de cada caso e deve ser recomendado por um médico dermatologista e pode incluir:

  • Uso de pomadas com antibióticos e ativos que ajudem a secar as lesões;
  • Aplicação de ácido para promover a regeneração da pele; e
  • Antibióticos orais em casos mais graves.
  • Quando a acne persiste aos tratamentos anteriores, é prescrita a isotretinoína, remédio que age diminuindo a atuação da glândula sebácea.

8 – Impactos na autoestima

O clínico geral e psicólogo Roberto Debski diz que, entre os jovens, a aceitação entre seus pares e pressão social são dois fatores que exercem muita pressão. Assim, os mais novos tendem a ser mais influenciáveis pelas normas sociais e pelo que é considerado desejável em seu grupo.Todos sabemos que o mundo perfeito e esteticamente impecável das redes sociais é fruto de edições e filtros, mas, mesmo assim, as pessoas se comparam e se sentem infelizes, desencadeando diversos transtornos emocionais.— Roberto Debski, clínico geral e psicólogo

9 – Atividade física

prática de atividade física também é citada por Debski como fator importante para a manutenção da autoestima dos jovens.

“Com o esporte, os jovens aprendem a conviver socialmente, respeitar e cooperar, competir de maneira ética e saudável, priorizar um estilo de vida ativo e saudável, ampliar a resiliência ao aprender que há momentos de vitória, mas também de derrota”, diz.

Ele destaca que essa é uma maneira de aprender a se dedicar e ter disciplina para obter resultados, o que ajuda a fortalecer o senso de busca por algo importante e a eventual conquista desse objetivo que exigiu um grande esforço. Além disso, é uma maneira prática de se fortalecer física e mentalmente.

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