OMS: Chance de ebola se espalhar para outros países na África é ‘muito elevada’, mas não há emergência global

Por G1

ARepública Democrática do Congo enfrenta um risco “muito elevado” para a transmissão do ebola, mas o risco global de transmissão é “baixo”, informou nesta sexta-feira (18) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda, a OMS descartou possibilidade de transmissão para outros continentes, mas diz que o vírus pode ultrapassar a fronteira do Congo para países vizinhos. A informação é da agência Reuters.

O anúncio da entidade foi feito porque a doença foi confirmada em um paciente em área urbana no Congo (o caso foi registrado em Mbandaka, cidade de cerca de 1,5 milhão de habitantes do noroeste do país).

A partir do caso, o risco de transmissão em países da região passou agora de “moderado” para “elevado”. A OMS, entretanto, decidiu que o surto no Congo não determina uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.

Uma reunião havia sido convocada nesta sexta-feira (18) com esse objetivo. De acordo com a Reuters, há grande expectativa de que a situação no Congo possa ser controlada. A entidade também descarta qualquer restrição de viagens nesse momento.

A emergência de saúde pública levanta um alerta internacional para que países passem a monitorar mais atentamente uma possível chegada do vírus — esse alerta foi dado ao zika no Brasil.

Todos os relatórios anteriores da doença partiram de áreas remotas, onde um surto de Ebola pode ser contido mais facilmente.

“O caso confirmado em um grande centro urbano aumenta o risco de disseminação dentro da República Democrática do Congo e para países vizinhos”, alertou a entidade, segundo a Reuters.

Segundo Peter Salama, vice-diretor de Prontidão e Reação de Emergência da OMS, o fenômeno do ebola urbano é muito diferente do rural; e, por isso, a entidade deve ficar mais alerta.

“Sabemos que as pessoas das áreas urbanas podem ter muito mais contatos, então isso significa que o ebola urbano pode resultar em um aumento exponencial de casos de uma maneira que o ebola rural tem dificuldade para fazer”, disse.

O cenário mais temido é um surto em Kinshasa, uma cidade superpovoada onde milhões vivem em favelas insalubres sem acesso a esgoto, informa a Reuters.

Os casos fizeram com que a OMS enviasse lotes de vacina experimental contra o ebola para a região na tentativa de controlar o surto. A vacina, desenvolvida pela Merck em 2016, se mostrou segura e eficaz em testes com humanos, mas ainda é experimental por ainda não ter uma licença.

Número de mortos chega a 25

O número de mortos pela epidemia de febre hemorrágica Ebola na República Democrática do Congo (RDC) chega a 25, de um total de 45 casos, dos quais 14 estão confirmados – aponta o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta sexta-feira (18).

A informação é da agência France Presse.

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EUA aprovam 1º tratamento exclusivo para prevenção da enxaqueca

Por Monique Oliveira, G1

Os Estados Unidos aprovaram a primeira terapia de prevenção exclusiva para a enxaqueca. Trata-se de uma injeção mensal, que pode ser combinada com outros tratamentos existentes. O medicamento tem o nome comercial de Aimovig — e é produzido pela Amgen, empresa americana com sede na Califórnia. O G1 entrou em contato com a empresa para saber sobre a eventual disponibilidade da injeção no Brasil.

Atualmente, médicos utilizam medicamentos “emprestados” de outras doenças para tratar a enxaqueca: por isso, pacientes tomam anticonvulsivantes, medicamentos para a pressão e até antidepressivos na tentativa de diminuir as crises; que, nos casos crônicos, podem passar de 15 episódios por mês.

De acordo com o FDA, a injeção pode ser administrada pelo próprio paciente — sem a necessidade da presença em um serviço de sáude. Antes da aprovação, a eficácia da droga foi analisada em três ensaios clínicos, com resultados mais promissores para os que sofrem de enxaqueca crônica. Foram eles:

  1. Primeiro, cientistas selecionaram 955 participantes com enxaqueca episódica (menos que 15 dias de crises por mês) . Eles foram divididos em dois grupos: um que tomou a injeção e outro que tomou placebo. Após seis meses, pacientes tratados com a injeção apresentaram, em média, dois dias a menos de crise por mês.
  2. No segundo estudo, 577 pacientes receberam a injeção e placebo para enxaqueca episódica. Após três meses, os tratados tiveram menos um dia de enxaqueca por mês.
  3. O terceiro estudo avaliou 667 pacientes com enxaqueca crônica (com mais de 15 dias de crise por mês). Após três meses, pacientes tratados tiveram 2 meses e meio a menos de crises que os não-tratados.

“Os resultados são uma média de todos os efeitos nos pacientes. Pode ser que uma pessoa tenha uma resposta completa e fique sem dor. Pode ser que para outras não funcione. Mas é uma estratégia nova, e isso é muito importante”, diz o neurologista Mário Peres, que acompanha os ensaios clínicos com a molécula.

O neurologista aponta que a injeção poderá ser combinada com outras existentes para tentar diminuir a frequência de crises — segundo ele, como a enxaqueca é uma condição multifatorial, a terapia tem a vantagem de cobrir uma das possíveis causas que não estava sendo “atacada” por terapias existentes.

“O interessante dessa injeção não é que ela é muito superior aos tratamentos existentes. É uma forma diferente de tratar, que não estava sendo coberta por outras terapias”, diz o médico.

A enxaqueca afeta 10% de todas as pessoas do mundo, informa o FDA (Food And Drug Administration), órgão similar à Anvisa nos Estados Unidos. A condição também é três vezes mais comum em mulheres que em homens.

Exclusiva: terapia tem por alvo uma molécula específica

A terapia é a primeira de uma série de outras estratégias que tem por alvo a molécula “CGRP”, algo como proteína relacionada ao gene da calcitocina. O neurologista Mário Peres explica que essa molécula está presente em todas as pessoas, mas fica aumentada em pacientes com enxaqueca.

Estudo de revisão do “Physiological Review” publicado em 2014 menciona a função vasodilatadora da molécula. Ela aumenta o diâmetro de vasos sanguíneos, mecanismo que também está associado à enxaqueca.

Esse alargamento do vaso sanguíneo, junto com outras substâncias químicas, deflagra o circuito de dor envolvido na enxaqueca. É também por esse motivo que hoje neurologistas utilizam tratamentos para o combate da pressão no tratamento da condição: o objetivo é dilatar os vasos para diminuir a dor.

A diferença da injeção, entretanto, é que ela tem por alvo a diminuição dessa molécula e vem se somar ao corpo de ferramentas úteis para o tratamento, informa Mário Peres.

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Pernambuco tem pior surto de conjuntivite desde 2008, diz hospital

Por Antonio Coelho, TV Globo

 

De janeiro de 2018 até 14 de maio, a Fundação Altino Ventura, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, atendeu 37.047 pacientes com conjuntivite. A maioria deles é de Pernambuco, que enfrenta o pior surto da doença desde 2008. Isso levou a fundação a pedir apoio ao governo do estado para que os pacientes possam ser atendidos nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA).

O número de casos neste ano já supera o total registrado em 2017 inteiro, quando houve 27.281 casos da doença.Referência em oftalmologia nas regiões Norte e Nordeste, a Fundação Altino Ventura informou que aumento no número de casos começou em novembro do ano passado e que aproximadamente 3% das pessoas atendidas na emergência da unidade de saúde são turistas.

Os médicos não conseguem explicar os motivos do acréscimo. De acordo com a oftalmologista Edilana Sá, o surto surpreendeu os profissionais de saúde pela intensidade e duração.

“Este é o maior surto que vivenciamos em dez anos e está surpreendendo pela duração e pelo maior número de pacientes acometidos. Como o contágio da conjuntivite ocorre basicamente por meio de secreções, é importante lavar as mãos com frequência e, na impossibilidade de fazer isso, usar álcool em gel. Em hipótese nenhuma, deve-se pôr as mãos nos olhos”, afirma a médica.

Fundação Altino Ventura atende pacientes com a doença (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fundação Altino Ventura atende pacientes com a doença (Foto: Reprodução/TV Globo)

Por causa do surto, a emergência da Fundação Altino Ventura, que tem capacidade para 400 atendimentos por dia, está superlotada. Por vezes, o local chegou a receber 1.400 pessoas em um único dia. A média é de mil consultas diárias.

“A gente não tem como dizer o que está causando o surto, que vem se estendendo. Estamos aguardando que a Secretaria Estadual de Saúde mande as unidades que estão disponíveis para que possam fazer esse atendimento”, ressalta a médica Adriana Gois.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que realizou uma capacitação na rede primária e de urgência para reforçar o protocolo de atendimento para casos da doença. Com isso, as equipes de saúde da família, postos de saúde, UPAs e Upinhas estão capacitadas para prestar o atendimento inicial.

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PE confirma mais três mortes de pacientes com influenza: dois tinham H1N1 e o terceiro, H3N2

Por G1 PE

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, na quarta-feira (16), três novas mortes de pacientes com o vírus da influenza em Pernambuco, em 2018. Exames constataram a presença do vírus H1N1 em dois pacientes, além dos três casos confirmados anteriormente, para o mesmo vírus.Também foi confirmado o primeiro caso de morte de pessoa contaminada pelo vírus H3N2 este ano. Ao todo, seis pessoas morreram com a influenza em 2018.

O boletim epidemiológico divulgado pela SES abrange os casos registrados de janeiro de 2018 até o dia 5 de maio. No mesmo período de 2017, houve uma morte a menos com confirmação para a influenza, sendo que as cinco pessoas mortas tiveram confirmação para o vírus H3N2.

Dos dois novos casos de pessoas mortas com H1N1, um deles foi de um bebê com um mês de vida, que faleceu no dia 13 de abril, em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O outro caso foi o de uma adolescente de 17 anos, que morreu no dia 18 de abril, em Camaragibe, no Grande Recife.

A primeira morte do ano de paciente contaminada com o vírus H3N2 foi de uma garota de nove anos, que faleceu em 24 de março, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana.

 Secretaria de Saúde de Pernambuco notifica obrigatoriamente os casos de Srag (Foto: Reprodução/Google Street View)

Secretaria de Saúde de Pernambuco notifica obrigatoriamente os casos de Srag (Foto: Reprodução/Google Street View)

As confirmações de óbitos ocorreram uma semana após a SES ratificar a terceira morte no estado neste ano de uma paciente que tinha algum subtipo dos vírus da influenza: um homem de 41 anos que morreu em Palmares, na Zona da Mata Sul do estado, no dia 2 de abril, e teve resultado positivo para H1N1.

Ele morava em Barreiros, também na Zona da Mata Sul de Pernambuco, mas morreu no Hospital Regional de Palmares. Ele foi internado em 13 de março, mesmo dia em que teve notificada a síndrome respiratória aguda grave (Srag).

segunda morte de paciente com H1N1 foi a de uma idosa de 74 anos que morreu em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O primeiro óbito, confirmado no fim de abril, foi de um homem de 45 anos no bairro dos Coelhos, no Recife.

Ao todo, o estado teve 594 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag). Desses, 22 tiveram resultado laboratorial positivo para influenza A (H1N1), 11 para influenza A (H3N2) e um para vírus sincicial respiratório (VSR).

Boatos

As secretarias de Saúde do Recife e de Pernambuco desmentiram boatos que circulam nas redes sociais, de que, até abril de 2018, quatro pessoas teriam morrido vítimas da gripe transmitida pelo vírus do subtipo H3N2 no estado.

Vacinação

No Recife, 170 postos de saúde fixos ficam abertos das 8h às 17h para vacinar os pacientes dos grupos considerados prioritários. Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, têm prioridade para a vacinação crianças de seis meses a cinco anos, gestantes e mulheres no período pós-parto. Também devem ser imunizados os maiores de 60 anos e profissionais das redes pública e privada de educação e de saúde.

Integram ainda o grupo prioritário pessoas de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, além de portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como os casos em que o paciente tem duas ou mais doenças simultâneas.

A campanha de vacinação segue até o dia 1º de junho. Em Pernambuco, a expectativa é imunizar 90% dos 2,3 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários.

Dicas de prevenção

  • Lavar as mãos com água e sabão frequentemente (principalmente antes de consumir algum alimento, tocar os olhos, nariz ou boca e após tossir, espirrar ou usar o banheiro).
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com lenço descartável. Após o uso, descartá-los em lixeiras.
  • Na ausência de um lenço, usar o ombro ou antebraço interno como barreira ao tossir ou espirrar.
  • Não compartilhar alimentos, copos, garrafas, toalhas e objetos de uso pessoal.
  • Manter os ambientes ventilados, com portas e janelas abertas, para favorecer a circulação de ar.
  • Pessoas com gripe/resfriado devem evitar ambientes fechados e aglomerados, assim como contato direto com outras pessoas (abraço, beijo, apertos de mão, etc).

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OMS obtém autorização para usar vacina experimental contra ebola na República Democrática do Congo

Por Reuters

AOrganização Mundial da Saúde (OMS)obteve autorização das autoridades da República Democrática do Congo para importar e usar uma vacina experimental contra o ebola no país, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (14).

“Temos o assentimento, o registro, mais a permissão de importação, tudo já aceito formalmente”, disse Tedros.

“Tudo está pronto para ser usado.”

A vacinação pode começar já na próxima segunda-feira, informou.

A vacina, desenvolvida pela Merck em 2016, se mostrou segura e eficaz em testes com humanos, mas ainda é experimental por ainda não ter uma licença. Ela precisa ser mantida entre as temperaturas de – 60ºC a – 80 ºC, o que cria grandes desafios logísticos.

Ebola atinge população da República Democrática do Congo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Ebola atinge população da República Democrática do Congo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Testada na Guiné em 2015, ao final de um grande surto de ebola na África Ocidental, a vacina foi projetada para ser usada com a chamada abordagem da “vacinação em anel”.

Segundo esta abordagem, quando um novo caso de ebola é diagnosticado todas as pessoas com quem os infectados podem ter tido contato recente são rastreadas e vacinadas para se tentar evitar a disseminação da doença.

A OMS disse na manhã desta segunda-feira que a República Democrática do Congo relatou 39 casos suspeitos, prováveis ou confirmados de ebola entre 4 de abril e 13 de maio, entre eles 19 mortes.

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Postos de vacinação do país abrem neste sábado em ‘dia D’ contra a gripe

Por G1

Uma mobilização nacional para vacinar os mais vulneráveis à gripe será realizada neste sábado (12) com postos abertos em todo o país. A expectativa do Ministério da Saúde é aumentar a quantidade de vacinados, que até agora chegou a 26,4% do público-alvo (13, 6 milhões de pessoas). A vacina gratuita contra a gripe é direcionada a públicos específicos e aqueles com maior risco de reações graves. São eles:

  • Idosos acima de 60 anos;
  • Gestantes;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Professores da rede pública e privada;
  • Gestantes e mulheres que realizaram parto há até 45 dias;
  • Indígenas;
  • Pessoas privadas de liberdade.

Diferente de outras imunizações, a vacina contra a gripe é sazonal. Ela não está disponível nos postos de saúde o ano inteiro e há um período específico que ela deve ser tomada. Todos os anos, o Ministério da Saúde começa a campanha geralmente um pouco antes do inverno, quando há maior circulação do influenza, o vírus causador da gripe.

Neste ano, a campanha contra a gripe vai até o dia 1º de junho. A pasta espera vacinar 54,4 milhões de pessoas até o final da mobilização, que começou no dia 22 de abril.

A vacina contra a gripe é feita com vírus morto e não há a possibilidade de pegar gripe por meio da vacina. Segundo especialistas, o imunizante pode deflagrar um pequeno mal-estar pela reação do sistema imune.

De acordo com especialistas, a vacina é considerado seguro e há quase nenhuma contraindicação (exceto pessoas com alergia prévia à vacina).

Pessoas com doenças graves, inclusive, podem tomar a vacina e procurar um posto de saúde. Tire suas dúvidas sobre a campanha.

Casos de gripe

Até o dia 5 de maio, o Ministério da Saúde registrou 1005 casos de influenza em todo o país com 158 mortes. Desse total, 597 casos e 99 óbitos foram por H1N1.

Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 208 casos e 30 óbitos. Ainda, a pasta informa 112 casos e 13 óbitos foram por influenza B e outros 88 casos e 15 óbitos por influenza A.

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Em um ano, casos de conjuntivite passam de 691 para 15 mil mensais, em hospital do Recife

Por Bianka Carvalho, TV Globo

 

A Fundação Altino Ventura (FAV), hospital de referência que oferece atendimento gratuito no Recife, recebeu, no mês de abril, 15 mil pessoas com conjuntivite. Esse número é 22 vezes maior que o registrado em abril de 2017, quando foram realizados 691 atendimentos.

Olhos coçando, vermelhos e lacrimejando são alguns dos sintomas da conjuntivite, uma inflamação que atinge uma membrana dos olhos e costuma incomodar muito. A equipe da TV Globo visitou, na manhã desta quinta-feira (9), a emergência da FAV, que lotada cheia de pacientes.

A doença é altamente contagiosa, e a recomendação é que as pessoas evitem locais com aglomeração, mas os doentes vão à FAV porque precisam confirmar o diagnóstico e pegar um atestado.

De mil pessoas atendidas na FAV por dia, cerca de 700 têm queixas que são sintomas de inflamação da conjuntiva, a membrana que reveste o olho. É tanta gente o dia inteiro que o paciente já começa a ser atendido no corredor.

“Acordei com os dois olhos tapados, de uma vez só”, conta o zelador José Roberto Silva. “Incomoda muito, dói bastantes. Os olhos ficam ardendo, com uma sensação de que tem alguma coisa dentro, como areia ou poeira”, descreve a camareira Lucenir Mariano.

A cozinheira Sandra Carmem, que trabalha em uma escola, contou que teve que faltar ao trabalho por conta da doença. “Na escola também tem muita criança chegando e voltando para casa, sem poder assistir às aulas”.

Para tentar descentralizar o atendimento, a FAV fez uma capacitação específica para conjuntivite com 120 médicos de outras unidades de saúde.

O tratamento é feito com colírio. Para limpeza, é importante usar lenços descartáveis que evitam a contaminação. “O tratamento dura de cinco a sete dias e, para não pegar [a doença], bastante higiene nas mãos, com álcool em gel, líquido ou sabonete, e não coçar os olhos”, explicou o médico Thiago Moraes.

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Pesquisadores de Israel estudam mosca viciada em orgasmo para ajudar dependentes químicos

Por Reuters

 Mosca da fruta, da espécie Drosophila melanogaster  (Foto: Qinyang Li/Divulgação)

Mosca da fruta, da espécie Drosophila melanogaster (Foto: Qinyang Li/Divulgação)

Moscas-da-fruta masculinas gostam mais de orgasmos do que de álcool – e pesquisadores israelenses que estudaram o vício dos insetos no prazer esperam usar sua descoberta para controlar a dependência química de humanos.

Cientistas da Universidade Bar-Ilan, localizada perto de Tel Aviv, expuseram as moscas a uma luz vermelha que ativa a proteína corazonina (CRZ) no abdômen, que por sua vez desencadeia a ejaculação.

Galit Shohat-Ophir, que liderou a equipe, disse eles analisaram como ejaculações repetidas afetaram o desejo das moscas por outros prazeres, como líquidos com álcool.

As moscas que tiveram orgasmos evitaram o álcool, ao contrário de um grupo de controle que não foi estimulado, preferindo se reunir no “bairro da luz vermelha” porque “é gostoso” ali, explicou Shir Zer Krispil, que conduziu o estudo.

Os cientistas, cuja pesquisa foi publicada no periódico científico “Current Biology”, deduziram que a dependência química em humanos pode ser moderada por outras recompensas – não necessariamente de natureza sexual – que estão disponíveis naturalmente, como interações sociais ou esportes.

“Nas experiências nas quais existe um nível alto de recompensa com recompensas naturais, o álcool como recompensa de um vício não tem valor”, disse Shohat-Ophir.

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Pernambuco tem terceira morte de paciente com vírus da gripe H1N1 em 2018

Por G1 PE

Hospital Regional de Palmares fica no Agreste de Pernambuco (Foto: HRP/Divulgação)

Hospital Regional de Palmares fica no Agreste de Pernambuco (Foto: HRP/Divulgação)

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, nesta terça (8), a terceira morte de um paciente com o vírus da gripe H1N1 em Pernambuco em 2018. Um exame constatou a presença da influenza em um homem de 41 anos, que morreu em Palmares, na Zona da Mata Sul do estado, no dia 2 de abril.

Ele morava em Barreiros, também na Zona da Mata Sul de Pernambuco, mas morreu no Hospital Regional de Palmares. Ele foi internado em 13 de março, mesmo dia em que teve notificada a síndrome respiratória aguda grave (Srag).

Essa confirmação do terceiro óbito ocorre menos de uma semana após a pasta ratificar a segunda morte no estado neste ano de uma paciente que tinha o vírus: uma idosa de 74 anos que morreu em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O primeiro óbito, confirmado no fim de abril, foi de um homem de 45 anos no bairro dos Coelhos, no Recife.

Diferente dos dois primeiros casos, o paciente que morreu em Palmares não apresentava comorbidade, que é a existência conjunta da doença com um quadro clínico que pode agravá-la. Apesar disso, de acordo com a SES, continua a investigação sobre se foi o vírus da gripe H1N1 que provocou a morte do homem de 41 anos.

No período entre janeiro de 2018 e o dia 28 de abril deste ano, a SES contabilizou, além das três mortes, 452 casos de síndrome respiratória aguda grave, com 14 resultados positivos para influenza A (H1N1) e dez para influenza A (H3N2).

O número representa uma diminuição de 30,4% em comparação com o mesmo período de 2017, quando foram registrados 650 adoecimentos, sendo 62 para influenza A (H3N2), oito de influenza B, três de vírus sincicial respiratório (VSR) e um da parainfluenza 1.

Mortes com H1N1

Na quarta-feira (2), foi confirmada a presença do vírus H1N1 em uma idosa de 74 anos, que morreu em 17 de abril, mesmo dia em que ela teve notificada a Srag. A mulher morava em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, e faleceu no Hospital Jaboatão Prazeres. Segundo a SES, ela tinha diabetes e, por isso, a comorbidade pode ter agravado a síndrome.

No dia 26 de abril, um exame deu positivo para H1N1 em um homem de 45 anos, que estava internado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no bairro dos Coelhos, na região central do Recife. Ele, que teve a síndrome respiratória aguda grave notificada no dia 16 de abril, faleceu no dia 24 de abril.

Amostras foram coletadas para realizar análises pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen), que confirmou que o paciente havia contraído a gripe H1N1. Como ele também tinha comorbidade, o caso segue sob investigação pela SES, pela unidade de saúde e pela Secretaria de Saúde do Recife.

Boatos

As secretarias de Saúde do Recife e de Pernambuco desmentiram boatos que circulam nas redes sociais, de que, até abril de 2018, quatro pessoas teriam morrido vítimas da gripe transmitida pelo vírus do subtipo H3N2 no estado.

Vacinação

No Recife, 170 postos de saúde fixos ficam abertos das 8h às 17h para vacinar os pacientes dos grupos considerados prioritários. Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, têm prioridade para a vacinação crianças de seis meses a cinco anos, gestantes e mulheres no período pós-parto. Também devem ser imunizados os maiores de 60 anos e profissionais das redes pública e privada de educação e de saúde.

Integram ainda o grupo prioritário pessoas de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, além de portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como os casos em que o paciente tem duas ou mais doenças simultâneas.

A campanha de vacinação segue até o dia 1º de junho. Em Pernambuco, a expectativa é imunizar 90% dos 2,3 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. O Dia D contra a influenza está marcado para sábado (12).

Dicas de prevenção

  • Lavar as mãos com água e sabão frequentemente (principalmente antes de consumir algum alimento, tocar os olhos, nariz ou boca e após tossir, espirrar ou usar o banheiro).
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com lenço descartável. Após o uso, descartá-los em lixeiras.
  • Na ausência de um lenço, usar o ombro ou antebraço interno como barreira ao tossir ou espirrar.
  • Não compartilhar alimentos, copos, garrafas, toalhas e objetos de uso pessoal.
  • Manter os ambientes ventilados, com portas e janelas abertas, para favorecer a circulação de ar.
  • Pessoas com gripe/resfriado devem evitar ambientes fechados e aglomerados, assim como contato direto com outras pessoas (abraço, beijo, apertos de mão, etc).

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Mães adaptam vida para ajudar filhos com microcefalia a se desenvolverem em Pernambuco

Por Beatriz Castro, TV Globo

 

Largar o trabalho, os estudos. Mudar a rotina em nome dos filhos. Muitas mães fazem isso, principalmente, nos primeiros meses de vida do bebê. Depois, conciliam tudo e parecem não cansar. Em Pernambuco, existem mães que mudam a rotina por necessidade, e sabem que vai ser assim por anos.

Ao invés de reclamar, sentem-se orgulhosas com as lutas e vitórias diárias dos filhos que nasceram com microcefalia, síndrome congênita do vírus da zika que altera a circunferência do crânio da criança.

Inabela Souza da Silva, Rosilene Maria da Silva, Isabela Albuquerque, Germana Soares, Joana D’Arc Benjamim… Elas ouviram o diagnóstico que nenhuma mãe gostaria de ouvir. “[Disseram que ele] não ia chegar até um ano e, se chegasse, ele iria viver em estado vegetativo, não iria andar, não iria falar”, lembra Germana, mãe de Guilherme.

Rosilene, mãe de João Miguel, também guarda na memória o dia que recebeu a notícia. “[Disseram que] ele tinha microcefalia, que ele não ia viver muito tempo. Nem imaginava ele andar, interagir do jeito que ele está hoje. Para mim é surpresa. Para quem acompanha ele, desde que ela nasceu, também é surpresa e ele só evoluiu.”

Quem poderia imaginar que essas as crianças que nasceram com microcefalia um dia pudessem caminhar? Elas conseguiram o improvável e superaram mais um limite. Andryel é outro exemplo. Cheio de energia, não para um minuto.

“Eu não imaginava que o Andryel poderia andar. Foi uma felicidade que não tem explicação, mas, é como se diz: ‘a gente acredita em algo e vai em busca’, agora ele está aí”, diz Joana D’Arc Benjamim, mãe do Andryel.

Cada conquista das crianças reflete o esforço e a dedicação das mães. Mulheres incansáveis, de uma realidade difícil, mas capazes de reagir diante da necessidade de dar uma vida melhor aos seus filhos.

 Mãe de Graziela criou em casa espaço para estimular a filha com micocefalia e auxiliar no desenvolvimento (Foto: Reprodução/TV Globo)

Mãe de Graziela criou em casa espaço para estimular a filha com micocefalia e auxiliar no desenvolvimento (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cantinho da Grazi

Inabela Souza da Silva, 33 anos, mãe da Graziela, de dois anos e 4 meses, mora numa casa simples, no alto de uma barreira, na Linha do Tiro, Zona Norte do Recife. Lá, tudo gira em torno da Graziela.

Inabela deixou o emprego de vendedora para se dedicar inteiramente à filha, que nasceu com microcefalia. Ela criou um espaço de reabilitação dentro de casa, com dezenas de objetos que servem para os exercícios de estimulação.

“Eu tentei fazer o cantinho da Grazi. Eu fui vendo no centro de reabilitação, onde ela faz [terapia], que eu poderia ter várias coisas dentro de casa, já que lá é uma vez, duas, três por semana. Então eu pensei: ‘eles me ensinam e, eu fazendo em casa, tenho uma dupla estimulação’”, explica.

Diariamente, as duas passam horas repetindo os exercícios. Os estímulos estão dando resultado. “Hoje ela já enxerga o amarelo, o laranja, o verde”, comemora Inabela.

As mães aprenderam com os especialistas que, quanto mais precoce e mais frequente for a estimulação, melhor para o desenvolvimento da criança. É por isso que elas correm contra o tempo para não desperdiçar as chamadas janelas de oportunidade, que é quando o cérebro mais se desenvolve e vai até os três anos de idade.

Mães enfrentam rotina de 'maratonista', com série de atividades, para auxiliar no desenvolvimento de filhos com a síndrome congênita do zika (Foto: Reprodução/TV Globo)

Mães enfrentam rotina de ‘maratonista’, com série de atividades, para auxiliar no desenvolvimento de filhos com a síndrome congênita do zika (Foto: Reprodução/TV Globo)

Rotina de maratonista

É por isso que a agenda do Guilherme é digna de um pequeno maratonista. Ele tem terapias todos os dias. A mais recente é uma intensiva numa gaiola com elásticos e um macacão especial para estimular os movimentos. A germana acompanha cada conquista do filho. “Os avanços de Guilherme são imensos e só está começando”, afirma Germana.

Germana conseguiu atendimento para o Guilherme, mas não ignora o sofrimento de mães que não podem dar aos filhos as mesmas oportunidades. Para ajudar outras famílias, ela criou a União das Mães de Anjos (UMA), uma rede de apoio que envolve 399 mães de crianças com microcefalia em Pernambuco.

“Acaba que essa assistência [do governo] fica para poucos. Para aquelas pessoas que têm um pouco mais de informação e têm um pouco mais de condição de correr atrás. Então, isso me revoltava a um ponto de resolver sair da invisibilidade, daquela postura de solidão, de coitada, de vítima e se tornar uma protagonista da história do meu filho”, explica.

Matheus começou a reabilitação com apenas um mês de vida. Isabela correu atrás das terapias para que o filho pudesse ter uma qualidade de vida melhor. Ele foi o primeiro a frequentar a escolinha e adora. As crianças têm o maior carinho com ele. Esta inclusão é tudo o que uma mãe espera para o filho.

“Eu vejo que criança não tem preconceito. Ele é tão bem aceito na escola. Isso deixa a sensação do dever cumprido, né? De que tudo que a gente tá fazendo não vai ser em vão”, comemora Isabela.

Matheus já consegue ficar de pé sozinho por alguns minutos. O próximo desafio é conseguir andar. No que depender das mães, não há limites.

“Eu quero que ele seja feliz. Se ele viver dez anos comigo, se ele viver mil anos, eu quero que ele seja feliz. Andando, não andando, falando, não falando, que ele viva comigo o tempo que viver”, diz Germana.

“Eu vou para onde ela for. O tempo dela é o meu tempo, eu só vou parar quando a minha filha parar. Enquanto ela não parar, eu também não desisto”, afirma Inabela.

A União das Mães de Anjo precisa sempre de doações. O grupo tem sede na rua André Dias Figueiredo, 152, no bairro do Barro, na Zona Oeste do recife. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3019-6396.

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