Ministro defende veto ao aumento salarial do Judiciário

Da Agência Brasil

Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa (foto), indicou que o reajuste médio de 59,49% para servidores do Poder Judiciário deve ser vetado no Palácio do Planalto.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, reforçou a opinião da presidenta Dilma Rousseff e indicou que o reajuste médio de 59,49% para servidores do Poder Judiciário deve ser vetado no Palácio do Planalto. “O reajuste [aprovado no Senado] não está compatível com o reajuste fiscal. Isso deve ser motivo para o veto. A presidenta se manifestou sobre isso na viagem”, disse Barbosa em entrevista nesta segunda-feira (13), em Brasília.

Durante viagem à Itália, no último fim de semana, Dilma comentou a inviabilidade para a concessão de um reajuste como esse. “Estamos avaliando, porque é impossível o Brasil sustentar um reajuste daquelas proporções. Tem certas… certos valores, certas quantidades de recursos que algumas leis exigem, que são impraticáveis. O país não pode fazer face a isso”.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o aumento para 117,5 mil servidores ativos e inativos do Judiciário custaria R$ 1,5 bilhão este ano, R$ 5,3 bilhões, em 2016 e R$ 8,4 bilhões, em 2017, até atingir R$ 10,5 bilhões anuais a partir de 2018.

A presidenta trata do reajuste do Judiciário enquanto negocia com servidores do Poder Executivo. “Com o Executivo estamos em negociação. Estamos trabalhando, seguindo um cronograma para apresentar ao Congresso, até o final de agosto, o reajuste do Executivo”, disse Barbosa.

A proposta do governo é aumento de 21,3%, divididos em quatro parcelas até 2019. Os trabalhadores pedem, para o ano que vem, um reajuste de 27,3% para repor perdas salariais desde 2010. Eles pedem ainda que o reajuste seja negociado anualmente.

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Governo pode ‘mudar sistemática’ após TCU analisar contas, diz ministro

Da Folhapress

Segundo o ministro Luís Inácio Adams, o governo pode "mudar a sistemática" adotada após a análise do Tribunal de Contas da União / Foto: ReproduçãoSegundo o ministro Luís Inácio Adams, o governo pode “mudar a sistemática” adotada após a análise do Tribunal de Contas da UniãoFoto: Reprodução

As chamadas “pedaladas fiscais” (pagamento de contas do Tesouro Nacional por bancos públicos) adotadas pelo governo Dilma Rousseff já ocorriam em governos anteriores e não foram alvo de questionamento do TCU (Tribunal de Contas da União). E se esse mecanismo for condenado pelo órgão, deve ter impacto apenas para gestões futuras.

Essa é a linha de defesa que o governo federal vai apresentar aos ministros do tribunal, segundo relatou nesta segunda-feira (13) os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União). Ambos participaram de reunião do conselho político com a presidente Dilma Rousseff, na manhã desta segunda (13).

O julgamento das contas de governo foi um dos principais temas do encontro.

Os auditores do TCU apontaram várias irregularidades no balanço apresentado pela presidente para 2014, o último ano de seu primeiro mandato, e tudo indica que o tribunal recomendará ao Congresso sua rejeição em agosto.

Segundo Adams, o governo pode “mudar a sistemática” adotada após a análise do TCU.

MUDANÇAS – Os ministros reforçaram o discurso de que a análise do órgão deverá ser “técnica” e baseada na jurisprudência do próprio tribunal, e que nada impede o governo de adotar “aperfeiçoamentos” a partir de agora.

“Temos plena confiança de que o Tribunal de Contas terá ponderação e equilíbrio para tomar uma decisão desse nível. O espaço do TCU é um espaço de debate técnico. Espaço de debate político é o Congresso”, afirmou o advogado-geral da União.

Adams ponderou ainda que uma vez “revisitado” o conceito do que pode ou não ser feito, o impacto será para o futuro. “A gente entende que, sim, podemos revisitar [a prática criticada pelo Tribunal] e sim, podemos mudar a sistemática. Mas não, não é o caso de rejeitar as contas”, afirmou enfático.

“O núcleo do nosso posicionamento está pautado pela regularidade reconhecida em relação às sistemáticas que vêm sendo adotadas ate o momento. Não temos nenhuma resistência a aperfeiçoamentos que possam ser feitos a partir de agora”, completou Barbosa.

Ele destacou que, nesta terça (14), o governo vai detalhar seus argumentos em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O mesmo já foi feito para lideranças da base aliada no Congresso, congressistas do PT e do PCdoB.

“Vamos fazer essa mesma exposição a outras bancadas que se interessarem em ouvir”, emendou. A expectativa é que o governo encaminhe sua defesa ao TCU na próxima semana.

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Com redução do FEM, prefeito de Serra Talhada diz que municípios caminham para falência

Os 30% cortados pela União na primeira parcela do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FPM) deixaram os prefeitos em polvorosa. O gestor de Serra Talhada (PE), Luciano Duque, por exemplo, disse que com a situação os municípios caminham para a falência.

Não tenho nem como repassar o duodécimo para a Câmara de Vereadores. Se estava difícil, os municípios caminham agora para a falência geral“, advertiu. Segundo Duque, ao final dos dois repasses seguintes (dias 20 e 30), o município sofrerá um corte de R$ 500 mil. (Com a colaboração de Anchieta Santos/para o Blog)

 

Do Blog Carlos Britto

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Derrotas no Congresso marcam 2º mandato de Dilma; Veja os principais projetos

Montagem sobre foto da AFP. Por Gustavo Belarmino/Portal NE10.

Desde fevereiro, a presidente Dilma Rousseff (PT) está submersa em uma aguda crise política e enfrenta sucessivas derrotas na Câmara dos Deputados. A eleição de Eduardo Cunha (PMDB) para a presidência da Casa, no dia 1º de fevereiro, marcou o início da queda de braço entre o Palácio do Planalto e o Legislativo. Considerado um aliado pouco confiável, já que liderou rebelião no Legislativo contra Dilma em 2014, Cunha bateu o petista Arlindo Chinaglia (SP), nome bancado pelo Planalto, por 267 votos contra 136. Está semana, chega ao fim o primeiro semestre dos trabalhos na Câmara, sob a regência Cunha, e o recesso vem marcado por incertezas quanto ao segundo semestre.

Tirando da gaveta pautas áridas e de viés conservador, o presidente da Câmara desafiou o governo com batalhas espinhosas, mas conseguiu cumprir algumas promessas feitas aos deputados durante a campanha.

A mais recente atende pelo número 171 – a PEC que previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Em consonância com o pleito dos deputados da chamada “Bancada da Bala”, Cunha atropelou regimentos internos e votou o projeto duas vezes, até que conseguiu a aprovação por 323 votos a favor, 155 contrários e 2 abstenções. Quando eleito, Cunha também prometeu a instalação da CPI da Petrobras, o que vem gerando sucessivos desconfortos para o governo. A comissão foi instalada em abril.

Durante o período de enfraquecimento político, a presidente recorreu ao padrinho político, o ex-presidente Lula, tirou o ministro Aloizio Mercadante da articulação, deu mais autonomia ao vice Michel Temer (PMDB) e negociou cargos do segundo escalão. Tudo isto mirando a almejada governabilidade. Apesar das manobras, a queda de braço ainda está desfavorável para a petista.

Próxima quinta-feira (16), os parlamentares entram em recesso e deixam para trás um saldo de derrotas para a petista.

No início de maio, o governo teve altos e baixos no Congresso Nacional. O governo saiu derrotado na aprovação da chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Bengala, que aumenta de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria compulsória dos ministros de tribunais superiores. Com a rasteira, a presidente perdeu a chance de indicar quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas, no mesmo período, conseguiu apertada vitória na aprovação da MP (Medida Provisória) do ajuste fiscal. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez ampla defesa do projeto e reuniu-se pessoalmente com os parlamentares para pedir a aprovação do ajuste.

Outa derrota de Dilma foi a votação do reajuste do Judiciário. Segundo deputados da oposição, o episódio demonstrou que Dilma não tem sustentação no Congresso.

Para o líder da minoria, Bruno Araújo (PSDB), Dilma tem demonstrado grande fragilidade política e vive momentos de isolamento. O tucano avalia que, no primeiro semestre, o governo viveu um quadro de deterioração econômica combinada à falta de liderança política da presidente.

Araújo aponta ainda para a “crise de credibilidade” enfrentada pelo governo. “O conjunto da política nacional não acredita mais do PT. Uns não acreditam porque discordam do posicionamento, mas os aliados já não acreditam mais nos compromissos não cumpridos nos últimos 4 anos e meio da gestão Dilma Rousseff”, pontuou.

Sobre as posturas de Eduardo Cunha, o tucano disse que “discorda de muitos posicionamentos do peemedebista”, mas reconhece a atuação do parlamentar à frente da Casa.

“Ele deslocou o centro de discussão política do Palácio do Planalto para o Congresso. Os fatos mais importantes do País foram levados para a Câmara, que é um celeiro de iniciativas. Não se pode negar que ele desencavou uma série de pautas enterradas há mais de 20 anos na Câmara e colocou a sociedade para discutir – a partir de seus representantes – temas importantes para o País”, disse Araújo. “Ele é o presidente da Câmara que mais exerceu poder nos últimos anos, desde Luiz Eduardo Magalhães”, relembrou o pernambucano.

Nos bastidores, os comentários são de que Silvio Costa faz defesa do governo mais aguerrida do que muitos petistas. Foto: Câmara dos Deputados/divulgação.

Já o vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PSC) avalia que a oposição ainda não desarmou o palanque. “A oposição optou pela linha populista, pela linha da demagogia. Foi a marca da irresponsabilidade e da falta de propostas”, criticou.

“A oposição ainda não desarmou o palanque e optou pela linha populista” (Silvio Costa -PSC)

Comungando da opinião de Bruno Araújo quanto à atuação de Eduardo Cunha, Costa pondera que o presidente da Câmara deu celeridade aos trabalhos do legislativo. Porém, o parlamentar sobe o tom quanto aos mecanismos usados pelo peemedebistas para aprovar projetos que lhe são pertinentes.

“Ele cometeu uma série de absurdos aqui. Atropelou sistematicamente o regimento da Casa, atropelou a constituição nas votações do financiamento privado e redução da maioridade penal (duas derrotas do governo). Então, em relação à Camara, ele usou o regimento e a constituição ao seu interesse. Na relação com o executivo, é a relação histórica da “chantagem” e do “tensionamento”. Sempre criando dificuldade para tentar arranjar facilidade”, estocou o deputado federal.

De acordo com Silvio, outro ponto que fez com que Cunha remexesse em pautas antigas foram as promessas de campanha. “Ele se comprometeu com algumas agendas, com algumas corporações. Ele prometeu, por exemplo, aos delegados que colocaria a maioridade e colocou. Esta “pauta conservadora” é débito de campanha dele”, explicou o parlamentar.

Quanto questionado sobre as derrotas de Dilma, Silvio Costa preferiu apontar para as vitórias, como a aprovação do ajuste fiscal.

“Outro grande acerto foi colocar Michel Temer na articulação política, porque o PMDB também é governo e precisa compreender isso. Então, além de qualificar a atuação política, ela deu um freio de arrumação no partido”, grifou.

De fevereiro para cá, o PMDB ganhou autonomia com o fortalecimento de Temer, mas virou o principal opositor da presidente, apesar de integrar a base aliada.

A insatisfação é demonstrada por uma declaração do ex-senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), em fevereiro, quando ele queixou-se do PT e disse que o partido não respeita os peemedebistas.

Em paralelo às queixas dos caciques do PMDB, as centrais sindicais brigavam com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por causa da derrubada das medidas que endurecem o acesso a benefícios trabalhistas. A proposta da terceirização marca mais uma derrota para a presidente Dilma e para o Partido dos Trabalhadores.

GATILHO – O retorno do recesso, em agosto, não será nada fácil. A Câmara prepara a votação de outras duas “bombas” que podem afetar ainda mais as contas do governo e sepultar a capacidade de articulação política.

Um dos projetos obriga a União a garantir as verbas necessárias a Estados e municípios quando delegar serviços a eles. O outro é o texto que altera o índice de reajuste do FGTS.

Bruno Araújo adotou um tom pessimista ao vislumbrar o segundo semestre. Para ele, o período será marcado por um aprofundamento grave da crise econômica.

“Na minha opinião, o governo Dilma Rousseff fracassou. Do ponto de vista político não há mais crença na capacidade de Dilma liderar uma saída política para o País. Vemos uma  Dilma que dorme pensando no TCU (Tribunal de Contas da União) e acorda pensando no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo o tucano, é crescente o sentimento de que a economia em 2016 também será fraca. “ A crise tende a aumentar o mau humor de todos nós”, comentou.

“Na minha opinião, o governo Dilma Rousseff fracassou. Do ponto de vista político não há mais crença na capacidade de Dilma liderar uma saída política para o País”. (Bruno Araújo)

No campo econômico, Silvio Costa, que vem fazendo defesas entusiasmadas ao governo no Congresso, defende que a inflação tende a cair no segundo semestre. “Indicadores da indústria e do  comércio apontam que  terá aquecimento. Eles [a oposição] vão torcer contra, mas o Brasil vai retomar o crescimento no segundo semestre”, argumentou.

VEJA AS DERROTAS DO GOVERNO NO PRIMEIRO SEMESTRE NA CÂMARA:

pecbengala
PEC da Bengala: A Câmara aprovou uma emenda à Constituição que eleva a aposentadoria obrigatória do STF (Supremo Tribunal Federal) de 70 para 75 anos. A proposta tira da presidente Dilma a indicação de ministros da Suprema Corte que completariam 70 anos até o final de seu mandato.

orcamentoimpositivo

PEC do Orçamento Impositivo: Num ano em que o governo batalhou para aprovar o ajuste fiscal e recomendou austeridade, a Câmara aprovou uma norma que obriga o governo a pagar emendas parlamentares. O texto também prevê um aumento gradual do percentual da receita da União a ser destinado à saúde. A PEC já foi promulgada.

terceirizavao

Terceirização: A Câmara aprovou um projeto de lei que ampliou a terceirização no mercado de trabalho. A proposta autoriza que sejam contratados trabalhadores terceirizados para as atividades-fim, ou seja, as principais atividades da empresa. O governo e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) foram contra o projeto. A própria presidente Dilma se encontrou com as centrais sindicais e se posicionou contra a ampliação da terceirização.

maioridade-penal
PEC da Maioridade Penal: A Câmara dos Deputados reverteu o resultado da votação da proposta de redução da maioridade penal e aprovou um texto mais brando que reduz de 18 para 16 a idade mínima para a imputação penal em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O texto precisa ser analisado pelo Senado.

judiciarioReajuste do Judiciário: A aprovação do projeto gerou um impacto extra de R$ 25,7 bilhões em quatro anos aos cofres públicos. Dilma viajava de Washington para San Francisco (EUA) quando foi informada da aprovação do reajuste.

 

Blog de Jamildo

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Armando Monteiro diz que real desvalorizado abre espaço para produtos brasileiros

Da Agência Brasil

Declaração foi dada na abertura do Congresso Brasileiro do Aço / Foto: ReproduçãoDeclaração foi dada na abertura do Congresso Brasileiro do AçoFoto: Reprodução

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse neste domingo (12) que a desvalorização do real frente ao dólar abriu espaço para as exportações brasileiras. “Nós já estamos detectando, firmemente, não apenas no resultado da balança comercial, mas nós estamos medindo isso pela forma que a exportação voltou ao planejamento das empresas. Toda a empresa hoje voltou a colocar a exportação no seu radar”, disse, em entrevista, na abertura do Congresso Brasileiro do Aço.
As preocupações com a situação da China e da Grécia fizeram com que a moeda norte-americana chegasse a ser cotada a R$ 3,234 na última quarta-feira (8). A maior cotação desde 27 de março (R$ 3,241).

Para o ministro, o novo patamar do câmbio brasileiro tende a ser benéfico para a indústria nacional. “O Brasil conviveu, e nesse contexto a indústria pagou um preço caro, com um longo período de apreciação da nossa moeda. E felizmente agora, ao que parece, agora nós teremos uma taxa de câmbio mais amigável ao setor exportador”, enfatizou.

O novo cenário vai permitir, disse, não só um aumento das vendas para o exterior, mas melhorar a competitividade dos produtos nacionais também no mercado interno. “Significa que isso oferece para a própria indústria algum espaço no mercado doméstico que vinha sendo ocupado pelo produto importado. Isso é muito importante, sobretudo, nesse momento de contração do mercado doméstico”, acrescentou.

Em relação às exportações, ele afirmou que o governo está trabalhando para reposicionar o país, aproximando o Brasil de mercados fortes. “O Brasil tem que se integrar de maneira mais efetiva aos fluxos de comércio em regiões que têm maior dinamismo. E nesse sentido, o foco da política comercial brasileira se voltou para alguns mercados importantes, como o americano”, ressaltou.

Nos Estados Unidos, foram assinados, segundo Armando Monteiro, acordos de convergência de normas técnicas. Frisou que o objetivo é remover as barreiras não tarifárias aos produtos brasileiros. “Nós estamos fazendo um acordo de harmonização e convergência de normas. Com isso, setores da indústria já puderam ter ganhos a curto prazo. Eu destacaria o setor cerâmico, de máquinas e equipamentos, de refrigeração e material elétrico”, enumerou.

O México é outro parceiro com o qual o Brasil quer, segundo o ministro, expandir os laços comerciais. “Nós estamos ampliando o acordo de complementação econômica com o México. É um acordo que vigorava desde 2002, mas restrito, com 800 produtos. Esse acordo vai agora ser ampliado, alcançando mais de 3 mil produtos”.

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De olho em 2016, PT começa a traçar estratégias

Teresa Leitão, deputada estadual e presidente do partido / JC Imagem

Teresa Leitão, deputada estadual e presidente do partido

JC Imagem

De olho nas eleições municipais de 2016, o Diretório Estadual do PT começou a traçar seu plano estratégico, a partir da reunião realizada na manhã deste domingo (12). Oito municípios pernambucanos estão sob o comando de prefeitos petistas, todos com possibilidade de reeleição. Recife, onde o PT tem uma história de 12 anos de gestão, foi colocado como “importante”.

De acordo com a presidente estadual do partido, a deputada Teresa Leitão (PT), um grupo tático será formado para traçar e acompanhar a movimentação política para o pleito do ano que vem. “A criação desse grupo de trabalho eleitoral será antecipado. Ele vai atuar nas unidades de todos os municípios, na articulação, e também vai começar as conversas com outros partidos, sobre possíveis aliança”, disse.

Numa reflexão sobre as desavenças políticas internas, umas dos motivos que levaram o PT a perder a cadeira de prefeito no Recife em 2012, a deputada estadual disse que a busca por “unidade” partidária é uma das prioridades. “Esse ponto é algo muito importante, colocado por todos. A unidade interna é uma preponderante”, afirmou.

Essa foi a primeira reunião do Diretório Estadual com o objetivo de debater as eleições de 2016. O PT ainda definiu que as plenárias regionais vão ter início em agoste e setembro. O encontro reuniu parlamentares, prefeitos, dirigente etc, no Recife.

Do Jornal do Commercio

Política
Carolina Albuquerque

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STF nega suspender andamento da PEC que reduz maioridade penal

O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello negou conceder liminar (decisão provisória) para suspender o andamento, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (10) e divulgada na manhã deste sábado (11) pelo STF.

A liminar, protocolada por um grupo de 102 deputados federais de 14 partidos – PT, PMDB, PSDB, PDT, DEM, PSB, PC do B, PSOL, PPS, PV, PROS, PTC, PR e PSC –, tenta anular a votação da proposta em primeiro turno – o tema ainda precisa ser analisado em segundo turno e depois no Senado. Agora, a ação será julgada pelo plenário do Supremo, em data ainda não definida.

 Na ação levada ao STF, os deputados argumentaram que a votação feriu o devido processo legislativo porque a Constituição proíbe que uma matéria rejeitada seja novamente votada no mesmo ano. Em sua decisão, Celso de Mello não se pronunciou sobre este ponto.

No caso da PEC da maioridade, o plenário da Câmara rejeitou a redução para diversos tipos de crimes, entre eles tráfico de drogas. Um dia depois, a Casa aprovou texto que abrangia somente crimes hediondos (como estupro) e lesão corporal seguida de morte.

Atropelo’
No mandado de segurança, os deputados questionaram os procedimentos adotados pela Mesa da Câmara e relataram ‘atropelo’ do devido processo legislativo.

“O prejuízo material é evidente e transcende o mérito do tema específico então em votação. O que está em jogo, sem exagero, é a funcionalidade e a legitimidade do Congresso Nacional. A maioria pode ganhar, mas têm de seguir as regras do jogo”, afirmam os parlamentares no pedido apresentado ao STF.

Neste sábado, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comemorou a decisão do Supremo e disse que continuará “lutando para que a vontade da maioria da população prevaleça”.

Em sua conta no Facebook, ele repetiu o argumento usado na sexta (10) ao negarilegalidade na votação e afirmou que o “o questionamento feito pelos derrotados [na votação] serve apenas para satisfazer os interesses políticos deles mesmos, e não da população”.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que capitaneou a articulação para recorrer ao Supremo, disse que a decisão do STF confirmou “a relevância da controvérsia” ao destacar que o grupo poderá entrar com nova liminar.

“Ele não referendou, em nenhum momento, o procedimento inconstitucional e antirregimental adotado pelo presidente da Câmara”, disse Molon.

 

Mariana Oliveira

Da TV Globo, em Brasília

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Lula perderia para Aécio e empataria com Alckmin, diz Ibope

Pesquisa foi realizada em junho e ouviu 2.002 pessoas / Foto: reprodução/Facebook do ex-presidentePesquisa foi realizada em junho e ouviu 2.002 pessoasFoto: reprodução/Facebook do ex-presidente

Uma pesquisa divulgada pelo Ibope neste sábado (11) aponta que o ex-presidente Lula (PT) perderia uma eventual disputa eleitoral contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), caso as eleições acontecessem hoje. O líder petista aparece ainda em empate técnico com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
A pesquisa foi realizada durante a segunda quinzena de junho deste ano e divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo.

Os números mostram que Lula perderia para Aécio por 48% a 33%, no total dos votos válidos. Somando-se os indecisos e os que não votariam em nenhum dos dois, Aécio teria 59% e Lula 41%.

Caso a disputa fosse contra o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também do PSDB, o segundo turno seria mais equilibrado e haveria empate técnico entre os candidatos: 40% para Alckmin e 39% para Lula. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, por isso há o empate.

A pesquisa ainda traz dados relativos ao cenário eleitoral e mostra que o PT perdeu parte do eleitorado nos locais onde tradicionalmente vence.

Os dados mostram redução do eleitorado petista em famílias com renda mensal maior que dois salários mínimos. O eleitores do partido permanecem onde a renda é igual ou inferior a um salário mínimo e com menor escolaridade.

A pesquisa reforça a afirmação do ex-presidente e líder petista, que recentemente disse que, junto com o PT, “está no volume morto”.

A declaração de Lula foi dada em tom de crítica ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), que vem atingindo altos índices de rejeição.

Apesar disso, a diretora do Ibope, Márcia Cavallari, alerta que o número de indecisos hoje é muito maior do que seria nas vésperas de uma eleição. “É fato que a base de Lula diminuiu, mas não se pode dizer que ele esteja morto”, disse Cavallari em entrevista ao Estadão.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o País para realizar a pesquisa.

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Forças tradicionais de Caruaru se articulam para disputa inédita

Na campanha de 2012, Eduardo Campos apoiou a candidatura do atual prefeito José Queiroz (PDT). Foto: Divulgação.

Por Carolina Albuquerque, do Jornal do Commercio

A eleição municipal de 2016 para a Prefeitura de Caruaru tem tudo para ser uma disputa inédita. Isto é, com mais de duas candidaturas de nomes “tradicionais”. Após ultrapassar a marca dos 200 mil eleitores, o principal município do Agreste pode ter, pela primeira vez, uma decisão eleitoral em dois turnos. Os três grupos tradicionais, que se revezam no poder desde a década de 1950, já se movimentam. O primeiro é liderado pelo atual prefeito José Queiroz (PDT), que não possui um nome natural para sucedê-lo. O segundo pelo ex-governador João Lyra Neto (PSB), desafeto de José Queiroz. E o terceiro é o do deputado estadual Tony Gel (PMDB), prefeito por duas vezes da cidade.

Reeleito em 2012, Queiroz enfrenta desde já um desafio para 2016: encontrar um nome forte, competitivo e de confiança para concorrer à sucessão. Isso porque a legislação não permite que ele indique o filho, o deputado federal Wolney Queiroz (PDT). Mesmo com boas taxas de aprovação, o pedetista vai ter que fazer frente às movimentações dos dois outros grupos adversários.

Nesse momento, o prefeito tem sinalizado que não apoiará qualquer nome indicado pelo ex-aliado João Lyra, que tem investido na filha, a deputada estadual Raquel Lyra (PSB). Queiroz nasceu politicamente dentro do grupo Lyra. A aliança, ainda que com algumas rusgas momentâneas, se manteve até 2012, quando João Lyra soltou uma nota na imprensa na qual fazia críticas ao então aliado e retirava seu apoio à campanha de reeleição.

VÍDEO-MINUTO COM RESUMO DA DISPUTA POLÍTICA EM CARUARU:

Interlocutor ligado a Queiroz afirmou que o prefeito está atrás de um nome do PDT. “Não há nenhuma possibilidade de ele apoiar João Lyra ou Tony Gel. O PDT não vai abrir mão de conduzir esse processo”, comentou a fonte. Mas como na política o terreno é fértil, o nome do vice, Jorge Gomes (PSB), já tem sido ventilado como possível candidato do atual prefeito.

O problema é que quem detém mais força no PSB de Caruaru é João Lyra Neto, que vai fazer de tudo para alçar o nome da filha. Mas sem mandato desde 2014, quando deixou o comando do governo estadual, ele mesmo pode decidir se candidatar à prefeitura.

“Creio que Jorge Gomes só tem chances de ser candidato no PSB se João Lyra quiser. Até porque ele é membro do PSB nacional e foi um fiel aliado do ex-governador Eduardo Campos. Além de ter uma história reconhecida e popular em Caruaru”, opinou o marqueteiro Marcelo Teixeira, que já coordenou várias campanhas em Caruaru.

Oriundo do grupo político que já foi liderado pelo ex-prefeito Drayton Nejaim, Tony Gel (PMDB) chega a 2016 com uma derrota nas costas. Em 2012, ele colocou a sua esposa, Miriam Lacerda (DEM), para disputar com José Queiroz, que venceu com 57% dos votos válidos.

Historicamente, o peemedebista sempre foi adversário de Queiroz e Lyra. Mas, diante dessa divisão de forças, ele se torna o aliado cobiçado. “Os três devem ter candidatos no primeiro turno. No segundo, é que abre para as alianças possíveis. Mas numa situação em que teríamos João Lyra e Tony Gel candidatos, o escolhido de José Queiroz entraria numa briga muito forte”, analisou Marcelo Teixeira. Além da esposa, que teve um bom desempenho em 2012, Tony Gel ainda investe no filho, Toninho Rodrigues, que pode ter seu protagonismo em 2016.

A construção desses palanques, certamente, passará pelas mãos do governador Paulo Câmara (PSB), contra quem pesa a inexperiência política. A tarefa não será fácil pois desagradar alguma dessas lideranças significa interferir em acordos eleitorais futuros. Exímio articulador, até o falecido ex-governador Eduardo Campos não conseguiu impedir a ruptura entre Queiroz e Lyra em 2012. Comenta-se que a situação o deixou muito irritado à época.

*O Giro pelos Municípios é resultado da parceria do Jornal do Commercio com o Blog de Jamildo. Serão publicadas, semanalmente, matérias deslindando as articulações políticas dos principais municípios do Estado para as eleições 2016.

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PSB nega definição pela candidatura de Antônio Campos em Olinda

Antônio Campos diz estar confiante em reunir as forças da mudança / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Antônio Campos diz estar confiante em reunir as forças da mudança

Foto: Guga Matos/JC Imagem

As movimentações do advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, para viabilizar a sua pré-candidatura à Prefeitura de Olinda têm colocado o seu partido, o PSB, na posição de dar explicações aos aliados que podem ter os seus próprios projetos eleitorais frustrados, principalmente do PCdoB, legenda que comanda a prefeitura olindense há 15 anos. Nessa sexta-feira (10), o partido se mobilizou para negar a informação de que o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, haviam dado aval a candidatura do advogado.

“A postura do PSB é de que é legítimo que as lideranças municipais façam as suas articulações de olho nas próximas eleições. Até porque o prazo para novas filiações partidárias é agora mesmo, até outubro. Então, o partido precisa fazer as suas movimentações. Mas a definição só se dará em 2016. Esse tem sido o posicionamento do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Julio”, lembrou o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. “Olinda é uma cidade como todas as outras, onde há uma movimentação legítima. E a definição se dará no momento apropriado”, garantiu.

Mais cedo, procurado pelo JC, um assessor de imprensa de Antônio Campos a princípio confirmou que a candidatura dele havia recebido o aval oficial do governador e do partido. Depois, outro assessor entrou em contato com a reportagem para esclarecer que embora ele tenha colocado o nome à disposição do PSB, essa decisão não vai ocorrer agora e será anunciada pelo próprio Paulo Câmara.

Por meio de nota, Antônio Campos disse estar confiante no próprio projeto. “Tenho com serenidade colocado o meu nome como opção ao PSB e aos outros partidos de oposição em Olinda. O povo de Olinda decidirá seu destino e estou confiante na nossa capacidade de luta e de reunir as forças da mudança”, escreveu.

A postulação de Antônio Campos vem causando mal estar na Frente Popular porque aliados como a deputada federal Luciana Santos (PCdoB) e o deputado estadual Ricardo Costa (PMDB) também são pré-candidatos na cidade. A disputa em Olinda pode atrapalhar a aliança das legendas com o PSB no Recife. Este mês, Antônio Campos comemorou o aniversário em Olinda, com a presença de Paulo Câmara e Geraldo Julio.

Do Jornal do Commercio

Caderno Política
Paulo Veras

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