Câmara recua e mantém mandato de quatro anos

Da Folhapress

Eles devem concluir a votação em agosto, após o recesso parlamentar. Quando encerrado, o texto seguirá para o Senado.

A Câmara dos Deputados recuou nesta quarta-feira (15) e manteve o mandato de quatro anos para todos os cargos eletivos no país. Os parlamentares iniciaram nesta quarta a análise de mudanças ao texto-base da proposta de emenda à Constituição que reúne um conjunto de medidas que formam a chamada reforma política. Eles devem concluir a votação em agosto, após o recesso parlamentar. Quando encerrado, o texto seguirá para o Senado.

Os deputados aprovaram, no início do mês, o texto-base da proposta em segundo turno. Nesta quarta, eles analisaram apenas sugestões de mudanças.

Dois destaques foram apresentados para manter a proposta do mandato de cinco anos, como havia sido aprovado pelos deputados na votação do texto-base. No entanto, para que o trecho fosse mantido, eram necessários 308 votos favoráveis -mínimo regimental exigido para se alterar a Constituição. O resultado, no entanto, foi de 296 votos favoráveis e 154 contrários, com duas abstenções.

Os quatro anos de mandato continuarão a valer para deputados federais, estaduais e distritais, prefeitos e vereadores. No caso dos senadores, o período permanece nos atuais oito anos. Apesar da mudança, foi mantido o fim da reeleição para os cargos do Executivo.

Parlamentares alegam que a mudança para cinco anos não foi bem recebida pela sociedade, principalmente, em relação aos deputados. “A gente acabou com a reeleição, mas deputado pode se reeleger quantas vezes quiser e ainda assim ia aumentar o seu tempo de mandato? Não pegou bem”, disse o líder interino do PSDB, Nilson Leitão (MT).

Os deputados também mantiveram a atual data da posse presidencial e de governadores para o dia 1º de janeiro. Na primeira votação, os deputados haviam alterado para os dias 5 e 4 de janeiro, respectivamente.

A proposta também cria uma janela temporal para a troca de partidos e inclui na Constituição as doações eleitorais de empresas. Estas mudanças que devem ser mantidas pelos senadores.

Nesta terça, os deputados também finalizaram a votação do projeto de lei que integra o pacote da reforma política da Casa. O texto, que não altera a Constituição, reduziu o tempo do período eleitoral de 90 para 45 dias e criou limites para o financiamento e gastos de campanhas. Os deputados também restringiram a participação de partidos nanicos na formação das coligações eleitorais em eleições majoritárias.

Câmara e Senado votam há algumas semanas, separadamente, propostas de reforma política. Em vários casos, os pontos defendidos pelos deputados são divergentes daqueles apoiados pelos senadores, o que aumenta as chances de medidas não saírem do papel.

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Dilma discute com Temer votações no Congresso às vésperas do recesso

Da Folhapress

Preocupada com o recesso parlamentar, que começa na sexta-feira (17) e suspende as votações em plenário, a presidente Dilma Rousseff se reuniu rapidamente nesta quarta-feira (15) com o vice-presidente Michel Temer para tratar de votações importantes para o governo e que ainda não passaram pelo Congresso.

Dilma quer que os parlamentares votem o quanto antes o projeto de lei da desoneração da folha de pagamento, última medida do ajuste fiscal que ainda precisa ser apreciada pelo Congresso, e o projeto do repatriamento de recursos, que determina que o país repatrie dinheiro depositado por brasileiros no exterior que não foi declarado à Receita Federal.

O vice-presidente pediu nesta sexta ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que agilize a votação desses projetos para que eles sejam aprovados antes do recesso.

O encontro entre Dilma e Temer durou cerca de vinte minutos e aconteceu no mesmo dia em que o vice-presidente, ao lado da cúpula do PMDB, lançou ofensiva nas redes sociais para divulgar o partido e buscar apoio à candidatura própria da legenda para disputar o Planalto em 2018.

Segundo o vice-presidente, está “estabelecido” que o PMDB terá candidato próprio em 2018 e estará “aberto” para alianças com todos os partidos, inclusive com o PT.

“Estamos abertos para todas as alianças, com todos os partidos. O que está sendo estabelecido é que o PMDB quer ser, digamos assim, cabeça de chapa em 2018”, afirmou Temer após participar do lançamento da plataforma digital na internet da Fundação Ulysses Guimarães.

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Senado aprova aumento do tempo de internação para menores infratores

 

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) por 43 votos a 13 projeto de lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aumenta o tempo de internação de menores de 18 anos que tenham cometido crimes hediondos. A matéria seguirá agora para votação na Câmara dos Deputados.

Pelo projeto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), os jovens que tenham cometido esse tipo de crime poderão ficar internados em centros de atendimento socioeducativo por até dez anos. Atualmente, o tempo máximo de internação é de três anos.

Originalmente, o relator do projeto, senador José Pimentel (PT-CE), havia proposto que o tempo máximo de internação ficasse em até oito anos. Porém, ele acatou emenda do próprio Serra e manteve o limite em até dez anos.

O texto também prevê uma alteração no Código Penal para agravar a pena do adulto que praticar crimes acompanhado de um menor de 18 anos ou que induzir o menor a cometê-lo.

 Nesses casos, a pena do adulto será de dois a cinco anos, podendo ser dobrada para os casos de crimes hediondos.

Outro ponto proposto por Pimentel prevê que os adolescentes passarão por avaliação, a cada seis meses, feita pelo juiz responsável pelo caso. O objetivo do petista é que o magistrado possa analisar e optar por liberar antecipadamente ou não o jovem da reclusão.

Os internos ainda deverão estudar nos centros de internação até concluir o ensino médio profissionalizante. Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que os menores devem concluir somente o ensino fundamental.

Comissão especial
Antes da aprovação do projeto, os senadores rejeitaram enviar para uma comissão especial a proposta de José Serra.

Nesta terça, parlamentares solicitaram a Renan Calheiros (PMDB-AL) que o projeto fosse retirado de pauta para que houvesse mais tempo de análisar da matéria.

Após o apelo dos senadores, um requerimento para retirar a urgência do texto – o que dá prioridade ao projeto sobre outras matérias – chegou a ser aprovado simbolicamente (quando não há contagem de votos), mas foi rejeitado em votação numérica.

“Presidente, esse tema é um tema muitíssimo importante. Eu, quando falo isso, é porque tenho interesse no tema, eu quero discutir aprofundadamente. Não dá para ser no dia de hoje. Na semana passada, houve um debate aqui, que foi uma tarde inteira onde 20, 20 e tantos senadores falaram nesse sentido. Então, queria apelar a Vossa Excelência: não dá para votar”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Maioridade penal
A aprovação da mudança no ECA ocorre em meio à polêmica da votação na Câmara da proposta de emenda constitucional (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal, criticada por diversos senadores.

Na Câmara, os deputados aprovaram proposta de emenda à Constituição na qual os jovens com 16 anos ou mais que cometerem crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte responderão criminalmente, como adultos.

A proposta ainda passará por outro turno de votação na Câmara antes de ser enviada para análise, também em dois turnos, no Senado.

Apesar de ter contado com a maioria dos votos na Câmara, o clima entre os senadores é de rejeição à proposta. A tendência, portanto, é que o projeto seja amplamente discutido em uma comissão especial, que deve ser criada após proposta do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), antes de ser submetido à votação na Casa.

 

Lucas Salomão

Do G1, em Brasília

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Renan chama operação da PF de “intimidação”; Collor culpa procurador-geral

Da Agência Brasil

Para Renan Calheiros, as investigações devem respeitar o devido processo legal / Foto: ReproduçãoPara Renan Calheiros, as investigações devem respeitar o devido processo legalFoto: Reprodução

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), leu nesta terça-feira (14) uma nota da Mesa Diretora do Senado criticando a ação da Polícia Federal (PF), em nova fase da Operação Lava Jato, durante a qual foram feitas buscas e apreensões nas residências dos senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra (PSB-PE).

“Todos são obrigados a prestar esclarecimentos à Justiça, notadamente os homens públicos, já que nenhum cidadão está acima da Lei. Entretanto, causa perplexidade alguns métodos que beiram a intimidação”, disse o presidente.

Ele destacou que as buscas e apreensões dentro do Senado deverão ser acompanhadas pela Polícia Legislativa. “Disso não abriremos mão.”

Renan explicou que as investigações devem respeitar o devido processo legal e o direito ao contraditório. “Buscas e apreensões sem a exibição da ordem judicial e sem os limites das autoridades que a estão cumprindo são invasão. São uma violência contra as garantias constitucionais, em detrimento do Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Após a leitura da nota, o presidente passou a palavra ao senador Fernando Collor, que subiu à tribuna e voltou a acusar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de tentar intimidá-lo. “Não é de hoje esse tipo de perseguição, de vingança, cometido contra mim pelo procurador-geral.” Por várias vezes, Collor fez referência às apreensões da PF em suas residências funcional e particular em Brasília.

Durante a operação, foram apreendidos na casa de Collor três carros esportivos, avaliados em cerca de R$ 6 milhões.

“Recolheram equipamentos e papeis desconexos. Em outra residência particular, apreenderam três veículos de minha propriedade. Tudo fazendo parte de uma operação espetaculosa, midiática, com vários helicópteros, dezenas de viaturas, absolutamente desnecessários e maldosamente orquestrada pelo procurador, com o intuito mesquinho e mentiroso de vincular a uma investigação criminosa bens e valores legalmente declarados e adquiridos antes de qualquer investigação, muito antes do suposto cometimento de pretensos crimes maldosamente a mim imputados”, esclareceu.

Ele questionou também a apreensão de bens e documentos sob o argumento de evitar a destruição de provas referentes a um ato cometido dois anos antes. Collor reiterou que nunca foi ouvido nas investigações.

“Se jamais fui ouvido, se sequer prestei depoimento, se a operação ainda está na fase de investigação, ou seja, nem denúncia formal ainda houve, isso é ou não é um pré-julgamento, uma pré-condenação? Invasão de propriedade particular ou institucional dessa ordem é ou não é uma tentativa de imputação prévia de culpa? Não é assim que se constrói um verdadeiro Estado de Direito.”

Os senadores Ciro Nogueira e Fernando Bezerra optaram por se manifestar apenas por meio de comunicados públicos. Em nota, Nogueira informou que “os últimos atos da Justiça fazem parte do processo regular de investigação”. Ele reafirmou sua “confiança na apuração para que a verdade prevaleça”.

Fernando Bezerra também manifestou sua “confiança no trabalho das autoridades que conduzem o processo investigatório e continua, como sempe esteve, à disposição para colaborar com os ritos processuais e fornecer todas as informações que lhe forem demandadas”.

A nota divulgada por Fernando Bezerra acrescentou que os “documentos poderiam ter sido solicitados diretamente ao senador, sem qualquer constrangimento”. Ele adiantou que aguarda para prestar depoimento na invetigação.

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Polícia Federal apreende R$ 4 milhões durante nova fase da Operação Lava Jato

Da Agência Brasil

Uma Ferrari, uma Lamborguini e um Porsche, encontrados na Casa da Dinda, residência particular em Brasília, do ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor / Foto: ReutersUma Ferrari, uma Lamborguini e um Porsche, encontrados na Casa da Dinda, residência particular em Brasília, do ex-presidente da República e atual senador Fernando CollorFoto: Reuters

A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta terça-feira (14) durante as buscas e apreensões da Operação Politeia mais de R$ 4 milhões, oito veículos, duas obras de arte, joias, relógios, além de documentos e HD’s de computadores dos investigados. De acordo com o balanço da operação, os investigadores também encontraram US$ 45 mil e 24,5 mil euros. Os locais das apreensões das quantias não foram divulgados pela PF.

Entre os veículos apreendidos, estão uma Ferrari, uma Lamborguini e um Porsche, encontrados na Casa da Dinda, residência particular em Brasília, do ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor (PTB-AL), investigado em um inquérito que tramita no Supremo.

A Operação Politeia, nova fase da Operação Lava Jato, foi deflagrada na manhã de hoje, a partir de autorizações de busca e apreensão emitidas pelo Supremo Tribunal Federal. Foram cumpridos mandados em casas, escritórios e empresas de políticos, entre eles os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Bezerra (PSB-PE), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte.

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Após operação da Lava Jato no Recife, Aldo Guedes pede afastamento da Copergás

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Sem alarde, o presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), Aldo Guedes Alvaro, pediu, na manhã desta terça-feira (14.07), afastamento do cargo.

Em nota oficial no início desta terça, A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC) informa que a saída ocorreu para preservar os interesses da companhia.

A decisão foi aceita pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões.

Em nota, o Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, disse que confia na correção de Aldo Guedes e disse estar certo de que ele dará os devidos esclarecimentos sobre os fatos que lhes estão sendo imputados.

Nesta manhã de terça-feira, em meio a mais uma fase da operação Lava Jato, o executivo foi um dos alvos da investigação da Polícia Federal que se desenrolou na capital pernambucana e em outros estados, como Alagoas.

O empresário pernambucano foi objeto de diligências em sua casa e em uma empresa particular, cuja razão social seria Jacarandá Negócios e Participações.

Amigo pessoal de Eduardo Campos, o nome de Aldo Guedes ganhou projeção nacional no ano passado, logo após o acidente com o jatinho que levava o candidato socialista, em agosto de 2014.

No rastro da polêmica lançada em torno da propriedade do avião em que viajava o ex-governador Eduardo Campos, ortagem, citando o presidente da Copergás, amigo do socialista e sócio em uma fazenda no interior, como intermediário da compra e responsável pela contratação dos pilotos, chegou-se a especular que Aldo Guedes deixaria o cargo ainda em setembro de 2014. Integrantes do governo João Lyra informaram desconhecer a intenção de um pedido de demissão e que, por parte do governador João Lyra, não haveria qualquer pressão neste sentido. “É especulação, queimação, coisa de fogo amigo”, observa um informante. “Ele vai sair, mas em dezembro (quando acaba o governo Lyra)”, ironiza outro.

O empresário passou alguns dias em são Paulo para descansar e ficou deprimido com a exposição, antes de ser reconduzido pelo governo Paulo Câmara. Até a operação da PF desta terça.

Aldo Guedes, ao lado do empresário pernambucano João Carlos Lyra Pessoa de Mello Júnior, foram citados pelo jornal Folha de São Paulo como envolvidos na compra do avião que matou Eduardo Campos. Na época, os dois divulgaram notas negando participação ou parte das informações levadas a público na época.

Na época, Aldo Guedes não escondeu de ninguém que conhecia os empresários, afinal também era empresário, mas divulgou nota oficial dizendo que nada tinha a ver com a compra.

Veja abaixo o que já informou o Blog de Jamildo, no ano passado.

No cumprimento dos mandados judiciais, a Polícia Federal (PF) fez a apreensão de documentos pessoais, HDs e notebooks, além de notas de euro e dólares, em Pernambuco. A PF não especificou a quantia apreendida, nem detalhou os objetos encontrados nas residências.

Policiais realizaram buscas nos imóveis do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), ambos em Boa Viagem, no Recife.

Os mandados foram expedidos pelos ministros do STF Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. De acordo com a PF, o objetivo dos mandados é evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados. Eles respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude a licitação, organização criminosa, entre outros.

No início da manhã, também foram realizadas buscas na Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca. Os parlamentares são acusados de receber dinheiro desviado da Petrobras, para financiamento de campanhas políticas.

Os materiais recolhidos serão enviados para a sede da PF, em Brasília. No Distrito Federal, será feita análise dos dados coletados.

A operação no Estado envolveu 40 policiais federais e oito procuradores da República.
No Brasil, a PF e o Ministério Público Federal (MPF) cumpriram 53 mandados de busca e apreensão, na Operação Politeia. Os mandados são referentes a seis processos instaurados no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato e estão sendo cumpridos em seis unidades da Federação: Bahia, Pernambuco, Alagoas, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.

Por meio da assessoria de imprensa, Eduardo da Fonte afirmou que “está à disposição da Justiça para colaborar, no que for possível, para esclarecer todos os fatos”. O parlamentar está em Brasília, na sessão da Câmara dos Deputados.

Já o senador Fernando Bezerra Coelho enviou uma nota em que manifesta confiança no trabalho das autoridades que conduzem o processo investigatório e afirma que poderia ter disponibilizado os documentos – necessários para a investigação – e poderia evitar o constragimento de receber o mandado de busca e apreensão.

O nome da operação, Politeia, vem do livro A República, de Platão, que faz referência a uma cidade perfeita, onde a ética prevalece sobre a corrupção. A operação envolveu 250 policias em todo o Brasil.

Blog de Jamildo

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Comissão aprova 13 propostas para alterar partilha de recursos da União

Da Agência Brasil

Relatório trata de diversas mudanças na Constituição e em legislações a respeito do repasse de recursos entes os entes da federação.

A comissão especial na Câmara dos Deputados que analisa a proposta de Emenda à Constituição do pacto federativo aprovou nesta terça-feira (14) 13 das 14 propostas contidas no relatório preliminar do deputado André Moura (PSC-SE), que altera a partilha de recursos entre União, estados e municípios.

O relatório trata de diversas mudanças na Constituição e em legislações a respeito do repasse de recursos entes os entes da federação. Das medidas propostas por Moura, os deputados ressalvaram a que determinava o aumento de 10% para 12% na parcela do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que é entregue aos Estados e ao Distrito Federal. A votação dessa parte do texto foi adiada para esta quarta-feira (15).

Entre as propostas aprovadas, estão as que visam a mudar a Constituição para ampliar os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de 21,5% para 22,5%; modificar a distribuição do Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS) introduzindo o tamanho populacional como variável na formação do índice de participação; aumentar a participação da União no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, no limite máximo de 30% do financiamento para estados e municípios; e, garantir a aplicação de no mínimo 50% dos recursos destinados à irrigação para o Nordeste (preferencialmente no semiárido) e outros 20% para o Centro-Oeste.

Entre outras medidas, Moura também propõe zerar a alíquota no Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) cobrado nas transferências feitas entre o governo federal com os governos estaduais e municipais. Também fixa em dezembro de 2019 o prazo para que os municípios com mais de 100 mil habitantes instalem novos aterramentos sanitários em substituição aos lixões. Para os municípios com menos de 100 mil habitantes, o prazo passará a ser até dezembro de 2020.

O presidente do colegiado, Danilo Forte (PMDB-CE), informou ainda que a comissão teve seu prazo estendido em mais 40 sessões. Ele afirmou que outras propostas que não foram contempladas neste primeiro semestre poderão ser incorporadas a outro relatório que será apresentado no final do ano. O parlamentar disse que o objetivo no primeiro momento era votar propostas consensuais.

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PF apreende Ferrari, Porsche e Lamborghini na casa de Collor

A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta terça-feira (14), por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), três veículos de luxo na residência de Brasília do ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB): uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini.

Os agentes federais cumpriram nesta manhã mandado de busca e apreensão nas casas de Collor na capital federal e em Maceió na mais recente fase da Operação Lava Jato, batizada de Politeia. Ao todo, o STF expediu 53 mandados de busca e apreensão, que fazem parte de seis inquéritos que investigam políticos com foro privilegiado dentro da Operação Lava Jato.

A Ferrari apreendida na Casa da Dinda, propriedade de Collor que foi usada como residência oficial da Presidência na época em que ele comandou o Palácio do Planalto, é o modelo 458 Italia, cuja edição 2015 custa R$ 1,95 milhão.

Já a Lamborguini apreendida é o modeloAventador LP 700-4 Roadster, avaliado em R$ 3,9 milhões para o ano 2014.

Além das casas de Collor em Brasília e em Maceió, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), em Brasília, na do ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA), na Bahia, e na do ex-ministro e senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

A defesa de Collor usou as redes sociais para se manifestar sobre a busca e apreensão em suas residências. No Twitter e no Facebook, os advogados do senador do PTB disseram repudiar com “veemência” a ida dos policiais federais a residência dele.

“A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos”, diz trecho da nota.

Do G1, em Brasília

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PF faz busca e apreensão na casa de Collor e de senador do PP

Da Folhapress

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (14) mandados de busca nas residências do senador e ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTB-AL) em Brasília e em Alagoas.

Ele é um dos parlamentares investigados na Operação Lava Jato. Os policiais também estão neste momento na TV Gazeta, em Alagoas, que pertence à família Collor.

O ex-presidente foi citado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Lava Jato. Ele também foi citado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em seu depoimento à Justiça.

Outro alvo da operação é o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), um dos investigados na Operação Lava Jato. A busca foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, segundo a defesa do senador.

Há mais de 50 mandados sendo cumpridos na casa de parlamentares citados por envolvidos no esquema de corrupção. Segundo a reportagem apurou, as ações executadas nesta terça atingem políticos brasileiros com mandato; alguns deles atuam no Congresso Nacional.

Essa operação -considerada uma “filhote” da Lava Lato- chama-se Politeia e refere-se aos inquéritos originário da Lava Jato que correm no STF e envolvem suspeitos com foro privilegiado. Por isso não estão na Justiça Federal no Paraná, em Curitiba, onde fica o QG das investigações sobre os desvios na Petrobras.

OUTRO LADO – Advogado de Ciro, Antonio Carlos de Almeida Castro diz que a busca era desnecessária.
“O senador se colocou à disposição, ofereceu seus sigilos, prestou depoimento. Infelizmente no Brasil de hoje os atos invasivos passam a ser a regra”, disse.

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Dinheiro desviado da Petrobras pagou prostitutas de luxo, diz jornal

Foto: Folhapress/Veja

O dinheiro desviado pela Petrobras pelo esquema de corrupção investigado pela Lava Jato não foi apenas financiado para a compra de helicópteros, carros importados e lanchas. A quantia também foi utilizada para pagar serviços de prostituição de luxo com “famosas” da TV para políticos e diretores da estatal. As informações são da Folha de S. Paulo.

Os indícios foram relatados por delatores da Lava Jato à Polícia Federal e ao Ministério Público. O doleiro Alberto Youssef e seu emissário Rafael Angulo Lopez explicaram a história após terem sidos questionados sobre expressões usadas nas planilhas, nas quais anotavam o fluxo do dinheiro no esquema.

O controle dos dois delatores mostra que, só em 2012, foram gastos cerca de R$ 150 mil para financiar a contratação de garotas de programa, algumas delas conhecidas pela exposição em programas televisivos, capas de revistas e desfiles de Carnaval.

De acordo com a Folha, colaboradores explicaram que as quantias associadas aos termos “Monik” e “Artigo 62″ nas planilhas eram destinadas ao pagamento das mulheres, que cobravam até R$ 20 mil por programa.

“Artigo 62″ era uma referência ao número do endereço de uma prostituta conhecida como “Jô”, que agenciava os programas para os políticos e dirigentes da Petrobras. Nas planilhas, há vários lançamentos de R$ 5 mil e R$ 10 mil ligados ao termo.

Os relatos apontaram também que, em muitas vezes, as garotas de programa recebiam os pagamentos em dinheiro no escritório de Alberto Youssef.

Blog de Jamildo

(Com informações da Folha de S.Paulo)

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