Dilma pede a governadores ajuda para sair da crise

Foto: Lula Marques/Agência do PT.

Da FolhaPress

Durante discurso aos governadores de todo o país, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que o Brasil passa por “dificuldades”, como a alta da inflação e a desvalorização da moeda, e pediu ajuda aos chefes nos Estados para “enfrentar os problemas juntos”.

Em tom de desabafo, a presidente afirmou que sabe “suportar pressão e até injustiça”, em um claro recado aos setores da oposição que defendem seu impeachment.

“Eu não nego as dificuldades, mas afirmo que todos nós, e o governo federal em particular, temos como enfrentar essas dificuldades e em um prazo bem mais curto do que alguns pensam. […] É importante estabelecer parcerias e enfrentar os problemas juntos”, declarou Dilma nesta quinta-feira (30).

Sob críticas de que governa de maneira centralizadora, a presidente disse que tem “ouvidos e coração” abertos para receber críticas e sugestões.

“Eu, pessoalmente, sei suportar pressão e até injustiça e isso é algo que qualquer governante tem que se capacitar e saber que faz parte da sua atuação. Tenho ouvido aberto, enquanto razão, e o coração, enquanto sentimento, para saber que o Brasil que cresceu e não se acomoda é o Brasil que nós queremos, que sempre quer mais”, declarou.

Em uma fala de pouco mais de trinta minutos, Dilma elencou problemas econômicos que o Brasil enfrenta, segundo ela, desde agosto de 2014, como “o colapso no preço das commodities, a grande desvalorização da moeda, com impacto nos preços e na inflação”. Mas afirmou que “isso não é desculpa para ninguém”.

O objetivo da presidente era dividir com os governadores a responsabilidade de evitar a aprovação de projetos no Congresso que impliquem em mais gastos para a União e, consequentemente, para os Estados.

Dilma disse ainda que o governo federal “tem que arcar com a responsabilidade e assumir suas condições” mas, ao mesmo tempo, “algumas medidas afetam os Estados e, portanto, os governadores têm que ter clareza” da situação.

DESGASTE – A presidente não deixou de lembrar que “assumiu” o desgaste de vetar algumas medidas de “grave impacto” nas contas públicas, como o reajuste do salário dos servidores do Judiciário, aprovado em junho pelo Senado, mas ressaltou que há outros projetos em pauta “que terão impacto sobre os Estados sem sombra de dúvida”.

“Todos nós, em maior ou menor grau, enfrentamos dificuldades fiscais”, disse. “A saída para resolver os nossos problemas é usar os recursos que temos, sermos mais eficientes, sobretudo naquelas áreas em que atuamos conjuntamente”, completou Dilma.

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, braço direito do vice-presidente Michel Temer na articulação política do governo, ficou responsável por fazer uma exposição sobre as pautas-bomba no Congresso, elencando os impactos de cada uma delas.

Em seguida, a presidente prometeu a redução da inflação para o próximo ano e a retomada do crescimento. Dilma tentou mostrar aos governadores que o ajuste fiscal e os programas lançados pelo governo vão recolocar o Brasil na rota do crescimento.

“O estímulo à exportação, o investimento em infraestrutura [com o programa de concessões], a retomada do crédito e a expansão do consumo vão fazer o Brasil voltar a crescer”, afirmou.

PACTO – A presidente propôs ainda um pacto nacional pela redução de homicídios e da população carcerária e pediu apoio dos governadores à reforma do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O governo quer unificar a alíquota em 4% para todo o país. Atualmente, cada Estado tem o seu percentual, criando a chamada “guerra fiscal”.

A reunião no Palácio da Alvorada contou com a presença de 26 governadores -somente o representante do Mato Grosso do Sul enviou a vice, alegando viagem internacional.

Além deles, estavam presentes o vice-presidente Michel Temer, e nove ministros: Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Arthur Chioro (Saúde), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Guilherme Afif Domingos (Micro e Pequenas Empresas) e Gilberto Kassab (Cidades).

 

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Justiça aceita denúncia, e executivos da Andrade Gutierrez viram réus

A Justiça Federal aceitou, nesta quarta-feira (29), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra executivos e lobistas ligados a Andrade Gutierrez, uma das maiores empreiteiras do país e investigada naOperação Lava Jato. Entre os denunciados está o presidente da empresa, Otávio Marques de Azevedo.

Os crimes citados na ação penal são formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de capitais. O grupo foi denunciado na sexta-feira (24) pelo MP por envolvimento em um esquema de corrupção na Petrobras.

Agora, Azevedo e outras 12 pessoas tornam-se réus no processo. Lobistas como Alberto Youssef e Fernando Soares, o Fernando Baiano, além de ex-diretores da Petrobras, como Paulo Roberto Costa e Renato Duque, também foram denunciados.

“Portanto, há, em cognição sumária, provas documentais significativas da materialidade dos crimes, não sendo possível afirmar que a denúncia sustenta-se apenas na declaração de criminosos colaboradores”, pontuou o juiz Sérgio Moro, responsável pela decisão.

Defesa
Com a ação aberta, os advogados dos réus têm dez dias para apresentar os argumentos da defesa.

Os advogados dos executivos e ex-executivos da Andrade Gutierrez informaram que “as respectivas defesas serão feitas nos autos da ação penal, fórum adequado para tratar o assunto” e que não discutirão o tema pela mídia.

No despacho, Moro ainda ordenou nova prisão preventiva para  Fernando Baiano.

“Considerando que aqui se trata de pedido de prisão preventiva instrumental à nova ação penal e ainda os elementos probatórios supervenientes, especialmente a identificação de pelo menos duas outras contas secretas controladas por Fernando Soares no exterior (…)”.

De acordo com o MPF e a Polícia Federal (PF), a Andrade Gutierrez e a Odebrecht agiam de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. Elas formavam um cartel, obtendo preços favoráveis e, com isso, lucros extraordinários. Parte do lucro excedente era usada para pagar propina a agentes públicos e partidos políticos, conforme os procuradores.

Réus e crimes

– Alberto Youssef, operador financeiro: lavagem de capitais
– Antônio Pedro Campello de Souza Dias, ex-executivo da Andrade Gutierrez: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de capitais
– Armando Furlan Júnior, operador financeiro: organização criminosa e lavagem de capitais
– Elton Negrão de Azevedo Júnior, executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa e lavagem de capitais
– Fernando Falcão Soares, o “Fernando Baiano”, operador financeiro: corrupção ativa, corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais
– Flávio Gomes Machado Filho, executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de capitais
– Lucélio Roberto von Lechten Góes, operador financeiro e filho de Mário Góes: lavagem de capitais
– Mario Frederico Mendonça Góes, operador financeiro: corrupção ativa, corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais;
– Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de capitais
– Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras: corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais
– Paulo Roberto Dalmazzo, ex-executivo da Andrade Gutierrez: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de capitais
– Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços da Petrobras: corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais
– Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras: corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais.

 

Erick Gimenes

Do G1 PR

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Dilma discutirá pauta do Congresso com governadores nesta quinta

A presidente Dilma Rousseff convidou os governadores de todos os estados para uma reunião na tarde desta quinta-feira (30), em Brasília.

O G1 consultou todos os governos estaduais. Dos 27 governadores, 26 confirmaram presença – o do Mato Grosso do Sul enviará o vice.

Também participarão do encontro o vice-presidente Michel Temer e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento) e Joaquim Levy (Fazenda).

O texto do convite enviado aos governadores, assinado pela própria presidente, informa que o tema do encontro é “governabilidade, responsabilidade fiscal e colaboração federativa”.

A intenção é discutir a pauta de votações do Congresso Nacional no segundo semestre, segundo informou o Palácio do Planalto. De acordo com o Blog do Camarotti, a presidente também deve anunciar medidas que favorecem os governos estaduais.

Depois de um semestre de atritos com o Executivo e de duas semanas de recesso Câmara e Senado retomam as atividades na próxima semana com a perspectiva de votação de projetos que contrariam o governo, as chamadas ‘pautas-bomba’.

Entre esses projetos estão os que estabelecem redução das desonerações na folha de pagamento de empresas, o aumento do índice de correção dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de temas polêmicos como redução da maioridade e o financiamento privado de campanha.

A presidente buscará mostrar aos governadores o reflexo que essas “pautas-bomba” podem ter nos estados. A equipe de articulação política de Dilma quer sensibilizar os governadores e incentivá-los a convencer deputados e senadores aliados a atuar com “responsabilidade fiscal”, segundo apurou o G1.

Uma das principais preocupações do Planalto é com relação aos pedidos de reajuste salarial, em especial o dos servidores do Judiciário. A presidente vetou o reajuste, mas o veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional. Segundo o governo, o projeto geraria impacto de R$ 25 bilhões nas contas públicas nos próximos quatro anos.

‘Embate político’
Na última segunda-feira (27), após reunião de Dilma com os ministros que integram a coordenação política, o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil) afirmou que o governo vai para o “embate político” nas votações no Congresso Nacional. ()

“Temos que agir agora para que tenhamos condições, politicamente, de fazer com que a base, que é numericamente muito vantajosa, se posicione de forma majoritária nessas votações. Vamos para o embate político”, afirmou o ministro, na ocasião.

Durante a entrevista, Padilha já defendeu a ideia de que algumas “pautas-bomba” podem ter efeitos a serem “consumados por muito tempo”, e não só no mandato da presidente Dilma Rousseff. “Queremos mostrar que a pauta-bomba não destrói o governo. Ela destrói é a expectativa positiva de todos os brasileiros”, disse.

Laís Alegretti *

Do G1, em Brasília

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Romário diz que ‘descobriu’ na Suíça que não é dono de R$ 7,5 milhões

O senador Romário (PSB-RJ) informou em redes sociais na quarta-feira (29) que foi à Suíça e “descobriu” que não é dono de R$ 7,5 milhões em uma conta num banco local.

Reportagem da revista “Veja” do último fim de semana afirma que o valor consta de um extrato de uma conta bancária em nome de Romário no banco suíço BSI. Segundo a revista, o valor não foi declarado à Justiça Eleitoral em 2014, quando o parlamentar se elegeu para o Senado.

A revista diz que o extrato está em poder do Ministério Público Federal.

A assessoria do MPF disse que não comenta o caso divulgado pela revista. Informou também que dados sobre investigações fora do país dependem de acordos internacionais, mantidos em sigilo.

No sábado (25), Romário escreveu no Facebook que viajaria para a Suíça para saber se o dinheiro era mesmo dele. Nesta quarta, na mesma rede social, Romário postou uma foto, disse que estava em Genebra e escreveu: “Chateado! Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões”.

A assessoria do senador informou que ele embarcou de volta para o Brasil nesta quarta e que viajou com recursos próprios.

Segundo a revista, consta no extrato um crédito de rendimento em aplicações no período de um ano a partir de dezembro de 2013. O documento, de acordo com a reportagem, é de 30 de junho de 2015. Nesta quarta, Romário reproduziu uma imagem do extrato no Facebook sobre a qual colocou um carimbo de “falso”.

Manter dinheiro no exterior não é crime, mas o valor precisa ser declarado à Receita Federal e, no caso de políticos eleitos, precisa constar também na declaração oficial de bens à Justiça Eleitoral.

Atualmente, Romário preside no Senado a CPI do Futebol, criada em maio para investigar contratos da CBF relacionados a campeonatos organizados pela entidade, à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de futebol de 2014.

 

Do G1, em Brasília

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Virtual candidato do PT em 2016, João Paulo recebe confetes de grupo aliado

Geraldo Julio e João Paulo podem se enfrentar nas urnas em 2016. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem.

A posse era da superintendência da Sudene, mas o clima estava de campanha eleitoral. Grupo de aliados e militantes receberam o ex-gestor do Recife João Paulo (PT ) sob gritos de “melhor prefeito”. Candidato virtual do PT para a disputa municipal de 2016, o petista chegou ao evento com afagos do público e elogios orquestrados.

Apesar de desconversar sobre o pleito, o petista, que governou a cidade por dois mandatos (2000-2008), nunca escondeu a pretensão de retornar ao cargo.

“O partido ainda está discutindo a eleição. O diretório municipal fez a primeira reunião e eu acho que a linha do PT até agora é ter uma candidatura própria, mas nem nomes foram ventilados ainda”, despistou o petista.

No bojo das estratégias eleitorais e diante da distância da disputa, o petista evita tecer críticas ou avaliações sobre a gestão do atual prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB).

“Quem deve fazer essa avaliação são as pesquisas de opinião realizadas e os partidos políticos e os seus vereadores. A sociedade tem uma avaliação e pode se posicionar claramente sobre ela”, comentou o petista, após a posse na Sudene.

Presente ao evento, Geraldo Julio (PSB) não discursou. Em sua fala, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), citou Eduardo Campos e a plateia ensejou uma vaia, logo sufocada.

No PT, o nome do ex-prefeito João Paulo é sempre lembrado como opção para disputar a prefeitura. A intenção é evitar embates como o de 2012.

 

Blog de Jamildo

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Ônibus com motor dianteiro podem ser proibidos de operar no sistema de transporte coletivo

Os ônibus que operam no sistema de transporte coletivo de passageiros de Pernambuco podem ser proibidos de circular com o motor localizado na parte dianteira dos veículos. Projeto de lei que começa a tramitar segunda-feira (03/08), no retorno da Assembleia Legislativa, proíbe os ônibus com motor dianteiro operarem para fins de transporte coletivo em todo o Estado.

O projeto determina que o sistema de transporte coletivo que opera com ônibus não permitirá que as concessionárias façam novas aquisições de veículos com motor dianteiro para suas frotas. A proposta, do deputado Rodrigo Novaes (PSD), estabelece, ainda, que as empresas deverão substituir, gradativamente, os veículos com motor dianteiro existentes no sistema por ônibus com motor traseiro ou central.

Na argumentação, Novaes explica que recente pesquisa realizada pelo Ministério Público do Distrito Federal constatou que 45% dos cerca 15 mil motoristas e cobradores do transporte público da capital federal apresentavam perda auditiva. O motivo é “o alto barulho do motor que fica na frente”, ao lado do motorista, “da grande maioria dos ônibus que transitam pelas cidades brasileiras”.

Jornal do Commercio

Ayrton Maciel

Caderno Política

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Governo quer derrubar PEC que obriga patrão a pagar plano de saúde a empregado

Da Agência Brasil

Chioro ressaltou que o governo vai mobilizar todas as forças para que a proposta não passe na Câmara.

O Ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse na terça-feira (28) que o governo vai se esforçar ao máximo para derrubar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 451. Segundo ele, o texto favorece interesses econômicos contrários aos da maioria da sociedade brasileira. A PEC, que obriga empregadores a pagar planos de saúde a todos os empregados, é de autoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e está na Comissão de Constituição e Justiça.

“Nós lutaremos com toda força para que a PEC 451, que faz um verdadeiro retrocesso em relação às conquistas que nós tivemos, ao afirmar que a saúde é um direito de todos e dever do Estado”, disse Chioro, durante a abertura do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, ontem. Ele ressaltou que o governo vai mobilizar todas as forças para que a proposta não passe na Câmara.
O projeto de Cunha altera o Artigo 7º da Constituição Federal, obrigando os empregadores a pagar planos de saúde privados a todos funcionários, urbanos, rurais, domésticos ou não. Para justificar a proposta, o autor usa o artigo da constituição que diz que a saúde é direito de todos.
Para Chioro, mesmo que o Artigo 196 da Constituição continue determinando que a saúde é direito de todos e dever do Estado, a aprovação do projeto leva a população a “perder a conquista que significou o sistema universal de saúde”.
O diretor da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Luis Eugenio de Souza, relembrou que, antes da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), quem tinha emprego formal pagava a Previdência e tinha direito à assistência pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps). “Quem não tinha trabalho formal usava o sistema filantrópico, outras alternativas. Os SUS acabou com isso.”
“[Com a proposta], acaba o SUS”, concluiu Jarbas Barbosa, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que foi por cerca de oito anos secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
A PEC 451 foi um dos temas em discussão no Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, conhecido como Abrascão, que ocorre em Goiânia até o próximo sábado (1º). O debate é promovido a cada três anos e sedia a assembleia geral da Abrasco. Financiamento do SUS, humanização dos partos, o Programa Mais Médicos e saúde do idoso estão entre os assuntos a serem abordados.
Este ano a Universidade Federal de Goiás (UFG) recebe o evento. O Abrascão reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros e autoridades em atividades sobre diversos temas, propostas e acontecimentos relacionados à saúde, ciência, tecnologia e inovação, educação e sociedade.

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Presos na 16ª fase da Lava Jato farão exame no IML nesta quarta, diz PF

Os dois detidos na 16ª fase da Operação Lava Jato, na terça-feira (28), farão exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que é praxe após a prisão, nesta quarta-feira (29). Othon Luiz Pinheiro da Silva, diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, e Flávio David Barra, presidente global da AG Energia, ligada ao grupo Andrade Gutierrez, foram detidos no Rio de Janeiro e estão presos na carceragem da PF, na capital paranaense. O exame está previsto para o período da manhã, segundo a PF.

Os dois são investigados por lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção nas obras da usina nuclear de Angra 3, localizada na praia de Itaorna, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com a PF, como o prazo da prisão temporária deles vence no sábado (1º), também há uma programação por parte dos delegados para que os investigados sejam ouvidos também nesta quarta. A prisão temporária pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.

Othon é suspeito de ter recebido R$ 4,5 milhões em propina entre 2009 e 2014 da Engevix e Andrade Gutierrez, também investigadas pela Lava Jato, para favorecê-las em licitações das obras de Angra 3.

Segundo o MPF, os valores ilícitos eram repassados por meio de empresas intermediárias para a Aratec Engenharia, Consultoria & Representações Ltda, que pertencente a Othon Luiz. A maior parte dessas empresas, segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, eram de fechada. Othon foi afastado do cargo em abril deste ano, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da empresa, que é uma subsidiária da Eletrobras.

Já o presidente global da AG Energia, Flávio Barra, foi citado na delação do ex-presidente da empreiteira Camargo Corrêa Dalton Avancini, que cumpre prisão domiciliar. O delator afirmou que havia um acerto futuro de pagamento de propina a funcionários da Eletronuclear, referente as obras de Angra 3, e que Flávio teria participado da reunião, em agosto de 2014. Barra foi detido em um táxi no Rio, quando seguia para a empresa.

 Foco da atual fase
A atual fase da operação, batizada de “Radioatividade”, foi deflagrada nesta madrugada em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói (RJ), São Paulo e Barueri (SP). O foco das investigações, segundo a PF, são contratos firmados por empresas já mencionadas na Operação Lava Jato com a Eletronuclear, cujo controle acionário é da União.

A empresa foi criada em 1997 para operar e construir usinas termonucleares e responde hoje pela geração de cerca de 3% da energia elétrica consumida no país.

Ainda nesta terça-feira, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato, determinou o bloqueio de R$ 60 milhões. De acordo com a solicitação do juiz, devem ser bloqueados R$ 20 milhões de Othon Luiz Pinheiro da Silva, o mesmo valor do executivo da empreiteira Andrade Gutierrez Flavio David Barra e outros R$ 20 milhões da Aratec Engenharia, Consultoria & Representações Ltda, que pertencente a Othon.

Ainda de acordo com a PF, a formação de cartel, o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3 e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal são os objetos de apuração da atual fase.

Angra 3 será a terceira usina nuclear do país e está em construção na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). Ela terá potência de 1.405 megawatts (MW) e gerará energia suficiente para abastecer Brasília e Belo Horizonte por um ano.

“Promessa” de propina
O depoimento de Dalton Avancini ao qual ele mencionou o nome dos dois presos na 16ª fase ocorreu em abril deste ano. O ex-presidente da Camargo Corrêa afirmou que houve “promessa” de pagamento de propina ao PMDB e a dirigentes da Eletronuclear nas obras da usina nuclear Angra 3. Avancini deixou a prisão em 30 de março para cumprir prisão domiciliar, após firmar acordo de delação premiada com a Justiça, homologado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.

Ainda de acordo com ele, a Camargo Corrêa foi informada em agosto de 2014 de que havia “compromissos” de pagamento de propina equivalente a 1% dos contratos das obras da usina ao PMDB e aos diretores da Eletronuclear. Somados, os contratos de Angra 3 chegam a R$ 3 bilhões, de acordo com o executivo. À época, o PMDB negou as acusações de recebimento de propina.

A Eletronuclear e o então presidente da empresa, Othon Luiz Pinheiro, disseram em abril que as acusações eram infundadas, que a empresa age sempre em total transparência e que o Tribunal de Contas da União aprovou a preparação das propostas de preços em Angra 3. Uma comissão interna de fiscalização apura as denúncias e uma empresa de investigações foi contratada “para garantir a transparência e independência dos trabalhos”, segundo nota da estatal.

Defesas
A Eletronuclear ainda não se pronunciou sobre a prisão do diretor-presidente licenciado. A Andrade Gutierrez afirma, em nota, que está acompanhando a 16ª fase da Lava Jato e que sempre esteve à disposição da Justiça. “Seus advogados estão analisando os termos desta ação da Polícia Federal para se pronunciar”, diz o texto. A Engevix também ressaltou que “está prestando todos os esclarecimentos necessários à Justiça”.

 

Adriana Justi

Do G1 PR

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Operação do MP apura fraude, desvio de dinheiro e afasta prefeito no RN

O prefeito de Umarizal Carlindson Onofre Pereira de Melo foi afastado do cargo no início da manhã desta quarta-feira (29) durante a operação Negociara. Deflagrada pelo Ministério Público, a ação apura fraudes e desvio de recursos através de um convênio firmado com o banco Gerador S.A. O afastamento do prefeito se deu a pedido do procurador geral de Justiça Rinaldo Reis.

Além do afastamento do prefeito, 17 promotores de Justiça, delegados e agentes de Polícia Civil deram cumprimento a 15 mandados de apreensão, seis de prisão preventiva e três de condução coercitiva (com o uso da força se necessário) em Umarizal, Martins, Natal e Parnamirim.

Segundo o MP, os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça e pelo Juízo da Comarca de Umarizal. Participam da operação a Procuradoria Geral de Justiça, Promotoria de Umarizal e do GAECO, com apoio da Polícia Civil, atuam na operação nesta quarta-feira.

Do G1 RN

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PP anuncia Datena como pré-candidato à Prefeitura de SP

Datena entre Guilherme Mussi (à esq.) e Antonio de Olim (Foto: Reprodução/Facebook)
Datena entre Guilherme Mussi (à esq.) e Antonio de Olim (Foto: Reprodução/Facebook)

O apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições 2016, informou o Partido Progressista (PP) nesta terça-feira (28). A filiação do jornalista à legenda aconteceu nesta noite.

Datena não deverá ter adversários no partido. O apresentador só será oficialmente considerado candidato no ano que vem, quando acontecem as convenções do partido.

O vice da chapa deverá ser o deputado federal Antonio de Olim, também do PP. A assessoria do parlamentar confirmou ao G1 a pré-candidatura. Em sua página no Facebook, Olim comemorou: “Nasce uma nova política para São Paulo. Datena declara que será candidato à Prefeitura de São Paulo.”

O deputado, que foi delegado do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), esteve na reunião que acertou a ida do apresentador à legenda. Também esteve presente o presidente estadual do PP, deputado federal Guilherme Mussi.

 

Do G1 São Paulo

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