Ministério do Meio Ambiente suspende convênios e parcerias com ONGs por três meses

Por Bom Dia Brasil, TV Globo — Brasília

O Ministério do Meio Ambiente suspendeu todos os convênios e parcerias com Organizações Não Governamentais (ONGs) pelos próximos três meses.

O objetivo da decisão do ministro Ricardo Salles, de acordo com a pasta, é levantar quanto foi pago às ONGs no ano passado. O ministro também determinou que, daqui para frente, tudo o que for relacionado a ONGs passe por avaliação dele.

De acordo com o ministério, com base nesse levantamento, o ministro vai decidir quais convênios e parcerias terão continuidade.

Pela decisão do ministro ficam suspensos por três meses os convênios e parcerias, incluindo termos de colaboração com ONGs firmados com os fundos administrados pelo ministério, também pelo Ibama, ICMbio e o Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Esses contratos e parcerias do Ministério do Meio Ambiente são nas áreas de recuperação florestal, gestão ambiental e segurança alimentar nas comunidades indígenas, e agroextrativismo.

No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória determinando que a Secretaria de Governo monitore e supervisione ONGs e organismos internacionais.

Reação

ONGs ligadas à pasta reagiram à medida. Para as organizações, a decisão do ministro é ilegal e pode causar descontinuidade na gestão ambiental.

A ONG Observatório do Clima divulgou nota assinada em conjunto com outras oito entidades. “Fere o princípio da legalidade e levanta, sem elementos mínimos de prova, dúvidas sobre a idoneidade da sociedade civil”, afirma.

A nota afirma, ainda, que a medida só poderia ser tomada depois da abertura de processo administrativo, e que vai causar descontinuidade na gestão ambiental federal.

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Assembleia Nacional da Venezuela declara Nicolás Maduro ‘usurpador’ do cargo de presidente

Por G1

A Assembleia Nacional da Venezuela declarou Nicolás Maduro “usurpador” do cargo de presidente da república, nesta terça-feira (15). O Parlamento é controlado pela oposição e presidido por Juan Guaidó – que se declarou presidente interino do país pouco depois de o chavista tomar posse do cargo.

Na prática, isso significa que a Assembleia assumirá como “juridicamente ineficaz” a Presidência exercida por Maduro. Além disso, os atos do Poder Executivo venezuelano ficam anulados, segundo a agência EFE.

A declaração, segundo a EFE, abre possibilidade para que funcionários, policiais e integrantes das Forças Armadas tenham respaldo legal para desobedecer o regime de Maduro.

Os parlamentares também aprovaram um pedido a dezenas de governos estrangeiros que congelem contas bancárias controladas pelo governo de Nicolás Maduro, segundo documentos obtidos pela Reuters. A medida se estenderia aos EUA e a países da União Europeia, além de vizinhos como o Brasil.

Posse contestada

Nicolás Maduro tomou posse na quinta-feira passada (10). A oposição política venezuelana e diversos países – entre eles, os Estados Unidos, o Canadá e os membros do Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte – não reconhecem a legitimidade do novo mandato de Maduro.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) também declarou, no dia da posse, que não reconhece o governo do socialista.

Além disso, nesta terça-feira, fontes disseram à rede de televisão CNN que o governo de Donald Trump estuda reconhecer Guaidó como presidente legítimo da Venezuela.

Guaidó chegou a ser preso, no domingo, por agentes do serviço de inteligência venezuelana, que o liberaram minutos depois. Depois do incidente, o regime de Maduro prometeu punir os responsáveis pela prisão do opositor.

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Toffoli diz que Marco Aurélio deve decidir sobre análise dos dados fiscais e bancários de Aécio

Por Mariana Oliveira e Rosanne D’Agostino, TV Globo e G1 — Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou que caberá ao ministro Marco Aurélio Mello decidir sobre a análise imediata dos dados de sigilo bancário e fiscal do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

A quebra do sigilo foi autorizada por Marco Aurélio, relator do caso, em dezembro de 2017. No último dia 10, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo para enviar os dados para a Polícia Federal e determinar o prosseguimento imediato da análise das informações.

De acordo com Dodge, o Banco Central relatou que todas as instituições já enviaram os dados da quebra dos sigilos que, por isso, deveriam ser remetidos para a PF.

Na tarde desta terça-feira (15), os advogados de Aécio divulgaram a seguinte nota: “A defesa do senador Aécio Neves informa que seus dados bancários e fiscais sempre estiveram à disposição das autoridades e que o senador é o maior interessado na pronta análise dos mesmos, o que vai demonstrar, mais uma vez, a absoluta correção dos seus atos.”

Dodge pediu ainda para os dados serem juntados ao caso no qual Aécio Neves virou réu por corrupção passiva e obstrução de Justiça. O processo foi aberta em razão das delações premiadas da J&F.

Ao responder o pedido da procuradora-geral, Toffoli escreveu que não há urgência para a decisão durante o recesso do Judiciário.

Ele disse ainda que o caso do senador pode ir para a primeira instância. Isso porque, segundo entendimento adotado pelo STF a partir de 2018, o tribunal somente julga parlamentares em casos que se referem ao mandato e que tenham relação com a atividade no Legislativo.

Aécio é investigado por suspeitas apontadas durante o mandato de senador. A partir de fevereiro, ele assumirá como deputado federal.

“Anote-se também que o referido investigado deixará o mandato de senador da República no próximo dia 1° de fevereiro, passando a exercer o mandato de deputado federal, o que eventualmente poderá indicar baixa a instância outra em razão de alteração na jurisprudência desta Corte quanto aos casos em que há prerrogativa de foro”, afirmou o presidente do STF na decisão.

Histórico

Em abril de 2018, a Primeira Turma do STF aceitou denúncia da Procuradoria Geral da República, que afirmou ter elementos de que Aécio pediu propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, em troca de favores políticos.

A defesa de Aécio afirmou que o pedido de dinheiro a Joesley era uma operação pessoal, na qual solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa nas investigações.

Apesar de a turma ter aceitado a denúncia há nove meses, até agora a ação penal não foi efetivamente instaurada porque Aécio já recorreu duas vezes para tentar reverter a decisão e ainda está pendente o julgamento de um recurso.

Atualmente, Aécio Neves é réu na ação penal aberta a partir das delações da J&F e investigado em quatro inquéritos da Lava Jato e seus desdobramentos. Caberá ao Supremo decidir se os cinco casos irão para primeira instância.

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Operação Carne Fraca: Cármen Lúcia manda abrir 19 inquéritos para investigar políticos

Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de 19 inquéritos para investigar políticos em razão de suspeitas relacionadas à Operação Carne Fraca.

Em março de 2017, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação, que apontou a existência de um esquema de corrupção na fiscalização de frigoríficos. De acordo com a investigação, funcionários do Ministério da Agricultura receberam propina para liberar a comercialização de carne sem a devida fiscalização. Houve prisões, vários frigoríficos foram alvos de busca e apreensão e o ministério afastou servidores.

Os 19 inquéritos se referem a parlamentares com foro privilegiado no STF (isto é, não podem ser investigados em outra instância da Justiça). Mas não há detalhes dos nomes dos políticos porque os inquéritos tramitam em sigilo.

A decisão de abrir os inquéritos foi tomada após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) em julho do ano passado ao ministro Dias Toffoli, então relator no STF de casos relacionados à operação.

Depois que Toffoli se tornou presidente do STF, os processos foram assumidos por Cármen Lúcia. A ministra atendeu ao pedido da PGR no fim do ano passado, mas os inquéritos só foram formalmente abertos pela equipe técnica do tribunal nesta segunda-feira (14).

Os 19 inquéritos se baseiam em relatos da delação premiada de Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná, validada por Toffoli. Ao validar a delação, Toffoli mencionou que tinham sido citados deputados federais.

Com a abertura dos inquéritos, a Polícia Federal vai coletar provas pedidas pela PGR sob a supervisão do Supremo.

Ao final da investigação, a Polícia Federal vai preparar um relatório que confirmará ou não as suspeitas contra os políticos. Se houver indícios, a Procuradoria vai decidir se apresentará ou não denúncia (acusação formal).

Se algum dos inquéritos se referir a políticos que perderão o foro privilegiado porque não foram reeleitos, os casos terão prosseguimento na primeira instância da Justiça.

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PCdoB prefere apoiar Rodrigo Maia, mas discutirá tema com PSB e PDT, diz presidente do partido

Por Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

A presidente do PCdoB, Luciana Santos (PE), afirmou nesta terça-feira (15) que o partido prefere apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) a presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo Luciana, porém, o eventual apoio ao deputado ainda depende de conversas com dirigentes de PSB e PDT. Ela deu as informações após uma reunião da legenda.

Atual presidente da Casa, Maia assumiu o posto em 2016 e tenta a segunda reeleição.

Partidos de oposição ao governo resistem a apoiar Maiaprincipalmente porque o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, já declarou apoio à reeleição dele.

“Temos uma preferência pela candidatura do Rodrigo Maia”, afirmou Luciana Santos.

A avaliação do PCdoB é que, nos três anos à frente do comando da Câmara, Maia demonstrou que respeita acordos, além de dar espaço para a oposição se manifestar.

“Nossa relação política com Rodrigo Maia não vem de hoje. Ele tem tido uma atitude de cumprir compromissos, é democrático e tem uma conduta de respeito à institucionalidade num momento em que há muito desequilíbrio no sistema de poder político no Brasil”, disse Luciana.

Segundo a presidente do PCdoB, a reunião com PSB e PDT será ainda na noite desta terça-feira, na sede do PSB, em Brasília.

Até o momento, 12 partidos já declararam apoio à candidatura de Rodrigo Maia. A eleição na Câmara está marcada para 1º de fevereiro, e o futuro presidente responderá pela Casa pelos próximos dois anos.

Cabe ao presidente da Câmara, entre outros pontos, definir com os líderes partidários quais projetos serão votados pelo plenário da Casa.

O presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória da Presidência, ou seja, assume o comando do país nas ausências do presidente da República e do vice-presidente.

Articulação

Nos últimos dias, PDT e PSB, após reunirem as bancadas, chegaram a indicativos opostos.

Os pedetistas estão dispostos a apoiar Maia, enquanto a maioria dos deputados do PSB vê a alternativa como inviável em razão do apoio do PSL ao atual presidente da Câmara.

A presidente do PCdoB disse que, além do que ela chamou de “bloquinho” com PDT e PSB, o PCdoB também vai tentar costurar um bloco mais amplo, com outros partidos, como o PP, para disputar as vagas da Mesa Diretora.

Além da presidência da Câmara, também estão em disputa duas vices-presidências e quatro secretarias, responsáveis pela gestão administrativa.

“Não só firmar uma coesão maior de um bloquinho que já foi anunciado, mas ir para um bloco mais amplo, seja da oposição, como é o caso do PSOL, seja de partidos que ainda não se posicionaram na oposição, mas que são de centro, mas que têm disposição de fazer um bloco com a gente. E esse bloco, para nós, não teria o PSL. No mais, estamos à disposição para fazer um bloco de modo a garantir uma presença maior nesses espaços de atuação política”, afirmou a presidente do PCdoB.

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Macri chega a Brasília nesta quarta e deve tratar de Mercosul e Venezuela com Bolsonaro

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro recebe nesta quarta-feira (16) a visita oficial do presidente argentino Maurício Macri. O presidente argentino chega ao Brasil acompanhado de uma comitiva de seis ministros e do secretário de assuntos estratégicos do país.

Em dia de reuniões em Brasília, Macri, Bolsonaro e suas respectivas equipes de ministros vão discutir, entre outros temas, a situação da Venezuela – com legitimidade contestada, Nicolás Maduro assumiu segundo mandato na semana passada – e o bloco comercial Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Os presidentes também devem tratar de comércio bilateral, combate ao crime organizado e corrupção, indústria de defesa, monitoramento de fronteira, desenvolvimento de satélite e energia nuclear. A vinda de Macri ao Brasil foi acertada ainda em dezembro, antes da posse de Bolsonaro.

Na área de energia nuclear, um dos principais temas deve ser a construção de um reator para a produção de radiofármacos substância química usada em diagnósticos e tratamentos médicos.

Dentro do tema de defesa deve ser discutido uma possível cooperação para segurança de fronteiras e também a compra de peças produzidas pela Argentina para a construção de um avião cargueiro pela Embraer.

Mercosul

Um dos principais temas do encontro deve ser o Mercosul. Segundo fontes do governo, essa reunião, no entanto, deve ser preliminar já que qualquer negociação também deve envolver Uruguai e Paraguai, que também integram o bloco.

Na agenda do Mercosul temas como a simplificação tarifária e a eliminação de barreiras internas devem ser discutidos.

Sobre a flexibilização de acordos bilaterais entre integrantes do Mercosul e outros países, integrantes da atual equipe do Itamaraty defendem que o Mercosul conclua os acordos que estão na mesa, como o com a União Europeia, e que depois se discuta uma possível flexibilização para acordos fora do bloco.

Visita oficial

A visita começa às 10h30, mas antes desse horário os ministros argentinos se encontrarão com seus equivalentes no Brasil.

Participam desses encontros bilaterais os ministros brasileiros das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), Justiça e Segurança Pública (Sérgio Moro), Defesa (Fernando Azevedo), Agricultura (Tereza Cristina), Economia (Paulo Guedes), Minas e Energia (Bento Albuquerque), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Marcos Pontes) e do Gabinete de Segurança Institucional (Augusto Heleno).

Do lado argentino participam os ministros das Relações Exteriores (Jorge Marcelo Faurie), Produção (Dante Enrique Sica), Fazenda (Nicolás Dujovne), Defesa (Oscar Raúl Aguad), Segurança (Patricia Bullrich), Justiça e Direitos Humanos (Germán Carlos Garavano) e o secretário de Assuntos Estratégicos (Fúlvido Pompeo).

Após receber o presidente Maurício Macri no Palácio do Planalto, Bolsonaro terá uma reunião fechada com ele e alguns assessores próximos. Depois da reunião privada, os ministros se juntam aos presidentes para a reunião plenária, quando eles apresentarão os pontos discutidos no início da manhã. O encontro termina com um almoço no Itamaraty, no início da tarde.

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Governo de Pernambuco retoma obras de recuperação da BR 101

A pista principal será restaurada no trecho entre a UFPE e o Ibura, com a

construção de acostamentos, passarelas de pedestres e nova sinalização

As obras da BR 101, no trecho que corta o Recife de norte a sul, foram retomadas pelo governo do Estado no sábado (12), sob a coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. Dos 30,7 quilômetros desse trecho da rodovia – da cidade do Paulista até Jaboatão dos Guararapes – cerca de 20 quilômetros já foram concluídos. Na fase atual, as obras acontecem no trecho entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o bairro do Ibura, onde serão realizados serviços de reconstrução das camadas de asfalto, além da construção dos retornos e sinalização.

A secretária estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista, acompanhou o reinício das obras, e destacou a importância da recuperação daquele trecho, considerado o principal da Região Metropolitana do Recife. “É o contorno mais importante da BR 101, uma obra orçada em R$ 192 milhões, que esteve suspensa por alguns dias para que o governo do Estado prestasse esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ultrapassada essa fase, as obras foram retomadas n sábado (12) para conclusão dos 10 quilômetros restantes”, explicou.

Ainda de acordo com a secretária, além da redução significativa do tempo de viagem entre os municípios do Paulista e Jaboatão dos Guararapes – atualmente estimado em até três horas – para quarenta minutos no máximo, a renovação da rodovia vai contribuir bastante para a redução de acidentes, uma vez que inclui a nova sinalização e a construção de acostamentos e passarelas de pedestres.

Atualmente, cerca de 240 profissionais estão trabalhando na recuperação da BR 101, além de 35 máquinas. A previsão, segundo Fernandha Batista, é que as obras na pista principal estejam concluídas até o final de fevereiro próximo, e as demais ações – como os novos acostamentos, passarelas e retornos – deverão ser entregues no máximo até novembro, já levando em conta o período de inverno, entre os meses de maio e julho, quando as chuvas determinam a redução do ritmo das obras.

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Secretário de Assuntos Fundiários diz que invasores de terra serão punidos no ‘rigor da lei’

Por G1 — Brasília

O secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, disse nesta segunda-feira (14) que invasores de terra serão punidos “no rigor da lei”.

Ele deu a declaração ao informar que uma fazenda em Itupiranga, a 50 km de Marabá (PA), foi ocupada por cerca de 500 integrantes do movimento União Nacional Camponesa. É a primeira ocupação de terras registrada no mandato do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o secretário, a fazenda é produtiva e a ocupação é ilegal.

“Isso é reforma agrária? Isso é bagunça agrária, anarquia agrária”, afirmou Garcia. “Reforma agrária, está na lei e vai continuar. Propriedade sem função social vai para reforma, mas propriedade produtiva, não”, completou.

Segundo ele, invasores serão presos e deverão responder na Justiça.

“Esses invasores serão identificados e punidos, com o rigor da lei. É assim que serão tratadas as invasões de propriedade. Os invasores não são fantasmas, eles estão lá, eles vão ser detidos, identificados e vão responder com o rigor da lei”, afirmou o secretário.

Garcia ainda defendeu que se torne mais rígida a legislação para casos de ocupação de terra com uso de violência.

“Não dá para se falar em democracia sem respeitar o direito de propriedade. Então, o que nós temos que ter é uma transformação da questão das leis penais, para que esses tipos de crimes de invasão seguidos de cárcere privado, de destruição, de ameaças, tenham uma qualificação mais severa”, concluiu o secretário.

Na campanha eleitoral, o agora presidente Bolsonaro disse que atosdo Movimentos dos Trabalhadores Sem-Terra deveria ser tratados como “terrorismo”.

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Bolsonaro assina nesta terça-feira decreto sobre posse de armas, informa Casa Civil

Por G1 — Brasília

A assessoria da Casa Civil da Presidência informou que o decreto que facilita posse de armas será assinado nesta terça-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro em uma cerimônia às 11h no Palácio do Planalto.

A agenda de Bolsonaro, divulgada à noite pela Secretaria de Comunicação Social, contudo, não prevê a cerimônia. Diz que haverá reunião ministerial; encontro com entidades; cerimônia de troca de guarda; e reunião como o ministro da Secretaria-Geral.

A Casa Civil não divulgou o conteúdo do decreto, que após a assinatura será publicado no “Diário Oficial da União”.

Flexibilizar os critérios para manter uma arma em casa é uma das promessas de campanha de Bolsonaro. Quando ainda era candidato, ele afirmou em seu plano de governo que pretendia reformular o Estatuto do Desarmamento.

O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa. Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em 31 de dezembro, 61% consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, chegou a comparar a posse de arma em casa à posse de um carro.

Segundo o futuro ministro, permitir que um cidadão possa dirigir nas ruas do país é comparável, em questão de responsabilidade, a autorizar alguém a manter uma arma em casa, em razão do perigo potencial que um veículo pode representar nas mãos de alguém sem habilitação

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PT, PSB e PSOL debatem bloco de oposição a Maia para eleição da presidência da Câmara

Por Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

Os presidentes de PT, PSB e PSOL se reuniram na manhã da segunda-feira (14) para discutir se irão se juntar a algum bloco de oposição à candidatura à reeleição do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, explicou ao G1que a alternativa em estudo é de as siglas de oposição se unirem ao bloco articulado por PP e MDB com outros partidos do chamado “Centrão”.

Até o momento, 12 partidos já declararam apoio à candidatura do deputado fluminense na eleição que definirá, em 1º de fevereiro, o presidente da Câmara pelos próximos dois anos.

Nesta segunda-feira, a presidente do PT, deputada eleita Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que não houve nenhuma decisão concreta, mas ficou acertado que os partidos manterão contato ao longo das próximas semanas.

Inicialmente, integrantes da oposição sinalizaram que iriam embarcar na candidatura de Rodrigo Maia, que tenta conquistar o terceiro mandato para o comando da casa legislativa.

No entanto, as negociações entre os partidos de esquerda e Maia azedaram depois que o presidente da Câmara costurou um acordo com o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. O PSL é dono da segunda maior bancada da futura legislatura, com 52 deputados, atrás apenas do PT, que terá 56 deputados a partir de fevereiro.

Em troca do apoio do partido de Bolsonaro, Maia prometeu ao PSL, caso ele consiga se reeleger, cargos na Mesa Diretora e no comando de comissões. Além da presidência da Câmara, estão em disputa duas vice-presidências e quatro secretarias.

“Existe essa articulação para o ‘blocão’ de oposição a Maia, em que PT e PSOL também estarão, provavelmente. Conversamos um pouco sobre isso. E eu acho que o caminho é esse: haver um bloco de oposição. Tem o bloco do governo, liderado pelo Maia, e nós termos o nosso bloco de oposição”, declarou o presidente do PSB.

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, disse ao G1 que, embora seja favorável à formação de um bloco de oposição a Maia, a legenda não tem condições de apoiar nenhum dos candidatos que tentam se viabilizar dentro do “blocão”, como os deputados Fábio Ramalho (MDB-MG) e Arthur Lira (PP-AL).

Medeiros defendeu que a esquerda tenha um candidato próprio e sugeriu o nome do deputado eleito Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

“Apresentamos a proposta de unidade de todos os partidos de oposição a Maia, que virou candidato do Bolsonaro. A ideia foi vista com simpatia por PT e PSB, mas eles estão debatendo ainda o tema”, ressaltou Medeiros.

Bloco sem o PT

O avanço da articulação contra Maia dependerá do rumo das negociações entre PSB, PDT e PCdoB para construir um bloco de oposição que deixe o PT de fora. Desde o fim do ano passado, os três partidos costuravam um bloco oposicionista na Câmara sem a participação de petistas.

No entanto, PDT e PSB, após reunirem suas bancadas nos últimos dias, chegaram a indicativos opostos. Os pedetistas estão dispostos a apoiar Maia, enquanto a maioria dos deputados do PSB vêem essa alternativa como inviável em razão do apoio do PSL ao atual presidente da Câmara.

Já o PCdoB irá se reunir nesta terça-feira (15) para definir sua posição, informou o líder comunista na Câmara, deputado Orlando Silva (SP). Somente depois deste encontro é que os líderes de PDT, PSB e PCdoB vão decidir como irão atuar em 2019.

“Somos três [partidos]. Se tiver dois de um lado, qualquer que seja, fica majoritário. Mas temos que encontrar uma maneira de não nos dividirmos neste processo”, ponderou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Segundo ele, a bancada do PDT na Câmara avalia que, embora Maia tenha o PSL entre seus aliados, conseguirá manter independência em relação ao governo.

“É amplamente majoritário [na bancada] de que ele [Maia] tem condições de ser um presidente independente do governo, mesmo tendo apoio do PSL, porque já demonstrou na prática essa independência”, opinou Lupi.

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