Perícia da PF esclarece trechos inaudíveis de conversa de Temer com Joesley

Ao enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório sobre as investigações relacionadas ao presidente Michel Temer, a Polícia Federal também entregou o resultado da perícia nas gravações de Joesley Batista, dono da JBS.

Leia também: Janot apresenta ao Supremo denúncia contra Temer por corrupção passiva

Delator da Lava Jato, o empresário entregou aos investigadores o áudio de uma conversa que ele teve em março deste ano com o presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência.

A defesa do presidente pediu a suspensão das investigações e argumentou que o áudio de Joesley Batista havia sido modificado, mas, segundo a PF, não houve edições no material. Quando a gravação se tornou pública, havia trechos inaudíveis, esclarecidos pelos peritos da Polícia Federal.

A perícia

Os peritos atestam que não há edição nem adulteração no conteúdo divulgado, o que, segundo a polícia, é indício de que Temer deu aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – segundo o Ministério Público Federal, o objetivo é garantir que Cunha não feche acordo de delação premiada.

A perícia recuperou trechos inaudíveis, em que não era possível saber o que estava sendo dito e isso esclareceu diálogos relevantes para a investigação. Entre eles, o que Joesley conversa com Temer sobre Cunha.

Joesley diz: “Fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui pra ali… zerou, tal…”

Temer concordou: “Tudo”. A resposta é mais um trecho recuperado pela perícia.

Joesley: “Liquidou tudo e ele foi firme em cima, ele já tava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal, eu, pronto. Acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, companheiro dele, que tá aqui, né?”

A conversa segue e Temer pergunta sobre o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).

Joesley diz: “Que… que tá aqui que o Geddel sempre tava …”

Temer pergunta: “O Lúcio tá aí?”

Joesley responde: “Não, não.”

Os dois seguem conversando sobre o ex-ministro Geddel.

Joesley diz: “Mas com o Geddel também com esse negócio eu perdi o contato porque ele virou investigado. Agora eu não posso … também …”

Temer comenta: “Complicado, é complicado.”

Joesley emenda: “Eu não posso encontrar ele.”

E Temer alerta ao empresário que o contato dele com Geddel pode parecer obstrução de Justiça: “Porque parecer obstrução de Justiça, viu?”

Joesley concorda: “Isso, isso, isso, isso.”

E Temer conclui: “Perigosíssima essa situação.”

Trecho sobre Eduardo Cunha

O trabalho da perícia também permitiu entender melhor o contexto da conversa que a Procuradoria-Geral da República entende ser o aval do presidente para a compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Num trecho novo, os peritos esclarecem que Temer falou mais do que se sabia até agora nessa conversa.

Joesley diz: “Tô de bem com Eduardo.”

Num novo trecho, esclarecido pela perícia, Temer responde: “Muito bem.”

Joesley diz: “E …”

Ao que Temer completa: “Tem que manter isso, viu?”

Joesley responde: “Todo mês …”

E, em mais novo trecho que só a pericia conseguiu recuperar, Temer responde: “O Eduardo também, né?”

Joesley concorda: “Também.”

Temer: “É …”

Joesley segue: “Eu tô segurando as pontas, to indo.”

Temer responde: “É.”

O que diz a PF

É esse diálogo, agora mais completo, que levou a afirmação da Polícia Federal de que há indícios de obstrução de Justiça por parte do presidente Michel Temer.

Mais adiante, em outro trecho, agora melhorado pelos peritos da PF, Joesley Batista comenta com Michel Temer quem deve ser seu novo interlocutor, agora que Geddel Vieira Lima é investigado.

Joesley diz: “Pra mim falar contigo qual e a melhor maneira … porque eu vinha falando através do Geddel, através … eu não vou ihe incomodar, evidente, se não for algo assim …”

Temer responde: “As pessoas ficam… sabe como é que é…”

Joesley segue: “Eu sei disso, por isso é que…”

Temer, então, diz, após um trecho ininteligível: “Um pouco”

Joesley pergunta: “É o Rodrigo?”

Temer confirma, em um novo trecho ouvido pelos peritos: “O Rodrigo.”

Joesley fala: “Ah, então ótimo.”

Temer, então, afirma: “Pode passar por meio dele, viu?”

E acrescenta: “da minha mais estrita confiança…”, referindo-se a Rodrigo Rocha Loures, atualmente preso após ser filmado carregando uma mala com R$ 500 mil entregue por Ricardo Saud, da JBS, na saída de uma pizzaria em São Paulo.

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Fachin retira de Moro mais uma apuração sobre Lula baseada na Odebrecht

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar do juiz federal Sérgio Moro mais uma apuração relacionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação é baseada nas delações de ex-executivos da Odebrecht.

O caso também envolve um dos filhos de Lula, Luís Cláudio, que teria sido auxiliado pela construtora para desenvolver um campeonato no Brasil de futebol americano.

Em troca, segundo os delatores, o ex-presidente trabalharia para aproximar a cúpula da Odebrecht da ex-presidente Dilma Rousseff.

Fachin aceitou argumento da defesa de que o caso não tem relação com as investigações sobre os desvios na Petrobras e, por isso, enviou a apuração para a Justiça Federal de São Paulo, estado onde teriam ocorrido as conversas.

Fachin já havia tirado de Moro e enviado para outras varas federais, em Brasília e em São Paulo, outras três apurações sobre Lula baseadas na delação da Odebrecht.

As investigações tratam da influência do ex-presidente Lula no BNDES para: liberação de recursos para projetos da Odebrecht em Angola; interferência para acelerar pagamentos à empreiteira nas obras das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia; e mesada a um irmão de Lula, Frei Chico, por suposta consultoria em assuntos sindicais para a construtora.

Desde que as delações de ex-executivos da Odebrecht se tornaram conhecidas, no início deste ano, o ex-presidente tem divulgado notas à imprensa para rebater todas as acusações. O Instituto Lula também tem afirmado que Lula não cometeu atos ilícitos antes, durante ou depois do mandato.

No início deste mês, Lula discursou em um evento do PT em Brasília e afirmou no pronunciamento que já provou a inocência e pediu o fim da “palhaçada” das acusações contra ele.

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Imprensa internacional noticia denúncia de Janot contra Temer

A BBC foi o primeiro veículo de imprensa estrangeiro a noticiar a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer. O site britânico publicou um alerta comunicando que o presidente do Brasil foi acusado de corrupção e se comprometendo a atualizar o texto à medida que novas informações forem divulgadas.

Site da BBC tem alerta de 'breaking news' sobre denúncia contra Michel Temer (Foto: Reprodução/BBC)

Site da BBC tem alerta de ‘breaking news’ sobre denúncia contra Michel Temer (Foto: Reprodução/BBC)

O também britânico “The Guardian” postou em seu site uma matéria com o título “Presidente do Brasil Michel Temer é acusado de suposta corrupção”, mas destaca que qualquer movimento em direção a um julgamento teria que passar por uma maioria de dois terços no Congresso.

Jornal britânico 'The Guardian' noticia acusação contra Michel Temer (Foto: Reprodução/The Guardian)

Jornal britânico ‘The Guardian’ noticia acusação contra Michel Temer (Foto: Reprodução/The Guardian)

O jornal americano “Wall Street Journal” também lembra que o Congresso precisa votar para aprovar um julgamento e observa que a denúncia marca uma nova fase da repressão da corrupção no Brasil.

'The Wall Street Journal' também noticiou denúncia contra Temer (Foto: Reprodução/The Wall Street Journal)

‘The Wall Street Journal’ também noticiou denúncia contra Temer (Foto: Reprodução/The Wall Street Journal)

Ainda nos EUA, o “The New York Times” publicou uma longa reportagem sobre a denúncia em seu site, explicando que o presidente é acusado de receber propina que “ajudou a comprometer a imagem da República”. A matéria ressalta ainda que a denúncia é feita dias após uma pesquisa mostrar que Temer tem uma taxa de aprovação de apenas 7%, a mais baixa de qualquer presidente brasileiro em quase 30 anos.

Matéria sobre a denúncia contra Temer foi publicada no 'The New York Times' (Foto: Reprodução/The New York Times)

Matéria sobre a denúncia contra Temer foi publicada no ‘The New York Times’ (Foto: Reprodução/The New York Times)

O “Washington Post” noticia a denúncia de Janot com um texto da agência Associated Press que destaca que esta é a primeira vez em que um presidente brasileiro no exercício do cargo enfrenta acusações criminais.

Jornal 'Washington Post' noticia denúncia de Janot contra Temer (Foto: Reprodução/ Washington Post)

Jornal ‘Washington Post’ noticia denúncia de Janot contra Temer (Foto: Reprodução/ Washington Post)

Na Austrália, o “Sydney Morning Herald” aborda o caso afirmando que a acusação de obstrução de justiça “é a primeira do que é esperada para ser uma série de alegações de corrupção contra o líder profundamente impopular nas próximas semanas”.

Denúncia de Janot contra Temer é noticiada pelo 'Sydney Morning Herald', da Austrália (Foto: Reprodução/ Sydney Morning Herald)

Denúncia de Janot contra Temer é noticiada pelo ‘Sydney Morning Herald’, da Austrália (Foto: Reprodução/ Sydney Morning Herald)

A agência Bloomberg publicou em seu site que a denúncia de Janot se baseia em parte na gravação da reunião de Temer com o empresário Joesley Batista e que o documento enviado ao Supremo afirma que o presidente recebeu R$ 500 mil entre abril e março deste ano por meio de intermediários. O advogado de Temer, Antônio Mariz, disse à Bloomberg que ainda não teve tempo de analisar o documento.

Agência Bloomberg noticia denúncia contra o presidente Michel Temer (Foto: Reprodução/ Bloomberg)

Agência Bloomberg noticia denúncia contra o presidente Michel Temer (Foto: Reprodução/ Bloomberg)

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Temer volta a cometer gafe e chama empresários russos de ‘soviéticos’

O presidente Michel Temer voltou a cometer uma gafe na segunda-feira (26) ao discursar em um evento no Palácio do Planalto e chamou os empresários russos de “soviéticos” (assista ao vídeo acima).

Na semana passada, durante viagem à Rússia e à Noruega, o presidente já havia cometido uma gafe ao chamar o rei noruegês Harald V de rei da Suécia, país vizinho à Noruega.

Arquivo JN: O fim da União Soviética e o golpe que derrubou Gorbachev

“Eu estive agora recentemente em Moscou, na Rússia, e depois na Noruega, e verifiquei o interesse extraordinário dos empreendimentos soviéticos”, disse o presidente.

“O deputado [Darcísio] Perondi [PMDB-RS] esteve lá na nossa comitiva ao lado de outros senadores, deputados e ministros, e nós podemos verificar o interesse extraordinário dos empresários soviéticos e dos empresários noruegueses, que têm extraordinários investimentos no nosso país pelo que está acontecendo no país”, acrescentou Temer, na sequência.

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), ou União Soviética, acabou em 1991 e, desde então, os países se tornaram independentes da Rússia.

Temer fez um pronunciamento no evento em que a sancionou a lei que permite aos comerciantes cobrarem preços diferentes para um mesmo produto conforme a forma como o cliente paga.

‘Nada nos destruirá’

No discurso neste mesmo evento, o presidente disse que o governo está implementando uma “agenda de modernização no país” para a qual, segundo ele, não há um “plano B”. Logo em seguida, Temer acrescentou: “Nada nos destruirá, nem a mim nem a nossos ministros” – reveja no vídeo acima.

Temer não citou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas o chefe do Ministério Público tem até esta terça (27) para oferecer denúncia contra o presidente em razão das delações da JBS.

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Ex-Funai critica ‘ingerência política’ e relata pressão de líder do governo em indicações

O ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) Antônio Fernandes Costa criticou nesta segunda-feira (26) a “ingerência política” no órgão e relatou pressão do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), enquanto esteve à frente da fundação.

Costa deu as declarações ao participar de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado da qual participaram somente dois parlamentares. Procurada pelo G1, a assessoria de André Moura informou que não comentará o assunto.

Antônio Fernandes Costa foi demitido da presidência da Funai no mês passado. A exoneração foi publicada no “Diário Oficial da União” e assinada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

À época, ele disse à GloboNews que havia sido exonerado por ser honesto e por não ter nomeado cerca de 20 aliados de André Moura que “nunca haviam visto um índio”.

“Sofri nesses meses um assédio muito forte para que eu pudesse colocar [indicados] na instituição já com cargos definidos”, disse Costa aos senadores nesta segunda.

“Eu tenho provas disso. ‘Tira fulano e coloca fulano’. Em torno de 21 cargos. Principalmente, na área financeira da instituição. Eu não poderia permitir porque poderia ter um desmantelamento da instituição. Resisti e isso foi objeto da minha exoneração”, completou.

Em seguida, o ex-presidente da Funai detalhou as pressões que disse ter sofrido de André Moura. “Fui chamado aqui no gabinete do líder duas ou três vezes e ele me disse em bom tom: ‘O cargo é meu e, se você não cumprir, eu te tiro'”.

Costa havia assumido o comando da fundação em janeiro, indicado pelo PSC, partido ao qual André Moura é filiado.

Críticas a Serraglio

Na sequência, Costa relatou à comissão do Senado ter dito a André Moura que não tinha “vaidade” de ser presidente da Funai e que, por ter negado nomear aliados do deputado, ele acredita que o líder do governo articulou com o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio a exoneração.

“Um deputado ser dono da Funai é o fim da picada, o fim do mundo […]. A maioria das vezes, esses deputados não conhecem a política indigenista”, opinou.

O G1 buscava contato com Serraglio até a última atualização desta reportagem.

Para o ex-presidente da Funai, o ex-ministro da Justiça não entende “nada” das políticas para os indígenas e é ligado a ruralistas. Ele chamou a nomeação de Serraglio de “desastre”.

“As poucas vezes que eu tive agenda com o ministro, eram agendas ruralistas, inclusive, com pressão em cima deste presidente para que eu apoiasse o marco regulatório [de demarcação de terras indígenas]”, disse.

Falta de ‘cuidado especial’

Ainda na audiência pública, o ex-presidente da Funai disse que, na visão dele, o Ministério da Justiça “não tem um cuidado especial com as políticas indígenas”.

À Comissão de Direitos Humanos do Senado, Costa afirmou, ainda, que, para ele, se o presidente Michel Temer tivesse “visão da política indigenista”, não teria nomeado um “ministro ruralista”, ao se referir a Osmar Serraglio, que deixou a pasta no mês passado.

“Foi um erro fatal que acabou criando uma série de problemas para o próprio presidente”, completou.

O G1 procurou a assessoria de Temer e aguardava resposta até a ultima atualização desta reportagem.

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Polícia Federal diz que Temer incentivou ‘pagamentos ilegítimos’ a Eduardo Cunha

PF termina inquérito em que Temer é suspeito obstrução de justiça

PF termina inquérito em que Temer é suspeito obstrução de justiça

A Polícia Federal concluiu, no relatório final do inquérito no qual Michel Temer é investigado que o presidente “embaraçou” apuração de infração penal e “incentivou” a manutenção de “pagamentos ilegítimos”, pelo empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

O delito, também conhecido como obstrução de Justiça, tem pena de 3 a 8 anos de prisão e multa.

Além do incentivo a pagamentos ilegítimos a Cunha, a PF também diz que Temer deixou de comunicar às autoridades suposta corrupção de juízes e de um procurador narrada por Joesley Batista, numa conversa registrada pelo empresário com um gravador escondido durante visita à residência oficial do presidente na noite do último dia 7 de março.

A assessoria da Presidência da República informou que não comentará. Até a última atualização desta reportagem, o G1 buscava contato com os advogados de Temer.

O relatório da PF, entregue nesta segunda-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal, ajudará a embasar a denúncia contra Temer a ser enviada ao STF pela Procuradoria Geral da República. Junto com o relatório, a PF entregou a perícia na gravação de Joesley Batista, que, segundo a conclusão dos peritos, não sofreu edição.

Por lei, a PGR tem prazo de cinco dias para apresentar a denúncia porque um dos investigados no inquérito, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, está preso. Do contrário, não haveria prazo. Se a PGR não apresentar a denúncia até esta terça (27), último dos cinco dias, a defesa de Loures poderá pedir a libertação do cliente.

De acordo com o relatório, Temer cometeu “infração penal praticada por organização criminosa, na medida em que incentivou a manutenção de pagamentos ilegitimos a Eduardo Cunha pelo empresário Joesley Batista, ao tempo em que deixou de comunicar autoridades competentes de suposta corrupção de membros da Magistratura Federal e do Ministerio Publico Federal que Ihe fora narrada pela mesmo empresário”.

Além disso, o “relatório conclusivo” da PF sugere incluir Temer, como investigado, em outro inquérito já em tramitação no tribunal, que investiga a formação de uma organização criminosa formada por membros do PMDB da Câmara.

Na semana passada, a corporação já havia concluído que Temer cometeu crime de corrupção passiva a partir da investigação aberta com a delação da JBS. O relatório final, enviado nesta segunda, poderá gerar novas denúncias contra o presidente por parte da Procuradoria Geral da República.

Geddel Vieira Lima

Além de Temer, a PF também enquadra no crime de obstrução da Justiça o ex-ministro Geddel Vieira Lima, por supostamente ter manifestado interesse em manter pagamento de propina da JBS ao doleiro Lúcio Funaro para que evitasse fazer delação premiada.

Segundo a polícia, Geddel ficava “monitorando” junto a familiares de Funaro “seu ânimo para tai iniciativa”.

A PF também entende que um dos donos da JBS, Joesley Batista, também teria cometido obstrução de Justiça ao manter “pagamentos ilegítimos” a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha para mantê-los em silêncio e não ser citado por ambos em “fatos comprometedores” para si ou para sua empresa.

O acordo de colaboração de Joesley com o Ministério Público, porém, impede que ele seja denunciado pelos crimes que confessou, o que deve livrá-lo de punições neste caso.

Eduardo Cunha

O relatório da PF analisou o diálogo entre Temer e Joesley no encontro que tiveram no início de março no Palácio do Jaburu. Na conversa, o empresário diz que estava “de bem” com Eduardo Cunha, ao que o presidente responde: “Muito bem […]. Tem que manter isso, viu?”.

Para a PF, ainda que não sejam explícitos, os termos da conversa têm como “única interpretação possível” o entendimento, por Temer, de que o bom relacionamento mencionado por Joesley se referia apoio financeiro para Cunha, especialmente porque o empresário diz depois “todo mês”.

Os delegados ainda contestam a versão de Temer de que apenas teria recomendado a boa relação entre Joesley e Cunha. Para eles, essa interpretação “não se coaduna com o todo”.

“Atente-se para as expressões antecedentes ‘zerei tudo, o … o que tinha de alguma pendência daqui pra ali zerou, tai … ‘ e ‘liquidou tudo e ele foi firme em cima, ele já tava lá, veio, cobrou, taí, taí, taí, eu … ‘ e, especialmente, ao fechamento da ideia com a afirmação ‘todo o mês’.”, transcreve a PF.

“O conteúdo do dialogo ocorrido em 07/03/2017 sinaliza, efetivamente, que o exmo. sr. presidente da República, ao receber o relato de Joesley Batista, avalizou e aderiu à ação que estava em curso, recomendando sua continuidade, o que evidencia que sua excelência comungava dos mesmos temores externados pela empresário, dada a potencial revelação de fatos que pudessem envolver o grupo político ao qual é vinculado, notadamente Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha.”

Corrupção de juízes e procurador

A PF também entende haver obstrução da Justiça com a conduta de Temer diante da confissão, por Joesley Batista, de que estaria corrompendo juízes e um procurador da República nas investigações que enfrentava.

Os delegados dizem que a versão do presidente de que não acreditou no relato não o isentaria da obrigação de relatar o caso às autoridades, ainda que, em parte fosse mentira.

“Sua excelência, apesar de não ter estimulado a prática que lhe foi confessada, tendo apenas tomado ciência e concordado – sem ênfase – tinha, como qualquer agente do Estado tem, por força legal, a obrigação de levar às autoridades competentes as revelações de Joesley, as quais, reitere-se, frente ao contexto, não estavam desprovidas de verossimilhança. Ao contrário, soavam harmônicas com o avanço de diversas investigações que, pouco a pouco, vinham jogando luz em operações fraudulentas perpetradas pela Grupo J&F”, diz o relatório.

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Lula tem 30%, Bolsonaro, 16%, e Marina, 15%, aponta pesquisa Datafolha para 2018

Uma pesquisa do instituto Datafolha foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Veja os resultados dos oito cenários pesquisados:

Cenário 1 (com Alckmin):

  • Lula (PT): 30%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 16%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Alckmin (PSDB): 8%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Luciana Genro (PSol): 2%
  • Eduardo Jorge (PV): 2%
  • Ronaldo Caiado (DEM): 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 18%
  • Não sabe: 2%

Cenário 2 (com Doria):

  • Lula (PT): 30%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 15%
  • João Doria (PSDB): 10%
  • Ciro Gomes (PDT): 6%
  • Luciana Genro (PSOL): 2%
  • Eduardo Jorge (PV): 2%
  • Ronaldo Caiado (DEM): 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 16%
  • Não sabe: 2%

Cenário 3 (com Joaquim Barbosa e Alckmin)

  • Lula (PT): 30%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 15%
  • Joaquim Barbosa (sem partido): 11%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Luciana Genro (PSOL): 2%
  • Eduardo Jorge (PV): 2%
  • Ronaldo Caiado (DEM): 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 14%
  • Não sabe: 2%

Cenário 4 (com Joaquim Barbosa e Doria)

  • Lula (PT): 29%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 13%
  • Joaquim Barbosa (sem partido): 10%
  • João Doria (PSDB): 9%
  • Luciana Genro (PSOL): 2%
  • Eduardo Jorge (PV): 2%
  • Ronaldo Caiado (DEM): 1%
  • Branco/nulo/nenhum: 15%
  • Não sabe: 2%

Cenário 5 (sem PT)

  • Marina Silva (Rede): 22%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 16%
  • Joaquim Barbosa (sem partido): 12%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Geraldo Alckim (PSDB): 9%
  • Luciana Genro (PSol): 3%
  • Eduardo Jorge (PV): 2%
  • Ronaldo Caiado (DEM): 2%
  • Branco/nulo/nenhum: 23%
  • Não sabe: 3%

Cenário 6 (Com Haddad):

  • Marina Silva (Rede): 22%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 16%
  • Joaquim Barbosa (sem partido): 13%
  • Geraldo Alckim (PSDB): 10%
  • Luciana Genro (PSol): 4%
  • Fernando Haddad (PT): 3%
  • Eduardo Jorge (PV): 2%
  • Ronaldo Caiado (DEM): 2%
  • Branco/Nulo/Nenhum: 25%
  • Não sabe: 3%

Cenário 7 (com Moro):

  • Lula (PT): 29%
  • Sergio Moro (sempartido): 14%
  • Marina silva (Rede): 14%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 13%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Luciana Genro (PSol): 2%
  • Eduardo Jorge (PV): 2%
  • Ronaldo Caiado (DEM): 1%
  • Branco/Nulo/Nenhum: 15%
  • Não sabe: 2%

Cenário 8 (Sem alvos da Lava jato)

  • Marina Silva (Rede): 27%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 18%
  • João Doria (PSDB): 14%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Branco/Nulo/Nenhum: 26%
  • Não sabe: 3%

Rejeição no 1º turno

  • Lula (PT): 46%
  • Alckmin (PSDB): 34%
  • Bolsonaro (PSC): 30%
  • Haddad (PT): 28%
  • Ciro (PDT): 26%
  • Marina (Rede): 25%
  • L. Genro (Psol): 24%
  • Caiado (DEM): 23%
  • Moro (s/ part.): 22%
  • Eduardo Jorge (PV): 21%
  • Doria (PSDB): 20%
  • J. Barbosa (s/ part.): 16%
  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 3%
  • Não votaria em nenhum: 3%

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%. O Datafolha ouviu 2.771 pessoas nos dias 21 e 23 de abril.

Segundo turno

Em relação ao segundo turno, foram feitas oito projeções. São elas:

Cenário 1

  • Lula: 45%
  • Alckmin: 32%

Cenário 2

  • Lula: 45%
  • Doria: 34%

Cenário 3

  • Marina: 40%
  • Lula: 40%

Cenário 4

  • Lula: 45%
  • Bolsonaro: 32%

Cenário 5

  • Marina: 49%
  • Bolsonaro: 27%

Cenário 6

  • Alckmin: 34%
  • Ciro: 31%

Cenário 7

  • Ciro: 34%
  • Doria: 32%

Cenário 8

  • Moro: 44%
  • Lula: 42%

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Temer faz reunião com Maia, ministros e advogado em Brasília

O presidente da República, Michel Temer, se reuniu na noite deste domingo (25), no Palácio da Alvorada, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ministros e líderes do governo. O advogado de Temer, Gustavo Guedes, também estava presente.

Por volta das 19h50 deste domingo, a Secretaria de Comunicação da Presidência informou, em nota, que o encontro serviu para “para discutir a pauta de votações no Congresso” (veja a íntegra da nota ao fim desta reportagem).

A reunião foi convocada às vésperas da provável apresentação de denúncia contra Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nas delações de executivos da empresa JBS pelo crime de corrupção passiva. Para que a denúncia seja apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), necessita de autorização da Câmara dos Deputados.

O encontro teve início por volta das 18h e terminou por volta das 20h15. Os ministros presentes foram: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Henrique Meirelles (Fazenda) e Torquato Jardim (Justiça).

Os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE), também participaram.

O prazo para o oferecimento da denúncia pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, termina na terça-feira (27), mas é possível que a peça seja protocolada nesta segunda (26).

A suspeita de corrupção é um dos pontos da investigação sobre Temer, que também inclui suposta prática de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa.

Como a investigação da Polícia Federal ainda não terminou, é possível que denúncias sobre essas outras suspeitas ainda sejam apresentadas posteriormente pela PGR.

Em sua defesa, Temer diz que “simplesmente ouviu” reclamações do empresário, sem conceder benesses do governo para ajudá-lo. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.

Mais cedo, Temer se reuniu neste domingo com a ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, e Moreira Franco. A pauta não foi divulgada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

Veja a íntegra da nota da assessoria da Presidência:

NOTA

O presidente da República, Michel Temer, reuniu ministros, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e os lideres do governo no Congresso, André Moura, e na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, no início da noite deste domingo, 25/06, no Palácio da Alvorada, para discutir a pauta de votações no Congresso.

Estão presentes os ministros da Fazenda, Justiça e Segurança Pública, Casa Civil, Secretaria-Geral, Secretaria de Governo, Gabinete de Segurança Institucional e Relações Exteriores.

Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República.

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Palocci é condenado a 12 anos de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – condenou o ex-ministro Antonio Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A sentença é desta segunda-feira (26). Veja na íntegra.

O ex-ministro foi preso na 35ª fase da operação, batizada de Omertà e deflagrada no dia 26 de setembro de 2016. Atualmente, está detido no Paraná.

Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, foi absolvido dos crimes a ele imputados – corrupção e lavagem de dinheiro – por falta de prova suficiente de autoria ou participação, de acordo com o juiz.

O ex-executivo da Odebrecht também foi absolvido pela mesma razão. Ele respondia por corrupção.

O G1 tenta contato com a defesa de Palocci e dos demais citados na reportagem.

Veja a lista de condenados

**Em atualização

  • Antônio Palocci – ex-ministro – corrupção passiva e lavagem de dinheiro – 12 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão;
  • Eduardo Costa Vaz Musa – ex-gerente da área Internacional da Petrobras corrupção passiva – 2 anos no regime aberto diferenciado, pois é delator;
  • Marcelo Bahia Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht: 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro; 260 dias multa (cada dia multa equivale a 5 salários mínimos vigentes em 2012);

O processo

Além de Palocci, o ex-assessor dele, Branislav Kontic, o empresário Marcelo Odebrecht e outros 11 eram réus nesta ação penal. Eles respondiam por crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O processo apurava se Palocci recebeu propina para atuar em favor do Grupo Odebrecht, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.

Palocci é acusado de intermediar propinas pagas pela Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ex-executivos da empreiteira afirmaram que o codinome “Italiano”, que aparece em uma planilha ao lado de valores, fazia referência a Palocci. Ele nega ser o “Italiano”.

Alegações finais

Nas alegações finais, a defesa de Palocci apontou inconsistências nas delações de ex-executivos da Odebrecht e pediu a absolvição do ex-ministro.

Já o MPF reforçou, nas alegações finais, o pedido de condenação de Palocci e dos outros réus.

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Eventual denúncia contra Temer ameaça paralisar trabalhos da Câmara na semana

A Câmara dos Deputados corre o risco de ter os seus trabalhos paralisados nesta semana diante da eventual apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da República, Michel Temer.

O prazo para o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidir se oferece denúncia ou arquiva o caso termina nesta terça-feira (27). Caso ele resolva apresentar, a denúncia precisará do aval da Câmara antes de ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Alvo de inquérito com base nas delações da JBS, Temer é investigado em razão da suspeita de ter cometido os crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.

Uma vez apresentada a denúncia, caberá aos deputados – primeiro, no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, no plenário – decidirem se a denúncia terá ou não seguimento.

Líderes da base governista acreditam que o ritmo normal de trabalho será mantido, mas parlamentares da oposição entendem que não haverá clima para votações.

Para o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), a apresentação de denúncia cairá como uma “bomba” e afetará as votações na Casa.

“Vai ter impacto enorme, vai ser uma verdadeira bomba e acho que os trabalhos serão paralisados”, disse.

Segundo ele, a oposição pretende obstruir as sessões com a apresentação de requerimentos a fim de impedir as votações. “Nós vamos obstruir, não tenha dúvida”, disse.

Vice-líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ) também avalia que o impacto será “imenso”.

“Esse assunto vai passar a dominar a pauta, a dinâmica. As atenções vão se voltar para a CCJ. Claro que os aliados vão tentar dar aparência de normalidade. Poderão até tentar votar alguma coisa, mas será difícil”, pondera.

Embora afirme que a eventual apresentação da denúncia irá, nas suas palavras, “atrair holofote”, o líder do bloco do PP-Podemos-PTdoB na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirma que o Congresso “não se restringe à CCJ”.

“A CCJ vai se debruçar sobre isso, mas o Congresso vai continuar. Eu acho que não paralisa nada”, diz.

Esse é o mesmo entendimento do deputado Ricardo Trípoli (PSDB-SP), líder da bancada tucana na Câmara. “A CCJ, sim, deve ficar paralisada em função disso, mas o plenário vai continuar funcionando”, garante.

Entre os itens que constam da pauta de plenário da Câmara está a medida provisória que trata de regularização fundiária. A proposta já havia passado pela Câmara e pelo Senado e seguido para sanção presidencial. Mas, por ter sofrido alterações no Senado, o ministro do STF Luís Roberto Barroso atendeu a um pedido da oposição e determinou que fosse devolvida à Câmara.

Reforma trabalhista

No Senado, a capacidade do governo em dar continuidade às reformas será testada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana. Nesta quarta-feira (28), está prevista a votação, no colegiado, do projeto que altera vários pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Na avaliação do senador Benedito de Lira (PP-AL), que integra a base governista, a denúncia contra Temer não terá impacto na votação.

“Nada a ver. O Brasil é maior do que isso. Ao meu ver não tem nada a ver, não vai atrapalhar [o andamento da reforma trabalhista no Senado]”, diz.

Crítico do governo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), porém, não vê chance de a reforma passar.

“Todas as reformas estão sob ameaça enquanto perdurar o governo de Michel Temer”, afirma.

Para ser aprovada pela CCJ, a reforma trabalhista precisará dos votos de pelo menos 14 integrantes da comissão – de um total de 27.

Na semana passada, a proposta foi derrotada por 10 votos a 9 na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), um revés que pegou de surpresa o governo federal e gerou desconfiança do mercado financeiro em relação à força do presidente Temer no Congresso.

Governistas avaliaram que a derrota foi um “incidente” e que, no plenário, o resultado será diferente. A oposição aposta no agravamento da crise política para barrar o avanço da reforma. A expectativa é que a votação final fique para a primeira semana de julho.

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