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NUVEM DE TAGS

Passageiros são assaltados por homens armados em plataforma de estação do Metrô do Recife

De acordo com a CBTU, crime ocorreu no início da manhã desta quarta-feira (29), na Estação Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana.

Por g1 PE

Estação Cavaleiro do Metrô fica em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife  — Foto: Reprodução/Google Street View

Estação Cavaleiro do Metrô fica em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Passageiros do Metrô do Recife foram assaltados na plataforma da Estação Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), dois homens praticaram os crimes no início da manhã desta quarta (29).

Por meio de nota, a CBTU informou que o assalto ocorreu às 5h20. Uma das vítimas, disse a empresa, registrou a ocorrência na área de segurança da companhia.

A CBTU disse, ainda, que “está investigando a ocorrência e dando o suporte necessário ao passageiro, que será levado para a delegacia mais próxima para realizar o boletim de ocorrência”.

Procurada pelo g1, a Polícia Civil informou que não havia localizado o registro desse caso, até a última atualização desta reportagem.

Passageiros que estavam na Estação Cavaleiro no momento dos assaltos enviaram informações para o WhatsApp da TV Globo.

Vendedor, Sérgio Marcos disse que os dois homens chegaram armados ao local. Morador de Moreno, no Grande Recife, ele trabalha em uma loja na Zona Oeste da capital pernambucana. O passageiro seguia para a Estação Joana Bezerra, na área central da capital.

A testemunha não soube dizer quantas pessoas foram abordadas pelos ladrões mas contou que pelo menos quatro mulheres embarcaram correndo e amedrontadas por causa do assalto.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que uma equipe do 25º BPM, que foi acionada para a ocorrência.

Quando as viaturas chegaram ao local, receberam a informação da vigilância sobre a fuga dos suspeitos haviam fugido. “Foram feitas buscas na área, mas os envolvidos não foram encontrados”, disse a PM.

Ainda na nota, a PM disse que realiza ações na área. Em 2021, houve uma redução de 26% nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), em relação ao ano passado, confirme a corporação.

Violência no metrô

Estação Werneck do metrô fica fechada por 10 minutos após homem agredir bandido

Em agosto deste ano, um homem de 25 anos levou uma paulada na cabeça, na Estação Werneck do Metrô do Recife, na Zona Oeste da cidade, em um caso de agressão que provocou a paralisação do sistema.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi preso e alegou ter praticado o crime após reconhecer o homem como responsável pelo roubo de uma corrente que ele usava no pescoço, um dia antes.

Metrô do Recife tem segurança reforçada para melhorar o serviço a mais de 400 mil pessoas

Em janeiro de 2021, a Operação Linha Segurança foi deflagrada pela CBTU, em parceria com a Polícia Militar (PM).

A ideia é prevenir e reprimir crimes que ocorrem em todo o sistema. Em 2020, tinham sido registrados roubos de cabos e furtos de peças, que provocaram a paralisação de composições.

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Tremor de magnitude 2.1 é registrado em Palmeirina

Nenhuma ocorrência foi registrada por causa do fenômeno.

Por g1 Caruaru

Tremor de terra registrado em Palmeirina — Foto: LabSis-UFRN/Divulgação

Tremor de terra registrado em Palmeirina — Foto: LabSis-UFRN/Divulgação

Um tremor de terra foi registrado na noite da terça-feira (29) em Palmeirina, no Agreste de Pernambuco. De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis-UFRN), a magnitude foi de 2.1.

Segundo os dados do LabSis-UFRN, nenhuma ocorrência foi registrada por causa do fenômeno.

O Laboratório Sismológico segue monitorando e divulgando toda atividade sísmica que ocorra no estado de Pernambuco e também da região Nordeste do país.

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Caso Beatriz: governador demite perito que prestou consultoria para colégio onde menina foi morta e se declara favorável à federalizacão

A mãe de Beatriz, o pai e as outras seis pessoas caminharam mais de 700 quilômetros para falar com o chefe do executivo estadual, indo de Petrolina até o Palácio do Campo das Princesas, no Recife.

Por g1 PE

Caso Beatriz: pais caminham mais de 700 quilômetros e se reúnem com governador

Após encontro com os pais da garota Beatriz Angélica Mota, assassinada em uma escola particular de Petrolina, no Sertão, em 2015, o governador Paulo Câmara (PSB) demitiu, nesta terça-feira (28), o perito criminal Diego Costa, que prestou consultoria ao colégio. Paulo Câmara também assinou um documento declarando que o governo é favorável à federalização do caso .

A mãe de Beatriz, o pai e as outras seis pessoas caminharam mais de 700 quilômetros para falar com o chefe do executivo estadual, indo de Petrolina até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo, na área central do Recife. O grupo foi recebido por volta das 16h, junto com três deputadas, uma vereadora e um representante da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE).

De acordo com o governo, a exoneração do perito criminal será publicada no Diário Oficial do Estado da quarta-feira (29). Beatriz Angélica tinha 7 anos de idade quando foi morta, em 10 de dezembro de 2015. Desde então, a polícia fez várias investigações, mas não chegou a uma conclusão que permitisse a prisão de um suspeito.

Paulo Câmara recebeu os pais de Beatriz ao lado da vice-governadora Luciana Santos, do secretário de Defesa Social, Humberto Freire, do secretário da Casa Civil, José Neto, do Chefe de Polícia Civil, Nehemias Falcão, e da procuradora-geral do Estado em exercício, Giovana Gomes.

O secretário Humberto Freire afirmou que, sobre a solicitação da participação de uma empresa privada americana na investigação, não há respaldo na legislação.

“Falamos um pouco sobre todo esse esforço que temos mantido e vamos manter até que se tenha elementos suficientes para indiciar algum responsável e apresentar ao sistema de Justiça”, disse.

Sobre a demissão de Diego Costa, Humberto Freire explicou que foi feito um processo administrativo disciplinar e que, ao longo do processo, foi comprovado que o perito criminal prestou um serviço privado ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.

“Isso é vedado aos agentes policiais e, em virtude disso, foi proposta a demissão dele, como prevê a legislação neste tipo de infração disciplinar”, afirmou.

O governo destacou, ainda, que cabe à Procuradoria-Geral da República ou ao Ministério da Justiça avaliar se estão presentes os requisitos legais para a federalização da investigação.

E destacou que o inquérito do caso tem 24 volumes, 442 depoimentos, sete tipos diferentes de perícias, 900 horas de imagens e 15 mil chamadas telefônicas analisadas e foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 2021.

Os autos haviam sido enviados em 2019 ao Ministério Público de Pernambuco, que requisitou novas diligências. O governo afirmou que todas as solicitações foram cumpridas e entregues ao MPPE pela força-tarefa criada para investigar o caso.

O governo acrescentou que quatro delegados com experiência em investigação de crimes de homicídios revisitaram todo o material produzido e realizaram novas diligência e que a força-tarefa continua mobilizada.

Respostas

Por meio de nota, a Associação de Polícia Científica se pronunciou sobre o caso e afirmou que “considerando as graves acusações que vêm sendo recorrentemente feitas por membros da família da vítima, tanto contra peritos criminais quanto, de modo geral, contra integrantes da Polícia Civil de Pernambuco, […] está atenta a todos os desdobramentos do caso, para adotar todas as providências voltadas para a defesa dos interesses do perito criminal Diego e de toda categoria”.

De acordo com o órgão, “o trabalho realizado pela Polícia Científica contribui para a produção da prova técnica, auxiliando, de modo relevante, a investigação policial”.

Ainda no texto, eles afirmaram que seguem “na defesa incansável dos interesses dos peritos criminais que estejam sendo vítimas de decisões administrativas desarrazoadas e desproporcionais”. Por fim, a associação afirmou que “também não permitirá que seja maculada a reputação de profissionais responsáveis e probos”.

Também por meio de nota, o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora informou que as imagens divulgadas integram o inquérito policial e que as pessoas que aparecem nelas não fazem parte da instituição e foram identificadas e ouvidas pela Polícia Civil.

“Não houve manipulação ou exclusão de imagens das câmeras pelo Colégio. As gravações foram entregues de forma completa e em originais à autoridade policial, inclusive devidamente documentado no inquérito policial, cabendo aqui esclarecer que foi o colégio que financiou a recuperação das imagens à pedido da Polícia Civil“, disse, no documento.

O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora também informou, na nota, que é de total interesse da instituição que o crime seja elucidado e “que confia plenamente na Justiça e na Polícia Civil para a solução do caso”.

Caminhada por Justiça

A caminhada dos pais de Beatriz começou no dia 5 de dezembro, em Petrolina, distante 712 quilômetros do Recife. Lúcia e o pai da menina, Sandro Romilton, cruzaram todo o estado para pedir providências ao governador Paulo Câmara (PSB). A mãe de Beatriz comemorou ao entrar na sede do executivo estadual.

Ao longo do trajeto entre Petrolina e o Recife, o grupo, que começou com oito pessoas, foi crescendo. Mais de 50 chegaram ao Recife com os pais de Beatriz. Motoristas buzinavam em apoio .

Pais da menina Beatriz Angélica chegam ao Recife depois de 23 dias de caminhada

Na Avenida Conde da Boa Vista, os pais de Beatriz receberam mais carinho. Exausta dos 23 dias andando e de seis anos esperando por resposta, ela recebeu o apoio de Mirtes Renata, mãe de Miguel, que morreu aos 5 anos após cair de um prédio de luxo no Recife.

Queixas

Em seis anos, a investigação passou pelas mãos de oito delegados, tem 24 volumes de inquérito, centenas de horas de gravações de imagens e mais de 400 pessoas ouvidas. A família afirma que houve sabotagem dentro da própria Polícia Civil durante os trabalhos.

“A falha, na verdade, são as sabotagens que a própria polícia [fez], que o perito chefe de departamento de perícia do estado de Pernambuco fez. Uma semana depois do crime, ele estava trabalhando para o colégio [de forma particular]. Ele é um funcionário público. Primeiro, ele não deveria estar ali”, declarou a mãe.

Família da menina Beatriz caminhou de Petrolina, no Sertão do estado, até o Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Família da menina Beatriz caminhou de Petrolina, no Sertão do estado, até o Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

No dia 20 de dezembro deste ano, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) pediu a demissão do perito criminal Diego Henrique Leonel de Oliveira Costa, que atuou no caso e prestou consultoria de segurança, através de uma empresa da qual é sócio, ao colégio Nossa Senhora Auxiliadora, local onde Beatriz foi assassinada .

Ele vendeu um plano de segurança para a escola. Para a família de Beatriz, o fato de um dos investigadores ter relação comercial com o estabelecimento que foi local do crime é “imoral”.

SDS pede a exoneração de perito que atuou no caso da morte da menina Beatriz

“Foram perícias inconclusas, pericias com dois resultados e não se chegou a quem articulou, quem planejou. Tudo aquilo foi planejado com antecedência, a gente sabe disso. O colégio Auxiliadora era uma escola muito difícil de entrar, para ter acesso até as salas tinha que ser alguém que conhecesse, então foi planejado, a gente não tem dúvida em relação a isso”, disse Lúcia.

De acordo com o pai de Beatriz, a família tem atuado com um trabalho de investigação particular. A luta agora é pela federalização do caso, ou seja, para que a investigação saia das mãos da polícia local e possa ser acompanhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Tudo que se sabe hoje sobre o caso de Beatriz, o que a imprensa divulga, vem justamente desse trabalho da nossa família. Somos nós que temos uma investigação paralela, somos nós que divulgamos os eventos que acontecem. A Polícia Civil se resume simplesmente a dizer em notas que estão empenhados e o inquérito segue sob sigilo”, declarou Sandro.

Outro pedido feito pela família durante a caminhada foi a inclusão de peritos particulares americanos, especializados em casos como o de Beatriz.

Eles pediram a assinatura de um termo de cooperação técnica com uma empresa americana para que essa entidade tenha acesso integral aos autos do processo.

“Não é algo diferente nem novo, na verdade a própria Polícia Civil realizou um trabalho com uma empresa particular que foi financiada pelo colégio. Então nós não estamos pedindo nada demais. O secretário diz que a legislação não permite, mas que legislação é essa, porque ele não apresentou, e tem precedente dentro do próprio inquérito”, afirmou Lúcia.

Apoio

Mãe do menino Miguel, morto após cair de prédio de luxo, Mirtes Renata caminhou ao lado dos pais de Beatriz — Foto: Reprodução/TV Globo

Mãe do menino Miguel, morto após cair de prédio de luxo, Mirtes Renata caminhou ao lado dos pais de Beatriz — Foto: Reprodução/TV Globo

A mãe de Beatriz se emociona ao falar sobre o apoio que receberam ao longo da caminhada de 23 dias. “Nós vínhamos preparados para dormir em barracas, nós tínhamos tudo, mas [houve] a solidariedade das pessoas, de muitas prefeituras também ao longo do percurso. Nos ofereceram uma estadia mais confortável. Médicos, fisioterapeutas, a sociedade civil no todo nos apoiaram, nos abraçaram, em nenhum momento nos faltou absolutamente nada”, declarou Lúcia.

Quando já estavam na Região Metropolitana do Recife, a mãe do menino Miguel, Mirtes Renata, se juntou ao grupo.

Miguel morreu após cair do 9° andar de um prédio de luxo na área central do Recife, após a mãe, empregada doméstica, ter deixado o filho sob os cuidados da patroa para passear com o cachorro da família.

“Eu sou mãe, eu sinto a dor que ela está sentindo hoje, e estou aqui dando o apoio, o apoio que ela também me deu quando aconteceu o caso de Miguel. Estou retribuindo aqui nesse momento quando ela chegar em Recife e que o pedido dela seja cumprido. Pedimos justiça pelos nossos filhos. Uma mãe por um filho ela move céus e terras e isso é mover céus e terras por um filho. Todo esse sacrifício não vai ser em vão”, afirmou Mirtes.

Entenda o caso

Beatriz Angélica Mota foi assassinada em 2015, em Petrolina, no Sertão — Foto: Arquivo pessoal / Família

Beatriz Angélica Mota foi assassinada em 2015, em Petrolina, no Sertão — Foto: Arquivo pessoal / Família

Beatriz Angélica foi assassinada a facadas dentro da escola onde estudava, durante uma solenidade de formatura que aconteceu na noite do dia 10 de dezembro de 2015. O pai dela era professor de inglês da instituição.

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra.

Ela foi encontrada já morta, com 42 marcas de facadas em um depósito de material esportivo desativado, ao lado da quadra de esportes onde acontecia a formatura.

Ela tinha ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime, de tipo peixeira, foi encontrada cravada na região do abdômen da criança.

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Festa em cadeia pública tem show de MC e mulher rebolando ‘até o chão’; estado afasta servidor e promete transferir 3 detentos

Segundo Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), festa aconteceu na sexta (24), em Goiana, na Zona da Mata Norte. Foram abertos inquérito policial e investigação na esfera disciplinar para apurar fatos.

Por Suzana Souza*, g1 PE

Festa em presídio tem show de MC e mulher rebolando ‘até o chão’

Uma festa realizada dentro da Cadeia Pública de Goiana, na Zona da Mata de Pernambuco, teve show de um MC e uma mulher rebolando “até o chão”. Segundo a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), o caso aconteceu na sexta (24). Um servidor público foi afastado e três detentos devem ser transferidos, de acordo com o governo .

Em um vídeo, enviado ao WhatsApp da TV Globo, é possível observar parte da festa ocorrida na unidade prisional localizada na Rua Barro Vermelho, no Centro da cidade.

A cadeia abriga, atualmente, 105 homens. Três deles foram apontados por envolvimento na festa. “Por medida de segurança, não são informados os destinos e nem horários de transferências de detentos”, disse o governo.

Na imagem, aparece uma mulher de top e short pretos, que “desce até o chão”, ao som da música. Um pouco mais afastados dela, outro homem e outra mulher também dançam.

Vídeo mostra festa em cadeia com show de MC e bailarinos rebolando

No local, uma estrutura com som e microfone está montada. Detentos, com celulares da mão, gravam a mulher dançando

Em um determinado momento, um homem, que fez a gravação atrás de uma grade do presídio, fala palavras de baixo calão: “Gera p…., gera c…., é tudo”. Nenhum deles está com máscara de proteção contra a Covid-19.

No vídeo, é possível observar, de relance, o rosto MC que cantava no local. O g1 perguntou ao sistema penitenciário quem eram as pessoas envolvidas na festa e o nome do MC, mas a resposta da Seres foi que o caso está “sendo apurado”.

Por meio de nota, a Seres informou que o “o servidor público envolvido no fato da Cadeia Pública de Goiana foi identificado e afastado”. Um processo administrativo também foi aberto, de acordo com a secretaria.

Em relação aos detentos, a Seres informou que eles já foram identificados e devem ser transferidos para outras unidades prisionais, “onde serão submetidos ao conselho disciplinar”.

O g1 questionou quantos detentos foram identificados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ainda por meio de nota, a Seres informou que uma inspeção na cadeira foi marcada para esta terça-feira (28), “para apreensão de materiais ilícitos”.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) também informou que “determinou a instauração de inquérito policial e também de investigação na esfera disciplinar para apurar os fatos”.

De acordo com o órgão, as investigações ficaram a cargo da Delegacia de Goiana e da Corregedoria Geral da SDS.

“Entre as providências, estão sendo identificados todos os servidores da segurança pública escalados desse dia, seja da ativa ou da Guarda Patrimonial. A investigação, além da festa, vai apurar indício de corrupção de menores”, afirmou a SDS por meio de nota.

Por fim, a secretaria esclareceu que “as apurações iniciais poderão resultar, caso haja elementos suficientes, em afastamento cautelar de todos os servidores que estavam nessa escala, enquanto transcorrem os trabalhos investigativos”.

Por nota, o Sindicato de Policiais Penais de Pernambuco repudiou o que aconteceu na cadeia pública de Goiana e afirmou que o fato “demonstra a fragilidade da Segurança de estabelecimentos penais”.

O sindicato também informou que ingressou com ações judiciais em 2017 para a retirada dos policiais militares das guardas internas das unidades prisionais do estado e que, para isto acontecer, é necessário aumentar o número de policiais penais.

* Estagiária sob a supervisão de Ricardo Novelino, editor do G1 PE.

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Homem é detido com quase R$ 100 mil em espécie em shopping na Zona Sul do Recife

De acordo com a Polícia Militar, ele foi abordado após ter um comportamento estranho e apresentou contradição ao explicar a origem do dinheiro.

Por g1 PE

Um homem foi detido com quase R$ 100 mil em espécie, na segunda-feira (27), no Shopping Center Recife, na Zona Sul da cidade.

De acordo com a Polícia Militar, ele foi abordado após ter um comportamento estranho e apresentou contradição ao explicar a origem do dinheiro. Por isso, foi levado para a Delegacia de Boa Viagem, onde foi aberto um inquérito para apurar a origem do dinheiro.

Polícia Militar informou que os policiais do 19º Batalhão foram acionados pela segurança do estabelecimento, que desconfiou do comportamento do homem no estacionamento.

Aos policiais, o homem, que estava com R$ 99.920,00 dentro de uma mochila vermelha, primeiro disse que transportava R$ 100 mil referentes ao faturamento de três meses de um lava jato. Depois, afirmou que era o valor da venda de um veículo.

Ainda de acordo com a PM, ele também foi reconhecido por um policial por já ter tido envolvimento com atividades ilegais. O valor foi apreendido e a identidade do homem detido não foi divulgada. A PM não informou se o homem foi liberado e nem se ele tinha antecedentes criminais.

Por nota, a Polícia Civil disse que está investigando o caso, e confirmou que foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos. O g1 questionou se o homem foi preso e se tinha antecedentes criminais, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Por nota, o Shopping Recife informou que identificou a atitude suspeita no estacionamento e imediatamente a equipe de segurança acionou a Polícia Militar para que o caso pudesse ser apurado pelos órgãos responsáveis. “O centro de compras informa ainda que está à disposição para quaisquer esclarecimentos referentes do fato”, disse, no comunicado.

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PE confirma mais 238 casos e sete mortes por Covid; estado totaliza 644.517 infectados e 20.421 óbitos

Dados foram divulgados, nesta terça-feira (28), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), no boletim de acompanhamento da pandemia

Por g1 PE

O governo de Pernambuco confirmou, nesta terça-feira (28), mais 328 casos de Covid-19. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) também registrou oficialmente outras sete mortes provocadas pela doença.

Segundo o boletim da pandemia, Pernambuco totaliza 644.517 casos confirmados da doença, sendo 55.307 graves e 589.210 leves. Desde março de 2020, o estado totaliza totaliza 20.421 mortes pela Covid-19.

O governo disse que, entre os casos confirmados nesta terça, 10 (3%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 318 (97%) são leves.

Mortes

Os sete óbitos confirmados nesta terça ocorreram entre os dias 26 de outubro e o domingo (26) e foram de quatro pacientes mulheres e de três homens.

As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Camaragibe (1), Jaboatão dos Guararapes (1), Passira (1), Petrolina (1) e Recife (3). Os pacientes tinham entre 42 e 85 anos.

As faixas etárias são: 40 a 49 (2), 50 a 59 (1), 70 a 79 (1) e 80 e mais (3). Seis tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (3), diabetes (3), hipertensão (2), doença de Alzheimer (1), câncer (1), obesidade (1) e doença respiratória (1). Um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Um caso segue em investigação.

Vacinação

Pernambuco já aplicou 14.728.134 doses de vacinas contra a Covid-19 desde o início da campanha de imunização, em janeiro.

Com relação às primeiras doses, foram 7.279.884 aplicações. Do total, 6.255.068 pessoas já completaram seus esquemas vacinais, sendo 6.081.967 vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outras 173.101 contempladas com vacina aplicada em dose única.

Também foram aplicadas 1.193.182 doses de reforços. Outras informações detalhadas sobre a população vacinada contra a Covid-19 estão disponíveis no Painel de Acompanhamento Vacinal.

Testagem

Desde o início da pandemia, foram feitos 2.835.974 testes para detecção do coronavírus em Pernambuco.

Leitos

Dos 1.471 leitos reservados a pacientes com SRAG na rede pública, 62% estavam ocupados nesta terça. Considerando apenas os leitos de UTI, a taxa era de 71% dos 731 disponíveis. Dos de enfermaria, eram 54% ocupados, dos 740 disponíveis.

Já na rede privada, 38% dos 235 leitos para SRAG estavam ocupados. Entre os de UTI, a taxa era de 50% dos 121. Considerando apenas os de enfermaria, 26% dos 114 estavam com pacientes.

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Pais de menina morta com 42 facadas em escola caminham mais de 700 quilômetros para pedir justiça: ‘não toleramos mais impunidade’, diz mãe

Pais de Beatriz Angélica, assassinada em 2015, chegaram ao Recife, nesta terça (28), após 23 dias de caminhada que começou em Petrolina, no Sertão, onde ocorreu o crime.

Por g1 PE e TV Globo

‘Nós não toleramos mais impunidade’, diz mãe da menina morta com 42 facadas

Os pais da garota Beatriz Angélica Mota, assassinada com 42 facadas, em uma escola particular de Petrolina no Sertão de Pernambuco, em 2015, encerraram, nesta terça (28), uma caminhada de mais de 700 quilômetros para pedir justiça. Eles chegaram ao Recife para realizar uma séria de cobranças ao governo. “Não toleramos mais impunidade”, afirmou a mãe de Beatriz, Lúcia Mota.

Beatriz Angélica tinha 7 anos de idade quando foi morta, em 10 de dezembro de 2015. Desde então, a polícia fez várias investigações, mas não chegou a uma conclusão que permitisse a prisão de um suspeito.

A caminhada começou no dia 5 de dezembro, em Petrolina, distante 712 quilômetros do Recife. Lúcia e o pai da menina, Sandro Romilton, cruzaram todo o estado para pedir providências ao governador Paulo Câmara (PSB).

Os dois foram recebidos, por volta das 16h, pelo governador no Palácio do Campo das Princesas junto com outras seis pessoas que caminharam com eles. O encontro também foi acompanhado por três deputadas estaduais, uma vereadora e um representante da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE).

Antes, foi preciso passar um tempo negociando a entrada na sede do governo junto com o grupo que acompanhou caminhada até o Recife. Inicialmente, o governo não queria autorizar a entrada de ninguém além dos pais de Beatriz. “Se o povo não entrar eu não entro”, afirmou Lúcia Mota.

Após a negociação sobre a entrada e sobre um termo pedindo a federalização do caso, ela comemorou ao entrar na sede do executivo estadual.

“São seis anos esperando, aguardando as promessas que não foram cumpridas. Por isso, nós caminhamos. Caminhamos por amor a Beatriz, caminhamos para que o governador se sensibilize como filho, como pai, como esposo, e que atenda nosso pedido que é tão simples e é uma obrigação do estado”, afirmou Lúcia Mota.

Pais da menina Beatriz Angélica chegam ao Recife depois de 23 dias de caminhada

Ao longo do trajeto, o grupo foi crescendo. Oito pessoas saíram de Petrolina. Mais de 50 chegaram ao Recife com os pais de beatriz. Motoristas buzinavam em apoio. Perto das 12h, o protesto estava no centro do Recife.

Na Avenida Conde da Boa Vista, os pais de Beatriz receberam mais carinho. No carro de som, explicaram o que esperam do governo.

Exausta dos 23 dias andando e de seis anos esperando por resposta, ela recebeu o apoio de Mirtes Renata, mãe de Miguel, que morreu aos 5 anos após cair de um prédio de luxo no Recife.

Queixas

Em seis anos, a investigação passou pelas mãos de oito delegados, tem 24 volumes de inquérito, centenas de horas de gravações de imagens e mais de 400 pessoas ouvidas. A família afirma que houve sabotagem dentro da própria Polícia Civil durante os trabalhos.

“A falha, na verdade, são as sabotagens que a própria polícia [fez], que o perito chefe de departamento de perícia do estado de Pernambuco fez. Uma semana depois do crime, ele estava trabalhando para o colégio [de forma particular]. Ele é um funcionário público. Primeiro, ele não deveria estar ali, mas segundo ele participou de sabotagem das perícias”, declarou a mãe.

Família da menina Beatriz caminhou de Petrolina, no Sertão do estado, até o Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Família da menina Beatriz caminhou de Petrolina, no Sertão do estado, até o Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

No dia 20 de dezembro deste ano, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) demitiu o perito criminal Diego Henrique Leonel de Oliveira Costa, que atuou no caso e prestou consultoria de segurança, através de uma empresa da qual é sócio, ao colégio Nossa Senhora Auxiliadora, local onde Beatriz foi assassinada .

Ele vendeu um plano de segurança para a escola. Para a família de Beatriz, o fato de um dos investigadores ter relação comercial com o estabelecimento que foi local do crime é “imoral”.

SDS pede a exoneração de perito que atuou no caso da morte da menina Beatriz

“Foram perícias inconclusas, pericias com dois resultados e não se chegou a quem articulou, quem planejou. Tudo aquilo foi planejado com antecedência, a gente sabe disso. O colégio Auxiliadora era uma escola muito difícil de entrar, para ter acesso até as salas tinha que ser alguém que conhecesse, então foi planejado, a gente não tem dúvida em relação a isso”, disse Lúcia.

De acordo com o pai de Beatriz, a família tem atuado com um trabalho de investigação particular. A luta agora é pela federalização do caso, ou seja, para que a investigação saia das mãos da polícia local e possa ser acompanhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Tudo que se sabe hoje sobre o caso de Beatriz, o que a imprensa divulga, vem justamente desse trabalho da nossa família. Somos nós que temos uma investigação paralela, somos nós que divulgamos os eventos que acontecem. A Polícia Civil se resume simplesmente a dizer em notas que estão empenhados e o inquérito segue sob sigilo”, declarou Sandro.

Caminhada da família em direção à área central do Recife na manhã desta terça-feira (28) — Foto: Reprodução/TV Globo

Caminhada da família em direção à área central do Recife na manhã desta terça-feira (28) — Foto: Reprodução/TV Globo

Outro pedido feito pela família durante a caminhada é a inclusão de peritos particulares americanos, especializados em casos como o de Beatriz.

Eles pedem pela assinatura de um termo de cooperação técnica com uma empresa americana para que essa entidade tenha acesso integral aos autos do processo.

“Não é algo diferente nem novo, na verdade a própria Polícia Civil realizou um trabalho com uma empresa particular que foi financiada pelo colégio. Então nós não estamos pedindo nada demais. O secretário diz que a legislação não permite, mas que legislação é essa, porque ele não apresentou, e tem precedente dentro do próprio inquérito”, afirmou Lúcia.

Apoio

Mãe do menino Miguel, morto após cair de prédio de luxo, Mirtes Renata caminhou ao lado dos pais de Beatriz — Foto: Reprodução/TV Globo

Mãe do menino Miguel, morto após cair de prédio de luxo, Mirtes Renata caminhou ao lado dos pais de Beatriz — Foto: Reprodução/TV Globo

Mais oito pessoas acompanharam os pais de Beatriz durante a caminhada entre Petrolina e o Recife. Sem contar com o apoio que eles disseram ter recebido ao longo da viagem.

“Nós vínhamos preparados para dormir em barracas, nós tínhamos tudo, mas [houve] a solidariedade das pessoas, de muitas prefeituras também ao longo do percurso. Nos ofereceram uma estadia mais confortável. Médicos, fisioterapeutas, a sociedade civil no todo nos apoiaram, nos abraçaram, em nenhum momento nos faltou absolutamente nada”, declarou Lúcia.

Quando já estavam na Região Metropolitana do Recife, a mãe do menino Miguel, Mirtes Renata, se juntou ao grupo.

Miguel morreu após cair do 9° andar de um prédio de luxo na área central do Recife, após a mãe, empregada doméstica, ter deixado o filho sob os cuidados da patroa para passear com o cachorro da família.

“Eu sou mãe, eu sinto a dor que ela está sentindo hoje, e estou aqui dando o apoio, o apoio que ela também me deu quando aconteceu o caso de Miguel. Estou retribuindo aqui nesse momento quando ela chegar em Recife e que o pedido dela seja cumprido. Pedimos justiça pelos nossos filhos. Uma mãe por um filho ela move céus e terras e isso é mover céus e terras por um filho. Todo esse sacrifício não vai ser em vão”, afirmou Mirtes.

Respostas

Por meio de nota, a Associação de Polícia Científica se pronunciou sobre o caso e afirmou que “considerando as graves acusações que vêm sendo recorrentemente feitas por membros da família da vítima, tanto contra Peritos Criminais quanto, de modo geral, contra integrantes da Polícia Civil de Pernambuco, […] está atenta a todos os desdobramentos do caso, para adotar todas as providências voltadas para a defesa dos interesses do Perito Criminal Diego e de toda categoria”.

De acordo com o órgão, “o trabalho realizado pela Polícia Científica contribui para a produção da prova técnica, auxiliando, de modo relevante, a investigação policial”.

Ainda no texto, eles afirmaram que seguem “na defesa incansável dos interesses dos Peritos Criminais que estejam sendo vítimas de decisões administrativas desarrazoadas e desproporcionais”. Por fim, a associação afirmou que “também não permitirá que seja maculada a reputação de profissionais responsáveis e probos”.

Também por meio de nota, o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora informou que as imagens divulgadas integram o inquérito policial e que as pessoas que aparecem nelas não fazem parte da instituição e foram identificadas e ouvidas pela Polícia Civil.

“Não houve manipulação ou exclusão de imagens das câmeras pelo Colégio. As gravações foram entregues de forma completa e em originais à autoridade policial, inclusive devidamente documentado no inquérito policial, cabendo aqui esclarecer que foi o colégio que financiou a recuperação das imagens à pedido da Polícia Civil“, disse, no documento.

O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora também informou, na nota, que é de total interesse da instituição que o crime seja elucidado e “que confia plenamente na Justiça e na Polícia Civil para a solução do caso”.

Entenda o caso

Beatriz Angélica Mota foi assassinada em 2015, em Petrolina, no Sertão — Foto: Arquivo pessoal / Família

Beatriz Angélica Mota foi assassinada em 2015, em Petrolina, no Sertão — Foto: Arquivo pessoal / Família

Beatriz Angélica foi assassinada a facadas dentro da escola onde estudava, durante uma solenidade de formatura que aconteceu na noite do dia 10 de dezembro de 2015. O pai dela era professor de inglês da instituição.

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra.

Ela foi encontrada já morta, com 42 marcas de facadas em um depósito de material esportivo desativado, ao lado da quadra de esportes onde acontecia a formatura.

Ela tinha ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime, de tipo peixeira, foi encontrada cravada na região do abdômen da criança.

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Pessoas com autismo, microcefalia e deficiências podem andar de graça em ônibus intermunicipais; veja o que fazer após regulamentação de lei

Segundo governo de Pernambuco, 182 mil pessoas serão beneficiadas pelo PE Livre Acesso. Norma foi regulamentada mais de 20 anos depois da promulgação.

Por g1 PE

Mais de 20 anos após a promulgação, foi regulamentada pelo governo de Pernambuco a lei que garante para pessoas com transtorno do espectro autista, microcefalia e deficiências visual, auditiva e mental passagem de graça em ônibus que circulam entre os municípios. Com essa medida, 182 mil pessoas serão beneficiadas pelo PE Livre Acesso, que tem uma serie de regras para serem cumpridas.

A Lei 12.045, que assegura transporte público gratuito para pessoas com deficiências, foi editada em julho de 2001. Na segunda (27), o governador Paulo Câmara (PSB) assinou a regulamentação das normas.

Assim, o PE Livre Aceso será viabilizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude. A pasta ficará responsável pela emissão das carteiras de identificação dos beneficiários.

Questionada pelo g1, a secretaria explicou que a regulamentação da lei ocorreu depois de mais de 20 anos por causa da falta de definição sobre quem custearia as tarifas para esse público. O governo disse que, na época da promulgação da lei, não havia uma determinação expressa.

Agora, disse a secretaria, o decreto apontou os meios de custeio, após o processo de negociação com as empresas rodoviárias. Elas vão assumir essa responsabilidade, prevista no contrato de permissão para a operação de linhas.

Além disso, explicou a secretaria, ao longo dos anos, a nomenclatura de deficiências sofreu alterações. Também foi possível atualizar o público beneficiário, incluindo por exemplo, as pessoas com microcefalia. Essa doença surgiu após o surto de zika, em 2015.

Como funciona

Segundo a lei que foi regulamentada, em cada viagem intermunicipal, as empresas de transporte devem fornecer até duas vagas para pessoas com deficiência ou uma cadeira para o beneficiário e seu respectivo acompanhante. Esses espaços devem ser sinalizados nos primeiros lugares dos veículos.

O descumprimento da lei prevê multa de R$ 1.000, quando ocorrer a primeira autuação de infração. Também pode ocorrer o cancelamento definitivo da concessão, em caso de caso reincidência, “com o devido procedimento administrativo”.

Para pedir a carteira, as pessoas devem entrar na internet. As solicitações deverão ser feitas no site da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude.

A retirada da carteira de identificação deve ser realizada no Centro de Referência da Assistência Social (Cras) mais perto da residência do beneficiário.

O prazo para análise e emissão do cartão é de até 30 dias, a partir do recebimento da documentação pela equipe da Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD).

A carteira tem validade de dois anos, a partir da data da emissão, de acordo com o governo de Pernambuco.

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Jovem de 15 anos é estuprada após pedir R$ 20 para comprar comida e suspeito é detido na Zona da Mata de PE

Segundo Polícia Civil, adolescente pediu dinheiro ao homem, que praticou o crime quando foi cobrar a dívida. Vítima é mãe de bebê de quatro meses.

Por g1 PE

Delegacia de Goiana fica na Zona da Mata Norte de Pernambuco — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Delegacia de Goiana fica na Zona da Mata Norte de Pernambuco — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma adolescente de 15 anos foi estuprada por um homem a quem pediu R$ 20 emprestados para comprar comida para a família. O crime aconteceu em Tracunhaém, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, segundo a Polícia Civil. O suspeito foi detido.

Por meio de nota divulgada nesta segunda (27), a polícia informou que o estupro ocorreu no domingo (26), na localidade de Bairro Novo, em Tracunhaém. Os nomes da vítima e do suspeito que foi preso não foram divulgados.

Na nota, a corporação disse que a adolescente, mãe de um bebê de quatro meses, pediu o dinheiro emprestado ao suspeito.

Esse homem decidiu fazer a cobrança do empréstimo. Usando uma faca, ele levou a jovem para casa e praticou o estupro.

O caso foi registrado pelo plantão da Delegacia de Goiana, na mesma região. Segundo a polícia, um inquérito foi aberto para elucidar os fatos.

Estatísticas

Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), em novembro deste ano, 192 mulheres prestaram queixa em delegacias do estado por causa de estupros. No mesmo mês de 2020, foram 206. A redução chegou a 6,8%.

No acumulado de 11 meses, foram 2.195 casos, em 2021, contra 2.334, no mesmo período de 2020. Houve, assim, uma queda de 5,96%.

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Unidades de saúde do Recife registram filas e aumento de pacientes com sintomas de gripe após fim de semana do Natal

Na Upinha Governador Eduardo Campos, na Bomba do Hemetério, os atendimentos diários passaram de dez para quase 50 em uma semana.

Por Danilo César, TV Globo

Pacientes com sintomas de gripe fazem fila por atendimento em postos de saúde do Recife

Passado o fim de semana do Natal, nesta segunda-feira (27), muita gente com sintomas de gripe procurou atendimento médico nas emergências do Recife. Dores no corpo, febre e tosse são alguns dos sintomas de quem procurou atendimento nas unidades de saúde da cidade 

Na Upinha Governador Eduardo Campos, na Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife, os atendimentos diários na unidade de saúde passaram de dez para quase 50. Os números começaram a aumentar na semana passada.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, até o momento, o município confirmou 818 casos de influenza subtipo A (H3N2). Três destes pacientes morreram. Eles tinham 46, 68 e 69 anos.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Saúde do Estado (SES) afirmou que um novo boletim com os números oficiais atualizados dos casos de gripe será divulgado apenas na terça-feira (28).

Os casos da gripe H3N2 têm aumentado de forma rápida em Pernambuco. De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde do estado foram confirmados 222 casos da doença e, até a quinta (23), três pessoas morreram vítimas do vírus. O governo também já confirmou transmissão comunitária da Influenza A H3N2.

Os cuidados pra evitar a contaminação devem ser os mesmos da Covid-19. Usar máscara, lavar as mãos, evitar aglomeração e, em casos de sintomas, tentar se isolar. O que foi difícil para algumas pessoas que se reuniram com a família para celebrar o Natal.

Dores no corpo, febre e tosse são alguns dos sintomas de quem procurou atendimento nas unidades de saúde da cidade — Foto: Reprodução/TV Globo

Dores no corpo, febre e tosse são alguns dos sintomas de quem procurou atendimento nas unidades de saúde da cidade — Foto: Reprodução/TV Globo

Na Upinha, uma área é separada para pacientes com sintomas respiratórios. A auxiliar de serviços gerais Ângela Diniz tem tossido muito. “Os sintomas começaram no domingo, às 12h. Desde então eu não durmo nada e estou com muita dor nas pernas, na cabeça”, contou.

A auxiliar de tecnologia da informação Angelvita Maria da Conceição e a filha, Sofia, de 2 anos, estão gripadas. “Muita tosse seca, muita dor de cabeça e parece uma chikungunya. A diferença é a tosse. É muito forte e seca”, observou.

O que há em comum entre muitos pacientes que procuraram atendimento nesta segunda é o fato de terem apresentado sintomas no dia seguinte à ceia de Natal, quando se encontraram com familiares e amigos.

De acordo com a reportagem da TV Globo, em vários lugares onde há atendimento para doenças respiratórias a espera tem sido muito longa.

É na parte de trás do prédio onde os moradores buscam atendimento, em uma área separada para pacientes com sintomas respiratórios — Foto: Reprodução/TV Globo

É na parte de trás do prédio onde os moradores buscam atendimento, em uma área separada para pacientes com sintomas respiratórios — Foto: Reprodução/TV Globo

Edilson José da Silva chegou na policlínica Amaury Coutinho, na Campina do Barreto às 23h do domingo (26) com a mãe, que está doente e tem 74 anos. Eles passaram pela triagem e ficaram aguardando.

“Hoje de manhã que a moça entregou essa ficha para a minha mãe ser atendida. Eu tive que ir lá no diretor para fazer esse questionamento, porque a minha mãe é idosa, tem 74 anos. É diabética, hipertensa e até agora a minha mãe não foi atendida”, reclamou, durante a manhã desta segunda.

Após muita espera, por volta das 10h, a mãe de Edilson conseguiu ser atendida, 11 horas depois de chegar à unidade de saúde.

A mãe de Edilson, que tem 74 anos, passou 11 horas esperando atendimento — Foto: Reprodução/TV Globo

A mãe de Edilson, que tem 74 anos, passou 11 horas esperando atendimento — Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o diretor da policlínica, Robson Cordeiro, os atendimentos são feitos dependendo da gravidade do caso. “Já houve um reforço nas escalas e a gente está reforçando ainda mais essas escalas para que diminua esse tempo de espera para o paciente”, explicou.

A emergência da policlínica estava lotada. A unidade de saúde está realizando mais de 200 atendimentos por dia.

A emergência da policlínica estava lotada. A unidade de saúde está realizando mais de duzentos atendimentos por dia — Foto: Reprodução/TV Globo

A emergência da policlínica estava lotada. A unidade de saúde está realizando mais de duzentos atendimentos por dia — Foto: Reprodução/TV Globo

O diretor acrescentou que, após consulta médica, caso seja identificado que o paciente tem necessidade de realizar exames, ele faz na própria unidade e é colocado em observação.

“Quando necessário também solicitamos internamento. Pacientes com sintomas leves são medicados e têm alta, para casa. A gente recomenda que pacientes com sintomas leves usem o serviço Atende em Casa”, destacou

Na casa da auxiliar de cozinha Iracema Gomes todo mundo está gripado. “Tem dois netos, meu marido e a minha filha. Todos doentes, com essa gripe. Meu marido que estava pior, até com febre. E eu estou mais com essa tosse”, disse.

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