Em cinco dias, Pernambuco recolhe 257 toneladas de óleo das praias do litoral

Por Pedro Alves, G1 PE

Subiu para 257 toneladas o volume de óleo recolhido nas praias de Pernambuco, desde a quinta-feira (17). A informação foi repassada na noite desta segunda-feira (21), pelo secretário de Meio Ambiente do estado, José Bertotti. As manchas foram removidas em sete municípios do Litoral Sul

Segundo José Bertotti, apenas nesta segunda-feira, foram 186 toneladas recolhidas. Desde a quinta, os municípios atingidos foram: São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Sirinhaém, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho.

“Também foram avistadas manchas em alto-mar, durante os sobrevoos feitos durante o dia. Uma delas foi na frente da Pedra de Xaréu (no Cabo de Santo Agostinho), mas um navio da Marinha fez a coleta. Também vimos muito óleo se movimentando perto da praia. É mais difícil de recolher, porque ele não chega à areia. Ontem, foi recolhida uma mancha em Jaboatão dos Guararapes”, afirma Bertotti.

Praia de Itapuama, no Litoral Sul de Pernambuco, foi atingida por manchas de óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

Praia de Itapuama, no Litoral Sul de Pernambuco, foi atingida por manchas de óleo — Foto: Reprodução/TV Globo

A coleta está sendo feita com a ajuda de voluntários, que têm se deslocado até as praias para recolher o óleo. Todas as 257 toneladas recolhidas, segundo o secretário, foram enviadas ao Centro de Tratamento de Resíduos, na Zona Rural de Igarassu, no Grande Recife. No local, o material é processado e enviado para fábricas de cimento para servir de combustível.

“Temos 400 pessoas do governo atuando e, até o momento, dois quilômetros de barreiras de contenção instaladas nos estuários dos rios. Mantivemos os sobrevoos e incluímos o Recife e Jaboatão nesse trajeto, porque havia uma expectativa de que o óleo chegasse a essas cidades. Levamos boias ao Rio Jaboatão, mas a correnteza estava muito forte e não se trata, de fato, de um estuário”, explica José Bertotti.

O secretário afirmou, ainda, que, depois da decisão da Justiça Federal que determinou que o governo e o Ibama adotem medidas sobre o óleo em Pernambuco, em 24 horas, o governo foi informado sobre a chegada de três novos navios da Marinha para ajudar no monitoramento das manchas.

Entretanto, para Bertotti, isso não é suficiente para a completa implementação do Plano Nacional de Contingência para Incidentes com Óleo, instituído pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2013.

“Temos um helicóptero do Ibama, mas do ponto de vista de Equipamentos de Proteção Individual e barreiras de contenção, continua não chegando. O plano prevê identificação do dano e, posteriormente, instauração de um comitê que funciona de forma transparente, com relatórios diários e articulado com as agências ambientais dos locais afetados. A única reunião integrada foi convocada pelo governo de Pernambuco, no dia 1º de outubro”, diz Bertotti.

Nordeste

Pelo menos 900 toneladas de resíduos já foram recolhidas das praias afetadas pelas manchas de óleo no Nordeste, segundo a Marinha.

O balanço foi publicado nesta segunda-feira (21) e é assinado em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

As manchas de petróleo surgiram em 30 de agosto e já afetaram 200 locais em 9 estados, segundo o último relatório do Ibama.

Reforço

Na tarde desta segunda-feira (21), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) informou que o Exército decidiu disponibilizar a 10º Brigada de Infantaria Motorizada, sediada no Recife, como “reforço” para as ações de vigilância e limpeza das praias com manchas de óleo. Será a primeira vez em que o Exército participará da operação. Segundo Mourão, serão pelo menos 4 mil homens.

Sobre o reforço, José Bertotti afirma que toda ajuda é bem-vinda. “Só chegaram, até agora, 110 pessoas da Marinha. Quero que venha muita gente para nos ajudar, porque o trabalho braçal, pesado, está sendo feito por voluntários, com a coordenação dos municípios e estado”, diz o secretário.

Danos

O óleo voltou a aparecer nas praias de Pernambuco na quinta-feira (17), em São José da Coroa Grande. Na sexta (18), foram encontradas manchas da substância na Praia dos Carneiros, em Tamandaré. Também foram afetadas áreas de Sirinhaém e Barreiros.

No sábado, praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas. No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho.

Nesta segunda, praias do Cabo voltaram a registrar manchas de óleo. Em Itapuama, voluntários fizeram um apelo, escrevendo pedido de socorro na areia.

Diante do problema, entidades e prefeituras montaram postos para arrecadar e distribuir equipamentos de proteção usados pelos voluntários que estão atuando na remoção do óleo. Também é solicitada ajuda, com a doação de água e alimentos.

Prevenção

O governo de Pernambuco informou, em balanço divulgado nessa segunda (21), que implantou barreiras de contenção nos estuários dos seguintes rios:

  • Persinunga, em São José da Coroa Grande
  • Una, em Barreiros
  • Mamucabas, em Tamandaré
  • Maracaípe, em Ipojuca

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Em quatro dias, Pernambuco recolhe 71 toneladas de óleo das praias do litoral

Por Marina Meireles, G1 PE

Mancha de óleo é contida no mar em Jaboatão dos Guararapes, neste domingo (20) — Foto: Matheus Britto/Divulgação

Mancha de óleo é contida no mar em Jaboatão dos Guararapes, neste domingo (20) — Foto: Matheus Britto/Divulgação

Desde a quinta (17) até este domingo (20), Pernambuco recolheu 71 toneladas de resíduos das praias do litoral do estado. Entre os municípios pernambucanos atingidos estão São José da Coroa GrandeBarreirosTamandaréRio FormosoSirinhaémIpojuca e Cabo de Santo Agostinho.

O secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti, também confirmou o recolhimento de uma mancha de óleo em alto-mar em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. “Conseguimos detectar uma mancha em alto-mar e, à tarde, um barco estava fazendo a contenção”, afirmou.

Ao todo, 400 pessoas do governo estadual trabalharam para conter as manchas neste domingo (20). Ainda segundo Bertotti, 60 toneladas do material foram encaminhadas ao Centro de Tratamento de Resíduos em Igarassu, no Grande Recife.

Voluntários retiram óleo da Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho, neste domingo (20) — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/Whatsapp

Voluntários retiram óleo da Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho, neste domingo (20) — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/Whatsapp

Também neste domingo, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado por representantes da Marinha, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Ibama informou que, desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino, ao longo dos 2.250 quilômetros afetados pelo óleo.

Em entrevista, à noite, o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco cobrou ações de auxílio do governo federal. “O governo federal ainda não está suprindo as necessidades suficientes previstas no Plano Nacional de Contenção de Vazamento de Óleo em Água”, afirma.

A Justiça Federal concedeu, também neste domingo (20), uma liminar a partir de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal para que, em Pernambuco, o governo federal disponibilize todos os equipamentos necessários para fazer o processo de contenção do óleo.

Mancha de óleo é vista em Suape, no Litoral Sul de Pernambuco — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

Mancha de óleo é vista em Suape, no Litoral Sul de Pernambuco — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

Questionado pelo G1 sobre o total em recursos solicitado ao governo federal, Bertotti afirmou que “nesse momento não vai falar em números, mas em equipamentos e recursos”. “Se o governo federal não suprir essas necessidades, o governador Paulo Câmara autorizou que a gente fizesse a compra dos materiais. O secretário de Planejamento está dirigindo esse processo de logística”, afirmou Bertotti.

Para a segunda (21), um sobrevoo está marcado pela manhã. “Ainda tem gente trabalhando nesse processo de monitoramento e no processo de recolhimento de resíduos”, disse. No CTR Pernambuco chegaram 60 toneladas de resíduos descartados adequadamente.

Ajuda ao voluntariado

Segundo o coordenador do movimento Salve Maracaípe, Daniel Galvão, os voluntários que auxiliam no recolhimento do óleo têm recebido ajuda do estado, mas o oferecido não é suficiente.

“A gente não pode dizer que o suporte não está acontecendo. Ele acontece, mas poderia ser melhor. Não tem suporte médico e faltam enfermeiros para avaliar as pessoas e ajudar a tirar o óleo do corpo”, afirma.

Voluntários limpam óleo encontrado na Praia do Cupe, em Ipojuca, no sábado (19) — Foto: Wellignton Pereira/TV Globo

Voluntários limpam óleo encontrado na Praia do Cupe, em Ipojuca, no sábado (19) — Foto: Wellignton Pereira/TV Globo

Ciente do risco de tocar o óleo com as mãos, o voluntário explica que a população tem recebido Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no comitê montado em Ipojuca, mas questiona a falta de um protocolo montado pelo governo.

“O estado poderia fornecer uma roupa padrão, por questão de segurança. Isso poderia acontecer se o governo tivesse decretado estado de emergência. Se isso tivesse sido feito, poderíamos ter acesso a algum tipo de recurso para ajudar no trabalho”, diz Galvão.

De acordo com o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Leonardo Cerquinho, o Porto de Suape forneceu materiais para ajudar os voluntários entre o sábado (19) e o domingo (20).

Ao todo, foram doados 2,6 mil pares de luvas, 1,5 mil sacos plásticos, 950 barris e bombonas, 900 máscaras, 250 pares de botas, seis torres de iluminação móvel, além de pás, ciscadores e sacos de lixo.

Ajuda médica

Segundo o secretário-executivo de Defesa Civil de Pernambuco, coronel Lamartine Barbosa, os voluntários que se sentirem mal após o manuseio do óleo podem procurar unidades municipais de saúde. “O material é contaminante e é orientado que os voluntários só ajudem as equipes municipais e estaduais estando protegidos. Havendo problema de saúde, os municípios recebem nos atendimentos de saúde”, afirmou.

“O dano humano, [a quantidade de] pessoas que de alguma maneira se contaminam, entram no relatório do processo de decretação de situação de emergência que o poder executivo municipal pode fazer com auxílio do poder público estadual”, afirma o secretário-executivo.

Segundo Barbosa, a Defesa Civil do estado está assessorando municípios que têm intenção de decretar situação de emergência, a exemplo de São José da Coroa Grande. “Foi enviado o processo de situação de emergência para a Defesa Civil nacional com expectativa de reconhecimento até amanhã [segunda,21], e o acesso a recursos federais para mitigação desses prejuízos”, afirma.

Histórico em Pernambuco

Na quinta (17), a substância chegou a São José da Coroa Grande. Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a Praia dos Carneiros, de Sirinhaém e Barreiros. No sábado, praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas foram atingidas.

Neste domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Desde as 5h, voluntários e equipes da prefeitura se uniram par retirar o material da água, da areia e do mangue.

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Justiça determina que governo federal e Ibama adotem medidas sobre óleo em praias de PE, sob pena de multa

Por G1 PE

Mancha de óleo é vista em Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, neste domingo (20) — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

Mancha de óleo é vista em Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, neste domingo (20) — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

A Justiça Federal em Pernambuco concedeu, neste domingo (20), uma liminar determinando que o governo federal dê início, em 24 horas, à implementação de uma série de medidas para recolher o óleo que atinge o litoral e proteger áreas sensíveis do estado. Segundo a Marinha, desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino.

A decisão, assinada pelo juiz substituto Augusto Cesar de Carvalho Leal, obriga o governo a implementar barreiras de proteção com equipamentos adequados, além do monitoramento nos ecossistemas mais sensíveis da costa pernambucana, como manguezais, áreas de estuário e recifes de coral. O descumprimento pode acarretar em multa diária de R$ 50 mil.

A liminar foi concedida após uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e diz respeito apenas a Pernambuco. Com a liminar, a União e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem cumprir as determinações em 24 horas, por causa da “grande probabilidade de agravar, de modo intenso, a já catastrófica extensão dos notórios danos socioambientais”, de acordo com a decisão.

Na liminar, a Justiça obriga a União a fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs), inclusive para voluntários, além de recipiente adequado para armazenamento do óleo recolhido, e a implementar o monitoramento contínuo ao longo de “toda a extensão da plataforma continental marítima sob risco, para localização das manchas de óleo no mar”.

Ao Ibama, a Justiça determina que monitore e fiscalize a implementação das medidas pela União, garantindo contenção, recolhimento e adequada destinação do material poluente, e que se manifeste tecnicamente, em 24 horas, sobre as providências a serem adotadas sobre o atendimento, resgate e reabilitação dos animais afetados.

Justiça Federal determinou que governo federal adote medidas sobre óleo em praias de Pernambuco, sob pena de multa diária de R$ 50 mil — Foto: Reprodução/Justiça Federal

Justiça Federal determinou que governo federal adote medidas sobre óleo em praias de Pernambuco, sob pena de multa diária de R$ 50 mil — Foto: Reprodução/Justiça Federal

O governo federal e o Ibama têm cinco dias para apresentar relatórios técnicos sobre as medidas implementadas. Uma audiência de conciliação foi marcada para a sexta-feira (25) “para que sejam acompanhadas as medidas que concretamente venham sendo adotadas pelos envolvidos”.

A audiência acontece na 12ª Vara Federal de Pernambuco e deve envolver representantes do Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Petrobras, Marinha, Capitania dos Portos de Pernambuco, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) e Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco.

Também devem estar presentes representantes da Universidade Federal de PernambucoUniversidade Federal Rural de Pernambuco, Secretaria Executiva de Defesa Civil de Pernambuco, Agência Nacional de Águas e Agência Nacional de Petróleo.

Cabe recurso à decisão, mas, por ser liminar em tutela de urgência, ela precisa ser cumprida de imediato.

Resposta

Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou sobre a decisão. “A AGU acompanha todas as demandas judiciais envolvendo a questão. A instituição tem prestado suporte jurídico aos órgãos federais envolvidos e apresentado as informações necessárias em juízo”, diz o texto.

Críticas

Neste domingo (20), o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti, criticou as medidas dos órgãos federais para conter a chegada do óleo.

“Fizemos a conta e precisamos de três quilômetros de barreiras de contenção para cobrir todas as entradas de estuário do litoral Sul. A gente sente ainda a necessidade de muitos equipamentos que não estão chegando a tempo para a gente fazer ações mais efetivas”, afirmou

Bertotti participou de entrevista coletiva, no Recife, com representantes da Marinha e do Ibama. “Destaco a necessidade de materiais para que a gente possa fazer a coleta. Não temos previsão do fim disso”, disse, mencionando que espera um aumento do apoio após a liminar da Justiça Federal.

O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo, afirmou, no entanto, que as barreiras não têm demonstrado eficácia para combater o problema.

“Na maioria das vezes, dos locais, elas não têm efeito técnico positivo nenhum. É importante que se entenda que a gente quer buscar uma tecnologia diferente, que resolva esse problema. O que resolve o problema é monitorar como a gente está monitorando”, disse.

Óleo recolhido

Neste domingo (20), a Marinha informou que, desde o dia 2 de setembro, foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino, ao longo dos 2.250 quilômetros afetados pelo óleo.

Em Pernambuco, desde a quinta-feira (17), quando as manchas de óleo voltaram a aparecer, já foram retiradas mais de 50 toneladas nas praias do estado. Na quinta, a substância chegou a São José da Coroa Grande.

Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a Praia dos Carneiros, de Sirinhaém Barreiros. No sábado, praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas foram atingidas.

Neste domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Desde as 5h, voluntários e equipes da prefeitura retiram o material da água, da areia e do mangue.

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Óleo atinge mais praias de Cabo de Santo Agostinho e voluntários pedem ‘luva’ e ‘trator’ por mensagem na areia

Por G1 PE e TV Globo

21/10/2019 06h52  Atualizado há 6 minutos


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Grupo escreve 'SOS' junto de mancha de óleo em praia do Cabo de Santo Agostinho

Grupo escreve ‘SOS’ junto de mancha de óleo em praia do Cabo de Santo Agostinho

Praias do município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, voltaram a apresentar óleo nessa segunda-feira (21). Na praia de Itapuama, que já havia registrado a substância no domingo (20), um grupo escreveu na areia “SOS” ao lado de uma mancha

Por volta das 6h30, o grupo que escreveu o pedido de socorro estendeu a mensagem, pedindo por luvas e tratores para auxiliar na retirada do óleo da areia da praia.

Voluntários escrevem na areia para pedir luvas e trator para retirar manchas de óleo da praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, nesta segunda-feira (21) — Foto: Reprodução/TV Globo

Voluntários escrevem na areia para pedir luvas e trator para retirar manchas de óleo da praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, nesta segunda-feira (21) — Foto: Reprodução/TV Globo

Além de Itapuama, o óleo chegou às praias de Enseada dos Corais e da Reserva do Paiva, próximo à divisa com Jaboatão dos Guararapes, nesta segunda. O município também registrou óleo nas praias de Suape, Calhetas e Gaibu.

Às 8h30, sacos de plástico chegaram com o óleo que invadiu a praia do Paiva, entre o Cabo e Jaboatão dos Guararapes. Nos rótulos, há indicações de que o produto foi fabricado na Malásia. No local, representantes da Marinha informaram que o material foi levado à Capitania dos Portos, no Recife, para ser analisado.

Sacos plásticos foram encontrados junto ao óleo, no mar, nas proximidades da praia do Paiva, no Grande Recife — Foto: Elvys Lopes/TV Globo

Sacos plásticos foram encontrados junto ao óleo, no mar, nas proximidades da praia do Paiva, no Grande Recife — Foto: Elvys Lopes/TV Globo

Um dos que acordou cedo para auxiliar na retirada do óleo das praias foi o voluntário Jair Aniceto dos Santos. “Ontem [domingo] foi difícil porque grudou muito nas pedras. Hoje, aqui no Paiva, tem espaço para retirar. É muito triste. Eu moro aqui perto e fico preocupado com os bichos”, relatou Santos.

De acordo com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, o município está deslocando equipamentos de coleta até as áreas afetadas nesta segunda (21). Em relação aos Equipamentos de Proteção Individual, a prefeitura informou que conta com doações feitas por empresas e que conta com a colaboração voluntária de comerciantes para fornecer comida aos voluntários.

“Todos os materiais fornecidos até agora foram um esforço conjunto do governo do estado, que acabou com estoques da Compesa, da CPRH e dos portos de Suape e do Recife. Ontem [20] tivemos contato com empresas que liquidaram seus estoques por orientação do governador Paulo Câmara”, afirmou o secretário de Meio Ambiente do estado, José Bertotti.

Balanço

De 2 de setembro até o domingo (20), foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos das praias do litoral nordestino, ao longo dos 2.250 quilômetros afetados pelo óleo, segundo o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA). No mesmo período, o Ibama fez o registro de 67 animais com manchas de óleo.

O GAA é formado por representantes da Marinha, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Óleo em Pernambuco

Entre a quinta (17) e o domingo (20), Pernambuco recolheu 71 toneladas de óleo das praias do estado. Na quinta, a substância chegou a São José da Coroa Grande.

Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a Praia dos Carneiros, de Sirinhaém e Barreiros. No sábado, praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas.

No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Voluntários e equipes se uniram para retirar o material da água, da areia e do mangue.

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Pai e filha morrem em acidente na BR-104 em Taquaritinga do Norte

Por G1 Caruaru

Acidente na BR-104 em Taquaritinga do Norte — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Acidente na BR-104 em Taquaritinga do Norte — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Pai e filha morreram em um acidente na BR-104, em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, na tarde deste sábado (19). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF),o motorista de uma caminhonete entrou na contramão da rodovia e colidiu em um carro. O carro tentou desviar e atingiu uma motocicleta.

Ainda segundo a PRF, a jovem de 18 anos, identificada como Lara Coelho, morreu no local, enquanto o pai dela, Nelson Coelho, e uma amiga foram socorridos para um hospital. Nelson estava em estado grave e morreu na unidade de saúde. O estado da amiga de Lara não foi informado.

Um homem e uma mulher que estavam na moto também ficaram feridos e foram levados para o hospital. Não se sabe o estado de saúde do homem, mas a mulher morreu no hospital.

O motorista da caminhonete fugiu do local do acidente sem prestar esclarecimentos.

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Manchas de óleo avançam e atingem Praia dos Carneiros, em Tamandaré

Por G1 PE e TV Globo

Manchas de óleo atingem Praia dos Carneiros, em Tamandaré

Manchas de óleo atingem Praia dos Carneiros, em Tamandaré

Manchas de óleo foram registradas na Praia dos Carneiros, em Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco. A informação foi confirmada pela secretário de Meio Ambiente do estado, José Bertotti, e pelo capitão da Marinha Gilson Cunha, na manhã desta sexta-feira (18). As manchas voltaram a surgir no estado na quinta (17), em São José da Coroa Grande.

A praia é uma das mais procuradas de Pernambuco. “Fragmentos de mancha chegaram agora pela manhã na Praia dos Carneiros. Não são manchas extensas como registramos em São José da Coroa Grande. Elas chegaram fragmentadas e pela maré. Ali existe uma grande Área de Proteção Ambiental, e estamos fazendo esse trabalho de contenção”, afirmou o secretário.

O capitão da Marinha, que faz parte da equipe que veio do Rio Grande do Norte auxiliar os trabalhos em Pernambuco, apontou que o clima auxiliou no avanço do óleo pelo litoral pernambucano. “A força do vento aumentou e isso facilitou a chegada de novas camadas de óleo, atingindo Carneiros”, disse.

Óleo chegou a Praia dos Carneiros, em Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, nesta sexta-feira (18) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Óleo chegou a Praia dos Carneiros, em Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, nesta sexta-feira (18) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Com a reincidência do problema em Pernambuco, a prioridade é evitar que o óleo chegue em áreas estuarinas. Helicópteros e embarcações fazem o monitoramento do litoral pernambucano.

“Fizemos o fechamento da entrada do Rio Persununga, que fica próximo à divisa entre Pernambuco e Alagoas, e do Rio Una, depois que fizemos a limpeza de uma mancha que apareceu na foz”, afirma.

O foco nesse trabalho é para evitar a perda de espécies como o mero, um peixe comum na costa pernambucana. “Para que ele fique grande e bonito, ele nasce no estuário”, explica Bertotti.

A força-tarefa está com dois postos avançados para atuar e monitorar as manchas no estado. O primeiro foi instalado em São José da Coroa Grande, primeira cidade pernambucana a ser atingida novamente pelo óleo e a mais próxima da divisa com Alagoas. O segundo, foi montado em Maracaípe, praia paradisíaca do município de Ipojuca, no Grande Recife.

A prefeitura de Ipojuca instaurou, na cidade, um gabinete de crise para acompanhar a situação do óleo. Além de Maracaípe, o município é rota turística devido as praias de Porto de Galinhas e Muro Alto. Em nota, a Marinha do Brasil informou que a população pode relatar o surgimento de manchas em praias através do telefone 185.

Óleo recolhido

Na quinta (17), o governo divulgou que ao menos 1,2 mil litros de óleo foram recolhidos em alto-mar pela força-tarefa montada para diminuir o impacto das manchas de petróleo que atingem a costa do Nordeste desde abril. AO estado também disse que uma mancha de um metro de diâmetro foi identificada na foz do Rio Una, que nasce em Capoeiras, no Agreste

A mancha recolhida estava no mar de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco. A cidade fica na divisa com Alagoas e, antes do aparecimento da substância na quinta, foi a última localidade pernambucana a registrar o problema, em 25 de setembro. Durante a tarde, parte da mancha foi recolhida na praia.

A partir desta sexta-feira (18), segundo o governo, fica instituída uma Sala de Situação no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, para monitorar as manchas de óleo. O trabalho é feito utilizando helicópteros e embarcações.

A Sala de Situação reúne representantes das Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, da Defesa Civil e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que atuam no caso.

Mancha de petróleo apareceu no mar de São José da Coroa Grande — Foto: Reprodução/TV Globo

Mancha de petróleo apareceu no mar de São José da Coroa Grande — Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, parte da mancha que flutuava no mar de São José da Coroa Grande foi interceptada. Mesmo assim, a substância chegou à praia e foi removida por voluntários e órgãos governamentais, com a ajuda de uma retroescavadeira.

Ainda segundo Bertotti, o esforço deve ser realizado para evitar que a mancha atinja os bancos de corais, para não danificar ainda mais o ecossistema existente nessas estruturas e para evitar que o petróleo se disperse ainda mais. O secretário cobrou que o governo federal identifique qual é a fonte causadora de problema.

Manchas em Pernambuco e Alagoas

Manchas de petróleo voltaram a ser vistas em Pernambuco. Durante voo realizado na tarde da quinta-feira (17), o Globocop sobrevoou a costa pernambucana e avistou a substância no mar, na altura de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul.

Horas depois, as manchas chegaram a algumas áreas na areia da praia, em São José da Coroa Grande. Um dos pontos em que o óleo foi achado fica nas proximidades do Restaurante Castelinho.

São José fica a três quilômetros de distância da divisa com Alagoas, onde também apareceram as manchas. A cidade tem como principal a atividade econômica o turismo. Cerca de três mil pescadores atuam na região.

Mais cedo, um sobrevoo feito pelo governo constatou o reaparecimento de manchas de óleo em Japaratinga e registro em Maragogi, ambas praias de Alagoas, num trecho próximo à divisa com Pernambuco. Por causa disso, ações de monitoramento foram montadas por uma força-tarefa para remover o material em alto-mar.

Mancha de petróleo voltou a aparecer no Litoral de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Mancha de petróleo voltou a aparecer no Litoral de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

A mancha tem cerca de 15 metros de extensão por três metros de largura. Ela foi vista na baía de São José, perto dos arrecifes, segundo informações extraoficiais de integrantes da força-tarefa.

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) informou que seguiu para o local para averiguar a situação. As manchas de petróleo não atingiam Pernambuco desde o dia 25 de setembro. O último registro também ocorreu em São José da Coroa Grande.

O sobrevoo feito pelo governo na divisa entre Pernambuco e Alagoas constatou três manchas de óleo em alto-mar, a um quilômetro da praia de Peroba, no litoral alagoano, antes da chegada da substância a Pernambuco.

Entre agosto e setembro, as manchas de óleo foram vistas em 19 praias de dez municípios pernambucanos.

Aproximadamente 400 metros de boias de contenção e outros 400 metros de mantas foram enviadas ao posto avançado de São José da Coroa Grande, que conta com a presença de voluntários da sociedade civil e representantes dos governos federal, estadual e municipal. Entre os voluntários, estão cerca de três mil pescadores da Colônia Z9.

A decisão de enviar equipes de Pernambuco até o litoral alagoano ocorreu durante uma reunião na manhã da quinta (17), na sede da Capitania dos Portos, no Centro do Recife. Além de representantes da Marinha, participaram membros das secretarias de Turismo e Meio Ambiente de Pernambuco, Ibama e Defesa Civil do estado.

Manchas em Pernambuco

Segundo Bertotti, o estado registrou o aparecimento das manchas de óleo no fim de agosto e no início de setembro. No dia 25 do mesmo mês, todos os locais que tiveram registro do produto já estavam totalmente limpos.

A reunião desta quinta-feira, que decidiu pela atuação em alto-mar para conter as manchas, contou com representantes das instituições que compõem a força-tarefa montada em Pernambuco, como a Secretaria e a Agência Estadual de Meio Ambiente, se reúnem na sede da Marinha, no Recife, para discutir ações de prevenção e contenção das manchas.

Essa foi a segunda reunião geral sobre o tema em Pernambuco, já que outro encontro, com representantes dos estados do Nordeste, ocorreu no dia 1º de outubro.

Ação federal

Na quarta (16), o G1 mostrou que o monitoramento de imagens de satélite da costa brasileira para investigar a origem das manchas de óleo no Nordeste não encontrou indícios da substância na superfície marinha.

No mesmo dia, a Petrobras anunciou que 200 toneladas de resíduos de óleo foram recolhidas em praias do Nordeste. A empresa disse que, desde 12 de setembro, mobilizou 1,7 mil agentes ambientais para a limpeza das praias e 50 funcionários para planejar a resposta ao desastre ambiental.

Segundo o balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), 76 municípios foram afetados em todos os 9 estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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Confusão entre prefeito e vereadores na Câmara Municipal de Timbaúba vira caso de polícia

Por G1 PE

Prefeito e vereadores de Timbaúba se envolvem em confusão

Prefeito e vereadores de Timbaúba se envolvem em confusão

Uma confusão entre o prefeito e vereadores de Timbaúba, na Zona da Mata de Pernambuco, virou caso de polícia, na noite da quarta-feira (16). Segundo a prefeitura, a briga ocorreu durante uma sessão marcada na Câmara, para discutir o pedido de remanejamento de verba de R$ 13 milhões, feito pelo chefe do executivo, Ulisses Felinto (PSDB(veja vídeo acima).

Imagens enviadas ao WhatsApp da TV Globo mostram o momento em que um grupo de pessoas discute, calorosamente, na Câmara de Vereadores. A Polícia Militar informou que a confusão envolveu o prefeito e alguns vereadores.

A prefeitura de Timbaúba informou que o remanejamento da verba não foi votado pelos vereadores e que isso teria resultado na demissão de 300 funcionários. Ao G1, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da cidade, Reny Melo, informou que a confusão começou após a demissão de parte dos servidores.

Ele afirma que, no início da sessão, a primeira secretária “leu o projeto vagarosamente, destruindo todos os pontos e vírgulas para cansar a população, que invadiu a Câmara e o prefeito ficou tentando acalmar”.

Confusão foi registrada na Câmara Municipal de Timbaúba — Foto: Reproução/WhatsApp

Confusão foi registrada na Câmara Municipal de Timbaúba — Foto: Reproução/WhatsApp

Reny informa que o “corte” é consequência da não aprovação do remanejamento de verba pedido pela prefeitura. “Desde o início do ano, os vereadores não votam a favor do remanejamento que a prefeitura pede. Falamos em R$ 13 milhões e eles concederam R$ 4,5 milhões. Foi preciso fazer um corte urgente, para não chegarmos ao fim do mês sem dinheiro para pagar o salário do povo”, afirma o secretário.

O secretário diz que os R$ 13 milhões foram solicitados para cumprir o pagamento do salário dos funcionários dos postos de saúde, limpeza urbana e assistência social e finalizar a reforma de algumas escolas. Esse valor, segundo ele, também seria usado para o calçamento do bairro Queimada e para a compra de uma máquina de asfalto.

“As pessoas apareceram na porta da Câmara para cobrar a votação do remanejamento, que sequer foi votado pelos vereadores. Sem o valor pedido, ninguém pode ser recontratado”, disse Reny.

Por meio de nota, a PM informou que foi acionada para uma ocorrência envolvendo o prefeito e os vereadores do município e que, com a chegada da corporação, “a situação foi controlada sem nenhuma alteração”. O G1 tenta contato com a Câmara de Vereadores.

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Choro por personagem de novela viraliza e Juliana Paes envia vídeo para consolar menina

Por Ronan Tardin, TV Globo

Criança chora por desclassificação de Maria da Paz em concurso da novela e vídeo viraliza

Criança chora por desclassificação de Maria da Paz em concurso da novela e vídeo viraliza

Um vídeo que mostra uma criança de 5 anos em Ipojuca, no Grande Recife, chorando ao assistir o capítulo em que Maria da Paz perde a competição do Best Cake, na novela “A Dona do Pedaço”, viralizou nas redes sociais. A gravação que mostra a tristeza da menina Milka Lavínia ao ver a personagem fora da disputa chegou até a atriz Juliana Paes, que interpreta a protagonista da trama. Ela gravou um vídeo especial para consolar a garota

“Lavínia, amor. Aqui é Maria da Paz falando. Olha só, deixa eu falar uma coisa para você. Eu vou voltar para o Best Cake em uma repescagem e acho que vou me dar muito bem nesse concurso! Então, não chora mais, continua torcendo. Eu acho que vai dar certo sua torcida, tá bom?”, disse a atriz, interpretando a personagem principal da novela.

Criança de 5 anos se desesperou com desclassificação de Maria da Paz em concurso da novela 'A Dona do Pedaço' — Foto: Reprodução/Internet

Criança de 5 anos se desesperou com desclassificação de Maria da Paz em concurso da novela ‘A Dona do Pedaço’ — Foto: Reprodução/Internet

NE1 visitou a casa de Lavínia, que preparou um bolo junto com a mãe para receber a equipe de reportagem. “Eu gosto de Maria da Paz porque ela faz bolos. A mulher colocou sal no bolo dela, mas ela vai ganhar. Ela consegue”, afirma Lavínia.

O recado da personagem favorita emocionou a criança, que prometeu continuar na torcida por Maria da Paz. “Eu fiquei muito feliz de saber que você está torcendo muito para mim, tá bem, minha linda? Um beijo para você e continua torcendo lá para o Best Cake, tá?”, afirmou Juliana Paes na gravação.

Atriz Juliana Paes gravou vídeo para consolar a criança — Foto: Reprodução/TV Globo

Atriz Juliana Paes gravou vídeo para consolar a criança — Foto: Reprodução/TV Globo

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Manchas de óleo voltam a aparecer em Pernambuco

Por G1 PE e TV Globo

17/10/2019 15h23  Atualizado há 2 horas

Manchas de óleo voltam a aparecer em Pernambuco

Reprodução/TV Globo

Manchas de petróleo voltaram a ser vistas em Pernambuco. Durante voo realizado na tarde desta quinta-feira (17), o Globocop sobrevoou a costa pernambucana e avistou a substância no mar, na altura de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul.

Horas depois, as manchas chegaram a algumas áreas na areia da praia, em São José da Coroa Grande. Um dos pontos em que o óleo foi achado fica nas proximidades do Restaurante Castelinho.

Mancha de óleo foi encontrada, nesta quinta-feira (17), na areia da praia em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Mancha de óleo foi encontrada, nesta quinta-feira (17), na areia da praia em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

São José fica a três quilômetros de distância da divisa com Alagoas, onde também apareceram as manchas. A cidade tem como principal a atividade econômica o turismo. Cerca de três mil pescadores atuam na região.

Os moradores realizaram um mutirão de limpeza. Uma retroescavadeira foi usada para retirar o óleo da areia. A preocupação é com o risco de a substância atingir as barreiras de corais, que têm sete quilômetros de extensão.

Trrator foi usado para retirar óleo que estava na areia em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco.  — Foto: Reprodução/TV Globo

Trrator foi usado para retirar óleo que estava na areia em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco. — Foto: Reprodução/TV Globo

Também à tarde, fuzileiros navais do Rio Grande do Norte chegaram a São José da Coroa Grande para ajudar a fazer a limpeza do óleo. Segundo o o capitão Cunha, que comanda a equipe, são 104 homens mobilizados.

“Temos também mais 53 fuzileiros atuando na área de Maceió. Estamos com equipamentos e caminhões para facilitar o trabalho”, afirmou.

O capitão disse, ainda, que o trabalho conta com pessoal das capitanias dos portos de vários estados. “Precisamos remover o óleo e armazenar de forma correta para descartar. Devemos evitar que ele seja retirado de um lugar e colocado em outro, prejudicando o ambiente”, comentou.

Moradores montaram mutirão para retirar manchas de óleo que apareceram na areia da praia, em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Moradores montaram mutirão para retirar manchas de óleo que apareceram na areia da praia, em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Sobrevoo

Mais cedo, um sobrevoo feito pelo governo constatou o reaparecimento de manchas de óleo em Japaratinga e registro em Maragogi, ambas praias de Alagoas, num trecho próximo à divisa com Pernambuco.

Por causa disso, ações de monitoramento foram montadas por uma força-tarefa para remover o material em alto-mar.

A mancha tem cerca de 15 metros de extensão por três metros de largura. Ela foi vista na baía de São José, perto dos arrecifes, segundo informações extraoficiais de integrantes da força-tarefa.

Mancha de petróleo voltou a aparecer no Litoral de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

Mancha de petróleo voltou a aparecer no Litoral de Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) informou que seguiu para o local para averiguar a situação. As manchas de petróleo não atingiam Pernambuco desde o dia 25 de setembro. O último registro também ocorreu em São José da Coroa Grande.

O sobrevoo feito pelo governo na divisa entre Pernambuco e Alagoas constatou três manchas de óleo em alto-mar, a um quilômetro da praia de Peroba, no litoral alagoano, antes da chegada da substância a Pernambuco.

Entre agosto e setembro, as manchas de óleo foram vistas em 19 praias de dez municípios pernambucanos.

G1 entrou em contato com a CPRH e com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade para confirmar a chegada da mancha ao estado e saber sobre a remoção da substância e aguarda resposta.

Monitoramento

Com a possibilidade de as correntes marítimas arrastarem o produto até a costa pernambucana, uma força-tarefa instala boias e mantas nesta quinta, para remover o material em alto-mar.

As equipes, que envolvem instituições federais, estaduais e a sociedade civil, saíram de São José da Coroa Grande para retirar a substância em Alagoas.

A maior das manchas tem cerca de três metros de diâmetro. A gerente de Política Costeira da Secretaria do Meio Ambiente de Pernambuco, Andrea Olinto, as duas menores têm o tamanho de um pneu de caminhão. Para ela, o impacto das manchas é enorme.

“A ameaça é enorme, porque o nosso Litoral Sul é um banco de corais. Temos os manguezais, os estuários, a nossa vida marinha depende desses ecossistemas, porque eles têm toda uma bioconectividade. A importância é enorme e, quando você tem um impacto brutal desse, dessas manchas, vai afetar a vida marinha”, afirma.

Aproximadamente 400 metros de boias de contenção e outros 400 metros de mantas chegaram às 9h30 ao posto avançado, que conta com a presença de voluntários da sociedade civil e representantes dos governos federal, estadual e municipal. Entre os voluntários, estão cerca de três mil pescadores da Colônia Z9. Segundo a presidente da associação, Enilde Lima, eles se juntaram para tentar conter as manchas.

“A gente está com rádios amadores na colônia e estamos em contato com os pescadores que estão no mar e estamos aqui, em alerta. Os pescadores estão à disposição para conter essa mancha”, afirma Enilde.

A decisão de enviar equipes de Pernambuco até o litoral alagoano ocorreu durante uma reunião na manhã nesta quinta (17), na sede da Capitania dos Portos, no Centro do Recife.

Além de representantes da Marinha, participaram membros das secretarias de Turismo e Meio Ambiente de Pernambuco, Ibama e Defesa Civil do estado.

Manchas em Pernambuco

Segundo Bertotti, o estado registrou o aparecimento das manchas de óleo no fim de agosto e no início de setembro. No dia 25 do mesmo mês, todos os locais que tiveram registro do produto já estavam totalmente limpos.

A reunião desta quinta-feira, que decidiu pela atuação em alto-mar para conter as manchas, contou com representantes das instituições que compõem a força-tarefa montada em Pernambuco, como a Secretaria e a Agência Estadual de Meio Ambiente, se reúnem na sede da Marinha, no Recife, para discutir ações de prevenção e contenção das manchas.

Essa foi a segunda reunião geral sobre o tema em Pernambuco, já que outro encontro, com representantes dos estados do Nordeste, ocorreu no dia 1º de outubro.

Ação federal

Na quarta (16), o G1 mostrou que o monitoramento de imagens de satélite da costa brasileira para investigar a origem das manchas de óleo no Nordeste não encontrou indícios da substância na superfície marinha.

No mesmo dia, a Petrobras anunciou que 200 toneladas de resíduos de óleo foram recolhidas em praias do Nordeste. A empresa disse que, desde 12 de setembro, mobilizou 1,7 mil agentes ambientais para a limpeza das praias e 50 funcionários para planejar a resposta ao desastre ambiental.

Segundo o balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) divulgado na quarta-feira (15), 178 localidades foram afetadas.

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Força-tarefa atua em alto-mar para retirar óleo visto em sobrevoo entre Pernambuco e Alagoas

Por Marina Meireles e Beatriz Castro, G1 PE e TV Globo

Força-tarefa atua em área onde manchas de óleo foram vistas na divisa entre PE e AL

Força-tarefa atua em área onde manchas de óleo foram vistas na divisa entre PE e AL

Um sobrevoo feito na divisa entre Pernambuco e Alagoas, na manhã desta quinta-feira (17), constatou três manchas de óleo em alto-mar, a um quilômetro da praia de Peroba, no litoral alagoano. Com a possibilidade de as correntes marítimas arrastarem o produto até a costa pernambucana, uma força-tarefa instala boias e mantas nesta quinta para remover o material em alto-mar

As equipes, que envolvem instituições federais, estaduais e a sociedade civil, saíram de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco, para retirar a substância em Alagoas. A maior das manchas tem cerca de três metros de diâmetro. “As duas menores têm o tamanho de um pneu de caminhão”, explicou a gerente de Política Costeira da Secretaria do Meio Ambiente de Pernambuco, Andrea Olinto.

“Primeiro fomos tomados de surpresa, mas agora estamos agindo preventivamente”, disse o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti.

Aproximadamente 400 metros de boias de contenção e outros 400 metros de mantas chegaram às 9h30 ao posto avançado, que conta com a presença de voluntários da sociedade civil e representantes dos governos federal, estadual e municipal.

Entre os voluntários, estão os pescadores da Colônia Z9. “Estamos todos mobilizados, dando apoio às embarcações. A gente está com radioamador aqui na Colônia, em contato com os pescadores que estão no mar. A gente está alerta. Todos os pescadores estão à disposição para conter essas manchas”, declarou a presidente da Colônia, Enilde Lima.

A decisão de enviar equipes de Pernambuco até o litoral alagoano ocorreu durante uma reunião na manhã nesta quinta (17), na sede da Capitania dos Portos, no Centro do Recife. Além de representantes da Marinha, participaram membros das secretarias de Turismo e Meio Ambiente de Pernambuco, Ibama e Defesa Civil do estado.

Manchas foram encontradas pelo Globocop nesta quinta (17), na divisa entre Pernambuco e Alagoas — Foto: Reprodução/TV Globo

Manchas foram encontradas pelo Globocop nesta quinta (17), na divisa entre Pernambuco e Alagoas — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo Bertotti, não foi possível identificar a dimensão do óleo abaixo da superfície. “Por isso, estamos fazendo a remoção para ter uma ideia do quanto foi retirado. Ainda não sabemos onde o material será analisado, em Pernambuco ou Alagoas, mas vamos definir isso em reunião”, declarou.

O processo é feito para evitar danos no ecossistema. “Se chegar à areia e ao mangue, por exemplo, é muito prejudicial”, disse Bertotti.

São José da Coroa Grande tem cerca de sete quilômetros de arrecifes e a preocupação do município é que o óleo atinja essa barreira natural, dificultando o trabalho de limpeza. “Aqui é a terra das piscinas naturais, essa manchas de óleo iam penetrar nos arrecifes e pouca coisa ia chegar na areia. É difícil remover lá no arrecife”, afirmou Ivan Aguiar, coordenador da Defesa Civil de São José da Coroa Grande.

O secretário de Meio Ambiente de Pernambuco também afirma que é preciso cobrar do governo federal a execução do Plano Nacional de Contingência de Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional, criado através de um decreto em 2013. Esse protocolo determina o modus operandi em casos como esse.

“Tivemos os primeiros registros no fim de agosto, mas o governo federal só iniciou as ações através de uma portaria apenas em 7 de outubro, e essa portaria deveria somente complementar esse Plano. É a execução desse protocolo que temos que cobrar do governo federal e eles devem prestar conta do que está sendo feito”, afirma.

Manchas em Pernambuco

Segundo Bertotti, o estado registrou o aparecimento das manchas de óleo no fim de agosto e no início de setembro. No dia 25 do mesmo mês, todos os locais que tiveram registro do produto já estavam totalmente limpos.

A reunião desta quinta-feira, que decidiu pela atuação em alto-mar para conter as manchas, contou com representantes das instituições que compõem a força-tarefa montada em Pernambuco, como a Secretaria e a Agência Estadual de Meio Ambiente, se reúnem na sede da Marinha, no Recife, para discutir ações de prevenção e contenção das manchas.

Essa foi a segunda reunião geral sobre o tema em Pernambuco, já que outro encontro, com representantes dos estados do Nordeste, ocorreu no dia 1º de outubro.

Monitoramento federal

Na quarta (16), o G1 mostrou que o monitoramento de imagens de satélite da costa brasileira para investigar a origem das manchas de óleo no Nordeste não encontrou indícios da substância na superfície marinha.

No mesmo dia, a Petrobras anunciou que 200 toneladas de resíduos de óleo foram recolhidas em praias do Nordeste. A empresa disse que, desde 12 de setembro, mobilizou 1,7 mil agentes ambientais para a limpeza das praias e 50 funcionários para planejar a resposta ao desastre ambiental.

Segundo o balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) divulgado na quarta-feira (15), 178 localidades foram afetadas.

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