MPPE abre inquérito para avaliar riscos de moradia no Edifício Holiday, no Recife

Por Pedro Alves, G1 PE

Edifício Holiday fica no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Edifício Holiday fica no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para analisar as condições de habitabilidade do Edifício Holiday, localizado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. De acordo com a portaria, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (2), o prédio, que foi construído em 1957, apresenta riscos aos seus moradores e frequentadores.

O inquérito do MPPE foi aberto a partir de um relatório enviado pelo Corpo de Bombeiros, apontando problemas nas instalações do edifício. Na segunda-feira (18), a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) tentou desligar o fornecimento de energia no local, moradores impediram e uma queixa foi registrada pela concessionária na polícia.

O MPPE também investiga se há negligência do poder público e outros órgãos em relação aos riscos do edifício. Na portaria, publicada pela promotora de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, Maria Lizandra Lira de Carvalho, é citada a existência de risco de incêndio e um “possível colapso” da edificação.

Edifício Holiday, no Recife, foi construído em 1957 — Foto: Reprodução/TV Globo

Edifício Holiday, no Recife, foi construído em 1957 — Foto: Reprodução/TV Globo

A portaria também solicita que a prefeitura do Recife faça um cadastro socioeconômico dos moradores do edifício. De acordo com o secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, o cadastro deve ser iniciado na quinta-feira (21). Nesta quarta (20), foi realizada uma reunião entre moradores, bombeiros e a prefeitura, no edifício sede do Executivo municipal, no Bairro do Recife, na área central da cidade.

De acordo com o tenente-coronel Erick Aprígio, chefe de fiscalização do Corpo de Bombeiros, os riscos oferecidos pelo prédio vão desde potencial de incêndio a possíveis problemas na estrutura do edifício.

“O risco de incêndio é muito grande, por causa da sobrecarga de eletricidade na fiação. Há muitas instalações irregulares, principalmente por causa de comércio irregular nos apartamentos. Muita gente tem cozinhas com equipamentos que puxam muita energia, em condições precárias de instalação e isso é muito perigoso. Também há o acúmulo de lixo, que aumenta o risco de incêndio”, diz.

Ainda segundo Erick Aprígio, os bombeiros estão reunindo uma série de laudos feitos pela Celpe, pela Defesa Civil e pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Crea), para avaliar a estrutura do prédio. A partir dos resultados, a corporação deve saber os próximos passos do que pode ser feito pelos moradores do Holiday.

“A situação do prédio é crítica, mas foram os moradores que deixaram chegar a esse ponto. Tem que se evitar uma tragédia, mesmo que eles tenham que sair da edificação. É melhor sair preventivamente do que após um desastre. A manifestação que eles fizeram durante a tentativa de desligamento da Celpe é válida, mas, se for para preservar vidas humanas, vamos fazer a interdição”, afirma Aprígio.

Moradores no Edifício Holiday, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Moradores no Edifício Holiday, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo João Braga, no questionário socioeconômico solicitado pelo MPPE, a prefeitura deve analisar quantas pessoas são impactadas pelas condições do Holiday e como os moradores podem fazer as modificações necessárias para resolverem os problemas.

“Isso é uma tragédia anunciada, se não tivermos, por parte dos moradores, uma resposta à altura do drama que eles estão vivendo. Uma boa parte deles não paga energia, não paga condomínio, o esgoto está a céu aberto. Vamos cadastrar todo mundo até sábado (23), eles abriram uma conta bancária para viabilizar as obras de recuperação do prédio. Tudo isso pode minimizar os problemas”, declara.

Além da prefeitura, foram solicitadas, pelo MPPE, análises realizadas pela Celpe, Crea, Vigilância Sanitária, Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco, Defensoria Pública, Defesa Civil e Secretaria de Habitação.

O prédio

O Edifício Holiday tem 63 anos de fundação e, no local, há 476 apartamentos, divididos em 17 andares, onde moram, segundo o síndico, cerca de 3 mil pessoas. No térreo, funcionam dezenas de pontos comerciais.

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Carros, dólares, euros e documentos são apreendidos pela PF em operação contra desvio milionário no Sistema S

Por G1 PE

Polícia Federal (PF) divulgou, nesta quarta (20), um balanço parcial das 47 ações de busca e apreensão da Operação Fantoche, que investiga desvio milionário de verbas através de contratos com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S, como o Sesi. Em Pernambuco, os agentes recolheram R$ 26.736, em dólares e euros, quatro veículos, além de documentos e computadores.

As informações sobre o trabalho em outros cinco estados e no Distrito Federal não foram repassadas pela PF. Na operação, deflagrada na terça-feira (19), foram cumpridos dez mandados de prisão. Entre os detidos, estavam o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Róbson Braga, e o presidente da Federação das Indústria de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger.

Também foram presos o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Francisco de Assis Benevides Gadelha, e um dos vice-presidentes da CNI; e presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade. Os quatro foram soltos ainda na terça e devem ficar afastados das atividades durante 90 dias, por determinação da Justiça Federal.

Também foram soltos o advogado Hebron Costa Oliveira e a publicitária Lina Rosa Vieira, sócia da Aliança Comunicação e Cultura, uma das empresas investigadas. Quatro empresários tiveram a prisão temporária por cinco dias decretada pela Justiça e seguiram para o Centro de Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.

São eles: os irmãos Luiz Antônio e Luiz Otávio Vieira da Silva, também sócios da Aliança; Jorge Tavares Pimentel Junior, sócio da Neves e Silva Produção; e Júlio Ricardo Rodrigues Neves, sócio da Idea Locação de Estruturas e Iluminação, outras duas empresas investigadas.

Veículo está entre os itens aprendidos pela Operação Fantoche, em Pernambuco, na terça-feira (19) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Veículo está entre os itens aprendidos pela Operação Fantoche, em Pernambuco, na terça-feira (19) — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Apreensões

No balanço divulgado pela PF, consta que os agentes apreenderam 6.400 dólares americanos, 325 euros e 575 dólares canadenses. Entre os veículos apreendidos, estão caminhonetes de luxo. Além disso, foram recolhidos notas fiscais, contratos e recibos das empresas investigadas.

Todo o material aprendido na Operação Fantoche é encaminhado para a sede da Polícia Federal em Pernambuco, no Bairro do Recife, na área central da cidade, inclusive os itens recolhidos em outros estados.

Com a perícia técnica, a PF pretende levantar mais informações para apoiar as investigações em andamento. Com esse material, segundo a corporação, é possível conseguir outras provas da participação dos envolvidos no esquema criminoso. A PF disse, ainda, que não está descartada a possibilidade de novos fatos surgirem, como outras pessoas ou empresas suspeitas.

Caso isso aconteça, pode ocorrer a deflagração de uma nova fase da Operação Fantoche, com o objetivo de cumprir mais ordens judiciais.

Documentos apreendidos na Operação Fantoche são analisados pela PF — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Documentos apreendidos na Operação Fantoche são analisados pela PF — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Justiça

Os mandados judiciais da Operação Fantoche foram expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco. A ação teve início a partir de relatórios de auditoria elaborados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria Geral da União (CGU) em Pernambuco.

Esses documentos tratavam de uma suposta associação criminosa envolvendo entidades que integram o Sistema S para a prática de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

Esses crimes eram praticados, segundo a Justiça Federal, por meio da utilização de empresas de fachada ou fantasmas e organizações sem fins lucrativos. Assim, contratações diretas eram justificadas sem comprovar os devidos processos licitatórios e cotações de preços. Foram verificados valores superfaturados e falta de execução em alguns serviços contratados.

Entenda o caso

A investigação aponta que um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos desde 2002 por meio de convênios tanto com o ministério quanto com o Sesi. Eles receberam mais de R$ 400 milhões por esses serviços.

Conforme as investigações, a empresa mais beneficiada com os supostos delitos cometidos seria a Aliança Comunicação e Cultura Ltda. A empresa celebrou diversos contratos com o Sesi para desenvolver uma série de projetos culturais, a exemplo do “Cine Sesi Cultural” e o “Sesi Bonecos do Mundo”, sem a realização de licitação ou procedimento preliminar de cotação de preços.

A Aliança era contratada diretamente pelos departamentos do Sesi por inexigibilidade de licitação, já que ela seria a idealizadora dos produtos contratados. Os procedimentos foram contestados pelo TCU e pela CGU.

O sócio da Aliança Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva já tinha sido preso, em 2013, durante a Operação Esopo, em Minas Gerais, por irregularidades nos contratos relacionados à execução do Festival Internacional de Teatro de Objetos (Fito), entre 2009 e 2010.

Foram cumpridos, ainda, outros 47 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Pernambuco, São PauloParaíbaMato Grosso do SulMinas Gerais Alagoas.

Confira as respostas na íntegra

Confederação Nacional da Indústria:

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem conhecimento de que o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, está na Polícia Federal, em Brasília, prestando esclarecimentos sobre a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (19/02). A CNI não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido. Como sempre fez, a entidade está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades.”

Sesi:

“Sobre as recentes investigações ao Sistema S, esclarecemos que todos os contratos de patrocínio do Sesi respeitam as leis de licitação e tem processo transparente publicado em jornais. Informamos ainda que a entidade vai colaborar no que for possível com as investigações realizadas pela polícia.”

Fiepe:

“Sobre a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (19/02), a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) informa que o seu presidente, Ricardo Essinger, está prestando esclarecimentos na Polícia Federal. Todos os processos atendem, criteriosamente, às exigências licitatórias previstas em lei a equipe técnica da entidade está à disposição para contribuir com a documentação que for solicitada pelos responsáveis pela investigação.”

Fiea:

“A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) tem conhecimento de que o presidente da entidade, José Carlos Lyra de Andrade, está na Polícia Federal, em Brasília, prestando esclarecimentos sobre a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (19/02). A Fiea não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido. Como sempre fez, a entidade está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades.”

Fiep:

“A Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, tomou conhecimento sobre operação de âmbito nacional, cujo teor das investigações ainda são superficiais, basicamente através de informações da imprensa.

O Presidente Francisco Gadelha está no cumprimento de compromissos em viagem anteriormente marcada e se apresentará espontaneamente às autoridades nesta quarta-feira (20), em Recife, para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários e determinou que sejam prestadas todas as informações requisitadas pelos órgãos competentes para colaborar e esclarecer quaisquer fatos necessários. Ele acrescenta, ainda, que o Sistema Indústria da Paraíba está tranquilo e sem qualquer receio.”

Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg):

“A respeito da operação ‘Fantoche’ deflagrada hoje pela Polícia Federal em Pernambuco, com reflexos em outros estados, o Sistema FIEMG informa que apoia o trabalho da PF e está colaborando no fornecimento de todas as informações e documentações solicitadas. A entidade está pronta a cooperar, reforça que a atual gestão preza pela transparência e estará sempre ao lado dos interesses da sociedade.”

Ministério do Turismo:

“A atual gestão do Ministério do Turismo já determinou uma auditoria completa em todos os convênios da pasta e cancelou convênio no valor de R$ 1 milhão antes mesmo de tomar conhecimento da investigação da polícia federal. É importante esclarecer que nenhum contrato foi assinado nesta gestão. O Ministério do Turismo está à disposição para colaborar na apuração dos fatos.”

Aliança Comunicação e Cultura:

“A Aliança Comunicação e Cultura reafirma seu compromisso em produzir projetos culturais com conteúdo de altíssima qualidade, e que têm se traduzido em sucesso de público e de crítica por quase 20 anos. Ao longo desse tempo, levamos o que há de melhor no mundo das artes para mais de 10 milhões de brasileiros, em todos os estados da federação e no Distrito Federal, sempre com acesso gratuito. Reforçamos, ainda, que todos os nossos projetos passam por auditorias internas e externas, sem qualquer tipo de restrições quanto a qualidade e a entrega de TODOS os itens contratados. Nesse momento, estamos nos empenhando ao máximo para esclarecer todos os questionamentos levantados pela Polícia Federal. É do nosso maior interesse que tudo seja elucidado o mais rápido possível.”

Ademar Rigueira (advogado dos sócios da Aliança Comunicação):

“O advogado Ademar Rigueira, representante dos sócios da empresa Aliança Comunicação, afirma que recebeu com surpresa a notícia da prisão decretada contra seus clientes, no contexto da Operação Fantoche, deflagrada nesta manhã (19), pela Polícia Federal. O advogado reitera que os seus clientes se mostraram surpresos com a investigação, posto que todas as atividades desenvolvidas pela empresa junto ao Sistema “S” foram, até então, aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal de Contas da União. Por isso, entende que inexiste motivo para manutenção das prisões decretadas, estando confiante em suas revogações pelas autoridades competentes.”

Ateliê Produções Artísticas:

“O Ateliê Produções, empresa pernambucana com 17 anos de atuação no mercado audiovisual brasileiro, esclarece que tem entre os seus clientes a Aliança Comunicação, para a qual presta serviços de audiovisual desde 2004, tendo realizado neste período diversos trabalhos, de projetos culturais a publicitários. Todos estes serviços cumpriram rigorosamente os contratos firmados, cujas comprovações foram entregues nesta terça-feira (19) à Polícia Federal, no intuito de colaborar com a operação deflagrada pela mesma. A produtora, que tem uma vasta carteira de clientes, públicos e privados, além de inúmeras premiações como reconhecimento ao trabalho desenvolvido, manterá sempre abertos o seu portfólio, arquivos e qualquer outros dados que venham a ser úteis aos esclarecimentos buscados nessa ação.”

Alto Impacto Produções:

“A Alto Impacto Produções atua no mercado de entretenimento há mais de 10 anos, tendo realizado projetos culturais e grandes shows de artistas nacionais e internacionais, sempre se pautando pelo profissionalismo e qualidade na entrega. A empresa esclarece que está colaborando com as autoridades no intuito de dirimir qualquer questionamento sobre os projetos que participa.”

Instituto Origami:

“O Instituto Origami é uma associação civil de direito privado, independente, sem fins lucrativos e apolítica. E informa que está colaborando com todas as demandas das autoridades no sentido de esclarecer eventuais dúvidas sobre os projetos que realiza.”

Fecomércio, Sesc e Senac:

“O Sistema Fecomércio/Senac/Sesc em Pernambuco esclarece à opinião pública que nenhuma de nossas instituições está envolvida na Operação Fantoche, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção por meio de convênios com o Ministério do Turismo e algumas entidades do Sistema S. Vale lembrar que o Sistema S é composto por nove instituições corporativas voltadas ao treinamento profissional, pesquisa e assistência técnica e social. O Sistema Fecomércio/Senac/Sesc-PE reafirma que não praticou nenhum ato ilícito e não é citado ou investigado em nenhuma operação ou processo criminal.”

OAB-PE:

“A OAB-PE informa que tomou conhecimento do fato de que um advogado inscrito na Seccional de Pernambuco foi alvo de mandado de prisão temporária dentro da Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19/02). A OAB-PE está prestando a assistência dada a todos os advogados para garantia das prerrogativas previstas na Lei n. 8.906/94 e aguardará a conclusão do inquérito policial para a adoção de outras medidas.”

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Homem e adolescente são detidos com 282 comprimidos de ecstasy

Por G1 PE

Comprimidos de ecstasy foram apreendidos no Recife — Foto: Polícia MIlitar/Divulgação

Comprimidos de ecstasy foram apreendidos no Recife — Foto: Polícia MIlitar/Divulgação

Um homem de 20 anos e um adolescente de 17 anos foram detidos pela Polícia Militar, na madrugada desta quarta-feira (20), com 282 comprimidos de ecstasy, na Zona Oeste do Recife. De acordo com a Polícia Civil, Willian de Souza Lacerda foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e corrupção de menores. O jovem está à disposição da Justiça.

A ação da PM ocorreu em duas etapas: na primeira delas, Willian foi encontrado na Avenida Caxangá, no bairro da Iputinga, com 70 comprimidos da droga.

Segundo a Polícia Civil, o homem alegou que o restante do entorpecente estava na casa do adolescente, na Várzea, na mesma região da cidade. Na residência do adolescente, foram localizadas outras 212 unidades de ecstasy.

Além da droga, os PMs apreenderam três celulares e R$ 10. Willian foi encaminhado para a audiência de custódia. O jovem seguiu para uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase).

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PM apreende 100 quilos de maconha que estavam escondidos em barris pendurados em árvores

Por G1 PE

Maconha estava acondiconada em sacos e em tabletes e foi achada dentros dos barris, no Recife — Foto: Polícia MIlitar/Divulgação

Maconha estava acondiconada em sacos e em tabletes e foi achada dentros dos barris, no Recife — Foto: Polícia MIlitar/Divulgação

A Polícia Militar aprendeu 100 quilos de maconha em uma mata na Zona Oeste do Recife. De acordo com a corporação, a droga estava escondida em dois barris, que foram encontrados pendurados em uma árvore.

Ainda de acordo com a PM, equipes procuraram suspeitos de tráfico de drogas na Mata do Engenho Uchôa, no bairro de Areias, quando localizaram os tonéis. Na ação, que ocorreu na terça-feira (19), não houve prisões.

A PM informou que os policiais subiram nas árvores, cortaram as cordas, derrubaram os barris e acharam a maconha. A droga estava acondicionada em sacos e em tabletes.

O entorpecentes foi encaminhado para a delegacia de plantão no bairro da Várzea, também na Zona Oeste.

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Procon recolhe 13 mil adereços de carnaval em loja no Centro do Recife

Por G1 PE

Cerca de 13 mil adereços de carnaval foram apreendidos de loja no Recife — Foto: Procon-PE/Divulgação

Cerca de 13 mil adereços de carnaval foram apreendidos de loja no Recife — Foto: Procon-PE/Divulgação

O Procon-PE recolheu 13 mil itens, entre máscaras e óculos de plástico usados como adereços carnavalescos, no Atacado dos Presentes, na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife. A ação realizada nesta terça-feira (19) faz parte da Operação Serpentina, que fiscaliza lojas e serviços voltados para o carnaval.

De acordo com o Procon-PE, os itens foram recolhidos das prateleiras da loja por não apresentarem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que garante a segurança no uso dos itens. O órgão fiscalizador informou, ainda, que fiscais verificaram que uma das máscaras soltava material apenas com o manuseio.

Ainda segundo o Procon-PE, os itens estão impróprios para consumo. Após a notificação, a loja tem dez dias úteis para apresentar a defesa. Em seguida, o processo é julgado e a empresa está sujeita a multa.

Os produtos apreendidos foram armazenados no depósito da loja, que fica proibida de vender, utilizar, substituir ou subtrair total ou parcialmente os bens referidos. O G1 tenta contato com a loja para repercutir o caso.

O consumidor que quiser denunciar irregularidades ao Procon-PE pode ligar para o telefone 0800.282.1512. A ligação é gratuita.

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PM apreende celulares e armas artesanais no Presídio de Santa Cruz do Capibaribe

Por G1 Caruaru

Materiais irregulares foram apreendidos dentro do Presídio de Santa Cruz do Capibaribe — Foto: Ney Lima/Divulgação

Materiais irregulares foram apreendidos dentro do Presídio de Santa Cruz do Capibaribe — Foto: Ney Lima/Divulgação

Policiais militares apreenderam na terça-feira (19) celulares e armas artesanais no Presídio de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco.

Os materiais foram encontrados nas celas do pavilhão A da unidade prisional. No total, foram apreendidos quatro cachimbos, sete aparelhos celulares, sete armas artesanais, quatro carregadores de celular, entre outros produtos.

Os materiais apreendidos foram encaminhados ao setor de segurança do presídio.

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MPPE recomenda que Prefeitura de Catende não gaste em Carnaval com salários de servidores atrasados

Por G1 Caruaru

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que a Prefeitura de Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, não gaste verba pública para o Carnaval enquanto os salários dos servidores estiverem atrasados. A TV Asa Branca entrou em contato com a gestão municipal, mas não obteve resposta.

Segundo o promotor Rômulo Siqueira, está sendo analisada uma documentação para saber qual a próxima providência que deve ser tomada nesse caso.

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Presidente da CNI é preso em investigação sobre corrupção em contratos do Sistema S

Por G1 PE e Camila Bonfim, TV Globo

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, foi preso pela Polícia Federal, nesta terça-feira (19), dentro da Operação Fantoche, que investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S, entre elas o Sesi.

A CNI afirmou que “não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido” (leia a íntegra da nota abaixo). Também são alvos de mandado de prisão os presidentes das Federações das Indústrias dos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, além de empresários e um advogado. (Confira lista abaixo)

A investigação aponta que um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios tanto com o ministério, quanto com as entidades. Eles já receberam mais de R$ 400 milhões.

De acordo com o delegado federal Renato Madsen, as empresas que são alvo da operação de hoje são investigadas pela criação de empresas de fachada. “Eles criaram empresas sem fins lucrativos para dificultar a investigação do TCU. Queremos investigar até que ponto esse esquema partiu do sistema S daqui e reverberou em outros estados”, afirmou.

“A investigação começou há alguns anos, a partir de uma empresa que estava recebendo grande parte de recursos para eventos culturais. Percebeu-se que esses valores estavam superfaturados e que foram criadas empresas de fachada. Conseguimos identificar também que o dinheiro não era destinado totalmente a essas produções culturais”, afirma o delegado Renato Madsen, da Polícia Federal.

O nome da operação se deve a um dos festivais realizados pelo Sesi, o Bonecos do Mundo, idealizado por Lina Rosa Gomes. Ela e mais dois dos alvos de prisão da Operação Fantoche são da Aliança Comunicação.

De acordo com a Justiça Federal, a Aliança é a principal empresa beneficiada com os supostos desvios e teria celebrado vários contratos com o Sesi para desenvolver uma série de projetos culturais, como o Cine Sesi Cultural, o mais antigo em execução (desde 2002), Na Ponta da Língua e o projeto Relix.

Em nota, a Aliança afirmou que “os projetos passam por auditorias internas e externas, sem qualquer tipo de restrições quanto a qualidade e a entrega”. Além disso, a empresa informou que está se “empenhando ao máximo para esclarecer todos os questionamentos levantados pela Polícia Federal” (leia íntegra da nota abaixo).

Em nota, o Sesi esclareceu que “todos os contratos de patrocínio do Sesi respeitam as leis de licitação e têm processo transparente publicado em jornais”. Eles informaram, ainda, que irão colaborar com as investigações realizadas pela PF.

Foram cumpridos, ainda, outros 40 de busca e apreensão no Distrito FederalPernambucoSão PauloParaíbaMato Grosso do SulMinas Gerais e Alagoas. Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

A operação conta com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU). A investigação aponta que o grupo costumava utilizar empresas sem fins lucrativos para justificar os contratos e convênios, sendo a maioria para a execução de eventos culturais e de publicidade.

A 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados.

Confira quem são os alvos de mandado de prisão da Operação Fantoche:

  • Robson Braga de Andrade – presidente da CNI
  • Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva – empresário e um dos donos da Aliança Comunicação. Ele já havia sido preso pela PF em 2013, na Operação Esopo
  • Ricardo Essinger – presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe)
  • Francisco de Assis Benevides Gadelha – conhecido como Buega Gadelha, é presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB) e um dos vice-presidentes da CNI. A Fiep-PB afirmou que Buega cumpre agenda em Brasília (DF) e que a entidade não teve acesso à investigação
  • José Carlos Lyra de Andrade – presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA). A FIEA confirma que o presidente da entidade está em Brasília, mas informa que não teve acesso à investigação
  • Lina Rosa Gomes Vieira da Silva – empresária e publicitária, ligada à Aliança Comunicação
  • Hebron Costa Cruz de Oliveira – advogado e presidente do Instituto Origami. Em nota, a defesa aponta que “toda a sua conduta como advogado e presidente do Instituto Origami sempre foi desempenhada dentro da mais estrita legalidade”.
  • Jorge Tavares Pimentel Junior – empresário sócio da empresa Neves e Silva Produção
  • Júlio Ricardo Rodrigues Neves – empresário, sócio da Idea Locação de Estruturas e Iluminação
  • Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva – ligado à Aliança Comunicação

Procurado pelo G1, o Ministério do Turismo afirmou que a atual gestão “já havia determinado uma auditoria completa em todos os instrumentos de repasse antes mesmo de tomar conhecimento da investigação da Polícia Federal, ação que resultou no cancelamento de um contrato no valor de R$ 1 milhão”.

Na nota, o Ministério do Turismo lembrou, ainda, que não é alvo das buscas e apreensões da Operação Fantoche e apontou que está totalmente à disposição para colaborar com a investigação.

Mandados em Pernambuco

São 23 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e sete de prisão temporária. A Casa da Indústria, na região central do Recife, está entre os locais em que as equipes da PF foram durante a manhã.

Entre os alvos da Operação Fantoche estão o Instituto Origami, Aliança Comunicação e Cultura, Idea Locação de Estruturas e Iluminação, Somar Intermediação e Negócios e Ateliê Produções Artísticas. O G1 tenta contato com as empresas.

Em nota, o Ateliê produções afirmou que todos os serviços prestados à Aliança Comunicação “cumpriram rigorosamente os contratos firmados, cujas comprovações foram entregues nesta terça-feira (19) à Polícia Federal, no intuito de colaborar com a operação deflagrada pela mesma (leia íntegra mais abaixo)”.

Confira as respostas na íntegra:

  • Confederação Nacional da Indústria

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem conhecimento de que o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, está na Polícia Federal, em Brasília, prestando esclarecimentos sobre a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (19/02). A CNI não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido. Como sempre fez, a entidade está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades.”

  • Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea)

“A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) tem conhecimento de que o presidente da entidade, José Carlos Lyra de Andrade, está na Polícia Federal, em Brasília, prestando esclarecimentos sobre a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (19/02). A Fiea não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido. Como sempre fez, a entidade está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades.”

  • Aliança Comunicação e Cultura

“A Aliança Comunicação e Cultura reafirma seu compromisso em produzir projetos culturais com conteúdo de altíssima qualidade, e que têm se traduzido em sucesso de público e de crítica por quase 20 anos. Ao longo desse tempo, levamos o que há de melhor no mundo das artes para mais de 10 milhões de brasileiros, em todos os estados da federação e no Distrito Federal, sempre com acesso gratuito. Reforçamos, ainda, que todos os nossos projetos passam por auditorias internas e externas, sem qualquer tipo de restrições quanto a qualidade e a entrega de TODOS os itens contratados. Nesse momento, estamos nos empenhando ao máximo para esclarecer todos os questionamentos levantados pela Polícia Federal. É do nosso maior interesse que tudo seja elucidado o mais rápido possível.”

  • Ateliê Produções Artísticas

“O Ateliê Produções, empresa pernambucana com 17 anos de atuação no mercado audiovisual brasileiro, esclarece que tem entre os seus clientes a Aliança Comunicação, para a qual presta serviços de audiovisual desde 2004, tendo realizado neste período diversos trabalhos, de projetos culturais a publicitários. Todos estes serviços cumpriram rigorosamente os contratos firmados, cujas comprovações foram entregues nesta terça-feira (19) à Polícia Federal, no intuito de colaborar com a operação deflagrada pela mesma. A produtora, que tem uma vasta carteira de clientes, públicos e privados, além de inúmeras premiações como reconhecimento ao trabalho desenvolvido, manterá sempre abertos o seu portfólio, arquivos e qualquer outros dados que venham a ser úteis aos esclarecimentos buscados nessa ação.”

  • Fecomércio, Sesc e Senac

“O Sistema Fecomércio/Senac/Sesc em Pernambuco esclarece à opinião pública que nenhuma de nossas instituições está envolvida na Operação Fantoche, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção por meio de convênios com o Ministério do Turismo e algumas entidades do Sistema S. Vale lembrar que o Sistema S é composto por nove instituições corporativas voltadas ao treinamento profissional, pesquisa e assistência técnica e social. O Sistema Fecomércio/Senac/Sesc-PE reafirma que não praticou nenhum ato ilícito e não é citado ou investigado em nenhuma operação ou processo criminal.”

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Criança de 5 anos morre em lagoa no Grande Recife; polícia suspeita de afogamento

Por G1 PE

O corpo de uma menina de 5 anos de idade foi encontrado na Lagoa Azul, localizada na zona rural do município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é de que a garota tenha se afogado.

O caso ocorreu no domingo (17) e foi divulgado nesta segunda-feira (18). Ainda de acordo com a corporação, policiais da Delegacia de Porto de Galinhas foram até o local após uma solicitação do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods).

Identificada como Larissa Vitória Lima da Silva, a criança foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipojuca, onde foi constatada a morte. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso.

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Sete smartphones são apreendidos dentro de aparelho de som no aeroporto do Recife

Por G1 PE

Sete celulares foram encontrados dentro de aparelho de som, na bagagem de um passageiro, no aeroporto do Recife — Foto: Receita Federal/Divulgação

Sete celulares foram encontrados dentro de aparelho de som, na bagagem de um passageiro, no aeroporto do Recife — Foto: Receita Federal/Divulgação

Sete smartphones foram apreendidos pela Receita Federal dentro de um aparelho de som, na bagagem de um passageiro, no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre. Os celulares são avaliados em R$ 34 mil. O passageiro foi autuado e multado em R$ 15 mil pela tentativa de fraude.

A apreensão ocorreu no sábado (16) e foi divulgada nesta segunda-feira (18). De acordo com a Receita, o passageiro, que não teve nome e idade informados, vinha de Miami, nos Estados Unidos, e tinha ocultado os celulares dentro de um aparelho de som, para tentar entrar no país sem declarar a mercadoria à alfândega para não pagar tributos.

A tentativa de fraude, segundo a Receita Federal, foi detectada por meio de um scanner de bagagens do aeroporto. Além da multa, as penalidades previstas para quem oculta mercadorias incluem, ainda, a apreensão dos materiais e autuação criminal do acusado.

As mercadorias apreendidas são posteriormente leiloadas pela Receita Federal ou incorporadas aos bens da União.

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